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dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia 
Bariátrica e Metabólica (SBCBM), em 2016 o Brasil registrou 
aumento de 7,5% no número de cirurgias bariátricas realizadas, 
em relação ao ano anterior. Com registro de 100.512 cirurgias ano 
passado, mais de 7 mil a mais que em 2015, o País já figura como 
o segundo no mundo no número desse tipo de procedimento.
A bariátrica, entretanto, não é um procedimento de 
realização isolada, devendo envolver profissionais de diferentes 
áreas da saúde. “A cirurgia bariátrica é multidisciplinar, participa dela 
cirurgião plástico, clínico, anestesista, nutricionista, psicólogo ou 
psiquiatra, porque, realmente, a alteração no corpo traz um ‘baque’ 
para a estrutura psíquica”, destaca o cirurgião plástico Harley 
Cavalcante, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia 
Plástica e membro da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica.
Outro procedimento que “anda de mãos dadas” com a 
bariátrica é a cirurgia plástica pós-emagrecimento, que tem como 
principais pacientes aqueles que tiveram uma perda drástica de peso 
e, por questões de saúde e estética, precisam remover o excesso de 
pele, entre outras ações do procedimento. “Um pós-emagrecimento 
dessa natureza, quando se perde 30% ou 40% do peso, traz uma 
flacidez de pele muito grande, geralmente de todo o segmento 
corporal. Gera uma deformidade estética e, em muitos casos, vai 
além, podendo gerar dificuldades como infecções nas áreas em que 
a pele dobra”, alerta Cavalcante.
Plástica pós-emagrecimento
Áreas como abdômen, mamas, braços, coxas e face podem 
estar entre as mais afetadas após um processo de emagrecimento 
intenso. A cirurgia, entretanto, aborda os segmentos do corpo, 
com o tratamento do “corpo superior” e o do “corpo inferior”, 
como forma de proporcionar mais harmonia ao contorno corporal. 
Indicado para pacientes que já tenham alcançado a estabilidade do 
peso – alterações mínimas de peso durante quatro a seis meses, o 
que ocorre, geralmente, cerca de 18 meses após a bariátrica – o 
procedimento vai além do aspecto estético.
“Você trabalha três segmentos: o excesso de pele, a gordura 
localizada e a flacidez da musculatura. Existem infecções de pele nas 
dobras cutâneas, às vezes, dependendo do tipo de avental (dobra 
de pele)”, explica o cirurgião. O resultado final da cirurgia poderá 
ser sentido pelo paciente por volta de dez meses a um ano após 
o procedimento. Em alguns casos, é necessário ainda pequenos 
retoques. “Mas, nos primeiros meses, você já sente, é uma diferença 
muito grande, traz uma satisfação para o paciente.”
Cuidados pré e pós-operatórios
A preparação e o acompanhamento necessários para a 
cirurgia bariátrica devem se estender para o momento das plásticas 
pós-emagrecimento. Harley Cavalcante alerta que o paciente 
pós-bariátrico é diferente anatomicamente, fisiologicamente e 
metabolicamente daquele que não tem o estômago reduzido 
cirurgicamente, diferenças que devem ser consideradas no pré e 
no pós-operatório da cirurgia plástica.
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LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS – DA LEITURA À ESCRITA
“São pacientes que absorvem com mais difi culdade algumas 
vitaminas, magnésio, fósforo, cálcio, zinco, entre outros, tanto 
que fazem a reposição no pós-operatório da cirurgia bariátrica. Ele 
tem que estar mais ou menos com essa parte clínica equilibrada”, 
esclarece. Cavalcante cita, ainda, fatores que merecem atenção no 
pré-operatório, como possíveis anemias e o estado nutricional do 
paciente como um todo.
Quanto ao pós, o cirurgião explica que a plástica pós-
bariátrica não é necessariamente dolorosa, embora se experimente 
certo desconforto nas primeiras 72h. Como se trata de um paciente 
com cicatrização mais lenta, pela difi culdade na absorção de 
alguns nutrientes, são fundamentais os cuidados com posição 
corporal e alimentação, sendo muito importante contar como 
acompanhamento de um nutricionista, entre outros profi ssionais. 
“Existem estatísticas que mostram reganho de peso e a melhor 
forma de mantermos o resultado a longo prazo, com a devida 
recuperação, é ter esse acompanhamento.”
Disponível em: <https://www.opovo.com.br/noticias/especialpublicitario/
drharleyaraujo/2017/03/cirurgia-plastica-pos-emagrecimento-proporciona-
qualidade-de-vida.html>
Cuidar da estética
também é zelar pela saúde
Dar atenção ao corpo e à aparência tem um grau de 
relevância maior do que se imagina. Alguns procedimentos voltados 
para corpo e pele contribuem para o bem-estar e a qualidade de vida.
Preocupar-se com a estética é sinônimo de cuidar do corpo 
e da aparência. Uma forma, também, de viabilizar a saúde. O 
hábito infl uencia diretamente no bem-estar mental e na qualidade 
de vida. Segundo a neuropsicóloga Kamylle Guanabara, respeitar 
as limitações do corpo e cuidar de si é uma maneira de trabalhar 
esses aspectos. “Quando você realiza o autocuidado, proporciona 
momentos de relaxamento e valorização para o seu corpo”, pontua.
De acordo com Kamylle, coordenadora da clínica Sesc 
Saúde, quando os pacientes chegam à unidade em busca de 
tratamento, é realizada uma avaliação onde é traçado um plano 
de tratamento que visa a resolver as necessidades de cada pessoa. 
“A avaliação acontece a partir do biótipo pessoal e das estruturas 
físicas da pessoa. São também avaliados os produtos usados e os 
medicamentos que elas estão usando”, destaca.
Manter o hábito de cuidar do corpo é ainda, segundo a 
neuropsicóloga, uma forma de se amar. Kamylle explica que os 
profi ssionais da clínica trabalham no paciente a ideia de aceitação do 
corpo. “Os profi ssionais não trabalham a ilusão do corpo impossível, 
e sim a aceitação do seu corpo, de cada ruga, por exemplo. Os 
tratamentos são com o intuito de que a pele fi que mais nutrida e 
mais saudável”, afi rma.
Disponível em:<https://www.opovo.com.br/noticias/especialpublicitario/
fecomercio/2018/09/qual-a-importancia-de-cuidar-da-estetica-do-corpo.html>
Proposta de Redação
• OS LIMITES ENTRE A BUSCA PELA PERFEIÇÃO CORPORAL 
E A SAÚDE.
Novos Modelos de Educação
Há muitos debates ocorrendo sobre as problemáticas do 
sistema tradicional de ensino e novos modelos de educação para 
o século XXI, tendo em pauta os métodos de avaliação, uso de 
tecnologias, interação professor-aluno, formação crítica e social etc.
M
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23
RF
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A tecnologia influenciou muitas mudanças na sala.
Algumas são:
Introdução
91%
81%
1/5
91% dos docentes
possuem computador
em sala de aula... ...embora nem todos acreditem 
no potencial tecnológico em 
prol da educação.
81% dos docentes 
creem que o tablet ajuda 
no aprendizado.
86% dos estudantes 
acreditam que estudam com
maior eficiência com tablets.
1 em cada 5 alunos utilizaram
um app online para manter seu 
material de estudo organizado.
59% dos estudantes gostariam de 
usar próprios dispositivos móveis 
para aprimorar o aprendizado.
29% dos docentes de educação básica usam os recursos 
tecnológicos em suas aulas, enquanto 81% dos professores 
universitários já o fazem.
O Que É Comum na Sala de Aula no Século XXI
86%
59%
Tecnologia, inovação e
criatividade na educação
Em Maracanaú, Região Metropolitana de Fortaleza-CE, 
uma nova proposta de ensino leva aos jovens das escolas 
públicas municipais a lógica de programação dos computadores 
como exponencial de aprendizagem. O projeto, denominado 
Programando e Aprendendo, beneficiou, somente em 2015, 
370 crianças e adolescentes, entre 6 e 17 anos, usando a linguagem 
da computação para desenvolver habilidade de resolução de 
problemas, estimular o senso de inovação e criatividade.
Junto aos adolescentes, a proposta ainda é mais ousada: 
qualificar profissionalmente alunos do ensino médio para 
desenvolvimento de aplicativos para celular, gerando novas 
possibilidades de empregabilidade. As quatro primeiras turmas do 
projeto foram formadas no mês de junho, benefi ciando 45 alunos.
O Programando e Aprendendo, que foi concebido e 
desenvolvido pelo Instituto para o Desenvolvimento Tecnológico