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AULA 8– MONITORIA DIAGNÓSTICO LABORATORIAL II Parasitologia clínica Parasitologia Clínica - Helmintos Ascaris lumbricoides Ascaridíase Transmissão: Fecal-oral (Alimentos contaminados, fezes, mão sujas, água, poeira) Sintomas: Má absorção de nutrientes,dor, diarreia, perfuração intestinal OBS: Parasita põe muitos ovos OBS2: Parasitas mortos saem por vários orifícios Morfologia Ovos: Os ovos de A. lumbricoides são originalmente brancos, adquirindo a cor acastanhada ao entrarem em contato com as fezes do hospedeiro. São grandes, ovais e com uma cápsula externa espessa, devido a presença da membrana mamilonada. Possuem massa de células germinativas Se embrionam e ficam inviáveis no solo Membranas dos Ovos Interna delgada e impermeável à água, formada por proteína e lipídeos. Media Formada de quitina e proteína Externa Mamilonada Ondulada Ovo chamado fértil embrionado Ovo infértil sendo mais alongados, com membrana mamilonada mais delgada e o citoplasma granuloso Ovo decorticado, sem membrana mamilonada Morfologia Vermes: Os adultos são longos, robustos, cilíndricos e apresentam as duas extremidades afiladas. Os machos geralmente são menores do que as fêmeas e apresentam a extremidade posterior fortemente encurvada para a face ventral. OBS: Ciclo de Loss: Ocorre quando, depois de já terem entrado no corpo do hospedeiro, caem na corrente sanguínea e seguem para o pulmão,onde podem sofrer mudança. 13 Diagnóstico Detecção de ovos e larvas nas fezes por: Hoffman, Pons e Janer/Lutz/Sedimentação espontânea Kato-Katz Infecções apenas por fêmeas: ovos inférteis, por conta da ausência do macho Infecções somente por machos: autolimitada exame negativo Trichuris trichiura Tricuríase Transmissão: Fecal-oral Sintomas: Tenesmo,dor, diarreia, prolapso retal, anemia OBS: Alguns podem ser assintomáticos Morfologia: Vermes: Os adultos de Trichuris trichiura apresentam forma semelhante a um “chicote”. A região anterior é fina e alongada e a posterior é curta e mais dilatada. Medem de 3-5 cm de comprimento e são dióicos. Os machos são menores do que as fêmeas e possuem espículo na região posterior. Nos machos, a cauda é recurvada anteriormente, apresentando o espículo protegido por uma bainha, recoberta por pequenos espinhos, enquanto nas fêmeas é reta e afilada. Morfologia: Ovo: o ovo de T. trichiura apresenta um formato elíptico característico, com poros salientes e transparentes em ambas as extremidades, preenchidos por material lipídico. A casca do ovo tem três camadas distintas: uma camada lipídica externa, uma camada quitinosa intermediária e uma camada vitelínica interna, que favorece a resistência desses ovos a fatores ambientais. Diagnóstico Detecção de ovos nas fezes por: Hoffman, Pons e Janer/Lutz/Sedimentação espontânea Kato-Katz OBS: Problemas com higiene podem fazer com que o ovo do Trichuris apareça na urina Enterobius vermicularis Enterobiose/Oxiurose Transmissão: Fecal-oral (Poeira, alimentos) Sintomas: Prurido anal (podendo causar hemorragia), vaginite, colite, emagrecimento OBS: Ovos usualmente não saem com as fezes, pois as fêmeas grávidas eliminam junto com o ânus e são encontradas na região perianal, por isso os ovos podem ser encontrados nos ânus ou em roupas de dormir 25 Morfologia Macho com cauda de aspecto de caracol Fêmea com cauda de aspecto de fio de cabelo No entanto, alguns caracteres são comuns em ambos: cor branca, padrão filiforme, presença de asas cefálicas (expansões vesiculosas lateralmente à boca) na extremidade anterior e um esôfago claviforme, terminando em um bulbo Ovo: O ovo de E. vermicularis apresenta aspecto grosseiro de um “D”, pois um dos lados é sensivelmente achatado e o outro é convexo. Possui membrana dupla, lisa e transparente, sendo já eliminado no ambiente contendo uma larva no seu interior. Diagnóstico: Detecção de ovos nas fezes por: Hoffman, Pons e Janer/Lutz/Sedimentação espontânea Kato-Katz Graham (Fita Gomada) Schistosoma mansoni Esquistossomose Transmissão: Contato com o caramujo Biomphalaria Sintomas: Hepatomegalia,diarreia mucossanguinolenta OBS: As manifestações clínicas aparecem cerca de 5 á 7 dias após a infecção Morfologia Vermes: São vermes achatados e alongados, que apresentam nítido dimorfismo sexual. O macho mede cerca de 1 cm e o tegumento é recoberto por minúsculas projeções (tubérculos). A fêmea mede cerca de 1,5 cm, possui tegumento liso e pode ser encontrada no canal ginecóforo do macho Na região anterior, apresentam a ventosa oral (Vo), esôfago (E) e ventosa ventral, também chamada de acetábulo (Ac). Logo após o acetábulo, observa-se no macho a presença da massa testicular, composta de 7 a 9 testículos (T). Ovo: Formato oval e apresentando, na parte mais larga, um espículo voltado para trás. O ovo maduro é caracterizado pela presença de um miracídio formado, visível pela transparência da casca. Este tipo de ovo é a forma usualmente encontrada nas fezes. OBS: Possuem coloração amarelo-amarromzada e não duram mais de cinco dias no meio externo Diagnóstico: Detecção de ovos nas fezes por: Hoffman, Pons e Janer/Lutz/Sedimentação espontânea Kato-Katz Imunológico: ELISA e Reação Intradermica Molecular: PCR Exame Histopatológico: Biópsia Retal Strongyloides stercoralis Estrongiloidíase Transmissão: Fecal-oral Sintomas: Úlceras, edemas, pulmão pode haver passagem de larvas com febre, tosse com expectoração e dispneia OBS: Possui grande facilidade de infecção em imunocomprometidos Morfologia: Apresenta várias formas evolutivas: fêmea partenogenética, fêmea de vida livre ou estercoral, macho de vida livre, ovos, larvas rabditóides e larvas filarióides. Larva rabtidioide menor que a filarioide Larvas filarióides, que apresentam cutícula fina, em torno de 0,5 mm de comprimento, com a porção anterior levemente afilada, com um pequeno vestíbulo bucal (VB), e a posterior afina-se gradualmente, terminando em duas pontas, conhecida como cauda entalhada (CE), que a diferencia da cauda das larvas filarióides de Ancilostomídeos, que é pontiaguda. As larvas rabditóides do S. stercoralis apresentam cutícula fina e hialina, vestíbulo bucal curto, além do primórdio genital nítido (seta), formado por um conjunto de células localizadas um pouco abaixo do meio do corpo. Essas duas características auxiliam na diferenciação com as larvas dos ancilostomídeos. A extremidade posterior termina em uma cauda pontiaguda. As larvas rabditóides recebem esta denominação em função do tipo de esôfago que apresentam. Nessas larvas, o esôfago se inicia logo após o curto vestíbulo bucal e apresenta-se dividido em três partes: corpus (C), istmo (I) e bulbo (B). Após o bulbo se inicia o intestino. OBS: Ciclo de Loss: Ocorre quando, depois de já terem entrado no corpo do hospedeiro, caem na corrente sanguínea e seguem para o pulmão,onde podem sofrer mudança. Diagnóstico Detecção de larvas frescas nas fezes ou secreção por: Hoffman, Pons e Janer/Lutz/Sedimentação espontânea Rugai, Mattos e Brisola Principal método Eventualmente Baermann-Moraes Síndrome de Löffler A síndrome de Löffler, uma forma da doença pulmonar eosinofílica, caracteriza-se por sintomas respiratórios leves ou pela ausência destes (mais frequentemente, tosse seca), opacidades pulmonares migratórias e efêmeras e eosinofilia sanguínea periférica. Foi descrita, pelaprimeira vez, em 1932 por Wilhelm Löffler, em casos de pneumonia eosinofílica causada por parasitas, como o Ascaris lumbricoides, o Strongyloides stercoralis e os causadores da ancilostomíase, Ancylostoma duodenale e Necator americanus. http://www.sopterj.com.br/wp-content/themes/_sopterj_redesign_2017/_revista/2005/n_04/11.pdf Hymenolepis nana Menor e mais comum cestódeo humano Única Taenia do homem sem hospedeiro intermediário Transmissão: Fecal-oral e ingestão de insetos Sintomas: Poucas manifestações clínicas Morfologia: Parasita pequeno com poucos proglotes (3 á 5 cm). Verme adulto com escólex com 4 ventosas O ovo de H. nana é quase esférico, transparente e incolor. Apresenta uma membrana externa delgada envolvendo um espaço claro; mais internamente, apresenta outra membrana, envolvendo a oncosfera. Essa membrana interna apresenta dois mamelões claros, em posições opostas, dos quais partem alguns filamentos longos. Diagnóstico Detecção de ovos e larvas nas fezes por: Hoffman, Pons e Janer/Lutz/Sedimentação espontânea HORA DA PRÁTICA ATIVIDADE 02 PRÁTICA – ANÁLISES CLÍNICAS II Sentar em locais distintos Tempo de realização da parte teórica: 60 minutos Não pode fazer consultas, boa sorte !!! AULA 9– MONITORIA DIAGNÓSTICO LABORATORIAL II Parasitologia clínica Parasitologia Clínica – Protozoários Giardia lamblia Giardíase Protozoário mais frequente nas crianças Sintomas clínicos mais comuns: Náuseas, dor abdominal, vômitos, diarreia com esteatorreia (gordura nas fezes), fezes esverdeadas e flatulências extremamente desagradáveis Diarreia e má absorção intestinal A giárdia produz toxinas Levando á irritação da mucosa intestinal Virulência variável Cepas de Giardia lamblia explica o número de pacientes agudamente enfermos e outros assintomáticos Morfologia Duas formas evolutivas Trofozoitos - Formato de pêra - 20 mm de comprimento por 10 mm de largura 2 núcleos na parte frontal 4 pares de flagelos Cistos Oval ou elipsoide 2 á 4 núcleos Resiste ate 2 meses ao meio externo 1 cisto dá origem á 2 trofozoitos Apresenta formato piriforme, com simetria bilateral, apresentando face dorsal lisa e ventral côncava, apresentando uma estrutura semelhante a uma ventosa (disco adesivo), além de duas estruturas em forma de vírgula (corpos medianos - M), dois núcleos (N) e 4 pares de flagelos (F) Diagnóstico Detecção de cistos e trofozoitos nas fezes líquidas por: Hoffman, Pons e Janer/Lutz/Sedimentação espontânea Faust Imunológico: ELISA Trichomonas vaginalis Tricomoníase Transmissão: Contato sexual, uso de sanitários públicos e roupas íntimas (ex: toalhas) Sintomas: Uretrite, prurido, dor durante as relações sexuais e ao urinar, leucorreia OBS: Não possui a forma cística, apenas a trofozoitica Delicado no final da menstruação Epitélio vaginal mais delgado Menos glicogênio Mais bacilos de Doderlein Aumento de pH T. vaginalis coloniza com maior facilidade Apresenta somente a forma de Trofozoíta, que se apresenta elipsóide ou oval, possui quatro flagelos (F). Apresenta uma membrana ondulante (MO) e uma estrutura denominada axóstilo (Ax), que se projeta através do centro do organismo, prolongando-se até a extremidade posterior. O núcleo (N) é elipsóide e localiza-se próximo a extremidade anterior. Apresenta somente a forma de Trofozoíta, que se apresenta elipsóide ou oval, possui quatro flagelos (F). Apresenta uma membrana ondulante (MO) e uma estrutura denominada axóstilo (Ax), que se projeta através do centro do organismo, prolongando-se até a extremidade posterior. O núcleo (N) é elipsóide e localiza-se próximo a extremidade anterior. Diagnóstico Sedimento urinário Exame ginecológico OBS1: Não utiliza as fezes como técnica de diagnóstico OBS2: IST não viral mais comum Entamoeba histolythica Amebíase Transmissão: Fecal-oral (para todas as formas) E. coli e as demais formas não são patogênicas Diarreias leva á desidratação e desequilíbrio hidroeletrolítico Única fonte de infecção: Ser humano Transmissão oral Alguns podem ser assintomáticos Morfologia Duas formas evolutivas Cistos 1 á 4 núcleos - Corpos cromatoides (em forma de bastonete ou charuto (CC), apresentando as pontas arredondadas (seu número é variável, em geral, de um a quatro) Massas densas de ribonucleoproteínas Trofozoitos Geralmente tem um só núcleo, apresentando-se esférico e com a cromatina envolvendo a fina membrana nuclear de forma justaposta, formada por pequenos grânulos, dispostos uniformemente O cariossoma (Ca) apresenta-se central Entamoeba coli. O cisto apresenta-se como uma pequena esfera, contendo até oito núcleos (N), com corpos cromatóides finos, semelhantes a feixes ou agulhas. Tamanho de 15-20 μm. O trofozoíto (20-50 μm) não apresenta citoplasma diferenciado em ecto e endoplasma. O núcleo contém cromatina grosseira e irregularmente distribuída ao redor do envelope nuclear, com cariossoma grande e excêntrico. Diagnóstico E. coli Sempre aparece mais núcleos visíveis (5 á 6) Detecção de cistos e trofozoitos nas fezes por: Hoffman, Pons e Janer/Lutz/Sedimentação espontânea Faust Imunológico: ELISA detecção de Ag nas fezes Toxoplasma gondii Toxoplasmose Gatos e outros felídeos Hospedeiro definitivo Homem e outros animais Hospedeiro intermediário Distribuição geográfica mundial T.gondii invade preferencialmente monócitos/macrófagos, leucócitos e células parenquimatosas Permanece no vacúolo parasitário onde se multiplica Morfologia Formas Infectantes Taquizoitos Forma encontrada na fase aguda da infecção - Encontrados no sangue Bradizoitos Forma encistada do parasita encontrado no tecido nervoso, retina, musculares, esqueléticos e cardíacos Refletem a fase crônica a infecção Oocistos Eliminados juntos com as fezes Resistentes ás condições ambientais Toxoplasmose Congênita A toxoplasmose congênita é uma doença infecciosa que resulta da transferência transplacentária do Toxoplasma gondii para o concepto, decorrente de infecção primária da mãe durante a gestação ou por reagudização de infecção prévia em mães imunodeprimidas. Perfil IgM IgG Recomendação Mãe Saudável - +/- Não entrar em contato com gatos sob hipótese alguma Mãe Comprometida + + Tratar a infecção e não entrar em contato com gatos sob hipótese alguma Criança Saudável - - -------------------------- Criança Comprometida + - Tratar a infecção e não entrar em contato com gatos Toxoplasmose em imunodeprimidos Bradizoitos podem virar Taquizoitos Provocar reincidência de infecção Diagnóstico Imunológico: ELISA detecção de IgM e IgG Molecular: PCR – Alta especificidade e sensibilidade (escolha para Toxoplasmose congênita) Esfregaço: Fixação e coloração (Gimsa) Biópsia: Fase aguda líquido amniótico, sangue, líquor e leite materno (a depender da sintomatologia do paciente) HORA DA PRÁTICA ATIVIDADE 03 PRÁTICA – ANÁLISES CLÍNICAS II Sentar em locais distintos Tempo de realização da parte teórica: 60 minutos Não pode fazer consultas, boa sorte !!!