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PRÁTICA III RESE-CASO 1 João foi acusado pelo Ministério Público de praticar homicídio qualificado por motivo fútil porque disparou tiros que atingiram Pedro, seu amigo, e causaram- lhe a morte, assim agindo porque este cuspira, em brincadeira, no seu rosto. Na decisão de pronúncia, o juiz, além de admitir a qualificadora do motivo fútil, acrescentou, ainda, a qualificadora da traição porque, segundo a prova colhida, João mentira para Pedro, convidando-o para almoçar em sua casa e, aproveitando-se de momento em que ele estava sentado à mesa, atingiu-o pelas costas. QUESTÃO: Como advogado de João, verifique o que pode ser feito em sua defesa e, de forma fundamentada, postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. CASO 2 RESE João foi denunciado como incurso no crime previsto no art. 121, § 2.º, incisos III e IV, do Código Penal porque, segundo a acusação, no dia 8/6/2014, por volta das 19hs próximo ao supermercado OI, no bairro da Liberdade, São Paulo – SP, com intenção de matar utilizou-se de uma faca, golpeando Silvio por 6 vezes, causando-lhe a morte. O delito foi cometido mediante meio cruel, causando intenso e desnecessário sofrimento à vitima. O crime foi, ainda, praticado de surpresa, com recurso que dificultou a defesa da vítima. A denúncia foi recebida, em 20/09/2014, pelo juiz da primeira vara do júri da capital, que determinou a citação de João para responder à acusação. Na resposta, o acusado alegou que havia agido para se defender, bem como arrolou uma testemunha. A acusação arrolou Mario, que declarou que conhecia João e que este bebia muito, estando sempre embriagando e causando confusão na vizinhança. Pela defesa foi ouvido Sergio, primo de João e único a presenciar o fato, o qual foi ouvido com a concordância da acusação e sem o compromisso legal. Sergio disse em juízo que presenciou o fato confirmando a data, o local e horário. Disse também que avisou João de que havia uma pessoa na garagem de sua casa subtraindo sua motocicleta. Diante disso, João foi até a garagem e ao chegar, de posse de uma faca, ordenou que o ladrão parasse com o que estava fazendo, tendo este o desafiado e, de posse de uma barra de ferro, seguiu em sua direção. Imediatamente, João golpeou o ladrão, que, ao ser atingido, caiu. Ao ser interrogado, João negou a imputação criminal declarando que agiu em legítima defesa e que em verdade, apesar de desferir cinco golpes com a faca, acertou somente um. Essa alegação vai ao encontro do que foi constatado no Laudo necroscópico, ou seja, uma única lesão perfurocortante, na altura do peito, sendo a causa mortis hemorragia no pulmão. Após os debates, o juiz pronunciou João nos termos da denúncia, a fim de que fosse submetido a julgamento pelo júri popular, mantendo o em liberdade. Considerando a situação hipotética apresentada, redija, em favor de João, a peça profissional, diversa de habeas corpus, cabível à espécie. APELAÇÃO – CASO 1 Catia M., foi denunciada como incurso no artigo 155, 4º, I, do Código Penal, perante a 2ª Vara Criminal da Comarca da capital de São Paulo. Segundo apurado Catia M. foi vista saindo da residência da vítima com uma sacola. A testemunha João, indicada pela acusação, foi ouvida em juízo e declarou que reside a aproximadamente 100 metros do local do fato, sendo que foi de lá que presenciou a pessoa de Catia M. sair da casa da vítima. Disse também que o local é escuro e que, por conta da idade, 70 anos, não enxerga muito bem. Catia negou a prática do crime, mas não teve testemunha ouvida, uma vez que o juiz indeferiu sua resposta à acusação com rol de testemunhas, porque extemporânea. Por outro lado, o laudo pericial restou inconclusivo quanto ao rompimento da janela, circunstância que teria sido provocada para execução do furto. Ao final, Catia M foi condenada à dois anos de reclusão, em regime inicial aberto, substituindo-se a pena por restritiva de direitos. Como advogado (a) adote a medida cabível em favor de Catia M. APELAÇÃO CASO 2 Luciano foi denunciado por ter, no dia 5 de janeiro de 2009, por volta das 00 h 30 min, em frente à Igreja São Judas Tadeu, no bairro Moema, São Paulo – SP, descumprido ordem judicial de proibição de aproximação de sua ex-esposa, em face de medida decretada oriunda da Lei Maria da Penha. Desde então, encontra-se recolhido preso no CDP de Franco da Rocha. Ocorre que, por ocasião da audiência de instrução debates e julgamento, Luciano, embora requisitado, não foi apresentado pelo Poder Público perante o Juízo. Injustificadamente, seu advogado também quedou-se ausente. O Douto Juízo nomeou defensor “ad hoc” que, por sua vez, anuiu realizar a audiência sem a presença do acusado, procedendo-se à oitiva da vítima e de uma testemunha de acusação. Dois meses depois, Luciano foi ouvido mediante carta precatória, cuja expedição não contou com os depoimentos da vítima e da testemunha de acusação acima referidas. Luciano negou a prática do crime, dizendo que esteve no local para tratar assunto com o professor de violino do filho que tem com sua ex-esposa. O professor confirmou que vinha mantendo contato com Luciano. Apresentadas as alegações finais das partes, o MM. Juízo condenou Luciano à pena de três meses de detenção, substituindo-a, em seguida, à pena restritiva de direitos, nos termos do art. 44, do Código Penal. Considerando a situação hipotética descrita, formule, na condição de advogado (a) contratado (a) por Luciano, recurso de apelação CASO 1 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO O Tribunal de Justiça de São Paulo, ao proferir Acórdão mantendo a condenação João por furto qualificado, admitiu, expressamente, na fundamentação, que se tratava de caso de aplicação do privilégio previsto no parágrafo segundo, do art. 155 do Código Penal, porque o prejuízo da vítima era de R$ 100,00 (cem reais), devendo, em face de sua primariedade e bons antecedentes, ser condenado à pena mínima. Na parte dispositiva, fixou como pena a de reclusão de 2 (dois) anos, substituindo-a por uma pena restritiva de direito e multa, fixando regime inicial aberto. Diante do inconformismo de João com essa condenação, como seu advogado, tome as providências cabíveis para a sua defesa e redija a peça processual adequada. CASO 2 EMBARGOS DE NULIDADE Em 7/6/2009, CAIO foi condenado, pelo Juízo da 9.ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro, a pena de dois anos de reclusão e multa pela prática do crime previsto no artigo 171, § 3.º, do Código Penal, porque teria recebido, fraudulentamente, benefício previdenciário, no valor de R$ 5.000,00, em prejuízo do INSS, por meio de saque da quantia no caixa bancário, com o uso de documento de identidade que pertencia a beneficiário já falecido. O fato ocorreu em 8/10/2008. A sentença determinou o cumprimento da pena em regime aberto, negando expressamente a sua substituição por pena restritiva de direitos por considerar que o réu não preenchia o requisito do artigo 44, III, do Código Penal, por se encontrar indiciado em outros inquéritos por fatos análogos. O apelo interposto pela defesa de Caio teve provimento negado pela 3.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região, por maioria de votos. Na ocasião, restou vencido o desembargador federal Tício, que (A) acolhia a preliminar de nulidade da sentença pela ausência de exame pericial no documento utilizado por Caio; (B) no mérito, reformava a sentença condenatória para absolver Caio por insuficiência de provas para a condenação, a qual foi baseada no testemunho judicial da autoridade policial que oficiou na fase do inquérito, informando ter chegado a Caio por meio de denúncia anônima, corroborada por confissão policial, sendo certo que Caio foi submetido pelo juízo a reconhecimento pelo caixa do banco, de acordo com o procedimento previsto no artigo 226 do Código de Processo Penal, que restou negativo; (C) autorizava a substituição da pena por pena restritiva de direitos, mesmo havendo na folha de antecedentes criminais de Caio diversas anotações relativas a inquéritos policiais, em andamento, por outras fraudes contra o INSS.Redija a peça processual adequada à situação descrita, invocando todos os fundamentos jurídicos pertinentes. CASO 1 RECURSO ESPECIAL João foi condenado pela prática de crime de roubo com emprego de arma de fogo, na forma do artigo 157, parágrafo 2º, inciso I, do código penal. Ocorre que durante a instrução probatória, antes mesmo de instalada a audiência, o juiz conduziu a todos até a sala de reconhecimento, onde aguardava João a fim de ser submetido ao ato de reconhecimento. Na ocasião, a defesa técnica argumentou que o ato violava o disposto no artigo 226, do código de processo penal, não obedecia ao passo a passo lá estabelecido para correta realização do ato. Assim, deixou o juízo de em primeiro lugar ouvir as declarações da vítima, em segundo lugar, indagá-la sobre as características físicas do agressor para somente então proceder ao ato de reconhecimento. João apelou e embargou de declaração alegando desprezo ao que disposto no mencionado artigo, sendo vencido em todas essas oportunidades. Como advogado (a) adote a medida jurídica em favor de João. CASO 1 HABEAS CORPUS A residência de Terêncio, peão, casado, pai de 7 filhos, foi invadida por 4 meliantes, os quais passaram a manter sua esposa, Edite e seus filhos sob a mira de armas de fogo. Os assaltantes exigiram de Terêncio a quantia de R$ 2.000,00, sob pena de matar sua esposa e seus filhos. Terêncio tinha guardado embaixo do colchão apenas a quantia de R$ 1.500,00, o que não foi suficiente para os bandidos, que deram 1 hora para que Terêncio conseguisse o restante do dinheiro. Desesperado, Terêncio dirigiu-se à venda de Manoel, apresentando um cheque no valor de R$ 500,00 e solicitando que o trocasse por dinheiro. Manoel atendeu prontamente o pedido do amigo, em face da sua notória honestidade. De volta à sua residência, Terêncio entregou o restante do dinheiro aos bandidos, que liberaram sua família, mas foram embora o ameaçando, dizendo que não contasse nada para ninguém e que também não os denunciasse, caso contrário, voltariam e matariam toda a sua família. No dia seguinte, seu Manoel dirigiu-se à agência bancária e apresentou o cheque, o qual, para sua surpresa não pode ser compensado, face a insuficiência de fundos. Sem sequer falar com Terêncio, seu Manoel foi até a delegacia e “prestou queixa” contra o amigo, acusando-o de estelionatário. Terêncio foi indiciado pelo crime de estelionato, na modalidade de fraude no pagamento por meio de cheque (art. 171, §2º, VI do CP). Assim que chegou da delegacia, seu Manoel encontrou Terêncio em sua venda, o qual o aguardava com o dinheiro em mãos, para saldar a dívida. Seu Manoel comentou sobre o que havia acabado de fazer e Terêncio dirigiu-se imediatamente ao DP para apresentar o cheque resgatado e o recibo de quitação da dívida.Mesmo assim, Terêncio foi denunciado pelo Ministério Público. O juiz determinou a citação de Terêncio para apresentar a resposta escrita, o que foi feito dentro do prazo. O juiz recebeu a inicial e designou a data da audiência de instrução e julgamento para daqui a 35 dias. Como advogado de Terêncio, impetre a medida cabível. CASO 1 DE REVISÃO CRIMINAL João foi condenado definitivamente, com trânsito em julgado pela prática do crime de estupro, previsto no artigo 213, do Código Penal, com uma pena a cumprir de 08 anos de reclusão em regime fechado, eis que teria constrangido a vítima Silviane à conjunção carnal mediante grave ameaça. Ocorre que agora, decorrido um ano já do trânsito em julgado, com o condenado cumprindo pena privativa de liberdade, a vítima confidenciou à sua amiga Marli, que antes dos fatos, já namorava João e que com ele havia mantido relacionamento sexual por diversas oportunidades e por sua própria vontade. Ademais, relatou também que o acusou de crime, porque Silviane rompera definitivamente com o namoro, e, não sabendo lidar com o fim do relacionamento, desejou prejudicá-lo apenas por vingança. Marli, inconformada com a atitude de sua amiga rompeu a amizade e se dirigiu à delegacia de polícia fazendo tudo constar em um boletim de ocorrência, sendo que lá foi instaurado um inquérito policial para apurar a suposta prática de crime de denunciação caluniosa. Logo em seguida, João foi informado de todo ocorrido pela própria Marli. Como advogado de João, adote a medida jurídica cabível.