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ATIVIDADE I - CLÁUDIA

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ESTEVÃO, Ana Maria Ramos. O que é Serviço Social. (Coleção primeiros passos; III).
6ᵃ reimpr. Da 6ᵃ. Ed. De 1992, São Paulo: Brasiliense, 2006.
Ana Maria Ramos Estevão é professora livre-docente aposentada do Departamento de Direito Público da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), desde setembro de 2006. Possui graduação em Serviço Social pela Faculdade Paulista de Serviço Social (1976), mestrado em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1989) doutorado em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1997) e pós-doutorado pela Universidade de Évora (Portugal) em 2000/2001, com bolsa da FAPESP e 2005 com bolsa Capes. Possui experiência profissional como Assistente Social nas áreas de Saúde Pública, Comunidade e Movimentos Sociais. Suas pesquisas e publicações têm como temática: fundamentos do serviço social, educação, poder local, conselhos, políticas públicas e assistência social. 
O livro é constituído de tópicos que abordam desde a origem da profissão até o amadurecimento da mesma, possui algumas imagens mostrando o que foi escrito em cada tópico. 
Na Introdução a autora fala de um modo popular, como muitas pessoas veem a profissão. Fazendo uma breve explanação sobre a origem do Serviço Social, alguns séculos atrás com assistência prestada aos pobres. Acentua que há muitos palpites sobre a profissão, tanto leigos como profissionais dão os seus; porém, segundo a autora o certo não seria perguntar o que é, e sim o que pensam os assistentes sociais, isso ela faz, contando a história do Serviço Social, suas origens, influências, dificuldades e vitórias. 
No tópico Das damas de caridade a Mary Richmond e a Infância do Serviço Social, é abordada a divisão das tarefas entre Estados e Igrejas (Protestante e Católica), o Estado impõe a paz política, com violência e as Igrejas com a caridade; a justificativa era fazer o bem, os ricos tinham seus deveres com as “classes despossuídas”. Nessa época, a assistência social não era sistemática, havia vagas justificativas religiosas e ideológicas, pois assim resolveriam os problemas sociais pela “reforma dos costumes”. Passou a ser organizada, com técnicas elaboradas por Chalmers, Ozanan e Von der Heydt, Inglaterra, França e Alemanha respectivamente; no entanto a diferença é a divisão em grupos e a forma de distribuição de ajuda material e trabalhos educativos, sobretudo dando conselhos. A Assistência Social é exercida em caráter não profissional, como contribuição voluntária de quem possuía bem aos que eram pobres. As damas de caridade acreditavam que tudo se resolveria com bons conselhos e o poder público não se interessava em assumir os custos da assistência dada a eles, então deixaram para as instituições particulares, em especial as religiosas. Nas crises do desenvolvimento das sociedades capitalistas, Mary Richmond uma assistente social norte-americana do início do século XX, escreveu sobre o Serviço Social e como deveria ser exercida, além de mostrar as diferenças entre “assistência social”, caridade, filantropia e o próprio Serviço Social. Seu primeiro livro foi “Caso Social Individual”, onde demonstra as medidas da prática profissional competente. Mary foi a pioneira do Serviço Social em estudar isoladamente os casos. Passadas algumas décadas, um segundo método é apresentado: Serviço Social em Grupo; onde grupos de jovens em acampamentos, centros comunitários e outros grupos eram formados e de modo coletivo eram atendidos. E quando esses grupos tivessem certo tipo de problemática social, com objetivos comuns, se interligavam; a partir daí surge o “Serviço Social da Comunidade”. 
Em O feijão e o sonho: O Serviço Social descobre a luta de classes, é abordado o período em que as ideias “desenvolvimentistas” visam tirar países da América Latina do atraso; e para o país passar de tradicional a uma sociedade moderna, era preciso seguir um modelo, no caso os Estados Unidos. As propostas foram exercidas por Jânio Quadros e Juscelino Kubitschek. O assistente social passa a ser mais técnico, frio, neutro, com certo distanciamento em relação aos problemas tratados e no desenvolvimento dos métodos. No entanto, como o modelo era americano, de países desenvolvidos, certamente não daria certo no Brasil, pois os métodos elaborados em países desenvolvidos não davam certos em subdesenvolvidos. Na década de 60, desencadeou a Geração 65, onde o serviço Social descobre a luta de classes, questionando as medidas de neutralização dos métodos e lutando por um Serviço Social com a realidade brasileira.
Em Intervalo para mudança de cenário: Brasil – de 20 a 30: Questão Social um caso de polícia – caridade e repressão são tratadas a “questão social” dos trabalhadores que não usufruíam de nenhum benefício, da classe operária que trabalhava nas piores condições possíveis. Com o surgimento dos movimentos sociais, formaram-se as Sociedades de Resistência e os sindicatos, lutando em defesa do trabalhador, a resposta do Estado em relação às greves e movimentos, foram à violência, repressões policiais, prisões. No entanto, foram criadas no fim da década de 20 a Lei de Férias (15 dias) e o Código de Menores, as empresas temiam que nessas férias o trabalhador se desorientasse. Entram em cenário as Ligas das Senhoras Católicas, em São Paulo, e a Associação das Senhoras Brasileiras, no Rio de Janeiro, que vão promover a educação social dos trabalhadores urbanos, para que os mesmos não caiam nos temidos “vícios” e “animalidades”.
Em Brasil – décadas de 40 a 50: Questão Social – um caso de política, com o desenvolvimento lento das Ligas e com as suas bases materiais e humanas, impulsionam o surgimento das primeiras escolas de Serviço Social, na década de 30, surgindo no Brasil em 1936 (São Paulo) ligado à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Na década de 20 e 30 foi um caso de polícia, mas na década de 40 a 50 não passava de política, nesse período os assistentes sociais deram assistência material, prevenção às famílias dos proletariados, o que não era diferente dos primórdios da profissão; gradativamente a mesma vai se legalizando no país, pois o governo cria instituições que assumem a assistência social. Em 1938 é criado o Conselho Nacional de Serviço Social; em 1942 a Legião Brasileira de Assistência Social, que oferece apoio às escolas de Serviço Social e as expande nas capitais onde não havia. Esse mesmo organismo (LBA) foi o mais importante, pois possibilitou a organização e o desenvolvimento da profissão, ademais melhorando a formação técnica dos assistentes sociais, técnicas que ainda se baseavam nos modelos norte-americanos. 
No tópico O Sonho acabou e o Feijão está caro, o Serviço Social põe os pés no chão, é visto que no começo da década de 70, movimento de reconceituação do Serviço Social não foi realizado, foi então que os princípios da profissão chamaram mais atenção, no que diz em relação a respeitar a pessoa humana, observando os Direitos Humanos elaborados pela ONU. Ao dizer que o Serviço Social deita-se no divã do analista, a autora explicita que todos os problemas sociais são jogados nas “costas” da profissão, que não consegue resolver sozinha, sem a colaboração de todos. São citadas as atividades que o profissional exerce, a população procura esses serviços, mas não sabe se o serviço é de um assistente social, de um pedagogo ou outro profissional, ou seja, há uma desinformação em respeito à profissão. 
Em Do pobre ao cidadão, fala-se dos primeiros trabalhadores do Brasil. Portugueses em castigo eram mandados a este país, depois os índios, porém os que mais trabalharam foram os escravos africanos. O direito de trabalhar não é visto como uma forma de participação ou de contribuição à sociedade é visto como um castigo. É explanado o modo de burocratização dos serviços públicos, que são necessários papéis e inúmeros carimbos; a contribuição de disciplinas como Psicologia, Sociologia e Filosofia para explicação da prática cotidiana, é de suma importância para entender a sociedade geral. É realçado