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Processos de Gestão ADC/DEI/FCTUC/2000/01 CAP. 2 – Introdução à Gestão das Organizações
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CAPÍTULO 2
INTRODUÇÃO À GESTÃO DAS ORGANIZAÇÕES
2.1. Conceito de Gestão
Vivemos numa sociedade de organizações (dos mais
diversos tipos, vide Cap. 1) - estruturas em que as
pessoas trabalham conjuntamente para prossecução
de objectivos impossíveis de alcançar se
trabalhassem isoladamente.
Organização, sistema complexo
Uma organização é um sistema complexo, i.e.,
em que o todo tem propriedades e capacidades que
as partes isoladamente não têm. O todo é maior do
que a soma das partes.
A gestão das organizações é (provavelmente) o factor
principal do seu sucesso ou insucesso (por exemplo nas
empresas). A qualidade da sua gestão é provavelmente o factor
mais significativo na determinação do desempenho e do sucesso
da organização.
Gestão
Processo de se conseguir obter resultados da
organização (bens, serviços, etc.) com o esforço dos
outros (organizar, coordenar, dirigir o trabalho dos
outros).
Um membro da organização ou é gestor, ou trabalha na
subordinação de um gestor, ou é simultaneamente ambas as coisas
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2.2. Funções de gestão
Transformação em
acções organizacionais
(empresariais)
ResultadosObjectivos
através das 4 funções fundamentais da gestão:
• planeamento
• organização
• direcção
• controlo
de todos os esforços realizados, em todas as áreas
e em todos os níveis da organização.
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2.2.1. Planeamento
• processo de determinar antecipadamente o que
deve ser feito e como fazê-lo.
Plano
Planeamento
Objectivos
- planos: precisos, devem ser guias de acção claros para os gestores e
restantes membros da organização.
- podem elaborar-se com apoio de ferramentas informática ( simulação,
previsão, etc.).
2.2.2. Organização
Diagrama funcional e
de afectação de
recursos
organização
Plano
♦ estabelece relações formais entre as pessoas e
entre as pessoas e os recursos, para atingir os
objectivos do plano.
♦ definir quem-faz-o-quê-e-quando
♦ definir as relações e interacções entre as pessoas e
os grupos
♦ afectar os recursos e meios ás pessoas e aos
grupos.
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2.2.3. Direcção
processo de fazer com que as pessoas façam
o
Direcção
Diagrama funcional
e de afectação de
recursos
• processo de determinar, influenciar
comportamento dos outros, através de
• motivação
• liderança
• comunicação
Acçã
, afectar, o
:
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2.2.3.1. Motivação
• reforço da vontade das pessoas se empenharem
nos objectivos da organização
• implica a aproximação (convergência) dos
objectivos individuais de cada elemento humano
da organização com os objectivos globais da
organização.
objectivos divergentes
- os objectivos individuais
divergem dos da organização
2.2.3.2. Liderança
• capacidade de c
aquilo que o líder
• a liderança é um
um aspecto da ge
• a capacidade e es
ponto, a categoria
Motivação
objectivos convergentes
- cada indivíduo faz seus os objectivos
da organização.
onseguir que os outros façam
quer que elas façam
aspecto da direcção, por sua vez
stão
tilo de liderança define, até certo
de um gestor.
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2.2.3.3. Comunicação
• processo de transferência de informação, de
ideias, de conceitos ou de sentimentos entre as
pessoas.
• o gestor passa a maior parte do seu tempo a
comunicar.
2.2.4. Controlo
Concatenando os blocos anteriores,
Direcção Organiza.Planeam.
acção
plano
Objectivos
diagrama
funcional
• Por melhor que sejam realizadas estas etapas
(planeamento, organização, direcção), nada se
passa exactamente como o previsto (aparecerão
muitas perturbações)
.
resultados
perturbações perturbaçõesperturbações
DirecçãoOrganizaPlaneam.
acção plano
Objectiv
diagrama
funcional
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Tipos de perturbações
• externas
• internas
• dependentes das pessoas
• independentes das pessoas
É necessário comparar os resultados com os
objectivos e introduzir acções correctoras, i.e., é
necessário feedback e controlo
erro
CONTROLADOR
resultados
perturbações perturbaçõesperturbações
DirecçãoOrganizaPlaneam.
acção plano
Objectivos
diagrama
funcional
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Controlo: processo de comparação do desempenho
actual da organização com os objectivos pré-
definidos e tomada de decisão consequente.
Função de controlo: definir as acções necessárias
para corrigir os desvios e evitá-los no futuro através
de
• acções de carácter pedagógico, educativo,
formativo
• reformulação do plano, do organigrama
organizacional, das formas de direcção.
2.2.5. Interdependência entre as 4 funções de
gestão
Direcção
Controlo
Organização
Planeamento
(adaptado de Teixeira, 5)
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2.3.1. Nível institucional
• forte componente estratégica: que rumo seguir a médio
e longo prazo ? Que políticas gerais ?
• membros de Conselhos de Administração, Conselhos
de Gerência, Conselhos de Gestão, etc.
2.3.2. Nível intermédio
• predomina a componente táctica: que fazer a curto
prazo ? Que planos e programas específicos ?
• directores de divisão, directores de área, directores
funcionais, directores de departamentos, etc.
2.3.3. Nível operacional
• predomina a componente técnica, para a execução de
procedimentos específicos preestabelecidos e tarefas de
rotina.
• supervisores de área, chefes de serviço, chefes de
secção, chefes de turno, etc..
2.3.4. Evolução das organizações
• redução dos níveis intermédios
• redução das divisões hierárquicas
• maior "horizontalização"
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2.4. As aptidões (e tarefas) dos gestores
qualidade e quantidade de "inputs"
Eficiência =
qualidade e quantidade de "outputs"
objectivos alcançados ("outputs")
Eficácia =
objectivos propostos
• A eficácia é a medida da aproximação dos
"outputs" da organização aos objectivos
propostos.
• Quanto menores forem os desvios (entre o
planeado e o realizado), maior o grau de eficácia
do gestor.
Um gestor pode ser eficaz sem ser eficiente, e pode
ser eficiente sem ser eficaz.
Para ser eficaz e eficiente deve possuir e desenvolver
várias aptidões essenciais:
• técnicas
• analíticas
• decisionais
• computacionais
• de relações humanas.
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2.4.1. Aptidões técnicas
Capacidade de usar conhecimentos, técnicas e
recursos no seu trabalho concreto. Por exemplo
conhecimento e experiência em engenharia, informática,
contabilidade, marketing, produção, etc. Está geralmente
relacionada com o trabalho com as coisas <8processos e
objectos materiais) e é particularmente importante nos
gestores de 1ªlinha (operacionais), onde se resolvem os
problemas do dia-a-dia.
2.4.2. Aptidões analíticas
Utilização de abordagens metodológicas e técnicas
(por ex. Materials requirement Planning, modelos de
gestão de stocks, contabilidade das actividades, previsão,
sistemas de informação, etc.) para resolver problemas de
gestão. Trata-se de capacidade de identificar os factores
chave, de compreender como eles interactuam entre si, e
de se aperceber dos seus papéis na situação concreta. As
aptidões analíticas representam a capacidade para
diagnosticar e avaliar alternativas, necessárias para a
compreensão de um problema e para a definição de um
plano de acção. São decisivas para o sucesso a longo
prazo.
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2.4.3. Aptidões para a tomada de decisões
Todos os gestores devem tomar decisões ou escolher
entre diversas alternativas. A qualidade dessas decisões
determina a sua eficácia. estas aptidões resultam na
escolha de uma linha de acção e são fortemente
influenciadas pelas aptidões analíticas (aptidões
analíticas deficientes produzem geralmente fraca
capacidade de decisão, ver p. ex. Ivancevich, p. 18).
2.4.4. Aptidões computacionais
Dão ao gestor o know-how para a utilização de
ferramentas computacionais para executar muitas das
suas tarefas, muito importante por ex. na tomada de
decisão, pela quantidade de informação que permite
considerar e tratar em pouco tempo, pela capacidade de
simulação de cenários, etc..
2.4.5. Aptidões de relações humanas
- capacidade de compreender, motivar e obter a
adesão e colaboração de outras pessoas. Tem a ver com a
capacidade de comunicação, de trabalhar com os outros e
entender as suas atitudes e os comportamentos dos
indivíduos e dos grupos.
- capacidade de comunicação: comunicar de forma
que os outros compreendam e procurar e usar feedback
dos subordinados e colaboradores para se assegurar de
que é compreendido.
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2.4.6. Aptidões conceptuais
- capacidade para aprender ideias gerais e abstractas e
aplicá-las em situações concretas.
- capacidade para vera organização com um todo ("The
big picture"), a sua complexidade, como as várias
partes e funções da organização se complementam
umas às outras e como cada parte da organização
interage com as outras partes.
- capacidade para ver como a organização se relaciona
com o meio ambiente.
2.4.7. As aptidões dos gestores e o nível de gestão
As diversas aptidões não têm a mesma importância
em todos os níveis de gestão.
Operacional
Intermédio
Topo
(adaptado de Ivancevich, 20)
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