Fund Jurídicos - Direito penal-converted
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Direito Penal
Conhecido como Direito criminal, é o ramo
do direito público dedicado às normas emanadas
pelo Poder Legislativo. É formado por um conjunto
de regras e princípios que integram um campo
específico do ordenamento jurídico, dedicado à
tutela dos bens jurídicos mais relevantes de uma
sociedade.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Direito_p%C3%BAblico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Norma_jur%C3%ADdica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Poder_Legislativo
Direito Penal
Objeto:
A norma de repressão dos delitos, lhes
imputando penas, ou seja, define as infrações
de natureza penal e suas conseqüências
jurídicas correspondentes \u2013 penas ou medidas
de segurança.
Direito Penal
Finalidade:
Preservar a sociedade e proporcionar o seu
desenvolvimento. É um meio de controle social
formalizado, que representa a espécie mais aguda de
intervenção estatal. O controle, que visa a exclusiva tutela
de bens jurídicos, vedando ao direito penal interferência no
âmbito da moral, da religião, da ética, enfim, de tudo que
diga respeito às convicções íntimas dos cidadãos.
Direito Penal
Contextualização da Finalidade:
Não se constitui em mecanismo para propor
mudanças na ordem social ou constituir uma ética em
qualquer sentido. Tradicionalmente, entende-se que o
direito penal visa a proteger os bens jurídicos fundamentais
(todo valor reconhecido pelo direito). No crime de furto,
por exemplo, o resultado é representado pela ofensa ao
bem jurídico "patrimônio"; no homicídio, há lesão ao bem
jurídico "vida humana"; na coação, uma violação à
liberdade individual. Essa seria a tríade fundamental de
bens jurídicos tutelados coativamente pelo Estado: vida,
liberdade e propriedade.
CARACTERÍSTICAS DO DIREITO PENAL
1. Preventiva;
2. Normativa;
3. Valorativa;
4. Finalista;
5. Instrumental;
6. Sancionador;
CARACTERÍSTICAS DO DIREITO PENAL
1. Preventiva:
Antes de punir o infrator da ordem
jurídico-penal, estabelece normas proibitivas e
comina penas, visando evitar a prática do
crime.
Havendo a lesão ao bem protegido a
sanção abstrata, através do processo legal
transforma-se em efetiva atuando sobre o
infrator.
2. Normativa: porque formado por um
conjunto de normas jurídicas (princípios e
regras) que definem as infrações de natureza
penal e suas consequências jurídicas
correspondentes (penas ou medidas de
segurança).
3. Valorativo: porque a proibição legislativa de
uma determinada conduta, através da norma
penal, importa em uma valoração negativa
que conduz à criminalização da mesma.
4. Finalista: Consiste na sua atuação e, defesa
da sociedade, visando proteger bens jurídicos
fundamentais como garantia de sobrevivência da
ordem jurídica.
5. Instrumental: por ter sido estabelecido com
uma finalidade própria e específica: a tutela de
bens jurídicos.
6. Sancionador: Porque protege a ordem jurídica
cominando sanções, penas. Sancionador no sentido
que não cria bens jurídicos, mas acrescenta a tutela
aos já existentes, dão origem ao um direito
subjetivo para o Estado agir de modo
coercitivo, sancionando de forma
especialmente drástica o descumprimento de
um dever jurídico.
Os princípios do Direito
1. Legalidade;
2. Reserva Legal;
3. Anterioridade;
4. Lesividade;
5. Taxatividade;
6. Culpabilidade;
7. Irretroatividade da Lei Penal;
8. Abolitio Criminis;
9. Insignificância.
Os Princípios do Direito
1. Legalidade: O princípio da legalidade é um
princípio jurídico fundamental que estabelece não
existir delito fora da definição da norma escrita na
lei e nem se pode impor uma pena que nessa
mesma lei não esteja já definida.
2. Reserva Legal: Este princípio estabelece que
apenas através da lei formal é que se pode criar
uma obrigação ou um dever ao cidadão.
3. Anterioridade: A lei tem que ser criada para
reger fatos posteriores a ela.Lei penal so volta atras
se for para beneficiar.
4. Lesividade: Somente a conduta que ingressar na
esfera de interesses de outra pessoa deverá ser
criminalizada. Não haverá punição enquanto os
efeitos permanecerem na esfera de interesses da
própria pessoa.
5. Taxatividade:
Não basta existir uma lei que defina uma
conduta como crime. A norma incriminadora legal
deve ser clara, compreensível, permitindo ao
cidadão a real consciência acerca da conduta
punível pelo Estado. Não está expresso em
nenhuma norma legal, trata-se de uma construção
doutrinária, fundamentada no princípio da
legalidade e nas bases do Estado Democrático de
Direito.
6. Culpabilidade: Em sua configuração mais
elementar, não há crime sem culpabilidade
(nullum crimen sine culpa). Constitui um óbice à
punição por mera responsabilidade objetiva.
Significa que ninguém responderá por um
resultado se não houver causado o resultado
com dolo (intenção de cometer o crime) ou
culpa (violação de um dever de cuidado).
7. Irretroatividade da Lei Penal (CF/88, art. 5°,
XL):
A regra, exposta na Constituição Federal, é que
a lei penal não retroagirá. Dessa forma, a lei deverá
produzir seus efeitos para o futuro, não se
aplicando aos fatos anteriores à sua edição.Todavia,
tanto a CF/88 quanto o Código Penal (art. 2°)
estabelecem exceções a essa regra. A principal
exceção é a retroatividade da lei penal mais
benéfica ao réu. A lei penal mais severa nunca
retroagirá para prejudicar o cidadão, ao passo que
uma lei mais favorável atingirá os fatos ocorridos
no passado.
8. Abolitio Criminis: Esse fenômeno ocorre quando
lei posterior revoga um tipo penal previsto em lei
anterior.
9. Insignificância: Trata-se de um princípio que
considera a relevância da ofensa ao bem jurídico
tutelado. Constitui uma manifestação contrária ao uso
abusivo e desnecessário do direito penal, nos casos em
que o bem jurídico é violado de forma irrisória. De
acordo com o princípio da insignificância, o legislador,
ao tipificar uma conduta, pretende defender o bem
jurídico de ofensas significantes. Condutas sem
nenhuma relevância material não chegam a ofender o
bem jurídico tutelado, sendo, portanto, atípicas. Logo,
não merecem ser punidas pelo direito penal.
ESPÉCIES DE INFRAÇÃO PENAL
CONTEXTUALIZAÇÃO
No Brasil, crime não é sinônimo de infração
penal. Infração penal é gênero, do qual decorrem
duas espécies:
a) crime ou delito;
b) contravenção penal.
Por conta dessas duas espécies do gênero
infração penal, diz-se que o Brasil adotou o sistema
dicotômico, concepção também utilizada na Itália e
Alemanha.
Portanto, em nosso País, crime e delito
designam o mesmo fenômeno, porém distinto de
contravenção penal, Nelson Hungria denominou
\u201ccrime anão\u201c, nomenclatura bastante difundida, mas
rechaçada por alguns autores nacionais. Também se
utiliza \u201ccrime liliputiano\u201c ou \u201ccrime vagabundo\u201c
para aludir às contravenções penais.
No nosso ordenamento jurídico é possível fazer
a seguinte \u201cescala de gravidade\u201d do mal causado ao
bem jurídico, para distinguir as espécies de infração
penal: em primeiro lugar, o crime ou delito (mais
grave); em seguida a contravenção penal (menos
grave).
Crime:
É no aspecto material todo fato humano
que, propositada ou descuidadamente, causa
lesão ou expõe a perigo bens jurídico
importantes para a coletividade e para a paz
social, no aspecto formal é aquilo que o
legislador descreve como tal, e no aspecto
analítico, crime é todo fato típico e ilícito.
Contravenção Penal:
De acordo com o art. 1º, da Lei de Introdução ao
Código Penal e da Lei das Contravenções Penais,
contravenção é \u201ca infração penal a que a lei comina,
isoladamente, pena de prisão simples ou de multa,
ou ambas. alternativa ou cumulativamente.\u201d. Assim,
conforme acima delineado, não existe uma diferença
ontológica entre crime e contravenção penal,
ocorrendo a sua diferenciação apenas nas penas
cominadas, que no caso da contravenção consiste em
prisão simples ou multa; e, quando se tratar de crime,
as penas serão de reclusão ou de detenção, quer
isoladamente, quer alternativa ou cumulativamente
com a pena de multa.
No que diz respeito à