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InformQçõo, comunicoçôo
e educQçõo
Ana Luiza Zonzini
how
educacional
F Edição [ Fevereiro | 2014
Impressão em São Paulo/SP
InFormoçôo, comunicoçõo 
e educação
Coordenação Geral 
Nelson Boní
Professor Responsável
Ana Luiza Zonziní
Coordenação de Projetos
1 jeandro 1 -ousada
Revisão Ortográfica
Célia Ferreira Pinto
Projeto Gráfico, D í agram ação 
e Capa
Ana Flávia Marcheti
Io Edição: Fevereiro de 2014
Impressão em São Paulo/SP
í’;U-ilc>g:içio çlsLlixjr.idíii por Gtaucy cios Santos Süva - (.RB8/6353
koowhow
t e t n o[5 I a educacional
Sumário
Unidade 1-----------
Aspectos da globalização
1.1. Globalização
1.2, Conceitos de Globalização
1.3, Definições de Globalização
1.4. Ptó$ c Contras
Goboríto.................................. 35
Referêncios Bibliográficos------ 45
Unidode 1
Aspectos do globalização
Caro(a) Aluno(a)
Seja bem-vindo(a)!
Nesta primeira unidade, faremos uma breve 
abordagem informativa dos aspectos da Glo­
balização de maior relevância no contexto de 
nossos estudos, que visam à formação de tuto­
res cm EaD.
Bons estudos!
1 < 1 . Globalização
A Globalização é um assunto que está sem­
pre em destaque, por vários contextos e diferentes 
motivos, nos meios de comunicação, nos livros de 
Geografia, Sociologia, em congressos, na Política, na 
Educação etc.
Quando se fala cm internet, na maioria das 
vezes, pensa-se nas possibilidades da Globalização. 
Quando estamos em um supermercado e temos a 
opção dc comprar, por exemplo, uma lata dc milho 
verde nacional ou importada, que estão lado a lado 
na prateleira, com uma variação mínima dc preço, 
pensamos nos efeitos da Globalização. E, quando 
você almejava ocupar um cargo de gerência em sua 
empresa e este cargo é ocupado por um profissional 
norte americano, recém contratado, vocc logo re­
monta a uma consequência da Globalização.
Muito se faia sobre este modelo c, neste mo­
mento você é convidado a pesquisar um pouquinho 
sobre o que é a Globalização e como este fenômeno 
impacta diretamente cm sua vida, principalmente em 
sua vivência profissional, seja você um profissional 
dc EaD cm busca dc aprimoramento profissional, 
Seja você um profissional que busca pela inserção 
neste mercado em expansão,
A noção dc Globalização nem sempre é clara, 
prestando-sc a usos e sentidos muito diversos.
7
Algumas definições acentuam o caráter multidi- 
menslonal do processo; outras se focalizam mais um 
sua dimensão econômica, política ou cultural e, em 
certos casos, associam o processo de Globalização 
ao sistema econômico capitalista e à ideologia ncoli- 
beral. Outras definições ainda destacam que se trata 
de um processo conduzido pelos homens, enquanto 
algumas se referem à Globalização enquanto motor 
de um processo civilizacional, deixando implícito ser 
um processo natural e inevitável.
Como este não é um livro técnico, buscaremos 
discutir de forma simplificada a Globalização, ape­
nas para que você utilize estas informações como 
ponto de partida para suas pesquisas c ampliação de 
seu conhecimento.
1.2. Conceitos de globalização
O manual Introdução à Globalização de Luís 
Campos e Sara Canavezes, publicado em abril de 
2007 pelo Instituto Bento Jesus Caraça - Depar­
tamento de Formação da CGTP-IhJ, destina-se às 
açôcs de formação (presenciais ou a distância) pro­
movidas pelo Instituto Bento de Jesus Caraça (IBJC), 
em Portugal.
8
3
Fàntv: < http:/ /w ww.cgcptpr/ ftjrmíioio > -
Extraímos, deste manual, um quadro que apre­
senta as definições de Globalização nos diferentes 
aspectos já citados. Por se tratar de uma publicação 
produzida em Portugal, optamos por preservar sua 
grafia original.
9
Definições de GJobídicaçâo Autor
Propomos que a palavra dc- 
signe o alargamento a todo 
o phneta: • de um m« id< > de 
produção (q Capitalismo, na sua 
Fase de Capitalismo financeiro); 
• de uma ideologia c de uma 
forma dc governo - o X eolihe ra­
li smt>); • da dominação cultural, 
comercia] e, se necessário, mili­
tar, pelos países ocidentais.
Academia Sindicai
Europeia ASE, 21104)
A Globalização c um fenômeno 
complexo de muitas repercus- 
sSei Não é, por conseguinte, 
surpreendente que o termo 
‘"Globalização’’ tenha adquirido 
numerosas cononçòcs emocio­
nais Xo limite, é considera­
da como uma força irresistível 
e benéfica que trará a prospe­
ridade econômica a rtxios os 
habitantes do mundo. Xo outro 
cxiicmo, vc-se nela a fonte de 
todos os males contemporâneos.
Comissão Mundial sobre a Di­
mensão Social da Globalização
10
í£ wni foiça condurorn. «nrral 
por trás das rápidíis mudanças sí>
dais, pd/cicas t eci rtiòmicas que 
estão a remodelar as sodedades 
modernas e a ordem mundial.
David Hdd (1999)
O conceito de Globalização 
implica primeiro ç acima de 
tudo cni um alongamento das 
atividades sociais, políticas e 
econômicas através das fron- 
teiras, de tal modo que aconte­
cimentos, decisões e atividades 
numa região do mundo podem 
ter significado para indivíduos e 
atividades cm regiões distintas 
do globo.
Diivid Udd(l999)
Falar de mundíalizaçào c evocar 
a dominação de um sistema 
LCortomico, o í .apitalistíio, Sobre 
o espaço mundial. (,—)
A mu ndialização c t.im bem, 
e sobretudo, um processo de 
coriromíir, atenuar e, por fim, 
desmantelar as frcNifdras físicas 
c regulares qui constituem obs­
táculo à acumulação da capital à 
escala mundial.
lacqücs Adda (1996)
Fundamentalmentc, é a integra­
ção mais estreita dos países c 
dos povos que resultou da enor­
me redução dos custos de trans­
portes c de comunicação e a 
destruição dc barreiras artificiais 
à circulação transírontciriça dc 
mercadorias, serviços, capitais, 
conhecimentos c (em menor 
escala) pessoas.
Joscpb Sti^itz (2004)
II
A Globalização pode dchiür-
■ sc como um processo social
através do qual diminuem os
CúnstrangimefitDS gc< )graí icos 
sobre os processos sociais c 
culturais, cem que os indivídu­
os consciencializam-se, cada vez
mais, dessa redução
Malcom Waters. (1999)
Pôdemos dchnir Globalização 
como um processo que cem
conduzido ao condicionamento 
crescente das políticas econômi­
cas nacionais pela esfera megae- 
conòmica, ao mesmo tempo cm 
que se adensam as relações de
i nterdepe ndênciat d< >minação 
c dependência entre os atores 
internacionais e nacionais in­
cluindo os próprios governos 
nacionais que procuram pôr çm 
prática as suas estratégias nu
mercado glohaL
Mário Murteira (2003)
A Globalização ê simplesmente
uma versão atual do Qjlonia- 
iismcx
AJíiídn Kübr
(eirado cm BONAGLIA, 20(16)
1,3, Definições de globalização
As informações, a Seguir, foram extraídas e adap-
12
tadas de diferentes fontes, citadas ao final deste livro.
A Globalização e um fenômeno social que 
ocorre cm escala global. Esse processo consiste cm 
uma integração em caráter econômico, social, cultu­
ral e político entre diferentes países.
Envolve países ricos, pobres, pequenos ou 
grandes e atinge todos os setores da sociedade, c por 
ser um fenômeno tão abrangente, exige novos mo­
dos de pensar e enxergar a realidade.
A Globalização não é uma realização do pre­
sente, vem de longa data. Tudo começou há muito 
tempo, quando povos primitivos passaram a explo­
rar o ambiente em que viviam. No século XV, os eu­
ropeus viajavam pelos mares a fim de ligar o Oriente 
e Ocidente. A Revolução Industrial foi outro fator 
que permitiu o avanço de países industrializados so­
bre o restante do mundo.
No final dos anos 70, os economistas passaram 
a usar o termo “Globalização1’ fora das discussões 
econômicas, facilitando as negociações entre os paí­
ses. Nos anos 80, começaram a ser difondidas novas 
tecnologias que uniam os avanços da ciência com 
a produção, por exemplo: nas fábricas, com robôs 
ligados aos computadores para acelerar a produção.
A Globalização e oriunda de evoluções ocorri­
das, principal mente, nos meios de transportes e nas 
telecomunicações, fazendo com que o mundo “en­
curtasse” as distâncias. No passado, para a realização13
de uma viagem entre dois continentes eram neces­
sárias cerca de quatro semanas. í loje, esse tempo di­
minuiu drasticamente. Um fato ocorrido na Europa 
chegava ao conhecimento dos brasileiros 60 dias de­
pois, agora a notícia c divulgada cm tempo real. Na 
década de 50, uma viagem de avião cruzando o Oce­
ano Atlântico durava 18 horas. Atualmente, a mesma 
rota pode ser feita cm menos de 5 horas. Em 1865, a 
notícia da morte de Abraham IJncoln levou 13 dias 
para chegar na Europa, mas, hoje, ficamos sabendo 
de tudo o que acontece no mundo cm apenas alguns 
minutos e por diversas fontes:
[ am stunned. My friend, Michael
Jackson isdead. Helived with me fora 
week on "Golden Pond” set after 
"Thriller.”
h «p:/ /gl^lobc. ci>m/ N oticias/NÍ usica/ fn 19367 5- FM M J X ).j pg
http://w w w.cl k rbs.cu m .br / rbs/ i mage /6 585515. JP G 
http:/., gÈ .gl<jbtj.ct>m ■'XiJticins/Musiej/i"tJtt)/i '1T211 9Ó334-liX,0Ü.jpg
14
http://w
O processo de Globalização surgiu pata aten­
der ao Capitalismo e, principalmente, os países de­
senvolvidos, de modo que pudessem buscar novos 
mercados, tendo em vista que o consumo interno 
encontrava-se saturado.
A Globalização é a fase mais avançada do Ca­
pitalismo. Com o declínio do Socialismo, o sistema 
capitalista tornou-se predominante no mundo. A 
consolidação do Capitalismo iniciou a era da Globa­
lização, principalmente, econômica e comercial.
A integração mundial decorrente do processo 
de Globalização ocorreu em razão de dois fatores: 
as inovações tecnológicas c o incremento no fluxo 
comercia] mundial.
As inovações tecnológicas, principal mente nas 
telecomunicações e na informática, promoveram o 
processo de Globalização. A partir da rede dc tele­
comunicação (telefonia fixa e móvel, internet, televi­
são, aparelho de fax, entre outros) foi possível a difu­
são de informações entre as empresas e instituições 
financeiras, ligando os mercados do mundo.
O incremento no fluxo comercial mundial tem 
como principal fator a modernização dos transportes, 
espedalmente o marítimo, pelo qual ocorre grande 
parte das transações comerciais (importação c expor­
tação). O transporte marítimo possui uma elevada 
capacidade de carga, que permite também a inundiali- 
zação das mercadorias, ou seja, um mesmo produto é
15
encontrado cm diferentes pontos do planeta,
O processo de Globalização estreitou as rela­
ções comerciais entre os países e as empresas. As 
multinacionais ou transnacionais contribuíram para 
a efetivação do processo de Globalização, tendo em 
vista que essas empresas desenvolvem atividades em 
diferentes territórios.
Desígnam-sc por transnacionais as empresas que organizam os seus 
investimentos, a sua produção e a comercialização de mercadorias e 
serviços cm mais do que uni país.
Por exemplo, uma conhecida empresa holandesa de eletrônica, a Phi-
lips, comercializa mais de 85% da sua produção eni outros países.
Num sentido mais estrito, alguns autores consideram que umi trans- 
nacionat é uma empresa que, através de investimento direto no es- 
trarigdro, controla e dirige subsidiárias num ou mais países para além 
daquele cm que está sediada.
Atualmente, as empresas transnacioiiais estão presentes em todos ou
quase todos os setores de atividade ccotkjnlica: na extração de luate- 
ri as-primas, nas indústrias transformadoras, na finança, na produção 
agrícola ena prestação de serviços.
De acordo com estimativas da Conferencia das Nações Unidas para 
o Comércio c o Desenvolvimento (1’NCTAD, 2006). o universo das 
empresas transn acionais engloba presente mente cerca de 77,000 cm- 
presas-mãe, contando com mais de 770.000 filiais estrangeiras. (...)
16
O um verso das empresas transnacLoreus continua dominado por um 
pequeno conjunto de países: o Japão, os Estados Unidos e a União 
Europeia, omk 85 das 1EK1 maiores sociedades transnacionais do 
mundo tem a sua sede.
As empresas transnsici onais não sào todas iguais, designadamente tio 
que respeita ã sua dimensão 'uma pequena ou média empresa por­
tuguesa, que também opera em Espanha, por exemplo comerciali 
zando aí parte da sua produção, não pode nem deve comparar-se ou 
considerar-se nos mesmos termos que uma multinacional como, por 
exemplo, a Nesdé).
Em alguns casos, as empresas t rans nacionais atingem uma dimensão 
econômica invejável e mesmo superior a alguns dos países cm que 
operam. Xo seu conjunto, as maiores empresas transnacionaís detém 
um papel proeminente na economia mundial:
- cerca de 100 transaattonais têm um papel líder na Globalização da 
produção de manufaturas e serviços
- no seu conjunto, as 100 maiores multinacionais controlam cerca dc 
2(J% dos ativos estrangeiros globais, empregam 6 milhões de traba­
lhadores c representam cerca dc 30% do total dc vendas de todas a 
muhinach mais.
- um pequeno numero de empresas transEiacionais domina os merca­
dos mundiais da produção c distribuição de petróleo c derivados. O 
mesmo aconteci' nos setores da produção dc automóvel, da indústria
de componentes informáticos, da indústria farmacêutica e em certos
segmentos da produção alimentar clC.
<htlp: /dtspacc.ucT4Tii.pc/rdp</HÍ^5trú«m / 1 n | 74/2448/t /
Inirwài%C5* i tohdiza%C3%A,J™<L3%A3a.píH>. ■/
r
As inovações tecnológicas e a relativa diminui­
ção dos custos de transporte e telecomunicações, a 
informática e automatização permitiram às empre­
sas traflsnacionais repartir e transferir de país para 
país diferentes unidades do ciclo de produção. Atu- 
almenre, a produção de determinada mercadoria 
encontra-se frequentemente espalhada cm subuni- 
dades produtivas com uma localização dispersa, por 
vários regiões e países.
(
O exemplo da 1x*neca Barbie ilustra bem a chamada “desintegração ver- 
tical” do processo produtivo c o que isso rtvch sobre a nova estrutura
- as matérias pnims (o plástico co cabelo) vêm da Tailândia e do Japão;
- a montagem é feita nas Filipinas;
- os moldes são concebidos c fabricados nos EUA;
- (prova v cimente, a boneca Barbie é sobtetndo vendida no mundo 
ocidental).
18
h [ i p- / h itng2. ml snaúc com/bn rbi&-fa $h ion-3-mude los-pwa- VOC-es­
colher- trctc-gr atis_A 1 í .B- F-46WJ877347JJ72O13.jpg
Outra faceta da Globalização c a formação de 
blocos econômicos, que buscam se fortalecer no 
mercado que está cada vez mais competitivo.
Além de fatores econômicos e sociais, a Glo­
balização também interfere nos aspectos culturais 
de urna determinada população. O grande fluxo de 
informações obtidas por meio de programas televi­
sivos e, ptincipalmentc, pela internet, exerce influen­
cia cm alguns hábitos humanos.
19
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20
k.com
Entretanto, elementos da cultura local perdu­
ram em meio à população,promovendo, assim, a di­
ferenciação entre as culturas existentes.
As Ciências Sociais há muito nos apontam que 
os consumidores não são sujeitos passivos, pelo 
contrário, são sujeitos ativos: nas suas práticas de 
consumo, apropriam-se dos conteúdos e frequente­
mente nos reinventam, investindo neles elementos 
próprios das suas respectivas culturas (modos de set, 
fazer e entender).
Por falar cm diversidade cultural c cm desenvol­
vimento rc enológico, na Globalização, estes fatores 
permitem e promovem dinâmicas de expressão e de 
criatividade pessoal, não apenas cm termos de pro­
dução como também, da difusão cultural.
Pôr exempla, é verdade que o controle da edição c difusão musical 
' está mais centralizado em algumas mui ti nacionais e a oferta do mer­
cado discográfico é maioritariamente constituído por reedições de 
arrisras consagrados c de coletâneas de bits, â que sc acrescentam al­
guns, poucos, artistas com particular êxito no momento (êxito que, de 
resto, é também resultado dcum forte im cstimctito promcdonal por 
parte das grandes editoras). No entanto, é igualmente verdade que, 
atualmente, qualquer pessoa pode, sem sair dc casa, produzir. editar e
mesmo difundir um registo musical.
<ht[p:/ / dspncc.u cvpra.pt/rdpc7biiscream /101 7 4/2468/1 / \
Introdi/tiO" iA7%C3M4l3rftíWC3tt AÜ%2úGtolMÍiaá%C3%A,7*AC3%A.VLpdÉ>.
21
cvpra.pt/rdpc7biiscream
Os meios de comunicação são fortes aliados do 
processo de Globalização, pois é através deles que 
as notícias giram peia Terra e os produtos tornam-se 
mundialmente conhecidos. Também é a partir das 
inovações, nesse segmento, que foram e são possí­
veis as comunicações entre empresas ao redor do 
mundo inteiro. Meios como a televisão, a internet e 
o sistema de telefonia são extremamente importan­
tes para o desenvolvimento da era globalizada.
Se antes uma pessoa estava limitada à imprensa 
local, agora ela mesma pode sc tornar parte da impren­
sa e observar as tendências do mundo inteiro, tendo 
apenas como fator de limitação a barreira linguística.
Outra característica da Globalização das comu- Ji
nícações é o aumento da universalização do acesso 
aos meios de comunicação. Percebemos isso com o 
barateamento dos aparelhos, principalmcnrc celula­
res c também na infraestrutura para as operadoras, 
com aumento da cobertura e incremento geral da 
qualidade graças à inovação tecnológica.
Hoje, uma inovação criada no Japão pode apa­
recer no mercado português ou brasileiro em pou­
cos dias e virar sucesso de mercado.
É impossível falar de Globalização sem falar da 
Internet, que a cada minuto nos proporciona uma 
viagem pelo mundo sem sair do lugar. Dentro da 
rede, conhecemos novas culturas, podemos fazer 
amizades com pessoas que moram horas de distãn-
22
ciâj trabalhamos e, ainda, podemos nos aperfeiçoar 
cada vez mais nos assuntos ligados à nossa área de 
interesse, através dela, milhões de negócios são fe­
chados por dia.
f*—: O desenvolvimento e a expansão dos statemas de comunicação por sa- 
V,
• Vtèlites; informática, transportes e telefonia proporcionaram o aparato 
cécnko c estrutural para a intensificação das rdações socioeconócnfcas 
tm âmbito mundial, Esse pioCCSSfi C úma consequência da TcrCcim
Revolução Industrial, também conhecida como Revolução Técnico- 
'Cicnníico Jnborniactonal, unia vez que, por meio dos avanços tecoo-
lógicos obtidos, foj pnssívd promover maior integração econômica c 
cultural entre regiões e países de diferentes pontos do planeta.
í sistchus dc Informarão são cssrndais i Globüizifãh
< htip;/ / ^■v.snumkicdifcacatuciKrti/pijj^afi j-cconrçiíiici/r>*|tM;.^kibdizacaahim^
■O
23
1.4. Prós e contras
Entendemos a abertura da Economia c a Glo 
balizaçào como processos irreversíveis, que nos 
atingem, de diversas formas, cm nosso dia a dia. 
Precisamos de informação e de adaptação a estes fe­
nômenos, uma vez que nos trazem mudanças tanto 
positivas quanto negativas.
V m ponto positivo, no caso brasileiro, por 
exemplo, a abertura foi ponto fundamental no com­
bate à inflação e para a modernização da econo­
mia, o consumidor foi beneficiado com a entrada 
de produtos importados. Temos acesso a produtos 
importados mais baratos e de melhor qualidade, c 
essa oferta maior ampliou também a disponibilidade 
de produtos nacionais com preços menores e mais 
J*
qualidade. E o que vemos em vários setores, como 
eletrodomésticos, carros, roupas, cosméticos c cm 
serviços, como lavanderias u restaurantes.
Mas, em contrapartida, a necessidade de mo­
dernização e de aumento da competitividade das 
empresas trouxe um efeito negativo, que foi o de­
semprego. Para reduzir custos e poder baixar os 
preços, as empresas tiveram de aprender a produzir 
mais com menos gente.
Com o uso de novas tecnologias e de máquinas 
nas linhas de produção, o trabalhador perdeu espaço.
Não só o Brasil, mas algumas das principais 
24
economias do mundo têm hoje pela frente este de­
safio: crescer o suficiente para absorver a mão de 
obra disponível no mercado.
Além disso, houve o aumento da distância e da 
dependência tecnológica dos países periféricos cm 
relação aos desenvolvidos*
A questão que se coloca, nesses tempos, é 
como identificar a aproveitar as oportunidades que 
estão surgindo de uma economia internacional cada 
vez mais integrada.
(
tb Globalização c o Desemprego.
O aumento concorrência internacional gerado pela Globalização 
obriga as umprcsíts a cortíinem custos, diminuindo os preços. Como 
os países mais ricos possuem akos salários, as empresas procuram 
instalar suas tãbricas cm locais que possuam mão dc obra bafara. Com 
isso, há unia rrnnstcrcncia de empregos dos países mais ricos para cs 
mais pobres.
O desemprego estrutural c uma tendência cm que são cortados vá­
rios postos dc trabalho e uma das principais cansas é a automação 
dc várias rot irias dc trabalho, substituindo a mão de obra di> homem. 
As fabricas estão substituindo operários por robôs, os bancos estão 
substituindo funcionários por caixas eletrônicos, os escritórios iníbr- 
matbadus jí possuem sistemas que executam tarefas repetitivas c de­
moradas, eliminando alguns funcionários.
Em contrapartida, existe também a criação de novos pontos dc tra­
balho, gerando novas oportunidades de empregos, mas esses novtjs 
25
çmpnjgos exigem pmhssionais com boa tormaçao c com isso o de; 
sem prego continua nas camadas mais baixas.
Não só no ramo industrial vê-se o efeito da Globalização no desem­
prego O comerão também está bastante aLÍiigido. As grandes em­
presas multinacionais chegam e acabam com as empresas locais. O 
aumento de shoppings ccntcrs vem acabando com o comerão de rua. 
Por outro lado, vemos a Globalização funcionando no NERCOSUL 
e outros blocos econômicos. As empresas globais lançam produtos 
globais para COtlquibtar meneados C ampliar os seuS domínios.
"A empresa diante- da economia globalizada poderá ser uma dádiva ou 
um tremendo problema."
As mudanças causadas pela Globalização quie podem aumentar 
o desemprego:
- miidança de sede ou de um sttot de mLIttinacionais para outro país; 
-mudança de ramo da empresa em busca de produtos competitivos;
- aumento da competitividade c o livre mercado;
- abertura de importações no país, com redução de impostos 
para multinacionais.
Chiip:/.-'Hcmnogi.btogiipot.-rom.hr/2011 /(l9/gk?baJizacao-c-a-descmpregtxhtmJ> 7
26
rom.hr/2011
S É INCRÍVEL A 
TMf ORTjí MÍIA tK> 
DEDO INDICADOR 1 
v——7/" --- --------
/
UM PATRÃO FAZ ASSIM 
COM O INDICADOR . E 
TRÊS MIL O^RaRIOS
http: / /cconomi aclara. files.wordpress.com '2009/0"7i ndicador-de- 
-de scmprcgíi jpg^'=5ÜÜ
Os eleitos da Globalização no cmprtgo não são lineares. dependendo 
das características próprias de cada país, variando cm função dos di- 
fe rentes sei ores de atividade econômica, e variando ainda cm timcào 
dss políticas económicas edas políticas relativas ao mercado de traba­
lho, seguidas por cada país. Patít dar um exemplo óbvio, uma dcsloca- 
lizaçào produtiva signilicarã perda de emprego cm determinar lo pais 
e ganho de emprego noutro.
27
ss.com
Mais genericamente, as dcslocalbiações produtivas significam perda 
de cm prego pera os países mais desenvolvidos, no entanto, « aposta 
seguida por muitas empresas europeias exportadoras de bens e servi­
ços nas potencialidades oferecidas por um merendo global traduz-se, 
frequentemente, cm novos empregos. A verdade c que diariamente 
novos empregos são criados e outros são perdidos* sabendo-qe quç 
as peidas £ os ganhas não ocorrem nos mesmos setores de atividade 
econômica, nem nas mesmas empresas ou regiões, c que esta troca c 
também desigual, no que respeita às características dos trabalhadores 
■sexo, idade, quâlific*Çso profissional etc), assim como serão diferen­
tes a$ respectivas remunerações c sistemas de segurança social que 
lhes estão associados.
De qualquer modo, em virtude da maior premência de competitivida­
de inicrtiac tonal que é sentida petos empresas* <’ processo de (lloha-lizaçao tem conhecido importantes consequências na qualidade e na 
quantidade do emprega.
h II p; ' / d. £ p íl C -È . U cr V o í í „ p t / r tl P C b Ê t s t r c ;l m / 3 Í3 1 4/2468 / 1 /
ImnjJ
28
Movimentos Anti globalização
O processo de Globalização desencadeou vários problemas 
socioeconâmícas um diversas partes do globo^ inclusive nos 
países desenvolvidos. Esse fenômeno originou os movjmcfl-* 
tos antiglobfliização, formados por distintas organizações da 
sociedade civil como, por exemplo, Organizações Não Gover­
namentais (ONGs), sindicatos, movimentos ambientalistas, 
grupos indígenas, entre outros.
A maioria desses movimentos argumenta que as transna- 
cionais obtiveram muito poder com o processo de Globa­
lização c que essas empresas estão dando forma ao mundo 
de acordo com os seus interesses econômicos, (ato que tem 
intensificado as disparidades sociais, além de ter promovido 
29
a degradação ambiental.
Os movimentos atltçlübaüzação são heterogêneos, tendo fo­
cos de atuação diferentes. Sào considerados movimentos de 
cidadãos que lutam pela justiça e por uma política económica e 
social mais igualitária, que possa reduzir as discrepâncias entre 
os povos do planeta,
A primara grande manifestação realizada por grupos andglo- 
baJizaçâo ocorreu no final do século XX, durante um evento 
organizado pela Organização Mundial do Comércio (OMQ, 
que reuniu representantes de 130 países em Scattlc EUA) para 
“Rodada do Milênio”, que discutiu as perspectivas do comércio 
internacional para o século XXI.
<)utro evento antíglobaíizaçao de muita importância c o Fórum 
Social Mundial fbSM), cujo principal objetivo é organizar um 
encontro mundial de pessoas e movimentos sociais contrários 
ãs políticas neolibetais do FEM (Fórum Económico Mundial). 
A primeira edição do Fórum Social Mundial foi realizada em 
2001, na cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande Sul, 
Brasil. Nessa ocasião, mais de 20 mil pessoas, dc 117 países 
diferentes, reuniram-se para manifestar contra as políticas iic- 
oliberais do Fórum Econômico Mundial (FEM), sob o lema: 
“Outro mundo é possívcTã
O Fórum Social Mundial ganhou força c representativ idade c, 
atualmente, é o principal movimento antíglobalização. Novas 
edições foram realizadas cm Porto Alegre (2002 c 2003}, Mum-
J*
bai, capital da índia (2004), Caracas, capital venezuelana (2006),
Nairóbi, no Quénia (2007) e Belém, Brasil, (2009).
Um fato irónico desses movimentos antigÈobalizaçào é que, 
30
na maioria das vezes, são organizados e divulgados utilizan­
do a internet como ferramenta, sendo que essa c o principal 
símbolo do processo de Globafiüação, visto que proporciona 
condições de comunicação entre usuários espalhados por di­
versos países do mundo.
1\í- Vísgncr <J< íxrqudra c Francisco 
t fiadiHclo cm (saigTjiliJi
Tiquipe BtaUl l,'scnla.
Chtip: /vLT.w.brasilescühcüm. gctH"T3iia.
As próximas unidades deste livro trarão um 
apronfudamento dos principais aspectos da Globa­
lização, destacados neste início de nossos estudos;
Iremos aos poucos nos situando, no oontexte de 
mundo atual, para, então, entendermos a importância 
c os desafios da Educação e de um tutor cm EaD.
31
Exercícios propostos
1. Das definições de Globalização apresentadas no 
Manual da Introdução à Globalização, do IBJC, es­
colha uma que a seu ver está mais compatível com 
o conceito que você já tem internalizado sobre este 
fenômeno, e justifique sua escolha.
2. A Globalização é uma realização da década pre­
sente? Por que?
3. Quais foram os principais meios que, a partir de 
suas inovações c evoluções promoveram o processo 
de Globalização? Justifique.
4. Cite um pró e um contra da Globalização, segun­
do o texto apresentado nesta unidade.
5. Segundo o texto “Globalização e Desemprego”, 
quais as mudanças causadas pela Globalização que 
podem aumentar o desemprego?
33
Goborito
Unidade 1
Aspectos da globalização
1. Resposta. O aluno deverá escolher uma das defi­
nições do quadro reproduzido nesta unidade. A jus­
tificativa é pessoal
2. Resposta, A Globalização não é uma realização do 
presente, vem de longa data. Tudo começou há mui­
to tempo quando povos primitivos passaram a ex­
plorar o ambiente cm que viviam. No século XV os 
europeus viajavam pelos mares, a fim de ligar Orien­
te e Ocidente. A Revolução Industrial foi outro fa­
tor que permitiu o avanço de países industrializados 
sobre o restante do mundo. No final dos anos 70, 
os economistas passaram a usar o termo ^Globali­
zação” fora das discussões econômicas, facilitando 
as negociações entre os países. Nos anos 80, come­
çaram a ser difundidas novas tecnologias, que uniam 
os avanços da ciência com a produção, por exemplo: 
nas fábricas, com robôs ligados aos computadores 
para acelerar a produção.
3. Resposta. As inovações tecnológicas, principalmcn- 
te nas telecomunicações c na informática, promove­
ram o processo de Globalização A partir da rede de 
telecomunicação (telefonia fixa e móvel, internet, tele­
visão, aparelho de fax, entre outros) foi possível a di­
36
fusão de informações entre as empresas e instituições 
financeiras, ligando os mercados do mundo.
4. Resposta. Lm ponto positivo, no caso brasileiro, 
por exemplo, a abertura foi ponto fundamental no 
combate à inflação e para a modernização da Eco­
nomia, o consumidor foi beneficiado com a entrada 
de produtos importados. Temos acesso a produtos 
importados mais baratos e de melhor qualidade, e 
essa oferta maior ampliou também a disponibilidade 
dc produtos nacionais, com preços menores c mais 
qualidade. É o que vemos em vários setores, como 
eletrodomésticos, carros, roupas, cosméticos e em 
serviços, como lavanderias c restaurantes. Mas, cm 
contrapartida, a necessidade de modernização e de 
aumento da competitividade das empresas, trouxe 
um efeito negativo, que foi o desemprego. Para redu­
zir custos c poder baixar os preços, as empresas tive­
ram de aprender a produzir mais, com menos gente. 
Com o uso de novas tecnologias e de máquinas nas 
linhas dc produção, o trabalhador perdeu espaço.
5. Resposta. Mudança de sede ou dc um setor de 
multinacionais para outro país;
Mudança de ramo da empresa em busca de pro­
dutos competitivos;
Aumento da competitividade e o livre mercado; 
Abertura de importações no país, com redução de 
impostos para multinacionais.
37
38
Referencio
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InformQçõo, comunicoçôo
e educQçõo
Ana Luiza Zonzini
how
educacional
F Edição [ Fevereiro | 2014
Impressão em São Paulo/SP
InFormoçôo, comunicoçõo 
e educação
Coordenação Geral 
Nelson Boní
Professor Responsável
Ana Luiza Zonziní
Coordenação de Projetos
1 jeandro 1 -ousada
Revisão Ortográfica
Célia Ferreira Pinto
Projeto Gráfico, D í agram ação 
e Capa
Ana Flávia Marcheti
Io Edição: Fevereiro de 2014
Impressão em São Paulo/SP
í’;U-ilc>g:içio çlsLlixjr.idíii por Gtaucy cios Santos Süva - (.RB8/6353
koowhow
t e t n o[5 I a educacional
Sumário
Unidade 2
Comuncação, informação c a expansão 
do conhecimento
2.1, Comunicação e informação
2.2, Componentes da Comunicação
2.3. Intormaçào c Conhecimento
2.4. A expansão do Conhecimento^ a Aprendizagem e o Tutor 
em EaD
2.4,1, O Tutor c sua responsabilidade como facilita dor 
da Aprendizagem
Gabarito------------------------------
Referências Bibliográficas 4
Unidode 2
Comunicaçõo. informação e o 
exponsõo do conhecimento
Carofâ) Alunofa)
Na unidade 1, falamos sobre a Globalização e a expansão do 
acesso e a disseminação da informação, com a evolução dos 
meios de comunicação.
Continuaremos, neste momento, a refletir sobre a comuni­
cação e a informação e, pensando em nosso papel enquanto 
profissionais da EaD, seja buscando apmnoeamenio ou a in­
serção profissional na área de tutoria. Devemos ter clareza das 
diferenças entre informação e comunicação para melhor con­
duzirmos nossos estudos ou nossos alunos a um aprendizado 
significativo, com vistas à expansão de seu conhecimento. 
Bons estudos!!'
2-1- Comunicação e informação
Em nosso dia a dia, os conceitos de comunica- 
£■ 
ção e informação confundem-se com facilidade. E 
comum, encontrarmos no painel dc avisos do pré­
dio, por exemplo, um impresso que diz o seguinte:
&
Comunicamos aos moradores que este edi­
fício ficará sem abastecimentode água no 
dia 22/09, das 14h às 16h.
Neste caso, será que o termo “comunicamos” está corre- 
tamente empregado, ou deveria ser "informamos”?
Se eu publico em minha página do face-
book, por exemplo:
“Muito frio na cidade de São Paulo, hoje!”
Isso é uma informação. Mas, se algum 
amigo interagir nesta publicação dizen­
do, por exemplo:
“Aqui, no sul, também está muito trio. E efeito de uma 
frente fria que chegou ontem e vai durar até sexta feira.”
—---------------------
7
Xeste momento, estabelece-se uma comunica­
ção, correto?
Como o objetivo deste livro é tratar os temas de 
forma prática, não vamos nos aprofundar nos estu­
dos científicos sobre cada termo c sua aplicabilidade. 
Em linhas gerais, podemos dizer, então, que:
Informação é apenas o relato de um fato.
Comunicação é ama troca de informações, en­
tre duas ou mais pessoas, sobre um mesmo assunto. 
Se todas as pessoas envolvidas entenderam corre- 
tamente os conteúdos das informações que receberam, 
pode-se dizer que a comunicação está concretizada.
Informação é quando um emissor passa para 
um receptor um conjunto de dados (mensagem) e 
esse conjunto elimina uma serie de incertezas*
Comunicação c quando essa mensagem, que sai 
do emissor e chega ao receptor c entendida, decodifica­
da e retomada, estabelecendo assim, o que é chamado 
de feedbadg que é a compreensão dessa mensagem.
8
- Ao fazer uma pergunta, estamos pedindo 
□ ma informação.
- Quando assistimos televisão ou um filme, estamos 
absorvendo informação.
- Ao ler um jornal, sabemos que estamos lidando 
com algum tipo de informação.
Usamos, absorvemos, assimilamos, manipula­
mos, transformamos, produzimos e transmitimos 
informação durante rodo o tempo.
9
2.2. Componentes da comunicação
Existem diferentes formas c tipos de comuni­
cação, nos diferentes contextos, meios e situações de 
nossas vidas.
: Componentes da Comunicação
São componentes do pTOCesSo de Comunicação: <> emissor da men­
sagem, o receptor, a mensagem em si, o canal de propagação, o 
meio dc comunicação, a resposta (fccdback) <■ t> ambiente onde o 
processo comunicativo acontece.
Com relação ao ambiente, o processo comunicadoníd sofre inter­
ferências do ruído c a interpretação c compreensão da nacosagem 
fica subordinada ao repertório (crenças, modo de ser, comporta- 
mentos) do receptor.
lím relação à forma, a comunicação pode ser verbal, nào-verbal, ges- 
tunl e mediada.
Verbal - Comunicação através da fala propriamente dita, formada por 
palavras <■ frases. Tem suas dificuldades (dmidez, gagueira etc.), mas 
ainda e a melhor iorma de comunicação.
Não-verbal - Comunicação que não é feita por palavras filadas ou 
escritas. Usam-se muito os símbolos (sinais, placas, logotipos, ícones) 
que sào constituídos de formas, cores v tipografias, que combinados 
transmitem uma idda ou mensagem.
Linguagem corporal - Corresponde n todos os movimentos gçsruais e 
dc postura qilc fazem com que a comunicação Seja mai$ efetiva. AgCS- 
10
titulação foi a primeira for rua dc comunicação. Com o aparecimento 
da palavra falada 05 gestos foram tomando*Se secundários, contudo 
constiiucm o compk-mcnro da expressão, devendo ser coerentes com 
o conte ú do da mensagem.
A expressão corporal c fortemente ligada ao psicológico, traços com­
por ramentais são secundários e auxiliares. Geralmcnrc, c utilizada para 
auxiliar na comunicâçào verbal, porem, deve-se tomar cuidado, pois 
multas vezes a boca diz uma coisa, mas o corpo fàla ourra eomplcra- 
mtittC diferente
Comunicação mediada - Processo de comunicação em que está envol­
vido algum tipo dc aparato técnico que intermedia os locutores.
Toda essa inovação nas formas dc comunicação, fez com que a hu­
manidade passasse a viver dc uma forma total mente nova, onde as 
tii uni ir.is lisira- íkix.m: di ser ohsláculos á o jmunfoicn 1 cmlsLuilL 
entre os povos. Formas que até alguns anos eram impensáveis, passam 
a fazer pane do nosso dia a dia.
Ltò universo novo se apresenta e, sc os horizontes sc alargam, perde- 
-se o controle da informação próxima c garantida. Chegamos ã exa­
cerbação da informação (que é diferente do conhecimento), através 
dos meios eletrónicos, dos quais a internet c a campeã. Nesse univ er­
so tecnológico, predomina a sapiência humana, suas qualidades, mas 
também, suas mazelas. Cabe as pessoas que sc Comunicam, taze 4o dc 
forma a utilizar as informações como fonte dc troca pata aquisição do 
conhecimento e usá-las com sabedoria.
<hrtpt/ / wwmán focscola.com/ln noEh/Iãs*orifr da-cotnunicacao-h umnria/ >.
II
hrtpt/_/_wwm%25c3%25a1n_focscola.com/ln_noEh/I%25c3%25a3s*orifr_da-cotnunicacao-h_umnria/_
História da Comunicação Humana
Os homens das cavernas» com seu cérebro rudimentar, deviam se co­
municar através dv gestos, posturas, gritos c grunhidos, assim como os 
demais animais não dotados da capacidade dc expressão mais tchiuda.. 
Cqm certeza, cm um determinado momento desse passado, esse 
homem aprendeu a relacionar objetos e seu uso e a criaic utensílios 
para caça e proteção c pode ter passado isso aos demais, através de 
gestos e repetição do processo. Criando assim» uma toma primitiva 
e simples dc linguagem.
Com o tempo, essa comunicação foi adquirindo formas mais claras 
e evoluídas» facilitando a comunicação não só entre os povos de uma 
mesma trily>, como entre tribos diferentes. As primeiras comunica­
ções escritas (desenhos) dc que se tem notícias são das inscrições nas 
cavernas 8.900 anos a,C,
O povo sumária considerada a uma das mais antigas civilizações do 
mundo, jã ocupava a região da Mcsoporámia quatro séculos antes de 
Crista Jéssa dvilizaçào foi a primeira a usar o sistema pictografico 
(escritas feitas nas cavernas, com tintas).
Esse ripo de escrita era utilizada, também, pelos egípcios qut. cm 
llOO a.C., criaram seus hjerós glyphós ou “escrita sagrada", como os 
gregos as chamavam.
Esse tipo dc escrita era, além dc pictórica» ideográfica, ou seja, utili­
zava símbolos simples para representar tanto objetos materiais, como 
ideias abstratas. Utilizava « princípio do ideograma (sinal que exprime 
ideias) no estágio em que deixa dc significar o objeto que representa, 
para indicar c> fonograms referente ao nome desse objeto,
Lmi das mais signihcativas contribuições dos sunicrianos está ligada 
12
ao dcsenvolviiTicíWo da chimiada escrita Cunciíbrmt Xessc sistema, 
observamos a impressão tios caracteres sobre uma base dc Argila que 
era exposta ao sol c, logo depois, endurecida com sua exposição ao 
fogo. De fato, essa civilização mcsopotâmica produziu uma extensa 
atividade literária que Contou corri a criação de poemas, códigos de 
leis, rábulas, mitos c outras narrativas. E a língua escrita mais antiga 
que se tem testemunhos gráficos. As primeiras inscrições procedem 
de 3.000 a.C.
Um estágio moderno da comunicação humana foi a descoberta da ti­
pografia (arte de imprimir), pelo ak-mào Johann Guteniberg, em 1445. 
Essa invenção multiplico li c barateou 05 custos dos escritos da epoca 
e abriu a era da comunicação social.
<h[ tpc/ /wuv.iri foeset ilü-Cr »m/ h i sterin/histi >rji-dj-comunicaçn>-h umam/ >,
2,3* Informação e conhecimento
Ainda, na tentativa de encontrar uma definição 
para o conceito de informação, encontramos a se­
guinte descrição:
A informação é um conjunto organizado de 
dados, que constitui unia mensagem sobre um de­
terminado fenômeno ou evento. A informação per­
mite resolver problemas e tomar decisões, tendo em 
conta que o seu uso racional é a base do conheci-; 
mento. Como tal, outra perspectiva indica-nos que a 
13
informação é um fenômeno que confere significado 
ou sentido às coisas, já que através de códigos u de 
conjuntos de dados, forma os modelos do pensa­
mento humano.
< h itp:/ 'c< 3 ncf ÍEade/mfbriTtâcao#Íxzz2dKnqVSe9 >.
113 DA lMAGlíM:"4O5lJ’<4b
Neste momento, percebemos que para ha­
ver conhecimento deve haver uma informação 
3*
para embasá-lo.
Vamos ler o texto, a seguir,elaborado pelo Pro- 
a»
iessor Celso Antunes. E direcionado ao ensino pre-
14
sencial, mas enquanto tutores de Ha D, podemos uti­
lizar as informações do texto c traze-las para nossa 
área de atuação*
Como já discutido, neste curso de PÓS Gradu­
ação, a EaD c uma modalidade de ensino. Seja pre­
sencial ou a distância, o estímulo e a reflexão peda­
gógica devem estar presentes no trabalho do pro­
fessor-tutor, com vistas a um ensino aprendizagem 
significativo e de qualidade.
A Diferença entre informação e conhecimento
C< t[ihcciniL-[iru c Informação são palavras que sc confondcm e, ainda que 
muitos pais e mucos professores saibam a>mc> transformar informação 
cm conheci mento, não é este saber, infeliz merue, de domínio comum. 
Neste resto, buscamos estabelecer diferenças e sugerir procedi­
mentos para que Se viabilize essa r rans formação imprescindível 
para uma boa aprendizagem.
Uma “informação” é coosdtuída de fatos conhecidos ou dados co­
municados acerta dc alguciti ou de aigo. Pode se Caracterizar pela 
banalidade do cotidiano (Você sabia que o Figueircnsc ganhou mais 
uma?*), ou consricuir-sç em uma “instrução" (A capital de Sanra Ca­
tarina ê Florianópolis.).
Vivemos cercados por informações onde quer que estejamos, Algu­
mas são Lforivamcntc úteis para nossos interesses, mesmo que não o 
sejam para outros e algumas rxitras consideramos inúteis e, dessa ior-
I 5
ma, as descartamos. O ato de poder se livrar de informações inúteis 
c essenciilmeme válido para o ser humano e extremamente saudável 
para a memória, e somente pessoas com sérios distúrbios mentais bus­
cam reter todas as informações que colhem.
As i o formações estão presentes na rotina escolar e não se pode ima­
ginar que uma escola não tenha um conjunto de conhecimentos que, 
agrupados em disciplinas, dao forma ao currículo escolar. Mas, se as 
informações são csscnciajs ac currículo, sua retenção pelo aluno so­
mente st justifica em duas condíçõcst
• quando representam elos essenciais para que com elas se possam 
construir informações novas, emprestando -lhes um sentido;
• quando o aluno pode transformar a informação cm conhecimento e, 
dessa forma, contextua ti zã-la cm sua vida e nos desafios que enfren­
tará para conviver.
!...) o ensino cn) uma escola convencional (...) a informação é pro­
priedade específica do professor e cabe a ele discernir se cra ou nào 
útil para seus alunos. Guralmente, não existe preocupação com o se* 
qitencia mento da informação c dc seu uso como “gancho** para que 
novas informações se busquem c, menos ainda, não há vontade no 
professor para que a informação pudesse ser útil para o aluno si ver. 
A concepção de aluno visualiza-o, unicamente, como receptor de in­
formações, enquanto mais as tivesse, melhor ilustrado seria, Esaltam 
alunos “ilustres” que dominam, tal como dicionário ambulante, uma 
porção de informações e os “outros” que, com menor capacidade de 
retenção, não podem aspirar a essa condiçào,
Quando, entretanto, sc percebe que cm sala de aula a informíiçao c 
essencial mente válida, quando sc transforma cm conhecimento, cabc 
discutir o que significa "conhecimento" e como é possível, através da 
16
prática pcilagógica ou da nula, produzir essa Tran5±orma<;ão.
O conhecimento resulta th interação entre o indivíduo, a ünformação 
que lhe c exterior c o significado que este lhe atribui, 1'., pois. resultado 
ele um processo de construção, que implica o sujeito que o constrói 
como o principal protagonista desse processe*.
Considerando essa ideia abrangente de "■conhecimento”, percebe-se 
que se torna extremamente distinta da informação, O quadro, a seguir, 
ilustra essa diferença:
Informação Conhecimento
■ lán oej mais taros conhecidos, 
p ré- organ i zj.dejs> prchJuzidus 
fora do espaço escolar, comple­
tos c acabados c que devem ser 
assumidos pelos alunos.
■ () professor que não transfor­
ma a uafonmçào cm conheci- 
mu mo toma-se o responsável 
por sua transmissão^ raJ como 
o faz um Texto, um vídeo, uma 
emissora de rádio ou outra mí­
dia c, portanto pode ser -subs- 
cituidu. Em sua aula, o aluno é 
apenas ouvinte e espectador.
* ProduK» de uma interação en­
tre o indivíduo faluno), a infor­
mação que lhe c exterior c que 
chega trazida pdõ professor ou 
por outras fontes, que instiga o 
aluno a acessar c incorporar sig­
nificado para essa informação
* O professor qit£ transforma 
an formação cm conhecimento 
faz de seu aluno um protago­
nista que descobre como asso­
ciar informações, que jâ possui, 
para atribuir significado às in 
íorniaçòes que recebe.
Estabelecida a diferença essencial entre "informação" <■ "conhecimen­
to”, tndaga-sc de que forma pode a aula constituir-se em uma situação 
c um momento especifico, em que essa r rans formação se manifesta. 
Observe 05 dois exemplos seguintes:
r
A Aula. com transmissão dc infotmaçãu c apelo ã memorização 
Prestem atenção. O tema vai cair na prova e é importante que vocês 
ouçam o que tenho a, transmitir. Anotem cm seus cadernos, copian­
do o quu está na lousa para que melhor o retenham e, ao chegar a 
casa, leiam c releiam, muitas ve?cs, essas informações; assim estando 
pronto para o crucial momento, cm que irei interrogá-los. Agora, não 
conversem e prestem atençàa
A aula transformando informações em conhecúmenfos
Observem que existe neste resto tmna frase- F.sta frase ú uma ínforma- 
ção, que junto a muitas outras dá forma ao currículo. Qual o signitica- 
do dessa informação? Como dize-h de outras maneiras, usando ou ms 
palavras? Jissa informação traz alguma rdação com un»a corrida de 
automóveis, ou com um destile de carnaval? Vou pedir a vocês que 
se oiganucm cm pequenos grupos e discutam essas qtwsròes- Mas, 
além dessas, busquem outras. Por exemplo: O que pode tornar uma 
informação importante? Por que os currículos de- uma disciplina esco­
lar atribuem importância a essa informação? Que nutras informações 
essas que aí estão, levam-nos a pensar? \s duas situações hipotéticas 
ilustram apenOS um singelo exemplo.
Nâo existe uma única forma dc agir cm relação ao trabalho do pro­
fessor, que transforma a informação em conhecimento. O objetivo 
desta mtnparação u destacar que <» esforços u os tteursos usados por 
ume por outro professor são, prauramente, idênticos, mas enquanto 
um deles impòe a passividade, a monotonia, a memorização e imagina 
uma ideia dc "aprender” como um processo, que cm si se centraliza, 
o outro propõe desafios, sugere buscas, protagoniza a ação do aluno 
em aula c instiga o confronto entre a realidade objetiva da informação 
Com o Conjunto dc significados; que Cada aluilo constrói acerca dessa 
18
mesma mtormação, explorando cxpcncncías individuais c contcxtu- 
ítlizsindo o Conteúdo, que ensina à vida que se vive e que ê sempre
singular a cada um.
(Professor Cdso Antunes. Especial para o Sistema de Ensino Energia.}
<htcp: 1 /vnvw.diJc^hjtc.ncí CLaudial ^ranccz/informacK-c-unhecimrntu»K6U1 Úl 8>.
X-z-
7
Veremos, na unidade 3, a Sociedade da Infor­
mação e a Sociedade do Conhecimento e, nesse con- 
texto, segundo BIAGIO Tecchio, et al, 2008, o co­
nhecimento e a informação tomaram-se as matérias- 
-primas básicas e os produtos mais importantes para 
a sociedade do conhecimento. O capital intelectual 
tornou-se um dos principais parâmetros de aferição 
de sucesso das organizações.
Ainda, segundo seus estudos, nas instituições 
de ensino, que melhor caracterizam-se como empre­
sas do conhecimento, na atual sociedade, as pessoas 
dirctamente ligadas ao processo de ensino - seja este 
presencial ou a distancia - são encaradas como o di­
ferencial competitivo desta.
Pensando na Educação a distância e no papel 
do rutor, destaca que os tutores assumem um papel 
relevante no sucesso do curso.
19
“O tutor é sempre alguém que possui duas ca­
racterísticas essenciais: domínio dó conteúdo técni­
co-científico e, ac mesmo tempo, habilidade para 
estimulara busca de respostas pelo participante?
<h np: ■'/ww. abcxl.ntj5.br / cong re$so2í JOS/ic/51120081 Ü2< 'ZOpm.pd f>.
Então, o tutor que estimula a busca de respos­
tas, apresenta diversas fontes de informação e Esta­
belece uma comunicação clara e participativa, cola­
bora com a construção do conhecimento.
2 . 4 ♦ A expansão do conhecimento a 
aprendizagem e o tutor em EAD
Para falarmos, mais adiante, do conhecimento, 
da busca pelo conhecimento c das práticas que con­
duzem ao estímulo u a construção do mesmo, vamos 
começai este capítulo com uma definição muito in­
teressante e didática. De autor desconhecido, amplia 
nossos horizontes e conduz-nos à reflexão:
A diferença entre dado, informação, conhecimento e sabedoria
Há uma certa confusão sobre a diferença entre dado, snformncao, co- 
nhccuncnm e sabedoria.
20
abcxl.ntj5.br
C ) dado c um pingo dc chuva.
Você es© andando c sente um pingo, um segundo pingo, uiti terceiro
pingo. Aquilo nào significa que é uma chuva, pode ser um ar condicio- 
nado, pingando num dia de calor.
No momento cm que voccoíha para oocu e repara que existem nuvens, 
e que começa ver os primeiros raios c sentir mais pingos, complementa 
aquele conjunto de dados e chega a uma informação: vai choverl
O conhcamento é quando você percebe que com a chuva você vai 
se molhar, c se você se molhar não vai poder chegar ao trabalho todo 
molhado, e pode ficar resfriado. Então, isso é um conhecimento.
A sabedoria é o qac vai fazer com tudo isso. Sc você vai continuar 
anilando desesperada mente no meio da chuva c se molhar rodo, n,i 
vai se preservar numa marquise e deixar a chuva passar.
A harmonia cnirc o dado, a informação, o conhedmenvo c a sabedo­
ria, poderiamos resumir que c a aitt de viver. E isso funciona tanto \ 
para cada pessoa, para cada grupo, para cada empresa e para cada pais. . /
21
2.4 > 1 * O tutor e sua responsabilidade 
como facilitador da aprendizagem
Independente do papel que estamos assumindo 
neste momento, á busca e a ampliação do conhecimen­
to sào farores importantes, eque devem estar presentes 
em todos os momentos e setores de nossa vida.
Veremos, a seguir, informações que serão 
muito importantes, neste processo de construção 
do conhecimento.
Seja você, um aluno ou um profissional de EaD. 
Vamos, neste momento, pensar sobre a aprendizagem: 
Aprendizagem é um pmoesso de mudança de comportamento 
obtido através da experiência construída por fatores emocionais, 
neurológicos, relacionais c ambientais. jVprender é o resultado da 
interação entre estruturas mentais c o meio ambiente De acordo 
com a nova ênfase educacional, centrada na aprendizagem, o pro­
fessor é coautor do processo de aprendizagem dos alunos. Nesse 
enfoque centrado na aprendizagem, o conhecimento é construído 
e reconstruído comi nuamente.
Amélia 1 lanize.
< h 11 p: / / edil c;kI< ír.bmsi kscola.com /1 rabal h o -d< menie /o-que-e- 
-jiprend izagum, h tm >.
22
kscola.com
Como professores-tutores e/ou alunos, deve­
mos nos conscientizar no sentido de buscar e usar 
toda a informação a que temos acesso, na direção do 
enriquecimento intelectual, na autoinstrução.
Enquanto tutores, não podemos, cm nossa prá­
tica pedagógica, sermos apenas transmissores de in­
formações. Devemos ser criadores de ambientes de 
aprendizagem, parceiros e colaboradores no proces­
so de construção de um conhecimento que se atua­
lize conrinuamente.
Publicado cm 2003, pela The Commonwealth of 
Learning (COL), sob a autoria de Jenniffer ORourke, 
o documente Tutoria no EaD: um manual para tu­
tores, foi citado c destacado no módulo Praticas de 
Tutoria em Educação a Distância deste curso.
Vamos retomar, neste momento, os aspectos 
que tratam das responsabilidades c competências do 
tutor no apoio ao aluno, principalmente no sentido 
de facilitar a aprendizagem.
Segundo o documento, facilitar a aprendizagem de 
acordo com as necessidades e uma das principais áreas 
da responsabilidade dos tutores no apoio aos alunos.
Vamos retomar este fragmento do documento, 
agora, partindo do conhecimento, que já pudemos 
adquirir por meio das informações e das reflexões, 
acerca dos conceitos de informação, comunicação e 
conhecimento, apresentados nesta unidade.
23
Facilitar a aprendizagem de acordo Com as necessidades 
«5^V-
Àlém de manterem uma presença de fundo, os tutores têm de ajudar 
os alunos a desenvolverem as suas capacidades de aprendizagem, faci­
litar a aprendizagem cn volve sugerir aos alunos cama poderão trilhar 
o seu próprio caminho na aprendizagem, ou superar obstáculos. Isto 
requer comunicação, motivação e técnicas de resolução de problemas, 
c uma compreensão de como os alunos desenvolvem os seus métodos 
de aprendizagem,
O termo ''facilitar \ muitas vezus, refere-se ao papel dos tutores na 
aprendizagem cm grttpo, c na aprendizagem online, cm particular. 
Embora os tutores possam usar estratégias diferentes para facilitar a 
aprendizagem em grupo c individuaimente, o objetivo é o mesmo: 
permitir aos alunos desenvolverem métodos de aprendizagem que vào 
ao encontro das suas necessidodex e <|uc sejam adequados ao come- 
údo e ao contexto.
(...) Os estudos de educadores como Gibbs indicam que os rurore; 
podem incentivar estratégias de aprendizagem aprofundadas, que 
forneçam motivação intrínseca, que apoiem a aprendizagem ativa c a 
interação entre os alunos, e que os ajudem a integrarem os conheci­
mentos existentes com a nova aprendizagem. Estas incluem:
• permitir aos alunos fazer escolhas na sua aprendizagem;
• criar um ambiente de aprendizagem apoiada;
• incentivar a aprendizagem baseada em problemas:
• incentivara reflexão sobre o processo c o conteúdo da aprendizagem;
• incentivar a aplicação do conhecimento, através de atividades dc 
aprendizagem c do trabalho cm grupo;
24
■ oferecer aos alunos escolha?, nas tareias para avaliação;
• conceber unu avaliação que envolva a resolução de problemas, em 
vez de memorização.
O texto, a seguir, do Prof. Dr. José Manuel Mo- 
ran foi extraído do porta) do MEC. de um dos mó­
dulos de estudos do Programa de Formação Cont­
inuada ein Mídias na Educação, resultado da patcetia 
entre a extinta SEED. Instituições Públicas de Ensi­
no Superior e Secretarias de Educação.
O programa é, especialmente, dedicado aos 
profissionais da Educação com o objetivo de cola­
bora l para o desenvolvimento de uma prática peda 
gógica cada vez mais crítica e criativa, baseada na uti­
lização Integrada, cooperativa e autoral de diferentes 
mídias (TV, informática, rádio e impressos).
MlíitaI
iIIW H C AH s^jjionP'
AiJriV> fflís
Vuiânti
Sen lia
Te-Prolnfo
(<http; / eproi n fo. mec .gcv.br J
25
O Ambiente Colalxjrativo 06 Aprendizagem (e-Ptoinfo) c um am­
biente virtual colaborar! vo de ftpi'endizíigem que permite a concepção, 
administração e desenvolvimento de diversos tipos de ações, come 
cursos a distância, complemento a cursos presenciais, projetos de 
pesquisa, projetos eu labora tiv os e diversas outras formas de apoio a 
distânda c ao processo ensino-aprendizagem
<ht cpi//cpr< >1 o f< n mcc.gí tv.br / >.
Neste fragmentQ, $ão destacados os termos 
e os conceitos estudados nesta unidade. Ele nos 
conduz à reflexão, à prática, ao estímulo c à busca 
pelo conhecimento.
v<*?f
Caminhos que facilitam a aprendizagem
Podemos extrair alguma inior mação ou experiência que nos possa 
ajudar a ampliar o nosso conhecimento, para confirmar o que já sa­
bemos, para íejekar de ter nu nadas visòeS de mufido, para itlcoípoíar 
novos pontos de vista.
O conhecimento dá-se, fundamentalmentic, nu processo de interação, 
de Comunicação.
A informação éo primeiro passo para conhecer. Porque falamos isso? 
Porque a mformaç» > é o resultado da organização de dados que estavam sol­
tos, de oktecer algum tipo de estrutura que faolite a sua compocensãa
Conhecimento c o processo de percepção, decodihcação, compreen­
são e incorporação de algumas informações,que se tornam signiíca- 
tivas para cada um de nós.
26
O que é conheccrr Conhecer c relacionar. integrar, contextuai izar, Fa­
zer nosso o que vem de fora. Conhecer é saber, é desvendar, c ir atem 
da superfície, do previsível. d* exterioridade. Conhecer c aprofundar 
os níveis de descoberta, é penetrar mais fundo nas coisas, na realidade, 
no nosso interior.
Sabedoria c o conhecimento percebido dentro de um contexto ético, 
o conheci mente de quem assume a honestidade intelectual, emocional 
e de comportamento como atitude fundamental. I ; um conhecimento 
que franxtorma, não $ó que Sc acumula.
Conhecer ê conseguir chegar ao nível da sabedoria, da integração to­
tal, da percepção da grande síntese, que se consegue ao ctjmunLcar- 
-sc com uma nova visão do mundo, das pessoas c com o mergulho 
profundo no nosso eu. O conhecimento dá-se no processo rico de 
interação externo c interna
Pela comunicação aberta e confiante desenvolvemos contínuos e ines­
gotáveis processos de aprofundamento dos níveis de conhecimento 
pessoal, comunitário c social. Conseguimos compreender melhor o 
mundo e os outros, ccpti li brando os processos de interação ç dç inte- 
riotização. Reli interação, entramos em contato com tudo o que nos 
rodeia; captamos as mensagens, rcvdamo-nas c ampliamos a percep­
ção externa. Mas, a compreensão só se completa com a inturiorização, 
Com o pfoCcsso de snlLesc pcSsoal, dt ruelaboiaçào dtj tudo o que 
captamos através da interação.
Temos muitas chances de interagir, dc buscar novas informações. So­
mos ioliçifados contiiiuamcnrc a ver novas coisas ;l efiCOntraí novas 
pessoas, a ler novos textos. A sociedade, principal mente, pelos meios 
dc comunicação, puxa-nos em direção ao externo e não há a mesma 
preocupação em equilibrar a saída para o inundo com a interiorizaçAo.
27
Com o ambiente de calma, meditação c paz que s» necessários para 
reencontrar-nos, para aceitar-nos, para elaborar novas sínteses.
Hoje, há mais pessoas voltadas para fora do que para dentro de si, mais 
repetidoras do que criadoras, mais desorientadas do que integradas.
InteragíremoiS melhor, se Soubermos também interiorizar, sc encon­
trarmos formas mais ricas de compreensão, que levará para novos 
momentos de interação. Se equilibramos o interagir e o interiorizar, 
avançaremos mais c consegui remos compreender melhor o que nos 
rodeia, o que somos. Conseguiremos lesar a outras novas sínteses, c 
nào sermos, só, papagaios, repetidores do que ouvimos.
Um dos grandes desafios para o educador c ajudar a tornar a informa­
ção significativa, a escolher as informações, verdadeiramente, impor­
tantes entre tantas possibilidades, a compreendê-las de forma cada vez 
mais abrangente e proiunda. c a torná-las parte do nosso icicrcnciaL 
Que tatores podem nos kn ar a aprender nn.Hn rf e de forma mais prazerosa? 
Aprendemos melhor quando vi venci amos, experimentamos, senti­
mos. Aprendemos quando relacionamos, estabelecemos vínculos, la­
ços entre o que estava solto, caótico, disperso, inregrando-o cm um 
novo contesto, dando-lhe significado, encontrando um novo sentido. 
Aprendemos quando descobrimos novas dimensões de significação 
que antes nos escapavam, quando vamos ampliando o circulo de 
compreensão do que tios rodeia, quando con.lt) numa Cebola, vamos 
descascando novas camidas, que antes permaneciam ocultas ã nossa 
percepção, o que nos faz perceber de outra forma. A prendemos mais, 
quando estabelecemos pontes entre a reflexão e a ação, entre a expe­
riência e a coTicciruaçao, entre a teoria c a pratica: quando ambas se 
alimentam mutuamente. Aprendemos quando equilibramos e integra­
mos o seíisoiiâl, o racional, o emocional, o ético, o pessoal c o social.
28
Aprendemos peio pensamento divergente, através eh tensão, da busca 
e pela convergência - pela organização, integração, Aprendemos peta 
concentração em temas ou objetivos definidos, ou peta atenção difusa, 
quando estamos de antenas ligadas, atentos ao que acontece ao nosso 
lado. Aprendemos quando perguntamos, questionamos, quando esta­
mos aremos, de amenas ligadas.
Aprendemos quando interagimos dom os outros e ú mundo e depois, 
quando interiorizamos, quando nos voltamos para dentro, fazendo 
nossa própria síntese, nosso reencontro tio mundo exterior com a 
nossa redaboraçào pessoal. Aprendemos pelo interesse, necessidade. 
Aprendemos ni.iis, facilmente, quando percebemos o objetive?, a utili­
dade de algo, quando nos traz vantagens perceptíveis. Se precisamos 
comunicar-nos cm inglês pela Internet ou viajar para fora do país, 
o desejo de aprender inglês aumenta e facilita a aprendizagem dessa 
língua. Aprendemos pula criação de hábitos, pela automatização de 
processos, pela repetição. Ensinar toma-se mais duradouro, se con­
seguirmos que os t nitros repitam processos desejados. líx.: ler textos 
com frequência facilita que a leitura faça pane do nosso dia a dia. 
Nossa resistência a ler vai diminuindo. Aprendemos pela credibilidade 
que alguém nos merece. A mesma mensagem dita por uma pessoa, 
OU por outra, pode ter pesos bem diferentes, dependendo de quem 
fala e de como o faz. Aprendemos também pelo estimulo, motivação 
de alguém que nos mostra que vale a pena investh num determinado 
programa, cursa L‘m professor que transmite credibilidade facilita a 
comunicação com os alunos c a disposição para aprender. Aprende­
mos pdo prazer, porque gostamos de um assunto, de uma mídia, de 
uma pessoa. ( ) jogo, o amhicnrc agradável, o estímulo positivo podem 
facilitar a aprendizagem. Aprendemos mais, quando conseguimos jun-
29
tar todos os Fatores: temos interesse, motivação clara; desenmkemos 
hábitos que facilitam o processo de aprendizagem; e sentimos pra­
zer no que estudamos e na forma de fazê-lo. Aprendemos realmenre, 
qciando conseguirmos transformar nossa vida em um processo per­
manente, paciente, confiante e afetuoso de aprendizagem. Ptottrsso 
permanente, porque nunca acaba. Paciente, porque os resultados nem 
sempre aparecem imediatamente e sempre se modificam. Confiante, 
porque aprendemos mais se tivermos umci atitude confame, positi­
va diante da vida, do mundo t dc nós mesmos. Processo afittuoso, 
impregnado de carinho, de ternura, dc compreensão, parque nos faz 
avançar muito mais.
A Internet c demais tecnologias aj iidam-nos a realizar □ que já faze­
mos, ou que: desejamos, Se somos pessoas abertas, ajuda-nos a ampliar 
a nossa comunicação; sç somos fechados, contribui para controlar 
mais. Sc temos propostas inovadoras, facikta a mudança.
Com ou Sem tecnologias avançadas, podemos vi venci ar processos 
parriçiparjvos dc compartilhamento dc ensinar e aprender (poder dis­
tribuído), através da comunicação mais aberta, confiante, dc motiva­
ção constante, dc integração de todas as possibilidades da aula-pesqui- 
síi/aula-comunicação, num processo dinâmico c amplo dc informação 
inovadora, reckdx irada pessoalmente c cm grupc\ de integração do 
obj cto dc estudo em todas as dimensões pcsSoats: Cognitivas, emo­
tivas, sociais, éticas c utilizando rodas as habilidades disponíveis do 
professor e do aluno.
Informação c comunicação na Educação.
|osé Manuel Moran.
<http:; w-uw.nejaü.utòd?r/suh>jie niiiljúiseducjcKj/pdt' etapa.j^cíjmunicacatLpçlt*. 7^
30
Exercícios propostos
1. Segundo as definições de Informação e de Conhe­
cimento apresentadas nesta unidade, defina:
- Informação
- Comunicação
2, Quais são os componentes do processo de comunicação? 
3- Segundo o texto do professor Celso Antunes, ‘‘quan­
do, entretanto, se percebe que em sala de aula a infor­
mação é essencialmente válida, quando se transforma 
cm conhecimento, cabe discutir o que significa “conhe­
cimento” c como é possível, através da prática pedagó­
gica ou da aula, produzir essa transformação”. Neste 
contexto, quais as principais características que distin­
guem informação c conhecimento?
4. Estudos de educadores como Gibbs indicam queos tutores podem incentivar estratégias de apren­
dizagem aprofundadas, que forneçam motivação 
intrínseca, que apoiem a aprendizagem ativa e a in­
teração entre os alunos, e que ajudem os alunos a 
integrarem os conhecimentos existentes com a nova 
aprendizagem. Quais são estas estratégias?
5. Segundo o texto “Caminhos que facilitam a apren­
dizagem”, qual o papel fundamental da interação na 
facilitação da aprendizagem?
33
Goborito
^(Unidade 2
Comunicação, informação e a ex­
pansão do conhecimento
1. Resposta. Informação e quando um emissor passa 
para um receptor um conjunto de dados (mensagem) c 
esse conjunto de dados elimina uma serie de incertezas. 
Comunicação e quando essa mensagem que sai do 
emissor e chega ao receptor é entendida, decodifica­
da e retornada, estabelecendo assim, o que é chama­
do de fccdback, que é a compreensão dessa mensa­
gem que foi passada.
2. Resposta. São componentes do processo de co­
municação: o emissor da mensagem, o receptor, a 
mensagem em si, o canal de propagação, o meio de 
comunicação, a resposta (fccdback; c o ambiente, 
onde o processo comunicativo acontece.
3. Resposta. Informação
• Um ou mais fatos conhecidos, pré-organizados, 
produzidos fora do espaço escolar, completos e aca­
bados, e que devem ser assumidos pelos alunos.
• O professor que não transforma a informação em 
conhecimento torna-se o responsável por sua trans­
missão, tal como o faz um texto, um vídeo, uma 
emissora de rádio ou outra mídia e, portanto, pode
36
set substituído- Em sua aula, o aluno é apenas ouvin­
te e espectador
Conhecimento
* Produto de uma interação entre o indivíduo (alu­
no), a informação que lhe é exterior e que chega tra­
zida pelo professor, ou por outras fontes que insti­
gam o aluno a acessar e incorporar significado para 
essa informação.
* O professor que transforma informação em co­
nhecimento faz de seu aluno um protagonista, que 
descobre como associar informações que já possui, 
para atribuir significado às informações que recebe.
4. Resposta:
* permitir aos alunos fazer escolhas na sua aprendizagem;
* criar um ambiente de aprendizagem apoiada;
* incentivar a aprendizagem baseada em problemas;
* incentivar a reflexão sobre o processo e o conteú­
do da aprendizagem;
* incentivar a aplicação do conhecimento, através de 
atividades de aprendizagem c do trabalho cm grupo;
* oferecer aos alunos escolhas nas tarefas para avaliação;
* conceber uma avaliação que envolva a resolução 
de problemas, em vez de memorização.
5* Resposta* Pela interação entramos em contato 
com tudo o que nos rodeia; captamos as mensagens, 
reveiamw-nose ampliamos a percepção externa. Mas, 
a compreensão só se completa com a inrcriorizaçào, 
com o processo de síntese pessoal, cie reelaboração 
de tudo o que captamos através da interação.
38
40
Referencio
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inFormaçõo, comunicaçõo
e educQçõo
Ana Luiza Zonzini
knowhaw
e c ri I o ■g i a edutatianal
11 Edição 11’’c vcivito | 2014
Impressão cm São Paulo SP
InFormaçõo, comunicoçõo 
e educação
Coordenação Geral
Nelson Boni
Coordenação de Projetos
1 jeandro 1 ^ousada
Professor Responsável
Ana Luiza Zonziní
Revisão Ortográfica
Célia Ferreira Pinto
Projeto Gráfico, Di agram ação 
e Capa
Ana Flávia Marcheti
Io Edição: Fevereiro de 2014 
Impressão em São Paulo/SP
clíibor^da ptsr CJIaucy dt>s Sanrus Silva - ÇRB8/6353
knowhcw
/tecnolofla edticaclonil
Sumário
Unidade 3------------------
A sociedíide dsi informação e os desafios da educação
3.1. Sociedade da Informação e Sociedade do Conhecimento
3.2, Sociedade da Aprendizagem e os desafios da Educação
3.2.1. Sociedade da Informação
3.2.2. Sociedade do Conhecimento
3.2.3. Sociedade da Aprendizagem
3.2.4. Desafio? para a Educação e para a Escola
3.3. Considerações Finais
Gobarito------------------------------
Referências Bibliográficos
Unidade 3
A Sociedade do informação e os 
desofios no educação
Caro (a) Al uno (a)
Na terceira unidade, para entendermos os atuais desa­
fios da Educação e da Escola no mundo globalizado, 
vamos nos situar sccialmcntc, refletindo os aspectos 
das chamadas Sociedade da Informação, Sociedade 
do Conhecimento e Sociedade da Aprendizagem.
Bons estudos!]!
3*1- Sociedade da informação e socie- 
dade do conhecimento
Falamos em Globalização, em comunicação, em 
informação etc, E, ccrtamente, você já deve ter re­
lacionado tudo o que foi estudado, até agora, com a 
questão da Sociedade da Informação, nao é mesmo?
Da necessidade de explicar e, simultaneamente, 
justificar o conjunto de fenômenos sociais que tem 
ocorrido de forma mais significativa desde a década 
de 80, surge o conceito de Sociedade da Informação. 
Esses fenômenos são embasados pelas tecnologias 
da informação ÇTI) resultantes da convergência en­
tre a informática e as telecomunicações.
(...) Nesta sociedade da informação, c possível destacar duas questões 
observáveis na sociedade dos nossos dias que manÊfcstamemc a in- 
Huenciam e condicionam.
A primeira ittlacfcsiiíi-sc com IS alterações verificadas ao nível da pft jiIu- 
ção/edição da ính >rmúçãt n, a segunda com n escala em que a inf< írmaça*) 
é difundida/reccbida. Estas duas questões c os fatores que as instituem 
mierpenetram-sc. I m ponto comum às duas ê o dios meios de coiiiLim- 
cação e o desenvolvimento de que foram alvos, no século XX.
No contexto da Cimeira Mundial da Sociedade da Informação 
(CMSl), há dois termos que ocuparam o cenário atual: sociedade da 
informação e sociedade do conhecimento, Mas, apesar de o âmbito ut 
imposto o uso do primeiro, desde o inicio houve falta de con forni ida­
de e nenhum termo conseguiu um consenso.
6
década passada, “sociedade da informação’" foi, sem dúvida, a ex­
pressão que se consagrou, no contexto do desenvolvimento da Inter­
net e das TIC.
A sociedade da informação c a consequência da explosão Inform acio­
nai, caracterizada sobretudo pela aceleração dos processos de produ­
ção c de disseminação da informação e do conhecimento. Fita socie­
dade Caracteriza-se pdo elevado número de atividades produtivas que 
dependem da gestão de fluxos informado mis, aliado ao uso imenso 
das novas tecnologias de informação e comunicação.
A granclfc produção de informação trouxe grandes benefícios cm ter­
mos de avanço cientifico, comunicação, lazer, processamento de da­
dos e procura do conhecimento, Mas. também trouxe ao ser humano 
o dilema da saturação da informação, \ máquina. subsri liando o pa­
pel, passou a ser a forma mais piãdca c fácil de acumular informação. 
Dísp( mívd em; <http:/ íi m raciad:iin.formac3<j.welxsimples[iet.pt/So­
ei edade_da_infor macao.h tm>.
Sociedade da Informação versus Sociedade do Conhecimento
Há um acordo geral na maneira apropriada da utilização do termo 
“Sociedade do (.onhecimento" para descrever as tendências das so­
ciedades do período pós-industrial, que emergiram nos séculos 20 
e 21. A característica marcante destas sociedades é que c conheci­
mento teórico c os serviços baseados no conhecimento tornam-se os 
componentes principais de qualquer atividade económica. A primeira 
definição da Sociedade do Conhecimento que foi proposta por Fe- 
tjcr Drucker e por Daniel Bidl no início dos anos ”0, correspondia 
7
iet.pt/Soei
iet.pt/Soei
com a noção de Sociedade da Informação.Embora seja inegável que 
a propagação mundial de tecnologias de informação c de comunica­
ção (iCTs) criou novas condições para a emergência de sociedades do 
conhecimento, a noção da Sociedade do Conhoamuran não pode ser 
reduzida ao conceito da Sociedade da informação.
Enquanto se pode dizer que a emergência da Sociedade do Conheci­
mento dq>cnde da Sociedade da Informação para sua infraestrurura, 
as Soõedades do Conhecimento abrangem sis capacidades de prcxluf 
zír, processar c disseminar o conhecimento parai o dcscnvolvimcntoi 
Neste aspecto, o subdiretor gerai da LNJiSÍX) para Comunicação e 
informação Abdtd Víáhcvd Khan declara: Sociedade da In ter mação 
c o tijolo para construir o edifício de Sociedades do Conhecimento. 
Enquanto vejo o conceito de Sociedade da Informação ligado ã ideia 
de “inovação tecnológica”, o conceito de Sociedade do Conhecimen­
to inclui a dimensão da transformação social, cultural, econômica, 
política e institucional, e uma perspectiva mais pluralística e desert- 
voJvimçndsta. No meu ponto <fe vista, o conceito dc Sociedade do 
Conhecimento é preferível àquela de Sociedade da Informação, por­
que captura melhora Dompiex idade e o dinamismo das mudanças que 
ocorrem, [**.] o conhecimento em questão c importante nío somente 
para o crescimento económico, mas também para potencializar e de- 
smvokcr todos os sctoícs da Sociedade,
Sociedade do Conhecimento pode ser compreendida ct>m0 sociedade, 
onde o conhecimento é o principal recurso para produção c o prin­
cipal recurso para criação de riqueza, prosperidade e bem-es&r para 
a população. Porcsfa razão, o investimento cm capital intangível, hu­
mano e social é reconhecido como o mais valioso recurso para criação 
dc riqueza, Isto é determinado não pela força dc trabalho em si, mas
8
sim cm nivc] cicnríÊico pelo prngressti tecnológico c pch capacidade
de aprcndi^igem das sociedades
< h rtp: /' / w ww. eul ak s.e n / concepr ht ml ?_l ang=pr >.
3.2. Sociedade da aprendizagem e os 
desafios da educação
Como você já estudou em outro momento des­
te curso:
Cabe ao educador, cm codas as modalidades de 
ensino, educar, ensinar, informar, instruir, apontar 
caminhos, entre outros, com vistas ao compromisso 
assumido com a formação do cidadão crítico.
E também, já está consolidada a informação de 
que é função do tutor, seja da modalidade presencial* 
semi presenciai ou a distância, refletir sobre a situa­
ção e os desafios atuais da Educação, dentro de sua 
área de atuação, não é mesmo?
Desta forma, buscamos ampliar c contribuir 
nesta reflexão. Pata isso, recort emos ao artigo Socie-? 
dade da Informação, do Conhecimento e da Apren­
dizagem: desafios para educação no século XXI, 
publicado pela Revista do Instituto de Educação da 
Universidade de Lisboa.
Um texto muito rico em informações, com 
uma linguagem clara e objetiva em que as autoras 
Clara Coutinho e Eliana Lisboa, da Universidade 
9
do Alinho, refletem sobre os grandes desafios que o 
despontar da Sociedade da Informação, do Conheci­
mento e da Aprendizagem colocam à educação nes­
te início de milênio.
Afim de destacar alguns pontos relevantes ao 
nosso estudo, este texto apresenta grifos realizados 
pela autora.
Teremos ainda, a oportunidade de nos aprofun­
darmos em remas já citados neste Módulo e também 
no Módulo de Práticas de Tutoria em EaD.
Sociedade da informação* do conhecimento 
e da aprendizagem: Desafios para educação 
no século XXI
Introdução
A Internet e as tecnologias digitais fizeram emergir um novo 
paradigma social, descrito por alguns autores, como sociedade 
da informação ou sociedade cm rede alicerçada no poda da 
informação (Castclls, 2003), sociedade do conheciment» (Har- 
g reaves, 2003) ou sociedade da aprendizagem 'Pozo, 2004), 
Um inundo onde o fluxo de informações é intenso, cm perma­
nente mudança, e “onde o conhecimento c um recurso flexí­
vel, fluido, sempre em expansão e em mudança'* (Hargreaves, 
2003, p. 33). Um mundo des terrkorializado, onde nao existem 
barreiras de tempo e de espaço para que as pessoas se comu­
niquem. Uma nova era que oferece múltiplas possibilidades de 
aprender, em que o espaço tísico da escola, tão proeminente 
10
em outras décadas, neste novo paradigma, deixa de ser o locai 
exclusivo para a construção do conhecimento e preparação do 
cidadão para a vida acthu.
O desafio imposto à escola por esta rovíl sociedade é imenso; 
o que se lhe pede c que seja capaz de desenvolver nos estudan­
tes competências pata participar e interagir num mundo global, 
altamente competitivo que valoriza o ser-se Hexfi-d, criativo, 
capaz de encontrar soluções inovadoras para os problemas 
de amanhã, ou seja, a capacidade de compreendermos que a 
aprendizagem não c um processo estático, mas algo que deve 
acontecer ao longo de toda a vida.
3.2 » 1 » Sociedade da informação
Começaremos com a apresentação dos teóricos 
pioneiros nos estudos c as definições acerca da so­
ciedade da informação.
Perceba qual c seu maior bem e de onde surgiu 
este novo modelo de sociedade.
Observe as principais características deste novo 
paradigma visando entender a base material desta 
nova sociedade
E sc você já ouviu a expressão "informação é 
puder’\ busque seu contexto a partir do texto a seguir:
II
(,'m dos primeiros autores a referir o conceito de Sociedade da 
informação SI foi o economista Frios Machlup, no seu livro 
publicado em 1962, Thc Produccion and Dismbution of Kno- 
wledge in the Untred Siarcs. No entanto, o desenvolvimento 
do conceito deve-se a Pctcr Drucker que, em 1966, no best- 
■sdlur Thc Age of Disconünuity, fala pela primeira vez numa 
sociedade pós industrial em que o poder da economia — que, 
segundo o autor, teria evoluído da agricultura para a indústria 
e desta para os serviços - estava agora assente num novo bem 
precioso; a informação (Crawford, 1983).
A ideia subjacente ao conceito de SI é o dc uma sociedade in­
serida num processo de mudança constante,, fruto dos avanços 
na ciência c na tecnologia. Tal como a imprensa revolucionou a 
forma como aprendemos, através da disseminação da leitura c 
da escrita nos materiais impressos, o ti espoletar das tecnologias 
da informação c comunicação tornou possíveis novas formas 
dc acesso c distribuição do conhecimento (Olson, 1994; Pozo, 
2001, apud Pozo, 2004). Uma nova realidade que exige dos 
indivíduos competências c habilidades para lidar com a infor­
matização do saber que “tornou muito mais acessíveis (-.-X 
mais horizontais e menos seleciivos a produção e o acesso ao 
í
conhecimento” (Pozo, 2004, online). E neste contexto que au­
tores como Castclls {2002), Lcvy (1996), Postman (1992), entre 
outros, anunciam c fundamentam o aparecimento dc uma nova 
sociedade. A Sociedade da Informação” também denominada 
dc “terceira onda” por Tofíler 2(102).
12
(...) iremos adoptarcomo abordagem teórica para fundamentar 
o conceito de sociedade da informação, o modo ínformacionai 
de desenvolvimento, inspirado nas concepções de Manuel Cas- 
tclls (1999), quando diz que a revolução tecnológica deu ori­
gem ao informacicMiatisjfno, tornando-se assim a base material 
desta nova sociedade, em que os valores da liberdade individual 
e da comunicação abem tornaram-se supremos. Segundo o au­
tor, no inforniacionalismo, as tecnologias assumem um papel 
de destaque em rodos os segmentos sociais, permitindo o en­
tendimento da nova estrutura social — sociedade em rede — e 
consequentemente, de uma nova economia, na qual a tecnolo­
gia da informação é considerada uma ferramenta indispensável 
na manipulação da informação c construção do conhecimento 
pelos indivíduos, poi$ “ít geração, processamento <: transmissão 
de informação torna-se a principal fonte de produtividade e 
poder1* (Castells, 1999, p. 21).
Este poder pode ser observado principalmenrc na produção 
económica e na cultura material desta nova sociedade, que, se­
gundo Lojkine (2002) apresentatrês características básicas a re­
ferir: poli fu ncioii.il idade, flexibilidade c redes descentralizadas, 
opondo-se forte mente ao modelo industrial cujas características 
eram: a especialização, a padronização e a reprodução rígida.
Para Takahashi (2000, p.5), "a sociedade da informação não é 
um modismo. Representa uma profunda mudança na organi­
zação da sociedade e da economia, havendo quem a considere 
um novo paradigma técnico-económico^ O autor referencia 
também que esta nova era pode ser considerada como um fe­
nómeno global por afetar diretamente as atividades sociais c 
13
ncioii.il
econômicas,, visto que suas estruturas e dinâmicas são indiscu- 
rivelmente afetadas pela irtfraestrutura das informações dispo­
níveis. A sua discussão sobre esta temática permite um olhar 
mais reflexivo e critico ao enfatizar que, alem de possuir uma 
dimensão político-econômica, apresenta também, com bastan­
te proeminência, uma dimensão social. A primeira é explicada 
através da metáfora de uma boa estrada, porque facilita a en­
trada e saída dc fluxos dc informações, proporcionando que 
as regiões ou localidades sejam mais atrativas (ou nãoi para os 
negócios e os empreendimentos. Já a segunda, trata-se da am­
plitude que estas informações tem contribuído sobremaneira 
para promover a integração, reduzir as distâncias geográficas e, 
acima de tudo, promover um aumento no nívd de informação 
das pessoas (TakstbflShi 2(Kl(i).
Neste contexto, Manuel Castclls (3002) destaca as principais 
características deste novo paradigma visando entender a base 
material desta nova sociedade, denominada também dc socie­
dade pós industrial:
- A informação é a sua matéria-prima - Existe uma relação 
simbiótica entre a tecnologia e a informação, cm que uma com­
plementa a outra, facto este que diferencia esta nova era das 
revoluções anteriores, em que era dada proeminência a um as­
pecto cm detrimento dc outro;
- Capacidade de penetração dos efeitos das novas tecnologias
- Refere-se ao poder de influencia que os meios tecnológicos 
exercem na vida social, económica e política da sociedade;
- Lógica de redes — É unia característica predominante deste 
14
novo moddo de sociedade, que facilita a interação entre as pes­
soas, podendo ser implementada em todos os tipos de processos 
C organíaaçõcs, graças as recentes tecnologias da informação;
- Flexibilidade — Esta característica retcre-sc ao poder de re­
configurar, alterai e reorganizar as informações;
- Convergência de tecnologias específicas para um sistema airamen- 
tc integrado — O contínuo processo de tonvcigêncE entre os dife­
rentes campos tecnológicos resulta da sua lógica comum de produ­
ção da informação, onde rodos os udfizadorcs podem contribuir, 
exercendo rim papel activo na produção deste conhecimento.
Estas características estão diretamente ligadas ao processo de 
democrarizaçào do saber, fazendo emergir novos espaços para 
a busca e o compartilhar du informações, apontado por í.évy 
(1996) como processo de '‘dcsterritonalizaçào do presente”, 
visto que não há barreiras de acesso a bens de consumo, pro­
dutos e comunicação. O importante, nesta sociedade, não é a 
tecnologia cm si, mas as possibilidades de interação que elas 
proporcionam através de uma cultura digital.
3.2.2. Sociedade do conhecimento
Nestes fragmentos, vamos retomar algumas das 
características que distinguem informação e comuni­
cação c, assim, compreender que da mesma forma, 
sociedade da informação e sociedade do conheci-
J
mento implicam diferentes abordagens conceituais*
Também, já serào apontados alguns dos desa­
15
fios c algumas das competências desejadas a docen­
tes e alunos neste contexto social.
Sociedade do conhecimento
Apesar da Internet, “cm princípio, $er um canal de comuni­
cação horizontal’' (Castells, 2003, pJ29), em que as pessoas 
independen temente dç> status ou classe social a que pertençam 
podem aceder a todo e qualquer ttpo de informação, a verdade 
é que, muitas das vezes, a realidade é muito distinta e por dois 
motivos: em primeiro lugar ficam dc fora à partida todos os 
que não têm condições de acesso (e são muitos!); cm segundo 
lugar potquç o acesso ã informação não é garantia que disso 
resulte conhecimento e, muito menos, aprendizagem, Para que 
tal ocorra, c necessário que, Irente ás informações apresenta­
das, as pessoas possam rec laborar o seu conheci mento ou até 
mesmo desconstvuí-lo, visando uma nova construção,
Esta construção deverá estar alicerçada em parâmetros cogni­
tivos que envolvam a a mor regulação, aspectos motivadoniiis, 
reflexão e criti cidade frente a um fluxo de informações que se 
atualizam permaneiitemcnte, pois segundo Gaste I Is (21103, p,7): 
“O que caracteriza a revolução tecnológica atua! não é o cará­
ter central do conhecimento e da informação, mas a aplicação 
deste conheci mento e informação a aparatos dc geração dc 
conhecimento e processamento da informação/comunicação, 
em uni círculo de retroalimentação acumulativa entre a inova­
ção e seus usos".
16
A dífusào da tecnologia amplifica infínitamerue seu poder ao se 
apropriar de seus usuários e redefini-los. As novas tecnologias 
da informação não são apenas ferramentas para se aplicar, mas 
processos pota se desenvolver.
(...) Pela primeira vez tia história, a mente humana c uma for­
ça produtiva direta, nào apenas um elemento decisivo do sis­
tema de produção.
(™)Porcm, o desafio c saber de que forma todo este arsenal de 
informações que não encontram barreiras de tempo e de espa­
ço, poderá contribuir para a democratização do conhecimento, 
visando aprendizagens significativas cm que a nova informação 
seja interiorizada e incorporada naquilo que o sujeito já conhe­
ce (Ausubel, Í982).
Para Pdticcr (1997, p.88): "As informações constituem a base 
do conhecimento, mas a aquisição deste implica, antes de mais, 
o desencadear de uma série de operações intelectuais, que co­
locam em relação os novos dados com as informações arma­
zenadas previamente pelo indivíduo. O conhecimento adquire- 
-se, pois, quando as diversas informações se íntes relacionam 
mutuamence, criando uma rede de significações que se interio­
rizam, Na atualidade, uma das perturbações provocadas pelas 
médias é o fato de que o homem moderno cré ter acesso ã sig­
nificação dos acontecimentos, simplesmente porque recebeu 
informação sobre aqueles?'
O conhecimento c entendido como a capacidade que o aluno 
tem, diante da informação, de desenvolver uma competência 
reflexiva, relacionando os seus múltiplos aspectos em função 
de um determinado tempo e espaço, com a possibilidade de 
r
estabelecer conexões com outros conhecimentos e de utílixá-io 
na sua vida quotidiana (Pdizzari et al,, 2002).
(...) Informação é todo o dado trabalhado. útil, tratado, mm 
valor significativo atribuído ou agregado a clc, e com um sen­
tido natural c lógico para quem usa a informação. O dado é 
entendido como um elemento da informação, um conjunto 
de letras, números ou dígitos, que, tomado isoladamente, não 
transmite nenhum conhecimento, ou seja, não contém um sig­
nificado claro.
Quando a informação c "trabalhada’' por pessoas é pelos ie- 
c ursos computacionais, possibilitando a geração de cenários, 
simulações e oportunidades, pode ser chamada de conheci- 
mento. O conceito de conhecimento complementa o de infor-^ 
ntação com valor relevante e de propósiu) dciinido.
A finalidade dos sistemas educacionais cm pleno século XXI, 
será pois tentar garantir a primazia da construção do conheci­
mento, numa sociedade onde o fluxo dc informação é vasto e 
abundante, e cm tpie o papel do professor não deve scr mais o 
de um mero transmissor de conhecimento, mas o de um me­
diador da aprendizagem. Uma aprendizagem que não aconrecc 
necessariamente nas instituições escolares, mas, pelo contrário, 
ultrapassa os muros da escola, podendo efetuar-se nos mais 
diversos contextos informaispor meio de conexões na rede 
global. Não queremos apregoar a extinção da escola, pois ela 
será sempre uma instituição de ponta na produção c institucio­
nalização do conhecimento, mas, alertar para que precisa estar 
aberta por forma a entender os novos contextos em que pode 
ser estimulada a construção coiaborativa do saber iSiemeUs, 
18
2(K)3; lllích, 1985/
Assim sendo, para que a sociedade da informação possa ser con­
siderada uma sociedade do conhccink-nto c imprescindível que 
Se estabeleçam critérios para organizar e selecionar as informa­
ções, e não simplesmente ser influenciado e ''moldado” pulos 
constantes fluxos informativos disponíveis *‘A dinâmica da so- 
ciedadc da informação requer educação continuada ao longo da 
vida, que permita ao indivíduo não apenas acompanhar as mu­
danças tecnológicas, mas sobretudo inovar” (Takahashi, 2000, 
pó). Xcstcs novos cenários, a integração curricular dasTIC pode 
contribuir signiffcativamente para que sejam usados, nos espaços 
formais de educação, estratégias pedagógicas inovadoras e sig­
nificativas tanto para o aluno como para a comunidade; o que 
implica apostar na formação pedagógica c tecnológica dos do­
centes, seja inicial, seja contínua.
Xo entanto, o que de mais inovador nos traz a sociedade da 
informação e do conhecimento, são as inúmeras possibilidades 
de propiciar aos utilizadores da rede global a construção do seus 
conhecimentos através de processos informais, possíveis através 
da conectividade e dos constantes feixes de interações entre as 
pessoas, “cujo principal veículo continua sendo a palavra escrita, 
embora não seja mais impressa1' Pozo, 2004, online).
Para isso, não basta ao professor ter competências tecnológi­
cas, ou seja, saber navegar na Internet ou então dominar habili­
dades no manuseio de algum software, mas sobretudo, possuir 
competência pedagógica para que possa fazer uma ldtura criti­
ca das kl formações que se apresentam desorganizadas e difusas 
na rede. Xo que toca ao aluno, é imprescindível que possua 
19
competências cognitivas necessárias para transcender do pen- 
sarnento elementar e alcançai o pensamento crítico, que "en­
volve a reorganização dinâmica do conhecimento dc formas 
significativas e utilizáveis" através de “trés competências gerais: 
avaliar, analisar e relacionar" (Jonassen, 2007, p.40).
7«S*
3.2,3. Sociedade da aprendizagem
Ao longo de todo este curso de Pós Graduação, 
várias vezes você foi convidado a refletir, estimular 
e a ser sujeito ativo na construção do conhecimento.
Estar cursando uma Pós Graduação já é uma 
prova de que você acredita na importância da apren­
dizagem durante toda a vida.
Você é o responsável pelo planejamento de sua 
formação. Pode participar da construção do seu ato 
toconhccimento e do conhecimento coletivo.
Vamos então, observar o que o trecho a seguir 
nos traz a respeito da Sociedade da Aprendizagem e 
os principais elementos que a efetivam:
Sociedade da aprendizagem
Na sua obra Ensino na Sociedade do Conhecimento - a 
educação na era da insegurança, Andv Hargreaves defende, de 
forma dara e inequívoca, que *‘A sociedade do conhecimento é 
20
uma sociedade da aprendizagem** (Hargreaves, 2003, p, 3”j. De 
facto, na perspectiva do autor, a produção do conhecimento.
recurso económico básico da sociedade, depende da capacida­
de dos seus membros de se adaptarem à mudanças continuan­
do a aprender de forma autónoma e uns com os outros.
O conceito de aprendizagem ao longo da vida ou seja, a capa­
cidade se sermos capazes de continuar a aprender depois de 
terminada a nossa formação "escolar”, esquecendo a dicoto­
mia entre adquirir conhecimento (na escola) e aplicar o conhe­
cimento (no local de trabalho) c talvez o aspecto mais central 
na construção dc um nova ordem social (Fisher, 2000)* Pau o 
autor (Fisher, 2000, p. 265), apostar no lifdonglearning é uma 
necessidadé da qual depende o futuro da sociedade da infbr- 
mação c do conhecimento.
(
l abida (2005) define a sociedade da aprendizagem ou "cultura 
aprendente” como um ambiente no qual a pluralidade dc atores 
contribui para que haja a construção do conhecimento dc forma 
partilhada, numa perspectiva continua e processual, quer a nível 
individual ou coktivcç e cm todos os domínios da sociedade.
Neste tipo de sociedade, vê-se como questão fulcral, a possibi­
lidade dos indivíduos desenvolverem competências c habilida­
des que possibilitem o exercício da sua criatividade, pautados 
pelos seus anseios e necessidades. Não se Concebe mais uma 
educação bancária (Freire, 1981), onde os aprendentes são fi­
éis depositários, tendo que reproduzir tal c qual como lhes foi 
repassado o conhecimento. Vivemos uma era em que a hierar­
quia dos modelos tradicionais de conceber o conhecimento são 
21
substituídos pela horizontalidade, em que todos sao agentes do 
processo e, portanto, todos têm vez e voz no sistema de auto- 
-formação. No entanto, para que, dc facto, isso possa acontecer 
é necessária a presença de de te t minados elementos, definidos 
por Eabcla (2005) como sendo:
- Desafio - Talvez seja este o elemento desencadeador para 
que, de facto, se efetive uma sociedade da aprendizagem. Isto 
porque se trata de situações até então não vivençiadas pelo 
aprendente que vai impulsioná-lo a buscar formas diferencia­
das dc conceber c construir o conhecimento, alicerçado em ic- 
des interpessoais e sociais, cm que a comunicação bidirecional 
assume valor significativo;
- Significado - Hoje cm dia a aprendizagem tem que vir de en­
contro aos anseios C necessidades dos alunos, para que, a cada 
nova associação de conteúdos às Suas estruniras cognitivas, 
possa haver um ganho significado para eks, a partir da rclaçào 
que estabelece com os seus conhecimentos prévios, evitando 
assim, uma aprendizagem mecânica.
Nesta última, os conteúdos sao armazenados de forma isolada 
ou através de associações arbitrarias, nao apresentando nenhu­
ma relevância para o desenvolvi mento pessoal c profissional e 
nem tampouco ao desenvolvimento de competências c habili­
dades, que lhes permitam posicionarem-se de forma crítica e 
consciente na sociedade da informação, que encaminhasse para 
uma sociedade do conhecimento;
- Integração — Em linhas gerais, podemos caracterizar este 
elemento como sendo um processo de apropriação e elabora­
ção de carácter pessoal, que pode ser traduzido como sendo 
22
o momento em que se constrói ordem e estrutura na relação 
entre o aptcildcnte e o mundo vivido, através de um quadro 
mais flexível c de significação pessoal;
- Contexto relacional — O processo de desenvolvimento da 
aprendizagem envolve elementos emocionais c cognitivos de 
desconforto gerados pelo confronto com a incerteza, a dúvida 
e o questionamento pessoal, Deste modo, a construção de um 
contexto relacional securizame assume-se como um ambiente 
de expressão, partilha c, simultaneamente, de testagem de no­
vas fornias de ação c intervenção social.
Sustentados nos estudos de rabela (2005), podemos dizer que 
na sociedade da aprendizagem, há um envolvimento maior dos 
indivíduos cm investir na sua própria aprendizagem, com vista 
ao desenvolvimento de seu projeto pessoal e da sua cidadania 
Para tanto, o sujeito que aprende lança mão dos mais variados 
recursos disponibilizados pelas T.1C, buscando melhorar o seu 
desempenho pessoal e profissional através de redes tic suporte 
ç de apoio, visando a busca da sua excelência pessoal através de 
uma formação contínua e ao longo de toda a vida,
(...) A sociedade do conhecimento e da aprendizagem deve es­
tar ancorada nos quatro pilares da educação, que segundo De­
lo rs (1999) sãoc aprender a conhecer, aprender a fazer, apren­
der a viver em comum e aprender a ser, (...)
SOCIEDADE DA APRENDIZAGEM
Na sua obra O Ensino na Sociedade do Conhecimento - a 
educação na era da insegurança, Andv I largneaves defende, de 
forma clara e inequívoca, que"‘A sociedade do conhecimento é 
23
uma sociedade cia aprendizagem1* (Llargreaves, 2003, p. 37). De 
facto, na perspectiva do autor, a produção do conhecimento, 
recurso económico básico da sociedade, depende da capacida­
de dos seus membros de se adaptarem à mudanças continuan­
do a aprender de forma autónoma t uns com os outros.
O conceito de aprendizagem ao longo da viida ou seja, a capa­
cidade se sermos capazes de continuar a aprender depois de 
terminada a nossa formação ‘‘escolar”, esquecendo a dicoto­
mia entre adquirir conhecimento (na escola) c aplicar o conhe­
cimento (no local de trabalho) é talvez o aspecto mais centrai 
na consecução de um nova ordem social (1'isher. 2000). Para o 
autor (Fisher, 2000, p, 265), apostar no lífelong-learnióg é uma 
necessidade da qual depende o futuro da sededade da itifor-^ 
mação C do conhecimento.
(■)
Fabula (2005 define a sociedade da aprendizagem ou “cultu­
ra aprendeu te”, como um ambiente no qual a pluralidade de 
atores contribui para que haja a construção do conhecimento 
de forma partilhada, numa perspectiva contínua c processual, 
quer a nível individual ou colctivi ç e cm todos os domínios da 
sociedade.
Neste tipo de sociedade, vê-se como questão fulcral, a possibi­
lidade dos indivíduos desenvolverem competências e inabilida­
des que possibilitem o exercício da sua criatividade, pautados 
pelos seus anseios e necessidades. Não se concebe mais uma 
educação bancária (Freire, 1981), onde os aprendentes são fi­
éis depositários, tendo que reproduzir tal e qual como lhes foi 
repassado o conhecimento. Vivemos uma era em que a hierar- 
24
quja dos modelos tradicionais de conceber o conhecimento são 
substituídos pela horizontalidade; em que rodos sào agentes do 
processo e, portanto, todos tem vez e voz no sistema de auto- 
-formação No entanto, para que, de facto, isso possa acontecer 
é necessária a presença dc determinados elementos, definidos 
por Fabela (2005) como sendo:
- Desafio — Talvez seja este o elemento desencadeador para 
que, dc facto, sc efetive uma sociedade da aprendizagem. Isto 
porque se craca de situações ate então não vivcnciadas pelo 
íip rende nte que vaí impulsioná-lo a buscar formas diferencia­
das dc concebei e construir o conhecimento, alicerçado cm re­
des interpessoais e sociais, em que a comunicação bidirecional 
assume valor significativo;
- Significado - Hoje em dia a aprendizagem tem que vir dc en­
contro aos anseios e necessidades dos alunos, pata que, a cada 
nova associação de conteúdos ãs suas estruturas cognitivas, 
possa haver um ganho significado para eles, a parti i da relação 
que estabelece com os seus conhecimentos prévios, evitando 
assim, uma aprendizagem mecânica.
Nesta úlôma, os conteúdos são armazenados dc forma isolada 
ou através dc associações arbitrárias, não apresentando nenhu­
ma relevância para o desenvolvi mento pessoal e profissional e 
nem tampouco ao desenvolvimento de competências e habili­
dades, que lhes permitam posicionarem-se de forma crítica e 
consciente na sociedade da informação, que encaniinha-se para 
uma sociedade do conhecimento;
- Integração — Em linhas gerais, podemos caracterizar este 
elemento conto sendo um processo de apropriação c ektbora- 
25
ção de carácter pessoal, que pode ser traduzido como sendo 
o momento cm que se constrói ordem c estrutura na relação 
entre o aprendente c o mundo vivido, através de um quadro 
mais ilcxível e de significação pessoal;
- Contexto relacional - O processo de desenvolvimento da 
aprendizagem envolve elementos emocionais e cognitivos de 
desconforto gerados pdo confronto com a incerteza, a dúvida 
c o questionamento pessoal Deste modo, a construção de um 
contexto relacional sccunzaiite assume-se como um ambiente 
dc expressão, partilha c, simultaneamente, de testagem dc rto- 
vas formas de ação e intervenção social.
Sustentados nos estudos de Fabela (2005), podemos dizer que 
na sociedade da aprendizagem, há um envolvimento maior dos 
indivíduos cm investir na sua própria aprendizagem, com vista 
ao desenvolvimento dc seu projeto pessoal e da sua cidadania. 
Para tanto, o sujeito que aprende lança mão dos mais variados 
recursos disponibilizados pelas T1C, buscando melhorar o seu 
desempenho pessoal e profissional através dc redes dc suporte 
e dc apoio, visando a busca da sua excelência pessoal através dc 
uma formação continua e ao longo dc toda a vida.
(...) A sociedade do conhecimento cria aprendizagem deve es­
tar ancorada nos quatro pilares da educação, que segundo Dc- 
lors (1999) são: aprender a conhecer, aprender a fazer, apren­
der a viver cm comum e aprender a ser, (...) J
26
3.2.4. Desafios para a educação e para a escola
Agora que já nos situamos socialmente, vamos 
começar a pensar como profissionais da educação. 
Veremos ao longo do próximo texto que quando fa­
lamos nos desafios paia a educação e para a escola, 
não podemos pensar apenas nas escolas formais ou 
na educação dos anos iniciais.
A Educação a distância é uma modalidade edu­
cacional do presente e que caminha para ampliar seu 
espaço num futuro muito próximo.
O texto a seguir apresenta reflexões e os princí­
pios gerais para a Educação do futuro, independen­
te mente de sua modalidade.
Desafios para a educação e para a escola
O(s) desafio(s) que se coloca (m) à escola podc(m) formular-se 
da seguinte fornia: qual o papel da escola - local de eleição c, 
durante séculos, único para se ensinar c aprender na innplemen- 
Cação dessa nova sociedade for temente apoiada nas tecnologias 
da informação e comunicação, na produção do conhecimento 
e que precisa de trabalhadores capazes de continuar a aprender 
ao longo da vida?
Rara Pozo e Postigo (2000), um dos contributos mais impor­
tantes que a escola e seus agentes podem dar no sentido ds 
preparar os alunos para esses novo$ desafios, será o de ensi­
nar a gerir u conhecimento ou, em outras palavras, a gestão 
27
meracognidva. Para tanto, os autores reterem cinco tipos de 
capacidades que garantem uma efetiva gestão metacognitiva 
do conhecimento, essenciais ao Sucesso numa sociedade in­
formatizada c que sào: competências para a aquisição cie in­
formação, competências para a interpretação da informação, 
competências para a análise da Informação, competências 
para a compreensão da informação e competências para a 
comunicação da informação.
Concordamos, pois com Lencastre (2009> p I. quando nos 
diz que “estamos na era cm que os docentes se devem colocar 
tomo mestres e aprendizes, na expectativa de que, por meio da 
interação estabelecida na comunicação didática' com os estu­
dantes, a aprendizagem aconteça para ambos’1,
Para Pozo (2()(i4), é inevitável que a escola c seus agentes re­
pensem as formas de ensinar, pois, numa sociedade cm que os 
alunos não dominam as competências para conceber, analisar t 
refletir as “representações simbólicas socialmcnre construídas 
(numéricas, artísticas, científicas, gráficas etc.)”, pode ser con­
siderada sociaimentc, "economicamente e culturalmente cm- 
pobrcckla”, já que “converter os sistemas culturais em instru­
mento de conhecimento - fazer uso cpistcmico deles - requer 
apropriação de novas formas de aprender e se relacionar com 
o conhecimento” (Pozo,2004, online), permitindo o aprimora­
mento do pensamento critico e reflexivo^ tentando despir-nos 
da ignorância c da alienação e descortinando as possibilidades 
de emancipação aos vários segmentos sociais.
Face a esta realidade a escola e os seus agentes têm de mudar 
os métodos e técnicas de ensino c pensar cm iormas ciicienics
28
e eficazes para preparar cs estudantes para a sociedade do co­
nhecimento de c|ue falámos na secção anterior.
Segundo Vccn c Vraklking ;2íK)9), uma das finalidades da edu­
cação ao longo dos tempos foi a de preparar os indivíduos para 
exercerem diversos papéis na sociedade. Nó entanto, os auto­
res são categóricos em afirmar que estaprimazia tem vindo a 
decair ao longo das últimas décadas, o que pode estar ligado ao 
advento das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), 
c à necessidade da aprendizagem ao longo da vida cm ambien­
tes informais ate então nunca pensados. De tacto, tal como 
sugerido na secção anterior, uma vez que as tecnologias estão 
permanentetnenre em mudança, a aprendizagem ao longo da 
vida é consequência natural do momento social e tecnológico 
que vivemos, a ponto dc podermos chamar a nossa Sociedade 
de “sociedade de aprendizagem" (Lencastrc, 2009).
Paia L d mandes e Araújo, (online), a utilização das TIC garan­
te a difusão de novas estratégias de veicuhção da informação, 
hem como novos modelos de comunicação, abrindo um leque 
de possibilidades de mudanças comportamentais e atiwdinais 
do ser humano em relação aos processos educacionais.
Com a velocidade que estão a ocorrer estas mutações, a ne­
cessidade de refletir sobre os; objetivos e a função social da 
escola é inevitável. Como pode a escola e seus agentes (edu­
cadores, professores, funcionários; contribuir para a institui­
ção da sociedade da aprendizagem? De que forma podem os 
agentes educativos fazer da escola um lugar de eleição, não o 
único, para a construção do saber? Um local onde ocorre a 
aprendizagem, mas que vê nas novas formas de comunicação 
29
e contactos de aprendizagem da Web social não concorrentes, 
mas parceiros na criação dc modelos dc interação e construção 
col.iborativa do conhecimento?
Para Vccn & Vrakking (2009) a solução passa pelo uso das tec­
nologias como parceiras do processo de construção do saber 
e pela formação de professores. As TIC permitem aproximar 
pessoas de diferentes origens socioeconómicas; propiciando o 
aparecimento dc espaços para troca de informações e partilha 
dc conhecimentos. Isto torna-se um desafio para a escola, pois 
ensinar cm plena era digital contribui para criar "oportunidades 
nunca antes vistas para tornar o ensino uma profissão apaixo­
na ore e motivadora, que faça diferença para a sociedade futura. 
Tais oportunidades relacionam-se a novos papeis, novos con- 
tçúílos c novos métodos dc ensino c aprendizagem?’ lAecn & 
Vrakking, 2009, p. 14).
berreira (online, acredita que o uso das tecnologias em contex­
to educativo, não vai resolver todos os problemas da educação, 
mas que o seu uso responsável, com objetivos bem definidos, 
poderá estar diretamente relacionada, e passamos a citar, “à 
competência humana e profissional daquele que fará a inter­
mediação no processo de ensino e aprendizagem: o docente". 
Isto implica a construção de uma nova identidade para o pro­
fessor, que diante das tecnologias, deverá estar preparado para 
agir neste novo cenário: um professor capaz dc ressignificar a 
aprendizagem e estimular a produção coletiva - dc forma au­
tónoma c organizada através das redes digitais, pois somente 
assim a educação será capaz de atender as demandas de um 
futuro próximo.
30
No entanto, mudar o sistema educativo é uma tarefe que re­
quer vontade, morieaçào e o mais importante; vontade política. 
Sendo assim, baseados nos trabalhos de Vcen e Jacobs (2005) 
apresentamos os princípios gerais para a educação do futuro.
i. Confiança — Em linhas gerais esse princípio, preconiza que o 
professor precisa ter confiança em que o seu aluno vai apren­
der. A educação tradicional, segundo estes autores, tem sido 
alvo de constantes incertezas, VÍSto que, desde os primórdios 
dos tempos, as escolas tem seus sistemas de avaliação pautados 
mais na verificação e medição das deficiências dos alunos do 
que nas suas possíveis conquistas. Isso, dc certa forma, inibe o 
estímulo do aluno cm aprender visto que acaba por vera escola 
como urn espaço que pune, classifica, rotula e não como um 
ambiente com múltiplas possibilidades de aprendizagem.
ii. Relevância — O aluno tem que perceber que os conteúdos 
ministrados em saia de aula têm algum significado na sua vida, 
podendo ser aplicados em outros contextos sociais. Para os au­
tores, este princípio alem dc oferecer conhecimentos que per­
mitam ao aluno feztr conexões com seus conhecimentos pré­
vios (aprendizagem significativa), tem como objetivo permitir 
que ele perceba e entenda a relevância dos métodos dc ensino 
e da própria avaliação;
iii. Talento - É imprescindível que na educação do futuro se­
jam pricirizados e valorizados os talentos que o aluno tem, para 
que assim se possa estimular o seu processo dc aprendizagem 
e, consequente mente, promover o seu desenvolvimento. Para 
os autores, o que a escola tem feito há décadas é descobrir os 
pontos fracos e tentar consertá-los, contribuindo assim para o 
31
fracasso do processo ensino e aprendizagem,
iv. Desafio — Uma educação que propõe desafios que tenham 
como objectivo ajudar a estabelecer unia relação do aluno mm 
o mundo em que vive, dando especial atenção ao desenvolvi­
mento dos seus talentos, terá grandes possibilidades decscímu- 
lá-lo c envolvc-k> nas atividades educacionais. O que a escola 
precisa é oferecer problemas complexos para aos alunos, com a 
finalidade de desenvolver seus processos cognitivos superiores 
através de estratégias de tentativa, e erro e, também, da colabo­
ração com OS colegas;
v. Imersão - Em vez dc dar aos alunos cs conteúdos passo a 
passo, os professores deveriam propiciar momentos dc imersão 
cm ambientes virtuais, onde eles próprios poderiam fazer des­
cobertas e questionamentos, l m exempk • de aplicação ocorreu 
na Holanda onde muitos alunos aprenderem inglês jogando no 
computador ou assistindo televisão (Vccn & Yrakking, 2009);
vi. Paixão - Tanto o princípio anterior como este, têm estreita 
relação com os anteriores. Segundo os autores, quando não nos 
conseguimos apaixonar por alguma coisa ê porque não tivemos 
uma experiência que tornasse possível despertar esse sentimen­
to. Os professores precisam ajudara despertar este sentimento 
nos alunos. E aí que entra em cena a descoberta c valorização 
dos seus talentos, pois “a paixão é a chave da motivação, que é, 
como todos devemos saber, a chave da aprendizagem” (Vcen 
& Vrakking, 2009, p.l 12);
vii. Autorrcgulação - este princípio defende que não só c pro­
fessor é responsável pelo que acontece na sala de aula. ()s alu­
nos precisam sentir-se também responsáveis pelo controlo da 
32
sua trajetória de aprendizagem.
Em suma, para que a educação alcance um patamar promotor 
do desenvolvimento integral dos alunos, prcpatandci-os pata 
enfrentar os desafios de uma sociedade que tem como pre­
missa básica, as constantes mudanças em todos os segmentos 
sociais, compete à escola a tarefa de educar crianças, jovens 
e adultos de maneira diferente paca um mundo mutante, A 
escola, sob hipótese alguma, deverá mutilar o espírito inves­
tigador dos seus alunos, pois é nesta lógica de descoberta que 
se aprende mais. E imprescindível tormar alunos com espírito 
empreendedor, que sejam criativos c que tenham capacidade de 
resolver problemas aos mais diversos níveis,
Aliado a isto, surge a necessidade de uma transformação no 
currículo, que não dçve ser mais um documento fechado, que 
não tem cm consideração a diversidade das escolas, das turmas 
e dos alunos. Outro aspecto que deve ser tido cm consideração 
diz respeito à padronização dos exames. Neste novo paradigma 
pós-industrial nào se concebe mais um sistema educativo que 
compara todos a um padrão ideal. Temos que dar espaço para 
os que aprendem de forma diferenciado, que têm necessidades 
educativas especiais ou que apresentem talento em áreas não 
curriculares como a dança, o teatro ou mesmo a música. Para 
terminar, sustentados nos estudos de Veen e Vrankking (2005), 
acreditamos que, neste novo modelo, podemos ambicionar 
construir uma sociedade mais justa c igualitária pautada pdu 
respeito e solidariedade, princípios essenciais para o exercício 
de uma cidadania plena e responsável,
33
3*3.Considerações finais
Destacamos a seguir as considerações finais do 
artigo, pois refletem de maneira muito atuai a situ­
ação da sociedade e dos novos rumos da educação 
em geral.
Podemos inserir nesta reflexão, muito clara­
mente, alguns aspectos que reportam-se à importân­
cia e às responsabilidades do tutor.
J Considerações Finais
Concordamos com Carneiro (2001) quando nos diz que a carac- 
tcrístka marcante do atual cenário social é a de uma completa 
incerteza. Incerteza na economia, na política, na cultura e, prin­
cipal mente nos rumos que a educação deverá tomar para que de 
facto possa atender às necessidades das pessoas que vivem numa 
sociedade cm constante mudança, e onde a informação - como 
aceder-lhe, como usá-la ■ se tornou no seu bem supremo.
Diante deste cenário, vários desafios se levantam. O primeiro 
deles é tentar garantir a dcmocintizaçào do acesso às mais va­
riadas formas, meios e fontes por onde circula a informação 
para que possamos construir uma sociedade mais equitativa. 
Por outro lado, devemos desenvolver competências e habili­
dades para transformar essa informação cm conhecimento e 
assim desenvolvermos o gosto por aprender ao longo da vida, 
tendo enft contas valores conto sejam a solidariedade, o res­
peito, a diversidade, a interação, a colaboração, a criatividade e
34
sobretudo, a. nossa capacidade de ousar, de inventar, de inovar 
e, ao mesmo tempo, de sermos capazes de avaliar cs riscos dos 
nossos atos.
Temos plena convicção que isso só poderá ser alcançado por 
meio da educação, pois, como diz Carneiro (2001, p.5i), a edu­
cação "pode ajudar-noç a compreender o que a humanidade 
aprendeu acerca de si mesma, pode ajudar-nos a comextualizar 
a nossa existência, pode ajudar a prepararmo-nos pata a mu­
dança ou para decidir sobre o nosso próprio futuro”.
No entunto, quando falamos de educação, não centramos a 
nossa atenção apenas nos contextos formais. Pelo contrário, 
acreditamos que nessa nova forma de organização social, de­
vem merecer destaque também os contextos nao formais c in­
formais dc aprendizagem.
Dizemos isto porque a Internet c as tecnologias digitais pro­
moveram a criação de novos espaços de interação e comuni­
cação entre as pessoas, aumentando o leque de possibilidades 
de se construir o conhecimento para si c também para uma 
comunidade inteira numa perspectiva dc tonstrutivismo comu­
nal (Holmes et ai), beneficiando assim pessoas com hábitos 
diferenciados e estilos de aprendizagem próprios.
Isto porque a própria sociedade da informação traz consigo 
uma característica referida por Gaste]Is (2002) como sendo 
uma lógica dc redes, onde várias vozes juntam-se para buscar, 
alterar c reconfigurar a informação, É esse esforço conjunto 
que pode contribuir significativa mente paia que a sociedade 
da informação caminhe pata uma sociedade do conhecimento, 
permitindo que esta adopte também unia cultura Eiprcndente, 
35
na qual seremos capazes de analisar criricamente a informação, 
identificando-a como fidedigna (ou não) para, a par rir daí, esta­
belecer uma relação como os conhecimentos prévios> possibili­
tando a ocorrência de uma aprendizagem significativa, pautada 
em fundamentos cpistemológicos.
Sabemos que esta realidade; tal como muitas outras, pode ser 
analisada sob várias facetas ou pontos dc vista. Ou seja, apesar 
de termos agora espaços riquíssimos propiciadores de inten­
ção e partilha de conhecimentos, vai depender da forma e dos 
objetivos como são utilizados o facto de virem a ser espaços de 
aprendizagem ou, em contrapartida, meros espaços de encon­
tros casuais que não possibilitam a criação de uma comunidade 
de aprendentes.
Neste contexto, faz sentido questionarmos qual SCrá o papel 
da escola enquanto instituição de ensino consagrada ao longo 
do tempo como local onde se “formam” cidadãos críticos e 
conscientes do seu papei na sociedade. Esta c uma temática 
que vem ocupando a atenção de muitos investigadores e que 
não está isenta dc polémica; pela nossa parte, acreditamos que 
a escola vai continuar a ser um local propiciador ao desenvol­
vimento do ser humano na sua plenitude. Mas claro que não 
será o único e não fez sentido que se vejam estes dois mundos 
- a educação formal e informal - como rivais, mas antes como 
parceiros na formação dos nossos jovens que nasceram na era 
digital.
Ensinar fiuma sociedade cm rede e procurar criar uma cultura 
aprendei) te não é tarefa fácil mas são os professores que terão 
a grande responsabilidade “dc serem os catalisadores da socic- 
36
dade do conhecimento’’ (f iargreavsej^ 2003, p. 45).
Ma sua sala de aula, cada um de nós, professores e educadores, 
tem muito a fazer. Importa começar hoje mesmo a mudar as 
práticas, a pensar cm formas alternativas dc contribuir para a 
formação dc cidadãos responsáveis e ativos na sqdcdade da 
informação, do conhecimento e da aprendizagem. Uma socie­
dade digitai c,|uc dá inúmeras oportunidades mas que é exigen­
te. competitiva e exttcmamente volátil, Todos temos dc ajudar 
a escola a preparar o futuro e a responsabilidade é de rodos e 
cada um de nós, porque, tal como dizia Dewey há quase um 
século, “ií we tcach today as wc tauglit yesterdny, we rob our 
children of toniorrow” (Dewey, 1916).
< http:,7 rensexed uc. fc. ul.pt.. aiquix o/vol_X\' 111_ I / artigo I ,pdt>. j
Como já citado neste e em outros Módulos deste 
curso, ampliam-se cada vez mais os aspectos dc im­
portância e dc responsabilidades dos tutores em EaD.
Sabemos que um tutor pode atuar nos mais di­
versos tipos de cursos e instituições, seja presencial, 
semi presencial ou a distância.
Porém, uma das formas de garantir seu sucesso 
profissional e pessoal é, então, entender o cenário 
social atual e os desafios que a educação apresenta.
O tutor não pode fechar os olhos para suas 
possibilidades e responsabilidades na participação 
da formação dc cidadãos e de contribuir para a cons­
trução e o ptjmpartilhamento do conhecimento.
Pense nisso!
“Os analfabetos do século 21 não serão 
aqueles que não sabem ler e escrever, 
mas aqueles que não sabem aprender, 
desaprender e reaprender,”
htrp:/ ■/2_bp. >gsp< > r.com/ LZ b -y rU lJ n Q / U1. ■ U Ví iu s=X1 /A A A A - 
A A A AH í J /zQ- z7Dl í\X Ra4/s4( )0/ Alvi:i-T< »t’rlcr- A nalfabç*os-dc- 
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ALVINTOFFLER
lar» <U D CN0CU1 C0 I U1UIQ 
r
38
r.com/
A Terceira Onda
O livro A terceira onda •Thc Third Wave) trata-se de uni Bcst 
Sc]ler do autor Alvin Tofíler escrito em 1980.
O autor, conhecido por suas publicações pós-futuristas, faz um 
ensaio sobre o que deverá ser a sociedade pós-moderna do sé­
culo XXI que ele considera como sendo a terceira grande onda 
econômica mundial.
Dc acordo com o autor, a primeira onda trata da revolução 
agrícola. A segunda onda apresenta as modificações ocorridas 
na sociedade com base na revolução industrial. Já, a terceira 
onda é a "Era da Informação", em que mente, informação, co­
nhecimento c alta tecnologia sao tipos dc capital essenciais ao 
sucesso das corporações, Tofíler considera que hoje vivencia- 
mos a 4a onda, relacionada à sus rentabilidade c ao meio am­
biente, Para de, uma empresa só obtém sucesso neste século 
desde que adote práticas sustentáveis, preocupando-se com a 
sociedade e o meio ambiente.
No ano dc 2012, a obra teve sua 51? cdiçio da língua portu­
guesa publicada pela editora Record sc-ndi > a mais atual até o 
presente momento.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de The Third Wavc)
<http://pt.wildpedia.org/wí ki/The_Third_\Vavc>. y 3,---
39
http://pt.wildpedia.org/w%25c3%25ad_ki/The_Third_/Vavc
Exercícios propostos
1. Cite aspectos apresentados nesta Unidade que 
permitem distinguir Sociedade da Informação de 
Sociedade do Conhecimento.
2 Na Sociedade do Conhecimento, o acesso ã informa­
ção é garantia de aquisição de conhecimento? Justifique
3* Quando falamos cm Sociedade da Aprendizagem, 
percebemos no textoapresentado a referência à auto 
formaçao. Neste momento, sao apontados quatro ele­
mentos fundamentais para que ela ocorra. Cite quais são.
4. Segundo o texto Desafios para a Educação e para 
a Escola, para Pozo e Postigo (2000), um dos contri­
butos mais importantes que a escola c seus agentes 
podem dar no sentido de preparar os alunos para 
esses novos desafios, será o de
5. (ÍO analfabeto do século XXI não será aquele que 
não sabe ler nem escrevei', mas aquele que não for 
capaz de aprender, desaprender e reaprender/' (TO- 
FFLER, Alvin. A Terceira Onda. Editora Record, 
28/ ed., 2005, 491}. Ao ler esta citação ao final des­
ta Unidade, quais foram suas principais reflexões? 
Registre-as a seguir. J ]
Goborito
^(Unidade 3
A Sociedade da ínformaçãp e os desa­
fios da educação
L Resposta. Enquanto se pode dizer que a emer­
gência da Sociedade do Conhecimento depende da 
Sociedade da Informação para sua infraestrutura, as 
Sociedades do Conhecimento abrangem as capaci­
dades de produzir, processar e disseminai o conhe­
cimento para o desenvolvimento. Neste aspecto, o 
subdiretor geral da UNESCO para Comunicação e 
Informação Abdul Wahecd Khan declara; Sociedade 
da Informação é o tijolo para construir o edifício de 
Sociedades do Conhecimento.
Enquanto eu vejo o conceito de Sociedade da In­
formação ligado à ideia de “inovação tecnológica 
o conceito de Sociedades do Conhecimento inclui a 
dimensão da transformação social, cultural, econô­
mica, política c institucional, e uma perspectiva mais 
pluralístíca e desenvolvimentista.
Sociedade do Conhecimento pode ser compreendi­
da como sociedade, onde o conhecimento é o prin­
cipal recurso para produção e criação de riqueza, 
prosperidade e bem-estar para a população. Por esta 
razão, o investimento cm capital intangível, humano 
e social é reconhecido como o mais valioso recurso 
para criação de riqueza. Isto é determinado não pela 
força de trabalho em si, mas sim cm nível clentífi- 
44
co pelo progresso tecnológico e pela capacidade de 
aprendizagem das sociedades.
2. Resposta, Não. O acesso à informação não é ga­
rantia que disso resulte conhecimento c, muito me­
nos. aprendizagem, Para que tal ocorra, é necessário 
que, frente às informações apresentadas, as pessoas 
possam teelaborarc seu conhecimento ou até mesmo 
desconstrui-lo, visando a uma nova construção Esta 
construção deverá estar alicerçada em parâmetros 
cognitivos, que envolvam a autorrcgularào, aspectos 
motivacionais, reflexão e cri ti cidade frente a um fluxo 
de informações que se atualizam permanentemente,
3. Resposta:
- Desafio; - Significado; - Integração; - Contexto relacional.
4. Resposta: ensinar a gerir o conhecimento.
5. Resposta. A resposta é pessoal.
45
46
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http://www.youtiirbe.com/watc
inFormaçõo, comunicaçõo
e educQçõo
Ana Luiza Zonzini
knowhaw
e c ri I o ■g i a edutatianal
11 Edição 11’’c vcivito | 2014
Impressão cm São Paulo SP
InFormaçõo, comunicoçõo 
e educação
Coordenação Geral
Nelson Boni
Coordenação de Projetos
1 jeandro 1 ^ousada
Professor Responsável
Ana Luiza Zonziní
Revisão Ortográfica
Célia Ferreira Pinto
Projeto Gráfico, Di agram ação 
e Capa
Ana Flávia Marcheti
Io Edição: Fevereiro de 2014 
Impressão em São Paulo/SP
clíibor^da ptsr CJIaucy dt>s Sanrus Silva - ÇRB8/6353
knowhcw
/tecnolofla edticaclonil
Sumário
5 &® Unidade 4
Conhecimento, aprendizagem autônoma c a EAD
4.1. O Estímulo à Aprendizagem e a EaD
4.2. A Aprendizagem Autônoma
4.3. Os desafios da EaD na Aprendizagem Autônoma
4.3.1. A Função da Educação
4.3.2. Aç possibilidades da Educação a Distância
4.3.3. Autonomia da Aprendizagem
4.4. Componentes para 3 Aprendizagem Autonomsi
4.4.1. Componentes do Saber
4.4.2. Componentes do Saber Fazer
4.4.3. Componente do Querer
4.5. Considerações Finais
Gobarito..........................
Referências Bibliográficos
(Unidade <■
Canheciimento. aprendizagem
autônoma e a EAD
Caro(a) Aluno(a)
Na quarta unidade, falaremos dos diferenciais co­
muns e esperados dos alunos de EaD e também* 
como c porque os tutores podem incentivar a busca 
pelo conhecimento e o desenvolvimento da apren­
dizagem autônoma.
Bons estudos!
4-1-0 Estímulo à aprendizagem e a EAD
Pudemos observar, ao longo dos estudos, qu6 
na sociedade da informação e do conhecimento, 
muito destaque é dado aos indivíduos que buscam o 
estado de constante aprimoramento, acompanhando 
as tendências c as exigências do mundo globalizada 
Neste contexto, dá-se a expansão da EaD como uma 
modalidade que permite o estudo, a construção do 
conhecimento e o aprimoramento profissional alia­
dos a uma flexibilidade de tempo e espaço, abertura 
dos sistemas e maior autonomia do aluno.
O mercado de trabalho é, sem dúvida, o maior 
“termômetro” destes fenómenos.
(icral
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froíissionais com íormaçãn wn cursos ;i 
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6
í .
Y Tatiana Tavares, Especial
Ainda resta um Ixim caminho a ser percorrido, mas o mercado 
de trabalho já começou a diminuir a cara teia para aqueles que 
fazem parte de sua formação a distância. Segundo Flávía Le­
mes Pereira, diretora de Sistema de Remuneração da Associa­
ção Brasileira de Recursos Humanos, secciona! do Rio Grande 
do Sul (ABRH-RS), esses profissionais já csrao sendo bem acei­
tos por empresas modernas, geral mente ligadas à tecnologia,
— E só questão de tempo até vermos no mercado muitos pro­
fissionais formados à distância — diz cia.
Em sua experiência no recrutantenro de pessoas, Fiávia nunca 
viu uma empresa que tenha feito restrições a candidatos com 
formação Fali
— O que muda é a credibilidade da instituição. Isso pesa muito 
mais do que a modalidade de ensino — constata Flávix
Sobre o que diferencia um candidato formado prescncialmcaie de 
outm que tenha feito a graduação a distância, cia sugere as com­
petências. < )u seja, existem vagas que se encaixam melhor para um 
ou outro profissional, tendo em vista as competências técnicas es- 
pcciticas aprendidas. Como exemplo das capaódades, gcralmcntc, 
melhor desenvolvidas por aqueles com formação EaD, Fiávia cita 
a capacidade de planejamento, o senso de organização, a proaõri- 
dade e o manejo do tempo.
— A chegada dessas pessoas ao mercado está começando a acon­
tecer. Como os cursos são recentes, o boom ainda não aconteceu.
Coordenadora-Geral de Regulação da Educação Superior a
Distância do Ministério da Educação (MEC), Cleunicc Rehem,
7
faz coro com Fiávia, Ela destaca que o estudante a distância 
tem características que o mercado busca: facilidade em manter 
o foco, gosto pe!a leitura c autonomia.
Luís Testa, diretor cie marketing da empresa de recrutamento 
online Catho, chama a atenção para uma questão: as empresas 
que deixam de lado os currículos de candidatos formados a 
distância podem estar perdendo bons profissionais.
— São pessoas que tiveram a iniciativa de buscar diferenciar-se 
por meio da modalidade com maior aderência à sua sÍEtiaçao
— salienta, enfatizando que a iniciativa desses profissionais de 
irem atrás de uma formação, deve ser valoriaada.
Carreira planejada
Alessandro Valcrio Dias, 39 anos, é uma daquelas pessoas que 
planejam sua formaçãopensando longe, na carreira que que- 
rem ter. Com duas graduações presenciais no currículo — Ci­
ências da Computação e Psicologia —, pensou em uma for mu 
dc unir as duas áreas. Fez uma especialização cm Informática 
na Educação a Distância, pda Pontifícia Universidade Católica 
do Rio Cirande do Sul (PUCRS). E a modalidade do curso não 
poderia ser outra; a distância.
— Meu trabalho de conclusão reuniu a Psicologia, a Informá­
tica c a Eu D: "Avaliação de Aspectos Emocionais c Qualidade 
dc Vida dc Usuários dc Ambientes dc Aprendizagem a Distân­
cia" — conta Dias.
Além disso, para aperfeiçoar ainda mais o currículo, fez um 
curso de extensão cm Capacitação dc Professores em EaD
— O estudo a distância é outra maneira de olhar para a Edu­
cação. É unia oportunidade dc as pessoas se capacitarem —
8
defende ele.
I loje, Dias c professor no Ensino Superior, nas Faculdades Ql, 
em disciplinas presenciais c também oa modalidade EaD.
— Eu posso dar dicas para os meus alunos justamente porque 
já estive na posição deles, já fui estudante a distância.
Dias conta que não encontrou nenhum preconceito ao pro­
curar uma colocação como professor, muito peio contrário. O 
empregador interessou-se, justamente, por ter cm sua forma­
ção cursos a distância.
— Pela minha experiência pessoal, tinha mais o que dar aos 
meus futuras alunos,
Fica a dica
Nao há nada escrito cm um diploma que diga se a formação foi 
presencial ou EaD, mas os entrevistadores costumam pergun­
tar, Por isso, esteja preparado para responder a todas as ques­
tões sobre seu curso e falar sobre a seriedade da instituição.
ZERO HORA
• http: //zerohora .clicrbsxtmn.hr. rs ' gc ral / n< níc ia/ 21 > 13 / 06 / 
pp > fissk>nais-cuni-f< irmacai >-em-curs( x-a-distanda-comecam- 
-a-chegar-ao-mercado415864S.html
Assim como em qualquer outra modalidade, o 
aluno de um curso a distância precisa seguir uma sé­
rie de requisitos, visando a um bom aproveitamento 
do curso.
Veja no quadro, a seguir, alguns requisitos bási­
cos, indicados por Palloff (2007),
9
• Matricular-se num curso a distância c íüteirar-se a 
respeito do material necessário para cursá-lo.
• Ter tempo para dedicar-se aos estudos e saber 
se precisa ou nao fazer atividades presenciais, bem 
como Se terá condições económicas c físicas para ir 
até o local, no caso de todas as atividades nao serem 
a distância.
• Aproveitar ao máximo suas próprias capacidades 
intelectuais.
• Buscar toda a ajuda necessária para conseguir o 
aprendizado.
• Apontar os objetivos que se propõe a alcançar du­
rante o curso com realismo c clareza.
• Descobrir os procedimentos mais idôneos para re­
alizar as tarefas de estuda
• Dominar os conceitos e os dados básicos para a 
ampliação dos conhecimentos posteriores.
• Organizar as ideias, coerentcmcnte, para conse­
guir uma melhor assimilação e posterior aplicação 
na prática.
10
* Saber estudar: é a ferramenta imprescindível para 
possibilitar a promoção pessoal e a formação per­
manente em qualquer Idade.
O aspecto humano do estudante deve ser destaca­
do como indicador de permanência e efetivação da 
aprendizagem. Seu desejo, seu estimulo inicial em 
cursos a distancia devem ser preservados, segundo 
Almeida (2003). Ele deve ter motivações sérias e 
pessoais, que respondam a uma necessidade e aos 
seus interesses. Sem este requisito, todos os demais 
ficam sem sentido.
< h t tp: / / wwwxduconu fs.com.br/vcoloquio / edeo- 
loquio/ cdroom/eixo%208/PlDF/Microsoft%20 
Word%20-%20A%20EAD%20E%200%20PRO-
FESSOR%20VIRTUAL_eNFASE%20NA%20
APRENDIZ AGEM%20AUToNOMA%20E%20 
lNTERDEPENDENTE.pdf>.
4.2 ♦ A aprendizagem autônoma
Como vimos na reportagem exibida anterior­
mente, o estudante a distância tem características 
que o mercado busca: facilidade cm manter o foco, 
gosto pela leitura c autonomia.
II
fs.com.br/vcoloquio
VOCÊ É UM ALUNO rri
TIPO EAD? nr n„ ‘ 01 AUTONOMIA E DISCIPLINA;
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{02 LEITURA E INTERPRETAÇÃO: 
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Mas, será que podemos atribuir todos os méritos 
e responsabilidades pela aprendizagem de um aluno 
EaD, somente ao aluno? E se um aluno de EaD ain­
da não possui as competências e habilidades como: 
autonomia, disciplina, organização, hábito de leitura, 
fluência tecnológica ctc., ainda bem desenvolvidas?
Aí está, mais uma vez, destacada a importância 
do tutor, ou professor tutor na Educação a distância.
Vamos entrar no enfoque pedagógico e obser­
var o que alguns estudiosos nos trazem a respeito da
12
akamai.hd.net/hphoEfjs-ak-ash
tão comumente citada “Aprendizagem autônoma1'.
Um processo educativo centrado no aluno significa não apenas 
a introdução de novas tecnologias na sala de aula, mas, prin­
cipal mente, uma reorganização de todo o processo de ensino, 
de modo a promover o desenvolvimento das capacidades de 
auto-aprendi zage m.
O sonho de todo professor eni qualquer modalidade c nível de 
ensino e ter um aluno autônomo. Quando se trata de I Lducação 
a distância, esse sonho precisa ser, necessariamente, comparti- 
ihado e desejado também pelo aluno, e quando existe o desejo 
de aprender, inventa SuaS estratégias, para torn ai o aprendiza­
do mais produtivo, rápido, eficiente e prazeroso, e isso ocorre 
apesar da ausência do contato tace a face com um professor, 
como no ensino presencial.
A aprendizagem é parte da vida. Aprendemos no processo das 
nossas vivências e das experiências do cotidiano. Nas relações 
sociais, aprende-se muito por meio de terceiros, mas ninguém 
aprende no lugar do outro. Xcssc sentido, a aprendizagem c 
unia experiência bastante solitária. È preciso, pois, aprender 
como se estuda e se aprende a distância. É preciso gostar de 
estudar c de pesquisar. Descobrir que essas coisas são impor­
tantes não só agora, mas no seu projeto de vida como um todo. 
Muito do sucesso da sua aprendizagem depende de si próprio, 
da sua determinação, organização, motivação, compromisso e 
estorço pessoal.
13
Por aprendizagem autônoma entende-se um processo de en­
sino e aprendizagem centrado no apiendcnce, cujas expericn* 
Cias são aproveitadas Como recurso, C no qual o professor deve 
assumir-sc como recurso do aprendentc, considerado como 
um ser autónomo, gestor de seu processo dc aprendizagem, 
capaz de autodirigir e aueorregular este processo. Este mode­
lo de aprendizagem é apropriado a adultos com maturidade 
c motivação necessárias à autoaprendízagem e possuindo utn 
mínimo dc habilidade de estudo (Trindade, 1992; p32 ; Carmo, 
1997: p.300; Knowles, 1990).
Segundo Marsden o estudante em JiaD c o indii iduo abstrato 
da Educacào tradicional, imaginado em locais distantes. Piara 
ele, o estudante é o fantasma da EaD, uma criação do discurso 
do design mstrucional, Por que a EaD enfoca o "corno", ao in­
vés do "por quê" ou do "o quê11, a concepção dos cursos postu­
la que uma vez que todos os estudantes têm o mesmo processo 
de pensamento, podemos falar dc rro estudante11 (1996: p.227). 
Segundo Pàui:
O conceito dc aprendente autônomo, ou independente, capaz 
dc autogestão de seus estudos c ainda embrionário, do mesmo 
modo que o estudante atiiònomo c ainda exceção no taniverso 
dc nossas universidades, abertas ou convencionais. A Educação 
em geral e o ensino superior em particular devem t rans for mar- 
-sc para dar condições c encorajar uma aprendizagem autôno­
ma, que propicie e promova a construção do conhecimento, 
isto e. que considere o conheci mento como processo c não 
como mercadoria(1990: p.32).
< h 1t p: / / xv xv w. m o od I e. u t b a. b r / ni od / b o o k / p r i nr. 
php?i<].= 1(19 !0>.
14
4 * 3 * Os desafios da EAD na aprendiza 
gem autônoma
Começaremos, então, a refletir sobre nossa área 
de atuação, ou de especialização: a EaD. E, pensan­
do na aprendizagem autónoma, discutiremos os de­
safios na EaD, neste contexto
Para embasar este estudo, escolhemos o artigo 
Educação a distância e o seu grande desafio: o aluno 
como sujeito de sua própria aprendizagem, de Antó­
nio Carlos Ribeiro da Silva, da Faculdade Baiana de
Segundo o resumo do artigo, o trabalho tem como 
objetivo básico despertar o interesse do professor cm 
desenvolver uma aprendizagem autónoma com os seus 
alunos, salientando seu papel de educador.
Na aprendizagem autônoma, o aluno deve ser 
responsável pela sua aprendizagem - o que não está 
subentendido a eliminação do professor, na gestão 
da atividade do ensino.
O texto aborda o papel do professor-educador 
que é fundamental para o crescimento e a aprendi­
zagem do outro, condição essencial para o desenvol­
vimento da Educação a distância.
Elcnca os componentes para a aprendizagem
15
autônoma, que sao: o saber, o saber fazer e o querer*
Acredita-se em que esse poderia ser o caminho 
para uma Educação a distância de qualidade, pro­
pondo a formação de um profissional autônomo, 
crítico e criativo, que não pense de forma fragmen­
tada, mas de forma global e sistematizada.
Ao identificar qual a função da Educação, po~ 
deremos, assim, perceber o seu real papel, pois cabe 
a cia propiciar ao educando, independente de moda 
lidade de Educação a distância ou presencial:
1- Aquisição de consciência crítica, criativa, partici­
pativa, questionadora.
2- Formação sólida que assegure:
" dominar conteúdos; 
" compreender os princípios básicos que fundamentam o ensi­
no numa visão globalizada da cultura;
apresentar referencias teóricas paru análise, interpretação 
da realidade.
3- Ação educativa capaz de vincular teoria e prática, 
voltada para a percepção das relações entre os con­
textos sõcio-econôniico-polírico e cultural
16
Dessa forma, a relação entre o educador e o 
educando deveria ser de trocas e interações, tendo 
como metas o crescimento cm conjunto, porem 
de aprendizados individualizados. Utilizando os 
argumentos de Dante Galeffi» precisa-se anunciar 
na aprendizagem autônoma uma tensão educativa, 
que se funda na ação aprendente e com essa ação, 
ser desenvolvida uma atitude aprendente radical O 
professor, nesta relação, desempenha um papei fun­
damental, puis contrariando Comenius, no dizer de 
Pacheco (1996): não é possível ensinar tudo a todos. 
A questão-chave não reside em saber se a aprendi­
zagem deve conceder prioridade aos conteúdos, mas 
sim em assegurar que seja significativa.
4.3.2 . As possibilidades da educação a distância
(...) O que se pode perceber é que na Educação 
a Distância, o sucesso do aluno depende cm grande 
parte de motivação e de suas condições de estudo. 
O desenvolvimento de pesquisas sobre metodolo­
gias de ensino para Educação a distância perpassa na 
maior autonomia do aluno, condição sine qua non 
para o sucesso de qualquer experiência dc Educação 
a distância, que pretenda superar os modelos instru- 
cionais e behavioristas.
Essas ideias são reforçadas por Marsden (1996), 
ao afirmar que as práticas dominantes em Educação
r
a distancia baseiam-se cm uma “antologia empirísta" 
e uma “epístemologia positivista”, e que esta com­
preensão de causalidade e explicação permeia a EaD, 
pela mediação da tradição behaviorista e da instru­
ção programada.
Na Educação a distância, não estamos juntos 
fisicamente, porém conectados. Saímos do contato 
físico para o contato virtual vencendo barreiras de 
espaço e tempo. Devemos pensar uma sociedade 
educativa e Educar ao longo da vida.
A demanda para o aprimoramento profissional 
é um fato hoje, c à Educação a distância apresenta- 
-se, neste cenário, como uma modalidade capaz de 
contribuir para este aprimoramento, além dos limi­
tes de uma sala de aula convencional.
Uma das estratégias fundamentais na Educação 
a distância c o aluno vencer o desafio de estudar so­
zinho, obtendo autonomia do seu ato do aprender, e 
para isso precisa desenvolver a hábil idade de ter uma 
aprendizagem autônoma.
4.3.3. Autonomia da aprendizagem
Embora seja um pressuposto teórico, que a 
aprendizagem é pessoal e intransferível, as institui­
ções, na sua grande maioria, ignoram esses pressu­
postos e tiram as oportunidades dos alunos de cons­
truírem o$ seus próprios conhecimentos, uma vez 
18
que a prática pedagógica caracteriza-se por conduzi­
dos a uma aprendizagem mecânica, pautada em mo­
delo passivo, receptivo, autoritário c competitivo.
Pacheco (1996) afirma que os Currículos preci­
sam atentar-se para a ‘«valorização da individualidade 
do sujeito c da sua cognição, das atitudes e valores, 
ao respeito pelas diferenças individuais e à procura 
de um desenvolvimento global u contínuo’*. Partin­
do, sempre, do pressuposto de que o aluno não sabe 
nada, e que deveremos impor conteúdos e obrigá-los 
a dominá-los.
Muitas das dificuldades de aprendizagem en­
contradas pelos alunos podem estar no processo de 
comunicação e no processo motivacíonal. Não é ta­
refa fácil identificar e selecionar conteúdos curricu­
lares, que protejam os interesses dos alunos.
NOSSA apud SCHWEZ, 1999, p.56 afirma que: 
() professor tem de ter a capacidade e o dom 
de provocar atitudes sobre os conteúdos de ensino e 
sobre o próprio aprendizado, por meio de uma co 
muni cação motivadora. Deve dar condições ao alu­
no para que este ao sair da influência exercida, tenha 
atitudes tão favoráveis quanto possíveis, baseando- 
se num comportamento visível e positivo.
Ao identificar a carência do educador em pro­
porcionar uma atitude aprendente nos educandos, é 
que abordamos a necessidade do educador refletir a 
sua prática docente e caminhar para uma mudança 
19
de atitudes e ações.
Pacheco (1996) comenta que: “para o professor 
tornar-se um investigador, exige-se-lhe que reúna as 
capacidades de um profissional amplo (em oposição 
a um profissional restrito) e demonstre uma atitude 
investigativa”.
Em oposicào a uma prática conservadora, tra­
dicional e tecnicista surge a aprendizagem autôno­
ma, tema que de início sugere três questionamentos:
• O que é aprendizagem autónoma?
• Para que serve?
• Em que situação é desejável ou necessária?
Respondendo à primeira pergunta, carecemos 
de definir o que é autonomia, que no momento pre­
sente é bastante utilizada, significando no verbete da 
nossa língua: “faculdade que tem o indhiduo de go­
vernar, de se decidir.”
Transportando-se para a aprendizagem autô­
noma, está implícito que, nesse processo, o aluno 
deve ser responsável pela sua aprendizagem, o que 
não está subentendido a eliminação do professor na 
gestão de atividade de ensino. No ensino a distancia 
essa atitude dç» aluno é inevitável para desenvolver o 
seu espaço do aprender, pois a mesma é essencial­
mente a u toes tu d o.
Para saber como o indivíduo aprende, devemos 
saber como pensa o educador. O ser que somos é 
um ser um aberto e o educador precisa desenvolver 
20
possibilidades de investigação, sair da ideia de senso 
comum e permitir que o outro aja com a sua singu­
laridade. Pacheco (1996) comenta que o aprender a 
aprender é o objetivo mais ambicioso, e ao mesmo 
tempo irrenunciável da educação escolar - equivale 
a ser capaz de realizar aprendizagens significativas 
por si mesmo, numa ampla gama de situações c de 
circunstancias*
Para o desenvolvimento de unia aprendizagem 
autônoma, o educador deve, mesmo que seja difícil, 
mas se for desejável, assumir uma posição de renún­
cia ao poder oferecido pelo próprio “lugar” de pro­
fessor — aquela posição que permite a alguém con­
trolar outros, no caso, os alunos.
A Aprendizagem Autónoma está fundamentada 
nos princípios da Epistcmologia Genética, teoria que ex­
plica a construção do conhecimentonos seres humanos.
Galefíi (2002, p. 17) afirma que: “Sc se aprende 
o que se mostra necessário no pensar-ser. Só o ne­
cessário pode ser aprendido em seu evento’',
A Segunda questão é de ordem prática e não 
constitui tarefa difícil de respondê-la, visto que são 
inúmeras as vantagens da aprendizagem autônoma 
para o aluno e o professor.
I»1
E nesta concepção que HAIDT (1994:61) 
afirma que:
Quando o professor concebe o aluno como um 
ser ativo, que formula ideias, desenvolve conceitos 
21
c resolve problemas de vida prática através de sua 
atividade mental, construindo, assim, seu próprio 
conhecimento, sua relação pedagógica muda. Não 
é mais uma relação unilateral, onde um professor 
transmite verbalmente conteúdos já prontos a um 
aluno passivo que o memorize.
A utilização dessa alternativa é aconselhável, 
mesmo que alguns admitam a inexistência de ganhos 
pedagógicos (o que não concebemos), pois quando 
você alimenta no outro a potencialidade de cresci­
mento, busca sua independência c auioahrmação c 
a aprendizagem ocorrerá não de forma dicotômica, 
distante e distorcida, mas pelo contrário, interligada 
c interdependente com todas as relações significati­
vas mantidas com o aluno.
Agora, que o autor já nos situou sobre o que é, 
e para que serve, observe as vantagens da aprendiza­
gem autônoma que foram destacadas:
Poderíamos elencar várias vantagens da apren­
dizagem autônoma, entretanto citaremos algumas 
segundo CARVALHO (1994):
• Permite ao aluno aprender melhor e buscar maior 
aprofundamento nos assuntos de seu interesse, uma 
vez que o professor, diante das exigências curricula­
res institucionais e o tempo disponível, desenvolve 
conteúdo considerado essencial, não lhe permitindo 
condições de atender as opções dos alunos;
22
* Contribuir para enriquecer os conhecimentos dos 
alunos Podemos perceber, por exemplo, quando o 
professor respeita as diversas opiniões dos alunos 
sobre um mesmo assunto;
* O aluno aprende a liberrar-se da dependência do 
professor e passa a descobrir formas alternativas de 
construir o conhecimento*
Nos trechos anteriores, o autor, então, já abor­
dou as questões:
* O que é aprendizagem autónoma?
* Para que serve?
Neste momento, aborda a terceira questão apresentada:
* Em que situação c desejável ou necessária?
A terceira questão envolve as diferentes situações 
escolares c as formas básicas de aprendizagem au­
tónoma que, por sua vez, para serem caracterizadas, 
exigem que os alunos adquiram a capacidade de:
* Estabelecer contatos, por si mesmo, com fatos e 
ideias, analisando-as;
* Ter capacidade de compreender fenômenos e tex­
tos e de usá-los espontaneamente;
* Planejar, por iniciativa própria, ações e buscar solu­
ções para o problema;
* Desenvolver atividades que possibilitem manejaras 
23
informações mentalmente, de fôrma independente.
4.4. Componentes para a aprendizagem autônoma
Desempenham importante papel em todo o 
processo da Aprendizagem Autônoma, os seguintes 
componentes: o saber, o saber fazer e o querer.
Vetemos, a seguir, a maneira como o autor 
aborda cada um destes componentes, e quais são os 
papeis dc cada agente, nestes componentes.
4,4.1 Componentes do saber
Tanto o professor quanto o aluno possuem 
um duplo problema: o de entender o seu próprio 
conhecimento construído, enquanto professor e 
aluno ao longo de sua vida, devendo dimensio­
nar com clareza a forma de concretizar-se uma 
melhor aprendizagem nas diversas situações.
Tem sido demonstrado que as pessoas pou­
co conhecem a si mesmos. E esse conhecimento 
pode direcionar para diversos graus de profun­
didade, variando de indivíduo para indivíduo, 
dependendo das oportunidades para realizá-las.
Não se trata de um saber teórico apren­
dido, e sim em um saber relativo a si mesmo, 
saber sobre o seu próprio processo de aprendi­
24
zagem, com suas facilidades e dificuldades, pois 
o aprendizado nao ocorre pela razão, c sim por 
excitações e afetações,
O “saber” envolve conhecimentos necessá­
rios à execução de uma prática. Entretanto, para 
poder ser capaz de executá-la, é preciso “saber 
fazer’\ Portanto, fica claro <que, ao conhecimen­
to, alia-sc a habilidade do indivíduo.
4.4.2. Componentes do saber fazer
Partindo do pressuposto de que todo conheci­
mento sobre o processo dc aprendizagem está, na­
turalmente, à disposição de uma aplicação prática, o 
saber sobre o seu processo de aprendizagem, deve 
ser convertido em um saber fazer.
No dia a dia da prática docente, a avaliação de 
aprendizagem c, geraImcntc, realizada pelo profes­
sor, tomando como referencia apenas o conteúdo 
desenvolvido, enquanto na aprendizagem autôno­
ma, o aluno não só avalia o seu desempenho em 
termos acadêmicos, como também avalia o proces­
so desenvíjlvido na sua aprendizagem, conforme a 
sua auto-orientação.
Para que o ensino possa criar um clima desafia­
dor, podemos citar três condições básicas:
* Autenticidade, sinceridade e coerência nas relações 
25
professor/aluno;
• Aceitação do outro, o “saber ouvir1’, respeitando 
o outro como é, com suas potencialidades e limita­
ções. O professor não deve ficar na relação do “sabe 
tudo” e o aluno na posição de “tábua rasa”. Pelo 
contrário, deve haver o respeito das individualidades 
e potencialidades que cada um possua;
• Empada, compreender o outro e seus sentimentos, 
sem, com isso, envolver-se neles, pois acreditamos 
que só existe aprendizagem com afetividade.
Na Educação a distância, esse papel é desempe­
nhado pelo Tutor que deve entender que a aprendi­
zagem do aluno não é simplesmente transmissão de 
conhecimento. E, sobretudo, um processo participa­
tivo, onde o aluno é sujeito do seu próprio conheci­
mento. Sua participação, portanto, deve ser ativa c, 
por isso mesmo, estimulada. Contudo, o aluno deve 
ser conscientizado de que se trata de um processo de 
construção e reconstrução, pois as modificações de­
verão ser efetuadas a partir da sua prática que sem­
pre está a exigir o saber fazer.
4.4.3* Componente do querer
O desejo, a vontade de aplicar algo é de funda­
mental importância para que se obtenha sucesso. Esse 
componente diz respeito à questão do aluno estar 
26
convencido da utilidade e v antagens dos procedimen­
tos de aprendizagem autônoma c querer aplicá-los.
O Professor ou Tutor no EaD é gestor do pro­
cesso didático, sendo o grande responsável pela dis­
posição do aluno querer desenvolver sua aprendiza­
gem autônoma. Devemos ter a nítida certeza de que 
o desafio do aluno e do professor ao conduzirem o 
ensino para “o aprender a aprender * não irá funcio­
nar de forma consciente como uma vara de condão, 
ou com poderes místicos. O que precisa ser direcio­
nado é a ação pela descoberta tanto do professor 
como dos alunos, respeitando as especificidades das 
modalidades de ensino a distância ou presenciai.
Não basta ao aluno apenas saber da existência 
do aprender a aprender e da sua proposta pedagógi­
ca, o que levanta uma falsa ideia sobre a aprendiza­
gem ser considerada um processo único, quando na 
realidade, cm cada um. pode ser identificado muitos 
subprocussos, que no dizer de Galeffi é a polilógica, 
um educar pela diferença.
É tarefa primordial do educador buscar a uni­
dade entre o saber, o saber fazer e o querer, ou seja, 
entre o pedagógico, o técnico, o psicossocial e o po­
lítico. Essa unidade, tào necessária ao novo “fazer 
pedagógico” conte xtualizado, sem dúvida contribui­
rá para que o ensino seja um processo construtivo, 
agradável, desafiador, estimulante e que tenhamos 
sempre uma atitude api endentu e investigativa.
27
4*5, Considerações finais
Pina o encerramento desta unidade e deste Mó­
dulo, escolhemos um trecho das considerações finais 
do artigo apresentado.
Em busca de sermos autônomos e sujeitos de 
nossa aprendizagem, esperamos que você, aluno (a) 
possa prosseguir em sua carreira, sem jamais se aco­
modar com a situação. Que você provoque, pesquise, 
argumente e caminhe sempre em busca de aprimorar 
suas práticas, contribuindo comum mundo melhor!
A aprendizagem autônoma facilita e engrande­
ce O processo de aprendizagem, pois só aprendemos 
o que desejamos; o que è imposto, memorizamos e, 
posterior mente, o desprezamos, c no Ensino a dis­
tância c condição essencial para que essa modalidade 
possa progredir.
Na aprendizagem autónoma, os erros são contri­
buições preciosas para agregarem novos conhecimen­
tos e, atratvês de descobertas, os alunos identificarem 
os seus erros, sendo conduzidos de forma prazerosa 
aos acertos e ao crescimento de novas aprendizagens.
Esse poderia ser um caminho para melhoria do 
ensino brasileiro. Trabalhar a autonomia do ato de 
aprender independente de modalidade de ensino, 
proporcionar, na verdade, a formação de indivíduos 
28
autônomos, críticos e criativos. Um cidadão que nào 
pense de forma fragmentada, mas de forma global 
c sistematizada, só assim seremos sujeitos de nossa 
própria aprendizagem.
29
Lívto: Educação a Distancia, de .Xlana Luiza Bellom.
Nas sociedades " radical mente modernas’1, mu­
danças sociais aceleradas - sobretudo o espantoso avan­
ço das tecnologias dc informação e comunicação - vêm 
provocando, se não mudanças profundas, pelo mentis 
desequilíbrios estruturais no campo da Educação.
Tais mudanças exigem transformações nos sis­
temas educacionais que se veem confrontados com 
novas funções e novos desafios. O papel da Educa­
ção se transforma, c suas estratégias modificam-se 
para atender às novas demandas educativas da socie­
dade do "saber1’ ou da "informação",
Este ensaio sobre Educação a distância preten­
de trazer ao leitor brasileiro algumas das principais 
questões ligadas à crise atual da Educação, especial­
mente aquelas relacionadas à inovação educacional e 
às novas tecnologias.
Espera-se trazer uma modesta colaboração 
para o debate sobre o ensino a distância e suas pos­
síveis contribuições, numa perspectiva de aprendi­
zagem aberta e Educação ao longo da vida, na qual 
o uso dc instrumentos técnicos os mais avançados 
torne possível c estimule um processo dc aprendi­
zagem autônomo, voltado para a emancipação do 
aprendente do 3.° milênio.
30
Exercícios propostos
1. Como vimos nesta unidade: “O aspecto humano 
do estudante deve ser destacado como indicador de 
permanência e efetivação da aprendizagem; seu de­
sejo, seu estímulo inicial em cursos a distância devem 
ser preservados, segundo Almeida (2003). Ele deve ter 
motivações sérias e pessoais, que respondam a uma 
necessidade e ao$ seus interesses. Sern este requisito, 
todos os demais ficam sem sentido”. A seguir, redita 
e registre suas motivações e interesses pessoais, que o 
conduziram a cursar esta Pós-Graduacao.Jr
2. Segundo os textos apresentados, como pode ser de­
finida a Aprendizagem Autônoma?
3. De acordo com o texto: Ao identificar qual a fun­
ção da Educação, poderemos, assim, perceber o seu 
real papel”. Independente de modalidade de Educa­
ção a distancia ou presencias, o que cabe à Educação 
propiciar ao educando?
4. Segundo CARVALHO (1994), quais as vantagens 
da Aprendizagem Autônoma?
33
5, Desempenham importante papei em todo o 
processo da Aprendizagem Autônoma, os se­
guintes componentes: o , 
o e o 
34
Goborito
^(Unidade
Conhecimento, aprendizagem autô 
noma e a EAD
1. Resposta- A resposta é uma reflexão pessoal do aluno,
2. Resposta, Por aprendizagem autônoma entende 
-se um processo de ensino e aprendizagem centrado 
no aprendente, cujas experiências são aproveitadas 
como recurso, e no qual O professor deve assumir-se 
como recurso do aprendeste, considerado como um 
ser autônomo, gestor de seu processo de aprendi* 
zagem, capaz de autodírigir e autorrcgular este pro­
cesso. Este modelo de aprendizagem é apropriado a 
adultos com maturidade e motivação necessárias à 
autoap rendi zagem e possuindo um mínimo de habi­
lidade dc estudo.
3. Resposta:
• Aquisição de consciência crítica, criativa, participa­
tiva, questionadora;
• Formação sólida que assegure: dominar conteú­
dos; compreender os princípios básicos que funda­
mentam o ensino numa visão globalizada da cultura; 
apresentar referências teóricas para análise, interpre­
tação da realidade;
• Ação educativa capaz de vincular teoria e prática, 
38
voltada para a percepção das relações entre os con­
textos sócio-econômico-político e cultural
4. Resposta:
* Permite ao aluno aprender melhor c buscar maior 
aprofundamento nos assuntos de seu interesse, uma 
vez que o professor, diante das exigências curricula­
res institucionais e o tempo disponível, desenvolve 
conteúdo considerado essencial, nàu lhe permitindo 
condições de atender às opções dos alunos;
* Contribuir para enriquecer os conhecimentos dos 
alunos. Podemos perceber, por exemplo, quando o 
professor respeita as diversas opiniões dos alunos 
sobre um mesmo assunto;
* C) alunô aprende a libertar-se da dependência do 
professor c passa a descobrir formas alternativas de 
construir o conhecimento.
5. Resposta: saber; sabei fazer; querer.
39
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