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Sistema Nervoso Central (SNC) Protegido de efeitos adversos de vários toxicantes potenciais pela BHE. O neurônio, o axônio, a célula mielinizada ou o sistema de neurotransmissores são alvos típicos. Neuronopatia é a perda irreversível de neurônios induzida por um toxicante. A BHE não está completamente desenvolvida ao nascimento e ainda menos em crianças prematuras. Isso predispõe as crianças prematuras a lesões cerebrais por toxicantes. Padrões de Lesão Neuroto ́xica AVALIAÇÃO FUNCIONAL DE NEUROTOXICIDADE Testes funcionais como meio para screening de compostos potencialmente neuroto ́xicos Existem dois níveis distintos de testes funcionais a neurotoxicantes: primeira série: em que os testes podem ser usados para identificar a presença de uma substância neurotóxica segunda série: que envolve a caracterização dos efeitos do composto nas funções motoras, sensoriais, autonômicas e cognitivas (validação dos testes comportamentais) Em última instância, os neurotoxicantes identificados por métodos comportamentais são avaliados em nível celular e molecular para fornecer uma compreensão dos eventos no SN que causam a disfunção neurológica detectada por testes observacionais. AVALIAÇÃO FUNCIONAL DE NEUROTOXICIDADE MECANISMOS DE NEUROTOXICIDADE Compostos neurotóxicos distintos têm, em geral, um dos quatro alvos: a. o neurônio, b. o axônio, c. a célula mielinizada d. o sistema neurotransmissor. Neuronopatias Alguns toxicantes são específicos para neurônios, resultando em sua lesão ou morte. A perda de neurônios é irreversível e inclui a degeneração de toda sua extensão. As características do neurônio que o colocam em risco para a ação de toxicantes celulares incluem: alta taxa metabólica, um longo processo celular que é suportado pelo corpo celular uma membrana excitável que é rapidamente despolarizada e repolarizada. Quando o corpo celular neuronal sofre um dano letal, ele se degenera, em conjunto com todos os seus processos celulares (neuronopatia/ sem potencial para regeneração). Neuronopatias Metilmercu ́rio Afeta principalmente neurônios dos gânglios da raiz dorsal. A exposição ao metilmercu ́rio: prejudica a glicólise, a biossíntese de ácidos nucleicos, a respiração aeróbica, a síntese de proteínas a liberação de neurotransmissores. Provoca dano neuronal disperso e encefalopatia difusa subsequente. Neuronopatias Axonopatia Consideradas como o resultado de uma transecção química do axônio. O axônio degenera e, com ele, a mielina que está ao seu redor. O corpo celular dos neurônios permanece intacto O toxicante provoca uma “transecção química” do axônio em algum ponto ao longo de seu comprimento, a qual degenera o axônio distal. Degeneração axonal no SNC ≠ no SNP: axônios periféricos podem se regenerar, enquanto os centrais não. Axonopatia Gama-dicetonas Seres humanos desenvolvem uma axonopatia sensório-motora distal quando expostos a altas concentrações do n-hexano. A oxidação de n-hexano resulta no final em gama-dicetona que formam ligações cruzadas com neurofilamentos (distorcem a anatomia e prejudicam o transporte axonal). Provoca: neuropatia periférica clínica. Mielinopatias A mielina fornece isolamento elétrico de processos neuronais, e sua ausência provoca diminuição e alteração da condução de impulsos nervosos. A exposição a toxicantes pode resultar: separação entre as camadas de mielina (edema intramieli ́nico), perda seletiva de mielina (desmielinizac ̧ão). A remielinizac ̧ão no SNC ocorre apenas de forma limitada. No entanto, tanto, as células de Schwann no SNP são capazes de remielinizar os axônios. Mielinopatias Hexaclorofeno (3,4,6-triclorofenol) causou neurotoxicidade quando recém-nascidos foram banhados com o composto para evitar infecções cutâneas por estafiloco ́cos. O hexaclorofeno penetra no SN e provoca edema intramielínico, o que leva a ̀ formação de vacúolos criando uma “espongiose” do ce ́rebro. O edema cerebral provoca: aumento da pressão intracraniana, degeneração axonal e degeneração de fotorreceptores na retina. Humanos que sofrem exposição aguda podem ter fraqueza generalizada, confusão e convulsões. Pode ocorrer progressão, incluindo coma e morte. Neurotoxicidade Associada à Neurotransmissa ̃o Interrupção da transmissão de impulsos bloquear ou acentuar a comunicação sináptica, bloquear a recaptação de neurotransmissores interferir nos sistemas de segundo mensageiro. A maioria dos efeitos pode ser facilmente reversíveis. A longo prazo, estão associados a discinesia tardia irreversível. Neurotoxicidade Associada à Neurotransmissa ̃o Cocaína e anfetaminas Propriedades euforizantes e aditivas derivadas do aumento da neurotransmissa ̃o dopaminérgica. Toxicidade aguda: pode resultar em morte súbita. Provoca abortos e hemorragias (com hipóxia no feto) Risco aumentado de doença cerebrovascular, deficiências na perfusão sanguínea e atrofia cerebral e alterações neurodegenerativas em adultos. O que a cocaína faz? Impede a recaptaçâo da dopamina e prolonga a sua ação pós-sináptica Respostas Tóxicas no Fígado HEPATOTOXICIDADE Hepatotoxicidade Hepatotoxinas Naturais (produtos de plantas e minerais) Produtos da indústria química ou farmacêutica Resíduos industriais LESÃO HEPÁTICA INDUZIDA POR QUÍMICOS Lesão citotóxica Parênquima: necrose, degeneração gordurosa e cirrose. Lesão colestática Alteração da secreção de bile e icterícia. Lesão mista Câncer AGUDA SUBAGUDA CRÔNICA METABOLISMO HEPÁTICO DE XENOBIÓTICOS BIOTRANSFORMAÇÃO: zona III do ácino. Sistema citocromo P-450 oxidase. Reações: fase I e fase II RESULTADOS: Menor toxicidade; Metabólito mais tóxico ► detoxificado; Metabólito mais tóxico ► dano celular. Fase I: oxidação, redução ou hidrólise. Fase II: conjugação PADRÕES MORFOLÓGICOS DE LESÃO HEPÁTICA ESTEATOSE NECROSE COLESTASE FIBROSE / CIRROSE CÂNCER ESTEATOSE Armazenamento de lipídeos no hepatócito. Sinal precoce de hepatotoxicidade. Frequentemente é reversível e não provoca morte dos hepatócitos. Exposição: Etanol Tetracloreto de carbono; Hidrocarbonetos aromáticos; Hidrocarbonetos clorados; Pesticidas; Fósforo. NECROSE Caracterizada por edema celular, quebra, desintegração nuclear e influxo de células inflamatórias. Necrose focal: morte disseminada ao acaso de hepatócitos isolados Necrose zonal: morte do hepatócito em certas regiões funcionais Necrose panacinar: morte maciça de hepatócitos com poucos remanescentes. Determinação plasmática ou sérica das enzimas citosólicas hepáticas (ALT, GGT). Os mecanismos de danos: peroxidac ̧ão lipídica, ligação a macromoléculas, lesão mitocondrial, ruptura do citoesqueleto. Exposição: Paracetamol, Cu, etanol, dimetilformamida NECROSE NAPQI = N-acetil-p-benzoquinona GSH = glutationa ONSi = o ́xido ni ́trico sintetase induzi ́vel COLESTASE Diminuição do volume de bile formada ou uma dificuldade em secretar solutos específicos na bile. Transitória ou crônica Associada a inchaço, morte celular e inflamaç ̧a ̃o. AGUDOS: ↑ fosfatase alcalina e bilirrubinas. Exposição: Tolueno Clorpromazina, Estrógenos, Mn FIBROSE E CIRROSE Fibrose = exposições crônicas a substâncias químicas, as células hepáticas destruídas são substituídas por tecido fibroso cicatricial. Cirrose = o fígado fica subdividido por tecido fibroso rodeando nódulos de hepatócitos em regeneração (mínima capacidade de realizar funções essenciais) A cirrose não é reversível, tem um prognóstico ruim e, em geral, é resultado de exposições repetidas a substâncias químicas. TUMORES Neoplasias induzidas quimicamente: O câncer hepatocelular tem sido associado ao uso de andrógenos e ao consumo de alimentos com teores elevados de aflatoxinas (toxina – Aspergillus). O torotrast (dióxido de tório radioativousado como meio de contraste em radiologia) acumula-se nas células de Kupffer e emite radioatividade. Múltiplos tipos de tumores hepáticos são associados a exposição a dióxido de tório. FATORES QUE AFETAM A HEPATOTOXICIDADE Modificação das reações da fase I: indução do sistema P-450: – Etanol; – Tricloroetano ; DDT; dioxinas; aldrin; HCH, etc. – Tabaco; Estado nutricional: deficiência de cobre, cálcio, ferro e zinco e de vitaminas (complexo B, tocoferol, ácido ascórbico) Idade Fatores genéticos