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25 ] CENTRO LITERATUS CURSO TÉCNICO EM ANÁLISES CLÍNICAS RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO Manaus - AM 2019 AMANDA VICTÓRIA NASCIMENTO DE LIMA RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO Relatório de Estágio Supervisionado do Curso Técnico em Análises Clínicas do Centro Literatus – CEL, sob orientação do Professor Moises Araújo Miranda. O estágio foi realizado no laboratório da instituição Grupo Médico Santa Clara e teve duração de 300 horas. Manaus 2019 TERMO DE RESPONSABILIDADE Declaro para os devidos fins que as informações prestadas neste documento são verdadeiras e foram transcritas fielmente dos registros de estudos e práticas no decorrer de 300 horas de Estágio Curricular Supervisionado na Empresa Grupo Médico Santa Clara, e os assuntos aqui abordados são todos relacionados á área de Análises Cínicas. Ciente de minha atribuição como Estagiária assumo total responsabilidade de resguardar cada informação contida neste Relatório de Estágio tendo como base a Ética profissional. _________________________________________________ Amanda Victória Nascimento de Lima _________________________________________________ Preceptor Responsável Jaime Oliveira TERMO DE COMPROMISSO Estágio supervisionado de 300 horas, realizada na empresa “Grupo Médico Santa Clara”, por Amanda Victória Nascimento de Lima, que contará assuntos que foram abordados de acordo com as atividades realizadas, utilizando o embasamento das Normas Regulamentadoras. Declara-se de inteira veracidade cada informação contida neste relatório, sendo de acordo com as observações do supervisor técnico no local do estágio. Amanda Victória Nascimento de Lima Preceptor Responsável Jaime Oliveira IDENTIFICAÇÃO DO CAMPO DE ESTÁGIO Identificação da empresa: RAZÃO SOCIAL DA EMPRESA: Promover a valorização da vida através de atendimento humanizado. ENDEREÇO: Av. Autaz Mirim, N° 327, Tancredo Neves - Grande Circular. CEP: 69085-000 ÁREA DE ATUAÇÃO: Análises Clínicas CNPJ: 09.175.769/0001-15 TELEFONE: (92) 3644-5769 RESPONSÁVEL: Dra. Lucimar Fernandes dos Santos ÁREA ONDE FOI REALIZADO O ESTÁGIO: Laboratório de Análises Clínicas DATA DE INÍCIO: 14 de Janeiro de 2019 DATA DO TÉRMINO: 10 de Abril de 2019 CARGA HORÁRIA SEMANAL: 25 horas CARGA HORÁRIA TOTAL: 300 horas SUPERVISOR DE ESTÁGIO DA EMPRESA: Dr. Jaime Gomes de Oliveira Apresentação da empresa: O Grupo Médico Santa Clara localiza-se na Av. Autaz Mirim, 327 – Tancredo Neves no município de Manaus no estado do Amazonas e possui três unidades distribuídas no município. A dita cuja presta serviços com vários médicos especializados, exames laboratoriais e etc, para a cidade de Manaus. AGRADECIMENTOS Gostaria de agradecer primeiramente à Deus, pois sem ele, nada disso teria sido possível, por ter iluminado meu caminho e dado forças para prosseguir. Ao meu pai que sempre investiu nos meus estudos e sempre acreditou em mim mais do que todos, é a você que devo todo o sucesso que um dia alcançarei. A minha mãe, que sempre tirou um pouco do seu tempo para me ajudar no curso e sempre me ajudou em tudo que foi possível, desde uma redação como na construção de um trabalho. Aos meus familiares que sempre me incentivaram à continuar mesmo com todos os contratempos em todo o percurso, mesmo com as dificuldades sempre me ajudaram em tudo que estavam ou não ao alcance. A cada pessoa que tirou um pouco do seu tempo para cuidar do meu filho, assim me ajudando á não desistir do meu objetivo. Ao meu marido, a melhor pessoa que poderia ter conhecido, sempre me colocando em primeiro lugar e me apoiando nas minhas decisões, sem você nada disso teria sido possível. Sempre sendo amigo, parceiro e prestando todo e total apoio na busca do meu conhecimento. A Angélica, sempre tendo paciência para me ensinar e me incentivando a ser uma excelente profissional e uma pessoa melhor, devo a você por toda a força que me deu nos momentos em que pensei em desistir, mas sempre me deu forças para prosseguir. Aos meus professores que deram o seu melhor para contribuir com meu conhecimento, em especial os professores Bruno Jensen, Thamires Alvarenga e Suzanna Kanawatti, os exemplos que pretendo seguir. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 8 2 SETOR DE COLETA 9 2. 1 Tubos para coleta 9 2. 2 Tipos de coleta 10 3 HEMATOLOGIA 11 3. 1 Hemograma 11 3. 2 Esfregaço Sanguíneo 12 3. 3 TAP e TTPA 13 3. 4 VHS 14 3. 4. 1 Procedimento técnico 15 3. 5 Típagem sanguínea e Fator RH 15 4 BIOQUIMICA 16 5 IMUNOLOGIA 17 5. 1 VDRL (Sífilis) 17 5. 2 Proteína C Reativa 19 5. 2. 1 Material utilizado 19 5. 2. 2 Procedimento Técnico 19 5. 2. 3 Interpretação dos resultados (Semi-Quantitativo), 20 5. 3 Fator Reumatóide – LÁTEX 21 5. 3. 1 Material utilizado 21 5. 3. 2 Procedimento Técnico 21 5. 4 ASLO 22 5. 4. 1 Material utilizado 22 5. 4. 2 Procedimento técnico 22 5. 5 BHCG 22 5. 5. 1 Material utilizado 22 5. 5. 2 Procedimento técnico 23 6 PARASITOLOGIA 23 6. 1 EPF Direto 23 7 URINÁLISE 24 7.1 EAS (Fita-teste) 24 7. 2 Sedimento urinário 25 8 CONCLUSÃO 26 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 27 1 INTRODUÇÃO Me chamo Amanda Victória Nascimento de Lima, tenho 20 anos, natural de Manaus - Am, onde constitui família e objetivos para o futuro. A escolha do curso de Técnico em Análises Cínicas foi uma sugestão feita por minha tia há algum tempo atrás, pelo fato de ser um curso técnico e ainda mais na área da saúde sendo muito importante na vida profissional para qualquer pessoa. Nessa fase final do curso em estágio supervisionado pelo Preceptor Farmacêutico Jaime Oliveira, no laboratório da empresa Grupo Médico Santa Clara, nesta cidade estou tendo oportunidade de colocar em prática todo o aprendizado na teoria em sala de aula, atividades essas que descreverei nas próximas páginas deste trabalho. Ao finalizar o curso, espero que o mesmo, surta o efeito desejado por mim e por meus familiares, que é o ingresso no mercado de trabalho onde eu possa obter a independência financeira e ajudar nos custos da família. 2 SETOR DE COLETA O setor de coleta é a parte “pré-analítica” do exame, onde se é identificado o pedido do médico na requisição do exame, nome do paciente, identificação dos tubos necessários para cada tipo de exame. Nessa etapa é onde também ocorre o primeiro e único contato com o paciente, tendo que se tomar o cuidado de passar segurança e responsabilidade para o mesmo. 2. 1 Tubos para coleta Figura 1 - tubos para coleta sanguínea (BIOMEDICINABRASIL, 2011) Os tubos para coletas de sangue, que são de vidro, plástico ou até o à vácuo, são usados para coletar, transportar as amostras de sangue do paciente e análise de exames. Cada tipo de tubo para coleta de sangue possui uma função, ou seja, deve ser utilizado para um tipo de análise. Caso o material biológico do paciente seja colocado em um recipiente inadequado, ele será descartado pelo laboratório, já que não haverá utilidade para aquela análise. Os tubos para coleta de sangue se diferenciam uns dos outros pelas cores da tampa. (SOL-MILLENNIUM, 2018); a) Tubo azul - Tubo com citrato de sódio, para análise de coagulação; b) Tubo vermelho - Tubo contendo ativador de coagulo, para análises bioquímicas e sorológicas; c) Tubo amarelo - Tubo contendo ativador de coagulo e gel separador, para análises bioquímicas e sorológicas; d) Tubo verde - Tubo contendo heparina, para análises bioquímicas, gasometria ou outros exames; e) Tubo roxo - Tubo contendo anticoagulante e EDTA, para análise hematológica com sangue total; f) Tubo cinza - Tubo contendo fluoreto de sódio, para análise de glicemia. 2. 2 Tipos de coleta A coleta de amostra biológica bem feita é uma etapa muito importante no processo de realização do exame pelo laboratório. Tem como finalidade obter um resultado preciso e de qualidade, fundamental para uma orientação epidemiológica e clínica correta. No laboratório do Grupo Médico Santa Clara é realizado a coleta de sangue nobox do próprio laboratório e também na sala aonde é realizada a coleta do material ginecológico. O procedimento se inicia na recepção aonde é feito o cadastro dos exames e do paciente no sistema, e assim depois de realizada a coleta, a amostra é levada para seus respectivos setores dentro do laboratório conforme o exame pedido pelo médico. Depois do cadastro do paciente é realizada a separação do material a ser usado de acordo com as amostras a serem coletadas, (Podendo ser usado a seringa de 3, 5, 10 ou 20mL com agulha, ou também o á vácuo, tubos devidamente identificados com o nome do paciente e o protocolo, garrote, álcool, algodão e o curativo). Faz-se a punção do paciente, coletando o sangue e logo em seguida o mesmo é liberando. Transfere-se o sangue coletado na seringa para os tubos a serem usados, tubos esses com as cores da tampa de acordo com o exame a ser analisado e na quantidade necessária para cada tubo. Obs: Assim que a coleta é realizada os tubos de bioquímica são colocados no “Banho-maria” e em seguida devidamente “tarados” e centrifugados Figura 2 - Banho-maria e centrifuga. (AUTORIA PROPRIA, 2019) 3 HEMATOLOGIA O setor de hematologia é onde são feitos exames com análises de amostras de sangue total, coletado no tubo de tampa roxa, que contém anticoagulante e EDTA, substâncias essas que impedem a coagulação do sangue com o propósito de avaliar as células que formam o sangue. 3. 1 Hemograma Figura 3 - Exemplo de valores do hemograma O hemograma é um exame de sangue que avaliam leucócitos (leucograma), hemácias (eritrograma) e também plaquetas (plaquetograma). Esse exame indica a quantidade das células, a qualidade, e tamanho, essas informações são fornecidas pelos índices hematimétricos, que são HCM, VCM, CHCM E RDW. Figura 4 - Maquina para hemograma (AUTORIA PROPRIA, 2019) Após a coleta do sangue no tubo roxo a amostra e levada ao setor de hematologia onde é utilizada a máquina “HORIBA ABX MICROS 60”, nessa máquina é colocado o protocolo do paciente, em seguida é aspirado uma pequena parte da amostra, assim fazendo a análise do sangue e liberando o resultado diretamente para a impressora, assim que impresso, é colocado o nome completo do paciente, idade e sexo. E anexado para o bioquímico responsável realizar a leitura do resultado, liberando-o para ser digitado, impresso e entregue ao paciente. 3. 2 Esfregaço Sanguíneo A confecção do esfregaço sanguíneo (Figura 5) é, sem dúvida alguma, o ponto crucial para a realização de um hemograma confiável e por isso, a padronização do esfregaço sanguíneo deve ser uma das principais exigências de um bom laboratório de hematogia. (UFRGS.COM, 2004) Figura 5 - Lâmina de esfregaço sanguíneo O esfregaço sanguíneo no laboratório do Grupo médico Santa Clara e feito em conjunto ao hemograma do paciente, porém o esfregaço só é lido e corado se houver alguma alteração no resultado do hemograma, assim o bioquímico responsável pode avaliar se realmente há a alteração nas células do sangue. Para a realização desse exame é necessário pingar uma gota de sangue com o auxílio de uma lâmina, na lâmina limpa e sem gordura e corretamente identificada com os dados do paciente, em seguida a lâmina distensora é encostada na lâmina com a gota de sangue em um ângulo de 45° e feito um leve movimento para traz para que o sangue se espalhe por toda ponta da lâmina distensora, em seguida faz-se um movimento leve, preciso e sem paradas para frente, criando assim uma fina camada de sangue sobre a lâmina, após esse procedimento a lâmina é colocada para secar e se houver alguma alteração no hemograma do paciente a lâmina será corada e depois levada para o bioquímico analisá-la. 3. 3 TAP e TTPA Figura 6 - Máquina onde é realizada o Coagulograma Tempo de Atividade de Protombina (TAP) e o Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada (TTPA) são exames para avaliar o tempo de sangramento, coagulação, contagem de plaquetas e retração de coágulo, para o pré-operatório. a) TAP – Coleta-se o sangue no tubo azul, em seguida centrifugá-lo por 10 minutos para a separação das células vermelhas das brancas, pois nesse exame só será usado o plasma do sangue, em seguida selecionar o exame desejado (no caso o TAP) com o auxílio da pipeta automática transfere-se 50µL do plasma para uma cubeta com uma esfera, e assim que o aparelho ordenar, adicionar 100µL do e após alguns segundos o aparelho dará o resultado. b) TTPA – Segue-se os primeiros passos do TAP, o que muda é, o exame selecionado será o de TTPA, em seguida adicionar 100µL do soro do paciente e 100µL do primeiro reagente, encubar por um minuto e em seguida por o segundo reagente, e após alguns segundos o aparelho dará o resultado 3. 4 VHS Figura 7 - Materiais utilizados para a leitura do VHS O exame VHS serve para identificar a presença de processos inflamatórios ou infecciosos no organismo, como artrites, infecções bacterianas, entre outras doenças. VHS significa: velocidade de hemossedimentação dos glóbulos vermelhos do sangue, também conhecidos como hemácias ou eritrócitos. O teste avalia a altura da camada de células que se depositam no fundo de um tubo de vidro com sangue durante um período de tempo. Apesar disso, existem diversos fatores que podem alterar o exame VHS, gerando resultados falso-positivos e falso-negativos. Por isso o exame VHS tem maior utilidade para rastrear sobretudo doenças reumáticas, como a polimialgia reumática e a arterite temporal. O VHS depende da agregação dessas células e da formação de um aglomerado de hemácias sobre um mesmo eixo. Hemácias maiores que o normal (macrocíticas) depositam-se mais rapidamente no fundo do tubo, enquanto que as que têm um tamanho menor que o normal (microcíticas), sedimentam-se mais devagar. Por isso as anemias podem alterar o VHS. 3. 4. 1 Procedimento técnico Para realizar o exame VHS, o laboratório irá coletar uma amostra de sangue, que é colocada em um recipiente em um capilar e colocado numa massinha, em seguida, será avaliado quanto tempo leva para os glóbulos vermelhos se separarem do plasma e se depositarem no fundo do recipiente. Assim, após 1 hora ou 2 horas, esta deposição será medida, em milímetro, por isso o resultado é dado em mm/h. Para realizar o exame VHS, não é necessário nenhum preparo, e o jejum não é obrigatório. 3. 5 Típagem sanguínea e Fator RH Para detectar o grupo sanguíneo de um indivíduo por meio de uma reação antígeno-anticorpo através de aglutinação direta. (BIOMEDICINABRASIL, 2016) O teste se inicia com a coleta de sangue feita no tubo roxo, corretamente identificado com o nome do paciente e seu protocolo, em seguida será gotejada três gotas de sangue, sendo a primeira gota gotejado o reagente ANTI-A, a segunda gota o ANTI-B e a terceira gota o ANTI-D. Em seguida homogeneizado com pontas diferentes de uma lâmina, dependendo do que aglutinará, será o resultado. Figura 8 - resultados da interação ente Ag-Ac e fator-RH (BIOMEDICINABRASIL, 2007) Sendo fator RH negativo: Deixar a amostra 15min no banho-maria, centrifugar por 15s, em 3500rpm. Completar 80% do tubo com soro fisiológico para 100 µL da suspensão, homogenizar, centrifugar à 3500rpm em um minuto, desprezar o sobrenadante e repetir o processo três vezes. Na terceira lavagem retirar o excesso de salina na gaze, adicionar duas gotas do coombs, centrifugar por 15s. Por fim verificar o resultado. 4 BIOQUIMICA O setor de bioquímica e onde é realizado a maioria dos exames do laboratório do Grupo Médico Santa Clara, exames esse que são feitos com a análise do soro do sangue que é coletado nos tubos vermelho ou amarelo que são obtidos após a centrifugação da amostra por 10 minutos, e assim poder ser feito os exames conforme o pedido do médico. A clínica utiliza a máquina Chem Well T (Figura 9) para a realização dos exames. É a única automação hibrida no Brasil, capaz de processar tanto os ensaios baseados no método ELISA, quanto de ensaios em Bioquímica. Figura 9 - máquina Chem Well T Os exames mais realizados na máquina são: (Ionograma) ácido úrico,potássi, uréia, creatinina, cálcio, magnésio, fosfatase alcalina, TGO (transaminase glutâmico-oxalacética), TGP (transaminase glutâmico-pirúvica), gama GT, bilirrubina, transferase, sódio, fósforo, magnésio, (lipidograma) colesterol total, HDL, LDL, e VLDL. 5 IMUNOLOGIA No setor de imunologia são feitos exames para avaliar o sistema imunológico do paciente, que se baseia nas relações entre Antígeno e Anticorpo. (LABSANTAANA, 2016) 5. 1 VDRL (Sífilis) O exame de VDRL, que significa Veneral Disease Research Laboratory, é um exame de sangue feito para diagnosticar ou acompanhar o tratamento da sífilis ou lues, uma doença sexualmente transmissível. O exame e feito com o soro do paciente que é coletado no tubo vermelho, onde recebe a etiqueta do cadastro no sistema, o exame VDRL também pode ser feito com o sangue total coletado no tubo roxo, porém o soro é usado quando o resultado é reativo e é feita a diluição. Após ser coletado o sangue do paciente, deve-se pipetar 50µL do soro do mesmo no primeiro poço da placa de kline, e 25µL do reagente VDRL e em seguida coloca-se na chapa agitadora por quatro minutos, e em seguida observado no microscópio sendo possível analisar o resultado sendo SNR (soro não reativo) quando no microscópio aparecerem pontos pretos discretos e homogêneo e se aparecer vários glumos será SR (soro reativo). Figura 10 - Placa Kline usada para diluição de VDRL (LOJALABORNET.COM [2018]) Quando o resultado for reativo, é necessário que seja feita a diluição da amostra, que é o que chamamos de prova quantitativa, do paciente na placa de Kline, para que seja possível avaliar qual o grau de avanço da doença, ou seja, quando mais poços da placa o soro for reativo maior o grau da infecção. Para o exame de diluição de VDRL e necessário que a coleta do sangue seja feita no tubo sem anticoagulante, ou seja no tubo amarelo ou vermelho. Com a coleta feita espera-se de 5 a 10 minutos no Banho – Maria para a coagulação do sangue no tubo e assim centrifuga-lo para que haja a separação do soro das células vermelhas. Após a obtenção do soro, com o auxílio da pipeta, pipetar 50 µL do soro do paciente no primeiro poço da placa de Kline, no segundo poço em diante pipetar 50 µL de soro fisiológico em todos os poços restantes, em seguida pipetar 50 µL do soro do paciente no segundo poço diluindo de 7 a 10 vezes, pipetar 50 µL dessa diluição do segundo poço para o terceiro e assim sucessivamente até o último poço que desse último os 50 µL pipetado devem ser descartado para igualar a quantidade de amostras, em seguida pipetar 25µL de reagente em cada poço, tomando o cuidado de não encostar a ponta da ponteira na amostra para não contaminar nem o reagente e nem o outro poço, com isso coloca-se a placa no agitador de Kline na velocidade 5 por 4 minutos, após isso a placa e levada para ser feita a leitura no microscópio na objetiva de 10x. Em seguida o resultado e encaminhado para a digitação e impressão do exame. O resultado falso-positivo também acontece em casos de doenças como malária, câncer, lúpus e etc. 5. 2 Proteína C Reativa A Proteína C Reativa (PCR) é uma proteína de fase aguda sintetizada no fígado. Ela é encontrada em concentrações baixas no soro de indivíduos saudáveis. É um indicador importante e sensível na indicação de inflamações, e o aumento ou diminuição de sua concentração no soro segue de perto processos inflamatórios de natureza infecciosa e não infecciosa. 5. 2. 1 Material utilizado a) Amostra biológica (soro) b) Reagente PCR c) Placa Escura d) Pipeta de 25 µL e) Ponteiras f) Papel toalha 5. 2. 2 Procedimento Técnico Após centrifugar a amostra e separar com o auxílio de uma pipeta de 25µL do soro do paciente, para ser testado em uma placa preta (Figura 11). Adicionar 25µL do reagente do PCR, levar ao agitador por 4 minutos. Figura 11 - Placa utilizada para realizar o teste Reação positiva: Nítida aglutinação – Indica presença de PCR em concentrações acima de 6mg/L. Reação negativa: Ausência de aglutinação – Indica concentração de PCR inferior á 6mg/L. 5. 2. 3 Interpretação dos resultados (Semi-Quantitativo), O título aproximado corresponderá á última diluição mais alta do soro que apresentar aglutinação claramente visível. A faixa aproximada de PCR presente na amostra pode ser obtida multiplicando-se o limite de sensibilidade (6mg/L) pelo título obtido. Valor de referência: Até 6mg/L. Valores aumentados: A PCR encontra-se muito elevada na pielonefrite (>100mg/L), no infarto agudo do miocárdio (aproximadamente 300mg/L), fase aguda da artrite-reumatoide, febre reumática, amiloidose segundaria, trombo-embolias pós-cirúrgicas. Valores diminuídos: A PCR apresenta pequenas alterações na hepatite crônica, cirrose, doença mista do tecido conectivo, LES, leucemias, colite ulcerativa. 5. 3 Fator Reumatóide – LÁTEX O Fator Reumatoide (FR) é um auto anticorpo, em geral da classe IgM, dirigido contra o fragmento Fc e IgG. Sua pesquisa e dosagem têm utilidade no diagnóstico da artrite reumatoide (AR), uma vez que ele está presente em aproximadamente 80% dos adultos portadores do AR, embora seja encontrado em apenas 20% dos indivíduos com AR juvenil. 5. 3. 1 Material utilizado a) Amostra Sorológica (Soro) b) Placa Escura c) Pipeta de 25µL d) Reagente e) Papel toalha f) Ponteira 5. 3. 2 Procedimento Técnico Estabilizar o reativo LÁTEX, o controle negativo e o controle positivo à temperatura ambiente (20º-30º), para sua utilização, homogeneizar o reativo látex suavemente, para dispersar e resuspender as partículas do LÁTEX na solução (evitar uma agitação violenta no reativo). Colocar 25 µL de controle positivo, negativo e do soro do paciente em secções individuais na placa. Colocar uma gota do reativo junto a cada gota do controle e do soro. Misturar ambas com um palito descartável, procurando estender a mistura por todo o interior do círculo com palitos diferentes para uma não contaminar a outra. Levar a placa ao agitador por 4 minutos. Observar a presença ou a ausência de aglutinação no soro, comparando com o controle negativo e positivo. Reações positivas: Presença de aglutinação visível. Reações negativas: Ausência de agregados, suspensão uniforme. 5. 4 ASLO O exame ASLO, também chamado de ASO, AEO ou de antiestreptolisina O, tem como objetivo identificar a presença de uma toxina liberada pela bactéria Streptococcus pyogenes, a estreptolisina O. Caso a infecção por essa bactéria não seja identificada e tratada com antibióticos, a pessoa pode desenvolver algumas complicações, como glomerulonefrite e febre reumática. (LEMOS, 2017) 5. 4. 1 Material utilizado a) Placa escura b) Pipeta de 25 µL c) Reagente d) Ponteira e) Agitador f) Papel toalha 5. 4. 2 Procedimento técnico Antes de iniciar é preciso numerar a placa com a identificação do paciente, pipetar 25 µL do soro do paciente, adicionar 25 µL do reagente no soro do paciente, homogeneizar e levar ao agitador por 4 minutos e esperar o resultado, no qual é observado a olho nu. Reações positivas: Presença de aglutinação visível. Reações negativas: Ausência de agregados, suspensão uniforme. 5. 5 BHCG O BHCG é um teste de gravidez que verifica os níveis do hormônio HCG que significa Gonadotrofina Coriônica Humana. 5. 5. 1 Material utilizado a) Soro do paciente b) Fita ou placa reativa. Figura 12 - Procedimento de como realizar o teste de BHCG 5. 5. 2 Procedimento técnico No caso da placa reativa, dentro do envelope da placa possui uma pipeta plástica com quantidade certa para pipetar o soro e desprezar na parte preparada para recebê-lo, aguardar cinco minutos para o resultado. O mesmo funciona para a fita reativa, envolvendo-a em uma pequena quantidade de soro e esperar o resultado. Reações positivas: O teste apresenta duas linhas vermelhas. Reações negativas: O teste apresenta apenas uma linha vermelha. 6 PARASITOLOGIA Chamado de EPF o exame parasitológico de fezes consiste em diagnosticar distúrbios ou parasitas intestinais que são eliminados nas fezes. 6. 1 EPF Direto O método consiste em examinar amostras de fezesfrescas no microscópio óptico, onde poderão ser vistos parasitos vivos ou mortos. Identifica-se a lâmina, colocar uma gota de lugol no centro da lâmina, com o auxilio de um palito pegue uma pequena porção da amostra de fezes e misture com a gota com a gota de lugol, coloque uma lamínula sobre cada uma das gotas e leva-la para ser observada no microscópio. 7 URINÁLISE O exame de urina consiste em diagnosticar patologias renal e do trato renal, pH da urina e presença de elementos que podem ser indicativo de alguma infecção. (FRAZÃO, [2018]) 7.1 EAS (Fita-teste) Figura 13 - Tiras-testes semi quantitativa de dez parâmetros na urina Para realização do exame deve ser utilizada amostra de urina recente (até 4 horas) coletada em frasco limpo e seco. Transferir 10 ml da amostra para o tubo de falcon, observar e anotar a coloração da urina, mergulhar a tira contida no frasco completamente por cerca de 1 segundo, retire o excesso secando levemente a lateral da tira em um papel absorvente, aguarda-se o tempo de reação da fita de 30 a 60 segundos, compare os resultados cuidadosamente com o gráfico de cores no rótulo do tubo da embalagem em ambiente bem iluminado. A tira de urina determina semi quantativamente a presença de: urobilinogênio, glicose, corpos cetônicos, bilirrubina, proteína, nitrito, pH, sangue, densidade e leucócitos, com alto grau de exatidão. 7. 2 Sedimento urinário O exame de sedimento urinário tem a finalidade de contar os elementos figurados, como células epiteliais, cilindros, leucócitos e hemácias na urina do paciente. A média dos resultados deve ser expresso do seguinte modo: CLASSIFICAÇÃO IDENTIFICAÇÃO Raras Até 03 elementos por campo Algumas De 04 a 10 por campo Numerosas Acima de 10 por campo MACIÇA Quando o campo estiver tomado por um dos elementos figurados impedindo a visualização dos outros elementos Tabela 1 - Classificação dos sedimentos encontrados na urina Para o EAS de sedimento urinário deve ser utilizada amostra de urina recente (até 4 horas) coletada em frasco limpo e seco, transferir 10 ml da amostra para o tubo de falcon, centrifugar por 5 minutos na velocidade de 1500 a 2000 RPM, em seguida descartar o líquido sobrenadante preservando somente o sedimento no fundo do tubo de falcon. Em seguida é levado para análise no microscópio. 8 CONCLUSÃO As atividades do Laboratório de Análises Clínicas do Grupo Médico Santa Clara são executadas por bioquímicos, técnicos e administrativos, sob a supervisão do farmacêutico gerente do laboratório, realizando coletas e análise de amostras biológicas de mulheres e homens de todas as idades, visando compor um diagnóstico médico rápido e eficaz. Após estágio supervisionado de 300 horas, pude concluir que, a análise patológica de amostras biológicas, requer um grande cuidado, como também muita atenção, a fim de evitar a contaminação profissional e/outro as de amostras, podendo causar transtornos irreversíveis para ambos, como a contaminação com doenças que não tem cura como o HIV. Outro aprendizado foi sobre a importância da Humanização, pois como profissional da área da saúde, temos que estar preparados para lidar com as mais variadas categorias de pessoas, das mais inusitadas, as das mais simples, com isso temos que nos comportar de forma mais acolhedora possível, para que aquele momento não se torne um transtorno na vida do paciente. Ao final cheguei à conclusão de que, o curso de Técnico em Análises Clínicas superou as expectativas do meu projeto de aperfeiçoamento profissional, o que me incentiva a cada dia mais, buscar melhorias para que eu me torne uma grande profissional. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SOL-MILLENNIUM. Diferenças de tubos para coleta de sangue. Disponível em: http://sa.sol-m.com/noticias/diferencas-de-tubos-para-coleta-de-sangue/ Acesso em: 03 de abril de 2019. RODRIGUES, Marcelo. Para que serve os exames de tgo e tgp. Disponível em: https://medicoresponde.com.br/para-que-servem-os-exames-de-tgo-e-tgp/ Acesso em: 03 de abril de 2019. FRAZÃO, Arthur. O que significa Proteína C Reativa Alta. Disponível em: https://www.tuasaude.com/proteina-c-reativa/ Acesso em: 03 de abril de 2019. LAB SANTA ANA. Imunologia. Disponível em: http://labsantaana.com.br/servico/imunologia/ Acesso em: 04 de abril de 2019. BIOMEDICINA BRASIL. Tipagem e grupos sanguíneos. Disponível em: http://www.biomedicinabrasil.com/2016/08/tipagem-e-grupos-sanguineos.html Acesso em: 04 de abril de 2019. FRAZÃO, Arthur. Para que serve o exame de urina e como fazer. Disponível em: https://www.tuasaude.com/exame-de-urina/amp/ Acesso em: 04 de abril de 2019. PORTAL EDUCAÇÃO. Os exames microbiológicos, parasitológicos e a urinálise. Disponível em: https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/farmacia/os-exames-microbiologicos-parasitologicos-e-a-urinalise/62382 Acesso em: 04 de abril de 2019. BIOMEDICINA BRASIL. Conheça os principais meios de cultura. Disponível em: http://www.biomedicinabrasil.com/2010/09/meios-de-cultura.html Acesso em: 04 de abril de 2019. UFRGS. Confecção do esfregaço sanguíneo ideal. Disponível em: https://www.ufrgs.br/lacvet/esfregaco.htm Acesso em: 04 de abril 2019. TUA SAÚDE. Confecção do VHS. Disponível em: https://www.tuasaude.com/exame-vhs/ Acesso em: 05 de abril de 2019