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Comunicado e Informática 
na ErtD
ftna Cláudia barreiro Naqu
GoiYiunicação e Informóticói na ErtD
Coordenação fterd
Nelson. Boni
Coordenado de Projetos
Leandro Lousada
Professor Responsável
Projeto &róficOj Capa 
e Oagromação
Níarilia Lopes
Revisão Ortográfica
Célia Ferreira Pinto
Ana Cláudia Barreiro Nagy 1fl Edição-- Junho de 1014
impressão em São Paulo/SP
Copyrighr © EaD KiwHmv 2011
Nenhuma parte dessa pubiicaçào pode ser reproduzida por 
qualquer indo sem a prévia autorização desta instituição.
Editora
how
Catalogação elaborada por Gfaucy dos Santos Silva - CRB8/6353
Apreserrtâ^o
"£» sou do tamanho do que vejo e não do 
tamanho de minha altura. ” 
Fernando Pessoa
Seria possível viver num mundo no qual cada um 
vivesse isoladamente, como um ermitão, por exem­
plo, cuidando de sua vidinha, sem trocar uma palavra, 
um gesto ou um olhar com outro ser humano?
Será que conseguiriamos viver desse modo? 
Pense bem antes de responder!
Tenho certeza de que sua resposta foi algo pare­
cido com: “não consigo nem imaginar uma coisa des­
sas’ . Acertei? Eu responderia que tfnão consigo, preci­
so falar, ouvir, trocar ideias, trocar mais ideias e saber 
que há sempre um interlocutor para dialogar comigo”.
Pois c. Ficar sem expressar nossos pensamen­
tos, sentimentos u angústias é impossível!
Imagine, então, uma sociedade inteira sem co­
municação! NãàãàãÒÍ É melhor mudar de assunto, 
pensar outras coisas (e comunicá-las aos nossos ami­
gos, familiares, conhecidos etc).
Já que não dá para conceber uma sociedade sem 
comunicação, podemos refletir como a informática 
vem nos ajudando na formatação de nossas relações 
comunicativas. Ela faz um elo entre comunicação e a 
sociedade, facilitando que a interação social ocorra.
Ao falarmos em nos comunicar via tecnologia, 
na mesma hora o que nos vem à cabeça? A Internet, 
ou seja, a rede mundial de computadores. E não c só 
para bater papo, falar coisas sem grande importân­
cia, não. Pensamos nela para todo tipo de comuni­
cação, desde troca de e-mails para dar um recadínho 
para um amigo, expressar uma opinião sobre uma 
foto postada numa rede social, procurar o horário 
da sessão de cinema, o preço de um eletrodoméstico, 
até participar de uma reunião virtual.
São muitas as possibilidades que o mundo con­
temporâneo nos dá: mesmo quem não é muito afei­
to a criar redações, no mundo virtual contamos com 
uma série de recursos dos quais não temos problemas 
em participar. Escrever comentários em blogs ou te­
mos o nosso próprio blog, participamos de listas cie 
discussão onde debatemos temas de nosso interesse 
ou sobre os quaís sabemos muito ou queremos apren­
der, temos perfis cm redes sociais ou até mesmo ho- 
mepages, onde postamos quando c o que desejamos.
E por que fazemos isso? Para nos comunicar, 
para dizer às pessoas, conhecidas ou não, quem so­
mos, do que gostamos, quais nossas dúvidas ctc... 
As vezes, até exageramos nisso tudo c acabamos por 
expor nossa intimidade para qualquer desconhecido, 
o que pode ser muito perigoso, mas sempre por não 
conseguirmos ficar isolados e sentirmos a necessida­
de de comunicação.
Hoje, vivemos a '“equação" de estar conectados. 
Vivemos na era da informação, da comunicação e do 
conhecimento. As novas tecnologias nos aproximam 
de tudo e de todos. Basta entrar na rede mundial de 
computadores para encontrar algo que nos interesse 
e partir para a ação de comunicar.
Assim, seja como for, se não nos comunicar­
mos, temos a impressão de que não estamos vivendo 
e isso é a única coisa que não queremos. Seja pesso­
almente, seja virtualmente, a comunicação é um pro­
cesso humano necessário para a vida cm sociedade.
Com o advento da internet, ampliamos nos­
sas formas de desenvolve-lo. Nela há milhões de 
usuários de todo o mundo que utilizam a rode 
para trocar mensagens, fazer pesquisas, conhecer 
pessoas de outros países, com diferentes culturas, 
enfim há muito que fazer para nos comunicar. O 
importante c comunicar-se!
Desse modo, você, aluno (a) de um curso de 
pós-graduação, está aqui para adentrar mais profun­
damente o mundo da comunicação, especial mente, 
via rede mundial de computadores. Não podemos 
fugir desta temática c nem devemos, pois está pre­
sente e é necessária para qualquer estudante, espe- 
cialmcntc devido à velocidade com que as coisas no 
mundo ocorrem e transformam-se.
Neste livro, você encontrará os conteúdos 
pertinentes à disciplina COMUNICAÇÃO E IN-
FORMATICA, no qual serão discutidas, fundamen- 
talmente± a comunicação e a importância dás tecno­
logias informáticas que a promovem.
Para tal, vamos definir conceitos pertinentes ao 
assunto, como a própria comunicação, assim como 
a interação proporcionada através das tecnologias — 
presenciai e a distância - focando no contexto edu­
cacional, na relação professor-aluno.
Também, estudaremos a Educação no mundo 
contemporâneo e as modificações que vem sofren­
do com os recursos tecnológicos que estão surgindo 
diariamente — seja pelo notebooky pelo tablet. pelo 
swj&rt/aforte, ou pulo e-maíl. E fundamental conhe­
cer e compreender como essas ferramentas podem 
auxiliar no processo educativo e na construção de 
conhecimento por alunos e professores.
O livro que, agora, você tem em seu poder está 
dividido cm quatro unidades. Cada uma delas apre­
senta uma particularidade do tema e foi organizado 
tendo em vista facilitar seu percurso dentro da te­
mática.
Veja como estão organizadas:
UNIDADE [
Nesta unidade, o objetivo c estudar o 
proccssodc Gonwnicadh’ humana. Para 
isso, serão apresentadas c discutidas as 
funções da linguagem, assim como a 
importância da comunicação para nossa 
vida - pessoal e social.
UNIDADE 2
intenção desta unidade c relacionar os 
eixos nos quais este livro está ancorado, 
ou sejja, a comunicação e a informáti­
ca com a Educação a Distância. Será 
discutido, dentre outros conceitos, o 
“estar junto virtual" (TOR1,2002), que 
mostra a importância de promover ações 
educacionais, enquanto o participante dc 
um curso cm EaD percebe a presença 
de seu tutor; desenvolvendo vínculos, 
que auxiliarão no processo de aprendi
UNIDADE 3
>>
E proposta desta unidade, entrar a fundo 
no mundo da tutoria em EaD c associar 
o papel do ttttor com o de um eduúo- 
municador, ou seja, você vai perceber 
que para promover Educação é preciso, 
antes dc mais nada, ser um comunicador 
das coisas da Educação.
UNIDADE 4
Esta unidade apresenta um Glossário dc 
termos importantes para qualqüur um 
que sc aventure no mundo da EaD Os 
termos estão divididos cm três catego­
rias: termos técnicos, termos conceituais 
c atividades^ pois se buscou separar cada 
um deles a partir de sua utilização na 
construção dc um curso cm EaD e na$ 
piara formas de aprendizagem.
Para estudar rodos os temas indicados, os obje­
tivos gerais da disciplina são:
• Entender o conceito de Comunicação;
• Compreender e identificar a importância da 
tecnologia informática;
• Analisar os desafios que a informática colo­
ca diante da Educação na sociedade atual;
* Compreender a relação entre a Comunica­
ção e a Informática no mundo contemporâneo;
■ Desenvolver noções sobre interação entre 
alunos e professores em EaD (Educação a Distância);
■ Construir um glossário de termos pertinen­
tes à temática desenvolvida no livro.
Cs objetivos específicos, que estão indicados 
abaixo, são os seguintes:
• Identificar o conceito de Comunicação;
• Identificar a importância das tecnologias 
para os processas comunicativos;
• Conhecer ferramentas informáticas aplicá­
veis à Educação com objetivos comunicativos;
Identificar as potencialidades da Informática 
no contexto educacional diante dos processos co- 
municacionais;
• Identificar os conceitos de interação e inte­
ratividade;
• Relacionar Comunicação, Informática e rela­
ção professor-aluno na EaD (Educação a Distância);
• Conceituar termos específicos para a EaD 
relacionados à Comunicação, Informática e docên­
cia em ambientes virtuais.
Aproveite aleitura e as imagens do seu livro e 
não deixe de buscar as indicações do “Saiba mais'1 
í>
para aprimorar seus conhecimentos!
Animado (a)?
Então* mãos à obra!
Seja bem-vindo e boa jornada!
'Sumário
UNlCWe I 15
COrYlUncd^O
Introdução
1,1. Quem Não se Comunica
se Trumbical
LL1.0 Que é Comunicação?
1,1.2. Funções Comunicativa»
Éérriuria^So, Informática e a Tittorzs
Eletrôríca
Introdução
XI. Comunicação e liitbrm ática
na Educação a Distância
2.2. Educação A Distância
2.2. í, Mais um Pouco Sobre Ead
2,2.2. Componentes do Sistema de
Educação a Distância
X2.3. lí as Linguagens Ltifizadas em Ead? Uni
Pouco Sobre as Tics (Tecnolcgias ê Intõnnaçào 
na Educação)
UMOfflJE 5 5-7
Tutcrá em EaD
Introdução
3.1. A Educomutiicaçào nos Cursos em EaD: Par- 
cena Necessária Com A Educação
3.2. O Tutor Online em Açào: Parceiro Necessário 
ao Desenvolvimento de Ações Verdadeira mente 
Educoniunicaiivas
UNlDfàE 4 ........................ 15
Expressões Tenros Conceitos - Vm
Glossário de Ternxs-Chcwe Pera 6aD
Introdução
4.1.0 Glossário
4,1.1. Termos Técnicos
4.1.2. TERMOS CONCEITUAIS
4.1.3. Termos Mão na Massa —
as Atividades
Considerações Finais II5
Referências BibliográHcas 115
Bibliografia Complementar la
Gabarito IXZ
UKilCWE I
CoiYiunica^ão
*Zsso que vês, como expressarás com 
palavras? O mundo nos entra pelos 
olhos, porém nao adquire sentido até 
que desça à nossa boca.”
Paul A uster
Nesta unidade, vamos tratar da comunicação, 
das funções da linguagem e da importância da Co­
municação paia nossa vida — pessoal e social.
Vamos descrever o processo comunicativo e as
J! 
funções que cada forma de nos comunicar tem. E 
nosso objetivo perceber que, dependendo de como 
se dá esse processo, obtemos maior ou menor suces­
so diante dos nossos alunos.
Ainda, vamos buscar analisar como a comu­
nicação influencia o modo como, na Educação a 
Distância, utilizamos a Informática, no decorrer 
das demais unidades.
■■
E fundamental enxergar as ações do tutor, en­
quanto se comunica com seus alunos, e analisar em 
quais momentos é mais simples conseguir sua aten­
ção e proporcionar aprendizagens.
O tutor díi EaD tem um papel fundamental 
diante da aprendizagem dos alunos. Ele não existe 
apenas para indicar quais atividades devem ser reali­
zadas e os prazos para que sejam entregues e avalia­
das. Seu papel é de mostrar os caminhos mais indi­
cados para a navegação do aluno. Devemos lembrar 
que é ele quem faz a mediação entre os conteúdos, 
as atividades, a organização do curso c, às vezes, pe­
rante questões administrativas também.
Mas, para que possamos pensar nessas ques­
tões, vamos pensar sobre a Comunicação propria­
mente dita?
1,1. ó?ueiYi [xfâo se Comunica
se Truríibica!
Vocc já deve ter ouvido falar que “quem não 
se comunica se crutnbica”, não é? Essa frase foi dita 
por um grande comunicador, o apresentador do 
“Cassino do Chactinha1”, Abelardo Barbosa.
1 Cassino do Chacrinhâ foi um programa dc auditório com atrações 
musicais e show de calouros apresentado por Abelardo "Chacrinha” 
Barbosa entro 6 dc março dc 1982 e 2 dc julho de 19®8. Hm 1987, o 
apresentador comemorou seus 70 anos no programa. Doenrt, Cha- 
crinha chegou a scr substituído. a partir de 11 de junho dc 1988, pdc 
humorista João Klcbcr. O "Velho Guerreiro?’, corno tombem ficou 
conhecido, morreu em 30 de junho de 1988, vitimado por um câncer 
de pulmão. Foi também um dos mais populares programas da televi* 
são brasileira, que kz grande sucesso nas tardes de sábado, lha um 
programa dc auditório.
4
Refcrén cia: http://wwwzmiot- 
deste.corn/onurdcste/en-
ciclo ped i a N o rd este / i n de x, 
php?tJtu]o=Chacriiiha&ltr=e&Íd_
per&o=268
O que será que isso significa: “quem não se co­
munica se trumbica”?
Chacrmha defendia que se você está no mundo, 
tem que se fazer entender pelas outras pessoas, tem 
que trocar ideias, tem que çompreender os outros, 
tem que conseguir fazer-se compreender, senão, 
você se trumbica, ou seja, nào vai conseguir estar no 
mundo, que é totalmente comunicativo.
O que será que isso significa: “quem não se co­
munica se trumbica”?
Chacrinha defendia que se você está no mundo, 
tem que se fazer entender pelas outras pessoas, tem 
que trocar ideias, tem que compreender os outros, 
tem que conseguir fazer-se compreender, senão, 
você se trumbica, ou seja, nào vai conseguir estar no 
mundo, que é total mente comunicativo
n
http://wwwzmiot-deste.corn/onurdcste/en-
http://wwwzmiot-deste.corn/onurdcste/en-
J
Sugestão de leitura para aprimoramento do 
conteúdo: acesse o endereço eletrônico abaixo e leia 
um pequeno texto, que utiliza cm seu título a fra­
se do Chacrinha, citada antenormente: “Quem não 
sc comunica, se trumbica: você sabe se expressar 
bem?*\ de Marina Oliveira, e Rita Trevisan, publica­
do no site UoL
<http://mulhcr.uol.com.br/comportamcnro/ 
noticias/rcdacao, 2013/07/22/quem-nao-se-comu- 
nica-se-trunibica-vocc-sabe-$e-exprcssar-bcm.htm>
1.1.1. 0 (?ue é Comunioa^o?
O homem é um ser social. Ele relaciona-se de 
forma interdependente com os outros homens do 
grupo, no qual está inserido. Essa convivência se dá 
por meio do processo de comunicação. Sem ela, não 
há possibilidade de sc construir um relacionamento.
Ao pensar em Comunicação, cabe ressaltar 
que ela sc dá através da fala, dos sons, dos gestos, 
da escrita. Normalmente, nós, humanos, nos comu­
nicamos utilizando todos esses tipos. Por exemplo, 
quando entramos num restaurante, somos cum­
primentados por uma recepcionista ou maitre que 
nos pergunta para quantas pessoas desejamos uma 
mesa c nos encaminha até ela. Lá, recebemos do 
garçom um cardápio, onde há os nomes dos pratos 
e algumas fotos de refeições. Após escolhermos, 
fazemos um gesto com a mào para que o garçom 
http://mulhcr.uol.com.br/comportamcnro/noticias/rcdacao%2C_2013/07/22/quem-nao-se-comu-nica-se-trunibica-vocc-sabe-%24e-exprcssar-bcm.htm
http://mulhcr.uol.com.br/comportamcnro/noticias/rcdacao%2C_2013/07/22/quem-nao-se-comu-nica-se-trunibica-vocc-sabe-%24e-exprcssar-bcm.htm
http://mulhcr.uol.com.br/comportamcnro/noticias/rcdacao%2C_2013/07/22/quem-nao-se-comu-nica-se-trunibica-vocc-sabe-%24e-exprcssar-bcm.htm
retorne para anotar em seu bloquínho ou ipad o 
que escolhemos para comer.
Nesta situação, utilizamos formas diferentes de 
nos comunicar. As vezes, usamos apenas palavras, 
por exemplo, num telefonema, ou misturamos pala­
vras e imagens, como num cbat via internet.
A Comunicação é um processo necessário para 
a construção e manutenção das relações entre os se­
tes humanos (os outros animais também têm meios 
próprios para comunicar-se, mas, neste livro, vamos 
nos ater às comunicações humanas).
Veja o esquema a seguir, no qual aparecem cs 
elementos que atuam no ato da Comunicação:
O que temos aqui?
Cada indivíduo que participa do ato da Co­
municação está, necessariamente, em determinado 
ambiente em que alguém (o emissor, locutor ou re­
metente) comunica alguma coisa (a mensagem) para 
outra pessoa (o receptor, locutário ou destinatário) 
por algum meio í canal de comunicacão), por exem­
plo, falando pessoalmente, por telefone, via carta, 
pela internet ou enviando um SMS.
Também faz parte desses elementos, o contex­
to, que c o assunto, ou seja, o conteúdo que a men­
sagem procura passar, Ainda, há que considerar o 
retorno, ou seja, a percepção de como o processo 
de comunicação está acontecendo: está funcionará 
do? Qual a reação do interlocutor?
Outro item importante a ser pensado é o ruí­
do, ou seja, será que há algo que possa truncar e in­
terromper, ou atrapalhar o recebimento da mensa­
gem? E através do retorno que temos essa resposta, 
visto que se não for satisfatória, provavelmente 
aconteceu algo que impediu a total compreensão 
do que foi dito. Pode ser que o interlocutor não 
tenha conhecimento do assunto, ou que não te­
nha ouvído direito, ou que as palavras utilizadas na 
mensagem não sejam familiares a cie, e um monte 
de outros fatores devem ser considerados para que 
hajaboa Huência neste processo.
<íNa expressão oral, o conteúdo deve ser exposto com 
ideias claras, no nível de entendimento do seu interlocu­
tor; usando vocabulário que lhe seja compreeiisivd, em 
sequência lógica fácil de se acompanhar Quanto à for­
ma, é necessário falar de modo que se possa ser entendi­
do por quem o ouve: articulação adequada dos fonemas,
ritmo nem muito rápido nem muito lento, modulação de 
voz que evite a monotonia, volume de som condizente 
Com <j local c os ouvintes. Além da elocução cuidados ít, 
não se pode esquecer a expressividade da mímica facial 
e da gcsáculaçào que reforça as ideias c os pensamentos 
transmitidos.” (MADÓI5K1S, 2011, pág 75)
O processo de comunicação pode ser bem sim­
ples e obter sucesso em seu desenvolvimento, ou ser 
dificultado por uma falha em algum dos elementos 
mencionados. Pense só: quando estamos ao telefone, 
a janela está aberta e nesse mesmo momento passa 
um ônibus trocando de marcha bem à nossa frente, 
o que pode acontecer? Talvez não escuremos o que 
nosso interlocutor esteja falando, certo? O ambiente, 
neste caso, nos atrapalhou. O ambiente tem grande 
influência na comunicação, Ele pode até determinar 
a atuação do emissor ou receptor da mensagem.
É a questão do ruído, como já mencionado^ ou, 
do retomo, ou seja, a percepção de como o proces­
so de comunicação está acontecendo. Na fala, é fa­
cilmente percebido, já que enquanto falamos, temos 
condições de entender a reação de nosso ouvinte 
interlocutor, o que nos auxilia a mudar de estratégia, 
escolher outras palavras, usar gestos, tocar o outro, 
enfim há variados recursos para que consigamos atin­
gir nosso interlocutor e transmitir nossa mensagem.
Zl
E na escrita, será que o mesmo ocorre?
Como não estamos face a fade com o interlocu­
tor, só é possível perceber se fomos compreendidos, 
por exemplo, no caso da realização de uma prova so­
bre um texto, ou quando será feita uma apresentação 
sobre aquele texto. Imagine que você está lendo esse 
livro, que faz parte de seu curso de pós-graduação, e 
vai responder, algum tempo depois, questões sobre 
o que está escrito e explicado aqui. Esta será uma 
oportunidade de verificar se a mensagem foi bem 
transmitida c se você a compreendeu bem.
Por isso, ressalto que a expressão escrita exi­
ge que sua organização seja impecável, que haja 
coerência e coesão textual e, ainda correção gra­
matical, de forma que as ideias descritas façam um 
todo de sentido e o texto possa ser lido, relido e 
sempre compreendido.
Acrescento que também se faz necessário 
que o receptor esteja preparado para participar 
do processo comunicativo, ou seja, não basta 
estar presente, é preciso envolver-se com a con­
versa. Aposto que você já passou por uma des­
sas duas situações: a) você estava falando e seu 
interlocutor parecia estar distraído, sem prestar 
atençào à sua fala ou; b) ouvindo outra pessoa fa­
lar, você “desligou”, teve a sensação de estar em 
outro lugar até que ouviu algo corno “você está 
me ouvindo?”
Acertei. Todos já passamos por isso alguma vez. 
E aí é que entra a importância do receptor participar 
da conversa prestando atenção àquilo que está sendo 
dito e responder quando for seu turno2, transfor- 
mando esse processo em um momento de sucesso 
comunicativo: todos falam, todos sc entendem.
Já o leitor, “deve ler sem se deixar distrair por 
algo que possa desviar sua atenção do texto” (NA- £
DOLSKIS^ 2011, pág. 76) e, para isso, pode desen­
volver certas estratégias visando à completa com­
preensão da leitura, como sublinhar os trechos que 
julgar mais importantes; fazer uma leitura inicial para 
detectar palavras desconhecidas, que devem ser bus­
cadas no dicionário e anotar seus significados; ler e 
anotar o que for entendendo.
Claro, para que tudo isso funcione é fundamen­
tal que a mensagem esteja coerente, que faça sentido, 
que não apresente erros ou que a linguagem não es­
teja truncada ou confusa, Ela precisa estar adequada 
aos demais elementos comunicativos — conteúdo e 
forma - para que seja compreendida.
Neste contexto, cabe estudar um pouquinho 
sobre as funções comunicativas c entender como 
elas sào importantes para todo o processo.
"O turno c a vez de cada interlocutor falai; E comum quando uma 
pessoa fala, a outra falar no mesmo tempo. roubando-lhe o turno, ou 
seja,, interrompendo aquele que estava com a palavra.
/---------------------------------------------------------------------- s
Assiste ao vídeo: “Elementos da Comunicação
para aprender mais sobre esse processo. Visite o en­
dereço eletrónico:
http://www.youtube.dom/
watch ? v ~ n() RQ \v Z-Ü -C LL
Bons estudos]
S_______________ J_____________________________ r
I.LZ. funções Gomumictrti^
Para esclarecer esta questão da Comunicação e 
sua importância para os processos educacionais^ su­
giro ler o texto que segue, de Guilherme Figueiredo, 
chamado “Sobre a Língua”, de 1970.
Vamos lá?
Xantós
Mais língua? Xào te disse que trouxesse o que há de 
melhor para o meti hóspede? I?or que só trazes língua? 
Queres expor-me ao ridículo?
Esopo
Que há de melhor do que a língua? A língua é que nos 
une todos, quando falamos. Sem a língua nada poderí­
amos dizer. A língua é a chave das ciências, o órgào da 
verdade e da razão.
Graças à língua c que sc constroem as cidades, graças i 
língua dizemos o nosso amor. Com a língua se ensina, se 
persuade, se instrui, se reza, se explica, $e canta, se de$-
http://www.youtube.dom/
creve, sc elogia, sc demonstra, se afirma. E com a língua 
que nj dizes "mãe”, “querida'* e "Deus”. É com a língua 
que dizemos "sim”. E a língua que oídcna os exércitos à 
vitória, é a língua que se desdobra os versos de Homero. 
A língua cria o mundo dc Esquilo, a palavra de Demós- 
tenes. Toda a Grécia (...) toda a Greda foi feira com a 
língua, a língua de belos gregos falando para a eternidade;
Xantós
(...)
Bravo, Esopo! Realmente tu me trouxeste o que há de 
melhor, (...) Vai agora ao mercado, e traz-nos o que 
houver de pior, pois quero ver a tua sabedoria!
(4)
Esopo
A língua, Senhor, c o que há de pior no mundo. Ê a fon­
te de todas as intrigas, o início de todos os processo^ 
a mãe de todas as discussões. E a língua que usam os 
maus poetas que nos fatigam na praça. E a língua que 
usam os filósofos que não sabem pensar. E a língua que 
mente e que esconde, que tergiversa, que blasfema, que 
insulta, que se acovarda, que mendiga, que impreca, que 
bajula, que destrói, que calunia, que vende, que seduz, 
que corrompa. E com a língua que dizemos “morre” e 
"cattelha” e “corja”. É com a língua que dizemos "não”. 
Com a língua Aquiles mostrou a sua cólera, com a lín-
gua Ulisses tramava seus ardis. Com a língua, a Grécia 
vai tumultuar os pobres cérebros humanos pfira toda 
a eternidade. Aí está, Xantõs, porque a língua é a pior 
de todas as coisas! (FIGUEIREDO, 1970, págs. 32-34)
Diante da leitura, você consegue perceber o 
quanto a língua é fundamental no processo de co­
municação? E a linguagem? Elas caminham jun­
tas. Vale ressaltar que o que fazemos com ela é o 
que vai dizer se conquistaremos ou não sucesso 
perante nosso interlocutor. Assim, se faz neces­
sário conhecer as funções da linguagem, que, no 
nosso caso, seres humanos, vai se utilizar da língua 
para concretizá-las.
Antes de estudá-las, vamos definir linguagem e 
língua para facilitar a compreensão e para que não nos 
confundamos mais ao usar o termo. Veja a seguir
De acordo com BECHARA (2009),
a linguagem c qualquer sistema de signos simbólicos 
empregado® na intercomunicação social para expressar 
e comunicar ideias e sentimentos, isto é, conteúdos de 
consciência, (pág. 29
Ela é, portanto, a capacidade de nos comunicar 
com os outros <X para isso, utilizamos os signos lin-
guísdcos3. A linguagem é a capacidade que ternos de 
produzir, desenvolver e compreender a língua c outras
J V
Sugestão de vídeo para aprimoramento do con­
teúdo sobre o signo linguístico:
h ttp: / /ww.yo u tu be. com/ wa tc h ?v=Qml_ 
cKuYMOL Visite este endereço e assista os primei­
ros quatro minutos do vídeo indicado (até a marca 
de 04:06).
Espero que seja interessante!
A língua c um conjunto dc sinais — como as pa­
lavras, por exemplo - e de leis combinatórias através 
das quais os indivíduos pertencentes a uma determi­
nada comunidade têm a possibilidade de interagir e 
comunicar-sc. A língua c um patrimônio social c cul- 
71 Os signos linguísticos são elementos representativos, constituindo- 
-sc de dois aspectos básicos: o signiticante c o significado, ©s quais 
formam um todo indissolúvel
Tenha como exemplo a palavra “casap. Quando a ouvimos, logo te­
mos uma intuem psíquica associada à materialização dessa imagem 5 
ou seja, algo que a represente de for ma gráfica, por meio dos fonemas 
que formam as sílabas. Assim, temos: como stgmhcado: moradia, a 
qual equivale a um espaço construído pelo ser humano, cuja ftinção é 
abrigã-lo ç protçgc-lo em todos ■ xs sentidos, t) significado nos remete 
à imagem mental.
Se fôssemos materializar os sons que tal palavra representa, fônetka- 
mente obteríamos: K 'A/Z/A = imagem sensor al, ora representada 
por meio dc letras. Assim sendo, temos o objeto “casa”, representado 
propriamente dito. E. por assina dizer, resta-nos considerar que esta­
mos falando exatamente do signi tirante.
2.1
tural desta comunidade, resultando de convenções, 
criada e modificada conjuntamente, por seus falan­
tes. Esse conjunto organizado de elementos possibi­
lita a comunicação. Como surge em sociedade, todos 
os grupos humanos desenvolvem sistemas com esse 
fim (comunicar-se)4.
Para aprender mais sobre esse rema, leia o tex­
to: "O que se entende por língua e linguagem?” do 
prof. Atalíba T de Castilho, da Universidade de São 
Paulo, que você encontra no site do Museu da Lín­
gua Portuguesa: http://www.museudalinguaportu- 
gucsaxjtg.br/ files/ mlp / texto_ 14.pd f
Boa leitura!
Agora, podemos conhecer as funções da lin­
guagem:
a) Conativa ou Apelativa: centrai la no recep­
tor, naquele que recebe a mensagem. Esta função 
visaà ação, à persuasão, ou seja, é utilizada para con­
seguir com que o interlocutor realize o que o emiten­
te está propondo.
Utiliza os verbos no imperativo.
£xemp/or propaganda de venda de produtos, 
campanha de doação de sangue ou órgãos.
As línguas podem se manifestar de forma oral ou gescnal* como a 
Língua Brasileira de Sinais (Libras).
http://www.museudalinguaportu-gucsaxjtg.br/
http://www.museudalinguaportu-gucsaxjtg.br/
Salve n "ma< t« 1.!i„eVida
angue
b) Fática: centrada no canal, sua preocupação 
é a de testar o contato entre os interlocutores. Serve 
para abertura, manutenção e fechamento do canal de 
comunicação.
São aquelas palavras como “né”, ou “então”, “oi”. 
£xemp/or- “Então, como eu estava te dizendo... ”
c) Emotiva ou Expressiva: centrada no emissor, 
expõe a emoção do emissor a respeito do que ele 
está falando, refere-se ao eu e à primeira pessoa do 
discurso. Manifesta opiniões ou sentimentos.
Exemplo: uma carta de amor na qual quem es­
creve elenca seus sentimentos, por quem ira recebe-la.
d) Referencial ou Denotativa: centrada no refe­
rente, o que predomina e o conteúdo. A mensagem 
passada por ela refere-se a coisas reais* Nào tem subje­
tividade, peio contrário, é objetiva* Procura informar*
É um ponto de referência.
Exemplo: informação da previsão do tempo; 
receita culinária.
Tempo para Criciúma - SC 
2(TC
Mudado
Ví-nTC S H 19 "tm.1i 
Umidade 03%
wx sáb dem seg
23? 1'- 2JJ 25-1 26?20
30
e) Metalinguística: está centrada no código uti­
lizado^ remete a outra mensagem, explica o que está 
sendo dito, fala sobre a própria linguagem. São as 
definições, as explicações, os ^parênteses” abertos 
durante a comunicacào.
3
Exemplo:Maria, vendedora de sorvete, trabalha 
próximo ao Pátio do Colégio, local aonde, em 1554, 
os padres jesuítas vindos de Portugal iniciaram a fun­
dação da cidade, com uma missa no dia de São Paulo. 
Exemplo:
Para fazer um poema dadaísta (Tristan Tzara)
“Pegue um jornal.
Pegue a tesoura.
Escolha no jornal um artigo do tamanho que 
você deseja dar a seu poema.
Recorte o artigo."
Obs.: este trecho da poesia, intitulada: "Para fa­
zer um poema dadaísta”, utiliza o código (poema) 
pata explicar o próprio ato de fazer um poema.
31
f) Poética: esta centrada na forma da transmis­
são da mensagem, trabalha, especialmente, com os 
signos, com o discurso, independente dos objetos 
reais, Nào existe apenas na poesia1. Pode ser usada 
na linguagem publicitaria e ate mesmo na coloquial, 
a do dia a dia.
Exemplo: “Se essa rua, se essa rua fosse minha.... 
Em mandava, eu mandava ladrilhar.... 
Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante.,.. 
Para o meu, para o meu amor passar!*
vem navio 
vai navio 
vir navio
ver navio 
ver nào ver 
vir não vir
vir não ver 
ver não vir
ver navios
Vale uma observação pertinente sobre tudo que 
estamos conversando:
“I l claro que essa divisão dos tipos básicos de comu­
nicação nào ocorre de forma, pura, ou seja, o uso dc 
qualquer uma das funções não implica o anulamento
" Poesia é o conteúdo, iú poema é a forma, Por exemplo, João Guima­
rães Rosa escreveu poesia em prosa.
de oucra(s). Um sermão, por exemplo, de caráter predo­
minante mente cun ativo, desde que busca persuadir os 
receptores para um determinado comporta mento, pode 
também manifestar e despertar emoções, cumprin­
do então, com a função emotiva. Poderá ainda induir 
referências, ao narrar, por exemplo, fatos históricos.” 
(WALDECiC & SOUZA, 1980, pág 75)
Deste modo, com es sus informações, vamos 
pensar nas ações do tutor em EaD. Eic tem o texto - 
e nada mais - para desenvolver uma postura de edu­
cador com seus alunos* Será, portanto, através das 
palavras que escolher para suas respostas ou solici­
tações que este profissional cativará seus estudantes.
Se ele for ríspido, pode fazer até com que O 
aluno abandone o curso, idem se for indiferente, se 
"desaparecer” e deixar o aluno sem respostas por 
muito tempo.
Ao contrário, se for generoso em suas respostas» se 
procurar cativar seu aluno, fazendo-lbr elogios, levantan­
do pontos pertinentes em suas respostas, o aluno sentír- 
-sc-á respeitado e motivado a continuar participando.
Veja que nao está sendo defendida a posição de 
"'amigao” para o tutor. Muito pelo contrário* O tutor 
tem o texto elaborado pelo aluno para dele retirar 
elementos que vai utilizar em seus “elogios'’ c mo- 
tivaçòes. Não c uma postura de está tudo bem, vou 
55
acarinhar meu aluno de todo jeito, dizer-lhe palavras 
doces que sua função estará cumprida.
De modo algum!
Por mais que um aluno goste de ser elogiado, é 
importante perceber cm seu tutor o conhecimento 
do conteúdo. Assim, elogios pessoais são menos im­
portantes que elogios a partir do conteúdo, ou seja, 
a proposição de ampliação da resposta, com amplia­
ção da visão sobre a questão em pauta.
Mais adiante, vamos tratar especificamente do 
tutor e de como se comunicar com seu aluno em 
cursos não presenciais.
Gondusão
Agora que você estudou sobre a Comunicação, 
definindo-a c conhecendo suas funções, já está pre­
parado (a) para entendera importância desse proces­
so na Educação — presencia! u a distância.
Comunicar-se com seus alunos, fazer-se enten­
der e entendê-los é metade do percurso para obter 
sucesso na ação docente, objetivo principal do tutor 
que acompanha um curso online.
1. Faça a correspondência entre as duas colunas:
a) Função referencial
b) Função emotiva
c) Função conativa
d) Função fálica
e) Função metalínguísdea
f) Função poética
( j Alô, está me ouvindo?
( ) Persuadir.
( } São 19h35 em Sào Paulo,
( ) Nao gosto de bolo de laranja. Penso que de 
cenoura é mais gostoso.
( ) Eu canto por que o instante existe c a minha 
vida está completa.
Nao sou alegre nem sou triste. Sou poeta. 
(Clarice Lispector)
( ) Por favor, o que significa a palavra search 
em inglês?
- Search, cm inglês, significa pesquisa.
2. Leia o trecho a seguir e, diante do conteúdoda unidade 1, explique com suas palavras o que ele 
quer dizer:
55
“Embora estingamos seis aspectos básicos da lin­
guagem, dificilmente lograríamos, contudo, encon­
trar mensagens que preenchessem uma única função. 
A diversidade reside não no monopólio de algumas 
dessas diversas funções, mas numa diferente ordem 
hierárquica de funções. ,y(Jakobson, 1969, pág, 31)
3. Hlcnque os elementos da Comunicação e ex­
plique cada um deles com suas palavras.
4. O que é Comunicação?
5. Explique a frase: “Quem não se comunica se 
trumbica”*
Õb
UNiCOE l
Gomuríwiçào, Informática e 
a Tutoria fletrôro
“Talvez estejamos em breve pedindo aos alunos que 
liguem seus celulares em vez de desligâ-los." 
Romero Tori
Introdução
O homens» como scr social, precisa da lingua­
gem paia comunicar-se. Sem isso, nào haverá co­
municação* Se estivermos pensando na Educação a 
Distância» processo de comunicação tem os recursos 
informáticos, que serão escolhidos pelos elaboiado- 
res do curso, ou pelo próprio tutor, a partir do que 
está planejado para o referido curso — como o conte­
údo deste livro, por exemplo - c o “talento” do tutor 
que acompanha os alunos durante o curso.
Neste sentido, a interação que é desenvolvida 
entre tutores e alunos é de fundamental importância 
para o sucesso do cursa Sem ela, quando o tutor é 
apático, apenas diz “ok” para as atividades e gerencia 
a agenda de atividades, a chance dc que os alunos 
des apareça m será muito grande,
O aluno em EaD precisa contar com alguém 
que faça a ponte entre todos os elementos envolvi­
dos naquilo que ele, por diversas razoes, escolheu 
51
estudar. Sem essa ponte, como ele poderá atravessar 
para o outro lado c concluir seu curso?
Vamos estudar sobre este tema na unidade que 
estamos começando. Bons estudos!
21 GoiVWicz^o e Informática 
na -Educado a Distancia
Pata começar nossa conversa, vamos fazer 
uma volta nu tempo para relembrar como a tecno­
logia entrou cm nossas vidas. I ’la está presente no 
dia a dia de cada um de nós, seja em nossas casas 
(micro-ondas, telefone celular, notebook, chuveiro 
elétrico etc), seja cm nossos locais de trabalho (ele­
vador, máquina copiadora, cafeteira, mesa etc), nos 
bancos ou caixas eletrônicos, nos supermercados 
(frcczcrs, leitores de código de barras, balança etc) 
ou até mesmo nos lugares que vamos apenas para 
nos divertir (montanha-russa, projetor de filmes 
3D, máquina de pipoca etc).
E na Educação? Também há muitas tecnologias, 
das mais simples, que não exigem eletricidade para se­
rem manuseadas, como um lápis, uma caneta, um giz, 
mas que prescindem de várias tecnologias e técnicas 
para serem criadas, ate aquelas que precisam nào só da 
eletricidade como da internet para serem utilizadas e 
fazerem sentido por estarem na escola, como a lousa 
digital, os computadores, as impressoras e scanners.
A Educação a Distância (EaD) teve suas primei­
ras atividades no final do século XVIU, quando foi 
utilizado o ensino por correspondência. De lá para cá, 
foram realizadas diversas experiências com o intuito 
de buscar novas metodologias de ensino Para isso, até 
o rádio foi utilizado, seguido da televisão c, posterior­
mente, de recursos computacionais e internet.
“□ Ensino a Distância c uma Forma dc comunicação 
entre aluno c professor que não se encontram lio mes­
mo local. Seu o objetivo é prov er o acesso à informação 
a um gmnde número de pessoas ao mesmo tempo, in­
dependente de horários c do grau dc escolaridade an­
terior, promovendo a eficiência, a eficácia c a qualidade 
do ensino, A EaD permite a constante atualização dos 
alunos nas diversas áreas dc ensino e a com piem um ação 
do ensino tradicional. De acordo com Nunes (96), mais 
de 80 países, nos cinco continentes, adotam a EaD em 
todos os níveis de ensino, através de sistemas formais 
c não-formais de ensino, atendendo a milhões de estu­
dantes.” (Sl ZLKl & BONFIM, 1998)
A 1 iaD faz parceria com as TI Cs (Tecnologias de 
Informação e da Comunicação) na Educação para acon­
tecer Estas promoveram - e ainda continuam promo­
vendo - muitas transformações significativas na sala de 
aula e nos modos de ensinar, aprender c comunicar-se.
Esta correto e mais do que comprovado que 
o uso de recursos informáticos na Educação vem 
enriquecendo os ambientes de aprendizagem, pois 
trazem sempre novidades e, acima de tudo, respei­
tam o ritmo próprio do aluno.
Enquanto interage com o computador no curso 
online, cada estudante é um sujeito ativo, que através 
da navegação e utilização dos recursos, pode obter 
informações e esclarecer suas duvidas mais rapida­
mente. Cada atividade que o aluno desenvolve vai 
dando-lhe a possibilidade de questionar-se c refletir 
sobre as próprias ações e sobre os meios diversos 
para resolve-la.
Ainda, há um fator extremamente pertinente, 
que é a questão da colaboração que vai sendo deline­
ada naturalmente enquanto os alunos participam dos 
fóruns de discussão, por exemplo. Assim, cada aluno 
passa a ser um agente de sua própria aprendizagem.
Neste momento, com ele pode contar, ou ain­
da, quem será o incentivador para que tudo isso 
aconteça? 0 tutor, pois é essa figura que estará mais 
próxima do aluno, mesmo que seja uma presença 
virtual (e muitos alunos jamais conhecerão pcssoal- 
mente seus tutoresÇ.
Há, porém, outros envolvidos e, por conta de 
sua dinâmica, faz-se necessário que todos aqueles 
envolvidos com a Educação a Distância tomem 
novos posicionamentos e desenvolvam novas pos-
40
ruías diante da realidade que vem se alterando dia J*
a dia. E importante que sejam adotadas novas me­
todologias para a construção dc um sistema edu­
cacional que esteja pareado cem a nova realidade 
cultural c tecnológica.
Assim, somente uma formação continuada 
poderá dar a esses profissionais - tutores, professo­
res, elaboradores dos cursos egestores das institui­
ções que oferecem cursos em EaD - as habilidades 
e competências especificas para vi venci ar o mundo 
virtual e poder guiar os alunos para completarem 
este percurso.
Também se deve levar cm conta que um dos 
objetivos da EoD c a formação dc um indivíduo 
com pensamento crítico, que consiga, diante de pro­
blemas, buscar soluções e resolvê-los a partir de seus 
conhecimentos sobre o conteúdo c dc suas habilida­
des de busca no mundo virtual.
Aqui entra uma habilidade fundamental do tu­
tor; a Comunicação. Sem ela, não haverá nenhuma 
possibilidade de sucesso no curso. Quando sucesso é 
mencionado, não está se referindo apenas ao térmi­
no do curso com obtenção dc certificado.
A intenção c término com qualidade, aprendi­
zagem e desenvolvimento dc habilidades especificas 
que farão parte do escopo dos alunos, ou seja, que 
entrarão na bagagem cultural e profissional de cada 
indivíduo. O que o aluno aprende em seu curso o au-
4!
xiliará em sua vida profissional, já que, de um modo 
geral, os alunos em EaD buscam formação e apri­
moramento profissional.
j—7------------------------- --- ;—s
Visite o endereço eletrônico abaixo e leia o ar­
tigo: "O que significa ter sucesso na vida pessoal e 
profissional?'', de Jerônimo Mendes, e reflita sobre 
o tema.
http://www.administradores.com.br/ artigos/ 
carreira/o-que-significa-tcr-sucesso-na-vida-pesso-
a 1-e- pr ofi ssional/68367/
Espero que a leitura o incentive a dedicar-se 
cada vez mais ao seu curso em EaD e a estudar com 
bastante afinco os conteúdos trabalhados.
Boa leitura!
S______________ ________________________________r
Z.2-. Educci^o A Distância
Para entender melhor o tema aqui desenvolvi­
do, vamos pensar sobre a Educação a Distância.
Para o MEC, a Educação a Distância é a mo­
dalidade educacional, na qual alunos e professores 
estão separados, física ou rcmporalmcntc c, por isso, 
faz-se necessária a utilização de meios e tecnologias 
de intor inação e comunicação. Essa modalidade é 
regulada por uma legislação específica e pode ser im­
plantada na Educação Básica (educação de jovens e 
adultos, educação profissional técnica de nível mé­
dio)c na Educação Superior.
Consulte cm:
http: / / portal, mec.gov. 
br/index.php?option = com_ 
co n ten t& v ic w=ar ú c le&id—12823 :o -q ue-e-cducacat >a- 
-distancia&ca dd=3 5 5&Item i d=2 30
http://www.administradores.com.br/
mec.gov
2-.2.I. Mais UM Pouso Gobre Ead
A EaD não é novidade. Ainda assim, diante 
dos recursos tecnológicos que surgem dia a dia, vem 
crescendo exponencialmente. Um dos fatores é, sem 
dúvida, a necessidade de informação e conhecimen­
to que a sociedade, baseada cm informação e na ex­
plosão do conhecimento, vem exigindo.
"A sociedade demanda cada vez mais novas habilidades 
c conhedinenios por parte da força produtiva, assim 
como novos * produtos’’ do sistema (novas profissões, 
intcrdiscipHiurtdadc etc.). Somente a educação presen­
cial não dá mais conta dessa demanda?’ 11ERMIDA & 
BOM FIM, 2006, 16")
De acordo com a UNESCO, há quase vinte 
anos atrás, a tendência da Educação Superior as­
sociada aos novos desafios resultantes do desen­
volvimento das TlCs (Tecnologias de Informação 
e Comunicação), era de que os sistemas de ensino 
tivessem que redefinir, do ponto de vista legal e pe­
dagógico, o papel e a missão das instituições univer­
sitárias para poder orientar o desenvolvimento cm 
função de novos enfoques e possibilidades.
Tal tendência deu-se nao só no Ensino Supe­
rior, mas em todos os níveis educacionais, inclusive 
45
no Ensino Fundamental, pois os próprios estudan­
tes utilizam uma gama grande de tecnologias, o que 
forçou a adequação à nova realidade.
Vi vemos num contexto em que o mercado de 
trabalho está cada dia mais exigente com os profis­
sionais e sua formação e qualificação. Associado a 
isso, tem-se uma falta de tempo de todos, a quai im­
pera cm nossa vida cotidiana (vivemos num mundo 
capitalista selvagem), que tem encontrado na EaD 
a possibilidade principal de qualificar u trabalhador 
sem tirá-lo de seu ambiente de trabalho, ou sem que 
haja muito sacrifício de locomoção entre trabalho- 
-cscola ou casa-escola.
A
E uma forma de democratizar o ensino (com 
vistas ao mundo do trabalho, não se pode esque­
cer nem negar essa condição) que tem gerado o 
crescimento dos cursos cm EaD c, com isso, am­
pliando a oferta de trabalho -ca necessidade — 
para tutores eletrónicos.
Z.X.Z. Componentes do 'Sistema de 
Educado a Distância
Nos sistemas de desenvolvimento de EaD são 
utilizadas diversas ferramentas tecnológicas, as quais 
tem a intenção de promover a comunicação “educa­
cional’’, ou seja, comunicar os conteúdos, atividades 
e objetivos de determinado curso.
44
Estes vêm auxiliar os participantes dos cursos 
nos processos de ensinar e aprender na modalidade 
a distancia e, com isso, abrem novas possibilidades 
de ensino cr aprendizagem — agora não presenciais, 
já que, por meio da rede mundial de computadores, 
cada participante pode estar geograficamente em lu­
gares diferentes*
E quais são os elementos que compõem um 
curso em EaD6?
São u aluno, o tutor, a estrutura organizacional 
do curso (da qual o docente faz parte, pois c quem 
constrói pedagogicamente o mesmo) c a comunica­
ção, Se um deles faltar, ou falhar, o curso não acon­
tecerá a contento.
De acordo com Landim (1997), há quatro carac­
terísticas necessárias fundamentais para o sistema de 
Educação a Distância obter êxito, que são os seguintes:
- <) aluno: é o centro do processo educativo;
- O docente: será o motivador c possibilitador 
da aprendizagem cooperativa e interativa no am­
biente virtual (aqui, referimo-nos ao tutor);
- A comunicação: será realizada através de ma­
teriais impressos, audiovisuais, digitais - Internet^ 
softwares, CD-ROM, vídeos interativos, hipermí-
Não esramos aqui nos referindo aos cursos autoinstrucioftais., que 
não prescindem da figura do tutor, pois não está para eles planejado o 
acompanhamento pedagógico das atividades do curso.
45
dia. etc - e a tutoria mediando os momentos presen­
ciais e/ou virtuais;
- A estrutura c organização: responsável pela 
distribuição de materiais, processos de comunica­
ção e avaliação.
Observe o quadro a seguir. Nele, cada compo­
nente está ocupando uma posição. Reflita sobre cada 
um deles.
Comunicação
(meios utilizados)
Tutor 
(responsável por intermediar a aprendizagem e 
promovera comunicação)
Docente 
(constrói o curso, pensa cm como os percursos da 
aprendizagem acontecerão)
Aluno 
(centro de todo o processo educativo, razão de ser 
do curso em EaD)
Estrutura
(responsável pelos recursos estarem funcionando per­
feitamente— materiais, administrativos c humanos)
Iodos dos elementos acima referidos devem 
estar cm plena harmonia, para que obtenhamos 
bons resultados num curso cm EaD. Segundo Mo 
ran (2()U2), aprendemos melhor quando vivencia- 
mos, experimentamos, sentimos, quando relacio­
namos, estabelecemos vínculos, laços entre o que 
estava solto, caótico, disperso, integrando-se em um 
novo contexto, dando-lhe significado, encontrando 
um novo sentido.
"Aprendemos realmenre quando conseguimos transfor­
mar nossa vida em um processo permanente, paciente, 
confiante u afetuoso de aprendizagem. J*aciente porque 
nunca acaba. Paderne porque os resultados sem sempre 
aparecem imediatamente e sempre se modificam. Con­
fiante^ porque aprendemos mais se temos uma atitude 
confiante, positiva, diante da vida, do mundo e de nós 
mesmos. Processo afetuoso, impregnado de carinho, 
ternura, de compreensão, porque nos faz avançar muito 
mais," (MORAN, 2002, pãg. 24)
O autor quer dizer que aprendemos pelo pensa­
mento, pelo encontro
com o significado. Ainda, aprendermos quando 
interagimos com o mundo, pelo interesse; pela ne­
cessidade, pelo desejo de conhecer, de interagir com 
o meio social e cultural diverso.
J
Conheça mais o trabalho do prof. José Manuel 
Aíoran, um dos maiores estudiosos sobre a EaD. 
Visite: http://xvwvv2.cca.Lisp.bi moran/ e encontre 
artigos, indicações bibliográficas e entrevistas.
22.5. £ as Linguagens Utilizadas em 
£ad? Um Pouco 'Sobre as Tícs (Tecno­
logias e Informado na Educação)
Pensar sobre as linguagens utilizadas em con­
textos de EaD nos remete a muita dúvida. Dc acor­
do com BEHLINCt e CRUZ (2008):
"No$ tíltimos anos, a rapidez de contato permitida pe­
las ferramentas da internet e dos ambientes virtuais de 
aprendizagem (AVA) tem trazido questões sobre até 
que pomo o diálogo, a interação, a mediação e a cola­
boração podem levar à transformação da informação 
em conhecimento. Autores ainda discutem se interação 
e interatividade podem ser consideradas sinônimas e se 
sua ocorrência e intensidade poderiam ser responsáveis 
por motivar ou auxiliar na aprendizagem/’ (pág. 375)
Isso significa dizer que o que está cm pauta é a 
discussão sobre quais são as mudanças que as TICs 
(Tecnologias da Informação e da Comunicação) vêm 
trazer para a realização de processos, até então, con­
4?
http://xvwvv2.cca.Lisp.bi
siderados básicos para qualquer indivíduo, ou seja, 
leitura c escrita.
Percebe-se que as linguagens que surgiram a 
partir da inserção das TICs não só na Educação, mas 
na vida de uma criança ou um jovem, por exemplo, 
provocaram mudanças até mesmo no modo desse 
indivíduo pensar a Comunicação.
Atualmente, lançamos mão de e-mails, chats, 
fóruns, torpedos, participação ou criação de blogS 
etc, para nos comunicar com todos aqueles que nos 
rodeiam, não c verdade?
Um dia desses, cu mesma me peguei satisfei­
ta por não ter que telefonar para uma amiga para 
combinar nosso encontro. Marcamos tudo - dara, 
horário e local — trocando três torpedos. Afinal, se 
nos falássemos ao telefone, “colocaríamos toda a 
conversa em dia” c, ao nos encontrar, ccrtamcnte 
que teríamos outras coisas para falar, mas aquelas, 
faladas durante uma possível longa ligação telefôni­
ca nao teriam o mesmo encantamento se contadas 
pessí ja Imente...
Marquei o encontro via tecnologia digital e 
aguardei a data agendada. Feliz!
Pois e. Estamos incorporando às nossas vidas 
e aos nossos relacionamentos, todas as marcas do 
virtual,ou seja, as linguagens modificaram-se e nós 
as adotamos sem nenhum penar. Assim, “textos, gra- 
ficos, fotos e os mais diversos e criativos recursos na 
busca de expressão e comunicação com seus pares" 
(SOUZA, 2001) faz parte da nossa história e não 
sofremos com isso.
Na EaD mo poderia ser diferente!
A preocupação deve voltar-se para a formação 
dos professores, que devem incorporar essas mes­
mas linguagens às suas práticas profissionais, Como 
já sabemos, a oferta de EaD tem crescido substan- 
cialmente e este é um processo em plena ascensão.
Qual a habilidade fundamental em toda essa 
história?
A Comunicação!
”A comunicação por mundos virtuais C, portanto, cm 
certo sentido, tuais interativa que a comunicação tele­
fônica, uma vez que implica na mensagem, tanto na 
imagem da pessoa como a da situação, que são quase 
sempre aquilo que está cm jogo na comunicação. Aías 
cm outro sentido, o telefone é mais interativo^ por­
que nos coloca cm contato com o corpo do interlocu­
tor. Não apenas uma imagem de seu corpo, mas sua 
\oz, dimensão essencial de sua manifestação física." 
(LÉVY, 2005. pag 81)
E aqui que está a chave da questão; desen­
volver processos comunicativos de boa qualidade 
para que possamos ser, professores e tutores, cada
50
VCZ mais interativos com nossos alunos nos am­
bientes virtuais.
Acredite que se você quer ser educador, a 
probabilidade de atuar em plataformas virtuais é 
grande. O número de alunos na modalidade EaD 
crescendo vertiginosa mente, como está aconte­
cendo, vai abrir diariamente o mercado de traba­
lho e vai precisar de você!
A dica é formar-se bem e compreender que as 
habilidades comunicaciunais (pense no ato comuni­
cativo c suas funções, conteúdo da unidade 1) devem 
ser trabalhadas por você para lidar com os alunos, os 
conteúdos, os ambientes virtuais de aprendizagem 
(AVA) e quaisquer questões advindas do curso com 
o qual você estiver envolvido e... voilá! Eis que sur­
ge um tutor online pronto para atuar e promover 
aprendizagem c busca pelo conhecimento!
Acrescento que, para Davidson (1994), a base 
de nosso conhecimento é a comunicação, ou seja, a 
comunhão com as pessoas que estão no mundo, que 
é ã medida das coisas que nos cercam.
"O conhecimento emerge do compartilhamento e da 
rcssigruficaçâo c nau da busca de verdades ou conceitos 
herméticos. Essa noção é contra as análises de significa­
dos e verdades Sobre os objetos em debate c a favor da 
boa vontade em compartilhar crenças e construir novos 
sentidos, relacionando com o cuiitcxto, com os dife- 
51
■entes repertórios e com a situação conuunicadonaL” 
(BEI UJNG e CRUZ, 2008, pág. 378)
Enxergue todos os recursos como possíveis 
ferramentas para desenvolver sua missão educativa 
— desde os e-maíls até os torpedos, tudo é linguagem 
e pode fazer parte de um curso em EaD.
Explore todasT e bom trabalho,
Conclusão
Como educador online, não tenha medo de ex­
perimentar. Faça isso. Experimente. Seus alunos o 
auxiliarão e a chegada ao conhecimento será de am­
bas as partes.
Alunos c professores que trabalham juntos, cs- 
pecialmcntc cm contextos virtuais, que nao contam 
com a presença física, com o olho no olho, não po­
dem ser monótonos, sombrios, nem distantes.
A única distância que pode acontecer será a fí­
sica, já que cada um pode estar até mesmo em países 
diferentes.
Aproximc-se de seu aluno, mostre-se disponí- 
J* 
vel e presente. E, presente. Lm pesquisador muito 
respeitado na área da EaD, o professor Romero Tori 
(2010) escreveu um livro tocando neste tema e o in­
titulou ‘"Educação sem Distância", já que, segundo 
52-
ele, podemos quebrar a barreira do afastamento físico 
nos fazendo presentes, por exemplo, através do afeto. 
Esta c uma estratégia que sempre funciona: 
criar laços com os alunos. Vou te contar uma coisa: 
já ouvi cada história dos meus alunos da modabda- 
de a distância..„ Verdade.Já ouvi sobre traições, an­
gústias, conquistas, grandes mudanças.... Todas essas 
histórias chegaram a num por conta do estar junto 
virtual (proposta do Tori).
Eu fui aluna do professor Romero e vivi a ex­
periência da minha primeira videoconferência na 
disciplina que cursei com ele na Escola Politécnica 
(USP), cm 2001.
O homem, como ser social, precisa da lin­
guagem para comunicar-se. Sem isso, não haverá 
Comunicação. Acrescento: sem afetividade, nào 
conseguiremos um fato fundamental na aprendi­
zagem: a cumplicidade.
Veja, você nào precisa ser o melhor amigo do 
seu aluno, mas ele precisa saber que você está ab 
por causa dele.
55
QU&STÕES
1. De acordo com Landim (1997), há quatro ca­
racterísticas necessárias fundamentais para o sistema 
de Educação a Distância obter êxito, que são os se­
guintes (Indique-as e explique-as):
2. Explique, com suas palavras, a ideia do prof 
Muran (2002j que acredita que aprendemos melhor 
quando vivenciamos, experimentamos, sentimos, 
quando relacionamos, estabelecemos vínculos, laços 
entre o que estava solto, caótico, disperso, integran­
do-se cm um novo contexto, dando-lhe significado, 
encontrando um novo sentido.
3. Para a consecução de um dos objetivos da 
EaD - formação de um indivíduo com pensamento 
crítico, que consiga, diante de problemas, buscar so­
luções e resolve-los a partir de seus conhecimentos 
Sobre o conteúdo e de suas habilidades de busca no 
mundo virtual. O que você, aluno de um curso nes­
ta modalidade, possivelmente futuro tutor, proporia 
para sua plena realização? Qual habilidade é funda­
mental neste processo?
54
4. Você concorda com a colocação do professor 
Homero Tori de que, qualquer dia desses, ao invés de 
pedirmos aos alunos que desliguem seus celulares, 
estaremos pedindo que os liguem? Explique.
5. I ,uia o trecho a seguir:
“A sociedade demanda cada vez mais novas ha­
bilidades e conhecimentos por parte da força produ­
tiva, assim como novos “produtos1" do sistema (no­
vas profissões, interdisciplinaridade etc.), Somente a 
educação presencial não dá mais conta dessa deman­
da. ” (HERMIDA & BONFIM, 2006, pág 167)
Agora, expresse, com suas palavras, Seu enten­
dimento sobre a mesma*
55
UNlMDE 5
Tutoria em £aD
íc£m soh do tamanho do que vejo e não do 
tamanho de minha altura.” 
Fernando Pessoa 
Introdução
Nas últimas décadas, a Educação a Distância 
(EaD) vem ampliando diariamente sua presença nas 
mais diversas arcas da sociedade, espe cia Imente por 
conta do surgimento de novas tecnologias.
Há novos espaços que estão sendo ocupados 
pata promoção de aprendizagem e construção de 
conhecimento, os espaços virtuais, especialmente 
possíveis por conta dos AVAs - Ambientes Virtu­
ais de Aprendizagem, A escola, com isso, tem dei­
xado "de ser o único lugar de legitimação do sabef\ 
(MARTIN-BARBERO, 2011, pág 129)
Tal fato parte da constatação de que “existe uma 
multiplicidade de saberes que circulam por outros 
canais, difusos e descentralizados" (AIARTIN-BAR- 
BERO, 2011, pág 129), E o mesmo que dizer o que 
todo educador sabe, mas talvez feche os olhos para 
essa informação: aprende-se dentro e fora da escola e, 
muitas vezes, o problema da escola está em aceitar que 
ela está obsoleta, precisando modernizar suas práticas.
51
Ima possibilidade de mudança é via EaD, mo­
dalidade de ensino que, necessariamente, tem que ser 
diferente do tradicional ditar-falar do mestre-escola, 
principal mente devido às inimitas possibilidades que 
são geradas quando coloca-se um curso no “ar”, no 
qual qualquer indivíduo, desde que fale a língua em 
que o curso foi construído, tem seu espaço.
De acordo com esse panorama, a EaD poten­
cializa as possibilidades de levar Educação a lugares 
e pessoas que, não fosse a inserção das tecnologias 
interativas de informação e comunicação - TICs - 
não teriam acesso.
Embora a evolução tecnológica esteja deixan­
do marcas importantes no processo de maturação 
da EaD, ê fundamental pensar se, neste contexto, 
a comunicação a acompanha, Sc não, esta pode 
ser uma limitação que venha a emperrar o pleno
desenvolvimentodos processos educacionais com 
apoio das TICs e, portanto, superar essa limitação 
sc faz necessário.
É importante considerar se as mídias, a plata­
forma c suas ferramentas, assim como a ação do­
cente — interativa e avali ativa - estão respeitando a 
díade educação-comunicação, visto que nem sempre 
os educadores pensaram sobre esse tema* Para eles 
a comunicação é pano de fundo de toda sua prática, 
já que lhes cabe planejar uma aula, ministrá-la e ava­
liá-la., atividades corriqueiras que não aconteceriam 
sem que os processos comunicativos não estivessem 
presentes e bem delineados.
Para fazer Educação é preciso planejar as for­
mas pelas quais a comunicação vai acontecer, en­
tão r Simultaneamente, de acordo com as premissas 
da edncomunicação? Talvez essa questào não esteja 
clara para os profissionais pedagogos, valendo uma 
importante reflexão sobre o assunto.
Segundo as premissas da educomunicaçao é ne­
cessário, sim, que haja o item comunicação nos pla­
nejamentos docentes. O mesmo se dá tendo em vista 
atual demanda de cursos cm EaD. Na atual conjun­
tura, uma capacitação eficiente dc profissionais de 
Educação para lidar com esta realidade é primordial 
e, dentro de princípios educomunicativos.
Assim, pergunta-se: Como fazer com que os 
profissionais desenvolvam açòes educativas focadas 
nos processos de comunicação? Como lazer com 
que o educador se faça entender — metodologica­
mente c sobre seu conteúdo?
Um possível caminho vem sendo trilhado pela 
c d u comunicação, Mas, o que é cducomunicação?
5.L A £difcon'iu.nicíi^ão nos Cursos em 
EaD Parcerá Necessária Gom A Educado
Estudiosos, especialmente da área da comu­
nicação, como <> prof. Dr. Ismar de Oliveira7, vem 
tentando arduamente responder a essa questão. Há 
uma in ter-relação entre as duas grandes áreas dc co­
nhecimento, prioritárias e merecedoras dc atenção 
— a Educação e a Comunicação. Esta relação aponta 
para a emergência do desenvolvimento dc um campo 
dc intervenção social que promova suporte concei­
tua! e metodológico para que os envolvidos cm pro­
cessos de EaD compreendam a importância da ação 
comunicativa para o bom convívio entre as pessoas, 
l ambem fundamental é compreender a pertinência 
da produção do conhecimento e da elaboração e im­
plementação de projetos com foco na colaboração 
que promovam protagonismo c mudanças sociais.
Jornalista, Doutor em Comunicação pela l í CA US P, Pesquisador da 
“I''ikLcomunicaçãfí’' c Coordenador do NCH ■ Núcleo íle Comunsca- 
çãoe Educação th Escola de Comunkações c Artes da CSP.
60
As práticas edu comunicativas podem, portan­
to, contribuir para que as propostas dos Parâmetros
Curriculares Nacionais
uma de suas principais ligações com a Educação e a 
Pedagogia, a ciência da educação por excelência.
Os PCNs formam um documento cujo obje­
tivo é apresentar as diretrizes elaboradas pelo Go­
verno Federal para orientação da Educação. Embora 
não tenham caráter obrigatório são fruto de um ár­
duo trabalho de educadores com intuito de melhorar 
a Educação nacional.
Para saber sobre os PCNs, visite o seguinte en­
dereço eletrónico: http://portal.mcc.gov.br seb/ar­
quivos/ pdf,/livro01.pdf, no qual você vai perceber a 
importância dessa documentação para a Educação. 
Boa leitura!
A partir do momento em que a educomunica- 
ção propõe que nos espaços escolares - formais e in­
formais — sejam desenvolvidos ecossistemas comu­
nicativos abertos, dialógicos e criamos, quebrando 
a hierarquia na distribuição do saber que está posta 
há pelo menos cinco séculos no Brasil, abre-se para 
abraçar as práticas educativas c associar-se a elas.
' http:/ ' portaLmec.gov.br j seb/irquivos/pdf/ü vroOl.pdf
61
http://portal.mcc.gov.br
portaLmec.gov.br
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s?
O resultado dessa união? Produção de conhe­
cimento, de cultura, de vida c dc protagonismo. 
Este último está relacionado a uma ação quando 
esta, na sua execução, faz do educando seu ator 
principal. Ainda, por meio desse tipo dc ação, o 
indivíduo adquire e amplia seu repertório cogniti­
vo e interativo c aumenta sua capacidade de inter­
ferir de forma ativa c construtiva cm seu contexto 
social - escolar e comunitário.
Pode-se concluir, então, que a educomuni- 
caçao tem o objetivo de promover a busca pela 
cidadania, aqui, vista sob a óptica do direito à ex­
pressão c à comunicação.
A educomunicação está baseada nos seguintes 
pressupostos:
a) integraras praticas educativas o estudo siste­
mático dos sistemas de comunicação, como proposto 
bl
pelos PCNs em relação a como os meios de comuni­
cação agem na sociedade e, diante disso, buscar for­
mas de colaborar com os alunos de forma positiva, 
sem se deixarem manipular;
b) criar e fortalecer ecossistemas comunicati­
vos em espaços educativos de modo a criar e rever 
as relações de comunicação na escola, entre direção, 
professores e alunos, hem como da escola para com 
a comunidade, criando sempre ambientes abertos e 
democráticos;
c) melhorar o coeficiente expressivo e comuni­
cativo das ações educativas.
Paia que estes princípios sejam cumpridos, em 
cursos planejados na modalidade EaD, um ator im­
portante é o tutor online, que convive com os alu­
nos, mesmo que a distância. E o tutor que interage 
com eles através de seus textos e participações nos 
fóruns e é a quem primeiro recorrem, pois sua figura 
representa tfa voz do outro lado da tela”, além de set 
quem está mais próximo dos alunos.
De acordo com KAPLÚN (1999, pág. 68), se 
a Comunicação desenvolvida nas instituições de 
ensino abarca o campo da mídia, mas não apenas 
esta área, ela...
abarca também, e em lugar privilegiado, o tipo de 
comunicação presente em rodo processo educativo, 
seja ele realizado com ou sem o emprego de meios, 
Isso implica considerar a Comunicação não como 
um mero instrumento midiático c tecnológico, e sim, 
antes de tudo, como um componente pedagógico.
Tem-se, portanto, que Educação e Comunica­
ção estão intimamente ligadas sendo que, pensar 
cm Educação pressupõe pensar cm Comunicação 
c vice-versa. Ambas devem ser, aos olhos de estu­
diosos de qualquer uma das áreas, indissociáveis. 
Ainda, pensar em processos educacionais só faz 
sentido se a Comunicação estiver presente sendo 
o inverso verdadeira.
Xo contexto da EaD, essa afirmação fica mais 
concreta: o que espera-se cm cursos a distância, é 
que sejam formadas comunidades de aprendiza­
gem e que pessoas unam-se a partir de interesses 
em comum (por exemplo, a temática do curso que 
estão participando) e comecem a desenvolver par­
cerias e vínculos que propiciem a aprendizagem e 
a construção de conhecimento.
Desse modo, faz todo sentido que as dinâmicas 
planejadas sigam os princípios educomunicativos 
e que Educação e Comunicação não sejam, jamais, 
pensadas separadamente.
Cabe ao tutor online a importante tarefa de 
mediar todos esses processos. Ele está no “olho do 
furacão” devendo, por conseguinte, não perder ne­
nhuma chance de incentivar a construção do conhe­
cimento c a formação das redes eolaborativas entre 
os participantes dos cursos que tutorar.
A esse processo dá-se o nome de mediação pe­
dagógica, ou seja,
processo, contínuo de mào dupla, no qual o objetivo 
;i ser alcançado é a produção de um acordo entre as 
partes para facilitar c promover a processo de apeendi- 
xagem, de construção de conhecimento.
Mediação pedagógica será o encaminhamento dado 
pelo professor às atividades educativas de forma a mo­
tivar a aprendizagem do aluno -ca sua própria — sen­
do seu papel o de íncentivador de atitudes ativas deste 
aluno frente às informações recebidas para que sejam 
processadas, contextuai tzadas e transformadas em co­
nhecimento. (BARREIRO, 2004,pág. 96)
O objetivo final do processo de mediação peda­
gógica é o de que o aluno produza um conhecimen­
to que lhe seja significativo, que se incorpore ao seu 
mundo e que o ajude a compreender sua realidade e 
nela interferir para transformá-la e melhorã-la sem­
pre que sentir necessidade.
Para saber mais sobre o processo de mediação 
pedagógica, recomenda-se a leitura da tese de Solan- 
ge Gervai (PUC-SP), em especial seu capítulo 1.
Vá ao seguinte endereço eletrónico: http:// 
www4.pLicsp.br/pos/lacl/lacI-inf/teses/solangc_ 
gervai.pdf.
Boa leitura!
S______ __________________r
Sob essa óptica, pode-se inferir a importância 
do papel do tutor online na realização do ptotago- 
nismo dos participantes de um curso em EaD.
5i. 0 Tutor Online em A^3o- Parceiro 
Necessário ao Desenvolvimento de ft^ões 
Verdadeiramente Êducomunicatívas
De acordo com a necessidade de a EaD ser me­
diada tecnologicamente, “a fim de cobrir a distân­
cia geográfica e muitas vezes temporal entre alunos, 
professores e instituições* (ANDERSEN c DRON? 
2012, pág. 120), é natural pensar na gestão para que 
todos os participantes de cursos em EaD possam 
receber a mesma qualidade de atendimento.
As dinâmicas, sempre emergentes, assim 
como a rapidez com que as informações nos che­
gam, vêm provocando novos modos de pensar c 
conhecer Os educadores e os alunos passam por 
esse processo. Ambos estão vívenciando a não-li- 
ncaridadu e as demandas de necessidades oriun-
bb
www4.pLicsp.br/pos/lacl/lacI-inf/teses/solangc_
das das propostas de educar a distancia. Desse 
moda, o educador,
como elemento fundamental que participa desse pro­
cesso, deve estar preparado para trabalhar conforme a 
nova realidade que se apresenta, respondendo às novas 
demandas sociais e de cunho pedagógico (BARRI .IRO,
2009, pãg. 175)
O mais importante, assim, é que ele saiba como 
dialogar com os alunos, com os conteúdos e com 
a própria tecnologia visando viabilizar mecanismos 
que os levem à construção do conhecimento, Esta é 
a etapa primordial de seu trabalho,
O ator que protagonizará essas ações na cons­
trução dc um curso cm EaD focado na gestão da 
Comunicação c, como já mencionado, o tutor (ele­
trônico, online ou a distancia). É ele "o responsável 
pelas mediações que ocorrem junto aos ambientes 
virtuais de aprendizagem" (MELLO, 2010, pág. 
154). Mais ainda, poderá ser o grande incentivador 
na formação de características c competências edu- 
comunicativas dc seus alunos.
Para ampliar o tema aqui discutido, leia o breve 
artigo sobre o tema que está cm: http://unipvirtuaL
cum.br/materiai/CAPACrrAC AO/ATUACAO
EAD/mod_Lpd£
http://unipvirtuaL
cum.br/materiai/CAPACrrAC
Como já mencionado, a expectativa dos cursos 
cm EaD é a de formação de redes colaborativas 
posto que viver no mundo globalizado é pressu­
por a existência de um universo colaborativo em 
rede, o qual deve "possibilitar a sensação de ^estar­
mos sempre em contato ou acessíveis" para a par­
tilha, reconstrução e reutilização de informações” 
(OKADAt 2011, pág 2).
Assim, ninguém melhor que o tutor para propi­
ciar o desenvolvimento da comunidade de aprendi­
zagem ou da rede dc colaboração entre seus alunos. 
Para que ele tenha possibilidades dc realizar esse 
**£cito”, faz-se necessário que desenvolva determi­
nadas competências e habilidades e coloque-se no 
papel de fomentador e mediador da interação entre 
alunos e os conteúdos, e entre os próprios alunos.
Um tutor deve ter cm mente, sempre, seu prin­
cipal objetivo, ou seja, o de incentivar o aprofunda­
mento da reflexão sobre os conteúdos estudados. 
Desse modo, cabe ao tutor online
estimular a curiosidade e consequente motivação para a 
realização de pesquisas autônomas sobre o tema cm es- 
tudo, ajudando-o inclusive a desenvolver sua autonomia 
no processo da aprendizagem, bem como o debate e 
colaboração entre os alunos. (MELLO, 2010, pág. 140)
Como será por meio de suas ações que o curso 
em EaD tomará o rumo da educomunicaçãoi uma 
c r
nova arquitetura dos AVAs deve ser pensada visando 
atingir e conquistar aqueles que vivem no mundo in- 
turconcctado, assim como aqueles que acabaram de 
conectar-se por razões pessoais ou por estarem pela 
primeira vez num curso online,
O tutor online c a figura-chave dos processos 
educomunicativos em ambientes virtuais de apren­
dizagem. Sem sua participação comprometida e efi­
ciente, nada, que os designers instrucionais e conteu- 
distas planejarem, funcionará.
Sem um posicionamento sério, associado às pre­
missas da educomunicação, se necessária até mesmo 
uma mudança de postura diante do ensinar, o sucesso 
dos processos comunicacionais de AVA não ocorrerá.
Os tutores online, apesar de desvalorizados 
diante das instituições de Ensino Superior — 1ES — 
precisam demarcar seu território com competência e 
seriedade no desenvolví mento de suas ações docen­
tes. Ele é educador e, como tal precisa agir.
Conclusão
As TlCs vieram para influenciar c modificar as 
formas das pessoas se relacionarem. Neste contexto, 
tem-se os cursos em EaD tomando a dianteira em 
relação aos cursos presenciais.
Não acredito que a Educação presencial vá ser 
totalmente transformada cm EaD, pelo contrário, 
acredito que a tendência é que as duas modalidades 
se complementem, principakncnte por conta da ne­
cessidade de se formar independente das distâncias 
e do tempo-relógio.
Os cursos presenciais sempre existirão e a EaD 
continuará crescenda Há que se refletir sobre a atu­
ação, tanto de uma modalidade, quanto de outra. 
Na$ duas há docentes que devem preocupar-se em 
desenvolver seu trabalho tendo cm vista a forma­
ção de cidadãos verdadeiros, responsáveis por sua 
aprendizagem e inserção no mundo, assim como 
conscientes e críticos diante da realidade social.
“\:i era da hipereocnunicação e do ciberespaço, do 
teletrabalho e da sala de aula virtual há lugar jusdhca- 
d a mente a um duplo movi mento, de entusiasmo e de 
desconfiança. O que estamos presenciando nesse setor 
nao parece encaminhar-se para a concretização dessa 
aldeia global do sonho mcluhaniano e sim para a ins­
tauração de uni arquipélago global, composto de setes 
tecnologicamente hipcrcomun içados. mas socialmente 
isolados (vqa-se a tão elogiada interatividade, plena de 
ambiguidade: no mais das vezes, refere-se à ida e volta 
que se estabelece entre o ser humano e a máquina e não 
entre pessoas).* (KAPLÚN, 1999, pág. 72)
Diante da realidade, caberá ao tutor online fa­
zer a mediação pedagógica para a promoção do pro- 
tagonismo, para a construção do conhecimento e 
para o desenvolvimento de comunidades interativas 
c colabora ti vas.
Suas ferramentas? Serão oriundas de seus co­
nhecimentos acerca dos conteúdos com os quais vai 
trabalhar c dos procedimentos interativos e comuni­
cativos que precisará planejar e pôr em prática, e das 
metodologias pedagógicas que escolher.
A cducomunicaçào faz parte dos processos 
educativos. É nessa área de conhecimento que cs 
educadores poderão encontrar mais subsídios para 
seu trabalha
Assim, como educar é comunicar, comunicar 
reiaciona-se diretamente com a Educação
Os cursos cm EaD precisam seguir essa premis­
sa para realizar o verdadeiro propósito da Educação.
7i
(MÔTÕES
1. Explique o seguinte trecho: “existe uma mul­
tiplicidade de saberes que circulam por outros canais, 
difusos c descentralizados”. (MARTIN-BARBERQ
2011, pág. 129)
2. O que significa educomunicação?
3. Explique o processo de mediação pedagógica.
4. Qual é o objetivo final do processo de media­
ção pedagógica? Explique com suas palavras a partir 
da leitura da unidade.
5. Está coneto afirmar que; “o tutor online em 
ação é o parceiro necessário ao desenvolvimento de 
ações verdade iramence educomunicativas”? Expli­
que,
72
UNlMCE 4
Expressões, Termos, Concertos - 
Um Gfc-s-sário de Termos-CSwe Para EaP
Nesta última unidade, você vai encontrar as de­
finições dos termos mais utilizados cm EaD e na 
temática que inspirou a escrita deste livro. São diver­sos termos, conceitos e expressões imprescindíveis 
ao estudioso da EaD.
Alguns talvez sejam bem familiares, mas, ainda 
assim, estarão aqui apresentados. A unidade é uma 
tentativa de mapear as expressões que aparecerão 
nas mais diversas situações de EaD — você coma 
aluno ou como tutor ou ciaborador de material.
Imagine que você está participando de uma 
equipe, cuja função c a construção de um curso on­
line, do qual fazem parte as aulas a serem gravadas, 
além de materiais didáticos como apostilas, livros, 
roteiros e exercícios, e todo tipo de recurso para que 
a AAÍIGABILIDADE do curso seja interessante ao
participante (procure no Glossário por AMIGÁ­
VEL AO USUÁRIO).
Para resolver esta questão, ou seja, não estar 
presente apenas fisicamente, mas de modo partici- 
pativo na reunião e colaborar com os demais, você 
precisa compreender os termos utilizados.
15
Vamos estudá-los?
4.1. 0 Glossário
Durante a leitura deste livro você leu diversas 
expressões que se relacionam com a EaD e são fun­
damentais para que todos os envolvidos num curso 
desta modalidade conheçam, certo?
para poderem se comunicar, nào é? Assim, basea­
do nas definições da ABED - Associação Brasileira 
de Educação a Distância (http://www.abed.org.br/
lixados ambientes virtuais de aprendizagem (AVA), o 
Moodle (http://wvramoodle.otg.br/)> o Glossário 
que você encontrará a seguir foi construído.
Boa aprendizagem!
411. Termos Técnicos
Nesta parte, você vai encontrar dois tipos de 
termos: relacionados à parte mais instrumental da 
tecnologia informática c outros relacionados ã cons­
trução de um curso cm EaD propriamente dito.
A opção por separá-los assim foi por conta da 
necessidade que existe de que um elaborador de cur­
sos para EaD tenha conhecimento de determinados 
termos, mesmo que nào saiba exatamente como 
74
http://www.abed.org.br/
http://wvramoodle.otg.br/
manuseá-los, para poder trabalhar de modo colaho- 
rativo com os técnicos c elaboradores das interfaces, 
por exemplo.
O mesmo é desejável para estes últimos, que 
devem ter uma noção mínima de Educação para dia­
logar com os primeiros.
Vamos a eles?
ACESSIBILIDADE: significa não apenas permi­
tir que pessoas com deficiências participem de ativida­
des que incluem o uso de produtos, serviços c informa­
ção, mas a inclusão e extensão do uso destes por todas 
as parcelas presentes em uma de ter mi nada população, 
com restrições as mínimas possíveis* Em informática, 
programas que provêm acessibilidade são ferramentas 
ou conjuntos de ferramentas que permitem que porta­
dores de deficiências (as mais variadas) sc utilizem dos 
recursos que o computador oferece. Essas ferramentas 
podem constituir leitores de ecrã para deficientes visu­
ais, teclados virtuais para portadores de deficiência mo­
tora ou com dificuldades de coordenação motora, e sin- 
tetizadores de voz para pessoas com problemas de fala.
ADMINISTRAÇÃO DO PROCESSO DE 
ENSINO POR COMPUTADOR: uso do compu­
tador para gerenciar o processo de ensino-aprendi­
zagem, mantendo dados sobre o progresso de cada 
aluno e gerando relatórios para orientar os tutores.
75
AMBIENTE VIRTUAL DE APRENIDAZA-
GEM (AVA): é um conjunto de elementos tecno 
£
lógicos disponíveis na internet. E um local virtual 
onde são disponibilizadas ferramentas que permite 
o acesso a um curso ou disciplina e também permite 
a interação entre os alunos, professores e monitores 
envolvidos no processo de ensino-aprendizagem.
O AVA possibilita a oferta de uma sala de aula 
virtual pata o acompanhamento dos alunos e a reali­
zação de atividades de aprendizagem. Os AVA$ rom­
pem os limites da sala de aula presencial c favorecem a 
formação de comunidades virtuais de aprendizagem.
AMIGÁVEL AO USUÁRIO: característica 
importante de qualquer sistema que pretende ser 
utilizado por pessoal não-técnico. Esta caracterís­
tica é de suma importância cm sistemas de Edu­
cação a Distância que utilizam as novas tecnolo­
gias de comunicação.
ARPAnet: uma das primeiras redes (de porte) 
de computadores, montada pelo governo dos EUA 
com finalidades de segurança nacional na década de 
70. Depois foi transformada cm rede interligando as 
universidades e outros centros de pesquisa (NSFnct) 
e, finalmente, em rede de acesso geral, a Internet.
76
Acessibilidade
Direito de todos, 
responsabilidade de cada um
AUDIOTUTORIAL: rcfcre-sc a uma técnica 
de tutoria interativa baseada cm fitas gravadas inte­
gradas com textos impressos. Forma de ensino in­
dividualizado que era muito popular nos EL A nas 
décadas de 70 c 80.
BIBLIOTECA VIRTUAL: um acervo de textos 
e outras mídias acessíveis pda Internet ou outras redes. 
BIT: a menor unidade de informação digital, 
geralmente representada pelo estado binário (ligado 
ou desligado; l ou 0) dc um componente do sistema.
BROWSER: software dc navegação. Software 
projetado para facilitar a busca, o acesso e a leitura 
dc documentos eletrônicos.
77
Exemplos de browsers muito usados incluem:
Mosaic, Internet Exp/orer e Firefox,
CD-ROM: disco óptico compacto que armaze­
na as informações permanentcmcnte.
CORREIO ELETRÔNICO (£-MAILp a 
conveniência e a economia de modernos sistemas 
de correio eletrónico estão tornando este meio 
um componente indispensável a qualquer sistema 
dc educação.
CURSO POR CORRESPONDÊNCIA: hoje 
em dia, esta forma dc EAD é frequentemente cha­
mada de tradicional. Entretanto, em alguns casos, 
cursos por correspondência continuam sendo a me­
lhor opção c, em muitos casos, os cursos modernos 
na Internet não deixam dc ser por correspondência.
DEFAULT: conceito usado, em informática, 
para representar opções assumidas em caso de au­
sência de escolha pelo usuário.
DESENVOLVIMENTO DO CURSO: ela­
boração dos materiais didáticos, roteiros das aulas, 
exercícios e testes, conforme o plano ou projeto do 
curso (course design).
DOWNLOAD: termo usado em informática 
que representa a ação de obter um arquivo disponí­
vel em um computador conectado à wefe
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: existem diver­
sas definições de EAD. Algumas enfatizam o fator 
de distância geográfica entre professor e alunos. Ou­
tras enfatizam o uso de tecnologias de comunicação. 
A mais abrangente incluí todas as formas de ensino- 
-aprendizagem, nas quais us alunos e/ou os profes­
sores comunicam-se dc qualquer maneira alem de 
reuniões presenciais em sala de aula. Esta definição 
inclui casos tais como: alunos espalhados geogra­
ficamente c estudando sozinhos por grande parte 
do tempo, mas participando de reuniões de grupo 
regulares em centros de estudo ou telepostos ;Síw- 
dy center; leaming center), com ou sem a presen­
ça dc um tutor ou facilitador; alunos c professores 
morando no mesmo local e frequentando a mesma 
instituição dc ensino presencial, que por motivos de 
conveniência de horários e não problemas de distân­
cia geográfica comunicam-se por meio de redes de 
computadores (E-mail).
ELABORADO R/PRODUTOR: cm EAD é o 
responsável pela elaboração dos meios e materiais 
didáticos.
EQUIPE MUI INDISCIPLINAR: no contexto 
de EAD, o desenvolvimento dos currículos, cursos 
e, especialmente, dos materiais didáticas costuma ser 
executado por uma equipe multidisciplinar, compos­
ta de especialistas cm conteúdo (suhject matter ex- 
pert; SME), especialistas em elaboração de diversos 
meios/materiais de comunicação (message design; 
media specialist) e especialistas cm planejamento e 
avaliação do processo de aprendizagem (cwmcw/wm 
design; insiructional design}. \ Open University da 
Inglaterra era pioneira na aplicação sistemática dessa 
abordagem. Grande parte do sucesso desta institui­
ção de EAD pode ser atribuída à qualidade superior 
dos materiais didáticos e esta qualidade, por sua vez, 
é atribuída ao trabalho em equipes mu Indisciplinares.
ESPECIALISTA EM ENSINO A DISTÂN­
CIA: o termo pode ser usado para descrever os es­
tudiosos üo assunto, ou professores e tutores que 
trabalham em sistemas de EAD.
FACIL1TADOR ORIENTADOR DE
APRENDIZAGEM: geralmente usado quando 
o processode orientação é voltado para facilitar 
o processo de construção do conhecimento pulos 
próprios alunos. Em alguns sistemas de EAD, como, 
por exemplo, o Telecurso 2001) é o responsável pela 
coordenação, orientação, acompanhamento, contro-
le e avaliação da prática pedagógica desenvolvida na 
telessala e no centro controlador.
FORMATO OU LAYOUT: decisões feitas so­
bre a forma pela qual um recurso didático c apresen­
tado ao aluno podem refletir muito na sua qualidade. 
Podem afetar o aluno de várias maneiras.
FTP: Sigla para "File Transfer Protocol”- siste­
ma de normas técnicas e u software para a transferên­
cia de dados de um computador para outro. Um dos 
usos mais comuns de redes como a Internet é a trans­
ferência de programas e aplicam os por meio de FTP.
HABHIDADES DE ENTRADA AO CUR­
SO: em EaD é especialmente importante definir as 
habilidades de entrada, para adequar o conteúdo à 
clientela prevista.
Será que você tem habilidades para ser aluno 
cm EaD? Você já as rinha ou foi desenvolvendo esse 
talento no decorrer da vivência de seu curso? Aqui 
vai a dica de um teste para avaliar seu perfil como 
aluno na modalidade Educação a Distância.
Boa sorte!
http:/ / revistaescola.abril.com.br/ formacao/ 
foimacao-inicial/tcste-voce-tem-perfil-aluno-edu- 
cacao-distancia-512197.shtml
revistaescola.abril.com.br/
HARDWARE: equipamentos de informática. 
Termo usado sem tradução para descrever os com­
ponentes tísicos de um sistema.
HIPERMID1A: ambiente de informações apre­
sentadas por meios múltiplos (multimedia) e organi­
zados cm forma de rede capaz de ser navegada pelo 
usuário, como se fosse um hipertexto (hypertext).
HIPERTEXTO: texto que contém links para 
outros textos e/ou páginas da internet- São muito 
usados em EaD, e oferecem aos alunos uma maneira 
dinamizada dc estudo.
HORÁRIO FLEXÍVEL/CRONOGRAMA
J-
FLEXÍVEL: dois sentidos: flexibilidade na escolha dos 
horários de estudo pelo estudante, assim resolvendo 
conflitos entre o curso e outros compromissos; flexi­
bilidade na execução das tarefas do curso, assim per­
mitindo que cada estudante siga seu próprio ritmo de 
estudo e complete o curso quando for conveniente.
JANELA: cm computação moderna, orientada 
por objetos (o/^ect-onenteíÇ este termo significa um 
objeto (geralmente um texto ou gráfico) que pode 
ser aberto na tela sem a substituição das informa- 
çôes que já existem. Q usuário abre uma janela na 
tela atual para acessar outras informações suplemen­
tares ou para executar outra tarefa som abandonar e 
fechar a tarefa anterior.
Na informática cm geral, esta técnica é a base de 
sistemas modernos de software operacional (como 
o sistema Windows da Microsoft). No contexto da 
EaD, a técnica, é importante, pois facilita a organiza** 
çãO de conteúdos complexos de tal maneira que o 
aluno possa ter controle sobre seu próprio processo 
de estudo conveniente.
HTML: termo oriundo do inglês Hipertext Ma- 
rkup Language denomina uma linguagem de progra­
mação desenvolvida para a criação de páginas xveb 
cm formato hipertexto.
HTTP: sigla para Hypertext Transfer Protoco\. 
As normas para indicar que um website na Internet 
é de fato localizado na \\\\\\ (World-Wide Web).
MODERADOR: coordenador de encontro. 
Em EaD, o moderador é a pessoa que orienta e con­
trola as teleconferências e os fóruns.
MULTIMÍDIA: significado original em inglês: 
meios múltiplos utilizados em combinação para 
apresentar uma mensagem. Recentemente, o termo 
ganhou novo significado: sistemas de hardware e 
software capazes de armazenar e apresentar qual­
quer forma de mensagem por meio de informações 
digitalizadas. Todo endereço dc um site na WAXAX 
começa com esta sigla.
ÍCONES: símbolos visuais utilizados para re­
presentar ações ou circunstâncias. Indicam a neces­
sidade dc uma ação particular ou reposta do usuário.
INFORMÁTICA: as ciências de computação. 
Usado tanto para as ciências físicas e eletrônicas, que 
governam o funcionamento dos computadores e 
seus componentes, como pata as ciências de infor­
mação que governam o planejamento de programas 
dc computação.
INTERFACE: ambiente de interação homem/ 
máquina em qualquer sistema dc informática ou au­
tomação. O projeto de uma interface eficiente, fácil 
de manusear e amigável (user-friendly) c um fator 
£4
importante no planejamento de qualquer sistema de 
comunicação não-presencial.
INTERNET: rede pública internacional de 
computadores, regida por um protocolo chamado 
TCP-IR Revolucionou o mundo da comunicação 
no final do século XX, colocando a informação ao 
alcance de países menos desenvolvidos. Apesar da 
constante ameaça de mal uso de seus instrumentos, 
caracteriza-se pela liberdade de expressão, e intera­
ção completa entre seus usuários.
IP: sigla para Internet Protocol, a norma (pro­
tocolo) que define o processo de endereçamento e 
transmissão de dados pela Internet.
JPEGi sigla para Joint Picture Expert Group 
que estabeleceu normas para a compressão dc ima­
gens estáticas.
LINK: termo grifado, normalmente em azul, 
que, ao ser clicado com o botão esquerdo do mouse, 
remete o participante para outra página do site, ou 
dc outro site. Este, ao ser fechado, deve retornar o 
cursor ao ponto de origem.
MATERIAL DIDÁTICO/MATERIAL DE 
ENSINO: a palavra instrucional é usada nos EUA
de uma maneira muito mais geral do que no Bra­
sil (ou Inglaterra, Austrália etc) para significar ensi­
no cm todas ás suas formas c não apenas instrução 
como fezer algo. Em outros países da língua inglesa 
costuma-sc usar o termo teaching material.
MODJCM: dispositivo que conecta computado­
res $ rede telefônica para permitir a transferência de 
informações entre máquinas distantes.
OBJETIVOS: termo usado para descrever os ob­
jetivos gerais, não quantificados, dc um projeto ou curso.
PERIFÉRICO DE ENTRADA: qualquer ins­
trumento usado para alimentar um computador com 
os dados necessários para determinada tarefa.
Exemplo: teclado, mouse, scanner, pendrive.
PLANEJAMENTO OU PROJETO DO 
CURSO (CONCEPÇÃO DO CURSO): levanta­
mento das necessidades; definição dos objetivos; se­
leção dos conteúdos, dos métodos de ensino e dos 
meios dc apresentação etc.
PROVEDOR DE SERVIÇOS DE COMU­
NICAÇÃO: termo usado como sinónimo para 
companhia de prestação de serviços dc telecomu­
nicação. Também usado para descrever o sistema
usado para prover 05 serviços de comunicação.
Exemplo: cabo, satélite.
SALA DE AULA VIRTUAL: um ambiente de
comunicação a distância que simula uma sala de aula 
convencional em relação às possibilidades de comu­
nicação e interação entre o® participantes.
. bkXirtLi
4* C w*W“ ' ■'
y e-ProInfo^.
'XJU.L- -lll -J— IJjlJ
SCANNER: periférico de entrada (inpttt perí- 
pherat) que permite a captação pelo computador de 
textos, fotos e gráficos de qualquer material impres­
so. Viabiliza e barateia a transformação de material 
didático impresso em componente de um sistema 
eletrônico de informações capaz de ser utilizado in­
terativamente a distância.
SERVIDOR: em sistemas modernos de compu­
tação distribuída são necessários para comunicação a 
distância em redes. Co st uma-se utilizar a configuração 
cHente-Servidot na qual grande parte das intormações 
reside em um computador principal (o servidor) e os 
usuários do sistema acessam as informações e traba­
lham com elas a distância por meio dos computado­
res-clientes ligados ao servidor pela rede.
SOFTWARE; são os programas; material didá­
tico. O termo surgiu como gíria no contexto da in­
formática, já que os equipamentos (computadores e 
periféricos) ganharam o apelido de ferragens” (“Awr- 
dwaYef os programas que rodam dentro das máqui­
nas chegaram a ser chamados de “software” (jogo de 
palavras: hard/soft - duro/mole). Na Educação, e 
espccialmcnte em EaD, os dois termos foram ado­
tados para distinguir os meios de comunicação e as 
mensagens por eles transmitidos {médium; message}.
Nos últimos anos, com o crescente uso da in­
formática na 1 íducaçào, houve muita confusão entre 
os dois sentidosda palavra '"software7'. Como resul­
tado. novos termos surgiram como: “software edu­
cativo* e “courseware”.
SOFTWARE DE NAVEGAÇAO: software 
projetado para facilitar a busca, o acesso e a leitura 
de documentos eletrónicos. Exemplos de browsers 
muito usados incluem: ÂfostZJC; NetSeapei Internet 
Explorer, Gaogle Ghrome.
SOFTWARE EDUCACIONAL: termo recen­
temente criado para distinguir o material didático 
apresentado por meio de computador das outras 
formas àe software (programas).
TELEFONE CELULAR: telefone que se comu­
nica com a rede telefônica geral de um local remoto 
pela transmissão de sinais entre uma rede de antenas. 
A telefonia celular pode vir a ser de grande importância 
na EaD, pois permitirá que escolas e indivíduos locali­
zados cm áreas não servidas pelas redes convencionais 
de telecomunicação participem de programas e con­
ferências a um custo razoável de investimento inicial.
TEMPO REAL: termo usado na informáti­
ca para sistemas que reagem i media ram ente às in­
tervenções do usuário. Na EaD, o termo descreve 
sistemas de teleconferência que permitem comuni­
cação síncrona {synchronous commumcatiori) entre 
diversas pessoas
TUTOR DE UM CURSO: cm EaD c um ele­
mento de grande importância na provisão de orien­
tação c feedback aos participantes. O tutor c um ele­
mento importante em muitos sistemas de EaD, sendo 
o principal responsável pelo processo de acompa­
nhamento e controle do ensino-aprendizagem.
UPLOAD: termo usado em informática que 
represente o ato de enviar um arquivo para um com­
putador conectado à web.
UNIVERSIDADE ABERTA: originalmentc, 
o nome da Universidade Aberta da Inglaterra, mas 
agora usado como termo genérico para qualquer 
instituição de ensino superior, que exibe as caracte­
rísticas da aprendizagem aberta (open /earning),
Conheça o site da Universidade Aberta do Bra­
sil e saiba como sua história começou.
Visite: http://www.uab.capes.gpv.br/index,
phproption—com_cc > n te nt&vie w=ca tego ry & id=6 Óc 
Itemid=l3
VIDEO: sentido genérico: a arte, ciência e tecno­
logia de comunicação por meio de imagens audiovisu­
ais. Sentido específico: os aparelhos usados para gravar 
e reproduzir programas audiovisuais em fita magnética.
WIRELESS: sem fio, transmissão via ondas de 
rádio ou satélite, sem a necessidade de conexão tísi­
ca por meio de cabos. Provavelmente será usada cm 
redes de computadores do futuro, permitindo maior 
flexibilidade de uso e abrindo novas oportunidades 
para EaD por meio de telecomunicações.
http://www.uab.capes.gpv.br/index
41.2.. TéRMOÔ GONGETTVAkS
Nesta parte, você vai encontrar termos com 
cunho mais conceituai, ou seja, a definição, concepção 
ou caracterização de termos que todo educador a dis­
tância deve saber para atuar diante de um curso online. 
\ formulação das ideias contidas neste item 
tem um caráter, portanto, filosófico com relação às 
coisas concebidas sobre EaD.
Vamos a eles?
ANDRAGOGÍA PARA EDUCAÇAO DE 
ADULTOS: palavra originária do grego utilizada 
para diferenciar a pedagogia (formação de crianças) 
da educação especificamente planejada para adultos. 
Pode referir-se simplesmente ao fator idade dos alu­
nos participantes, ou ao processo de ensino/apren­
dizagem que deve ser desenvolvido com adultos.
APOIO AO ENSINO: geralmente significa 
apoio visual ou audiovisual usado peio professor. Na 
EaD pode significar o hardware usado para comuni­
car determinado conteúdo ao aluno.
APRENDIZAGEM ABERTA: um conceito 
de Educação que tem as características de abertura: 
abertura a diversas clientelas sem restrições; abertu­
ra a variações individuais em termos de critérios de
aprovação; abertura a variações individuais cm ter­
mos de métodos ou meios de ensino-aprendizagem* 
Para permitir tanta abertura e flexibilidade, os sis­
temas de aprendizagem aberta geralmente utilizam 
materiais autodidáticos c sistemas de EaD.
APRENDIZAGEM A DISTÂNCIA: o pro­
cesso de aprendizagem sem contato pessoal regular 
com um professor ou com outros colegas em sala de 
aula presencial.
APRENDIZAGEM ASSISTIDA OU APOIA­
DA POR COMPUTADOR: usado, às vezes, como 
termo genérico que inclui todos os métodos de uso 
do computador no ensino-aprendizagem. Alguns 
autores fazem questão de reservar este termo para 
situações, nas quais o aluno usa o computador como 
uma ferramenta dc apoio.
APRENDIZAGEM COLABORAI !VA: tra­
balho em grupos, dividindo as tarefas de aprendiza­
gem entre os membros, juntando 05 esforços indivi­
duais para o bem do grupo.
APRENDIZAGEM COOPERATIVA: pro­
cesso de aprendizagem em
grupo. Pode ter ou não, as características de 
colaboração.
APRENDIZAGEM INDIVIDUALIZADA: 
processo de adaptação dò conteúdo c dos métodos 
de ensino às necessidades e ao estilo de aprendiza­
gem de cada aluno.
APRENDIZAGEM POR DESCOBERJA: 
metodologias de organização do processo de ensi­
no-aprendizagem para facilitar que o aluno descubra 
os conceitos t princípios atrás de um fenómeno ob­
servada Uma forma dc aprendizagem cxpcricncial 
(expmeníisí/ leaming), Pode, ou não, incorporar a 
filosofia do construtivismo (constructivisní).
Procure saber mais sobre a aprendizagem por 
descoberta e perceba como encantar e envolver seus 
alunos.
Visite: http:// wuAV.scielo.br/pdf/csp/
v20n3/15.
Boa leitura!
S_________ _ ________________________ r
AQUISIÇÃO DE CONHECIMENTO: usa- 
-se este termo cm dois contextos: aprendizagem 
pelo aluno do determinado conjunto de informa­
ções; análise dos conhecimentos usados por peritos 
na execução de uma determinada tarefa como fase 
de planejamento insrrucional.
wuAV.scielo.br/pdf/csp/
AUDIOVISUAL; o termo é usado em dois sen­
tidos: materiais ou produtos que contém informação 
auditiva e visual; metodologias ou processos dc ensi­
no que utilizam os dois sentidos de visão e audição.
AUTOAVALIAÇAO: avaliação da aprendiza­
gem ou do progresso efetuado pelo próprio alunoj 
por meio dc provas ou tarefas fornecidas no material 
didático do cutso, junto com chaves de correção ou 
respostas- mod elo.
AVALIAÇÃO: processo através do qual che­
gamos a um julgamento. Nos Estados Unidos, as­
sim como no Brasil, a palavra é aplicada aos alu­
nos e ao processo de medir o resultado do aluno. 
Na Inglaterra, é chamado de ássessmeni. A palavra 
portuguesa avaliação tem pelo menos dois senti­
dos: avaliação global dc todos os aspectos dc um 
sistema; avaliação dos alunos.
Rc comendo que você assista ao vídeo em que 
o professor Luckcsi fala sobre a avaliação, Visite: 
http:// ww,yourube.com/watch?v=JqSRs9H qgtc.
AVALIAÇÃO FORMATIVA: avaliação efe­
tuada durante o processo de ensino-aprendizagem 
que se destina a melhorar a aprendizagem individu­
al ou a qualidade de alguns aspectos do programa.
yourube.com/watch%3Fv%3DJqSRs9H
AVALIAÇÃO PELOS COLEGAS DO CUR­
SO (HETEROAVALIAÇÃO): em EaD a avalia­
ção cio resultado de aprendizagem pode, às vezes, 
ser feito pelos colegas de um grupo de trabalho, 
mesmo sem a presença de um professor ou tutor 
Alguns sistemas de ensino individualizado sào ba­
seados cm uso intensivo de avaliação mútua do 
progresso da aprendizagem pelos próprios partici­
pantes do curso.
CARACTERÍSTICAS DO ALUNO: infor­
mações sobre o aluno, seu potencial, seu desempe­
nho anterior, seu estilo preferido de aprendizagem 
c outros fatores.
CENTRADO NO ESTUDANTE: sistema de 
ensino-aprendizagem que leva em conta as neces­
sidades c as características específicas do estudante 
mais do que o conteúdo ou sistema predefinidos.
CIBERESPAÇO: o mundo virtual no qual as 
pessoas interagem por meio de redes de computado­
res. A palavra foi inventada por VÍÜliam Gibson no 
livro de ficção científica "Neuromancer”, mas hoje 
em dia já faz parte da linguagem coloquial, usado, 
por exemplo, como sinônimo da Internet.
y
Recomendo a leitura da “Declaração de índc- 
pendência do Ciberespaço”, texto de John Perry 
Barloxv, fazendeiro de rebanho aposentado, lírico do 
Grateful Dead c co-fundador da Fundação da Fron­
teira Eletrónica, Pcrry Barlow, escreveu em 1996, 
no qualdiz que espaço o social global é aquele que 
estamos construindo para ser natural menre inde­
pendente das tiranias dos governos e acrescenta que 
“o espaço cibernético consiste em ideias, transações 
e relacionamentos próprios, tabelados como uma 
onda parada na rede das nossas comunicações”,
E uma visão bastante interessante sobre o cibe­
respaço. Você não vai se arrepender cm conhccé-ia. 
Boa leitura!
COMPETÊNCIA: mestria; domínio de uma 
tarefa específica. Habilidade prática adquirida como 
resultado de um curso.
de comunicação no qual a mensagem emitida por 
uma pessoa e recebida e respondida mais tarde pe­
las outras. Exemplos: curso por correspondência; 
correio eletrônico (e-mail); algumas teleconferências 
compu tad or i zad as.
COMUNICAÇÃO MEDIADA POR COM­
PUTADOR (CMQ: termo genérico para qualquer 
forma de comunicação por meio de computadores 
inter cone ciados em redes. Existem diversas varia- 
çòesí conferências síncronas (salas de Ch<it„ am­
bientes MUD e MOO); conferências assíncronas 
como o correio eletrônico grupai ou Itstservc; am­
bientes para discussão educacional, tais como CoSy 
ou PARU c software para colaboração (grotipware), 
tais como LotasNotes.
COMUNICAÇÃO SÍNCRONA: processo de 
comunicação no qual as mensagens emitidas por 
uma pessoa são imediatamente recebidas e respon­
didas por outras pessoas. Exemplos: ensino presen­
cial; conferências telefônicas (telepbone conferenceft 
v i d eocon ferênc i as (videoco nference).
Enviando
Síncrona
Servidor
Recebido
CORREÇÃO AUTOMATIZADA: provas 
corrigidas por computador ou por uma simples cha­
ve de correção
DESEMPENHO/RENDIMENTO: pcxle ser o 
rendimento ou desempenho nas provas escolares, ou 
na aplicação do aprendizado nas tarefas do trabalho.
EDUCAÇÃO TRADICIONAL OU CON­
VENCIONAI/ em EaD, geral mente quer dizer 
Educação presencial
ENSINO INDIVIDUALIZADO: processo de 
ensino individual ou em grupos pequenos, permitin­
do ao professor atender aos problemas/necessida­
des de aprendizagem de cada aluno.
ESTILO DE APRENDIZAGEM: termo 
técnico da psicologia educacional. Existem diver­
sos estilos de aprendizagem e cada estudante tem 
o seu próprio.
ESTUDO AUTONOMO: o controle do 
processo de estudo fica mais a critério do aluno 
do que do sistema ou do professor. Estudante au­
tônomo, portanto, é aquele que dirige seu próprio 
processo de aprendizagem.
ESTUDO DE CASO: na EaD tradicional (por 
correspondência) é difícil implementar metodolo­
gias do tipo estudo de casos, por falta de um am­
biente de comunicação m til tl direcional (multi-Way
commíínicdttofi) necessário para veicular a discus­
são. Já, na EaD moderna, por rneió de teleconferên­
cia ou CMC (Corriputer .Mediated Commimicatiori) 
toma-se muito mais fácil incorporar estudo de casos 
e outras metodologias semelhantes.
Recomendação de leitura sobre essa metodologia: 
MARTINS^ Gilberto de Andrade* Estudo de 
caso: uma estratégia de pesquisa. São Paulo: Atlas,
2006.
GRUPO DE ESTUDO AUTONOMO:grupo 
de estudo formado pelos próprios alunos para faci­
litar o processo de aprendizagem e oferecer apoio 
mútuo [selfdtflp grottp).
1XDI\ IDEALIZAÇÃO: em EaD, como cm 
qualquer processo educativo, c necessário considerar
as diferenças individuais já que estão presentes em 
qualquer grupo de alunos.
INSTITUIÇÃO DE EDUCAÇÃO A DIS­
TA X CIA: escola, universidade ou outra instituição 
educacional, que utiliza EaD como sistema princi­
pal de ensino-aprendizagem, em contraste a uma 
instituição principalmente presencial que, às vezes, 
utiliza EaD para ministrar determinados cursos ou 
módulos de um curso.
INTERAÇÃO: a troca de informação entre os 
participantes do processo de ensino/aprendizagem. 
Em EaD, existem várias formas de interação: con­
versação, feedbã ck, feedfo r&a rd etc.
INTERATIVIDADE: a característica resultan­
te da interligação de dois ou mais sistemas, de forma 
que as ações de uni resultem em reações do outro, 
que por sua vez resulta em novas ações do primeiro 
e assim adiante O grau, ou profundidade deste pro­
cesso de interação pode scr bastante diferente em 
sistemas diferentes.
INTERDISEIPLIN ARIDADE: conexão en­
tre várias disciplinas/conteúdos, em vários níveis/ 
dimensões. Pode referir-se à concepção geral do sis­
tema ou ao aspecto ensino-aprendizagem propria­
mente dito, ou ambos.
!X
MATERIAL DIDÁTICO: termo frequente­
mente usado como sinônimo para material didático, 
ou seja, é o material que estimula o estudante a fa­
zer o esforço necessário para aprender e fornece os 
exercícios e as atividades que oferecem as oportuni­
dades de prática e avaliação.
MATERIAIS AUTOINSTRUCI ONAIS: ma­
teriais projetados para substituir, o professor, até 
certo grau, no processo de ensino. Alem da apre­
sentação do conteúdo temático, estes materiais ofe­
recem oportunidades para aplicação e prática dos 
novos conhecimentos e fornecem testes de auto- 
-avaüação para permitir que o próprio estudante 
avalie seu progresso,
MEIOS DE MASSA: cm EaD c, normalnicntc, 
usado para rádio e televisão educativas, mas alguns 
sistemas também utilizam os meios impressos, dis­
tribuindo materiais didáticos como parte de jornal 
nacional ou revista especializada.
MEIOS/MÍDIASi o plural da palavra mé­
dium. Algumas pessoas, hoje cm dia já tiào distin­
guem entre o singular e plural. Esta tendência foi 
acelerada pela apropriação do termo multimídia 
(multimedia) pelo mundo da informática, A pala­
vra, que na realidade é plural (e geralmcnte usada
:oi
comn um adjetivo), agora, costuma ser usada como 
um substantivo singular.
MENSAGEM: em EaD, este termo costuma 
ser usado como quase sinónimo para material di­
dático. Na realidade, significa a informação que 
o matéria] pretende comunicar O termo é usado 
também no discurso filosófico que surgiu a partir 
da afirmação polêmica do Marshall McLuhan ^the 
médium is the message” (o meio é a mensagem).
Na realidade, ele estava focalizando o impacto 
social de novos meios, mas alguns especialistas em 
comunicação audiovisual interpretaram a afirma­
ção como argumento de que o meio de comunica­
ção usado no processo (de ensino-aprendizagem, 
por exemplo), É de maior importância do que o 
próprio conteúdo que transmite.
Recomendo a leitura de:
MCLUHAN, Marshall & FIORI, Qucntin. O
www. yo ut u bc. com / watchfv=EnvKeiN Anl x
Para começar, que tal dar uma olhadinha na rese­
nha sobre o livro que está em: http://mdodia-visuaL
biogspot.com.br/2fil 1/06/ o-mcio-c-mcnsagem-mar- 
s hall -meluhan. h tml
Boa leitura!
102
http://mdodia-visuaLbiogspot.com.br/2fil
http://mdodia-visuaLbiogspot.com.br/2fil
MÉTODO DE ESTUDO OU APRENDI­
ZAGEM: em EaD é especialmente importante 
adequar o curso aos métodos de estudo preferidos 
pelos estudantes.
MICROMUNDOS: termo usado para des­
crever ambientes de trabalho criados em softwa­
re que oferecem ao aluno/usuário uma forma de 
mundo simulado, no qual podem ser vivenciadas 
diversas experiências educacionais. Um exemplo é 
o ambiente Logo projetado para a aprendizagem 
de pensamento lógico em matemática c outras dis­
ciplinas relacionadas.
MOTIVAÇÃO: elemento essencial para uma 
aprendizagem eficaz e eficiente em qualquer curso. 
Um aluno motivado geral mente aprende melhor, 
mesmo no contexto de um curso mal planejado ou 
materiais didáticos mal elaborados. Motivação pode 
surgir pela própria curiosidade do aluno ou interesse 
em progredir na vida (intrinsic motivatiori)> ou pela 
ajuda do ambiente de estudo (extrinsic motwãtiori), 
pelo exemplo do professor e dos colegas de turma ou 
por eventos reforçadores (refzi/brccr), que ocorrem 
em funçào do empenho e esforço aplicado pelo aluno. 
Em EaD, é mais difícil promover a motivação exrrín- 
seca e, portanto, a eficácia do curso pode depender 
da presença de um alto grau de motivação intrínseca.
!05
OBJETIVOS/METAS DE APRENDIZA­
GEM: os resultados esperados ou planejados^ ex­
pressos em termos das habilidades ou competên­
cias a serem adquiridos pelos alunos.
PERFORMANCE: desempenho; rendimento, 
Podeser o rendimento ou desempenho nas provas 
escolares, ou na aplicação do aprendizado nas tare­
fas do trabalho,
TAREFAS DE ESTUDO AVALIADAS E 
CORRIGIDAS POR COMPUTADOR: pode 
ocorrer em EaD tradicional, quando o tutor usa 
o computador para processar os exercícios que os 
alunos entregam em material impresso. Na EaD 
moderna ocorre quando o aluno entra em intera­
ção direta com o computador.
TAREFA/TESTE AVALIADA PELO TU­
TOR: o teste, ou outro trabalho, será verificado 
pelo tutor e uma mensagem pessoal enviada ao alu­
no - a nota e outros comentários.
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E 
COMUNICAÇÃO: dois sentidos: o processo de 
aplicação das ciências de comunicação; solução 
de problemas práticos de planejamento e imple­
mentação de sistemas de comunicação; os novos 
104
sistemas de comunicação baseados em telecomu­
nicação e informática.
TECNOLOGIA EDUCACIONAL: este ter­
mo e usado em dois sentidos diferentes e impor­
tantes: aplicação de tecnologias (quer dizer, máqui­
nas) no processo de ensino; aplicação de ciências 
de ensino-aprendizagem (psicologia» teoria geral de 
sistemas, sociologia etc.) no processo de planeja­
mento, execução e avaliação de ensino.
que pratica a tecnologia educacional Já que a tecno­
logia educacional rem dois sentidos importantes, às 
vezes, confundidos, este termo também costuma ser 
usado em dois sentidos. A maioria dos estudiosos no 
assunto enfatiza que a aplicação criativa de princípios 
científicos para resolução de problemas práticos da 
Educação c o real papel do tecnólogo, mas o sentido 
mais popular é alguém que aplica meios audiovisuais 
e outras novidades tecnológicas ao ensine?.
TEORIA DE APRENDIZAGEM: existem
diversas teorias de aprendizagem que, por sua vez, 
sugerem diversas abordagens ao processo de ensi­
no, Na EaD, é especialmente importante basear o 
sistema de ensino em princípios teóricos que fo­
ram previamente comprovados na prática, já que é
05
mais difícil modihcar o método de ensino durante 
o próprio processo.
4.1.5. Termos Mão na Massa - 
as Atividades
Neste item, você vai encontrar os termos que 
se relacionam com as atividades que um ambiente 
virtual e suas salas de aula virtuais podem oferecer.
Vamos conhecê-los?
CHAT: o módulo Chat permite a realização de 
uma discussão textual via web em modalidade sín­
crona* Este módulo contém instrumentos para a re­
visão e a administração das discussões.
DIÁRIO DE BORDO: atividade de reflexão 
orientada por um moderador O professor pede ao 
estudante que reflita sobre certo assunto c o estu­
dante anota as suas reflexões progressiva mente, 
aperfeiçoando a resposta, Esta resposta é pessoal 
e não pode ser vista pelos outros participantes, O 
professor pode adicionar comentários de fcedback c 
avaliações a cada anotação no Diário.
y V
r
£6
Recomendo a leitura do breve artigo de Akrcedes 
B. Q de C P. dos Santos, intitulado: “Diário de bordo 
e processo fólio, instrumentos de formação de profes-
— ----- :—“ ---------:—ssores”, sobre a importância dessa ferramenta. Leia sua 
experiência e pense que você pode fazer o mesmo no
AVA? o que lhe trará subsídios para avaliar-se e ava­
liar seus alunos. O artigo está em: http://\vxvwufpi. 
br/s tibsi t eFües/ppged/arquivos/files/ eventos Zeven- 
to2004/GT2/GT2_l 2_2004.pdf
K____________________ r
FORUM: atividade de discussão entre os parti­
cipantes. Os Fóruns têm diversos tipos de estrutura 
e podem incluir a avaliação recíproca de cada men­
sagem. As mensagens são visualizadas cm diversos 
formatos e podem incluir anexos. Os participantes 
do fórum tem a opção de receber cópias das novas 
mensagens via e-mail (assinatura) e os professores, 
de enviar mensagens ao fórum com cópias via e-mail 
a todos os participantes.
iF
GLOSSÁRIO: esta atividade permite que cs 
participantes criem e atualizem uma lista de defini­
ções como em um dicionário ou em um FAQ. As 
listas podem ser visualizadas em diversos formatos, 
e é possível criar automaticamente links nos textos 
do curso que levam aos itens definidos no glossário.
INSTRUÇÃO PROGRAMADA: técnica de 
ensino ern passos pequenos, geraimente por meio 
de texto ou outro material didático programado.
KT7
http:///vxvwufpi
MAPA CONCEPTUAL um gráfico que repre­
senta a estrutura de uma área de conhecimento, mos­
trando as interligações entre os conceitos específicos.
PROCESSAMENTO DE TEXTO: em EaD, 
o uso de processamento de texto leva a diversas van­
tagens: material gráfico da melhor qualidade; facilita 
a reprodução de cópias em quantidades de pequeno 
porre; facilita o processo de acompanhamento c ava­
liação final do curso.
PROJETO/ESTUDO POR PROJETO: mé­
todo usado em sistemas de EaD para promover es­
tudo em grupos locais pequenos e jsnvolver os estu­
dantes cm tarefas abertas c criativas.
QUESTÃO TIPO MÚLTIPLA ESCOLHA: 
formato de pergunta muito usado em testes, provas, 
maEerial didático impresso e alguns tipos de sof­
tware educacional {course^are). A vantagem desse
cipo de pergunta é a facilidade de proccssarnento 
dos resultados, especialmente um sistemas de ensino 
por computador [compiiter-ãssisted instmction). A 
desvantagem é que a facilidade de formulação e do 
processamento dessas perguntas leva ao uso excessi­
vo de questões do tipo múltipla-cscolha mesmo em 
casos quando essa forma de pergunta nao seja a mais 
indicada de ponto de vista pedagógico
QUESTIONÁRIO: instrumento de composi­
ção dc questões c dc configuração de questionários. 
As questões são arquivadas por categorias em uma 
base de dados c podem ser reutilizadas em outros 
questionários e em outros cursos. A configuração 
dos questionários compreende, entre outros, a defi­
nição do período de disponibilidade, a apresentação 
dc feedback automático, diversos sistemas dc ava­
liação, a possibilidade dc diversas tentativas. Alguns 
tipos de questões: múltipla escolha, verdadeiro ou 
falso, resposta breve etc.
SLIDE: o termo é usado também para qualquer 
outro tipo dc apresentação gráfica estática, inclusive 
as telas dc uma apresentação de palestra, desenvol­
vida cm Powcrpoint ou outro software de autoria.
TAREFA: elemento dc atividade humana que 
tem uma única finalidade, um ponto de partida bem
definido e uma determinada série de passos a serem 
executados para chegar ao fim. Em EaD, o planeja­
mento do curso, muitas vezes, envolve a análise das 
tarefas que os alunos devem aprender a executar.
TELECONFERÊNCIA: termo genérico para 
toda c qualquer forma de comunicação em tem­
po real entre pessoas distantes. Incluem teleconfe­
rências auditivas por telefone, teleconferências au- 
diugráficas; videoconferências e conferências por 
meio dc computador.
VIDEOCONFERÊNCIA: conferência que re­
úne pessoas separadas pela distância e oferece a pos­
sibilidade de comunicação audiovisual. As possíveis 
variações: comunicação visual uni direcional do estú­
dio para todos os participantes c comunicação áu­
dio bi direcional entre os participantes c o estúdio; 
comunicação visual unidilecionai do estúdio para 
todos os participantes e comunicação áudio multidi- 
reclonal entre todos os participantes; comunicação 
visual multidirecicnal entre todos os participantes.
\\TK1: esta atividade permite a edição cole­
tiva de documentos. Wikí wiki em havaiano sig­
nifica super rápido, e no módulo aqui, refere-se à 
velocidade de atualização de páginas, o que define 
a tecnologia wiki.
50
CONCLUÍ
Você percebeu quantos termos importantes
£
um educador em EaD deve conhecer? E certo que 
conhecê-los é diferente de saber manusear tudo isso. 
Por exemplo, para a parte técnica há os técnicos, pes­
soas que estudaram áreas bem diversas da Educação. 
Serão os que colocarão no ar todas as nossas ideias 
pedagógicas e conceituais, porém é de fundamental 
importância que haja um bom relacionamento en­
tre quem planeja o curso, quem o desenha para ir 
ao A\'A e quem coloca em prática essas ideias. Vaso 
isso não ocorra, o sucesso do curso em EaD não 
estará garantido.
Volte ao irem interdisciplinaridade e equipe 
mulddisciplinar,por exemplo, para perceber o quan­
to a parceria c importante. Reflita sobre como você 
deseja que o curso chegue ao seu aluno e que tipo de 
parceiros você gostaria de ter ao lado, te apoiando.
Terminamos^ por aqui, este conteúdo, mas ain­
da há muito que estudar para tornar-se um tutor em 
EaD ou um elaborador de materiais didáticos, enfim 
há muitos papéis, mas muito estudo os acompanha!
(MÔTÕES
1. Elenque termos que você conhece e que po­
dem nào estar citados neste Glossário (unidade 4).
2. Você percebeu a diferença entre comunica­
ção síncrona c assíncrona? Explique cada uma delas 
e cite pelo menos uma ferramenta em que cada uma
delas aconteça.
J
3, O que ê um glossário? Ele pode ser conside­
rado uma atividade? Explique.
4. Defina EaD.
5. Cite algumas atividades que podem ser re­
alizadas em ambientes virtuais de aprendizagem 
(AVAs).
A
firm
Com o término da leitura deste livro, espera­
mos que o aluno perceba que EaD não é simples­
mente estudar em casa, ou cm qualquer outro lugar.
Ainda, que o aluno se dê conta de como é árduo 
atuar como tutor em cursos na modalidade EaD, es­
pecialmente naqueles cm que não há nenhum en­
contro presencial, de modo que os vínculos deverão 
ser criados apenas através da interação no ambiente 
virtual dc aprendizagem.
Leia cada uma das unidades com bastante aten­
ção, estude-as, busque as referências indicadas e 
pesquise outras também. O educador de verdade é 
aquele que não para nunca, que está sempre em bus­
ca de conhecer cada vez mais.
Diante dc tudo isso, atente ao seu texto, à sua 
linguagem, à sua forma dc colocar-se para seu alu­
no, E a comunicação que dará o início ao processo 
educativo,
Lembrando o Velho Guerreiro, que aparece 
no começo deste livro: “Quem não se comunica, se 
trumbica!”
Ou seja, interaja de modo bem honesto com 
seu aluno e entregue-se à função de tutoria. O tutor 
é aquele que acompanha, organiza e guia o aluno no 
AVA. Seja esse guia!
35
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71
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http://www.anj
org.br/jornaleeducacao/biblioteca/cntrevistas/is-m
org.br/jornaleeducacao/biblioteca/cntrevistas/is-m
Gabarito
Unidade 1
1. A correspondência correta que o aluno deve 
fazer é a seguinte:
(D) Alô, está me ouvindo?
(Q Persuadir.
(A) Sào 19h35 em São Paulo.
(B) Não gosto de bolo de laranja. Penso que de 
cenoura é mais gostoso.
(F) Eu canto por que o instante existe e a minha 
vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste. Sou poeta. (ida-* 
ricc Lispector)
(E) Por favor, o que significa a palavra search 
em inglês?
- Search, em inglês, significa pesquisa.
2. O aluno pode responder baseando-se na fala 
de WALDECK & SOUZA presente no texto, que 
diz que;
“É claro que essa divisão dos tipos básicos de 
comunicação não ocorre de forma pura, ou seja, 
o uso de qualquer uma das funções nào implica o 
andamento dc outra(s). L’m sermão, por exemplo, 
de caráter predominantemente conativo, desde que 
busca persuadir os receptores para um determinado 
comportamento, pode também manifestar e desper­
tar emoções, cumprindo então, com a função emo-
tivíL Poderá ainda incluir referências, ao narrar, por 
exemplo, fetos históricos.” (WALDECK & SOU-
3. O aluno pode citar como elementos da Co­
municação os seguintes:
- emissor, locutor ou remetente: c aquele que 
envia a mensagem (uma pessoa, uma empresa, uma 
emissora de televisão etc.)
- receptor, locutário ou destinatário: é aquele a 
quem a mensagem é endereçada (um indivíduo ou 
um grupo).
- mensagem: é o conteúdo das informações 
transmitidas, o que é comunicado.
- meio ou canal de comunicação: é o meio pelo 
qual a mensagem será transmitida (carta, palestra, 
jornal televisivo).
- código: é o conjunto de signos e de regras de 
combinação desses signos, utilizado para elaborar a 
mensagem; o emissor codifica aquilo que o receptor 
irá decodificar.
- contexto: é o assunto, o conteúdo que a men­
sagem procura passar.
4. Espera-se que o aluno pontue que a Comu­
nicação confunde-se com nossa própria vida, pois 
estamos a todo tempo nos comunicando - através 
da fala, da escrita, de gestos, de um sorriso ou, 
Ü-5
até mesmo, através do manuseio de documentos, 
jornais e revistas.
Ainda, c importante mencionar que a Comuni­
cação é um processo necessário para a construção 
e manutenção das relações entre os seres humanos 
(os outros animais também tem meios próprios para 
comunicar-se, mas, neste livro, vamos nos ater às co­
municações humanas).
5. Para responder a esta questão, o aluno pode 
voltar-se para a explicação feita acerca do criador da 
frase, o comunicador Chacrinhta, o qual defendia que 
se você está no mundo, tem que se fazer entender 
pelas outras pessoas, tem que trocar ideias, tem que 
compreender os outros, tem que conseguir se fazer 
compreender por eles, senão, você se trumbica, ou 
seja, não vai conseguir estar no mundo, que c total­
mente comunicativo.
Unidade 2
1. Espera-se que o aluno responda algo como o 
indicado a seguir:
- O aluno: c o centro do processo educativo;
-O docente: será o motivador e possibilitador 
da aprendizagem cooperativa e interativa no am­
biente virtual (aqui, referimo-nos ao tutor);
- A comunicação: será realizada através de ma­
teriais impressos, audiovisuais, digitais - Internet, 
IM
softwares, CD-ROM, vídeos interativos, hipermídia 
etc - e á tutoria mediando os momentos presenciais 
c/ou virtuais;
& A estrutura e organização: responsável pela 
distribuição dc materiais, processos de comunicação 
e avaliação
2. Espera-se que o aluno mencione o quanto 
desenvolver uma relação com o conhecimento é 
fundamental para qualquer processo de aprendi­
zagem. Sem esse envolvimento, não ocorrerá uma 
aprendizagem significativa e sem atribuição de sen­
tido ao que se está exposto, nào há envolvimento e, 
consequentemente, a relação com a aprendizagem c 
o conhecimento ficará fragilizada.
3. O aluno deve explorar a habilidade fundamen­
tal do tutor: a comunicação c explicar que, sem ela, não 
haverá nenhuma possibilidade dc sucesso no cursa
4. Diante das novas possibilidades de utilização 
das mais variadas linguagens cm Lia D, como men­
cionado no texto, espera-se que o aluno perceba que 
o celular pode scr uma dessas linguagens, ou seja, 
como recurso, pode tornar-se um canal dc comu­
nicação entre professores e alunos e, assim, facilitar 
o ensino e auxiliar na promoção de aprendizagem e 
construção de conhecimennx
5. Voltamos à questão da EaD e suas potencia­
lidades, assim como o mercado que vem, contínua­
mente, abrindo-se por sua causa. Para responder a 
esta questão, o aluno deve pensar no quanto a EaD 
veio a favorecer cspecialmciitc àqueles que não ti­
nham a menor condição de estar, fisicamente, pre­
sente numa universidade, por razões diversas, como 
tempo, dinheiro e deslocamento até a mesma.
Unidade 3
1. O aluno deve desenvolver sua resposta ten­
do em vista os seguintes aspectos: o trecho indicado 
retrata que, quanto à multiplicidade de saberes, sig­
nifica dizer o que todo educador sabe, mas talvez 
feche os olhos; ou seja, aprende-se dentro e fora da 
escola e, muitas vezes, o problema da escola está em 
aceitar que ela está obsoleta, precisando modernizar 
suas práticas.
2. O aluno deve pautar sua resposta no trecho: 
Estudiosos, especialmente da área da comunicação, 
como o pruf. E)r. lsmar de Oliveira, vem tentando 
arduamente responder a essa questão. Há uma inter- 
-relação entre as duas grandes áreas de conhecimen­
to, prioritárias e merecedoras de atenção — a Edu­
cação e a Comunicação, Esta relação aponta para a 
emergência do desenvolvimento de um campo de 
intervenção social que promova suporte conceituai
e metodológico para que OS envolvidos em proces­
sos dc EaD compreendam a importância da ação 
comunicativa para o bom convívio entre as pessoas. 
Também fundamental é compreender a pertinência 
da produção do conhecimento e da elaboração e im­
plementação dc projetos com foco na colaboração, 
que promovam protagonismo e mudanças sociais.
3, Para explicar a mediação pedagógica, o alu­
no pode partir de que ela “será o encaminhamen­
to dado pelo professor às atividades educativas de 
forma a motivar a aprendizagem do aluno - e a sua 
própria — sendo seu papel o de inccntivador dc ati­
tudes ativas deste aluno frente às informações rece­
bidas para que sejam processadas, contexrualizadas 
e transformadas em conhecimento”. (BARREIRO, 
2004, pág. 96)
4. O objetivo final do processo dc mediação 
pedagógica é o de que o aluno produza um conheci­
mento que lhe seja significativo, que se incorpore ao 
seu mundo e que o ajude a compreender sua realida­
de c nela interferir para transformá-la e melhorá-la 
sempre que sentir necessidade
5. A ação do tutor online é de suma importância 
para todo o processo educativo, E ele quem fará a me­
diação entre todos os elementos envolvidos. Como
um educomunicador sua ação engrandece. Perceber 
as nuances de um processo de Comunicação de su­
cesso e buscar atingi-lo, é sua função prioritária.
Unidade 4
1. Resposta livre. O objetivo é que o aluno pes­
quise outros termo® e os acrescente, ampliando seu 
próprio glossário*
2. Comunicação síncrona: aquela que ocorre ao 
mesmo tempo, ou seja, ambos os interlocutores es­
tão trocando ideias no mesmo momento. Ex.: chat*
Comunicação assíncrona: aquela que nào ocor-
J-
rc, necessariamente no mesmo momento. E possí­
vel que alunos e/ou professores estejam ao mesmo 
tempo num fórum, mas nào necessariamente isso vai 
ocorrer. O intuito c que cada um deixe sua participa­
ção ao seu tempo. Ex.: fórum oulista de discussão.
3. O glossário pode ser considerado como 
uma atividade que permite que os participantes 
criem e atualizem uma lista de definições como 
cm um dicionário ou cm um FAQ (perguntas 
frequentes). As listas podem scr visualizadas cm 
diversos formatos, e é possível criar automatica­
mente links nos textos de um curso que levam aos 
itens definidos no glossário, Ainda assim, ele pode 
estar no curso desde seu início ou scr construído 
123
aos poucos» cofaborativamente, aí, neste último 
caso, será uma atividade,
4. A EaD tem diversas definições. Algumas en­
fatizam o fator de distância geográfica entre profes­
sor e alunos. Outras enfatizam o uso de tecnologias 
de comunicação. A mais abrangente inclui todas as 
fôrmas de ensino-aprendizagem, nas quais os alunos 
e/ou os professores comunicam-se de qualquer ma­
neira além de reuniões presenciais em sala de aula. 
Esta definição inclui casos, tais como: alunos espa­
lhados geograficamente c estudando sozinhos por 
grande parte do tempo, mas participando de reuni­
ões de grupo regulares cm centros de estudo ou te- 
lepostos (study center; learning center)» com ou sem 
a presença de um tutor ou facilltador; alunos e pro­
fessores morando no mesmo local c frequentando a 
mesma instituição de ensino presencial, que por mo­
tivos de conveniência de horários c não problemas 
de distância geográfica comunicam-se por meio de 
redes de computadores (E-mail).
5. Resposta livre. Espera-se que o aluno cite 
algumas das atividades apresentadas no glossário, 
como xviki, chat, questionário, dentre outras.
Knowhaw
/ tecnologia educacional
www.knowhowtec.com.br
http://www.knowhowtec.com.br

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