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Amanda Souza Correa 
 
- 1º nível: grupo dos cereais, tubérculos, raízes; 
- 2º nível: grupo das hortaliças e grupo das frutas; 
- 3º nível: grupo do leite e produtos lácteos; grupo 
das carnes e ovos e grupo das leguminosas, 
- 4º nível: grupo dos óleos e gorduras e grupo dos 
açúcares e doces. 
 
Os alimentos foram distribuídos em oito grupos: 
• Pães, cereais, raízes e tubérculos (pães, farinhas, 
massas, bolos, biscoitos, cereais matinais, arroz, 
feculentos e tubérculos: 5 porções no mínimo a 9 
no máximo); 
• Hortaliças (todas as verduras e legumes, com 
exceção das citadas no grupo anterior: 4 porções no 
mínimo, 5 no máximo); 
• Frutas (cítricas e não cítricas: 3 porções no 
mínimo, 5 no máximo); 
• Carnes (carne bovina e suína, aves, peixes, ovos, 
miúdos e vísceras: 1 porção no mínimo, 2 no 
máximo); 
• Leite (leites, queijos e iogurtes: 3 porções); 
• Leguminosas (feijão, soja, ervilha, grão de bico, 
fava, amendoim: 1 porção); 
• Óleos e gorduras (margarina/manteiga, óleo: 1 
porção no mínimo, 2 no máximo); 
• Açúcares e doces (doces, mel e açúcares: 1 
porção no mínimo, 2 no máximo). 
 
A base alimentar são alimentos de maior tolerância 
do organismo, pode ser digerida em maiores 
quantidades. Na base também está o exercício 
físico. 
 
MACRO 
• Exigência na dieta acima de 100 mg/dia 
• Elementos de maior peso molecular 
• Cálcio, fósforo, sódio, potássio, magnésio, 
cloro e enxofre; 
• Sódio - nível hidroeletrolítico 
• Potássio - condução sistema cardíaco 
 
MICRO 
• No corpo do animal em concentração menor 
50 mg/kg 
• Exigência na dieta menor de 100 mg/kg 
• Cobalto, Cobre, Iodo, Ferro, Manganês, 
Molibdênio, Selênio, Flúor e Zinco 
• Iodo - tireóide 
 
OLIGO 
→ Também chamados de elementos traços e 
microelementos: 
→ São nutrientes inorgânicos 
• Exigência inferior a 1 mg/dia 
• Catalisadores no metabolismo das reações 
enzimáticas dos seres vivo 
• Iodo, cromo, antimônio, cobalto, selênio, 
alumínio, estrôncio, silício e estanho. 
 
 
ANABOLISMO 
→ Molécula menores (monômeros) transformadas 
em moléculas maiores/mais complexas 
(polímeros, por exemplo), com gasto de ATP. 
Por exemplo, os aminoácidos se transformando 
em proteínas, monossacarídeos em 
polissacarídeos. É um processo “construtivo”. 
No anabolismo, também chamado de 
biossíntese, precursores pequenos e simples 
formam moléculas maiores e mais complexas, 
incluindo lipídeos, polissacarídeos, proteínas e 
ácidos nucleicos. As reações anabólicas 
necessitam de fornecimento de energia, 
geralmente na forma de potencial de 
transferência do grupo fosforil do ATP e do 
poder redutor de NADH, NADPH e FADH2. 
Basicamente: 
 
 
→ Catabolismo – serve para gerar moléculas de 
alta energia (ATP, especialmente). É o processo 
de degradação/quebra de moléculas complexas, 
em moléculas menores. Ele fornece energia 
para o indivíduo. É a fase “destrutiva” do 
metabolismo. O Catabolismo é a fase de 
degradação do metabolismo, na qual moléculas 
nutrientes orgânicas como os carboidratos, 
gorduras e proteínas são convertidas em 
produtos finais menores e mais simples (como o 
ácido láctico, CO2 e NH3). As vias catabólicas 
liberam energia, e parte dessa energia é 
conservada na forma de ATP e de 
transportadores de elétrons reduzidos (NADH, 
NADPH e FADH2); o restante é perdido como 
calor. Basicamente: 
 
 
→ O princípio geral da bioenergética é que 
moléculas precursoras, geralmente pequenas, 
podem ser transformadas através do 
anabolismo que forma blocos maiores de 
macromoléculas. 
→ Por outro lado, moléculas grandes como 
proteínas, carboidratos e lipídeos podem ser 
degradados pelo catabolismo e gerar energia e 
produtos finais de reação (que são, em geral, 
moléculas pequenas). 
 
 
IMC 
→ O índice de massa corporal (IMC), ou índice de 
Quetelet, é um cálculo direto baseado na 
estatura e no peso, independente do sexo, e 
pode ser usado para avaliar a gravidade da 
obesidade. O IMC tem limitações e fatores 
como idade, sexo, etnia e massa muscular 
podem afetar a relação entre este índice e a 
gordura corporal. Além disso, a existência de 
edema deve ser levada em consideração antes 
de interpretar os resultados do IMC. 
 
 
 
→ A desnutrição grave pode apresentar-se de três 
formas: Marasmo, Kwashiorkor e Marasmo-
Kwashiorkor. 
Micromoléculas + Energia → Macromoléculas 
Macromoléculas → Micromoléculas + Energia 
1. Marasmo: criança fica com baixa atividade, 
pequena para a idade, membros delgados 
devido a atrofia muscular e subcutânea, 
costelas proeminentes, pele se mostra solta e 
enrugada na região das nádegas, apresenta 
infecções constantes, comumente é irritadiça e 
seu apetite é variável. 
2. Kwashiorkor: déficit importante de estatura, 
massa muscular consumida, tecido gorduroso 
subcutâneo preservado, alterações de pele dos 
membros inferiores, alterações dos cabelos, 
hepatomegalia, face de lua, anasarca e baixa 
concentração sérica de proteínas e albumina, 
área perineal frequentemente irritada com 
dermatites e escoriações devido a diarréias. 
Apatia exagerada, raramente responde a 
estímulos e não apresenta apetite. 
3. Marasmo-Kwashiorkor: a origem pode ser de 
um marasmo que entrou em déficit protéico ou 
um Kwashiorkor que passou a sofrer déficit 
energético. Estão presentes: retardo da 
estatura, do desenvolvimento neuro psicomotor 
e queda da resistência imunológica. 
 
→ A desnutrição, um transtorno corporal baseado 
no desequilíbrio entre o aporte de nutrientes 
ingeridos e as necessidades do indivíduo, pode 
ser primária ou secundária, podendo também 
ser classificada em leve, moderada ou grave. 
 
 
TIPO 1 
→ Não ocorre devido ao estilo de vida, mas devido 
a um defeito no sistema imunológico, que ataca 
as células do pâncreas responsáveis pela 
produção de insulina, impedindo que o 
pâncreas possa desempenhar a sua função 
corretamente. Insulino dependente; Destruição 
células beta. Normalmente em crianças e 
adolescentes (90%), chamada de infanto-
juvenil, nesse caso se torna mais grave. 
 
TIPO 2 
→ É uma doença crônica que pode ter origem 
genética, mas que, na maioria dos casos, está 
relacionada ao estilo de vida. Como dissemos, 
no caso do diabetes tipo 2, no começo, o 
pâncreas até produz bastante insulina, tentando 
vencer a dificuldade que esse hormônio 
encontra para agir nas células e permitir a 
entrada de açúcar, mas, depois de algum 
tempo, o pâncreas entra numa espécie de 
estafa, perdendo a capacidade de produzir 
quantidades suficientes de insulina para 
metabolizar a glicose. 
→ Pessoas que desenvolvem resistência à insulina 
têm a capacidade reduzida de utilizar a glicose 
disponível, obrigando o pâncreas a produzir 
ainda mais insulina, uma vez que a insulina 
disponível não pode ser aproveitada pelo 
organismo. Esse fato acaba resultando em 
hiperglicemia, que é o acúmulo de glicose na 
corrente sanguínea. 
→ As principais causas do diabetes tipo 2 são as 
alterações no estilo de vida, principalmente a 
dieta inadequada e o sedentarismo. 
→ A obesidade também é considerada um 
importante fator de risco para o diabetes tipo 2, 
pois é esse excesso de gordura em alguns 
órgãos que causa a resistência à insulina. Foi 
constatado que o excesso de gordura corporal 
está diretamente associado a várias doenças 
metabólicas, como hipertensão, síndrome 
metabólica e diabetes tipo 2. 
→ Riscos que o diabetes tipo 2 (caso não tratado) 
representa para a saúde: 
• Hipoglicemia; 
• Desmaios; 
• Infecções; 
• Problemas cardíacos (infarto, angina); 
• Acidente Vascular Cerebral – AVC (derrame); 
• Problemas na visão (cegueira, glaucoma e 
catarata); 
• Nefropatia e insuficiência renal; 
• Neuropatia; 
• Amputações. 
 
CLASSIFICAÇÃO 
 
→ Os carboidratos (sacarídeos) são as moléculas 
orgânicas mais abundantes na natureza. Eles 
possuem grande variedade de funções, que 
incluem o fornecimento de fração significativa 
da energia na dieta da maioria dos organismos, 
a atuação como forma de armazenamentode 
energia no corpo e como componentes da 
membrana celular, mediando algumas formas 
de comunicação intercelular. Os carboidratos 
também servem como componentes estruturais 
de muitos organismos, incluindo a parede 
celular de bactérias, o exoesqueleto de muitos 
insetos e as fibras de celulose das plantas. 
(Nota: o conjunto completo de carboidratos 
produzidos por um organismo é o seu glicoma.) 
→ A fórmula empírica para muitos dos 
carboidratos mais simples é (CH2O) n, na qual n 
≥ 3, daí o nome “hidrato de carbono”. 
→ Os monossacarídeos (açúcares simples) podem 
ser classificados de acordo com o número de 
átomos de carbono que eles contêm. Os 
monossacarídeos podem se ligar por ligações 
glicosídicas, criando estruturas maiores. 
→ Os dissacarídeos contêm duas unidades de 
monossacarídeos, os oligossacarídeos contêm 
de três até cerca de 10 unidades de 
monossacarídeos, e os polissacarídeos contêm 
mais de 10 unidades de monossacarídeos, 
podendo alcançar centenas de unidades de 
açúcares em sua estrutura. 
 
OLIGOSSACARÍDEOS 
 
DISSACARÍDEOS - o grupo de oligossacarídeos mais 
importante. 
 
 
DIGESTÃO 
 
→ Os principais polissacarídeos da dieta são de 
origem vegetal (amido, composto por amilose e 
amilopectina) e animal (glicogênio). Durante a 
mastigação, a amilase salivar atua brevemente 
sobre o amido e o glicogênio da dieta, de 
maneira aleatória, hidrolisando algumas 
ligações. os produtos da digestão resultantes da 
sua ação contêm uma mistura de 
oligossacarídeos não ramificados e ramificados, 
conhecidos como dextrinas. Dissacarídeos 
também estão presentes, pois são resistentes à 
amilase. A digestão dos carboidratos cessa 
temporariamente no estômago, porque a 
elevada acidez inativa a amilase salivar. 
→ Quando o conteúdo ácido do estômago atinge o 
intestino delgado, ele é neutralizado pelo 
bicarbonato secretado pelo pâncreas, e a 
amilase pancreática continua o processo de 
digestão do amido. 
→ O processo final da digestão ocorre 
principalmente no epitélio mucoso do duodeno 
e jejuno superior, e inclui a ação de várias 
dissacaridases. Por exemplo, a isomaltase e a 
maltase clivam ligações, produzindo, cada uma 
delas, glicose. A sacarase cliva a ligação na 
sacarose, produzindo glicose e frutose, e a 
lactase cliva a ligação na lactose, produzindo 
galactose e glicose. Essas enzimas são proteínas 
transmembrana da borda em escova na 
superfície luminal (apical) dos enterócitos. 
→ O jejuno superior absorve a maior parte dos 
monossacarídeos produzidos na digestão. 
Entretanto, diferentes glicídios são absorvidos 
por meio de diferentes mecanismos. Por 
exemplo, galactose e glicose são transportadas 
nos enterócitos por meio de transporte ativo 
secundário, que requer uma absorção 
simultânea de íons sódio. Todos os três 
monossacarídeos são transportados do 
enterócito para a circulação porta por outro 
transportador, o GLUT-2. 
→ Todo o processo de digestão e absorção dos 
carboidratos é tão eficiente em indivíduos 
saudáveis que, normalmente, todo o 
carboidrato digerível da dieta já terá sido 
absorvido quando o material ingerido tiver 
alcançado o baixo jejuno. Entretanto, devido ao 
fato de que apenas os monossacarídeos são 
absorvidos, qualquer deficiência (genética ou 
adquirida) na atividade de determinada 
dissacaridase da mucosa intestinal leva à 
passagem do carboidrato não digerido para o 
intestino grosso. Como consequência da 
presença desse material osmoticamente ativo, a 
água flui da mucosa para o intestino grosso, 
causando diarreia osmótica. Isso é reforçado 
pela fermentação bacteriana dos carboidratos 
remanescentes, produzindo compostos de dois 
ou três carbonos (também osmoticamente 
ativos), além de grande volume dos gases CO2 e 
H2 cólicas abdominais, diarreia e flatulência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CATABOLISMO ANAERÓBICO 
GLICÓLISE 
Grande parte da energia gerada é conservada pela 
fosforilação acoplada de quatro moléculas de ADP a 
ATP. O rendimento total para cada molécula de 
glicose são quatro moléculas de ATP, mas o 
rendimento líquido é de apenas duas dessas quatro 
moléculas já que duas moléculas de ATP foram 
consumidas na fase preparatória. A fase 
preparatória ou de “débito” consome 2 ATPs, 
gerando 2 ADP. Na fase seguinte ocorre a produção 
de 4 ATP, 2 NADH e piruvato. 
 
FASE PREPARATÓRIA 
ETAPA 1 – Impede que a molécula de glicose volta 
para a corrente sanguínea. a glicose é fosforilada, 
sendo transformada em glicose-6-fosfato, mediado 
pela enzima hexocinase. Consumo de 1 ATP; 
(irreversível) 
ETAPA 2 – A glicose formada é convertida em 
frutose-6-fosfato, mediado pela enzima 
fosfoglicoseisomerase. (reversível). 
ETAPA 3 – Por intermédio da enzima 
fosfofrutocinase, a molécula de frutose é 
convertida em frutose-1,6-bifosfato, com gasto de 1 
ATP. (irreversível) 
ETAPA 4 – Pela ação da enzima aldolase, a molécula 
de frutose-1,6-bifosfato, é convertida em duas 
moléculas com 3 carbonos (Gliceraldeído-3-fosfato 
e Di-hidroxiacetona-fosfato). (reversível – clivagem 
do açúcar fosfato com 6 carbonos em 2 açucares 
fosfato com 3 carbonos). 
ETAPA 5 - Nessa etapa, acaba a primeira fase da 
glicólise (preparatória). Nessa fase, duas 
moléculas de ATP foram consumidas, aumentando 
o conteúdo de energia livre dos 
intermediários. Di-hidroxiacetona-fosfato é 
convertida em Gliceraldeído-3-fosfato, por 
intermédio da enzima triosefosfatoisomerase. 
(reversível). 
 
FASE DE PAGAMENTO 
 
ETAPA 6 – Cada molécula de gliceraldeído-3-fosfato 
é oxidada e fosforilada por fosfato 
inorgânico para formar 1,3-bifosfoglicerato. 
Produção de 2 NADH a partir de 2 NAD+. 
(reversível – oxidação e fosforilação) 
 
ETAPA 7 – Primeira reação formadora de ATP. 1,3-
Bifosfoglicerato vai ser transformada, por 
intermédio de enzimas, em 3-fosfoglicerato com a 
produção de 1 ATP. Produção de 2 ATP somando as 
duas moléculas. (reversível) 
 
ETAPA 8 – Ocorre a mudança na posição do fosfato 
e a 3-fosfoglicerato é transformada em 
2-Fosfoglicerato. (reversível) 
 
ETAPA 9 – A enzima enolase vai transformar o 2-
fosfoglicerato em fosfoenolpiruvato, e também há 
liberação de uma molécula de água. (reversível) 
 
ETAPA 10 – Através da enzima piruvato quinase, a 
molécula formada antes é convertida em piruvato, 
gerando 2 ATP. (irreversível) 
 
 
CATABOLISMO AERÓBICO 
Os piruvatos produzidos na degradação da glicose 
são transportados para dentro da mitocôndria e lá 
são transformados em Acetil-CoA, gerando gás 
carbônico. O Acetil-CoA vai entrar no ciclo de Krebs 
e vai possibilitar a geração de mais 2 ATP. No ciclo 
de Krebs também serão geradas outras moléculas 
energéticas que vão levar elétrons para a cadeia 
transportadora de elétrons da mitocôndria e, assim, 
inicia-se o processo de geração de energia através 
da glicose de forma aeróbica, com a produção de 
32-34 ATP por glicose, sendo um processo muito 
mais vantajoso. 
Sendo o processo aeróbico muito mais vantajoso, 
por que o corpo não se preocupa apenas em 
realizá-lo e deixa para lá a desvantagem do 
processo anaeróbico? Porque muitas vezes nós não 
temos oxigênio suficiente disponível para esse 
processo funcionar, como ocorre por exemplo, em 
exercícios muito intensos e de curta duração. Por 
outro lado, em exercícios mais longos, o corpo tem 
mais oxigênio disponível, podendo realizar o 
processo aeróbico e captar mais energia na 
degradação glicolítica. Sendo assim, cada processo 
tem a sua importância a depender da atividade 
realizada. 
Ciclo de Krebs inicia-se com a entrada do acetil-CoA 
produzido anteriormente. O grupo acetil da acetil-
CoA reage com o oxaloacetato, um ácido 
constituído por quatro carbonos, formando o 
citrato (forma oxidada do ácido cítrico), que é 
constituído por seis carbonos. A coenzima-A é, 
então, liberada para se ligar a um novo grupo acetil. 
A seguir ocorrem reações que causam a degradação 
do citrato gradualmente. Nesse processo, ocorrem 
a remoção e a oxidação de dois de seus átomos de 
carbono, formando CO2.O oxaloacetato é 
regenerado e pode reagir com outro acetil-CoA, 
iniciando novamente o ciclo. É importante destacar 
que cada etapa do ciclo de Krebs é catalizada por 
uma enzima específica. À medida que ocorre a 
oxidação do citrato, energia é liberada e utilizada na 
produção de moléculas carreadoras de energia. Em 
cada ciclo, para cada grupo acetil, uma molécula de 
ADP é convertida em ATP; 3 NAD+ são reduzidas a 
NADH; a FAD recebe dois elétrons e dois prótons, 
formando FADH2. Algumas células 
animais podem formar também GTP (trifosfato de 
guanosina). Essa molécula assemelha-se ao ATP, 
podendo ser utilizada para a produção de ATP ou 
diretamente pela célula. Considerando que 
cada molécula de glicose produz dois acetil-CoA, ao 
final do ciclo de Krebs, terão sido produzidos 6 
NADH, 2 FADH2 e 2 ATP. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO: Produção de acetil-CoA (acetato 
ativado) 
■ Piruvato, o produto da glicólise, é transportado 
para a matriz mitocondrial pelo carreador 
mitocondrial de piruvato. 
■ O piruvato é convertido em acetil-CoA, o 
metabólito que dá início ao ciclo do ácido cítrico, 
pelo complexo da piruvato-desidrogenase. 
■ O complexo da PDH é composto por várias cópias 
de três enzimas: piruvato-desidrogenase, E1(ligada 
ao cofator TPP); di-hidrolipoil-transacetilase, 
E2(covalentemente ligada ao grupo lipoil); e di-
hidrolipoil-desidroge-nase, E3(com os cofatores 
FAD e NAD+). 
 ■ E1 catalisa a primeira descarboxilação do 
piruvato, produzindo hidroxietil-TPP, e, então, a 
oxidação do grupo hidroxietila a um grupo acetila. 
Os elétrons dessa oxidação reduzem o dissulfeto do 
lipoato ligado a E2, e o grupo acetila é tranferido 
em uma ligação tioéster a um grupo¬SH do lipoato 
reduzido. 
■ E2 catalisa a transferência do grupo acetila para a 
coen-zima A, formando acetil-CoA. 
■ E3 catalisa a regeneração da forma dissulfeto 
(oxidada) do lipoato; os elétrons passam 
primeiramente ao FAD, e, então, ao NAD1. 
■ Os braços longos de lipoil-lisina movem-se 
livremente entre o sítio ativo de E1 
e os sítios ativos de E2 e E3 ,prendendo os 
intermediários ao complexo enzimático e 
possibilitando a canalização do substrato. 
■ A organização do complexo da PDH é muito 
semelhante àquela dos complexos enzimáticos que 
catalisam a oxidação do α-cetoglutarato e dos α-
cetoácidos de cadeia ramificada. 
 
MITOCÔNDRIA 
 
 
CADEIA RESPIRATÓRIA 
Ocorre na crista mitocondrial, membrana interna da 
mitocôndria. 
Também conhecida como fosforilação oxidativa 
(ADP + Pi à ATP), ocorre nas cristas mitocondriais e 
é a fase que possui a maior produção de ATP. Na 
membrana plasmática interna, chamada de cristas, 
há vários citocromos (proteínas) que são: NADH 
desidrogenase, ubiquinona, complexo citocromo b-
c1, citocromo oxidase e ATP – SINTASE. O NADH irá 
pegar dois elétrons e vai oferecer para a NADH-
desidrogenase, dando energia e, logo após, irá 
manda-los para a ubiquinona, e assim por diante, 
ou seja, os elétrons vão de citocromo para 
citocromo. Toda a vez que um elétron vai de uma 
proteína para a outra, ela libera um H+, com o 
objetivo de tornar esse meio ácido, deixando mais 
ativa a enzima ATP sintase, que irá produzir ATP. 
Quando se trata sobre o FADH2, ele irá atuar 
primeiro na ubiquinona, tendo menos oferta de 
hidrogênio e menos ATP no final. Quando há 
excesso de elétrons nos citocromos, a cadeia para e 
não há mais liberação de H+, desencadeando a 
ausência da produção de ATP. Nesse caso, o 
oxigênio irá capturar o excesso de elétrons finais, 
junto com a presença de hidrogênios (que será 
transformado em água), dessa forma a cadeia 
respiratória volta a fluir. O NAD e o FAD são 
chamados de aceptores intermediários de elétrons, 
enquanto que o oxigênio é o aceptor final de 
elétrons. 
 
GLICOGÊNIO HEPÁTICO MUSCULAR 
 
→ No fígado, onde o encontramos disponível para 
todo o corpo, eles estão dentro 
dos hepatócitos, em grânulos, onde também se 
encontram as enzimas responsáveis pela 
sua hidrólise. 
→ A função do glicogênio hepático é manter a 
glicemia do corpo entre as refeições. 
→ Ele é a forma de se armazenar glicose que 
poderá ser exportada para qualquer lugar do 
corpo com necessidades energéticas. 
→ Por exemplo, o cérebro é um órgão que 
depende exclusivamente de glicose na obtenção 
de energia para suas células. Já o glicogênio 
muscular não pode ser exportado, ele é 
utilizado em casos de necessidade, por 
exemplo, atividade física intensa, apenas 
pelas fibras musculares. 
→ O glicogênio muscular é a principal fonte de 
energia para os músculos durante as atividades 
físicas, não está disponível para corrente 
sanguínea e outros órgãos. 
→ Existem dois hormônios relacionados ao 
metabolismo do glicogênio no 
fígado: insulina e glucagon. 
→ A insulina é responsável por transportar a 
glicose do sangue para dentro de cada célula. 
Quando o corpo está com hiperglicemia, logo 
após refeições fartas em carboidrato, ela age 
com outras enzimas para que a glicogênese 
ocorra (nome dado ao processo de estocagem 
de glicose em forma de glicogênio). 
→ De forma contrária, o glucagon é responsável 
pela quebra do glicogênio e liberação de glicose, 
quando o corpo está hipoglicêmico, entre as 
refeições, para manter o nível de glicose e 
fornece energia para as células. É o que 
chamamos de glicogenólise. 
→ Existem mais de oito enzimas envolvidas nestes 
processos e a falta de qualquer uma delas 
comprometerá todos eles. 
 
VIA DAS PENTOSES x EXCESSO DE GORDURA 
→ A atividade da via das pentoses vai variar de 
acordo com tecido, sendo mais intensa em 
tecidos que ativam ácidos graxos ativamente, 
como é o caso do fígado e do tecido adiposo. As 
duas desidrogenases que participam da via 
convertem NADP a NADPH e vão ser inibidas 
competitivamente por NADPH. 
→ A utilização da glicose-6-fosfato pela via das 
pentoses ou pela glicólise vai depender das 
relações ATP/ADP e NADPH/NADP existentes 
nas células. 
→ Portanto quando a carga energética das células 
é alta, o consumo de glicose-6-fosfato pela via 
das pentoses é favorecida. 
→ A via das pentoses é ativa quando as taxas 
glicémicas são altas; os níveis altos 
de insulina resultantes acarretam, no tecido 
adiposo, aumento da permeabilidade 
à glicose e, no fígado, intensa síntese 
de glicocinase. 
→ Essas duas condições propiciam a síntese de 
ácidos graxos, que também é estimulada pela 
insulina. 
→ Então: A entrada de Glicose-6-P na via glicolítica 
ou na via das Pentoses-fosfato é basicamente 
determinada pelas concentrações relativas de 
NADP+ e NADPH. 
 
• Quando a relação ATP/ADP é baixa, a glicose 
vai ser degradada pela via glicolítica, 
produzindo ATP; não vai ocorrer a síntese de 
ácidos gordos e a relação NADPH/NADP é 
alta, inibindo a via das pentoses. 
• Mas se a relação ATP/ADP é alta, a via 
glicolítica fica inibida e a síntese de ácidos 
gordos é favorecida, consumindo NADPH e 
eliminando a inibição das desidrogenases. 
→ Os lipídeos constituem um grupo heterogêneo 
de moléculas orgânicas insolúveis em água 
(hidrofóbicas). 
→ Devido a sua insolubilidade em soluções 
aquosas, os lipídeos do corpo encontram-se 
geralmente compartimentalizados, como no 
caso de lipídeos associados à membrana e de 
gotículas de triacilgliceróis nos adipócitos, ou 
são transportados no sangue em associação 
com proteínas, como com a albumina ou nas 
partículas de lipoproteínas. 
→ São uma importante fonte de energia para o 
corpo e também fornecem a barreira 
hidrofóbica que permite a partição dos 
conteúdos aquosos das células e de estruturas 
subcelulares. 
→ Também atuam em outras funções no 
organismo (p. ex., certas vitaminas lipossolúveis 
têm funções regulatórias ou de coezimas, e as 
prostaglandinas e os hormônios esteroides 
exercem papéis fundamentais no controle da 
homeostase do organismo). Deficiências ou 
desequilíbrios do metabolismo de lipídeos 
podem levar a alguns dos principais problemas 
clínicos observados pelos médicos, como 
aterosclerose, diabetese obesidade. 
CLASSIFICAÇÃO 
→ Os ácidos graxos são ácidos monocarboxílicos, 
geralmente com uma cadeia carbônica longa, 
com número par de átomos de carbono e sem 
ramificações, podendo ser saturada ou conter 
uma insaturação (ácidos graxos 
monoinsaturados) ou duas ou mais insaturações 
(ácidos graxos poli-insaturados). O grupo 
carboxila constitui a região polar e a cadeia 
carbônica, a parte apolar. Os mais comuns são 
de 16 e 18 carbonos. (linoleico; aracdonico - 
processos inflamatórios) 
→ Os lipídios mais abundantes na natureza são os 
triacilgliceróis(também denominados 
triglicerídiosoutriglicérides), constituídos por 
três moléculas de ácidos graxos esterificadas a 
uma molécula de glicerol, ou seja, apresentam 
três gruposacilaligados a glicerol. Compostos 
contendo um grupo acila (monoacilgliceróis) ou 
dois destes grupos (diacilgliceróis) e glicerol 
encontram-se em quantidades pequenas nas 
células, existindo como intermediários de vias 
de síntese e degradação de lipídios. O seu 
caráter fortemente hidrofóbico permite o 
armazenamento nas células sob forma 
praticamente anidra, ou seja, sem moléculas de 
água adsorvidas, as quais aumentariam muito o 
peso da reserva de energia. 
→ Os glicerofosfolipídios são derivados do glicerol 
que contêm fosfato na sua estrutura. O 
glicerofosfolipídio mais simples é oácido 
fosfatídico(fosfatidatono pH fisiológico), 
composto por uma molécula de glicerol 
esterificada a dois ácidos graxos nos carbonos 1 
e 2, e a ácido fosfórico no carbono 3. O 
fosfatidato, além de ser um componente menor 
de membranas celulares, atua como 
intermediário da síntese de triacilgliceróis e dos 
outros glicerofosfolipídios. 
→ A estrutura geral dos esfingolipídios assemelha-
se à dos glicerofosfolipídios. Todavia, os 
esfingolipídios não contêm glicerol e seu 
esqueleto básico é formado por um aminoálcool 
contendo uma longa cadeia de hidrocarboneto, 
que, mais frequentemente, é aesfingosina. O 
grupo amino da esfingosina liga-se a um ácido 
graxo por uma ligação amídica, 
originandoceramida. A ligação de uma estrutura 
polar ao carbono 1 da ceramida forma os 
esfingolipídios, que, de acordo com a natureza 
da estrutura polar, podem ser classificados em 
três tipos: esfingomielinas, cerebrosídios e 
gangliosídios. 
→ Nasesfingomielinas, descobertas na bainha de 
mielina que envolve os axônios de neurônios, a 
porção polar é umafosforilcolina. A presença do 
grupo fosfato nas esfingomielinas permite 
classificá-las, juntamente com os 
glicerofosfolipídios, como fosfolipídios. 
→ Noscerebrosídios, a ceramida liga-se a um 
açúcar, que pode ser glicose ou galactose. 
Osgangliosídiossão ainda mais complexos, por 
apresentarem uma região polar composta por 
oligossacarídios, às vezes ramificados, com a 
inclusão de açúcares aminados nas 
extremidades. 
→ Os cerebrosídios e os gangliosídios são 
encontrados predominantemente no cérebro, 
ocorrendo em quantidades menores nos outros 
tecidos. São referidos conjuntamente, como 
glicolipídios. 
 
 
DIGESTÃO E ABSORÇÃO 
 
Na boca permanece inalterado. 
 
ESTÔMAGO 
 
A digestão dos lipídeos no estômago é limitada. Ela 
é catalisada pela lipase lingual, que se origina de 
glândulas na parte de trás da língua, e pela lipase 
gástrica, que é secretada pela mucosa gástrica. 
Ambas as enzimas são relativamente estáveis em 
meio ácido, com valores de pH ideais de 4 a 6. Estas 
lipases ácidas hidrolisam ácidos graxos de 
moléculas de TAG, particularmente aquelas que 
contêm ácidos graxos de cadeia curta ou média (≤ 
12 átomos de carbono), como os encontrados na 
gordura do leite. Consequentemente, essas lipases 
desempenham um papel particularmente 
importante na digestão lipídica em lactentes, para 
quem a gordura do leite é a principal fonte de 
calorias. Elas também se tornam importantes 
enzimas digestivas em indivíduos com insuficiência 
pancreática, como os portadores de fibrose cística 
(FC). As lipases lingual e gástrica ajudam esses 
pacientes a degradar moléculas de TAG (em 
especial, aquelas com ácidos graxos de cadeia curta 
a média), apesar da ausência completa ou parcial 
da lipase pancreática. 
 
INTESTINO DELGADO - EMULSIFICAÇÃO 
 
O processo crítico de emulsificação dos lipídeos da 
dieta ocorre no duodeno. A emulsificação aumenta 
a área da superfície das gotículas de lipídeos 
hidrofóbicos, de maneira que as enzimas digestivas, 
as quais trabalham na interface da gotícula com a 
solução aquosa que a envolve, possam agir com 
eficiência. A emulsificação é obtida por dois 
mecanismos complementares: o uso das 
propriedades detergentes dos sais biliares 
conjugados e a mistura mecânica devida ao 
peristaltismo. Os sais biliares, produzidos no fígado 
e armazenados na vesícula biliar, são derivados 
anfipáticos do colesterol. Os sais biliares conjugados 
consistem em uma estrutura hidroxilada de esterol 
em anéis, com uma cadeia lateral à qual uma 
molécula de glicina ou taurina está covalentemente 
ligada por uma ligação amida. Esses agentes 
emulsificantes interagem com as gotículas de 
lipídeos da dieta e com os conteúdos aquosos do 
duodeno, estabilizando as gotículas à medida que 
elas se tornam menores pelo processo do 
peristaltismo e impedindo que coalesçam. 
 
Os TAG, ésteres de colesterol e fosfolipídeos da 
dieta são degradados por enzimas (digeridos) no 
intestino delgado por enzimas pancreáticas, cuja 
secreção é controlada por hormônios, para esse 
controle as células na mucosa do duodeno inferior 
e do jejuno produzem um hormônio peptídico, a 
colecistocinina, em resposta à presença de lipídeos 
e de proteínas parcialmente digeridas que entram 
nessas regiões vindas do intestino delgado superior. 
A CCK age sobre a vesícula biliar (fazendo-a 
contrair-se e liberar a bile – uma mistura de sais 
biliares, fosfolipídeos e colesterol livre) e sobre as 
células exócrinas do pâncreas (fazendo-as liberar 
enzimas digestivas). Ela diminui também a 
motilidade gástrica, resultando na liberação mais 
lenta dos conteúdos gástricos no intestino delgado. 
Outras células intestinais produzem outro 
hormônio peptídico, a se-cretina, em resposta ao 
baixo pH do quimo ao entrar no intestino a partir 
do estômago. A secretina induz o pâncreas a liberar 
uma solução aquosa rica em bicarbonato, que ajuda 
a neutralizar o pH do conteúdo intestinal, trazendo-
o para o pH apropriado para a atividade digestiva 
das enzimas pancreáticas. Um exemplo de como 
ocorre esse processo: 
 
ENTERÓCITOS - JEJUNO 
 
Ácidos graxos livres, colesterol livre e 2-
monoacilglicerol são os principais produtos da 
digestão dos lipídeos no jejuno. Esses, juntamente 
com os sais biliares e as vitaminas lipossolúveis (A, 
D, E e K), formam as micelas mistas (agregados em 
forma de disco de lipídeos anfipáticos, que 
coalescem com os seus grupos hidrofóbicos para o 
interior e seus grupos hidrofílicos para a superfície). 
As micelas mistas são, portanto, solúveis no meio 
aquoso do lúmen intestinal. Essas partículas se 
aproximam do principal local de absorção de 
lipídeos, a membrana com borda em escova dos 
enterócitos. Esta membrana apical rica em 
microvilosidades é separada dos conteúdos líquidos 
do lúmen intestinal por uma camada aquosa 
estacionária que se mistura pouco com o fluido 
total. A superfície hidrofílica das micelas facilita o 
transporte dos lipídeos hidrofóbicos através da 
camada de água estacionária para a membrana com 
borda em escova, onde eles são absorvidos. Os sais 
biliares são absorvidos no íleo terminal, com perda 
de < 5% nas fezes. Como os ácidos graxos com 
cadeias curta e média são solúveis em água, eles 
não necessitam da participação de micelas mistas 
para sua absorção pela mucosa intestinal. 
 
 
 
VIA DAS PENTOSES 
 
• A via oxidativa das pentoses-fosfato (via do 
fosfogliconato ou via da hexose-monofosfato) 
realiza a oxidação e a descarboxilação da 
glicose-6-fosfato em C-1, reduzindo NADP1 
em NADPH e produzindo as pentoses-fosfato. 
• O NADPH fornece a força redutorapara as 
reações biossintéticas, e a ribose-5-fosfato é 
um precursor para a síntese de nucleotídeos e 
ácidos nucleicos. Tecidos em crescimento 
rápido e tecidos realizando biossíntese ativa 
de ácidos graxos, colesterol ou hormônios 
esteroides enviam mais glicose-6-fosfato para 
a via das pentoses- -fosfato do que os tecidos 
com menor demanda por pentoses-fosfato e 
poder redutor. 
• A primeira fase da via das pentoses-fosfato 
consiste em duas oxidações, que convertem 
glicose-6-fosfato a ribulose-5-fosfato e 
reduzem NADP1 a NADPH. A segunda fase 
compreende etapas não oxidativas que 
convertem pentoses-fosfato a glicose-6-
fosfato, que inicia o ciclo novamente. 
• Na segunda fase, a transcetolase (com TPP 
como cofator) e a transaldolase catalisam a 
interconversão de açúcares de três, quatro, 
cinco, seis e sete átomos de carbono, com a 
conversão reversível de seis pentoses- -
fosfato a cinco hexoses-fosfato. Nas reações 
de fixação de carbono da fotossíntese, as 
mesmas enzimas catalisam o processo 
inverso, a via redutora das pentoses-fosfato: a 
Degradação de triacilgliceróis: As moléculas de 
TAG são muito grandes para serem captadas de 
maneira eficiente pelas células das mucosas das 
vilosidades intestinais (enterócitos). Portanto, 
elas são hidrolisadas pela ação de uma esterase, 
a lipase pancreática, que remove ácidos graxos 
preferencialmente dos carbonos 1 e 3. Assim, os 
principais produtos da hidrólise são uma mistura 
de 2-monoacil-glicerol (2-MAG) e ácidos graxos 
livres. Uma segunda proteína, a colipase, 
também secretada pelo pâncreas, liga-se à lipase 
na razão de 1:1 e a ancora na interface lipídeo-
água. A colipase restabelece a atividade da lipase 
na presença de substâncias inibidoras, como os 
sais biliares que ligam as micelas. Orlistate, um 
fármaco antiobesidade, inibe as lipases gástrica e 
pancreática, diminuindo, desse modo, a 
absorção de gorduras, resultando na perda de 
peso. 
conversão de cinco hexoses-fosfato a seis 
pentoses-fosfato. 
• Um defeito genético da transcetolase provoca 
a diminuição da sua afinidade por TPP e 
agrava a síndrome de Wernicke-Korsakoff. 
• A entrada de glicose-6-fosfato na via glicolítica 
ou na via das pentoses-fosfato é basicamente 
determinada pelas concentrações relativas de 
NADP1 e NADPH. 
• Ocorre no citosol 
 
 
 
PROCESSO DE OBTENÇÃO DE ENERGIA 
 
→ Durante o processo catabólico dos ácidos 
graxos, na mitocôndria através da beta 
oxidação: 
→ Eles sofrem remoção, por oxidação, de 
sucessivas unidades de dois átomos 
de carbono na forma de acetil-CoA. Como 
exemplo pode ser citado o ácido palmítico, um 
ácido graxos de 16 carbonos, que vai sofrer sete 
reações oxidativas, perdendo em cada uma 
delas dois átomos de carbono na forma de 
acetil-CoA. Ao final desse processo os dois 
carbonos restantes estarão na forma de acetil-
CoA. 
 
 
→ Após a β-oxidação, os resíduos acetila do acetil-
CoA são oxidados até chegarem a CO2, o que 
ocorre no ciclo do ácido cítrico. Os acetil-coa 
vindos da oxidação vão entrar nessa via junto 
com os acetil-coA provenientes da 
desidrogenação e descarboxilação do piruvato 
pelo complexo enzimático da piruvato 
desidrogenase. Nessa etapa haverá produção 
de NADH e FADH2 para suprir de elétrons a 
cadeia respiratória da mitocôndria, que os 
levará ao oxigênio. Junto a esse fluxo está a 
fosforilação do ADP em ATP. 
→ Com isso a energia gerada na oxidação de 
ácidos graxos vai ser conservada na forma de 
ATP. 
→ A partir da beta oxidação são formadas 
moléculas de NADH e FADH, que irão servir para 
a fosforilação oxidativa. E, o acetil-CoA, que será 
usado no Ciclo de Krebs 
 
 
A ß oxidação é dividida em quatro reações 
sequenciais: 
1. Oxidação, na qual o acil-CoA é oxidado 
a enoil-CoA, com redução de FAD a FADH2 
2. Hidratação, na qual uma dupla ligação é 
hidratada e ocorre a formação de 3-
hidroxiacil-CoA 
3. Oxidação de um 
grupo hidroxila a carbonila, tendo como 
resultado uma beta-cetoacil-CoA e NADH 
4. Tiólise, em que o ß-cetoacil-CoA reage com 
uma molécula de CoA formando um acetil-
CoA e um acil-CoA que continua no ciclo 
até ser convertido a acetil-CoA; 
• Na mitocôndria, o ácido graxo é oxidado em 
múltiplos ciclos à Acetil-CoA 
• A cada remoção de 2 carbonos, há redução de 
FAD e NAD+ à FADH2 e NADH 
• O Acetil-CoA é oxidado no ciclo de Krebs a 
CO2, gerando NADH e FADH2 
• NADH e do FADH2 doam elétrons na cadeia 
respiratória para gerar um gradiente de prótons 
que é convertido em ATP pela ATP sintase; 
 
 
 
→ Os triacilgliceróis armazenados sobre a pele 
servem como estoque de energia e isolamento 
contra baixas temperaturas. Quando o corpo 
em estado de jejum necessita utilizar estoques 
de energia, o tecido adiposo libera ácidos graxos 
livres e glicerol na corrente sanguínea; O glicerol 
será captado pelo fígado – convertendo-se em 
glicose na via da gliconeogênese; Os ácidos 
graxos serão captados por diversos tecidos 
(utilizados para a produção de energia); As 
lipases degradam os triacilgrliceróis em glicerol 
e ácidos graxos livres por uma série de reações 
(lipólise). O glicerol sintetizado a partir da 
lipólise entra na via da glicólise – 
posteriormente formando um piruvato e ATP 
(as longas cadeias de ácidos graxos são mais 
difíceis de gerar ATP); Os ácidos graxos precisam 
primeiramente ser transportados do citosol 
para a matriz mitocondrial; Chegando na matriz, 
são lentamente desacoplados até o fim da 
cadeia (beta-oxidação); Na maioria das células, 
as unidades de dois carbonos dos ácidos graxos 
são convertidas em acetil-CoA; 
→ No fígado - se os ácidos graxos produzirem mais 
rapidamente grupamentos acetil-CoA do que o 
ciclo do ácido cítrico pode os metabolizar – o 
excesso será convertido em corpos cetônicos 
(cetonas); 
→ Os corpos cetônicos tornam-se uma significativa 
fonte de energia para o cérebro em casos de 
jejum prolongado e de glicose baixa; 
→ Os corpos cetônicos entram no sangue criando 
um estado chamado de cetose (o hálito de 
pessoas com cetose tem odor de fruta); 
→ Os lipídeos são a fonte primária de combustível 
– possuem elevado conteúdo de energia 
quando comparado a proteínas e carboidratos. 
Um grama de triacilgliceróis libera mais energia 
do que o dobro de energia do que a oxidação de 
um grama de carboidratos. 
 
ORIGEM E DESTINO DO COLESTEROL 
 
→ O colesterol do organismo humano pode ser 
obtido por produção endógena ou a partir dos 
alimentos. 
→ A quantidade de colesterol sintetizado de novo 
varia de modo inverso com a quantidade 
ingerida. Um indivíduo adulto saudável sintetiza 
em torno de 800 mg de colesterol por dia, que 
corresponde a cerca de 70% do colesterol total 
diário e o restante é fornecido pela dieta. 
→ Os principais órgãos responsáveis pela produção 
de colesterol são o fígado e o intestino delgado. 
→ O colesterol, originário da síntese endógena ou 
dos alimentos, é transportado pelas 
lipoproteínas plasmáticas. 
→ A síntese inicia-se com a condensação de duas 
moléculas de acetil-CoA, produzindo 
acetoacetil-CoA; 
→ Esta se condensa com outra molécula de acetil-
CoA, produzindo3-hidroxi-3-metilglutaril-CoA 
(HMG-CoA). As enzimas que catalisam estas 
reações são, respectivamente 
tiolaseehidroximetilglutaril-CoA sintase (HMG-
CoA sintase), ambas citosólicas. Nos 
hepatócitos, estas duas enzimas são 
encontradas também nas mitocôndrias e a 
HMG-CoA formada é precursora dos corpos 
cetônicos. 
→ A HMG-CoA é a seguir reduzida amevalonato, à 
custa de 2 NADPH, em uma reação catalisada 
pelaHMG-CoA redutase, uma enzima ligada ao 
retículo endoplasmático. Esta é a reação 
limitante da síntese de colesterol. 
→ O mevalonato (C6) sofre duas fosforilações, que 
consomem 3 ATP, e uma descarboxilação, 
originando a unidade isoprenoide, oisopentenil-
pirofosfato (C5). Além do colesterol, outros 
compostos importantes apresentam unidades 
isoprenoides em sua estrutura: clorofila, heme, 
ubiquinona, plastoquinona, vitaminas A, E e K, 
carotenoidese borracha. 
→ Um total de 6 moléculas de isopentenil-
pirofosfato são consumidas para 
formaresqualeno(C30), o último intermediário 
linear da via. A síntese de esqualeno processa-
se por reações de isomerização, condensação, 
redução por NADPH e eliminação de 
pirofosfato. 
→ A etapa final consiste no dobramento da 
molécula linear do esqualeno, de modo a 
formar o núcleo tetracíclico característico dos 
esteroides, além de um grupo hidroxila, a 
porção polar dessas moléculas. São mais de 20 
reações complexas, incluindo incorporação de 
oxigênio, redução por NADPH, remoção de 
grupos metila e migração de duplas ligações, 
que levam, finalmente, à produção de 
colesterol. 
 
CICLO ENDÓGENO 
• O ciclo inicia-se no fígado. O fígado vai reunir 
as gorduras que estão sobrando (colesterol, 
fosfolipídios, triglicerídios) e vai mandar aos 
tecidos periféricos para que ocorra a produção 
de membranas, hormônios e vitaminas. 
• Ocorreu no fígado, então, a produção do VLDL. 
Esta lipoproteína possui apoproteína B100, 
triglicerídios, colesterol e fosfolipídios. Ademais, 
no percurso, o HDL doa apoproteína C e E para o 
VLDL e, depois, este VLDL chega até o tecido 
adiposo e o tecido muscular. Acontece a mesma 
coisa que ocorreu no ciclo exógeno: ao chegar 
ao endotélio capilar do tecido adiposo e do 
tecido muscular, é liberada a enzima LPL (lipase 
lipoproteica) ativada pela insulina e pela 
apoproteína CII. A enzima LPL quebra os 
triglicerídios em ácidos graxos e glicerol, 
permitindo a sua entrada nas células destes 
tecidos. No interior do tecido adiposo e tecido 
muscular, os ácidos graxos e glicerol voltam a ser 
triglicerídios. Depois, o VLDL com menos 
triglicerídios continua sendo transportado pelo 
sangue e, ao encontrar o HDL, ocorre trocas 
entre estas duas lipoproteínas. O HDL doa 
colesterol para o VLDL por meio da enzima 
proteína transferidora de ésteres de colesterol 
(CETP) e o VLDL doa triglicerídios e fosfolipídios 
com a ação da enzima proteína transferidora de 
fosfolipídios (PLTP). Nesta troca, ocorre o 
aumento de colesterol e a diminuição de 
triglicerídios, acarretando na formação de IDL. 
Este IDL possui, então, triglicerídios e colesterol 
na mesma quantidade aproximadamente, 
apoproteína B100 e apoproteína E. O VLDL que 
fez a troca passa a se chamar remanescente de 
VLDL e depois se produz o IDL. Além disso, 
materiais da superfície do remanescente de 
VLDL forma um HDL nascente. Portanto, uma 
parte do VLDL forma HDL nascente, outra forma 
IDL e outra vai para o fígado mediado por 
apoproteína E e entra pelos receptores 
relacionados a proteína (LRP). · Quando o VLDL é 
internalizado no fígado, ele libera LH (lipase 
hepática). A lipase hepática age sobre o IDL, 
quebrando triglicerídios e fosfolipídios. O IDL 
continua trocando com o HDL (ganhando 
colesterol e perdendo triglicerídios) até se tornar 
LDL. O LDL continua tendo apoproteína B100 e 
apoproteína E. A lipase hepática age também no 
LDL e no HDL. 
• Parte do IDL também pode ir para o fígado 
mediado por apoproteína E, também liberando 
LH que irá agir sobre ele. 
• A disbetaproteinemia é a deficiência de 
apoproteína E. Então, não ocorrerá neste ciclo a 
internalização de IDL (porque a apoproteína E é 
responsável por abrir os receptores relacionados 
a proteína que promove a entrada do IDL na 
célula), provocando a β alargada nos exames e 
sendo possível o diagnóstico. 
• A hipertrigliceridemia familiar é a deficiência 
da apoproteína C-II, então, a LPL não será 
ativada. Também pode ser deficiência de LPL. 
Neste caso, terá uma grande quantidade de 
VLDL e triglicerídios no sangue. 
• Ademais, parte do LDL produzido (pouco 
triglicerídios e fosfolipídios e muito colesterol) 
pela troca entre o IDL e o HDL vai para o fígado 
mediado por apoproteína B e apoproteína. O LDL 
é internalizado por receptores de LDL. 
• Hipercolesterolemia familiar é a deficiência na 
apoproteína B100 ou nos receptores de LDL 
hepático ou de células periféricas. 
• Todas as vezes que tiver aumento de LDL, 
glicação e oxidação de LDL, o LDL sofrerá uma 
transformação, se tornando diferente. Dessa 
forma, o LDL não é mais reconhecido por 
receptores de LDL e são acumulados no sangue. 
A glicação e oxidação do LDL são eliminadas por 
outros receptores chamados receptores de 
refugo do tipo B. 
• Se existe um vaso com lesão no endotélio, 
ocorrerá um processo inflamatório. As células de 
defesa, principalmente os macrófagos, possuem 
os receptores de refugo do tipo B, também 
chamado de receptores Scavenger (lixeiros). 
Portanto, os macrófagos irão fagocitar o LDL, 
iniciar o processo inflamatório, formando as 
células espumosas e iniciando o ateroma. Todas 
as vezes que tem lesão ou oxidação, estas células 
de defesa são recrutadas e promovem este 
processo de fagocitar o LDL, iniciando um 
ateroma. Sendo assim, LDL em excesso, glicose, 
glicação irão acarretar na oxidação e glicação de 
LDL, impedindo o seu reconhecimento pelos 
receptores de LDL. Há a proliferação de células 
espumosas e o centro do ateroma morre por 
falta de vascularização e, consequentemente, 
oxigênio. Dessa forma, com a morte do ateroma, 
este material é exposto para o sangue, porque as 
enzimas fibrinolíticas irão quebrar o tampão, e as 
plaquetas se aderem, formando o trombo. Tem-
se, então, o fator aterotrombótico. Obstrui o 
vaso e promove o AVC e o infarto. 
• No diabetes mellitus tem um aumento da 
probabilidade de produção de ateroma porque, 
nesta patologia, há um aumento de glicação e 
aumento de oxidação. Principalmente no 
diabetes mellitus tipo II devido a grande 
quantidade de radicais livres. No diabetes 
também tem aumento de VLDL e, assim, 
aumento de quilomícrons. 
O HDL nasce como um disco fino. Esta 
lipoproteína tem origem sanguínea (VLDL e 
quilomícron) e origem celular (fígado e 
intestino). Ele possui apoproteína A de vários 
tipos. O HDL nascente possui quantidades 
mínimas de colesterol e fosfolipídios e quando 
está com esta concentração, ele não é funcional. 
Para poder se tornar funcional, a apoproteína A-I 
precisa mediar a ligação do HDL nos receptores 
ABC-AI em células periféricas. Então, este HDL 
começa a ganhar colesterol e fosfolipídios das 
células. Os receptores ABC-AI ligados também 
são chamados de transportadores K7 ligados a 
ATP. Dessa maneira, estes transportadores irão 
promover o ganho de colesterol e fosfolipídios 
no HDL, fazendo com que ele aumente o seu 
diâmetro e se chame HDL 3 (HDL funcional). O 
HDL mediado por apoproteína A-I se liga nas 
células e ganha colesterol delas. Este colesterol 
fica na periferia do HDL inicialmente. Ademais, o 
HDL precisa da lecitina dos fosfolipídios para 
esterificar o colesterol por meio da lecitina-
colesterol-acil-transferase (LCAT). O colesterol 
esterificado vai para o meio/interior do HDL, 
engordando-o. Este HDL maior chama-se HDL 2. 
Depois, o HDL faz trocas com as outras 
lipoproteínas (como VLDL e quilomícron) e, 
depois, quando estiver com bastante colesterol, 
o HDL entra no fígado por meio do receptor de 
refugo do tipo A. Ao chegar no fígado, ocorre a 
liberação de lipase hepática que quebra 
triglicerídios e fosfolipídios. Assim, o HDL 2 pode 
voltar a ser HDL 3, retornando para fazer trocas, 
ou pode internalizar tudo, deixando todo o 
colesterol no fígado. 
 
 
→ A glicose entra na célula e no citosol, acaba 
virando piruvato (glicólise), adentra na 
mitocôndria e é transformada em Acetil CoA 
pelo processo do ciclo de Krebs. 
→ Acetil CoA vai reagir com a molécula de 
Oxelacetato e se transformar em citrato. 
→ Por conta do balanço energético positivo 
ocorrerá um excesso de citrato, que será 
enviado ao citoplasma onde se transformará 
em Acetil CoA que por ação da Acetil CoA 
carboxilase transforma-se em Malonil CoA 
(intermediário da síntese de Ácido Graxo). 
→ A UNIÃO ENTRE MALONIL COA COM ACETIL 
COA FORMA ÁCIDO GRAXO (Através do 
NADP) 
→ O excesso de glicose forma o ácido graxo. 
Que vai se depositar nos tecidos adipososna 
forma de triglicerídeos. 
FATORES GENÉTICOS ASSOCIADOS A 
HIPERCOLESTEROLEMIA 
 
→ Na hipercolesterolemia familiar ocorrem 
defeitos genéticos afetando o receptor da LDL e 
que resultam em diminuição da endocitose da 
lipoproteína. 
→ As várias centenas de polimorfismos no gene do 
receptor podem afetar tanto a estrutura do 
receptor que liga a apo B100 da LDL quanto 
outros domínios da proteína e até mesmo a 
recirculação dos receptores que normalmente 
são reciclados após a endocitose, voltando à 
membrana celular. 
→ Defeitos na apo B100, bem mais raros do que os 
do receptor da LDL (LDL-R), também são causa 
de hipercolesterolemia grave, mas a designação 
hipercolesterolemia familiar refere-se aos 
defeitos do receptor. 
→ Há também casos de hipercolesterolemia 
familiar em razão de mutações com ganho de 
função no gene pró-proteína convertase 
subutilisina/ kexina tipo 9 (PCSK-9), que codifica 
a proteína NARC-14, que participa do 
catabolismo do LDL-R. 
→ Assim descrita, a hipercolesterolemia familiar é 
um defeito de remoção das LDL da circulação. 
→ Como as partículas da LDL circulam por mais 
tempo nos pacientes com hipercolesterolemia 
familiar, estão mais sujeitas a oxidação e outras 
transformações químicas. Isso resulta na 
captação aumentada da LDL modificada pelos 
macrófagos, deflagrando mecanismos pró-
aterogênicos. 
 
POLÍTICAS PÚBLICAS DE PREVENÇÃO DA HAS 
 
→ Estratégias para prevenção do desenvolvimento 
da HA englobam políticas públicas de saúde 
combinadas com ações das sociedades médicas 
e dos meios de comunicação. O objetivo deve 
ser estimular o diagnóstico precoce, o 
tratamento contínuo, o controle da PA e de FR 
associados, por meio da modificação do estilo de 
vida (MEV) e/ou uso regular de medicamentos. 
 
Opções: 
→ Programa de mudança do comportamento 
alimentar para prevenção e controle da 
hipertensão; 
→ Programa de mudança do comportamento 
quanto à prática de atividade física para 
prevenção e controle da hipertensão; 
→ Uso de fármacos anti-hipertensivos combinados 
em um comprimido de dose fixa, visando 
aumentar a adesão ao tratamento. 
 
→ Barreiras culturais podem dificultar a 
implementação das opções, como mudança de 
hábitos alimentares, por exemplo, cultura 
alimentar com predileção por itens como grãos, 
tubérculos e farináceos, além do uso cotidiano 
do açúcar e frituras. Além disso, a aquisição de 
alimentos in natura, como verduras e legumes 
pode ser dificultada pelo custo adicional que 
podem representar à cesta básica de alimentos. 
Direcionar atividades educativas em saúde de 
forma especial para a população feminina, visto 
o papel das mulheres como gerenciadoras dos 
lares, o que as torna multiplicadoras das ações 
de promoção da saúde, pode ampliar impacto 
das ações. O fortalecimento e a ampliação da 
cobertura da Estratégia de Saúde da Família 
(ESF) são capazes de melhorar o vínculo médico-
paciente, e, consequentemente, o engajamento 
do paciente em seu tratamento e na mudança 
de hábitos de vida, uma vez que a participação 
ativa do indivíduo é a única solução eficaz no 
controle da doença e na prevenção de suas 
complicações. Muitas dificuldades têm sido 
apontadas no momento de efetivação ao nível 
municipal de políticas de saúde, devido a fatores 
como: falta de estrutura organizacional e física, 
recursos humanos, falhas nos sistemas de 
informação, deficiência de cobertura da 
Estratégia Saúde da Família e outros, além da 
falta de controle da qualidade dos dados obtidos 
em saúde, dificultando assim, o reconhecimento 
do perfil da população assistida e o 
desenvolvimento de ações que visem à 
promoção e prevenção em saúde. O uso de 
fármacos anti-hipertensivos combinados em um 
comprimido de dose única também pode 
encontrar barreiras entre os próprios médicos 
que muitas vezes não estão habituados ou 
orientados a realizar este tipo de prescrição. 
 
LIPOPROTEÍNAS TRANSPORTADORAS 
• Ácidos graxos de cadeia menor que 14 
carbonos são transportados no sangue do 
sistema porta através da albumina. 
• Ácidos graxos livres de mais de 14 carbonos e 
monoacilgliceróis quando absorvidos pelos 
enterócitos voltam a formar triacilgliceróis. 
• Os triacilgliceróis se unem a proteínas formando os quilomícrons que serão transportados pelos vasos 
linfáticos. 
• Os lipídeos são transportados na corrente sanguínea através de proteínas, formando complexos 
denominados de lipoproteínas. 
• Lipoproteínas são estruturas esféricas, de elevado peso molecular, com núcleo apolar ou hidrofóbico 
composto de triglicerídeos e ésteres de colesterol, além de vitaminas A,D, E e K. 
• Envolvendo o núcleo, existe uma camada externa polar ou hidrofílica composta de fosfolípides, colesterol 
livre e apoproteínas. 
• Sistema linfático - quilomícrons 
• Sangue - ácidos graxos 
 
liproproteína Local de 
produção 
Lipídeo em maior 
quantidade 
Função 
Quilomicron Intestino Lipoproteína com 
maior quantidade de 
lipídio (TAG) 
Transportar os ácidos graxos (TAG É QUEBRADO EM AG + 
GLICEROL) obtidos na dieta (exógeno) para os tecidos em que 
serão consumidos ou armazenados 
VLDL (muito 
baixa 
densidade) 
Fígado TAG Transportar os triglicerídeos endógenos pela corrente 
sanguínea 
IDL (VLDL 
remanescente 
- densidade 
intermediária) 
Corrente 
sanguínea 
TAG Transportar os triglicerídeos pela corrente sanguínea 
LDL (baixa 
densidade) 
Corrente 
sanguínea 
TAG Transportar os colesterol até os tecidos. Pode sofrer 
modificação oxidativa por radicais livres de oxigênio, onde são 
endocitados pelos macrófagos, os quais crescem e formam 
uma placa fibrosa - aterômica, obstruindo a parede do vaso, 
algo que causa um grupamento plaquetário, ou seja, trombos, 
que podem causar AVC isquêmico, trombose e parada 
cardíaca. 
HDL (alta 
densidade) 
Fígado e 
intestino 
Lipoproteína com 
menor quantidade de 
lipídio. Transporta 
colesterol dos tecidos 
para o fígado. 
Transferir apoproteínas e ésteres de colesterol para outras 
lipoproteínas, retirar TAG de outras lipoproteínas e o colesterol 
das membranas celulares, converter o colesterol em ésteres de 
colesterol através (LCAT), os quais são transportados para o 
fígado, transportar os ésteres de colesterol para o fígado 
 
CARACTERÍSTICAS, TIPOS E FUNÇÕES 
 
Proteínas são polímeros de aminoácidos, com cada 
resíduo de aminoácido unido ao seu vizinho por um 
tipo específico de ligação covalente (o termo 
“resíduo” reflete a perda de elementos de água 
quando um aminoácido é unido a outro). Proteínas 
controlam praticamente todos os processos que 
ocorrem em uma célula, exibindo uma quase 
infinita diversidade de funções. São as 
macromoléculas biológicas mais abundantes, 
ocorrendo em todas as células e em todas as partes 
das células. E são os instrumentos moleculares 
pelos quais a informação genética é expressa. As 
proteínas de cada organismo, da mais simples das 
bactérias aos seres humanos, são construídas a 
partir do mesmo conjunto onipresente de 20 
aminoácidos. Para gerar uma determinada 
proteína, os aminoácidos se ligam de modo 
covalente em uma sequência linear característica. A 
partir desses blocos de construção, diferentes 
organismos podem gerar produtos tão diversos 
como enzimas, hormônios, anticorpos, 
transportadores, fibras musculares, proteínas das 
lentes dos olhos, penas, proteínas do leite, 
antibióticos, e uma miríade de outras substâncias 
com atividades biológicas distintas. Entre esses 
produtos de proteínas, as enzimas são as mais 
variadas e especializadas. 
 
Todos os 20 tipos de aminoácidos comuns são ∝-
aminoácidos. Eles têm um grupo carboxila e um 
grupo amino ligados ao mesmo átomo de carbono 
(o carbono ∝). Diferem uns dos outros em suas 
cadeias laterais ou grupos R e que influenciam a 
solubilidade dos aminoácidos em água. Foram 
atribuídas aos aminoácidos comuns das proteínas 
abreviações de três letras e símbolos. Três 
aminoácidos podem ser unidos para formar um 
tripeptídeo; do mesmo modo, quatro aminoácidos 
podemser unidos para formar um tetrapeptídeo, e 
assim por diante. Quando alguns aminoácidos se 
ligam, a estrutura é chamada de oligopeptídeo. 
Quando muitos aminoácidos se ligam, o produto é 
chamado de polipeptídeo. 
 
As proteínas conjugadas são classificadas com base 
na natureza química de seus grupos prostéticos; 
por exemplo, lipoproteínas contêm lipídeos, 
glicoproteínas contêm grupos de açúcares e 
metaloproteínas contêm um metal específico. 
 
Os aminoácidos incomuns também tem funções 
importantes, as proteínas podem conter resíduos 
criados por modificações de resíduos comuns já 
incorporados em um polipeptídeo. Entre esses 
aminoácidos incomuns estão a 4-hidroxiprolina, um 
derivado da prolina, e a 5-hidroxilisina, derivada da 
lisina. O primeiro é encontrado em proteínas da 
parede celular de células vegetais e ambos são 
encontrados no colágeno, proteína fibrosa de 
tecidos conectivos. A 6-N-metil-lisina é um 
constituinte da miosina, uma proteína contrátil do 
músculo. Outro aminoácido incomum importante é 
o g-carboxiglutamato, encontrado na proteína de 
coagulação protrombina e em algumas outras 
proteínas que se ligam ao Ca21 como parte de suas 
funções biológicas. Mais complexa é a desmosina, 
derivada de quatro resíduos Lys, encontrada na 
proteína fibrosa elastina. 
 
As funções que desempenham são estruturais e 
dinâmicas. 
Aminoácidos- produzir as proteínas. 
Essenciais- obtém-se através da alimentação;(8) 
Não-essenciais- o corpo produz. (12) 
Funções: imunidade; 
Transporte de substâncias; 
Catalise; 
Catabolismo metabolismo; 
Estruturação das células; 
Regulação hormonal; 
Musculo - actina e miosina(contração muscular); 
Coagulação. 
 
Os aminoácidos diferem entre si pela cadeia lateral 
Muitos peptídios encontrados na natureza 
desempenham funções importantes, atuando como 
hormônios (encefalinas, oxitocina, vasopressina, 
glucagon), antibióticos (gramicidina), agentes 
redutores (glutationa) etc. 
Aminoácidos são compostos que apresentam, na 
sua molécula, um grupo amino (− NH2) e um grupo 
carboxila (– COOH). Entre os aminoácidos que 
compõem as proteínas, a única exceção é a prolina, 
que contém um grupo imino (– NH –) no lugar do 
grupo amino, sendo a rigor um iminoácido. Em pH 
fisiológico, esses grupos estão na forma ionizada: – 
NH3+, – COO− e – NH2+. Os aminoácidos têm uma 
fórmula básica comum, com os grupos amino e 
carboxila ligados ao carbono α, ao qual também se 
liga um átomo de hidrogênio e um grupo variável 
chamado cadeia lateral ou grupo R: 
 
 
Os aminoácidos apolares têm grupos R com caráter 
de hidrocarboneto, que não interagem com a água; 
por isso, frequentemente localizam-se no interior 
da molécula proteica. Pertencem a este 
grupo: glicina, alanina, valina, leucina, isoleucina, 
metionina, prolina, fenilalanina e triptofano. 
Os aminoácidos polares têm, nas cadeias laterais, 
grupos com carga elétrica líquida ou grupos com 
cargas residuais, que os capacitam a interagir com a 
água. São geralmente encontrados na superfície da 
molécula proteica. Estes aminoácidos são 
subdivididos em três categorias, segundo a carga 
apresentada pelo grupo R em pH 7: aminoácidos 
básicos, se a carga for positiva; aminoácidos ácidos, 
se a carga for negativa; e aminoácidos polares sem 
carga, se a cadeia lateral não apresentar carga 
líquida. 
 
 
 
Polímeros de aminoácidos: peptídios e proteínas 
Os aminoácidos podem formar polímeros lineares 
pela ligação do grupo α-carboxila de um 
aminoácido com o grupo α-amino de outro. Esta 
ligação carbono-nitrogênio é uma ligação amídica, 
chamada, no caso das proteínas, de ligação 
peptídica. É obtida, teoricamente, por exclusão de 
uma molécula de água e sua formação pode ser 
representada pela seguinte equação: 
 
 
As proteínas podem ser formadas por uma ou mais 
cadeias polipeptídicas e contêm, geralmente, mais 
de 50 aminoácidos. A maior cadeia polipeptídica 
conhecida de uma proteína é a titina, também 
chamada conectina, uma proteína estrutural de 
músculos estriados. As proteínas desempenham 
uma função específica e, com poucas exceções, 
contêm todos os 20 aminoácidos, em proporções 
que variam muito de proteína para proteína. Cada 
proteína apresenta uma estrutura tridimensional 
definida e característica. Apesar de existirem 
inúmeras conformações teoricamente possíveis, 
todas as moléculas de uma dada proteína assumem 
a mesma conformação espacial. Esta configuração, 
entretanto, não é permanentemente fixa, e, muitas 
vezes, alterações estruturais transitórias estão 
relacionadas com o controle da função 
desempenhada pela proteína. 
 
DIGESTÃO 
 
As proteínas são digeridas a formas absorvíveis 
(aminoácidos, dipeptídeos e tripeptídeos) por 
proteases do estômago e no intestino delgado. 
Então, são absorvidas pelo sangue. 
Tudo começa no estômago, com a ação da pepsina, 
e termina no intestino delgado com as proteases 
pancreáticas e as da borda da escova. 
As endopeptidases hidrolisam as ligações peptídicas 
internas das proteínas. PEPSINA, TRIPSINA, 
QUIMIOTRIPSINA e ELASTASE. 
As exepeptidases hidrolisam um aminoácido de 
cada vez. CARBOXIPEPTIDASES A e B. 
 
No estômago, as células secretam o percursor 
inativo da pepsina, o pepsinogênio. Com o pH 
baixo, o pepsinogênio é ativado a pepsina. 
 
No intestino delgado, ativação do tripsinogênio a 
sua forma ativa, a tripsina, pela enzima 
enterocinase da borda em escova. Primeiramente, 
é produzido uma pequena quantidade de tipsina 
que, em seguida, catalisa a conversão de todos os 
outros percursores inativos e suas enzimas ativas. 
 
Absorção: os aminoácidos são transportados do 
lúmen para as células por co-transportadores Na+-
aminoácido na membrana apical, energizados pelo 
gradiente de Na+. Há quatro co-transportadores 
distintos: um par aminoácidos neutros, outro para 
aminoácidos ácidos, outro para aminoácidos 
básicos e um para imino-aminoácidos. Então, os 
aminoácidos são transportados pela membrana 
basolateral para a corrente sanguínea, por difusão 
facilitada. 
Uma vez dentro da célula, a maior parte dos 
dipeptídeos e tripeptídeos é hidrolisada a 
aminoácidos por peptidases citosólicas, produzindo 
aminoácidos que saem da célula por difusão 
facilitada, então são absorvidos. 
 
As proteínas da dieta são enzimaticamente 
degradadas até aminoácidos. Em humanos, a 
degradação das proteínas ingeridas até seus 
aminoácidos constituintes acontece no trato 
gastrintestinal. A chegada de proteínas da dieta ao 
estômago estimula a mucosa gástrica a secretar o 
hormônio gastrina, que, por sua vez, estimula a 
secreção de ácido clorídrico pelas células parietais e 
de pepsinogênio pelas células principais das 
glândulas gástricas. A acidez do suco gástrico (pH 
1,0 a 2,5) lhe permite funcionar tanto como 
antisséptico, matando a maior parte das bactérias e 
de outras células estranhas ao organismo, quanto 
como agente desnaturante, desenovelando 
proteínas globulares e tornando suas ligações 
peptídicas internas mais suscetíveis à hidrólise 
enzimática. O pepsinogênio, precursor inativo ou 
zimogênio, é convertido na pepsina ativa por meio 
de uma clivagem autocatalisada (clivagem mediada 
pelo próprio pepsinogênio) que ocorre apenas em 
pH baixo. No estômago, a pepsina hidrolisa as 
proteínas ingeridas, atuando em ligações peptídicas 
em que o resíduo de aminoácido localizado na 
porção aminoterminal provém dos aminoácidos 
aromáticos Phe, Trp e Tyr, clivando cadeias 
polipeptídicas longas em uma mistura de peptídeos 
menores. À medida que o conteúdo ácido do 
estômago passa para o intestino delgado, o pH 
baixo desencadeia a secreção do hormônio 
secretina na corrente sanguínea. A secretina 
estimula o pâncreas a secretar bicarbonato no 
intestino delgado, para neutralizar o HCl gástrico, 
aumentando abruptamente o pH, que fica próximo 
a 7. (Todas as secreções pancreáticas chegam ao 
intestino delgado pelo ducto pancreático.) A 
digestão das proteínas prossegue agora no intestino 
delgado. A chegada deaminoácidos na parte 
superior do intestino delgado (duodeno) determina 
a liberação para o sangue do hormônio 
colecistocinina, que estimula a secreção de diversas 
enzimas pancreáticas com atividades ótimas em pH 
7 a 8. O tripsinogênio, o quimotripsinogênio e as 
procarboxipeptidases A e B – os zimogênios da 
tripsina, da quimotripsina e das carboxipeptidases A 
e B – são sintetizados e secretados pelas células 
exócrinas do pâncreas. O tripsinogênio é convertido 
em sua forma ativa, a tripsina, pela 
enteropeptidase, uma enzima proteolítica 
secretada pelas células intestinais. A tripsina livre 
catalisa então a conversão de moléculas adicionais 
de tripsinogênio em tripsina. A tripsina também 
ativa o quimotripsinogênio, as procarboxipeptidases 
e a proelastase. Qual a razão para esse mecanismo 
elaborado ativar enzimas digestivas dentro do trato 
gastrintestinal? A síntese dessas enzimas como 
precursores inativos protege as células exócrinas do 
ataque proteolítico destrutivo. O pâncreas se 
protege ainda mais da autodigestão por meio da 
síntese de um inibidor específico, a proteína 
denominada inibidor pancreático da tripsina, que 
previne efetivamente a produção prematura de 
enzimas proteolíticas ativas dentro das células 
pancreáticas. A tripsina e a quimotripsina 
continuam a hidrólise dos peptídeos produzidos 
pela pepsina no estômago. Esse estágio da digestão 
proteica é realizado com grande eficiência, pois a 
pepsina, a tripsina e a quimotripsina apresentam 
especificidades distintas quanto aos aminoácidos 
sobre os quais atuam. A degradação de pequenos 
peptídeos no intestino delgado é então completada 
por outras peptidases intestinais. Estas incluem as 
carboxipeptidases A e B (duas enzimas que contêm 
zinco), as quais removem resíduos sucessivos da 
extremidade carboxiterminal dos peptídeos e uma 
aminopeptidase, que hidrolisa resíduos sucessivos 
da extremidade aminoterminal de peptídeos 
pequenos. A mistura resultante de aminoácidos 
livres é transportada para dentro das células 
epiteliais que revestem o intestino delgado, através 
dos quais os aminoácidos entram nos capilares 
sanguíneos nas vilosidades e são transportados até 
o fígado. Nos humanos, a maior parte das proteínas 
globulares obtidas a partir de animais é hidrolisada 
quase completamente até aminoácidos no trato 
gastrintestinal, mas algumas proteínas fibrosas, 
como a queratina, são digeridas apenas 
parcialmente. Além disso, o conteúdo proteico de 
alguns alimentos obtidos a partir de vegetais está 
protegido contra a degradação por envoltórios não 
digeríveis de celulose. 
 
 
 
 
→ Sinal referente à coloração amarelada da pele, 
escleras e mucosas, devido à impregnação dos 
tecidos por bilirrubina, a qual se encontra em 
níveis elevados no sangue (hiperbilirrubinemia). 
→ É causada pelo aumento sérico de bilirrubina, 
que é um pigmento derivado principalmente da 
degradação da hemoglobina. A icterícia só 
consegue ser detectada quando os níveis de 
bilirrubina são maiores que 2mg/dl. 
→ A icterícia fisiológica manifesta-se 48 a 72 horas 
após o nascimento. 
→ O nível sérico de bilirrubina atinge um pico de 4 
a 12 mg/dl em torno do 3º ao 5º dia após 
o nascimento. Em média, o nível de 
bilirrubina aumenta menos de 5mg/dl/dia. A 
icterícia fisiológica comumente desaparece ao 
final do 7º dia. 
→ Alguns alimentos (cenoura e mamão) e certas 
drogas podem causar uma cor amarelada à 
pele, mas nestes casos a esclerótica mantém 
sua cor normal. Pessoas de raça negra também 
podem apresentar uma tonalidade 
amarelada na parte exposta da esclerótica, dada 
pelo acúmulo na conjuntiva de uma 
pequena camada gordurosa, mas basta fazer 
um exame em todo o olho que se pode 
descartar a hipótese de icterícia. 
 
→ Queixas relacionadas: 
 
1) FEBRE 
 
Baixa sem calafrios: hepatite aguda viral e hepatite 
alcoólica. Com calafrios: colangite, sepsis 
 
2) ACOLIA/HIPOCOLIA FECAL 
 
Indica deficiência de excreção de bilirrubina para o 
intestino. Em casos de obstrução completa as fezes 
tornam-se acólicas. O urobilinogênio fecal e o 
urinário não são detectados. Acolia persistente 
sugere obstrução biliar extra-hepática. 
 
3) DOR 
 
a) no hipocôndrio direito ou quadrante superior 
direito: cálculo biliar 
 
b) dor lombar contínua: Câncer de pâncreas 
 
c) dor leve ou desconforto do quadrante superior 
direito: hepatite 
 
4) PRURIDO CUTÂNEO 
 
É comum em doenças hepáticas colestáticas intra 
ou extra-hepáticas. Pode ser a primeira 
manifestação de doença hepática como 
ocorre na cirrose biliar primária. 
 
5) PERDA DE PESO 
 
É comum em doenças hepáticas agudas e crônicas 
particularmente nas fases finais da doença crônica 
e nos casos de malignidade. 
 
6) MANIFESTAÇÕES DE INSUFICIÊNCIA 
HEPÁTICA 
 
Aranhas vasculares, eritema palmar, diminuição dos 
pelos, atrofia testicular, ginecomastia, distúrbios da 
coagulação (sangramentos), hálito hepático, 
encefalopatia hepática. A icterícia faz parte do 
quadro de insuficiência hepática. A avaliação clínica, 
cuidadosa e minuciosa, é fundamental no 
diagnóstico etiológico da icterícia e na orientação 
da condução clínica do caso. 
 
→ A icterícia é a coloração amarelada da pele, 
mucosas, esclerótica e fluidos corporais 
decorrentes da hiperbilirrubinemia. 
1. O sinal icterícia em função dos sintomas e de 
outros sinais associados comporta diferentes 
diagnósticos etiológicos assim como 
avaliação e a conduta. 
2. O diagnóstico rápido é importante para o 
prognóstico do paciente. 
3. A bilirrubina é o produto da degradação da 
hemoglobina nos eritrócitos. 
→ Aproximadamente 80% da bilirrubina é formada 
pela decomposição do grupo heme e o restante 
vem das moléculas heme em outras proteínas. 
→ A heme é convertida para biliverdina que é 
transformada em bilirrubina. 
→ No plasma a bilirrubina se liga à albumina, visto 
que é insolúvel neste meio. 
→ A bilirrubina não conjugada ou indireta (BI) é a 
bilirrubina ligada à albumina. 
→ No hepatócito ocorre a captação da BI, a 
conjugação, isto é, a BI sofre transformação 
pela enzima glucoronil-
transferase na bilirrubina direta (BD) ou 
conjugada, tornando-se polar e hidrossolúvel e 
capaz de ser excretada através da bile. 
→ A bile, ao ser excretada no lúmen intestinal, é 
metabolizada por bactérias e forma-se o 
urobilinogênio que é reabsorvido e 
excretado na urina e o restante é excretado nas 
fezes. 
→ O valor normal da bilirrubina total é de 0,2 a 1,0 
mg/dL, a bilirrubina conjugada 0,1 a 0,3mg/dL e 
a bilirrubina não-conjugada 0,2 a 0,8 mg/dL. 
 
 
→ As vias do catabolismo dos aminoácidos, em 
conjunto, representam normalmente apenas 10 
a 15% da produção de energia no organismo 
humano; essas vias são bem menos ativas que a 
glicólise e a oxidação dos ácidos graxos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ Após a remoção dos grupos amino, os 
esqueletos de carbono dos aminoácidos 
sofrem oxidação a compostos capazes de 
entrar no ciclo do ácido cítrico para 
oxidação a CO2 e H2O. As reações dessas 
rotas necessitam de diversos cofatores, 
incluindo o tetra-hidrofolato e a S-
adenosilmetionina, em reações de 
transferência de um carbono, e a tetra-
hidrobiopterina na oxidação da fenilalanina 
pela fenilalanina-hidroxilase. 
→ Dependendo de seu produto de 
degradação, alguns aminoácidos podem ser 
convertidos em corpos cetônicos, alguns em 
glicose e alguns em ambos. Assim, a 
degradação dos aminoácidos está integrada 
ao metabolismo intermediário, podendo ser 
crucial para a sobrevivência em condições 
nas quais os aminoácidos são uma fonte 
significativa de energia metabólica. 
→ Os esqueletos de carbono dos aminoácidos 
entram no ciclo do ácido cítrico por meio de 
cinco intermediários: acetil-CoA, a-
cetoglutarato, succinil-CoA, fumarato e 
oxaloacetato. Alguns são degradados em 
piruvato, que pode ser convertido em acetil-
CoA ou em oxaloacetato. 
→ Os aminoácidos que produzem piruvato são 
a alanina, a cisteína,a glicina, a serina, a 
treonina e o triptofano. A leucina, a lisina, a 
fenilalanina e o triptofano produzem acetil-
CoA, via acetoacetil-CoA. A isoleucina, a 
leucina, a treonina e o triptofano também 
produzem acetil-CoA diretamente. 
→ A arginina, o glutamato, a glutamina, a 
histidina e a prolina produzem a-
cetoglutarato; a isoleucina, a metionina, a 
treonina e a valina produzem succinil-CoA; 
quatro átomos de carbono da fenilalanina e 
da tirosina levam à produção de fumarato; a 
asparagina e o aspartato produzem 
oxaloacetato. 
→ Os aminoácidos de cadeia ramificada 
(isoleucina, leucina e valina), 
diferentemente dos demais aminoácidos, 
são degradados apenas em tecidos extra-
hepáticos. 
→ Diversas doenças humanas graves são 
causadas por defeitos genéticos nas enzimas 
do catabolismo dos aminoácidos. 
 
GLICOSE-ALANINA 
 
• Humanos obtêm uma pequena fração de sua 
energia oxidativa a partir do catabolismo dos 
aminoácidos. Os aminoácidos provêm da 
degradação normal de proteínas celulares 
(reciclagem), da degradação de proteínas da 
dieta e da degradação de proteínas teciduais 
no lugar de outros combustíveis, durante o 
jejum ou no diabetes melito não controlado. 
• Proteases degradam as proteínas da dieta no 
estômago e no intestino delgado. A maioria 
das proteases é primeiramente sintetizada 
como zimogênios inativos. 
• A primeira etapa no catabolismo dos 
aminoácidos é separar o grupo amino do 
esqueleto de carbono. Na maior parte dos 
casos, o grupo amino é transferido para o a-
cetoglutarato, formando glutamato. Essa 
reação de transaminação requer a coenzima 
piridoxal- -fosfato. 
• O glutamato é transportado à mitocôndria 
hepática, onde a glutamato-desidrogenase 
libera o grupo amino na forma de íon amônio 
(NH4 1). A amônia produzida em outros 
tecidos é transportada ao fígado como o 
nitrogênio amídico da glutamina ou, no 
transporte a partir do músculo esquelético, 
como o grupo amino da alanina. 
• O piruvato produzido pela desaminação da 
alanina no fígado é convertido em glicose, a 
qual é transportada de volta ao músculo como 
parte do ciclo da glicose-alanina. 
 
 
 
CICLO DA UREIA 
• A amônia é altamente tóxica para os tecidos 
animais. No ciclo da ureia, a ornitina combina-
se com a amônia, na forma de carbamoil-
fosfato, para formar citrulina. Um segundo 
grupo amino é transferido para a citrulina a 
partir do aspartato, para formar arginina – o 
precursor imediato da ureia. A arginase 
catalisa a hidrólise da arginina em ureia e 
ornitina; assim, a ornitina é regenerada a cada 
volta do ciclo. 
• O ciclo da ureia resulta na conversão líquida 
de oxaloacetato em fumarato, ambos 
intermediários do ciclo do ácido cítrico. Desse 
modo, os dois ciclos estão interconectados. 
• A atividade do ciclo da ureia é regulada no 
nível de síntese de suas enzimas e por 
regulação alostérica da enzima que catalisa a 
formação de carbamoil-fosfato. 
 
A ureia é sintetizada a partir de NH4+, aspartato e CO2 
 
→ Os dois átomos de nitrogênio presentes na ureia são 
provenientes de NH4+ e aspartato, e o átomo de 
carbono, de CO2. Em mamíferos, a ureia é produzida 
no fígado, sendo transportada para o rim e 
excretada na urina. 
→ A síntese inicia-se na matriz mitocondrial, com a 
formação de carbamoil-fosfato a partir de 
bicarbonato e amônio, que consome duas moléculas 
de ATP. As reações subsequentes compõem o ciclo 
da ureia ou ciclo de Krebs-Henseleit. O carbamoil-
fosfato, ainda na mitocôndria, condensa-se com 
ornitina, originando citrulina; a citrulina é 
transportada para o citosol, onde reage com 
aspartato, formando arginino-succinato; este se 
decompõe em arginina e fumarato; a arginina é 
hidrolisada, produzindo ureia e regenerando 
ornitina, que retorna à mitocôndria. A analogia do 
ciclo da ureia com o ciclo de Krebs é evidente: a 
ornitina tem papel semelhante ao do oxaloacetato e 
o carbamoil-fosfato equivale à acetil-CoA. 
→ A soma da reação de produção de carbamoil-fosfato 
com as reações do ciclo da ureia mostra a equação 
geral da síntese de ureia a partir de NH4+, aspartato 
e HCO3–: 
 
 
 
→ Outro parâmetro usado para avaliar o estado 
das proteínas viscerais é o balanço nitrogenado, 
embora reflita mais diretamente as proteínas 
totais corporais. Normalmente, os adultos 
mantêm-se em equilíbrio nitrogenado, porque 
as proteínas dietéticas (fonte de nitrogênio) são 
usadas para síntese proteica. Quando a 
degradação das proteínas é maior que a síntese, 
o paciente está em balanço nitrogenado 
negativo (p. ex., desnutrição). Crianças e 
gestantes estão em balanço nitrogenado 
positivo, porque a síntese de proteínas excede a 
degradação nas fases de crescimento. 
 
 
 
→ A razão proteína: nitrogênio, de acordo com o 
peso, é de 6,25 para a PTN ingerida da dieta. 
Este número pode ser utilizado como fator de 
conversão para expressar a quantidade de 
proteína da dieta, ou seja, o consumo de 1g N2 
equivale à ingestão de 6,25g de PTN. 
→ O balanço nitrogenado pode ser utilizado como 
referencial objetivo para acompanhar a 
evolução nutricional do paciente. 
 
→ A síntese de proteínas é um processo rápido, 
que ocorre em todas as células do organismo, 
mais precisamente, nos ribossomos, organelas 
encontradas no citoplasma e no retículo 
endoplasmático rugoso. Esse processo pode ser 
dividido em três etapas: 
 
1º. Transcrição 
A mensagem contida no cístron (porção 
do DNA que contém a informação genética 
necessária à síntese proteica) é transcrita pelo RNA 
mensageiro (RNAm). Nesse processo, as bases 
pareiam-se: a adenina do DNA se liga à uracila 
do RNA, a timina do DNA com a adenina do RNA, a 
citosina do DNA com a guanina do RNA, e assim 
Aspartato + NH4+ + HCO3– + 3 ATP + H2O --------> Ureia 
+ Fumarato + 2 ADP + 2Pi + AMP + PPi + 4H+ 
• BN negativo - o nitrogênio está sendo 
excretado em maior quantidade que o 
ingerido (trauma, queimaduras, infecção) ou 
a ingestão está abaixo da excreção 
(anorexia), ou fornecimento inadequado de 
Aas indispensáveis pela alimentação. 
• BN positivo - situações de anabolismo, como 
gravidez, realimentação após jejum, etc. 
• BN = zero - equilíbrio. 
sucessivamente, havendo a intervenção da enzima 
RNA-polimerase. A sequencia de 3 bases 
nitrogenadas de RNAm, forma o códon, responsável 
pela codificação dos aminoácidos. Dessa forma, a 
molécula de RNAm replica a mensagem do DNA, 
migra do núcleo para os ribossomos, atravessando 
os poros da membrana plasmática e forma um 
molde para a síntese proteica. 
 
2º. Ativação de aminoácidos 
Nessa etapa, atua o RNA transportador (RNAt), que 
leva os aminoácidos dispersos no citoplasma, 
provenientes da digestão, até os ribossomos. Numa 
das regiões do RNAt está o anticódon, uma 
sequência de 3 bases complementares ao códon de 
RNAm. A ativação dos aminoácidos é dada por 
enzimas específicas, que se unem ao RNA 
transportador, que forma o complexo aa-RNAt, 
dando origem ao anticódon, um trio de códons 
complementar aos códons do RNAm. Para que esse 
processo ocorra é preciso haver energia, que é 
fornecida pelo ATP. 
 
3º. Tradução 
Na fase de tradução, a mensagem contida no RNAm 
é decodificada e o ribossomo a utiliza para 
sintetizar a proteína de acordo com a informação 
dada. 
Os ribossomos são formados por duas subunidades. 
Na subunidade menor, ele faz ligação ao RNAm, na 
subunidade maior há dois sítios (1 e 2), em que 
cada um desses sítios podem se unir a duas 
moléculas de RNAt. Uma enzima presente na 
subunidade maior realiza a ligação peptídica entre 
os aminoácidos, o RNA transportador volta ao 
citoplasma para se unir a outro aminoácido. E 
assim, o ribossomo vai percorrendo o RNAm e 
provocando a ligação entre os aminoácidos. 
O fim do processo se dá quando o ribossomo passa 
por um códon de terminação e nenhum RNAt entra 
no ribossomo, por não terem mais sequencias 
complementares aos códons de terminação. Então, 
o ribossomo se solta do RNAm, a proteína 
específica é formada e liberada do ribossomo. 
Paraformar uma proteína de 60 aminoácidos, por 
exemplo, é necessário 1 RNAm, 60 códons (cada um 
corresponde a um aminoácido), 180 bases 
nitrogenadas (cada sequência de 3 bases dá origem 
a um aminoácido), 1 ribossomo e 60 RNAt (cada 
RNAt transporta um aminoácido). Pode-se notar, 
então, que se trata de um processo altamente 
complexo, já que há a intervenção de vários 
agentes. 
 
→ Resumindo o processo de síntese proteica 
envolve a utilização do código genético padrão. 
De acordo com esse código genético, a cada 
três bases nitrogenadas um aminoácido padrão 
é codificado, de acordo com a tabela: 
 
 
 
→ Dessa forma, concluímos que a síntese proteica é 
regulada no nosso DNA utilizando o código genético 
padrão para formar os aminoácidos não essenciais 
que vão, posteriormente, participar do processo de 
tradução celular e gerar proteínas necessárias para o 
nosso metabolismo. 
→ A proporção de lipídeos no TAB pode ocupar até 
85% da massa total do tecido, sendo o restante 
da massa representado por água e proteínas. 
→ O tecido adiposo é considerado um órgão 
multifuncional, capaz de armazenar energia e 
mobilizá-la conforme as necessidades corporais, 
além de sintetizar e secretar proteínas 
bioativas. 
→ Com a descoberta de uma ampla gama de 
proteínas bioativas secretadas pelo TAB, 
denominadas adipocinas, um novo conceito 
sobre a função biológica deste tecido vem 
surgindo, consolidando a idéia de não ser apenas 
um fornecedor e armazenador de energia, mas 
sim, um órgão dinâmico envolvido em uma 
variedade de processos metabólicos e 
fisiológicos. 
 
REDUÇÃO 
→ O destino das proteínas, após serem degradadas 
em aminoácidos no estômago e no intestino 
delgado, vai depender do estado energético e 
metabólico do nosso organismo. O déficit 
energético e a redução de carboidratos da dieta 
favorecem a degradação de proteínas, 
principalmente do músculo. Nessa situação o 
corpo pode usar as proteínas da dieta (como 
também do músculo) como fonte de energia 
(ATP) ou glicose (gliconeogênese) e corpos 
cetônicos. Os corpos cetônicos são 
preferencialmente formados pelo excesso de 
acetil-coA (intermediário comum do 
metabolismo de carboidratos, lipídeos e 
proteínas) da degradação das reservas de 
gordura e são usados como fonte de energia 
pelos tecidos extra hepáticos (músculo, coração), 
incluindo o cérebro. Embora alguns aminoácidos 
também possam formar corpos cetônicos em 
dietas low carb, após a remoção do seu grupo 
amino (nitrogênio) os aminoácidos são 
convertidos preferencialmente em glicose (no 
fígado) nessa situação (gliconeogênese). 
 
EXCESSO 
→ Em uma situação de superávit calórico, com bom 
aporte de carboidratos, o excesso de proteínas 
pode virar gordura ou ser usado como fonte de 
energia. Excesso de proteína na dieta (acima de 
1,5-2,0 g/kg) dificilmente gera hipertrofia 
muscular, pois é necessário estímulo do 
treinamento (musculação) e um ambiente 
hormonal favorável (testosterona, GH, insulina). 
De qualquer forma, dificilmente proteína vira 
gordura, pois essa via não é favorecida 
bioquimicamente. Nesse tipo de situação o 
corpo prefere usar carboidratos e proteínas 
como fonte de energia, reduzindo a queima de 
gordura e favorecendo seu armazenamento. Os 
carboidratos também são convertidos em ácidos 
graxos com muito mais facilidade que as 
proteínas, num processo conhecido como 
lipogênese. 
→ O excesso de proteínas na dieta tem um custo 
energético maior (20-30%) para o organismo do 
que os carboidratos (5-10%) e lipídeos (0-5%). O 
corpo sintetiza e degrada proteínas o tempo 
todo (turnover de proteínas) e 
o balanço energético é determinante para 
decidir como o corpo irá usar as proteínas. 
 
→ O padrão de beleza e a sociedade está gerando 
grandes preocupações, pois jovens, homens e 
principalmente mulher não estão satisfeitos com 
seu corpo e tem como objetivo de alcançar 
um padrão de beleza perfeito e isso vem 
afetando, a saúde, o psicológico, causando 
inúmeras doenças com seu corpo. 
→ A busca pela perfeição com a beleza está em 
elevada taxa, e o principal motivo para essa 
contribuição dessa taxa são os meios de 
comunicações. Novelas, revistas, propagandas e 
redes sociais, estão influenciando a sociedade, 
com várias receitas, aparelhos de exercícios, 
remédios, etc. Podendo causar doenças e afetar 
a autoestima da pessoa se sentindo inferior a 
todos. 
→ Além disso, as pessoas que procuram ter um 
corpo perfeito, é porque muitas das vezes são 
influenciadas pela mídia ou é ofendida por ter 
um corpo fora do padrão, com apelidos 
desagradáveis, como baleia, magrela, entre 
outros. A sociedade nunca está satisfeita com 
seu padrão de beleza, querendo emagrecer ou 
até mesmo engordar, tendo em si uma auto 
rejeição. 
→ Portanto, pessoas que querem alcançar um 
padrão de beleza têm que procurar um 
especialista como nutricionista, personal trainer. 
Evitar fazer dietas malucas e principalmente ter 
consciência do que estão fazendo, não se 
influenciar pela mídia. Todos têm seu padrão de 
beleza, temos que nos conter e amarmos a si 
mesmo, para que não prejudique a nossa saúde 
e a nossa vida. 
→ Os hormônios esteroides são produzidos pelo 
córtex da suprarrenal e pelas gônadas (ovário e 
testículo). Os esteroides anabolizantes ou 
esteroides anabólico-androgênicos (EAA) 
referem-se aos hormônios esteroides da classe 
dos hormônios sexuais masculinos, promotores e 
mantenedores das características sexuais 
associadas à masculinidade (incluindo o trato 
genital, as características sexuais secundárias e a 
fertilidade) e do status anabólico dos tecidos 
somáticos. Os esteroides anabólicos incluem a 
testosterona e seus derivados. Entretanto, 
alguns autores referem os esteroides 
anabolizantes como os derivados sintéticos da 
testosterona que possuem atividade anabólica 
(promoção do crescimento) superior à atividade 
androgênica (masculinização). 
→ O uso de esteroides anabólicos androgênicos 
pode causar a disfunção erétil e a perda de 
libido. 
 
Adenoma hepático 
Hepáticas 
→ Os sinais e sintomas hepáticos decorrentes do 
uso de EAA estão entre os mais comuns e graves, 
pois estas substâncias são mais resistentes ao 
metabolismo hepático, ocorrendo aumento dos 
níveis de marcadores enzimáticos de toxicidade 
no fígado, podendo ocasionar hepatotoxicidade, 
hepatomegalia e adenoma hepatocelular 
 
Sistema Reprodutor Masculino 
→ O uso de anabolizantes leva a alterações 
hormonais, com queda dos níveis de 
testosterona endógena, que pode provocar, 
ginecomastia, atrofia testicular, alterações na 
morfologia do esperma e infertilidade por 
inibição da secreção de gonadotrofina, bem 
como pela conversão dos andrógenos em 
estrógenos, além de priapismo. 
 
Sistema Cardiovascular 
→ Estudos acerca do uso de EAA sobre os níveis 
pressóricos apontam resultados contraditórios 
que parecem depender das condições de vários 
fatores, tais como: diferentes dosagens de EAA, 
o tipo de EAA utilizado, associação com outras 
drogas, predisposição genética, entre outros. Os 
sintomas do uso abusivo mais citados estão 
relacionados a riscos no sistema cardiovascular, 
como infarto do miocárdio, hipertensão arterial, 
arritmias, trombose; podendo ocorrer morte 
súbita. 
 
 
Sistema Reprodutor Feminino 
→ Os efeitos dos EAA sobre o aparelho reprodutor 
feminino incluem a redução dos níveis 
circulantes do hormônio luteinizante, do 
hormônio folículo-estimulante, dos estrogênios e 
da progesterona; inibição da foliculogênese e da 
ovulação; alterações do ciclo menstrual que 
incluem o prolongamento da fase folicular, 
encurtamento da fase lútea e, em alguns casos, 
ocorrência de amenorreia. Além desses efeitos, 
podem ocorrer desenvolvimento de caracteres 
secundários masculinos, devido às suas 
propriedades androgênicas. As alterações como 
hipertrofia do clitóris, aumento de pelos faciais e 
corporais e mudança no timbre de voz são 
irreversíveis. 
→ Com a testosterona, faz com que todo o sistema 
defeedback negativo não aconteça. Assim, o 
FSH, progesterona, LH e não ocorrerá a 
ovulação. Fazendo com que ocorra a disfunção 
do corpo. 
 
Sistema Cardiovascular 
→ Estudos acerca do uso de EAA sobre os níveis 
pressóricos apontam resultados contraditórios 
que parecem depender das condições de vários 
fatores, tais como: diferentes dosagens de EAA, 
o tipo de EAA utilizado, associação com outras 
drogas, predisposição genética, entre outros. Os 
sintomas do uso abusivo mais citados estão 
relacionados a riscos no sistema cardiovascular, 
como infarto do miocárdio, hipertensão arterial, 
arritmias, trombose; podendo ocorrer morte 
súbita. 
 
Hepáticas 
→ Os sinais e sintomas hepáticos decorrentes do 
uso de EAA estão entre os mais comuns e graves, 
pois estas substâncias são mais resistentes ao 
metabolismo hepático, ocorrendo aumento dos 
níveis de marcadores enzimáticos de toxicidade 
no fígado, podendo ocasionar hepatotoxicidade, 
hepatomegalia e adenoma hepatocelular. 
 
→ A hiperuricemia é um problema metabólico 
comum, os principais problemas clínicos 
associados à hiperuricemia são a artrite gotosa 
(gota), os tofos de ácido úrico e os cálculos 
renais. 
→ A hiperuricemia é a presença de níveis altos 
de ácido úrico no sangue. O limite normal para 
homens é de 400 µmol/L (6,8 mg/dL), e 360 
µmol/L (6 mg/dL) para mulheres. O ácido úrico 
é o produto final do metabolismo de purinas em 
humanos, pois não produzimos a urato 
oxidase, enzima que degrada o ácido úrico. 
Cerca de 70% é excretado pelos rins e 30% pelo 
intestino. Níveis elevados desta substância 
podem levar à Gota (doença) e, em alguns 
casos, acometimento renal (nefrolitíase por 
uratos). 
→ Um outro fator de risco cardiovascular, 
potencialmente associado à SM e à RI, é a 
hiperuricemia, e níveis séricos elevados de ácido 
úrico têm sido associados à maior incidência de 
doença cardiovascular (DCV). 
→ A hiperuricemia pode ser primária ou 
secundária: 
• Primária, quando é um problema do próprio 
metabolismo 
(como nefropatia juvenil), idiopática (sem 
causa conhecida) ou causado por dieta com 
excesso de purinas. 
• Secundária, quando a elevação se deve a 
doenças pré-existentes 
(como diabetes, alcoolismo, nefropatias, 
certos tumores, ) ou por drogas que alteram a 
produção e excreção de ácido úrico como 
algumas quimioterapias, anti-
inflamatórios, ácido acetil salicílico (aspirina) 
e diuréticos. 
 
Principal causa: problema excretório 
*Diuréticos tiasidicos favorecem a formação de 
hiperuricemia. 
 
→ Gota é uma artrite inflamatória causada pela 
cristalização do ácido úrico, que se deposita no 
interior da articulação e está associada à 
hiperuricemia. É considerada uma das mais 
dolorosas formas de artrite, caracterizada pelo 
surgimento abrupto de dor articular de grande 
intensidade. Descrita há mais de dois milênios, 
somente na última metade do século 20 veio a 
confirmação de que a patogênese envolveria a 
deposição de cristais de urato, devido à 
introdução dos microscópios de luz polarizada 
na prática clínica, permitindo a identificação dos 
cristais e da relação entre estes e a gota. 
→ Conhecida como a doença dos reis, pode ter 
afetado personalidades tais como Alexandre o 
Grande, Voltaire, Isaac Newton, Voltaire, 
Charles Darwin e Leonardo da Vinci e sempre 
esteve relacionada aos homens de meia-idade 
das classes mais abastadas, com uma vida 
menos regrada e associada ao sedentarismo e 
aos excessos. 
 
Fatores de risco 
→ Nos adultos, a concentração média de ácido 
úrico sérico em homens é cerca de 1 a 1,5 mg/dl 
maior do que em mulheres da mesma idade, 
por uma maior fração excretora de urato 
mediada por hormônios estrogênicos no sexo 
feminino. Isto explica em parte a baixa 
incidência de gota entre mulheres jovens, e o 
aumento da sua incidência durante a 
menopausa, quando os níveis séricos de ácido 
úrico se aproximam dos masculinos. O uso 
combinado de estrogênio e progesterona pode 
resultar em uma redução no ácido úrico sérico 
em mulheres hiperuricêmicas em pós-
menopausa. Afro-americanos tem níveis mais 
elevados de ácido úrico em relação aos 
caucasianos. 
→ Estilo de vida: Obesidade é um dos maiores 
riscos para hiperuricemia e gota, ao reduzir a 
excreção de ácido úrico e aumentando a 
produção de purinas. Ingesta aumentada de 
carnes vermelhas, frutos do mar e peixes, 
parece ter um efeito de aumento da incidência 
de gota. O aumento de ingesta de gorduras 
saturadas está relacionado com aumento da 
resistência insulínica, a qual reduz a excreção 
renal de urato. Pessoas que ingerem grandes 
quantidades de laticínios, principalmente os de 
baixo teor de gordura, têm menor risco de 
gota. 
→ Acúmulo anormal de líquido (água + 
sais ± proteínas) no compartimento extracelular 
intersticial e / ou nas cavidades corporais. 
 
Fisiopatogenia 
 
Fatores envolvidos – Integridade vascular e Forças 
de Starling 
 
 
*Pressão oncótica: pressão que chama pra dentro 
dos vasos (venosos, arteriais e linfoides) o líquido 
(proteínas), não deixa o líquido extravasar. 
 
→ O desequilíbrio dessas forças e/ou alterações 
vasculares podem fazer com que o líquido que 
sai na extremidade arteriolar do capilar exceda 
a quantidade de líquido que consegue retornar 
à circulação (via retorno à extremidade venular 
do capilar e via drenagem linfática). 
 
*O edema (generalizado, localizado, obstrutivo), 
origem cardíaca (cardiogênico), renal, hepática, 
endócrina, obstrução linfática. Exame físico: 
 
Causas 
Síndrome nefrítica 
Síndrome nefrótica 
Pielonefrite 
Insuficiência Cardíaca 
Cirrose hepática 
Hepatite Crônica 
Desnutrição proteica 
Fenômenos angioneuróticos (edema alérgico) 
Gravidez 
Toxemia gravídica 
Obesidade 
Hipotireoidismo 
Medicamentos 
Outros. 
 
Tipos 
Síndrome Nefrótica – Quadro Clínico 
Edema Renal - Síndrome Nefrítica 
Síndrome Nefrítica 
Síndrome Nefrítica – Quadro Clínico 
Edema Cardíaco – Insuficiência Cardíaca 
Edema Hepático - Cirrose 
Mixedema 
Linfedema 
Edema Alérgico - Angioedema 
Anasarca- edema generalizado 
 
 
→ É a condição amarela que aparece nas 
conjuntivas, pele e mucosas, devido ao depósito 
de bilirrubinas nos tecidos. 
 
Metabolismo 
→ A formação da bilirrubina depende da 
biossíntese e degradação dos grupos heme, 
presentes principalmente nas hemácias, a maior 
parte vem da degradação da hemoglobina (60-
80%) provem da degradação de eritrócitos 
velhos circulantes, o restante é proveniente da 
degradação de hemoproteinas, diariamente são 
produzidos cerca de 250-300mg de bilirrubina. 
A duração média de vida de uma hemácia 
depende da espécie animal: caninos e humanos 
120 dias; felinos 70 dias; suínos 65 dias; equinos 
150 dias; bovinos 160 dias; ovinos e caprinos 
100 dias. Assim, as hemácias são fagocitadas 
pelo sistema retículo endotelial (fígado, baço e 
medula óssea) para posterior degradação da 
hemoglobina, liberando os grupos heme. 
→ As porfirinas atuam como compostos 
intermediários na biossíntese do heme formada 
pelo encontro de uma molécula de succinil-CoA 
e uma molécula de glicina em organismos 
animais. 
→ Alguns erros na biossíntese da heme podem 
ocorrer, denominados porfirias, assim como, o 
acúmulo dos produtos de degradação desse 
composto (bilirrubina) provoca 
hiperbilirrubinemia e icterícia. Nestes últimos, a 
mensuração da bilirrubina total e suas frações, 
direta e indireta são essenciais para o 
diagnóstico. 
→ Existem diferentes tipos de icterícia, com causas 
numerosas, e são divididas em: 
• Icterícias hemolíticas ou pré-hepáticas: 
ocorre por uma destruição excessiva de 
eritrócitos, resultando num aumento do 
complexo bilirrubina-albumina no sangue, 
excedendo a capacidade excretora do fígado. 
• Icterícias tóxico-infecciosas ou 
hepatocelulares: 
• Icterícias obstrutivas ou pós-hepáticas: 
caracteriza-se por uma obstrução pós-
hepática, impedindo o fluxo normal da bile. 
Retida em qualquer local nas vias biliares 
(cálculo viasbiliares), grande parte dela é 
reabsorvida na corrente sanguínea. 
→ O fígado representa o principal local de síntese 
proteica no organismo, a albumina representa a 
principal proteína sintetizada, outras proteínas 
incluem a ceruloplasmina, α1 antitripsina (problema 
pulmonar) e proteínas da coagulação (SANTOS et al., 
2004). Sendo o fígado o único órgão capaz de 
sintetizar albumina, a síntese dessa proteína 
corresponde a cerca de 12% a 20% da capacidade de 
síntese hepática correspondendo diariamente de 
150 a 250 mg de albumina por kg de peso corporal 
em indivíduos saudáveis.
 
ESTRUTURA E FUNÇÕES 
→ Os nucleotídeos são compostos de uma base 
nitrogenada, um monossacarídeo pentose e um, 
dois ou três grupos fosfato. As bases 
nitrogenadas pertencem a duas famílias de 
compostos: purinas e pirimidinas. As quais têm 
estruturas: 
o O DNA e o RNA contêm as mesmas bases 
púricas: adenina e guanina. Ambos contêm a 
pirimidina citosina, mas diferem em sua 
segunda base pirimídica: o DNA contém 
timina enquanto o RNA contém uracila; T e U 
diferem somente por um grupo metila 
presente em T, mas ausente em U. 
o Os nucleotídeos desempenham uma grande 
variedade de funções no metabolismo celular 
como: – Participam das reações de 
transferência de energia metabólica. O ATP é 
um nucleotídeo envolvido em reações de 
transferência de energia nas reações do 
metabolismo celular; – Atuam como segundo 
mensageiro na resposta hormonal, sendo 
elos químicos essenciais na resposta das 
células aos hormônios e outros estímulos 
extracelulares. 
o Exemplo disso são os nucleotídeos AMP 
cíclico e o GMP; – São componentes 
estruturais de cofatores enzimáticos e 
intermediários metabólicos. 
o Exemplo disso são as coenzimas NAD 
(nucleotídeo Adenina Dinucleotideo) e FAD 
(Flavina Adenina Dinucleotídeo), que 
participam de reações de transferência de 
elétrons do metabolismo celular; – 
o Participam no armazenamento e na 
transmissão da informação genética. O ácido 
desoxirribonucléico (DNA). Em vírus de ácido 
ribonucléico (RNA) como flavivírus (vírus da 
dengue) arbovírus (vírus de plantas) 
retrovírus (HIV e HTLV-I), o RNA é a molécula 
repositória da informação genética. 
 
 
SÍNTESE 
PURINAS 
→ Os átomos do anel de purina são constituídos de 
uma série de compostos, incluindo aminoácidos 
(ácido aspártico, glicina e glutamina), CO2 e 
derivados do tetraidrofolato. O anel de purina é 
construído por uma série de reações que adicionam 
os carbonos e nitrogênios doados a uma ribose 5-
fosfato pré-formada. 
 
 
 
 
 
PIRIMIDINAS 
→ Ao contrário da síntese de purina, o anel de 
pirimidina é construído antes de ser ligado à ribose-
5-fosfato, a qual é doada pelo PRPP. As fontes dos 
átomos de carbono e de nitrogênio no anel de 
pirimidina são: glutamina; CO2 e ácido aspártico. 
 
 
 
DEGRADAÇÃO 
 
PÚRICOS 
→ São sequencialmente degradados pela remoção ou 
pela alteração de porções do nucleotídeo. O 
produto do metabolismo das purinas nos seres 
humanos é o ácido úrico. 
 
 
PIRIMÍDICOS 
→ O anel de pirimidina pode ser aberto e degradado 
em estruturas altamente solúveis, como beta-
alanina e beta-aminoisobutirato, que podem servir 
como precursores do Acetil-CoA e succinil- CoA, 
respectivamente. Alternativamente, as pirimidinas 
podem ser resgatadas e convertidas em 
nucleotídeos pela enzima pirimidina fosforribosil 
transferase, a qual, assim como sua correspondente 
nas reações de alvação das purinas, utiliza PRPP 
como fonte de ribose-P. 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ Na ausência de alimento, os níveis plasmáticos 
de glicose, aminoácidos e triacilgliceróis caem, 
acarretando um declínio na secreção de insulina 
e um aumento na liberação de glucagon. 
→ A baixa relação insulina/glucagon e a menor 
disponibilidade de substratos circulantes 
tornam o período de privação de nutrientes 
catabólico, caracterizado pela degradação de 
triacilglicerol, glicogênio e proteína. Isto leva a 
uma troca de substratos entre o fígado, tecido 
adiposo, músculo e cérebro, que é guiada por 
duas prioridades: 
1. A necessidade de manter níveis 
plasmáticos adequados de glicose 
para manter o metabolismo 
energético do cérebro e outros 
tecidos que requerem glicose, e 
2. A necessidade de mobilizar os ácidos 
graxos do tecido adiposo e os corpos 
cetônicos do fígado para suprir 
energia a todos os tecidos. 
 
 
→ A maior parte do álcool ingerido é metabolizado 
no fígado pela ação da enzima álcool 
desidrogenase (ADH). Esta enzima converte o 
álcool em acetaldeído, que mesmo em 
pequenas concentrações, é tóxico para o 
organismo. A enzima aldeído desidrogenase 
(ALDH), por sua vez, converte o acetaldeído em 
acetato. A maior parte do acetato produzido 
atinge outras partes do organismo pela corrente 
sanguínea, onde participa de outros ciclos 
metabólicos. 
→ O sistema de enzimas microssomais oxidativas 
(SEMO) pertencem à família dos citocromos e 
compreendem um sistema alternativo de 
metabolização do álcool no fígado. O SEMO 
transforma o álcool em acetaldeído pela ação 
do citocromo P450 2E1 ou CYP2E1 presentes 
nas células hepáticas. 
RESSACA 
• O álcool ingerido vai para o estômago, é 
absorvido e começa a viajar pelo corpo por meio 
da corrente sanguínea, passando pelos órgãos e 
até o cérebro. O tempo que demora essa viagem 
pelo sangue depende de vários fatores, como 
quantidade de bebida ingerida, volume de 
gordura no corpo etc. 
• Nos primeiros dez minutos, o álcool se 
transformar em acetaldeído, e tenta se livrar 
dele o mais rápido possível. Essa substância é 
resultado da ação de uma enzima chamada 
álcool-deidrogenase, presente no fígado, que 
destrói a molécula do álcool. 
• Se apenas algumas doses forem consumidas, o 
período de ação do acetaldeído é curto e os 
estragos são menores, pois ele é atacado por 
outra enzima, o aldeído-desidrogenase, junto 
com outra substância, a glutationa, que 
transformam o acetaldeído em acetato, uma 
espécie de vinagre, não tóxica. Mas a glutationa 
armazenada no fígado não é suficiente para uma 
grande quantidade de bebida alcoólica, deixando 
o acetaldeído por mais tempo no organismo, 
causando a ressaca, causando fadiga, náuseas, 
irritação do estômago, dor de cabeça. 
• Quanto à patologia da ressaca, existe um 
componente de desidratação, causado por efeito 
agudo do etanol sobre mecanismos de balanço 
hídrico no organismo. O etanol inibe a liberação 
do hormônio antidiurético (ADH), ou 
vasopressina, na neurohipófise, resultando em 
menor absorção da água nos túbulos distais e 
coletores no rim e, consequentemente, em 
maior micção e urina mais diluída. 
• O principal metabólito do álcool etílico, o 
acetaldeído, também inibe a secreção de ADH. 
Alterações supressoras nas concentrações de 
aldosterona e renina também são observadas, 
visto que níveis adequados destes hormônios 
regulam a absorção de água e nutrientes nos 
rins. Também se observa acidose metabólica 
devido ao aumento das concentrações de 
lactato, corpos cetônicos e ácidos graxos livres. 
Estes efeitos estão relacionados à desidratação e 
causam sintomas como boca seca e sede. 
1. Intoxicação pelo acetaldeído: no caso de um 
consumo exagerado de álcool pode haver presença 
deste metabólito tóxico na circulação ainda por 
várias horas após o indivíduo ter parado de beber. 
Grande parte do mal-estar da ressaca é 
consequência da exposição prolongada das células 
ao acetaldeído, o que provoca uma espécie de 
inflamação generalizada no organismo; 
2. Queda da glicose sanguínea (hipoglicemia): o 
processo de metabolização do etanol envolve vias 
enzimáticas do fígado que também participam da 
produção de glicose, principalmente em períodos 
de jejum. Como essas enzimas estão ocupadas 
metabolizando o etanol, temos uma queda no nível 
de glicose para o cérebro e outras regiões do 
organismo. Daí surgem os sintomas de fraqueza e 
mal-estar; 
3. Desidratação: um dos efeitos adversos do etanol 
no cérebroé inativar a produção de um hormônio 
chamado ADH (hormônio antidiurético). Quando 
ele é inibido, toda água que passa pelos rins acaba 
sendo eliminada na urina. Esse efeito diurético leva 
à desidratação, que causa os sintomas de boca 
seca, sede, dor de cabeça, irritação e câimbras. 
METABOLISMO RENAL DO ÁLCOOL 
→ O ingrediente tóxico do álcool é a molécula de 
etanol. Sua absorção começa já na mucosa da 
boca e, ao atingir o intestino delgado, ela será 
absorvida e vai para a corrente sanguínea. O 
intervalo de tempo necessário para o etanol 
entrar na circulação é de 15 a 60 minutos. Após 
esse intervalo, atingirá os órgãos mais 
vascularizados como o cérebro, o fígado, o 
coração e os rins. O que vamos salientar neste 
artigo são os efeitos do álcool na função renal 
do ser humano. 
→ Os rins são os órgãos que regulam a quantidade 
e a estrutura de líquidos e eletrólitos do nosso 
corpo e também produzem hormônios que 
regulam a pressão arterial e a produção de 
glóbulos vermelhos. Eles eliminam as escórias 
do nosso corpo, ajudam a limpar os resíduos 
das células e fornecem condições estáveis para 
o funcionamento delas. 
→ A concentração de íons de hidrogênio, ou 
equilíbrio ácido-base, é vital para as reações 
metabólicas. Se esse equilíbrio for interrompido 
pelo álcool, pode causar níveis baixos de 
fosfatos, induzindo à hiperventilação e baixa 
acidez. 
→ Os eletrólitos sódio, fósforo, magnésio e 
potássio são afetados pelo consumo de álcool, o 
que leva a uma disfunção celular. As células 
(principalmente os neurônios em nosso 
cérebro) são dependentes de níveis estáveis de 
eletrólitos. Quando esses níveis são 
interrompidos, o cérebro tem dificuldade de 
regular os processos corporais, e as 
modificações do comportamento ocorrem. 
→ A pressão sanguínea pode aumentar a um nível 
não saudável com o consumo de álcool, e o 
aumento da pressão arterial pode causar uma 
doença renal crônica denominada nefropatia 
hipertensiva. Além do aumento da pressão, o 
álcool tem uma grande quantidade de calorias, 
que pode levar a um ganho de peso, um fator 
que contribui para elevação da pressão arterial. 
→ O consumo de álcool pode aumentar a diurese 
em indivíduos normais por causa da 
hiperglicemia causada pelo uso do álcool como 
fonte de energia e, portanto, do aumento da 
glicose não usada na corrente sanguínea. Com o 
aumento da ingestão de álcool, existirá uma 
queda da quantidade de glicose, devida à perda 
da capacidade do fígado de produzir esta 
substância pois, após a entrada do álcool no 
tecido hepático, este não mais produzirá glicose 
até que ele seja eliminado do organismo. Em 
pacientes diabéticos, pode provocar níveis 
baixos de glicose, o que caracterizará um 
quadro de hipoglicemia. Nestes pacientes, a 
grande quantidade de calorias do álcool pode 
ser um problema para controlar os níveis de 
glicose, mesmo com dieta e exercícios. 
CONSEQUÊNCIAS DO ETILISMO 
O uso constante, descontrolado e progressivo de 
bebidas alcoólicas pode comprometer seriamente o 
bom funcionamento do organismo, levando a 
consequências irreversíveis. A pessoa dependente 
do álcool, além de prejudicar a sua própria vida, 
acaba afetando a sua família, amigos e colegas de 
trabalho. 
Consequências a curto prazo: déficit de atenção, 
problemas de memória, falta de coordenação, 
humor instável, fala arrastada. 
Consequências a média e longo prazo: 
• Gastrointestinais: úlcera, varizes esofágicas, 
gastrite, gordura no fígado (esteatose 
hepática), hepatite, pancreatite, cirrose; 
• Neuromusculares: cãibras, perda de força 
muscular, dormência, distúrbios de 
coordenação; 
• Cardiovasculares: hipertensão, arritmias, 
aumento do risco de acidente vascular 
isquêmico; 
• Sexuais: redução da libido, ejaculação 
precoce, disfunção erétil, infertilidade. 
• Hematológicas. 
• Transtornos mentais como depressão, 
demência, psicose. 
• O consumo excessivo do álcool causa diversas 
alterações a nível da medula óssea, que afeta 
as três linhagens celulares (eritróide, 
granulocitica e megacariocítica), isoladamente 
ou simultaneamente, provocando anemia, 
leucopenia, trombocitopenia e aumento do 
volume corpuscular médio (VCM), que a nível 
periférico são as mais evidenciadas. 
EFEITOS A NÍVEL SISTÊMICO 
→ Pelagra: doença sistêmica que resulta em grave 
deficiência de vitamina B3, também chamada 
de niacina ou ácido nicotínico, e é causado 
quando essa vitamina não é absorvida pelo 
organismo, ou quando essa falta é devido à 
deficiência de triptofano, um precursor da 
niacina. A pelagra também pode ser resultado 
de condições médicas pré-existentes que levam 
à deficiência de aminoácidos ou niacina, como o 
abuso crônico de álcool. Existem dois tipos de 
pelagra, conhecidos como pelagra primária e 
pelagra secundária. A pelagra primária é 
causada por dietas com pouca niacina ou 
triptofano. A pelagra secundária ocorre quando 
o corpo não pode absorver niacina, através, por 
exemplo, do alcoolismo. Os principais sintomas 
são os três Ds: demência, diarreia e dermatite, 
sendo fatal se não for tratada. 
→ Delirium tremens: distúrbio mental marcado 
por desorientação e confusão mental, 
assimilando incorretamente o ambiente à sua 
volta, podendo sofre alucinações. Esse delírio 
vem acompanhado de um tremor no corpo e 
que causa problemas graves no cérebro e 
sistema nervoso. Isso é observado em casos de 
abstinência alcóolica, ocorrendo dentro de três 
dias após a parada de beber. Além dos 
tremores, é acompanhado por estado de 
confusão mental, hiperatividade autonômica, 
podendo progredir para um colapso 
cardiovascular, ansiedade, náusea e vômito. 
Pode ser tratado pela ministração de fluidos 
intravenosos para desidratação, 
anticonvulsivantes, sedativos, antipsicóticos. 
→ Síndrome de Wernicke-Kordakoff: forma 
incomum de amnésia que combina com um 
estado de confusão aguda e um tipo de amnésia 
de longo prazo, e se desenvolve em alcoólatras 
geralmente devido a uma deficiência de tiamina 
(B1). Os sintomas são perda do equilíbrio, 
sonolência, grave perda de memória de 
acontecimentos recentes, tontura e confusão. O 
tratamento consiste na administração de 
tiamina por via intravenosa. 
TRATAMENTO 
→ O fato de a pessoa ter as duas doenças melhora 
o prognóstico, se elas forem identificadas e o 
paciente receber tratamento efetivo para cada 
uma delas. Controladas a depressão e a 
ansiedade, o fator de risco que estaria 
perpetuando a dependência do álcool 
desaparece e a evolução do quadro é muito 
melhor. 
→ Para as pessoas sem transtornos psiquiátricos, 
mas dependentes de álcool, existem inúmeras 
opções de tratamento. No Brasil, porém, há 
escassez de oferta. Na realidade, na linha de 
frente, destacam-se os Alcoólicos Anônimos, 
grupo de autoajuda que existe em mais de 50 
países e há mais de 80 anos, com larga 
experiência no atendimento de dependentes de 
álcool. Eles oferecem um tratamento bom e 
barato alicerçado na generosidade de 
voluntários que se predispõem a ajudar o 
próximo a vencer um problema que de certa 
forma também é deles. É um trabalho 
maravilhoso, absolutamente fundamental na 
área do alcoolismo. Os AA são o sal da terra no 
sentido de facilitar o acesso e a adesão ao 
tratamento sem levar em conta cor, origem, 
sexo, nem condição socioeconômica. Quem se 
adapta aos grupos de autoajuda, deve procurar 
e permanecer nos grupos do AA. 
→ No entanto, por vários motivos, um contingente 
significativo de pessoas não se adapta à cultura 
do grupo ou porque elas são portadoras de 
comorbidade psiquiátrica, ou porque não se 
entrosam com os demais participantes. Para 
essas pessoas, seria necessário oferecer opções 
de tratamento que incluiriam terapias de grupo 
e individuais, mas nem sempre isso é possível. 
→ Atualmente, evoluíram muito as terapias 
psicológicas e a tendência é enfocá-las no 
comportamento ligado ao beber. Terapeuta e 
bebedor, juntos, devem identificar quais os 
fatores derisco para a ingestão de álcool. É 
muito comum a pessoa pertencer a um círculo 
de amizades que perpetua o hábito de beber. 
Nesse caso, ela deve reinventar um esquema ou 
estilo de vida do qual a bebida não faça parte e 
buscar fontes de apoio que o ajudem a não 
beber. De certo modo é isso que fazem os 
Alcoólicos Anônimos. Ao se filiar ao grupo, o 
dependente que passava horas e horas nos 
bares passa a conviver com uma rede social de 
pessoas abstinentes e essa diferença é 
fundamental para o controle da doença. 
FARMACOLÓGICO 
→ O Dissulfiran, que é o componente do Antabuse, 
continua com a aprovação do FDA e ainda é 
usado se a pessoa estiver de acordo em receber 
esse tipo de medicamento. É um remédio bom 
e barato para o tratamento do alcoolismo. 
Quando o paciente concorda com o uso do 
Dissulfiran e entende seu mecanismo de 
funcionamento, ele serve como breque 
psicológico diante da bebida. 
→ De fato, antigamente, as mulheres colocavam 
esse remédio na comida dos maridos sem seu 
conhecimento, mas o mais comum era eles 
deixarem de comer em casa e continuarem 
bebendo no bar. 
→ Mais de 15 estudos atestaram o efeito do 
Naltrexone (nome da substância química desse 
remédio). Sob o efeito desse medicamento, as 
pessoas sentem menos os efeitos agradáveis da 
bebida e perdem a vontade de continuar 
bebendo. 
→ Existe o Acamprosato, muito utilizado na Europa 
e que possivelmente será aprovado pelo FDA. 
Ele diminui também a vontade de beber. Sua 
ação farmacológica é um pouco distinta e mais 
prolongada do que a do Naltrexone. 
→ Recentemente, foi publicado um estudo sobre 
um medicamento anticonvulsivante chamado 
Topimarato, utilizado em outros quadros 
psiquiátricos que parece diminuir também a 
vontade de beber e aumentar os períodos de 
abstinência por semanas. 
→ Esses quatro medicamentos – Dissulfiram, 
Naltrexone, Acamprosato e Topiramato – são 
bons coadjuvantes nos tratamentos do 
alcoolismo, pois ajudam no processo de 
abstinência e na prevenção das recaídas. 
HEPATITE x CIRROSE 
→ A hepatite é a inflamação do fígado. Pode ser 
causada por vírus ou pelo uso de alguns 
remédios, álcool e outras drogas, assim como 
por doenças autoimunes, metabólicas e 
genéticas. Em alguns casos, são doenças 
silenciosas que nem sempre apresentam 
sintomas. Os sintomas mais comuns da hepatite 
A, B e C são dor ou desconforto abdominal, 
urina escura, febre, perda de apetite, náusea e 
vômitos, fadiga, e amarelamento da pele e 
olhos. 
→ Cirrose é a cicatrização do fígado resultante de 
doença hepática crônica (a longo prazo). O 
tecido de fígado normal é substituído por tecido 
cicatricial (processo difuso de fibrose e 
formação de nódulos, acompanhando-se 
frequentemente de necrose hepatocelular). As 
causas mais comuns da cirrose são: alcoolismo, 
vírus da hepatite B e C e doença gordurosa do 
fígado. Sintomas incluem náuseas, vômitos, 
perda de peso, perda de cabelo, inchaço 
(principalmente nas pernas), ascite. 
DANOS SISTÊMICOS DAS DESORDENS HEPÁTICAS 
Anormalidades endócrinas 
• Intolerância à glicose, hiperinsulinemia, 
resistência à insulina e hiperglucagonemia são 
frequentes em pacientes com cirrose; 
• Elevação nos níveis séricos de insulina reflete 
a degradação hepática diminuída em vez do 
aumento de secreção; 
• Alterações no perfil tireoidiano podem ser 
consequentes à deficiência de metabolização 
hepática dos hormônios tireoidianos e 
alterações nas suas proteínas plasmáticas 
ligantes. 
• Doenças hepáticas crônicas geralmente 
causam alterações no ciclo menstrual e na 
fertilidade. 
• Homens com cirrose, principalmente em 
casos de cirrose alcoólica, geralmente 
apresentam hipogonadismo (incluindo atrofia 
testicular, disfunção erétil e diminuição da 
espermatogênese) e feminização 
(ginecomastia, hábito feminino). 
Alterações Hematológicas: 
• Anemia, contribuída pelas perdas sanguíneas, 
deficiência de ácido fólico, hemólise, 
supressão medular pelo álcool e os efeitos 
diretos da hepatopatia; 
• Leucopenia e plaquetopenia geralmente 
acompanhando a esplenomegalia na 
hipertensão portal avançada. 
• Coagulopatias são comuns e envolvem 
mecanismos fisiopatológicos complexos. 
• Disfunções hepatocelulares e absorção 
inadequada de vitamina K podem prejudicar a 
síntese hepática de fatores de coagulação. 
Alterações renais e eletrolíticas: 
• Hipopotassemia, resultado de excesso de 
perda urinária de potássio, em razão de altas 
taxas circulantes de aldosterona, retenção 
renal de íons de amônia em troca por 
potássio, acidose tubular renal secundária, ou 
uso de diurético; 
• Hiponatremia, redução da concentração 
plasmática de sódio para < 136 mEq/L por 
excesso de água em relação ao soluto; 
• Insuficiência hepática avançada, podendo 
alterar o equilíbrio ácido-básico, geralmente 
provocando alcalose metabólica. 
• Concentrações sanguíneas de ureia estão 
comumente baixas em razão de déficit na 
síntese hepática; sangramentos digestivos 
causam um aumento nos seus níveis, mais 
pelo aumento da absorção entérica de ureia 
do que pelas alterações da função renal; 
síndrome hepatorrenal, consiste em oligúria 
progressiva e azotemia que ocorre na 
ausência de dano estrutural aos rins. 
Alterações circulatórias: A hipotensão 
consequente à hepatopatia avançada pode 
levar à insuficiência renal. A vasodilatação 
periférica deve contribuir tanto para a 
circulação hiperdinâmica (aumento da 
frequência e do débito cardíaco) e da 
hipotensão. 
 
→ Acidose metabólica é a redução primária no 
bicarbonato (HCO3−), tipicamente com 
diminuição compensatória da pressão parcial de 
dióxido de carbono (Pco2); o pH pode estar 
acentuadamente baixo ou ligeiramente 
subnormal. A acidose metabólica caracteriza-se 
como intervalo de ânions elevado ou normal, 
com base na presença ou ausência de ânions 
não mensurados no soro. As causas incluem 
acúmulo de cetonas e ácido láctico, insuficiência 
renal e ingestão de fármacos ou toxinas 
(intervalo de ânions elevado) ou perdas renais 
ou gastrointestinais de HCO3− (intervalo de 
ânions normal). 
→ Os sinais e sintomas em casos graves incluem 
náuseas e vômitos, letargia e hiperpneia. 
→ O diagnóstico é clínico e medido com 
gasometria arterial e eletrólitos séricos. 
→ A causa é tratada; pode-se indicar bicarbonato 
de sódio IV quando o pH está muito baixo. 
→ As acidoses com aumento do intervalo aniônico 
ocorrem mais frequentemente por causa de 
cetoacidose, acidose láctica, insuficiência renal 
ou ingestão de algumas substâncias tóxicas. 
SINAIS, SINTOMAS E CONSEQUENCIAS 
→ Acidemia mais grave (pH < 7,10) pode causar 
náuseas, vômitos e mal-estar. Pode haver sinais 
e sintomas com pH mais elevados se a acidose 
ocorrer rapidamente. 
→ O sinal mais característico é a hiperpneia 
(respirações longas e profundas em velocidade 
normal), refletindo um aumento compensatório 
da ventilação alveolar; essa hiperpneia não é 
acompanhada por uma sensação de dispneia. 
→ A acidemia aguda e grave predispõe à 
disfunção cardíaca com hipotensão e choque, 
arritmias ventriculares e coma. A acidemia 
crônica causa doenças relacionadas à 
desmineralização óssea (p. ex., raquitismo, 
osteomalacia, osteopenia). 
ORIGEM DA BILIRRUBINA NÃO CONJUGADA 
A maior parte da bilirrubina (80-85%) provém da 
degeneração de hemácias velhas (cerca de 0,8% das 
hemácias são destruídas diariamente). O restante 
provém de outras proteínas hêmicas (citocromos e 
mioglobina). 
No citoplasma dos macrófagos, a hemoglobina é 
quebrada em globina (proteína) e heme. A globina é 
digerida em aminoácidos que serão reutilizados. 
O heme é cindido por ação da enzima heme-
oxidase. Perde o ferro e a porfirina tem seu anel 
tetrapirrólico aberto a nível de uma das pontes de 
meteno, com liberação de uma molécula de 
monóxido de carbono (CO). O pigmento que resulta 
é a biliverdina. Esta sofre ação da 
enzima biliverdina-redutase e passa a bilirrubina,um pigmento amarelo. 
A bilirrubina (na forma não-conjugada, ou indireta) 
é liberada pelas células do SRE e, sendo pouco 
hidrossolúvel, circula no plasma ligada à albumina. 
Esta variedade de bilirrubina é processada para 
eliminação no fígado. 
 
PAPEL DO FÍGADO 
O fígado tem um papel central no metabolismo e 
excreção da bilirrubina. A bilirrubina não conjugada 
é captada pelos hepatócitos, que adicionam 2 
moléculas de ácido glicurônico à bilirrubina por 
molécula, tornando-a hidrossolúvel. Esta forma, 
dita conjugada ou direta, é secretada ativamente 
pelos hepatócitos para o interior dos canalículos 
biliares existentes entre eles. É a forma encontrada 
na bile. 
FASES DO PROCESSO 
O metabolismo hepático da bilirrubina envolve 3 
fases: 
a) Captação: A bilirrubina é removida da albumina 
na superfície sinusoidal dos hepatócitos por um 
sistema de alta capacidade. Mesmo em condições 
patológicas, este não é um fator limitante. É um 
sistema de transporte facilitado que permite 
equilibrar a concentração de bilirrubina dentro e 
fora do hepatócito. Como a bilirrubina que entra é 
logo ligada a proteínas chamadas ligandinas, a 
concentração de bilirrubina livre no citoplasma é 
sempre baixa, de modo que o equilíbrio é favorável 
à entrada de mais bilirrubina. 
b) Conjugação: Ocorre no retículo endoplásmico 
liso do hepatócito, catalizada pela enzima UDP-
glicuronil-transferase, em 2 passos, formando 
primeiro monoglicuronato, depois diglicuronato, 
que é a forma predominante. A quantidade 
insuficiente desta enzima no recém-nascido causa 
a icterícia fisiológica do 2o ao 5o dia após o 
nascimento 
 
c) Excreção: Esta última é o passo limitante e o mais 
susceptível de falha em caso de doença 
hepatocítica. É um processo de transporte ativo 
com consumo energético, e o passo limitante de 
todo o processo. Ocorre a nível da membrana do 
hepatócito que constitue a parede dos canalículos 
biliares. Quando este processo está diminuido, a 
bilirrubina que continua sendo conjugada no 
citoplasma do hepatócito não pode ser excretada 
na bile e termina por passar para o sangue, um 
processo chamado regurgitação. Normalmente, 
toda bilirrubina excretada na bile está na forma 
conjugada. 
DESTINO DA BILIRRUBINA 
No íleo e intestino grosso, os glicuronatos são 
removidos por enzimas bacterianas (b-
glicuronidases), resultando os urobilinogênios, que 
são incolores. Estes são oxidados a compostos 
corados, as urobilinas ou estercobilinas, que dão 
cor às fezes. Parte da urobilina reabsorvida nos 
intestinos (ciclo enterohepático) é excretada na 
urina, dando-lhe cor amarela. 
O ácido úrico resulta do catabolismo das 
purinas (adenina e guanina), e é a única via de 
excreção das mesmas, que se dá pela urina. 
As purinas necessárias à síntese de ácidos nucleicos 
(DNA e RNA) são produzidas no próprio organismo 
humano, i.e. não há necessidade de ingesta. As 
purinas ingeridas não são incorporadas a ácidos 
nucleicos. São convertidas a ácido úrico por 
enzimas da mucosa intestinal e do fígado e 
excretadas na urina. 
Grande parte das purinas resultantes da 
degradação do DNA endógeno são reaproveitadas 
para síntese de novos nucleotídeos. A falta 
geneticamente condicionada da 
enzima hipoxantina-guanina fosforibosil 
transferase causa grande catabolismo dos 
nucleotídeos, que não podem ser reutilizados, Isto 
resulta em forte hiperuricemia e caracteriza 
a síndrome de Lesch-Nyhan (retardo mental, 
coreoatetose, tendência a automutilação). É uma 
causa rara de hiperuricemia. 
PURINAS NA DIETA 
Dietas ricas em purinas aumentam transitoriamente 
o nível sanguíneo de ácido úrico ou urato de sódio, 
ou seja a uricemia, e aumentam a excreção renal de 
uratos, ou seja, a uricosúria. 
Dietas ricas em purinas incluem alimentos ricos em 
núcleos celulares: carnes, vísceras (p.ex. fígado), 
crustáceos (camarão) e bebidas fermentadas. A 
cerveja é rica em purinas porque contém leveduras, 
usadas na fermentação. 
Exemplos de alimentos pobres em purinas: queijo, 
leite, ovos. 
URICEMIA NORMAL 
A uricemia resulta de um equilíbrio entre a ingesta 
+ produção endógena de purinas, e a excreção 
urinária de uratos. A uricemia normal é da ordem 
de 5,0 mg / 100 ml. em homens e 4,1 mg / 100 ml. 
em mulheres, e relativamente estável, variando 
pouco com a ingesta. Isto porque, aumentando a 
ingesta, aumenta a excreção renal do ácido úrico. 
SÍNTESE ENDÓGENA DE PURINAS. 
A maneira mais prática de avaliar a síntese 
endógena de purinas é colocar o paciente em uma 
dieta pobre em purinas por cerca de 1 semana e 
medir a excreção urinária de uratos, porque então a 
excreção de purinas será igual à produção 
endógena. 
A excreção diária de uratos numa dieta sem purinas 
é de 400-600 mg / 24 hs (1 g / 24 hs com dieta 
normal). 
EXCREÇÃO RENAL DE URATOS 
A excreção renal de uratos é complexa: 
1) filtração glomerular, seguida de 
2) reabsorção quase total, 
3) secreção ativa nos túbulos e 4) reabsorção após a 
secreção. 
 
No sexo masculino, a capacidade de excreção final 
do urato filtrado é da ordem de 8 a 10%, 
enquanto no sexo feminino é de 10 a 12 %. Isto 
contribuiria para que os homens tenham uricemia 
mais elevada que as mulheres. 
 
ORIGENS DA HIPERURICEMIA 
Mais de 10% da população ocidental tem 
hiperuricemia, mas só 0,5% tem gota 
clínica. Hiperuricemia assintomática aparece em 
rapazes na puberdade. Em mulheres aparece bem 
mais tarde e é menos pronunciada. 
A hiperuricemia, como a gota, é familial. Dez a 30 % 
dos gotosos têm outros casos na família. 
Cerca de 10% dos pacientes com gota produzem 
ácido úrico em excesso por razões desconhecidas, 
ou por algum distúrbio metabólico da síntese das 
purinas (como a síndrome de Lesch-Nyhan, acima). 
Nos outros 90% o problema parece estar numa 
dificuldade da excreção renal de uratos, 
possivelmente por um defeito na secreção tubular. 
 
PRECIPITAÇÃO DE URATO NOS TECIDOS 
A solubilidade de urato de sódio nos líquidos 
corporais é de cerca de 6,4 mg / 100 ml. Como 
a uricemia normal é da ordem de 5,0 mg / 100 ml. 
em homens e 4,1 mg / 100 ml. em mulheres, 
a margem de segurança é pequena e mais 
facilmente excedida no sexo masculino. A 
precipitação pode ser desencadeada, por exemplo, 
por uma sobrecarga alimentar de purinas. 
A precipitação preferencial de uratos no líquido 
sinovial ocorre porque este é um mau solvente para 
os cristais se comparado ao plasma. A preferência 
por articulações periféricas explica-se pela 
temperatura mais baixa (p. ex. 20oC no tornozelo). 
 
HORMÔNIOS ENVOLVIDOS 
→ Os episódios depressivos relacionam-se, 
principalmente, aos níveis das substâncias 
químicas chamadas de neurotransmissores, 
responsáveis pela comunicação efetiva entre os 
neurônios, que ocorre através da sinapse; nesse 
local os neurotransmissores são transmitidos de 
neurônio a neurônio, transmitindo a informação 
desejada entre cada um deles. Nesse caso, os 
principais hormônios neurotransmissores 
envolvidos são noradrenalina, serotonina, 
dopamina, e quando uma ou mais dessas 
substâncias não se encontram em quantidade 
suficiente no espaço da sinapse, os hormônios 
causadores de emoções como alegria, euforia e 
bem-estar não são produzidos pelo sistema 
nervoso e iniciam-se, então, os indícios da 
depressão. Emoções fortes, drogas como 
medicamentos e alucinógenos em excesso, 
infecções crônicas, estresse contínuo, hábitos 
pessoas como álcool, fumo e alimentação rica 
em gordura contribuem para a causa do 
estresse celular. Pode-se tomar como exemplo 
a atividade da serotonina como 
neurotransmissor, que no caso da depressão, 
tem sua ação relacionada indiretamente no 
controle dos níveis de adrenalina. Na leitura do 
RNA, há a proteína captadora de serotonina, 
que necessita de triptofano, através da 
alimentação (peixes, ovos, castanhas). Quando a 
proteína captadora faz a ligaçãocom a 
serotonina, há uma ligação com a adrenalina, 
controlando suas ações. Os neurônios têm 
menos concentração de serotonina 
internamente, enquanto entre suas sinapses há 
maior concentração. Assim, essas proteínas 
produzidas pelo neurônio, captam o excesso de 
adrenalina entre as sinapses. O uso de 
medicamento antidepressivos tem como 
fundamento inibir a ação da proteína dentro 
dos neurônios, ficando livres, e saindo para fora, 
para atuar entre as sinapses ao se ligar com a 
serotonina e adrenalina, controlando suas 
concentrações, ou seja, maior controle dos 
níveis de adrenalina externamente, entre as 
sinapses. 
• Serotonina: A serotonina regula muitas funções 
corporais importantes, incluindo sono, resposta à 
raiva, comportamento sexual e humor. Uma 
deficiência de serotonina pode ser um contribuinte 
proeminente para a depressão, que mostram que a 
produção reduzida está associada a uma maior 
ocorrência de depressão e humor que induzem 
pensamentos de suicídio, além de sugerir que níveis 
baixos de serotonina podem inibir os níveis e a 
disponibilidade de outros neurotransmissores, 
aumentando assim ainda mais a probabilidade de 
apresentar sintomas de depressão. 
• A noradrenalina desempenha um papel importante 
na capacidade do corpo de reconhecer e responder 
ao estresse. Aqueles com diminuição dos níveis de 
noradrenalina frequentemente sofrem de 
ansiedade e instabilidade emocional. Muitos 
estudos mostraram que uma deficiência de 
noradrenalina em circuitos cerebrais específicos 
pode causar depressão. Por esse motivo, alguns 
pacientes apresentam melhora significativa dos 
sintomas de depressão quando os níveis de 
noradrenalina aumentam. 
• Dopamina: influencia na capacidade de sentir 
prazer, e quando os níveis estão reduzidos, são 
associados à depressão. Normalmente, os 
indivíduos deprimidos não recebem o mesmo 
prazer das atividades de que desfrutavam 
anteriormente, e não se sentem mais motivados a 
se envolver com os outros ou participar de 
atividades que antes achavam prazerosos. 
Infelizmente, muitos pacientes com depressão se 
automedicam com drogas e álcool para aumentar 
temporariamente a produção de dopamina. No 
entanto, a alta dopamina a curto prazo que essas 
substâncias fornecem é insustentável e pode levar a 
uma dependência perigosa. 
 
 
LUTO PATOLÓGICO 
A perda de alguém significante para nós pode 
influenciar a dinâmica de uma família, uma vez que 
o contexto familiar é modificado e os seus 
membros vêm-se obrigados a reorganizar-se e a 
redefinir papéis. Um funcionamento familiar 
saudável, onde a comunicação e a expressão de 
sentimentos prevalecem, bem como a coesão entre 
os membros familiares, pode contribuir para um 
processo de ajustamento adaptativo à situação de 
perda. O conceito de “luto” está naturalmente 
associado ao processo posterior à morte de um 
ente querido. No entanto, quando estamos perante 
o término de uma relação amorosa ou a perda de 
um membro do nosso corpo após um acidente ou 
após uma cirurgia, quando recebemos notícia de 
que temos pouco tempo de vida, ou quando 
perdemos um animal de estimação, estamos 
igualmente a falar de luto, ou seja, todas estas 
situações são exemplos de perdas pelo que o 
indivíduo passa ao longo da sua vida e que, 
obviamente, necessita de tempo para ultrapassar 
essa fase. 
Segundo Freud, (1917, cit. por Hagman, 1996), no 
seu livro “Mourning and Melancholia”, defende que 
quando se perde um significativo, a energia libidinal 
da pessoa é dominada por pensamentos e 
memórias acerca do objeto perdido. O sobrevivente 
não consegue desenvolver novos relacionamentos 
até que este laço se quebre, permitindo que a 
energia libidinal seja transferida para um novo 
objeto. Esta transferência da líbido é motivada por 
um impulso para reduzir a ativação emocional e 
fisiológica associada à perda. Para Freud, o 
sobrevivente torna-se hostil e deprimido quando 
essa energia não é transferida facilmente. São 
identificados alguns sintomas semelhantes à 
melancolia, como dor profunda, falta de interesse 
pelo mundo, perda da capacidade de amar e 
inibição geral da atividade. Quando o processo de 
luto está completo, o ego está livre e pronto para 
investir noutra relação. 
 
Kluber Ross - Estágios do luto 
 
o Fase 1) Negação 
· Seria uma defesa psíquica que faz com que o 
indivíduo acaba negando o problema, tenta 
encontrar algum jeito de não entrar em contato 
com a realidade seja da morte de um ente querido 
ou da perda de emprego. É comum a pessoa 
também não querer falar sobre o assunto. 
 
o Fase 2) Raiva 
· Nessa fase o indivíduo se revolta com o mundo, 
se sente injustiçada e não se conforma por estar 
passando por isso. 
 
o Fase 3) Barganha 
· Essa é fase que o indivíduo começa a negociar, 
começando com si mesmo, acaba querendo dizer 
que será uma pessoa melhor se sair daquela 
situação, faz promessas a Deus. É como o discurso 
“Vou ser uma pessoa melhor, serei mais gentil e 
simpático com as pessoas, irei ter uma vida 
saudável.” 
 
o Fase 4) Depressão 
· Já nessa fase a pessoa se retira para seu mundo 
interno, se isolando, melancólica e se sentindo 
impotente diante da situação. 
 
o Fase 5) Aceitação 
· É o estágio em que o indivíduo não tem 
desespero e consegue enxergar a realidade como 
realmente é, ficando pronto pra enfrentar a perda 
ou a morte. 
 
É importante esclarecer que não existe uma 
sequência dos estágios de luto, mas é comum que 
as pessoas que passam por esse processo 
apresentem pelo menos dois desses estágios. E não 
necessariamente as pessoas conseguem passar por 
esse processo completo algumas ficam estagnadas 
em uma das fases citadas. 
 
Entre as particularidades de cada caso, há uma 
série de fatores envolvidos que podem complicar o 
luto e estendê-lo além do razoável, tornando-o 
patológico. É mais comum que isso ocorra quando a 
pessoa se culpa pela morte da outra, seja essa culpa 
real ou não. 
Toda morte intensifica nos que ficam sentimentos 
potencialmente patológicos, que podem encontrar 
reforços em fatores internos ou externos. Culpa 
talvez seja o principal de tais sentimentos. As 
perdas geralmente geram sentimentos de 
arrependimento, desejo de se desculpar e de 
autopunição reparadora. Se levadas a extremos ou 
se encontrarem um terreno interno propício, essas 
reações podem atingir uma intensidade e 
persistência irrazoáveis. A consequência disso 
costuma ser uma interminável melancolia.

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