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Encenação Aparição de Nossa Senhora Aparecida
NARRADOR: “Faltavam mais de 100 anos para a independência… Em meados de outubro de 1717, o Brasil ainda era colônia de Portugal. O país construía sua identidade política e econômica quando, num pequeno povoado na província de São Paulo e Minas Gerais, um fato marcou a devoção católica dos brasileiros.”
CENA I
[ Uma das mulheres entra na cena, correndo e alerta um grupo]
Antônia: “Você não sabe o que aconteceu… Um milagre!”
Mulher 02: “Milagre? Onde? O que aconteceu?”
Antônia: “Felipe e os outros! O barco está cheio como nunca antes! ”
Mulher 03: “Barco cheio? Não é época de pesca… Como conseguiram?”
Antônia: “Passaram a noite no rio, mas nada pescavam! Felipe disse que pescaram uma imagem e depois vieram tantos peixes que quase romperam a rede!”
Mulher 03: “Uma imagem? Nossa… …”
CENA II
[Murmuraram entre si quando Felipe e os outros chegam.]
NARRADOR: “Era festa na Vila de Guaratinguetá. O governador da província ia passar por lá em sua comitiva. Os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves foram convocados: a época não era favorável, mas o governador tinha que provar do peixe do Rio Paraíba.”
João: “Descemos o Paraíba e nada… Ficamos horas, mas não desistimos. Até quando o Felipe achou a cabeça de uma imagem na rede. ”
Felipe: “Eu e o João chegamos a ficar animados. Foi tanto tempo sem pescar nada que o peso daquela cabeça animou a gente. Depois veio o corpo da imagem e em seguida, os peixes.”
Domingos: “Muitos! Nunca vi tantos! Pensamos que ia virar o barco!”
Mulher 03: “Felipe, e o que faremos com a imagem Aparecida?
Felipe: “Levem para minha casa. Precisamos entregar os peixes. Temos que levar para o almoço do governador. “
[Todos saem. Por um lado, os pescadores e, por outro, as mulheres.]
CENA III
NARRADOR: “Durante 15 anos seguidos, a imagem ficou com a família de Felipe Pedroso, que a levou para casa, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para rezar. A devoção foi crescendo e muitas graças foram alcançadas por aqueles que rezavam diante da imagem. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil. Ao longo dos anos, foi construído um oratório, que logo se tornou pequeno. Veio então a capela e em 1834 a igreja (conhecida hoje como Basílica Velha). A Senhora “Aparecida” das águas era ícone do povoado que virou cidade. Em 1929, nossa Senhora foi proclamada RAINHA DO BRASIL E SUA PADROEIRA OFICIAL, por determinação do Papa Pio XI. Em 1984, já consagrada pelo Papa João Paulo ll, a CNBB declarou oficialmente a Basílica de Aparecida como Santuário Nacional: o “maior Santuário Mariano do mundo”.
[A um grupo, ajoelhado diante da imagem. Personagens entram e testemunham]
Escravo: “Meu nome é Sebastião e eu era escravo quando aparecida me ajudou! Rezei diante da igreja e as correntes se romperam. A fé me salvou! Viva nossa senhora! Viva nossa senhora aparecida!”
(Os escravos com correntes nas mãos as deixam cair)
Isabel: “Meu nome é Isabel. Sou da 2ª geração de imperadores de Portugal nascidos aqui. Na época do Império, eu fui princesa do Brasil e assinei a Lei da Abolição dos escravos. Também fui agraciada pela santa em uma promessa. Em uma pequena homenagem, ofereci a coroa de ouro que até hoje, permanecem na imagem.”
(Isabel apresenta a coroa)
Mulher 4: “Meu nome é Maria. E eu adoro esse nome porque é o mesmo nome da santa que intercede por mim. Graças à Aparecida, meu filho foi curado de uma doença muito grave.”
(Mulher apresenta o filho curado)
NARRADOR: Dos milhões de fiéis que intercedem a Nossa senhora Aparecida em seu santuário, muitos são portadores de angústia, outros tantos, da esperança. Esperança de cura, de emprego, de melhores dias, de paz.
Eles chegam de ônibus, de carro, de trem (em tempo passado), de moto, de bicicleta, a cavalo e a pé. São pobres e ricos; são cultos e ignorantes; são homens públicos e cidadãos comuns. Lá estiveram papas, príncipes, princesas, presidentes, poetas, padres, bispos, patrões, empregados... E claro, pescadores assim como os discípulos de Jesus.
Muitos cumprem um ritual que começou com seus avós e persiste até hoje. Ficam perplexos diante do tamanho do Santuário e de sua beleza. A Imagem os extasia.
Vamos acolher aquela que com seu imenso amor, intercede ao Pai pelos seus filhos, e neste momento vamos pedir a ela, fazer o nosso pedido e nosso agradecimento.
Toque em seu manto e ela levará suas orações até Deus Pai.
(Entra Nossa Senhora)
CENA IV
[Maria entra com as roupas de Aparecida.]
Nossa Senhora: “Amados irmãos em Cristo! É com muita alegria que vejo em vós a paz e a força de suas orações. Lembrem-se de fazer tudo o que Ele vos disse. Rezem dia e noite. Nunca deixem esmorecer vossa fé.
Por Cristo, Com Cristo e em Cristo. A vós Deus Pai todo poderoso na unidade do Espírito Santo. Toda Honra e toda Glória. Agora e para sempre! Amém

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