Atividade Comércio Internacional - NP1
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Atividade Comércio Internacional - NP1


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Atividade Comércio Internacional - NP1
Aluna:............... Elisabete Sion Baroni Fernandez 
RA:.................... D378GA-1
Turma:.............. DR7A33
Período:............ Manhã
1- Explique a seguinte assertiva: A Revolução Industrial alterou a relação ser humano-trabalho-natureza-capital.
A Revolução Industrial teve início na segunda metade do século XVIII devido a uma grande transformação socioeconômica juntamente com mudanças na forma de produção. Com o surgimento da indústria, há uma grande mudança no estilo de vida da humanidade; surge a sociedade urbana que até então era rural. 
O avanço tecnológico, a produção em larga escala, as máquinas fazendo o trabalho do homem, as fontes de energias tradicionais sendo substituídas pelo carvão e a eletricidade; tudo isso colaborou para a formação de um sistema capitalista como modelo econômico.
Todas essas transformações tecnológicas, econômicas e sociais acarretou as chamadas fases da Revolução Industrial, que alteraram essa relação ser humano-trabalho-natureza-capital.
Primeira Revolução Industrial - ocorreu aproximadamente entre os anos de 1760 e 1840
 A força muscular é substituída pela mecânica; a produção em massa tem como consequência a exploração de recursos naturais como o carvão, utilizado para a produção da energia a vapor, nas máquinas e na locomotiva a vapor.
 Essa transformação industrial também dá início a uma sociedade mais consumista. Havia uma maior produtividade e o escoamento e distribuição da produção tornaram-se bem mais rápidos, de mais fácil acesso.
Segunda Revolução Industrial - ocorreu no final do século XIX até o século XX 
Após a Segunda Guerra Mundial, a industrialização ultrapassa a Europa Ocidental e avança para os Estados Unidos, Japão e outros países da Europa.
A fonte de energia agora é o petróleo. A eletricidade começa a ser usada para o funcionamento dos motores e máquinas. Iniciam-se as linhas de montagem usadas na produção em massa de produtos em um espaço de tempo menor.
Terceira Revolução Industrial - a partir de 1960
Conhecida como revolução digital, com o desenvolvimento não só do setor industrial, ma também da ciência e tecnologia, e espalhou-se no mundo todo.O computador e a Internet diminuiram as distâncias e possibilitaram avanços na área da telecomunicação, eletrônica, robótica, do transporte, entre tantos outros , alterando as relações sociais e o modo de vida da sociedade.Todo esse avançou proporcionou o que chamamos de globalização.
Quarta Revolução Industrial - atualmente
Não é novidade para ninguém o desenvolvimento tecnológico que vivemos, a velocidade das informações, a mudança no comportamento das pessoas devido à tecnologia, o avanço nos estudos científicos, dentre tantos outros eventos da atualidade.
Alguns exemplos dessa Revolução Industrial são o sequenciamento genético, a nanotecnologia, a computação quântica, as energias renováveis e a inteligência artifical.
Avanços importantes, mas que ao mesmo tempo transformaram o modo do homem se relacionar com o meio em que vive. A começar pela natureza, explorando riquezas naturais , gerando grande impacto ambiental.
Sua relação com o trabalho também mudou. O homem conseguiu vencer batalhas, ganhou direitos, segurança no trabalho. Mas, ao mesmo tempo que houveram avanços, também houve aumento do desemprego, da mão de obra barata, substituição do trabaho humano por robôs.
Quanto à sua relação com o capital, esta também sofreu alteração. Os padrões de consumo mudaram; hoje o homem é muito mais consumista; a marca de um produto pode até mesmo ser razão para ser aceito por determinado grupo social. 
Muitas foram as consequências da Revolução Industrial nos dias de hoje, na forma como nos comportamos, como consumimos, como enxergamos nosso planeta, como lidamos com o avanço da tecnologia. Não há como frear o avanço. Temos de evoluir sempre. O que temos é de aprender a lidar com ele e tornar nossas relações cada vez melhores, seja com o trabalho, a natureza ou o capital.
Referencia bibliográfica
Direito do Trabalho / Carla Teresa Martins Romar; coordenador Pedro Lenza - 6.ed. - São Paulo : Saraiva Educação, 2019 (Coleção Esquematizado)
https://monografias.brasilescola.uol.com.br/historia/revolucao-industrial.htm acessado em 01/04/2020, às 19h15min
2- Explique as seguintes espécies de contratos internacionais: 
Segundo Strenger, o contrato internacional "é consequência do intercâmbio entre Estados e pessoas, apresentando características diversificadoras dos mecanismos conhecidos e usualmente utilizados pelos comerciantes circunscritos a um único território ou a mais de um".
A partir do século XX, governos e particulares começaram a ter iniciativas no sentido de tentar padronizar os contratos internacionais. A Convenção das Nações Unidas para Contratos de Venda Internacional de Mercadorias (CISG) vem para unificar as regras aplicadas aos contratos de compra e venda de mercadoria a nível internacional. 
O Brasil já aderiu à essa Convenção, cuja vantagem seria a segurança jurídica, que evita interpretações diferentes do nosso judiciário e diminui os custos das transações.
No sistema brasileiro, a tradição é adotada como o momento da transferência da mercadoria. Em nosso ordenamento, a competência é regulada pela Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, em seu artigo 12, § 2º, que fala sobre as ações relacionadas aos imóveis situados no Brasil e quanto ao réu que for domiciliado no Brasil. Na mesma lei, em seu art. 9º,§§ 1º e 2º, são dispostos os efeitos das obrigações.
- Contrato de compra e venda
O art. 481, do Código Civil dispõe sobre o contrato de compra e venda: "Pelo contrato de compra e vendas, um dos contratantes se obriga a transferir o domínio de certa coisa, e o outro, a pagar-lhe certo preço em dinheiro"
Segundo as Convenções de Haia, a compra e venda será internacional quando o estabelecimento ou a residência habitual das partes sejam em diferentes Estados.
A sua natureza jurídica é de contrato, tendo como fontes as leis uniformes, as condições gerais do contrato, os contratos standards e os incoterms. Os usos norteiam as obrigações quanto à natureza da mercadoria vendida, bem como à contratação internacional de produtos agrícolas, matérias-primas e produtos manufaturados quanto ao modo de pagamento, qualidade da mercadoria, tempo e lugar da entrega, divisão dos gastos entre os contratantes, seguro, riscos , entre outros.
Os incoterms (International Commerce Terms) são as regras oficiais da Câmara de Comércio Internacional (CCI) para a interpretação dos termos comerciais, para facilitar a condução dos negócios internacionais.
Estes termos, apesar de não existir no Brasil uma legislação específica que os defina, são amplamente utilizados nas operações de comércio exterior e estão previstos nos procedimentos operacionais do SISCOMEX (Sistema Integrado de Comércio Exterior). Dizem respeito aos direitos e obrigações mínimas do vendedor e do comprador e agregam força legal aos contratos de compra e venda.
Os principais incoterms são:
a) EXW - Ex Works (na origem): a mercadoria é colocada à disposição do comprador no estabelecimento do vendedor, ou em outro local nomeado, não sendo desembaraçada para exportação e não carregada em veículo coletor. Acarreta obrigação mínima para o vendedor; o comprador é que arca com todos os custos e riscos envolvidos na retirada da mercadoria.
b) FOB - Free on Board (livre a bordo): as obrigações do vendedor encerram quando a mercadoria é entregue no navio, no porto de embarque indicado; o vendedor é o responsável pelo desembaraço da mercadoria para exportação. A partir desse momento, o comprador é quem assume todas as responsabiliddes quanto a perdas e danos.
c) CFR - Cost and Freight (custo e frete): o vendedor é responsável pelo pagamento dos custos necessários para colocar a mercadoria a bordo do navio e pelo frete até o porto de destino. Será ainda o responsável pelo desembaraço da exportação. No momento que a mercadoria cruza a murada do navio, os custos de perda ou dano da mercadoria