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SDE3552 TEORIA E PRÁTICA DA NATAÇÃO-HISTÓRICO DO NADO PEITO

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Prof. Eduardo Jorge 1 
 
 
 HISTÓRICO DO NADO PEITO 
 
 
O nado de peito clássico pode ter sido a primeira forma que o homem encontrou 
para nadar, pois esta forma de locomoção pode ter sido adquirida através da imitação 
da rã ou do sapo. 
 Algumas correntes pedagógicas da Europa utilizam o nado peito como o primeiro 
nado, porém este nado não representa a forma universal de iniciação da natação. 
Devido à dificuldade de coordenação respiratória, este nado foi executado 
primeiramente de lado, para possibilitar a cabeça fora d'água, facilitando a respiração. 
 Na Grécia e Roma antiga, lendas descrevem ser esta a forma de nado utilizada 
pelos soldados em seus treinamentos, onde eles deveriam atravessar rios carregando 
mochilas na cabeça ou nas costas. O museu de Belas Artes de Paris ostenta uma 
estátua ao nadador grego, em posição de peito. Este provavelmente é o motivo de 
também ser chamado de “clássico”. 
 O estilo empregado no primeiro campeonato de natação realizado em 1837 na 
Inglaterra foi o nado de peito clássico, que era executado de lado e conhecido como 
“braçada inglesa” sendo considerado então o melhor nado livre. Na busca de uma 
forma mais eficiente de nadar, o peito foi decaindo e dando lugar a outros estilos até o 
surgimento do crawl, onde se tornou a forma de nado livre mais rápida conhecida até 
hoje. Embora fosse mais lento do que o crawl, havia interesse na sua permanência e 
por isso foram regulamentadas as provas exclusivas para o nado peito. Até chegar ao 
peito moderno o nado sofreu grandes modificações, onde as alavancas do corpo 
humano passaram a agir com mais eficiência nas superfícies propulsivas. 
 Poucas mudanças ocorreram até 1927, quando aparece o alemão Erich 
Rademacher executando uma braçada fora d’água na finalização de cada piscina, pois 
a regra era omissa neste particular. Ele foi o precursor do borboleta. Os regulamentos 
estavam omissos e o nado se transfigurava por falta de regras estabelecidas. No 
congresso paralelo aos Jogos Olímpicos de 1952 (Helsink), a FINA permitiu um 
movimento simultâneo e sincronizado dos pés no plano vertical, dando origem ao que 
chamamos hoje de "Golfinho". 
 Assim, em 1953, o nado borboleta (denominação do peito clássico com os braços 
fora d'água) foi separado do ortodoxo (que tinha os braços submersos). A partir daí a 
FINA fixou os 4 estilos para a natação competitiva e especificou regras para cada nado. 
 
A TÉCNICA DO NADO PEITO 
 
POSIÇÃO DO CORPO 
Deve ser a mais hidrodinâmica (horizontal) 
possível em relação ao nível da água, para facilitar o 
deslize. Adquire uma posição ligeiramente oblíqua, em 
virtude da flexão do quadril e elevação do tronco. 
 
TRABALHO DE PERNAS 
Partindo da posição estendida, as pernas 
flexionam-se sobre as coxas, com os pés voltados para 
fora. O quadril deverá flexionar-se, o suficiente para não 
permitir que os pés saiam da água, trazendo as coxas 
ligeiramente para baixo e para frente. 
 
 
 Prof. Eduardo Jorge 2 
 
 
Na fase de recuperação da pernada, a flexão do 
quadril não deverá ir além de 90º em relação ao abdome, 
pois criará uma zona de resistência considerável. 
 
 
No momento da flexão das pernas, os joelhos 
devem ficar dirigidos para baixo e ligeiramente afastados 
um do outro, realizando um movimento que se 
assemelha à letra “W”. 
 
 
O efeito propulsivo da pernada se dá pela pressão 
da sola dos pés na água, simulando a ação da pernada do 
sapo. Estendendo-se violentamente para trás, para os 
lados e para baixo, dentro de um movimento circular. O 
ritmo da pernada deve ser realizado de forma lenta na 
flexão e rápida na extensão dos joelhos. 
 
 
TRABALHO DOS BRAÇOS 
 Da posição estendida, os braços entram no apoio, com as mãos voltadas para 
fora e polegares para baixo alguns centímetros abaixo do nível da água. 
 
 
 
 
 A abertura dos braços não deve ser demasiada, 
tomando-se como referência a largura um pouco maior que a 
dos ombros. As mãos devem se posicionar como se fossem 
um prolongamento do antebraço, sem movimentos de punho. 
 Daí partem para a fase propulsiva da braçada num 
movimento de tração. Uma puxada dos braços para baixo e 
para trás, associada de uma flexão de cotovelo, como uma 
forte alavanca. 
Os cotovelos deverão alcançar o ângulo máximo de 90º, 
tendo como limite a linha dos ombros. A tração termina com a 
aproximação dos antebraços na frente do peito, comprimindo 
de forma violenta as moléculas de água. 
 
 
 
 
 Prof. Eduardo Jorge 3 
 
 A recuperação da braçada caracteriza-se pela devolução rápida dos braços à 
frente, iniciando-se com as palmas das mãos se defrontando e terminando com elas 
voltadas para baixo. 
 
 Para um melhor entendimento pode-se dizer então, que o 
desenvolvimento da braçada do nado peito tem um formato de 
um coração invertido. Numa visão frontal, os ombros do nadador 
devem estar alinhados com a superfície da água. 
 
 A respiração do nado de peito é frontal, com flexão e extensão do pescoço, 
executada a partir de uma coordenação de braços e pernas. A cabeça eleva-se na 
fase mais propulsiva da braçada apenas o suficiente para realizar a inspiração. 
Levantar demais a parte superior do tronco tende a abaixar demasiadamente as pernas 
(afundar). A expiração acontece com o rosto submerso durante o deslize 
(Recuperação da braçada). 
 
A coordenação geral começa a partir da 
posição estendida, iniciando-se com o 
movimento de braços um tempo à frente da 
cabeça (respiração) e das pernas, que 
começam logo em seguida. 
 
Ordem de execução dos movimentos do nado 
 
Braçada Respiração Pernada 
 
Após o apoio, inicia-se a puxada dos 
braços e a elevação da cabeça, ao mesmo 
tempo em que as pernas se flexionam. 
Quando as pernas alcançarem o máximo 
de sua flexão, os braços começam a sua 
recuperação ou devolução à frente. No mesmo instante a cabeça volta para baixo e as 
pernas realizam a empurrada para trás, finalizando com o deslize do corpo novamente 
estendido. 
 
Ordem de execução para a aprendizagem do nado 
 
Respiração Braçada Pernada 
 
 
 
 
 
 Prof. Eduardo Jorge Lima 4 
Braçada Filipina 
 
É um recurso específico das provas de peito, capaz de prolongar o deslocamento 
submerso com menor gasto de energia. Caracteriza-se por uma braçada submersa e 
completa até as coxas, realizada após a saída e em cada volta. 
Filipina é um termo usado em ambiente de competição por técnicos e atletas. 
Alguns autores chamam de braçada submersa, porque esse movimento dos braços 
acontece somente quando o corpo do nadador se encontra completamente embaixo 
d’água. Porém, o termo oficial adotado pelas regras da FINA é “braçada completa”. 
Após perder força de deslocamento realiza-se uma puxada para trás, estendendo 
totalmente os braços ao lado do corpo. Quando esta empurrada dos braços é feita com 
muita força, o quadril realiza um movimento vertical resultando numa golfinhada 
involuntária. 
Depois de concluir a braçada submersa (Filipina), os braços iniciam a devolução 
(recuperação) á frente com as mãos bem juntas do corpo para diminuir o atrito, seguido 
de uma pernada de peito para fazer o corpo retornar a superfície numa posição 
totalmente estendida e quando a cabeça romper a linha da água inicia-se a sequência 
de nado completo. 
 
 
 
REGRAS DO NADO PEITO – SW 7 
 
 
 
REGRA SW 7.1 
Após a saída e em cada volta o nadador pode dar uma braçada completa até as 
pernas, durante a qual o nadador pode estar submerso. 
Uma única pernada de borboleta é permitida em qualquer momento antes da 
primeira pernada de peito após a saída e após cada virada. 
A cabeça deve romper a superfície da água antes que as mãos virem para dentro 
na parte mais larga da segunda braçada, ou seja, após a braçada completa (Filipina). 
 
REGRA SW 7.2 
 A partir da primeira braçada após a saída e após cada virada, o corpo do nadador 
deve ser mantidosobre o peito. 
Não é permitido ficar na posição de costas em nenhum momento, exceto quando 
da volta, após o toque na parede, onde é permitido girar de qualquer maneira, contanto 
que quando deixar a parede o corpo deve estar na posição sobre o peito. 
A partir da saída e durante a prova, o ciclo do nado deve ser uma braçada e uma 
pernada nessa ordem e todos os movimentos dos braços devem ser simultâneos, no 
mesmo plano horizontal e sem movimentos alternados. 
 
REGRA SW 7.3 
As mãos devem ser lançadas juntas para frente a partir do peito, abaixo ou sobre 
a água. Os cotovelos deverão estar abaixo da água exceto para a última braçada antes 
da volta, durante a volta e na última braçada antes da chegada. 
As mãos deverão ser trazidas para trás na superfície ou abaixo da superfície da 
água e não podem ir além da linha dos quadris, exceto durante a primeira braçada, 
após a saída e em cada volta. 
 
 Prof. Eduardo Jorge Lima 5 
REGRA SW 7.4 
Durante cada ciclo completo, alguma parte da cabeça do nadador deve quebrar a 
superfície da água. Todos os movimentos das pernas devem ser simultâneos e no 
mesmo plano horizontal sem movimentos alternados. 
 
REGRA SW 7.5 
Os pés devem estar virados para fora durante a parte propulsiva da pernada. Não 
são permitidos movimentos alternados ou pernada de borboleta, exceto o descrito na 
regra SW7.1 
É permitido quebrar a superfície da água com os pés, exceto seguido de uma 
pernada de borboleta para baixo. 
 
REGRA SW 7.6 
Em cada virada e na chegada da prova, o toque deve ser feito com as duas mãos 
separadas e simultaneamente, acima, abaixo ou no nível da água. 
No último ciclo do nado, antes da virada e no final da prova, uma braçada não 
seguida da pernada é permitida. 
A cabeça pode submergir após a última braçada anterior ao toque, contanto que 
quebre a superfície da água em qualquer ponto durante o último completo ou 
incompleto ciclo de braçada anterior ao toque.