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● Vamos começar falando aqui dos objetivos, pra e por que fazer. → Melhorar forma e contorno: melhorar não significa fazer todo o contorno com broca, por isso que quando a gente trabalha com materiais adesivos diretos, a gente deve privilegiar a confecção da forma e contorno antes de polimerizar a resina, a gente tem esse privilegio de aguardar, só depois de estar completamente do jeito que a gente quer fazer a polimerização, então a gente vai utilizar esse recurso pra tentar alisar e deixar o contorno mais próximo possível do ideal pra que durante esse processo de acabamento e polimento a gente não perca muito tempo e facilite o nosso preparo. Então, as vezes, a gente faz uma restauração muito grosseira e aí a forma e o contorno deverão que ser dada coma broca após a polimerização, e isso não é o ideal, a gente tem que evitar de superaquecer o material restaurador depois de polimerizado. E se for necessário algum tipo de ajuste, aí sim fazer durante o acabamento. → Proporcionar boa adaptação marginal: A gente trabalha com o material e já se preocupa no momento da restauração em deixar a adaptação marginal arrumada, quem sentido isso?! Sem degrau positivo, sem degrau negativo, o degrau positivo é aquele material em excesso no contorno, o degrau negativo é quando falta material restaurador. Se o material estiver faltando, terei que voltar na confecção da restauração, só quando está sobrando que o acabamento e polimento é capaz de resolver → Melhorar a textura superficial: A gente precisa de restaurações que imitem o mais próximo a textura do esmalte, e o esmalte é uma estrutura extremamente lisa, então a gente quer que as restaurações tenham essa mesma textura, o acabamento e polimento vão devolver a resina a textura bastante lisa, quando a gente confecciona restaurações muito rugosa a gente dificulta a higienização por parte do paciente , as vezes a gente critica e exige do paciente uma certa postura em relação a higiene, mas ao confeccionar a restauração do paciente nos despreocupamos com a acabamento e polimento, e negligenciamos a lisura e a textura da restauração, essa restauração rugosa retém mais placa, e ainda é difícil de higienizar. → Reduzir o acumulo de placa e minimizar o desgaste: Essa placa que fica sobre a restauração é um meio acido, agredindo a matriz orgânica da resina composta, amolecendo a resina, se tornando menos resistentes e susceptíveis ao desgaste e ao manchamentos extrínsecos provenientes da dieta, esses manchamentos extrínsecos são passiveis de serem removidos pelo acabamento e polimento. O que deveríamos ter como norma: ao receber o paciente, antes do exame clinico, proceder com a profilaxia e acabamento e polimento das restaurações antigas, porque esse acabamento vai modificar seu diagnóstico, restaurações que você julgava antes do acabamento insatisfatória, depois do acabamento pode mantê-la, porque a cor pode não estar tão boa, fiz o acabamento e removi aquela camada mais superficial manchada, então eu alterei o meu planejamento. Então o acabamento tem que ser colocado de inicio ao final, porque todas as restaurações não devem ser acabadas e polidas uma única vez, isso deve ser frequente. → Restabelecer a estética: Se agente respeita todos esses outros quesitos, no final a gente tem uma estética mais próxima ao natural possível. ACABAMENTO E POLIMENTO OBJETIVOS ● DIMENSÃO FINAL DA RESINA: porque ela sofre uma expansão microscópica, mas também sofre uma contração de polimerização. A dimensão final da restauração não foi alcançada no momento que você terminou de polimerizar, então vai ter um trabalho que vai absorver a agua e finalizar a polimerização, a dimensão final você não tem de imediato. ● POLIMERIZAÇÃO INCOMPLETA : não há aquela conversão total de monômeros em polímeros, a resistência da resina ainda não se definiu na sua totalidade, até pra não acentuar o desgaste desnecessariamente. ● CALOR : Quando a gente vai aquecer a resina com o uso das brocas a gente acaba criando um desafio térmico no momento que a gente viu que a expansão e contração, polimerização não se concluiu, além disso tudo o que não está concluído é a parte adesiva, então cria-se um desafio térmico que por mais que eu use refrigeração há uma geração de calor → Essas são as justificativas cientificas pra você não trabalhar com a broca nesse primeiro momento, só que as vezes existe situações que você precisa, por mais que esse seja a norma, tem situações que fogem da norma, você fez a restauração e tira o isolamento o paciente percebe que teve um contato prematuro, ao fechar a boca ele sente o dente tocar primeiro que os demais dentes, e não devemos deixar ele ir embora com esse contato, pois pode gerar dor pós operatória, se o paciente ficar mastigando sobre um dente alto a tendência é causar uma inflamação no periápice do dente e o paciente vai sentir dor, pericementite. → Sem falar que pode quebrar o dente, dependendo da força de mastigação desse paciente, os contatos prematuros devem ser removidos após a restauração, se for possível, utilizamos a lamina de bisturi para remover esse excesso, só que nem sempre ela alcança o local que está esse contato, se não for possível utilizamos a broca, o contato prematuro é mais negativo que utilizar a broca naquele momento. → Outra coisa que a gente não pode deixar é o fio dental desfiando, você fez uma classe II, após terminar é essencial que se passe o fio dental e averigue o ponto de contato. O fio dental desfiando e cortando, não podemos deixar o paciente ir embora. Ou então um excesso grosseiro que o paciente ainda reclame, por isso que a gente pede que tenha cuidado ao realizar uma restauração para que de imediato você minimize a necessidade de acabamento. “ A rugosidade superficial é diretamente proporcional a capacidade de ocorrer manchamento, quanto mais rugoso vai reter placa e pigmentos, tudo que pode manchar o dente e aplaca amolece a matriz orgânica da resina” “ VOCÊS SE LEMBRAM PELO QUAL MOTIVO TEMOS QUE AGUARDAR NO MÍNIMO 24 HORAS PARA PODER REALIZAR O ACABAMENTO E POLIMENTO? “ Aguardar uma semana antes do acabamento até que a resina composta esteja completamente polimerizada resulta em significante redução ao desgaste Lamina de bisturi, brocas multilaminadas, brocas diamantadas → Laminas de bisturi de imediato e as brocas quando possível numa segunda seção, se optar por uma broca diamantada, lembrar que sempre são utilizadas das mais abrasivas para menos abrasivas → As diamantadas são as mais abrasivas e podem estar em maior ou menor proporção na ponta ativa, começamos com a maior abrasividade (douradas). → As marcas diferem por tarjas, umas vermelhas, outras amarelas na haste da broca, a gente trabalha com as vermelhas e depois as amarelas → As multilaminadas não tem questão de abrasão, a gente utiliza de acordo com o formato. Sempre as de forma de lápis para superfícies lisas e as formas de ogivas para as áreas de cicatrículas e fissuras ou vertentes cuspídeas → Quando a gente faz o acabamento e polimento a seco além de vocês exacerbarem na geração de calor, quando a gente desgaste a resina sai um pó da resina, e quando você está alisando aquele pó vai entrando de novo dentro da resina, a gente precisa lavar pra evitar esse retorno do pó Depois que a gente faz o acabamento a gente parte pro polimento, que é o refinamento que vai dá o brilho final, e o brilho final a gente só vai conseguir nas superfícies lisas, o brilho não é nada mais que a reflexão da luz, a luz vai ser refletida na superfície mais lisa, superfícies rugosas não refletem a luz linearmente de encontro a nossa retina, há uma reflexão mais fora do padrão que chega na retina e você entende aquela reflexão mais opaca. → Temos as borrachas, os discos, as tiras e as pastas. → Borracha: A diferença das borrachas é que no amalgama a gentetinha aquelas cores, aqui são as mesmas cores, até porque não podemos correr o risco dessa borracha soltar cor no dente, com forma de taça, indicadas para superfícies lisas vestibular , em forma de pera e ogivas são para oclusais e cicatrículas e fissuras e em formato de disco são para proximais contato que não alcancem o ponto de contato interproximal, somente na angulação da vestibular pra proximal, sem alcançar o contato proximal. ACABAMENTO E POLIMENTO ACABAMENTO POLIMENTO → Discos: normalmente tem os abrasivos impregnados no papel e cores diferentes, normalmente a gente seleciona do mais escuro para mais claro. → Lixas: são para áreas proximais, sempre abaixo do ponto de contato, não polimos no ponto de contato, pois ele e difícil de reproduzir em resina é fácil de remover. A gente insere a lixa pelo ponto de contato naquela parte transparente, que não contem o abrasivo, daí realizamos os movimentos de vai e vem. → Pasta: utilizamos a pasta associada ao feltro, quando a gente mistura marcas, temos que ter o cuidado em saber que a pasta tem o abrasivo de menor diâmetro. Sempre respeitando a sequência de pastas aonde o vai de maior abrasivo para menor. • SÓ RELEMBRANDO: “ O acabamento inicial ocorre com broca diamantadas em formato de lápis para superfícies lisas vestibular, o formato de pera e ogivas para superfície lingual de dentes anteriores, de mais abrasivo para menos abrasivo, sempre com refrigeração ariada “ “Discos: incisal, vestibular e voltinha da superfície vestibular para o contorno proximal, sem chegar no contato proximal” • Quando a gente tem dente posterior, trabalhamos na face oclusal com broca em forma de lápis com ponta curta, exatamente do tamanho da vertente da cúspide, se adapta bem a face oclusal O polimento nunca é definitivo, ele vai ser duradouro, mas como todo procedimento odontológico, ele vai ter um prazo de validade. E outros fatores podem interferir nesse prazo de validade, como: → Profilaxia: Quando a gente fala em uma profilaxia convencional, a gente usa um tipo de material abrasivo, e esses materiais abrasivos vão ser sempre maiores que os últimos abrasivos que utilizamos para polir a resina, havendo um contrassenso. Se o paciente for a submetido a inúmeras profilaxias, a resina vai acabar ficando mais porosa → Escovação: Na escovação é a mesma coisa, as pastas dentais vão conter abrasivos, principalmente aquelas clareadoras. → Agentes clareadores: também possui abrasivo, então as resinas após o clareamento irão ficar mais rugosas, muitas vezes é necessário trocar a restauração → Flúor: O flúor é anticariogênico para estrutura dental, mas no que se refere a resina ele também ataca por conta do seu ph baixo que ataca as matrizes da resina , ao longo dos anos vai deixando a superfície da resina mais rugosa → Dieta: Se o paciente tem uma maior ingestão de alimentos ácidos, vai promover uma maior diminuição da lisura da superfície da restauração “São fatores que vão ocorrer ao longo da vida do paciente, o que você tem que saber é que em determinado período deverá ser feito um novo polimento. Temos que tomar como protocolo é que em cada visita do paciente, nós possamos avaliar as restaurações antigas para ver se há necessidade de polimento, porque isso poderá ajudar no nosso diagnóstico” REPOLIMENTO PERIÓDICO LEONARDO DE SOUZA LIMA