O basico que todo generalista deve saber sobre radiologia6
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O basico que todo generalista deve saber sobre radiologia6


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ÍNDICE 
 
 
 
 
Aula 1: Limites e Divisão das Regiões Abdominais. 
............................................................................................................................Página 03 
Aula 2: O Raio X de Abdome. 
............................................................................................................................Página 04 
Aula 3: Noções Básicas e Rápidas na TC de Abdome. 
............................................................................................................................Página 06 
Aula 4: Vísceras e Tratos. 
............................................................................................................................Página 11 
Aula 5: Noções Básicas de USG de Abdome. 
............................................................................................................................Página 38 
Aula 6: Fases do Contraste na TC de Abdome. 
............................................................................................................................Página 46 
Aula 7: Principais Exames Utilizados na Radiologia de Abdome. 
............................................................................................................................Página 50 
 
 
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Radiologia Fisiológica de Abdome 
(Por Marcelo Augusto Fonseca) 
Antes entrarmos na parte das patologias precisaremos aprender sobre conceitos fisiológicos. 
Podemos sistematizar nossa abordagem inicial através dos seguintes elementos: 
o Limites e Divisão das Regiões Abdominais 
o "O Raio X de Abdome" 
o Noções Básicas e Rápidas na TC de Abdome 
o Vísceras e Tratos 
o Noções Básicas de USG de Abdome 
o Fases do Contraste na TC de Abdome 
o Principais Exames Utilizados na Radiologia de Abdome 
Limites e Divisão das Regiões Abdominais 
Desde o início dos nossos estudos na semiologia médica, aprendemos a segmentar as regiões 
abdominais e aqui não é diferente. Precisamos compreender as divisões básicas (4 quadrantes 
ou 9 sub-regiões), que estão representadas abaixo: 
 
Perceba que cada órgão guarda íntima relação com uma região e isso nos auxilia no 
diagnóstico. Obviamente que em alguns casos podemos ter alterações nervosas por parte do 
paciente e a dor não ser muito bem localizada. 
 
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O Raio X de Abdome 
Considero o raio X de abdome o exame mais básico do estudo radiológico abdominal. É 
utilizado bastante para algumas patologias de urgência e para abdome agudo. Não preciso 
ressaltar que essa modalidade não nos fornece muitos dados sobre determinada região (se 
compararmos com a ultrassonografia, tomografia ou ressonância), porém possui algumas 
indicações e utilizações. 
 
Você irá tirar melhor proveito desse exame de abdome em patologias que guardem 2 relações 
importantes do ponto de vista fisiopatológico: alterações gasosas ou calcificações. Vamos a 
alguns exemplos? 
\uf076 Calcificações 
As imagens calcificadas podem englobar desde pancreatites crônicas calcificadas até mesmo 
cálculos renais e vesicais. Podemos incluir também apendicolitos (muito presentes na 
apendicite aguda), vesícula em porcelana, etc. Patologias que calcificam ou que apresentam-se 
com componentes calcificados são muito bem vistos e possivelmente avaliados pelo exame de 
raio X simples de abdome. 
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Podemos perceber nas imagens acima a presença de apencolitos (apendicite), cálculos biliares, 
cálculos vesicais, pancreatite crônica e cálculo coraliforme (todos em ordem). São alguns 
exemplos de lesões que cursam com achados hiperdensos e calcificados muitas vezes. 
\uf076 Alterações Gasosas 
Dentre as alterações gasosas podemos englobar uma grande quantidade de patologias que 
podem ir desde obstruções intestinais até mesmo torções, volvos, intuscepções, atresias 
(esofágicas, gástricas, etc), pneumoperitôneo, enterocolite necrotizante, hérnias 
diafragmáticas, etc. 
 
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Podemos ver nesse caso o sinal do empilhamento de moedas (obstrução intestinal), sinal do 
grão de café (volvo), pneumoperitôneo, sinal da dupla bolha (atresia duodenal), enterocolite 
necrotizante e hérnia diafragmática (respectivamente). 
Noções Básicas e Rápidas na TC de Abdome 
É necessário que tenhamos algumas noções básicas ao vermos uma TC de abdome. Saber 
como localizar as principais vísceras e estruturas anatômicas. Observe os principais cortes 
abaixo, com a devida marcação (numeração) e nome da estrutura identificada. 
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Vísceras e Tratos 
Devemos saber como observar e analisar corretamente as principais vísceras e tratos 
abdominais, pois muitas patologias cursam com alterações na densidade, tamanho ou formato 
dessas estruturas. Falaremos aqui do fígado, vesícula biliar, baço, pâncreas, trato 
genitourinário e trato gastrointestinal. 
\uf076 Fígado 
Ao observarmos o fígado em um exame de tomografia abdominal devemos sempre nos 
atentar a alguns pontos verdadeiramente importantes. Obviamente existem várias questões, 
mas aqui me atentarei somente a 3 principais. 1) Comparar sua tonalidade de tons de cinza 
com a de outras vísceras como, por exemplo, o baço. 
 
Perceba na imagem acima que temos duas imagens. A primeira mostra um fígado normal 
(podemos observar que a tonalidade de tons de cinza do fígado com o baço está bastante 
semelhante) e a segunda mostra um fígado patológico (podemos observar que a tonalidade de 
tons de cinza do fígado com o baço está bastante alterada). Obviamente que nem sempre 
temos casos tão gritantes assim, logo temos que partir para outro ponto importante. 2) 
Devemos verificar a densidade do parênquima e compará-lo com o do baço. Por quê? Pelo 
fato de que a menos que tenhamos alguma infiltração em estágio avançado dificilmente 
iremos perceber alterações sutis nos tons de cinza. Ao mesmo tempo em que não 
conseguimos observar essas alterações sutis, conseguimos perceber alterações na aferição da 
densidade dessas vísceras. Note abaixo um exemplo (os \u201cV\u2019s\u201d abaixo remetem às veias 
hepáticas). 
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As densidades das vísceras abdominais tendem a ser semelhantes (especialmente do fígado e 
do baço conforme pode ser visualizado na imagem acima), possuindo discretas diferenças. O 
exame acima está normal. Observe agora um caso patológico e perceba como a diferença de 
densidade entre as duas vísceras muda completamente 
 
Por esse motivo é importantíssimo que verifiquemos a densidade e as comparemos. 
3) Devemos verificar a forma e o contorno do fígado, pois existem patologias que podem 
cursar com distorção arquitetural, redução volumétrica e alterações nos contornos 
hepáticos. Um bom exemplo disso é a cirrose (hepatopatia crônica). Observe abaixo: 
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Repare (à esquerda) uma imagem com forma e contorno normais, com tamanho e volume 
normais (inclusive podemos reparar o tamanho normal do lobo caudado marcado pela seta 
branca). Agora note (à direita) um fígado com redução volumétrica, distorção arquitetural e 
contornos nodulares. Era um caso de cirrose. Encontramos também a presença de ascite 
(marcada em verde) e hipertrofia do lobo caudado (apontado pela seta branca). 4) Devemos 
treinar a segmentação hepática para que possamos identificar e localizar com mais clareza 
em qual região do fígado a(s) lesão(ões) se encontra(m). Como podemos fazer isso? Por meio 
da segmentação hepática de Couinaud. 
No que se baseia essa segmentação hepática? Em 2 pontos de referência. O primeiro ponto 
são as 3 veias hepáticas (esquerda, média e direita) e o segundo ponto é a veia porta. Essa 
segmentação divide o tecido hepático em 8 regiões. A veia porta