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1 Aula 3 - Anatomia Patológica Julia S. Thiago Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) Relembrando.. - A unidade funcional do p u l m ã o é o á c i n o . Ácino = junção dos: a l v é o l o s + s a c o s alveolares + bronquíolos terminais + bronquíolos respiratórios. O ácino é forma por: musculo liso ( b ro n c o c o n s t r i ç ã o , bronco dilatação), fibras elásticas (complacência). - Nos ductos e sacos a l v e o l a r e s é o n d e acontece a troca gasosa propriamente dita. Na microscopia: Na imagem podemos observar os alvéolos, capilares alveolares (ficam entre os alvéolos), bronquíolo, brônquios e o saco alveolar (junção dos alvéolos com os capilares). As células que compõe os alvéolos são os pneumócitos do tipo I e II, os quais vamos encontrar na microscopia. Além deles também encontraremos os macrófagos alveolares. Todos nos encontramos no saco alveolar. DPOC - Qualquer doença que curse com obstrução do fluxo de ar em qualquer nível da arvore respiratória. - É representado principalmente por 4 doenças: enfisema, bronquite crônica, asma e Bronquiectasia crônica. 2 Aula 3 - Anatomia Patológica Julia S. Thiago - Todo paciente com DPCO apresenta: enfisema e bronquite crônica, tendo a predominância ou do componente enfisematoso ou do componente bronquitico, o que vai dar uma serie de sinais e sintomas um pouco diferentes de um paciente para o outro. Fatores de risco: São fatores que promovem irritação, inflamação da árvore brônquica. - Tabagismo: os que mais evoluem para DPOC. - Poluição - Alérgenos - Estados pós-infecciosos: pacientes que evoluem da Bronquiectasia crônica. - Agentes ocupacionais: indivíduos que trabalham com madeira, sílica, algodão, com materiais que formam micropartículas e que podem causar irritação da árvore brônquica. O tipo de doença em que você tem micropartículas são as pneumoconioses. 1. ENFISEMA - Aumento anormal e permanente dos espaços aéreos distais aos bronquíolos terminais + destruição de suas paredes. Esperamos encontrar um pulmão hiper insuflado (com tamanho aumentado) e destruição das paredes alveolares onde acontece a troca gasosa. - Processo que não tem fibrose, não tem uma inflamação muito abundante mas vai levar a destruição da parede alveolar por um desequilíbrio entre ativação e inativação enzimática. Sem fibrose aparente. Isso acontece pois nesse caso não estamos falando de um processo inflamatório mas sim de um processo enzimático, então não vai ter quase fibrose nesse paciente. - Classificação de acordo com distribuição no lóbulo: pan- acinar (pega o lóbulo inteiro, todos os ácinos), centroacinar (pega os ácinos da porção mais central do lóbulo), irregular (não obedece a um padrão) e parasseptal (regiões mais próximas a pleural). Obs: um lóbulo pulmonar é formado por 3 a 5 ácinos. Brônquio (cartilagem) Bronquíolo terminal (T) Bronquíolo respiratório (R) (bronquíolo resp. + alvéolo = ácinos; bronquíolo terminal + ácinos = lóbulo) Ducto alveolar (AD) Saco alveolar (AS) Fisopatogenia do enfisema: dentro do saco alveolar, no meio dos pneumócitos, nós temos a α1- antitripsina que é uma proteína que inibe a ativação das enzimas proteases. Quando ela está ativa temos a inibição dessas enzimas. Porém, em contado com a fumaça do cigarro, por exemplo, nós temos a inativação da α1- antitripsina, uma vez que ela está desligada as proteases, que dependiam dela para não estarem funcionais, se tornam ativas. Então agora nós temos enzimas que clivam proteínas ativas e elas vão começar sua ação principalmente nas fibras elásticas da parede brônquica que é o que dá, junto com a camada muscular, a elasticidade. Assim, essa parede que tinha que ter uma certa firmeza e complacência vai começar a se tornar flácida e essa flacidez juntamente com a ação prolongada das proteases vai levar a destruição progressiva do lóbulo pulmonar atingido. 3 Aula 3 - Anatomia Patológica Julia S. Thiago Em contato com a nicotina do cigarro: - ativa neutrófilo - produz espécies reativas de oxigênio (promove lesão celular) - leva a inativação de anti proteases, tendo como exemplo principal a α1- antitripsina. Obs: é um dano tecidual não inflamatório porém há a presença de neutrófilo, por que? a nicotina faz com que as selectinas e integrinas comecem a ficar expostas na parede do vaso sem precisar ter um estimulo inflamatório, aumentando assim a adesão dos neutrófilos a parede dos vasos. Logo, a nicotina estimula a diapedese dos neutrófilos mesmo sem uma inflamação. Macroscopia: A característica macroscópica mais comum do enfisema são as bolhas também chamadas de blebs pulmonares. Teremos um pulmão mais volumoso, pois perdeu sua elasticidade e agora está flácido. Com a flacidez temos o aumento do espaço morto (quantidade mínima de ar para que o pulmão não murche completamente). Pulmão com uma cor mais clara, meio acinzentado quase branco. - Pan-acinar: pulmão pálido e volumoso - Centroacinar: pulmão menos pálido e menos volumoso (róseo) Microscopia: - Como vimos, nós teremos a inativação da α1- antitripsina tendo a ativação de proteases que vão atuar na parede brônquica. Então na micro nós veremos o adelgaçamento e a destruição da parede dos alvéolos. - Como estão tendo a destruição de parte dos alvéolos, os alvéolos adjacentes confluem para tentar aumentar a superfície de troca. - Com toda essa destruição teremos bronquíolos terminais deformados. - Vias aéreas menores colabam durante expiração por perda do tecido elástico. - Número de capilares alveolares diminui. Deficiência genética de α1- antitripsina: - Normalmente o paciente que tem enfisema ou é tabagista ou entrou em contato com alguma alérgeno. Porém, há uma condição genética em que o paciente também pode desenvolver esse quadro: paciente que possui deficiência de α1- antitripsina, ele já nasce com menos α1- antitripsina do que deveria. - Costuma ser um enfisema pan-acinar. - Vemos todos os ácinos uniformemente dilatados pois é uma condição genética que vai afetar o paciente em todas as áreas pulmonares e não apenas em uma única área que foi exposta. - Desde do bronquíolo respiratório até o alvéolo terminal. 4 Aula 3 - Anatomia Patológica Julia S. Thiago Enfisema Pan-acinar: como já vimos ele pega todo o lóbulo. Na macroscopia veremos o lóbulo todo cheio de bolhas tanto no centro quanto na periferia. Enfisema centro-acinar: - mais comum em pacientes tabagistas - Pega principalmente lobos superiores: posição dos brônquios principais, são mais retificados que os outros que são mais inclinados. - Parte proximal dos ácinos - Bronquíolos respiratórios - Alvéolos distais preservados - Macro: Áreas centrais com danos pelo enfisema, cercados por espaços alveolares poupados ! E) na imagem Áreas centrais com danos pelo enfisema, cercados por espaços alveolares poupados Enfisema parasseptal: - Região distal do ácino – próximo a pleura - Lobos superiores - Relacionado a cicatrizes ou atelectasias prévias: teve uma primeira doença pulmonar e tem um dano do processo inflamatório, dano esse que vai enfraquecer a parede do alvéolo. Ele já tem uma predição por ser um pulmão que já tem uma lesão prévia. - Responsável pelo pneumotórax espontâneo: principalmente nos pacientes jovens Repercussões do enfisema: - Alteração da função respiratória: alvéolo sendo destruído, espaço de troca de ar diminuindo. - Alteração da circulação pulmonar: menos alvéolo, menos capilar afinal de contas área de enfisema está murchando, atrofiando, sofrendo lesão então esta diluindo a quantidade de capilar. Porém, eu preciso de capilar para continuar acontecendo troca gasosa, se eu diminuo a quantidade de capilar eu estou prejudicando a troca de gases. -Insuficiência respiratória: * Diminuição do fluxo por obstrução: colabamento das vias aéreas pequenas: não passa ar neste local * Dificuldade de acesso as paredes alveolares:o espaço morto, o ar residual aumentou isso quer dizer que pra poder chegar ate o alvéolo e fazer a troca eu tenho que passar por um espaço maior, isso demora mais e acontece com menos eficiência. * Diminuição das trocas gasosas: reflexo da diminuição do numero de capilares e de alvéolos funcionantes por que o resto esta sendo destruído. - Hipertensão pulmonar: * Diminuição do leito capilar: quantidade sangue que chega continua a mesma, porém a quantidade capilares diminuiu então temos uma quantidade grande sangue para poucos capilares. Logo, há um aumento na pressão nesses capilares. 5 Aula 3 - Anatomia Patológica Julia S. Thiago * Compressão dos capilares: o ar do espaço morto que deveria ocupar um espaço X agora ocupa um espaço Y. Logo, faz pressão em cima dos capilares comprimindo-os. * Vasoconstrição arteriolar: relacionado principalmente nos pacientes fumantes por que a fumaça do cigarro induz a compressão da fibra muscular lisa, tendo uma vasoconstrição das arteríolas desse pulmão. Tendo vasoconstrição o sangue não passa normalmente, passa menos do que o normal. Clínica do paciente com enfisema: - Dispneia - Tosse: vasoconstrição das fibras lisas dos brônquios - Sibilo: via área menor, espaço menor pro ar passar - Sobrecarga cardíaca – cor pulmonale: e relação as consequências da hipertensão pulmonar - Predomínio do componente enfisematoso!!: * Pacientes 50 anos ou mais * Aumento da FR: soprador * Dispneia * PCO2 Normal: não encontra cianose que é algo que você espera encontrar em uma paciente de insuficiência respiratória e hipertensão. Paciente super vasodilatador por que os capilares estão tendo que carregar mais sangue, hipertensão exacerbada, paciente rosado pela vasodilatação. 2. BRONQUITE CRÔNICA - Diagnóstico clínico: tosse produtiva por pelo menos três meses consecutivos em dois anos consecutivos - Principal característica: hipersecreção de muco: devido a inflamação, liberação de citosinas (aumentam a ação das células caliciformes no pulmão, células produtoras de muco) - Três tipos: Bronquite crônica simples Bronquite crônica asmática Bronquite crônica obstrutiva Bronquite crônica: - Causada por tabagismo e outros poluentes do ar - Hipertrofia das glândulas mucosas da traqueia e brônquios em meio a uma Inflamação mista adjacente, predominantemente crônica mas que também pode ter um componente agudo. - Obstrução do ar causada por metaplasia de células caliciformes em bronquíolos (teremos então células que produzem mais muco ainda), inflamação e fibrose + enfisema coexistente Obs: no enfisema não temos fibrose nem inflamação, diferente da bronquite. Bronquite e enfisema andam juntos, por isso que podemos classificar o paciente quanto a predominância de um ou de outro. Eles vem juntos e conforme o paciente vai levando a doença ao longo da vida com aspecto crônico, os sinais e sintomas também vão mudando tendo alteração na predominância (enfisematoso ou bronquitico). - Infiltrado inflamatório terá: * Linfócitos: Aumentados nas pequenas e grandes vias aéreas – Lesão + Recrutamento * Macrófagos: Número aumentado nos espaço aéreos e no parênquima – agentes mediadores PINK PUFFER 6 Aula 3 - Anatomia Patológica Julia S. Thiago * Neutrófilos: Luz brônquica e no endotélio – Lesão tecidual e aumento da secreção * Células epiteliais: Mediadores inflamatórios No componente crônico teremos a presença de linfócitos e macrófagos que vão estar aumentados nas pequenas e grandes vias aéreas, as vezes formando agregados linfoides (marcação da inflamação crônica). Eles vão servir para liberar mediadores que promovem o recrutamento de novas células inflamatórias e também para levar a lesão do parênquima adjacentes, afinal de contas eles estão ali para tentar destruir o que eles “acham” que é o estimulo lesivo. Só que como esse é um processo lesivo misto (agudo e crônico) nós também teremos a presença de neutrófilos que vão induzir lesão tecidual através da liberação de fatores enzimáticos, citocinas, quimiocinas e estimular as células produtoras de muco a produzirem mais muco. Então é o neutrófilo que vai levar ao marco principal da bronquite crônica, que é a secreção mucosa aumentada. Além disso temos as células epiteliais que liberam mediadores inflamatórios, uma vez que elas estão em contato com o alérgeno, com poluição, com fuma do cigarro e isso irrita as células pulmonares, pneumócitos e eles começam a lançar mediadores inflamatórios para tentar mandar isso embora, eles vão chamar cada vez mais células inflamatórios. A gravidade da doença está relacionada a parte aguda do processo. A quantidade de neutrófilos que você encontra na microscopia do paciente é diretamente proporcional a gravidade da doença dele. Clínica do paciente com bronquite crônica: - Tosse: vias aéreas irritadas - Hipersecreção de muco - Dispneia: o muco começa a ocupar espaço nos sacos alveolares, na área que deveria estar acontecendo troca gasosa - Hipoxemia - Cianose - Predomínio do componente bronquitico: * Cianose * Tosse * Expectoração produtiva * Infecções de repetição * Retenção de CO2 * Aumento do espaço morto: processo inflamatório destruindo os alvéolos. Macroscopia: - Espessamento da parede brônquica: contribui para diminuir a quantidade de ar que vai passar - Acúmulo de secreção esbranquiçada Microscopia: - Hipersecreção de muco: células caliciforme cheia de muco - Glândulas mucosas hipertrofiadas - Aumento do número de células caliciformes - Metaplasia mucosa – tampões: transformação de algumas células de revestimento do pulmão por células que produzem muco. Encontramos tampões ou rolhas de muco. BLUE BLOATTER 7 Aula 3 - Anatomia Patológica Julia S. Thiago - Encontra uma ou outra células inflamatória mas veremos todo o enxio voltado para a produção de muco. Espessamento da camada de glândulas mucosas (dobro da espessura normal) e metaplasia escamosa 3. ASMA - Doença inflamatória crônica caracterizada por: * Hiper-reatividade brônquica: brônquios fazem contração diminuindo a luz * Hipersecreção de muco - Na maioria das vezes é reversível. As irreversíveis estão relacionadas com asmas crônicas que não foram bem controladas, ou com um processo chamado de status asmático (você da remédio para o paciente e mesmo assim não reverte). - Crianças e adolescentes - Cerca de 5% dos casos são de difícil controle - Pode ser dividida em duas categorias: * Asma atópica: relacionado a exposição a um alérgeno pré disponente. Paciente que sabe que se ele viaja para um lugar cheio de coisa mofada vai ter crise de asma, etc. * Asma não- atópica: não esta relacionada a antígeno. Paciente que você faz todo o teste alérgico nele e ele não tem alergia a nada mas tem um quadro asmático. Fisiopatogenia da asma: Ocorre por uma inflamação crônica das vias aéreas. Como exemplo utilizaremos uma asma atópica: Paciente entrou em contato com alérgeno que é reconhecido pelas células dendríticas locais da mucosa brônquica. Essas células vão na região peri brônquica onde tem linfonodo e encontram os linfócitos auxiliares do tipo TH2. Os linfócitos vão migrar para o local da inflamação e começam a produzir quimiocinas e citocinas afim de chamar, primeiro macrófago, depois os mastócitos e os eosinófilos. Mastócito vai degranular e a degranulação vai levar a uma hipersensibilidade do tipo I. Temos um grupo de linfócitos que está relacionado com o 8 Aula 3 - Anatomia Patológica Julia S. Thiago processo, linfócitos do tipo TH1 e TH2 que vão desencadear esse processo de hipersensibilidade. Eles vão secretar suas quimiocinas e citocinas, jogam radicais livres de oxigênio e nitrogênio na mucosa brônquica que vai ficar inflamada, irritada. Então teremos um processo inflamatório mediado pela presença dos alérgenos. Obs: Chamamos primeiro o linfócito TH2 e ele que vai recrutar as outras células e vai finalizar com o mastócito degranulando. Macroscopia:lesão da parede brônquica, se é um paciente em que as vias respiratórias dele estão fazendo o ar esta represado então vai ser um pulmão hiperinsuflado; atelectasia. Microscopia: oclusão dos brônquios por tampões de muco, eosinófilos e cristais de escarro de muco, chamados de cristais de Charcot-Leydig (muco solidificado). Em alguns casos também podemos encontrar células epiteliais descamadas por que elas estão sofrendo lesão e morrendo. Muco + cel. Epitelial descamada = espiral de Curchmann, é hialina tendo uma aparência borrada com partes mais roxas que são as células descamadas. Células caliciforme com muco dentro; fibrose em meio a inflamação. A longo prazo, conforme o paciente vai tendo múltiplos episódios asmáticos ao longo da vida, vamos ter um processo chamado de Remodelamento da via aérea: infiltrado inflamatório com numerosos eosinófilos e mastócitos, edema, espessamento da membrana basal do epitélio, aumento do tamanho das glândulas submucosas e hipertrofia da camada muscular dos brônquios É nesse processo que surgem as complicações da asma pois você soma uma parede mais espessa com o muco que já obstrui dificultando cada fez mais a troca gasosa desse paciente dentro do episódio asmático. A produção excessiva de muco esta presente durante o processo, porém o status inflamatório (células inflamatórias) estão presentes no paciente durante toda a vida. 9 Aula 3 - Anatomia Patológica Julia S. Thiago - O paciente que desenvolve DPOC é aquele que fica sem tratamento ou o faz de maneira inadequada e chega no estado de remodelamento brônquico, que é o mais grave. Esse processo é mais grave pois você vai ter o brônquio e bronquíolo permanentemente dilatados. A área lesada vai ter uma dilatação por uma hipertrofia da camada muscular, vai destruir essa camada, então aquilo que promovia a elasticidade e o poder de contração desse brônquio e bronquíolo vai sendo destruído e substituído por fibrose. Na fibrose temos espessamento da parede tendo uma dificuldade de troca gasosa e como consequência um quadro de DPOC. Além disso, temos o muco aumentando o numero de infecções que o paciente pode ter e obstruindo cada vez mais a luz do brônquio. - Podemos ter também ter asma relacionada com doenças congênitas ou hereditárias como a fibrose cística onde as primeiras manifestações são gastrointestinais e não pulmonares. 4. BRONQUIECTASIA - Dilatação permanente (crônica) dos brônquios e bronquíolos: pode ter crônica ou não, mas vamos estudar a crônica. - Por destruição da camada muscular e de suporte adjacente - Destruição causada por ou associada a necrose de infecção adjacente ou enfraquecimento da parede brônquica - Causas: obstrução do brônquio, doenças congênitas ou hereditárias, pneumonia supurativa ou necrosante Patogenia: Obstrução ! acúmulo de secreção à infecção ! lesão da parede do brônquio ! inflamação e acúmulo de secreção ! fraqueza da parede e dilatação da via aérea - Pacientes que costumam relatar que tem muita infecção pulmonar repetida e recorrente. Cada vez que ele faz essas infecções pulmonares há o aumento da produção de muco, acumulando secreção. Depois disso ele vai ter uma nova infecção por que os microrganismos acharam aquele meio cheio de muco favorável. - Caso de crianças que começam com uma infecção viral e evoluem para uma pneumonia bacteriana, uma vez que chegam as bactérias e temos o processo infeccioso inflamatório, temos lesão da parede do brônquio. Vamos ter inflamação com acumulo de secreção e consequentemente há destruição da parede do brônquio. Uma vez que eu destruiu a parede do brônquio há destruição de fibra muscular e fibra elástica tornando o brônquio flácido, fraco e por isso ele não vai mais conseguir fazer as bronco constrições que o pacientes as vezes faz. Isso pode estar - Condições relacionadas: Além das infecções pode estar relacionado a Tumores de crescimento lento no pulmão (carcinoides pulmonares que não precisam de muco, eles mesmo obstruem o brônquio), Linfonodos aumentados (ex: tuberculose, linfonodo que faz a obstrução), Corpos estranhos (crianças). Macroscopia: - Pulmão com dilatação em até 4x do diâmetro normal, subjacente à pleura: principalmente próximo a pleura, vai ser onde teremos maior perda de fibras elásticas e musculares. 10 Aula 3 - Anatomia Patológica Julia S. Thiago - As dilatações são classificadas em: * Cilíndrica – Dilatação uniforme: pega todo o brônquio de maneira uniforme * Sacular – Dilatação na porção distal * Varicosa – apenas alguns segmentos estão dilatados - Complicação: abscesso pois tem microrganismo e muco isolando a área; as bactérias aumentam em número, temos um pouco de neutrófilos chegando na região mas também sendo destruído e ai teremos acumulo de pus tendo o abcesso. Podemos ter uma grande abcesso mas o mais comum soa vários pequenos. Na primeira imagem percebemos vários pontos mais claros que são os pequenos abcessos. Obs: outra doença que pode dar um aspecto pontilhado, com vários pontos brancos é a tuberculose do tipo milear pois faz pequenos granulomas deixando esse aspecto. Microscopia: - Exsudato inflamatório dentro das paredes brônquicas - Descamação da camada epitelial com ulceração: dependendo de quão grave for a lesão e por quanto tempo podemos ter um ulceração do brônquio que ira enfraquecer ainda mais a parede podendo ter rompimento. - Microrganismos - Fibrose na parede dos brônquios e ao redor deles - Epitélio brônquico sofre lesão mas pode se regenerar