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Aprendizagem e metodologias

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CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI 
 
 
 
 
 
 
APRENDIZAGEM E METODOLOGIAS EM 
RELAÇÃO AOS SUJEITOS COM ALTAS 
HABILIDADES 
 
 
 
 
 
 
 
GUARULHOS - SP 
 
 
 
SUMÁRIO 
1 COMPREENDENDO O CONCEITO, CARACTERISTÍCAS E INCIDÊNCIA DE 
ALTAS HABILIDADES / SUPERDOTAÇÃO ............................................................... 2 
2 IDENTIFICAÇÃO DA PESSOA COM ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO .. 4 
2.1 Teoria das inteligências múltiplas.........................................................................5 
2.2 Modelo dos três anéis de Renzulli.......................................................................6 
2.3 Guia de observação de crianças dotadas e talentosas........................................8 
3 ALTAS HABILIDADES/ SUPERDOTAÇÃO, TALENTO E GENIALIDADE ........... 11 
4 SONDAGEM, PRECOCIDADE, IDENTIFICAÇÃO E PROGRAMAS DE 
ENRIQUECIMENTO ................................................................................................. 18 
4.1 Aceleração/avanço ............................................................................................ 25 
5 UMA APROXIMAÇÃO CONSTRUTIVISTA À ANALISE E COMPREENSÃO DO 
DESENVOLVIMENTO DA INTELIGÊNCIA EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM 
ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO ............................................................... 27 
6 ALUNOS COM ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO NO CONTEXTO DA 
EDUCAÇÃO INCLUSIVA .......................................................................................... 42 
7 ALUNOS COM ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO: ARTICULAÇÃO 
ENTRE O ENSINO COMUM E O ATENDIMENTO EDUCACIONAL 
ESPECIALIZADO.......................................................................................................46 
8 BIBLIOGRAFIA BÁSICA ....................................................................................... 53 
 
 
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1 COMPREENDENDO O CONCEITO, CARACTERISTÍCAS E INCIDÊNCIA DE 
ALTAS HABILIDADES / SUPERDOTAÇÃO 
Conceito 
 
No Brasil, existe uma diversidade de termos propostos para definir a nomenclatura 
utilizada para esses alunos, a saber: altas habilidades/superdotação, precoce, 
prodígio, genialidade, dotação e talento. Segundo Virgolim (2007), os documentos 
oficiais utilizam a terminologia AH/SD, os quais ressaltam que a superdotação pode 
ocorrer em diversas áreas do conhecimento humano, seja intelectual, social, artística, 
entre outras, em um continuum de habilidades, em sujeitos com diferentes níveis de 
talento, motivação e conhecimento. 
Conforme a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação 
Inclusiva de 2008, os alunos com AH/SD são aqueles que: 
[...] demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, 
isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmicas, liderança, psicomotricidade 
e artes. Também apresentam elevada criatividade, grande envolvimento na 
aprendizagem, realização de tarefas em áreas de seu interesse (BRASIL, 
2008, p. 15). 
Já no documento da Secretária de Educação do Estado de São Paulo, temos que: 
Superdotação: Superdotado é o indivíduo que demonstra desempenho 
superior ao de seus pares em uma ou mais das seguintes áreas: habilidade 
acadêmica motora ou artística, criatividade ou liderança. Altas Habilidades: 
Habilidade acima da média em um ou mais domínios: intelectual, das 
relações afetivas e sociais, das produções criativas, esportivas e 
psicomotoras (SÃO PAULO, 2008, p. 15). 
Como pode ser visto nos documentos oficiais, os alunos com AH/SD são 
público-alvo da educação especial e fazem parte de um rol de minorias que 
necessitam de uma reorganização do ensino, considerando suas especificidades, 
para que sua escolarização seja adequada e promova seu desenvolvimento global de 
forma plena. Na Política Nacional de Educação Especial de 2008, está explicitado que 
o aluno com AH/SD têm direito ao Atendimento Educacional Especializado (AEE) para 
a suplementação dos conteúdos aprendidos na sala de aula. 
 
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No entanto, esse atendimento destinado a essa clientela é quase inexistente 
em nosso sistema educacional. Embasado em Delpretto (2010), os objetivos dos 
serviços AEE são: maximizar a participação do aluno na classe comum do ensino 
regular, beneficiando-se da interação no contexto escolar; potencializar a(s) 
habilidade(s) demonstrada(s) pelo aluno, por meio do enriquecimento curricular 
previsto no plano de desenvolvimento individual; expandir o acesso do aluno a 
recursos de tecnologias, materiais pedagógicos e bibliográficos de sua área de 
interesse; promover a participação do aluno com atividades voltadas para a prática da 
pesquisa e desenvolvimento de produtos; e estimular a proposição e o 
desenvolvimento de projetos de trabalho no âmbito da escola, com temáticas 
diversificadas, como por exemplo, artes, esporte, ciências. 
 
 
Fonte: unespnead.blogspot.com 
Características 
 
De acordo com Ourofino e Guimarães (2007), existem várias listas de 
características próprias dos alunos com AH/SD, a mais conhecida foi divulgada pelos 
Saberes e Práticas da Inclusão (BRASIL, 2006a), a qual aponta que os alunos com 
AH/SD são aqueles com: alto grau de curiosidade; boa memória; atenção 
concentrada; persistência; independência e autonomia; interesse por áreas e tópicos 
diversos; facilidade de aprendizagem; criatividade e imaginação; iniciativa; liderança; 
 
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vocabulário avançado para a sua idade cronológica; riqueza de expressão verbal 
(elaboração e fluência de ideias); facilidade para interagir com crianças mais velhas 
ou com adultos; habilidade para lidar com ideias abstratas; habilidade para perceber 
discrepâncias entre ideias e pontos de vista; interesse por livros e outras fontes de 
conhecimentos; alto nível de energia; preferências por situações/objetos novos; senso 
de humor; e originalidade para resolver problemas. Vale ressaltar que nem todos os 
alunos vão apresentar todas as características aqui listadas, sendo algumas mais 
comuns de uma área do que de outras. 
 
Incidência 
 
Estudos estatísticos, segundo Guenther (2006a), indicam que de 3 a 5% da 
população apresentam potencial acima da média, em diferentes contextos sociais. 
Assim, para Guenther (2006a), cerca de 3% dos indivíduos possuem capacidade 
elevada considerando a lei das probabilidades, no entanto, esses talentos, na maioria 
das vezes, são perdidos ou danificados em virtude da falta de identificação e de ações 
pedagógicas voltadas para o atendimento de suas necessidades. 
Freitas e Pérez (2012) apontam que o Brasil tem mais de 2,5 milhões de alunos 
com AH/SD matriculados nas escolas de Ensino Fundamental e Médio de acordo com 
estimativas da Organização Mundial da Saúde (3,5-5%). Porém, a falta de 
identificação desses indivíduos na escola impede a organização de ações voltadas 
para suas especificidades. De acordo com Guenther (2006b, p. 31): “Existe farta 
evidência de que a capacidade e talento humano se desenvolvem, e se expressam 
em produção superior, desde que o potencial seja identificado, estimulado, 
acompanhado e orientado”. 
 
2 IDENTIFICAÇÃO DA PESSOA COM ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO 
A identificação e a avaliação do aluno com AH/SD ainda é um desafio para os 
profissionais pelos seguintes motivos: 1) falta de uma cultura de identificação; 2) falta 
de conhecimento suficiente por parte dos profissionais da escola para identificação; 
 
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3) falta de avaliação/identificação de interesses; e 4) falta de buscar parcerias com 
entidades especializadas e voluntariado. 
De acordo com a literatura específica da área, os instrumentos de identificação 
mais utilizados nos programas de atendimento aos alunos com AH/SD têm sido: testes 
psicométricos; escalas de características; avaliação do desempenho; questionários; 
observação direta do comportamento; entrevistas com a família e professores, dentre 
outros. 
Estudiosos da área sugerem que uma combinação desses instrumentos poderá 
assegurar um maior número