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Cidade na Escola EMEB Letícia Beatriz Pessa Formação: Mediação de Conflitos Tele trabalho Março de 2020 Primeiros 15 dias Articuladora Elaine Pitta Conflito De acordo com a concepção construtivista, os conflitos interpessoais podem gerar desequilíbrios cognitivos, promovendo a construção de valores e normas (VINHA, 2000), o que confirma a ideia de Janet (apud ROCHENBLAVE-SPENLÉ, 1974, p. 21) sobre as fortes ligações entre ambos. Esse autor acredita que “a partir do momento em que há conduta social, há luta, conflito interpessoal. Mas esse conflito é sempre duplicado, em surdina, por um conflito intrapessoal, visto que o outro está em nós”, ou seja, nos tornamos mais humanos por meio do olhar do outro (LA TAILLE, 2006), e por um mecanismo que Piaget (1932) já havia comprovado: a cooperação possível nas relações entre pares. A Psicologia compreende que os dois tipos de conflitos são de extrema importância para a constituição e a tomada de consciência de si, uma vez que as diferenças entre a subjetividade e a objetividade vão se afirmando por meio do esforço, da luta. Em outras palavras, o eu e o mundo se diferenciam a partir das resistências. Nesse sentido, Rochenblave-Spenlé (1974, p. 20) afirma que... Conflito O mundo só é vivido na medida em que é problemático, e nós mesmos só temos consciência de nós na medida em que estamos divididos. Consciência e conflito são, assim, indissociáveis e se inscrevem em nós como nossa história, sucessão de conflitos vividos e superados. Assim, destaca-se a importância do conflito para a compreensão de si e do mundo, para o desenvolvimento da identidade e autonomia, da tomada de perspectiva, da sensibilidade. Além disso, a teoria construtivista defende a necessidade do conflito tanto para o desenvolvimento das estruturas lógicas (conflito intrapessoal) como para a aprendizagem de regras e valores (VINHA, 2003). Lidar com o Conflito Quando enxergamos o conflito como algo negativo reagimos a ele com negação, fuga ou violência - seja ela verbal, física ou psicológica. Nessa abordagem, o outro é visto como um adversário, que deve ser vencido. Há pouca cooperação e espaço para o diálogo Por outro lado, quando percebemos o conflito como algo positivo reagimos a ele de forma construtiva. Por mais que incomodem, as divergências abrem portas para que mudanças aconteçam e relacionamentos sejam fortalecidos. Os conflitos funcionam como alavanca para aperfeiçoar a cooperação, o diálogo e o ambiente de convívio Manter uma boa relação entre professor e aluno é essencial para que os conflitos sejam vistos de outra maneira. O educador deve ser visto como um mediador e não como um inimigo. Além de ajudar a resolver as questões mais facilmente, um bom relacionamento pode contribuir ainda mais para o ambiente de estudo, garantindo maior desenvolvimento dos alunos. Objetivos Entender que os professores e os alunos mantendo um bom relacionamento em sala de aula, e durante as aulas da educação integral o aprendizado se torna mais eficiente e passa a existir um maior desenvolvimento e eficiência do ensino - aprendizagem. Durante o momento de aprendizagem, todas as partes envolvidas trocam experiências, informações e conhecimentos. Sendo assim, a dinâmica flui com qualidade e quando se mantém uma relação positiva, o que também contribui para se manter a motivação em sala de aula e durante as atividades desenvolvidas na educação integral. Desenvolvimento das atividades As atividades devem ser respondidas com exemplos do seu dia –a dia na educação integral. E devem conter fotos se possível de momentos que a medição tenha sido desenvolvida no cotidiano. Prazo para entrega das atividades : Sexta – feira Dia 27/03/2020. Atividades Atividade 1: Como eu posso envolver os alunos na criação de normas e na solução de conflitos? Atividade 2: Como prevenir, gerir e resolver conflitos? PIAGET, J. (1932/1996) O juízo moral na criança. São Paulo: Summus. UNHA, J.L.; CELICH DANI, L.S. (org.). Escola, conflitos e violências. Santa Maria: Ed. da UFSM, 2008. VINHA, T. P. Os conflitos interpessoais na escola. In: Os conflitos interpessoais na relação educativa. Tese (Doutorado em Educação). Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2003. p. 31-155. Disponível em http://repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/253128 https://www.youtube.com/watch?v=ExoVrUy1hwk&feature=youtu.be PARA SABER MAIS http://repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/253128 https://www.youtube.com/watch?v=ExoVrUy1hwk&feature=youtu.be