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AO2_ Princípios Jurídicos nas Organizações

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fatos sociais,
e seu objetivo é o de fornecer ao intérprete os parâmetros para
a solução de casos concretos.
A asserção II é falsa, pois, ao julgar, o juiz deve interpretar o
Direito – e não a lei – para chegar ao verdadeiro sentido e
alcance das normas jurídicas a serem aplicáveis ao caso
concreto. O juiz não deve aplicar suas percepções pessoais ao
caso concreto, mas sim, o Direito
0,6 / 0,6 ptsPergunta 7
Leia o texto abaixo:
Dona Maria trabalha como copeira na empresa XYZ Corporate há mais
de 15 anos. Nos últimos 6 meses, o salário de Dona Maria foi pago em
atraso, e houve rumores de que a empresa estava “mal das pernas”.
Certo dia, Dona Maria chegou para trabalhar e encontrou a empresa
fechada. Todos os funcionários estavam do lado de fora do prédio,
sem poder entrar para trabalhar, e sem qualquer explicação a respeito
do ocorrido. Nos dias que se seguiram, Dona Maria soube que a
empresa foi encerrada na Junta Comercial, que os sócio-proprietários
fugiram para o exterior sem pagar as verbas trabalhistas a que seus
funcionários – incluindo Dona Maria – teriam direito, e que também
havia pedido de decretação de falência da empresa formulado por
seus credores. 
De acordo com o texto apresentado, avalie as afirmações a seguir:
I - O encerramento irregular da empresa na Junta Comercial, sem o
pagamento das verbas trabalhistas dos funcionários, configura fraude
e abuso de direito, e autoriza a desconsideração da personalidade
jurídica.
II - Pelo princípio da autonomia patrimonial, é impossível os sócios
responderem por dívidas assumidas pela sociedade, ainda que tenha
havido fraude contra os credores.
III. Pelo princípio da subsidiariedade da responsabilidade dos sócios,
os sócios apenas responderão pelas dívidas da sociedade após o
esgotamento dos bens dela, e mesmo assim observando-se as
limitações impostas pela lei.
IV - O intuito da desconsideração da personalidade jurídica é
considerar os bens dos sócios e da sociedade como uma
universalidade que deve responder pelas dívidas da sociedade em
caso de fraude ou abuso de direito.
É correto o que se afirma em:
 I, II e III 
 I, apenas 
 II, apenas 
 I, II e IV, apenas 
 II e III, apenas 
A resposta está correta, pois apenas as afirmações I, II e IV são
verdadeiras.
A asserção I é verdadeira, pois o encerramento irregular da
empresa na Junta Comercial, sem o pagamento das verbas
trabalhistas dos funcionários, configura fraude e abuso de
direito, autorizando a desconsideração da personalidade
jurídica, nos termos do art. 28 do Código de Defesa do
Consumidor. 
A asserção II é falsa. Pelo princípio da autonomia patrimonial,
os bens, direitos e obrigações da pessoa jurídica não se
confundem com os dos seus sócios, porém, estes poderão ser
responsabilizados depois de executados os bens da sociedade
e se constatada a fraude ou abuso de direito.
A asserção III é verdadeira, pois o princípio da subsidiariedade
da responsabilidade dos sócios pelas obrigações sociais
significa que, em caso de dívida assumida pela sociedade, os
bens dos sócios apenas poderão ser executados após a
execução dos bens da sociedade, e mesmo assim observando-
se eventuais limitações impostas pela lei. Esse princípio é uma
decorrência do princípio da autonomia patrimonial.
A asserção IV é verdadeira, pois o intuito da desconsideração
da personalidade jurídica é afastar a divisão existente entre os
bens dos sócios e da empresa, considerando-os como uma
universalidade de bens que deve responder pelas dívidas da
sociedade assumidas pelos sócios com fraude ou abuso de
direito.
0,6 / 0,6 ptsPergunta 8
Leia o texto abaixo:
O juiz do Trabalho Marcio Jose Zebende, da 23ª vara de Belo
Horizonte/MG, deixou de reconhecer o vínculo de emprego entre um
motorista e empresa 99 Tecnologia Ltda., dona do aplicativo 99. Para o
magistrado, a relação jurídica entre as partes não foi a de emprego,
mas de autêntico trabalho autônomo.
(…)
O magistrado verificou que era o autor que escolhia o modo e a forma
de execução do trabalho, decidindo a jornada e os dias em que iria ou
não exercer o labor, podendo, até mesmo, trabalhar em plataformas
concorrentes, como a Uber e Cabify. O julgador entendeu que ficou
demonstrado que o motorista possuía um mínimo de capacidade
econômica para suportar os riscos da atividade, inclusive com os
gastos com a manutenção do veículo utilizado.
"A meu ver, o reclamante livremente aderiu à reclamada, e, agora,
busca simplesmente abjurar o ajuste, renegar o pactuado, renunciar a
sua autonomia de vontade e ao seu consentimento contratual, e,
contrariando o que vivenciou, vir bater às portas da Justiça do
Trabalho para se transformar em uma mero empregado."
(MIGALHAS. Motorista não consegue vínculo empregatício com app 99. Disponível em:
https://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI292763,41046-
Motorista+nao+consegue+vinculo+empregaticio+com+app+99. Acesso em: 31 jul. 2019). 
De acordo com o texto apresentado, avalie as seguintes asserções e a
relação proposta entre elas.
No caso acima transcrito, o juiz entendeu que o motorista renunciou à
sua autonomia de vontade e ao consentimento contratual ao aderir ao
serviço do aplicativo de transportes.
 PORQUE
A autonomia da vontade compreende a liberdade de contratar em suas
três dimensões: liberdade de contratar propriamente dita, liberdade de
estipular o contrato e liberdade de determinar o conteúdo do contrato,
enquanto o consentimento contratual dá origem ao contrato.
 
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a asserção II é uma
proposição falsa
 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II é uma
justificativa correta da asserção I.
 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a asserção II não
é uma justificativa correta da asserção I.
 As asserções I e II são proposições falsas. 
 
A asserção I é uma proposição falsa, e a asserção II é uma proposição
verdadeira
A resposta está correta, pois a proposição I é falsa, mas a II é
verdadeira.
A asserção I é falsa, pois o motorista exerceu sua autonomia da
vontade e deu seu consentimento contratual ao aderir ao
aplicativo de transportes, e o juiz entendeu que, ao pretender o
reconhecimento do vínculo empregatício, o motorista está
justamente querendo renunciar à autonomia da vontade e ao
consentimento contratual.
A asserção II é verdadeira, pois a autonomia da vontade
compreende a liberdade de contratar em suas três dimensões:
liberdade de contratar propriamente dita, liberdade de estipular
o contrato e liberdade de determinar o conteúdo do contrato, e
o consentimento contratual é o acordo de vontade entre as
partes que dá origem ao contrato.
0,6 / 0,6 ptsPergunta 9
Leia o texto abaixo:
José adquiriu, sob a modalidade de arrendamento mercantil, um
veículo novo cujo preço foi parcelado em 72 prestações de R$ 600,00,
que pagava com os recursos provenientes do salário que recebia na
empresa em que trabalhava. No entanto, José perdeu o emprego e
sua situação financeira modificou-se, restando impossibilitado de
pagar as parcelas do empréstimo. José, então, propôs ação judicial
com base na teoria da imprevisão, pedindo a revisão do contrato de
arrendamento mercantil para que o prazo se estendesse para 144
meses e, consequentemente, o valor da parcela fosse reduzido à
metade, ou seja, R$ 300,00. O juiz negou o pedido. 
Considerando o texto apresentado, avalie as afirmações a seguir:
I - No contexto das relações de trabalho, o desemprego não pode ser
considerado evento extraordinário e imprevisível que torna
excessivamente oneroso o cumprimento do contrato, a ponto de
permitir a sua revisão.
II - No caso, a teoria da imprevisão não pode ser aplicada porque não
basta a mera alteração na situação financeira de José, sendo
necessário que ele não pudesse prever a mudança desse estado
quando da celebração do contrato.
III. Aplica-se ao caso em tela a cláusula rebus sic stantibus, pela qual
as regras do contrato devem continuar a valer,

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