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Curso de biomecânica aplicada na prescrição clínica do

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Curso de biomecânica aplicada na prescrição clínica do exercício
O QUE É O EXERCÍCIO?
Um treinamento planejado e sistemático que busca RESTAURAR ou PROMOVER saúde
Quem é Tom Purvis? 
Fisioterapeuta e fisiculturista, especialista em biomecânica, fundou o RTS em 1996 e possui turmas em mais de 12 países. Pesquisa a origem de termos e concepções comuns da biomecânica. 
Concepções comuns que estão erradas:
Braço do momento é igual a braço de alavanca;
Eixos e planos são finitos e englobam todos os movimentos;
Conceitos de abdução/adução, flexão/extensão, rotação interna/externa; 
Cadeias cinéticas abertas (sem superfície distal) e cadeias cinéticas fechadas (com superfície distal);
Apenas as fibras musculares são responsáveis pela capacidade contrátil;
EXERCÍCIO BASEADO NO CLIENTE:
1 – Quem é o cliente?
Estrutura, capacidade física, cognitiva e emocional, ocupação
2 – Qual seu objetivo?
Satélite: o grande objetivo, meta
Objetivo Desse Exercício: por que este exercício me ajudará a chegar na meta?
3 – O que ele tem como recurso?
Articular, muscular, neurológico, ósseo, ligamentar
4 – Quanto desse recurso ele controla e usa efetivamente?
5 – O que ele é capaz de tolerar?
Sistêmica ou local
EQUAÇÃO DO EXERCÍCIO:
Mov + Pos + Res + Int
Esf + Tempo e frequência
A
Movimento → limitado pelos graus de liberdade, estabilização, planos, eixos
Posição → limitado pela restrição, parte móvel e imóvel 
Resistência → depende do suporte para parte imóvel, tipos (gravitacional, carga, elástico)
Intenção → modifica todos os outros aspectos, isolamento, ativação de m. acessória, dificultar
Superfícies instáveis não são indicadas para treino de força, pois reação de desequilíbrio gera menos tensão **
O que é o Continuum funcional?
Função
Coordenação entre funções internas (de partes) que integram um todo, com objetivo e finalidade
Performance
Desempenho de uma função, pode ser mensurada ou não
Interna: resultado da interação entre funções articulares, musculares e neurológicas (depende de ADM, tensão muscular e propriocepção) (Recurso)
Externa: resultado externo da boa performance interna, mensurada (Controle)
Movimento 
Resultado da interação entre músculo e resistência, um não existe sem o outro (orquestração secundária é necessária para que ocorra)
CONTINUUM FUNCIONAL é a soma de uma performance interna satisfatória e de uma performance externa satisfatória
O QUE É A ORQUESTRAÇÃO?
Organização da coordenação muscular dentro de um cenário mecânico
É a interferência subconsciente neural no exercício, ativada por simples mecanismo cerebral ou quando alguns dos componentes necessários para aquele movimento não está apto o suficiente
Cérebro sempre busca diminuir resistência, redistribuindo-a**
Depende do:
Estado dos componentes
Integridade das estruturas de monitoramento
Resistência aplicada
Eficácia → executar movimento de forma bem sucedida
Eficiência → executar movimento da forma mais rápida, econômica e bem sucedida
EXERCÍCIO BASEADO NO CLIENTE
5 PERGUNTAS NORTEADORAS
PERFORMANCE INTERNA
ATIVIDADE FUNCIONAL
PERFORMANCE EXTERNA
CONTINUUM FUNCIONAL
melhorado pelo EXERCÍCIO
EQUAÇÃO DO EXERCÍCIO
submetidos à ORQUESTRAÇÃO
O que é a força?
É representada por um vetor com direção, magnitude e ponto de aplicação
RESULTANTE
É o resultado da aplicação de múltiplas forças sobre um objetivo, sendo que a força aplicada nunca é a mesma da resultante, é sempre proporcional à magnitude das forças envolvidas
Músculo é uma resultante de todas suas fibras **
FORÇAS INVISÍVEIS SEMPRE PRESENTES:
Gravidade e atrito (em segurar a superfície ou manter membros no local correto)
ÂNGULO
Carga se distrubui com o ângulo, quanto ↑â entre as forças aplicadas, ↓ força resultante e quanto ↓â das forças aplicadas, ↑ força resultante
REGRAS DA RESULTANTE
Identificar as duas forças agindo sobre a articulação
Ligar rabo com rabo
Espelhar proporcionalmente
Traçar resultante
COMO AUMENTAR A FORÇA? 
Somando ou diminuindo o ângulo
COMO DIMINUIR A FORÇA?
Subtraindo ou aumentando o ângulo
EXEMPLO CLÍNICO:
Por que o agachamento sobrecarrega a articulação patelo-femural?
Pois o ângulo entre as articulações vai diminuindo cada vez mais, proporcionalmente à força resultante sobre a articulação patelo-femural
Resolução: diminuir uma das forças do QDCPS ou musc anterior da perna
Mecânica articular
ARTICULAÇÃO
É o centro do cabo de guerra das forças aplicadas, é limitada pelo seu grau de liberdade (deve ser respeitado). 
Portanto, deve ser mais forte do que ambas as forças. 
Sempre priorizar a congruência fisiológica da articulação, não incentive movimentos que a articulação não faça ou tenha graus limitados de liberdade
SISTEMA PLANAR
Eixos limitam o plano
Planos determinam os movimentos
Mas alguns movimentos diagnonais passar pelos três planos
Não podem ser triplanares pois não são limitados por 3 eixos ao mesmo tempo
Efeitos sobre estrutura contrátil (musculo) são temporários, sobre estruturas de suporte não ** Vale a pena sacrificar articulação por performance muscular?
MECÂNICA MUSCULAR
MÚSCULO FUNCIONA
Na interação entre torque da resistência x torque muscular, que pode ceder ou sustentar a força aplicada
CURVA DA FORÇA
Ocorre pela encurtamento ideal da actina e miosina, portanto quando alcança nível ideal é onde há mais força (torque muscular)
CONTRAÇÃO SÓ OCORRE
Porque há um pequeno braço de momento entre o tendão e a articulação (eixo)
Quanto mais articulações envolvidas, ↓ capacidade de isolar músculo **
torque
BRAÇO DE ALAVANCA
É a distância do eixo e do ponto de aplicação da força
BRAÇO DE MOMENTO
É a menor distância entre eixo e linha de aplicação da força, deve cruzar E e se ligar a LDF
TORQUE
É a força x braço de momento 
Por definição, é uma força aplicada a um objetivo com intuito de torcê-lo/rotacioná-lo
Numa situação de movimento muscular, é sempre um resultado do torque da resistência vs torque do músculo
Varia de acordo com a amplitude
Em graus nos quais a linha de força atravessa o eixo, não há braço de momento e portanto não há torque;
Porém há impacto em outras articulações proximais
DISTRIBUIÇÃO DA RESISTÊNCIA
Ocorre de acordo com o braço de momento que determina o torque. Quanto maior o braço de momento, maior a dificuldade em realizar o movimento (↑ torque muscular)
MANIPULAÇÃO 
Da linha de força e eixo pode privilegiar mais uma musculatura do que outra
EXEMPLO CLÍNICO
Agachamento com barra elevada
Posicionamento de resistência pode ser manipulado para exigir mais de um músculo do que de outro
BM de quadril e qdcps são quase iguais
BM de quadril é maior do que de qdcps
Vantagem mecânica/manipulação vem sempre da modificação do BM, não do BA**
R próxima do E = ↑ torque muscular, ↓ torque resistência
R distante do E = ↓ torque muscular, ↑ torque resistência