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PATOLOGIA ESPECIAL 
Patologia Mamária 
tecidos e componentes histológicos da mama (ductos, 
lóbulos, glândulas, estroma, nível celular) 
A mama é uma glândula exócrina complexa 
túbulo-alveolar contida no estroma fibroadiposo. A sua 
unidade anátomo-funcional é a Unidade Ductal-Lobular 
Terminal (UDLT), onde surgem a grande maioria das 
afecções benignas e neoplasias. 
 
Nível Celular e Revestimento Ductal 
Todo o sistema ductal e lobular possui um revestimento 
celular duplo sustentado por uma membrana basal rica 
em colágeno do tipo IV e laminina: 
 
Células Luminais (Internas): Formam a camada 
glandular interna, variando de formato cuboidal a 
colunar. Têm núcleos ovais e uniformes com citoplasma 
eosinofílico claro, sendo responsáveis pelas funções de 
secreção e absorção do leite. 
 
Células Mioepiteliais / Basais (Externas): Formam o 
revestimento externo circundante. Contêm miofibrilas e 
exibem morfologia variável (achatadas, epitelioides ou 
fusiformes). Contraem-se para expelir o leite. 
 
Células Progenitoras: Células multipotentes 
localizadas entre a camada luminal e a mioepitelial, 
atuando na autorregeneração tecidual. 
Lóbulos, Glândulas e Estroma 
 
 
Ductos e Lóbulos: Os ductos transportam a 
secreção e ramificam-se a partir do mamilo até a 
UDLT. Os lóbulo-ácinos compreendem os 
segmentos secretores. 
 
Estroma Intralobular: Envolve diretamente os 
ácinos da UDLT; é frouxo, especializado, altamente 
vascularizado e contendo fibras reticulares e 
colágenas delgadas. Sensível a oscilações 
hormonais do ciclo menstrual. 
Estroma Extralobular: Tecido conjuntivo fibroso 
denso e hipocelular que circunda os ductos maiores, 
associado ao tecido adiposo e aos ligamentos 
suspensores de Cooper. 
 
avaliação das células mioepiteliais 
 
Em condições normais, alterações benignas (como a 
adenose esclerosante) e carcinomas in situ (como o 
CDIS), a camada mioepitelial continua presente ao 
redor das estruturas glandulares. Nos carcinomas 
invasivos (como o carcinoma invasivo de tipo 
não-especial e o carcinoma lobular invasivo), ocorre 
destruição da membrana basal e perda total da 
camada de células mioepiteliais, permitindo a 
invasão neoplásica direta no estroma. 
A avaliação imunohistoquímica identifica a 
mioarquitetura utilizando marcadores de músculo 
liso/basais (como a calponina, p63, actina de 
músculo liso e citoceratinas basais), destacando a 
integridade da parede celular da glândula. 
 
imunohistoquimica de membrana, citoplasmática 
e nuclear e sua relação (marcação com queratina 
e p53) 
 
A caracterização imunohistoquímica possibilita 
segmentar os tipos celulares, o perfil genético-molecular 
e identificar alterações oncogênicas. A localização da 
coloração na célula determina o alvo biológico 
pesquisado 
 
Relação do Local de Marcação com os Marcadores 
● Marcação de Membrana: 
HER2: Proteína de membrana com superexpressão 
avaliada em carcinoma invasivo; a marcação 3+ é 
caracterizada por uma coloração membranosa, contínua 
e forte em mais de 10% das células. 
 
E-Caderina: Proteína de adesão intercelular presente na 
membrana de células ductais normais, cuja expressão é 
tipicamente negativa ou perdida no Carcinoma Lobular 
In Situ e no Carcinoma Lobular Invasivo. 
● Marcação Citoplasmática (Queratinas / 
Citoceratinas): 
Citoceratinas de Baixo Peso Molecular (CK7, CK8, 
CK18, CK19): Coram o citoplasma de células epiteliais 
luminais. 
Citoceratinas de Alto Peso Molecular (CK5, CK5/6, 
CK14, CK17): Coram o citoplasma de células 
mioepiteliais/basais e auxiliam no diagnóstico 
diferencial entre hiperplasia ductal usual e lesões 
atípicas. 
 
● Marcação Nuclear: 
○ p53: A proteína p53 é um fator de transcrição 
nuclear ligado à regulação do ciclo celular e reparo do 
DNA. Mutações do gene TP53 resultam no acúmulo 
anormal da proteína no núcleo, apresentando forte 
marcação imunohistoquímica nuclear. 
○ p63: Marcador nuclear específico de células 
mioepiteliais/basais. 
 
○ Receptores Hormonais (RE e RP): Apresentam 
marcação exclusivamente nuclear em células epiteliais. 
 
 
alterações mamárias no ciclo da vida feminina 
(adulta, amamentação, menopausa, mamografia e 
diferença de densidade e tecidos, calcificações) 
Fase Adulta, Amamentação e Menopausa 
 
● Fase Adulta Reprodutiva: O parênquima é rico 
em tecido epitelial glandular sustentado por estroma 
denso, apresentando variações fisiológicas a cada ciclo 
menstrual influenciadas por estrógeno e progesterona. 
● Gravidez e Amamentação: Sob estímulo de 
prolactina e estrogênio, ocorre proliferação dos 
lóbulo-ácinos com substituição dos dúctulos por ácinos 
secretores ativos e vacuolização lactacional. 
● Menopausa: Ocorre cessação do estímulo 
hormonal, levando à hipotrofia da glândula com 
involução e atrofia das UDLTs. O tecido conjuntivo 
fibroso é progressivamente substituído por tecido 
adiposo (processo denominado lipossubstituição). 
Mamografia, Densidade e Calcificações 
● Diferença de Densidade: Mamas jovens e em 
fase reprodutiva possuem maior quantidade de tecido 
glandular e fibroso, resultando em alta densidade 
radiográfica (mamas densas/esbranquiçadas à 
mamografia). Com a menopausa e a lipossubstituição, 
as mamas passam a ser compostas predominantemente 
por gordura, tornando-se radiolúcidas (escuras) e 
facilitando a detecção radiológica de nódulos ou 
assimetrias. 
● Calcificações: Podem ser benignas 
(macrocalcificações em pipoca em fibroadenomas 
involutivos, distróficas ou vasculares) ou associadas à 
malignidade. As microcalcificações associadas a 
carcinomas (especialmente o Carcinoma Ductal In Situ) 
apresentam forma pleomórfica, linear ou ramificada. 
 
 
 
sintomas e screening mamográfico (dor, massa 
palpável, descarga papilar) 
Quadro Clínico e Sintomas Frequentes 
● Dor Mamária (Mastalgia): Frequentemente 
associada a flutuações hormonais e 
alterações fibrocísticas funcionais da mama 
ou a episódios inflamatórios (como mastite e 
abscesso). Raramente é sintoma isolado de 
câncer primário. 
● Massa Palpável (Nódulo): 
○ Características Benignas: 
Superfície lisa, limites bem 
definidos, forma oval e móvel à 
palpação (ex.: fibroadenoma). 
○ Características Suspeitas/Malignas: 
Lesão de consistência firme a dura, 
fixa aos tecidos vizinhos, com 
contornos e bordas irregulares ou 
espiculadas. 
● Descarga Papilar (Derrame Papilar): 
○ Láctea/Multiductal: Relacionada a 
processos hormonais, ectasia ductal 
ou medicação. 
○ Uniductal e 
Serosanguinolenta/Sanguinolenta: 
Requer investigação criteriosa pois 
pode indicar papiloma intraductal ou 
carcinomas (como a Doença de 
Paget ou Carcinoma Ductal In Situ). 
Rastreamento Mamográfico (Screening) 
A mamografia é o principal método para o 
rastreamento em populações assintomáticas, pois 
permite identificar lesões não palpáveis e 
microcalcificações. A padronização dos achados é 
feita pelo sistema BI-RADS, categorizando os 
achados desde alterações benignas até lesões 
suspeitas (BI-RADS 4/5) que requerem investigação 
histopatológica. 
origem das principais lesões na mama 
 
 
ectasia ductal mamária (definição, descarga 
papilar, 
 
ducto dilatado, massa periareolar, acomete ductos 
maiores, mulheres em 5 ou 6 décadas de vida. 
dilatação do ducto, manutenção de tecidos 
epiteliais,contendo secreção, inflamação periductal e 
 
intersticial podendo formar corpo estranho e fibrose, 
risco de de rompimento 
A ectasia ductal é uma afecção benigna caracterizada 
primariamente pela dilatação dos grandes ductos 
mamários localizados na região subareolar. Ocorre 
predominantemente em mulheres na quinta ou sexta 
década de vida (perimenopausa e pós-menopausa), 
embora possa ser observada raramente em homens e 
crianças. Entre as hipóteses etiopatogênicas, o 
tabagismo é apontado como um possível fator de 
risco. 
Clinicamente, a lesão acomete os ductos maiores e 
pode se manifestar por meio de uma massa palpável 
periareolar que simula um carcinoma de mama. 
Quando sintomática, é comum apresença de 
descarga papilar (derrame mamilar) que varia de 
aspecto seroso a colorido, não espontânea e 
frequentemente multiductal ou bilateral. 
Histologicamente, observa-se a dilatação dos ductos 
principais com preservação da dupla camada celular 
epitelial e mioepitelial. A luz desses ductos torna-se 
preenchida por uma secreção amorfa e espessa rica 
em lipídeos, frequentemente acompanhada de 
histiócitos xantomizados. Esse acúmulo de secreção 
provoca um processo inflamatório periductal e 
intersticial de intensidade variável. Há risco de 
rompimento da parede do ducto, o que extravasa a 
secreção lipídica para o estroma adjacente, induzindo 
uma reação inflamatória crônica do tipo corpo 
estranho (podendo formar granulomas ou 
xantogranulomas) seguida por fibrose. 
necrose gordurosa 
 
Decorrente de trauma, intervenção cirurgica ou 
radioterapia, aspecto macroscópico semelhante ao pingo 
de vela 
células gordurosas necróticas sem núcleo com aspecto 
de borramento ao progredir, inicialmente repleto de 
lipídeos e infiltrado neutrofílico, posterior substituição 
por linfocitos, macrofagos, que tornam-se 
xantomatosos, dão aspecto de borramento, proliferação 
fibroblástica podendo haver calcificação 
A necrose gordurosa mamária é um processo 
inflamatório secundário que surge em decorrência de 
agravos prévios ao tecido adiposo, tais como 
traumas, intervenções cirúrgicas, biópsias prévias ou 
radioterapia. Macroscopicamente, a lesão pode 
apresentar aspecto amarelado/esbranquiçado 
semelhante a pingo de vela. 
Em termos histológicos e evolutivos, o quadro 
inicia-se com a necrose dos adipócitos (células 
gordurosas), os quais perdem seus núcleos e sofrem 
degradação, gerando uma imagem de borramento do 
arcabouço tecidual. Inicialmente, a região fica repleta 
de lipídeos extravasados acompanhados de um denso 
infiltrado neutrofílico. Com a progressão do processo 
reparativo, esses neutrófilos são gradativamente 
substituídos por um infiltrado inflamatório crônico 
constituído por linfócitos e macrófagos. Os 
macrófagos fagocitam os restos lipídicos e tornam-se 
macrófagos xantomatosos (histiócitos vacuolados), 
acentuando o aspecto de borramento e a reação do 
tipo corpo estranho (com células gigantes). 
Posteriormente, ocorre uma proliferação fibroblástica 
com formação de tecido cicatricial e fibrose, podendo 
haver também o surgimento de calcificações de 
permeio. 
alterações fibrocísticas da mama 
 
 
desordem mais comum na mama, lóbulos mamários, 
principalmente em mulheres que ainda menstruam 
(20-40 anos), desordens hormonais (excesso de 
estrogênio ou deficiência de progesterona 
cistos líquidos ou sem conteúdo, com cápsula 
fibrosa, podem conter sangue. 
padrões morfológicos: cistos, fibrose, metaplasia 
apócrina, secreção em decaptação 
 
alterações fibrocísticas precisam conter cisto, 
metaplasia apócrina e fibrose. 
As alterações fibrocísticas representam a desordem 
benigna mais comum da mama, afetando 
predominantemente mulheres em idade fértil durante 
a fase reprodutiva (entre 20 e 40 anos ou na 
pré-menopausa). Sua origem está associada a 
desequilíbrios na resposta aos estímulos hormonais 
cíclicos (estrógeno e progesterona) e à involução 
senil do parênquima. O processo patológico 
desenvolve-se na unidade ductolobular terminal 
(UDLT) e nos lóbulos mamários. 
Essas alterações englobam um espectro morfológico 
caracterizado obrigatoriamente pela presença 
concomitante de três padrões morfológicos clássicos: 
● Cistos: Estruturas císticas arredondadas 
resultantes da dilatação dos ácinos da UDLT, 
com conteúdo líquido ou sem conteúdo 
visível, cápsula fibrosa e que ocasionalmente 
podem conter material hemorrágico. 
● Fibrose estromal: Aumento substancial e 
variável do tecido conjuntivo denso 
intralobular e extralobular, podendo reprimir 
ou obliterar as estruturas ductais e acinares 
circundantes. 
● Metaplasia apócrina: Substituição do 
epitélio luminal original por células 
poliédricas aumentadas de tamanho, com 
citoplasma amplo, eosinofílico e granular, e 
núcleos redondos. O epitélio metaplásico 
comumente apresenta secreção por 
decapitação apical. 
hiperplasia epitelial de mama 
 
aumento no número das células epiteliais, muitas 
camadas de células epiteliais, hiperplasia com atipia 
pode se tornar maligna 
A hiperplasia epitelial caracteriza-se pelo aumento no 
número de células epiteliais luminais no interior dos 
ductos ou dos ácinos/dúctulos mamários, 
ultrapassando a camada dupla fisiológica e formando 
múltiplas camadas celulares. Essa proliferação pode 
estender-se a partir das UDLTs para os ductos maiores. 
As proliferações dividem-se morfologicamente em 
lesões habituais (sem atipias) e lesões atípicas (como 
a hiperplasia ductal atípica e a hiperplasia lobular 
atípica). A presença de atipias citológicas e 
arquiteturais nas hiperplasias eleva substancialmente 
o risco de evolução e transformação para um 
carcinoma invasivo ou lesão maligna ao longo do 
tempo 
adenose esclerosante 
 
aumento no número dos ácinos que são retorcidos e 
reprimidos pela fibrose, manutenção da periferia. A 
adenose esclerosante é uma lesão benigna proliferativa 
resultante do aumento no número de ácinos por lóbulo 
(proliferação lobulocêntrica). O componente estromal 
intralobular sofre fibrose exuberante que comprime, 
distorce e retorce os ácinos e dúctulos remodelados. 
Apesar dessa expressiva distorção arquitetural central 
provocada pela fibrose, há a preservação da arquitetura 
periférica e a manutenção da camada externa de células 
mioepiteliais ao redor de cada estrutura glandular 
envolvida. Essa preservação mioepitelial pode ser 
confirmada por marcadores imuno-histoquímicos 
específicos como o p63, calponina e actina de músculo 
liso (SMMS). A adenose esclerosante carrega um 
discreto risco relativo de evolução para carcinoma. 
papiloma ductal 
 
 
 
podem ser únicos ou múltiplos, em maioria apresentam 
descarga papilar com sangue 
ducto dilatado, formado por múltiplas papilas, recobertas 
por dupla camada de células, p63 
O papiloma intraductal é uma neoplasia epitelial benigna 
composta por eixos conjuntivo-vasculares (estruturas 
papilares) revestidos por células epiteliais e 
mioepiteliais. Pode apresentar-se como lesão solitária 
(geralmente nos ductos maiores centrais/subareolares) ou 
múltipla (frequentemente periférica, acometendo as 
UDLTs). 
Clinicamente, a manifestação clássica dos papilomas 
centrais é a presença de descarga papilar 
sanguinolenta ou serosa através do mamilo. 
Histologicamente, o ducto acometido encontra-se 
dilatado para acomodar a proliferação glandular. As 
projeções papilares são obrigatoriamente revestidas 
por uma dupla camada celular (camada epitelial 
luminal interna e camada mioepitelial basal externa). 
A integridade da camada mioepitelial basal é 
evidenciada pela expressão do marcador nuclear p63 
 
fibroadenoma
 
tumor benigno mais comum da mama, com maior 
incidência antes dos 30 anos, pode ser único múltiplo em 
uma mama só ou bilateral. 
macroscopia: nódulo, encapsulado, móvel, de coloração 
brancacenta, consistência firme elástica. calcificação 
grosseira 
estroma fibroblástico e tecido glandular que varia em sua 
forma, revestido por dupla camada de células, pode 
malignizar em baixas porcentagem, por conta do 
estroma, maligniza do tumor filoides. 
O fibroadenoma é o tumor benigno mais comum da 
mama, apresentando sua maior incidência em mulheres 
jovens antes dos 30 anos ou em idade fértil. A lesão 
pode surgir de forma única ou múltipla, afetando apenas 
uma mama ou apresentando-se de forma bilateral. 
À macroscopia, o fibroadenoma apresenta-se como um 
nódulo bem delimitado, encapsulado, móvel ao exame 
físico, de coloração branco-acinzentada e consistência 
firme-elástica. Em mulheres mais velhas ou na 
menopausa, a lesão pode sofrer involução e apresentar 
calcificações grosseiras visíveis. Histologicamente, 
trata-se de uma neoplasia bifásica composta por estroma 
fibroblástico(tecido conjuntivo) e componentes 
glandulares epiteliais que variam em sua forma e arranjo 
(padrões intracanalicular ou pericanalicular). As 
estruturas glandulares são sempre revestidas por uma 
dupla camada celular (epitelial e mioepitelial). O 
estroma fibroblástico possui baixa celularidade e poucas 
atipias em casos clássicos. A chance de malignização 
direta é considerada muito baixa; contudo, a proliferação 
do componente estromal pode, em casos específicos, 
relacionar-se ao desenvolvimento do tumor filodes. 
 
 
tumor filoides 
 
Pode ou não se originar do fibroadenoma, podendo ser 
benigno ou maligno (baixo ou alto grau) quando nasce 
sozinho, originalmente quando maligno torna-se um 
sarcoma. 
aumento da celularidade das células estromais com ou 
sem pleomorfismo e índice mitótico variado. chama-se 
maligno quando no aumento de 10x não for possivel 
observar nenhuma área epitelial 
O tumor filodes é uma neoplasia fibroepitelial 
bifásica rara que representa menos de 1% de todos os 
tumores primários da mama. Diferente do 
 
fibroadenoma, é mais frequente em mulheres em 
faixas etárias mais avançadas, com média entre 40 e 
50 anos. A lesão pode surgir de novo (de forma 
independente) ou, de modo discutido na literatura, 
originar-se a partir de um fibroadenoma 
pré-existente. 
O tumor filodes é classificado histologicamente em 
três categorias biológicas: benigno, borderline 
(limítrofe) ou maligno (de baixo ou alto grau). A 
progressão e o comportamento tumoral são ditados 
prioritariamente pelo componente estromal. Quando 
a lesão apresenta comportamento nitidamente 
maligno, ela se comporta originalmente como um 
sarcoma, apresentando risco de disseminação 
hematogênica sem necessidade usual de abordagem 
axilar. Microscopicamente, a doença se distingue 
pelo arranjo em projeções foliáceas ("em folha") para 
o interior de lúmens ductais e por um aumento 
significativo da celularidade das células estromais, 
com graus variados de pleomorfismo nuclear, atipia e 
índice mitótico elevado à análise histopatológica. 
 
 
hiperplasias atípicas 
 
As hiperplasias atípicas caracterizam-se pela 
proliferação de células epiteliais que apresentam 
alterações arquiteturais e/ou citológicas no interior 
das estruturas mamárias. Elas não configuram um 
câncer propriamente dito (pois a proliferação 
permanece contida e a arquitetura tecidual normal 
não é completamente destruída), mas são 
classificadas como lesões precursoras ou 
marcadores de risco significativo para o 
desenvolvimento de carcinoma invasivo. Podem 
surgir a partir de duas origens histológicas principais: 
Hiperplasia Ductal Atípica (HDA): 
Caracterizada por uma proliferação clonal no 
interior dos ductos que partilham algumas, mas 
não todas, as características citológicas e 
arquiteturais do carcinoma ductal in situ (CDIS). É 
frequentemente identificada incidentalmente ou 
por meio de investigações 
decorrentes de achados mamográficos, como 
microcalcificações. 
Hiperplasia Lobular Atípica (HLA): Inserida no 
grupo das neoplasias lobulares não invasivas, a 
HLA consiste na proliferação de células pequenas, 
frouxamente coesas e monomórficas que 
preenchem e expandem menos de 50% dos ácinos 
de uma Unidade Ductal-Lobular Terminal 
(UDLT). Apresenta tipicamente perda de 
expressão da proteína de adesão celular 
E-caderina. 
 
carcinoma mamário: 
o carcinoma in situ, mitose, hipercromasia, nucléolos 
aparentes, manutenção da membrana basal e célula 
mioepitelial 
Características Gerais: É a variante histológica mais 
agressiva do CDIS, frequentemente associada à 
presença de microcalcificações pleomórficas e lineares 
perceptíveis na mamografia. 
Achados Macroscópicos: À macroscopia ou ao corte do 
parênquima, os ductos dilatados e comprometidos 
deixam extravasar um material necrótico pastoso, denso 
e esbranquiçado à simples compressão manual, aspecto 
que lembra a eliminação de um comedão cutâneo. 
Achados Microscópicos: É marcado por células 
neoplásicas acentuadamente atípicas e marcadas por 
alto grau nuclear (núcleos grandes, pleomórficos, 
hipercromáticos e com nucléolos proeminentes), com 
índice mitótico elevado. No centro do lúmen ductal 
expandido, observa-se uma área extensa de necrose de 
coagulação (necrose central do tipo comedo), cercada 
pela proliferação celular maligna. A camada de células 
mioepiteliais e a membrana basal periféricas 
permanecem intactas ao redor dos ductos afetados. 
 
 
carcinoma in situ com necrose, alto grau, necrose de 
coagulação. 
Características Gerais: É a variante histológica mais 
agressiva do CDIS, frequentemente associada à 
presença de microcalcificações pleomórficas e lineares 
perceptíveis na mamografia. 
Achados Macroscópicos: À macroscopia ou ao corte do 
parênquima, os ductos dilatados e comprometidos 
deixam extravasar um material necrótico pastoso, denso 
e esbranquiçado à simples compressão manual, aspecto 
que lembra a eliminação de um comedão cutâneo. 
Achados Microscópicos: É marcado por células 
neoplásicas acentuadamente atípicas e marcadas por 
alto grau nuclear (núcleos grandes, pleomórficos, 
hipercromáticos e com nucléolos proeminentes), com 
índice mitótico elevado. No centro do lúmen ductal 
expandido, observa-se uma área extensa de necrose de 
coagulação (necrose central do tipo comedo), cercada 
pela proliferação celular maligna. A camada de células 
mioepiteliais e a membrana basal periféricas 
permanecem intactas ao redor dos ductos afetados. 
 
carcinoma ductal in situ cribiforme, baixo grau 
Características Gerais: Corresponde a uma forma 
indolente de CDIS, associada a uma evolução clínica 
lenta e a menor probabilidade de progressão rápida para 
lesão invasiva. 
Achados Macroscópicos: Dificilmente forma massas 
palpáveis ou alterações nodulares evidentes; sua presença 
costuma ser indicada em exames radiológicos pela 
presença de microcalcificações sutis e agrupadas. 
Achados Microscópicos: Caracteriza-se por uma 
proliferação de células monomórficas pequenas a médias, 
com baixo grau nuclear (núcleos arredondados, 
uniformes, com cromatina frouxa ou delicada, pouca 
hipercromasia e nucléolos discretos ou ausentes). O 
padrão arquitetural é cribriforme, formando múltiplos 
espaços rígidos, arredondados e bem definidos no interior 
dos ductos (aspecto em "peneira" ou "queijo suíço"), 
demarcados por células coesas e sem a presença de 
necrose de coagulação central significativa. As células 
mioepiteliais e a membrana basal mantêm-se preservadas 
ao longo do contorno ductal. 
 
carcinoma in situ lobular 
Características Gerais: É uma lesão proliferativa não 
invasiva que surge na Unidade Ductal-Lobular Terminal 
(UDLT). Funciona prioritariamente como um marcador 
biológico de risco aumentado para o desenvolvimento 
futuro de carcinoma invasivo em ambas as mamas. 
Achados Macroscópicos: Trata-se de uma lesão 
tipicamente incipiente e oculta. Não produz alterações 
macroscópicas evidentes, não forma nódulos palpáveis e 
raramente gera microcalcificações, sendo diagnosticada 
quase exclusivamente de forma incidental em biópsias de 
mama realizadas por outros motivos. 
Achados Microscópicos: Ocorre o preenchimento, a 
distensão e a expansão de mais de 50% dos ácinos de um 
lóbulos por células tumorais pequenas, uniformes, 
monomórficas e frouxamente coesas. A perda de coesão 
celular deve-se à ausência da expressão da proteína 
E-caderina. Observam-se núcleos redondos, 
hipercromasia leve a moderada e raríssimas mitoses. A 
membrana basal do áculo e a camada mioepitelial 
circundante mantêm-se perfeitamente contínuas e 
íntegras. 
 
carcinoma ductal invasivo 
Características Gerais: É a forma mais comum de câncer 
de mama maligno invasivo, representando a grande 
maioria de todos os diagnósticos de carcinomas 
mamários. 
Achados Macroscópicos: Apresenta-se tipicamente 
como um nódulo ou massa sólida de consistência firme a 
lenhosa (endurecida), de coloração esbranquiçada ou 
acinzentada, com contornos irregulares, estrelados ou 
espiculados.A lesão adere ao parênquima adiposo 
circundante devido ao denso estroma reacional 
desmoplásico. 
Achados Microscópicos: O achado definidor é a ruptura 
e destruição da membrana basal e a perda da camada 
celular mioepitelial, permitindo a infiltração direta do 
estroma por arranjos de células neoplásicas atípicas sob 
a forma de ninhos, cordões, traves sólidas ou estruturas 
tubulares malformadas. Apresenta graus variáveis de 
atipia nuclear, hipercromasia, contagem mitótica e áreas 
de necrose focal. 
 
carcinoma lobular invasivo: multicentrico, dificuldade 
na detecção macroscópica, metastiza para líquor 
superfícies serosas, ovário, útero e medula óssea. 
Características Gerais: É a segunda variante invasiva 
mais prevalente. Apresenta como traço biológico 
marcante a perda completa da molécula de adesão 
celular E-caderina. Apresenta alta taxa de 
multicentricidade (múltiplos focos na mesma mama) e 
de bilateralidade. 
Achados Macroscópicos: Caracteriza-se por uma grande 
dificuldade na detecção macroscópica e radiológica. 
Como não induz uma reação desmoplásica intensa e não 
costuma formar uma massa tumoral nodular circunscrita, 
pode manifestar-se apenas como uma área de 
espessamento difuso, endurecimento sutil ou assimetria 
do tecido mamário. 
Achados Microscópicos: Exibe células neoplásicas 
pequenas, monomórficas e incoesas que infiltram o 
estroma conjuntivo e adiposo de forma isolada ou 
alinhadas em filas indianas características (arranjo em 
fileira simples). 
 
Padrão Metastático: Devido ao seu perfil de dissociação 
celular, o carcinoma lobular invasivo possui um tropismo 
metastático atípico e distinto em comparação ao tipo 
ductal, metastatizando frequentemente para o 
líquor/leptomeninges, superfícies serosas (peritônio, 
pleura e pericárdio), ovários, corpo uterino, trato 
gastrointestinal e medula óssea. 
 
carcinoma ductal com morfologia medular da mama 
Características Gerais: Subtipo especial de carcinoma 
invasivo associado em uma proporção significativa dos 
casos a mutações germinativas do gene BRCA1. Apresenta 
paradoxalmente um prognóstico favorável, apesar de 
exibir características microscópicas de alto grau de 
malignidade. 
Achados Macroscópicos: Apresenta-se como uma massa 
bem delimitada, circunscrita, mole a firme, por vezes 
friável, com superfície de corte parda-acinzentada, que 
lembra macroscopicamente o tecido cerebral ou medular, 
frequentemente contendo áreas focais de hemorragia e 
necrose central. 
Achados Microscópicos: É caracterizado histologicamente 
por três critérios estritos: células epiteliais anaplásicas 
grandes em arranjo sinticial (lençóis contínuos sem 
formação glandular), um denso e proeminente infiltrado 
inflamatório linfo-plasmocitário no estroma tumoral 
periférico e interfolicular, e margens de expansão 
nitidamente circunscritas. As células exibem elevado 
índice mitótico, hipercromasia e nucléolos volumosos. 
 
carcinoma mucinoso de mama 
Características Gerais: Subtipo histológico especial de 
carcinoma invasivo que ocorre predominantemente em 
mulheres idosas ou pós-menopausadas. Em sua forma 
pura, apresenta excelente prognóstico e crescimento 
indolente. 
Achados Macroscópicos: Apresenta-se tipicamente como 
um nódulo bem demarcado, lobulado, de consistência 
macia a gelatinosa e tom castanho-azulado ou translúcido 
ao corte, derivado do acúmulo expressivo de substância 
mucoide. 
Achados Microscópicos: É histologicamente definido por 
grandes lagos de mucina extracelular nos quais flutuam 
pequenas ilhas, ninhos bem delimitados ou estruturas 
tubulares formadas por células neoplásicas de baixo grau 
atípico. As células mostram-se uniformes, com núcleos 
pequenos, cromatina densa, escassas figuras de mitose e 
hipercromasia discreta. 
 
 
 
 
 
 
 
 carcinoma tubular 
 
Características Gerais: É uma neoplasia invasiva bem 
diferenciada de excelente prognóstico, com baixíssima 
taxa de metástase linfonodal, sendo frequentemente 
identificada em rastreamentos mamográficos de rotina 
como uma lesão pequena e espiculada. 
Achados Macroscópicos: Trata-se tipicamente de uma 
lesão pequena (geralmente menor que $1\text{ cm}$ 
ou $2\text{ cm}$), firme a dura, de contornos 
estrelados e retração tecidual focal. 
Achados Microscópicos: Caracteriza-se por uma 
proliferação de túbulos bem formados, angulados e 
ovais dispostos abertamente em meio a um estroma 
fibroso e desmoplásico denso. As estruturas tubulares 
são revestidas por uma única camada de células 
epiteliais de baixo grau (sem a presença da camada 
mioepitelial externa), apresentando projeções apicais 
em formato de "gota" ou "snout" em direção ao lúmen. 
O pleomorfismo nuclear é mínimo, a hipercromasia é 
leve e as mitoses são extremamente raras. 
 
carcinoma metaplásico 
Características Gerais: Grupo heterogêneo de 
neoplasias mamárias agressivas e raras de alto grau. 
Caracteriza-se pela diferenciação e transformação do 
componente epitelial neoplásico em outros tipos de 
tecidos (metaplasia não epitelial, mesenquimal ou 
escamosa). É tipicamente receptor hormonal 
negativo e HER2 negativo (triplo-negativo). 
Achados Macroscópicos: Manifesta-se como uma 
massa volumosa, de crescimento rápido, de 
contornos nodulares parcialmente circunscritos ou 
infiltrativos, apresentando frequentemente áreas 
extensas de necrose central, degeneração cística e 
focos de consistência rígida ou calcificada. 
Achados Microscópicos: Apresenta uma mistura 
de proliferação epitelial atípica (carcinomatosa) 
integrada a elementos metaplásicos heterólogos ou 
homólogos, tais como áreas de diferenciação 
escamosa, fusocelular (aspecto sarcomatóide), 
 
condróide (cartilaginosa) ou óssea. As células 
exibem acentuado pleomorfismo, hipercromasia 
nuclear severa, nucléolos proeminentes e 
frequentes figuras de mitose atípicas. 
 
Grau Tumoral dos Carcinomas Invasivos 
(Sistema de Nottingham) 
O grau histológico (ou grau de 
Scarff-Bloom-Richardson modificado por 
Nottingham) quantifica a diferenciação tecidual do 
tumor. Ele é calculado pela soma dos pontos 
atribuídos a três parâmetros microscópicos: 
1. Formação de Túbulos (Diferenciação 
Glandular): 
○ 1 ponto: Mais de 75% da área tumoral é 
composta por estruturas tubulares/glandulares bem 
formadas. 
○ 2 pontos: 10% a 75% da área apresenta 
formação tubular. 
○ 3 pontos: Menos de 10% da área exibe 
túbulos (predomínio de lençóis sólidos ou cordões 
celulares). 
2. Atipia Nuclear (Pleomorfismo): 
○ 1 ponto: Núcleos pequenos, uniformes e 
monomórficos, semelhantes às células mamárias 
normais. 
○ 2 pontos: Aumento moderado no tamanho 
nuclear, variabilidade de forma e nucleólos 
visíveis. 
○ 3 pontos: Pleomorfismo nuclear marcado, 
núcleos grandes, hipercromáticos e com nucléolos 
proeminentes. 
3. Índice de Mitose (Contagem Mitótica): 
○ 1 a 3 pontos: Atribuídos com base na 
quantidade de figuras de mitose contadas em um 
determinado número de campos microscópicos de 
alto aumento ($\text{CMA}$). 
Classificação Final do Grau Histológico: 
● Grau I (Bem Diferenciado): Soma de 3 a 5 
pontos (crescimento lento e melhor prognóstico). 
● Grau II (Moderadamente Diferenciado): 
Soma de 6 ou 7 pontos. 
● Grau III (Pouco Diferenciado): Soma de 8 
ou 9 pontos (comportamento agressivo e alto 
índice proliferativo). 
 
 
 
receptores de estrogenio e progesterona, oncogen 
(c-erb-B2), Her2 
A análise imuno-histoquímica dos receptores 
hormonais e do oncogene HER2 permite a 
classificação molecula 
fatores prognósticos 
metástase, doença localmente avançada, subtipos 
histológicos, grau tumoral dos carcinomas invasivos 
(atipia nuclear, formação de túbulos e mitose) 
Os fatores prognósticos avaliam as características 
biológicas e a extensão da doença para prever o seu 
curso natural. 
Metástase à Distância e Doença Localmente Avançada 
● Metástase à Distância: É o fator prognóstico 
isolado mais determinante para o pior 
desfecho clínico. A presença de disseminação 
hematogênica para órgãos como ossos, 
pulmões,fígado e cérebro indica doença 
sistêmica em estágio IV, tornando o 
tratamento focado na paliação e no controle 
do avanço tumoral. 
● Doença Localmente Avançada: Caracterizada 
por tumores de grande extensão local 
(geralmente T3 ou T4), com invasão da pele 
(causando ulceração ou o aspecto clássico de 
peau d'orange / casca de laranja), fixação à 
parede torácica ou acometimento linfonodal 
regional massivo e confluente. Apresenta 
elevado risco de recorrência e exige 
abordagem terapêutica neoadjuvante 
(quimioterapia antes da cirurgia). 
Subtipos Histológicos 
O tipo histológico da neoplasia fornece informações 
cruciais sobre o seu comportamento biológico: 
Variantes de Melhor Prognóstico: Subtipos especiais 
como o Carcinoma Tubular, o Carcinoma Mucinoso 
(Colóide) e o Carcinoma Medular tendem a 
apresentar menor agressividade, menor frequência de 
metástases linfonodais e taxas de sobrevida global 
mais favoráveis. 
● Variantes de Pior Prognóstico ou 
Comportamento Indolente/Infiltrativo: O Carcinoma 
Ductal Invasivo (Tipo Não-Especial) exibe 
comportamento variável a depender do seu grau, 
 
enquanto o Carcinoma Lobular Invasivo apresenta padrão 
multifocal/multicêntrico e tropismo metastático atípico. O 
Carcinoma Metaplásico é notadamente agressivo e 
resistente a terapias convencionais. 
 
 
tumores luminares A e B 
 
Receptores de Estrogênio (RE) e Progesterona (RP) 
A presença de RE e RP no núcleo das células 
neoplásicas indica que o tumor depende do estímulo 
hormonal para proliferar. 
Tumores RE/RP positivos apresentam, em geral, 
melhor prognóstico e são passíveis de 
hormonioterapia (como o uso de tamoxifeno ou 
inibidores da aromatase), que bloqueia a ação do 
estrogênio ou reduz sua produção. 
Oncogene c-erb-B2 / HER2 
O oncogene $c-erb-B2$ codifica a proteína HER2 
(receptor 2 do fator de crescimento epidérmico 
humano), uma tirosina quinase de membrana 
envolvida na sinalização de proliferação celular. 
A super-expressão da proteína HER2 (avaliada por 
imuno-histoquímica) ou a amplificação do gene 
c-erb-B2 (confirmada por Hibridização In Situ por 
Fluorescência - FISH) ocorre em cerca de 15% a 
20% dos carcinomas mamários. 
Tumores HER2 positivos são habitualmente mais 
agressivos, mas a identificação deste marcador 
permite a utilização de terapias-alvo direcionadas 
(como o anticorpo monoclonal trastuzumabe), o que 
alterou significativamente o prognóstico dessas 
pacientes. 
Tumores Luminares A e B 
A subclassificação luminal agrupa os tumores que 
expressam receptores hormonais, diferenciando-se 
pelo grau de proliferação celular (medido pelo 
marcador Ki-67) e pelo status do HER2: 
Subtipo Luminal A: 
Perfil: RE positivo, RP alto, HER2 negativo e baixo 
índice de proliferação celular ($\text{Ki-67}

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