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Leishmania e leishmanioses Profa. Juliana Santos Vetor Flebotomíneos Nas Américas, gênero Lutzomyia sp.; Pequeno, corpo recoberto de cerdas; Voos curtos (em pulos); Aparelho bucal curto; Alimentação por telmatofagia. Reservatórios Roedores silvestres Paca, cotia Edentados Tatus, tamanduá, preguiça Marsupiais Gambás Carnívoros Cães, quatis 1 2 3 4a 4b 5 6 7 8 9 Por que leishmanioses no plural? Leishmaniose Tegumentar Americana Cutânea Mucocutânea Difusa Leishmaniose Visceral Leishmania Tegumentar Americana - Cutânea L. braziliensis (Brasil) Ciclo de infecções de polimorfonucleares + multiplicação de amastigostas Rompimento da célula Novas infecções – quadros inflamatórios com evolução variável Lesão indolor Arrendodada Ovalada Eritematosa Bordas bem elevadas e delimitadas Infecção bacteriana associada Dor local Exsudato seropurulento Leishmania Tegumentar Americana - Cutânea LTA cutânea difusa L. amazonensis Dermotropismo do parasito Tendência à disseminação das lesões cutâneas sem ulceração Evolução relacionada às condições imunológicas Cicatrização das lesões Tendência à regressão espontânea Lenta ou em resposta ao tratamento Cicatriz estrelar e retrátil Diagnóstico - LTA Clínico + Epidemiológico Exame físico (lesões suspeitas) Diagnóstico diferencial Parasitológico Parasito na borda da infecção Diagnóstico - LTA Imunológico Teste de Montenegro Reação intradermorreação ELISA RIFI Cenário cv cv LTA é um problema social? Predominante em homens entre 10 e 55 anos Alcança idade produtiva Maior exposição ao vetor Impacto social e psicológico Doença estigmatizante LTA Controle Tratamento Educação em saúde; Evitar desmatamentos; Construção de casas com distância (500 m) das matas; Medidas de proteção individual. Antimoniato de meglumina (Glucantime) Cardiotóxico, nefrotóxico, doloroso, abscessos, pancreatites Não ocorre cura estéril (em geral) Frequentes recidivas Leishmaniose Visceral L. donovani L. chagasi Leishmaniose visceral – LV (ou calazar) Doença reemergente Nítido processo de transição epidemiológica Aumento da incidência em áreas endêmicas Expansão para o sul do país Franco processo de urbanização LV – agente etiológico Complexo Leishmania donovani L. chagasi (ou L. infantum) Temperatura 37°C Infecção de vísceras e estruturas profundas Patogênese e gravidade Células de Kupffer, SFM do baço, MO e linfonodos Podem infectar células de diversos órgãos Disseminação Período de incubação de 2 a 4 meses Formação de pápula no local da picada Desaparecimento antes dos sintomas Sinais e sintomas - LV Início lento e progressivo Anorexia, palidez, febre Início abrupto Febre alta (contínua ou não) Anemia, leucopenia e plaquetopenia observados e aumentam com o tempo Hiperplasia e hipertrofia do SF – esplenomegalia, hepatomegalia e alterações da MO Desnutrição progressiva – caquexia – óbito em curto ou médio prazo (casos não tratados) LV hiperplasia das células do SFM e dilatação dos sinusoides esplenomegalia hepatomegalia hiperplasia e hipertrofia das células do SFM alterações secundárias renais cutâneas pulmonares linfonodos trato digestório LV - diagnóstico Clínico + epidemiológico Diagnóstico diferencial Esquistossomose, febre amarela, malária, hepatites Parasitológico aspirados Sorológico Suspeita clínica, mas parasitológico negativo: ELISA ou RIFI LV - tratamento 1ª linha: antimoniato de meglumina (Glucantime) 2ª linha: c + anfotericina B + alopurinol Óbito se não diagnosticada a tempo Resistência aos fármacos Recidivas em imunocomprometidos LV – Calazar canino Cão doméstico como principal reservatório urbano; Altamente susceptíveis à infecção; Alto parasitismo cutâneo; Alvo estratégico para o controle da doença em meios urbanos Calazar canino Controle Tratamento Diagnóstico precoce e tratamento dos casos humanos; Tratamento ou eliminação dos reservatórios; Educação e vigilância. Polêmico; Não cura; Recomendação de eutanásia; Pode haver melhora dos sintomas em alguns casos. Espero que a aula tenha sido...