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f
Comunicado e Informática
na ErtD
ftna Cláudia barreiro Naqu
GoiYiunicação e Informóticói na ErtD
Coordenação fterd
Nelson. Boni
Coordenado de Projetos
Leandro Lousada
Professor Responsável
Projeto &róficOj Capa
e Oagromação
Níarilia Lopes
Revisão Ortográfica
Célia Ferreira Pinto
Ana Cláudia Barreiro Nagy 1fl Edição-- Junho de 1014
impressão em São Paulo/SP
Copyrighr © EaD KiwHmv 2011
Nenhuma parte dessa pubiicaçào pode ser reproduzida por
qualquer indo sem a prévia autorização desta instituição.
Editora
how
Catalogação elaborada por Gfaucy dos Santos Silva - CRB8/6353
Apreserrtâ^o
"£» sou do tamanho do que vejo e não do
tamanho de minha altura. ”
Fernando Pessoa
Seria possível viver num mundo no qual cada um
vivesse isoladamente, como um ermitão, por exem
plo, cuidando de sua vidinha, sem trocar uma palavra,
um gesto ou um olhar com outro ser humano?
Será que conseguiriamos viver desse modo?
Pense bem antes de responder!
Tenho certeza de que sua resposta foi algo pare
cido com: “não consigo nem imaginar uma coisa des
sas’ . Acertei? Eu responderia que tfnão consigo, preci
so falar, ouvir, trocar ideias, trocar mais ideias e saber
que há sempre um interlocutor para dialogar comigo”.
Pois c. Ficar sem expressar nossos pensamen
tos, sentimentos u angústias é impossível!
Imagine, então, uma sociedade inteira sem co
municação! NãàãàãÒÍ É melhor mudar de assunto,
pensar outras coisas (e comunicá-las aos nossos ami
gos, familiares, conhecidos etc).
Já que não dá para conceber uma sociedade sem
comunicação, podemos refletir como a informática
vem nos ajudando na formatação de nossas relações
comunicativas. Ela faz um elo entre comunicação e a
sociedade, facilitando que a interação social ocorra.
Ao falarmos em nos comunicar via tecnologia,
na mesma hora o que nos vem à cabeça? A Internet,
ou seja, a rede mundial de computadores. E não c só
para bater papo, falar coisas sem grande importân
cia, não. Pensamos nela para todo tipo de comuni
cação, desde troca de e-mails para dar um recadínho
para um amigo, expressar uma opinião sobre uma
foto postada numa rede social, procurar o horário
da sessão de cinema, o preço de um eletrodoméstico,
até participar de uma reunião virtual.
São muitas as possibilidades que o mundo con
temporâneo nos dá: mesmo quem não é muito afei
to a criar redações, no mundo virtual contamos com
uma série de recursos dos quais não temos problemas
em participar. Escrever comentários em blogs ou te
mos o nosso próprio blog, participamos de listas cie
discussão onde debatemos temas de nosso interesse
ou sobre os quaís sabemos muito ou queremos apren
der, temos perfis cm redes sociais ou até mesmo ho-
mepages, onde postamos quando c o que desejamos.
E por que fazemos isso? Para nos comunicar,
para dizer às pessoas, conhecidas ou não, quem so
mos, do que gostamos, quais nossas dúvidas ctc...
As vezes, até exageramos nisso tudo c acabamos por
expor nossa intimidade para qualquer desconhecido,
o que pode ser muito perigoso, mas sempre por não
conseguirmos ficar isolados e sentirmos a necessida
de de comunicação.
Hoje, vivemos a '“equação" de estar conectados.
Vivemos na era da informação, da comunicação e do
conhecimento. As novas tecnologias nos aproximam
de tudo e de todos. Basta entrar na rede mundial de
computadores para encontrar algo que nos interesse
e partir para a ação de comunicar.
Assim, seja como for, se não nos comunicar
mos, temos a impressão de que não estamos vivendo
e isso é a única coisa que não queremos. Seja pesso
almente, seja virtualmente, a comunicação é um pro
cesso humano necessário para a vida cm sociedade.
Com o advento da internet, ampliamos nos
sas formas de desenvolve-lo. Nela há milhões de
usuários de todo o mundo que utilizam a rode
para trocar mensagens, fazer pesquisas, conhecer
pessoas de outros países, com diferentes culturas,
enfim há muito que fazer para nos comunicar. O
importante c comunicar-se!
Desse modo, você, aluno (a) de um curso de
pós-graduação, está aqui para adentrar mais profun
damente o mundo da comunicação, especial mente,
via rede mundial de computadores. Não podemos
fugir desta temática c nem devemos, pois está pre
sente e é necessária para qualquer estudante, espe-
cialmcntc devido à velocidade com que as coisas no
mundo ocorrem e transformam-se.
Neste livro, você encontrará os conteúdos
pertinentes à disciplina COMUNICAÇÃO E IN-
FORMATICA, no qual serão discutidas, fundamen-
talmente± a comunicação e a importância dás tecno
logias informáticas que a promovem.
Para tal, vamos definir conceitos pertinentes ao
assunto, como a própria comunicação, assim como
a interação proporcionada através das tecnologias —
presenciai e a distância - focando no contexto edu
cacional, na relação professor-aluno.
Também, estudaremos a Educação no mundo
contemporâneo e as modificações que vem sofren
do com os recursos tecnológicos que estão surgindo
diariamente — seja pelo notebooky pelo tablet. pelo
swj&rt/aforte, ou pulo e-maíl. E fundamental conhe
cer e compreender como essas ferramentas podem
auxiliar no processo educativo e na construção de
conhecimento por alunos e professores.
O livro que, agora, você tem em seu poder está
dividido cm quatro unidades. Cada uma delas apre
senta uma particularidade do tema e foi organizado
tendo em vista facilitar seu percurso dentro da te
mática.
Veja como estão organizadas:
UNIDADE [
Nesta unidade, o objetivo c estudar o
proccssodc Gonwnicadh’ humana. Para
isso, serão apresentadas c discutidas as
funções da linguagem, assim como a
importância da comunicação para nossa
vida - pessoal e social.
UNIDADE 2
intenção desta unidade c relacionar os
eixos nos quais este livro está ancorado,
ou sejja, a comunicação e a informáti
ca com a Educação a Distância. Será
discutido, dentre outros conceitos, o
“estar junto virtual" (TOR1,2002), que
mostra a importância de promover ações
educacionais, enquanto o participante dc
um curso cm EaD percebe a presença
de seu tutor; desenvolvendo vínculos,
que auxiliarão no processo de aprendi
UNIDADE 3
>>
E proposta desta unidade, entrar a fundo
no mundo da tutoria em EaD c associar
o papel do ttttor com o de um eduúo-
municador, ou seja, você vai perceber
que para promover Educação é preciso,
antes dc mais nada, ser um comunicador
das coisas da Educação.
UNIDADE 4
Esta unidade apresenta um Glossário dc
termos importantes para qualqüur um
que sc aventure no mundo da EaD Os
termos estão divididos cm três catego
rias: termos técnicos, termos conceituais
c atividades^ pois se buscou separar cada
um deles a partir de sua utilização na
construção dc um curso cm EaD e na$
piara formas de aprendizagem.
Para estudar rodos os temas indicados, os obje
tivos gerais da disciplina são:
• Entender o conceito de Comunicação;
• Compreender e identificar a importância da
tecnologia informática;
• Analisar os desafios que a informática colo
ca diante da Educação na sociedade atual;
* Compreender a relação entre a Comunica
ção e a Informática no mundo contemporâneo;
■ Desenvolver noções sobre interação entre
alunos e professores em EaD (Educação a Distância);
■ Construir um glossário de termos pertinen
tes à temática desenvolvida no livro.
Cs objetivos específicos, que estão indicados
abaixo, são os seguintes:
• Identificar o conceito de Comunicação;
• Identificar a importância das tecnologias
para os processas comunicativos;
• Conhecer ferramentas informáticas aplicá
veis à Educação com objetivos comunicativos;
Identificar as potencialidades da Informática
no contexto educacional diante dos processos co-
municacionais;
• Identificar os conceitos de interação e inte
ratividade;
• Relacionar Comunicação, Informática e rela
ção professor-aluno na EaD (Educação a Distância);
• Conceituar termos específicos para a EaD
relacionados à Comunicação, Informática e docên
cia em ambientes virtuais.
Aproveite aleitura e as imagens do seu livro e
não deixe de buscar as indicações do “Saiba mais'1
í>
para aprimorar seus conhecimentos!
Animado (a)?
Então* mãos à obra!
Seja bem-vindo e boa jornada!
'Sumário
UNlCWe I 15
COrYlUncd^O
Introdução
1,1. Quem Não se Comunica
se Trumbical
LL1.0 Que é Comunicação?
1,1.2. Funções Comunicativa»
Éérriuria^So, Informática e a Tittorzs
Eletrôríca
Introdução
XI. Comunicação e liitbrm ática
na Educação a Distância
2.2. Educação A Distância
2.2. í, Mais um Pouco Sobre Ead
2,2.2. Componentes do Sistema de
Educação a Distância
X2.3. lí as Linguagens Ltifizadas em Ead? Uni
Pouco Sobre as Tics (Tecnolcgias ê Intõnnaçào
na Educação)
UMOfflJE 5 5-7
Tutcrá em EaD
Introdução
3.1. A Educomutiicaçào nos Cursos em EaD: Par-
cena Necessária Com A Educação
3.2. O Tutor Online em Açào: Parceiro Necessário
ao Desenvolvimento de Ações Verdadeira mente
Educoniunicaiivas
UNlDfàE 4 ........................ 15
Expressões Tenros Conceitos - Vm
Glossário de Ternxs-Chcwe Pera 6aD
Introdução
4.1.0 Glossário
4,1.1. Termos Técnicos
4.1.2. TERMOS CONCEITUAIS
4.1.3. Termos Mão na Massa —
as Atividades
Considerações Finais II5
Referências BibliográHcas 115
Bibliografia Complementar la
Gabarito IXZ
UKilCWE I
CoiYiunica^ão
*Zsso que vês, como expressarás com
palavras? O mundo nos entra pelos
olhos, porém nao adquire sentido até
que desça à nossa boca.”
Paul A uster
Nesta unidade, vamos tratar da comunicação,
das funções da linguagem e da importância da Co
municação paia nossa vida — pessoal e social.
Vamos descrever o processo comunicativo e as
J!
funções que cada forma de nos comunicar tem. E
nosso objetivo perceber que, dependendo de como
se dá esse processo, obtemos maior ou menor suces
so diante dos nossos alunos.
Ainda, vamos buscar analisar como a comu
nicação influencia o modo como, na Educação a
Distância, utilizamos a Informática, no decorrer
das demais unidades.
■■
E fundamental enxergar as ações do tutor, en
quanto se comunica com seus alunos, e analisar em
quais momentos é mais simples conseguir sua aten
ção e proporcionar aprendizagens.
O tutor díi EaD tem um papel fundamental
diante da aprendizagem dos alunos. Ele não existe
apenas para indicar quais atividades devem ser reali
zadas e os prazos para que sejam entregues e avalia
das. Seu papel é de mostrar os caminhos mais indi
cados para a navegação do aluno. Devemos lembrar
que é ele quem faz a mediação entre os conteúdos,
as atividades, a organização do curso c, às vezes, pe
rante questões administrativas também.
Mas, para que possamos pensar nessas ques
tões, vamos pensar sobre a Comunicação propria
mente dita?
1,1. ó?ueiYi [xfâo se Comunica
se Truríibica!
Vocc já deve ter ouvido falar que “quem não
se comunica se crutnbica”, não é? Essa frase foi dita
por um grande comunicador, o apresentador do
“Cassino do Chactinha1”, Abelardo Barbosa.
1 Cassino do Chacrinhâ foi um programa dc auditório com atrações
musicais e show de calouros apresentado por Abelardo "Chacrinha”
Barbosa entro 6 dc março dc 1982 e 2 dc julho de 19®8. Hm 1987, o
apresentador comemorou seus 70 anos no programa. Doenrt, Cha-
crinha chegou a scr substituído. a partir de 11 de junho dc 1988, pdc
humorista João Klcbcr. O "Velho Guerreiro?’, corno tombem ficou
conhecido, morreu em 30 de junho de 1988, vitimado por um câncer
de pulmão. Foi também um dos mais populares programas da televi*
são brasileira, que kz grande sucesso nas tardes de sábado, lha um
programa dc auditório.
4
Refcrén cia: http://wwwzmiot-
deste.corn/onurdcste/en-
ciclo ped i a N o rd este / i n de x,
php?tJtu]o=Chacriiiha<r=e&Íd_
per&o=268
O que será que isso significa: “quem não se co
munica se trumbica”?
Chacrmha defendia que se você está no mundo,
tem que se fazer entender pelas outras pessoas, tem
que trocar ideias, tem que çompreender os outros,
tem que conseguir fazer-se compreender, senão,
você se trumbica, ou seja, nào vai conseguir estar no
mundo, que é totalmente comunicativo.
O que será que isso significa: “quem não se co
munica se trumbica”?
Chacrinha defendia que se você está no mundo,
tem que se fazer entender pelas outras pessoas, tem
que trocar ideias, tem que compreender os outros,
tem que conseguir fazer-se compreender, senão,
você se trumbica, ou seja, nào vai conseguir estar no
mundo, que é total mente comunicativo
n
http://wwwzmiot-deste.corn/onurdcste/en-
http://wwwzmiot-deste.corn/onurdcste/en-
J
Sugestão de leitura para aprimoramento do
conteúdo: acesse o endereço eletrônico abaixo e leia
um pequeno texto, que utiliza cm seu título a fra
se do Chacrinha, citada antenormente: “Quem não
sc comunica, se trumbica: você sabe se expressar
bem?*\ de Marina Oliveira, e Rita Trevisan, publica
do no site UoL
<http://mulhcr.uol.com.br/comportamcnro/
noticias/rcdacao, 2013/07/22/quem-nao-se-comu-
nica-se-trunibica-vocc-sabe-$e-exprcssar-bcm.htm>
1.1.1. 0 (?ue é Comunioa^o?
O homem é um ser social. Ele relaciona-se de
forma interdependente com os outros homens do
grupo, no qual está inserido. Essa convivência se dá
por meio do processo de comunicação. Sem ela, não
há possibilidade de sc construir um relacionamento.
Ao pensar em Comunicação, cabe ressaltar
que ela sc dá através da fala, dos sons, dos gestos,
da escrita. Normalmente, nós, humanos, nos comu
nicamos utilizando todos esses tipos. Por exemplo,
quando entramos num restaurante, somos cum
primentados por uma recepcionista ou maitre que
nos pergunta para quantas pessoas desejamos uma
mesa c nos encaminha até ela. Lá, recebemos do
garçom um cardápio, onde há os nomes dos pratos
e algumas fotos de refeições. Após escolhermos,
fazemos um gesto com a mào para que o garçom
http://mulhcr.uol.com.br/comportamcnro/noticias/rcdacao%2C_2013/07/22/quem-nao-se-comu-nica-se-trunibica-vocc-sabe-%24e-exprcssar-bcm.htm
http://mulhcr.uol.com.br/comportamcnro/noticias/rcdacao%2C_2013/07/22/quem-nao-se-comu-nica-se-trunibica-vocc-sabe-%24e-exprcssar-bcm.htm
http://mulhcr.uol.com.br/comportamcnro/noticias/rcdacao%2C_2013/07/22/quem-nao-se-comu-nica-se-trunibica-vocc-sabe-%24e-exprcssar-bcm.htm
retorne para anotar em seu bloquínho ou ipad o
que escolhemos para comer.
Nesta situação, utilizamos formas diferentes de
nos comunicar. As vezes, usamos apenas palavras,
por exemplo, num telefonema, ou misturamos pala
vras e imagens, como num cbat via internet.
A Comunicação é um processo necessário para
a construção e manutenção das relações entre os se
tes humanos (os outros animais também têm meios
próprios para comunicar-se, mas, neste livro, vamos
nos ater às comunicações humanas).
Veja o esquema a seguir, no qual aparecem cs
elementos que atuam no ato da Comunicação:
O que temos aqui?
Cada indivíduo que participa do ato da Co
municação está, necessariamente, em determinado
ambiente em que alguém (o emissor, locutor ou re
metente) comunica alguma coisa (a mensagem) para
outra pessoa (o receptor, locutário ou destinatário)
por algum meio í canal de comunicacão), por exem
plo, falando pessoalmente, por telefone, via carta,
pela internet ou enviando um SMS.
Também faz parte desses elementos, o contex
to, que c o assunto, ou seja, o conteúdo que a men
sagem procura passar, Ainda, há que considerar o
retorno, ou seja, a percepção de como o processo
de comunicação está acontecendo: está funcionará
do? Qual a reação do interlocutor?
Outro item importante a ser pensado é o ruí
do, ou seja, será que há algo que possa truncar e in
terromper, ou atrapalhar o recebimento da mensa
gem? E através do retorno que temos essa resposta,
visto que se não for satisfatória, provavelmente
aconteceu algo que impediu a total compreensão
do que foi dito. Pode ser que o interlocutor não
tenha conhecimento do assunto, ou que não te
nha ouvído direito, ou que as palavras utilizadas na
mensagem não sejam familiares a cie, e um monte
de outros fatores devem ser considerados para que
hajaboa Huência neste processo.
<íNa expressão oral, o conteúdo deve ser exposto com
ideias claras, no nível de entendimento do seu interlocu
tor; usando vocabulário que lhe seja compreeiisivd, em
sequência lógica fácil de se acompanhar Quanto à for
ma, é necessário falar de modo que se possa ser entendi
do por quem o ouve: articulação adequada dos fonemas,
ritmo nem muito rápido nem muito lento, modulação de
voz que evite a monotonia, volume de som condizente
Com <j local c os ouvintes. Além da elocução cuidados ít,
não se pode esquecer a expressividade da mímica facial
e da gcsáculaçào que reforça as ideias c os pensamentos
transmitidos.” (MADÓI5K1S, 2011, pág 75)
O processo de comunicação pode ser bem sim
ples e obter sucesso em seu desenvolvimento, ou ser
dificultado por uma falha em algum dos elementos
mencionados. Pense só: quando estamos ao telefone,
a janela está aberta e nesse mesmo momento passa
um ônibus trocando de marcha bem à nossa frente,
o que pode acontecer? Talvez não escuremos o que
nosso interlocutor esteja falando, certo? O ambiente,
neste caso, nos atrapalhou. O ambiente tem grande
influência na comunicação, Ele pode até determinar
a atuação do emissor ou receptor da mensagem.
É a questão do ruído, como já mencionado^ ou,
do retomo, ou seja, a percepção de como o proces
so de comunicação está acontecendo. Na fala, é fa
cilmente percebido, já que enquanto falamos, temos
condições de entender a reação de nosso ouvinte
interlocutor, o que nos auxilia a mudar de estratégia,
escolher outras palavras, usar gestos, tocar o outro,
enfim há variados recursos para que consigamos atin
gir nosso interlocutor e transmitir nossa mensagem.
Zl
E na escrita, será que o mesmo ocorre?
Como não estamos face a fade com o interlocu
tor, só é possível perceber se fomos compreendidos,
por exemplo, no caso da realização de uma prova so
bre um texto, ou quando será feita uma apresentação
sobre aquele texto. Imagine que você está lendo esse
livro, que faz parte de seu curso de pós-graduação, e
vai responder, algum tempo depois, questões sobre
o que está escrito e explicado aqui. Esta será uma
oportunidade de verificar se a mensagem foi bem
transmitida c se você a compreendeu bem.
Por isso, ressalto que a expressão escrita exi
ge que sua organização seja impecável, que haja
coerência e coesão textual e, ainda correção gra
matical, de forma que as ideias descritas façam um
todo de sentido e o texto possa ser lido, relido e
sempre compreendido.
Acrescento que também se faz necessário
que o receptor esteja preparado para participar
do processo comunicativo, ou seja, não basta
estar presente, é preciso envolver-se com a con
versa. Aposto que você já passou por uma des
sas duas situações: a) você estava falando e seu
interlocutor parecia estar distraído, sem prestar
atençào à sua fala ou; b) ouvindo outra pessoa fa
lar, você “desligou”, teve a sensação de estar em
outro lugar até que ouviu algo corno “você está
me ouvindo?”
Acertei. Todos já passamos por isso alguma vez.
E aí é que entra a importância do receptor participar
da conversa prestando atenção àquilo que está sendo
dito e responder quando for seu turno2, transfor-
mando esse processo em um momento de sucesso
comunicativo: todos falam, todos sc entendem.
Já o leitor, “deve ler sem se deixar distrair por
algo que possa desviar sua atenção do texto” (NA- £
DOLSKIS^ 2011, pág. 76) e, para isso, pode desen
volver certas estratégias visando à completa com
preensão da leitura, como sublinhar os trechos que
julgar mais importantes; fazer uma leitura inicial para
detectar palavras desconhecidas, que devem ser bus
cadas no dicionário e anotar seus significados; ler e
anotar o que for entendendo.
Claro, para que tudo isso funcione é fundamen
tal que a mensagem esteja coerente, que faça sentido,
que não apresente erros ou que a linguagem não es
teja truncada ou confusa, Ela precisa estar adequada
aos demais elementos comunicativos — conteúdo e
forma - para que seja compreendida.
Neste contexto, cabe estudar um pouquinho
sobre as funções comunicativas c entender como
elas sào importantes para todo o processo.
"O turno c a vez de cada interlocutor falai; E comum quando uma
pessoa fala, a outra falar no mesmo tempo. roubando-lhe o turno, ou
seja,, interrompendo aquele que estava com a palavra.
/---------------------------------------------------------------------- s
Assiste ao vídeo: “Elementos da Comunicação
para aprender mais sobre esse processo. Visite o en
dereço eletrónico:
http://www.youtube.dom/
watch ? v ~ n() RQ \v Z-Ü -C LL
Bons estudos]
S_______________ J_____________________________ r
I.LZ. funções Gomumictrti^
Para esclarecer esta questão da Comunicação e
sua importância para os processos educacionais^ su
giro ler o texto que segue, de Guilherme Figueiredo,
chamado “Sobre a Língua”, de 1970.
Vamos lá?
Xantós
Mais língua? Xào te disse que trouxesse o que há de
melhor para o meti hóspede? I?or que só trazes língua?
Queres expor-me ao ridículo?
Esopo
Que há de melhor do que a língua? A língua é que nos
une todos, quando falamos. Sem a língua nada poderí
amos dizer. A língua é a chave das ciências, o órgào da
verdade e da razão.
Graças à língua c que sc constroem as cidades, graças i
língua dizemos o nosso amor. Com a língua se ensina, se
persuade, se instrui, se reza, se explica, $e canta, se de$-
http://www.youtube.dom/
creve, sc elogia, sc demonstra, se afirma. E com a língua
que nj dizes "mãe”, “querida'* e "Deus”. É com a língua
que dizemos "sim”. E a língua que oídcna os exércitos à
vitória, é a língua que se desdobra os versos de Homero.
A língua cria o mundo dc Esquilo, a palavra de Demós-
tenes. Toda a Grécia (...) toda a Greda foi feira com a
língua, a língua de belos gregos falando para a eternidade;
Xantós
(...)
Bravo, Esopo! Realmente tu me trouxeste o que há de
melhor, (...) Vai agora ao mercado, e traz-nos o que
houver de pior, pois quero ver a tua sabedoria!
(4)
Esopo
A língua, Senhor, c o que há de pior no mundo. Ê a fon
te de todas as intrigas, o início de todos os processo^
a mãe de todas as discussões. E a língua que usam os
maus poetas que nos fatigam na praça. E a língua que
usam os filósofos que não sabem pensar. E a língua que
mente e que esconde, que tergiversa, que blasfema, que
insulta, que se acovarda, que mendiga, que impreca, que
bajula, que destrói, que calunia, que vende, que seduz,
que corrompa. E com a língua que dizemos “morre” e
"cattelha” e “corja”. É com a língua que dizemos "não”.
Com a língua Aquiles mostrou a sua cólera, com a lín-
gua Ulisses tramava seus ardis. Com a língua, a Grécia
vai tumultuar os pobres cérebros humanos pfira toda
a eternidade. Aí está, Xantõs, porque a língua é a pior
de todas as coisas! (FIGUEIREDO, 1970, págs. 32-34)
Diante da leitura, você consegue perceber o
quanto a língua é fundamental no processo de co
municação? E a linguagem? Elas caminham jun
tas. Vale ressaltar que o que fazemos com ela é o
que vai dizer se conquistaremos ou não sucesso
perante nosso interlocutor. Assim, se faz neces
sário conhecer as funções da linguagem, que, no
nosso caso, seres humanos, vai se utilizar da língua
para concretizá-las.
Antes de estudá-las, vamos definir linguagem e
língua para facilitar a compreensão e para que não nos
confundamos mais ao usar o termo. Veja a seguir
De acordo com BECHARA (2009),
a linguagem c qualquer sistema de signos simbólicos
empregado® na intercomunicação social para expressar
e comunicar ideias e sentimentos, isto é, conteúdos de
consciência, (pág. 29
Ela é, portanto, a capacidade de nos comunicar
com os outros <X para isso, utilizamos os signos lin-
guísdcos3. A linguagem é a capacidade que ternos de
produzir, desenvolver e compreender a língua c outras
J V
Sugestão de vídeo para aprimoramento do con
teúdo sobre o signo linguístico:
h ttp: / /ww.yo u tu be. com/ wa tc h ?v=Qml_
cKuYMOL Visite este endereço e assista os primei
ros quatro minutos do vídeo indicado (até a marca
de 04:06).
Espero que seja interessante!
A língua c um conjunto dc sinais — como as pa
lavras, por exemplo - e de leis combinatórias através
das quais os indivíduos pertencentes a uma determi
nada comunidade têm a possibilidade de interagir e
comunicar-sc. A língua c um patrimônio social c cul-
71 Os signos linguísticos são elementos representativos, constituindo-
-sc de dois aspectos básicos: o signiticante c o significado, ©s quais
formam um todo indissolúvel
Tenha como exemplo a palavra “casap. Quando a ouvimos, logo te
mos uma intuem psíquica associada à materialização dessa imagem 5
ou seja, algo que a represente de for ma gráfica, por meio dos fonemas
que formam as sílabas. Assim, temos: como stgmhcado: moradia, a
qual equivale a um espaço construído pelo ser humano, cuja ftinção é
abrigã-lo ç protçgc-lo em todos ■ xs sentidos, t) significado nos remete
à imagem mental.
Se fôssemos materializar os sons que tal palavra representa, fônetka-
mente obteríamos: K 'A/Z/A = imagem sensor al, ora representada
por meio dc letras. Assim sendo, temos o objeto “casa”, representado
propriamente dito. E. por assina dizer, resta-nos considerar que esta
mos falando exatamente do signi tirante.
2.1
tural desta comunidade, resultando de convenções,
criada e modificada conjuntamente, por seus falan
tes. Esse conjunto organizado de elementos possibi
lita a comunicação. Como surge em sociedade, todos
os grupos humanos desenvolvem sistemas com esse
fim (comunicar-se)4.
Para aprender mais sobre esse rema, leia o tex
to: "O que se entende por língua e linguagem?” do
prof. Atalíba T de Castilho, da Universidade de São
Paulo, que você encontra no site do Museu da Lín
gua Portuguesa: http://www.museudalinguaportu-
gucsaxjtg.br/ files/ mlp / texto_ 14.pd f
Boa leitura!
Agora, podemos conhecer as funções da lin
guagem:
a) Conativa ou Apelativa: centrai la no recep
tor, naquele que recebe a mensagem. Esta função
visaà ação, à persuasão, ou seja, é utilizada para con
seguir com que o interlocutor realize o que o emiten
te está propondo.
Utiliza os verbos no imperativo.
£xemp/or propaganda de venda de produtos,
campanha de doação de sangue ou órgãos.
As línguas podem se manifestar de forma oral ou gescnal* como a
Língua Brasileira de Sinais (Libras).
http://www.museudalinguaportu-gucsaxjtg.br/
http://www.museudalinguaportu-gucsaxjtg.br/
Salve n "ma< t« 1.!i„eVida
angue
b) Fática: centrada no canal, sua preocupação
é a de testar o contato entre os interlocutores. Serve
para abertura, manutenção e fechamento do canal de
comunicação.
São aquelas palavras como “né”, ou “então”, “oi”.
£xemp/or- “Então, como eu estava te dizendo... ”
c) Emotiva ou Expressiva: centrada no emissor,
expõe a emoção do emissor a respeito do que ele
está falando, refere-se ao eu e à primeira pessoa do
discurso. Manifesta opiniões ou sentimentos.
Exemplo: uma carta de amor na qual quem es
creve elenca seus sentimentos, por quem ira recebe-la.
d) Referencial ou Denotativa: centrada no refe
rente, o que predomina e o conteúdo. A mensagem
passada por ela refere-se a coisas reais* Nào tem subje
tividade, peio contrário, é objetiva* Procura informar*
É um ponto de referência.
Exemplo: informação da previsão do tempo;
receita culinária.
Tempo para Criciúma - SC
2(TC
Mudado
Ví-nTC S H 19 "tm.1i
Umidade 03%
wx sáb dem seg
23? 1'- 2JJ 25-1 26?20
30
e) Metalinguística: está centrada no código uti
lizado^ remete a outra mensagem, explica o que está
sendo dito, fala sobre a própria linguagem. São as
definições, as explicações, os ^parênteses” abertos
durante a comunicacào.
3
Exemplo:Maria, vendedora de sorvete, trabalha
próximo ao Pátio do Colégio, local aonde, em 1554,
os padres jesuítas vindos de Portugal iniciaram a fun
dação da cidade, com uma missa no dia de São Paulo.
Exemplo:
Para fazer um poema dadaísta (Tristan Tzara)
“Pegue um jornal.
Pegue a tesoura.
Escolha no jornal um artigo do tamanho que
você deseja dar a seu poema.
Recorte o artigo."
Obs.: este trecho da poesia, intitulada: "Para fa
zer um poema dadaísta”, utiliza o código (poema)
pata explicar o próprio ato de fazer um poema.
31
f) Poética: esta centrada na forma da transmis
são da mensagem, trabalha, especialmente, com os
signos, com o discurso, independente dos objetos
reais, Nào existe apenas na poesia1. Pode ser usada
na linguagem publicitaria e ate mesmo na coloquial,
a do dia a dia.
Exemplo: “Se essa rua, se essa rua fosse minha....
Em mandava, eu mandava ladrilhar....
Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante.,..
Para o meu, para o meu amor passar!*
vem navio
vai navio
vir navio
ver navio
ver nào ver
vir não vir
vir não ver
ver não vir
ver navios
Vale uma observação pertinente sobre tudo que
estamos conversando:
“I l claro que essa divisão dos tipos básicos de comu
nicação nào ocorre de forma, pura, ou seja, o uso dc
qualquer uma das funções não implica o anulamento
" Poesia é o conteúdo, iú poema é a forma, Por exemplo, João Guima
rães Rosa escreveu poesia em prosa.
de oucra(s). Um sermão, por exemplo, de caráter predo
minante mente cun ativo, desde que busca persuadir os
receptores para um determinado comporta mento, pode
também manifestar e despertar emoções, cumprin
do então, com a função emotiva. Poderá ainda induir
referências, ao narrar, por exemplo, fatos históricos.”
(WALDECiC & SOUZA, 1980, pág 75)
Deste modo, com es sus informações, vamos
pensar nas ações do tutor em EaD. Eic tem o texto -
e nada mais - para desenvolver uma postura de edu
cador com seus alunos* Será, portanto, através das
palavras que escolher para suas respostas ou solici
tações que este profissional cativará seus estudantes.
Se ele for ríspido, pode fazer até com que O
aluno abandone o curso, idem se for indiferente, se
"desaparecer” e deixar o aluno sem respostas por
muito tempo.
Ao contrário, se for generoso em suas respostas» se
procurar cativar seu aluno, fazendo-lbr elogios, levantan
do pontos pertinentes em suas respostas, o aluno sentír-
-sc-á respeitado e motivado a continuar participando.
Veja que nao está sendo defendida a posição de
"'amigao” para o tutor. Muito pelo contrário* O tutor
tem o texto elaborado pelo aluno para dele retirar
elementos que vai utilizar em seus “elogios'’ c mo-
tivaçòes. Não c uma postura de está tudo bem, vou
55
acarinhar meu aluno de todo jeito, dizer-lhe palavras
doces que sua função estará cumprida.
De modo algum!
Por mais que um aluno goste de ser elogiado, é
importante perceber cm seu tutor o conhecimento
do conteúdo. Assim, elogios pessoais são menos im
portantes que elogios a partir do conteúdo, ou seja,
a proposição de ampliação da resposta, com amplia
ção da visão sobre a questão em pauta.
Mais adiante, vamos tratar especificamente do
tutor e de como se comunicar com seu aluno em
cursos não presenciais.
Gondusão
Agora que você estudou sobre a Comunicação,
definindo-a c conhecendo suas funções, já está pre
parado (a) para entendera importância desse proces
so na Educação — presencia! u a distância.
Comunicar-se com seus alunos, fazer-se enten
der e entendê-los é metade do percurso para obter
sucesso na ação docente, objetivo principal do tutor
que acompanha um curso online.
1. Faça a correspondência entre as duas colunas:
a) Função referencial
b) Função emotiva
c) Função conativa
d) Função fálica
e) Função metalínguísdea
f) Função poética
( j Alô, está me ouvindo?
( ) Persuadir.
( } São 19h35 em Sào Paulo,
( ) Nao gosto de bolo de laranja. Penso que de
cenoura é mais gostoso.
( ) Eu canto por que o instante existe c a minha
vida está completa.
Nao sou alegre nem sou triste. Sou poeta.
(Clarice Lispector)
( ) Por favor, o que significa a palavra search
em inglês?
- Search, cm inglês, significa pesquisa.
2. Leia o trecho a seguir e, diante do conteúdoda unidade 1, explique com suas palavras o que ele
quer dizer:
55
“Embora estingamos seis aspectos básicos da lin
guagem, dificilmente lograríamos, contudo, encon
trar mensagens que preenchessem uma única função.
A diversidade reside não no monopólio de algumas
dessas diversas funções, mas numa diferente ordem
hierárquica de funções. ,y(Jakobson, 1969, pág, 31)
3. Hlcnque os elementos da Comunicação e ex
plique cada um deles com suas palavras.
4. O que é Comunicação?
5. Explique a frase: “Quem não se comunica se
trumbica”*
Õb
UNiCOE l
Gomuríwiçào, Informática e
a Tutoria fletrôro
“Talvez estejamos em breve pedindo aos alunos que
liguem seus celulares em vez de desligâ-los."
Romero Tori
Introdução
O homens» como scr social, precisa da lingua
gem paia comunicar-se. Sem isso, nào haverá co
municação* Se estivermos pensando na Educação a
Distância» processo de comunicação tem os recursos
informáticos, que serão escolhidos pelos elaboiado-
res do curso, ou pelo próprio tutor, a partir do que
está planejado para o referido curso — como o conte
údo deste livro, por exemplo - c o “talento” do tutor
que acompanha os alunos durante o curso.
Neste sentido, a interação que é desenvolvida
entre tutores e alunos é de fundamental importância
para o sucesso do cursa Sem ela, quando o tutor é
apático, apenas diz “ok” para as atividades e gerencia
a agenda de atividades, a chance dc que os alunos
des apareça m será muito grande,
O aluno em EaD precisa contar com alguém
que faça a ponte entre todos os elementos envolvi
dos naquilo que ele, por diversas razoes, escolheu
51
estudar. Sem essa ponte, como ele poderá atravessar
para o outro lado c concluir seu curso?
Vamos estudar sobre este tema na unidade que
estamos começando. Bons estudos!
21 GoiVWicz^o e Informática
na -Educado a Distancia
Pata começar nossa conversa, vamos fazer
uma volta nu tempo para relembrar como a tecno
logia entrou cm nossas vidas. I ’la está presente no
dia a dia de cada um de nós, seja em nossas casas
(micro-ondas, telefone celular, notebook, chuveiro
elétrico etc), seja cm nossos locais de trabalho (ele
vador, máquina copiadora, cafeteira, mesa etc), nos
bancos ou caixas eletrônicos, nos supermercados
(frcczcrs, leitores de código de barras, balança etc)
ou até mesmo nos lugares que vamos apenas para
nos divertir (montanha-russa, projetor de filmes
3D, máquina de pipoca etc).
E na Educação? Também há muitas tecnologias,
das mais simples, que não exigem eletricidade para se
rem manuseadas, como um lápis, uma caneta, um giz,
mas que prescindem de várias tecnologias e técnicas
para serem criadas, ate aquelas que precisam nào só da
eletricidade como da internet para serem utilizadas e
fazerem sentido por estarem na escola, como a lousa
digital, os computadores, as impressoras e scanners.
A Educação a Distância (EaD) teve suas primei
ras atividades no final do século XVIU, quando foi
utilizado o ensino por correspondência. De lá para cá,
foram realizadas diversas experiências com o intuito
de buscar novas metodologias de ensino Para isso, até
o rádio foi utilizado, seguido da televisão c, posterior
mente, de recursos computacionais e internet.
“□ Ensino a Distância c uma Forma dc comunicação
entre aluno c professor que não se encontram lio mes
mo local. Seu o objetivo é prov er o acesso à informação
a um gmnde número de pessoas ao mesmo tempo, in
dependente de horários c do grau dc escolaridade an
terior, promovendo a eficiência, a eficácia c a qualidade
do ensino, A EaD permite a constante atualização dos
alunos nas diversas áreas dc ensino e a com piem um ação
do ensino tradicional. De acordo com Nunes (96), mais
de 80 países, nos cinco continentes, adotam a EaD em
todos os níveis de ensino, através de sistemas formais
c não-formais de ensino, atendendo a milhões de estu
dantes.” (Sl ZLKl & BONFIM, 1998)
A 1 iaD faz parceria com as TI Cs (Tecnologias de
Informação e da Comunicação) na Educação para acon
tecer Estas promoveram - e ainda continuam promo
vendo - muitas transformações significativas na sala de
aula e nos modos de ensinar, aprender c comunicar-se.
Esta correto e mais do que comprovado que
o uso de recursos informáticos na Educação vem
enriquecendo os ambientes de aprendizagem, pois
trazem sempre novidades e, acima de tudo, respei
tam o ritmo próprio do aluno.
Enquanto interage com o computador no curso
online, cada estudante é um sujeito ativo, que através
da navegação e utilização dos recursos, pode obter
informações e esclarecer suas duvidas mais rapida
mente. Cada atividade que o aluno desenvolve vai
dando-lhe a possibilidade de questionar-se c refletir
sobre as próprias ações e sobre os meios diversos
para resolve-la.
Ainda, há um fator extremamente pertinente,
que é a questão da colaboração que vai sendo deline
ada naturalmente enquanto os alunos participam dos
fóruns de discussão, por exemplo. Assim, cada aluno
passa a ser um agente de sua própria aprendizagem.
Neste momento, com ele pode contar, ou ain
da, quem será o incentivador para que tudo isso
aconteça? 0 tutor, pois é essa figura que estará mais
próxima do aluno, mesmo que seja uma presença
virtual (e muitos alunos jamais conhecerão pcssoal-
mente seus tutoresÇ.
Há, porém, outros envolvidos e, por conta de
sua dinâmica, faz-se necessário que todos aqueles
envolvidos com a Educação a Distância tomem
novos posicionamentos e desenvolvam novas pos-
40
ruías diante da realidade que vem se alterando dia J*
a dia. E importante que sejam adotadas novas me
todologias para a construção dc um sistema edu
cacional que esteja pareado cem a nova realidade
cultural c tecnológica.
Assim, somente uma formação continuada
poderá dar a esses profissionais - tutores, professo
res, elaboradores dos cursos egestores das institui
ções que oferecem cursos em EaD - as habilidades
e competências especificas para vi venci ar o mundo
virtual e poder guiar os alunos para completarem
este percurso.
Também se deve levar cm conta que um dos
objetivos da EoD c a formação dc um indivíduo
com pensamento crítico, que consiga, diante de pro
blemas, buscar soluções e resolvê-los a partir de seus
conhecimentos sobre o conteúdo c dc suas habilida
des de busca no mundo virtual.
Aqui entra uma habilidade fundamental do tu
tor; a Comunicação. Sem ela, não haverá nenhuma
possibilidade de sucesso no curso. Quando sucesso é
mencionado, não está se referindo apenas ao térmi
no do curso com obtenção dc certificado.
A intenção c término com qualidade, aprendi
zagem e desenvolvimento dc habilidades especificas
que farão parte do escopo dos alunos, ou seja, que
entrarão na bagagem cultural e profissional de cada
indivíduo. O que o aluno aprende em seu curso o au-
4!
xiliará em sua vida profissional, já que, de um modo
geral, os alunos em EaD buscam formação e apri
moramento profissional.
j—7------------------------- --- ;—s
Visite o endereço eletrônico abaixo e leia o ar
tigo: "O que significa ter sucesso na vida pessoal e
profissional?'', de Jerônimo Mendes, e reflita sobre
o tema.
http://www.administradores.com.br/ artigos/
carreira/o-que-significa-tcr-sucesso-na-vida-pesso-
a 1-e- pr ofi ssional/68367/
Espero que a leitura o incentive a dedicar-se
cada vez mais ao seu curso em EaD e a estudar com
bastante afinco os conteúdos trabalhados.
Boa leitura!
S______________ ________________________________r
Z.2-. Educci^o A Distância
Para entender melhor o tema aqui desenvolvi
do, vamos pensar sobre a Educação a Distância.
Para o MEC, a Educação a Distância é a mo
dalidade educacional, na qual alunos e professores
estão separados, física ou rcmporalmcntc c, por isso,
faz-se necessária a utilização de meios e tecnologias
de intor inação e comunicação. Essa modalidade é
regulada por uma legislação específica e pode ser im
plantada na Educação Básica (educação de jovens e
adultos, educação profissional técnica de nível mé
dio)c na Educação Superior.
Consulte cm:
http: / / portal, mec.gov.
br/index.php?option = com_
co n ten t& v ic w=ar ú c le&id—12823 :o -q ue-e-cducacat >a-
-distancia&ca dd=3 5 5&Item i d=2 30
http://www.administradores.com.br/
mec.gov
2-.2.I. Mais UM Pouso Gobre Ead
A EaD não é novidade. Ainda assim, diante
dos recursos tecnológicos que surgem dia a dia, vem
crescendo exponencialmente. Um dos fatores é, sem
dúvida, a necessidade de informação e conhecimen
to que a sociedade, baseada cm informação e na ex
plosão do conhecimento, vem exigindo.
"A sociedade demanda cada vez mais novas habilidades
c conhedinenios por parte da força produtiva, assim
como novos * produtos’’ do sistema (novas profissões,
intcrdiscipHiurtdadc etc.). Somente a educação presen
cial não dá mais conta dessa demanda?’ 11ERMIDA &
BOM FIM, 2006, 16")
De acordo com a UNESCO, há quase vinte
anos atrás, a tendência da Educação Superior as
sociada aos novos desafios resultantes do desen
volvimento das TlCs (Tecnologias de Informação
e Comunicação), era de que os sistemas de ensino
tivessem que redefinir, do ponto de vista legal e pe
dagógico, o papel e a missão das instituições univer
sitárias para poder orientar o desenvolvimento cm
função de novos enfoques e possibilidades.
Tal tendência deu-se nao só no Ensino Supe
rior, mas em todos os níveis educacionais, inclusive
45
no Ensino Fundamental, pois os próprios estudan
tes utilizam uma gama grande de tecnologias, o que
forçou a adequação à nova realidade.
Vi vemos num contexto em que o mercado de
trabalho está cada dia mais exigente com os profis
sionais e sua formação e qualificação. Associado a
isso, tem-se uma falta de tempo de todos, a quai im
pera cm nossa vida cotidiana (vivemos num mundo
capitalista selvagem), que tem encontrado na EaD
a possibilidade principal de qualificar u trabalhador
sem tirá-lo de seu ambiente de trabalho, ou sem que
haja muito sacrifício de locomoção entre trabalho-
-cscola ou casa-escola.
A
E uma forma de democratizar o ensino (com
vistas ao mundo do trabalho, não se pode esque
cer nem negar essa condição) que tem gerado o
crescimento dos cursos cm EaD c, com isso, am
pliando a oferta de trabalho -ca necessidade —
para tutores eletrónicos.
Z.X.Z. Componentes do 'Sistema de
Educado a Distância
Nos sistemas de desenvolvimento de EaD são
utilizadas diversas ferramentas tecnológicas, as quais
tem a intenção de promover a comunicação “educa
cional’’, ou seja, comunicar os conteúdos, atividades
e objetivos de determinado curso.
44
Estes vêm auxiliar os participantes dos cursos
nos processos de ensinar e aprender na modalidade
a distancia e, com isso, abrem novas possibilidades
de ensino cr aprendizagem — agora não presenciais,
já que, por meio da rede mundial de computadores,
cada participante pode estar geograficamente em lu
gares diferentes*
E quais são os elementos que compõem um
curso em EaD6?
São u aluno, o tutor, a estrutura organizacional
do curso (da qual o docente faz parte, pois c quem
constrói pedagogicamente o mesmo) c a comunica
ção, Se um deles faltar, ou falhar, o curso não acon
tecerá a contento.
De acordo com Landim (1997), há quatro carac
terísticas necessárias fundamentais para o sistema de
Educação a Distância obter êxito, que são os seguintes:
- <) aluno: é o centro do processo educativo;
- O docente: será o motivador c possibilitador
da aprendizagem cooperativa e interativa no am
biente virtual (aqui, referimo-nos ao tutor);
- A comunicação: será realizada através de ma
teriais impressos, audiovisuais, digitais - Internet^
softwares, CD-ROM, vídeos interativos, hipermí-
Não esramos aqui nos referindo aos cursos autoinstrucioftais., que
não prescindem da figura do tutor, pois não está para eles planejado o
acompanhamento pedagógico das atividades do curso.
45
dia. etc - e a tutoria mediando os momentos presen
ciais e/ou virtuais;
- A estrutura c organização: responsável pela
distribuição de materiais, processos de comunica
ção e avaliação.
Observe o quadro a seguir. Nele, cada compo
nente está ocupando uma posição. Reflita sobre cada
um deles.
Comunicação
(meios utilizados)
Tutor
(responsável por intermediar a aprendizagem e
promovera comunicação)
Docente
(constrói o curso, pensa cm como os percursos da
aprendizagem acontecerão)
Aluno
(centro de todo o processo educativo, razão de ser
do curso em EaD)
Estrutura
(responsável pelos recursos estarem funcionando per
feitamente— materiais, administrativos c humanos)
Iodos dos elementos acima referidos devem
estar cm plena harmonia, para que obtenhamos
bons resultados num curso cm EaD. Segundo Mo
ran (2()U2), aprendemos melhor quando vivencia-
mos, experimentamos, sentimos, quando relacio
namos, estabelecemos vínculos, laços entre o que
estava solto, caótico, disperso, integrando-se em um
novo contexto, dando-lhe significado, encontrando
um novo sentido.
"Aprendemos realmenre quando conseguimos transfor
mar nossa vida em um processo permanente, paciente,
confiante u afetuoso de aprendizagem. J*aciente porque
nunca acaba. Paderne porque os resultados sem sempre
aparecem imediatamente e sempre se modificam. Con
fiante^ porque aprendemos mais se temos uma atitude
confiante, positiva, diante da vida, do mundo e de nós
mesmos. Processo afetuoso, impregnado de carinho,
ternura, de compreensão, porque nos faz avançar muito
mais," (MORAN, 2002, pãg. 24)
O autor quer dizer que aprendemos pelo pensa
mento, pelo encontro
com o significado. Ainda, aprendermos quando
interagimos com o mundo, pelo interesse; pela ne
cessidade, pelo desejo de conhecer, de interagir com
o meio social e cultural diverso.
J
Conheça mais o trabalho do prof. José Manuel
Aíoran, um dos maiores estudiosos sobre a EaD.
Visite: http://xvwvv2.cca.Lisp.bi moran/ e encontre
artigos, indicações bibliográficas e entrevistas.
22.5. £ as Linguagens Utilizadas em
£ad? Um Pouco 'Sobre as Tícs (Tecno
logias e Informado na Educação)
Pensar sobre as linguagens utilizadas em con
textos de EaD nos remete a muita dúvida. Dc acor
do com BEHLINCt e CRUZ (2008):
"No$ tíltimos anos, a rapidez de contato permitida pe
las ferramentas da internet e dos ambientes virtuais de
aprendizagem (AVA) tem trazido questões sobre até
que pomo o diálogo, a interação, a mediação e a cola
boração podem levar à transformação da informação
em conhecimento. Autores ainda discutem se interação
e interatividade podem ser consideradas sinônimas e se
sua ocorrência e intensidade poderiam ser responsáveis
por motivar ou auxiliar na aprendizagem/’ (pág. 375)
Isso significa dizer que o que está cm pauta é a
discussão sobre quais são as mudanças que as TICs
(Tecnologias da Informação e da Comunicação) vêm
trazer para a realização de processos, até então, con
4?
http://xvwvv2.cca.Lisp.bi
siderados básicos para qualquer indivíduo, ou seja,
leitura c escrita.
Percebe-se que as linguagens que surgiram a
partir da inserção das TICs não só na Educação, mas
na vida de uma criança ou um jovem, por exemplo,
provocaram mudanças até mesmo no modo desse
indivíduo pensar a Comunicação.
Atualmente, lançamos mão de e-mails, chats,
fóruns, torpedos, participação ou criação de blogS
etc, para nos comunicar com todos aqueles que nos
rodeiam, não c verdade?
Um dia desses, cu mesma me peguei satisfei
ta por não ter que telefonar para uma amiga para
combinar nosso encontro. Marcamos tudo - dara,
horário e local — trocando três torpedos. Afinal, se
nos falássemos ao telefone, “colocaríamos toda a
conversa em dia” c, ao nos encontrar, ccrtamcnte
que teríamos outras coisas para falar, mas aquelas,
faladas durante uma possível longa ligação telefôni
ca nao teriam o mesmo encantamento se contadas
pessí ja Imente...
Marquei o encontro via tecnologia digital e
aguardei a data agendada. Feliz!
Pois e. Estamos incorporando às nossas vidas
e aos nossos relacionamentos, todas as marcas do
virtual,ou seja, as linguagens modificaram-se e nós
as adotamos sem nenhum penar. Assim, “textos, gra-
ficos, fotos e os mais diversos e criativos recursos na
busca de expressão e comunicação com seus pares"
(SOUZA, 2001) faz parte da nossa história e não
sofremos com isso.
Na EaD mo poderia ser diferente!
A preocupação deve voltar-se para a formação
dos professores, que devem incorporar essas mes
mas linguagens às suas práticas profissionais, Como
já sabemos, a oferta de EaD tem crescido substan-
cialmente e este é um processo em plena ascensão.
Qual a habilidade fundamental em toda essa
história?
A Comunicação!
”A comunicação por mundos virtuais C, portanto, cm
certo sentido, tuais interativa que a comunicação tele
fônica, uma vez que implica na mensagem, tanto na
imagem da pessoa como a da situação, que são quase
sempre aquilo que está cm jogo na comunicação. Aías
cm outro sentido, o telefone é mais interativo^ por
que nos coloca cm contato com o corpo do interlocu
tor. Não apenas uma imagem de seu corpo, mas sua
\oz, dimensão essencial de sua manifestação física."
(LÉVY, 2005. pag 81)
E aqui que está a chave da questão; desen
volver processos comunicativos de boa qualidade
para que possamos ser, professores e tutores, cada
50
VCZ mais interativos com nossos alunos nos am
bientes virtuais.
Acredite que se você quer ser educador, a
probabilidade de atuar em plataformas virtuais é
grande. O número de alunos na modalidade EaD
crescendo vertiginosa mente, como está aconte
cendo, vai abrir diariamente o mercado de traba
lho e vai precisar de você!
A dica é formar-se bem e compreender que as
habilidades comunicaciunais (pense no ato comuni
cativo c suas funções, conteúdo da unidade 1) devem
ser trabalhadas por você para lidar com os alunos, os
conteúdos, os ambientes virtuais de aprendizagem
(AVA) e quaisquer questões advindas do curso com
o qual você estiver envolvido e... voilá! Eis que sur
ge um tutor online pronto para atuar e promover
aprendizagem c busca pelo conhecimento!
Acrescento que, para Davidson (1994), a base
de nosso conhecimento é a comunicação, ou seja, a
comunhão com as pessoas que estão no mundo, que
é ã medida das coisas que nos cercam.
"O conhecimento emerge do compartilhamento e da
rcssigruficaçâo c nau da busca de verdades ou conceitos
herméticos. Essa noção é contra as análises de significa
dos e verdades Sobre os objetos em debate c a favor da
boa vontade em compartilhar crenças e construir novos
sentidos, relacionando com o cuiitcxto, com os dife-
51
■entes repertórios e com a situação conuunicadonaL”
(BEI UJNG e CRUZ, 2008, pág. 378)
Enxergue todos os recursos como possíveis
ferramentas para desenvolver sua missão educativa
— desde os e-maíls até os torpedos, tudo é linguagem
e pode fazer parte de um curso em EaD.
Explore todasT e bom trabalho,
Conclusão
Como educador online, não tenha medo de ex
perimentar. Faça isso. Experimente. Seus alunos o
auxiliarão e a chegada ao conhecimento será de am
bas as partes.
Alunos c professores que trabalham juntos, cs-
pecialmcntc cm contextos virtuais, que nao contam
com a presença física, com o olho no olho, não po
dem ser monótonos, sombrios, nem distantes.
A única distância que pode acontecer será a fí
sica, já que cada um pode estar até mesmo em países
diferentes.
Aproximc-se de seu aluno, mostre-se disponí-
J*
vel e presente. E, presente. Lm pesquisador muito
respeitado na área da EaD, o professor Romero Tori
(2010) escreveu um livro tocando neste tema e o in
titulou ‘"Educação sem Distância", já que, segundo
52-
ele, podemos quebrar a barreira do afastamento físico
nos fazendo presentes, por exemplo, através do afeto.
Esta c uma estratégia que sempre funciona:
criar laços com os alunos. Vou te contar uma coisa:
já ouvi cada história dos meus alunos da modabda-
de a distância..„ Verdade.Já ouvi sobre traições, an
gústias, conquistas, grandes mudanças.... Todas essas
histórias chegaram a num por conta do estar junto
virtual (proposta do Tori).
Eu fui aluna do professor Romero e vivi a ex
periência da minha primeira videoconferência na
disciplina que cursei com ele na Escola Politécnica
(USP), cm 2001.
O homem, como ser social, precisa da lin
guagem para comunicar-se. Sem isso, não haverá
Comunicação. Acrescento: sem afetividade, nào
conseguiremos um fato fundamental na aprendi
zagem: a cumplicidade.
Veja, você nào precisa ser o melhor amigo do
seu aluno, mas ele precisa saber que você está ab
por causa dele.
55
QU&STÕES
1. De acordo com Landim (1997), há quatro ca
racterísticas necessárias fundamentais para o sistema
de Educação a Distância obter êxito, que são os se
guintes (Indique-as e explique-as):
2. Explique, com suas palavras, a ideia do prof
Muran (2002j que acredita que aprendemos melhor
quando vivenciamos, experimentamos, sentimos,
quando relacionamos, estabelecemos vínculos, laços
entre o que estava solto, caótico, disperso, integran
do-se cm um novo contexto, dando-lhe significado,
encontrando um novo sentido.
3. Para a consecução de um dos objetivos da
EaD - formação de um indivíduo com pensamento
crítico, que consiga, diante de problemas, buscar so
luções e resolve-los a partir de seus conhecimentos
Sobre o conteúdo e de suas habilidades de busca no
mundo virtual. O que você, aluno de um curso nes
ta modalidade, possivelmente futuro tutor, proporia
para sua plena realização? Qual habilidade é funda
mental neste processo?
54
4. Você concorda com a colocação do professor
Homero Tori de que, qualquer dia desses, ao invés de
pedirmos aos alunos que desliguem seus celulares,
estaremos pedindo que os liguem? Explique.
5. I ,uia o trecho a seguir:
“A sociedade demanda cada vez mais novas ha
bilidades e conhecimentos por parte da força produ
tiva, assim como novos “produtos1" do sistema (no
vas profissões, interdisciplinaridade etc.), Somente a
educação presencial não dá mais conta dessa deman
da. ” (HERMIDA & BONFIM, 2006, pág 167)
Agora, expresse, com suas palavras, Seu enten
dimento sobre a mesma*
55
UNlMDE 5
Tutoria em £aD
íc£m soh do tamanho do que vejo e não do
tamanho de minha altura.”
Fernando Pessoa
Introdução
Nas últimas décadas, a Educação a Distância
(EaD) vem ampliando diariamente sua presença nas
mais diversas arcas da sociedade, espe cia Imente por
conta do surgimento de novas tecnologias.
Há novos espaços que estão sendo ocupados
pata promoção de aprendizagem e construção de
conhecimento, os espaços virtuais, especialmente
possíveis por conta dos AVAs - Ambientes Virtu
ais de Aprendizagem, A escola, com isso, tem dei
xado "de ser o único lugar de legitimação do sabef\
(MARTIN-BARBERO, 2011, pág 129)
Tal fato parte da constatação de que “existe uma
multiplicidade de saberes que circulam por outros
canais, difusos e descentralizados" (AIARTIN-BAR-
BERO, 2011, pág 129), E o mesmo que dizer o que
todo educador sabe, mas talvez feche os olhos para
essa informação: aprende-se dentro e fora da escola e,
muitas vezes, o problema da escola está em aceitar que
ela está obsoleta, precisando modernizar suas práticas.
51
Ima possibilidade de mudança é via EaD, mo
dalidade de ensino que, necessariamente, tem que ser
diferente do tradicional ditar-falar do mestre-escola,
principal mente devido às inimitas possibilidades que
são geradas quando coloca-se um curso no “ar”, no
qual qualquer indivíduo, desde que fale a língua em
que o curso foi construído, tem seu espaço.
De acordo com esse panorama, a EaD poten
cializa as possibilidades de levar Educação a lugares
e pessoas que, não fosse a inserção das tecnologias
interativas de informação e comunicação - TICs -
não teriam acesso.
Embora a evolução tecnológica esteja deixan
do marcas importantes no processo de maturação
da EaD, ê fundamental pensar se, neste contexto,
a comunicação a acompanha, Sc não, esta pode
ser uma limitação que venha a emperrar o pleno
desenvolvimentodos processos educacionais com
apoio das TICs e, portanto, superar essa limitação
sc faz necessário.
É importante considerar se as mídias, a plata
forma c suas ferramentas, assim como a ação do
cente — interativa e avali ativa - estão respeitando a
díade educação-comunicação, visto que nem sempre
os educadores pensaram sobre esse tema* Para eles
a comunicação é pano de fundo de toda sua prática,
já que lhes cabe planejar uma aula, ministrá-la e ava
liá-la., atividades corriqueiras que não aconteceriam
sem que os processos comunicativos não estivessem
presentes e bem delineados.
Para fazer Educação é preciso planejar as for
mas pelas quais a comunicação vai acontecer, en
tão r Simultaneamente, de acordo com as premissas
da edncomunicação? Talvez essa questào não esteja
clara para os profissionais pedagogos, valendo uma
importante reflexão sobre o assunto.
Segundo as premissas da educomunicaçao é ne
cessário, sim, que haja o item comunicação nos pla
nejamentos docentes. O mesmo se dá tendo em vista
atual demanda de cursos cm EaD. Na atual conjun
tura, uma capacitação eficiente dc profissionais de
Educação para lidar com esta realidade é primordial
e, dentro de princípios educomunicativos.
Assim, pergunta-se: Como fazer com que os
profissionais desenvolvam açòes educativas focadas
nos processos de comunicação? Como lazer com
que o educador se faça entender — metodologica
mente c sobre seu conteúdo?
Um possível caminho vem sendo trilhado pela
c d u comunicação, Mas, o que é cducomunicação?
5.L A £difcon'iu.nicíi^ão nos Cursos em
EaD Parcerá Necessária Gom A Educado
Estudiosos, especialmente da área da comu
nicação, como <> prof. Dr. Ismar de Oliveira7, vem
tentando arduamente responder a essa questão. Há
uma in ter-relação entre as duas grandes áreas dc co
nhecimento, prioritárias e merecedoras dc atenção
— a Educação e a Comunicação. Esta relação aponta
para a emergência do desenvolvimento dc um campo
dc intervenção social que promova suporte concei
tua! e metodológico para que os envolvidos cm pro
cessos de EaD compreendam a importância da ação
comunicativa para o bom convívio entre as pessoas,
l ambem fundamental é compreender a pertinência
da produção do conhecimento e da elaboração e im
plementação de projetos com foco na colaboração
que promovam protagonismo c mudanças sociais.
Jornalista, Doutor em Comunicação pela l í CA US P, Pesquisador da
“I''ikLcomunicaçãfí’' c Coordenador do NCH ■ Núcleo íle Comunsca-
çãoe Educação th Escola de Comunkações c Artes da CSP.
60
As práticas edu comunicativas podem, portan
to, contribuir para que as propostas dos Parâmetros
Curriculares Nacionais
uma de suas principais ligações com a Educação e a
Pedagogia, a ciência da educação por excelência.
Os PCNs formam um documento cujo obje
tivo é apresentar as diretrizes elaboradas pelo Go
verno Federal para orientação da Educação. Embora
não tenham caráter obrigatório são fruto de um ár
duo trabalho de educadores com intuito de melhorar
a Educação nacional.
Para saber sobre os PCNs, visite o seguinte en
dereço eletrónico: http://portal.mcc.gov.br seb/ar
quivos/ pdf,/livro01.pdf, no qual você vai perceber a
importância dessa documentação para a Educação.
Boa leitura!
A partir do momento em que a educomunica-
ção propõe que nos espaços escolares - formais e in
formais — sejam desenvolvidos ecossistemas comu
nicativos abertos, dialógicos e criamos, quebrando
a hierarquia na distribuição do saber que está posta
há pelo menos cinco séculos no Brasil, abre-se para
abraçar as práticas educativas c associar-se a elas.
' http:/ ' portaLmec.gov.br j seb/irquivos/pdf/ü vroOl.pdf
61
http://portal.mcc.gov.br
portaLmec.gov.br
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s?
O resultado dessa união? Produção de conhe
cimento, de cultura, de vida c dc protagonismo.
Este último está relacionado a uma ação quando
esta, na sua execução, faz do educando seu ator
principal. Ainda, por meio desse tipo dc ação, o
indivíduo adquire e amplia seu repertório cogniti
vo e interativo c aumenta sua capacidade de inter
ferir de forma ativa c construtiva cm seu contexto
social - escolar e comunitário.
Pode-se concluir, então, que a educomuni-
caçao tem o objetivo de promover a busca pela
cidadania, aqui, vista sob a óptica do direito à ex
pressão c à comunicação.
A educomunicação está baseada nos seguintes
pressupostos:
a) integraras praticas educativas o estudo siste
mático dos sistemas de comunicação, como proposto
bl
pelos PCNs em relação a como os meios de comuni
cação agem na sociedade e, diante disso, buscar for
mas de colaborar com os alunos de forma positiva,
sem se deixarem manipular;
b) criar e fortalecer ecossistemas comunicati
vos em espaços educativos de modo a criar e rever
as relações de comunicação na escola, entre direção,
professores e alunos, hem como da escola para com
a comunidade, criando sempre ambientes abertos e
democráticos;
c) melhorar o coeficiente expressivo e comuni
cativo das ações educativas.
Paia que estes princípios sejam cumpridos, em
cursos planejados na modalidade EaD, um ator im
portante é o tutor online, que convive com os alu
nos, mesmo que a distância. E o tutor que interage
com eles através de seus textos e participações nos
fóruns e é a quem primeiro recorrem, pois sua figura
representa tfa voz do outro lado da tela”, além de set
quem está mais próximo dos alunos.
De acordo com KAPLÚN (1999, pág. 68), se
a Comunicação desenvolvida nas instituições de
ensino abarca o campo da mídia, mas não apenas
esta área, ela...
abarca também, e em lugar privilegiado, o tipo de
comunicação presente em rodo processo educativo,
seja ele realizado com ou sem o emprego de meios,
Isso implica considerar a Comunicação não como
um mero instrumento midiático c tecnológico, e sim,
antes de tudo, como um componente pedagógico.
Tem-se, portanto, que Educação e Comunica
ção estão intimamente ligadas sendo que, pensar
cm Educação pressupõe pensar cm Comunicação
c vice-versa. Ambas devem ser, aos olhos de estu
diosos de qualquer uma das áreas, indissociáveis.
Ainda, pensar em processos educacionais só faz
sentido se a Comunicação estiver presente sendo
o inverso verdadeira.
Xo contexto da EaD, essa afirmação fica mais
concreta: o que espera-se cm cursos a distância, é
que sejam formadas comunidades de aprendiza
gem e que pessoas unam-se a partir de interesses
em comum (por exemplo, a temática do curso que
estão participando) e comecem a desenvolver par
cerias e vínculos que propiciem a aprendizagem e
a construção de conhecimento.
Desse modo, faz todo sentido que as dinâmicas
planejadas sigam os princípios educomunicativos
e que Educação e Comunicação não sejam, jamais,
pensadas separadamente.
Cabe ao tutor online a importante tarefa de
mediar todos esses processos. Ele está no “olho do
furacão” devendo, por conseguinte, não perder ne
nhuma chance de incentivar a construção do conhe
cimento c a formação das redes eolaborativas entre
os participantes dos cursos que tutorar.
A esse processo dá-se o nome de mediação pe
dagógica, ou seja,
processo, contínuo de mào dupla, no qual o objetivo
;i ser alcançado é a produção de um acordo entre as
partes para facilitar c promover a processo de apeendi-
xagem, de construção de conhecimento.
Mediação pedagógica será o encaminhamento dado
pelo professor às atividades educativas de forma a mo
tivar a aprendizagem do aluno -ca sua própria — sen
do seu papel o de íncentivador de atitudes ativas deste
aluno frente às informações recebidas para que sejam
processadas, contextuai tzadas e transformadas em co
nhecimento. (BARREIRO, 2004,pág. 96)
O objetivo final do processo de mediação peda
gógica é o de que o aluno produza um conhecimen
to que lhe seja significativo, que se incorpore ao seu
mundo e que o ajude a compreender sua realidade e
nela interferir para transformá-la e melhorã-la sem
pre que sentir necessidade.
Para saber mais sobre o processo de mediação
pedagógica, recomenda-se a leitura da tese de Solan-
ge Gervai (PUC-SP), em especial seu capítulo 1.
Vá ao seguinte endereço eletrónico: http://
www4.pLicsp.br/pos/lacl/lacI-inf/teses/solangc_
gervai.pdf.
Boa leitura!
S______ __________________r
Sob essa óptica, pode-se inferir a importância
do papel do tutor online na realização do ptotago-
nismo dos participantes de um curso em EaD.
5i. 0 Tutor Online em A^3o- Parceiro
Necessário ao Desenvolvimento de ft^ões
Verdadeiramente Êducomunicatívas
De acordo com a necessidade de a EaD ser me
diada tecnologicamente, “a fim de cobrir a distân
cia geográfica e muitas vezes temporal entre alunos,
professores e instituições* (ANDERSEN c DRON?
2012, pág. 120), é natural pensar na gestão para que
todos os participantes de cursos em EaD possam
receber a mesma qualidade de atendimento.
As dinâmicas, sempre emergentes, assim
como a rapidez com que as informações nos che
gam, vêm provocando novos modos de pensar c
conhecer Os educadores e os alunos passam por
esse processo. Ambos estão vívenciando a não-li-
ncaridadu e as demandas de necessidades oriun-
bb
www4.pLicsp.br/pos/lacl/lacI-inf/teses/solangc_
das das propostas de educar a distancia. Desse
moda, o educador,
como elemento fundamental que participa desse pro
cesso, deve estar preparado para trabalhar conforme a
nova realidade que se apresenta, respondendo às novas
demandas sociais e de cunho pedagógico (BARRI .IRO,
2009, pãg. 175)
O mais importante, assim, é que ele saiba como
dialogar com os alunos, com os conteúdos e com
a própria tecnologia visando viabilizar mecanismos
que os levem à construção do conhecimento, Esta é
a etapa primordial de seu trabalho,
O ator que protagonizará essas ações na cons
trução dc um curso cm EaD focado na gestão da
Comunicação c, como já mencionado, o tutor (ele
trônico, online ou a distancia). É ele "o responsável
pelas mediações que ocorrem junto aos ambientes
virtuais de aprendizagem" (MELLO, 2010, pág.
154). Mais ainda, poderá ser o grande incentivador
na formação de características c competências edu-
comunicativas dc seus alunos.
Para ampliar o tema aqui discutido, leia o breve
artigo sobre o tema que está cm: http://unipvirtuaL
cum.br/materiai/CAPACrrAC AO/ATUACAO
EAD/mod_Lpd£
http://unipvirtuaL
cum.br/materiai/CAPACrrAC
Como já mencionado, a expectativa dos cursos
cm EaD é a de formação de redes colaborativas
posto que viver no mundo globalizado é pressu
por a existência de um universo colaborativo em
rede, o qual deve "possibilitar a sensação de ^estar
mos sempre em contato ou acessíveis" para a par
tilha, reconstrução e reutilização de informações”
(OKADAt 2011, pág 2).
Assim, ninguém melhor que o tutor para propi
ciar o desenvolvimento da comunidade de aprendi
zagem ou da rede dc colaboração entre seus alunos.
Para que ele tenha possibilidades dc realizar esse
**£cito”, faz-se necessário que desenvolva determi
nadas competências e habilidades e coloque-se no
papel de fomentador e mediador da interação entre
alunos e os conteúdos, e entre os próprios alunos.
Um tutor deve ter cm mente, sempre, seu prin
cipal objetivo, ou seja, o de incentivar o aprofunda
mento da reflexão sobre os conteúdos estudados.
Desse modo, cabe ao tutor online
estimular a curiosidade e consequente motivação para a
realização de pesquisas autônomas sobre o tema cm es-
tudo, ajudando-o inclusive a desenvolver sua autonomia
no processo da aprendizagem, bem como o debate e
colaboração entre os alunos. (MELLO, 2010, pág. 140)
Como será por meio de suas ações que o curso
em EaD tomará o rumo da educomunicaçãoi uma
c r
nova arquitetura dos AVAs deve ser pensada visando
atingir e conquistar aqueles que vivem no mundo in-
turconcctado, assim como aqueles que acabaram de
conectar-se por razões pessoais ou por estarem pela
primeira vez num curso online,
O tutor online c a figura-chave dos processos
educomunicativos em ambientes virtuais de apren
dizagem. Sem sua participação comprometida e efi
ciente, nada, que os designers instrucionais e conteu-
distas planejarem, funcionará.
Sem um posicionamento sério, associado às pre
missas da educomunicação, se necessária até mesmo
uma mudança de postura diante do ensinar, o sucesso
dos processos comunicacionais de AVA não ocorrerá.
Os tutores online, apesar de desvalorizados
diante das instituições de Ensino Superior — 1ES —
precisam demarcar seu território com competência e
seriedade no desenvolví mento de suas ações docen
tes. Ele é educador e, como tal precisa agir.
Conclusão
As TlCs vieram para influenciar c modificar as
formas das pessoas se relacionarem. Neste contexto,
tem-se os cursos em EaD tomando a dianteira em
relação aos cursos presenciais.
Não acredito que a Educação presencial vá ser
totalmente transformada cm EaD, pelo contrário,
acredito que a tendência é que as duas modalidades
se complementem, principakncnte por conta da ne
cessidade de se formar independente das distâncias
e do tempo-relógio.
Os cursos presenciais sempre existirão e a EaD
continuará crescenda Há que se refletir sobre a atu
ação, tanto de uma modalidade, quanto de outra.
Na$ duas há docentes que devem preocupar-se em
desenvolver seu trabalho tendo cm vista a forma
ção de cidadãos verdadeiros, responsáveis por sua
aprendizagem e inserção no mundo, assim como
conscientes e críticos diante da realidade social.
“\:i era da hipereocnunicação e do ciberespaço, do
teletrabalho e da sala de aula virtual há lugar jusdhca-
d a mente a um duplo movi mento, de entusiasmo e de
desconfiança. O que estamos presenciando nesse setor
nao parece encaminhar-se para a concretização dessa
aldeia global do sonho mcluhaniano e sim para a ins
tauração de uni arquipélago global, composto de setes
tecnologicamente hipcrcomun içados. mas socialmente
isolados (vqa-se a tão elogiada interatividade, plena de
ambiguidade: no mais das vezes, refere-se à ida e volta
que se estabelece entre o ser humano e a máquina e não
entre pessoas).* (KAPLÚN, 1999, pág. 72)
Diante da realidade, caberá ao tutor online fa
zer a mediação pedagógica para a promoção do pro-
tagonismo, para a construção do conhecimento e
para o desenvolvimento de comunidades interativas
c colabora ti vas.
Suas ferramentas? Serão oriundas de seus co
nhecimentos acerca dos conteúdos com os quais vai
trabalhar c dos procedimentos interativos e comuni
cativos que precisará planejar e pôr em prática, e das
metodologias pedagógicas que escolher.
A cducomunicaçào faz parte dos processos
educativos. É nessa área de conhecimento que cs
educadores poderão encontrar mais subsídios para
seu trabalha
Assim, como educar é comunicar, comunicar
reiaciona-se diretamente com a Educação
Os cursos cm EaD precisam seguir essa premis
sa para realizar o verdadeiro propósito da Educação.
7i
(MÔTÕES
1. Explique o seguinte trecho: “existe uma mul
tiplicidade de saberes que circulam por outros canais,
difusos c descentralizados”. (MARTIN-BARBERQ
2011, pág. 129)
2. O que significa educomunicação?
3. Explique o processo de mediação pedagógica.
4. Qual é o objetivo final do processo de media
ção pedagógica? Explique com suas palavras a partir
da leitura da unidade.
5. Está coneto afirmar que; “o tutor online em
ação é o parceiro necessário ao desenvolvimento de
ações verdade iramence educomunicativas”? Expli
que,
72
UNlMCE 4
Expressões, Termos, Concertos -
Um Gfc-s-sário de Termos-CSwe Para EaP
Nesta última unidade, você vai encontrar as de
finições dos termos mais utilizados cm EaD e na
temática que inspirou a escrita deste livro. São diversos termos, conceitos e expressões imprescindíveis
ao estudioso da EaD.
Alguns talvez sejam bem familiares, mas, ainda
assim, estarão aqui apresentados. A unidade é uma
tentativa de mapear as expressões que aparecerão
nas mais diversas situações de EaD — você coma
aluno ou como tutor ou ciaborador de material.
Imagine que você está participando de uma
equipe, cuja função c a construção de um curso on
line, do qual fazem parte as aulas a serem gravadas,
além de materiais didáticos como apostilas, livros,
roteiros e exercícios, e todo tipo de recurso para que
a AAÍIGABILIDADE do curso seja interessante ao
participante (procure no Glossário por AMIGÁ
VEL AO USUÁRIO).
Para resolver esta questão, ou seja, não estar
presente apenas fisicamente, mas de modo partici-
pativo na reunião e colaborar com os demais, você
precisa compreender os termos utilizados.
15
Vamos estudá-los?
4.1. 0 Glossário
Durante a leitura deste livro você leu diversas
expressões que se relacionam com a EaD e são fun
damentais para que todos os envolvidos num curso
desta modalidade conheçam, certo?
para poderem se comunicar, nào é? Assim, basea
do nas definições da ABED - Associação Brasileira
de Educação a Distância (http://www.abed.org.br/
lixados ambientes virtuais de aprendizagem (AVA), o
Moodle (http://wvramoodle.otg.br/)> o Glossário
que você encontrará a seguir foi construído.
Boa aprendizagem!
411. Termos Técnicos
Nesta parte, você vai encontrar dois tipos de
termos: relacionados à parte mais instrumental da
tecnologia informática c outros relacionados ã cons
trução de um curso cm EaD propriamente dito.
A opção por separá-los assim foi por conta da
necessidade que existe de que um elaborador de cur
sos para EaD tenha conhecimento de determinados
termos, mesmo que nào saiba exatamente como
74
http://www.abed.org.br/
http://wvramoodle.otg.br/
manuseá-los, para poder trabalhar de modo colaho-
rativo com os técnicos c elaboradores das interfaces,
por exemplo.
O mesmo é desejável para estes últimos, que
devem ter uma noção mínima de Educação para dia
logar com os primeiros.
Vamos a eles?
ACESSIBILIDADE: significa não apenas permi
tir que pessoas com deficiências participem de ativida
des que incluem o uso de produtos, serviços c informa
ção, mas a inclusão e extensão do uso destes por todas
as parcelas presentes em uma de ter mi nada população,
com restrições as mínimas possíveis* Em informática,
programas que provêm acessibilidade são ferramentas
ou conjuntos de ferramentas que permitem que porta
dores de deficiências (as mais variadas) sc utilizem dos
recursos que o computador oferece. Essas ferramentas
podem constituir leitores de ecrã para deficientes visu
ais, teclados virtuais para portadores de deficiência mo
tora ou com dificuldades de coordenação motora, e sin-
tetizadores de voz para pessoas com problemas de fala.
ADMINISTRAÇÃO DO PROCESSO DE
ENSINO POR COMPUTADOR: uso do compu
tador para gerenciar o processo de ensino-aprendi
zagem, mantendo dados sobre o progresso de cada
aluno e gerando relatórios para orientar os tutores.
75
AMBIENTE VIRTUAL DE APRENIDAZA-
GEM (AVA): é um conjunto de elementos tecno
£
lógicos disponíveis na internet. E um local virtual
onde são disponibilizadas ferramentas que permite
o acesso a um curso ou disciplina e também permite
a interação entre os alunos, professores e monitores
envolvidos no processo de ensino-aprendizagem.
O AVA possibilita a oferta de uma sala de aula
virtual pata o acompanhamento dos alunos e a reali
zação de atividades de aprendizagem. Os AVA$ rom
pem os limites da sala de aula presencial c favorecem a
formação de comunidades virtuais de aprendizagem.
AMIGÁVEL AO USUÁRIO: característica
importante de qualquer sistema que pretende ser
utilizado por pessoal não-técnico. Esta caracterís
tica é de suma importância cm sistemas de Edu
cação a Distância que utilizam as novas tecnolo
gias de comunicação.
ARPAnet: uma das primeiras redes (de porte)
de computadores, montada pelo governo dos EUA
com finalidades de segurança nacional na década de
70. Depois foi transformada cm rede interligando as
universidades e outros centros de pesquisa (NSFnct)
e, finalmente, em rede de acesso geral, a Internet.
76
Acessibilidade
Direito de todos,
responsabilidade de cada um
AUDIOTUTORIAL: rcfcre-sc a uma técnica
de tutoria interativa baseada cm fitas gravadas inte
gradas com textos impressos. Forma de ensino in
dividualizado que era muito popular nos EL A nas
décadas de 70 c 80.
BIBLIOTECA VIRTUAL: um acervo de textos
e outras mídias acessíveis pda Internet ou outras redes.
BIT: a menor unidade de informação digital,
geralmente representada pelo estado binário (ligado
ou desligado; l ou 0) dc um componente do sistema.
BROWSER: software dc navegação. Software
projetado para facilitar a busca, o acesso e a leitura
dc documentos eletrônicos.
77
Exemplos de browsers muito usados incluem:
Mosaic, Internet Exp/orer e Firefox,
CD-ROM: disco óptico compacto que armaze
na as informações permanentcmcnte.
CORREIO ELETRÔNICO (£-MAILp a
conveniência e a economia de modernos sistemas
de correio eletrónico estão tornando este meio
um componente indispensável a qualquer sistema
dc educação.
CURSO POR CORRESPONDÊNCIA: hoje
em dia, esta forma dc EAD é frequentemente cha
mada de tradicional. Entretanto, em alguns casos,
cursos por correspondência continuam sendo a me
lhor opção c, em muitos casos, os cursos modernos
na Internet não deixam dc ser por correspondência.
DEFAULT: conceito usado, em informática,
para representar opções assumidas em caso de au
sência de escolha pelo usuário.
DESENVOLVIMENTO DO CURSO: ela
boração dos materiais didáticos, roteiros das aulas,
exercícios e testes, conforme o plano ou projeto do
curso (course design).
DOWNLOAD: termo usado em informática
que representa a ação de obter um arquivo disponí
vel em um computador conectado à wefe
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: existem diver
sas definições de EAD. Algumas enfatizam o fator
de distância geográfica entre professor e alunos. Ou
tras enfatizam o uso de tecnologias de comunicação.
A mais abrangente incluí todas as formas de ensino-
-aprendizagem, nas quais us alunos e/ou os profes
sores comunicam-se dc qualquer maneira alem de
reuniões presenciais em sala de aula. Esta definição
inclui casos tais como: alunos espalhados geogra
ficamente c estudando sozinhos por grande parte
do tempo, mas participando de reuniões de grupo
regulares em centros de estudo ou telepostos ;Síw-
dy center; leaming center), com ou sem a presen
ça dc um tutor ou facilitador; alunos c professores
morando no mesmo local e frequentando a mesma
instituição dc ensino presencial, que por motivos de
conveniência de horários e não problemas de distân
cia geográfica comunicam-se por meio de redes de
computadores (E-mail).
ELABORADO R/PRODUTOR: cm EAD é o
responsável pela elaboração dos meios e materiais
didáticos.
EQUIPE MUI INDISCIPLINAR: no contexto
de EAD, o desenvolvimento dos currículos, cursos
e, especialmente, dos materiais didáticas costuma ser
executado por uma equipe multidisciplinar, compos
ta de especialistas cm conteúdo (suhject matter ex-
pert; SME), especialistas em elaboração de diversos
meios/materiais de comunicação (message design;
media specialist) e especialistas cm planejamento e
avaliação do processo de aprendizagem (cwmcw/wm
design; insiructional design}. \ Open University da
Inglaterra era pioneira na aplicação sistemática dessa
abordagem. Grande parte do sucesso desta institui
ção de EAD pode ser atribuída à qualidade superior
dos materiais didáticos e esta qualidade, por sua vez,
é atribuída ao trabalho em equipes mu Indisciplinares.
ESPECIALISTA EM ENSINO A DISTÂN
CIA: o termo pode ser usado para descrever os es
tudiosos üo assunto, ou professores e tutores que
trabalham em sistemas de EAD.
FACIL1TADOR ORIENTADOR DE
APRENDIZAGEM: geralmente usado quando
o processode orientação é voltado para facilitar
o processo de construção do conhecimento pulos
próprios alunos. Em alguns sistemas de EAD, como,
por exemplo, o Telecurso 2001) é o responsável pela
coordenação, orientação, acompanhamento, contro-
le e avaliação da prática pedagógica desenvolvida na
telessala e no centro controlador.
FORMATO OU LAYOUT: decisões feitas so
bre a forma pela qual um recurso didático c apresen
tado ao aluno podem refletir muito na sua qualidade.
Podem afetar o aluno de várias maneiras.
FTP: Sigla para "File Transfer Protocol”- siste
ma de normas técnicas e u software para a transferên
cia de dados de um computador para outro. Um dos
usos mais comuns de redes como a Internet é a trans
ferência de programas e aplicam os por meio de FTP.
HABHIDADES DE ENTRADA AO CUR
SO: em EaD é especialmente importante definir as
habilidades de entrada, para adequar o conteúdo à
clientela prevista.
Será que você tem habilidades para ser aluno
cm EaD? Você já as rinha ou foi desenvolvendo esse
talento no decorrer da vivência de seu curso? Aqui
vai a dica de um teste para avaliar seu perfil como
aluno na modalidade Educação a Distância.
Boa sorte!
http:/ / revistaescola.abril.com.br/ formacao/
foimacao-inicial/tcste-voce-tem-perfil-aluno-edu-
cacao-distancia-512197.shtml
revistaescola.abril.com.br/
HARDWARE: equipamentos de informática.
Termo usado sem tradução para descrever os com
ponentes tísicos de um sistema.
HIPERMID1A: ambiente de informações apre
sentadas por meios múltiplos (multimedia) e organi
zados cm forma de rede capaz de ser navegada pelo
usuário, como se fosse um hipertexto (hypertext).
HIPERTEXTO: texto que contém links para
outros textos e/ou páginas da internet- São muito
usados em EaD, e oferecem aos alunos uma maneira
dinamizada dc estudo.
HORÁRIO FLEXÍVEL/CRONOGRAMA
J-
FLEXÍVEL: dois sentidos: flexibilidade na escolha dos
horários de estudo pelo estudante, assim resolvendo
conflitos entre o curso e outros compromissos; flexi
bilidade na execução das tarefas do curso, assim per
mitindo que cada estudante siga seu próprio ritmo de
estudo e complete o curso quando for conveniente.
JANELA: cm computação moderna, orientada
por objetos (o/^ect-onenteíÇ este termo significa um
objeto (geralmente um texto ou gráfico) que pode
ser aberto na tela sem a substituição das informa-
çôes que já existem. Q usuário abre uma janela na
tela atual para acessar outras informações suplemen
tares ou para executar outra tarefa som abandonar e
fechar a tarefa anterior.
Na informática cm geral, esta técnica é a base de
sistemas modernos de software operacional (como
o sistema Windows da Microsoft). No contexto da
EaD, a técnica, é importante, pois facilita a organiza**
çãO de conteúdos complexos de tal maneira que o
aluno possa ter controle sobre seu próprio processo
de estudo conveniente.
HTML: termo oriundo do inglês Hipertext Ma-
rkup Language denomina uma linguagem de progra
mação desenvolvida para a criação de páginas xveb
cm formato hipertexto.
HTTP: sigla para Hypertext Transfer Protoco\.
As normas para indicar que um website na Internet
é de fato localizado na \\\\\\ (World-Wide Web).
MODERADOR: coordenador de encontro.
Em EaD, o moderador é a pessoa que orienta e con
trola as teleconferências e os fóruns.
MULTIMÍDIA: significado original em inglês:
meios múltiplos utilizados em combinação para
apresentar uma mensagem. Recentemente, o termo
ganhou novo significado: sistemas de hardware e
software capazes de armazenar e apresentar qual
quer forma de mensagem por meio de informações
digitalizadas. Todo endereço dc um site na WAXAX
começa com esta sigla.
ÍCONES: símbolos visuais utilizados para re
presentar ações ou circunstâncias. Indicam a neces
sidade dc uma ação particular ou reposta do usuário.
INFORMÁTICA: as ciências de computação.
Usado tanto para as ciências físicas e eletrônicas, que
governam o funcionamento dos computadores e
seus componentes, como pata as ciências de infor
mação que governam o planejamento de programas
dc computação.
INTERFACE: ambiente de interação homem/
máquina em qualquer sistema dc informática ou au
tomação. O projeto de uma interface eficiente, fácil
de manusear e amigável (user-friendly) c um fator
£4
importante no planejamento de qualquer sistema de
comunicação não-presencial.
INTERNET: rede pública internacional de
computadores, regida por um protocolo chamado
TCP-IR Revolucionou o mundo da comunicação
no final do século XX, colocando a informação ao
alcance de países menos desenvolvidos. Apesar da
constante ameaça de mal uso de seus instrumentos,
caracteriza-se pela liberdade de expressão, e intera
ção completa entre seus usuários.
IP: sigla para Internet Protocol, a norma (pro
tocolo) que define o processo de endereçamento e
transmissão de dados pela Internet.
JPEGi sigla para Joint Picture Expert Group
que estabeleceu normas para a compressão dc ima
gens estáticas.
LINK: termo grifado, normalmente em azul,
que, ao ser clicado com o botão esquerdo do mouse,
remete o participante para outra página do site, ou
dc outro site. Este, ao ser fechado, deve retornar o
cursor ao ponto de origem.
MATERIAL DIDÁTICO/MATERIAL DE
ENSINO: a palavra instrucional é usada nos EUA
de uma maneira muito mais geral do que no Bra
sil (ou Inglaterra, Austrália etc) para significar ensi
no cm todas ás suas formas c não apenas instrução
como fezer algo. Em outros países da língua inglesa
costuma-sc usar o termo teaching material.
MODJCM: dispositivo que conecta computado
res $ rede telefônica para permitir a transferência de
informações entre máquinas distantes.
OBJETIVOS: termo usado para descrever os ob
jetivos gerais, não quantificados, dc um projeto ou curso.
PERIFÉRICO DE ENTRADA: qualquer ins
trumento usado para alimentar um computador com
os dados necessários para determinada tarefa.
Exemplo: teclado, mouse, scanner, pendrive.
PLANEJAMENTO OU PROJETO DO
CURSO (CONCEPÇÃO DO CURSO): levanta
mento das necessidades; definição dos objetivos; se
leção dos conteúdos, dos métodos de ensino e dos
meios dc apresentação etc.
PROVEDOR DE SERVIÇOS DE COMU
NICAÇÃO: termo usado como sinónimo para
companhia de prestação de serviços dc telecomu
nicação. Também usado para descrever o sistema
usado para prover 05 serviços de comunicação.
Exemplo: cabo, satélite.
SALA DE AULA VIRTUAL: um ambiente de
comunicação a distância que simula uma sala de aula
convencional em relação às possibilidades de comu
nicação e interação entre o® participantes.
. bkXirtLi
4* C w*W“ ' ■'
y e-ProInfo^.
'XJU.L- -lll -J— IJjlJ
SCANNER: periférico de entrada (inpttt perí-
pherat) que permite a captação pelo computador de
textos, fotos e gráficos de qualquer material impres
so. Viabiliza e barateia a transformação de material
didático impresso em componente de um sistema
eletrônico de informações capaz de ser utilizado in
terativamente a distância.
SERVIDOR: em sistemas modernos de compu
tação distribuída são necessários para comunicação a
distância em redes. Co st uma-se utilizar a configuração
cHente-Servidot na qual grande parte das intormações
reside em um computador principal (o servidor) e os
usuários do sistema acessam as informações e traba
lham com elas a distância por meio dos computado
res-clientes ligados ao servidor pela rede.
SOFTWARE; são os programas; material didá
tico. O termo surgiu como gíria no contexto da in
formática, já que os equipamentos (computadores e
periféricos) ganharam o apelido de ferragens” (“Awr-
dwaYef os programas que rodam dentro das máqui
nas chegaram a ser chamados de “software” (jogo de
palavras: hard/soft - duro/mole). Na Educação, e
espccialmcnte em EaD, os dois termos foram ado
tados para distinguir os meios de comunicação e as
mensagens por eles transmitidos {médium; message}.
Nos últimos anos, com o crescente uso da in
formática na 1 íducaçào, houve muita confusão entre
os dois sentidosda palavra '"software7'. Como resul
tado. novos termos surgiram como: “software edu
cativo* e “courseware”.
SOFTWARE DE NAVEGAÇAO: software
projetado para facilitar a busca, o acesso e a leitura
de documentos eletrónicos. Exemplos de browsers
muito usados incluem: ÂfostZJC; NetSeapei Internet
Explorer, Gaogle Ghrome.
SOFTWARE EDUCACIONAL: termo recen
temente criado para distinguir o material didático
apresentado por meio de computador das outras
formas àe software (programas).
TELEFONE CELULAR: telefone que se comu
nica com a rede telefônica geral de um local remoto
pela transmissão de sinais entre uma rede de antenas.
A telefonia celular pode vir a ser de grande importância
na EaD, pois permitirá que escolas e indivíduos locali
zados cm áreas não servidas pelas redes convencionais
de telecomunicação participem de programas e con
ferências a um custo razoável de investimento inicial.
TEMPO REAL: termo usado na informáti
ca para sistemas que reagem i media ram ente às in
tervenções do usuário. Na EaD, o termo descreve
sistemas de teleconferência que permitem comuni
cação síncrona {synchronous commumcatiori) entre
diversas pessoas
TUTOR DE UM CURSO: cm EaD c um ele
mento de grande importância na provisão de orien
tação c feedback aos participantes. O tutor c um ele
mento importante em muitos sistemas de EaD, sendo
o principal responsável pelo processo de acompa
nhamento e controle do ensino-aprendizagem.
UPLOAD: termo usado em informática que
represente o ato de enviar um arquivo para um com
putador conectado à web.
UNIVERSIDADE ABERTA: originalmentc,
o nome da Universidade Aberta da Inglaterra, mas
agora usado como termo genérico para qualquer
instituição de ensino superior, que exibe as caracte
rísticas da aprendizagem aberta (open /earning),
Conheça o site da Universidade Aberta do Bra
sil e saiba como sua história começou.
Visite: http://www.uab.capes.gpv.br/index,
phproption—com_cc > n te nt&vie w=ca tego ry & id=6 Óc
Itemid=l3
VIDEO: sentido genérico: a arte, ciência e tecno
logia de comunicação por meio de imagens audiovisu
ais. Sentido específico: os aparelhos usados para gravar
e reproduzir programas audiovisuais em fita magnética.
WIRELESS: sem fio, transmissão via ondas de
rádio ou satélite, sem a necessidade de conexão tísi
ca por meio de cabos. Provavelmente será usada cm
redes de computadores do futuro, permitindo maior
flexibilidade de uso e abrindo novas oportunidades
para EaD por meio de telecomunicações.
http://www.uab.capes.gpv.br/index
41.2.. TéRMOÔ GONGETTVAkS
Nesta parte, você vai encontrar termos com
cunho mais conceituai, ou seja, a definição, concepção
ou caracterização de termos que todo educador a dis
tância deve saber para atuar diante de um curso online.
\ formulação das ideias contidas neste item
tem um caráter, portanto, filosófico com relação às
coisas concebidas sobre EaD.
Vamos a eles?
ANDRAGOGÍA PARA EDUCAÇAO DE
ADULTOS: palavra originária do grego utilizada
para diferenciar a pedagogia (formação de crianças)
da educação especificamente planejada para adultos.
Pode referir-se simplesmente ao fator idade dos alu
nos participantes, ou ao processo de ensino/apren
dizagem que deve ser desenvolvido com adultos.
APOIO AO ENSINO: geralmente significa
apoio visual ou audiovisual usado peio professor. Na
EaD pode significar o hardware usado para comuni
car determinado conteúdo ao aluno.
APRENDIZAGEM ABERTA: um conceito
de Educação que tem as características de abertura:
abertura a diversas clientelas sem restrições; abertu
ra a variações individuais em termos de critérios de
aprovação; abertura a variações individuais cm ter
mos de métodos ou meios de ensino-aprendizagem*
Para permitir tanta abertura e flexibilidade, os sis
temas de aprendizagem aberta geralmente utilizam
materiais autodidáticos c sistemas de EaD.
APRENDIZAGEM A DISTÂNCIA: o pro
cesso de aprendizagem sem contato pessoal regular
com um professor ou com outros colegas em sala de
aula presencial.
APRENDIZAGEM ASSISTIDA OU APOIA
DA POR COMPUTADOR: usado, às vezes, como
termo genérico que inclui todos os métodos de uso
do computador no ensino-aprendizagem. Alguns
autores fazem questão de reservar este termo para
situações, nas quais o aluno usa o computador como
uma ferramenta dc apoio.
APRENDIZAGEM COLABORAI !VA: tra
balho em grupos, dividindo as tarefas de aprendiza
gem entre os membros, juntando 05 esforços indivi
duais para o bem do grupo.
APRENDIZAGEM COOPERATIVA: pro
cesso de aprendizagem em
grupo. Pode ter ou não, as características de
colaboração.
APRENDIZAGEM INDIVIDUALIZADA:
processo de adaptação dò conteúdo c dos métodos
de ensino às necessidades e ao estilo de aprendiza
gem de cada aluno.
APRENDIZAGEM POR DESCOBERJA:
metodologias de organização do processo de ensi
no-aprendizagem para facilitar que o aluno descubra
os conceitos t princípios atrás de um fenómeno ob
servada Uma forma dc aprendizagem cxpcricncial
(expmeníisí/ leaming), Pode, ou não, incorporar a
filosofia do construtivismo (constructivisní).
Procure saber mais sobre a aprendizagem por
descoberta e perceba como encantar e envolver seus
alunos.
Visite: http:// wuAV.scielo.br/pdf/csp/
v20n3/15.
Boa leitura!
S_________ _ ________________________ r
AQUISIÇÃO DE CONHECIMENTO: usa-
-se este termo cm dois contextos: aprendizagem
pelo aluno do determinado conjunto de informa
ções; análise dos conhecimentos usados por peritos
na execução de uma determinada tarefa como fase
de planejamento insrrucional.
wuAV.scielo.br/pdf/csp/
AUDIOVISUAL; o termo é usado em dois sen
tidos: materiais ou produtos que contém informação
auditiva e visual; metodologias ou processos dc ensi
no que utilizam os dois sentidos de visão e audição.
AUTOAVALIAÇAO: avaliação da aprendiza
gem ou do progresso efetuado pelo próprio alunoj
por meio dc provas ou tarefas fornecidas no material
didático do cutso, junto com chaves de correção ou
respostas- mod elo.
AVALIAÇÃO: processo através do qual che
gamos a um julgamento. Nos Estados Unidos, as
sim como no Brasil, a palavra é aplicada aos alu
nos e ao processo de medir o resultado do aluno.
Na Inglaterra, é chamado de ássessmeni. A palavra
portuguesa avaliação tem pelo menos dois senti
dos: avaliação global dc todos os aspectos dc um
sistema; avaliação dos alunos.
Rc comendo que você assista ao vídeo em que
o professor Luckcsi fala sobre a avaliação, Visite:
http:// ww,yourube.com/watch?v=JqSRs9H qgtc.
AVALIAÇÃO FORMATIVA: avaliação efe
tuada durante o processo de ensino-aprendizagem
que se destina a melhorar a aprendizagem individu
al ou a qualidade de alguns aspectos do programa.
yourube.com/watch%3Fv%3DJqSRs9H
AVALIAÇÃO PELOS COLEGAS DO CUR
SO (HETEROAVALIAÇÃO): em EaD a avalia
ção cio resultado de aprendizagem pode, às vezes,
ser feito pelos colegas de um grupo de trabalho,
mesmo sem a presença de um professor ou tutor
Alguns sistemas de ensino individualizado sào ba
seados cm uso intensivo de avaliação mútua do
progresso da aprendizagem pelos próprios partici
pantes do curso.
CARACTERÍSTICAS DO ALUNO: infor
mações sobre o aluno, seu potencial, seu desempe
nho anterior, seu estilo preferido de aprendizagem
c outros fatores.
CENTRADO NO ESTUDANTE: sistema de
ensino-aprendizagem que leva em conta as neces
sidades c as características específicas do estudante
mais do que o conteúdo ou sistema predefinidos.
CIBERESPAÇO: o mundo virtual no qual as
pessoas interagem por meio de redes de computado
res. A palavra foi inventada por VÍÜliam Gibson no
livro de ficção científica "Neuromancer”, mas hoje
em dia já faz parte da linguagem coloquial, usado,
por exemplo, como sinônimo da Internet.
y
Recomendo a leitura da “Declaração de índc-
pendência do Ciberespaço”, texto de John Perry
Barloxv, fazendeiro de rebanho aposentado, lírico do
Grateful Dead c co-fundador da Fundação da Fron
teira Eletrónica, Pcrry Barlow, escreveu em 1996,
no qualdiz que espaço o social global é aquele que
estamos construindo para ser natural menre inde
pendente das tiranias dos governos e acrescenta que
“o espaço cibernético consiste em ideias, transações
e relacionamentos próprios, tabelados como uma
onda parada na rede das nossas comunicações”,
E uma visão bastante interessante sobre o cibe
respaço. Você não vai se arrepender cm conhccé-ia.
Boa leitura!
COMPETÊNCIA: mestria; domínio de uma
tarefa específica. Habilidade prática adquirida como
resultado de um curso.
de comunicação no qual a mensagem emitida por
uma pessoa e recebida e respondida mais tarde pe
las outras. Exemplos: curso por correspondência;
correio eletrônico (e-mail); algumas teleconferências
compu tad or i zad as.
COMUNICAÇÃO MEDIADA POR COM
PUTADOR (CMQ: termo genérico para qualquer
forma de comunicação por meio de computadores
inter cone ciados em redes. Existem diversas varia-
çòesí conferências síncronas (salas de Ch<it„ am
bientes MUD e MOO); conferências assíncronas
como o correio eletrônico grupai ou Itstservc; am
bientes para discussão educacional, tais como CoSy
ou PARU c software para colaboração (grotipware),
tais como LotasNotes.
COMUNICAÇÃO SÍNCRONA: processo de
comunicação no qual as mensagens emitidas por
uma pessoa são imediatamente recebidas e respon
didas por outras pessoas. Exemplos: ensino presen
cial; conferências telefônicas (telepbone conferenceft
v i d eocon ferênc i as (videoco nference).
Enviando
Síncrona
Servidor
Recebido
CORREÇÃO AUTOMATIZADA: provas
corrigidas por computador ou por uma simples cha
ve de correção
DESEMPENHO/RENDIMENTO: pcxle ser o
rendimento ou desempenho nas provas escolares, ou
na aplicação do aprendizado nas tarefas do trabalho.
EDUCAÇÃO TRADICIONAL OU CON
VENCIONAI/ em EaD, geral mente quer dizer
Educação presencial
ENSINO INDIVIDUALIZADO: processo de
ensino individual ou em grupos pequenos, permitin
do ao professor atender aos problemas/necessida
des de aprendizagem de cada aluno.
ESTILO DE APRENDIZAGEM: termo
técnico da psicologia educacional. Existem diver
sos estilos de aprendizagem e cada estudante tem
o seu próprio.
ESTUDO AUTONOMO: o controle do
processo de estudo fica mais a critério do aluno
do que do sistema ou do professor. Estudante au
tônomo, portanto, é aquele que dirige seu próprio
processo de aprendizagem.
ESTUDO DE CASO: na EaD tradicional (por
correspondência) é difícil implementar metodolo
gias do tipo estudo de casos, por falta de um am
biente de comunicação m til tl direcional (multi-Way
commíínicdttofi) necessário para veicular a discus
são. Já, na EaD moderna, por rneió de teleconferên
cia ou CMC (Corriputer .Mediated Commimicatiori)
toma-se muito mais fácil incorporar estudo de casos
e outras metodologias semelhantes.
Recomendação de leitura sobre essa metodologia:
MARTINS^ Gilberto de Andrade* Estudo de
caso: uma estratégia de pesquisa. São Paulo: Atlas,
2006.
GRUPO DE ESTUDO AUTONOMO:grupo
de estudo formado pelos próprios alunos para faci
litar o processo de aprendizagem e oferecer apoio
mútuo [selfdtflp grottp).
1XDI\ IDEALIZAÇÃO: em EaD, como cm
qualquer processo educativo, c necessário considerar
as diferenças individuais já que estão presentes em
qualquer grupo de alunos.
INSTITUIÇÃO DE EDUCAÇÃO A DIS
TA X CIA: escola, universidade ou outra instituição
educacional, que utiliza EaD como sistema princi
pal de ensino-aprendizagem, em contraste a uma
instituição principalmente presencial que, às vezes,
utiliza EaD para ministrar determinados cursos ou
módulos de um curso.
INTERAÇÃO: a troca de informação entre os
participantes do processo de ensino/aprendizagem.
Em EaD, existem várias formas de interação: con
versação, feedbã ck, feedfo r&a rd etc.
INTERATIVIDADE: a característica resultan
te da interligação de dois ou mais sistemas, de forma
que as ações de uni resultem em reações do outro,
que por sua vez resulta em novas ações do primeiro
e assim adiante O grau, ou profundidade deste pro
cesso de interação pode scr bastante diferente em
sistemas diferentes.
INTERDISEIPLIN ARIDADE: conexão en
tre várias disciplinas/conteúdos, em vários níveis/
dimensões. Pode referir-se à concepção geral do sis
tema ou ao aspecto ensino-aprendizagem propria
mente dito, ou ambos.
!X
MATERIAL DIDÁTICO: termo frequente
mente usado como sinônimo para material didático,
ou seja, é o material que estimula o estudante a fa
zer o esforço necessário para aprender e fornece os
exercícios e as atividades que oferecem as oportuni
dades de prática e avaliação.
MATERIAIS AUTOINSTRUCI ONAIS: ma
teriais projetados para substituir, o professor, até
certo grau, no processo de ensino. Alem da apre
sentação do conteúdo temático, estes materiais ofe
recem oportunidades para aplicação e prática dos
novos conhecimentos e fornecem testes de auto-
-avaüação para permitir que o próprio estudante
avalie seu progresso,
MEIOS DE MASSA: cm EaD c, normalnicntc,
usado para rádio e televisão educativas, mas alguns
sistemas também utilizam os meios impressos, dis
tribuindo materiais didáticos como parte de jornal
nacional ou revista especializada.
MEIOS/MÍDIASi o plural da palavra mé
dium. Algumas pessoas, hoje cm dia já tiào distin
guem entre o singular e plural. Esta tendência foi
acelerada pela apropriação do termo multimídia
(multimedia) pelo mundo da informática, A pala
vra, que na realidade é plural (e geralmcnte usada
:oi
comn um adjetivo), agora, costuma ser usada como
um substantivo singular.
MENSAGEM: em EaD, este termo costuma
ser usado como quase sinónimo para material di
dático. Na realidade, significa a informação que
o matéria] pretende comunicar O termo é usado
também no discurso filosófico que surgiu a partir
da afirmação polêmica do Marshall McLuhan ^the
médium is the message” (o meio é a mensagem).
Na realidade, ele estava focalizando o impacto
social de novos meios, mas alguns especialistas em
comunicação audiovisual interpretaram a afirma
ção como argumento de que o meio de comunica
ção usado no processo (de ensino-aprendizagem,
por exemplo), É de maior importância do que o
próprio conteúdo que transmite.
Recomendo a leitura de:
MCLUHAN, Marshall & FIORI, Qucntin. O
www. yo ut u bc. com / watchfv=EnvKeiN Anl x
Para começar, que tal dar uma olhadinha na rese
nha sobre o livro que está em: http://mdodia-visuaL
biogspot.com.br/2fil 1/06/ o-mcio-c-mcnsagem-mar-
s hall -meluhan. h tml
Boa leitura!
102
http://mdodia-visuaLbiogspot.com.br/2fil
http://mdodia-visuaLbiogspot.com.br/2fil
MÉTODO DE ESTUDO OU APRENDI
ZAGEM: em EaD é especialmente importante
adequar o curso aos métodos de estudo preferidos
pelos estudantes.
MICROMUNDOS: termo usado para des
crever ambientes de trabalho criados em softwa
re que oferecem ao aluno/usuário uma forma de
mundo simulado, no qual podem ser vivenciadas
diversas experiências educacionais. Um exemplo é
o ambiente Logo projetado para a aprendizagem
de pensamento lógico em matemática c outras dis
ciplinas relacionadas.
MOTIVAÇÃO: elemento essencial para uma
aprendizagem eficaz e eficiente em qualquer curso.
Um aluno motivado geral mente aprende melhor,
mesmo no contexto de um curso mal planejado ou
materiais didáticos mal elaborados. Motivação pode
surgir pela própria curiosidade do aluno ou interesse
em progredir na vida (intrinsic motivatiori)> ou pela
ajuda do ambiente de estudo (extrinsic motwãtiori),
pelo exemplo do professor e dos colegas de turma ou
por eventos reforçadores (refzi/brccr), que ocorrem
em funçào do empenho e esforço aplicado pelo aluno.
Em EaD, é mais difícil promover a motivação exrrín-
seca e, portanto, a eficácia do curso pode depender
da presença de um alto grau de motivação intrínseca.
!05
OBJETIVOS/METAS DE APRENDIZA
GEM: os resultados esperados ou planejados^ ex
pressos em termos das habilidades ou competên
cias a serem adquiridos pelos alunos.
PERFORMANCE: desempenho; rendimento,
Podeser o rendimento ou desempenho nas provas
escolares, ou na aplicação do aprendizado nas tare
fas do trabalho,
TAREFAS DE ESTUDO AVALIADAS E
CORRIGIDAS POR COMPUTADOR: pode
ocorrer em EaD tradicional, quando o tutor usa
o computador para processar os exercícios que os
alunos entregam em material impresso. Na EaD
moderna ocorre quando o aluno entra em intera
ção direta com o computador.
TAREFA/TESTE AVALIADA PELO TU
TOR: o teste, ou outro trabalho, será verificado
pelo tutor e uma mensagem pessoal enviada ao alu
no - a nota e outros comentários.
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E
COMUNICAÇÃO: dois sentidos: o processo de
aplicação das ciências de comunicação; solução
de problemas práticos de planejamento e imple
mentação de sistemas de comunicação; os novos
104
sistemas de comunicação baseados em telecomu
nicação e informática.
TECNOLOGIA EDUCACIONAL: este ter
mo e usado em dois sentidos diferentes e impor
tantes: aplicação de tecnologias (quer dizer, máqui
nas) no processo de ensino; aplicação de ciências
de ensino-aprendizagem (psicologia» teoria geral de
sistemas, sociologia etc.) no processo de planeja
mento, execução e avaliação de ensino.
que pratica a tecnologia educacional Já que a tecno
logia educacional rem dois sentidos importantes, às
vezes, confundidos, este termo também costuma ser
usado em dois sentidos. A maioria dos estudiosos no
assunto enfatiza que a aplicação criativa de princípios
científicos para resolução de problemas práticos da
Educação c o real papel do tecnólogo, mas o sentido
mais popular é alguém que aplica meios audiovisuais
e outras novidades tecnológicas ao ensine?.
TEORIA DE APRENDIZAGEM: existem
diversas teorias de aprendizagem que, por sua vez,
sugerem diversas abordagens ao processo de ensi
no, Na EaD, é especialmente importante basear o
sistema de ensino em princípios teóricos que fo
ram previamente comprovados na prática, já que é
05
mais difícil modihcar o método de ensino durante
o próprio processo.
4.1.5. Termos Mão na Massa -
as Atividades
Neste item, você vai encontrar os termos que
se relacionam com as atividades que um ambiente
virtual e suas salas de aula virtuais podem oferecer.
Vamos conhecê-los?
CHAT: o módulo Chat permite a realização de
uma discussão textual via web em modalidade sín
crona* Este módulo contém instrumentos para a re
visão e a administração das discussões.
DIÁRIO DE BORDO: atividade de reflexão
orientada por um moderador O professor pede ao
estudante que reflita sobre certo assunto c o estu
dante anota as suas reflexões progressiva mente,
aperfeiçoando a resposta, Esta resposta é pessoal
e não pode ser vista pelos outros participantes, O
professor pode adicionar comentários de fcedback c
avaliações a cada anotação no Diário.
y V
r
£6
Recomendo a leitura do breve artigo de Akrcedes
B. Q de C P. dos Santos, intitulado: “Diário de bordo
e processo fólio, instrumentos de formação de profes-
— ----- :—“ ---------:—ssores”, sobre a importância dessa ferramenta. Leia sua
experiência e pense que você pode fazer o mesmo no
AVA? o que lhe trará subsídios para avaliar-se e ava
liar seus alunos. O artigo está em: http://\vxvwufpi.
br/s tibsi t eFües/ppged/arquivos/files/ eventos Zeven-
to2004/GT2/GT2_l 2_2004.pdf
K____________________ r
FORUM: atividade de discussão entre os parti
cipantes. Os Fóruns têm diversos tipos de estrutura
e podem incluir a avaliação recíproca de cada men
sagem. As mensagens são visualizadas cm diversos
formatos e podem incluir anexos. Os participantes
do fórum tem a opção de receber cópias das novas
mensagens via e-mail (assinatura) e os professores,
de enviar mensagens ao fórum com cópias via e-mail
a todos os participantes.
iF
GLOSSÁRIO: esta atividade permite que cs
participantes criem e atualizem uma lista de defini
ções como em um dicionário ou em um FAQ. As
listas podem ser visualizadas em diversos formatos,
e é possível criar automaticamente links nos textos
do curso que levam aos itens definidos no glossário.
INSTRUÇÃO PROGRAMADA: técnica de
ensino ern passos pequenos, geraimente por meio
de texto ou outro material didático programado.
KT7
http:///vxvwufpi
MAPA CONCEPTUAL um gráfico que repre
senta a estrutura de uma área de conhecimento, mos
trando as interligações entre os conceitos específicos.
PROCESSAMENTO DE TEXTO: em EaD,
o uso de processamento de texto leva a diversas van
tagens: material gráfico da melhor qualidade; facilita
a reprodução de cópias em quantidades de pequeno
porre; facilita o processo de acompanhamento c ava
liação final do curso.
PROJETO/ESTUDO POR PROJETO: mé
todo usado em sistemas de EaD para promover es
tudo em grupos locais pequenos e jsnvolver os estu
dantes cm tarefas abertas c criativas.
QUESTÃO TIPO MÚLTIPLA ESCOLHA:
formato de pergunta muito usado em testes, provas,
maEerial didático impresso e alguns tipos de sof
tware educacional {course^are). A vantagem desse
cipo de pergunta é a facilidade de proccssarnento
dos resultados, especialmente um sistemas de ensino
por computador [compiiter-ãssisted instmction). A
desvantagem é que a facilidade de formulação e do
processamento dessas perguntas leva ao uso excessi
vo de questões do tipo múltipla-cscolha mesmo em
casos quando essa forma de pergunta nao seja a mais
indicada de ponto de vista pedagógico
QUESTIONÁRIO: instrumento de composi
ção dc questões c dc configuração de questionários.
As questões são arquivadas por categorias em uma
base de dados c podem ser reutilizadas em outros
questionários e em outros cursos. A configuração
dos questionários compreende, entre outros, a defi
nição do período de disponibilidade, a apresentação
dc feedback automático, diversos sistemas dc ava
liação, a possibilidade dc diversas tentativas. Alguns
tipos de questões: múltipla escolha, verdadeiro ou
falso, resposta breve etc.
SLIDE: o termo é usado também para qualquer
outro tipo dc apresentação gráfica estática, inclusive
as telas dc uma apresentação de palestra, desenvol
vida cm Powcrpoint ou outro software de autoria.
TAREFA: elemento dc atividade humana que
tem uma única finalidade, um ponto de partida bem
definido e uma determinada série de passos a serem
executados para chegar ao fim. Em EaD, o planeja
mento do curso, muitas vezes, envolve a análise das
tarefas que os alunos devem aprender a executar.
TELECONFERÊNCIA: termo genérico para
toda c qualquer forma de comunicação em tem
po real entre pessoas distantes. Incluem teleconfe
rências auditivas por telefone, teleconferências au-
diugráficas; videoconferências e conferências por
meio dc computador.
VIDEOCONFERÊNCIA: conferência que re
úne pessoas separadas pela distância e oferece a pos
sibilidade de comunicação audiovisual. As possíveis
variações: comunicação visual uni direcional do estú
dio para todos os participantes c comunicação áu
dio bi direcional entre os participantes c o estúdio;
comunicação visual unidilecionai do estúdio para
todos os participantes e comunicação áudio multidi-
reclonal entre todos os participantes; comunicação
visual multidirecicnal entre todos os participantes.
\\TK1: esta atividade permite a edição cole
tiva de documentos. Wikí wiki em havaiano sig
nifica super rápido, e no módulo aqui, refere-se à
velocidade de atualização de páginas, o que define
a tecnologia wiki.
50
CONCLUÍ
Você percebeu quantos termos importantes
£
um educador em EaD deve conhecer? E certo que
conhecê-los é diferente de saber manusear tudo isso.
Por exemplo, para a parte técnica há os técnicos, pes
soas que estudaram áreas bem diversas da Educação.
Serão os que colocarão no ar todas as nossas ideias
pedagógicas e conceituais, porém é de fundamental
importância que haja um bom relacionamento en
tre quem planeja o curso, quem o desenha para ir
ao A\'A e quem coloca em prática essas ideias. Vaso
isso não ocorra, o sucesso do curso em EaD não
estará garantido.
Volte ao irem interdisciplinaridade e equipe
mulddisciplinar,por exemplo, para perceber o quan
to a parceria c importante. Reflita sobre como você
deseja que o curso chegue ao seu aluno e que tipo de
parceiros você gostaria de ter ao lado, te apoiando.
Terminamos^ por aqui, este conteúdo, mas ain
da há muito que estudar para tornar-se um tutor em
EaD ou um elaborador de materiais didáticos, enfim
há muitos papéis, mas muito estudo os acompanha!
(MÔTÕES
1. Elenque termos que você conhece e que po
dem nào estar citados neste Glossário (unidade 4).
2. Você percebeu a diferença entre comunica
ção síncrona c assíncrona? Explique cada uma delas
e cite pelo menos uma ferramenta em que cada uma
delas aconteça.
J
3, O que ê um glossário? Ele pode ser conside
rado uma atividade? Explique.
4. Defina EaD.
5. Cite algumas atividades que podem ser re
alizadas em ambientes virtuais de aprendizagem
(AVAs).
A
firm
Com o término da leitura deste livro, espera
mos que o aluno perceba que EaD não é simples
mente estudar em casa, ou cm qualquer outro lugar.
Ainda, que o aluno se dê conta de como é árduo
atuar como tutor em cursos na modalidade EaD, es
pecialmente naqueles cm que não há nenhum en
contro presencial, de modo que os vínculos deverão
ser criados apenas através da interação no ambiente
virtual dc aprendizagem.
Leia cada uma das unidades com bastante aten
ção, estude-as, busque as referências indicadas e
pesquise outras também. O educador de verdade é
aquele que não para nunca, que está sempre em bus
ca de conhecer cada vez mais.
Diante dc tudo isso, atente ao seu texto, à sua
linguagem, à sua forma dc colocar-se para seu alu
no, E a comunicação que dará o início ao processo
educativo,
Lembrando o Velho Guerreiro, que aparece
no começo deste livro: “Quem não se comunica, se
trumbica!”
Ou seja, interaja de modo bem honesto com
seu aluno e entregue-se à função de tutoria. O tutor
é aquele que acompanha, organiza e guia o aluno no
AVA. Seja esse guia!
35
Referências bibliográfica
NADÓLSKIS, Hêndricas. Comunicação Re
cecionai Atualizada. São Paulo* Saraiva. 2011.
FIGUEIREDO, Guilherme. A raposa e as
uvas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1970.
WALDECK, Sérgio & SOUZA, Luiz de. Ro
teiros de Comunicação e Expressão. Rio de Janeiro:
Eldorado, 1980.
BEHLING, Hans Peder & CRUZ, Dulce Már
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das interações na Unisul Virtual. Revista Diálogo
Educacional. Curitiba, vol. 8, nZ 24, págs. 373-387,
maio/ago. 2008.
HERMIDA, Jorge Fernando & BONFIM,
Cláudia Ramos de Souza. A Educação a Distância:
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71
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http://www.anj
org.br/jornaleeducacao/biblioteca/cntrevistas/is-m
org.br/jornaleeducacao/biblioteca/cntrevistas/is-m
Gabarito
Unidade 1
1. A correspondência correta que o aluno deve
fazer é a seguinte:
(D) Alô, está me ouvindo?
(Q Persuadir.
(A) Sào 19h35 em São Paulo.
(B) Não gosto de bolo de laranja. Penso que de
cenoura é mais gostoso.
(F) Eu canto por que o instante existe e a minha
vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste. Sou poeta. (ida-*
ricc Lispector)
(E) Por favor, o que significa a palavra search
em inglês?
- Search, em inglês, significa pesquisa.
2. O aluno pode responder baseando-se na fala
de WALDECK & SOUZA presente no texto, que
diz que;
“É claro que essa divisão dos tipos básicos de
comunicação não ocorre de forma pura, ou seja,
o uso de qualquer uma das funções nào implica o
andamento dc outra(s). L’m sermão, por exemplo,
de caráter predominantemente conativo, desde que
busca persuadir os receptores para um determinado
comportamento, pode também manifestar e desper
tar emoções, cumprindo então, com a função emo-
tivíL Poderá ainda incluir referências, ao narrar, por
exemplo, fetos históricos.” (WALDECK & SOU-
3. O aluno pode citar como elementos da Co
municação os seguintes:
- emissor, locutor ou remetente: c aquele que
envia a mensagem (uma pessoa, uma empresa, uma
emissora de televisão etc.)
- receptor, locutário ou destinatário: é aquele a
quem a mensagem é endereçada (um indivíduo ou
um grupo).
- mensagem: é o conteúdo das informações
transmitidas, o que é comunicado.
- meio ou canal de comunicação: é o meio pelo
qual a mensagem será transmitida (carta, palestra,
jornal televisivo).
- código: é o conjunto de signos e de regras de
combinação desses signos, utilizado para elaborar a
mensagem; o emissor codifica aquilo que o receptor
irá decodificar.
- contexto: é o assunto, o conteúdo que a men
sagem procura passar.
4. Espera-se que o aluno pontue que a Comu
nicação confunde-se com nossa própria vida, pois
estamos a todo tempo nos comunicando - através
da fala, da escrita, de gestos, de um sorriso ou,
Ü-5
até mesmo, através do manuseio de documentos,
jornais e revistas.
Ainda, c importante mencionar que a Comuni
cação é um processo necessário para a construção
e manutenção das relações entre os seres humanos
(os outros animais também tem meios próprios para
comunicar-se, mas, neste livro, vamos nos ater às co
municações humanas).
5. Para responder a esta questão, o aluno pode
voltar-se para a explicação feita acerca do criador da
frase, o comunicador Chacrinhta, o qual defendia que
se você está no mundo, tem que se fazer entender
pelas outras pessoas, tem que trocar ideias, tem que
compreender os outros, tem que conseguir se fazer
compreender por eles, senão, você se trumbica, ou
seja, não vai conseguir estar no mundo, que c total
mente comunicativo.
Unidade 2
1. Espera-se que o aluno responda algo como o
indicado a seguir:
- O aluno: c o centro do processo educativo;
-O docente: será o motivador e possibilitador
da aprendizagem cooperativa e interativa no am
biente virtual (aqui, referimo-nos ao tutor);
- A comunicação: será realizada através de ma
teriais impressos, audiovisuais, digitais - Internet,
IM
softwares, CD-ROM, vídeos interativos, hipermídia
etc - e á tutoria mediando os momentos presenciais
c/ou virtuais;
& A estrutura e organização: responsável pela
distribuição dc materiais, processos de comunicação
e avaliação
2. Espera-se que o aluno mencione o quanto
desenvolver uma relação com o conhecimento é
fundamental para qualquer processo de aprendi
zagem. Sem esse envolvimento, não ocorrerá uma
aprendizagem significativa e sem atribuição de sen
tido ao que se está exposto, nào há envolvimento e,
consequentemente, a relação com a aprendizagem c
o conhecimento ficará fragilizada.
3. O aluno deve explorar a habilidade fundamen
tal do tutor: a comunicação c explicar que, sem ela, não
haverá nenhuma possibilidade dc sucesso no cursa
4. Diante das novas possibilidades de utilização
das mais variadas linguagens cm Lia D, como men
cionado no texto, espera-se que o aluno perceba que
o celular pode scr uma dessas linguagens, ou seja,
como recurso, pode tornar-se um canal dc comu
nicação entre professores e alunos e, assim, facilitar
o ensino e auxiliar na promoção de aprendizagem e
construção de conhecimennx
5. Voltamos à questão da EaD e suas potencia
lidades, assim como o mercado que vem, contínua
mente, abrindo-se por sua causa. Para responder a
esta questão, o aluno deve pensar no quanto a EaD
veio a favorecer cspecialmciitc àqueles que não ti
nham a menor condição de estar, fisicamente, pre
sente numa universidade, por razões diversas, como
tempo, dinheiro e deslocamento até a mesma.
Unidade 3
1. O aluno deve desenvolver sua resposta ten
do em vista os seguintes aspectos: o trecho indicado
retrata que, quanto à multiplicidade de saberes, sig
nifica dizer o que todo educador sabe, mas talvez
feche os olhos; ou seja, aprende-se dentro e fora da
escola e, muitas vezes, o problema da escola está em
aceitar que ela está obsoleta, precisando modernizar
suas práticas.
2. O aluno deve pautar sua resposta no trecho:
Estudiosos, especialmente da área da comunicação,
como o pruf. E)r. lsmar de Oliveira, vem tentando
arduamente responder a essa questão. Há uma inter-
-relação entre as duas grandes áreas de conhecimen
to, prioritárias e merecedoras de atenção — a Edu
cação e a Comunicação, Esta relação aponta para a
emergência do desenvolvimento de um campo de
intervenção social que promova suporte conceituai
e metodológico para que OS envolvidos em proces
sos dc EaD compreendam a importância da ação
comunicativa para o bom convívio entre as pessoas.
Também fundamental é compreender a pertinência
da produção do conhecimento e da elaboração e im
plementação dc projetos com foco na colaboração,
que promovam protagonismo e mudanças sociais.
3, Para explicar a mediação pedagógica, o alu
no pode partir de que ela “será o encaminhamen
to dado pelo professor às atividades educativas de
forma a motivar a aprendizagem do aluno - e a sua
própria — sendo seu papel o de inccntivador dc ati
tudes ativas deste aluno frente às informações rece
bidas para que sejam processadas, contexrualizadas
e transformadas em conhecimento”. (BARREIRO,
2004, pág. 96)
4. O objetivo final do processo dc mediação
pedagógica é o de que o aluno produza um conheci
mento que lhe seja significativo, que se incorpore ao
seu mundo e que o ajude a compreender sua realida
de c nela interferir para transformá-la e melhorá-la
sempre que sentir necessidade
5. A ação do tutor online é de suma importância
para todo o processo educativo, E ele quem fará a me
diação entre todos os elementos envolvidos. Como
um educomunicador sua ação engrandece. Perceber
as nuances de um processo de Comunicação de su
cesso e buscar atingi-lo, é sua função prioritária.
Unidade 4
1. Resposta livre. O objetivo é que o aluno pes
quise outros termo® e os acrescente, ampliando seu
próprio glossário*
2. Comunicação síncrona: aquela que ocorre ao
mesmo tempo, ou seja, ambos os interlocutores es
tão trocando ideias no mesmo momento. Ex.: chat*
Comunicação assíncrona: aquela que nào ocor-
J-
rc, necessariamente no mesmo momento. E possí
vel que alunos e/ou professores estejam ao mesmo
tempo num fórum, mas nào necessariamente isso vai
ocorrer. O intuito c que cada um deixe sua participa
ção ao seu tempo. Ex.: fórum oulista de discussão.
3. O glossário pode ser considerado como
uma atividade que permite que os participantes
criem e atualizem uma lista de definições como
cm um dicionário ou cm um FAQ (perguntas
frequentes). As listas podem scr visualizadas cm
diversos formatos, e é possível criar automatica
mente links nos textos de um curso que levam aos
itens definidos no glossário, Ainda assim, ele pode
estar no curso desde seu início ou scr construído
123
aos poucos» cofaborativamente, aí, neste último
caso, será uma atividade,
4. A EaD tem diversas definições. Algumas en
fatizam o fator de distância geográfica entre profes
sor e alunos. Outras enfatizam o uso de tecnologias
de comunicação. A mais abrangente inclui todas as
fôrmas de ensino-aprendizagem, nas quais os alunos
e/ou os professores comunicam-se de qualquer ma
neira além de reuniões presenciais em sala de aula.
Esta definição inclui casos, tais como: alunos espa
lhados geograficamente c estudando sozinhos por
grande parte do tempo, mas participando de reuni
ões de grupo regulares cm centros de estudo ou te-
lepostos (study center; learning center)» com ou sem
a presença de um tutor ou facilltador; alunos e pro
fessores morando no mesmo local c frequentando a
mesma instituição de ensino presencial, que por mo
tivos de conveniência de horários c não problemas
de distância geográfica comunicam-se por meio de
redes de computadores (E-mail).
5. Resposta livre. Espera-se que o aluno cite
algumas das atividades apresentadas no glossário,
como xviki, chat, questionário, dentre outras.
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