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Livro Eletrônico
Aula 04
Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos p/ SEE-MG (Professor Todas as Áreas)
Professor: Greisi Goulart
03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro
Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG 
Professor ʹ todas as áreas 
Prof.ª Greisi Goulart 
Aula 04 
 
 
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APRESENTAÇÃO DO TEMA 
 
 
 
 
 
Seja bem-vindo (a) à Aula 04 do Curso de Conhecimentos Didáticos-
Pedagógicos SEE-MG, especialmente dedicado ao cargo de Professor 
(todas as áreas). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Não deixe de acompanhar as novidades no canal do 
aluno, por meio das nossas respostas no fórum de dúvidas e 
dos nossos possíveis recados gerais com dicas 
complementares, até a data da prova. 
 
 
 
AULA 04 
 
X - A Educação das Relações Étnico-Raciais e a 
Década Internacional dos Povos Afrodescendentes. 
 
 
 
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APRESENTAÇÃO DA AULA 04 
 
 
Assim como ocorrerá com as demais aulas deste curso, esta aula possui 
um formato predominantemente teórico, conceitual e analítico. 
A aula 04 abordará o seguinte item constante no tópico IX 
(Conhecimentos Pedagógicos), que será exigido para o cargo de Professor 
(todas as áreas): 
 
 “A Educação das Relações Étnico-Raciais e a Década 
Internacional dos Povos Afrodescendentes”. 
 
Organizamos esta aula de forma esquemática, com alguns tópicos de 
destaque (itens e conceitos que consideramos mais relevantes) para facilitar o 
entendimento do assunto. Claro que, os temas que serão cobrados na prova, 
da forma que foram elencados no Edital, são um tanto abstratos e muito 
abrangentes, permitindo que a banca exija muitos conteúdos relacionados. 
Assim, seria impossível termos a pretensão de esgotar os temas 
relacionados a este item, neste sentido, focaremos nos temas cuja intuição 
indica como necessários à resolução das possíveis questões da prova vindoura. 
No estudo desta aula, é necessário que você mantenha a “mente aberta”, 
pois entraremos num conteúdo teórico associado às ciências sociais e 
humanas, onde nem sempre existem conceitos únicos, nem respostas únicas 
aos problemas apresentados. 
 
“Os únicos limites da sua mente são aqueles que você 
acredita ter” 
Autor desconhecido 
 
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IMPORTANTE: Este curso não se trata de um curso integralmente 
desenvolvido em videoaulas, pelo contrário, as videoaulas que poderão vir a 
ser disponibilizadas servem como complemento às aulas escritas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Observação importante: Além das aulas em PDF, 
estaremos disponíveis para retirar dúvidas dos alunos 
matriculados, por meio do fórum virtual, e, sempre que 
entender necessário, disponibilizaremos materiais extras 
aos matriculados, visando contribuir neste processo de 
preparação para a prova. 
Observação importante II: este curso é protegido por 
direitos autorais (copyright), nos termos da Lei 9.610/98, 
que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos 
autorais e dá outras providências. 
 
Grupos de rateio e pirataria são clandestinos, violam a lei 
e prejudicam os professores que elaboram os cursos. 
Valorize o trabalho de nossa equipe adquirindo os cursos 
honestamente através do site Estratégia Concursos. 
 
 
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A Educação das Relações Étnico-
Raciais e a Década Internacional dos 
Povos Afrodescendentes 
 
 
Na aula passada estudamos “A Educação das Relações Étnico-Raciais”. 
Nesta aula, daremos continuidade ao tema, estudando em mais detalhes a 
“Década Internacional dos Povos Afrodescendentes”. Ao final, faremos 
exercícios que abordarão assuntos abordados nas duas aulas. Vamos ao 
trabalho! 
 
A Educação das Relações Étnico-Raciais e a 
Década Internacional dos Povos 
Afrodescendentes 
 
De acordo com a ONU, existem aproximadamente 200 milhões de 
pessoas vivendo nas Américas que se identificam como afrodescendentes. 
Além desses, diversos outros afrodescendentes vivem fora do continente 
africano. 
Independentemente de estarem fora da África por serem descendentes 
das vítimas do tráfico de escravos ou por serem migrantes mais recentes, 
os afrodescendentes constituem alguns dos grupos mais pobres e 
marginalizados. A ONU aponta que uma série de estudos e pesquisas de 
órgãos nacionais e internacionais demonstram que essas pessoas ainda 
têm acesso limitado a educação de qualidade, serviços de saúde, moradia e 
segurança. 
Muitas vezes pouco reconhecimento e respeito são dados aos esforços 
das pessoas de ascendência africana para buscar compensação por sua 
condição atual. Todos eles são, com frequência, vítimas de discriminação 
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perante a justiça, enfrentam alarmantes índices de violência policial e 
discriminação racial. 
Além disso, a ONU aponta que o grau de participação política dos 
afrodescendentes é baixo, seja na votação seja na ocupação de cargos 
políticos. 
Adicionalmente, os afrodescendentes podem sofrer de múltiplas 
formas de discriminação baseadas em outros critérios relacionados, como 
idade, sexo, idioma, religião, opinião política ou outra, classe social, 
incapacidade, origem ou outros. 
Por tudo isto, a promoção e proteção dos direitos humanos de 
afrodescendentes tem sido uma prioridade para as Nações Unidas. A 
Declaração de Durban e Programa de Ação, que foram firmados em 2001, 
na Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a 
Xenofobia e a Intolerância Relacionada em Durban, África do Sul, e 
revisados em 2009, reconhecem que afrodescendentes foram vítimas de 
escravidão, do tráfico de escravos e do colonialismo, e continuam sendo 
vítimas das consequências. 
O processo de Durban deu visibilidade aos afrodescendentes e 
contribuiu para um avanço significativo na promoção e proteção de seus 
direitos, como resultado de ações concretas tomadas pelos Estados, pela 
ONU, por outras organizações internacionais e regionais e pela sociedade 
civil. 
Ainda assim, apesar de avanços originais, o racismo e a discriminação 
racial, sejam diretos ou indiretos, velados ou manifestos, de fato ou de 
direito, continuam a se revelar nas desigualdades e desvantagens. 
Em 2013, foi proclamado pela resolução 68/237 que o período de 2015 
a 2024 seria reconhecida como a Década Internacional de 
Afrodescendentes da Assembleia Geral, proporcionando uma estrutura 
sólida para as Nações Unidas, os Estados-membros, a sociedade civil e 
todos os outros atores relevantes para tomar medidas eficazes para a 
implementação do programa de atividades voltado para o espírito de 
reconhecimento, justiça e desenvolvimento. 
Segundo a ONU, o período também será uma oportunidade única de 
apoiar o Ano Internacional de Povos Afrodescendentes, comemorado pela 
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comunidade internacional em 2011, além de destacar a importante 
contribuição dada pelos afrodescendentes para todas as sociedades e 
propor ações concretas para promover a sua efetiva inclusão, o combate ao 
racismo, à discriminação racial, à xenofobia e à intolerância. 
Fonte: http://decada-afro-onu.org/background.shtml, com adaptações 
 
Agora vamos ver a Proclamação da Década Internacional de Povos 
Afrodescendentes na íntegra, já que se trata de um documento pequeno. 
 
Eliminação do racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerâncias 
correlatas: a implementação completa da Declaração e do Programa de 
Ação de Durban. 
Projeto de resolução apresentado pelo Presidente da Assembleia Geral. 
 
A Declaração fará referência a uma série de outras declarações/ 
normas/ regulamentos. Não se preocupe com elas. Preocupe-se com o 
conteúdo em si da Declaração, em especial, com os conteúdos destacados. 
 
Proclamação da Década Internacional de Povos 
Afrodescendentes 
 
A Assembleia Geral, 
Lembrando sua resolução 52/111 de 12 de dezembro de 1997, 
pela qual se decidiu convocar a Conferência Mundial contra o 
Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Intolerâncias 
Correlatas, e suas resoluções 56/266 de 27 de março de 2002, 
57/195 de 18 de dezembro de 2002, 58/160 de 22 de dezembro de 
2003, 59/177 de 20 de dezembro de 2004 e 60/144 de 16 de 
dezembro de 2005, que orientaram o abrangente seguimento da 
Conferência Mundial e a implementação efetiva da Declaração e 
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Programa de Ação de Durban, 
Reiterando que todos os seres humanos nascem livres e 
iguais em dignidade e direitos e têm o potencial de contribuir 
construtivamente para o desenvolvimento e o bem-estar de suas 
sociedades, e que qualquer doutrina de superioridade racial é 
cientificamente falsa, moralmente condenável, socialmente injusta 
e perigosa e deve ser rejeitada, juntamente com teorias que tentam 
determinar a existência de raças humanas distintas, 
Reconhecendo os esforços e as iniciativas empreendidas pelos 
Estados para proibir a discriminação e a segregação para gerar o 
pleno desfrute dos direitos econômicos, sociais e culturais, bem como 
civis e políticos, 
Enfatizando que, apesar dos esforços nesse sentido, 
milhões de seres humanos continuam sendo vítimas de 
racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerâncias 
correlatas, inclusive suas manifestações contemporâneas, algumas 
das quais tomam formas violentas, 
Enfatizando sua resolução 64/169 de 18 de dezembro de 2009, 
que proclama 2011 como o Ano Internacional de Povos 
Afrodescendentes, 
 Lembrando suas resoluções 3057 (XXVIII) de 02 de novembro 
de 1973, 38/14 de 22 de novembro de 1983 e 48/91 de 20 de 
dezembro de 1993, que proclamam as três Décadas de Combate ao 
Racismo e à Discriminação Racial, e consciente do fato de que seus 
objetivos ainda estão para ser alcançados, 
Sublinhando sua resolução 67/155 de 20 de dezembro de 2012, 
pela qual solicitou ao presidente da Assembleia Geral, em consulta 
com os Estados-membros, os programas e organizações pertinentes 
das Nações Unidas e a sociedade civil, incluindo as organizações não 
governamentais, o lançamento de uma consulta informal no processo 
preparatório para a proclamação da Década Internacional de 
Povos Afrodescendentes, com o tema “Povos afrodescendentes: 
reconhecimento, justiça e desenvolvimento”, com vista à 
proclamação da Década Internacional em 2013, 
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Lembrando o parágrafo 61 de sua resolução 66/144 de 19 de 
dezembro de 2011, pelo qual se encoraja o Grupo de Trabalho de 
Especialistas sobre Povos Afrodescendentes a desenvolver um 
programa de ação, incluindo um tema, para aprovação pelo Conselho 
de Direitos Humanos, e neste sentido toma nota da resolução 21/33 
de 28 de setembro de 2012 do Conselho de Direitos Humanos, na 
qual o Conselho elogiou o projeto do programa de ação para a 
Década de Povos Afrodescendentes e decidiu encaminhá-lo à 
Assembleia Geral, com vista à sua adoção, 
Tomando nota com satisfação do trabalho realizado pelo Grupo 
de Trabalho de Especialistas sobre Povos Afrodescendentes na 
produção de um projeto de programa de ação que é abrangente e 
cobre uma ampla gama de áreas que poderiam servir como um 
quadro amplo para o programa de ação para a Década Internacional 
de Povos Afrodescendentes, bem como o relatório do secretário-geral 
sobre como tornar a Década Internacional de Povos Afrodescendentes 
eficaz,2 
1. Decide proclamar a Década Internacional de Povos 
Afrodescendentes, com início em 1 de janeiro de 2015 e final 
em 31 de dezembro de 2024, com o tema “Povos 
afrodescendentes: reconhecimento, justiça e 
desenvolvimento”, a ser lançada oficialmente logo após o debate 
geral da sexagésima nona sessão da Assembleia Geral; 
2. Solicita ao presidente da Assembleia Geral, através do 
facilitador, para continuar as consultas com os Estados-membros da 
Assembleia Geral e outros interessados, tendo em vista a elaboração 
de um programa para a implementação da Década Internacional de 
Povos Afrodescendentes, com um projeto de programa desenvolvido 
pelo Grupo de Trabalho Intergovernamental sobre a Implementação 
efetiva da Declaração e Programa de Ação de Durban, para ser 
finalizado e adotado durante a sexagésima oitava sessão da 
Assembleia Geral e, o mais tardar, até 30 de junho de 2014; 
3. Solicita a atribuição de financiamento do orçamento regular e 
de recursos extraorçamentários da Organização das Nações Unidas 
para a efetiva implementação do programa de ação e atividades no 
âmbito da Década Internacional de Povos Afrodescendentes. 
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Programa de Atividades para a Implementação da 
Década Internacional de Afrodescendentes 
 
A Assembleia Geral da ONU proclamou o período entre 2015 e 2024 
como a Década Internacional de Afrodescendentes (resolução 68/237) 
citando a necessidade de reforçar a cooperação nacional, regional e 
internacional em relação ao pleno aproveitamento dos direitos econômicos, 
sociais, culturais, civis e políticos de pessoas de afrodescendentes, bem 
como sua participação plena e igualitária em todos os aspectos da 
sociedade. 
Tal como foi proclamada pela Assembleia Geral, o tema para a Década 
Internacional de Afrodescendentes é “reconhecimento, justiça e 
desenvolvimento”. 
• Objetivos da Década 
Os principais objetivos da Década Internacional são: 
• Promover o respeito, proteção e cumprimento de todos os direitos 
humanos e liberdades fundamentais das pessoas afrodescendentes, 
como reconhecido na Declaração Universal dos Direitos Humanos; 
• Promover um maior conhecimento e respeito pelo patrimônio 
diversificado, a cultura e a contribuição de afrodescendentes para o 
desenvolvimento das sociedades; 
• Adotar e reforçar os quadros jurídicos nacionais, regionais e 
internacionais de acordo com a Declaração e Programa de Ação de 
Durban e da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as 
Formas de Discriminação Racial, bem como assegurar a sua plena e 
efetiva implementação. 
• Implementação do Programa de AtividadesA implementação do Programa de Atividades da Década Internacional 
de Afrodescendentes, que foi aprovado pela Assembleia Geral, deve ser 
implementado em vários níveis. 
Em nível nacional, os Estados devem tomar medidas concretas e 
práticas por meio da adoção e efetiva implementação, nacional e 
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internacional, de quadros jurídicos, políticas e programas de combate ao 
racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata 
enfrentados por afrodescendentes, tendo em conta a situação particular 
das mulheres, meninas e jovens do sexo masculino nas seguintes 
atividades: 
✓ Reconhecimento 
✓ Justiça 
✓ Desenvolvimento 
✓ Discriminação múltipla ou agravada 
Nos níveis regional e internacional, a comunidade internacional e 
as organizações internacionais e regionais são chamadas para, entre outras 
coisas, sensibilizar e disseminar a Declaração e Programa de Ação de 
Durban e a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as 
Formas de Discriminação Racial, ajudar os Estados na implementação plena 
e efetiva de seus compromissos no âmbito da Declaração e Programa de 
Ação de Durban, recolher dados estatísticos, incorporar os direitos 
humanos nos programas de desenvolvimento e honrar e preservar a 
memória histórica de pessoas afrodescendentes. 
Há também uma série de passos e medidas a serem tomadas 
pela Assembleia Geral da ONU, incluindo a nomeação do Alto Comissariado 
das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) para atuar como 
coordenador da Década, a criação de um fórum para servir como um 
mecanismo de consulta, a convocação de uma avaliação final da década, 
bem como garantir a conclusão da construção e da inauguração, antes da 
revisão intercalar em 2020, de um memorial permanente na sede da ONU 
em homenagem à memória das vítimas da escravidão e do tráfico 
transatlântico de escravos. 
 
 
 
 
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INFORMAÇÕES IMPORTANTES 
2011 – Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes 
1/1/2015 a 31/12/2024 – Década Internacional de Afrodescendentes 
A Década Internacional de Afrodescendentes foi declarada na 69ª sessão 
de Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas - ONU 
O tema da Década Internacional de Afrodescendentes é “reconhecimento, 
justiça e desenvolvimento”. 
Os principais objetivos da Década Internacional são: 
• Promover o respeito, proteção e cumprimento de todos os direitos 
humanos e liberdades fundamentais das pessoas afrodescendentes, 
como reconhecido na Declaração Universal dos Direitos Humanos; 
• Promover um maior conhecimento e respeito pelo patrimônio 
diversificado, a cultura e a contribuição de afrodescendentes para o 
desenvolvimento das sociedades; 
• Adotar e reforçar os quadros jurídicos nacionais, regionais e 
internacionais de acordo com a Declaração e Programa de Ação de 
Durban e da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as 
Formas de Discriminação Racial, bem como assegurar a sua plena e 
efetiva implementação. 
• Implementação do Programa de Atividades 
Em nível nacional, os Estados devem tomar medidas concretas 
relacionadas ao (à): 
• Reconhecimento 
• Justiça 
• Desenvolvimento 
• Discriminação múltipla ou agravada 
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Nos níveis regional e internacional, a comunidade internacional e as 
organizações internacionais e regionais são chamadas para, entre outras 
coisas: 
• sensibilizar e disseminar a Declaração e Programa de Ação de Durban 
e a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas 
de Discriminação Racial, 
• ajudar os Estados na implementação plena e efetiva de seus 
compromissos no âmbito da Declaração e Programa de Ação de 
Durban, 
• recolher dados estatísticos, incorporar os direitos humanos nos 
programas de desenvolvimento e 
• honrar e preservar a memória histórica de pessoas afrodescendentes. 
 
Agora vamos ver a Convenção Internacional sobre a Eliminação de 
Todas as Formas de Discriminação Racial, conteúdo que complementa o 
estudo da educação para as relações étnico-raciais. O texto que trouxemos 
é importante porque se trata de uma referência explícita do seu Edital e, de 
fato, tem relação direta com os temas estudados. Também veremos a 
convenção na íntegra, fazendo destaques para as partes mais relevantes. 
Observação: 
Quando colocamos textos na íntegra, nosso objetivo maior é facilitar a sua 
assimilação do conteúdo. Não se preocupe em decorar, preocupe-se em 
entender a ideia e busque memorizar apenas aquilo a que damos destaque. 
A resolução de questões de diversas bancas também ajuda a focar no que 
os avaliadores costumam cobrar. Mas, ainda assim, a leitura de toda aula é 
importante, pois embora haja uma tendência mostrada nas questões, 
sempre há algumas inovações e precisamos estar preparados para elas. ٚ 
Voltando... 
 
 
Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas 
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as Formas de Discriminação Racial 
Adotada pela Resolução n.º 2.106-A da Assembleia das Nações 
Unidas, em 21 de dezembro de 1965. Aprovada pelo Decreto Legislativo 
n.º 23, de 21.6.1967. Ratificada pelo Brasil em 27 de março de 1968. 
Entrou em vigor no Brasil em 4.1.1969. Promulgada pelo Decreto n.º 
65.810, de 8.12.1969. Publicada no D.O. de 10.12.1969 
 
Atenção: esta convenção foi adotada pela ONU em 1965 e 
ratificada pelo Brasil em 1968, entrando em vigor em 1969. 
 
Os Estados Membros na presente Convenção, 
Considerando que a Carta das Nações Unidas baseia-se em princípios 
de dignidade e igualdade inerentes a todos os serres humanos, e 
que todos os Estados Membros comprometem-se a tomar medidas 
separadas e conjuntas, em cooperação com a Organização, para a 
consecução de um dos propósitos das Nações Unidas, que é promover e 
encorajar o respeito universal e a observância dos direitos 
humanos e das liberdades fundamentais para todos sem 
discriminação de raça, sexo, idioma ou religião. 
O Brasil é um Estado Membro da ONU, portanto também se 
comprometeu em tomar medidas para a garantia dos direitos 
humanos. 
Um dos propósitos da ONU é: promover e encorajar o respeito 
universal e a observância dos direitos humanos e das liberdades 
fundamentais para todos sem discriminação de raça, sexo, idioma 
ou religião. 
Considerando que a Declaração Universal dos Direitos Humanos 
proclama que todos os seres humanos nascem livres e iguais sem 
dignidade e direitos e que toda pessoa pode invocar todos os direitos 
estabelecidos nessa Declaração, sem distinção alguma, e 
principalmente de raça, cor ou origem nacional. 
Considerando que todas as pessoas são iguais perante a lei e têm 
direito a igual proteção contra qualquer discriminação e contra qualquer 
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incitamento à discriminação. 
Considerando o suposto autor baseia-se em princípios de dignidade e 
igualdade inerentes a todos os seres humanos, e que todos os Estados 
Membros comprometem-se a tomar medidas separadas e conjuntas, em 
cooperação com a Organização, para a consecução de um dos propósitos 
da Nações Unidas, que é promover e encorajar o respeito universal e a 
observância dos direitos humanos e das liberdades fundamentais para 
todos, sem discriminação de arca, sexo, idioma ou religião. 
Considerando que a Declaração Universal dos Direitos Humanos 
proclama "que todos os seres humanos nascem livres e iguais em 
dignidade e direitos e que toda pessoa pode invocar todos os 
direitos estabelecidos nessa Declaração, sem distinção alguma, e 
principalmente de raça, cor ou origem nacional". 
Considerando que todas as pessoas são iguais perante a lei e têm 
direito a igual proteção contra qualquer discriminação e contra qualquer 
incitamento à discriminação. 
Considerando que as Nações Unidas têm condenado o 
colonialismo e todas as práticas de segregação e discriminação a ele 
associadas, em qualquer forma e onde quer que existam, e que a 
Declaração sobre a Outorga da Independência aos Países e Povos Coloniais 
de 14 de dezembro de 1960 (Resolução n. 1514 (XV) da Assembléia Geral) 
afirmou e proclamou solenemente a necessidade de levá-las a um fim 
rápido e incondicional. 
Considerando que a Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação 
de Todas as Formas de Discriminação Racial de 20 de dezembro de 1963 
(Resolução n. 1.904 (XVIII) da Assembléia Geral) afirma solenemente a 
necessidade de eliminar rapidamente a discriminação racial no 
mundo, em todas as suas formas e manifestações, e de assegurar a 
compreensão e o respeito à dignidade da pessoa humana. 
Convencidos de que a doutrina da superioridade baseada em 
diferenças raciais é cientificamente falsa, moralmente condenável, 
socialmente injusta e perigosa, e que não existe justificação para a 
discriminação racial, em teoria ou na prática, em lugar algum. 
Reafirmando que a discriminação entre as pessoas por motivo de raça, 
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cor ou origem étnica é um obstáculo às relações amistosas e pacíficas entre 
as nações e é capaz de perturbar a paz e a segurança entre os povos e a 
harmonia de pessoas vivendo lado a lado, até dentro de um mesmo 
Estado. 
Convencidos de que a existência de barreiras raciais repugna os ideais 
de qualquer sociedade humana. 
Alarmados por manifestações de discriminação racial ainda em 
evidência em algumas áreas do mundo e por políticas governamentais 
baseadas em superioridade racial ou ódio, como as políticas de apartheid, 
segregação ou separação. 
Resolvidos a adotar todas as medidas necessárias para eliminar 
rapidamente a discriminação racial em todas as suas formas e 
manifestações, e a prevenir e combater doutrinas e práticas racistas e 
construir uma comunidade internacional livre de todas as formas de 
segregação racial e discriminação racial. 
Levando em conta a Convenção sobre a Discriminação no Emprego e 
Ocupação, adotada pela Organização Internacional do Trabalho de 1958, e 
a Convenção contra a Discriminação no Ensino, adotada pela Organização 
das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, em 1960. 
Desejosos de completar os princípios estabelecidos na Declaração das 
Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação 
Racial e assegurar o mais cedo possível a adoção de medidas práticas para 
esse fim. 
Acordam o seguinte: 
Os artigos 1º ao 7º são os que ganham destaque no que se 
refere ao estudo da educação para as relações étnico-raciais. 
 
 
 
 
 
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PARTE I 
Artigo1º 
§1. Para fins da presente Convenção, a expressão "discriminação 
racial" significará toda distinção, exclusão, restrição ou preferência 
baseada em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica 
que tenha por objeto ou resultado anular ou restringir o 
reconhecimento, gozo ou exercício em um mesmo plano (em 
igualdade de condição) de direitos humanos e liberdades 
fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou 
em qualquer outro campo da vida pública. 
§2. Esta Convenção não se aplicará às distinções, exclusões, restrições 
e preferências feitas por um Estado Membro entre cidadãos e não-
cidadãos. 
§3. Nada nesta Convenção poderá ser interpretado como afetando as 
disposições legais dos Estados Membros, relativas à nacionalidade, 
cidadania e naturalização, desde que tais disposições não discriminem 
contra qualquer nacionalidade particular. 
§4. Não serão consideradas discriminação racial as medidas especiais 
tomadas com o único objetivo de assegurar o progresso adequado de 
certos grupos raciais ou étnicos ou de indivíduos que necessitem da 
proteção que possa ser necessária para proporcionar a tais grupos ou 
indivíduos igual gozo ou exercício de direitos humanos e liberdades 
fundamentais, contanto que tais medidas não conduzam, em consequência, 
à manutenção de direitos separados para diferentes grupos raciais e não 
prossigam após terem sido alcançados os seus objetivos. 
 Artigo 2º 
§1.Os Estados Membros condenam a discriminação racial e 
comprometem-se a adotar, por todos os meios apropriados e sem 
dilações, uma política destinada a eliminar a discriminação racial 
em todas as suas formas e a encorajar a promoção de 
entendimento entre todas as raças, e para este fim: 
a) Cada Estado Membro compromete-se a abster-se de incorrer em 
todo ato ou prática de discriminação racial contra pessoas, grupos de 
pessoas ou instituições e zelar para que as autoridades públicas nacionais 
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ou locais atuem em conformidade com esta obrigação. 
b) Cada Estado Membro compromete-se a não encorajar, defender 
ou apoiar a discriminação racial praticada por uma pessoa ou uma 
organização qualquer. 
c) Cada Estado Membro deverá tomar as medidas eficazes, a fim 
de rever as políticas governamentais nacionais e locais e modificar, 
sub-rogar ou anular qualquer disposição regulamentar que tenha como 
objetivo criar a discriminação ou perpetuá-la onde já existir. 
d) Cada Estado Membro deverá tomar todas as medidas 
apropriadas, inclusive, se as circunstâncias o exigirem, medidas de 
natureza legislativa, para proibir e pôr fim à discriminação racial 
praticada por quaisquer pessoas, grupo ou organização. 
e) Cada Estado Membro compromete-se a favorecer, quando for o 
caso, as organizações e movimentos multirraciais, bem como outros 
meios próprios para eliminar as barreiras entre as raças e a desencorajar o 
que tenda a fortalecer a divisão racial. 
§2. Os Estados Membros tomarão, se as circunstâncias o exigirem, 
nos campos social, econômico, cultural e outros, medidas especiais e 
concretas para assegurar, como convier, o desenvolvimento ou a 
proteção de certos grupos raciais ou de indivíduos pertencentes a 
esses grupos, com o objetivo de garantir-lhes, em condições de 
igualdade, o pleno exercício dos direitos humanos e das liberdades 
fundamentais. Essas medidas não deverão, em caso algum, ter a 
finalidade de manter direitos desiguais ou distintos para os diversos grupos 
raciais, depoisde alcançados os objetivos, em razão dos quais foram 
tomadas. 
 Artigo 3º 
Os Estados Membros condenam a segregação racial e o 
apartheid e comprometem-se a proibir e a eliminar nos territórios 
sob a sua jurisdição todas as práticas dessa natureza. 
 
 
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Artigo 4º 
Os Estados Membros condenam toda propaganda e todas as 
organizações que se inspirem em ideias ou teorias baseadas na 
superioridade de uma raça ou de um grupo de pessoas de uma 
certa cor ou de uma certa origem étnica ou que pretendam 
justificar ou encorajar qualquer forma de ódio e de discriminação 
raciais, e comprometem-se a adotar imediatamente medidas positivas 
destinadas a eliminar qualquer incitação a uma tal discriminação, ou 
quaisquer atos de discriminação com este objetivo, tendo em vista os 
princípios formulados na Declaração Universal dos Direitos do Homem e os 
direitos expressamente enunciados no artigo V da presente Convenção, 
eles se comprometem principalmente: 
a) A declarar, como delitos puníveis por lei, qualquer difusão de 
ideias baseadas na superioridade ou ódio raciais, qualquer 
incitamento à discriminação racial, assim como quaisquer atos de violência 
ou provocação a tais atos, dirigidos contra qualquer raça ou qualquer grupo 
de pessoas de outra cor ou de outra origem étnica, como também qualquer 
assistência prestada a atividades racistas, inclusive seu financiamento. 
b) A declarar ilegais e a proibir as organizações, assim como as 
atividades de propaganda organizada e qualquer outro tipo de atividade de 
propaganda que incitarem à discriminação racial e que a encorajarem e a 
declarar delito punível por lei a participação nessas organizações ou nessas 
atividades. 
c) Direitos políticos, particularmente direitos de participar nas 
eleições — de votar e ser votado — conforme o sistema de sufrágio 
universal e igual, de tomar parte no Governo, assim como na direção dos 
assuntos públicos qualquer nível, e de aceso em igualdade de condições às 
funções públicas. 
d)Outros direitos civis, particularmente: 
I) Direito de circular livremente e de escolher residência dentro 
das fronteiras do Estado. 
II) Direito de deixar qualquer país, inclusive o seu, e de voltar ao 
seu país. 
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III) Direito a uma nacionalidade. 
IV) Direito a casar-se e escolher o cônjuge. 
V) Direito de qualquer pessoa, tanto individualmente como em 
conjunto, à propriedade. 
VI) Direito de herdar. 
VII) Direito à liberdade de pensamento, de consciência e de 
religião. 
VIII) Direito à liberdade de opinião e de expressão. 
IX) Direito à liberdade de reunião e de associação pacíficas: 
a) Direitos econômicos, sociais e culturais, principalmente. 
b) Direito ao trabalho, à livre escolha de trabalho, a condições 
equitativas e satisfatórias de trabalho, à proteção contra o desemprego, à 
um salário igual para um trabalho igual, à uma remuneração equitativa e 
satisfatória. 
c) Direito de fundar sindicatos e a eles se afiliar. 
d) Direito à habitação. 
e) Direito à saúde pública, a tratamento médico, à previdência 
social e aos serviços sociais. 
f) Direito à educação e à formação profissional. 
g) Direito à igual participação nas atividades culturais. 
i) Direito de acesso a todos os lugares e serviços destinados ao 
uso do público, tais como meios de transporte, hotéis, restaurantes, cafés, 
espetáculos e parques. 
 
Artigo 6º 
 Os Estados Membros assegurarão, a qualquer pessoa a que estiver 
sob sua jurisdição, proteção e recursos eficazes perante os tribunais 
nacionais e a outros órgãos do Estado, competentes, contra 
quaisquer formas de discriminação racial e que, contrariamente à 
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presente Convenção, violarem seus diretos individuais e suas liberdades 
fundamentais, assim como o direito de expressar a suas tribunas uma 
satisfação ou reparação justa e adequada por qualquer dano de expressar 
que foi vítima, em decorrência tal discriminação. 
 
Artigo 7º 
Os Estados Membros comprometem-se a tomar as medidas 
imediatas e eficazes , principalmente no campo do ensino, 
educação, cultura, e informação, para lutar contra preconceitos que 
levem à discriminação racial e promover o entendimento, a 
tolerância e a amizade entre nações e grupos raciais e étnicos, 
assim como propagar os propósitos e os princípios da Carta das Nações 
Unidas, da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Declaração das 
Nações Unidas Sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação 
Racial e da presente Convenção. 
 
Observe que uma das orientações da Convenção Internacional 
sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial é a 
de que o combate à discriminação se dê na escola, por meio do 
ensino, da educação.  orientação totalmente alinhada com a 
prática da educação para as relações étnico-raciais. 
 
PARTE II 
 Artigo 8º 
§1. Será estabelecido um Comitê sobre a Eliminação da 
Discriminação Racial (doravante denominado "Comitê"), composto de 
dezoito peritos de grande prestígio moral e reconhecida 
imparcialidade, que serão eleitos pelos Estados Membros dentre os 
seus nacionais e que exercerão suas funções a título pessoal, 
levando-se em conta uma distribuição geográfica equitativa e a 
representação das formas diversas de civilização, assim como dos 
principais sistemas jurídicos. 
§2. Os membros do Comitê serão eleitos em votação secreta dentre 
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uma lista de pessoas indicadas pelos Estados Membros. Cada Estado 
Membro pode indicar uma pessoa dentre os seus nacionais. 
§3. A primeira eleição se realizará seis meses após a data da entrada 
em vigor da presente Convenção. Ao menos três meses antes da data de 
cada eleição, o Secretário Geral da Organização das Nações Unidas enviará 
uma carta aos Estados Membros para convidá-los a apresentar suas 
candidaturas no prazo de dois meses. O Secretário Geral da Organização 
das Nações Unidas organizará uma lista, por ordem alfabética, de todos os 
candidatos assim designados, com indicações dos Estados Membros que os 
tiverem designado, e a comunicará aos Estados Membros. 
§4. Os membros do Comitê serão eleitos durante uma reunião dos 
Estados Membros convocada pelo Secretário Geral das Nações Unidas. 
Nesta reunião, na qual o quórum será estabelecido por dois terços dos 
Estados Membros, serão eleitos membros do Comitê os candidatos que 
obtiverem o maior número de votos e a maioria absoluta dos votos dos 
representantes dos Estados Membros presentes e votantes. 
§5 Os membros do Comitê serão eleitos para um mandato de quatro 
anos. Entretanto, o mandato de nove dos membros eleitos na primeira 
eleição expirará ao final de dois anos; imediatamente após a primeira 
eleição, os nomes desses nove membros serão escolhidos, por sorteio, pelo 
Presidente do 
Comitê. 
 Para preencher as vagas fortuitas, o EstadoMembro cujo perito tenha 
deixado de exercer suas funções de membro do Comitê nomeará outro 
perito entre seus nacionais, sob reserva da aprovação do Comitê. 
§6. Os Estados Membros serão responsáveis pelas despesas dos 
membros do Comitê para o período em que estes desempenharem funções 
no Comitê. 
 
Artigo 9º 
§1. Os Estados Membros comprometem-se a submeter ao 
Secretário Geral das Nações Unidas, para exame do Comitê, um 
relatório sobre as medidas legislativas, judiciárias, administrativas 
ou outras que adotarem para tornarem efetivas as disposições desta 
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Convenção: 
a) No prazo de um ano, a partir da entrada em vigor da Convenção, 
para o Estado interessado. 
b) Posteriormente, pelo menos a cada quatro anos e toda vez que o 
Comitê vier a solicitar. 
c) O Comitê poderá solicitar informações complementares aos Estados 
Membros. 
§2. O Comitê submeterá anualmente à Assembleia Geral um relatório 
sobre suas atividades e poderá fazer sugestões e recomendações de ordem 
geral baseadas no exame dos relatórios e das informações recebidas dos 
Estados Membros. Levará estas sugestões e recomendações de ordem 
geral ao conhecimento da Assembleia Geral e, se as houver, juntamente 
com as observações dos Estados Membros. 
 
Artigo 10º 
§1. O Comitê adotará seu próprio regulamento interno. 
§2. O Comitê elegerá sua Mesa para um período de dois anos. 
§3. O Secretário Geral das Nações Unidas fornecerá os serviços de 
Secretaria ao Comitê. 
§4. O Comitê reunir-se-á normalmente na sede das Nações Unidas. 
 
Artigo 11 
§1. Se um Estado Membro considerar que outro Estado Membro não 
vem cumprindo as disposições da presente Convenção poderá chamar a 
atenção do Comitê sobre a questão. O Comitê transmitirá, então, a 
comunicação ao Estado Membro interessado. Em um prazo de três meses, 
o Estado destinatário submeterá ao Comitê as explicações ou 
declarações por escrito, a fim de esclarecer a questão e indicar as 
medidas corretivas que por acaso tenham sido tomadas pelo referido 
Estado. 
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§2. Se, dentro do prazo de seis meses, a contar da data do 
recebimento da comunicação original pelo Estado destinatário, a questão 
não estiver dirimida satisfatoriamente para ambos os Estados Membros 
interessados, por meio de negociações bilaterais ou por qualquer outro 
processo que estiver a sua disposição, tanto um como o outro terão o 
direito de submetê-la ao Comitê, mediante notificação endereçada ao 
Comitê ou ao outro Estado interessado. 
§3. O Comitê só poderá tomar conhecimento de uma questão, de 
acordo com o "§2 do presente artigo", após ter assegurado que todos os 
recursos internos disponíveis tenham sido utilizados e esgotados, em 
conformidade com os princípios do Direito Internacional geralmente 
reconhecidos. Não se aplicará essa regra quando a aplicação dos 
mencionados recursos exceder prazos razoáveis. 
§4. Em qualquer questão que lhe for submetida, o Comitê 
poderá solicitar aos Estados Membros presentes que lhe forneçam 
quaisquer informações complementares pertinentes. 
§5. Quando o Comitê examinar uma questão conforme o presente 
artigo, os Estados Membros interessados terão o direito de nomear um 
representante que participará, sem direito de voto, dos trabalhos no 
Comitê durante todos os debates. 
 
Artigo 12 
§1. Depois que o Comitê obtiver e consultar as informações que julgar 
necessárias, o Presidente nomeará uma Comissão de Conciliação ad hoc 
(doravante denominada "Comissão"), composta de 5 pessoas que poderão 
ou não ser membros do Comitê. Os membros serão nomeados com o 
consentimento pleno e unânime das partes na controvérsia e a Comissão 
porá seus bons ofícios à disposição dos Estados presentes, com o objetivo 
de chegar a uma solução amigável da questão, baseada no respeito à 
presente Convenção. 
Se os Estados Membros na controvérsia não chegarem a um 
entendimento em relação a toda ou parte da composição da Comissão, em 
um prazo de três meses, os membros da Comissão que não tiverem o 
assentimento dos Estados Membros na controvérsia serão eleitos por 
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escrutínio secreto, dentre os próprios membros do Comitê, por maioria de 
dois terços. 
§2. Os membros da Comissão atuarão a título individual. Não deverão 
ser nacionais de um dos Estados Membros na controvérsia nem de um 
Estado que não seja parte na presente Convenção. 
§3. A Comissão elegerá seu Presidente e adotará seu regulamento 
interno. 
§4. A Comissão reunir-se-á na Sede das Nações Unidas ou em 
qualquer outro lugar apropriado que a Comissão determinar. 
§5. O secretariado, previsto no "§3 do artigo 10º", prestará 
igualmente seus serviços à Comissão cada vez que uma controvérsia entre 
os Estados Membros provocar sua formação. 
§6. Todas as despesas dos membros da Comissão serão divididas 
igualmente entre os Estados Membros na controvérsia, com base em um 
cálculo estimativo feito pelo Secretário Geral. 
§7. O Secretário Geral ficará autorizado a pagar, se for necessário, as 
despesas dos membros da Comissão, antes que o reembolso seja efetuado 
pelos Estados Membros na controvérsia, de conformidade com o "§6 do 
presente artigo". 
§8. As informações obtidas e confrontadas pelo Comitê serão postas à 
disposição da Comissão, que poderá solicitar aos Estados interessados que 
lhe forneçam qualquer informação complementar pertinente. 
 
 Artigo 13 
§1. Após haver estudado a questão sob todos os seus aspectos, a 
Comissão preparará e submeterá ao Presidente do Comitê um relatório 
com as conclusões sobre todas as questões de fato relativas à controvérsia 
entre as partes e as recomendações que julgar oportunas, a fim de chegar 
a uma solução amistosa da controvérsia. 
§2. O Presidente do Comitê transmitirá o relatório da Comissão a cada 
um dos Estados Membros na controvérsia. Os referidos Estados 
comunicarão ao Presidente do Comitê, em um prazo de três meses, se 
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aceitam ou não as recomendações contidas no relatório da Comissão. 
§3. Expirado o prazo previsto no "§2 do presente artigo", o Presidente 
do Comitê apresentará o Relatório da Comissão e as Declarações dos 
Estados Membros interessados aos outros Estados Membros nesta 
Convenção. 
 
 Artigo 14 
§1. Todo Estado Membro na presente Convenção poderá declarar, a 
qualquer momento, que reconhece a competência do Comitê para receber 
e examinar as comunicações enviadas por indivíduos ou grupos de 
indivíduos sob sua jurisdição, que aleguem ser vítimas de violação, por um 
Estado Membro, de qualquer um dos direitos enunciados na presente 
Convenção. O Comitê não receberá comunicação alguma relativa a um 
Estado Membro que não houver feito declaração dessa natureza. 
§2. Qualquer Estado Membro que fizer uma declaração de 
conformidade com o "§1 do presente artigo", poderá criar ou designar um 
órgão dentro de sua ordem jurídica nacional, que terá a competência para 
receber e examinaras petições de pessoas ou grupos de pessoas sob sua 
jurisdição, que alegarem ser vítima de uma violação de qualquer um dos 
direitos enunciados na presente Convenção e que esgotaram os outros 
recursos locais disponíveis. 
§3. A declaração feita de conformidade com o "§1 do presente artigo" 
e o nome de qualquer órgão criado ou designado pelo Estado Membro 
interessado, consoante o "§2 do presente artigo", serão depositados pelo 
Estado Membro interessado junto ao Secretário Geral das Nações Unidas, 
que remeterá cópias aos outros Estados Membros. A declaração poderá ser 
retirada a qualquer momento, mediante notificação ao Secretário Geral das 
Nações Unidas, mas esta retirada não prejudicará as comunicações que já 
estiverem sendo estudadas pelo Comitê. 
§4. O órgão criado ou designado de conformidade com o "§2 do 
presente artigo", deverá manter um registro de petições, e cópias 
autenticadas do registro serão depositadas anualmente por canais 
apropriados junto ao Secretário Geral das Nações Unidas, no entendimento 
de que o conteúdo dessas cópias não será divulgado ao público. 
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§5. Se não obtiver reparação satisfatória do órgão criado ou designado 
de conformidade com o "§2 do presente artigo", o peticionário terá o direito 
de levar a questão ao Comitê, dentro de seis meses. 
§6. O Comitê levará, a título confidencial, qualquer comunicação que 
lhe tenha sido endereçada, ao conhecimento do Estado Membro que 
supostamente houver violado qualquer das disposições desta Convenção, 
mas a identidade da pessoa ou dos grupos de pessoas não poderá ser 
revelada sem o consentimento expresso da referida pessoa ou grupos de 
pessoas. O Comitê não receberá comunicações anônimas. Dentro dos três 
meses seguintes, o Estado destinatário submeterá ao Comitê as 
explicações ou declarações por escrito que elucidem a questão e, se for o 
caso, indiquem o recurso jurídico adotado pelo Estado em questão. 
§7. O Comitê examinará as comunicações recebidas em conformidade 
com o presente artigo à luz de todas as informações a ele submetidas pelo 
Estado interessado e pelo peticionário. O Comitê só examinará uma 
comunicação de um peticionário após Ter-se assegurado de que este 
esgotou todos os recursos internos disponíveis. Entretanto, esta regra não 
se aplicará se os processos de recursos excederem prazos razoáveis.O 
Comitê comunicará suas sugestões e recomendações eventuais ao Estado 
Membro e ao peticionário em questão. 
§8. O Comitê incluirá em seu relatório anual um resumo destas 
comunicações e, se for necessário, um resumo das explicações e 
declarações dos Estados Membros interessados, assim como suas próprias 
sugestões e recomendações. 
§9. O Comitê somente terá competência para exercer as funções 
previstas neste artigo se pelo menos dez Estados Membros nesta 
Convenção estiverem obrigados, por declarações feitas de conformidade 
com o "§1 deste artigo". 
 
 Artigo 15 
§1. Enquanto não forem atingidos os objetivos da Resolução n. 1.514 
(XV) da Assembleia Geral de 14 de dezembro de 1960, relativa à 
Declaração sobre a Outorga de Independência aos Países e Povos Coloniais, 
as disposições da presente Convenção não restringirão de maneira alguma 
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o direito de petição concedido aos povos por outros instrumentos 
internacionais ou pela Organização das Nações Unidas e suas agências 
especializadas. 
§2. a)O Comitê, constituído de conformidade com o "§1 do artigo 8º" 
desta Convenção, receberá cópia das petições provenientes dos órgãos das 
Nações Unidas que se encarregarem de questões diretamente relacionadas 
com os princípios e objetivos da presente Convenção e expressará sua 
opinião e formulará recomendações sobre essas petições, quando examinar 
as petições dos habitantes dos territórios sob tutela ou sem governo 
próprio ou de qualquer outro território a que se aplicar a Resolução n. 
1.514 (XV) da Assembleia Geral, relacionadas a questões tratadas pela 
presente Convenção e que forem submetidas a esses órgãos. 
b) O Comitê receberá dos órgãos competentes da Organização das 
Nações Unidas cópia dos relatórios sobre medidas de ordem legislativa, 
judiciária, administrativa ou outras diretamente relacionadas com os 
princípios e objetivos da presente Convenção que as Potências 
Administradoras tiverem aplicado nos territórios mencionados na alínea "a" 
do presente parágrafo e expressará sua opinião e fará recomendações a 
esses órgãos. 
§3. O Comitê incluirá em seu relatório à Assembléia Geral um resumo 
das petições e relatórios que houver recebido de órgãos das Nações Unidas 
e as opiniões e recomendações que houver proferido sobre tais petições e 
relatórios. 
§4. O Comitê solicitará ao Secretário Geral das Nações Unidas 
qualquer informação relacionada com os objetivos da presente Convenção, 
de que este dispuser, sobre os territórios mencionados no "§2, a, do 
presente artigo". 
 
Artigo 16 
As disposições desta Convenção, relativas à solução das controvérsias 
ou queixas, serão aplicadas sem prejuízo de outros processos para a 
solução de controvérsias e queixas no campo da discriminação, previstos 
nos instrumentos constituídos das Nações Unidas e suas agências 
especializadas, e não excluirão a possibilidade dos Estados Membros 
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recorrerem a outros procedimentos para a solução de uma controvérsia, de 
conformidade com os acordos internacionais ou especiais que os ligarem. 
 
PARTE III 
 Artigo 17 
§1. A presente Convenção estará aberta à assinatura de todos os 
Estados-membros da Organização das Nações Unidas ou membros de 
qualquer uma de suas agências especializadas, de qualquer Estado Membro 
no Estatuto da Corte Internacional de Justiça, assim como de qualquer 
outro Estado convidado pela Assembleia Geral das Nações Unidas a tornar-
se parte na presente Convenção. 
§2. Esta Convenção está sujeita à ratificação. Os instrumentos de 
ratificação serão depositados junto ao Secretário Geral da Organização das 
Nações Unidas. 
 
 Artigo 18 
§1. Esta Convenção está aberta à adesão de todos os Estados 
mencionados no "§1 do artigo17º" . 
§2. Far-se-á a adesão mediante depósito do instrumento de adesão 
junto ao Secretário Geral das Nações Unidas. 
 
 Artigo 19 
§1. A presente Convenção entrará em vigor no trigésimo dia a contar 
da data em que o vigésimo sétimo instrumento de ratificação ou adesão 
houver sido depositado junto ao Secretário Geral das Nações Unidas. 
§2. Para os Estados que vierem a ratificar a presente Convenção ou a 
ela aderirem após o depósito do vigésimo sétimo instrumento de ratificação 
ou adesão, a Convenção entrará em vigor no trigésimo dia a contar da data 
em que o Estado em questão houver depositado seu instrumento de 
ratificação ou adesão. 
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Artigo 20 
§1. O Secretário Geral das Nações Unidas receberá e enviará a todos 
os Estados que forem ou vierem a tornar-se partes nesta Convenção, as 
reservasfeitas pelos Estados no momento da ratificação ou adesão. 
Qualquer Estado que objetar a essas reservas, deverá notificar ao 
Secretário Geral, dentro de noventa dias da data da referida comunicação 
que não as aceita. 
§2. Não será permitida reserva incompatível com o objeto e o 
propósito desta Convenção, nem reserva cujo efeito seja o de impedir o 
funcionamento de qualquer dos órgãos previstos nesta Convenção. Uma 
reserva será considerada incompatível ou impeditiva se a ela objetarem ao 
menos dois terços dos Estados Membros nesta Convenção. 
§3. As reservas poderão ser retiradas a qualquer momento por uma 
notificação endereçada com esse objetivo ao Secretário Geral das Nações 
Unidas. A notificação surtirá efeito na data de seu recebimento. 
 
 Artigo 21 
Todo Estado Membro poderá denunciar a presente Convenção 
mediante notificação por escrito endereçada ao Secretário Geral 
das Nações Unidas. A denúncia produzirá efeitos um ano depois da data 
do recebimento da notificação pelo Secretário Geral. 
 
 Artigo 22 
 As controvérsias entre dois ou mais Estados Membros, com relação à 
interpretação ou aplicação da presente Convenção que não puderem ser 
dirimidas por meio de negociação ou pelos processos previstos 
expressamente nesta Convenção serão, a pedido de um deles, submetidas 
à decisão da Corte Internacional de Justiça, a não ser que os litigantes 
concordem com outro meio de solução. 
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Artigo 23 
§1. Qualquer Estado Membro poderá, em qualquer momento, formular 
pedido de revisão desta Convenção, mediante notificação escrita dirigida ao 
Secretário Geral da Organização das Nações Unidas. 
§2. A Assembleia Geral das Nações Unidas decidirá sobre as medidas a 
serem tomadas, se for o caso, com respeito a este pedido. 
 
Artigo 24 
O Secretário Geral da Organização das Nações Unidas comunicará a 
todos os Estados mencionados no "§1º do artigo17º" desta Convenção: 
a) As assinaturas, ratificações e adesões recebidas em conformidade 
com os "artigos 17 e 18". 
b) A data da entrada em vigor da Convenção, nos termos do "artigo 
19". 
c) As comunicações e declarações recebidas em conformidade com os 
"artigos 19, 20, 23". 
d) As denúncias recebidas em conformidade com o "artigo 21". 
 
 Artigo 25 
§1. A presente Convenção, cujos textos em árabe, chinês, espanhol, 
francês, inglês e russo são igualmente autênticos, será depositada junto ao 
Secretário Geral das Nações Unidas. 
§2. O Secretário Geral da Organização das Nações Unidas 
encaminhará cópias autenticadas da presente Convenção a todos os 
Estados. 
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* Adotada pela Resolução n. 2.106-A 000 da Assembleia Geral das 
Nações Unidas, em 21 de dezembro de 1965 e ratificado pelo Brasil em 27 
de março de 1968. 
 
 
As questões e seus comentários, fazem parte da aula, pois aprofundam 
e complementam os conhecimentos vistos. As questões aqui apresentadas 
são relativas ao estudo das aulas 03 e 04. Como as questões encontradas da 
FUMARC que tratam do tema já foram trabalhadas na aula passada, 
trouxemos questões de várias bancas, para explorar ao máximo o conteúdo 
estudado. Cabe destacar que o estudo das questões é fundamental. Então, 
vamos lá! 
 
FUNCAB- 2013- Professor - Pedagogia 
1) De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a 
Educação das Relações Étnico-Raciais e a Lei nº 9.394/1996 
(LDB), NÃO está correta a afirmativa: 
a) as Instituições de Ensino Superior incluirão o assunto nos 
conteúdos de disciplinas e atividades. 
b) será trabalhada unicamente nas disciplinas de Educação 
Artística, Literatura e História do Brasil. 
c) casos que configurem racismo serão tratados como crimes 
imprescritíveis e inafiançáveis. 
d) um dos objetivos é educar cidadãos quanto à pluralidade 
étnico-racial. 
e) tem por objetivo a divulgação e produção de conhecimentos na 
área. 
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Resposta: B. A incorreta é a letra “b”, pois, de acordo com o artigo 26 A da 
LDB, § 2º, “os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos 
povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo 
escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história 
brasileira. 
FGV- 2014- Professor – SEDUC -2014 
2) Dentre as metas explicitadas nas Diretrizes Curriculares 
Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o 
Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, não está 
elencada a 
a) promoção de relações étnico-raciais positivas. 
b) divulgação de obras de historiadores africanos sobre o Brasil. 
c) aprendizagem de conteúdos históricos sobre a cultura afro- 
brasileira. 
d) produção de conhecimentos que eduquem quanto à 
pluralidade étnico-racial. 
e) participação das redes de ensino na supervisão da elaboração 
de livros e materiais didáticos. 
Resposta: B. Observe que esta questão não cobrou a norma de forma literal, 
utilizando o termo “meta” para se referir aos diversos objetivos visados pela 
Resolução. Nesse sentido, a única ideia apresentada nas assertivas que não 
está presente nas DCNs é o disposto na letra “b”. 
IF –SP -2015 – Professor Biologia – IF-SP 
3) De acordo com a Resolução nº 1, de 17 de junho de 2004, que 
institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das 
Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura 
Afro-Brasileira e Africana, é correto afirmar que: 
a) A referida Resolução deve ser observada apenas por 
instituições de ensino públicas, excluindo-se as entidades 
privadas. 
b) As Instituições de Ensino Superior devem incluir nos 
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conteúdos de disciplinas e atividades curriculares dos cursos que 
ministram, a Educação das Relações Étnico-Raciais, bem como o 
tratamento de questões e temáticas que dizem respeito aos 
afrodescendentes. 
c) O disposto na Resolução não é de observância obrigatória 
pelas instituições de ensino, servindo apenas a título de 
recomendação ou sugestão. 
d) A Educação das Relações Étnico-Raciais tem por objetivo a 
divulgação e produção de conhecimentos, bem como de atitudes, 
posturas e valores que eduquem cidadãos quanto à cultura 
africana apenas. 
e) A Educação das Relações Étnico-Raciais e o estudo de História 
e Cultura AfroBrasileira, e História e Cultura Africana serão 
desenvolvidos por meio de um componente curricular específico a 
ser incluído nos currículos. 
Resposta: B. A alternativa “b” é a única que está de acordo com a resolução. 
Seu conteúdo está explícito no parágrafo 1º do artigo 1º da norma: “as 
Instituições de Ensino Superior incluirão nos conteúdos de disciplinas e 
atividades curriculares dos cursos que ministram, a Educação das Relações 
Étnico-Raciais, bem como o tratamento de questões e temáticas que dizem 
respeito aos afrodescendentes, nos termos explicitados no Parecer CNE/CP 
3/2004”. A opção “a” está errada, porque as instituições de ensino privadas 
também devem atender ao estabelecidona Resolução. Já a “c” está incorreta, 
pois o disposto na Resolução é obrigatório para todas as instituições de ensino. 
A “d”, por sua vez, erra ao limitar as ações apenas à cultura africana. Já a 
alternativa “e” está incorreta, pois não será desenvolvido um componente 
curricular específico; os conteúdos será trabalhados em todo o currículo e, de 
forma especial, nas disciplinas de Educação Artística, Literatura e História 
brasileiras. 
 
CESPE-2014- MEC – ANALISTA PROCESSUAL 
 
4) O Conselho Pleno (CP) do Conselho Nacional de Educação 
(CNE), por meio da Resolução CNE/CP n.º 1/2004, instituiu as 
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações 
Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-
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Brasileira e Africana. Com base nesse instrumento legal, julgue 
os itens 
 
Ao estabelecer as diretrizes para a educação das relações étnico-
raciais, a referida resolução concebe que essa educação deve 
estar voltada para a produção do conhecimento, a formação de 
posturas, valores e atitudes que possam garantir o respeito aos 
direitos e a valorização da cultura afro-brasileira. 
 
Resposta: Errado. De acordo com o parágrafo 1º do artigo 2º da Resolução nº 
1, de 17 de junho de 2004: "A Educação das Relações Étnico-Raciais tem por 
objetivo a divulgação e produção de conhecimentos, bem como de atitudes, 
posturas e valores que eduquem cidadãos quanto à pluralidade étnico-racial, 
tornando-os capazes de interagir e de negociar objetivos comuns que 
garantam, a todos, respeito aos direitos legais e valorização de identidade, na 
busca da consolidação da democracia brasileira. Observe que a intenção das 
Diretrizes é educar os cidadãos para a pluralidade étnico-racial e respeito a 
todos, e não somente para o respeito e valorização da cultura afro-brasileira. 
Por isso, a questão está errada. 
 
CEDUC-SP-2008- SUPERVISOR ESCOLAR -CETRO 
 
5) As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das 
Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Culturas 
Afro-Brasileira e Africana constituem-se de orientações, 
princípios e fundamentos para o planejamento, execução e 
avaliação da Educação e 
 
a) têm por meta promover a educação de cidadãos atuantes e 
conscientes no seio da sociedade multicultural e pluriétnica do 
Brasil, buscando relações étnico-sociais positivas, rumo à 
construção de uma nação democrática. 
 
b) devem ser observadas pelas instituições de ensino que atuam 
na educação básica, ficando a critério das instituições de 
Ensino Superior incluí-las, ou não, nos conteúdos das 
disciplinas dos cursos que ministram. 
 
c) preveem o ensino sistemático de História e Culturas Afro-
Brasileira e Africana na educação básica, especificamente 
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como conteúdo do componente curricular de História do 
Brasil. 
 
d) definem que os estabelecimentos de ensino estabeleçam 
canais de comunicação com grupos do Movimento Negro, para 
que estes forneçam as bases do projeto pedagógico da escola. 
 
e) alertam os órgãos colegiados dos estabelecimentos de ensino 
para evitar o exame dos casos de discriminação, pois 
caracterizados como racismo, devem ser tratados como 
crimes, conforme prevê a Constituição Federal em vigor. 
 
Resposta: A. Conforme vimos, a meta visada pelas DCNs para a Educação das 
Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e 
Africanas: promover a educação de cidadãos atuantes e conscientes no seio da 
sociedade multicultural e pluriétnica do Brasil, buscando relações étnico-sociais 
positivas, rumo à construção de nação democrática. Isto está explicitado no 
artigo 2ºº da norma. A opção “b” está incorreta, pois as instituições de ensino 
deverão trabalhar o conteúdo nas disciplinas e atividades que desenvolvem. A 
letra “c” está incorreta, pois o conteúdo especificado pela assertiva deve ser 
trabalhado ao longo de todo o currículo, em especial nas disciplinas de 
Educação Artística, Literatura e História brasileiras. Já o item “d” está 
incorreto, pois os sistemas e os estabelecimentos de ensino poderão (trata-se 
de uma recomendação, e não de uma obrigação) estabelecer canais de 
comunicação com grupos do Movimento Negro para colher subsídios (observe 
que o Movimento não definirá as bases) para os planos institucionais, 
pedagógicos e de ensino. A “e”, por sua vez, erra já que, na verdade, os 
órgãos colegiados dos estabelecimentos de ensino deverão incluir em suas 
finalidades, responsabilidades e tarefas, o previsto o exame e encaminhamento 
de solução para situações de discriminação, buscando-se criar situações 
educativas para o reconhecimento, valorização e respeito da diversidade. 
ACAFE -2017 –ADMINISTRADOR ESCOLAR- SED-SC 
 
6) O posicionamento da escola diante das relações étnico-raciais, 
de gênero, ambiental e sexual estabelecidas no seu interior 
compreende a construção identitária positiva em relação ao seu 
pertencimento étnico-racial, dentre outros. Considerando o 
exposto, são ações possíveis, exceto: 
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a) Valorizar a pluralidade estética, respeito às diversas culturas, 
à corporeidade, às formas de ver, sentir e estar no mundo, 
questionando as escolhas pautadas em padrões e/ou marcos 
civilizatórios dominantes. 
 
b) Promover o respeito e o reconhecimento das diferenças 
sexuais e identidades de gênero, entendendo os Direitos 
Humanos em toda a sua diversidade. 
 
c) Exercitar a diversidade como princípio informativo e conceber 
as datas comemorativas como um fato social de valorização da 
cultura hegemônica a ser reproduzido na escola. 
 
d) Garantir a reafirmação das diferenças individuais e coletivas a 
partir do senso de pertencimento identitário e no combate ao 
racismo, machismo, homofobia, xenofobia e a todas as formas 
de discriminação, violências e intolerâncias. 
 
Resposta: C. Todas as ações são possíveis, com exceção do disposto na letra 
“c”, afinal, a escola não se deve valorizar a cultura hegemônica, pois nenhum 
povo, nenhum país e, consequentemente, nenhuma cultura deve ser vista 
como superior aos demais. 
 
CESPE -2014 – ANALISTA PROCESSUAL- MEC 
 
7) O Conselho Pleno (CP) do Conselho Nacional de Educação 
(CNE), por meio da Resolução CNE/CP n.º 1/2004, instituiu as 
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações 
Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-
Brasileira e Africana. Com base nesse instrumento legal, julgue o 
item seguinte. 
 
A partir desse instrumento legal, a Educação das Relações Étnico-
Raciais e o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana 
passaram a ser obrigatórios em todas as etapas e modalidades de 
ensino da educação brasileira, com destaque para as instituições 
com programas de formação inicial e continuada de professores. 
 
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Resposta: Certo. Está perfeita a assertiva e vale a releitura. 
 
 
CESPE -2014 – ANALISTA PROCESSUAL- MEC 
 
8) O Conselho Pleno(CP) do Conselho Nacional de Educação 
(CNE), por meio da Resolução CNE/CP n.º 1/2004, instituiu as 
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações 
Étnico-Raciais e para o Ensino de História e segue os itens 
 
A Educação das Relações Étnico-Raciais se pauta na mudança de 
valores e atitudes que eduquem cidadãos acerca da pluralidade 
cultural. O Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, 
por sua vez, tem por objetivo o reconhecimento e a valorização 
da identidade, da história e da cultura afro-brasileira, bem como 
a valorização das raízes africanas da nação brasileira, ao lado das 
indígenas, europeias e asiáticas. 
 
Resposta: Certo. Item correto. Vale a releitura. 
 
FGV- 2014 –PROFESSOR -HISTORIA – SEDUC 
 
9) O Conselho Pleno do Conselho Nacional de Educação aprovou, 
em 2004, resolução que instituiu as “Diretrizes Curriculares 
Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o 
Ensino da História e Cultura Afro- Brasileira e Africana”. 
 
O conjunto de diretrizes estabelecido, pautado em marcos legais 
anteriores (como a Lei nº 10.639, de 2003), especificou que 
 
a) a Educação das Relações Étnico-Raciais teria como meta a 
valorização da sociedade multicultural e pluriétnica do Brasil, 
visando à construção de uma efetiva democracia racial. 
 
b) o cumprimento das referidas Diretrizes Curriculares seria 
obrigatório, passando a ser considerado na avaliação das 
condições de funcionamento dos estabelecimentos de ensino. 
 
c) a exclusividade da Educação das Relações Étnico-Raciais como 
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componentes curriculares de História do Brasil, visando à 
efetivação da aplicação sistemática dos termos da Lei nº 
10.639/2003. 
 
d) a avaliação do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e 
Africanas deveria ser feita em atividades periódicas, 
comunicando-se o resultado de tais atividades ao Movimento 
Negro. 
 
e) o reconhecimento das raízes africanas da nação brasileira 
deveria ser garantido como elemento primordial na formação da 
identidade nacional, em detrimento de indígenas, europeus e 
asiáticos. 
 
Resposta: B. Conforme o artigo 1º, parágrafo 2º da Resolução “O cumprimento 
das referidas Diretrizes Curriculares, por parte das instituições de ensino, será 
considerado na avaliação das condições de funcionamento do 
estabelecimento”. A “a” está incorreta, pois as Diretrizes Curriculares Nacionais 
para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e 
Cultura Afro-Brasileira e Africanas tem como meta promover a educação de 
cidadãos atuantes e conscientes no seio da sociedade multicultural e 
pluriétnica do Brasil, buscando relações étnico-sociais positivas, rumo à 
construção de nação democrática. Já a “c” está errada, visto orientação da 
Resolução para que os conteúdos relacionados à história e cultura africana e 
afro-brasileira sejam trabalhados, especialmente, nos componentes 
curriculares de Educação Artística, Literatura e História do Brasil. O item “d” 
está incorreto, pois a norma não traz nada relacionado ao encaminhamento de 
avaliações ao Movimento Negro; a norma afirma que “os sistemas de ensino 
promoverão ampla divulgação do Parecer CNE/CP 003/2004 e dessa 
Resolução, em atividades periódicas”. Por fim, o item “e” erra ao falar na 
valorização das raízes africanas “em detrimento de indígenas, europeus e 
asiáticos”, já que as outras raízes também devem ser reconhecidas e 
trabalhadas nas escolas. 
 
UFMA- 2016 – PEDAGOGO- UFMA 
 
10) As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das 
Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura 
Afro-Brasileira e Africanas constituem-se de orientações, 
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princípios e fundamentos para o planejamento, execução e 
avaliação da Educação, visando à formação de cidadãos 
conscientes e atuantes no contexto multicultural e pluriétnico da 
sociedade brasileira. De acordo com o enunciado, marque o item 
correto. 
 
a)(...) Valorização, de forma diferenciada, da história dos 
indígenas e dos povos africanos e da cultura afro-brasileira na 
construção histórica e cultural brasileira. 
 
b)(...) O ensino sistemático de história e cultura afro-brasileira e 
africana na Educação Básica refere-se, em especial, aos 
componentes curriculares de Educação Artística, Língua 
Portuguesa, Geografia e História do Brasil. 
 
c)(...) Diretrizes Curriculares Nacionais estabelecem que as 
pesquisas sobre os conhecimentos afro-brasileiros são de 
responsabilidade exclusiva dos sistemas de ensino. 
 
d)(...) O ensino de história e cultura afro-Brasileira e africana 
tem por objetivo o reconhecimento e valorização da identidade, 
história e cultura dos afro-brasileiros. 
 
e)(...) Os estabelecimentos de ensino são os únicos responsáveis 
pela formação étnico-racial, conforme as finalidades 
estabelecidas nas Diretrizes Curriculares Nacionais. 
 
Resposta: D. O item “a” está errado, pois não deve haver uma valorização 
diferenciada, tanto que a norma fala na “valorização da identidade, história e 
cultura dos afro-brasileiros, bem como a garantia de reconhecimento e 
igualdade de valorização das raízes africanas da nação brasileira, ao lado das 
indígenas, europeias, asiáticas”. O item “b” ficou incorreto, pois a banca incluiu 
a disciplina de “Geografia”, que não é mencionada pela Lei. O item “c” está 
incorreto, porque a Resolução não fala que as pesquisas são exclusividade dos 
sistemas de ensino; ela fala que “os sistemas de ensino incentivarão pesquisas 
sobre processos educativos orientados por valores, visões de mundo, 
conhecimentos afro-brasileiros (...)”. Por fim, a letra “e” está incorreta, pois 
esta não é responsabilidade apenas dos estabelecimentos de ensino, mas sim 
de toda a sociedade. Nesse sentido ainda cabe lembrar que a Resolução faz 
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menção a possibilidade de atuação das instituições de ensino em colaboração 
com outras instituições. 
 
 
 
Seguem as questões vistas nesta aula, sem os comentários, para você 
praticar e ver se, realmente, conseguiu absorver o conteúdo. Hora de praticar! 
 
FUNCAB- 2013- Professor - Pedagogia 
1) De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a 
Educação das Relações Étnico-Raciais e a Lei nº 9.394/1996 
(LDB), NÃO está correta a afirmativa: 
a) as Instituições de Ensino Superior incluirão o assunto nos 
conteúdos de disciplinas e atividades. 
b) será trabalhada unicamente nas disciplinas de Educação 
Artística, Literatura e História do Brasil. 
c) casos que configurem racismo serão tratados como crimes 
imprescritíveis e inafiançáveis. 
d) um dos objetivos é educar cidadãos quanto à pluralidade 
étnico-racial. 
e) tem por objetivo a divulgação e produção de conhecimentos na 
área. 
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2) Dentre as metas explicitadas nas Diretrizes Curriculares 
Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o 
Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, não está 
elencada a 
a) promoção de relações étnico-raciais positivas. 
b) divulgação de obras de historiadores africanos sobre o Brasil. 
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c) aprendizagem de conteúdos históricos sobre a cultura afro- 
brasileira. 
d) produção de conhecimentos que eduquem quanto à 
pluralidade étnico-racial. 
e) participação das redes de ensino na supervisão da elaboração 
de livros e materiais didáticos. 
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3) De acordo com a Resolução nº 1, de 17 de junho de 2004, que 
institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das 
Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura 
Afro-Brasileira e Africana, é correto afirmar que: 
a) A referida Resolução deve ser observada apenas por 
instituições de ensino públicas, excluindo-se as entidades 
privadas. 
b) As Instituições de Ensino Superior devem incluir nos 
conteúdos de disciplinas e atividades curriculares dos cursos que 
ministram, a Educação das Relações Étnico-Raciais, bem como o 
tratamento de questões e temáticas que dizem respeito aos 
afrodescendentes. 
c) O disposto na Resolução não é de observância obrigatória 
pelas instituições de ensino, servindo apenas a título de 
recomendação ou sugestão. 
d) A Educação das Relações Étnico-Raciais tem por objetivo a 
divulgação e produção de conhecimentos, bem como de atitudes, 
posturas e valores que eduquem cidadãos quanto à cultura 
africana apenas. 
e) A Educação das Relações Étnico-Raciais e o estudo de História 
e Cultura AfroBrasileira, e História e Cultura Africana serão 
desenvolvidos por meio de um componente curricular específico a 
ser incluído nos currículos. 
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4) O Conselho Pleno (CP) do Conselho Nacional de Educação 
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(CNE), por meio da Resolução CNE/CP n.º 1/2004, instituiu as 
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações 
Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-
Brasileira e Africana. Com base nesse instrumento legal, julgue 
os itens 
 
Ao estabelecer as diretrizes para a educação das relações étnico-
raciais, a referida resolução concebe que essa educação deve 
estar voltada para a produção do conhecimento, a formação de 
posturas, valores e atitudes que possam garantir o respeito aos 
direitos e a valorização da cultura afro-brasileira. 
 
CEDUC-SP-2008- SUPERVISOR ESCOLAR -CETRO 
 
5) As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das 
Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Culturas 
Afro-Brasileira e Africana constituem-se de orientações, 
princípios e fundamentos para o planejamento, execução e 
avaliação da Educação e 
 
f) têm por meta promover a educação de cidadãos atuantes e 
conscientes no seio da sociedade multicultural e pluriétnica do 
Brasil, buscando relações étnico-sociais positivas, rumo à 
construção de uma nação democrática. 
 
g) devem ser observadas pelas instituições de ensino que atuam 
na educação básica, ficando a critério das instituições de 
Ensino Superior incluí-las, ou não, nos conteúdos das 
disciplinas dos cursos que ministram. 
 
h) preveem o ensino sistemático de História e Culturas Afro-
Brasileira e Africana na educação básica, especificamente 
como conteúdo do componente curricular de História do 
Brasil. 
 
i) definem que os estabelecimentos de ensino estabeleçam 
canais de comunicação com grupos do Movimento Negro, para 
que estes forneçam as bases do projeto pedagógico da escola. 
 
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j) alertam os órgãos colegiados dos estabelecimentos de ensino 
para evitar o exame dos casos de discriminação, pois 
caracterizados como racismo, devem ser tratados como 
crimes, conforme prevê a Constituição Federal em vigor. 
 
ACAFE -2017 –ADMINISTRADOR ESCOLAR- SED-SC 
 
6) O posicionamento da escola diante das relações étnico-raciais, 
de gênero, ambiental e sexual estabelecidas no seu interior 
compreende a construção identitária positiva em relação ao seu 
pertencimento étnico-racial, dentre outros. Considerando o 
exposto, são ações possíveis, exceto: 
 
e) Valorizar a pluralidade estética, respeito às diversas culturas, 
à corporeidade, às formas de ver, sentir e estar no mundo, 
questionando as escolhas pautadas em padrões e/ou marcos 
civilizatórios dominantes. 
 
f) Promover o respeito e o reconhecimento das diferenças 
sexuais e identidades de gênero, entendendo os Direitos 
Humanos em toda a sua diversidade. 
 
g) Exercitar a diversidade como princípio informativo e conceber 
as datas comemorativas como um fato social de valorização da 
cultura hegemônica a ser reproduzido na escola. 
 
h) Garantir a reafirmação das diferenças individuais e coletivas a 
partir do senso de pertencimento identitário e no combate ao 
racismo, machismo, homofobia, xenofobia e a todas as formas 
de discriminação, violências e intolerâncias. 
 
CESPE -2014 – ANALISTA PROCESSUAL- MEC 
 
7) O Conselho Pleno (CP) do Conselho Nacional de Educação 
(CNE), por meio da Resolução CNE/CP n.º 1/2004, instituiu as 
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações 
Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-
Brasileira e Africana. Com base nesse instrumento legal, julgue o 
item seguinte. 
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A partir desse instrumento legal, a Educação das Relações Étnico-
Raciais e o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana 
passaram a ser obrigatórios em todas as etapas e modalidades de 
ensino da educação brasileira, com destaque para as instituições 
com programas de formação inicial e continuada de professores. 
 
CESPE -2014 – ANALISTA PROCESSUAL- MEC 
 
8) O Conselho Pleno (CP) do Conselho Nacional de Educação 
(CNE), por meio da Resolução CNE/CP n.º 1/2004, instituiu as 
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações 
Étnico-Raciais e para o Ensino de História e segue os itens 
 
A Educação das Relações Étnico-Raciais se pauta na mudança de 
valores e atitudes que eduquem cidadãos acerca da pluralidade 
cultural. O Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, 
por sua vez, tem por objetivo o reconhecimento e a valorização 
da identidade, da história e da cultura afro-brasileira, bem como 
a valorização das raízes africanas da nação brasileira, ao lado das 
indígenas, europeias e asiáticas. 
 
FGV- 2014 –PROFESSOR -HISTORIA – SEDUC 
 
9) O Conselho Pleno do Conselho Nacional de Educação aprovou, 
em 2004, resolução que instituiu as “Diretrizes Curriculares 
Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o 
Ensino da História e Cultura Afro- Brasileira e Africana”. 
 
O conjunto de diretrizes estabelecido, pautado em marcos legais 
anteriores (como a Lei nº 10.639, de 2003), especificou que 
 
a) a Educação das Relações Étnico-Raciais teria como meta a 
valorização da sociedade multicultural e pluriétnica do Brasil, 
visando à construção de uma efetiva democracia racial. 
 
b) o cumprimento das referidas Diretrizes Curriculares seria 
obrigatório, passando a ser considerado na avaliação das 
condições de funcionamento dos estabelecimentos de ensino. 
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c) a exclusividade da Educação das Relações Étnico-Raciais como 
componentes curriculares de História do Brasil, visando à 
efetivação da aplicação sistemática dos termos da Lei nº 
10.639/2003. 
 
d) a avaliação do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e 
Africanas deveria ser feita em atividades periódicas, 
comunicando-se o resultado de tais atividades ao Movimento 
Negro. 
 
e) o reconhecimento das raízes africanas da nação brasileira 
deveria ser garantido como elemento primordial na formação da 
identidade nacional, em detrimento de indígenas, europeus e 
asiáticos. 
 
UFMA- 2016 – PEDAGOGO- UFMA 
 
10) As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das 
Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura 
Afro-Brasileira e Africanas constituem-se de orientações, 
princípios e fundamentos para o planejamento, execução e 
avaliação da Educação, visando à formação de cidadãos 
conscientes e atuantes no contexto multicultural e pluriétnico da 
sociedade brasileira. De acordo com o enunciado, marque o item 
correto. 
 
a)(...) Valorização, de forma diferenciada, da história dos 
indígenas e dos povos africanos e da cultura afro-brasileira na 
construção histórica e cultural brasileira. 
 
b)(...) O ensino sistemático de história e cultura afro-brasileira e 
africana na Educação Básica refere-se, em especial, aos 
componentes curriculares de Educação Artística, Língua 
Portuguesa, Geografia e História do Brasil. 
 
c)(...) Diretrizes Curriculares Nacionais estabelecem que as 
pesquisas sobre os conhecimentos afro-brasileiros são de 
responsabilidade exclusiva dos sistemas de ensino. 
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d)(...) O ensino de história e cultura afro-Brasileira e africana 
tem por objetivo o reconhecimento e valorização da identidade, 
história e cultura dos afro-brasileiros. 
 
e)(...) Os estabelecimentos de ensino são os únicos responsáveis 
pela formação étnico-racial, conforme as finalidades 
estabelecidas nas Diretrizes Curriculares Nacionais. 
 
 
 
 
1 – B 
2 – B 
3 – B 
4 – Errado 
5 – A 
6 – C 
7 – Certo 
8 – Certo 
9 – B 
10 – D 
 
 
Bons estudos! 
 
Até a próxima! 
 
 
 
 
 
 
 
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Principais fontes: 
 
 
Parecer CNE/CP 003/2004 : http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/003.pdf 
Proclamação da Década Internacional de Povos Afrodescendentes: 
https://nacoesunidas.org/img/2014/10/N1362881_pt-br.pdf 
Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial: 
http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-
permanentes/cdhm/comite-brasileiro-de-direitos-humanos-e-politica-
externa/ConvIntElimTodForDiscRac.html 
Normas: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11645.htm#art1 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.639.htm 
http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/res012004.pdf 
http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb004_10.pdf 
 
 
 
 
Em caso de dúvidas: 
 
Aguardo-lhe na próxima aula. 
Bons estudos! 
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