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RESUMO ARTIGOS

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1. Avaliação da correlação entre proteína plasmática total do soro de bezerras F1 mestiças Holandês x Zebu avaliada com refratômetro óptico e digital: Observou-se que a correlação entre os valores totais de proteína no soro obtidas com refratômetro óptico (PTO) e digital (PTD) foi elevada, indicando que a avaliação da transferência da imunidade passiva pode ser realizada com eficiência por ambos os métodos.
2. Avaliação da qualidade do colostro e transferência de imunidade passiva em animais mestiços Holandês Zebu: As amostras de colostro apresentaram alta qualidade, com concentração média de Ig de 78,5mg/mL. Houve adequada transferência de imunidade passiva, com 88,3% dos bezerros com PT acima de 5,5g/dL. Não houve efeito de ordem de parto, sexo do bezerro, estação do ano e grupo genético da vaca na qualidade do colostro e na PT (P>0,05). Vacas F1 produziram, em média, colostro de alta qualidade e houve sucesso na transferência de imunidade passiva. A maior concentração de imunoglobulinas no colostro de vacas mestiças pode ser devido ao menor volume produzido e à idade ao primeiro parto mais tardia, permitindo exposição a uma variedade maior de antígenos. A ausência de diferença pode ser devido ao fato de os animais terem sido criados todos em mesma condição de manejo com os mesmos desafios imunológicos, e ao pequeno volume de colostro produzido em todos os grupos genéticos. Vacas mestiças HZ podem apresentar colostro de alta qualidade, inclusive no primeiro parto, por este ocorrer, em média, em idade mais tardia do que em animais puros de raças europeias, e assim haver poucas mudanças nos partos seguintes. As variações climáticas ao longo do ano são menores na região onde o presente trabalho foi realizado, o que reduz este possível efeito na concentração de imunoglobulinas no colostro. Apesar de os bezerros terem mamado o colostro sem acompanhamento, houve adequada transferência de imunidade passiva. Isso pode estar relacionado à alta qualidade do colostro, ao fato de os bezerros serem leves e as mães, vacas F1 Holandês Zebu, possuírem úbere com inserção mais alta, o que facilitaria a ingestão do colostro. Além disso, a criação em piquetes com baixa densidade animal permite úberes e tetos mais limpos e menor contagem bacteriana do colostro facilitando a transferência de imunidade passiva.
3. Correlações genéticas e fenotípicas entre características de tipo e produção de leite em bovinos da raça Holandesa: As características lineares que apresentaram maiores correlações genéticas com produção de leite foram largura do úbere posterior (0,60) e largura de garupa (0,37), indicando não haver antagonismo genético entre a seleção para essas características e a produção de leite. A alta correlação observada entre tamanho e estatura (0,82) evidencia associação genética entre elas e indica que uma delas poderia ser removida do sistema de classificação linear atualmente adotado pela raça Holandesa no Brasil. Elevada correlação genética para produção de leite dos seguintes fatores: largura da garupa; largura do úbere posterior; textura do úbere; vista lateral das pernas e ângulo do casco. 
4. Concentração de imunoglobulinas G e M no soro sanguíneo de bezerros da raça Holandesa até os 90 dias de idade: Os animais foram distribuídos em quatro grupos. O grupo 1 recebeu quatro litros de colostro fornecido na mamadeira; o grupo 2 recebeu dois litros de colostro também fornecido através da mamadeira; o grupo 3 ingeriu colostro diretamente nas mães e o grupo 4 foi tratado exclusivamente com leite administrado através de mamadeira. Os resultados obtidos para as concentrações de IgG sérica não apresentaram diferenças estatísticas significativas quanto a forma de fornecimento do colostro (mamada na mãe ou em mamadeira), porém os níveis dessa imunoglobulina sempre foram mais elevados nos animais que mamaram nas mães, seguidos pelos que receberam quatro litros de colostro. Nos animais que não mamaram colostro, a produção de imunoglobulinas G e M é mais precoce, respectivamente, a partir de 30 e 15 dias de vida. Estas elevações ocorreram devido à ingestão da segunda dose de colostro e à permanência dos animais com as mães durante as primeiras 24 horas de vida, respectivamente, pressupondo-se que uma maior quantidade de colostro ingerida em período adequado ou de forma frequente resulta em maiores concentrações séricas de imunoglobulinas. Esta evidência parece confirmar que as imunoglobulinas do colostro suprimem a imunidade neonatal, retardando a produção ativa das imunoglobulinas e que bezerros privados de colostro produzem mais precocemente estas imunoglobulinas.
5. Granjas leiteiras na região de RP: foram construídas sem um bom planejamento; ideal para as instalações: Galpões de estabulação livre: com as dimensões de pé-direito de 4,0 m, largura de 24,0 m e comprimento de 55,0 m, parte estrutural de concreto pré-fabricado, cobertura com telhas de cerâmica ou fibrocimento pintadas de branco na face exposta; camas de areia; piso de concreto com ranhuras, climatização artificial através de ventiladores e nebulizadores. Salas de ordenha: sem fosso, para ordenha mecânica do tipo balde ao pé com até 50 animais e salas com fosso, para ordenha mecânica; o tipo tandem (ou fila indiana) para rebanhos com cerca de 80 animais; espinha de peixe até 300 animais; paralela de 300 a 500 animais e rotatórias acima de 500 animais no sistema intensivo. Lava-pés e pedilúvios são recomendados para pequenos, médios e grandes rebanhos com: comprimento variando de 4,0 a 6,0 m, para os lava-pés e 2,5 a 3,0 m, para o pedilúvio; a largura variando de 0,7 a 1,0 m e profundidade 0,3 m, com lâmina d’água de 0,15 m. Curral de espera com 1,4 m² por animal, para grupos de, no máximo, 200; acima disto, 1,6 m² por animal. Bezerreiros convencionais com baias fixas e área de 1,5 a 1,8 m² por animal, para bezerros criados até dois meses; de dois a cinco meses, em baias coletivas para 8 ou 9 animais, com área de 2,0 a 2,5 m² por animal. Os abrigos individuais móveis, bezerros entre 1 e 60 dias de idade, e após essa idade, eles passam para baias coletivas.
6. Novos conceitos relacionados à manipulação da gordura do leite: Apesar da adequada nutrição ser crítica durante o período de início da lactação, é concebível que uma estratégia nutricional que visa a diminuição da síntese de gordura poderia conservar a energia e ajudar a vaca a adaptar-se sem que houvesse comprometimento de sua saúde, reprodução ou produção de leite. A redução estratégica da gordura do leite envolve o uso de formas conjugadas protegidas de ácido linolêico (RP-CLA). Este composto induz à formação, através da biohidrogenação, de ácidos graxos intermediários, reduzindo a quantidade de acetato e butirato. Sendo estes os principais substratos para a síntese ‘de novo’ de ácidos graxos na glândula mamária e, estando reduzidos, a síntese de ácidos graxos de cadeia curta é comprometida, reduzindo a gordura do leite. Outros aspectos: efeito da insulina aumentada em dietas de elevado concentrado (eleva acido propiônico, aumenta insulina, reduz lipogênese e reduz a captação de gordura pela glândula mamária).
7. Caracterização das propriedades leiteiras no município de Uberlândia: Caracterização da pecuária leiteira – 44% dos produtores de leite de Minas Gerais tinham produção de até 50 litros, 35,4% entre 50 a 200 litros, 14% de 200 a 500 litros, 4% produziam entre 500 e 1000 e apenas 2,6% produziam mais de 1000 litros por dia. Perfil geral do produtor – predominância de mão de obra familiar nos dois primeiros estratos; predomínio de mão de obra contratada acima de 201 litros/dia; houve relação entre o nível de escolaridade e a produção. Extensão das propriedades. Caracterização dos sistemas de produção – 52% adotaram o sistema extensivo; 46% adotaram o semiextensivo. Pastagens e alimentação – pastagens degradadas principalmente em produções inferiores a 201 l; baixa aplicação de fertilizantes nas de baixa produção. Suplementação mineral – sal comum na maioria das pequenas propriedades. Raças e

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