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Substitutiva comunicação e expressão

Conjunto de questões de múltipla escolha sobre leitura e gramática: definição de parágrafo (excerto de Garcia), interpretação do conto "Meu engraxate" de Mário de Andrade e síntese de trecho de Possenti sobre variação linguística e diferenças de gênero.

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Questões resolvidas

Leia o texto a seguir: O parágrafo é uma unidade de composição, constituída por um ou mais de um período, em que se desenvolve determinada ideia central, ou nuclear, a que se agregam outras, secundárias, intimamente relacionadas pelo sentido e logicamente decorrentes dele. GARCIA, O. M. Comunicação em prosa moderna. 7. ed. Rio de Janeiro: FGV, 1978, p. 203. Com base nas discussões sobre a constituição dos parágrafos apresentadas no texto de Garcia, avalie as seguintes assertivas e a relação proposta entre elas:
A respeito dessas assertivas, assinale a opção correta:
I. O parágrafo é a unidade básica de um texto.
II. A estrutura do parágrafo apresenta introdução, desenvolvimento e conclusão.
a) A assertiva II contraria a ideia expressa na assertiva I.
b) As assertivas I e II são falsas.
c) As assertivas I e II são proposições excludentes.
d) As assertivas são verdadeiras, mas a relação entre elas não está correta.
e) A assertiva I é uma proposição falsa e a II é verdadeira.

Leia o texto Meu engraxate, de Mário de Andrade: Meu engraxate 1. É por causa de meu engraxate que ando agora em plena desolação. Meu 2. engraxate me deixou. 3. Passei duas vezes pela porta onde ele trabalhava e nada. Então me 4. inquietei, não sei que doenças mortíferas, que mudanças pra outras portas se 5. pensaram em mim, resolvi perguntar ao menino que trabalhava na outra 6. cadeira. O menino é um retalho de hungarês, cara de infeliz, não dá simpatia 7. alguma. E tímido o que torna instintivamente a gente muito combinado com 8. o universo no propósito de desgraçar esses desgraçados de nascença. "Está 9. vendendo bilhete de loteria", respondeu antipático, me deixando numa 10. perplexidade penosíssima: pronto! Estava sem engraxate! Os olhos do 11. menino chispeavam ávidos, porque sou dos que ficam fregueses e dão 12. gorjeta. Levei seguramente um minuto pra definir que tinha de continuar 13. engraxando sapatos toda a vida minha e ali estava um menino que, a gente 14. ensinando, podia ficar engraxate bom. ANDRADE, M. de. Os filhos da Candinha. São Paulo: Martins, 1963, p. 167. Ainda pensando na leitura, leia atentamente o que se segue e responda a questão.
O leitor atento, ao ler um texto, constrói hipóteses sobre o que lê, comprovando-as ou refutando-as com passagens, afirmacoes e ideias do próprio texto. Pensando nisso, é possível afirmar que o sentimento do narrador pela perda dos serviços do engraxate, e não de um amigo, são demonstrados na seguinte passagem:
a) "O menino é um retalho de hungarês, cara de infeliz" (linha 6).
b) "[...] sou desses que ficam fregueses e dão gorjeta" (linhas 11-12).
c) "[...] pronto! Estava sem engraxate!" (linha 10).
d) "[...] resolvi perguntar ao menino que trabalha na outra cadeira" (linhas 5-6).
e) "[...] tinha que continuar engraxando sapatos toda a minha vida ali" (linhas 12-13).

Leia atentamente o texto a seguir: Alguns sonham com uma língua uniforme. Só pode ser por mania repressiva ou medo da variedade, que é uma das melhores coisas que a humanidade inventou [...]. Em uma língua uniforme, talvez fosse possível pensar, dar ordens e instruções. Mas, e a poesia? E o humor? E como os falantes fariam para demonstrar atitudes diferentes? Teriam que avisar (dizer, por exemplo, "estou irritado", "estou à vontade", "vou tratá-lo formalmente")? E como produzir a uniformidade se a variedade linguística é fruto da variedade social? Essa é uma questão, sem dúvida, interessante. Pesquisas feitas em vários países demonstram que há uma fala de homens e uma de mulheres. A fala das mulheres é mais semelhante à norma culta do que a dos homens. Isso seria resultado de um comportamento linguístico mais "correto" por parte das mulheres. Tal distinção faz com que esperemos comportamentos diferentes por parte de homens e de mulheres [...]. Assim, tomando como base esse pensamento, o comportamento do homem, em nossa sociedade, aparenta ser menos correto do que o de uma mulher (menos gentil, menos educado, mais descuidado). POSSENTI, S. Por que (Não) Ensinar Gramática na Escola. Campinas/São Paulo: ALB, Mercado de Letras, 1996, p. 36-37. (Adaptado).
A alternativa que melhor sintetiza o conteúdo do fragmento de texto acima é:
a) Os comportamentos sociais – como ser mais ou menos "correto", mais ou menos "gentil" – necessitam de uma relação direta com as normas gramaticais.
b) A variação linguística é uma maneira de demonstrar que as pessoas têm medo de utilizar as normas estabelecidas pela gramática normativa.
c) Os homens, assim como as mulheres, adaptam sua linguagem às situações de comunicação em que se envolvem nos diferentes locais e momentos.
d) As variedades da língua estão ligadas às variedades sociais e culturais de tal maneira que é impossível estabelecer uma uniformização para uma ou para a outra.
e) É a uniformização da língua que permite estabelecer o tom de beleza, musicalidade, humor e expressividade nos atos comunicativos.

Leia atentamente a definição a seguir: Coerência Coerência é um elemento que permite ao leitor interpretar e compreender um texto. A coerência, de acordo com Koch (1997, p. 52), "longe de constituir mera qualidade ou propriedade do texto, é resultado de uma interação dada pela atuação conjunta de uma série de fatores de ordem cognitiva, situacional, sociocultural e interacional". KOCH, I. G. V. O texto e a construção dos sentidos. São Paulo: Contexto, 1997. Diante disso, leia os textos das alternativas, todos da referência a seguir, e assinale aquele que é textualmente coerente. PLATÃO, F.; FIORIN, J. L. Para entender o texto: leitura e produção. 17. ed. São Paulo: Ática, 2007.
Assinale aquele que é textualmente coerente.
a) "Lá dentro havia uma fumaça formada pelos cigarros e essa fumaça não deixava que víssemos qualquer pessoa, pois ela era muito intensa. Meu colega foi à cozinha, me deixando sozinho. Fiquei encostado na parede da sala, observando as pessoas que lá estavam. Na festa havia pessoas de todos os tipos: ruivas, brancas, negras, amarelas, altas, baixas etc." (PLATÃO; FIORIN, 2007, p. 262).
b) "Embora existam políticos competentes e honestos, preocupados com as legítimas causas populares, os jornais, na semana passada, noticiaram casos de corrupção comprovada, praticados por um político eleito pelo povo. Isso demonstra que o povo não sabe escolher seus representantes." (PLATÃO; FIORIN, 2007, p. 269).
c) "Havia um menino muito fraco que vendia amendoins numa esquina [...]. Ele era tão fraquinho que mal podia carregar a cesta em que estavam os pacotinhos de amendoim. Um dia, na esquina em que ficava, um motorista, que vinha em alta velocidade, perdeu a direção. O carro capotou e ficou de rodas para o ar. O menino não pensou duas vezes. Correu para o carro e tirou de lá o motorista, que era um homem corpulento. Carregou-o até a calçada, parou um carro e o levou para o hospital. Assim, salvou-lhe a vida." (PLATÃO; FIORIN, 2007, p. 261).
d) "Conheci Sheng no ensino médio e aí começamos um namoro que dura até hoje e talvez para sempre. Mas não gosto de sua família: repressora, preconceituosa e preocupada com as milenares tradições. Sou brasileira e não gosto de comida chinesa. Na casa deles, só falam chinês e de chinês as atividades intelectuais. Por toda a parte havia sinais disso: raquetes de tênis, prancha de surf, equipamentos de alpinismo, skate, um tabuleiro de xadrez com as peças arrumadas sobre uma mesinha e, na estante, as obras completas de Shakespeare." (PLATÃO; FIORIN, p. 268).

Leia e analise o fragmento e o parágrafo a seguir: Um parágrafo bem estruturado é aquele que apresenta um tópico frasal (também chamado de ideia principal, ideia chave ou ideia básica), em torno do qual se agregam as ideias secundárias que sustentam, ampliam, relacionam, exemplificam, conceituam e discutem ("alimentam") a ideia principal. Para avaliar seu nível de relaxamento, você pode monitorar algumas reações fisiológicas sem uso de equipamentos especializados de biofeedback. Por exemplo, para avaliar a temperatura periférica, das mãos especialmente, você pode colocá-las em contato com o rosto. Se elas estiverem mais frias, este pode ser um sinal de estresse ou ansiedade. O ideal é que os dois mantenham temperatura similar. No entanto, para que isso ocorra, a temperatura ambiente deve estar em torno de 20 graus. Para aferir o nível de atividade eletrodérmica, você pode verificar as palmas das mãos para detectar vestígios de sudorese. E, finalmente, para avaliar a atividade cardiovascular através da frequência cardíaca, pode-se medir o pulso durante 20 segundos e multiplicar o número obtido por três, tendo assim o equivalente a 60 segundos. Esses procedimentos possibilitarão que a pessoa se conscientize de algumas funções internas que poderão facilitar o controle das reações fisiológicas e emocionais. (Rossi, 1993, p. 69). ROSSI, A. M. Homem não chora: aprendendo a dominar o estresse do sexo masculino. Porto Alegre: Artes & Ofícios, 1993.
A seguir, com base na análise feita, avalie as afirmações:
I. O tópico frasal é a parte que compreende o último período do texto, pois apresenta sua ideia central.
II. Os complementos estão presentes em todo o parágrafo, menos no primeiro e no último período.
III. O último período é a conclusão do parágrafo, pois apresenta uma espécie de sistematização das ideias anteriores.
IV. O primeiro período do parágrafo é a ideia central, em torno da qual se agregam as demais ideias.
a) I, apenas.
b) II, III e IV, apenas.
c) I, III e IV, apenas.
d) I e II, apenas.
e) I, II e IV, apenas.

Leia atentamente o que se segue: A língua, de acordo com Bakhtin/Voloshinov (1995 [1929/1930]), é um conjunto de códigos combinados que formam um sistema de práticas usadas em diferentes tempos e esferas da atividade humana pelos falantes de uma determinada comunidade, região ou país. Esse sistema permite agir, expressar ideias e estabelecer relações com os outros. BAKHTIN, M.; VOLOCHINOV, V. N. Marxismo e Filosofia da Linguagem. 10. ed. São Paulo: Hucitec, 1995[1929/1930]. A partir da leitura do trecho acima e dos conteúdos abordados no texto-base, julgue as afirmativas a seguir.
Estão corretas:
I. A língua é um conjunto de códigos combinados, que é elaborado pelo falante no momento da produção discursiva.
II. Os códigos combinados e compreendidos pelos interlocutores, em situações de comunicação específicas, são chamados de língua.
III. Em uma comunidade de falantes, a utilização da língua permite o estabelecimento de ações e a expressão de ideias.
IV. As esferas de atividade humana e o momento de construção discursiva determinam a combinação dos códigos utilizados na comunicação.
V. O funcionamento dos atos comunicativos é estabelecido pelos interlocutores, que determinam a combinação dos códigos a serem utilizados, e pelo contexto social, histórico e cultural em que eles estão inseridos.
a) apenas as afirmativas II, III e V.
b) apenas as afirmativas IV e V.
c) apenas as afirmativas I e II.
d) apenas as afirmativas II, III, IV e V.
e) apenas as afirmativas I, II e V.

Para sustentar sua tese, Cláudio de Moura Castro faz uso de argumentos e exemplos que vão desde o senso comum até argumentos de autoridade.
Pensando nisso, leia e avalie as afirmacoes que se seguem, colocando V quando forem verdadeiras e F quando forem falsas:
( ) Um bom cientista é um grande generalista que, além disso, domina uma área específica.
( ) É a capacidade de pensar de forma abrangente que faz de alguém um grande cientista, e não um reles operador de laboratório.
( ) Os empregos mais cobiçados e valorizados são ocupados por profissionais que dominam profundamente as técnicas de suas áreas.
( ) O profissional universal é aquele que sabe pensar sobre o assunto, interpretar a regra e conviver com a exceção.
a) V, V, F, F.
b) V, V, V, F.
c) V, V, F, V.
d) V, F, V, F.
e) F, F, V, V.

A correta interpretação do texto indica que os gêneros se realizam textualmente por meio da organização tipológica.
Pensando nisso, observe a seguinte relação de tipos textuais: 1. Narração. 2. Descrição. 3. Injunção. 4. Argumentação. 5. Exposição. Numere os conjuntos de gêneros de acordo com a relação dos tipos textuais.
( ) Cardápio, folheto turístico, anúncio classificado.
( ) Conto, fábula, crônica, depoimento.
( ) Aula, resumo, texto expositivo.
( ) Sermão, editorial de jornais e revistas, reclamação, tese.
( ) Ordem, pedido, manual e instrução.
a) 4, 1, 3, 2, 5.
b) 2, 1, 5, 4, 3.
c) 5, 1, 3, 2, 4.
d) 3, 1, 4, 2, 5.
e) 2, 1, 4, 3, 5.

A linguagem permeia as relações sociais e se estrutura de diferentes maneiras para atender aos objetivos específicos dos atos comunicativos.
A seguir, relacione os elementos às suas respectivas explicações:
1. O que se diz.
2. Para quem se diz.
3. Quem diz.
4. Onde e quando se diz.
5. Por que se diz.
( ) Função social do falante/escrevente no momento da produção comunicativa.
( ) O objetivo que se tem na produção de determinada construção discursiva.
( ) O local e o momento em que o ato de comunicação é produzido.
( ) Quem é a audiência (ouvinte/leitor) no momento da produção comunicativa.
( ) O assunto, o tema, que motiva a produção de comunicação.

Leia o exemplo a seguir e responda à questão.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a denominação do gênero do texto do exemplo.
a) Didático.
b) Reportagem.
c) Artigo de opinião.
d) Crônica.
e) Manual de instrução.

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Questões resolvidas

Leia o texto a seguir: O parágrafo é uma unidade de composição, constituída por um ou mais de um período, em que se desenvolve determinada ideia central, ou nuclear, a que se agregam outras, secundárias, intimamente relacionadas pelo sentido e logicamente decorrentes dele. GARCIA, O. M. Comunicação em prosa moderna. 7. ed. Rio de Janeiro: FGV, 1978, p. 203. Com base nas discussões sobre a constituição dos parágrafos apresentadas no texto de Garcia, avalie as seguintes assertivas e a relação proposta entre elas:
A respeito dessas assertivas, assinale a opção correta:
I. O parágrafo é a unidade básica de um texto.
II. A estrutura do parágrafo apresenta introdução, desenvolvimento e conclusão.
a) A assertiva II contraria a ideia expressa na assertiva I.
b) As assertivas I e II são falsas.
c) As assertivas I e II são proposições excludentes.
d) As assertivas são verdadeiras, mas a relação entre elas não está correta.
e) A assertiva I é uma proposição falsa e a II é verdadeira.

Leia o texto Meu engraxate, de Mário de Andrade: Meu engraxate 1. É por causa de meu engraxate que ando agora em plena desolação. Meu 2. engraxate me deixou. 3. Passei duas vezes pela porta onde ele trabalhava e nada. Então me 4. inquietei, não sei que doenças mortíferas, que mudanças pra outras portas se 5. pensaram em mim, resolvi perguntar ao menino que trabalhava na outra 6. cadeira. O menino é um retalho de hungarês, cara de infeliz, não dá simpatia 7. alguma. E tímido o que torna instintivamente a gente muito combinado com 8. o universo no propósito de desgraçar esses desgraçados de nascença. "Está 9. vendendo bilhete de loteria", respondeu antipático, me deixando numa 10. perplexidade penosíssima: pronto! Estava sem engraxate! Os olhos do 11. menino chispeavam ávidos, porque sou dos que ficam fregueses e dão 12. gorjeta. Levei seguramente um minuto pra definir que tinha de continuar 13. engraxando sapatos toda a vida minha e ali estava um menino que, a gente 14. ensinando, podia ficar engraxate bom. ANDRADE, M. de. Os filhos da Candinha. São Paulo: Martins, 1963, p. 167. Ainda pensando na leitura, leia atentamente o que se segue e responda a questão.
O leitor atento, ao ler um texto, constrói hipóteses sobre o que lê, comprovando-as ou refutando-as com passagens, afirmacoes e ideias do próprio texto. Pensando nisso, é possível afirmar que o sentimento do narrador pela perda dos serviços do engraxate, e não de um amigo, são demonstrados na seguinte passagem:
a) "O menino é um retalho de hungarês, cara de infeliz" (linha 6).
b) "[...] sou desses que ficam fregueses e dão gorjeta" (linhas 11-12).
c) "[...] pronto! Estava sem engraxate!" (linha 10).
d) "[...] resolvi perguntar ao menino que trabalha na outra cadeira" (linhas 5-6).
e) "[...] tinha que continuar engraxando sapatos toda a minha vida ali" (linhas 12-13).

Leia atentamente o texto a seguir: Alguns sonham com uma língua uniforme. Só pode ser por mania repressiva ou medo da variedade, que é uma das melhores coisas que a humanidade inventou [...]. Em uma língua uniforme, talvez fosse possível pensar, dar ordens e instruções. Mas, e a poesia? E o humor? E como os falantes fariam para demonstrar atitudes diferentes? Teriam que avisar (dizer, por exemplo, "estou irritado", "estou à vontade", "vou tratá-lo formalmente")? E como produzir a uniformidade se a variedade linguística é fruto da variedade social? Essa é uma questão, sem dúvida, interessante. Pesquisas feitas em vários países demonstram que há uma fala de homens e uma de mulheres. A fala das mulheres é mais semelhante à norma culta do que a dos homens. Isso seria resultado de um comportamento linguístico mais "correto" por parte das mulheres. Tal distinção faz com que esperemos comportamentos diferentes por parte de homens e de mulheres [...]. Assim, tomando como base esse pensamento, o comportamento do homem, em nossa sociedade, aparenta ser menos correto do que o de uma mulher (menos gentil, menos educado, mais descuidado). POSSENTI, S. Por que (Não) Ensinar Gramática na Escola. Campinas/São Paulo: ALB, Mercado de Letras, 1996, p. 36-37. (Adaptado).
A alternativa que melhor sintetiza o conteúdo do fragmento de texto acima é:
a) Os comportamentos sociais – como ser mais ou menos "correto", mais ou menos "gentil" – necessitam de uma relação direta com as normas gramaticais.
b) A variação linguística é uma maneira de demonstrar que as pessoas têm medo de utilizar as normas estabelecidas pela gramática normativa.
c) Os homens, assim como as mulheres, adaptam sua linguagem às situações de comunicação em que se envolvem nos diferentes locais e momentos.
d) As variedades da língua estão ligadas às variedades sociais e culturais de tal maneira que é impossível estabelecer uma uniformização para uma ou para a outra.
e) É a uniformização da língua que permite estabelecer o tom de beleza, musicalidade, humor e expressividade nos atos comunicativos.

Leia atentamente a definição a seguir: Coerência Coerência é um elemento que permite ao leitor interpretar e compreender um texto. A coerência, de acordo com Koch (1997, p. 52), "longe de constituir mera qualidade ou propriedade do texto, é resultado de uma interação dada pela atuação conjunta de uma série de fatores de ordem cognitiva, situacional, sociocultural e interacional". KOCH, I. G. V. O texto e a construção dos sentidos. São Paulo: Contexto, 1997. Diante disso, leia os textos das alternativas, todos da referência a seguir, e assinale aquele que é textualmente coerente. PLATÃO, F.; FIORIN, J. L. Para entender o texto: leitura e produção. 17. ed. São Paulo: Ática, 2007.
Assinale aquele que é textualmente coerente.
a) "Lá dentro havia uma fumaça formada pelos cigarros e essa fumaça não deixava que víssemos qualquer pessoa, pois ela era muito intensa. Meu colega foi à cozinha, me deixando sozinho. Fiquei encostado na parede da sala, observando as pessoas que lá estavam. Na festa havia pessoas de todos os tipos: ruivas, brancas, negras, amarelas, altas, baixas etc." (PLATÃO; FIORIN, 2007, p. 262).
b) "Embora existam políticos competentes e honestos, preocupados com as legítimas causas populares, os jornais, na semana passada, noticiaram casos de corrupção comprovada, praticados por um político eleito pelo povo. Isso demonstra que o povo não sabe escolher seus representantes." (PLATÃO; FIORIN, 2007, p. 269).
c) "Havia um menino muito fraco que vendia amendoins numa esquina [...]. Ele era tão fraquinho que mal podia carregar a cesta em que estavam os pacotinhos de amendoim. Um dia, na esquina em que ficava, um motorista, que vinha em alta velocidade, perdeu a direção. O carro capotou e ficou de rodas para o ar. O menino não pensou duas vezes. Correu para o carro e tirou de lá o motorista, que era um homem corpulento. Carregou-o até a calçada, parou um carro e o levou para o hospital. Assim, salvou-lhe a vida." (PLATÃO; FIORIN, 2007, p. 261).
d) "Conheci Sheng no ensino médio e aí começamos um namoro que dura até hoje e talvez para sempre. Mas não gosto de sua família: repressora, preconceituosa e preocupada com as milenares tradições. Sou brasileira e não gosto de comida chinesa. Na casa deles, só falam chinês e de chinês as atividades intelectuais. Por toda a parte havia sinais disso: raquetes de tênis, prancha de surf, equipamentos de alpinismo, skate, um tabuleiro de xadrez com as peças arrumadas sobre uma mesinha e, na estante, as obras completas de Shakespeare." (PLATÃO; FIORIN, p. 268).

Leia e analise o fragmento e o parágrafo a seguir: Um parágrafo bem estruturado é aquele que apresenta um tópico frasal (também chamado de ideia principal, ideia chave ou ideia básica), em torno do qual se agregam as ideias secundárias que sustentam, ampliam, relacionam, exemplificam, conceituam e discutem ("alimentam") a ideia principal. Para avaliar seu nível de relaxamento, você pode monitorar algumas reações fisiológicas sem uso de equipamentos especializados de biofeedback. Por exemplo, para avaliar a temperatura periférica, das mãos especialmente, você pode colocá-las em contato com o rosto. Se elas estiverem mais frias, este pode ser um sinal de estresse ou ansiedade. O ideal é que os dois mantenham temperatura similar. No entanto, para que isso ocorra, a temperatura ambiente deve estar em torno de 20 graus. Para aferir o nível de atividade eletrodérmica, você pode verificar as palmas das mãos para detectar vestígios de sudorese. E, finalmente, para avaliar a atividade cardiovascular através da frequência cardíaca, pode-se medir o pulso durante 20 segundos e multiplicar o número obtido por três, tendo assim o equivalente a 60 segundos. Esses procedimentos possibilitarão que a pessoa se conscientize de algumas funções internas que poderão facilitar o controle das reações fisiológicas e emocionais. (Rossi, 1993, p. 69). ROSSI, A. M. Homem não chora: aprendendo a dominar o estresse do sexo masculino. Porto Alegre: Artes & Ofícios, 1993.
A seguir, com base na análise feita, avalie as afirmações:
I. O tópico frasal é a parte que compreende o último período do texto, pois apresenta sua ideia central.
II. Os complementos estão presentes em todo o parágrafo, menos no primeiro e no último período.
III. O último período é a conclusão do parágrafo, pois apresenta uma espécie de sistematização das ideias anteriores.
IV. O primeiro período do parágrafo é a ideia central, em torno da qual se agregam as demais ideias.
a) I, apenas.
b) II, III e IV, apenas.
c) I, III e IV, apenas.
d) I e II, apenas.
e) I, II e IV, apenas.

Leia atentamente o que se segue: A língua, de acordo com Bakhtin/Voloshinov (1995 [1929/1930]), é um conjunto de códigos combinados que formam um sistema de práticas usadas em diferentes tempos e esferas da atividade humana pelos falantes de uma determinada comunidade, região ou país. Esse sistema permite agir, expressar ideias e estabelecer relações com os outros. BAKHTIN, M.; VOLOCHINOV, V. N. Marxismo e Filosofia da Linguagem. 10. ed. São Paulo: Hucitec, 1995[1929/1930]. A partir da leitura do trecho acima e dos conteúdos abordados no texto-base, julgue as afirmativas a seguir.
Estão corretas:
I. A língua é um conjunto de códigos combinados, que é elaborado pelo falante no momento da produção discursiva.
II. Os códigos combinados e compreendidos pelos interlocutores, em situações de comunicação específicas, são chamados de língua.
III. Em uma comunidade de falantes, a utilização da língua permite o estabelecimento de ações e a expressão de ideias.
IV. As esferas de atividade humana e o momento de construção discursiva determinam a combinação dos códigos utilizados na comunicação.
V. O funcionamento dos atos comunicativos é estabelecido pelos interlocutores, que determinam a combinação dos códigos a serem utilizados, e pelo contexto social, histórico e cultural em que eles estão inseridos.
a) apenas as afirmativas II, III e V.
b) apenas as afirmativas IV e V.
c) apenas as afirmativas I e II.
d) apenas as afirmativas II, III, IV e V.
e) apenas as afirmativas I, II e V.

Para sustentar sua tese, Cláudio de Moura Castro faz uso de argumentos e exemplos que vão desde o senso comum até argumentos de autoridade.
Pensando nisso, leia e avalie as afirmacoes que se seguem, colocando V quando forem verdadeiras e F quando forem falsas:
( ) Um bom cientista é um grande generalista que, além disso, domina uma área específica.
( ) É a capacidade de pensar de forma abrangente que faz de alguém um grande cientista, e não um reles operador de laboratório.
( ) Os empregos mais cobiçados e valorizados são ocupados por profissionais que dominam profundamente as técnicas de suas áreas.
( ) O profissional universal é aquele que sabe pensar sobre o assunto, interpretar a regra e conviver com a exceção.
a) V, V, F, F.
b) V, V, V, F.
c) V, V, F, V.
d) V, F, V, F.
e) F, F, V, V.

A correta interpretação do texto indica que os gêneros se realizam textualmente por meio da organização tipológica.
Pensando nisso, observe a seguinte relação de tipos textuais: 1. Narração. 2. Descrição. 3. Injunção. 4. Argumentação. 5. Exposição. Numere os conjuntos de gêneros de acordo com a relação dos tipos textuais.
( ) Cardápio, folheto turístico, anúncio classificado.
( ) Conto, fábula, crônica, depoimento.
( ) Aula, resumo, texto expositivo.
( ) Sermão, editorial de jornais e revistas, reclamação, tese.
( ) Ordem, pedido, manual e instrução.
a) 4, 1, 3, 2, 5.
b) 2, 1, 5, 4, 3.
c) 5, 1, 3, 2, 4.
d) 3, 1, 4, 2, 5.
e) 2, 1, 4, 3, 5.

A linguagem permeia as relações sociais e se estrutura de diferentes maneiras para atender aos objetivos específicos dos atos comunicativos.
A seguir, relacione os elementos às suas respectivas explicações:
1. O que se diz.
2. Para quem se diz.
3. Quem diz.
4. Onde e quando se diz.
5. Por que se diz.
( ) Função social do falante/escrevente no momento da produção comunicativa.
( ) O objetivo que se tem na produção de determinada construção discursiva.
( ) O local e o momento em que o ato de comunicação é produzido.
( ) Quem é a audiência (ouvinte/leitor) no momento da produção comunicativa.
( ) O assunto, o tema, que motiva a produção de comunicação.

Leia o exemplo a seguir e responda à questão.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a denominação do gênero do texto do exemplo.
a) Didático.
b) Reportagem.
c) Artigo de opinião.
d) Crônica.
e) Manual de instrução.

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Pergunta 1
	
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Leia o texto a seguir:
O parágrafo é uma unidade de composição, constituída por um ou mais de um período, em que se desenvolve determinada ideia central, ou nuclear, a que se agregam outras, secundárias, intimamente relacionadas pelo sentido e logicamente decorrentes dele.
GARCIA, O. M. Comunicação em prosa moderna. 7. ed. Rio de Janeiro: FGV, 1978, p. 203.
Com base nas discussões sobre a constituição dos parágrafos apresentadas no texto de Garcia, avalie as seguintes assertivas e a relação proposta entre elas:
I. O parágrafo é a unidade básica de um texto.
Uma vez que:
II. A estrutura do parágrafo apresenta introdução, desenvolvimento e conclusão.
A respeito dessas assertivas, assinale a opção correta:
	
		a) 
	A assertiva II contraria a ideia expressa na assertiva I.
	
		b) 
	As assertivas I e II são falsas.
	
		c) 
	As assertivas I e II são proposições excludentes.
	
		d) 
	As assertivas são verdadeiras, mas a relação entre elas não está correta.
	
		e) 
	A assertiva I é uma proposição falsa e a II é verdadeira.
	Pergunta 2
	
	0.6 / 0.6 pontos
Leia o texto Meu engraxate, de Mário de Andrade:
	 
Meu engraxate 
1. É por causa de meu engraxate que ando agora em plena desolação. Meu
2. engraxate me deixou.
3. Passei duas vezes pela porta onde ele trabalhava e nada. Então me
4. inquietei, não sei que doenças mortíferas, que mudanças pra outras portas se
5. pensaram em mim, resolvi perguntar ao menino que trabalhava na outra
6. cadeira. O menino é um retalho de hungarês, cara de infeliz, não dá simpatia
7. alguma. E tímido o que torna instintivamente a gente muito combinado com
8. o universo no propósito de desgraçar esses desgraçados de nascença. "Está
9. vendendo bilhete de loteria", respondeu antipático, me deixando numa
10. perplexidade penosíssima: pronto! Estava sem engraxate! Os olhos do
11. menino chispeavam ávidos, porque sou dos que ficam fregueses e dão
12. gorjeta. Levei seguramente um minuto pra definir que tinha de continuar
13. engraxando sapatos toda a vida minha e ali estava um menino que, a gente
14. ensinando, podia ficar engraxate bom.
ANDRADE, M. de. Os filhos da Candinha. São Paulo: Martins, 1963, p. 167.
Ainda pensando na leitura, leia atentamente o que se segue e responda a questão.
O leitor atento, ao ler um texto, constrói hipóteses sobre o que lê, comprovando-as ou refutando-as com passagens, afirmações e ideias do próprio texto.
Pensando nisso, é possível afirmar que o sentimento do narrador pela perda dos serviços do engraxate, e não de um amigo, são demonstrados na seguinte passagem:
	
		a) 
	"O menino é um retalho de hungarês, cara de infeliz" (linha 6).
	
		b) 
	"[...] sou desses que ficam fregueses e dão gorjeta" (linhas 11-12).
	
		c) 
	"[...] pronto! Estava sem engraxate!" (linha 10).
	
		d) 
	"[...] resolvi perguntar ao menino que trabalha na outra cadeira" (linhas 5-6).
	
		e) 
	"[...] tinha que continuar engraxando sapatos toda a minha vida ali" (linhas 12-13).
	Pergunta 3
	
	0.6 / 0.6 pontos
Leia atentamente o texto a seguir:
Alguns sonham com uma língua uniforme. Só pode ser por mania repressiva ou medo da variedade, que é uma das melhores coisas que a humanidade inventou [...]. Em uma língua uniforme, talvez fosse possível pensar, dar ordens e instruções. Mas, e a poesia? E o humor? E como os falantes fariam para demonstrar atitudes diferentes? Teriam que avisar (dizer, por exemplo, "estou irritado", "estou à vontade", "vou tratá-lo formalmente")?
E como produzir a uniformidade se a variedade linguística é fruto da variedade social? Essa é uma questão, sem dúvida, interessante. Pesquisas feitas em vários países demonstram que há uma fala de homens e uma de mulheres. A fala das mulheres é mais semelhante à norma culta do que a dos homens. Isso seria resultado de um comportamento linguístico mais "correto" por parte das mulheres. Tal distinção faz com que esperemos comportamentos diferentes por parte de homens e de mulheres [...]. Assim, tomando como base esse pensamento, o comportamento do homem, em nossa sociedade, aparenta ser menos correto do que o de uma mulher (menos gentil, menos educado, mais descuidado).
POSSENTI, S. Por que (Não) Ensinar Gramática na Escola. Campinas/São Paulo: ALB, Mercado de Letras, 1996, p. 36-37. (Adaptado).
A alternativa que melhor sintetiza o conteúdo do fragmento de texto acima é:
	
		a) 
	Os comportamentos sociais – como ser mais ou menos "correto", mais ou menos "gentil" – necessitam de uma relação direta com as normas gramaticais.
	
		b) 
	A variação linguística é uma maneira de demonstrar que as pessoas têm medo de utilizar as normas estabelecidas pela gramática normativa.
	
		c) 
	Os homens, assim como as mulheres, adaptam sua linguagem às situações de comunicação em que se envolvem nos diferentes locais e momentos.
	
		d) 
	As variedades da língua estão ligadas às variedades sociais e culturais de tal maneira que é impossível estabelecer uma uniformização para uma ou para a outra.
	
		e) 
	É a uniformização da língua que permite estabelecer o tom de beleza, musicalidade, humor e expressividade nos atos comunicativos.
	Pergunta 4
	
	0.6 / 0.6 pontos
Leia atentamente a definição a seguir:
Coerência
Coerência é um elemento que permite ao leitor interpretar e compreender um texto. A coerência, de acordo com Koch (1997, p. 52), "longe de constituir mera qualidade ou propriedade do texto, é resultado de uma interação dada pela atuação conjunta de uma série de fatores de ordem cognitiva, situacional, sociocultural e interacional".
KOCH, I. G. V. O texto e a construção dos sentidos. São Paulo: Contexto, 1997.
Diante disso, leia os textos das alternativas, todos da referência a seguir, e assinale aquele que é textualmente coerente.
PLATÃO, F.; FIORIN, J. L. Para entender o texto: leitura e produção. 17. ed. São Paulo: Ática, 2007.
	
		a) 
	"Lá dentro havia uma fumaça formada pelos cigarros e essa fumaça não deixava que víssemos qualquer pessoa, pois ela era muito intensa. Meu colega foi à cozinha, me deixando sozinho. Fiquei encostado na parede da sala, observando as pessoas que lá estavam. Na festa havia pessoas de todos os tipos: ruivas, brancas, negras, amarelas, altas, baixas etc." (PLATÃO; FIORIN, 2007, p. 262).
	
		b) 
	"Embora existam políticos competentes e honestos, preocupados com as legítimas causas populares, os jornais, na semana passada, noticiaram casos de corrupção comprovada, praticados por um político eleito pelo povo. Isso demonstra que o povo não sabe escolher seus representantes." (PLATÃO; FIORIN, 2007, p. 269).
	
		c) 
	"Havia um menino muito fraco que vendia amendoins numa esquina [...]. Ele era tão fraquinho que mal podia carregar a cesta em que estavam os pacotinhos de amendoim. Um dia, na esquina em que ficava, um motorista, que vinha em alta velocidade, perdeu a direção. O carro capotou e ficou de rodas para o ar. O menino não pensou duas vezes. Correu para o carro e tirou de lá o motorista, que era um homem corpulento. Carregou-o até a calçada, parou um carro e o levou para o hospital. Assim, salvou-lhe a vida." (PLATÃO; FIORIN, 2007, p. 261).
	
		d) 
	"Conheci Sheng no ensino médio e aí começamos um namoro que dura até hoje e talvez para sempre. Mas não gosto de sua família: repressora, preconceituosa e preocupada com as milenares tradições. Sou brasileira e não gosto de comida chinesa. Na casa deles, só falam chinês e de chinês eu só sei o nome Sheng. No dia de seu aniversário, ele criou coragem e me convidou para um jantar na casa da família. Eu fui e fiquei conhecendo os velhos, conversei com eles, ouvi muitas histórias da China e comi muitas coisas diferentes que nem sei o nome." (PLATÃO; FIORIN, 2007, p. 268).
	
		e) 
	"O quarto espelha as características de seu dono: um esportista, que adorava a vida ao ar livre e não tinha o menor gosto pelas atividades intelectuais. Por toda a parte havia sinais disso: raquetes de tênis, prancha de surf, equipamentos de alpinismo, skate, um tabuleirode xadrez com as peças arrumadas sobre uma mesinha e, na estante, as obras completas de Shakespeare." (PLATÃO; FIORIN, p. 268).
	Pergunta 5
	
	0.6 / 0.6 pontos
Leia e analise o fragmento e o parágrafo a seguir:
Um parágrafo bem estruturado é aquele que apresenta um tópico frasal (também chamado de ideia principal, ideia chave ou ideia básica), em torno do qual se agregam as ideias secundárias que sustentam, ampliam, relacionam, exemplificam, conceituam e discutem ("alimentam") a ideia principal.
Para avaliar seu nível de relaxamento, você pode monitorar algumas reações fisiológicas sem uso de equipamentos especializados de biofeedback. Por exemplo, para avaliar a temperatura periférica, das mãos especialmente, você pode colocá-las em contato com o rosto. Se elas estiverem mais frias, este pode ser um sinal de estresse ou ansiedade. O ideal é que os dois mantenham temperatura similar. No entanto, para que isso ocorra, a temperatura ambiente deve estar em torno de 20 graus. Para aferir o nível de atividade eletrodérmica, você pode verificar as palmas das mãos para detectar vestígios de sudorese. E, finalmente, para avaliar a atividade cardiovascular através da frequência cardíaca, pode-se medir o pulso durante 20 segundos e multiplicar o número obtido por três, tendo assim o equivalente a 60 segundos. Esses procedimentos possibilitarão que a pessoa se conscientize de algumas funções internas que poderão facilitar o controle das reações fisiológicas e emocionais. (Rossi, 1993, p. 69).
ROSSI, A. M. Homem não chora: aprendendo a dominar o estresse do sexo masculino. Porto Alegre: Artes & Ofícios, 1993.
A seguir, com base na análise feita, avalie as afirmações:
I. O tópico frasal é a parte que compreende o último período do texto, pois apresenta sua ideia central.
II. Os complementos estão presentes em todo o parágrafo, menos no primeiro e no último período.
III. O último período é a conclusão do parágrafo, pois apresenta uma espécie de sistematização das ideias anteriores.
IV. O primeiro período do parágrafo é a ideia central, em torno da qual se agregam as demais ideias.
Assinale a alternativa correta:
	
		a) 
	I, apenas.
	
		b) 
	II, III e IV, apenas.
	
		c) 
	I, III e IV, apenas.
	
		d) 
	I e II, apenas.
	
		e) 
	I, II e IV, apenas.
	Pergunta 6
	
	0.6 / 0.6 pontos
Leia atentamente o que se segue:
A língua, de acordo com Bakhtin/Voloshinov (1995 [1929/1930]), é um conjunto de códigos combinados que formam um sistema de práticas usadas em diferentes tempos e esferas da atividade humana pelos falantes de uma determinada comunidade, região ou país. Esse sistema permite agir, expressar ideias e estabelecer relações com os outros.
BAKHTIN, M.; VOLOCHINOV, V. N. Marxismo e Filosofia da Linguagem. 10. ed. São Paulo: Hucitec, 1995[1929/1930].
 
A partir da leitura do trecho acima e dos conteúdos abordados no texto-base, julgue as afirmativas a seguir.
 
I. A língua é um conjunto de códigos combinados, que é elaborado pelo falante no momento da produção discursiva.
II. Os códigos combinados e compreendidos pelos interlocutores, em situações de comunicação específicas, são chamados de língua.
III. Em uma comunidade de falantes, a utilização da língua permite o estabelecimento de ações e a expressão de ideias.
IV. As esferas de atividade humana e o momento de construção discursiva determinam a combinação dos códigos utilizados na comunicação.
V. O funcionamento dos atos comunicativos é estabelecido pelos interlocutores, que determinam a combinação dos códigos a serem utilizados, e pelo contexto social, histórico e cultural em que eles estão inseridos.
 
Estão corretas:
	
		a) 
	apenas as afirmativas II, III e V.
	
		b) 
	apenas as afirmativas IV e V.
	
		c) 
	apenas as afirmativas I e II.
	
		d) 
	apenas as afirmativas II, III, IV e V.
	
		e) 
	apenas as afirmativas I, II e V.
	Pergunta 7
	
	0.6 / 0.6 pontos
Leia atentamente o texto a seguir para responder a questão.
	 
O sofisma da especialização 
Alguém disse que um especialista é uma pessoa que sabe cada vez mais sobre cada vez menos. A frase é engraçadinha, porém errada. Cadê o especialista que só sabe de um assunto? Certamente, não está nos empregos mais cobiçados.
Pensemos no caso dos cientistas. (...) Um cientista fez um primário e secundário genérico, uma faculdade pouco especializada e os cursos de doutorado são bastante amplos e, quase sempre, multidisciplinares. (...) No fundo, o bom cientista é um grande generalista que, além disso, domina uma área específica (...).
É a maior capacidade de pensar de forma abrangente que faz de alguém um grande cientista e não um reles operador de laboratório. Robert Merton demonstrou que a diferença entre um prêmio Nobel e outros cientistas é sua capacidade de escolher o problema certo na hora certa. Portanto, não é o conhecimento especializado – por certo necessário na pesquisa e em muitas outras áreas – que conta, mas a combinação deste com uma série de competências generalizadas. (...)
Dentre as ocupações valorizadas e mais bem remuneradas, há duas categorias. A primeira é a dos cientistas, engenheiros e muitos outros profissionais cuja preparação requer o domínio de técnicas complexas e especializadas – além das competências "genéricas". (...) Essas ocupações envolvem administrar, negociar, coordenar, comunicar-se e por aí afora. (...)
A profissionalização mais duradoura e valiosa tende a vir mais do lado genérico que do especializado. Entender bem o que leu, escrever claro e comunicar-se, inclusive em outras línguas, são os conhecimentos profissionais mais valiosos. Trabalhar em grupo e usar números para resolver problemas, pela mesma forma, é profissionalização. (...)
A lição é muito clara: o profissional de primeira linha pode ou não ser um especialista, dependendo da área. Pode ou não ter a necessidade de conhecer as últimas teorias da moda. Mas não pode prescindir dessa "profissionalização genérica", sem a qual será um idiota, cuspindo regras, princípios e números que não refletem um julgamento maduro do problema. Portanto, lembremo-nos: especialista não é quem sabe só de um assunto, e ser profissional não é apenas conhecer técnicas específicas. O profissionalismo mais universal é saber pensar, interpretar a regra e conviver com a exceção. 
CASTRO, C. M. O sofisma da especialização. In.: Veja, 4 de abril de 2001. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/040401/ponto_de_vista.html>. Acesso em: 05/02/2014.
Para sustentar sua tese, Cláudio de Moura Castro faz uso de argumentos e exemplos que vão desde o senso comum até argumentos de autoridade.
Pensando nisso, leia e avalie as afirmações que se seguem, colocando V quando forem verdadeiras e F quando forem falsas:
(  ) Um bom cientista é um grande generalista que, além disso, domina uma área específica.
(  ) É a capacidade de pensar de forma abrangente que faz de alguém um grande cientista, e não um reles operador de laboratório.
(  ) Os empregos mais cobiçados e valorizados são ocupados por profissionais que dominam profundamente as técnicas de suas áreas.
(  ) O profissional universal é aquele que sabe pensar sobre o assunto, interpretar a regra e conviver com a exceção.
A seguir, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
	
		a) 
	V, V, F, F.
	
		b) 
	V, V, V, F.
	
		c) 
	V, V, F, V.
	
		d) 
	V, F, V, F.
	
		e) 
	F, F, V, V.
	Pergunta 8
	
	0.6 / 0.6 pontos
A expressão gênero textual é utilizada para designar os diferentes textos que utilizamos nas mais variadas situações de comunicação. Os gêneros textuais apresentam características sociocomunicativas que se realizam de maneira situada e envolvem a relação entre tema, estrutura composicional e estilo – elementos que, por sua vez, estão subordinados às esferas de comunicação nas quais os eventos comunicativos se realizam. Já a expressão tipo textual é utilizada para designar a materialidade linguística dos textos, ou seja, aquilo que envolve a organização da linguagem na estrutura textual. Essa organização, por sua vez,está relacionada aos aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais e relações lógicas que formam a sequência das ideias no interior do texto. De acordo com Marcuschi (2002), os gêneros textuais seriam, portanto, uma espécie de moldura comunicativa que é preenchida por sequências tipológicas de textos.
MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais e funcionalidade. In: DIONÍSIO, A. P.; MACHADO, A. R.; BEZERRA, M. A. (Org.). Gêneros Textuais e Ensino. Rio de Janeiro: Editora Lucerna, 2002.
 
A correta interpretação do texto indica que os gêneros se realizam textualmente por meio da organização tipológica. Por exemplo: em uma piada, predomina o tipo narrativo; em uma carta de solicitação, predomina a argumentação. Pensando nisso, observe a seguinte relação de tipos textuais:
1. Narração.
2. Descrição.
3. Injunção.
4. Argumentação.
5. Exposição.
Numere os conjuntos de gêneros de acordo com a relação dos tipos textuais.
(  ) Cardápio, folheto turístico, anúncio classificado.
(  ) Conto, fábula, crônica, depoimento.
(  ) Aula, resumo, texto expositivo.
(  ) Sermão, editorial de jornais e revistas, reclamação, tese.
(  ) Ordem, pedido, manual e instrução.
A seguir, marque a alternativa que corresponde à sequência numérica.
	
		a) 
	4, 1, 3, 2, 5.
	
		b) 
	2, 1, 5, 4, 3.
	
		c) 
	5, 1, 3, 2, 4.
	
		d) 
	3, 1, 4, 2, 5.
	
		e) 
	2, 1, 4, 3, 5.
	Exibir Comentários
	Pergunta 9
	
	0.6 / 0.6 pontos
Leia o texto a seguir.
A linguagem permeia as relações sociais e se estrutura de diferentes maneiras para atender aos objetivos específicos dos atos comunicativos. Nesse sentido, pensar a estrutura de uma língua é pensar nos acontecimentos reais de produção de linguagem. Esses acontecimentos são sempre situacionais (acontecem em lugares e espaços específicos, envolvendo assunto e interlocutores também específicos) e, por isso, exigem adequações específicas (de vocabulário, de estrutura das frases e orações e até no que diz respeito à estrutura textual) para as construções linguísticas. Assim, a adequação da língua/linguagem nas produções comunicativas está menos ligada às regras da gramática normativa e mais subordinada aos elementos e aspectos envolvidos nos atos comunicativos. Ou seja, como produzimos nossos discursos (oral ou escrito) está diretamente relacionado ao o que se diz, para quem se diz, quem diz, onde e quando se diz, por que se diz. Reconhecer a importância desses elementos nas produções discursivas é ter uma noção clara de que para se elaborar um bom texto, adequado às diferentes situações de comunicação, precisamos compreender a função que eles desempenham nas situações reais de comunicação.
A seguir, relacione os elementos às suas respectivas explicações:
 
1. O que se diz.
2. Para quem se diz.
3. Quem diz.
4. Onde e quando se diz.
5. Por que se diz.
 
(  ) Função social do falante/escrevente no momento da produção comunicativa.
(  ) O objetivo que se tem na produção de determinada construção discursiva.
(  ) O local e o momento em que o ato de comunicação é produzido.
(  ) Quem é a audiência (ouvinte/leitor) no momento da produção comunicativa.
(  ) O assunto, o tema, que motiva a produção de comunicação.
 
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
	
		a) 
	5, 3, 2, 4, 1.
	
		b) 
	3, 5, 4, 2, 1.
	
		c) 
	1, 3, 5, 4, 2.
	
		d) 
	4, 2, 5, 1, 3.
	
		e) 
	2, 3, 1, 5, 4.
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	Pergunta 10
	
	0.6 / 0.6 pontos
Leia o exemplo a seguir e responda à questão.
	Atividade de escrita:
1. Imaginemos que você abriu o jornal hoje pela manhã e leu o texto do jornalista Alfa Beta, falando sobre as manifestações da população para barrar o aumento do preço da passagem de ônibus. Após a leitura, você formou uma opinião sobre o fato, e sobre a maneira como o jornalista analisa a situação, e resolveu escrever uma carta para o jornal, criticando a maneira como o assunto foi abordado e rebatendo os argumentos utilizados pelo autor.
2. Então, comece a organizar suas ideias e a escrever o texto. Para isso, faça o seguinte: [...].
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a denominação do gênero do texto do exemplo.
	
		a) 
	Reportagem.
	
		b) 
	Manual de instrução.
	
		c) 
	Didático.
	
		d) 
	Crônica.
	
		e) 
	Artigo de opinião.
	
	
	
	Pontuação da Tentativa:
6 / 6 - 100 %
	Nota Geral (maior tentativa):
6 / 6 - 100 %

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