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ATIVIDADE I - CLÁUDIA

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que os assistentes sociais também pagam impostos, recebem seus salários dos impostos pagos pelo conjunto da sociedade e que seu patrão não é o Estado e sim o contribuinte. Recordando que a distribuição dos direitos da cidadania é o que o assistente social faz. 
A obra é caracterizada pelo estilo simples, com uma linguagem sem muitas palavras técnicas, o que facilita o entendimento da leitura para quem não está acostumado. A autora por meio de algumas imagens oferece ao leitor um ar de descontração. A expressão “Feijão e Sonho” pode não ser bem compreendida por quem não tem conhecimento sobre literatura, trata-se de uma expressão originada do livro “O Feijão e o Sonho”, de Orígenes Lessa. Não se aprofunda em teorias que regem a profissão, é um ótimo livro para quem está iniciando o curso de Serviço Social ou quem queira saber mais sobre a profissão, pois oferece uma visão geral, uma leitura rápida desde as origens até as lutas pelos devidos reconhecimentos profissionais. 
A autora expõe suas ideias de um modo claro, com exemplos do que aconteceu em cada época de mudanças. No início explica que “o Serviço Social é fruto da união da cidade com a indústria”, assim como Marilda Iamamoto realça em Relações Sociais e Serviço Social no Brasil “Serviço Social é um tipo de especialização do trabalho coletivo, situado no interior da divisão sócio técnica do trabalho. É, portanto, um elemento que participa da reprodução das relações sociais (relações de classe) E do relacionamento contraditório entre as classes fundamentais presentes na realidade social (interesses antagônicos entre o capital e o trabalho)”. E no bojo contra a luta da democratização do Estado, o assistente social sendo seu funcionário há muitas ambiguidades. 
RESUMO DO RESUMO
Possui graduação em Serviço Social pela Faculdade Paulista de Serviço Social (1976), mestrado em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1989) doutorado em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1997) e pós-doutorado pela Universidade de Évora (Portugal) em 2000/2001, com bolsa da FAPESP e 2005 com bolsa Capes. 
O ivro é constituído de tópicos que abordam desde a origem da profissão até o amadurecimento da mesma, possui algumas imagens mostrando o que foi escrito em cada tópico. Porém, segundo a autora o certo não seria perguntar o que é, e sim o que pensam os assistentes sociais, isso ela faz, contando a história do Serviço Social, suas origens, influências, dificuldades e vitórias. 
Nessa época, a assistência social não era sistemática, havia vagas justificativas religiosas e ideológicas, pois assim resolveriam os problemas sociais pela “reforma dos costumes”. 
As damas de caridade acreditavam que tudo se resolveria com bons conselhos e o poder público não se interessava em assumir os custos da assistência dada a eles, então deixaram para as instituições particulares, em especial as religiosas. 
Nas crises do desenvolvimento das sociedades capitalistas, Mary Richmond uma assistente social norte-americana do início do século XX, escreveu sobre o Serviço Social e como deveria ser exercida, além de mostrar as diferenças entre “assistência social”, caridade, filantropia e o próprio Serviço Social. 
A assistente social passa a ser mais técnico, frio, neutro, com certo distanciamento em relação aos problemas tratados e no desenvolvimento dos métodos. 
No entanto, como o modelo era americano, de países desenvolvidos, certamente não daria certo no Brasil, pois os métodos elaborados em países desenvolvidos não davam certos em subdesenvolvidos. 
Em Intervalo para mudança de cenário: Brasil – de 20 a 30: Questão Social um caso de polícia – caridade e repressão são tratadas a “questão social” dos trabalhadores que não usufruíam de nenhum benefício, da classe operária que trabalhava nas piores condições possíveis. 
Com o surgimento dos movimentos sociais, formaram-se as Sociedades de Resistência e os sindicatos, lutando em defesa do trabalhador, a resposta do Estado em relação às greves e movimentos, foram à violência, repressões policiais, prisões. 
Em Brasil – décadas de 40 a 50: Questão Social – um caso de política, com o desenvolvimento lento das Ligas e com as suas bases materiais e humanas, impulsionam o surgimento das primeiras escolas de Serviço Social, na década de 30, surgindo no Brasil em 1936 (São Paulo) ligado à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. 
Na década de 20 e 30 foi um caso de polícia, mas na década de 40 a 50 não passava de política, nesse período os assistentes sociais deram assistência material, prevenção às famílias dos proletariados, o que não era diferente dos primórdios da profissão; 
Esse mesmo organismo (LBA) foi o mais importante, pois possibilitou a organização e o desenvolvimento da profissão, ademais melhorando a formação técnica dos assistentes sociais, técnicas que ainda se baseavam nos modelos norte-americanos. 
 No tópico O Sonho acabou e o Feijão está caro, o Serviço Social põe os pés no chão, é visto que no começo da década de 70, movimento de reconceituação do Serviço Social não foi realizado, foi então que os princípios da profissão chamaram mais atenção, no que diz em relação a respeitar a pessoa humana, observando os Direitos Humanos elaborados pela ONU. 
Ao dizer que o Serviço Social deita-se no divã do analista, a autora explicita que todos os problemas sociais são jogados nas “costas” da profissão, que não consegue resolver sozinha, sem a colaboração de todos. 
São citadas as atividades que o profissional exerce, a população procura esses serviços, mas não sabe se o serviço é de um assistente social, de um pedagogo ou outro profissional, ou seja, há uma desinformação em respeito à profissão. 
É realçado que os assistentes sociais também pagam impostos, recebem seus salários dos impostos pagos pelo conjunto da sociedade e que seu patrão não é o Estado e sim o contribuinte. 
Não se aprofunda em teorias que regem a profissão, é um ótimo livro para quem está iniciando o curso de Serviço Social ou quem queira saber mais sobre a profissão, pois oferece uma visão geral, uma leitura rápida desde as origens até as lutas pelos devidos reconhecimentos profissionais. 
No início explica que “o Serviço Social é fruto da união da cidade com a indústria”, assim como Marilda Iamamoto realça em Relações Sociais e Serviço Social no Brasil “Serviço Social é um tipo de especialização do trabalho coletivo, situado no interior da divisão sócio técnica do trabalho”. 
“É, portanto, um elemento que participa da reprodução das relações sociais (relações de classe) E do relacionamento contraditório entre as classes fundamentais presentes na realidade social (interesses antagônicos entre o capital e o trabalho)”.