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Livro Eletrônico Aula 04 Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos p/ SEE-MG (Professor Todas as Áreas) Professor: Greisi Goulart 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 1 de 47 APRESENTAÇÃO DO TEMA Seja bem-vindo (a) à Aula 04 do Curso de Conhecimentos Didáticos- Pedagógicos SEE-MG, especialmente dedicado ao cargo de Professor (todas as áreas). Não deixe de acompanhar as novidades no canal do aluno, por meio das nossas respostas no fórum de dúvidas e dos nossos possíveis recados gerais com dicas complementares, até a data da prova. AULA 04 X - A Educação das Relações Étnico-Raciais e a Década Internacional dos Povos Afrodescendentes. 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 2 de 47 APRESENTAÇÃO DA AULA 04 Assim como ocorrerá com as demais aulas deste curso, esta aula possui um formato predominantemente teórico, conceitual e analítico. A aula 04 abordará o seguinte item constante no tópico IX (Conhecimentos Pedagógicos), que será exigido para o cargo de Professor (todas as áreas): “A Educação das Relações Étnico-Raciais e a Década Internacional dos Povos Afrodescendentes”. Organizamos esta aula de forma esquemática, com alguns tópicos de destaque (itens e conceitos que consideramos mais relevantes) para facilitar o entendimento do assunto. Claro que, os temas que serão cobrados na prova, da forma que foram elencados no Edital, são um tanto abstratos e muito abrangentes, permitindo que a banca exija muitos conteúdos relacionados. Assim, seria impossível termos a pretensão de esgotar os temas relacionados a este item, neste sentido, focaremos nos temas cuja intuição indica como necessários à resolução das possíveis questões da prova vindoura. No estudo desta aula, é necessário que você mantenha a “mente aberta”, pois entraremos num conteúdo teórico associado às ciências sociais e humanas, onde nem sempre existem conceitos únicos, nem respostas únicas aos problemas apresentados. “Os únicos limites da sua mente são aqueles que você acredita ter” Autor desconhecido 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 3 de 47 IMPORTANTE: Este curso não se trata de um curso integralmente desenvolvido em videoaulas, pelo contrário, as videoaulas que poderão vir a ser disponibilizadas servem como complemento às aulas escritas. Observação importante: Além das aulas em PDF, estaremos disponíveis para retirar dúvidas dos alunos matriculados, por meio do fórum virtual, e, sempre que entender necessário, disponibilizaremos materiais extras aos matriculados, visando contribuir neste processo de preparação para a prova. Observação importante II: este curso é protegido por direitos autorais (copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. Grupos de rateio e pirataria são clandestinos, violam a lei e prejudicam os professores que elaboram os cursos. Valorize o trabalho de nossa equipe adquirindo os cursos honestamente através do site Estratégia Concursos. 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 4 de 47 A Educação das Relações Étnico- Raciais e a Década Internacional dos Povos Afrodescendentes Na aula passada estudamos “A Educação das Relações Étnico-Raciais”. Nesta aula, daremos continuidade ao tema, estudando em mais detalhes a “Década Internacional dos Povos Afrodescendentes”. Ao final, faremos exercícios que abordarão assuntos abordados nas duas aulas. Vamos ao trabalho! A Educação das Relações Étnico-Raciais e a Década Internacional dos Povos Afrodescendentes De acordo com a ONU, existem aproximadamente 200 milhões de pessoas vivendo nas Américas que se identificam como afrodescendentes. Além desses, diversos outros afrodescendentes vivem fora do continente africano. Independentemente de estarem fora da África por serem descendentes das vítimas do tráfico de escravos ou por serem migrantes mais recentes, os afrodescendentes constituem alguns dos grupos mais pobres e marginalizados. A ONU aponta que uma série de estudos e pesquisas de órgãos nacionais e internacionais demonstram que essas pessoas ainda têm acesso limitado a educação de qualidade, serviços de saúde, moradia e segurança. Muitas vezes pouco reconhecimento e respeito são dados aos esforços das pessoas de ascendência africana para buscar compensação por sua condição atual. Todos eles são, com frequência, vítimas de discriminação 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 5 de 47 perante a justiça, enfrentam alarmantes índices de violência policial e discriminação racial. Além disso, a ONU aponta que o grau de participação política dos afrodescendentes é baixo, seja na votação seja na ocupação de cargos políticos. Adicionalmente, os afrodescendentes podem sofrer de múltiplas formas de discriminação baseadas em outros critérios relacionados, como idade, sexo, idioma, religião, opinião política ou outra, classe social, incapacidade, origem ou outros. Por tudo isto, a promoção e proteção dos direitos humanos de afrodescendentes tem sido uma prioridade para as Nações Unidas. A Declaração de Durban e Programa de Ação, que foram firmados em 2001, na Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e a Intolerância Relacionada em Durban, África do Sul, e revisados em 2009, reconhecem que afrodescendentes foram vítimas de escravidão, do tráfico de escravos e do colonialismo, e continuam sendo vítimas das consequências. O processo de Durban deu visibilidade aos afrodescendentes e contribuiu para um avanço significativo na promoção e proteção de seus direitos, como resultado de ações concretas tomadas pelos Estados, pela ONU, por outras organizações internacionais e regionais e pela sociedade civil. Ainda assim, apesar de avanços originais, o racismo e a discriminação racial, sejam diretos ou indiretos, velados ou manifestos, de fato ou de direito, continuam a se revelar nas desigualdades e desvantagens. Em 2013, foi proclamado pela resolução 68/237 que o período de 2015 a 2024 seria reconhecida como a Década Internacional de Afrodescendentes da Assembleia Geral, proporcionando uma estrutura sólida para as Nações Unidas, os Estados-membros, a sociedade civil e todos os outros atores relevantes para tomar medidas eficazes para a implementação do programa de atividades voltado para o espírito de reconhecimento, justiça e desenvolvimento. Segundo a ONU, o período também será uma oportunidade única de apoiar o Ano Internacional de Povos Afrodescendentes, comemorado pela 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 6 de 47 comunidade internacional em 2011, além de destacar a importante contribuição dada pelos afrodescendentes para todas as sociedades e propor ações concretas para promover a sua efetiva inclusão, o combate ao racismo, à discriminação racial, à xenofobia e à intolerância. Fonte: http://decada-afro-onu.org/background.shtml, com adaptações Agora vamos ver a Proclamação da Década Internacional de Povos Afrodescendentes na íntegra, já que se trata de um documento pequeno. Eliminação do racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerâncias correlatas: a implementação completa da Declaração e do Programa de Ação de Durban. Projeto de resolução apresentado pelo Presidente da Assembleia Geral. A Declaração fará referência a uma série de outras declarações/ normas/ regulamentos. Não se preocupe com elas. Preocupe-se com o conteúdo em si da Declaração, em especial, com os conteúdos destacados. Proclamação da Década Internacional de Povos Afrodescendentes A Assembleia Geral, Lembrando sua resolução 52/111 de 12 de dezembro de 1997, pela qual se decidiu convocar a Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Intolerâncias Correlatas, e suas resoluções 56/266 de 27 de março de 2002, 57/195 de 18 de dezembro de 2002, 58/160 de 22 de dezembro de 2003, 59/177 de 20 de dezembro de 2004 e 60/144 de 16 de dezembro de 2005, que orientaram o abrangente seguimento da Conferência Mundial e a implementação efetiva da Declaração e 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 7 de 47 Programa de Ação de Durban, Reiterando que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos e têm o potencial de contribuir construtivamente para o desenvolvimento e o bem-estar de suas sociedades, e que qualquer doutrina de superioridade racial é cientificamente falsa, moralmente condenável, socialmente injusta e perigosa e deve ser rejeitada, juntamente com teorias que tentam determinar a existência de raças humanas distintas, Reconhecendo os esforços e as iniciativas empreendidas pelos Estados para proibir a discriminação e a segregação para gerar o pleno desfrute dos direitos econômicos, sociais e culturais, bem como civis e políticos, Enfatizando que, apesar dos esforços nesse sentido, milhões de seres humanos continuam sendo vítimas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerâncias correlatas, inclusive suas manifestações contemporâneas, algumas das quais tomam formas violentas, Enfatizando sua resolução 64/169 de 18 de dezembro de 2009, que proclama 2011 como o Ano Internacional de Povos Afrodescendentes, Lembrando suas resoluções 3057 (XXVIII) de 02 de novembro de 1973, 38/14 de 22 de novembro de 1983 e 48/91 de 20 de dezembro de 1993, que proclamam as três Décadas de Combate ao Racismo e à Discriminação Racial, e consciente do fato de que seus objetivos ainda estão para ser alcançados, Sublinhando sua resolução 67/155 de 20 de dezembro de 2012, pela qual solicitou ao presidente da Assembleia Geral, em consulta com os Estados-membros, os programas e organizações pertinentes das Nações Unidas e a sociedade civil, incluindo as organizações não governamentais, o lançamento de uma consulta informal no processo preparatório para a proclamação da Década Internacional de Povos Afrodescendentes, com o tema “Povos afrodescendentes: reconhecimento, justiça e desenvolvimento”, com vista à proclamação da Década Internacional em 2013, 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 8 de 47 Lembrando o parágrafo 61 de sua resolução 66/144 de 19 de dezembro de 2011, pelo qual se encoraja o Grupo de Trabalho de Especialistas sobre Povos Afrodescendentes a desenvolver um programa de ação, incluindo um tema, para aprovação pelo Conselho de Direitos Humanos, e neste sentido toma nota da resolução 21/33 de 28 de setembro de 2012 do Conselho de Direitos Humanos, na qual o Conselho elogiou o projeto do programa de ação para a Década de Povos Afrodescendentes e decidiu encaminhá-lo à Assembleia Geral, com vista à sua adoção, Tomando nota com satisfação do trabalho realizado pelo Grupo de Trabalho de Especialistas sobre Povos Afrodescendentes na produção de um projeto de programa de ação que é abrangente e cobre uma ampla gama de áreas que poderiam servir como um quadro amplo para o programa de ação para a Década Internacional de Povos Afrodescendentes, bem como o relatório do secretário-geral sobre como tornar a Década Internacional de Povos Afrodescendentes eficaz,2 1. Decide proclamar a Década Internacional de Povos Afrodescendentes, com início em 1 de janeiro de 2015 e final em 31 de dezembro de 2024, com o tema “Povos afrodescendentes: reconhecimento, justiça e desenvolvimento”, a ser lançada oficialmente logo após o debate geral da sexagésima nona sessão da Assembleia Geral; 2. Solicita ao presidente da Assembleia Geral, através do facilitador, para continuar as consultas com os Estados-membros da Assembleia Geral e outros interessados, tendo em vista a elaboração de um programa para a implementação da Década Internacional de Povos Afrodescendentes, com um projeto de programa desenvolvido pelo Grupo de Trabalho Intergovernamental sobre a Implementação efetiva da Declaração e Programa de Ação de Durban, para ser finalizado e adotado durante a sexagésima oitava sessão da Assembleia Geral e, o mais tardar, até 30 de junho de 2014; 3. Solicita a atribuição de financiamento do orçamento regular e de recursos extraorçamentários da Organização das Nações Unidas para a efetiva implementação do programa de ação e atividades no âmbito da Década Internacional de Povos Afrodescendentes. 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 9 de 47 Programa de Atividades para a Implementação da Década Internacional de Afrodescendentes A Assembleia Geral da ONU proclamou o período entre 2015 e 2024 como a Década Internacional de Afrodescendentes (resolução 68/237) citando a necessidade de reforçar a cooperação nacional, regional e internacional em relação ao pleno aproveitamento dos direitos econômicos, sociais, culturais, civis e políticos de pessoas de afrodescendentes, bem como sua participação plena e igualitária em todos os aspectos da sociedade. Tal como foi proclamada pela Assembleia Geral, o tema para a Década Internacional de Afrodescendentes é “reconhecimento, justiça e desenvolvimento”. • Objetivos da Década Os principais objetivos da Década Internacional são: • Promover o respeito, proteção e cumprimento de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais das pessoas afrodescendentes, como reconhecido na Declaração Universal dos Direitos Humanos; • Promover um maior conhecimento e respeito pelo patrimônio diversificado, a cultura e a contribuição de afrodescendentes para o desenvolvimento das sociedades; • Adotar e reforçar os quadros jurídicos nacionais, regionais e internacionais de acordo com a Declaração e Programa de Ação de Durban e da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, bem como assegurar a sua plena e efetiva implementação. • Implementação do Programa de AtividadesA implementação do Programa de Atividades da Década Internacional de Afrodescendentes, que foi aprovado pela Assembleia Geral, deve ser implementado em vários níveis. Em nível nacional, os Estados devem tomar medidas concretas e práticas por meio da adoção e efetiva implementação, nacional e 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 10 de 47 internacional, de quadros jurídicos, políticas e programas de combate ao racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata enfrentados por afrodescendentes, tendo em conta a situação particular das mulheres, meninas e jovens do sexo masculino nas seguintes atividades: ✓ Reconhecimento ✓ Justiça ✓ Desenvolvimento ✓ Discriminação múltipla ou agravada Nos níveis regional e internacional, a comunidade internacional e as organizações internacionais e regionais são chamadas para, entre outras coisas, sensibilizar e disseminar a Declaração e Programa de Ação de Durban e a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, ajudar os Estados na implementação plena e efetiva de seus compromissos no âmbito da Declaração e Programa de Ação de Durban, recolher dados estatísticos, incorporar os direitos humanos nos programas de desenvolvimento e honrar e preservar a memória histórica de pessoas afrodescendentes. Há também uma série de passos e medidas a serem tomadas pela Assembleia Geral da ONU, incluindo a nomeação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) para atuar como coordenador da Década, a criação de um fórum para servir como um mecanismo de consulta, a convocação de uma avaliação final da década, bem como garantir a conclusão da construção e da inauguração, antes da revisão intercalar em 2020, de um memorial permanente na sede da ONU em homenagem à memória das vítimas da escravidão e do tráfico transatlântico de escravos. 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 11 de 47 INFORMAÇÕES IMPORTANTES 2011 – Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes 1/1/2015 a 31/12/2024 – Década Internacional de Afrodescendentes A Década Internacional de Afrodescendentes foi declarada na 69ª sessão de Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas - ONU O tema da Década Internacional de Afrodescendentes é “reconhecimento, justiça e desenvolvimento”. Os principais objetivos da Década Internacional são: • Promover o respeito, proteção e cumprimento de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais das pessoas afrodescendentes, como reconhecido na Declaração Universal dos Direitos Humanos; • Promover um maior conhecimento e respeito pelo patrimônio diversificado, a cultura e a contribuição de afrodescendentes para o desenvolvimento das sociedades; • Adotar e reforçar os quadros jurídicos nacionais, regionais e internacionais de acordo com a Declaração e Programa de Ação de Durban e da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, bem como assegurar a sua plena e efetiva implementação. • Implementação do Programa de Atividades Em nível nacional, os Estados devem tomar medidas concretas relacionadas ao (à): • Reconhecimento • Justiça • Desenvolvimento • Discriminação múltipla ou agravada 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 12 de 47 Nos níveis regional e internacional, a comunidade internacional e as organizações internacionais e regionais são chamadas para, entre outras coisas: • sensibilizar e disseminar a Declaração e Programa de Ação de Durban e a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, • ajudar os Estados na implementação plena e efetiva de seus compromissos no âmbito da Declaração e Programa de Ação de Durban, • recolher dados estatísticos, incorporar os direitos humanos nos programas de desenvolvimento e • honrar e preservar a memória histórica de pessoas afrodescendentes. Agora vamos ver a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, conteúdo que complementa o estudo da educação para as relações étnico-raciais. O texto que trouxemos é importante porque se trata de uma referência explícita do seu Edital e, de fato, tem relação direta com os temas estudados. Também veremos a convenção na íntegra, fazendo destaques para as partes mais relevantes. Observação: Quando colocamos textos na íntegra, nosso objetivo maior é facilitar a sua assimilação do conteúdo. Não se preocupe em decorar, preocupe-se em entender a ideia e busque memorizar apenas aquilo a que damos destaque. A resolução de questões de diversas bancas também ajuda a focar no que os avaliadores costumam cobrar. Mas, ainda assim, a leitura de toda aula é importante, pois embora haja uma tendência mostrada nas questões, sempre há algumas inovações e precisamos estar preparados para elas. ٚ Voltando... Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 13 de 47 as Formas de Discriminação Racial Adotada pela Resolução n.º 2.106-A da Assembleia das Nações Unidas, em 21 de dezembro de 1965. Aprovada pelo Decreto Legislativo n.º 23, de 21.6.1967. Ratificada pelo Brasil em 27 de março de 1968. Entrou em vigor no Brasil em 4.1.1969. Promulgada pelo Decreto n.º 65.810, de 8.12.1969. Publicada no D.O. de 10.12.1969 Atenção: esta convenção foi adotada pela ONU em 1965 e ratificada pelo Brasil em 1968, entrando em vigor em 1969. Os Estados Membros na presente Convenção, Considerando que a Carta das Nações Unidas baseia-se em princípios de dignidade e igualdade inerentes a todos os serres humanos, e que todos os Estados Membros comprometem-se a tomar medidas separadas e conjuntas, em cooperação com a Organização, para a consecução de um dos propósitos das Nações Unidas, que é promover e encorajar o respeito universal e a observância dos direitos humanos e das liberdades fundamentais para todos sem discriminação de raça, sexo, idioma ou religião. O Brasil é um Estado Membro da ONU, portanto também se comprometeu em tomar medidas para a garantia dos direitos humanos. Um dos propósitos da ONU é: promover e encorajar o respeito universal e a observância dos direitos humanos e das liberdades fundamentais para todos sem discriminação de raça, sexo, idioma ou religião. Considerando que a Declaração Universal dos Direitos Humanos proclama que todos os seres humanos nascem livres e iguais sem dignidade e direitos e que toda pessoa pode invocar todos os direitos estabelecidos nessa Declaração, sem distinção alguma, e principalmente de raça, cor ou origem nacional. Considerando que todas as pessoas são iguais perante a lei e têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação e contra qualquer 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br14 de 47 incitamento à discriminação. Considerando o suposto autor baseia-se em princípios de dignidade e igualdade inerentes a todos os seres humanos, e que todos os Estados Membros comprometem-se a tomar medidas separadas e conjuntas, em cooperação com a Organização, para a consecução de um dos propósitos da Nações Unidas, que é promover e encorajar o respeito universal e a observância dos direitos humanos e das liberdades fundamentais para todos, sem discriminação de arca, sexo, idioma ou religião. Considerando que a Declaração Universal dos Direitos Humanos proclama "que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos e que toda pessoa pode invocar todos os direitos estabelecidos nessa Declaração, sem distinção alguma, e principalmente de raça, cor ou origem nacional". Considerando que todas as pessoas são iguais perante a lei e têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação e contra qualquer incitamento à discriminação. Considerando que as Nações Unidas têm condenado o colonialismo e todas as práticas de segregação e discriminação a ele associadas, em qualquer forma e onde quer que existam, e que a Declaração sobre a Outorga da Independência aos Países e Povos Coloniais de 14 de dezembro de 1960 (Resolução n. 1514 (XV) da Assembléia Geral) afirmou e proclamou solenemente a necessidade de levá-las a um fim rápido e incondicional. Considerando que a Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial de 20 de dezembro de 1963 (Resolução n. 1.904 (XVIII) da Assembléia Geral) afirma solenemente a necessidade de eliminar rapidamente a discriminação racial no mundo, em todas as suas formas e manifestações, e de assegurar a compreensão e o respeito à dignidade da pessoa humana. Convencidos de que a doutrina da superioridade baseada em diferenças raciais é cientificamente falsa, moralmente condenável, socialmente injusta e perigosa, e que não existe justificação para a discriminação racial, em teoria ou na prática, em lugar algum. Reafirmando que a discriminação entre as pessoas por motivo de raça, 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 15 de 47 cor ou origem étnica é um obstáculo às relações amistosas e pacíficas entre as nações e é capaz de perturbar a paz e a segurança entre os povos e a harmonia de pessoas vivendo lado a lado, até dentro de um mesmo Estado. Convencidos de que a existência de barreiras raciais repugna os ideais de qualquer sociedade humana. Alarmados por manifestações de discriminação racial ainda em evidência em algumas áreas do mundo e por políticas governamentais baseadas em superioridade racial ou ódio, como as políticas de apartheid, segregação ou separação. Resolvidos a adotar todas as medidas necessárias para eliminar rapidamente a discriminação racial em todas as suas formas e manifestações, e a prevenir e combater doutrinas e práticas racistas e construir uma comunidade internacional livre de todas as formas de segregação racial e discriminação racial. Levando em conta a Convenção sobre a Discriminação no Emprego e Ocupação, adotada pela Organização Internacional do Trabalho de 1958, e a Convenção contra a Discriminação no Ensino, adotada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, em 1960. Desejosos de completar os princípios estabelecidos na Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial e assegurar o mais cedo possível a adoção de medidas práticas para esse fim. Acordam o seguinte: Os artigos 1º ao 7º são os que ganham destaque no que se refere ao estudo da educação para as relações étnico-raciais. 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 16 de 47 PARTE I Artigo1º §1. Para fins da presente Convenção, a expressão "discriminação racial" significará toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por objeto ou resultado anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício em um mesmo plano (em igualdade de condição) de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública. §2. Esta Convenção não se aplicará às distinções, exclusões, restrições e preferências feitas por um Estado Membro entre cidadãos e não- cidadãos. §3. Nada nesta Convenção poderá ser interpretado como afetando as disposições legais dos Estados Membros, relativas à nacionalidade, cidadania e naturalização, desde que tais disposições não discriminem contra qualquer nacionalidade particular. §4. Não serão consideradas discriminação racial as medidas especiais tomadas com o único objetivo de assegurar o progresso adequado de certos grupos raciais ou étnicos ou de indivíduos que necessitem da proteção que possa ser necessária para proporcionar a tais grupos ou indivíduos igual gozo ou exercício de direitos humanos e liberdades fundamentais, contanto que tais medidas não conduzam, em consequência, à manutenção de direitos separados para diferentes grupos raciais e não prossigam após terem sido alcançados os seus objetivos. Artigo 2º §1.Os Estados Membros condenam a discriminação racial e comprometem-se a adotar, por todos os meios apropriados e sem dilações, uma política destinada a eliminar a discriminação racial em todas as suas formas e a encorajar a promoção de entendimento entre todas as raças, e para este fim: a) Cada Estado Membro compromete-se a abster-se de incorrer em todo ato ou prática de discriminação racial contra pessoas, grupos de pessoas ou instituições e zelar para que as autoridades públicas nacionais 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 17 de 47 ou locais atuem em conformidade com esta obrigação. b) Cada Estado Membro compromete-se a não encorajar, defender ou apoiar a discriminação racial praticada por uma pessoa ou uma organização qualquer. c) Cada Estado Membro deverá tomar as medidas eficazes, a fim de rever as políticas governamentais nacionais e locais e modificar, sub-rogar ou anular qualquer disposição regulamentar que tenha como objetivo criar a discriminação ou perpetuá-la onde já existir. d) Cada Estado Membro deverá tomar todas as medidas apropriadas, inclusive, se as circunstâncias o exigirem, medidas de natureza legislativa, para proibir e pôr fim à discriminação racial praticada por quaisquer pessoas, grupo ou organização. e) Cada Estado Membro compromete-se a favorecer, quando for o caso, as organizações e movimentos multirraciais, bem como outros meios próprios para eliminar as barreiras entre as raças e a desencorajar o que tenda a fortalecer a divisão racial. §2. Os Estados Membros tomarão, se as circunstâncias o exigirem, nos campos social, econômico, cultural e outros, medidas especiais e concretas para assegurar, como convier, o desenvolvimento ou a proteção de certos grupos raciais ou de indivíduos pertencentes a esses grupos, com o objetivo de garantir-lhes, em condições de igualdade, o pleno exercício dos direitos humanos e das liberdades fundamentais. Essas medidas não deverão, em caso algum, ter a finalidade de manter direitos desiguais ou distintos para os diversos grupos raciais, depoisde alcançados os objetivos, em razão dos quais foram tomadas. Artigo 3º Os Estados Membros condenam a segregação racial e o apartheid e comprometem-se a proibir e a eliminar nos territórios sob a sua jurisdição todas as práticas dessa natureza. 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 18 de 47 Artigo 4º Os Estados Membros condenam toda propaganda e todas as organizações que se inspirem em ideias ou teorias baseadas na superioridade de uma raça ou de um grupo de pessoas de uma certa cor ou de uma certa origem étnica ou que pretendam justificar ou encorajar qualquer forma de ódio e de discriminação raciais, e comprometem-se a adotar imediatamente medidas positivas destinadas a eliminar qualquer incitação a uma tal discriminação, ou quaisquer atos de discriminação com este objetivo, tendo em vista os princípios formulados na Declaração Universal dos Direitos do Homem e os direitos expressamente enunciados no artigo V da presente Convenção, eles se comprometem principalmente: a) A declarar, como delitos puníveis por lei, qualquer difusão de ideias baseadas na superioridade ou ódio raciais, qualquer incitamento à discriminação racial, assim como quaisquer atos de violência ou provocação a tais atos, dirigidos contra qualquer raça ou qualquer grupo de pessoas de outra cor ou de outra origem étnica, como também qualquer assistência prestada a atividades racistas, inclusive seu financiamento. b) A declarar ilegais e a proibir as organizações, assim como as atividades de propaganda organizada e qualquer outro tipo de atividade de propaganda que incitarem à discriminação racial e que a encorajarem e a declarar delito punível por lei a participação nessas organizações ou nessas atividades. c) Direitos políticos, particularmente direitos de participar nas eleições — de votar e ser votado — conforme o sistema de sufrágio universal e igual, de tomar parte no Governo, assim como na direção dos assuntos públicos qualquer nível, e de aceso em igualdade de condições às funções públicas. d)Outros direitos civis, particularmente: I) Direito de circular livremente e de escolher residência dentro das fronteiras do Estado. II) Direito de deixar qualquer país, inclusive o seu, e de voltar ao seu país. 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 19 de 47 III) Direito a uma nacionalidade. IV) Direito a casar-se e escolher o cônjuge. V) Direito de qualquer pessoa, tanto individualmente como em conjunto, à propriedade. VI) Direito de herdar. VII) Direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião. VIII) Direito à liberdade de opinião e de expressão. IX) Direito à liberdade de reunião e de associação pacíficas: a) Direitos econômicos, sociais e culturais, principalmente. b) Direito ao trabalho, à livre escolha de trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho, à proteção contra o desemprego, à um salário igual para um trabalho igual, à uma remuneração equitativa e satisfatória. c) Direito de fundar sindicatos e a eles se afiliar. d) Direito à habitação. e) Direito à saúde pública, a tratamento médico, à previdência social e aos serviços sociais. f) Direito à educação e à formação profissional. g) Direito à igual participação nas atividades culturais. i) Direito de acesso a todos os lugares e serviços destinados ao uso do público, tais como meios de transporte, hotéis, restaurantes, cafés, espetáculos e parques. Artigo 6º Os Estados Membros assegurarão, a qualquer pessoa a que estiver sob sua jurisdição, proteção e recursos eficazes perante os tribunais nacionais e a outros órgãos do Estado, competentes, contra quaisquer formas de discriminação racial e que, contrariamente à 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro d Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 20 de 47 presente Convenção, violarem seus diretos individuais e suas liberdades fundamentais, assim como o direito de expressar a suas tribunas uma satisfação ou reparação justa e adequada por qualquer dano de expressar que foi vítima, em decorrência tal discriminação. Artigo 7º Os Estados Membros comprometem-se a tomar as medidas imediatas e eficazes , principalmente no campo do ensino, educação, cultura, e informação, para lutar contra preconceitos que levem à discriminação racial e promover o entendimento, a tolerância e a amizade entre nações e grupos raciais e étnicos, assim como propagar os propósitos e os princípios da Carta das Nações Unidas, da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Declaração das Nações Unidas Sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação Racial e da presente Convenção. Observe que uma das orientações da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial é a de que o combate à discriminação se dê na escola, por meio do ensino, da educação. orientação totalmente alinhada com a prática da educação para as relações étnico-raciais. PARTE II Artigo 8º §1. Será estabelecido um Comitê sobre a Eliminação da Discriminação Racial (doravante denominado "Comitê"), composto de dezoito peritos de grande prestígio moral e reconhecida imparcialidade, que serão eleitos pelos Estados Membros dentre os seus nacionais e que exercerão suas funções a título pessoal, levando-se em conta uma distribuição geográfica equitativa e a representação das formas diversas de civilização, assim como dos principais sistemas jurídicos. §2. Os membros do Comitê serão eleitos em votação secreta dentre 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro 9 Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 21 de 47 uma lista de pessoas indicadas pelos Estados Membros. Cada Estado Membro pode indicar uma pessoa dentre os seus nacionais. §3. A primeira eleição se realizará seis meses após a data da entrada em vigor da presente Convenção. Ao menos três meses antes da data de cada eleição, o Secretário Geral da Organização das Nações Unidas enviará uma carta aos Estados Membros para convidá-los a apresentar suas candidaturas no prazo de dois meses. O Secretário Geral da Organização das Nações Unidas organizará uma lista, por ordem alfabética, de todos os candidatos assim designados, com indicações dos Estados Membros que os tiverem designado, e a comunicará aos Estados Membros. §4. Os membros do Comitê serão eleitos durante uma reunião dos Estados Membros convocada pelo Secretário Geral das Nações Unidas. Nesta reunião, na qual o quórum será estabelecido por dois terços dos Estados Membros, serão eleitos membros do Comitê os candidatos que obtiverem o maior número de votos e a maioria absoluta dos votos dos representantes dos Estados Membros presentes e votantes. §5 Os membros do Comitê serão eleitos para um mandato de quatro anos. Entretanto, o mandato de nove dos membros eleitos na primeira eleição expirará ao final de dois anos; imediatamente após a primeira eleição, os nomes desses nove membros serão escolhidos, por sorteio, pelo Presidente do Comitê. Para preencher as vagas fortuitas, o EstadoMembro cujo perito tenha deixado de exercer suas funções de membro do Comitê nomeará outro perito entre seus nacionais, sob reserva da aprovação do Comitê. §6. Os Estados Membros serão responsáveis pelas despesas dos membros do Comitê para o período em que estes desempenharem funções no Comitê. Artigo 9º §1. Os Estados Membros comprometem-se a submeter ao Secretário Geral das Nações Unidas, para exame do Comitê, um relatório sobre as medidas legislativas, judiciárias, administrativas ou outras que adotarem para tornarem efetivas as disposições desta 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro 4 Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 22 de 47 Convenção: a) No prazo de um ano, a partir da entrada em vigor da Convenção, para o Estado interessado. b) Posteriormente, pelo menos a cada quatro anos e toda vez que o Comitê vier a solicitar. c) O Comitê poderá solicitar informações complementares aos Estados Membros. §2. O Comitê submeterá anualmente à Assembleia Geral um relatório sobre suas atividades e poderá fazer sugestões e recomendações de ordem geral baseadas no exame dos relatórios e das informações recebidas dos Estados Membros. Levará estas sugestões e recomendações de ordem geral ao conhecimento da Assembleia Geral e, se as houver, juntamente com as observações dos Estados Membros. Artigo 10º §1. O Comitê adotará seu próprio regulamento interno. §2. O Comitê elegerá sua Mesa para um período de dois anos. §3. O Secretário Geral das Nações Unidas fornecerá os serviços de Secretaria ao Comitê. §4. O Comitê reunir-se-á normalmente na sede das Nações Unidas. Artigo 11 §1. Se um Estado Membro considerar que outro Estado Membro não vem cumprindo as disposições da presente Convenção poderá chamar a atenção do Comitê sobre a questão. O Comitê transmitirá, então, a comunicação ao Estado Membro interessado. Em um prazo de três meses, o Estado destinatário submeterá ao Comitê as explicações ou declarações por escrito, a fim de esclarecer a questão e indicar as medidas corretivas que por acaso tenham sido tomadas pelo referido Estado. 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro 5 Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 23 de 47 §2. Se, dentro do prazo de seis meses, a contar da data do recebimento da comunicação original pelo Estado destinatário, a questão não estiver dirimida satisfatoriamente para ambos os Estados Membros interessados, por meio de negociações bilaterais ou por qualquer outro processo que estiver a sua disposição, tanto um como o outro terão o direito de submetê-la ao Comitê, mediante notificação endereçada ao Comitê ou ao outro Estado interessado. §3. O Comitê só poderá tomar conhecimento de uma questão, de acordo com o "§2 do presente artigo", após ter assegurado que todos os recursos internos disponíveis tenham sido utilizados e esgotados, em conformidade com os princípios do Direito Internacional geralmente reconhecidos. Não se aplicará essa regra quando a aplicação dos mencionados recursos exceder prazos razoáveis. §4. Em qualquer questão que lhe for submetida, o Comitê poderá solicitar aos Estados Membros presentes que lhe forneçam quaisquer informações complementares pertinentes. §5. Quando o Comitê examinar uma questão conforme o presente artigo, os Estados Membros interessados terão o direito de nomear um representante que participará, sem direito de voto, dos trabalhos no Comitê durante todos os debates. Artigo 12 §1. Depois que o Comitê obtiver e consultar as informações que julgar necessárias, o Presidente nomeará uma Comissão de Conciliação ad hoc (doravante denominada "Comissão"), composta de 5 pessoas que poderão ou não ser membros do Comitê. Os membros serão nomeados com o consentimento pleno e unânime das partes na controvérsia e a Comissão porá seus bons ofícios à disposição dos Estados presentes, com o objetivo de chegar a uma solução amigável da questão, baseada no respeito à presente Convenção. Se os Estados Membros na controvérsia não chegarem a um entendimento em relação a toda ou parte da composição da Comissão, em um prazo de três meses, os membros da Comissão que não tiverem o assentimento dos Estados Membros na controvérsia serão eleitos por 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro 2 Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 24 de 47 escrutínio secreto, dentre os próprios membros do Comitê, por maioria de dois terços. §2. Os membros da Comissão atuarão a título individual. Não deverão ser nacionais de um dos Estados Membros na controvérsia nem de um Estado que não seja parte na presente Convenção. §3. A Comissão elegerá seu Presidente e adotará seu regulamento interno. §4. A Comissão reunir-se-á na Sede das Nações Unidas ou em qualquer outro lugar apropriado que a Comissão determinar. §5. O secretariado, previsto no "§3 do artigo 10º", prestará igualmente seus serviços à Comissão cada vez que uma controvérsia entre os Estados Membros provocar sua formação. §6. Todas as despesas dos membros da Comissão serão divididas igualmente entre os Estados Membros na controvérsia, com base em um cálculo estimativo feito pelo Secretário Geral. §7. O Secretário Geral ficará autorizado a pagar, se for necessário, as despesas dos membros da Comissão, antes que o reembolso seja efetuado pelos Estados Membros na controvérsia, de conformidade com o "§6 do presente artigo". §8. As informações obtidas e confrontadas pelo Comitê serão postas à disposição da Comissão, que poderá solicitar aos Estados interessados que lhe forneçam qualquer informação complementar pertinente. Artigo 13 §1. Após haver estudado a questão sob todos os seus aspectos, a Comissão preparará e submeterá ao Presidente do Comitê um relatório com as conclusões sobre todas as questões de fato relativas à controvérsia entre as partes e as recomendações que julgar oportunas, a fim de chegar a uma solução amistosa da controvérsia. §2. O Presidente do Comitê transmitirá o relatório da Comissão a cada um dos Estados Membros na controvérsia. Os referidos Estados comunicarão ao Presidente do Comitê, em um prazo de três meses, se 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 25 de 47 aceitam ou não as recomendações contidas no relatório da Comissão. §3. Expirado o prazo previsto no "§2 do presente artigo", o Presidente do Comitê apresentará o Relatório da Comissão e as Declarações dos Estados Membros interessados aos outros Estados Membros nesta Convenção. Artigo 14 §1. Todo Estado Membro na presente Convenção poderá declarar, a qualquer momento, que reconhece a competência do Comitê para receber e examinar as comunicações enviadas por indivíduos ou grupos de indivíduos sob sua jurisdição, que aleguem ser vítimas de violação, por um Estado Membro, de qualquer um dos direitos enunciados na presente Convenção. O Comitê não receberá comunicação alguma relativa a um Estado Membro que não houver feito declaração dessa natureza. §2. Qualquer Estado Membro que fizer uma declaração de conformidade com o "§1 do presente artigo", poderá criar ou designar um órgão dentro de sua ordem jurídica nacional, que terá a competência para receber e examinaras petições de pessoas ou grupos de pessoas sob sua jurisdição, que alegarem ser vítima de uma violação de qualquer um dos direitos enunciados na presente Convenção e que esgotaram os outros recursos locais disponíveis. §3. A declaração feita de conformidade com o "§1 do presente artigo" e o nome de qualquer órgão criado ou designado pelo Estado Membro interessado, consoante o "§2 do presente artigo", serão depositados pelo Estado Membro interessado junto ao Secretário Geral das Nações Unidas, que remeterá cópias aos outros Estados Membros. A declaração poderá ser retirada a qualquer momento, mediante notificação ao Secretário Geral das Nações Unidas, mas esta retirada não prejudicará as comunicações que já estiverem sendo estudadas pelo Comitê. §4. O órgão criado ou designado de conformidade com o "§2 do presente artigo", deverá manter um registro de petições, e cópias autenticadas do registro serão depositadas anualmente por canais apropriados junto ao Secretário Geral das Nações Unidas, no entendimento de que o conteúdo dessas cópias não será divulgado ao público. 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 26 de 47 §5. Se não obtiver reparação satisfatória do órgão criado ou designado de conformidade com o "§2 do presente artigo", o peticionário terá o direito de levar a questão ao Comitê, dentro de seis meses. §6. O Comitê levará, a título confidencial, qualquer comunicação que lhe tenha sido endereçada, ao conhecimento do Estado Membro que supostamente houver violado qualquer das disposições desta Convenção, mas a identidade da pessoa ou dos grupos de pessoas não poderá ser revelada sem o consentimento expresso da referida pessoa ou grupos de pessoas. O Comitê não receberá comunicações anônimas. Dentro dos três meses seguintes, o Estado destinatário submeterá ao Comitê as explicações ou declarações por escrito que elucidem a questão e, se for o caso, indiquem o recurso jurídico adotado pelo Estado em questão. §7. O Comitê examinará as comunicações recebidas em conformidade com o presente artigo à luz de todas as informações a ele submetidas pelo Estado interessado e pelo peticionário. O Comitê só examinará uma comunicação de um peticionário após Ter-se assegurado de que este esgotou todos os recursos internos disponíveis. Entretanto, esta regra não se aplicará se os processos de recursos excederem prazos razoáveis.O Comitê comunicará suas sugestões e recomendações eventuais ao Estado Membro e ao peticionário em questão. §8. O Comitê incluirá em seu relatório anual um resumo destas comunicações e, se for necessário, um resumo das explicações e declarações dos Estados Membros interessados, assim como suas próprias sugestões e recomendações. §9. O Comitê somente terá competência para exercer as funções previstas neste artigo se pelo menos dez Estados Membros nesta Convenção estiverem obrigados, por declarações feitas de conformidade com o "§1 deste artigo". Artigo 15 §1. Enquanto não forem atingidos os objetivos da Resolução n. 1.514 (XV) da Assembleia Geral de 14 de dezembro de 1960, relativa à Declaração sobre a Outorga de Independência aos Países e Povos Coloniais, as disposições da presente Convenção não restringirão de maneira alguma 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 27 de 47 o direito de petição concedido aos povos por outros instrumentos internacionais ou pela Organização das Nações Unidas e suas agências especializadas. §2. a)O Comitê, constituído de conformidade com o "§1 do artigo 8º" desta Convenção, receberá cópia das petições provenientes dos órgãos das Nações Unidas que se encarregarem de questões diretamente relacionadas com os princípios e objetivos da presente Convenção e expressará sua opinião e formulará recomendações sobre essas petições, quando examinar as petições dos habitantes dos territórios sob tutela ou sem governo próprio ou de qualquer outro território a que se aplicar a Resolução n. 1.514 (XV) da Assembleia Geral, relacionadas a questões tratadas pela presente Convenção e que forem submetidas a esses órgãos. b) O Comitê receberá dos órgãos competentes da Organização das Nações Unidas cópia dos relatórios sobre medidas de ordem legislativa, judiciária, administrativa ou outras diretamente relacionadas com os princípios e objetivos da presente Convenção que as Potências Administradoras tiverem aplicado nos territórios mencionados na alínea "a" do presente parágrafo e expressará sua opinião e fará recomendações a esses órgãos. §3. O Comitê incluirá em seu relatório à Assembléia Geral um resumo das petições e relatórios que houver recebido de órgãos das Nações Unidas e as opiniões e recomendações que houver proferido sobre tais petições e relatórios. §4. O Comitê solicitará ao Secretário Geral das Nações Unidas qualquer informação relacionada com os objetivos da presente Convenção, de que este dispuser, sobre os territórios mencionados no "§2, a, do presente artigo". Artigo 16 As disposições desta Convenção, relativas à solução das controvérsias ou queixas, serão aplicadas sem prejuízo de outros processos para a solução de controvérsias e queixas no campo da discriminação, previstos nos instrumentos constituídos das Nações Unidas e suas agências especializadas, e não excluirão a possibilidade dos Estados Membros 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 28 de 47 recorrerem a outros procedimentos para a solução de uma controvérsia, de conformidade com os acordos internacionais ou especiais que os ligarem. PARTE III Artigo 17 §1. A presente Convenção estará aberta à assinatura de todos os Estados-membros da Organização das Nações Unidas ou membros de qualquer uma de suas agências especializadas, de qualquer Estado Membro no Estatuto da Corte Internacional de Justiça, assim como de qualquer outro Estado convidado pela Assembleia Geral das Nações Unidas a tornar- se parte na presente Convenção. §2. Esta Convenção está sujeita à ratificação. Os instrumentos de ratificação serão depositados junto ao Secretário Geral da Organização das Nações Unidas. Artigo 18 §1. Esta Convenção está aberta à adesão de todos os Estados mencionados no "§1 do artigo17º" . §2. Far-se-á a adesão mediante depósito do instrumento de adesão junto ao Secretário Geral das Nações Unidas. Artigo 19 §1. A presente Convenção entrará em vigor no trigésimo dia a contar da data em que o vigésimo sétimo instrumento de ratificação ou adesão houver sido depositado junto ao Secretário Geral das Nações Unidas. §2. Para os Estados que vierem a ratificar a presente Convenção ou a ela aderirem após o depósito do vigésimo sétimo instrumento de ratificação ou adesão, a Convenção entrará em vigor no trigésimo dia a contar da data em que o Estado em questão houver depositado seu instrumento de ratificação ou adesão. 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 29 de 47 Artigo 20 §1. O Secretário Geral das Nações Unidas receberá e enviará a todos os Estados que forem ou vierem a tornar-se partes nesta Convenção, as reservasfeitas pelos Estados no momento da ratificação ou adesão. Qualquer Estado que objetar a essas reservas, deverá notificar ao Secretário Geral, dentro de noventa dias da data da referida comunicação que não as aceita. §2. Não será permitida reserva incompatível com o objeto e o propósito desta Convenção, nem reserva cujo efeito seja o de impedir o funcionamento de qualquer dos órgãos previstos nesta Convenção. Uma reserva será considerada incompatível ou impeditiva se a ela objetarem ao menos dois terços dos Estados Membros nesta Convenção. §3. As reservas poderão ser retiradas a qualquer momento por uma notificação endereçada com esse objetivo ao Secretário Geral das Nações Unidas. A notificação surtirá efeito na data de seu recebimento. Artigo 21 Todo Estado Membro poderá denunciar a presente Convenção mediante notificação por escrito endereçada ao Secretário Geral das Nações Unidas. A denúncia produzirá efeitos um ano depois da data do recebimento da notificação pelo Secretário Geral. Artigo 22 As controvérsias entre dois ou mais Estados Membros, com relação à interpretação ou aplicação da presente Convenção que não puderem ser dirimidas por meio de negociação ou pelos processos previstos expressamente nesta Convenção serão, a pedido de um deles, submetidas à decisão da Corte Internacional de Justiça, a não ser que os litigantes concordem com outro meio de solução. 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 30 de 47 Artigo 23 §1. Qualquer Estado Membro poderá, em qualquer momento, formular pedido de revisão desta Convenção, mediante notificação escrita dirigida ao Secretário Geral da Organização das Nações Unidas. §2. A Assembleia Geral das Nações Unidas decidirá sobre as medidas a serem tomadas, se for o caso, com respeito a este pedido. Artigo 24 O Secretário Geral da Organização das Nações Unidas comunicará a todos os Estados mencionados no "§1º do artigo17º" desta Convenção: a) As assinaturas, ratificações e adesões recebidas em conformidade com os "artigos 17 e 18". b) A data da entrada em vigor da Convenção, nos termos do "artigo 19". c) As comunicações e declarações recebidas em conformidade com os "artigos 19, 20, 23". d) As denúncias recebidas em conformidade com o "artigo 21". Artigo 25 §1. A presente Convenção, cujos textos em árabe, chinês, espanhol, francês, inglês e russo são igualmente autênticos, será depositada junto ao Secretário Geral das Nações Unidas. §2. O Secretário Geral da Organização das Nações Unidas encaminhará cópias autenticadas da presente Convenção a todos os Estados. 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 31 de 47 * Adotada pela Resolução n. 2.106-A 000 da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 21 de dezembro de 1965 e ratificado pelo Brasil em 27 de março de 1968. As questões e seus comentários, fazem parte da aula, pois aprofundam e complementam os conhecimentos vistos. As questões aqui apresentadas são relativas ao estudo das aulas 03 e 04. Como as questões encontradas da FUMARC que tratam do tema já foram trabalhadas na aula passada, trouxemos questões de várias bancas, para explorar ao máximo o conteúdo estudado. Cabe destacar que o estudo das questões é fundamental. Então, vamos lá! FUNCAB- 2013- Professor - Pedagogia 1) De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e a Lei nº 9.394/1996 (LDB), NÃO está correta a afirmativa: a) as Instituições de Ensino Superior incluirão o assunto nos conteúdos de disciplinas e atividades. b) será trabalhada unicamente nas disciplinas de Educação Artística, Literatura e História do Brasil. c) casos que configurem racismo serão tratados como crimes imprescritíveis e inafiançáveis. d) um dos objetivos é educar cidadãos quanto à pluralidade étnico-racial. e) tem por objetivo a divulgação e produção de conhecimentos na área. 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 32 de 47 Resposta: B. A incorreta é a letra “b”, pois, de acordo com o artigo 26 A da LDB, § 2º, “os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileira. FGV- 2014- Professor – SEDUC -2014 2) Dentre as metas explicitadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, não está elencada a a) promoção de relações étnico-raciais positivas. b) divulgação de obras de historiadores africanos sobre o Brasil. c) aprendizagem de conteúdos históricos sobre a cultura afro- brasileira. d) produção de conhecimentos que eduquem quanto à pluralidade étnico-racial. e) participação das redes de ensino na supervisão da elaboração de livros e materiais didáticos. Resposta: B. Observe que esta questão não cobrou a norma de forma literal, utilizando o termo “meta” para se referir aos diversos objetivos visados pela Resolução. Nesse sentido, a única ideia apresentada nas assertivas que não está presente nas DCNs é o disposto na letra “b”. IF –SP -2015 – Professor Biologia – IF-SP 3) De acordo com a Resolução nº 1, de 17 de junho de 2004, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, é correto afirmar que: a) A referida Resolução deve ser observada apenas por instituições de ensino públicas, excluindo-se as entidades privadas. b) As Instituições de Ensino Superior devem incluir nos 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 33 de 47 conteúdos de disciplinas e atividades curriculares dos cursos que ministram, a Educação das Relações Étnico-Raciais, bem como o tratamento de questões e temáticas que dizem respeito aos afrodescendentes. c) O disposto na Resolução não é de observância obrigatória pelas instituições de ensino, servindo apenas a título de recomendação ou sugestão. d) A Educação das Relações Étnico-Raciais tem por objetivo a divulgação e produção de conhecimentos, bem como de atitudes, posturas e valores que eduquem cidadãos quanto à cultura africana apenas. e) A Educação das Relações Étnico-Raciais e o estudo de História e Cultura AfroBrasileira, e História e Cultura Africana serão desenvolvidos por meio de um componente curricular específico a ser incluído nos currículos. Resposta: B. A alternativa “b” é a única que está de acordo com a resolução. Seu conteúdo está explícito no parágrafo 1º do artigo 1º da norma: “as Instituições de Ensino Superior incluirão nos conteúdos de disciplinas e atividades curriculares dos cursos que ministram, a Educação das Relações Étnico-Raciais, bem como o tratamento de questões e temáticas que dizem respeito aos afrodescendentes, nos termos explicitados no Parecer CNE/CP 3/2004”. A opção “a” está errada, porque as instituições de ensino privadas também devem atender ao estabelecidona Resolução. Já a “c” está incorreta, pois o disposto na Resolução é obrigatório para todas as instituições de ensino. A “d”, por sua vez, erra ao limitar as ações apenas à cultura africana. Já a alternativa “e” está incorreta, pois não será desenvolvido um componente curricular específico; os conteúdos será trabalhados em todo o currículo e, de forma especial, nas disciplinas de Educação Artística, Literatura e História brasileiras. CESPE-2014- MEC – ANALISTA PROCESSUAL 4) O Conselho Pleno (CP) do Conselho Nacional de Educação (CNE), por meio da Resolução CNE/CP n.º 1/2004, instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro- 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 34 de 47 Brasileira e Africana. Com base nesse instrumento legal, julgue os itens Ao estabelecer as diretrizes para a educação das relações étnico- raciais, a referida resolução concebe que essa educação deve estar voltada para a produção do conhecimento, a formação de posturas, valores e atitudes que possam garantir o respeito aos direitos e a valorização da cultura afro-brasileira. Resposta: Errado. De acordo com o parágrafo 1º do artigo 2º da Resolução nº 1, de 17 de junho de 2004: "A Educação das Relações Étnico-Raciais tem por objetivo a divulgação e produção de conhecimentos, bem como de atitudes, posturas e valores que eduquem cidadãos quanto à pluralidade étnico-racial, tornando-os capazes de interagir e de negociar objetivos comuns que garantam, a todos, respeito aos direitos legais e valorização de identidade, na busca da consolidação da democracia brasileira. Observe que a intenção das Diretrizes é educar os cidadãos para a pluralidade étnico-racial e respeito a todos, e não somente para o respeito e valorização da cultura afro-brasileira. Por isso, a questão está errada. CEDUC-SP-2008- SUPERVISOR ESCOLAR -CETRO 5) As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Culturas Afro-Brasileira e Africana constituem-se de orientações, princípios e fundamentos para o planejamento, execução e avaliação da Educação e a) têm por meta promover a educação de cidadãos atuantes e conscientes no seio da sociedade multicultural e pluriétnica do Brasil, buscando relações étnico-sociais positivas, rumo à construção de uma nação democrática. b) devem ser observadas pelas instituições de ensino que atuam na educação básica, ficando a critério das instituições de Ensino Superior incluí-las, ou não, nos conteúdos das disciplinas dos cursos que ministram. c) preveem o ensino sistemático de História e Culturas Afro- Brasileira e Africana na educação básica, especificamente 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 35 de 47 como conteúdo do componente curricular de História do Brasil. d) definem que os estabelecimentos de ensino estabeleçam canais de comunicação com grupos do Movimento Negro, para que estes forneçam as bases do projeto pedagógico da escola. e) alertam os órgãos colegiados dos estabelecimentos de ensino para evitar o exame dos casos de discriminação, pois caracterizados como racismo, devem ser tratados como crimes, conforme prevê a Constituição Federal em vigor. Resposta: A. Conforme vimos, a meta visada pelas DCNs para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africanas: promover a educação de cidadãos atuantes e conscientes no seio da sociedade multicultural e pluriétnica do Brasil, buscando relações étnico-sociais positivas, rumo à construção de nação democrática. Isto está explicitado no artigo 2ºº da norma. A opção “b” está incorreta, pois as instituições de ensino deverão trabalhar o conteúdo nas disciplinas e atividades que desenvolvem. A letra “c” está incorreta, pois o conteúdo especificado pela assertiva deve ser trabalhado ao longo de todo o currículo, em especial nas disciplinas de Educação Artística, Literatura e História brasileiras. Já o item “d” está incorreto, pois os sistemas e os estabelecimentos de ensino poderão (trata-se de uma recomendação, e não de uma obrigação) estabelecer canais de comunicação com grupos do Movimento Negro para colher subsídios (observe que o Movimento não definirá as bases) para os planos institucionais, pedagógicos e de ensino. A “e”, por sua vez, erra já que, na verdade, os órgãos colegiados dos estabelecimentos de ensino deverão incluir em suas finalidades, responsabilidades e tarefas, o previsto o exame e encaminhamento de solução para situações de discriminação, buscando-se criar situações educativas para o reconhecimento, valorização e respeito da diversidade. ACAFE -2017 –ADMINISTRADOR ESCOLAR- SED-SC 6) O posicionamento da escola diante das relações étnico-raciais, de gênero, ambiental e sexual estabelecidas no seu interior compreende a construção identitária positiva em relação ao seu pertencimento étnico-racial, dentre outros. Considerando o exposto, são ações possíveis, exceto: 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 36 de 47 a) Valorizar a pluralidade estética, respeito às diversas culturas, à corporeidade, às formas de ver, sentir e estar no mundo, questionando as escolhas pautadas em padrões e/ou marcos civilizatórios dominantes. b) Promover o respeito e o reconhecimento das diferenças sexuais e identidades de gênero, entendendo os Direitos Humanos em toda a sua diversidade. c) Exercitar a diversidade como princípio informativo e conceber as datas comemorativas como um fato social de valorização da cultura hegemônica a ser reproduzido na escola. d) Garantir a reafirmação das diferenças individuais e coletivas a partir do senso de pertencimento identitário e no combate ao racismo, machismo, homofobia, xenofobia e a todas as formas de discriminação, violências e intolerâncias. Resposta: C. Todas as ações são possíveis, com exceção do disposto na letra “c”, afinal, a escola não se deve valorizar a cultura hegemônica, pois nenhum povo, nenhum país e, consequentemente, nenhuma cultura deve ser vista como superior aos demais. CESPE -2014 – ANALISTA PROCESSUAL- MEC 7) O Conselho Pleno (CP) do Conselho Nacional de Educação (CNE), por meio da Resolução CNE/CP n.º 1/2004, instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro- Brasileira e Africana. Com base nesse instrumento legal, julgue o item seguinte. A partir desse instrumento legal, a Educação das Relações Étnico- Raciais e o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana passaram a ser obrigatórios em todas as etapas e modalidades de ensino da educação brasileira, com destaque para as instituições com programas de formação inicial e continuada de professores. 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 37 de 47 Resposta: Certo. Está perfeita a assertiva e vale a releitura. CESPE -2014 – ANALISTA PROCESSUAL- MEC 8) O Conselho Pleno(CP) do Conselho Nacional de Educação (CNE), por meio da Resolução CNE/CP n.º 1/2004, instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e segue os itens A Educação das Relações Étnico-Raciais se pauta na mudança de valores e atitudes que eduquem cidadãos acerca da pluralidade cultural. O Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, por sua vez, tem por objetivo o reconhecimento e a valorização da identidade, da história e da cultura afro-brasileira, bem como a valorização das raízes africanas da nação brasileira, ao lado das indígenas, europeias e asiáticas. Resposta: Certo. Item correto. Vale a releitura. FGV- 2014 –PROFESSOR -HISTORIA – SEDUC 9) O Conselho Pleno do Conselho Nacional de Educação aprovou, em 2004, resolução que instituiu as “Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino da História e Cultura Afro- Brasileira e Africana”. O conjunto de diretrizes estabelecido, pautado em marcos legais anteriores (como a Lei nº 10.639, de 2003), especificou que a) a Educação das Relações Étnico-Raciais teria como meta a valorização da sociedade multicultural e pluriétnica do Brasil, visando à construção de uma efetiva democracia racial. b) o cumprimento das referidas Diretrizes Curriculares seria obrigatório, passando a ser considerado na avaliação das condições de funcionamento dos estabelecimentos de ensino. c) a exclusividade da Educação das Relações Étnico-Raciais como 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 38 de 47 componentes curriculares de História do Brasil, visando à efetivação da aplicação sistemática dos termos da Lei nº 10.639/2003. d) a avaliação do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africanas deveria ser feita em atividades periódicas, comunicando-se o resultado de tais atividades ao Movimento Negro. e) o reconhecimento das raízes africanas da nação brasileira deveria ser garantido como elemento primordial na formação da identidade nacional, em detrimento de indígenas, europeus e asiáticos. Resposta: B. Conforme o artigo 1º, parágrafo 2º da Resolução “O cumprimento das referidas Diretrizes Curriculares, por parte das instituições de ensino, será considerado na avaliação das condições de funcionamento do estabelecimento”. A “a” está incorreta, pois as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africanas tem como meta promover a educação de cidadãos atuantes e conscientes no seio da sociedade multicultural e pluriétnica do Brasil, buscando relações étnico-sociais positivas, rumo à construção de nação democrática. Já a “c” está errada, visto orientação da Resolução para que os conteúdos relacionados à história e cultura africana e afro-brasileira sejam trabalhados, especialmente, nos componentes curriculares de Educação Artística, Literatura e História do Brasil. O item “d” está incorreto, pois a norma não traz nada relacionado ao encaminhamento de avaliações ao Movimento Negro; a norma afirma que “os sistemas de ensino promoverão ampla divulgação do Parecer CNE/CP 003/2004 e dessa Resolução, em atividades periódicas”. Por fim, o item “e” erra ao falar na valorização das raízes africanas “em detrimento de indígenas, europeus e asiáticos”, já que as outras raízes também devem ser reconhecidas e trabalhadas nas escolas. UFMA- 2016 – PEDAGOGO- UFMA 10) As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africanas constituem-se de orientações, 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 39 de 47 princípios e fundamentos para o planejamento, execução e avaliação da Educação, visando à formação de cidadãos conscientes e atuantes no contexto multicultural e pluriétnico da sociedade brasileira. De acordo com o enunciado, marque o item correto. a)(...) Valorização, de forma diferenciada, da história dos indígenas e dos povos africanos e da cultura afro-brasileira na construção histórica e cultural brasileira. b)(...) O ensino sistemático de história e cultura afro-brasileira e africana na Educação Básica refere-se, em especial, aos componentes curriculares de Educação Artística, Língua Portuguesa, Geografia e História do Brasil. c)(...) Diretrizes Curriculares Nacionais estabelecem que as pesquisas sobre os conhecimentos afro-brasileiros são de responsabilidade exclusiva dos sistemas de ensino. d)(...) O ensino de história e cultura afro-Brasileira e africana tem por objetivo o reconhecimento e valorização da identidade, história e cultura dos afro-brasileiros. e)(...) Os estabelecimentos de ensino são os únicos responsáveis pela formação étnico-racial, conforme as finalidades estabelecidas nas Diretrizes Curriculares Nacionais. Resposta: D. O item “a” está errado, pois não deve haver uma valorização diferenciada, tanto que a norma fala na “valorização da identidade, história e cultura dos afro-brasileiros, bem como a garantia de reconhecimento e igualdade de valorização das raízes africanas da nação brasileira, ao lado das indígenas, europeias, asiáticas”. O item “b” ficou incorreto, pois a banca incluiu a disciplina de “Geografia”, que não é mencionada pela Lei. O item “c” está incorreto, porque a Resolução não fala que as pesquisas são exclusividade dos sistemas de ensino; ela fala que “os sistemas de ensino incentivarão pesquisas sobre processos educativos orientados por valores, visões de mundo, conhecimentos afro-brasileiros (...)”. Por fim, a letra “e” está incorreta, pois esta não é responsabilidade apenas dos estabelecimentos de ensino, mas sim de toda a sociedade. Nesse sentido ainda cabe lembrar que a Resolução faz 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 40 de 47 menção a possibilidade de atuação das instituições de ensino em colaboração com outras instituições. Seguem as questões vistas nesta aula, sem os comentários, para você praticar e ver se, realmente, conseguiu absorver o conteúdo. Hora de praticar! FUNCAB- 2013- Professor - Pedagogia 1) De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e a Lei nº 9.394/1996 (LDB), NÃO está correta a afirmativa: a) as Instituições de Ensino Superior incluirão o assunto nos conteúdos de disciplinas e atividades. b) será trabalhada unicamente nas disciplinas de Educação Artística, Literatura e História do Brasil. c) casos que configurem racismo serão tratados como crimes imprescritíveis e inafiançáveis. d) um dos objetivos é educar cidadãos quanto à pluralidade étnico-racial. e) tem por objetivo a divulgação e produção de conhecimentos na área. FGV- 2014- Professor – SEDUC -2014 2) Dentre as metas explicitadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, não está elencada a a) promoção de relações étnico-raciais positivas. b) divulgação de obras de historiadores africanos sobre o Brasil. 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹtodas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 41 de 47 c) aprendizagem de conteúdos históricos sobre a cultura afro- brasileira. d) produção de conhecimentos que eduquem quanto à pluralidade étnico-racial. e) participação das redes de ensino na supervisão da elaboração de livros e materiais didáticos. IF –SP -2015 – Professor Biologia – IF-SP 3) De acordo com a Resolução nº 1, de 17 de junho de 2004, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, é correto afirmar que: a) A referida Resolução deve ser observada apenas por instituições de ensino públicas, excluindo-se as entidades privadas. b) As Instituições de Ensino Superior devem incluir nos conteúdos de disciplinas e atividades curriculares dos cursos que ministram, a Educação das Relações Étnico-Raciais, bem como o tratamento de questões e temáticas que dizem respeito aos afrodescendentes. c) O disposto na Resolução não é de observância obrigatória pelas instituições de ensino, servindo apenas a título de recomendação ou sugestão. d) A Educação das Relações Étnico-Raciais tem por objetivo a divulgação e produção de conhecimentos, bem como de atitudes, posturas e valores que eduquem cidadãos quanto à cultura africana apenas. e) A Educação das Relações Étnico-Raciais e o estudo de História e Cultura AfroBrasileira, e História e Cultura Africana serão desenvolvidos por meio de um componente curricular específico a ser incluído nos currículos. CESPE-2014- MEC – ANALISTA PROCESSUAL 4) O Conselho Pleno (CP) do Conselho Nacional de Educação 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro ==d9452== Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 42 de 47 (CNE), por meio da Resolução CNE/CP n.º 1/2004, instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro- Brasileira e Africana. Com base nesse instrumento legal, julgue os itens Ao estabelecer as diretrizes para a educação das relações étnico- raciais, a referida resolução concebe que essa educação deve estar voltada para a produção do conhecimento, a formação de posturas, valores e atitudes que possam garantir o respeito aos direitos e a valorização da cultura afro-brasileira. CEDUC-SP-2008- SUPERVISOR ESCOLAR -CETRO 5) As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Culturas Afro-Brasileira e Africana constituem-se de orientações, princípios e fundamentos para o planejamento, execução e avaliação da Educação e f) têm por meta promover a educação de cidadãos atuantes e conscientes no seio da sociedade multicultural e pluriétnica do Brasil, buscando relações étnico-sociais positivas, rumo à construção de uma nação democrática. g) devem ser observadas pelas instituições de ensino que atuam na educação básica, ficando a critério das instituições de Ensino Superior incluí-las, ou não, nos conteúdos das disciplinas dos cursos que ministram. h) preveem o ensino sistemático de História e Culturas Afro- Brasileira e Africana na educação básica, especificamente como conteúdo do componente curricular de História do Brasil. i) definem que os estabelecimentos de ensino estabeleçam canais de comunicação com grupos do Movimento Negro, para que estes forneçam as bases do projeto pedagógico da escola. 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 43 de 47 j) alertam os órgãos colegiados dos estabelecimentos de ensino para evitar o exame dos casos de discriminação, pois caracterizados como racismo, devem ser tratados como crimes, conforme prevê a Constituição Federal em vigor. ACAFE -2017 –ADMINISTRADOR ESCOLAR- SED-SC 6) O posicionamento da escola diante das relações étnico-raciais, de gênero, ambiental e sexual estabelecidas no seu interior compreende a construção identitária positiva em relação ao seu pertencimento étnico-racial, dentre outros. Considerando o exposto, são ações possíveis, exceto: e) Valorizar a pluralidade estética, respeito às diversas culturas, à corporeidade, às formas de ver, sentir e estar no mundo, questionando as escolhas pautadas em padrões e/ou marcos civilizatórios dominantes. f) Promover o respeito e o reconhecimento das diferenças sexuais e identidades de gênero, entendendo os Direitos Humanos em toda a sua diversidade. g) Exercitar a diversidade como princípio informativo e conceber as datas comemorativas como um fato social de valorização da cultura hegemônica a ser reproduzido na escola. h) Garantir a reafirmação das diferenças individuais e coletivas a partir do senso de pertencimento identitário e no combate ao racismo, machismo, homofobia, xenofobia e a todas as formas de discriminação, violências e intolerâncias. CESPE -2014 – ANALISTA PROCESSUAL- MEC 7) O Conselho Pleno (CP) do Conselho Nacional de Educação (CNE), por meio da Resolução CNE/CP n.º 1/2004, instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro- Brasileira e Africana. Com base nesse instrumento legal, julgue o item seguinte. 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 44 de 47 A partir desse instrumento legal, a Educação das Relações Étnico- Raciais e o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana passaram a ser obrigatórios em todas as etapas e modalidades de ensino da educação brasileira, com destaque para as instituições com programas de formação inicial e continuada de professores. CESPE -2014 – ANALISTA PROCESSUAL- MEC 8) O Conselho Pleno (CP) do Conselho Nacional de Educação (CNE), por meio da Resolução CNE/CP n.º 1/2004, instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e segue os itens A Educação das Relações Étnico-Raciais se pauta na mudança de valores e atitudes que eduquem cidadãos acerca da pluralidade cultural. O Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, por sua vez, tem por objetivo o reconhecimento e a valorização da identidade, da história e da cultura afro-brasileira, bem como a valorização das raízes africanas da nação brasileira, ao lado das indígenas, europeias e asiáticas. FGV- 2014 –PROFESSOR -HISTORIA – SEDUC 9) O Conselho Pleno do Conselho Nacional de Educação aprovou, em 2004, resolução que instituiu as “Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino da História e Cultura Afro- Brasileira e Africana”. O conjunto de diretrizes estabelecido, pautado em marcos legais anteriores (como a Lei nº 10.639, de 2003), especificou que a) a Educação das Relações Étnico-Raciais teria como meta a valorização da sociedade multicultural e pluriétnica do Brasil, visando à construção de uma efetiva democracia racial. b) o cumprimento das referidas Diretrizes Curriculares seria obrigatório, passando a ser considerado na avaliação das condições de funcionamento dos estabelecimentos de ensino. 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicospara SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 45 de 47 c) a exclusividade da Educação das Relações Étnico-Raciais como componentes curriculares de História do Brasil, visando à efetivação da aplicação sistemática dos termos da Lei nº 10.639/2003. d) a avaliação do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africanas deveria ser feita em atividades periódicas, comunicando-se o resultado de tais atividades ao Movimento Negro. e) o reconhecimento das raízes africanas da nação brasileira deveria ser garantido como elemento primordial na formação da identidade nacional, em detrimento de indígenas, europeus e asiáticos. UFMA- 2016 – PEDAGOGO- UFMA 10) As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africanas constituem-se de orientações, princípios e fundamentos para o planejamento, execução e avaliação da Educação, visando à formação de cidadãos conscientes e atuantes no contexto multicultural e pluriétnico da sociedade brasileira. De acordo com o enunciado, marque o item correto. a)(...) Valorização, de forma diferenciada, da história dos indígenas e dos povos africanos e da cultura afro-brasileira na construção histórica e cultural brasileira. b)(...) O ensino sistemático de história e cultura afro-brasileira e africana na Educação Básica refere-se, em especial, aos componentes curriculares de Educação Artística, Língua Portuguesa, Geografia e História do Brasil. c)(...) Diretrizes Curriculares Nacionais estabelecem que as pesquisas sobre os conhecimentos afro-brasileiros são de responsabilidade exclusiva dos sistemas de ensino. 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 46 de 47 d)(...) O ensino de história e cultura afro-Brasileira e africana tem por objetivo o reconhecimento e valorização da identidade, história e cultura dos afro-brasileiros. e)(...) Os estabelecimentos de ensino são os únicos responsáveis pela formação étnico-racial, conforme as finalidades estabelecidas nas Diretrizes Curriculares Nacionais. 1 – B 2 – B 3 – B 4 – Errado 5 – A 6 – C 7 – Certo 8 – Certo 9 – B 10 – D Bons estudos! Até a próxima! 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG Professor ʹ todas as áreas Prof.ª Greisi Goulart Aula 04 Prof. Greisi Goulart www.estrategiaconcursos.com.br 47 de 47 Principais fontes: Parecer CNE/CP 003/2004 : http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/003.pdf Proclamação da Década Internacional de Povos Afrodescendentes: https://nacoesunidas.org/img/2014/10/N1362881_pt-br.pdf Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial: http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes- permanentes/cdhm/comite-brasileiro-de-direitos-humanos-e-politica- externa/ConvIntElimTodForDiscRac.html Normas: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11645.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.639.htm http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/res012004.pdf http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb004_10.pdf Em caso de dúvidas: Aguardo-lhe na próxima aula. Bons estudos! 03741512613 - Jaqueline Cristiane Domingues Deiro