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Dependência Química
Psicóloga Clínica com atuação em Terapia Cognitivo Comportamental; Professora do Curso de Psicologia da Universidade Estácio de Sá, campus Ilha do Governador
O que é Dependência Química
 Doença (Bio,Psico-social) crônica e recorrente
Fatores biológicos – genética e resistência as uso da substância.
Fatores sociais: baixa escolaridade, exclusão social, família desestruturada, ambientes permissivos, estímulo ao consumo. 
Fatores Psicológicos: doenças psiquiátricas associadas (comorbidades), abuso na infância, consumo como forma de resolução de conflitos, apreço pelos efeitos vivenciados.
O que leva o indivíduo a usar drogas?
Pesquisas apontam que os principais motivos que levam um indivíduo a utilizar drogas são:
Curiosidade 
Influência de amigos
Vontade
Desejo de fuga (principalmente de problemas familiares)
Coragem (para tomar uma atitude que sem o uso de tais substâncias não conseguiria) 
Dificuldade em enfrentar e/ou agüentar situações difíceis 
Busca por sensações de prazer 
Tornar -se calmo
Servir de estimulantes
Facilidades de acesso e obtenção 
Diferença entre Uso, Abuso e Dependência 
Existe uma progressão no uso de substâncias:
USO: geralmente se restringe ao consumo dito 
“recreacional”;
 
ABUSO: padrão mal-adaptativo de consumo, manifestado por consequências em vários âmbitos da vida do indivíduo;
 
DEPENDÊNCIA: o uso da substância se torna prioridade na vida do indivíduo em detrimento do resto. 
CRITÉRIOS PARA DEPENDÊNCIA DE SUBSTÂNCIA
 
	Forte desejo ou compulsão
	Dificuldade na capacidade de controlar a ingestão 
	Tendência para aumentar doses – tolerância 
	Síndrome de abstinência 
	Uso de substâncias psicoativas para atenuar sintomas de abstinência  
	Estreitamento do repertório pessoal de consumo 
	Persistência no consumo, apesar da evidência de manifestações danosas 
	Retorno ao uso das substância leva rapidamente ao quadro anterior 
Droga
Droga é qualquer substância capaz de modificar 
a função dos organismos vivos, resultando em 
mudanças fisiológicas ou de comportamento.
Classificação:
	Drogas estimulantes;
	Drogas depressoras (Depressores do Sistema Nervoso Central); 
	Drogas perturbadoras (alucinógenas). 
Depressoras
ÁLCOOL E SOLVENTES: tintas, removedores, esmalte, cola, gasolina, vernizes, tíner, aromatizadores
BENZODIAZEPÍNICOS: Diazepam, Valiun, Rohypnol, 
Sonebom, Lexotan, Dormonid, Frontal, Apraz e Lorax
DERIVADOS DO ÓPIO: morfina e codeína, heroína, 
dolantina e fentanil, e algafan
Estimulantes
Nicotina,
 Cocaína crack).
 Anfetaminas
 Ecstasy (MDMA)
Perturbadoras ou alucinógenas
Maconha, 
LSD, 
cogumelos,
 Ayahuasca (Santo Daime)
cocaína
O tratamento da Dependência Química e as terapias cognitivo- comportamentais
A Dependência Química e o Modelo Cognitivo
 O modelo cognitivo proposto por Aaron Beck considera o uso de substâncias uma estratégia compensatória que tem a função de eliminar e neutralizar crenças disfuncionais básicas e centrais a respeito de si, do outro, do mundo e das relações entre estes.
 O uso constante leva ao desenvolvimento de um grupo de crenças muito próprias a respeito das substâncias químicas.
 
 Essas crenças, compõem a subcultura do consumo e formam os fatores de risco para o uso.
 Quando um indivíduo com crenças disfuncionais sobre si mesmo entra em contato com substâncias psicoativas, um segundo grupo de crenças mais específicas relacionadas ao uso pode se desenvolver, tais como “só consigo aliviar a ansiedade bebendo um pouco” ou “usando cocaína, eu me torno mais sociável”.
 Essas crenças desencadeiam a busca e uso da substância. 
 A terapia cognitiva objetiva modificar e reestruturar as crenças disfuncionais, diminuindo o craving e interrompendo o uso ou a recaída.
Crenças do DQ
	As crenças do DQ giram em torno da busca de prazer, da  solução de problemas e do alívio do desconforto e variam de pessoa para pessoa e com o tipo de droga preferida. 
Crenças do DQ
Crenças que facilitam o uso de drogas:
Crenças antecipatórias: expectativa de que o uso da droga produzirá recompensa, gratificação ou prazer.
Crenças de alívio: expectativa de que o uso da droga aliviará ou afastará algum desconforto ou sofrimento.
Crenças permissivas ou facilitadoras: consideram o  uso da droga aceitável, apesar das consequências.
Entre as crenças do DQ, podemos citar:
a droga é necessária para manter o equilíbrio psicológico ou emocional;
 a droga melhorará o funcionamento social e intelectual;
 a droga trará prazer e excitação;
 a droga fornecerá força e poder;
 a droga terá efeito calmante;
 a droga trará alívio para a monotonia, ansiedade, tensão e depressão;
 sem o uso da droga, o craving - fissura - continuará, indefinidamente e cada vez  mais forte.
Desafio
 Modificar crenças do DQ é tarefa bastante difícil, porque elas são profundas e extremamente resistentes à mudança.
 Fase inicial do tratamento
Estabelecer contrato e metas sobre o uso
Encaminhamento ao médico psiquiatra
Psicoeducação do modelo cognitivo
Análise das vantagens e desvantagens de manter o uso
Construir uma aliança terapêutica forte
Monitorar o uso da substância (diário de auto monitoramento, identificação dos pensamentos automáticos, ensinar a monitorar os pensamentos sabotadores, treinamento de habilidades sociais para resolver problemas
Exame de urina
Aplicar a entrevista motivacional a fim de que o paciente conscientize-se da importância do tratamento
 Escolher estratégias de fácil aplicação para resolução de problemas que desencadeiam situações de risco.
Promover abstinência
Cartões de enfrentamento
Monitoramento e manejo da fissura
Promover a manutenção dos ganhos terapêuticos.
Preparar para o término e prevenir recaídas
Reforçar o que foi aprendido na terapia e como poderia ser útil em situações de emergência.
Informar que sessões de reforço poderão ser agendadas.
 OBRIGADA!

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