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COLOCAÇÃO EM FAMÍLIA SUBSTITUTA 
PROFA Ma. ANTONINA G. L . LEÃO 
MARCO LEGAL – CF, Art. 227 
 “É dever da família, da sociedade e do Estado 
assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, 
com absoluta prioridade, o direito à vida, à 
saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à 
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao 
respeito, à liberdade e à convivência familiar e 
comunitária, além de colocá-los a salvo de toda 
forma de negligência, discriminação, exploração, 
violência, crueldade e opressão.” 
 
“VALE PESCAR CD” 
Art. 4º, ECA 
Art. 4º É dever da família, da comunidade, da 
sociedade em geral e do poder público 
assegurar, com absoluta prioridade, a 
efetivação dos direitos referentes à vida, à 
saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, 
ao lazer, à profissionalização, à cultura, à 
dignidade, ao respeito, à liberdade e à 
convivência familiar e comunitária. 
Art. 5º, ECA 
 Art. 5º Nenhuma criança ou adolescente será 
objeto de qualquer forma de negligência, 
discriminação, exploração, violência, crueldade 
e opressão, punido na forma da lei qualquer 
atentado, por ação ou omissão, aos seus 
direitos fundamentais. 
CRIANÇAS E ADOLESCENTES 
 DIREITO À FAMÍLIA; 
 
 FAMÍLIA - CONVIVÊNCIA SAUDÁVEL – físico, 
psicológico, moral; 
 
 PREVALÊNCIA DA FAMÍLIA NATURAL; 
 
 FAMÍLIA - PODER FAMILIAR (parental, autoridade 
parental) – “PODER-DEVER” - “DEVER 
PARENTAL”- mais obrigações do que poderes! 
PRINCÍPIO 
PREVALÊNCIA DA FAMÍLIA 
 O QUE ACONTECE QUANDO OS PAIS VIOLAM ? 
https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&ved=0CAcQjRxqFQoTCIzTr9-7iMkCFQOOkAodPlsJuQ&url=http://eclesia.com.br/portal/fim-dos-tempos-pais-e-filhos-chocam-o-mundo-por-seus-atos-brutais-relembre-casos/&psig=AFQjCNFQj7lIN9-8oJS6H0lJI3MxEagWAg&ust=1447334565631857
https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&ved=0CAcQjRxqFQoTCL6W1p3IiMkCFQMXkAodkUcL2g&url=http://www.indicedesaude.com/artigos_ver.php?id=2233&psig=AFQjCNG7QJC559BFgpb5Br3Vdqe3CZXttQ&ust=1447337960046851
VÍDEO 1 
 Pais que maltratam filhos são obrigados a 
voltar para a escola 
 
http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/04/pais-que-maltratam-filhos-sao-obrigados-voltar-para-escola.html
http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/04/pais-que-maltratam-filhos-sao-obrigados-voltar-para-escola.html
http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/04/pais-que-maltratam-filhos-sao-obrigados-voltar-para-escola.html
http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/04/pais-que-maltratam-filhos-sao-obrigados-voltar-para-escola.html
http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/04/pais-que-maltratam-filhos-sao-obrigados-voltar-para-escola.html
http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/04/pais-que-maltratam-filhos-sao-obrigados-voltar-para-escola.html
http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/04/pais-que-maltratam-filhos-sao-obrigados-voltar-para-escola.html
http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/04/pais-que-maltratam-filhos-sao-obrigados-voltar-para-escola.html
http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/04/pais-que-maltratam-filhos-sao-obrigados-voltar-para-escola.html
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http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/04/pais-que-maltratam-filhos-sao-obrigados-voltar-para-escola.html
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http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/04/pais-que-maltratam-filhos-sao-obrigados-voltar-para-escola.html
http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/04/pais-que-maltratam-filhos-sao-obrigados-voltar-para-escola.html
http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/04/pais-que-maltratam-filhos-sao-obrigados-voltar-para-escola.html
http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/04/pais-que-maltratam-filhos-sao-obrigados-voltar-para-escola.html
https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&ved=0CAcQjRxqFQoTCI_An-XJiMkCFcKMkAodtOYHoQ&url=http://www.escoladepais.org.br/index.php/component/joomgallery/galeria-de-fotos/2011-48-congresso-nacional-da-escola-de-pais-do-brasil&bvm=bv.106923889,d.Y2I&psig=AFQjCNE3x-5YcxadvPAr6o5qYNlhC1QMGg&ust=1447338353777689
COLOCAÇÃO EM FAMÍLIA SUBSTITUTA 
REGRA GERAL 
(CONVIVÊNCIA FAMILIAR - Direito Fundamental) 
 Laços familiares – amparo emocional – 
crescimento e estruturação da personalidade; 
 
 Valores éticos, civis e morais – jornada - fase 
adulta. 
 
 LEI 12.010/09 – Lei da ADOÇÃO – 
convivência familiar. 
 
REGRA GERAL 
 Ser criado e educado no seio de sua família 
natural, e excepcionalmente, em família 
substituta, assegurada a convivência familiar e 
comunitária (art.19, ECA). 
 
 EXCEÇÃO - família natural incapaz de garantir 
direitos e garantias decorrentes do princípio da 
proteção integral (maus-tratos, abandono, 
dependência a entorpecentes, orfandade), 
promover-se-á a colocação da criança e 
adolescente, sempre tendo em vista o melhor 
interesse destes, em uma família substituta, sob 
três espécies: GUARDA, TUTELA E ADOÇÃO. 
 
COLOCAÇÃO EM FAMÍLIA 
SUBSTITUTA 
 
 Art. 28. A colocação em família substituta far-se-á 
mediante GUARDA, TUTELA OU ADOÇÃO. 
 
 Família substituta é quase tão antiga quanto a 
humanidade - brotou do próprio espírito de 
solidariedade existente nos seres humanos – 
suprir ausências da família natural; 
FAMÍLIA SUBSTITUTA 
 Substitui a natural; 
 “Faz as vezes de...”; 
 Como se natural o fosse. Assume todos os 
contornos da natural. 
 
 FUNÇÃO: RE(DESCOBRIR) para a criança ou 
adolescente um lar que substitua aquele que, por 
quaisquer circunstâncias, foi perdido. 
 Ex: aqueles que nunca tiveram um lar, foram 
abandonados ou perderam o ambiente familiar. 
 
Art. 19. 
 
 § 1o Programa de acolhimento familiar ou institucional - 
situação reavaliada, no máximo, a cada 6 (seis) meses, 
devendo a AUTORIDADE JUDICIÁRIA COMPETENTE, 
com base em relatório elaborado por equipe 
multidisciplinar, decidir de forma fundamentada pela 
possibilidade de reintegração familiar ou colocação em 
família substituta, em quaisquer das modalidades previstas 
no art. 28 (ECA). 
 
 § 2o A permanência... - não se prolongará por mais de 2 
(dois) anos, salvo comprovada necessidade que atenda ao 
seu superior interesse, devidamente fundamentada pela 
AUTORIDADE JUDICIÁRIA. 
 
 § 3o A manutenção ou reintegração de criança ou 
adolescente à sua família terá preferência em relação a 
qualquer outra providência, caso em que será esta incluída 
em programas de orientação e auxílio. 
Alteração ECA – 2014 - assegurar a convivência 
com os pais privados de liberdade. LEI Nº 12.962, 
DE 8 DE ABRIL DE 2014. 
 
 Art 19, § 4o Será garantida a convivência da criança e 
do adolescente com a mãe ou o pai privado de 
liberdade, por meio de visitas periódicas promovidas 
pelo responsável ou, nas hipóteses de acolhimento 
institucional, pela entidade responsável, 
independentemente de autorização judicial. 
 
 Art 23, § 2o A condenação criminal do pai ou da mãe 
não implicará a destituição do poder familiar, exceto na 
hipótese de condenação por crime doloso, sujeito à 
pena de reclusão, contra o próprio filho ou filha. 
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei 12.962-2014?OpenDocument
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei12.962-2014?OpenDocument
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei 12.962-2014?OpenDocument
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei 12.962-2014?OpenDocument
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei 12.962-2014?OpenDocument
(ACOLHIMENTO FAMILIAR / INSTITUCIONAL) 
TRANSIÇÃO - ART 101, ECA 
 
 § 1o O acolhimento institucional e o 
acolhimento familiar são medidas provisórias e 
excepcionais, utilizáveis como forma de transição 
para reintegração familiar ou, não sendo esta 
possível, para colocação em família substituta, 
não implicando privação de liberdade. 
ORDEM DE PREFERÊNCIA 
 
 Manutenção / reintegração – família natural; 
 Família extensa (ampliada) – preferência; 
 Acolhimento em programa familiar* – guarda (não existe aqui); 
 Acolhimento Institucional - guarda; 
 Colocação em família substituta – guarda, tutela ou adoção; 
 Adoção por família ESTRANGEIRA. 
 
 OBS: 
 Art 50, § 11. Enquanto não localizada pessoa ou casal 
interessado em sua adoção, a criança ou o adolescente, 
sempre que possível e recomendável, será colocado sob 
guarda de família cadastrada em programa de acolhimento 
familiar. 
OBSERVAÇÕES GERAIS 
 IRMÃOS (Seguem o mesmo caminho) 
 
 INDÍGENAS 
 
 QUILOMBOLAS 
 
 OBS: irmãos prioritariamente devem ser 
mantidos na mesma família e caso não seja 
possível e sigam caminhos diferentes, que seja 
mantido o vínculo mediante direito de visitação. 
 
 
ACOLHIMENTO FAMILIAR 
(não implantado aqui em Aracaju) 
 Art 101, VIII, ECA – medida protetiva; 
 Aplicada – Juiz - Vara Infância; 
 Temporário – cuidados de familia acolhedora – 
cadastrada previamente no programa - CMDCA; 
 Supervisão direcional – entidade responsável 
execução do programa; 
 Exige preparo especial e desprendimento; 
 Passada a situação de risco e suprido o déficit 
familiar – reintegração a família natural. 
 
ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL 
 Art 101, VII, ECA – medida protetiva; 
 Substutui o termo “abrigamento” - permanência 
criança ou adolescente – entidade de atendimento; 
 Aplicada – Juiz - Vara Infância; 
 Presidida por um dirigente – guardião de todos; 
 Acompanhamento de todos os casos individualmente 
– cadastro atualizado; 
 Providências tomadas – reintegração familiar ou 
colocação em família substituta – 2 anos; 
 Situação reavaliada a cada 6 meses – relatório. 
 
 
PRINCÍPIOS QUE NORTEIAM 
 Art. 92. As entidades que desenvolvam programas de 
acolhimento familiar ou institucional deverão adotar os 
seguintes princípios: 
 
I - preservação dos vínculos familiares e promoção da 
reintegração familiar; 
II - integração em família substituta, quando esgotados os 
recursos de manutenção na família natural ou extensa; 
III - atendimento personalizado e em pequenos grupos; 
IV - desenvolvimento de atividades em regime de co-educação; 
V - não desmembramento de grupos de irmãos; 
VI - evitar, sempre que possível, a transferência para outras 
entidades de crianças e adolescentes abrigados; 
VII - participação na vida da comunidade local; 
VIII - preparação gradativa para o desligamento; 
IX - participação de pessoas da comunidade no processo 
educativo. 
Programa CASA LAR 
 Modalidade de acolhimento que busca reproduzir ambiente 
familiar; 
 Casas instaladas em zonas residenciais, sem identificação 
externa; 
 Conduzido por casais devidamente selecionados por 
entidades conveniadas (igrejas) - Casal assume a função 
de "pai e mãe" por 24h (refeições, cuidados, higiene, 
auxilio nos temas escolares); 
 Acolhe crianças e adolescentes com indicação de medida 
protetiva de abrigo, destituição do poder familiar e/ou 
rompimento de vínculos familiares. Cada casa recebe até 
10 crianças/ adolescentes que são cuidadas pela mãe ou 
casal social . 
NOVIDADES - SERGIPE 
 Unidade de acolhimento inaugurada em Boquim – 2013; 
 Casa Lar Barra dos Coqueiros (2013); 
 Santa Luzia irá inaugurar unidade do CREAS e Casa Lar 
(2015); 
 Município de Itabaianinha inaugura Casa Lar (2014); 
 Casa Lar inaugurada em Indiaroba(2014). 
 
 
 
 
CASA LAR EM PACATUBA- 2014 
(Brejo Grande e Ilha das Flores ) 
MÃE SOCIAL 
 
GUARDA 
 
PODER FAMILIAR - PAIS 
REGRA GERAL: 
 Aos pais incumbe o dever de sustento, 
GUARDA e educação dos filhos, cabendo-
lhes ainda, no interesse destes, a obrigação de 
cumprir e fazer cumprir as determinações 
judiciais. 
 
 Ex: Descumprimento – rejeição; abandono; falta 
de zelo. 
 
 
 
 CONCEITO: 
 Instituto pelo qual alguém, parente ou não, assume a 
responsabilidade sobre uma criança ou adolescente, 
passando a dispensar-lhe todos os cuidados próprios da 
idade. 
 
 FINALIDADE 
 A guarda destina-se a regularizar a convivência (posse) 
de fato. 
 
 Atribui ao guardião vínculo e LIMITADA representação 
jurídica em relação a criança ou adolescente; 
 
 Obriga a promover a assistência moral, material e 
educação, permitindo-lhe, opor-se a terceiros, inclusive 
aos pais. 
 
 
GUARDA 
 Medida que antecede a devolução – seio da 
família ou encaminhamento para substituição; 
 
 Ocorrerá se descumprido o dever de guarda 
(zelo) decorrente do poder familiar - riscos; 
 
 OBS: Se os pais negligenciarem a obrigação de 
cuidar bem dos filhos – o dever de GUARDA se 
destaca do poder familiar e ganha natureza 
jurídica diferenciada – passa a ser uma 
modalidade de colocação em família substituta. 
GUARDA 
 
 Destina-se prioritariamente a regularizar a posse de fato, 
podendo ser deferida liminar ou incidentalmente, nos 
procedimentos de tutela e adoção, exceto no caso de 
adoção por estrangeiros. 
 
 
OBS: 
 Diferencia-se da tutela e da adoção, em especial, por não 
pressupor destituição ou suspensão do poder familiar dos 
pais (família natural). 
 
 
A guarda confere à criança ou adolescente a condição de 
dependente, para todos os fins de direito. 
 
 
DIFERENÇA ENTRE GUARDAS 
 GUARDA ESTATUTÁRIA – ECA 
 Uma das formas de colocação em família substituta (artigos 33 
a 35 e 148) ou de colocação em programas de acolhimento 
familiar ou institucional. 
 Exercida por qualquer pessoa que não detenha o poder 
familiar. 
 SITUAÇÃO DE RISCO – Art 98 - (expostas, abandono) – 
VARA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE 
 
 GUARDA FAMILIAR 
 Matéria do Direito de Família 
 Inerente ao poder familiar (artigos 1583 a 1590 Código Civil) 
 DISPUTA ENTRE PAIS(família natural) – VARA DE FAMÍLIA 
 
 A Guarda regulamentada pela Lei 8.069/ECA - não tem a 
mesma natureza jurídica daquela tratada nos procedimentos 
dos Institutos do Direito de Família (divórcio); 
 
 A competência da Vara da Infância só incidirá quando os 
direitos da criança e do adolescente forem ameaçados ou 
violados (artigos 98 e 148, §único, “a”, ECA) – RISCO 
 
 Excluindo os casos mencionados no artigo 98, ECA, a 
competência é da Vara da Família. 
 
 O traço distintivo – ausência, omissão ou abuso por parte dos 
pais ou responsáveis. Somente quando ocorre violação ou 
ameaça a algum dos direitos assegurados à infância e 
juventude - Art. 227, CF, e Art. 4º, ECA. 
 
SEMELHANÇAS 
 Ambas tem em mira a solução que atenda aos 
princípios da proteção integral e do superior 
interesse das crianças e adolescentes 
 
OBS: 
 PUPILO – termo atribuído a criança ou 
adolescente sob guarda ou tutela. 
 
 FILHO – adoção. 
ESTUDO SOCIAL E PERÍCIA DA EQUIPE 
INTERPROFISSIONAL 
 
 Providência instrutória com o escopo de trazer aos 
autos elementos de convencimento da medida 
(capacidade do requerente de criar, educar, assistir 
a criança e o adolescente) e se tem condições de 
se desenvolver na companhia do guardião. 
 
 Na inexistência da equipe, o Juiz recorre a 
profissionais habilitados da comunidade 
(professor). 
 
 Esgotados esses recursos, deve prevalecer a 
sensibilidade do magistrado,ouvido o Ministério 
Público. 
E SE O GUARDIÃO NÃO ESTIVER 
CUMPRINDO SEUU PAPEL? 
REVOGAÇÃO DA GUARDA 
 
 REVOGAÇÃO: o artigo 35 do ECA exige que a revogação 
seja por meio de ato judicial fundamentado, ouvido o 
Ministério Público. Entretanto, o guardião goza de ampla 
defesa ( artigo 5º, LV, Constituição Federal); 
 
 Legitimidade para requerer a destituição da Guarda é 
atribuída ao Ministério Público ( artigo 201, VIII, ECA); 
 
 Qualquer interessado (parente ou não), deve comunicar ao 
Conselho Tutelar casos de suspeita ou ameaça de maus-
tratos (artigo 13, ECA), podendo, também, comunicar ao 
Juízo, ao Ministério Público - a fim de que se proceda a 
Revogação da Guarda. 
 
EXTINÇÃO 
 
EXTINÇÃO : o tempo de vigência da Guarda “Provisória” é a 
vigência do processo principal. 
 
A Guarda “Permanente” – que não está ligada à Tutela ou à 
Adoção - tem seu início com a assinatura do Termo de 
Compromisso (art. 32, ECA), e término nas hipóteses: 
 
 a) Quando o pupilo atingir 18 anos ( a assistência dada pela 
Guarda é para criança e adolescente (artigo 33, ECA), 
restando-lhe a Adoção regulamentada pelo Código Civil aos 
maiores de idade. 
 
OBS: exceção do artigo 40, ECA - adotando deve ter, no 
máximo, 18 anos à data pedido, exceto se sob guarda ou tutela 
dos adotantes. 
 b) Pela emancipação – maioridade civil; 
 
 c) Pela retomada do poder familiar dos pais que 
dele estavam afastados judicialmente; 
 
 d) Quando o guardião requerer a Tutela ou 
Adoção – extingue-se a guarda; 
 
 
TUTELA 
TUTELA 
 
 
 Forma de colocação de criança e adolescente em família 
substituta – até 18 anos. 
 
 Pressupõe, ao contrário da guarda, a prévia destituição 
(perda) ou suspensão do poder familiar dos pais (família 
natural) e engloba o dever de guarda – Art 36 e paragrafo 
único, ECA. 
 
 Visa essencialmente, além de regularizar posse de fato, 
suprir carência de representação legal, assumindo o tutor 
total munus na ausência dos genitores – administração de 
bens e interesses do pupilo. 
 
 
 ATENÇÃO: TUTELA E PODER FAMILIAR NÃO PODEM 
EXISTIR AO MESMO TEMPO - incompatíveis. 
DIFERENÇAS ENTRE GUARDA E TUTELA - ECA 
 GUARDA 
 Regulariza posse de fato; 
 Pupilo ate 18 anos; 
 Solução temporária que pode ou não resultar em tutela – 
adoção; 
 O guardião representa legalmente o menor em apenas 
alguns atos da vida civil. 
 
 TUTELA 
 Engloba a guarda – regulariza posse + representação; 
 Casos de perda, suspensão ou extinção do PF - 18 anos; 
 Medida supletiva e sucedânea do Poder Familiar; 
 Administrar bens e interesses do menor de 18; 
 Estado impõe a alguém – testamento – validação judicial; 
 Tutor representa a criança e o adolescente em todos os 
atos da vida civil e administra patrimônio – “PRO-TUTOR”. 
 
 
 
ADOÇÃO 
 Medida excepcional e irrevogável; 
 
 A adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os 
mesmos direitos e deveres, inclusive sucessórios, 
desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes; 
 
 Podem adotar os maiores de 18 (dezoito) anos, 
independentemente do estado civil. 
 
 Não podem adotar os ascendentes e os irmãos do adotando. 
 
 
REGRAS GERAIS - ADOÇÃO 
 O adotante há de ser, pelo menos, 16 ANOS mais velho do 
que o adotando. 
 
 A adoção depende do consentimento dos pais ou do 
representante legal do adotando - destituído. 
 
OBS: 
 § 1º. O consentimento será dispensado em relação à 
criança ou adolescente cujos pais sejam desconhecidos ou 
tenham sido destituídos do pátrio poder poder familiar. 
 § 2º. Em se tratando de adotando maior de doze anos de 
idade, será também necessário o seu consentimento. 
 
VIDEO FINAL 
(Reflexão) 
 ADOÇÃO É MUITO BUROCRÁTICA? 
 
 DEVEMOS AGILIZAR ADOÇÕES? 
http://g1.globo.com/fantastico/videos/t/edicoes/v/acelerar-processos-de-adocao-causa-polemica/2478078/
https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&ved=&url=http://ndonline.com.br/vale/noticias/125591-casal-e-preso-por-adocao-ilegal-em-camboriu.html&bvm=bv.106923889,d.Y2I&psig=AFQjCNHG81xWfPXNVI_bWygReoo8-_jk4g&ust=1447339080254526
https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&ved=&url=http://www.secretariacidada.go.gov.br/post/ver/196385&bvm=bv.106923889,d.Y2I&psig=AFQjCNHG81xWfPXNVI_bWygReoo8-_jk4g&ust=1447339080254526

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