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Como declarar os Bitcoins e IN1888

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Tudo o que você precisa saber sobre
 a Instrução Normativa RFB nº 1888/2019
COMO DECLARAR
SEUS BITCOINS
E CRIPTOMOEDAS
 A Instrução Normativa nº 1888 (que será chamada de IN 1888) da 
Receita Federal do Brasil entrou em vigor no dia 1º de agosto de 2019. Muita coisa 
mudou com a entrada dessa norma no mercado de criptoativos, e muitas pes-
soas ainda estão perdidas em relação às novas obrigações trazidas.
 O Bitback consultou especialistas sobre o assunto para trazer um resumo 
com as informações mais relevantes sobre a IN 1888. Tudo o que você precisa 
saber está nesse ebook!
NÃO É
IMPOSTO!
01
 A IN 1888 não trata de um imposto. Ela traz uma “obrigação de declarar 
operações realizadas com criptoativos à Secretaria Especial da Receita Federal 
do Brasil”, conforme dispõe o artigo 1º da norma.
 Desta forma, ela não implica automaticamente no pagamento de um im-
posto. Claro, por ser uma obrigação acessória à declaração do Imposto de Renda 
feita anualmente, ela influenciará nos valores pagos.
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02
NÃO É UMA
REGULAMENTAÇÃO
 Regulamentação é um “conjunto das medidas legais ou regulamentares 
que regem um assunto, uma instituição, um instituto”. Consequentemente, a IN 
1888 também não é uma regulamentação.
 Conforme dito acima, ela gera apenas uma obrigação acessória aos in-
vestidores do mercado de criptoativos. Diga-se de passagem, o mercado de 
criptoativos é o único dentro do país que tem obrigações acessórias, sendo mais 
rígido do que o setor bancário.
 Mas, tendo em vista que a IN 1888 gera uma obrigação acessória, como 
ela impacta as figuras do mercado?
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03
DE QUEM É A 
OBRIGAÇÃO?
 A norma da Receita Federal gera obrigações para investidores e insti-
tuições. De acordo com o artigo 6º da IN 1888:
“Art. 6º Fica obrigada à prestação das informações a que se refere o art. 1º:
I - a exchange de criptoativos domiciliada para fins tributários no Brasil;
II - a pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no Brasil quando:
a) as operações forem realizadas em exchange domiciliada no exterior; ou
b) as operações não forem realizadas em exchange.
§ 1º No caso previsto no inciso II do caput, as informações deverão ser prestadas sempre que o 
valor mensal das operações, isolado ou conjuntamente, ultrapassar R$ 30.000,00 (trinta mil 
reais).
§ 2º A obrigatoriedade de prestar informações aplica-se à pessoa física ou jurídica que realizar 
quaisquer das operações com criptoativos relacionadas a seguir:
I - compra e venda;
II - permuta;
III - doação;
IV - transferência de criptoativo para a exchange;
V - retirada de criptoativo da exchange;
VI - cessão temporária (aluguel);
VII - dação em pagamento;
VIII - emissão; e
IX - outras operações que impliquem em transferência de criptoativos.”
 Certo, mas o que isso tudo quer dizer? Vamos por partes. Se você é um 
trader que faz operações na Binance que ultrapassam o total de R$ 30.000,00, é 
sua obrigação declarar as movimentações (já trataremos como deve ser feita), 
de acordo com as alíneas a e b do inciso II do artigo acima elencado.
 Porém, se você opera em uma exchange nacional, essa não é uma 
preocupação sua. De acordo com o inciso I do artigo 6º da IN 1888, é obrigação 
da exchange declarar. Note-se que toda movimentação será declarada, seja ela 
de R$ 100,00 ou de R$ 100.000,00.
 Mais uma vez, reforçamos: se você é um trader que negocia fora de ex-
changes ou em exchanges estrangeiras, você só é obrigado a declarar suas movi-
mentações com criptomoedas quando somarem R$ 30.000,00. Por exemplo, se 
você compra R$ 15.000,00 em Bitcoin e depois vende por R$ 15.500,00, você 
deverá declarar essas movimentações; contudo, se você compra R$ 14.500,00 em 
Bitcoin e vende a R$ 15.000,00, não será necessário. 
 Agora, em relação aos comerciantes de criptomoedas peer to peer (P2P), 
funciona da seguinte forma: se eles operam como pessoa jurídica, é obrigação 
deles declarar o que você comprar ou vender com eles; caso ele não tenha regis-
tro como pessoa jurídica, a obrigação passa a ser sua.
 Caso tenha ficado muito confuso, confira uma tabela sintetizando de 
forma palatável tudo que foi dito:
PESSOA/
INSTITUIÇÃO
VALOR
OBRIGATÓRIO
OBRIGAÇÃO
Exchange Nacional Da instituição Qualquer valor é 
declarado
Exchange 
Internacional
Do investidor Apenas transações que
sejam ou totalizem
 R$ 30.000,00
P2P
Pessoa Jurídica
Do P2P Qualquer valor
é declarado
P2P
Pessoa Física
Do investidor Apenas transações que
sejam ou totalizem
 R$ 30.000,00
 Importante ressaltar que a IN 1888 entende que exchange é “a pessoa ju-
rídica, ainda que não financeira, que oferece serviços referentes a operações re-
alizadas com criptoativos, inclusive intermediação, negociação ou custódia, e que 
pode aceitar quaisquer meios de pagamento, inclusive outros criptoativos”. 
 Desta forma, empresas por meio das quais você pode pagar boleto com 
criptomoedas também são consideradas “exchanges” pela IN 1888, por exemplo.
IMPOSTO
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04
MAS E O IMPOSTO?
 Como já foi dito, a IN 1888 é uma obrigação acessória, e não um imposto. 
Talvez conheça o imposto sobre ganhos, que possui uma isenção fiscal prevista 
em lei. A isenção é para transações nas quais o valor de alienação (ou venda) for 
maior do que R$ 35.000,00 no mês.
 Ou seja, se um Bitcoin é comprado a R$ 5.000,00 e vendido a R$ 
45.000,00, o imposto é calculado sobre o ganho de R$ 40.000,00. Entretanto, se o 
Bitcoin comprado a R$ 5.000,00 é vendido por R$ 29.000,00, o imposto não é cob-
rado. Tenha isso em mente!
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05
COMO SÃO
AS OBRIGAÇÕES? 
 Como devem ser declaradas as movimentações? Bom, a primeira infor-
mação relevante está no artigo 3º da IN 1888: “O conjunto de informações enviado 
de forma eletrônica deverá ser assinado digitalmente mediante o uso de certifica-
do digital válido, emitido por entidade credenciada pela Infraestrutura de Chaves 
Públicas Brasileira (ICP-Brasil).”
 Pois é, você como investidor deverá possuir um certificado digital para 
declarar as operações com criptoativos.
 As informações que você, como investidor, deverá prestar na declaração 
das operações realizadas fora de exchanges são:
- A data da operação;
- O tipo da operação (compra, venda, permuta, etc);
- Os titulares da operação;
- Os criptoativos usados na operação;
- A quantidade de criptoativos negociados, em unidades, até a décima casa 
decimal;
- O valor da operação, em reais, excluídas as taxas de serviço cobradas para a ex-
ecução da operação, quando houver;
- O valor das taxas de serviços cobradas para a execução da operação, em reais, 
quando houver;
 
 
 Antes, o endereço de carteira também deveria ser informado. Contudo, 
por meio da Instrução Normativa nº 1899, tal informação não precisará mais ser 
informada.
 Caso as operações sejam feitas em exchanges estrangeiras, a informação 
dos titulares da operação deverá ser substituída pela identificação da exchange.
Em relação aos titulares da operação, as informações deverão ser detalhadas. 
Elas devem seguir a seguinte forma:
- O nome da pessoa física ou jurídica; 
- O endereço;
- O domicílio fiscal;
- O número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou no Cadastro Na-
cional da Pessoa Jurídica (CNPJ), conforme o caso, ou o Número de Identificação 
Fiscal (NIF) no exterior, quando houver, no caso de residentes ou 
domiciliados no exterior.
 O prazo para apresentar tais informações é até às 23:59h do último dia útil 
do mês seguinte em que ocorreram as operações. Por exemplo, para as 
transações realizadas em agosto que tenham totalizado um valor acima de R$ 
30.000,00, o prazo é até o dia 27 de setembro - última sexta-feira do mês. 
 Além disso, a Receita Federal criou uma página com planilhas que servem 
como moldes para declarar as informações. São três planilhas: uma para ex-
changes, uma para pessoa física ou jurídica que opera com exchanges estrangei-
ras