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APOSTILA PEDIATRIA COM SUMÁRIO

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PEDIATRIA 
Victoria Chagas 
 
 
 
 
 
 
 
 
TUTORIAIS 
1. Adaptações a vida extrauterina 
2. Amamentação e leite materno 
a. Lactogênese 
b. Composição do leite materno 
3. Puericultura 
a. Orientações na saída da maternidade 
b. Primeira consulta 
c. Reflexos primitivos 
d. Consultas subsequentes 
e. Orientações aos pais 
f. Registros 
g. Desenvolvimento psicomotor 
h. Marcos do desenvolvimento 
i. Puericultura x doenças crônicas 
4. Desnutrição 
5. Obesidade 
6. Atividade física 
7. Adolescência e puberdade 
a. Alterações no organismo 
b. Mudanças hormonais 
8. Mapas mentais 
a. Puericultura 
b. Vacinas ao nascer 
c. Amamentação e composição 
d. Técnica de amamentação 
e. Resumo amamentação 
f. Anamnese 1º consulta 
g. Exame físico 
h. Gráfico peso x idade 
i. Puericultura 2 
 
 
 
 
 
VICTORIA CHAGAS 
PEDIATRIA – TUTORIAIS 
VICTORIA CHAGAS 
 
ADAPTAÇÕES A VIDA EXTRAUTERINA 
 
❖ SISTEMA CARDIOVASCULAR 
 
 O Sistema cardiovascular é o primeiro a se formar. 
 Ao início da 3ª semana de gestação, formam-se os vasos e células sanguíneas, e ao fim da 
3ª semana o coração começa a bater. 
 O coração com 4 câmaras se desenvolve na 4ª e 5ª semana, e ao final do período 
embrionário está completamente desenvolvido 
 
o CIRCULAÇÃO FETOPLACENTÁRIA 
- FORAME OVAL: comunicação entre átrios (E e D) 
- DUCTO VENOSO: comunicação entre fígado (veia umbilical) e veia cava inferior 
- DUCTO ARTERIOSO: comunicação entre aorta e artérias pulmonares 
 
 Uma vez que os pulmões não são funcionantes, e 
que o fígado funcione parcialmente, não é 
necessário que o coração bombeie sangue para os 
pulmões e fígado 
 Sangue oxigenado vai da placenta para veia 
umbilical → no fígado passa para ducto venoso → 
veia cava inferior → mistura com sangue não 
oxigenado → coração → passa do átrio direito para 
esquerdo pelo forame oval → ventrículo esquerdo 
aorta → corpo → artérias umbilicais 
 Parte do sangue que sai do ventrículo direito para 
pulmão encontra muita resistência e retorna para 
átrio esquerdo e ventrículo esquerdo ou passa no 
ducto arterioso → aorta → corpo 
 
o CLAMPEAMENTO DO CORDÃO UMBILICAL 
- Desaparecimento da circulação fetoplacentária 
- Aumento do fluxo sanguíneo pulmonar 
- Fechamento dos shunts fetais 
 
 Aumento da resistência vascular pulmonar pela 
expansão dos pulmões (vasos deixam de estar 
comprimidos) 
 fechamento funcional do forame oval devido aumento da 
pressão atrial esquerda (resposta ao aumento de volume 
sanguíneo) → o anatômico fecha depois 
 Fechamento do ducto arterioso devido esforço respiratório 
→ funcional (14-24 hrs) e anatômico (1-4 meses) 
 Fechamento do ducto venoso → devido contração do ducto 
→ funcional (1-3 hrs) e anatômico (1-2 semanas) 
 
 
 
 
Clampeamento 
 benefício de esperar 
cerca de 3 minutos 
após o nascimento 
- Esperar parar de pulsar 
- Ordenhar para que 
feto receba mais 
sangue (terá mais ferro 
e hemácias) 
VICTORIA CHAGAS 
❖ HEMATOLÓGICAS 
 
 Débito cardíaco ↓ pela perda de sangue, mas ↓ logo depois → 2x maior que no adulto 
 Pressão arterial: 70/50 mmHg → depois de meses vai para 
90/60 mmHg e vai ↑ até normal 
 Redução nos fatores de coagulação 
 Redução na quantidade de plaquetas 
 São formadas poucas hemácias nas primeiras semanas de vida, 
já que o estímulo hipóxico da vida fetal que estimula a 
produção não está mais presente → 6-8 semanas, cai a 
contagem de hemácias, que sobe em torno de mais 2-3 meses. 
 
 
❖ SISTEMA RESPIRATÓRIO 
- Começa a se desenvolver ao redor do 1º mês 
- A partir da endoderme 
- Fica tudo pronto com pelo menos 35 semanas 
- Os alvéolos vão aumentando em número até os 7-8 anos 
 Quando o bebê nasce as paredes dos alvéolos estão colapsadas devido a tensão 
superficial do líquido em seu interior → ocorre troca do líquido por ar atmosférico 
 É preciso mais de 25mmHg de pressão inspiratória negativa nos pulmões para se opor a 
essa tensão superficial e abrir os alvéolos pela primeira vez 
 A surfactante, produzidas pelas células alveolares entre a 24ª e 30ª semanas de gestação, 
reduz a tensão superficial, evitando o colabamento dos alvéolos ao término da expiração 
 As primeiras inspirações do recém-nascido são extremamente potentes, capazes de criar 
até 60mmHg de pressão negativa no espaço intrapleural 
 A segunda respiração é mais fácil, com menor demanda de pressões positivas e negativas 
 Respiração não se normaliza totalmente até cerca de 40 minutos após o nascimento 
 A secreção (líquido pulmonar) vai sair 1/3 na hora do parto e restante vai ser reabsorvida 
pela via linfática e hematológica. 
 Padrão respiratório do RN: 
- Respiração superficial 
- Irregular 
- 30-60rpm 
- Curtos períodos de apneia durante a fase 
REM do sono (<15s) 
- Respiração nasal 
- Movimentos torácico e abdominal 
simultâneos na inspiração 
 
HEMATOPOIESE 
- Período mesoblástico 
(saco vitelínico) 
- Período hepático 
- Período mieloide: a 
partir do 4º mês de 
gestação até o fim da 
vida. 
 
VICTORIA CHAGAS 
❖ RENAIS 
 
 Até o 1º mês de vida, o desenvolvimento ainda não está completo 
 Vida intrauterina → rim funciona só para manter o volume do líquido amniótico 
 Quando nasce, aumenta resistência vascular sistêmica, reduz a resistência vascular renal, 
aumentando o fluxo renal, aumentando a TFG 
 Incapacidade de concentrar e diluir urina 
 95% dos rins urinam nas primeiras 24h 
 O metabolismo do bebê é 2 vezes maior o que significa mais ácido formado → ACIDOSE 
 Predisposição a acidose, desidratação e hiper-hidratação (tomar cuidado) 
 
❖ ENDÓCRINAS 
 
 Devido ao estresse do nascimento, ocorre liberação de catecolaminas (adrenalina e 
noradrenalina) → ↑ DC, ↑contração do miocárdio, libera surfactante, inibe secreção de 
líquido pulmonar, estímulo para lipólise e glicogenólise. 
 
❖ FUNÇÃO HEPÁTICA 
 
 Mal conjugação da bilirrubina nos primeiros dias 
 Formação deficiente de proteínas plasmáticas pelo fígado → 15 a 20% → RN pode 
desenvolver edema hipoproteinêmico (↓proteína ↓concentração → extravasa líquido) 
 Gliconeogênese deficiente → nível de glicose no sangue cai quando ele não está 
alimentado, usando suas reservas de gordura 
 Hiperbilirrubinemia fisiológica → Após o nascimento, o único meio eliminar bilirrubina é por 
seu próprio fígado, contudo, na primeira semana, ainda não funciona. Por isso, a 
concentração de bilirrubina aumenta de 1 mg/dL para aproximadamente 5 mg/dL 
durante os 3 primeiros dias e então volta gradativamente ao normal 
 Eritroblastose fetal → Causa icterícia grave, o bebe herda hemácias Rh-positivas do pai, 
quanto a mãe é Rh-negativa, a mãe fica imunizada contra fato Rh-positivo e seus 
anticorpos destroem as hemácias fetais, liberando quantidades extremas de bilirrubina 
 
❖ TEMPERATURA 
 
 Mecanismos de regulação temperatura permanecem deficientes nos 1ºs dias de vida 
 Muita gordura marrom, que pode aumentar produção de noradrenalina no frio, para agir 
nesses tecidos e fazerem eles mudarem a via para produção de energia 
 
❖ SISTEMA IMUNE 
 
 Imunidade passiva pela amamentação → até 6 meses contra muitas doenças 
 Vérnix caseoso: primeira defesa (isolante térmico, barreira para bactérias ruins) 
 Posteriormente corpo produz anticorpos → atingem níveis normais em 12 meses de vida 
 
AMAMENTAÇÃO E LEITE MATERNO 
 
 Aleitamento materno exclusivo: apenas leite materno, diretamente do peito ou 
ordenhado, podendo também estar recebendo medicamentos, vitaminas ou minerais 
 Aleitamento materno predominante: recebe predominantemente o leite materno e outros 
líquidos, como água, chá ou suco 
 Aleitamento materno complementado: Criança recebe leite materno e outros alimentos. 
 Aleitamento materno misto: Criança recebe leite materno e outros tipos de leite. 
 Aleitamento materno: recebe leite materno