Prévia do material em texto
Amanda Souza Correa - 1º nível: grupo dos cereais, tubérculos, raízes; - 2º nível: grupo das hortaliças e grupo das frutas; - 3º nível: grupo do leite e produtos lácteos; grupo das carnes e ovos e grupo das leguminosas, - 4º nível: grupo dos óleos e gorduras e grupo dos açúcares e doces. Os alimentos foram distribuídos em oito grupos: • Pães, cereais, raízes e tubérculos (pães, farinhas, massas, bolos, biscoitos, cereais matinais, arroz, feculentos e tubérculos: 5 porções no mínimo a 9 no máximo); • Hortaliças (todas as verduras e legumes, com exceção das citadas no grupo anterior: 4 porções no mínimo, 5 no máximo); • Frutas (cítricas e não cítricas: 3 porções no mínimo, 5 no máximo); • Carnes (carne bovina e suína, aves, peixes, ovos, miúdos e vísceras: 1 porção no mínimo, 2 no máximo); • Leite (leites, queijos e iogurtes: 3 porções); • Leguminosas (feijão, soja, ervilha, grão de bico, fava, amendoim: 1 porção); • Óleos e gorduras (margarina/manteiga, óleo: 1 porção no mínimo, 2 no máximo); • Açúcares e doces (doces, mel e açúcares: 1 porção no mínimo, 2 no máximo). A base alimentar são alimentos de maior tolerância do organismo, pode ser digerida em maiores quantidades. Na base também está o exercício físico. MACRO • Exigência na dieta acima de 100 mg/dia • Elementos de maior peso molecular • Cálcio, fósforo, sódio, potássio, magnésio, cloro e enxofre; • Sódio - nível hidroeletrolítico • Potássio - condução sistema cardíaco MICRO • No corpo do animal em concentração menor 50 mg/kg • Exigência na dieta menor de 100 mg/kg • Cobalto, Cobre, Iodo, Ferro, Manganês, Molibdênio, Selênio, Flúor e Zinco • Iodo - tireóide OLIGO → Também chamados de elementos traços e microelementos: → São nutrientes inorgânicos • Exigência inferior a 1 mg/dia • Catalisadores no metabolismo das reações enzimáticas dos seres vivo • Iodo, cromo, antimônio, cobalto, selênio, alumínio, estrôncio, silício e estanho. ANABOLISMO → Molécula menores (monômeros) transformadas em moléculas maiores/mais complexas (polímeros, por exemplo), com gasto de ATP. Por exemplo, os aminoácidos se transformando em proteínas, monossacarídeos em polissacarídeos. É um processo “construtivo”. No anabolismo, também chamado de biossíntese, precursores pequenos e simples formam moléculas maiores e mais complexas, incluindo lipídeos, polissacarídeos, proteínas e ácidos nucleicos. As reações anabólicas necessitam de fornecimento de energia, geralmente na forma de potencial de transferência do grupo fosforil do ATP e do poder redutor de NADH, NADPH e FADH2. Basicamente: → Catabolismo – serve para gerar moléculas de alta energia (ATP, especialmente). É o processo de degradação/quebra de moléculas complexas, em moléculas menores. Ele fornece energia para o indivíduo. É a fase “destrutiva” do metabolismo. O Catabolismo é a fase de degradação do metabolismo, na qual moléculas nutrientes orgânicas como os carboidratos, gorduras e proteínas são convertidas em produtos finais menores e mais simples (como o ácido láctico, CO2 e NH3). As vias catabólicas liberam energia, e parte dessa energia é conservada na forma de ATP e de transportadores de elétrons reduzidos (NADH, NADPH e FADH2); o restante é perdido como calor. Basicamente: → O princípio geral da bioenergética é que moléculas precursoras, geralmente pequenas, podem ser transformadas através do anabolismo que forma blocos maiores de macromoléculas. → Por outro lado, moléculas grandes como proteínas, carboidratos e lipídeos podem ser degradados pelo catabolismo e gerar energia e produtos finais de reação (que são, em geral, moléculas pequenas). IMC → O índice de massa corporal (IMC), ou índice de Quetelet, é um cálculo direto baseado na estatura e no peso, independente do sexo, e pode ser usado para avaliar a gravidade da obesidade. O IMC tem limitações e fatores como idade, sexo, etnia e massa muscular podem afetar a relação entre este índice e a gordura corporal. Além disso, a existência de edema deve ser levada em consideração antes de interpretar os resultados do IMC. → A desnutrição grave pode apresentar-se de três formas: Marasmo, Kwashiorkor e Marasmo- Kwashiorkor. Micromoléculas + Energia → Macromoléculas Macromoléculas → Micromoléculas + Energia 1. Marasmo: criança fica com baixa atividade, pequena para a idade, membros delgados devido a atrofia muscular e subcutânea, costelas proeminentes, pele se mostra solta e enrugada na região das nádegas, apresenta infecções constantes, comumente é irritadiça e seu apetite é variável. 2. Kwashiorkor: déficit importante de estatura, massa muscular consumida, tecido gorduroso subcutâneo preservado, alterações de pele dos membros inferiores, alterações dos cabelos, hepatomegalia, face de lua, anasarca e baixa concentração sérica de proteínas e albumina, área perineal frequentemente irritada com dermatites e escoriações devido a diarréias. Apatia exagerada, raramente responde a estímulos e não apresenta apetite. 3. Marasmo-Kwashiorkor: a origem pode ser de um marasmo que entrou em déficit protéico ou um Kwashiorkor que passou a sofrer déficit energético. Estão presentes: retardo da estatura, do desenvolvimento neuro psicomotor e queda da resistência imunológica. → A desnutrição, um transtorno corporal baseado no desequilíbrio entre o aporte de nutrientes ingeridos e as necessidades do indivíduo, pode ser primária ou secundária, podendo também ser classificada em leve, moderada ou grave. TIPO 1 → Não ocorre devido ao estilo de vida, mas devido a um defeito no sistema imunológico, que ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina, impedindo que o pâncreas possa desempenhar a sua função corretamente. Insulino dependente; Destruição células beta. Normalmente em crianças e adolescentes (90%), chamada de infanto- juvenil, nesse caso se torna mais grave. TIPO 2 → É uma doença crônica que pode ter origem genética, mas que, na maioria dos casos, está relacionada ao estilo de vida. Como dissemos, no caso do diabetes tipo 2, no começo, o pâncreas até produz bastante insulina, tentando vencer a dificuldade que esse hormônio encontra para agir nas células e permitir a entrada de açúcar, mas, depois de algum tempo, o pâncreas entra numa espécie de estafa, perdendo a capacidade de produzir quantidades suficientes de insulina para metabolizar a glicose. → Pessoas que desenvolvem resistência à insulina têm a capacidade reduzida de utilizar a glicose disponível, obrigando o pâncreas a produzir ainda mais insulina, uma vez que a insulina disponível não pode ser aproveitada pelo organismo. Esse fato acaba resultando em hiperglicemia, que é o acúmulo de glicose na corrente sanguínea. → As principais causas do diabetes tipo 2 são as alterações no estilo de vida, principalmente a dieta inadequada e o sedentarismo. → A obesidade também é considerada um importante fator de risco para o diabetes tipo 2, pois é esse excesso de gordura em alguns órgãos que causa a resistência à insulina. Foi constatado que o excesso de gordura corporal está diretamente associado a várias doenças metabólicas, como hipertensão, síndrome metabólica e diabetes tipo 2. → Riscos que o diabetes tipo 2 (caso não tratado) representa para a saúde: • Hipoglicemia; • Desmaios; • Infecções; • Problemas cardíacos (infarto, angina); • Acidente Vascular Cerebral – AVC (derrame); • Problemas na visão (cegueira, glaucoma e catarata); • Nefropatia e insuficiência renal; • Neuropatia; • Amputações. CLASSIFICAÇÃO → Os carboidratos (sacarídeos) são as moléculas orgânicas mais abundantes na natureza. Eles possuem grande variedade de funções, que incluem o fornecimento de fração significativa da energia na dieta da maioria dos organismos, a atuação como forma de armazenamentode energia no corpo e como componentes da membrana celular, mediando algumas formas de comunicação intercelular. Os carboidratos também servem como componentes estruturais de muitos organismos, incluindo a parede celular de bactérias, o exoesqueleto de muitos insetos e as fibras de celulose das plantas. (Nota: o conjunto completo de carboidratos produzidos por um organismo é o seu glicoma.) → A fórmula empírica para muitos dos carboidratos mais simples é (CH2O) n, na qual n ≥ 3, daí o nome “hidrato de carbono”. → Os monossacarídeos (açúcares simples) podem ser classificados de acordo com o número de átomos de carbono que eles contêm. Os monossacarídeos podem se ligar por ligações glicosídicas, criando estruturas maiores. → Os dissacarídeos contêm duas unidades de monossacarídeos, os oligossacarídeos contêm de três até cerca de 10 unidades de monossacarídeos, e os polissacarídeos contêm mais de 10 unidades de monossacarídeos, podendo alcançar centenas de unidades de açúcares em sua estrutura. OLIGOSSACARÍDEOS DISSACARÍDEOS - o grupo de oligossacarídeos mais importante. DIGESTÃO → Os principais polissacarídeos da dieta são de origem vegetal (amido, composto por amilose e amilopectina) e animal (glicogênio). Durante a mastigação, a amilase salivar atua brevemente sobre o amido e o glicogênio da dieta, de maneira aleatória, hidrolisando algumas ligações. os produtos da digestão resultantes da sua ação contêm uma mistura de oligossacarídeos não ramificados e ramificados, conhecidos como dextrinas. Dissacarídeos também estão presentes, pois são resistentes à amilase. A digestão dos carboidratos cessa temporariamente no estômago, porque a elevada acidez inativa a amilase salivar. → Quando o conteúdo ácido do estômago atinge o intestino delgado, ele é neutralizado pelo bicarbonato secretado pelo pâncreas, e a amilase pancreática continua o processo de digestão do amido. → O processo final da digestão ocorre principalmente no epitélio mucoso do duodeno e jejuno superior, e inclui a ação de várias dissacaridases. Por exemplo, a isomaltase e a maltase clivam ligações, produzindo, cada uma delas, glicose. A sacarase cliva a ligação na sacarose, produzindo glicose e frutose, e a lactase cliva a ligação na lactose, produzindo galactose e glicose. Essas enzimas são proteínas transmembrana da borda em escova na superfície luminal (apical) dos enterócitos. → O jejuno superior absorve a maior parte dos monossacarídeos produzidos na digestão. Entretanto, diferentes glicídios são absorvidos por meio de diferentes mecanismos. Por exemplo, galactose e glicose são transportadas nos enterócitos por meio de transporte ativo secundário, que requer uma absorção simultânea de íons sódio. Todos os três monossacarídeos são transportados do enterócito para a circulação porta por outro transportador, o GLUT-2. → Todo o processo de digestão e absorção dos carboidratos é tão eficiente em indivíduos saudáveis que, normalmente, todo o carboidrato digerível da dieta já terá sido absorvido quando o material ingerido tiver alcançado o baixo jejuno. Entretanto, devido ao fato de que apenas os monossacarídeos são absorvidos, qualquer deficiência (genética ou adquirida) na atividade de determinada dissacaridase da mucosa intestinal leva à passagem do carboidrato não digerido para o intestino grosso. Como consequência da presença desse material osmoticamente ativo, a água flui da mucosa para o intestino grosso, causando diarreia osmótica. Isso é reforçado pela fermentação bacteriana dos carboidratos remanescentes, produzindo compostos de dois ou três carbonos (também osmoticamente ativos), além de grande volume dos gases CO2 e H2 cólicas abdominais, diarreia e flatulência. CATABOLISMO ANAERÓBICO GLICÓLISE Grande parte da energia gerada é conservada pela fosforilação acoplada de quatro moléculas de ADP a ATP. O rendimento total para cada molécula de glicose são quatro moléculas de ATP, mas o rendimento líquido é de apenas duas dessas quatro moléculas já que duas moléculas de ATP foram consumidas na fase preparatória. A fase preparatória ou de “débito” consome 2 ATPs, gerando 2 ADP. Na fase seguinte ocorre a produção de 4 ATP, 2 NADH e piruvato. FASE PREPARATÓRIA ETAPA 1 – Impede que a molécula de glicose volta para a corrente sanguínea. a glicose é fosforilada, sendo transformada em glicose-6-fosfato, mediado pela enzima hexocinase. Consumo de 1 ATP; (irreversível) ETAPA 2 – A glicose formada é convertida em frutose-6-fosfato, mediado pela enzima fosfoglicoseisomerase. (reversível). ETAPA 3 – Por intermédio da enzima fosfofrutocinase, a molécula de frutose é convertida em frutose-1,6-bifosfato, com gasto de 1 ATP. (irreversível) ETAPA 4 – Pela ação da enzima aldolase, a molécula de frutose-1,6-bifosfato, é convertida em duas moléculas com 3 carbonos (Gliceraldeído-3-fosfato e Di-hidroxiacetona-fosfato). (reversível – clivagem do açúcar fosfato com 6 carbonos em 2 açucares fosfato com 3 carbonos). ETAPA 5 - Nessa etapa, acaba a primeira fase da glicólise (preparatória). Nessa fase, duas moléculas de ATP foram consumidas, aumentando o conteúdo de energia livre dos intermediários. Di-hidroxiacetona-fosfato é convertida em Gliceraldeído-3-fosfato, por intermédio da enzima triosefosfatoisomerase. (reversível). FASE DE PAGAMENTO ETAPA 6 – Cada molécula de gliceraldeído-3-fosfato é oxidada e fosforilada por fosfato inorgânico para formar 1,3-bifosfoglicerato. Produção de 2 NADH a partir de 2 NAD+. (reversível – oxidação e fosforilação) ETAPA 7 – Primeira reação formadora de ATP. 1,3- Bifosfoglicerato vai ser transformada, por intermédio de enzimas, em 3-fosfoglicerato com a produção de 1 ATP. Produção de 2 ATP somando as duas moléculas. (reversível) ETAPA 8 – Ocorre a mudança na posição do fosfato e a 3-fosfoglicerato é transformada em 2-Fosfoglicerato. (reversível) ETAPA 9 – A enzima enolase vai transformar o 2- fosfoglicerato em fosfoenolpiruvato, e também há liberação de uma molécula de água. (reversível) ETAPA 10 – Através da enzima piruvato quinase, a molécula formada antes é convertida em piruvato, gerando 2 ATP. (irreversível) CATABOLISMO AERÓBICO Os piruvatos produzidos na degradação da glicose são transportados para dentro da mitocôndria e lá são transformados em Acetil-CoA, gerando gás carbônico. O Acetil-CoA vai entrar no ciclo de Krebs e vai possibilitar a geração de mais 2 ATP. No ciclo de Krebs também serão geradas outras moléculas energéticas que vão levar elétrons para a cadeia transportadora de elétrons da mitocôndria e, assim, inicia-se o processo de geração de energia através da glicose de forma aeróbica, com a produção de 32-34 ATP por glicose, sendo um processo muito mais vantajoso. Sendo o processo aeróbico muito mais vantajoso, por que o corpo não se preocupa apenas em realizá-lo e deixa para lá a desvantagem do processo anaeróbico? Porque muitas vezes nós não temos oxigênio suficiente disponível para esse processo funcionar, como ocorre por exemplo, em exercícios muito intensos e de curta duração. Por outro lado, em exercícios mais longos, o corpo tem mais oxigênio disponível, podendo realizar o processo aeróbico e captar mais energia na degradação glicolítica. Sendo assim, cada processo tem a sua importância a depender da atividade realizada. Ciclo de Krebs inicia-se com a entrada do acetil-CoA produzido anteriormente. O grupo acetil da acetil- CoA reage com o oxaloacetato, um ácido constituído por quatro carbonos, formando o citrato (forma oxidada do ácido cítrico), que é constituído por seis carbonos. A coenzima-A é, então, liberada para se ligar a um novo grupo acetil. A seguir ocorrem reações que causam a degradação do citrato gradualmente. Nesse processo, ocorrem a remoção e a oxidação de dois de seus átomos de carbono, formando CO2.O oxaloacetato é regenerado e pode reagir com outro acetil-CoA, iniciando novamente o ciclo. É importante destacar que cada etapa do ciclo de Krebs é catalizada por uma enzima específica. À medida que ocorre a oxidação do citrato, energia é liberada e utilizada na produção de moléculas carreadoras de energia. Em cada ciclo, para cada grupo acetil, uma molécula de ADP é convertida em ATP; 3 NAD+ são reduzidas a NADH; a FAD recebe dois elétrons e dois prótons, formando FADH2. Algumas células animais podem formar também GTP (trifosfato de guanosina). Essa molécula assemelha-se ao ATP, podendo ser utilizada para a produção de ATP ou diretamente pela célula. Considerando que cada molécula de glicose produz dois acetil-CoA, ao final do ciclo de Krebs, terão sido produzidos 6 NADH, 2 FADH2 e 2 ATP. RESUMO: Produção de acetil-CoA (acetato ativado) ■ Piruvato, o produto da glicólise, é transportado para a matriz mitocondrial pelo carreador mitocondrial de piruvato. ■ O piruvato é convertido em acetil-CoA, o metabólito que dá início ao ciclo do ácido cítrico, pelo complexo da piruvato-desidrogenase. ■ O complexo da PDH é composto por várias cópias de três enzimas: piruvato-desidrogenase, E1(ligada ao cofator TPP); di-hidrolipoil-transacetilase, E2(covalentemente ligada ao grupo lipoil); e di- hidrolipoil-desidroge-nase, E3(com os cofatores FAD e NAD+). ■ E1 catalisa a primeira descarboxilação do piruvato, produzindo hidroxietil-TPP, e, então, a oxidação do grupo hidroxietila a um grupo acetila. Os elétrons dessa oxidação reduzem o dissulfeto do lipoato ligado a E2, e o grupo acetila é tranferido em uma ligação tioéster a um grupo¬SH do lipoato reduzido. ■ E2 catalisa a transferência do grupo acetila para a coen-zima A, formando acetil-CoA. ■ E3 catalisa a regeneração da forma dissulfeto (oxidada) do lipoato; os elétrons passam primeiramente ao FAD, e, então, ao NAD1. ■ Os braços longos de lipoil-lisina movem-se livremente entre o sítio ativo de E1 e os sítios ativos de E2 e E3 ,prendendo os intermediários ao complexo enzimático e possibilitando a canalização do substrato. ■ A organização do complexo da PDH é muito semelhante àquela dos complexos enzimáticos que catalisam a oxidação do α-cetoglutarato e dos α- cetoácidos de cadeia ramificada. MITOCÔNDRIA CADEIA RESPIRATÓRIA Ocorre na crista mitocondrial, membrana interna da mitocôndria. Também conhecida como fosforilação oxidativa (ADP + Pi à ATP), ocorre nas cristas mitocondriais e é a fase que possui a maior produção de ATP. Na membrana plasmática interna, chamada de cristas, há vários citocromos (proteínas) que são: NADH desidrogenase, ubiquinona, complexo citocromo b- c1, citocromo oxidase e ATP – SINTASE. O NADH irá pegar dois elétrons e vai oferecer para a NADH- desidrogenase, dando energia e, logo após, irá manda-los para a ubiquinona, e assim por diante, ou seja, os elétrons vão de citocromo para citocromo. Toda a vez que um elétron vai de uma proteína para a outra, ela libera um H+, com o objetivo de tornar esse meio ácido, deixando mais ativa a enzima ATP sintase, que irá produzir ATP. Quando se trata sobre o FADH2, ele irá atuar primeiro na ubiquinona, tendo menos oferta de hidrogênio e menos ATP no final. Quando há excesso de elétrons nos citocromos, a cadeia para e não há mais liberação de H+, desencadeando a ausência da produção de ATP. Nesse caso, o oxigênio irá capturar o excesso de elétrons finais, junto com a presença de hidrogênios (que será transformado em água), dessa forma a cadeia respiratória volta a fluir. O NAD e o FAD são chamados de aceptores intermediários de elétrons, enquanto que o oxigênio é o aceptor final de elétrons. GLICOGÊNIO HEPÁTICO MUSCULAR → No fígado, onde o encontramos disponível para todo o corpo, eles estão dentro dos hepatócitos, em grânulos, onde também se encontram as enzimas responsáveis pela sua hidrólise. → A função do glicogênio hepático é manter a glicemia do corpo entre as refeições. → Ele é a forma de se armazenar glicose que poderá ser exportada para qualquer lugar do corpo com necessidades energéticas. → Por exemplo, o cérebro é um órgão que depende exclusivamente de glicose na obtenção de energia para suas células. Já o glicogênio muscular não pode ser exportado, ele é utilizado em casos de necessidade, por exemplo, atividade física intensa, apenas pelas fibras musculares. → O glicogênio muscular é a principal fonte de energia para os músculos durante as atividades físicas, não está disponível para corrente sanguínea e outros órgãos. → Existem dois hormônios relacionados ao metabolismo do glicogênio no fígado: insulina e glucagon. → A insulina é responsável por transportar a glicose do sangue para dentro de cada célula. Quando o corpo está com hiperglicemia, logo após refeições fartas em carboidrato, ela age com outras enzimas para que a glicogênese ocorra (nome dado ao processo de estocagem de glicose em forma de glicogênio). → De forma contrária, o glucagon é responsável pela quebra do glicogênio e liberação de glicose, quando o corpo está hipoglicêmico, entre as refeições, para manter o nível de glicose e fornece energia para as células. É o que chamamos de glicogenólise. → Existem mais de oito enzimas envolvidas nestes processos e a falta de qualquer uma delas comprometerá todos eles. VIA DAS PENTOSES x EXCESSO DE GORDURA → A atividade da via das pentoses vai variar de acordo com tecido, sendo mais intensa em tecidos que ativam ácidos graxos ativamente, como é o caso do fígado e do tecido adiposo. As duas desidrogenases que participam da via convertem NADP a NADPH e vão ser inibidas competitivamente por NADPH. → A utilização da glicose-6-fosfato pela via das pentoses ou pela glicólise vai depender das relações ATP/ADP e NADPH/NADP existentes nas células. → Portanto quando a carga energética das células é alta, o consumo de glicose-6-fosfato pela via das pentoses é favorecida. → A via das pentoses é ativa quando as taxas glicémicas são altas; os níveis altos de insulina resultantes acarretam, no tecido adiposo, aumento da permeabilidade à glicose e, no fígado, intensa síntese de glicocinase. → Essas duas condições propiciam a síntese de ácidos graxos, que também é estimulada pela insulina. → Então: A entrada de Glicose-6-P na via glicolítica ou na via das Pentoses-fosfato é basicamente determinada pelas concentrações relativas de NADP+ e NADPH. • Quando a relação ATP/ADP é baixa, a glicose vai ser degradada pela via glicolítica, produzindo ATP; não vai ocorrer a síntese de ácidos gordos e a relação NADPH/NADP é alta, inibindo a via das pentoses. • Mas se a relação ATP/ADP é alta, a via glicolítica fica inibida e a síntese de ácidos gordos é favorecida, consumindo NADPH e eliminando a inibição das desidrogenases. → Os lipídeos constituem um grupo heterogêneo de moléculas orgânicas insolúveis em água (hidrofóbicas). → Devido a sua insolubilidade em soluções aquosas, os lipídeos do corpo encontram-se geralmente compartimentalizados, como no caso de lipídeos associados à membrana e de gotículas de triacilgliceróis nos adipócitos, ou são transportados no sangue em associação com proteínas, como com a albumina ou nas partículas de lipoproteínas. → São uma importante fonte de energia para o corpo e também fornecem a barreira hidrofóbica que permite a partição dos conteúdos aquosos das células e de estruturas subcelulares. → Também atuam em outras funções no organismo (p. ex., certas vitaminas lipossolúveis têm funções regulatórias ou de coezimas, e as prostaglandinas e os hormônios esteroides exercem papéis fundamentais no controle da homeostase do organismo). Deficiências ou desequilíbrios do metabolismo de lipídeos podem levar a alguns dos principais problemas clínicos observados pelos médicos, como aterosclerose, diabetese obesidade. CLASSIFICAÇÃO → Os ácidos graxos são ácidos monocarboxílicos, geralmente com uma cadeia carbônica longa, com número par de átomos de carbono e sem ramificações, podendo ser saturada ou conter uma insaturação (ácidos graxos monoinsaturados) ou duas ou mais insaturações (ácidos graxos poli-insaturados). O grupo carboxila constitui a região polar e a cadeia carbônica, a parte apolar. Os mais comuns são de 16 e 18 carbonos. (linoleico; aracdonico - processos inflamatórios) → Os lipídios mais abundantes na natureza são os triacilgliceróis(também denominados triglicerídiosoutriglicérides), constituídos por três moléculas de ácidos graxos esterificadas a uma molécula de glicerol, ou seja, apresentam três gruposacilaligados a glicerol. Compostos contendo um grupo acila (monoacilgliceróis) ou dois destes grupos (diacilgliceróis) e glicerol encontram-se em quantidades pequenas nas células, existindo como intermediários de vias de síntese e degradação de lipídios. O seu caráter fortemente hidrofóbico permite o armazenamento nas células sob forma praticamente anidra, ou seja, sem moléculas de água adsorvidas, as quais aumentariam muito o peso da reserva de energia. → Os glicerofosfolipídios são derivados do glicerol que contêm fosfato na sua estrutura. O glicerofosfolipídio mais simples é oácido fosfatídico(fosfatidatono pH fisiológico), composto por uma molécula de glicerol esterificada a dois ácidos graxos nos carbonos 1 e 2, e a ácido fosfórico no carbono 3. O fosfatidato, além de ser um componente menor de membranas celulares, atua como intermediário da síntese de triacilgliceróis e dos outros glicerofosfolipídios. → A estrutura geral dos esfingolipídios assemelha- se à dos glicerofosfolipídios. Todavia, os esfingolipídios não contêm glicerol e seu esqueleto básico é formado por um aminoálcool contendo uma longa cadeia de hidrocarboneto, que, mais frequentemente, é aesfingosina. O grupo amino da esfingosina liga-se a um ácido graxo por uma ligação amídica, originandoceramida. A ligação de uma estrutura polar ao carbono 1 da ceramida forma os esfingolipídios, que, de acordo com a natureza da estrutura polar, podem ser classificados em três tipos: esfingomielinas, cerebrosídios e gangliosídios. → Nasesfingomielinas, descobertas na bainha de mielina que envolve os axônios de neurônios, a porção polar é umafosforilcolina. A presença do grupo fosfato nas esfingomielinas permite classificá-las, juntamente com os glicerofosfolipídios, como fosfolipídios. → Noscerebrosídios, a ceramida liga-se a um açúcar, que pode ser glicose ou galactose. Osgangliosídiossão ainda mais complexos, por apresentarem uma região polar composta por oligossacarídios, às vezes ramificados, com a inclusão de açúcares aminados nas extremidades. → Os cerebrosídios e os gangliosídios são encontrados predominantemente no cérebro, ocorrendo em quantidades menores nos outros tecidos. São referidos conjuntamente, como glicolipídios. DIGESTÃO E ABSORÇÃO Na boca permanece inalterado. ESTÔMAGO A digestão dos lipídeos no estômago é limitada. Ela é catalisada pela lipase lingual, que se origina de glândulas na parte de trás da língua, e pela lipase gástrica, que é secretada pela mucosa gástrica. Ambas as enzimas são relativamente estáveis em meio ácido, com valores de pH ideais de 4 a 6. Estas lipases ácidas hidrolisam ácidos graxos de moléculas de TAG, particularmente aquelas que contêm ácidos graxos de cadeia curta ou média (≤ 12 átomos de carbono), como os encontrados na gordura do leite. Consequentemente, essas lipases desempenham um papel particularmente importante na digestão lipídica em lactentes, para quem a gordura do leite é a principal fonte de calorias. Elas também se tornam importantes enzimas digestivas em indivíduos com insuficiência pancreática, como os portadores de fibrose cística (FC). As lipases lingual e gástrica ajudam esses pacientes a degradar moléculas de TAG (em especial, aquelas com ácidos graxos de cadeia curta a média), apesar da ausência completa ou parcial da lipase pancreática. INTESTINO DELGADO - EMULSIFICAÇÃO O processo crítico de emulsificação dos lipídeos da dieta ocorre no duodeno. A emulsificação aumenta a área da superfície das gotículas de lipídeos hidrofóbicos, de maneira que as enzimas digestivas, as quais trabalham na interface da gotícula com a solução aquosa que a envolve, possam agir com eficiência. A emulsificação é obtida por dois mecanismos complementares: o uso das propriedades detergentes dos sais biliares conjugados e a mistura mecânica devida ao peristaltismo. Os sais biliares, produzidos no fígado e armazenados na vesícula biliar, são derivados anfipáticos do colesterol. Os sais biliares conjugados consistem em uma estrutura hidroxilada de esterol em anéis, com uma cadeia lateral à qual uma molécula de glicina ou taurina está covalentemente ligada por uma ligação amida. Esses agentes emulsificantes interagem com as gotículas de lipídeos da dieta e com os conteúdos aquosos do duodeno, estabilizando as gotículas à medida que elas se tornam menores pelo processo do peristaltismo e impedindo que coalesçam. Os TAG, ésteres de colesterol e fosfolipídeos da dieta são degradados por enzimas (digeridos) no intestino delgado por enzimas pancreáticas, cuja secreção é controlada por hormônios, para esse controle as células na mucosa do duodeno inferior e do jejuno produzem um hormônio peptídico, a colecistocinina, em resposta à presença de lipídeos e de proteínas parcialmente digeridas que entram nessas regiões vindas do intestino delgado superior. A CCK age sobre a vesícula biliar (fazendo-a contrair-se e liberar a bile – uma mistura de sais biliares, fosfolipídeos e colesterol livre) e sobre as células exócrinas do pâncreas (fazendo-as liberar enzimas digestivas). Ela diminui também a motilidade gástrica, resultando na liberação mais lenta dos conteúdos gástricos no intestino delgado. Outras células intestinais produzem outro hormônio peptídico, a se-cretina, em resposta ao baixo pH do quimo ao entrar no intestino a partir do estômago. A secretina induz o pâncreas a liberar uma solução aquosa rica em bicarbonato, que ajuda a neutralizar o pH do conteúdo intestinal, trazendo- o para o pH apropriado para a atividade digestiva das enzimas pancreáticas. Um exemplo de como ocorre esse processo: ENTERÓCITOS - JEJUNO Ácidos graxos livres, colesterol livre e 2- monoacilglicerol são os principais produtos da digestão dos lipídeos no jejuno. Esses, juntamente com os sais biliares e as vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K), formam as micelas mistas (agregados em forma de disco de lipídeos anfipáticos, que coalescem com os seus grupos hidrofóbicos para o interior e seus grupos hidrofílicos para a superfície). As micelas mistas são, portanto, solúveis no meio aquoso do lúmen intestinal. Essas partículas se aproximam do principal local de absorção de lipídeos, a membrana com borda em escova dos enterócitos. Esta membrana apical rica em microvilosidades é separada dos conteúdos líquidos do lúmen intestinal por uma camada aquosa estacionária que se mistura pouco com o fluido total. A superfície hidrofílica das micelas facilita o transporte dos lipídeos hidrofóbicos através da camada de água estacionária para a membrana com borda em escova, onde eles são absorvidos. Os sais biliares são absorvidos no íleo terminal, com perda de < 5% nas fezes. Como os ácidos graxos com cadeias curta e média são solúveis em água, eles não necessitam da participação de micelas mistas para sua absorção pela mucosa intestinal. VIA DAS PENTOSES • A via oxidativa das pentoses-fosfato (via do fosfogliconato ou via da hexose-monofosfato) realiza a oxidação e a descarboxilação da glicose-6-fosfato em C-1, reduzindo NADP1 em NADPH e produzindo as pentoses-fosfato. • O NADPH fornece a força redutorapara as reações biossintéticas, e a ribose-5-fosfato é um precursor para a síntese de nucleotídeos e ácidos nucleicos. Tecidos em crescimento rápido e tecidos realizando biossíntese ativa de ácidos graxos, colesterol ou hormônios esteroides enviam mais glicose-6-fosfato para a via das pentoses- -fosfato do que os tecidos com menor demanda por pentoses-fosfato e poder redutor. • A primeira fase da via das pentoses-fosfato consiste em duas oxidações, que convertem glicose-6-fosfato a ribulose-5-fosfato e reduzem NADP1 a NADPH. A segunda fase compreende etapas não oxidativas que convertem pentoses-fosfato a glicose-6- fosfato, que inicia o ciclo novamente. • Na segunda fase, a transcetolase (com TPP como cofator) e a transaldolase catalisam a interconversão de açúcares de três, quatro, cinco, seis e sete átomos de carbono, com a conversão reversível de seis pentoses- - fosfato a cinco hexoses-fosfato. Nas reações de fixação de carbono da fotossíntese, as mesmas enzimas catalisam o processo inverso, a via redutora das pentoses-fosfato: a Degradação de triacilgliceróis: As moléculas de TAG são muito grandes para serem captadas de maneira eficiente pelas células das mucosas das vilosidades intestinais (enterócitos). Portanto, elas são hidrolisadas pela ação de uma esterase, a lipase pancreática, que remove ácidos graxos preferencialmente dos carbonos 1 e 3. Assim, os principais produtos da hidrólise são uma mistura de 2-monoacil-glicerol (2-MAG) e ácidos graxos livres. Uma segunda proteína, a colipase, também secretada pelo pâncreas, liga-se à lipase na razão de 1:1 e a ancora na interface lipídeo- água. A colipase restabelece a atividade da lipase na presença de substâncias inibidoras, como os sais biliares que ligam as micelas. Orlistate, um fármaco antiobesidade, inibe as lipases gástrica e pancreática, diminuindo, desse modo, a absorção de gorduras, resultando na perda de peso. conversão de cinco hexoses-fosfato a seis pentoses-fosfato. • Um defeito genético da transcetolase provoca a diminuição da sua afinidade por TPP e agrava a síndrome de Wernicke-Korsakoff. • A entrada de glicose-6-fosfato na via glicolítica ou na via das pentoses-fosfato é basicamente determinada pelas concentrações relativas de NADP1 e NADPH. • Ocorre no citosol PROCESSO DE OBTENÇÃO DE ENERGIA → Durante o processo catabólico dos ácidos graxos, na mitocôndria através da beta oxidação: → Eles sofrem remoção, por oxidação, de sucessivas unidades de dois átomos de carbono na forma de acetil-CoA. Como exemplo pode ser citado o ácido palmítico, um ácido graxos de 16 carbonos, que vai sofrer sete reações oxidativas, perdendo em cada uma delas dois átomos de carbono na forma de acetil-CoA. Ao final desse processo os dois carbonos restantes estarão na forma de acetil- CoA. → Após a β-oxidação, os resíduos acetila do acetil- CoA são oxidados até chegarem a CO2, o que ocorre no ciclo do ácido cítrico. Os acetil-coa vindos da oxidação vão entrar nessa via junto com os acetil-coA provenientes da desidrogenação e descarboxilação do piruvato pelo complexo enzimático da piruvato desidrogenase. Nessa etapa haverá produção de NADH e FADH2 para suprir de elétrons a cadeia respiratória da mitocôndria, que os levará ao oxigênio. Junto a esse fluxo está a fosforilação do ADP em ATP. → Com isso a energia gerada na oxidação de ácidos graxos vai ser conservada na forma de ATP. → A partir da beta oxidação são formadas moléculas de NADH e FADH, que irão servir para a fosforilação oxidativa. E, o acetil-CoA, que será usado no Ciclo de Krebs A ß oxidação é dividida em quatro reações sequenciais: 1. Oxidação, na qual o acil-CoA é oxidado a enoil-CoA, com redução de FAD a FADH2 2. Hidratação, na qual uma dupla ligação é hidratada e ocorre a formação de 3- hidroxiacil-CoA 3. Oxidação de um grupo hidroxila a carbonila, tendo como resultado uma beta-cetoacil-CoA e NADH 4. Tiólise, em que o ß-cetoacil-CoA reage com uma molécula de CoA formando um acetil- CoA e um acil-CoA que continua no ciclo até ser convertido a acetil-CoA; • Na mitocôndria, o ácido graxo é oxidado em múltiplos ciclos à Acetil-CoA • A cada remoção de 2 carbonos, há redução de FAD e NAD+ à FADH2 e NADH • O Acetil-CoA é oxidado no ciclo de Krebs a CO2, gerando NADH e FADH2 • NADH e do FADH2 doam elétrons na cadeia respiratória para gerar um gradiente de prótons que é convertido em ATP pela ATP sintase; → Os triacilgliceróis armazenados sobre a pele servem como estoque de energia e isolamento contra baixas temperaturas. Quando o corpo em estado de jejum necessita utilizar estoques de energia, o tecido adiposo libera ácidos graxos livres e glicerol na corrente sanguínea; O glicerol será captado pelo fígado – convertendo-se em glicose na via da gliconeogênese; Os ácidos graxos serão captados por diversos tecidos (utilizados para a produção de energia); As lipases degradam os triacilgrliceróis em glicerol e ácidos graxos livres por uma série de reações (lipólise). O glicerol sintetizado a partir da lipólise entra na via da glicólise – posteriormente formando um piruvato e ATP (as longas cadeias de ácidos graxos são mais difíceis de gerar ATP); Os ácidos graxos precisam primeiramente ser transportados do citosol para a matriz mitocondrial; Chegando na matriz, são lentamente desacoplados até o fim da cadeia (beta-oxidação); Na maioria das células, as unidades de dois carbonos dos ácidos graxos são convertidas em acetil-CoA; → No fígado - se os ácidos graxos produzirem mais rapidamente grupamentos acetil-CoA do que o ciclo do ácido cítrico pode os metabolizar – o excesso será convertido em corpos cetônicos (cetonas); → Os corpos cetônicos tornam-se uma significativa fonte de energia para o cérebro em casos de jejum prolongado e de glicose baixa; → Os corpos cetônicos entram no sangue criando um estado chamado de cetose (o hálito de pessoas com cetose tem odor de fruta); → Os lipídeos são a fonte primária de combustível – possuem elevado conteúdo de energia quando comparado a proteínas e carboidratos. Um grama de triacilgliceróis libera mais energia do que o dobro de energia do que a oxidação de um grama de carboidratos. ORIGEM E DESTINO DO COLESTEROL → O colesterol do organismo humano pode ser obtido por produção endógena ou a partir dos alimentos. → A quantidade de colesterol sintetizado de novo varia de modo inverso com a quantidade ingerida. Um indivíduo adulto saudável sintetiza em torno de 800 mg de colesterol por dia, que corresponde a cerca de 70% do colesterol total diário e o restante é fornecido pela dieta. → Os principais órgãos responsáveis pela produção de colesterol são o fígado e o intestino delgado. → O colesterol, originário da síntese endógena ou dos alimentos, é transportado pelas lipoproteínas plasmáticas. → A síntese inicia-se com a condensação de duas moléculas de acetil-CoA, produzindo acetoacetil-CoA; → Esta se condensa com outra molécula de acetil- CoA, produzindo3-hidroxi-3-metilglutaril-CoA (HMG-CoA). As enzimas que catalisam estas reações são, respectivamente tiolaseehidroximetilglutaril-CoA sintase (HMG- CoA sintase), ambas citosólicas. Nos hepatócitos, estas duas enzimas são encontradas também nas mitocôndrias e a HMG-CoA formada é precursora dos corpos cetônicos. → A HMG-CoA é a seguir reduzida amevalonato, à custa de 2 NADPH, em uma reação catalisada pelaHMG-CoA redutase, uma enzima ligada ao retículo endoplasmático. Esta é a reação limitante da síntese de colesterol. → O mevalonato (C6) sofre duas fosforilações, que consomem 3 ATP, e uma descarboxilação, originando a unidade isoprenoide, oisopentenil- pirofosfato (C5). Além do colesterol, outros compostos importantes apresentam unidades isoprenoides em sua estrutura: clorofila, heme, ubiquinona, plastoquinona, vitaminas A, E e K, carotenoidese borracha. → Um total de 6 moléculas de isopentenil- pirofosfato são consumidas para formaresqualeno(C30), o último intermediário linear da via. A síntese de esqualeno processa- se por reações de isomerização, condensação, redução por NADPH e eliminação de pirofosfato. → A etapa final consiste no dobramento da molécula linear do esqualeno, de modo a formar o núcleo tetracíclico característico dos esteroides, além de um grupo hidroxila, a porção polar dessas moléculas. São mais de 20 reações complexas, incluindo incorporação de oxigênio, redução por NADPH, remoção de grupos metila e migração de duplas ligações, que levam, finalmente, à produção de colesterol. CICLO ENDÓGENO • O ciclo inicia-se no fígado. O fígado vai reunir as gorduras que estão sobrando (colesterol, fosfolipídios, triglicerídios) e vai mandar aos tecidos periféricos para que ocorra a produção de membranas, hormônios e vitaminas. • Ocorreu no fígado, então, a produção do VLDL. Esta lipoproteína possui apoproteína B100, triglicerídios, colesterol e fosfolipídios. Ademais, no percurso, o HDL doa apoproteína C e E para o VLDL e, depois, este VLDL chega até o tecido adiposo e o tecido muscular. Acontece a mesma coisa que ocorreu no ciclo exógeno: ao chegar ao endotélio capilar do tecido adiposo e do tecido muscular, é liberada a enzima LPL (lipase lipoproteica) ativada pela insulina e pela apoproteína CII. A enzima LPL quebra os triglicerídios em ácidos graxos e glicerol, permitindo a sua entrada nas células destes tecidos. No interior do tecido adiposo e tecido muscular, os ácidos graxos e glicerol voltam a ser triglicerídios. Depois, o VLDL com menos triglicerídios continua sendo transportado pelo sangue e, ao encontrar o HDL, ocorre trocas entre estas duas lipoproteínas. O HDL doa colesterol para o VLDL por meio da enzima proteína transferidora de ésteres de colesterol (CETP) e o VLDL doa triglicerídios e fosfolipídios com a ação da enzima proteína transferidora de fosfolipídios (PLTP). Nesta troca, ocorre o aumento de colesterol e a diminuição de triglicerídios, acarretando na formação de IDL. Este IDL possui, então, triglicerídios e colesterol na mesma quantidade aproximadamente, apoproteína B100 e apoproteína E. O VLDL que fez a troca passa a se chamar remanescente de VLDL e depois se produz o IDL. Além disso, materiais da superfície do remanescente de VLDL forma um HDL nascente. Portanto, uma parte do VLDL forma HDL nascente, outra forma IDL e outra vai para o fígado mediado por apoproteína E e entra pelos receptores relacionados a proteína (LRP). · Quando o VLDL é internalizado no fígado, ele libera LH (lipase hepática). A lipase hepática age sobre o IDL, quebrando triglicerídios e fosfolipídios. O IDL continua trocando com o HDL (ganhando colesterol e perdendo triglicerídios) até se tornar LDL. O LDL continua tendo apoproteína B100 e apoproteína E. A lipase hepática age também no LDL e no HDL. • Parte do IDL também pode ir para o fígado mediado por apoproteína E, também liberando LH que irá agir sobre ele. • A disbetaproteinemia é a deficiência de apoproteína E. Então, não ocorrerá neste ciclo a internalização de IDL (porque a apoproteína E é responsável por abrir os receptores relacionados a proteína que promove a entrada do IDL na célula), provocando a β alargada nos exames e sendo possível o diagnóstico. • A hipertrigliceridemia familiar é a deficiência da apoproteína C-II, então, a LPL não será ativada. Também pode ser deficiência de LPL. Neste caso, terá uma grande quantidade de VLDL e triglicerídios no sangue. • Ademais, parte do LDL produzido (pouco triglicerídios e fosfolipídios e muito colesterol) pela troca entre o IDL e o HDL vai para o fígado mediado por apoproteína B e apoproteína. O LDL é internalizado por receptores de LDL. • Hipercolesterolemia familiar é a deficiência na apoproteína B100 ou nos receptores de LDL hepático ou de células periféricas. • Todas as vezes que tiver aumento de LDL, glicação e oxidação de LDL, o LDL sofrerá uma transformação, se tornando diferente. Dessa forma, o LDL não é mais reconhecido por receptores de LDL e são acumulados no sangue. A glicação e oxidação do LDL são eliminadas por outros receptores chamados receptores de refugo do tipo B. • Se existe um vaso com lesão no endotélio, ocorrerá um processo inflamatório. As células de defesa, principalmente os macrófagos, possuem os receptores de refugo do tipo B, também chamado de receptores Scavenger (lixeiros). Portanto, os macrófagos irão fagocitar o LDL, iniciar o processo inflamatório, formando as células espumosas e iniciando o ateroma. Todas as vezes que tem lesão ou oxidação, estas células de defesa são recrutadas e promovem este processo de fagocitar o LDL, iniciando um ateroma. Sendo assim, LDL em excesso, glicose, glicação irão acarretar na oxidação e glicação de LDL, impedindo o seu reconhecimento pelos receptores de LDL. Há a proliferação de células espumosas e o centro do ateroma morre por falta de vascularização e, consequentemente, oxigênio. Dessa forma, com a morte do ateroma, este material é exposto para o sangue, porque as enzimas fibrinolíticas irão quebrar o tampão, e as plaquetas se aderem, formando o trombo. Tem- se, então, o fator aterotrombótico. Obstrui o vaso e promove o AVC e o infarto. • No diabetes mellitus tem um aumento da probabilidade de produção de ateroma porque, nesta patologia, há um aumento de glicação e aumento de oxidação. Principalmente no diabetes mellitus tipo II devido a grande quantidade de radicais livres. No diabetes também tem aumento de VLDL e, assim, aumento de quilomícrons. O HDL nasce como um disco fino. Esta lipoproteína tem origem sanguínea (VLDL e quilomícron) e origem celular (fígado e intestino). Ele possui apoproteína A de vários tipos. O HDL nascente possui quantidades mínimas de colesterol e fosfolipídios e quando está com esta concentração, ele não é funcional. Para poder se tornar funcional, a apoproteína A-I precisa mediar a ligação do HDL nos receptores ABC-AI em células periféricas. Então, este HDL começa a ganhar colesterol e fosfolipídios das células. Os receptores ABC-AI ligados também são chamados de transportadores K7 ligados a ATP. Dessa maneira, estes transportadores irão promover o ganho de colesterol e fosfolipídios no HDL, fazendo com que ele aumente o seu diâmetro e se chame HDL 3 (HDL funcional). O HDL mediado por apoproteína A-I se liga nas células e ganha colesterol delas. Este colesterol fica na periferia do HDL inicialmente. Ademais, o HDL precisa da lecitina dos fosfolipídios para esterificar o colesterol por meio da lecitina- colesterol-acil-transferase (LCAT). O colesterol esterificado vai para o meio/interior do HDL, engordando-o. Este HDL maior chama-se HDL 2. Depois, o HDL faz trocas com as outras lipoproteínas (como VLDL e quilomícron) e, depois, quando estiver com bastante colesterol, o HDL entra no fígado por meio do receptor de refugo do tipo A. Ao chegar no fígado, ocorre a liberação de lipase hepática que quebra triglicerídios e fosfolipídios. Assim, o HDL 2 pode voltar a ser HDL 3, retornando para fazer trocas, ou pode internalizar tudo, deixando todo o colesterol no fígado. → A glicose entra na célula e no citosol, acaba virando piruvato (glicólise), adentra na mitocôndria e é transformada em Acetil CoA pelo processo do ciclo de Krebs. → Acetil CoA vai reagir com a molécula de Oxelacetato e se transformar em citrato. → Por conta do balanço energético positivo ocorrerá um excesso de citrato, que será enviado ao citoplasma onde se transformará em Acetil CoA que por ação da Acetil CoA carboxilase transforma-se em Malonil CoA (intermediário da síntese de Ácido Graxo). → A UNIÃO ENTRE MALONIL COA COM ACETIL COA FORMA ÁCIDO GRAXO (Através do NADP) → O excesso de glicose forma o ácido graxo. Que vai se depositar nos tecidos adipososna forma de triglicerídeos. FATORES GENÉTICOS ASSOCIADOS A HIPERCOLESTEROLEMIA → Na hipercolesterolemia familiar ocorrem defeitos genéticos afetando o receptor da LDL e que resultam em diminuição da endocitose da lipoproteína. → As várias centenas de polimorfismos no gene do receptor podem afetar tanto a estrutura do receptor que liga a apo B100 da LDL quanto outros domínios da proteína e até mesmo a recirculação dos receptores que normalmente são reciclados após a endocitose, voltando à membrana celular. → Defeitos na apo B100, bem mais raros do que os do receptor da LDL (LDL-R), também são causa de hipercolesterolemia grave, mas a designação hipercolesterolemia familiar refere-se aos defeitos do receptor. → Há também casos de hipercolesterolemia familiar em razão de mutações com ganho de função no gene pró-proteína convertase subutilisina/ kexina tipo 9 (PCSK-9), que codifica a proteína NARC-14, que participa do catabolismo do LDL-R. → Assim descrita, a hipercolesterolemia familiar é um defeito de remoção das LDL da circulação. → Como as partículas da LDL circulam por mais tempo nos pacientes com hipercolesterolemia familiar, estão mais sujeitas a oxidação e outras transformações químicas. Isso resulta na captação aumentada da LDL modificada pelos macrófagos, deflagrando mecanismos pró- aterogênicos. POLÍTICAS PÚBLICAS DE PREVENÇÃO DA HAS → Estratégias para prevenção do desenvolvimento da HA englobam políticas públicas de saúde combinadas com ações das sociedades médicas e dos meios de comunicação. O objetivo deve ser estimular o diagnóstico precoce, o tratamento contínuo, o controle da PA e de FR associados, por meio da modificação do estilo de vida (MEV) e/ou uso regular de medicamentos. Opções: → Programa de mudança do comportamento alimentar para prevenção e controle da hipertensão; → Programa de mudança do comportamento quanto à prática de atividade física para prevenção e controle da hipertensão; → Uso de fármacos anti-hipertensivos combinados em um comprimido de dose fixa, visando aumentar a adesão ao tratamento. → Barreiras culturais podem dificultar a implementação das opções, como mudança de hábitos alimentares, por exemplo, cultura alimentar com predileção por itens como grãos, tubérculos e farináceos, além do uso cotidiano do açúcar e frituras. Além disso, a aquisição de alimentos in natura, como verduras e legumes pode ser dificultada pelo custo adicional que podem representar à cesta básica de alimentos. Direcionar atividades educativas em saúde de forma especial para a população feminina, visto o papel das mulheres como gerenciadoras dos lares, o que as torna multiplicadoras das ações de promoção da saúde, pode ampliar impacto das ações. O fortalecimento e a ampliação da cobertura da Estratégia de Saúde da Família (ESF) são capazes de melhorar o vínculo médico- paciente, e, consequentemente, o engajamento do paciente em seu tratamento e na mudança de hábitos de vida, uma vez que a participação ativa do indivíduo é a única solução eficaz no controle da doença e na prevenção de suas complicações. Muitas dificuldades têm sido apontadas no momento de efetivação ao nível municipal de políticas de saúde, devido a fatores como: falta de estrutura organizacional e física, recursos humanos, falhas nos sistemas de informação, deficiência de cobertura da Estratégia Saúde da Família e outros, além da falta de controle da qualidade dos dados obtidos em saúde, dificultando assim, o reconhecimento do perfil da população assistida e o desenvolvimento de ações que visem à promoção e prevenção em saúde. O uso de fármacos anti-hipertensivos combinados em um comprimido de dose única também pode encontrar barreiras entre os próprios médicos que muitas vezes não estão habituados ou orientados a realizar este tipo de prescrição. LIPOPROTEÍNAS TRANSPORTADORAS • Ácidos graxos de cadeia menor que 14 carbonos são transportados no sangue do sistema porta através da albumina. • Ácidos graxos livres de mais de 14 carbonos e monoacilgliceróis quando absorvidos pelos enterócitos voltam a formar triacilgliceróis. • Os triacilgliceróis se unem a proteínas formando os quilomícrons que serão transportados pelos vasos linfáticos. • Os lipídeos são transportados na corrente sanguínea através de proteínas, formando complexos denominados de lipoproteínas. • Lipoproteínas são estruturas esféricas, de elevado peso molecular, com núcleo apolar ou hidrofóbico composto de triglicerídeos e ésteres de colesterol, além de vitaminas A,D, E e K. • Envolvendo o núcleo, existe uma camada externa polar ou hidrofílica composta de fosfolípides, colesterol livre e apoproteínas. • Sistema linfático - quilomícrons • Sangue - ácidos graxos liproproteína Local de produção Lipídeo em maior quantidade Função Quilomicron Intestino Lipoproteína com maior quantidade de lipídio (TAG) Transportar os ácidos graxos (TAG É QUEBRADO EM AG + GLICEROL) obtidos na dieta (exógeno) para os tecidos em que serão consumidos ou armazenados VLDL (muito baixa densidade) Fígado TAG Transportar os triglicerídeos endógenos pela corrente sanguínea IDL (VLDL remanescente - densidade intermediária) Corrente sanguínea TAG Transportar os triglicerídeos pela corrente sanguínea LDL (baixa densidade) Corrente sanguínea TAG Transportar os colesterol até os tecidos. Pode sofrer modificação oxidativa por radicais livres de oxigênio, onde são endocitados pelos macrófagos, os quais crescem e formam uma placa fibrosa - aterômica, obstruindo a parede do vaso, algo que causa um grupamento plaquetário, ou seja, trombos, que podem causar AVC isquêmico, trombose e parada cardíaca. HDL (alta densidade) Fígado e intestino Lipoproteína com menor quantidade de lipídio. Transporta colesterol dos tecidos para o fígado. Transferir apoproteínas e ésteres de colesterol para outras lipoproteínas, retirar TAG de outras lipoproteínas e o colesterol das membranas celulares, converter o colesterol em ésteres de colesterol através (LCAT), os quais são transportados para o fígado, transportar os ésteres de colesterol para o fígado CARACTERÍSTICAS, TIPOS E FUNÇÕES Proteínas são polímeros de aminoácidos, com cada resíduo de aminoácido unido ao seu vizinho por um tipo específico de ligação covalente (o termo “resíduo” reflete a perda de elementos de água quando um aminoácido é unido a outro). Proteínas controlam praticamente todos os processos que ocorrem em uma célula, exibindo uma quase infinita diversidade de funções. São as macromoléculas biológicas mais abundantes, ocorrendo em todas as células e em todas as partes das células. E são os instrumentos moleculares pelos quais a informação genética é expressa. As proteínas de cada organismo, da mais simples das bactérias aos seres humanos, são construídas a partir do mesmo conjunto onipresente de 20 aminoácidos. Para gerar uma determinada proteína, os aminoácidos se ligam de modo covalente em uma sequência linear característica. A partir desses blocos de construção, diferentes organismos podem gerar produtos tão diversos como enzimas, hormônios, anticorpos, transportadores, fibras musculares, proteínas das lentes dos olhos, penas, proteínas do leite, antibióticos, e uma miríade de outras substâncias com atividades biológicas distintas. Entre esses produtos de proteínas, as enzimas são as mais variadas e especializadas. Todos os 20 tipos de aminoácidos comuns são ∝- aminoácidos. Eles têm um grupo carboxila e um grupo amino ligados ao mesmo átomo de carbono (o carbono ∝). Diferem uns dos outros em suas cadeias laterais ou grupos R e que influenciam a solubilidade dos aminoácidos em água. Foram atribuídas aos aminoácidos comuns das proteínas abreviações de três letras e símbolos. Três aminoácidos podem ser unidos para formar um tripeptídeo; do mesmo modo, quatro aminoácidos podemser unidos para formar um tetrapeptídeo, e assim por diante. Quando alguns aminoácidos se ligam, a estrutura é chamada de oligopeptídeo. Quando muitos aminoácidos se ligam, o produto é chamado de polipeptídeo. As proteínas conjugadas são classificadas com base na natureza química de seus grupos prostéticos; por exemplo, lipoproteínas contêm lipídeos, glicoproteínas contêm grupos de açúcares e metaloproteínas contêm um metal específico. Os aminoácidos incomuns também tem funções importantes, as proteínas podem conter resíduos criados por modificações de resíduos comuns já incorporados em um polipeptídeo. Entre esses aminoácidos incomuns estão a 4-hidroxiprolina, um derivado da prolina, e a 5-hidroxilisina, derivada da lisina. O primeiro é encontrado em proteínas da parede celular de células vegetais e ambos são encontrados no colágeno, proteína fibrosa de tecidos conectivos. A 6-N-metil-lisina é um constituinte da miosina, uma proteína contrátil do músculo. Outro aminoácido incomum importante é o g-carboxiglutamato, encontrado na proteína de coagulação protrombina e em algumas outras proteínas que se ligam ao Ca21 como parte de suas funções biológicas. Mais complexa é a desmosina, derivada de quatro resíduos Lys, encontrada na proteína fibrosa elastina. As funções que desempenham são estruturais e dinâmicas. Aminoácidos- produzir as proteínas. Essenciais- obtém-se através da alimentação;(8) Não-essenciais- o corpo produz. (12) Funções: imunidade; Transporte de substâncias; Catalise; Catabolismo metabolismo; Estruturação das células; Regulação hormonal; Musculo - actina e miosina(contração muscular); Coagulação. Os aminoácidos diferem entre si pela cadeia lateral Muitos peptídios encontrados na natureza desempenham funções importantes, atuando como hormônios (encefalinas, oxitocina, vasopressina, glucagon), antibióticos (gramicidina), agentes redutores (glutationa) etc. Aminoácidos são compostos que apresentam, na sua molécula, um grupo amino (− NH2) e um grupo carboxila (– COOH). Entre os aminoácidos que compõem as proteínas, a única exceção é a prolina, que contém um grupo imino (– NH –) no lugar do grupo amino, sendo a rigor um iminoácido. Em pH fisiológico, esses grupos estão na forma ionizada: – NH3+, – COO− e – NH2+. Os aminoácidos têm uma fórmula básica comum, com os grupos amino e carboxila ligados ao carbono α, ao qual também se liga um átomo de hidrogênio e um grupo variável chamado cadeia lateral ou grupo R: Os aminoácidos apolares têm grupos R com caráter de hidrocarboneto, que não interagem com a água; por isso, frequentemente localizam-se no interior da molécula proteica. Pertencem a este grupo: glicina, alanina, valina, leucina, isoleucina, metionina, prolina, fenilalanina e triptofano. Os aminoácidos polares têm, nas cadeias laterais, grupos com carga elétrica líquida ou grupos com cargas residuais, que os capacitam a interagir com a água. São geralmente encontrados na superfície da molécula proteica. Estes aminoácidos são subdivididos em três categorias, segundo a carga apresentada pelo grupo R em pH 7: aminoácidos básicos, se a carga for positiva; aminoácidos ácidos, se a carga for negativa; e aminoácidos polares sem carga, se a cadeia lateral não apresentar carga líquida. Polímeros de aminoácidos: peptídios e proteínas Os aminoácidos podem formar polímeros lineares pela ligação do grupo α-carboxila de um aminoácido com o grupo α-amino de outro. Esta ligação carbono-nitrogênio é uma ligação amídica, chamada, no caso das proteínas, de ligação peptídica. É obtida, teoricamente, por exclusão de uma molécula de água e sua formação pode ser representada pela seguinte equação: As proteínas podem ser formadas por uma ou mais cadeias polipeptídicas e contêm, geralmente, mais de 50 aminoácidos. A maior cadeia polipeptídica conhecida de uma proteína é a titina, também chamada conectina, uma proteína estrutural de músculos estriados. As proteínas desempenham uma função específica e, com poucas exceções, contêm todos os 20 aminoácidos, em proporções que variam muito de proteína para proteína. Cada proteína apresenta uma estrutura tridimensional definida e característica. Apesar de existirem inúmeras conformações teoricamente possíveis, todas as moléculas de uma dada proteína assumem a mesma conformação espacial. Esta configuração, entretanto, não é permanentemente fixa, e, muitas vezes, alterações estruturais transitórias estão relacionadas com o controle da função desempenhada pela proteína. DIGESTÃO As proteínas são digeridas a formas absorvíveis (aminoácidos, dipeptídeos e tripeptídeos) por proteases do estômago e no intestino delgado. Então, são absorvidas pelo sangue. Tudo começa no estômago, com a ação da pepsina, e termina no intestino delgado com as proteases pancreáticas e as da borda da escova. As endopeptidases hidrolisam as ligações peptídicas internas das proteínas. PEPSINA, TRIPSINA, QUIMIOTRIPSINA e ELASTASE. As exepeptidases hidrolisam um aminoácido de cada vez. CARBOXIPEPTIDASES A e B. No estômago, as células secretam o percursor inativo da pepsina, o pepsinogênio. Com o pH baixo, o pepsinogênio é ativado a pepsina. No intestino delgado, ativação do tripsinogênio a sua forma ativa, a tripsina, pela enzima enterocinase da borda em escova. Primeiramente, é produzido uma pequena quantidade de tipsina que, em seguida, catalisa a conversão de todos os outros percursores inativos e suas enzimas ativas. Absorção: os aminoácidos são transportados do lúmen para as células por co-transportadores Na+- aminoácido na membrana apical, energizados pelo gradiente de Na+. Há quatro co-transportadores distintos: um par aminoácidos neutros, outro para aminoácidos ácidos, outro para aminoácidos básicos e um para imino-aminoácidos. Então, os aminoácidos são transportados pela membrana basolateral para a corrente sanguínea, por difusão facilitada. Uma vez dentro da célula, a maior parte dos dipeptídeos e tripeptídeos é hidrolisada a aminoácidos por peptidases citosólicas, produzindo aminoácidos que saem da célula por difusão facilitada, então são absorvidos. As proteínas da dieta são enzimaticamente degradadas até aminoácidos. Em humanos, a degradação das proteínas ingeridas até seus aminoácidos constituintes acontece no trato gastrintestinal. A chegada de proteínas da dieta ao estômago estimula a mucosa gástrica a secretar o hormônio gastrina, que, por sua vez, estimula a secreção de ácido clorídrico pelas células parietais e de pepsinogênio pelas células principais das glândulas gástricas. A acidez do suco gástrico (pH 1,0 a 2,5) lhe permite funcionar tanto como antisséptico, matando a maior parte das bactérias e de outras células estranhas ao organismo, quanto como agente desnaturante, desenovelando proteínas globulares e tornando suas ligações peptídicas internas mais suscetíveis à hidrólise enzimática. O pepsinogênio, precursor inativo ou zimogênio, é convertido na pepsina ativa por meio de uma clivagem autocatalisada (clivagem mediada pelo próprio pepsinogênio) que ocorre apenas em pH baixo. No estômago, a pepsina hidrolisa as proteínas ingeridas, atuando em ligações peptídicas em que o resíduo de aminoácido localizado na porção aminoterminal provém dos aminoácidos aromáticos Phe, Trp e Tyr, clivando cadeias polipeptídicas longas em uma mistura de peptídeos menores. À medida que o conteúdo ácido do estômago passa para o intestino delgado, o pH baixo desencadeia a secreção do hormônio secretina na corrente sanguínea. A secretina estimula o pâncreas a secretar bicarbonato no intestino delgado, para neutralizar o HCl gástrico, aumentando abruptamente o pH, que fica próximo a 7. (Todas as secreções pancreáticas chegam ao intestino delgado pelo ducto pancreático.) A digestão das proteínas prossegue agora no intestino delgado. A chegada deaminoácidos na parte superior do intestino delgado (duodeno) determina a liberação para o sangue do hormônio colecistocinina, que estimula a secreção de diversas enzimas pancreáticas com atividades ótimas em pH 7 a 8. O tripsinogênio, o quimotripsinogênio e as procarboxipeptidases A e B – os zimogênios da tripsina, da quimotripsina e das carboxipeptidases A e B – são sintetizados e secretados pelas células exócrinas do pâncreas. O tripsinogênio é convertido em sua forma ativa, a tripsina, pela enteropeptidase, uma enzima proteolítica secretada pelas células intestinais. A tripsina livre catalisa então a conversão de moléculas adicionais de tripsinogênio em tripsina. A tripsina também ativa o quimotripsinogênio, as procarboxipeptidases e a proelastase. Qual a razão para esse mecanismo elaborado ativar enzimas digestivas dentro do trato gastrintestinal? A síntese dessas enzimas como precursores inativos protege as células exócrinas do ataque proteolítico destrutivo. O pâncreas se protege ainda mais da autodigestão por meio da síntese de um inibidor específico, a proteína denominada inibidor pancreático da tripsina, que previne efetivamente a produção prematura de enzimas proteolíticas ativas dentro das células pancreáticas. A tripsina e a quimotripsina continuam a hidrólise dos peptídeos produzidos pela pepsina no estômago. Esse estágio da digestão proteica é realizado com grande eficiência, pois a pepsina, a tripsina e a quimotripsina apresentam especificidades distintas quanto aos aminoácidos sobre os quais atuam. A degradação de pequenos peptídeos no intestino delgado é então completada por outras peptidases intestinais. Estas incluem as carboxipeptidases A e B (duas enzimas que contêm zinco), as quais removem resíduos sucessivos da extremidade carboxiterminal dos peptídeos e uma aminopeptidase, que hidrolisa resíduos sucessivos da extremidade aminoterminal de peptídeos pequenos. A mistura resultante de aminoácidos livres é transportada para dentro das células epiteliais que revestem o intestino delgado, através dos quais os aminoácidos entram nos capilares sanguíneos nas vilosidades e são transportados até o fígado. Nos humanos, a maior parte das proteínas globulares obtidas a partir de animais é hidrolisada quase completamente até aminoácidos no trato gastrintestinal, mas algumas proteínas fibrosas, como a queratina, são digeridas apenas parcialmente. Além disso, o conteúdo proteico de alguns alimentos obtidos a partir de vegetais está protegido contra a degradação por envoltórios não digeríveis de celulose. → Sinal referente à coloração amarelada da pele, escleras e mucosas, devido à impregnação dos tecidos por bilirrubina, a qual se encontra em níveis elevados no sangue (hiperbilirrubinemia). → É causada pelo aumento sérico de bilirrubina, que é um pigmento derivado principalmente da degradação da hemoglobina. A icterícia só consegue ser detectada quando os níveis de bilirrubina são maiores que 2mg/dl. → A icterícia fisiológica manifesta-se 48 a 72 horas após o nascimento. → O nível sérico de bilirrubina atinge um pico de 4 a 12 mg/dl em torno do 3º ao 5º dia após o nascimento. Em média, o nível de bilirrubina aumenta menos de 5mg/dl/dia. A icterícia fisiológica comumente desaparece ao final do 7º dia. → Alguns alimentos (cenoura e mamão) e certas drogas podem causar uma cor amarelada à pele, mas nestes casos a esclerótica mantém sua cor normal. Pessoas de raça negra também podem apresentar uma tonalidade amarelada na parte exposta da esclerótica, dada pelo acúmulo na conjuntiva de uma pequena camada gordurosa, mas basta fazer um exame em todo o olho que se pode descartar a hipótese de icterícia. → Queixas relacionadas: 1) FEBRE Baixa sem calafrios: hepatite aguda viral e hepatite alcoólica. Com calafrios: colangite, sepsis 2) ACOLIA/HIPOCOLIA FECAL Indica deficiência de excreção de bilirrubina para o intestino. Em casos de obstrução completa as fezes tornam-se acólicas. O urobilinogênio fecal e o urinário não são detectados. Acolia persistente sugere obstrução biliar extra-hepática. 3) DOR a) no hipocôndrio direito ou quadrante superior direito: cálculo biliar b) dor lombar contínua: Câncer de pâncreas c) dor leve ou desconforto do quadrante superior direito: hepatite 4) PRURIDO CUTÂNEO É comum em doenças hepáticas colestáticas intra ou extra-hepáticas. Pode ser a primeira manifestação de doença hepática como ocorre na cirrose biliar primária. 5) PERDA DE PESO É comum em doenças hepáticas agudas e crônicas particularmente nas fases finais da doença crônica e nos casos de malignidade. 6) MANIFESTAÇÕES DE INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA Aranhas vasculares, eritema palmar, diminuição dos pelos, atrofia testicular, ginecomastia, distúrbios da coagulação (sangramentos), hálito hepático, encefalopatia hepática. A icterícia faz parte do quadro de insuficiência hepática. A avaliação clínica, cuidadosa e minuciosa, é fundamental no diagnóstico etiológico da icterícia e na orientação da condução clínica do caso. → A icterícia é a coloração amarelada da pele, mucosas, esclerótica e fluidos corporais decorrentes da hiperbilirrubinemia. 1. O sinal icterícia em função dos sintomas e de outros sinais associados comporta diferentes diagnósticos etiológicos assim como avaliação e a conduta. 2. O diagnóstico rápido é importante para o prognóstico do paciente. 3. A bilirrubina é o produto da degradação da hemoglobina nos eritrócitos. → Aproximadamente 80% da bilirrubina é formada pela decomposição do grupo heme e o restante vem das moléculas heme em outras proteínas. → A heme é convertida para biliverdina que é transformada em bilirrubina. → No plasma a bilirrubina se liga à albumina, visto que é insolúvel neste meio. → A bilirrubina não conjugada ou indireta (BI) é a bilirrubina ligada à albumina. → No hepatócito ocorre a captação da BI, a conjugação, isto é, a BI sofre transformação pela enzima glucoronil- transferase na bilirrubina direta (BD) ou conjugada, tornando-se polar e hidrossolúvel e capaz de ser excretada através da bile. → A bile, ao ser excretada no lúmen intestinal, é metabolizada por bactérias e forma-se o urobilinogênio que é reabsorvido e excretado na urina e o restante é excretado nas fezes. → O valor normal da bilirrubina total é de 0,2 a 1,0 mg/dL, a bilirrubina conjugada 0,1 a 0,3mg/dL e a bilirrubina não-conjugada 0,2 a 0,8 mg/dL. → As vias do catabolismo dos aminoácidos, em conjunto, representam normalmente apenas 10 a 15% da produção de energia no organismo humano; essas vias são bem menos ativas que a glicólise e a oxidação dos ácidos graxos. → Após a remoção dos grupos amino, os esqueletos de carbono dos aminoácidos sofrem oxidação a compostos capazes de entrar no ciclo do ácido cítrico para oxidação a CO2 e H2O. As reações dessas rotas necessitam de diversos cofatores, incluindo o tetra-hidrofolato e a S- adenosilmetionina, em reações de transferência de um carbono, e a tetra- hidrobiopterina na oxidação da fenilalanina pela fenilalanina-hidroxilase. → Dependendo de seu produto de degradação, alguns aminoácidos podem ser convertidos em corpos cetônicos, alguns em glicose e alguns em ambos. Assim, a degradação dos aminoácidos está integrada ao metabolismo intermediário, podendo ser crucial para a sobrevivência em condições nas quais os aminoácidos são uma fonte significativa de energia metabólica. → Os esqueletos de carbono dos aminoácidos entram no ciclo do ácido cítrico por meio de cinco intermediários: acetil-CoA, a- cetoglutarato, succinil-CoA, fumarato e oxaloacetato. Alguns são degradados em piruvato, que pode ser convertido em acetil- CoA ou em oxaloacetato. → Os aminoácidos que produzem piruvato são a alanina, a cisteína,a glicina, a serina, a treonina e o triptofano. A leucina, a lisina, a fenilalanina e o triptofano produzem acetil- CoA, via acetoacetil-CoA. A isoleucina, a leucina, a treonina e o triptofano também produzem acetil-CoA diretamente. → A arginina, o glutamato, a glutamina, a histidina e a prolina produzem a- cetoglutarato; a isoleucina, a metionina, a treonina e a valina produzem succinil-CoA; quatro átomos de carbono da fenilalanina e da tirosina levam à produção de fumarato; a asparagina e o aspartato produzem oxaloacetato. → Os aminoácidos de cadeia ramificada (isoleucina, leucina e valina), diferentemente dos demais aminoácidos, são degradados apenas em tecidos extra- hepáticos. → Diversas doenças humanas graves são causadas por defeitos genéticos nas enzimas do catabolismo dos aminoácidos. GLICOSE-ALANINA • Humanos obtêm uma pequena fração de sua energia oxidativa a partir do catabolismo dos aminoácidos. Os aminoácidos provêm da degradação normal de proteínas celulares (reciclagem), da degradação de proteínas da dieta e da degradação de proteínas teciduais no lugar de outros combustíveis, durante o jejum ou no diabetes melito não controlado. • Proteases degradam as proteínas da dieta no estômago e no intestino delgado. A maioria das proteases é primeiramente sintetizada como zimogênios inativos. • A primeira etapa no catabolismo dos aminoácidos é separar o grupo amino do esqueleto de carbono. Na maior parte dos casos, o grupo amino é transferido para o a- cetoglutarato, formando glutamato. Essa reação de transaminação requer a coenzima piridoxal- -fosfato. • O glutamato é transportado à mitocôndria hepática, onde a glutamato-desidrogenase libera o grupo amino na forma de íon amônio (NH4 1). A amônia produzida em outros tecidos é transportada ao fígado como o nitrogênio amídico da glutamina ou, no transporte a partir do músculo esquelético, como o grupo amino da alanina. • O piruvato produzido pela desaminação da alanina no fígado é convertido em glicose, a qual é transportada de volta ao músculo como parte do ciclo da glicose-alanina. CICLO DA UREIA • A amônia é altamente tóxica para os tecidos animais. No ciclo da ureia, a ornitina combina- se com a amônia, na forma de carbamoil- fosfato, para formar citrulina. Um segundo grupo amino é transferido para a citrulina a partir do aspartato, para formar arginina – o precursor imediato da ureia. A arginase catalisa a hidrólise da arginina em ureia e ornitina; assim, a ornitina é regenerada a cada volta do ciclo. • O ciclo da ureia resulta na conversão líquida de oxaloacetato em fumarato, ambos intermediários do ciclo do ácido cítrico. Desse modo, os dois ciclos estão interconectados. • A atividade do ciclo da ureia é regulada no nível de síntese de suas enzimas e por regulação alostérica da enzima que catalisa a formação de carbamoil-fosfato. A ureia é sintetizada a partir de NH4+, aspartato e CO2 → Os dois átomos de nitrogênio presentes na ureia são provenientes de NH4+ e aspartato, e o átomo de carbono, de CO2. Em mamíferos, a ureia é produzida no fígado, sendo transportada para o rim e excretada na urina. → A síntese inicia-se na matriz mitocondrial, com a formação de carbamoil-fosfato a partir de bicarbonato e amônio, que consome duas moléculas de ATP. As reações subsequentes compõem o ciclo da ureia ou ciclo de Krebs-Henseleit. O carbamoil- fosfato, ainda na mitocôndria, condensa-se com ornitina, originando citrulina; a citrulina é transportada para o citosol, onde reage com aspartato, formando arginino-succinato; este se decompõe em arginina e fumarato; a arginina é hidrolisada, produzindo ureia e regenerando ornitina, que retorna à mitocôndria. A analogia do ciclo da ureia com o ciclo de Krebs é evidente: a ornitina tem papel semelhante ao do oxaloacetato e o carbamoil-fosfato equivale à acetil-CoA. → A soma da reação de produção de carbamoil-fosfato com as reações do ciclo da ureia mostra a equação geral da síntese de ureia a partir de NH4+, aspartato e HCO3–: → Outro parâmetro usado para avaliar o estado das proteínas viscerais é o balanço nitrogenado, embora reflita mais diretamente as proteínas totais corporais. Normalmente, os adultos mantêm-se em equilíbrio nitrogenado, porque as proteínas dietéticas (fonte de nitrogênio) são usadas para síntese proteica. Quando a degradação das proteínas é maior que a síntese, o paciente está em balanço nitrogenado negativo (p. ex., desnutrição). Crianças e gestantes estão em balanço nitrogenado positivo, porque a síntese de proteínas excede a degradação nas fases de crescimento. → A razão proteína: nitrogênio, de acordo com o peso, é de 6,25 para a PTN ingerida da dieta. Este número pode ser utilizado como fator de conversão para expressar a quantidade de proteína da dieta, ou seja, o consumo de 1g N2 equivale à ingestão de 6,25g de PTN. → O balanço nitrogenado pode ser utilizado como referencial objetivo para acompanhar a evolução nutricional do paciente. → A síntese de proteínas é um processo rápido, que ocorre em todas as células do organismo, mais precisamente, nos ribossomos, organelas encontradas no citoplasma e no retículo endoplasmático rugoso. Esse processo pode ser dividido em três etapas: 1º. Transcrição A mensagem contida no cístron (porção do DNA que contém a informação genética necessária à síntese proteica) é transcrita pelo RNA mensageiro (RNAm). Nesse processo, as bases pareiam-se: a adenina do DNA se liga à uracila do RNA, a timina do DNA com a adenina do RNA, a citosina do DNA com a guanina do RNA, e assim Aspartato + NH4+ + HCO3– + 3 ATP + H2O --------> Ureia + Fumarato + 2 ADP + 2Pi + AMP + PPi + 4H+ • BN negativo - o nitrogênio está sendo excretado em maior quantidade que o ingerido (trauma, queimaduras, infecção) ou a ingestão está abaixo da excreção (anorexia), ou fornecimento inadequado de Aas indispensáveis pela alimentação. • BN positivo - situações de anabolismo, como gravidez, realimentação após jejum, etc. • BN = zero - equilíbrio. sucessivamente, havendo a intervenção da enzima RNA-polimerase. A sequencia de 3 bases nitrogenadas de RNAm, forma o códon, responsável pela codificação dos aminoácidos. Dessa forma, a molécula de RNAm replica a mensagem do DNA, migra do núcleo para os ribossomos, atravessando os poros da membrana plasmática e forma um molde para a síntese proteica. 2º. Ativação de aminoácidos Nessa etapa, atua o RNA transportador (RNAt), que leva os aminoácidos dispersos no citoplasma, provenientes da digestão, até os ribossomos. Numa das regiões do RNAt está o anticódon, uma sequência de 3 bases complementares ao códon de RNAm. A ativação dos aminoácidos é dada por enzimas específicas, que se unem ao RNA transportador, que forma o complexo aa-RNAt, dando origem ao anticódon, um trio de códons complementar aos códons do RNAm. Para que esse processo ocorra é preciso haver energia, que é fornecida pelo ATP. 3º. Tradução Na fase de tradução, a mensagem contida no RNAm é decodificada e o ribossomo a utiliza para sintetizar a proteína de acordo com a informação dada. Os ribossomos são formados por duas subunidades. Na subunidade menor, ele faz ligação ao RNAm, na subunidade maior há dois sítios (1 e 2), em que cada um desses sítios podem se unir a duas moléculas de RNAt. Uma enzima presente na subunidade maior realiza a ligação peptídica entre os aminoácidos, o RNA transportador volta ao citoplasma para se unir a outro aminoácido. E assim, o ribossomo vai percorrendo o RNAm e provocando a ligação entre os aminoácidos. O fim do processo se dá quando o ribossomo passa por um códon de terminação e nenhum RNAt entra no ribossomo, por não terem mais sequencias complementares aos códons de terminação. Então, o ribossomo se solta do RNAm, a proteína específica é formada e liberada do ribossomo. Paraformar uma proteína de 60 aminoácidos, por exemplo, é necessário 1 RNAm, 60 códons (cada um corresponde a um aminoácido), 180 bases nitrogenadas (cada sequência de 3 bases dá origem a um aminoácido), 1 ribossomo e 60 RNAt (cada RNAt transporta um aminoácido). Pode-se notar, então, que se trata de um processo altamente complexo, já que há a intervenção de vários agentes. → Resumindo o processo de síntese proteica envolve a utilização do código genético padrão. De acordo com esse código genético, a cada três bases nitrogenadas um aminoácido padrão é codificado, de acordo com a tabela: → Dessa forma, concluímos que a síntese proteica é regulada no nosso DNA utilizando o código genético padrão para formar os aminoácidos não essenciais que vão, posteriormente, participar do processo de tradução celular e gerar proteínas necessárias para o nosso metabolismo. → A proporção de lipídeos no TAB pode ocupar até 85% da massa total do tecido, sendo o restante da massa representado por água e proteínas. → O tecido adiposo é considerado um órgão multifuncional, capaz de armazenar energia e mobilizá-la conforme as necessidades corporais, além de sintetizar e secretar proteínas bioativas. → Com a descoberta de uma ampla gama de proteínas bioativas secretadas pelo TAB, denominadas adipocinas, um novo conceito sobre a função biológica deste tecido vem surgindo, consolidando a idéia de não ser apenas um fornecedor e armazenador de energia, mas sim, um órgão dinâmico envolvido em uma variedade de processos metabólicos e fisiológicos. REDUÇÃO → O destino das proteínas, após serem degradadas em aminoácidos no estômago e no intestino delgado, vai depender do estado energético e metabólico do nosso organismo. O déficit energético e a redução de carboidratos da dieta favorecem a degradação de proteínas, principalmente do músculo. Nessa situação o corpo pode usar as proteínas da dieta (como também do músculo) como fonte de energia (ATP) ou glicose (gliconeogênese) e corpos cetônicos. Os corpos cetônicos são preferencialmente formados pelo excesso de acetil-coA (intermediário comum do metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas) da degradação das reservas de gordura e são usados como fonte de energia pelos tecidos extra hepáticos (músculo, coração), incluindo o cérebro. Embora alguns aminoácidos também possam formar corpos cetônicos em dietas low carb, após a remoção do seu grupo amino (nitrogênio) os aminoácidos são convertidos preferencialmente em glicose (no fígado) nessa situação (gliconeogênese). EXCESSO → Em uma situação de superávit calórico, com bom aporte de carboidratos, o excesso de proteínas pode virar gordura ou ser usado como fonte de energia. Excesso de proteína na dieta (acima de 1,5-2,0 g/kg) dificilmente gera hipertrofia muscular, pois é necessário estímulo do treinamento (musculação) e um ambiente hormonal favorável (testosterona, GH, insulina). De qualquer forma, dificilmente proteína vira gordura, pois essa via não é favorecida bioquimicamente. Nesse tipo de situação o corpo prefere usar carboidratos e proteínas como fonte de energia, reduzindo a queima de gordura e favorecendo seu armazenamento. Os carboidratos também são convertidos em ácidos graxos com muito mais facilidade que as proteínas, num processo conhecido como lipogênese. → O excesso de proteínas na dieta tem um custo energético maior (20-30%) para o organismo do que os carboidratos (5-10%) e lipídeos (0-5%). O corpo sintetiza e degrada proteínas o tempo todo (turnover de proteínas) e o balanço energético é determinante para decidir como o corpo irá usar as proteínas. → O padrão de beleza e a sociedade está gerando grandes preocupações, pois jovens, homens e principalmente mulher não estão satisfeitos com seu corpo e tem como objetivo de alcançar um padrão de beleza perfeito e isso vem afetando, a saúde, o psicológico, causando inúmeras doenças com seu corpo. → A busca pela perfeição com a beleza está em elevada taxa, e o principal motivo para essa contribuição dessa taxa são os meios de comunicações. Novelas, revistas, propagandas e redes sociais, estão influenciando a sociedade, com várias receitas, aparelhos de exercícios, remédios, etc. Podendo causar doenças e afetar a autoestima da pessoa se sentindo inferior a todos. → Além disso, as pessoas que procuram ter um corpo perfeito, é porque muitas das vezes são influenciadas pela mídia ou é ofendida por ter um corpo fora do padrão, com apelidos desagradáveis, como baleia, magrela, entre outros. A sociedade nunca está satisfeita com seu padrão de beleza, querendo emagrecer ou até mesmo engordar, tendo em si uma auto rejeição. → Portanto, pessoas que querem alcançar um padrão de beleza têm que procurar um especialista como nutricionista, personal trainer. Evitar fazer dietas malucas e principalmente ter consciência do que estão fazendo, não se influenciar pela mídia. Todos têm seu padrão de beleza, temos que nos conter e amarmos a si mesmo, para que não prejudique a nossa saúde e a nossa vida. → Os hormônios esteroides são produzidos pelo córtex da suprarrenal e pelas gônadas (ovário e testículo). Os esteroides anabolizantes ou esteroides anabólico-androgênicos (EAA) referem-se aos hormônios esteroides da classe dos hormônios sexuais masculinos, promotores e mantenedores das características sexuais associadas à masculinidade (incluindo o trato genital, as características sexuais secundárias e a fertilidade) e do status anabólico dos tecidos somáticos. Os esteroides anabólicos incluem a testosterona e seus derivados. Entretanto, alguns autores referem os esteroides anabolizantes como os derivados sintéticos da testosterona que possuem atividade anabólica (promoção do crescimento) superior à atividade androgênica (masculinização). → O uso de esteroides anabólicos androgênicos pode causar a disfunção erétil e a perda de libido. Adenoma hepático Hepáticas → Os sinais e sintomas hepáticos decorrentes do uso de EAA estão entre os mais comuns e graves, pois estas substâncias são mais resistentes ao metabolismo hepático, ocorrendo aumento dos níveis de marcadores enzimáticos de toxicidade no fígado, podendo ocasionar hepatotoxicidade, hepatomegalia e adenoma hepatocelular Sistema Reprodutor Masculino → O uso de anabolizantes leva a alterações hormonais, com queda dos níveis de testosterona endógena, que pode provocar, ginecomastia, atrofia testicular, alterações na morfologia do esperma e infertilidade por inibição da secreção de gonadotrofina, bem como pela conversão dos andrógenos em estrógenos, além de priapismo. Sistema Cardiovascular → Estudos acerca do uso de EAA sobre os níveis pressóricos apontam resultados contraditórios que parecem depender das condições de vários fatores, tais como: diferentes dosagens de EAA, o tipo de EAA utilizado, associação com outras drogas, predisposição genética, entre outros. Os sintomas do uso abusivo mais citados estão relacionados a riscos no sistema cardiovascular, como infarto do miocárdio, hipertensão arterial, arritmias, trombose; podendo ocorrer morte súbita. Sistema Reprodutor Feminino → Os efeitos dos EAA sobre o aparelho reprodutor feminino incluem a redução dos níveis circulantes do hormônio luteinizante, do hormônio folículo-estimulante, dos estrogênios e da progesterona; inibição da foliculogênese e da ovulação; alterações do ciclo menstrual que incluem o prolongamento da fase folicular, encurtamento da fase lútea e, em alguns casos, ocorrência de amenorreia. Além desses efeitos, podem ocorrer desenvolvimento de caracteres secundários masculinos, devido às suas propriedades androgênicas. As alterações como hipertrofia do clitóris, aumento de pelos faciais e corporais e mudança no timbre de voz são irreversíveis. → Com a testosterona, faz com que todo o sistema defeedback negativo não aconteça. Assim, o FSH, progesterona, LH e não ocorrerá a ovulação. Fazendo com que ocorra a disfunção do corpo. Sistema Cardiovascular → Estudos acerca do uso de EAA sobre os níveis pressóricos apontam resultados contraditórios que parecem depender das condições de vários fatores, tais como: diferentes dosagens de EAA, o tipo de EAA utilizado, associação com outras drogas, predisposição genética, entre outros. Os sintomas do uso abusivo mais citados estão relacionados a riscos no sistema cardiovascular, como infarto do miocárdio, hipertensão arterial, arritmias, trombose; podendo ocorrer morte súbita. Hepáticas → Os sinais e sintomas hepáticos decorrentes do uso de EAA estão entre os mais comuns e graves, pois estas substâncias são mais resistentes ao metabolismo hepático, ocorrendo aumento dos níveis de marcadores enzimáticos de toxicidade no fígado, podendo ocasionar hepatotoxicidade, hepatomegalia e adenoma hepatocelular. → A hiperuricemia é um problema metabólico comum, os principais problemas clínicos associados à hiperuricemia são a artrite gotosa (gota), os tofos de ácido úrico e os cálculos renais. → A hiperuricemia é a presença de níveis altos de ácido úrico no sangue. O limite normal para homens é de 400 µmol/L (6,8 mg/dL), e 360 µmol/L (6 mg/dL) para mulheres. O ácido úrico é o produto final do metabolismo de purinas em humanos, pois não produzimos a urato oxidase, enzima que degrada o ácido úrico. Cerca de 70% é excretado pelos rins e 30% pelo intestino. Níveis elevados desta substância podem levar à Gota (doença) e, em alguns casos, acometimento renal (nefrolitíase por uratos). → Um outro fator de risco cardiovascular, potencialmente associado à SM e à RI, é a hiperuricemia, e níveis séricos elevados de ácido úrico têm sido associados à maior incidência de doença cardiovascular (DCV). → A hiperuricemia pode ser primária ou secundária: • Primária, quando é um problema do próprio metabolismo (como nefropatia juvenil), idiopática (sem causa conhecida) ou causado por dieta com excesso de purinas. • Secundária, quando a elevação se deve a doenças pré-existentes (como diabetes, alcoolismo, nefropatias, certos tumores, ) ou por drogas que alteram a produção e excreção de ácido úrico como algumas quimioterapias, anti- inflamatórios, ácido acetil salicílico (aspirina) e diuréticos. Principal causa: problema excretório *Diuréticos tiasidicos favorecem a formação de hiperuricemia. → Gota é uma artrite inflamatória causada pela cristalização do ácido úrico, que se deposita no interior da articulação e está associada à hiperuricemia. É considerada uma das mais dolorosas formas de artrite, caracterizada pelo surgimento abrupto de dor articular de grande intensidade. Descrita há mais de dois milênios, somente na última metade do século 20 veio a confirmação de que a patogênese envolveria a deposição de cristais de urato, devido à introdução dos microscópios de luz polarizada na prática clínica, permitindo a identificação dos cristais e da relação entre estes e a gota. → Conhecida como a doença dos reis, pode ter afetado personalidades tais como Alexandre o Grande, Voltaire, Isaac Newton, Voltaire, Charles Darwin e Leonardo da Vinci e sempre esteve relacionada aos homens de meia-idade das classes mais abastadas, com uma vida menos regrada e associada ao sedentarismo e aos excessos. Fatores de risco → Nos adultos, a concentração média de ácido úrico sérico em homens é cerca de 1 a 1,5 mg/dl maior do que em mulheres da mesma idade, por uma maior fração excretora de urato mediada por hormônios estrogênicos no sexo feminino. Isto explica em parte a baixa incidência de gota entre mulheres jovens, e o aumento da sua incidência durante a menopausa, quando os níveis séricos de ácido úrico se aproximam dos masculinos. O uso combinado de estrogênio e progesterona pode resultar em uma redução no ácido úrico sérico em mulheres hiperuricêmicas em pós- menopausa. Afro-americanos tem níveis mais elevados de ácido úrico em relação aos caucasianos. → Estilo de vida: Obesidade é um dos maiores riscos para hiperuricemia e gota, ao reduzir a excreção de ácido úrico e aumentando a produção de purinas. Ingesta aumentada de carnes vermelhas, frutos do mar e peixes, parece ter um efeito de aumento da incidência de gota. O aumento de ingesta de gorduras saturadas está relacionado com aumento da resistência insulínica, a qual reduz a excreção renal de urato. Pessoas que ingerem grandes quantidades de laticínios, principalmente os de baixo teor de gordura, têm menor risco de gota. → Acúmulo anormal de líquido (água + sais ± proteínas) no compartimento extracelular intersticial e / ou nas cavidades corporais. Fisiopatogenia Fatores envolvidos – Integridade vascular e Forças de Starling *Pressão oncótica: pressão que chama pra dentro dos vasos (venosos, arteriais e linfoides) o líquido (proteínas), não deixa o líquido extravasar. → O desequilíbrio dessas forças e/ou alterações vasculares podem fazer com que o líquido que sai na extremidade arteriolar do capilar exceda a quantidade de líquido que consegue retornar à circulação (via retorno à extremidade venular do capilar e via drenagem linfática). *O edema (generalizado, localizado, obstrutivo), origem cardíaca (cardiogênico), renal, hepática, endócrina, obstrução linfática. Exame físico: Causas Síndrome nefrítica Síndrome nefrótica Pielonefrite Insuficiência Cardíaca Cirrose hepática Hepatite Crônica Desnutrição proteica Fenômenos angioneuróticos (edema alérgico) Gravidez Toxemia gravídica Obesidade Hipotireoidismo Medicamentos Outros. Tipos Síndrome Nefrótica – Quadro Clínico Edema Renal - Síndrome Nefrítica Síndrome Nefrítica Síndrome Nefrítica – Quadro Clínico Edema Cardíaco – Insuficiência Cardíaca Edema Hepático - Cirrose Mixedema Linfedema Edema Alérgico - Angioedema Anasarca- edema generalizado → É a condição amarela que aparece nas conjuntivas, pele e mucosas, devido ao depósito de bilirrubinas nos tecidos. Metabolismo → A formação da bilirrubina depende da biossíntese e degradação dos grupos heme, presentes principalmente nas hemácias, a maior parte vem da degradação da hemoglobina (60- 80%) provem da degradação de eritrócitos velhos circulantes, o restante é proveniente da degradação de hemoproteinas, diariamente são produzidos cerca de 250-300mg de bilirrubina. A duração média de vida de uma hemácia depende da espécie animal: caninos e humanos 120 dias; felinos 70 dias; suínos 65 dias; equinos 150 dias; bovinos 160 dias; ovinos e caprinos 100 dias. Assim, as hemácias são fagocitadas pelo sistema retículo endotelial (fígado, baço e medula óssea) para posterior degradação da hemoglobina, liberando os grupos heme. → As porfirinas atuam como compostos intermediários na biossíntese do heme formada pelo encontro de uma molécula de succinil-CoA e uma molécula de glicina em organismos animais. → Alguns erros na biossíntese da heme podem ocorrer, denominados porfirias, assim como, o acúmulo dos produtos de degradação desse composto (bilirrubina) provoca hiperbilirrubinemia e icterícia. Nestes últimos, a mensuração da bilirrubina total e suas frações, direta e indireta são essenciais para o diagnóstico. → Existem diferentes tipos de icterícia, com causas numerosas, e são divididas em: • Icterícias hemolíticas ou pré-hepáticas: ocorre por uma destruição excessiva de eritrócitos, resultando num aumento do complexo bilirrubina-albumina no sangue, excedendo a capacidade excretora do fígado. • Icterícias tóxico-infecciosas ou hepatocelulares: • Icterícias obstrutivas ou pós-hepáticas: caracteriza-se por uma obstrução pós- hepática, impedindo o fluxo normal da bile. Retida em qualquer local nas vias biliares (cálculo viasbiliares), grande parte dela é reabsorvida na corrente sanguínea. → O fígado representa o principal local de síntese proteica no organismo, a albumina representa a principal proteína sintetizada, outras proteínas incluem a ceruloplasmina, α1 antitripsina (problema pulmonar) e proteínas da coagulação (SANTOS et al., 2004). Sendo o fígado o único órgão capaz de sintetizar albumina, a síntese dessa proteína corresponde a cerca de 12% a 20% da capacidade de síntese hepática correspondendo diariamente de 150 a 250 mg de albumina por kg de peso corporal em indivíduos saudáveis. ESTRUTURA E FUNÇÕES → Os nucleotídeos são compostos de uma base nitrogenada, um monossacarídeo pentose e um, dois ou três grupos fosfato. As bases nitrogenadas pertencem a duas famílias de compostos: purinas e pirimidinas. As quais têm estruturas: o O DNA e o RNA contêm as mesmas bases púricas: adenina e guanina. Ambos contêm a pirimidina citosina, mas diferem em sua segunda base pirimídica: o DNA contém timina enquanto o RNA contém uracila; T e U diferem somente por um grupo metila presente em T, mas ausente em U. o Os nucleotídeos desempenham uma grande variedade de funções no metabolismo celular como: – Participam das reações de transferência de energia metabólica. O ATP é um nucleotídeo envolvido em reações de transferência de energia nas reações do metabolismo celular; – Atuam como segundo mensageiro na resposta hormonal, sendo elos químicos essenciais na resposta das células aos hormônios e outros estímulos extracelulares. o Exemplo disso são os nucleotídeos AMP cíclico e o GMP; – São componentes estruturais de cofatores enzimáticos e intermediários metabólicos. o Exemplo disso são as coenzimas NAD (nucleotídeo Adenina Dinucleotideo) e FAD (Flavina Adenina Dinucleotídeo), que participam de reações de transferência de elétrons do metabolismo celular; – o Participam no armazenamento e na transmissão da informação genética. O ácido desoxirribonucléico (DNA). Em vírus de ácido ribonucléico (RNA) como flavivírus (vírus da dengue) arbovírus (vírus de plantas) retrovírus (HIV e HTLV-I), o RNA é a molécula repositória da informação genética. SÍNTESE PURINAS → Os átomos do anel de purina são constituídos de uma série de compostos, incluindo aminoácidos (ácido aspártico, glicina e glutamina), CO2 e derivados do tetraidrofolato. O anel de purina é construído por uma série de reações que adicionam os carbonos e nitrogênios doados a uma ribose 5- fosfato pré-formada. PIRIMIDINAS → Ao contrário da síntese de purina, o anel de pirimidina é construído antes de ser ligado à ribose- 5-fosfato, a qual é doada pelo PRPP. As fontes dos átomos de carbono e de nitrogênio no anel de pirimidina são: glutamina; CO2 e ácido aspártico. DEGRADAÇÃO PÚRICOS → São sequencialmente degradados pela remoção ou pela alteração de porções do nucleotídeo. O produto do metabolismo das purinas nos seres humanos é o ácido úrico. PIRIMÍDICOS → O anel de pirimidina pode ser aberto e degradado em estruturas altamente solúveis, como beta- alanina e beta-aminoisobutirato, que podem servir como precursores do Acetil-CoA e succinil- CoA, respectivamente. Alternativamente, as pirimidinas podem ser resgatadas e convertidas em nucleotídeos pela enzima pirimidina fosforribosil transferase, a qual, assim como sua correspondente nas reações de alvação das purinas, utiliza PRPP como fonte de ribose-P. → Na ausência de alimento, os níveis plasmáticos de glicose, aminoácidos e triacilgliceróis caem, acarretando um declínio na secreção de insulina e um aumento na liberação de glucagon. → A baixa relação insulina/glucagon e a menor disponibilidade de substratos circulantes tornam o período de privação de nutrientes catabólico, caracterizado pela degradação de triacilglicerol, glicogênio e proteína. Isto leva a uma troca de substratos entre o fígado, tecido adiposo, músculo e cérebro, que é guiada por duas prioridades: 1. A necessidade de manter níveis plasmáticos adequados de glicose para manter o metabolismo energético do cérebro e outros tecidos que requerem glicose, e 2. A necessidade de mobilizar os ácidos graxos do tecido adiposo e os corpos cetônicos do fígado para suprir energia a todos os tecidos. → A maior parte do álcool ingerido é metabolizado no fígado pela ação da enzima álcool desidrogenase (ADH). Esta enzima converte o álcool em acetaldeído, que mesmo em pequenas concentrações, é tóxico para o organismo. A enzima aldeído desidrogenase (ALDH), por sua vez, converte o acetaldeído em acetato. A maior parte do acetato produzido atinge outras partes do organismo pela corrente sanguínea, onde participa de outros ciclos metabólicos. → O sistema de enzimas microssomais oxidativas (SEMO) pertencem à família dos citocromos e compreendem um sistema alternativo de metabolização do álcool no fígado. O SEMO transforma o álcool em acetaldeído pela ação do citocromo P450 2E1 ou CYP2E1 presentes nas células hepáticas. RESSACA • O álcool ingerido vai para o estômago, é absorvido e começa a viajar pelo corpo por meio da corrente sanguínea, passando pelos órgãos e até o cérebro. O tempo que demora essa viagem pelo sangue depende de vários fatores, como quantidade de bebida ingerida, volume de gordura no corpo etc. • Nos primeiros dez minutos, o álcool se transformar em acetaldeído, e tenta se livrar dele o mais rápido possível. Essa substância é resultado da ação de uma enzima chamada álcool-deidrogenase, presente no fígado, que destrói a molécula do álcool. • Se apenas algumas doses forem consumidas, o período de ação do acetaldeído é curto e os estragos são menores, pois ele é atacado por outra enzima, o aldeído-desidrogenase, junto com outra substância, a glutationa, que transformam o acetaldeído em acetato, uma espécie de vinagre, não tóxica. Mas a glutationa armazenada no fígado não é suficiente para uma grande quantidade de bebida alcoólica, deixando o acetaldeído por mais tempo no organismo, causando a ressaca, causando fadiga, náuseas, irritação do estômago, dor de cabeça. • Quanto à patologia da ressaca, existe um componente de desidratação, causado por efeito agudo do etanol sobre mecanismos de balanço hídrico no organismo. O etanol inibe a liberação do hormônio antidiurético (ADH), ou vasopressina, na neurohipófise, resultando em menor absorção da água nos túbulos distais e coletores no rim e, consequentemente, em maior micção e urina mais diluída. • O principal metabólito do álcool etílico, o acetaldeído, também inibe a secreção de ADH. Alterações supressoras nas concentrações de aldosterona e renina também são observadas, visto que níveis adequados destes hormônios regulam a absorção de água e nutrientes nos rins. Também se observa acidose metabólica devido ao aumento das concentrações de lactato, corpos cetônicos e ácidos graxos livres. Estes efeitos estão relacionados à desidratação e causam sintomas como boca seca e sede. 1. Intoxicação pelo acetaldeído: no caso de um consumo exagerado de álcool pode haver presença deste metabólito tóxico na circulação ainda por várias horas após o indivíduo ter parado de beber. Grande parte do mal-estar da ressaca é consequência da exposição prolongada das células ao acetaldeído, o que provoca uma espécie de inflamação generalizada no organismo; 2. Queda da glicose sanguínea (hipoglicemia): o processo de metabolização do etanol envolve vias enzimáticas do fígado que também participam da produção de glicose, principalmente em períodos de jejum. Como essas enzimas estão ocupadas metabolizando o etanol, temos uma queda no nível de glicose para o cérebro e outras regiões do organismo. Daí surgem os sintomas de fraqueza e mal-estar; 3. Desidratação: um dos efeitos adversos do etanol no cérebroé inativar a produção de um hormônio chamado ADH (hormônio antidiurético). Quando ele é inibido, toda água que passa pelos rins acaba sendo eliminada na urina. Esse efeito diurético leva à desidratação, que causa os sintomas de boca seca, sede, dor de cabeça, irritação e câimbras. METABOLISMO RENAL DO ÁLCOOL → O ingrediente tóxico do álcool é a molécula de etanol. Sua absorção começa já na mucosa da boca e, ao atingir o intestino delgado, ela será absorvida e vai para a corrente sanguínea. O intervalo de tempo necessário para o etanol entrar na circulação é de 15 a 60 minutos. Após esse intervalo, atingirá os órgãos mais vascularizados como o cérebro, o fígado, o coração e os rins. O que vamos salientar neste artigo são os efeitos do álcool na função renal do ser humano. → Os rins são os órgãos que regulam a quantidade e a estrutura de líquidos e eletrólitos do nosso corpo e também produzem hormônios que regulam a pressão arterial e a produção de glóbulos vermelhos. Eles eliminam as escórias do nosso corpo, ajudam a limpar os resíduos das células e fornecem condições estáveis para o funcionamento delas. → A concentração de íons de hidrogênio, ou equilíbrio ácido-base, é vital para as reações metabólicas. Se esse equilíbrio for interrompido pelo álcool, pode causar níveis baixos de fosfatos, induzindo à hiperventilação e baixa acidez. → Os eletrólitos sódio, fósforo, magnésio e potássio são afetados pelo consumo de álcool, o que leva a uma disfunção celular. As células (principalmente os neurônios em nosso cérebro) são dependentes de níveis estáveis de eletrólitos. Quando esses níveis são interrompidos, o cérebro tem dificuldade de regular os processos corporais, e as modificações do comportamento ocorrem. → A pressão sanguínea pode aumentar a um nível não saudável com o consumo de álcool, e o aumento da pressão arterial pode causar uma doença renal crônica denominada nefropatia hipertensiva. Além do aumento da pressão, o álcool tem uma grande quantidade de calorias, que pode levar a um ganho de peso, um fator que contribui para elevação da pressão arterial. → O consumo de álcool pode aumentar a diurese em indivíduos normais por causa da hiperglicemia causada pelo uso do álcool como fonte de energia e, portanto, do aumento da glicose não usada na corrente sanguínea. Com o aumento da ingestão de álcool, existirá uma queda da quantidade de glicose, devida à perda da capacidade do fígado de produzir esta substância pois, após a entrada do álcool no tecido hepático, este não mais produzirá glicose até que ele seja eliminado do organismo. Em pacientes diabéticos, pode provocar níveis baixos de glicose, o que caracterizará um quadro de hipoglicemia. Nestes pacientes, a grande quantidade de calorias do álcool pode ser um problema para controlar os níveis de glicose, mesmo com dieta e exercícios. CONSEQUÊNCIAS DO ETILISMO O uso constante, descontrolado e progressivo de bebidas alcoólicas pode comprometer seriamente o bom funcionamento do organismo, levando a consequências irreversíveis. A pessoa dependente do álcool, além de prejudicar a sua própria vida, acaba afetando a sua família, amigos e colegas de trabalho. Consequências a curto prazo: déficit de atenção, problemas de memória, falta de coordenação, humor instável, fala arrastada. Consequências a média e longo prazo: • Gastrointestinais: úlcera, varizes esofágicas, gastrite, gordura no fígado (esteatose hepática), hepatite, pancreatite, cirrose; • Neuromusculares: cãibras, perda de força muscular, dormência, distúrbios de coordenação; • Cardiovasculares: hipertensão, arritmias, aumento do risco de acidente vascular isquêmico; • Sexuais: redução da libido, ejaculação precoce, disfunção erétil, infertilidade. • Hematológicas. • Transtornos mentais como depressão, demência, psicose. • O consumo excessivo do álcool causa diversas alterações a nível da medula óssea, que afeta as três linhagens celulares (eritróide, granulocitica e megacariocítica), isoladamente ou simultaneamente, provocando anemia, leucopenia, trombocitopenia e aumento do volume corpuscular médio (VCM), que a nível periférico são as mais evidenciadas. EFEITOS A NÍVEL SISTÊMICO → Pelagra: doença sistêmica que resulta em grave deficiência de vitamina B3, também chamada de niacina ou ácido nicotínico, e é causado quando essa vitamina não é absorvida pelo organismo, ou quando essa falta é devido à deficiência de triptofano, um precursor da niacina. A pelagra também pode ser resultado de condições médicas pré-existentes que levam à deficiência de aminoácidos ou niacina, como o abuso crônico de álcool. Existem dois tipos de pelagra, conhecidos como pelagra primária e pelagra secundária. A pelagra primária é causada por dietas com pouca niacina ou triptofano. A pelagra secundária ocorre quando o corpo não pode absorver niacina, através, por exemplo, do alcoolismo. Os principais sintomas são os três Ds: demência, diarreia e dermatite, sendo fatal se não for tratada. → Delirium tremens: distúrbio mental marcado por desorientação e confusão mental, assimilando incorretamente o ambiente à sua volta, podendo sofre alucinações. Esse delírio vem acompanhado de um tremor no corpo e que causa problemas graves no cérebro e sistema nervoso. Isso é observado em casos de abstinência alcóolica, ocorrendo dentro de três dias após a parada de beber. Além dos tremores, é acompanhado por estado de confusão mental, hiperatividade autonômica, podendo progredir para um colapso cardiovascular, ansiedade, náusea e vômito. Pode ser tratado pela ministração de fluidos intravenosos para desidratação, anticonvulsivantes, sedativos, antipsicóticos. → Síndrome de Wernicke-Kordakoff: forma incomum de amnésia que combina com um estado de confusão aguda e um tipo de amnésia de longo prazo, e se desenvolve em alcoólatras geralmente devido a uma deficiência de tiamina (B1). Os sintomas são perda do equilíbrio, sonolência, grave perda de memória de acontecimentos recentes, tontura e confusão. O tratamento consiste na administração de tiamina por via intravenosa. TRATAMENTO → O fato de a pessoa ter as duas doenças melhora o prognóstico, se elas forem identificadas e o paciente receber tratamento efetivo para cada uma delas. Controladas a depressão e a ansiedade, o fator de risco que estaria perpetuando a dependência do álcool desaparece e a evolução do quadro é muito melhor. → Para as pessoas sem transtornos psiquiátricos, mas dependentes de álcool, existem inúmeras opções de tratamento. No Brasil, porém, há escassez de oferta. Na realidade, na linha de frente, destacam-se os Alcoólicos Anônimos, grupo de autoajuda que existe em mais de 50 países e há mais de 80 anos, com larga experiência no atendimento de dependentes de álcool. Eles oferecem um tratamento bom e barato alicerçado na generosidade de voluntários que se predispõem a ajudar o próximo a vencer um problema que de certa forma também é deles. É um trabalho maravilhoso, absolutamente fundamental na área do alcoolismo. Os AA são o sal da terra no sentido de facilitar o acesso e a adesão ao tratamento sem levar em conta cor, origem, sexo, nem condição socioeconômica. Quem se adapta aos grupos de autoajuda, deve procurar e permanecer nos grupos do AA. → No entanto, por vários motivos, um contingente significativo de pessoas não se adapta à cultura do grupo ou porque elas são portadoras de comorbidade psiquiátrica, ou porque não se entrosam com os demais participantes. Para essas pessoas, seria necessário oferecer opções de tratamento que incluiriam terapias de grupo e individuais, mas nem sempre isso é possível. → Atualmente, evoluíram muito as terapias psicológicas e a tendência é enfocá-las no comportamento ligado ao beber. Terapeuta e bebedor, juntos, devem identificar quais os fatores derisco para a ingestão de álcool. É muito comum a pessoa pertencer a um círculo de amizades que perpetua o hábito de beber. Nesse caso, ela deve reinventar um esquema ou estilo de vida do qual a bebida não faça parte e buscar fontes de apoio que o ajudem a não beber. De certo modo é isso que fazem os Alcoólicos Anônimos. Ao se filiar ao grupo, o dependente que passava horas e horas nos bares passa a conviver com uma rede social de pessoas abstinentes e essa diferença é fundamental para o controle da doença. FARMACOLÓGICO → O Dissulfiran, que é o componente do Antabuse, continua com a aprovação do FDA e ainda é usado se a pessoa estiver de acordo em receber esse tipo de medicamento. É um remédio bom e barato para o tratamento do alcoolismo. Quando o paciente concorda com o uso do Dissulfiran e entende seu mecanismo de funcionamento, ele serve como breque psicológico diante da bebida. → De fato, antigamente, as mulheres colocavam esse remédio na comida dos maridos sem seu conhecimento, mas o mais comum era eles deixarem de comer em casa e continuarem bebendo no bar. → Mais de 15 estudos atestaram o efeito do Naltrexone (nome da substância química desse remédio). Sob o efeito desse medicamento, as pessoas sentem menos os efeitos agradáveis da bebida e perdem a vontade de continuar bebendo. → Existe o Acamprosato, muito utilizado na Europa e que possivelmente será aprovado pelo FDA. Ele diminui também a vontade de beber. Sua ação farmacológica é um pouco distinta e mais prolongada do que a do Naltrexone. → Recentemente, foi publicado um estudo sobre um medicamento anticonvulsivante chamado Topimarato, utilizado em outros quadros psiquiátricos que parece diminuir também a vontade de beber e aumentar os períodos de abstinência por semanas. → Esses quatro medicamentos – Dissulfiram, Naltrexone, Acamprosato e Topiramato – são bons coadjuvantes nos tratamentos do alcoolismo, pois ajudam no processo de abstinência e na prevenção das recaídas. HEPATITE x CIRROSE → A hepatite é a inflamação do fígado. Pode ser causada por vírus ou pelo uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. Em alguns casos, são doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas. Os sintomas mais comuns da hepatite A, B e C são dor ou desconforto abdominal, urina escura, febre, perda de apetite, náusea e vômitos, fadiga, e amarelamento da pele e olhos. → Cirrose é a cicatrização do fígado resultante de doença hepática crônica (a longo prazo). O tecido de fígado normal é substituído por tecido cicatricial (processo difuso de fibrose e formação de nódulos, acompanhando-se frequentemente de necrose hepatocelular). As causas mais comuns da cirrose são: alcoolismo, vírus da hepatite B e C e doença gordurosa do fígado. Sintomas incluem náuseas, vômitos, perda de peso, perda de cabelo, inchaço (principalmente nas pernas), ascite. DANOS SISTÊMICOS DAS DESORDENS HEPÁTICAS Anormalidades endócrinas • Intolerância à glicose, hiperinsulinemia, resistência à insulina e hiperglucagonemia são frequentes em pacientes com cirrose; • Elevação nos níveis séricos de insulina reflete a degradação hepática diminuída em vez do aumento de secreção; • Alterações no perfil tireoidiano podem ser consequentes à deficiência de metabolização hepática dos hormônios tireoidianos e alterações nas suas proteínas plasmáticas ligantes. • Doenças hepáticas crônicas geralmente causam alterações no ciclo menstrual e na fertilidade. • Homens com cirrose, principalmente em casos de cirrose alcoólica, geralmente apresentam hipogonadismo (incluindo atrofia testicular, disfunção erétil e diminuição da espermatogênese) e feminização (ginecomastia, hábito feminino). Alterações Hematológicas: • Anemia, contribuída pelas perdas sanguíneas, deficiência de ácido fólico, hemólise, supressão medular pelo álcool e os efeitos diretos da hepatopatia; • Leucopenia e plaquetopenia geralmente acompanhando a esplenomegalia na hipertensão portal avançada. • Coagulopatias são comuns e envolvem mecanismos fisiopatológicos complexos. • Disfunções hepatocelulares e absorção inadequada de vitamina K podem prejudicar a síntese hepática de fatores de coagulação. Alterações renais e eletrolíticas: • Hipopotassemia, resultado de excesso de perda urinária de potássio, em razão de altas taxas circulantes de aldosterona, retenção renal de íons de amônia em troca por potássio, acidose tubular renal secundária, ou uso de diurético; • Hiponatremia, redução da concentração plasmática de sódio para < 136 mEq/L por excesso de água em relação ao soluto; • Insuficiência hepática avançada, podendo alterar o equilíbrio ácido-básico, geralmente provocando alcalose metabólica. • Concentrações sanguíneas de ureia estão comumente baixas em razão de déficit na síntese hepática; sangramentos digestivos causam um aumento nos seus níveis, mais pelo aumento da absorção entérica de ureia do que pelas alterações da função renal; síndrome hepatorrenal, consiste em oligúria progressiva e azotemia que ocorre na ausência de dano estrutural aos rins. Alterações circulatórias: A hipotensão consequente à hepatopatia avançada pode levar à insuficiência renal. A vasodilatação periférica deve contribuir tanto para a circulação hiperdinâmica (aumento da frequência e do débito cardíaco) e da hipotensão. → Acidose metabólica é a redução primária no bicarbonato (HCO3−), tipicamente com diminuição compensatória da pressão parcial de dióxido de carbono (Pco2); o pH pode estar acentuadamente baixo ou ligeiramente subnormal. A acidose metabólica caracteriza-se como intervalo de ânions elevado ou normal, com base na presença ou ausência de ânions não mensurados no soro. As causas incluem acúmulo de cetonas e ácido láctico, insuficiência renal e ingestão de fármacos ou toxinas (intervalo de ânions elevado) ou perdas renais ou gastrointestinais de HCO3− (intervalo de ânions normal). → Os sinais e sintomas em casos graves incluem náuseas e vômitos, letargia e hiperpneia. → O diagnóstico é clínico e medido com gasometria arterial e eletrólitos séricos. → A causa é tratada; pode-se indicar bicarbonato de sódio IV quando o pH está muito baixo. → As acidoses com aumento do intervalo aniônico ocorrem mais frequentemente por causa de cetoacidose, acidose láctica, insuficiência renal ou ingestão de algumas substâncias tóxicas. SINAIS, SINTOMAS E CONSEQUENCIAS → Acidemia mais grave (pH < 7,10) pode causar náuseas, vômitos e mal-estar. Pode haver sinais e sintomas com pH mais elevados se a acidose ocorrer rapidamente. → O sinal mais característico é a hiperpneia (respirações longas e profundas em velocidade normal), refletindo um aumento compensatório da ventilação alveolar; essa hiperpneia não é acompanhada por uma sensação de dispneia. → A acidemia aguda e grave predispõe à disfunção cardíaca com hipotensão e choque, arritmias ventriculares e coma. A acidemia crônica causa doenças relacionadas à desmineralização óssea (p. ex., raquitismo, osteomalacia, osteopenia). ORIGEM DA BILIRRUBINA NÃO CONJUGADA A maior parte da bilirrubina (80-85%) provém da degeneração de hemácias velhas (cerca de 0,8% das hemácias são destruídas diariamente). O restante provém de outras proteínas hêmicas (citocromos e mioglobina). No citoplasma dos macrófagos, a hemoglobina é quebrada em globina (proteína) e heme. A globina é digerida em aminoácidos que serão reutilizados. O heme é cindido por ação da enzima heme- oxidase. Perde o ferro e a porfirina tem seu anel tetrapirrólico aberto a nível de uma das pontes de meteno, com liberação de uma molécula de monóxido de carbono (CO). O pigmento que resulta é a biliverdina. Esta sofre ação da enzima biliverdina-redutase e passa a bilirrubina,um pigmento amarelo. A bilirrubina (na forma não-conjugada, ou indireta) é liberada pelas células do SRE e, sendo pouco hidrossolúvel, circula no plasma ligada à albumina. Esta variedade de bilirrubina é processada para eliminação no fígado. PAPEL DO FÍGADO O fígado tem um papel central no metabolismo e excreção da bilirrubina. A bilirrubina não conjugada é captada pelos hepatócitos, que adicionam 2 moléculas de ácido glicurônico à bilirrubina por molécula, tornando-a hidrossolúvel. Esta forma, dita conjugada ou direta, é secretada ativamente pelos hepatócitos para o interior dos canalículos biliares existentes entre eles. É a forma encontrada na bile. FASES DO PROCESSO O metabolismo hepático da bilirrubina envolve 3 fases: a) Captação: A bilirrubina é removida da albumina na superfície sinusoidal dos hepatócitos por um sistema de alta capacidade. Mesmo em condições patológicas, este não é um fator limitante. É um sistema de transporte facilitado que permite equilibrar a concentração de bilirrubina dentro e fora do hepatócito. Como a bilirrubina que entra é logo ligada a proteínas chamadas ligandinas, a concentração de bilirrubina livre no citoplasma é sempre baixa, de modo que o equilíbrio é favorável à entrada de mais bilirrubina. b) Conjugação: Ocorre no retículo endoplásmico liso do hepatócito, catalizada pela enzima UDP- glicuronil-transferase, em 2 passos, formando primeiro monoglicuronato, depois diglicuronato, que é a forma predominante. A quantidade insuficiente desta enzima no recém-nascido causa a icterícia fisiológica do 2o ao 5o dia após o nascimento c) Excreção: Esta última é o passo limitante e o mais susceptível de falha em caso de doença hepatocítica. É um processo de transporte ativo com consumo energético, e o passo limitante de todo o processo. Ocorre a nível da membrana do hepatócito que constitue a parede dos canalículos biliares. Quando este processo está diminuido, a bilirrubina que continua sendo conjugada no citoplasma do hepatócito não pode ser excretada na bile e termina por passar para o sangue, um processo chamado regurgitação. Normalmente, toda bilirrubina excretada na bile está na forma conjugada. DESTINO DA BILIRRUBINA No íleo e intestino grosso, os glicuronatos são removidos por enzimas bacterianas (b- glicuronidases), resultando os urobilinogênios, que são incolores. Estes são oxidados a compostos corados, as urobilinas ou estercobilinas, que dão cor às fezes. Parte da urobilina reabsorvida nos intestinos (ciclo enterohepático) é excretada na urina, dando-lhe cor amarela. O ácido úrico resulta do catabolismo das purinas (adenina e guanina), e é a única via de excreção das mesmas, que se dá pela urina. As purinas necessárias à síntese de ácidos nucleicos (DNA e RNA) são produzidas no próprio organismo humano, i.e. não há necessidade de ingesta. As purinas ingeridas não são incorporadas a ácidos nucleicos. São convertidas a ácido úrico por enzimas da mucosa intestinal e do fígado e excretadas na urina. Grande parte das purinas resultantes da degradação do DNA endógeno são reaproveitadas para síntese de novos nucleotídeos. A falta geneticamente condicionada da enzima hipoxantina-guanina fosforibosil transferase causa grande catabolismo dos nucleotídeos, que não podem ser reutilizados, Isto resulta em forte hiperuricemia e caracteriza a síndrome de Lesch-Nyhan (retardo mental, coreoatetose, tendência a automutilação). É uma causa rara de hiperuricemia. PURINAS NA DIETA Dietas ricas em purinas aumentam transitoriamente o nível sanguíneo de ácido úrico ou urato de sódio, ou seja a uricemia, e aumentam a excreção renal de uratos, ou seja, a uricosúria. Dietas ricas em purinas incluem alimentos ricos em núcleos celulares: carnes, vísceras (p.ex. fígado), crustáceos (camarão) e bebidas fermentadas. A cerveja é rica em purinas porque contém leveduras, usadas na fermentação. Exemplos de alimentos pobres em purinas: queijo, leite, ovos. URICEMIA NORMAL A uricemia resulta de um equilíbrio entre a ingesta + produção endógena de purinas, e a excreção urinária de uratos. A uricemia normal é da ordem de 5,0 mg / 100 ml. em homens e 4,1 mg / 100 ml. em mulheres, e relativamente estável, variando pouco com a ingesta. Isto porque, aumentando a ingesta, aumenta a excreção renal do ácido úrico. SÍNTESE ENDÓGENA DE PURINAS. A maneira mais prática de avaliar a síntese endógena de purinas é colocar o paciente em uma dieta pobre em purinas por cerca de 1 semana e medir a excreção urinária de uratos, porque então a excreção de purinas será igual à produção endógena. A excreção diária de uratos numa dieta sem purinas é de 400-600 mg / 24 hs (1 g / 24 hs com dieta normal). EXCREÇÃO RENAL DE URATOS A excreção renal de uratos é complexa: 1) filtração glomerular, seguida de 2) reabsorção quase total, 3) secreção ativa nos túbulos e 4) reabsorção após a secreção. No sexo masculino, a capacidade de excreção final do urato filtrado é da ordem de 8 a 10%, enquanto no sexo feminino é de 10 a 12 %. Isto contribuiria para que os homens tenham uricemia mais elevada que as mulheres. ORIGENS DA HIPERURICEMIA Mais de 10% da população ocidental tem hiperuricemia, mas só 0,5% tem gota clínica. Hiperuricemia assintomática aparece em rapazes na puberdade. Em mulheres aparece bem mais tarde e é menos pronunciada. A hiperuricemia, como a gota, é familial. Dez a 30 % dos gotosos têm outros casos na família. Cerca de 10% dos pacientes com gota produzem ácido úrico em excesso por razões desconhecidas, ou por algum distúrbio metabólico da síntese das purinas (como a síndrome de Lesch-Nyhan, acima). Nos outros 90% o problema parece estar numa dificuldade da excreção renal de uratos, possivelmente por um defeito na secreção tubular. PRECIPITAÇÃO DE URATO NOS TECIDOS A solubilidade de urato de sódio nos líquidos corporais é de cerca de 6,4 mg / 100 ml. Como a uricemia normal é da ordem de 5,0 mg / 100 ml. em homens e 4,1 mg / 100 ml. em mulheres, a margem de segurança é pequena e mais facilmente excedida no sexo masculino. A precipitação pode ser desencadeada, por exemplo, por uma sobrecarga alimentar de purinas. A precipitação preferencial de uratos no líquido sinovial ocorre porque este é um mau solvente para os cristais se comparado ao plasma. A preferência por articulações periféricas explica-se pela temperatura mais baixa (p. ex. 20oC no tornozelo). HORMÔNIOS ENVOLVIDOS → Os episódios depressivos relacionam-se, principalmente, aos níveis das substâncias químicas chamadas de neurotransmissores, responsáveis pela comunicação efetiva entre os neurônios, que ocorre através da sinapse; nesse local os neurotransmissores são transmitidos de neurônio a neurônio, transmitindo a informação desejada entre cada um deles. Nesse caso, os principais hormônios neurotransmissores envolvidos são noradrenalina, serotonina, dopamina, e quando uma ou mais dessas substâncias não se encontram em quantidade suficiente no espaço da sinapse, os hormônios causadores de emoções como alegria, euforia e bem-estar não são produzidos pelo sistema nervoso e iniciam-se, então, os indícios da depressão. Emoções fortes, drogas como medicamentos e alucinógenos em excesso, infecções crônicas, estresse contínuo, hábitos pessoas como álcool, fumo e alimentação rica em gordura contribuem para a causa do estresse celular. Pode-se tomar como exemplo a atividade da serotonina como neurotransmissor, que no caso da depressão, tem sua ação relacionada indiretamente no controle dos níveis de adrenalina. Na leitura do RNA, há a proteína captadora de serotonina, que necessita de triptofano, através da alimentação (peixes, ovos, castanhas). Quando a proteína captadora faz a ligaçãocom a serotonina, há uma ligação com a adrenalina, controlando suas ações. Os neurônios têm menos concentração de serotonina internamente, enquanto entre suas sinapses há maior concentração. Assim, essas proteínas produzidas pelo neurônio, captam o excesso de adrenalina entre as sinapses. O uso de medicamento antidepressivos tem como fundamento inibir a ação da proteína dentro dos neurônios, ficando livres, e saindo para fora, para atuar entre as sinapses ao se ligar com a serotonina e adrenalina, controlando suas concentrações, ou seja, maior controle dos níveis de adrenalina externamente, entre as sinapses. • Serotonina: A serotonina regula muitas funções corporais importantes, incluindo sono, resposta à raiva, comportamento sexual e humor. Uma deficiência de serotonina pode ser um contribuinte proeminente para a depressão, que mostram que a produção reduzida está associada a uma maior ocorrência de depressão e humor que induzem pensamentos de suicídio, além de sugerir que níveis baixos de serotonina podem inibir os níveis e a disponibilidade de outros neurotransmissores, aumentando assim ainda mais a probabilidade de apresentar sintomas de depressão. • A noradrenalina desempenha um papel importante na capacidade do corpo de reconhecer e responder ao estresse. Aqueles com diminuição dos níveis de noradrenalina frequentemente sofrem de ansiedade e instabilidade emocional. Muitos estudos mostraram que uma deficiência de noradrenalina em circuitos cerebrais específicos pode causar depressão. Por esse motivo, alguns pacientes apresentam melhora significativa dos sintomas de depressão quando os níveis de noradrenalina aumentam. • Dopamina: influencia na capacidade de sentir prazer, e quando os níveis estão reduzidos, são associados à depressão. Normalmente, os indivíduos deprimidos não recebem o mesmo prazer das atividades de que desfrutavam anteriormente, e não se sentem mais motivados a se envolver com os outros ou participar de atividades que antes achavam prazerosos. Infelizmente, muitos pacientes com depressão se automedicam com drogas e álcool para aumentar temporariamente a produção de dopamina. No entanto, a alta dopamina a curto prazo que essas substâncias fornecem é insustentável e pode levar a uma dependência perigosa. LUTO PATOLÓGICO A perda de alguém significante para nós pode influenciar a dinâmica de uma família, uma vez que o contexto familiar é modificado e os seus membros vêm-se obrigados a reorganizar-se e a redefinir papéis. Um funcionamento familiar saudável, onde a comunicação e a expressão de sentimentos prevalecem, bem como a coesão entre os membros familiares, pode contribuir para um processo de ajustamento adaptativo à situação de perda. O conceito de “luto” está naturalmente associado ao processo posterior à morte de um ente querido. No entanto, quando estamos perante o término de uma relação amorosa ou a perda de um membro do nosso corpo após um acidente ou após uma cirurgia, quando recebemos notícia de que temos pouco tempo de vida, ou quando perdemos um animal de estimação, estamos igualmente a falar de luto, ou seja, todas estas situações são exemplos de perdas pelo que o indivíduo passa ao longo da sua vida e que, obviamente, necessita de tempo para ultrapassar essa fase. Segundo Freud, (1917, cit. por Hagman, 1996), no seu livro “Mourning and Melancholia”, defende que quando se perde um significativo, a energia libidinal da pessoa é dominada por pensamentos e memórias acerca do objeto perdido. O sobrevivente não consegue desenvolver novos relacionamentos até que este laço se quebre, permitindo que a energia libidinal seja transferida para um novo objeto. Esta transferência da líbido é motivada por um impulso para reduzir a ativação emocional e fisiológica associada à perda. Para Freud, o sobrevivente torna-se hostil e deprimido quando essa energia não é transferida facilmente. São identificados alguns sintomas semelhantes à melancolia, como dor profunda, falta de interesse pelo mundo, perda da capacidade de amar e inibição geral da atividade. Quando o processo de luto está completo, o ego está livre e pronto para investir noutra relação. Kluber Ross - Estágios do luto o Fase 1) Negação · Seria uma defesa psíquica que faz com que o indivíduo acaba negando o problema, tenta encontrar algum jeito de não entrar em contato com a realidade seja da morte de um ente querido ou da perda de emprego. É comum a pessoa também não querer falar sobre o assunto. o Fase 2) Raiva · Nessa fase o indivíduo se revolta com o mundo, se sente injustiçada e não se conforma por estar passando por isso. o Fase 3) Barganha · Essa é fase que o indivíduo começa a negociar, começando com si mesmo, acaba querendo dizer que será uma pessoa melhor se sair daquela situação, faz promessas a Deus. É como o discurso “Vou ser uma pessoa melhor, serei mais gentil e simpático com as pessoas, irei ter uma vida saudável.” o Fase 4) Depressão · Já nessa fase a pessoa se retira para seu mundo interno, se isolando, melancólica e se sentindo impotente diante da situação. o Fase 5) Aceitação · É o estágio em que o indivíduo não tem desespero e consegue enxergar a realidade como realmente é, ficando pronto pra enfrentar a perda ou a morte. É importante esclarecer que não existe uma sequência dos estágios de luto, mas é comum que as pessoas que passam por esse processo apresentem pelo menos dois desses estágios. E não necessariamente as pessoas conseguem passar por esse processo completo algumas ficam estagnadas em uma das fases citadas. Entre as particularidades de cada caso, há uma série de fatores envolvidos que podem complicar o luto e estendê-lo além do razoável, tornando-o patológico. É mais comum que isso ocorra quando a pessoa se culpa pela morte da outra, seja essa culpa real ou não. Toda morte intensifica nos que ficam sentimentos potencialmente patológicos, que podem encontrar reforços em fatores internos ou externos. Culpa talvez seja o principal de tais sentimentos. As perdas geralmente geram sentimentos de arrependimento, desejo de se desculpar e de autopunição reparadora. Se levadas a extremos ou se encontrarem um terreno interno propício, essas reações podem atingir uma intensidade e persistência irrazoáveis. A consequência disso costuma ser uma interminável melancolia.