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InformQçõo, comunicoçôo
e educQçõo
Ana Luiza Zonzini
how
educacional
F Edição [ Fevereiro | 2014
Impressão em São Paulo/SP
InFormoçôo, comunicoçõo
e educação
Coordenação Geral
Nelson Boní
Professor Responsável
Ana Luiza Zonziní
Coordenação de Projetos
1 jeandro 1 -ousada
Revisão Ortográfica
Célia Ferreira Pinto
Projeto Gráfico, D í agram ação
e Capa
Ana Flávia Marcheti
Io Edição: Fevereiro de 2014
Impressão em São Paulo/SP
í’;U-ilc>g:içio çlsLlixjr.idíii por Gtaucy cios Santos Süva - (.RB8/6353
koowhow
t e t n o[5 I a educacional
Sumário
Unidade 1-----------
Aspectos da globalização
1.1. Globalização
1.2, Conceitos de Globalização
1.3, Definições de Globalização
1.4. Ptó$ c Contras
Goboríto.................................. 35
Referêncios Bibliográficos------ 45
Unidode 1
Aspectos do globalização
Caro(a) Aluno(a)
Seja bem-vindo(a)!
Nesta primeira unidade, faremos uma breve
abordagem informativa dos aspectos da Glo
balização de maior relevância no contexto de
nossos estudos, que visam à formação de tuto
res cm EaD.
Bons estudos!
1 < 1 . Globalização
A Globalização é um assunto que está sem
pre em destaque, por vários contextos e diferentes
motivos, nos meios de comunicação, nos livros de
Geografia, Sociologia, em congressos, na Política, na
Educação etc.
Quando se fala cm internet, na maioria das
vezes, pensa-se nas possibilidades da Globalização.
Quando estamos em um supermercado e temos a
opção dc comprar, por exemplo, uma lata dc milho
verde nacional ou importada, que estão lado a lado
na prateleira, com uma variação mínima dc preço,
pensamos nos efeitos da Globalização. E, quando
você almejava ocupar um cargo de gerência em sua
empresa e este cargo é ocupado por um profissional
norte americano, recém contratado, vocc logo re
monta a uma consequência da Globalização.
Muito se faia sobre este modelo c, neste mo
mento você é convidado a pesquisar um pouquinho
sobre o que é a Globalização e como este fenômeno
impacta diretamente cm sua vida, principalmente em
sua vivência profissional, seja você um profissional
dc EaD cm busca dc aprimoramento profissional,
Seja você um profissional que busca pela inserção
neste mercado em expansão,
A noção dc Globalização nem sempre é clara,
prestando-sc a usos e sentidos muito diversos.
7
Algumas definições acentuam o caráter multidi-
menslonal do processo; outras se focalizam mais um
sua dimensão econômica, política ou cultural e, em
certos casos, associam o processo de Globalização
ao sistema econômico capitalista e à ideologia ncoli-
beral. Outras definições ainda destacam que se trata
de um processo conduzido pelos homens, enquanto
algumas se referem à Globalização enquanto motor
de um processo civilizacional, deixando implícito ser
um processo natural e inevitável.
Como este não é um livro técnico, buscaremos
discutir de forma simplificada a Globalização, ape
nas para que você utilize estas informações como
ponto de partida para suas pesquisas c ampliação de
seu conhecimento.
1.2. Conceitos de globalização
O manual Introdução à Globalização de Luís
Campos e Sara Canavezes, publicado em abril de
2007 pelo Instituto Bento Jesus Caraça - Depar
tamento de Formação da CGTP-IhJ, destina-se às
açôcs de formação (presenciais ou a distância) pro
movidas pelo Instituto Bento de Jesus Caraça (IBJC),
em Portugal.
8
3
Fàntv: < http:/ /w ww.cgcptpr/ ftjrmíioio > -
Extraímos, deste manual, um quadro que apre
senta as definições de Globalização nos diferentes
aspectos já citados. Por se tratar de uma publicação
produzida em Portugal, optamos por preservar sua
grafia original.
9
Definições de GJobídicaçâo Autor
Propomos que a palavra dc-
signe o alargamento a todo
o phneta: • de um m« id< > de
produção (q Capitalismo, na sua
Fase de Capitalismo financeiro);
• de uma ideologia c de uma
forma dc governo - o X eolihe ra
li smt>); • da dominação cultural,
comercia] e, se necessário, mili
tar, pelos países ocidentais.
Academia Sindicai
Europeia ASE, 21104)
A Globalização c um fenômeno
complexo de muitas repercus-
sSei Não é, por conseguinte,
surpreendente que o termo
‘"Globalização’’ tenha adquirido
numerosas cononçòcs emocio
nais Xo limite, é considera
da como uma força irresistível
e benéfica que trará a prospe
ridade econômica a rtxios os
habitantes do mundo. Xo outro
cxiicmo, vc-se nela a fonte de
todos os males contemporâneos.
Comissão Mundial sobre a Di
mensão Social da Globalização
10
í£ wni foiça condurorn. «nrral
por trás das rápidíis mudanças sí>
dais, pd/cicas t eci rtiòmicas que
estão a remodelar as sodedades
modernas e a ordem mundial.
David Hdd (1999)
O conceito de Globalização
implica primeiro ç acima de
tudo cni um alongamento das
atividades sociais, políticas e
econômicas através das fron-
teiras, de tal modo que aconte
cimentos, decisões e atividades
numa região do mundo podem
ter significado para indivíduos e
atividades cm regiões distintas
do globo.
Diivid Udd(l999)
Falar de mundíalizaçào c evocar
a dominação de um sistema
LCortomico, o í .apitalistíio, Sobre
o espaço mundial. (,—)
A mu ndialização c t.im bem,
e sobretudo, um processo de
coriromíir, atenuar e, por fim,
desmantelar as frcNifdras físicas
c regulares qui constituem obs
táculo à acumulação da capital à
escala mundial.
lacqücs Adda (1996)
Fundamentalmentc, é a integra
ção mais estreita dos países c
dos povos que resultou da enor
me redução dos custos de trans
portes c de comunicação e a
destruição dc barreiras artificiais
à circulação transírontciriça dc
mercadorias, serviços, capitais,
conhecimentos c (em menor
escala) pessoas.
Joscpb Sti^itz (2004)
II
A Globalização pode dchiür-
■ sc como um processo social
através do qual diminuem os
CúnstrangimefitDS gc< )graí icos
sobre os processos sociais c
culturais, cem que os indivídu
os consciencializam-se, cada vez
mais, dessa redução
Malcom Waters. (1999)
Pôdemos dchnir Globalização
como um processo que cem
conduzido ao condicionamento
crescente das políticas econômi
cas nacionais pela esfera megae-
conòmica, ao mesmo tempo cm
que se adensam as relações de
i nterdepe ndênciat d< >minação
c dependência entre os atores
internacionais e nacionais in
cluindo os próprios governos
nacionais que procuram pôr çm
prática as suas estratégias nu
mercado glohaL
Mário Murteira (2003)
A Globalização ê simplesmente
uma versão atual do Qjlonia-
iismcx
AJíiídn Kübr
(eirado cm BONAGLIA, 20(16)
1,3, Definições de globalização
As informações, a Seguir, foram extraídas e adap-
12
tadas de diferentes fontes, citadas ao final deste livro.
A Globalização e um fenômeno social que
ocorre cm escala global. Esse processo consiste cm
uma integração em caráter econômico, social, cultu
ral e político entre diferentes países.
Envolve países ricos, pobres, pequenos ou
grandes e atinge todos os setores da sociedade, c por
ser um fenômeno tão abrangente, exige novos mo
dos de pensar e enxergar a realidade.
A Globalização não é uma realização do pre
sente, vem de longa data. Tudo começou há muito
tempo, quando povos primitivos passaram a explo
rar o ambiente em que viviam. No século XV, os eu
ropeus viajavam pelos mares a fim de ligar o Oriente
e Ocidente. A Revolução Industrial foi outro fator
que permitiu o avanço de países industrializados so
bre o restante do mundo.
No final dos anos 70, os economistas passaram
a usar o termo “Globalização1’ fora das discussões
econômicas, facilitando as negociações entre os paí
ses. Nos anos 80, começaram a ser difondidas novas
tecnologias que uniam os avanços da ciência com
a produção, por exemplo: nas fábricas, com robôs
ligados aos computadores para acelerar a produção.
A Globalização e oriunda de evoluções ocorri
das, principal mente, nos meios de transportes e nas
telecomunicações, fazendo com que o mundo “en
curtasse” as distâncias. No passado, para a realização13
de uma viagem entre dois continentes eram neces
sárias cerca de quatro semanas. í loje, esse tempo di
minuiu drasticamente. Um fato ocorrido na Europa
chegava ao conhecimento dos brasileiros 60 dias de
pois, agora a notícia c divulgada cm tempo real. Na
década de 50, uma viagem de avião cruzando o Oce
ano Atlântico durava 18 horas. Atualmente, a mesma
rota pode ser feita cm menos de 5 horas. Em 1865, a
notícia da morte de Abraham IJncoln levou 13 dias
para chegar na Europa, mas, hoje, ficamos sabendo
de tudo o que acontece no mundo cm apenas alguns
minutos e por diversas fontes:
[ am stunned. My friend, Michael
Jackson isdead. Helived with me fora
week on "Golden Pond” set after
"Thriller.”
h «p:/ /gl^lobc. ci>m/ N oticias/NÍ usica/ fn 19367 5- FM M J X ).j pg
http://w w w.cl k rbs.cu m .br / rbs/ i mage /6 585515. JP G
http:/., gÈ .gl<jbtj.ct>m ■'XiJticins/Musiej/i"tJtt)/i '1T211 9Ó334-liX,0Ü.jpg
14
http://w
O processo de Globalização surgiu pata aten
der ao Capitalismo e, principalmente, os países de
senvolvidos, de modo que pudessem buscar novos
mercados, tendo em vista que o consumo interno
encontrava-se saturado.
A Globalização é a fase mais avançada do Ca
pitalismo. Com o declínio do Socialismo, o sistema
capitalista tornou-se predominante no mundo. A
consolidação do Capitalismo iniciou a era da Globa
lização, principalmente, econômica e comercial.
A integração mundial decorrente do processo
de Globalização ocorreu em razão de dois fatores:
as inovações tecnológicas c o incremento no fluxo
comercia] mundial.
As inovações tecnológicas, principal mente nas
telecomunicações e na informática, promoveram o
processo de Globalização. A partir da rede dc tele
comunicação (telefonia fixa e móvel, internet, televi
são, aparelho de fax, entre outros) foi possível a difu
são de informações entre as empresas e instituições
financeiras, ligando os mercados do mundo.
O incremento no fluxo comercial mundial tem
como principal fator a modernização dos transportes,
espedalmente o marítimo, pelo qual ocorre grande
parte das transações comerciais (importação c expor
tação). O transporte marítimo possui uma elevada
capacidade de carga, que permite também a inundiali-
zação das mercadorias, ou seja, um mesmo produto é
15
encontrado cm diferentes pontos do planeta,
O processo de Globalização estreitou as rela
ções comerciais entre os países e as empresas. As
multinacionais ou transnacionais contribuíram para
a efetivação do processo de Globalização, tendo em
vista que essas empresas desenvolvem atividades em
diferentes territórios.
Desígnam-sc por transnacionais as empresas que organizam os seus
investimentos, a sua produção e a comercialização de mercadorias e
serviços cm mais do que uni país.
Por exemplo, uma conhecida empresa holandesa de eletrônica, a Phi-
lips, comercializa mais de 85% da sua produção eni outros países.
Num sentido mais estrito, alguns autores consideram que umi trans-
nacionat é uma empresa que, através de investimento direto no es-
trarigdro, controla e dirige subsidiárias num ou mais países para além
daquele cm que está sediada.
Atualmente, as empresas transnacioiiais estão presentes em todos ou
quase todos os setores de atividade ccotkjnlica: na extração de luate-
ri as-primas, nas indústrias transformadoras, na finança, na produção
agrícola ena prestação de serviços.
De acordo com estimativas da Conferencia das Nações Unidas para
o Comércio c o Desenvolvimento (1’NCTAD, 2006). o universo das
empresas transn acionais engloba presente mente cerca de 77,000 cm-
presas-mãe, contando com mais de 770.000 filiais estrangeiras. (...)
16
O um verso das empresas transnacLoreus continua dominado por um
pequeno conjunto de países: o Japão, os Estados Unidos e a União
Europeia, omk 85 das 1EK1 maiores sociedades transnacionais do
mundo tem a sua sede.
As empresas transnsici onais não sào todas iguais, designadamente tio
que respeita ã sua dimensão 'uma pequena ou média empresa por
tuguesa, que também opera em Espanha, por exemplo comerciali
zando aí parte da sua produção, não pode nem deve comparar-se ou
considerar-se nos mesmos termos que uma multinacional como, por
exemplo, a Nesdé).
Em alguns casos, as empresas t rans nacionais atingem uma dimensão
econômica invejável e mesmo superior a alguns dos países cm que
operam. Xo seu conjunto, as maiores empresas transnacionaís detém
um papel proeminente na economia mundial:
- cerca de 100 transaattonais têm um papel líder na Globalização da
produção de manufaturas e serviços
- no seu conjunto, as 100 maiores multinacionais controlam cerca dc
2(J% dos ativos estrangeiros globais, empregam 6 milhões de traba
lhadores c representam cerca dc 30% do total dc vendas de todas a
muhinach mais.
- um pequeno numero de empresas transEiacionais domina os merca
dos mundiais da produção c distribuição de petróleo c derivados. O
mesmo aconteci' nos setores da produção dc automóvel, da indústria
de componentes informáticos, da indústria farmacêutica e em certos
segmentos da produção alimentar clC.
<htlp: /dtspacc.ucT4Tii.pc/rdp</HÍ^5trú«m / 1 n | 74/2448/t /
Inirwài%C5* i tohdiza%C3%A,J™<L3%A3a.píH>. ■/
r
As inovações tecnológicas e a relativa diminui
ção dos custos de transporte e telecomunicações, a
informática e automatização permitiram às empre
sas traflsnacionais repartir e transferir de país para
país diferentes unidades do ciclo de produção. Atu-
almenre, a produção de determinada mercadoria
encontra-se frequentemente espalhada cm subuni-
dades produtivas com uma localização dispersa, por
vários regiões e países.
(
O exemplo da 1x*neca Barbie ilustra bem a chamada “desintegração ver-
tical” do processo produtivo c o que isso rtvch sobre a nova estrutura
- as matérias pnims (o plástico co cabelo) vêm da Tailândia e do Japão;
- a montagem é feita nas Filipinas;
- os moldes são concebidos c fabricados nos EUA;
- (prova v cimente, a boneca Barbie é sobtetndo vendida no mundo
ocidental).
18
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Outra faceta da Globalização c a formação de
blocos econômicos, que buscam se fortalecer no
mercado que está cada vez mais competitivo.
Além de fatores econômicos e sociais, a Glo
balização também interfere nos aspectos culturais
de urna determinada população. O grande fluxo de
informações obtidas por meio de programas televi
sivos e, ptincipalmentc, pela internet, exerce influen
cia cm alguns hábitos humanos.
19
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20
k.com
Entretanto, elementos da cultura local perdu
ram em meio à população,promovendo, assim, a di
ferenciação entre as culturas existentes.
As Ciências Sociais há muito nos apontam que
os consumidores não são sujeitos passivos, pelo
contrário, são sujeitos ativos: nas suas práticas de
consumo, apropriam-se dos conteúdos e frequente
mente nos reinventam, investindo neles elementos
próprios das suas respectivas culturas (modos de set,
fazer e entender).
Por falar cm diversidade cultural c cm desenvol
vimento rc enológico, na Globalização, estes fatores
permitem e promovem dinâmicas de expressão e de
criatividade pessoal, não apenas cm termos de pro
dução como também, da difusão cultural.
Pôr exempla, é verdade que o controle da edição c difusão musical
' está mais centralizado em algumas mui ti nacionais e a oferta do mer
cado discográfico é maioritariamente constituído por reedições de
arrisras consagrados c de coletâneas de bits, â que sc acrescentam al
guns, poucos, artistas com particular êxito no momento (êxito que, de
resto, é também resultado dcum forte im cstimctito promcdonal por
parte das grandes editoras). No entanto, é igualmente verdade que,
atualmente, qualquer pessoa pode, sem sair dc casa, produzir. editar e
mesmo difundir um registo musical.
<ht[p:/ / dspncc.u cvpra.pt/rdpc7biiscream /101 7 4/2468/1 / \
Introdi/tiO" iA7%C3M4l3rftíWC3tt AÜ%2úGtolMÍiaá%C3%A,7*AC3%A.VLpdÉ>.
21
cvpra.pt/rdpc7biiscream
Os meios de comunicação são fortes aliados do
processo de Globalização, pois é através deles que
as notícias giram peia Terra e os produtos tornam-se
mundialmente conhecidos. Também é a partir das
inovações, nesse segmento, que foram e são possí
veis as comunicações entre empresas ao redor do
mundo inteiro. Meios como a televisão, a internet e
o sistema de telefonia são extremamente importan
tes para o desenvolvimento da era globalizada.
Se antes uma pessoa estava limitada à imprensa
local, agora ela mesma pode sc tornar parte da impren
sa e observar as tendências do mundo inteiro, tendo
apenas como fator de limitação a barreira linguística.
Outra característica da Globalização das comu- Ji
nícações é o aumento da universalização do acesso
aos meios de comunicação. Percebemos isso com o
barateamento dos aparelhos, principalmcnrc celula
res c também na infraestrutura para as operadoras,
com aumento da cobertura e incremento geral da
qualidade graças à inovação tecnológica.
Hoje, uma inovação criada no Japão pode apa
recer no mercado português ou brasileiro em pou
cos dias e virar sucesso de mercado.
É impossível falar de Globalização sem falar da
Internet, que a cada minuto nos proporciona uma
viagem pelo mundo sem sair do lugar. Dentro da
rede, conhecemos novas culturas, podemos fazer
amizades com pessoas que moram horas de distãn-
22
ciâj trabalhamos e, ainda, podemos nos aperfeiçoar
cada vez mais nos assuntos ligados à nossa área de
interesse, através dela, milhões de negócios são fe
chados por dia.
f*—: O desenvolvimento e a expansão dos statemas de comunicação por sa-
V,
• Vtèlites; informática, transportes e telefonia proporcionaram o aparato
cécnko c estrutural para a intensificação das rdações socioeconócnfcas
tm âmbito mundial, Esse pioCCSSfi C úma consequência da TcrCcim
Revolução Industrial, também conhecida como Revolução Técnico-
'Cicnníico Jnborniactonal, unia vez que, por meio dos avanços tecoo-
lógicos obtidos, foj pnssívd promover maior integração econômica c
cultural entre regiões e países de diferentes pontos do planeta.
í sistchus dc Informarão são cssrndais i Globüizifãh
< htip;/ / ^■v.snumkicdifcacatuciKrti/pijj^afi j-cconrçiíiici/r>*|tM;.^kibdizacaahim^
■O
23
1.4. Prós e contras
Entendemos a abertura da Economia c a Glo
balizaçào como processos irreversíveis, que nos
atingem, de diversas formas, cm nosso dia a dia.
Precisamos de informação e de adaptação a estes fe
nômenos, uma vez que nos trazem mudanças tanto
positivas quanto negativas.
V m ponto positivo, no caso brasileiro, por
exemplo, a abertura foi ponto fundamental no com
bate à inflação e para a modernização da econo
mia, o consumidor foi beneficiado com a entrada
de produtos importados. Temos acesso a produtos
importados mais baratos e de melhor qualidade, c
essa oferta maior ampliou também a disponibilidade
de produtos nacionais com preços menores e mais
J*
qualidade. E o que vemos em vários setores, como
eletrodomésticos, carros, roupas, cosméticos c cm
serviços, como lavanderias u restaurantes.
Mas, em contrapartida, a necessidade de mo
dernização e de aumento da competitividade das
empresas trouxe um efeito negativo, que foi o de
semprego. Para reduzir custos e poder baixar os
preços, as empresas tiveram de aprender a produzir
mais com menos gente.
Com o uso de novas tecnologias e de máquinas
nas linhas de produção, o trabalhador perdeu espaço.
Não só o Brasil, mas algumas das principais
24
economias do mundo têm hoje pela frente este de
safio: crescer o suficiente para absorver a mão de
obra disponível no mercado.
Além disso, houve o aumento da distância e da
dependência tecnológica dos países periféricos cm
relação aos desenvolvidos*
A questão que se coloca, nesses tempos, é
como identificar a aproveitar as oportunidades que
estão surgindo de uma economia internacional cada
vez mais integrada.
(
tb Globalização c o Desemprego.
O aumento concorrência internacional gerado pela Globalização
obriga as umprcsíts a cortíinem custos, diminuindo os preços. Como
os países mais ricos possuem akos salários, as empresas procuram
instalar suas tãbricas cm locais que possuam mão dc obra bafara. Com
isso, há unia rrnnstcrcncia de empregos dos países mais ricos para cs
mais pobres.
O desemprego estrutural c uma tendência cm que são cortados vá
rios postos dc trabalho e uma das principais cansas é a automação
dc várias rot irias dc trabalho, substituindo a mão de obra di> homem.
As fabricas estão substituindo operários por robôs, os bancos estão
substituindo funcionários por caixas eletrônicos, os escritórios iníbr-
matbadus jí possuem sistemas que executam tarefas repetitivas c de
moradas, eliminando alguns funcionários.
Em contrapartida, existe também a criação de novos pontos dc tra
balho, gerando novas oportunidades de empregos, mas esses novtjs
25
çmpnjgos exigem pmhssionais com boa tormaçao c com isso o de;
sem prego continua nas camadas mais baixas.
Não só no ramo industrial vê-se o efeito da Globalização no desem
prego O comerão também está bastante aLÍiigido. As grandes em
presas multinacionais chegam e acabam com as empresas locais. O
aumento de shoppings ccntcrs vem acabando com o comerão de rua.
Por outro lado, vemos a Globalização funcionando no NERCOSUL
e outros blocos econômicos. As empresas globais lançam produtos
globais para COtlquibtar meneados C ampliar os seuS domínios.
"A empresa diante- da economia globalizada poderá ser uma dádiva ou
um tremendo problema."
As mudanças causadas pela Globalização quie podem aumentar
o desemprego:
- miidança de sede ou de um sttot de mLIttinacionais para outro país;
-mudança de ramo da empresa em busca de produtos competitivos;
- aumento da competitividade c o livre mercado;
- abertura de importações no país, com redução de impostos
para multinacionais.
Chiip:/.-'Hcmnogi.btogiipot.-rom.hr/2011 /(l9/gk?baJizacao-c-a-descmpregtxhtmJ> 7
26
rom.hr/2011
S É INCRÍVEL A
TMf ORTjí MÍIA tK>
DEDO INDICADOR 1
v——7/" --- --------
/
UM PATRÃO FAZ ASSIM
COM O INDICADOR . E
TRÊS MIL O^RaRIOS
http: / /cconomi aclara. files.wordpress.com '2009/0"7i ndicador-de-
-de scmprcgíi jpg^'=5ÜÜ
Os eleitos da Globalização no cmprtgo não são lineares. dependendo
das características próprias de cada país, variando cm função dos di-
fe rentes sei ores de atividade econômica, e variando ainda cm timcào
dss políticas económicas edas políticas relativas ao mercado de traba
lho, seguidas por cada país. Patít dar um exemplo óbvio, uma dcsloca-
lizaçào produtiva signilicarã perda de emprego cm determinar lo pais
e ganho de emprego noutro.
27
ss.com
Mais genericamente, as dcslocalbiações produtivas significam perda
de cm prego pera os países mais desenvolvidos, no entanto, « aposta
seguida por muitas empresas europeias exportadoras de bens e servi
ços nas potencialidades oferecidas por um merendo global traduz-se,
frequentemente, cm novos empregos. A verdade c que diariamente
novos empregos são criados e outros são perdidos* sabendo-qe quç
as peidas £ os ganhas não ocorrem nos mesmos setores de atividade
econômica, nem nas mesmas empresas ou regiões, c que esta troca c
também desigual, no que respeita às características dos trabalhadores
■sexo, idade, quâlific*Çso profissional etc), assim como serão diferen
tes a$ respectivas remunerações c sistemas de segurança social que
lhes estão associados.
De qualquer modo, em virtude da maior premência de competitivida
de inicrtiac tonal que é sentida petos empresas* <’ processo de (lloha-lizaçao tem conhecido importantes consequências na qualidade e na
quantidade do emprega.
h II p; ' / d. £ p íl C -È . U cr V o í í „ p t / r tl P C b Ê t s t r c ;l m / 3 Í3 1 4/2468 / 1 /
ImnjJ
28
Movimentos Anti globalização
O processo de Globalização desencadeou vários problemas
socioeconâmícas um diversas partes do globo^ inclusive nos
países desenvolvidos. Esse fenômeno originou os movjmcfl-*
tos antiglobfliização, formados por distintas organizações da
sociedade civil como, por exemplo, Organizações Não Gover
namentais (ONGs), sindicatos, movimentos ambientalistas,
grupos indígenas, entre outros.
A maioria desses movimentos argumenta que as transna-
cionais obtiveram muito poder com o processo de Globa
lização c que essas empresas estão dando forma ao mundo
de acordo com os seus interesses econômicos, (ato que tem
intensificado as disparidades sociais, além de ter promovido
29
a degradação ambiental.
Os movimentos atltçlübaüzação são heterogêneos, tendo fo
cos de atuação diferentes. Sào considerados movimentos de
cidadãos que lutam pela justiça e por uma política económica e
social mais igualitária, que possa reduzir as discrepâncias entre
os povos do planeta,
A primara grande manifestação realizada por grupos andglo-
baJizaçâo ocorreu no final do século XX, durante um evento
organizado pela Organização Mundial do Comércio (OMQ,
que reuniu representantes de 130 países em Scattlc EUA) para
“Rodada do Milênio”, que discutiu as perspectivas do comércio
internacional para o século XXI.
<)utro evento antíglobaíizaçao de muita importância c o Fórum
Social Mundial fbSM), cujo principal objetivo é organizar um
encontro mundial de pessoas e movimentos sociais contrários
ãs políticas neolibetais do FEM (Fórum Económico Mundial).
A primeira edição do Fórum Social Mundial foi realizada em
2001, na cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande Sul,
Brasil. Nessa ocasião, mais de 20 mil pessoas, dc 117 países
diferentes, reuniram-se para manifestar contra as políticas iic-
oliberais do Fórum Econômico Mundial (FEM), sob o lema:
“Outro mundo é possívcTã
O Fórum Social Mundial ganhou força c representativ idade c,
atualmente, é o principal movimento antíglobalização. Novas
edições foram realizadas cm Porto Alegre (2002 c 2003}, Mum-
J*
bai, capital da índia (2004), Caracas, capital venezuelana (2006),
Nairóbi, no Quénia (2007) e Belém, Brasil, (2009).
Um fato irónico desses movimentos antigÈobalizaçào é que,
30
na maioria das vezes, são organizados e divulgados utilizan
do a internet como ferramenta, sendo que essa c o principal
símbolo do processo de Globafiüação, visto que proporciona
condições de comunicação entre usuários espalhados por di
versos países do mundo.
1\í- Vísgncr <J< íxrqudra c Francisco
t fiadiHclo cm (saigTjiliJi
Tiquipe BtaUl l,'scnla.
Chtip: /vLT.w.brasilescühcüm. gctH"T3iia.
As próximas unidades deste livro trarão um
apronfudamento dos principais aspectos da Globa
lização, destacados neste início de nossos estudos;
Iremos aos poucos nos situando, no oontexte de
mundo atual, para, então, entendermos a importância
c os desafios da Educação e de um tutor cm EaD.
31
Exercícios propostos
1. Das definições de Globalização apresentadas no
Manual da Introdução à Globalização, do IBJC, es
colha uma que a seu ver está mais compatível com
o conceito que você já tem internalizado sobre este
fenômeno, e justifique sua escolha.
2. A Globalização é uma realização da década pre
sente? Por que?
3. Quais foram os principais meios que, a partir de
suas inovações c evoluções promoveram o processo
de Globalização? Justifique.
4. Cite um pró e um contra da Globalização, segun
do o texto apresentado nesta unidade.
5. Segundo o texto “Globalização e Desemprego”,
quais as mudanças causadas pela Globalização que
podem aumentar o desemprego?
33
Goborito
Unidade 1
Aspectos da globalização
1. Resposta. O aluno deverá escolher uma das defi
nições do quadro reproduzido nesta unidade. A jus
tificativa é pessoal
2. Resposta, A Globalização não é uma realização do
presente, vem de longa data. Tudo começou há mui
to tempo quando povos primitivos passaram a ex
plorar o ambiente cm que viviam. No século XV os
europeus viajavam pelos mares, a fim de ligar Orien
te e Ocidente. A Revolução Industrial foi outro fa
tor que permitiu o avanço de países industrializados
sobre o restante do mundo. No final dos anos 70,
os economistas passaram a usar o termo ^Globali
zação” fora das discussões econômicas, facilitando
as negociações entre os países. Nos anos 80, come
çaram a ser difundidas novas tecnologias, que uniam
os avanços da ciência com a produção, por exemplo:
nas fábricas, com robôs ligados aos computadores
para acelerar a produção.
3. Resposta. As inovações tecnológicas, principalmcn-
te nas telecomunicações c na informática, promove
ram o processo de Globalização A partir da rede de
telecomunicação (telefonia fixa e móvel, internet, tele
visão, aparelho de fax, entre outros) foi possível a di
36
fusão de informações entre as empresas e instituições
financeiras, ligando os mercados do mundo.
4. Resposta. Lm ponto positivo, no caso brasileiro,
por exemplo, a abertura foi ponto fundamental no
combate à inflação e para a modernização da Eco
nomia, o consumidor foi beneficiado com a entrada
de produtos importados. Temos acesso a produtos
importados mais baratos e de melhor qualidade, e
essa oferta maior ampliou também a disponibilidade
dc produtos nacionais, com preços menores c mais
qualidade. É o que vemos em vários setores, como
eletrodomésticos, carros, roupas, cosméticos e em
serviços, como lavanderias c restaurantes. Mas, cm
contrapartida, a necessidade de modernização e de
aumento da competitividade das empresas, trouxe
um efeito negativo, que foi o desemprego. Para redu
zir custos c poder baixar os preços, as empresas tive
ram de aprender a produzir mais, com menos gente.
Com o uso de novas tecnologias e de máquinas nas
linhas dc produção, o trabalhador perdeu espaço.
5. Resposta. Mudança de sede ou dc um setor de
multinacionais para outro país;
Mudança de ramo da empresa em busca de pro
dutos competitivos;
Aumento da competitividade e o livre mercado;
Abertura de importações no país, com redução de
impostos para multinacionais.
37
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InformQçõo, comunicoçôo
e educQçõo
Ana Luiza Zonzini
how
educacional
F Edição [ Fevereiro | 2014
Impressão em São Paulo/SP
InFormoçôo, comunicoçõo
e educação
Coordenação Geral
Nelson Boní
Professor Responsável
Ana Luiza Zonziní
Coordenação de Projetos
1 jeandro 1 -ousada
Revisão Ortográfica
Célia Ferreira Pinto
Projeto Gráfico, D í agram ação
e Capa
Ana Flávia Marcheti
Io Edição: Fevereiro de 2014
Impressão em São Paulo/SP
í’;U-ilc>g:içio çlsLlixjr.idíii por Gtaucy cios Santos Süva - (.RB8/6353
koowhow
t e t n o[5 I a educacional
Sumário
Unidade 2
Comuncação, informação c a expansão
do conhecimento
2.1, Comunicação e informação
2.2, Componentes da Comunicação
2.3. Intormaçào c Conhecimento
2.4. A expansão do Conhecimento^ a Aprendizagem e o Tutor
em EaD
2.4,1, O Tutor c sua responsabilidade como facilita dor
da Aprendizagem
Gabarito------------------------------
Referências Bibliográficas 4
Unidode 2
Comunicaçõo. informação e o
exponsõo do conhecimento
Carofâ) Alunofa)
Na unidade 1, falamos sobre a Globalização e a expansão do
acesso e a disseminação da informação, com a evolução dos
meios de comunicação.
Continuaremos, neste momento, a refletir sobre a comuni
cação e a informação e, pensando em nosso papel enquanto
profissionais da EaD, seja buscando apmnoeamenio ou a in
serção profissional na área de tutoria. Devemos ter clareza das
diferenças entre informação e comunicação para melhor con
duzirmos nossos estudos ou nossos alunos a um aprendizado
significativo, com vistas à expansão de seu conhecimento.
Bons estudos!!'
2-1- Comunicação e informação
Em nosso dia a dia, os conceitos de comunica-
£■
ção e informação confundem-se com facilidade. E
comum, encontrarmos no painel dc avisos do pré
dio, por exemplo, um impresso que diz o seguinte:
&
Comunicamos aos moradores que este edi
fício ficará sem abastecimentode água no
dia 22/09, das 14h às 16h.
Neste caso, será que o termo “comunicamos” está corre-
tamente empregado, ou deveria ser "informamos”?
Se eu publico em minha página do face-
book, por exemplo:
“Muito frio na cidade de São Paulo, hoje!”
Isso é uma informação. Mas, se algum
amigo interagir nesta publicação dizen
do, por exemplo:
“Aqui, no sul, também está muito trio. E efeito de uma
frente fria que chegou ontem e vai durar até sexta feira.”
—---------------------
7
Xeste momento, estabelece-se uma comunica
ção, correto?
Como o objetivo deste livro é tratar os temas de
forma prática, não vamos nos aprofundar nos estu
dos científicos sobre cada termo c sua aplicabilidade.
Em linhas gerais, podemos dizer, então, que:
Informação é apenas o relato de um fato.
Comunicação é ama troca de informações, en
tre duas ou mais pessoas, sobre um mesmo assunto.
Se todas as pessoas envolvidas entenderam corre-
tamente os conteúdos das informações que receberam,
pode-se dizer que a comunicação está concretizada.
Informação é quando um emissor passa para
um receptor um conjunto de dados (mensagem) e
esse conjunto elimina uma serie de incertezas*
Comunicação c quando essa mensagem, que sai
do emissor e chega ao receptor c entendida, decodifica
da e retomada, estabelecendo assim, o que é chamado
de feedbadg que é a compreensão dessa mensagem.
8
- Ao fazer uma pergunta, estamos pedindo
□ ma informação.
- Quando assistimos televisão ou um filme, estamos
absorvendo informação.
- Ao ler um jornal, sabemos que estamos lidando
com algum tipo de informação.
Usamos, absorvemos, assimilamos, manipula
mos, transformamos, produzimos e transmitimos
informação durante rodo o tempo.
9
2.2. Componentes da comunicação
Existem diferentes formas c tipos de comuni
cação, nos diferentes contextos, meios e situações de
nossas vidas.
: Componentes da Comunicação
São componentes do pTOCesSo de Comunicação: <> emissor da men
sagem, o receptor, a mensagem em si, o canal de propagação, o
meio dc comunicação, a resposta (fccdback) <■ t> ambiente onde o
processo comunicativo acontece.
Com relação ao ambiente, o processo comunicadoníd sofre inter
ferências do ruído c a interpretação c compreensão da nacosagem
fica subordinada ao repertório (crenças, modo de ser, comporta-
mentos) do receptor.
lím relação à forma, a comunicação pode ser verbal, nào-verbal, ges-
tunl e mediada.
Verbal - Comunicação através da fala propriamente dita, formada por
palavras <■ frases. Tem suas dificuldades (dmidez, gagueira etc.), mas
ainda e a melhor iorma de comunicação.
Não-verbal - Comunicação que não é feita por palavras filadas ou
escritas. Usam-se muito os símbolos (sinais, placas, logotipos, ícones)
que sào constituídos de formas, cores v tipografias, que combinados
transmitem uma idda ou mensagem.
Linguagem corporal - Corresponde n todos os movimentos gçsruais e
dc postura qilc fazem com que a comunicação Seja mai$ efetiva. AgCS-
10
titulação foi a primeira for rua dc comunicação. Com o aparecimento
da palavra falada 05 gestos foram tomando*Se secundários, contudo
constiiucm o compk-mcnro da expressão, devendo ser coerentes com
o conte ú do da mensagem.
A expressão corporal c fortemente ligada ao psicológico, traços com
por ramentais são secundários e auxiliares. Geralmcnrc, c utilizada para
auxiliar na comunicâçào verbal, porem, deve-se tomar cuidado, pois
multas vezes a boca diz uma coisa, mas o corpo fàla ourra eomplcra-
mtittC diferente
Comunicação mediada - Processo de comunicação em que está envol
vido algum tipo dc aparato técnico que intermedia os locutores.
Toda essa inovação nas formas dc comunicação, fez com que a hu
manidade passasse a viver dc uma forma total mente nova, onde as
tii uni ir.is lisira- íkix.m: di ser ohsláculos á o jmunfoicn 1 cmlsLuilL
entre os povos. Formas que até alguns anos eram impensáveis, passam
a fazer pane do nosso dia a dia.
Ltò universo novo se apresenta e, sc os horizontes sc alargam, perde-
-se o controle da informação próxima c garantida. Chegamos ã exa
cerbação da informação (que é diferente do conhecimento), através
dos meios eletrónicos, dos quais a internet c a campeã. Nesse univ er
so tecnológico, predomina a sapiência humana, suas qualidades, mas
também, suas mazelas. Cabe as pessoas que sc Comunicam, taze 4o dc
forma a utilizar as informações como fonte dc troca pata aquisição do
conhecimento e usá-las com sabedoria.
<hrtpt/ / wwmán focscola.com/ln noEh/Iãs*orifr da-cotnunicacao-h umnria/ >.
II
hrtpt/_/_wwm%25c3%25a1n_focscola.com/ln_noEh/I%25c3%25a3s*orifr_da-cotnunicacao-h_umnria/_
História da Comunicação Humana
Os homens das cavernas» com seu cérebro rudimentar, deviam se co
municar através dv gestos, posturas, gritos c grunhidos, assim como os
demais animais não dotados da capacidade dc expressão mais tchiuda..
Cqm certeza, cm um determinado momento desse passado, esse
homem aprendeu a relacionar objetos e seu uso e a criaic utensílios
para caça e proteção c pode ter passado isso aos demais, através de
gestos e repetição do processo. Criando assim» uma toma primitiva
e simples dc linguagem.
Com o tempo, essa comunicação foi adquirindo formas mais claras
e evoluídas» facilitando a comunicação não só entre os povos de uma
mesma trily>, como entre tribos diferentes. As primeiras comunica
ções escritas (desenhos) dc que se tem notícias são das inscrições nas
cavernas 8.900 anos a,C,
O povo sumária considerada a uma das mais antigas civilizações do
mundo, jã ocupava a região da Mcsoporámia quatro séculos antes de
Crista Jéssa dvilizaçào foi a primeira a usar o sistema pictografico
(escritas feitas nas cavernas, com tintas).
Esse ripo de escrita era utilizada, também, pelos egípcios qut. cm
llOO a.C., criaram seus hjerós glyphós ou “escrita sagrada", como os
gregos as chamavam.
Esse tipo dc escrita era, além dc pictórica» ideográfica, ou seja, utili
zava símbolos simples para representar tanto objetos materiais, como
ideias abstratas. Utilizava « princípio do ideograma (sinal que exprime
ideias) no estágio em que deixa dc significar o objeto que representa,
para indicar c> fonograms referente ao nome desse objeto,
Lmi das mais signihcativas contribuições dos sunicrianos está ligada
12
ao dcsenvolviiTicíWo da chimiada escrita Cunciíbrmt Xessc sistema,
observamos a impressão tios caracteres sobre uma base dc Argila que
era exposta ao sol c, logo depois, endurecida com sua exposição ao
fogo. De fato, essa civilização mcsopotâmica produziu uma extensa
atividade literária que Contou corri a criação de poemas, códigos de
leis, rábulas, mitos c outras narrativas. E a língua escrita mais antiga
que se tem testemunhos gráficos. As primeiras inscrições procedem
de 3.000 a.C.
Um estágio moderno da comunicação humana foi a descoberta da ti
pografia (arte de imprimir), pelo ak-mào Johann Guteniberg, em 1445.
Essa invenção multiplico li c barateou 05 custos dos escritos da epoca
e abriu a era da comunicação social.
<h[ tpc/ /wuv.iri foeset ilü-Cr »m/ h i sterin/histi >rji-dj-comunicaçn>-h umam/ >,
2,3* Informação e conhecimento
Ainda, na tentativa de encontrar uma definição
para o conceito de informação, encontramos a se
guinte descrição:
A informação é um conjunto organizado de
dados, que constitui unia mensagem sobre um de
terminado fenômeno ou evento. A informação per
mite resolver problemas e tomar decisões, tendo em
conta que o seu uso racional é a base do conheci-;
mento. Como tal, outra perspectiva indica-nos que a
13
informação é um fenômeno que confere significado
ou sentido às coisas, já que através de códigos u de
conjuntos de dados, forma os modelos do pensa
mento humano.
< h itp:/ 'c< 3 ncf ÍEade/mfbriTtâcao#Íxzz2dKnqVSe9 >.
113 DA lMAGlíM:"4O5lJ’<4b
Neste momento, percebemos que para ha
ver conhecimento deve haver uma informação
3*
para embasá-lo.
Vamos ler o texto, a seguir,elaborado pelo Pro-
a»
iessor Celso Antunes. E direcionado ao ensino pre-
14
sencial, mas enquanto tutores de Ha D, podemos uti
lizar as informações do texto c traze-las para nossa
área de atuação*
Como já discutido, neste curso de PÓS Gradu
ação, a EaD c uma modalidade de ensino. Seja pre
sencial ou a distância, o estímulo e a reflexão peda
gógica devem estar presentes no trabalho do pro
fessor-tutor, com vistas a um ensino aprendizagem
significativo e de qualidade.
A Diferença entre informação e conhecimento
C< t[ihcciniL-[iru c Informação são palavras que sc confondcm e, ainda que
muitos pais e mucos professores saibam a>mc> transformar informação
cm conheci mento, não é este saber, infeliz merue, de domínio comum.
Neste resto, buscamos estabelecer diferenças e sugerir procedi
mentos para que Se viabilize essa r rans formação imprescindível
para uma boa aprendizagem.
Uma “informação” é coosdtuída de fatos conhecidos ou dados co
municados acerta dc alguciti ou de aigo. Pode se Caracterizar pela
banalidade do cotidiano (Você sabia que o Figueircnsc ganhou mais
uma?*), ou consricuir-sç em uma “instrução" (A capital de Sanra Ca
tarina ê Florianópolis.).
Vivemos cercados por informações onde quer que estejamos, Algu
mas são Lforivamcntc úteis para nossos interesses, mesmo que não o
sejam para outros e algumas rxitras consideramos inúteis e, dessa ior-
I 5
ma, as descartamos. O ato de poder se livrar de informações inúteis
c essenciilmeme válido para o ser humano e extremamente saudável
para a memória, e somente pessoas com sérios distúrbios mentais bus
cam reter todas as informações que colhem.
As i o formações estão presentes na rotina escolar e não se pode ima
ginar que uma escola não tenha um conjunto de conhecimentos que,
agrupados em disciplinas, dao forma ao currículo escolar. Mas, se as
informações são csscnciajs ac currículo, sua retenção pelo aluno so
mente st justifica em duas condíçõcst
• quando representam elos essenciais para que com elas se possam
construir informações novas, emprestando -lhes um sentido;
• quando o aluno pode transformar a informação cm conhecimento e,
dessa forma, contextua ti zã-la cm sua vida e nos desafios que enfren
tará para conviver.
!...) o ensino cn) uma escola convencional (...) a informação é pro
priedade específica do professor e cabe a ele discernir se cra ou nào
útil para seus alunos. Guralmente, não existe preocupação com o se*
qitencia mento da informação c dc seu uso como “gancho** para que
novas informações se busquem c, menos ainda, não há vontade no
professor para que a informação pudesse ser útil para o aluno si ver.
A concepção de aluno visualiza-o, unicamente, como receptor de in
formações, enquanto mais as tivesse, melhor ilustrado seria, Esaltam
alunos “ilustres” que dominam, tal como dicionário ambulante, uma
porção de informações e os “outros” que, com menor capacidade de
retenção, não podem aspirar a essa condiçào,
Quando, entretanto, sc percebe que cm sala de aula a informíiçao c
essencial mente válida, quando sc transforma cm conhecimento, cabc
discutir o que significa "conhecimento" e como é possível, através da
16
prática pcilagógica ou da nula, produzir essa Tran5±orma<;ão.
O conhecimento resulta th interação entre o indivíduo, a ünformação
que lhe c exterior c o significado que este lhe atribui, 1'., pois. resultado
ele um processo de construção, que implica o sujeito que o constrói
como o principal protagonista desse processe*.
Considerando essa ideia abrangente de "■conhecimento”, percebe-se
que se torna extremamente distinta da informação, O quadro, a seguir,
ilustra essa diferença:
Informação Conhecimento
■ lán oej mais taros conhecidos,
p ré- organ i zj.dejs> prchJuzidus
fora do espaço escolar, comple
tos c acabados c que devem ser
assumidos pelos alunos.
■ () professor que não transfor
ma a uafonmçào cm conheci-
mu mo toma-se o responsável
por sua transmissão^ raJ como
o faz um Texto, um vídeo, uma
emissora de rádio ou outra mí
dia c, portanto pode ser -subs-
cituidu. Em sua aula, o aluno é
apenas ouvinte e espectador.
* ProduK» de uma interação en
tre o indivíduo faluno), a infor
mação que lhe c exterior c que
chega trazida pdõ professor ou
por outras fontes, que instiga o
aluno a acessar c incorporar sig
nificado para essa informação
* O professor qit£ transforma
an formação cm conhecimento
faz de seu aluno um protago
nista que descobre como asso
ciar informações, que jâ possui,
para atribuir significado às in
íorniaçòes que recebe.
Estabelecida a diferença essencial entre "informação" <■ "conhecimen
to”, tndaga-sc de que forma pode a aula constituir-se em uma situação
c um momento especifico, em que essa r rans formação se manifesta.
Observe 05 dois exemplos seguintes:
r
A Aula. com transmissão dc infotmaçãu c apelo ã memorização
Prestem atenção. O tema vai cair na prova e é importante que vocês
ouçam o que tenho a, transmitir. Anotem cm seus cadernos, copian
do o quu está na lousa para que melhor o retenham e, ao chegar a
casa, leiam c releiam, muitas ve?cs, essas informações; assim estando
pronto para o crucial momento, cm que irei interrogá-los. Agora, não
conversem e prestem atençàa
A aula transformando informações em conhecúmenfos
Observem que existe neste resto tmna frase- F.sta frase ú uma ínforma-
ção, que junto a muitas outras dá forma ao currículo. Qual o signitica-
do dessa informação? Como dize-h de outras maneiras, usando ou ms
palavras? Jissa informação traz alguma rdação com un»a corrida de
automóveis, ou com um destile de carnaval? Vou pedir a vocês que
se oiganucm cm pequenos grupos e discutam essas qtwsròes- Mas,
além dessas, busquem outras. Por exemplo: O que pode tornar uma
informação importante? Por que os currículos de- uma disciplina esco
lar atribuem importância a essa informação? Que nutras informações
essas que aí estão, levam-nos a pensar? \s duas situações hipotéticas
ilustram apenOS um singelo exemplo.
Nâo existe uma única forma dc agir cm relação ao trabalho do pro
fessor, que transforma a informação em conhecimento. O objetivo
desta mtnparação u destacar que <» esforços u os tteursos usados por
ume por outro professor são, prauramente, idênticos, mas enquanto
um deles impòe a passividade, a monotonia, a memorização e imagina
uma ideia dc "aprender” como um processo, que cm si se centraliza,
o outro propõe desafios, sugere buscas, protagoniza a ação do aluno
em aula c instiga o confronto entre a realidade objetiva da informação
Com o Conjunto dc significados; que Cada aluilo constrói acerca dessa
18
mesma mtormação, explorando cxpcncncías individuais c contcxtu-
ítlizsindo o Conteúdo, que ensina à vida que se vive e que ê sempre
singular a cada um.
(Professor Cdso Antunes. Especial para o Sistema de Ensino Energia.}
<htcp: 1 /vnvw.diJc^hjtc.ncí CLaudial ^ranccz/informacK-c-unhecimrntu»K6U1 Úl 8>.
X-z-
7
Veremos, na unidade 3, a Sociedade da Infor
mação e a Sociedade do Conhecimento e, nesse con-
texto, segundo BIAGIO Tecchio, et al, 2008, o co
nhecimento e a informação tomaram-se as matérias-
-primas básicas e os produtos mais importantes para
a sociedade do conhecimento. O capital intelectual
tornou-se um dos principais parâmetros de aferição
de sucesso das organizações.
Ainda, segundo seus estudos, nas instituições
de ensino, que melhor caracterizam-se como empre
sas do conhecimento, na atual sociedade, as pessoas
dirctamente ligadas ao processo de ensino - seja este
presencial ou a distancia - são encaradas como o di
ferencial competitivo desta.
Pensando na Educação a distância e no papel
do rutor, destaca que os tutores assumem um papel
relevante no sucesso do curso.
19
“O tutor é sempre alguém que possui duas ca
racterísticas essenciais: domínio dó conteúdo técni
co-científico e, ac mesmo tempo, habilidade para
estimulara busca de respostas pelo participante?
<h np: ■'/ww. abcxl.ntj5.br / cong re$so2í JOS/ic/51120081 Ü2< 'ZOpm.pd f>.
Então, o tutor que estimula a busca de respos
tas, apresenta diversas fontes de informação e Esta
belece uma comunicação clara e participativa, cola
bora com a construção do conhecimento.
2 . 4 ♦ A expansão do conhecimento a
aprendizagem e o tutor em EAD
Para falarmos, mais adiante, do conhecimento,
da busca pelo conhecimento c das práticas que con
duzem ao estímulo u a construção do mesmo, vamos
começai este capítulo com uma definição muito in
teressante e didática. De autor desconhecido, amplia
nossos horizontes e conduz-nos à reflexão:
A diferença entre dado, informação, conhecimento e sabedoria
Há uma certa confusão sobre a diferença entre dado, snformncao, co-
nhccuncnm e sabedoria.
20
abcxl.ntj5.br
C ) dado c um pingo dc chuva.
Você es© andando c sente um pingo, um segundo pingo, uiti terceiro
pingo. Aquilo nào significa que é uma chuva, pode ser um ar condicio-
nado, pingando num dia de calor.
No momento cm que voccoíha para oocu e repara que existem nuvens,
e que começa ver os primeiros raios c sentir mais pingos, complementa
aquele conjunto de dados e chega a uma informação: vai choverl
O conhcamento é quando você percebe que com a chuva você vai
se molhar, c se você se molhar não vai poder chegar ao trabalho todo
molhado, e pode ficar resfriado. Então, isso é um conhecimento.
A sabedoria é o qac vai fazer com tudo isso. Sc você vai continuar
anilando desesperada mente no meio da chuva c se molhar rodo, n,i
vai se preservar numa marquise e deixar a chuva passar.
A harmonia cnirc o dado, a informação, o conhedmenvo c a sabedo
ria, poderiamos resumir que c a aitt de viver. E isso funciona tanto \
para cada pessoa, para cada grupo, para cada empresa e para cada pais. . /
21
2.4 > 1 * O tutor e sua responsabilidade
como facilitador da aprendizagem
Independente do papel que estamos assumindo
neste momento, á busca e a ampliação do conhecimen
to sào farores importantes, eque devem estar presentes
em todos os momentos e setores de nossa vida.
Veremos, a seguir, informações que serão
muito importantes, neste processo de construção
do conhecimento.
Seja você, um aluno ou um profissional de EaD.
Vamos, neste momento, pensar sobre a aprendizagem:
Aprendizagem é um pmoesso de mudança de comportamento
obtido através da experiência construída por fatores emocionais,
neurológicos, relacionais c ambientais. jVprender é o resultado da
interação entre estruturas mentais c o meio ambiente De acordo
com a nova ênfase educacional, centrada na aprendizagem, o pro
fessor é coautor do processo de aprendizagem dos alunos. Nesse
enfoque centrado na aprendizagem, o conhecimento é construído
e reconstruído comi nuamente.
Amélia 1 lanize.
< h 11 p: / / edil c;kI< ír.bmsi kscola.com /1 rabal h o -d< menie /o-que-e-
-jiprend izagum, h tm >.
22
kscola.com
Como professores-tutores e/ou alunos, deve
mos nos conscientizar no sentido de buscar e usar
toda a informação a que temos acesso, na direção do
enriquecimento intelectual, na autoinstrução.
Enquanto tutores, não podemos, cm nossa prá
tica pedagógica, sermos apenas transmissores de in
formações. Devemos ser criadores de ambientes de
aprendizagem, parceiros e colaboradores no proces
so de construção de um conhecimento que se atua
lize conrinuamente.
Publicado cm 2003, pela The Commonwealth of
Learning (COL), sob a autoria de Jenniffer ORourke,
o documente Tutoria no EaD: um manual para tu
tores, foi citado c destacado no módulo Praticas de
Tutoria em Educação a Distância deste curso.
Vamos retomar, neste momento, os aspectos
que tratam das responsabilidades c competências do
tutor no apoio ao aluno, principalmente no sentido
de facilitar a aprendizagem.
Segundo o documento, facilitar a aprendizagem de
acordo com as necessidades e uma das principais áreas
da responsabilidade dos tutores no apoio aos alunos.
Vamos retomar este fragmento do documento,
agora, partindo do conhecimento, que já pudemos
adquirir por meio das informações e das reflexões,
acerca dos conceitos de informação, comunicação e
conhecimento, apresentados nesta unidade.
23
Facilitar a aprendizagem de acordo Com as necessidades
«5^V-
Àlém de manterem uma presença de fundo, os tutores têm de ajudar
os alunos a desenvolverem as suas capacidades de aprendizagem, faci
litar a aprendizagem cn volve sugerir aos alunos cama poderão trilhar
o seu próprio caminho na aprendizagem, ou superar obstáculos. Isto
requer comunicação, motivação e técnicas de resolução de problemas,
c uma compreensão de como os alunos desenvolvem os seus métodos
de aprendizagem,
O termo ''facilitar \ muitas vezus, refere-se ao papel dos tutores na
aprendizagem cm grttpo, c na aprendizagem online, cm particular.
Embora os tutores possam usar estratégias diferentes para facilitar a
aprendizagem em grupo c individuaimente, o objetivo é o mesmo:
permitir aos alunos desenvolverem métodos de aprendizagem que vào
ao encontro das suas necessidodex e <|uc sejam adequados ao come-
údo e ao contexto.
(...) Os estudos de educadores como Gibbs indicam que os rurore;
podem incentivar estratégias de aprendizagem aprofundadas, que
forneçam motivação intrínseca, que apoiem a aprendizagem ativa c a
interação entre os alunos, e que os ajudem a integrarem os conheci
mentos existentes com a nova aprendizagem. Estas incluem:
• permitir aos alunos fazer escolhas na sua aprendizagem;
• criar um ambiente de aprendizagem apoiada;
• incentivar a aprendizagem baseada em problemas:
• incentivara reflexão sobre o processo c o conteúdo da aprendizagem;
• incentivar a aplicação do conhecimento, através de atividades dc
aprendizagem c do trabalho cm grupo;
24
■ oferecer aos alunos escolha?, nas tareias para avaliação;
• conceber unu avaliação que envolva a resolução de problemas, em
vez de memorização.
O texto, a seguir, do Prof. Dr. José Manuel Mo-
ran foi extraído do porta) do MEC. de um dos mó
dulos de estudos do Programa de Formação Cont
inuada ein Mídias na Educação, resultado da patcetia
entre a extinta SEED. Instituições Públicas de Ensi
no Superior e Secretarias de Educação.
O programa é, especialmente, dedicado aos
profissionais da Educação com o objetivo de cola
bora l para o desenvolvimento de uma prática peda
gógica cada vez mais crítica e criativa, baseada na uti
lização Integrada, cooperativa e autoral de diferentes
mídias (TV, informática, rádio e impressos).
MlíitaI
iIIW H C AH s^jjionP'
AiJriV> fflís
Vuiânti
Sen lia
Te-Prolnfo
(<http; / eproi n fo. mec .gcv.br J
25
O Ambiente Colalxjrativo 06 Aprendizagem (e-Ptoinfo) c um am
biente virtual colaborar! vo de ftpi'endizíigem que permite a concepção,
administração e desenvolvimento de diversos tipos de ações, come
cursos a distância, complemento a cursos presenciais, projetos de
pesquisa, projetos eu labora tiv os e diversas outras formas de apoio a
distânda c ao processo ensino-aprendizagem
<ht cpi//cpr< >1 o f< n mcc.gí tv.br / >.
Neste fragmentQ, $ão destacados os termos
e os conceitos estudados nesta unidade. Ele nos
conduz à reflexão, à prática, ao estímulo c à busca
pelo conhecimento.
v<*?f
Caminhos que facilitam a aprendizagem
Podemos extrair alguma inior mação ou experiência que nos possa
ajudar a ampliar o nosso conhecimento, para confirmar o que já sa
bemos, para íejekar de ter nu nadas visòeS de mufido, para itlcoípoíar
novos pontos de vista.
O conhecimento dá-se, fundamentalmentic, nu processo de interação,
de Comunicação.
A informação éo primeiro passo para conhecer. Porque falamos isso?
Porque a mformaç» > é o resultado da organização de dados que estavam sol
tos, de oktecer algum tipo de estrutura que faolite a sua compocensãa
Conhecimento c o processo de percepção, decodihcação, compreen
são e incorporação de algumas informações,que se tornam signiíca-
tivas para cada um de nós.
26
O que é conheccrr Conhecer c relacionar. integrar, contextuai izar, Fa
zer nosso o que vem de fora. Conhecer é saber, é desvendar, c ir atem
da superfície, do previsível. d* exterioridade. Conhecer c aprofundar
os níveis de descoberta, é penetrar mais fundo nas coisas, na realidade,
no nosso interior.
Sabedoria c o conhecimento percebido dentro de um contexto ético,
o conheci mente de quem assume a honestidade intelectual, emocional
e de comportamento como atitude fundamental. I ; um conhecimento
que franxtorma, não $ó que Sc acumula.
Conhecer ê conseguir chegar ao nível da sabedoria, da integração to
tal, da percepção da grande síntese, que se consegue ao ctjmunLcar-
-sc com uma nova visão do mundo, das pessoas c com o mergulho
profundo no nosso eu. O conhecimento dá-se no processo rico de
interação externo c interna
Pela comunicação aberta e confiante desenvolvemos contínuos e ines
gotáveis processos de aprofundamento dos níveis de conhecimento
pessoal, comunitário c social. Conseguimos compreender melhor o
mundo e os outros, ccpti li brando os processos de interação ç dç inte-
riotização. Reli interação, entramos em contato com tudo o que nos
rodeia; captamos as mensagens, rcvdamo-nas c ampliamos a percep
ção externa. Mas, a compreensão só se completa com a inturiorização,
Com o pfoCcsso de snlLesc pcSsoal, dt ruelaboiaçào dtj tudo o que
captamos através da interação.
Temos muitas chances de interagir, dc buscar novas informações. So
mos ioliçifados contiiiuamcnrc a ver novas coisas ;l efiCOntraí novas
pessoas, a ler novos textos. A sociedade, principal mente, pelos meios
dc comunicação, puxa-nos em direção ao externo e não há a mesma
preocupação em equilibrar a saída para o inundo com a interiorizaçAo.
27
Com o ambiente de calma, meditação c paz que s» necessários para
reencontrar-nos, para aceitar-nos, para elaborar novas sínteses.
Hoje, há mais pessoas voltadas para fora do que para dentro de si, mais
repetidoras do que criadoras, mais desorientadas do que integradas.
InteragíremoiS melhor, se Soubermos também interiorizar, sc encon
trarmos formas mais ricas de compreensão, que levará para novos
momentos de interação. Se equilibramos o interagir e o interiorizar,
avançaremos mais c consegui remos compreender melhor o que nos
rodeia, o que somos. Conseguiremos lesar a outras novas sínteses, c
nào sermos, só, papagaios, repetidores do que ouvimos.
Um dos grandes desafios para o educador c ajudar a tornar a informa
ção significativa, a escolher as informações, verdadeiramente, impor
tantes entre tantas possibilidades, a compreendê-las de forma cada vez
mais abrangente e proiunda. c a torná-las parte do nosso icicrcnciaL
Que tatores podem nos kn ar a aprender nn.Hn rf e de forma mais prazerosa?
Aprendemos melhor quando vi venci amos, experimentamos, senti
mos. Aprendemos quando relacionamos, estabelecemos vínculos, la
ços entre o que estava solto, caótico, disperso, inregrando-o cm um
novo contesto, dando-lhe significado, encontrando um novo sentido.
Aprendemos quando descobrimos novas dimensões de significação
que antes nos escapavam, quando vamos ampliando o circulo de
compreensão do que tios rodeia, quando con.lt) numa Cebola, vamos
descascando novas camidas, que antes permaneciam ocultas ã nossa
percepção, o que nos faz perceber de outra forma. A prendemos mais,
quando estabelecemos pontes entre a reflexão e a ação, entre a expe
riência e a coTicciruaçao, entre a teoria c a pratica: quando ambas se
alimentam mutuamente. Aprendemos quando equilibramos e integra
mos o seíisoiiâl, o racional, o emocional, o ético, o pessoal c o social.
28
Aprendemos peio pensamento divergente, através eh tensão, da busca
e pela convergência - pela organização, integração, Aprendemos peta
concentração em temas ou objetivos definidos, ou peta atenção difusa,
quando estamos de antenas ligadas, atentos ao que acontece ao nosso
lado. Aprendemos quando perguntamos, questionamos, quando esta
mos aremos, de amenas ligadas.
Aprendemos quando interagimos dom os outros e ú mundo e depois,
quando interiorizamos, quando nos voltamos para dentro, fazendo
nossa própria síntese, nosso reencontro tio mundo exterior com a
nossa redaboraçào pessoal. Aprendemos pelo interesse, necessidade.
Aprendemos ni.iis, facilmente, quando percebemos o objetive?, a utili
dade de algo, quando nos traz vantagens perceptíveis. Se precisamos
comunicar-nos cm inglês pela Internet ou viajar para fora do país,
o desejo de aprender inglês aumenta e facilita a aprendizagem dessa
língua. Aprendemos pula criação de hábitos, pela automatização de
processos, pela repetição. Ensinar toma-se mais duradouro, se con
seguirmos que os t nitros repitam processos desejados. líx.: ler textos
com frequência facilita que a leitura faça pane do nosso dia a dia.
Nossa resistência a ler vai diminuindo. Aprendemos pela credibilidade
que alguém nos merece. A mesma mensagem dita por uma pessoa,
OU por outra, pode ter pesos bem diferentes, dependendo de quem
fala e de como o faz. Aprendemos também pelo estimulo, motivação
de alguém que nos mostra que vale a pena investh num determinado
programa, cursa L‘m professor que transmite credibilidade facilita a
comunicação com os alunos c a disposição para aprender. Aprende
mos pdo prazer, porque gostamos de um assunto, de uma mídia, de
uma pessoa. ( ) jogo, o amhicnrc agradável, o estímulo positivo podem
facilitar a aprendizagem. Aprendemos mais, quando conseguimos jun-
29
tar todos os Fatores: temos interesse, motivação clara; desenmkemos
hábitos que facilitam o processo de aprendizagem; e sentimos pra
zer no que estudamos e na forma de fazê-lo. Aprendemos realmenre,
qciando conseguirmos transformar nossa vida em um processo per
manente, paciente, confiante e afetuoso de aprendizagem. Ptottrsso
permanente, porque nunca acaba. Paciente, porque os resultados nem
sempre aparecem imediatamente e sempre se modificam. Confiante,
porque aprendemos mais se tivermos umci atitude confame, positi
va diante da vida, do mundo t dc nós mesmos. Processo afittuoso,
impregnado de carinho, de ternura, dc compreensão, parque nos faz
avançar muito mais.
A Internet c demais tecnologias aj iidam-nos a realizar □ que já faze
mos, ou que: desejamos, Se somos pessoas abertas, ajuda-nos a ampliar
a nossa comunicação; sç somos fechados, contribui para controlar
mais. Sc temos propostas inovadoras, facikta a mudança.
Com ou Sem tecnologias avançadas, podemos vi venci ar processos
parriçiparjvos dc compartilhamento dc ensinar e aprender (poder dis
tribuído), através da comunicação mais aberta, confiante, dc motiva
ção constante, dc integração de todas as possibilidades da aula-pesqui-
síi/aula-comunicação, num processo dinâmico c amplo dc informação
inovadora, reckdx irada pessoalmente c cm grupc\ de integração do
obj cto dc estudo em todas as dimensões pcsSoats: Cognitivas, emo
tivas, sociais, éticas c utilizando rodas as habilidades disponíveis do
professor e do aluno.
Informação c comunicação na Educação.
|osé Manuel Moran.
<http:; w-uw.nejaü.utòd?r/suh>jie niiiljúiseducjcKj/pdt' etapa.j^cíjmunicacatLpçlt*. 7^
30
Exercícios propostos
1. Segundo as definições de Informação e de Conhe
cimento apresentadas nesta unidade, defina:
- Informação
- Comunicação
2, Quais são os componentes do processo de comunicação?
3- Segundo o texto do professor Celso Antunes, ‘‘quan
do, entretanto, se percebe que em sala de aula a infor
mação é essencialmente válida, quando se transforma
cm conhecimento, cabe discutir o que significa “conhe
cimento” c como é possível, através da prática pedagó
gica ou da aula, produzir essa transformação”. Neste
contexto, quais as principais características que distin
guem informação c conhecimento?
4. Estudos de educadores como Gibbs indicam queos tutores podem incentivar estratégias de apren
dizagem aprofundadas, que forneçam motivação
intrínseca, que apoiem a aprendizagem ativa e a in
teração entre os alunos, e que ajudem os alunos a
integrarem os conhecimentos existentes com a nova
aprendizagem. Quais são estas estratégias?
5. Segundo o texto “Caminhos que facilitam a apren
dizagem”, qual o papel fundamental da interação na
facilitação da aprendizagem?
33
Goborito
^(Unidade 2
Comunicação, informação e a ex
pansão do conhecimento
1. Resposta. Informação e quando um emissor passa
para um receptor um conjunto de dados (mensagem) c
esse conjunto de dados elimina uma serie de incertezas.
Comunicação e quando essa mensagem que sai do
emissor e chega ao receptor é entendida, decodifica
da e retornada, estabelecendo assim, o que é chama
do de fccdback, que é a compreensão dessa mensa
gem que foi passada.
2. Resposta. São componentes do processo de co
municação: o emissor da mensagem, o receptor, a
mensagem em si, o canal de propagação, o meio de
comunicação, a resposta (fccdback; c o ambiente,
onde o processo comunicativo acontece.
3. Resposta. Informação
• Um ou mais fatos conhecidos, pré-organizados,
produzidos fora do espaço escolar, completos e aca
bados, e que devem ser assumidos pelos alunos.
• O professor que não transforma a informação em
conhecimento torna-se o responsável por sua trans
missão, tal como o faz um texto, um vídeo, uma
emissora de rádio ou outra mídia e, portanto, pode
36
set substituído- Em sua aula, o aluno é apenas ouvin
te e espectador
Conhecimento
* Produto de uma interação entre o indivíduo (alu
no), a informação que lhe é exterior e que chega tra
zida pelo professor, ou por outras fontes que insti
gam o aluno a acessar e incorporar significado para
essa informação.
* O professor que transforma informação em co
nhecimento faz de seu aluno um protagonista, que
descobre como associar informações que já possui,
para atribuir significado às informações que recebe.
4. Resposta:
* permitir aos alunos fazer escolhas na sua aprendizagem;
* criar um ambiente de aprendizagem apoiada;
* incentivar a aprendizagem baseada em problemas;
* incentivar a reflexão sobre o processo e o conteú
do da aprendizagem;
* incentivar a aplicação do conhecimento, através de
atividades de aprendizagem c do trabalho cm grupo;
* oferecer aos alunos escolhas nas tarefas para avaliação;
* conceber uma avaliação que envolva a resolução
de problemas, em vez de memorização.
5* Resposta* Pela interação entramos em contato
com tudo o que nos rodeia; captamos as mensagens,
reveiamw-nose ampliamos a percepção externa. Mas,
a compreensão só se completa com a inrcriorizaçào,
com o processo de síntese pessoal, cie reelaboração
de tudo o que captamos através da interação.
38
40
Referencio
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inFormaçõo, comunicaçõo
e educQçõo
Ana Luiza Zonzini
knowhaw
e c ri I o ■g i a edutatianal
11 Edição 11’’c vcivito | 2014
Impressão cm São Paulo SP
InFormaçõo, comunicoçõo
e educação
Coordenação Geral
Nelson Boni
Coordenação de Projetos
1 jeandro 1 ^ousada
Professor Responsável
Ana Luiza Zonziní
Revisão Ortográfica
Célia Ferreira Pinto
Projeto Gráfico, Di agram ação
e Capa
Ana Flávia Marcheti
Io Edição: Fevereiro de 2014
Impressão em São Paulo/SP
clíibor^da ptsr CJIaucy dt>s Sanrus Silva - ÇRB8/6353
knowhcw
/tecnolofla edticaclonil
Sumário
Unidade 3------------------
A sociedíide dsi informação e os desafios da educação
3.1. Sociedade da Informação e Sociedade do Conhecimento
3.2, Sociedade da Aprendizagem e os desafios da Educação
3.2.1. Sociedade da Informação
3.2.2. Sociedade do Conhecimento
3.2.3. Sociedade da Aprendizagem
3.2.4. Desafio? para a Educação e para a Escola
3.3. Considerações Finais
Gobarito------------------------------
Referências Bibliográficos
Unidade 3
A Sociedade do informação e os
desofios no educação
Caro (a) Al uno (a)
Na terceira unidade, para entendermos os atuais desa
fios da Educação e da Escola no mundo globalizado,
vamos nos situar sccialmcntc, refletindo os aspectos
das chamadas Sociedade da Informação, Sociedade
do Conhecimento e Sociedade da Aprendizagem.
Bons estudos!]!
3*1- Sociedade da informação e socie-
dade do conhecimento
Falamos em Globalização, em comunicação, em
informação etc, E, ccrtamente, você já deve ter re
lacionado tudo o que foi estudado, até agora, com a
questão da Sociedade da Informação, nao é mesmo?
Da necessidade de explicar e, simultaneamente,
justificar o conjunto de fenômenos sociais que tem
ocorrido de forma mais significativa desde a década
de 80, surge o conceito de Sociedade da Informação.
Esses fenômenos são embasados pelas tecnologias
da informação ÇTI) resultantes da convergência en
tre a informática e as telecomunicações.
(...) Nesta sociedade da informação, c possível destacar duas questões
observáveis na sociedade dos nossos dias que manÊfcstamemc a in-
Huenciam e condicionam.
A primeira ittlacfcsiiíi-sc com IS alterações verificadas ao nível da pft jiIu-
ção/edição da ính >rmúçãt n, a segunda com n escala em que a inf< írmaça*)
é difundida/reccbida. Estas duas questões c os fatores que as instituem
mierpenetram-sc. I m ponto comum às duas ê o dios meios de coiiiLim-
cação e o desenvolvimento de que foram alvos, no século XX.
No contexto da Cimeira Mundial da Sociedade da Informação
(CMSl), há dois termos que ocuparam o cenário atual: sociedade da
informação e sociedade do conhecimento, Mas, apesar de o âmbito ut
imposto o uso do primeiro, desde o inicio houve falta de con forni ida
de e nenhum termo conseguiu um consenso.
6
década passada, “sociedade da informação’" foi, sem dúvida, a ex
pressão que se consagrou, no contexto do desenvolvimento da Inter
net e das TIC.
A sociedade da informação c a consequência da explosão Inform acio
nai, caracterizada sobretudo pela aceleração dos processos de produ
ção c de disseminação da informação e do conhecimento. Fita socie
dade Caracteriza-se pdo elevado número de atividades produtivas que
dependem da gestão de fluxos informado mis, aliado ao uso imenso
das novas tecnologias de informação e comunicação.
A granclfc produção de informação trouxe grandes benefícios cm ter
mos de avanço cientifico, comunicação, lazer, processamento de da
dos e procura do conhecimento, Mas. também trouxe ao ser humano
o dilema da saturação da informação, \ máquina. subsri liando o pa
pel, passou a ser a forma mais piãdca c fácil de acumular informação.
Dísp( mívd em; <http:/ íi m raciad:iin.formac3<j.welxsimples[iet.pt/So
ei edade_da_infor macao.h tm>.
Sociedade da Informação versus Sociedade do Conhecimento
Há um acordo geral na maneira apropriada da utilização do termo
“Sociedade do (.onhecimento" para descrever as tendências das so
ciedades do período pós-industrial, que emergiram nos séculos 20
e 21. A característica marcante destas sociedades é que c conheci
mento teórico c os serviços baseados no conhecimento tornam-se os
componentes principais de qualquer atividade económica. A primeira
definição da Sociedade do Conhecimento que foi proposta por Fe-
tjcr Drucker e por Daniel Bidl no início dos anos ”0, correspondia
7
iet.pt/Soei
iet.pt/Soei
com a noção de Sociedade da Informação.Embora seja inegável que
a propagação mundial de tecnologias de informação c de comunica
ção (iCTs) criou novas condições para a emergência de sociedades do
conhecimento, a noção da Sociedade do Conhoamuran não pode ser
reduzida ao conceito da Sociedade da informação.
Enquanto se pode dizer que a emergência da Sociedade do Conheci
mento dq>cnde da Sociedade da Informação para sua infraestrurura,
as Soõedades do Conhecimento abrangem sis capacidades de prcxluf
zír, processar c disseminar o conhecimento parai o dcscnvolvimcntoi
Neste aspecto, o subdiretor gerai da LNJiSÍX) para Comunicação e
informação Abdtd Víáhcvd Khan declara: Sociedade da In ter mação
c o tijolo para construir o edifício de Sociedades do Conhecimento.
Enquanto vejo o conceito de Sociedade da Informação ligado ã ideia
de “inovação tecnológica”, o conceito de Sociedade do Conhecimen
to inclui a dimensão da transformação social, cultural, econômica,
política e institucional, e uma perspectiva mais pluralística e desert-
voJvimçndsta. No meu ponto <fe vista, o conceito dc Sociedade do
Conhecimento é preferível àquela de Sociedade da Informação, por
que captura melhora Dompiex idade e o dinamismo das mudanças que
ocorrem, [**.] o conhecimento em questão c importante nío somente
para o crescimento económico, mas também para potencializar e de-
smvokcr todos os sctoícs da Sociedade,
Sociedade do Conhecimento pode ser compreendida ct>m0 sociedade,
onde o conhecimento é o principal recurso para produção c o prin
cipal recurso para criação de riqueza, prosperidade e bem-es&r para
a população. Porcsfa razão, o investimento cm capital intangível, hu
mano e social é reconhecido como o mais valioso recurso para criação
dc riqueza, Isto é determinado não pela força dc trabalho em si, mas
8
sim cm nivc] cicnríÊico pelo prngressti tecnológico c pch capacidade
de aprcndi^igem das sociedades
< h rtp: /' / w ww. eul ak s.e n / concepr ht ml ?_l ang=pr >.
3.2. Sociedade da aprendizagem e os
desafios da educação
Como você já estudou em outro momento des
te curso:
Cabe ao educador, cm codas as modalidades de
ensino, educar, ensinar, informar, instruir, apontar
caminhos, entre outros, com vistas ao compromisso
assumido com a formação do cidadão crítico.
E também, já está consolidada a informação de
que é função do tutor, seja da modalidade presencial*
semi presenciai ou a distância, refletir sobre a situa
ção e os desafios atuais da Educação, dentro de sua
área de atuação, não é mesmo?
Desta forma, buscamos ampliar c contribuir
nesta reflexão. Pata isso, recort emos ao artigo Socie-?
dade da Informação, do Conhecimento e da Apren
dizagem: desafios para educação no século XXI,
publicado pela Revista do Instituto de Educação da
Universidade de Lisboa.
Um texto muito rico em informações, com
uma linguagem clara e objetiva em que as autoras
Clara Coutinho e Eliana Lisboa, da Universidade
9
do Alinho, refletem sobre os grandes desafios que o
despontar da Sociedade da Informação, do Conheci
mento e da Aprendizagem colocam à educação nes
te início de milênio.
Afim de destacar alguns pontos relevantes ao
nosso estudo, este texto apresenta grifos realizados
pela autora.
Teremos ainda, a oportunidade de nos aprofun
darmos em remas já citados neste Módulo e também
no Módulo de Práticas de Tutoria em EaD.
Sociedade da informação* do conhecimento
e da aprendizagem: Desafios para educação
no século XXI
Introdução
A Internet e as tecnologias digitais fizeram emergir um novo
paradigma social, descrito por alguns autores, como sociedade
da informação ou sociedade cm rede alicerçada no poda da
informação (Castclls, 2003), sociedade do conheciment» (Har-
g reaves, 2003) ou sociedade da aprendizagem 'Pozo, 2004),
Um inundo onde o fluxo de informações é intenso, cm perma
nente mudança, e “onde o conhecimento c um recurso flexí
vel, fluido, sempre em expansão e em mudança'* (Hargreaves,
2003, p. 33). Um mundo des terrkorializado, onde nao existem
barreiras de tempo e de espaço para que as pessoas se comu
niquem. Uma nova era que oferece múltiplas possibilidades de
aprender, em que o espaço tísico da escola, tão proeminente
10
em outras décadas, neste novo paradigma, deixa de ser o locai
exclusivo para a construção do conhecimento e preparação do
cidadão para a vida acthu.
O desafio imposto à escola por esta rovíl sociedade é imenso;
o que se lhe pede c que seja capaz de desenvolver nos estudan
tes competências pata participar e interagir num mundo global,
altamente competitivo que valoriza o ser-se Hexfi-d, criativo,
capaz de encontrar soluções inovadoras para os problemas
de amanhã, ou seja, a capacidade de compreendermos que a
aprendizagem não c um processo estático, mas algo que deve
acontecer ao longo de toda a vida.
3.2 » 1 » Sociedade da informação
Começaremos com a apresentação dos teóricos
pioneiros nos estudos c as definições acerca da so
ciedade da informação.
Perceba qual c seu maior bem e de onde surgiu
este novo modelo de sociedade.
Observe as principais características deste novo
paradigma visando entender a base material desta
nova sociedade
E sc você já ouviu a expressão "informação é
puder’\ busque seu contexto a partir do texto a seguir:
II
(,'m dos primeiros autores a referir o conceito de Sociedade da
informação SI foi o economista Frios Machlup, no seu livro
publicado em 1962, Thc Produccion and Dismbution of Kno-
wledge in the Untred Siarcs. No entanto, o desenvolvimento
do conceito deve-se a Pctcr Drucker que, em 1966, no best-
■sdlur Thc Age of Disconünuity, fala pela primeira vez numa
sociedade pós industrial em que o poder da economia — que,
segundo o autor, teria evoluído da agricultura para a indústria
e desta para os serviços - estava agora assente num novo bem
precioso; a informação (Crawford, 1983).
A ideia subjacente ao conceito de SI é o dc uma sociedade in
serida num processo de mudança constante,, fruto dos avanços
na ciência c na tecnologia. Tal como a imprensa revolucionou a
forma como aprendemos, através da disseminação da leitura c
da escrita nos materiais impressos, o ti espoletar das tecnologias
da informação c comunicação tornou possíveis novas formas
dc acesso c distribuição do conhecimento (Olson, 1994; Pozo,
2001, apud Pozo, 2004). Uma nova realidade que exige dos
indivíduos competências c habilidades para lidar com a infor
matização do saber que “tornou muito mais acessíveis (-.-X
mais horizontais e menos seleciivos a produção e o acesso ao
í
conhecimento” (Pozo, 2004, online). E neste contexto que au
tores como Castclls {2002), Lcvy (1996), Postman (1992), entre
outros, anunciam c fundamentam o aparecimento dc uma nova
sociedade. A Sociedade da Informação” também denominada
dc “terceira onda” por Tofíler 2(102).
12
(...) iremos adoptarcomo abordagem teórica para fundamentar
o conceito de sociedade da informação, o modo ínformacionai
de desenvolvimento, inspirado nas concepções de Manuel Cas-
tclls (1999), quando diz que a revolução tecnológica deu ori
gem ao informacicMiatisjfno, tornando-se assim a base material
desta nova sociedade, em que os valores da liberdade individual
e da comunicação abem tornaram-se supremos. Segundo o au
tor, no inforniacionalismo, as tecnologias assumem um papel
de destaque em rodos os segmentos sociais, permitindo o en
tendimento da nova estrutura social — sociedade em rede — e
consequentemente, de uma nova economia, na qual a tecnolo
gia da informação é considerada uma ferramenta indispensável
na manipulação da informação c construção do conhecimento
pelos indivíduos, poi$ “ít geração, processamento <: transmissão
de informação torna-se a principal fonte de produtividade e
poder1* (Castells, 1999, p. 21).
Este poder pode ser observado principalmenrc na produção
económica e na cultura material desta nova sociedade, que, se
gundo Lojkine (2002) apresentatrês características básicas a re
ferir: poli fu ncioii.il idade, flexibilidade c redes descentralizadas,
opondo-se forte mente ao modelo industrial cujas características
eram: a especialização, a padronização e a reprodução rígida.
Para Takahashi (2000, p.5), "a sociedade da informação não é
um modismo. Representa uma profunda mudança na organi
zação da sociedade e da economia, havendo quem a considere
um novo paradigma técnico-económico^ O autor referencia
também que esta nova era pode ser considerada como um fe
nómeno global por afetar diretamente as atividades sociais c
13
ncioii.il
econômicas,, visto que suas estruturas e dinâmicas são indiscu-
rivelmente afetadas pela irtfraestrutura das informações dispo
níveis. A sua discussão sobre esta temática permite um olhar
mais reflexivo e critico ao enfatizar que, alem de possuir uma
dimensão político-econômica, apresenta também, com bastan
te proeminência, uma dimensão social. A primeira é explicada
através da metáfora de uma boa estrada, porque facilita a en
trada e saída dc fluxos dc informações, proporcionando que
as regiões ou localidades sejam mais atrativas (ou nãoi para os
negócios e os empreendimentos. Já a segunda, trata-se da am
plitude que estas informações tem contribuído sobremaneira
para promover a integração, reduzir as distâncias geográficas e,
acima de tudo, promover um aumento no nívd de informação
das pessoas (TakstbflShi 2(Kl(i).
Neste contexto, Manuel Castclls (3002) destaca as principais
características deste novo paradigma visando entender a base
material desta nova sociedade, denominada também dc socie
dade pós industrial:
- A informação é a sua matéria-prima - Existe uma relação
simbiótica entre a tecnologia e a informação, cm que uma com
plementa a outra, facto este que diferencia esta nova era das
revoluções anteriores, em que era dada proeminência a um as
pecto cm detrimento dc outro;
- Capacidade de penetração dos efeitos das novas tecnologias
- Refere-se ao poder de influencia que os meios tecnológicos
exercem na vida social, económica e política da sociedade;
- Lógica de redes — É unia característica predominante deste
14
novo moddo de sociedade, que facilita a interação entre as pes
soas, podendo ser implementada em todos os tipos de processos
C organíaaçõcs, graças as recentes tecnologias da informação;
- Flexibilidade — Esta característica retcre-sc ao poder de re
configurar, alterai e reorganizar as informações;
- Convergência de tecnologias específicas para um sistema airamen-
tc integrado — O contínuo processo de tonvcigêncE entre os dife
rentes campos tecnológicos resulta da sua lógica comum de produ
ção da informação, onde rodos os udfizadorcs podem contribuir,
exercendo rim papel activo na produção deste conhecimento.
Estas características estão diretamente ligadas ao processo de
democrarizaçào do saber, fazendo emergir novos espaços para
a busca e o compartilhar du informações, apontado por í.évy
(1996) como processo de '‘dcsterritonalizaçào do presente”,
visto que não há barreiras de acesso a bens de consumo, pro
dutos e comunicação. O importante, nesta sociedade, não é a
tecnologia cm si, mas as possibilidades de interação que elas
proporcionam através de uma cultura digital.
3.2.2. Sociedade do conhecimento
Nestes fragmentos, vamos retomar algumas das
características que distinguem informação e comuni
cação c, assim, compreender que da mesma forma,
sociedade da informação e sociedade do conheci-
J
mento implicam diferentes abordagens conceituais*
Também, já serào apontados alguns dos desa
15
fios c algumas das competências desejadas a docen
tes e alunos neste contexto social.
Sociedade do conhecimento
Apesar da Internet, “cm princípio, $er um canal de comuni
cação horizontal’' (Castells, 2003, pJ29), em que as pessoas
independen temente dç> status ou classe social a que pertençam
podem aceder a todo e qualquer ttpo de informação, a verdade
é que, muitas das vezes, a realidade é muito distinta e por dois
motivos: em primeiro lugar ficam dc fora à partida todos os
que não têm condições de acesso (e são muitos!); cm segundo
lugar potquç o acesso ã informação não é garantia que disso
resulte conhecimento e, muito menos, aprendizagem, Para que
tal ocorra, c necessário que, Irente ás informações apresenta
das, as pessoas possam rec laborar o seu conheci mento ou até
mesmo desconstvuí-lo, visando uma nova construção,
Esta construção deverá estar alicerçada em parâmetros cogni
tivos que envolvam a a mor regulação, aspectos motivadoniiis,
reflexão e criti cidade frente a um fluxo de informações que se
atualizam permaneiitemcnte, pois segundo Gaste I Is (21103, p,7):
“O que caracteriza a revolução tecnológica atua! não é o cará
ter central do conhecimento e da informação, mas a aplicação
deste conheci mento e informação a aparatos dc geração dc
conhecimento e processamento da informação/comunicação,
em uni círculo de retroalimentação acumulativa entre a inova
ção e seus usos".
16
A dífusào da tecnologia amplifica infínitamerue seu poder ao se
apropriar de seus usuários e redefini-los. As novas tecnologias
da informação não são apenas ferramentas para se aplicar, mas
processos pota se desenvolver.
(...) Pela primeira vez tia história, a mente humana c uma for
ça produtiva direta, nào apenas um elemento decisivo do sis
tema de produção.
(™)Porcm, o desafio c saber de que forma todo este arsenal de
informações que não encontram barreiras de tempo e de espa
ço, poderá contribuir para a democratização do conhecimento,
visando aprendizagens significativas cm que a nova informação
seja interiorizada e incorporada naquilo que o sujeito já conhe
ce (Ausubel, Í982).
Para Pdticcr (1997, p.88): "As informações constituem a base
do conhecimento, mas a aquisição deste implica, antes de mais,
o desencadear de uma série de operações intelectuais, que co
locam em relação os novos dados com as informações arma
zenadas previamente pelo indivíduo. O conhecimento adquire-
-se, pois, quando as diversas informações se íntes relacionam
mutuamence, criando uma rede de significações que se interio
rizam, Na atualidade, uma das perturbações provocadas pelas
médias é o fato de que o homem moderno cré ter acesso ã sig
nificação dos acontecimentos, simplesmente porque recebeu
informação sobre aqueles?'
O conhecimento c entendido como a capacidade que o aluno
tem, diante da informação, de desenvolver uma competência
reflexiva, relacionando os seus múltiplos aspectos em função
de um determinado tempo e espaço, com a possibilidade de
r
estabelecer conexões com outros conhecimentos e de utílixá-io
na sua vida quotidiana (Pdizzari et al,, 2002).
(...) Informação é todo o dado trabalhado. útil, tratado, mm
valor significativo atribuído ou agregado a clc, e com um sen
tido natural c lógico para quem usa a informação. O dado é
entendido como um elemento da informação, um conjunto
de letras, números ou dígitos, que, tomado isoladamente, não
transmite nenhum conhecimento, ou seja, não contém um sig
nificado claro.
Quando a informação c "trabalhada’' por pessoas é pelos ie-
c ursos computacionais, possibilitando a geração de cenários,
simulações e oportunidades, pode ser chamada de conheci-
mento. O conceito de conhecimento complementa o de infor-^
ntação com valor relevante e de propósiu) dciinido.
A finalidade dos sistemas educacionais cm pleno século XXI,
será pois tentar garantir a primazia da construção do conheci
mento, numa sociedade onde o fluxo dc informação é vasto e
abundante, e cm tpie o papel do professor não deve scr mais o
de um mero transmissor de conhecimento, mas o de um me
diador da aprendizagem. Uma aprendizagem que não aconrecc
necessariamente nas instituições escolares, mas, pelo contrário,
ultrapassa os muros da escola, podendo efetuar-se nos mais
diversos contextos informaispor meio de conexões na rede
global. Não queremos apregoar a extinção da escola, pois ela
será sempre uma instituição de ponta na produção c institucio
nalização do conhecimento, mas, alertar para que precisa estar
aberta por forma a entender os novos contextos em que pode
ser estimulada a construção coiaborativa do saber iSiemeUs,
18
2(K)3; lllích, 1985/
Assim sendo, para que a sociedade da informação possa ser con
siderada uma sociedade do conhccink-nto c imprescindível que
Se estabeleçam critérios para organizar e selecionar as informa
ções, e não simplesmente ser influenciado e ''moldado” pulos
constantes fluxos informativos disponíveis *‘A dinâmica da so-
ciedadc da informação requer educação continuada ao longo da
vida, que permita ao indivíduo não apenas acompanhar as mu
danças tecnológicas, mas sobretudo inovar” (Takahashi, 2000,
pó). Xcstcs novos cenários, a integração curricular dasTIC pode
contribuir signiffcativamente para que sejam usados, nos espaços
formais de educação, estratégias pedagógicas inovadoras e sig
nificativas tanto para o aluno como para a comunidade; o que
implica apostar na formação pedagógica c tecnológica dos do
centes, seja inicial, seja contínua.
Xo entanto, o que de mais inovador nos traz a sociedade da
informação e do conhecimento, são as inúmeras possibilidades
de propiciar aos utilizadores da rede global a construção do seus
conhecimentos através de processos informais, possíveis através
da conectividade e dos constantes feixes de interações entre as
pessoas, “cujo principal veículo continua sendo a palavra escrita,
embora não seja mais impressa1' Pozo, 2004, online).
Para isso, não basta ao professor ter competências tecnológi
cas, ou seja, saber navegar na Internet ou então dominar habili
dades no manuseio de algum software, mas sobretudo, possuir
competência pedagógica para que possa fazer uma ldtura criti
ca das kl formações que se apresentam desorganizadas e difusas
na rede. Xo que toca ao aluno, é imprescindível que possua
19
competências cognitivas necessárias para transcender do pen-
sarnento elementar e alcançai o pensamento crítico, que "en
volve a reorganização dinâmica do conhecimento dc formas
significativas e utilizáveis" através de “trés competências gerais:
avaliar, analisar e relacionar" (Jonassen, 2007, p.40).
7«S*
3.2,3. Sociedade da aprendizagem
Ao longo de todo este curso de Pós Graduação,
várias vezes você foi convidado a refletir, estimular
e a ser sujeito ativo na construção do conhecimento.
Estar cursando uma Pós Graduação já é uma
prova de que você acredita na importância da apren
dizagem durante toda a vida.
Você é o responsável pelo planejamento de sua
formação. Pode participar da construção do seu ato
toconhccimento e do conhecimento coletivo.
Vamos então, observar o que o trecho a seguir
nos traz a respeito da Sociedade da Aprendizagem e
os principais elementos que a efetivam:
Sociedade da aprendizagem
Na sua obra Ensino na Sociedade do Conhecimento - a
educação na era da insegurança, Andv Hargreaves defende, de
forma dara e inequívoca, que *‘A sociedade do conhecimento é
20
uma sociedade da aprendizagem** (Hargreaves, 2003, p, 3”j. De
facto, na perspectiva do autor, a produção do conhecimento.
recurso económico básico da sociedade, depende da capacida
de dos seus membros de se adaptarem à mudanças continuan
do a aprender de forma autónoma e uns com os outros.
O conceito de aprendizagem ao longo da vida ou seja, a capa
cidade se sermos capazes de continuar a aprender depois de
terminada a nossa formação "escolar”, esquecendo a dicoto
mia entre adquirir conhecimento (na escola) e aplicar o conhe
cimento (no local de trabalho) c talvez o aspecto mais central
na construção dc um nova ordem social (Fisher, 2000)* Pau o
autor (Fisher, 2000, p. 265), apostar no lifdonglearning é uma
necessidadé da qual depende o futuro da sociedade da infbr-
mação c do conhecimento.
(
l abida (2005) define a sociedade da aprendizagem ou "cultura
aprendente” como um ambiente no qual a pluralidade dc atores
contribui para que haja a construção do conhecimento dc forma
partilhada, numa perspectiva continua e processual, quer a nível
individual ou coktivcç e cm todos os domínios da sociedade.
Neste tipo de sociedade, vê-se como questão fulcral, a possibi
lidade dos indivíduos desenvolverem competências c habilida
des que possibilitem o exercício da sua criatividade, pautados
pelos seus anseios e necessidades. Não se Concebe mais uma
educação bancária (Freire, 1981), onde os aprendentes são fi
éis depositários, tendo que reproduzir tal c qual como lhes foi
repassado o conhecimento. Vivemos uma era em que a hierar
quia dos modelos tradicionais de conceber o conhecimento são
21
substituídos pela horizontalidade, em que todos sao agentes do
processo e, portanto, todos têm vez e voz no sistema de auto-
-formação. No entanto, para que, dc facto, isso possa acontecer
é necessária a presença de de te t minados elementos, definidos
por Eabcla (2005) como sendo:
- Desafio - Talvez seja este o elemento desencadeador para
que, de facto, se efetive uma sociedade da aprendizagem. Isto
porque se trata de situações até então não vivençiadas pelo
aprendente que vai impulsioná-lo a buscar formas diferencia
das dc conceber c construir o conhecimento, alicerçado em ic-
des interpessoais e sociais, cm que a comunicação bidirecional
assume valor significativo;
- Significado - Hoje cm dia a aprendizagem tem que vir de en
contro aos anseios C necessidades dos alunos, para que, a cada
nova associação de conteúdos às Suas estruniras cognitivas,
possa haver um ganho significado para eks, a partir da rclaçào
que estabelece com os seus conhecimentos prévios, evitando
assim, uma aprendizagem mecânica.
Nesta última, os conteúdos sao armazenados de forma isolada
ou através de associações arbitrarias, nao apresentando nenhu
ma relevância para o desenvolvi mento pessoal c profissional e
nem tampouco ao desenvolvimento de competências c habili
dades, que lhes permitam posicionarem-se de forma crítica e
consciente na sociedade da informação, que encaminhasse para
uma sociedade do conhecimento;
- Integração — Em linhas gerais, podemos caracterizar este
elemento como sendo um processo de apropriação e elabora
ção de carácter pessoal, que pode ser traduzido como sendo
22
o momento em que se constrói ordem e estrutura na relação
entre o aptcildcnte e o mundo vivido, através de um quadro
mais flexível c de significação pessoal;
- Contexto relacional — O processo de desenvolvimento da
aprendizagem envolve elementos emocionais c cognitivos de
desconforto gerados pelo confronto com a incerteza, a dúvida
e o questionamento pessoal, Deste modo, a construção de um
contexto relacional securizame assume-se como um ambiente
de expressão, partilha c, simultaneamente, de testagem de no
vas fornias de ação c intervenção social.
Sustentados nos estudos de rabela (2005), podemos dizer que
na sociedade da aprendizagem, há um envolvimento maior dos
indivíduos cm investir na sua própria aprendizagem, com vista
ao desenvolvimento de seu projeto pessoal e da sua cidadania
Para tanto, o sujeito que aprende lança mão dos mais variados
recursos disponibilizados pelas T.1C, buscando melhorar o seu
desempenho pessoal e profissional através de redes tic suporte
ç de apoio, visando a busca da sua excelência pessoal através de
uma formação contínua e ao longo de toda a vida,
(...) A sociedade do conhecimento e da aprendizagem deve es
tar ancorada nos quatro pilares da educação, que segundo De
lo rs (1999) sãoc aprender a conhecer, aprender a fazer, apren
der a viver em comum e aprender a ser, (...)
SOCIEDADE DA APRENDIZAGEM
Na sua obra O Ensino na Sociedade do Conhecimento - a
educação na era da insegurança, Andv I largneaves defende, de
forma clara e inequívoca, que"‘A sociedade do conhecimento é
23
uma sociedade cia aprendizagem1* (Llargreaves, 2003, p. 37). De
facto, na perspectiva do autor, a produção do conhecimento,
recurso económico básico da sociedade, depende da capacida
de dos seus membros de se adaptarem à mudanças continuan
do a aprender de forma autónoma t uns com os outros.
O conceito de aprendizagem ao longo da viida ou seja, a capa
cidade se sermos capazes de continuar a aprender depois de
terminada a nossa formação ‘‘escolar”, esquecendo a dicoto
mia entre adquirir conhecimento (na escola) c aplicar o conhe
cimento (no local de trabalho) é talvez o aspecto mais centrai
na consecução de um nova ordem social (1'isher. 2000). Para o
autor (Fisher, 2000, p, 265), apostar no lífelong-learnióg é uma
necessidade da qual depende o futuro da sededade da itifor-^
mação C do conhecimento.
(■)
Fabula (2005 define a sociedade da aprendizagem ou “cultu
ra aprendeu te”, como um ambiente no qual a pluralidade de
atores contribui para que haja a construção do conhecimento
de forma partilhada, numa perspectiva contínua c processual,
quer a nível individual ou colctivi ç e cm todos os domínios da
sociedade.
Neste tipo de sociedade, vê-se como questão fulcral, a possibi
lidade dos indivíduos desenvolverem competências e inabilida
des que possibilitem o exercício da sua criatividade, pautados
pelos seus anseios e necessidades. Não se concebe mais uma
educação bancária (Freire, 1981), onde os aprendentes são fi
éis depositários, tendo que reproduzir tal e qual como lhes foi
repassado o conhecimento. Vivemos uma era em que a hierar-
24
quja dos modelos tradicionais de conceber o conhecimento são
substituídos pela horizontalidade; em que rodos sào agentes do
processo e, portanto, todos tem vez e voz no sistema de auto-
-formação No entanto, para que, de facto, isso possa acontecer
é necessária a presença dc determinados elementos, definidos
por Fabela (2005) como sendo:
- Desafio — Talvez seja este o elemento desencadeador para
que, dc facto, sc efetive uma sociedade da aprendizagem. Isto
porque se craca de situações ate então não vivcnciadas pelo
íip rende nte que vaí impulsioná-lo a buscar formas diferencia
das dc concebei e construir o conhecimento, alicerçado cm re
des interpessoais e sociais, em que a comunicação bidirecional
assume valor significativo;
- Significado - Hoje em dia a aprendizagem tem que vir dc en
contro aos anseios e necessidades dos alunos, pata que, a cada
nova associação de conteúdos ãs suas estruturas cognitivas,
possa haver um ganho significado para eles, a parti i da relação
que estabelece com os seus conhecimentos prévios, evitando
assim, uma aprendizagem mecânica.
Nesta úlôma, os conteúdos são armazenados dc forma isolada
ou através dc associações arbitrárias, não apresentando nenhu
ma relevância para o desenvolvi mento pessoal e profissional e
nem tampouco ao desenvolvimento de competências e habili
dades, que lhes permitam posicionarem-se de forma crítica e
consciente na sociedade da informação, que encaniinha-se para
uma sociedade do conhecimento;
- Integração — Em linhas gerais, podemos caracterizar este
elemento conto sendo um processo de apropriação c ektbora-
25
ção de carácter pessoal, que pode ser traduzido como sendo
o momento cm que se constrói ordem c estrutura na relação
entre o aprendente c o mundo vivido, através de um quadro
mais ilcxível e de significação pessoal;
- Contexto relacional - O processo de desenvolvimento da
aprendizagem envolve elementos emocionais e cognitivos de
desconforto gerados pdo confronto com a incerteza, a dúvida
c o questionamento pessoal Deste modo, a construção de um
contexto relacional sccunzaiite assume-se como um ambiente
dc expressão, partilha c, simultaneamente, de testagem dc rto-
vas formas de ação e intervenção social.
Sustentados nos estudos de Fabela (2005), podemos dizer que
na sociedade da aprendizagem, há um envolvimento maior dos
indivíduos cm investir na sua própria aprendizagem, com vista
ao desenvolvimento dc seu projeto pessoal e da sua cidadania.
Para tanto, o sujeito que aprende lança mão dos mais variados
recursos disponibilizados pelas T1C, buscando melhorar o seu
desempenho pessoal e profissional através dc redes dc suporte
e dc apoio, visando a busca da sua excelência pessoal através dc
uma formação continua e ao longo dc toda a vida.
(...) A sociedade do conhecimento cria aprendizagem deve es
tar ancorada nos quatro pilares da educação, que segundo Dc-
lors (1999) são: aprender a conhecer, aprender a fazer, apren
der a viver cm comum e aprender a ser, (...) J
26
3.2.4. Desafios para a educação e para a escola
Agora que já nos situamos socialmente, vamos
começar a pensar como profissionais da educação.
Veremos ao longo do próximo texto que quando fa
lamos nos desafios paia a educação e para a escola,
não podemos pensar apenas nas escolas formais ou
na educação dos anos iniciais.
A Educação a distância é uma modalidade edu
cacional do presente e que caminha para ampliar seu
espaço num futuro muito próximo.
O texto a seguir apresenta reflexões e os princí
pios gerais para a Educação do futuro, independen
te mente de sua modalidade.
Desafios para a educação e para a escola
O(s) desafio(s) que se coloca (m) à escola podc(m) formular-se
da seguinte fornia: qual o papel da escola - local de eleição c,
durante séculos, único para se ensinar c aprender na innplemen-
Cação dessa nova sociedade for temente apoiada nas tecnologias
da informação e comunicação, na produção do conhecimento
e que precisa de trabalhadores capazes de continuar a aprender
ao longo da vida?
Rara Pozo e Postigo (2000), um dos contributos mais impor
tantes que a escola e seus agentes podem dar no sentido ds
preparar os alunos para esses novo$ desafios, será o de ensi
nar a gerir u conhecimento ou, em outras palavras, a gestão
27
meracognidva. Para tanto, os autores reterem cinco tipos de
capacidades que garantem uma efetiva gestão metacognitiva
do conhecimento, essenciais ao Sucesso numa sociedade in
formatizada c que sào: competências para a aquisição cie in
formação, competências para a interpretação da informação,
competências para a análise da Informação, competências
para a compreensão da informação e competências para a
comunicação da informação.
Concordamos, pois com Lencastre (2009> p I. quando nos
diz que “estamos na era cm que os docentes se devem colocar
tomo mestres e aprendizes, na expectativa de que, por meio da
interação estabelecida na comunicação didática' com os estu
dantes, a aprendizagem aconteça para ambos’1,
Para Pozo (2()(i4), é inevitável que a escola c seus agentes re
pensem as formas de ensinar, pois, numa sociedade cm que os
alunos não dominam as competências para conceber, analisar t
refletir as “representações simbólicas socialmcnre construídas
(numéricas, artísticas, científicas, gráficas etc.)”, pode ser con
siderada sociaimentc, "economicamente e culturalmente cm-
pobrcckla”, já que “converter os sistemas culturais em instru
mento de conhecimento - fazer uso cpistcmico deles - requer
apropriação de novas formas de aprender e se relacionar com
o conhecimento” (Pozo,2004, online), permitindo o aprimora
mento do pensamento critico e reflexivo^ tentando despir-nos
da ignorância c da alienação e descortinando as possibilidades
de emancipação aos vários segmentos sociais.
Face a esta realidade a escola e os seus agentes têm de mudar
os métodos e técnicas de ensino c pensar cm iormas ciicienics
28
e eficazes para preparar cs estudantes para a sociedade do co
nhecimento de c|ue falámos na secção anterior.
Segundo Vccn c Vraklking ;2íK)9), uma das finalidades da edu
cação ao longo dos tempos foi a de preparar os indivíduos para
exercerem diversos papéis na sociedade. Nó entanto, os auto
res são categóricos em afirmar que estaprimazia tem vindo a
decair ao longo das últimas décadas, o que pode estar ligado ao
advento das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC),
c à necessidade da aprendizagem ao longo da vida cm ambien
tes informais ate então nunca pensados. De tacto, tal como
sugerido na secção anterior, uma vez que as tecnologias estão
permanentetnenre em mudança, a aprendizagem ao longo da
vida é consequência natural do momento social e tecnológico
que vivemos, a ponto dc podermos chamar a nossa Sociedade
de “sociedade de aprendizagem" (Lencastrc, 2009).
Paia L d mandes e Araújo, (online), a utilização das TIC garan
te a difusão de novas estratégias de veicuhção da informação,
hem como novos modelos de comunicação, abrindo um leque
de possibilidades de mudanças comportamentais e atiwdinais
do ser humano em relação aos processos educacionais.
Com a velocidade que estão a ocorrer estas mutações, a ne
cessidade de refletir sobre os; objetivos e a função social da
escola é inevitável. Como pode a escola e seus agentes (edu
cadores, professores, funcionários; contribuir para a institui
ção da sociedade da aprendizagem? De que forma podem os
agentes educativos fazer da escola um lugar de eleição, não o
único, para a construção do saber? Um local onde ocorre a
aprendizagem, mas que vê nas novas formas de comunicação
29
e contactos de aprendizagem da Web social não concorrentes,
mas parceiros na criação dc modelos dc interação e construção
col.iborativa do conhecimento?
Para Vccn & Vrakking (2009) a solução passa pelo uso das tec
nologias como parceiras do processo de construção do saber
e pela formação de professores. As TIC permitem aproximar
pessoas de diferentes origens socioeconómicas; propiciando o
aparecimento dc espaços para troca de informações e partilha
dc conhecimentos. Isto torna-se um desafio para a escola, pois
ensinar cm plena era digital contribui para criar "oportunidades
nunca antes vistas para tornar o ensino uma profissão apaixo
na ore e motivadora, que faça diferença para a sociedade futura.
Tais oportunidades relacionam-se a novos papeis, novos con-
tçúílos c novos métodos dc ensino c aprendizagem?’ lAecn &
Vrakking, 2009, p. 14).
berreira (online, acredita que o uso das tecnologias em contex
to educativo, não vai resolver todos os problemas da educação,
mas que o seu uso responsável, com objetivos bem definidos,
poderá estar diretamente relacionada, e passamos a citar, “à
competência humana e profissional daquele que fará a inter
mediação no processo de ensino e aprendizagem: o docente".
Isto implica a construção de uma nova identidade para o pro
fessor, que diante das tecnologias, deverá estar preparado para
agir neste novo cenário: um professor capaz dc ressignificar a
aprendizagem e estimular a produção coletiva - dc forma au
tónoma c organizada através das redes digitais, pois somente
assim a educação será capaz de atender as demandas de um
futuro próximo.
30
No entanto, mudar o sistema educativo é uma tarefe que re
quer vontade, morieaçào e o mais importante; vontade política.
Sendo assim, baseados nos trabalhos de Vcen e Jacobs (2005)
apresentamos os princípios gerais para a educação do futuro.
i. Confiança — Em linhas gerais esse princípio, preconiza que o
professor precisa ter confiança em que o seu aluno vai apren
der. A educação tradicional, segundo estes autores, tem sido
alvo de constantes incertezas, VÍSto que, desde os primórdios
dos tempos, as escolas tem seus sistemas de avaliação pautados
mais na verificação e medição das deficiências dos alunos do
que nas suas possíveis conquistas. Isso, dc certa forma, inibe o
estímulo do aluno cm aprender visto que acaba por vera escola
como urn espaço que pune, classifica, rotula e não como um
ambiente com múltiplas possibilidades de aprendizagem.
ii. Relevância — O aluno tem que perceber que os conteúdos
ministrados em saia de aula têm algum significado na sua vida,
podendo ser aplicados em outros contextos sociais. Para os au
tores, este princípio alem dc oferecer conhecimentos que per
mitam ao aluno feztr conexões com seus conhecimentos pré
vios (aprendizagem significativa), tem como objetivo permitir
que ele perceba e entenda a relevância dos métodos dc ensino
e da própria avaliação;
iii. Talento - É imprescindível que na educação do futuro se
jam pricirizados e valorizados os talentos que o aluno tem, para
que assim se possa estimular o seu processo dc aprendizagem
e, consequente mente, promover o seu desenvolvimento. Para
os autores, o que a escola tem feito há décadas é descobrir os
pontos fracos e tentar consertá-los, contribuindo assim para o
31
fracasso do processo ensino e aprendizagem,
iv. Desafio — Uma educação que propõe desafios que tenham
como objectivo ajudar a estabelecer unia relação do aluno mm
o mundo em que vive, dando especial atenção ao desenvolvi
mento dos seus talentos, terá grandes possibilidades decscímu-
lá-lo c envolvc-k> nas atividades educacionais. O que a escola
precisa é oferecer problemas complexos para aos alunos, com a
finalidade de desenvolver seus processos cognitivos superiores
através de estratégias de tentativa, e erro e, também, da colabo
ração com OS colegas;
v. Imersão - Em vez dc dar aos alunos cs conteúdos passo a
passo, os professores deveriam propiciar momentos dc imersão
cm ambientes virtuais, onde eles próprios poderiam fazer des
cobertas e questionamentos, l m exempk • de aplicação ocorreu
na Holanda onde muitos alunos aprenderem inglês jogando no
computador ou assistindo televisão (Vccn & Yrakking, 2009);
vi. Paixão - Tanto o princípio anterior como este, têm estreita
relação com os anteriores. Segundo os autores, quando não nos
conseguimos apaixonar por alguma coisa ê porque não tivemos
uma experiência que tornasse possível despertar esse sentimen
to. Os professores precisam ajudara despertar este sentimento
nos alunos. E aí que entra em cena a descoberta c valorização
dos seus talentos, pois “a paixão é a chave da motivação, que é,
como todos devemos saber, a chave da aprendizagem” (Vcen
& Vrakking, 2009, p.l 12);
vii. Autorrcgulação - este princípio defende que não só c pro
fessor é responsável pelo que acontece na sala de aula. ()s alu
nos precisam sentir-se também responsáveis pelo controlo da
32
sua trajetória de aprendizagem.
Em suma, para que a educação alcance um patamar promotor
do desenvolvimento integral dos alunos, prcpatandci-os pata
enfrentar os desafios de uma sociedade que tem como pre
missa básica, as constantes mudanças em todos os segmentos
sociais, compete à escola a tarefa de educar crianças, jovens
e adultos de maneira diferente paca um mundo mutante, A
escola, sob hipótese alguma, deverá mutilar o espírito inves
tigador dos seus alunos, pois é nesta lógica de descoberta que
se aprende mais. E imprescindível tormar alunos com espírito
empreendedor, que sejam criativos c que tenham capacidade de
resolver problemas aos mais diversos níveis,
Aliado a isto, surge a necessidade de uma transformação no
currículo, que não dçve ser mais um documento fechado, que
não tem cm consideração a diversidade das escolas, das turmas
e dos alunos. Outro aspecto que deve ser tido cm consideração
diz respeito à padronização dos exames. Neste novo paradigma
pós-industrial nào se concebe mais um sistema educativo que
compara todos a um padrão ideal. Temos que dar espaço para
os que aprendem de forma diferenciado, que têm necessidades
educativas especiais ou que apresentem talento em áreas não
curriculares como a dança, o teatro ou mesmo a música. Para
terminar, sustentados nos estudos de Veen e Vrankking (2005),
acreditamos que, neste novo modelo, podemos ambicionar
construir uma sociedade mais justa c igualitária pautada pdu
respeito e solidariedade, princípios essenciais para o exercício
de uma cidadania plena e responsável,
33
3*3.Considerações finais
Destacamos a seguir as considerações finais do
artigo, pois refletem de maneira muito atuai a situ
ação da sociedade e dos novos rumos da educação
em geral.
Podemos inserir nesta reflexão, muito clara
mente, alguns aspectos que reportam-se à importân
cia e às responsabilidades do tutor.
J Considerações Finais
Concordamos com Carneiro (2001) quando nos diz que a carac-
tcrístka marcante do atual cenário social é a de uma completa
incerteza. Incerteza na economia, na política, na cultura e, prin
cipal mente nos rumos que a educação deverá tomar para que de
facto possa atender às necessidades das pessoas que vivem numa
sociedade cm constante mudança, e onde a informação - como
aceder-lhe, como usá-la ■ se tornou no seu bem supremo.
Diante deste cenário, vários desafios se levantam. O primeiro
deles é tentar garantir a dcmocintizaçào do acesso às mais va
riadas formas, meios e fontes por onde circula a informação
para que possamos construir uma sociedade mais equitativa.
Por outro lado, devemos desenvolver competências e habili
dades para transformar essa informação cm conhecimento e
assim desenvolvermos o gosto por aprender ao longo da vida,
tendo enft contas valores conto sejam a solidariedade, o res
peito, a diversidade, a interação, a colaboração, a criatividade e
34
sobretudo, a. nossa capacidade de ousar, de inventar, de inovar
e, ao mesmo tempo, de sermos capazes de avaliar cs riscos dos
nossos atos.
Temos plena convicção que isso só poderá ser alcançado por
meio da educação, pois, como diz Carneiro (2001, p.5i), a edu
cação "pode ajudar-noç a compreender o que a humanidade
aprendeu acerca de si mesma, pode ajudar-nos a comextualizar
a nossa existência, pode ajudar a prepararmo-nos pata a mu
dança ou para decidir sobre o nosso próprio futuro”.
No entunto, quando falamos de educação, não centramos a
nossa atenção apenas nos contextos formais. Pelo contrário,
acreditamos que nessa nova forma de organização social, de
vem merecer destaque também os contextos nao formais c in
formais dc aprendizagem.
Dizemos isto porque a Internet c as tecnologias digitais pro
moveram a criação de novos espaços de interação e comuni
cação entre as pessoas, aumentando o leque de possibilidades
de se construir o conhecimento para si c também para uma
comunidade inteira numa perspectiva dc tonstrutivismo comu
nal (Holmes et ai), beneficiando assim pessoas com hábitos
diferenciados e estilos de aprendizagem próprios.
Isto porque a própria sociedade da informação traz consigo
uma característica referida por Gaste]Is (2002) como sendo
uma lógica dc redes, onde várias vozes juntam-se para buscar,
alterar c reconfigurar a informação, É esse esforço conjunto
que pode contribuir significativa mente paia que a sociedade
da informação caminhe pata uma sociedade do conhecimento,
permitindo que esta adopte também unia cultura Eiprcndente,
35
na qual seremos capazes de analisar criricamente a informação,
identificando-a como fidedigna (ou não) para, a par rir daí, esta
belecer uma relação como os conhecimentos prévios> possibili
tando a ocorrência de uma aprendizagem significativa, pautada
em fundamentos cpistemológicos.
Sabemos que esta realidade; tal como muitas outras, pode ser
analisada sob várias facetas ou pontos dc vista. Ou seja, apesar
de termos agora espaços riquíssimos propiciadores de inten
ção e partilha de conhecimentos, vai depender da forma e dos
objetivos como são utilizados o facto de virem a ser espaços de
aprendizagem ou, em contrapartida, meros espaços de encon
tros casuais que não possibilitam a criação de uma comunidade
de aprendentes.
Neste contexto, faz sentido questionarmos qual SCrá o papel
da escola enquanto instituição de ensino consagrada ao longo
do tempo como local onde se “formam” cidadãos críticos e
conscientes do seu papei na sociedade. Esta c uma temática
que vem ocupando a atenção de muitos investigadores e que
não está isenta dc polémica; pela nossa parte, acreditamos que
a escola vai continuar a ser um local propiciador ao desenvol
vimento do ser humano na sua plenitude. Mas claro que não
será o único e não fez sentido que se vejam estes dois mundos
- a educação formal e informal - como rivais, mas antes como
parceiros na formação dos nossos jovens que nasceram na era
digital.
Ensinar fiuma sociedade cm rede e procurar criar uma cultura
aprendei) te não é tarefa fácil mas são os professores que terão
a grande responsabilidade “dc serem os catalisadores da socic-
36
dade do conhecimento’’ (f iargreavsej^ 2003, p. 45).
Ma sua sala de aula, cada um de nós, professores e educadores,
tem muito a fazer. Importa começar hoje mesmo a mudar as
práticas, a pensar cm formas alternativas dc contribuir para a
formação dc cidadãos responsáveis e ativos na sqdcdade da
informação, do conhecimento e da aprendizagem. Uma socie
dade digitai c,|uc dá inúmeras oportunidades mas que é exigen
te. competitiva e exttcmamente volátil, Todos temos dc ajudar
a escola a preparar o futuro e a responsabilidade é de rodos e
cada um de nós, porque, tal como dizia Dewey há quase um
século, “ií we tcach today as wc tauglit yesterdny, we rob our
children of toniorrow” (Dewey, 1916).
< http:,7 rensexed uc. fc. ul.pt.. aiquix o/vol_X\' 111_ I / artigo I ,pdt>. j
Como já citado neste e em outros Módulos deste
curso, ampliam-se cada vez mais os aspectos dc im
portância e dc responsabilidades dos tutores em EaD.
Sabemos que um tutor pode atuar nos mais di
versos tipos de cursos e instituições, seja presencial,
semi presencial ou a distância.
Porém, uma das formas de garantir seu sucesso
profissional e pessoal é, então, entender o cenário
social atual e os desafios que a educação apresenta.
O tutor não pode fechar os olhos para suas
possibilidades e responsabilidades na participação
da formação dc cidadãos e de contribuir para a cons
trução e o ptjmpartilhamento do conhecimento.
Pense nisso!
“Os analfabetos do século 21 não serão
aqueles que não sabem ler e escrever,
mas aqueles que não sabem aprender,
desaprender e reaprender,”
htrp:/ ■/2_bp. >gsp< > r.com/ LZ b -y rU lJ n Q / U1. ■ U Ví iu s=X1 /A A A A -
A A A AH í J /zQ- z7Dl í\X Ra4/s4( )0/ Alvi:i-T< »t’rlcr- A nalfabç*os-dc-
^%C3%A9c(Jo-XXl.jpg
ALVINTOFFLER
lar» <U D CN0CU1 C0 I U1UIQ
r
38
r.com/
A Terceira Onda
O livro A terceira onda •Thc Third Wave) trata-se de uni Bcst
Sc]ler do autor Alvin Tofíler escrito em 1980.
O autor, conhecido por suas publicações pós-futuristas, faz um
ensaio sobre o que deverá ser a sociedade pós-moderna do sé
culo XXI que ele considera como sendo a terceira grande onda
econômica mundial.
Dc acordo com o autor, a primeira onda trata da revolução
agrícola. A segunda onda apresenta as modificações ocorridas
na sociedade com base na revolução industrial. Já, a terceira
onda é a "Era da Informação", em que mente, informação, co
nhecimento c alta tecnologia sao tipos dc capital essenciais ao
sucesso das corporações, Tofíler considera que hoje vivencia-
mos a 4a onda, relacionada à sus rentabilidade c ao meio am
biente, Para de, uma empresa só obtém sucesso neste século
desde que adote práticas sustentáveis, preocupando-se com a
sociedade e o meio ambiente.
No ano dc 2012, a obra teve sua 51? cdiçio da língua portu
guesa publicada pela editora Record sc-ndi > a mais atual até o
presente momento.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de The Third Wavc)
<http://pt.wildpedia.org/wí ki/The_Third_\Vavc>. y 3,---
39
http://pt.wildpedia.org/w%25c3%25ad_ki/The_Third_/Vavc
Exercícios propostos
1. Cite aspectos apresentados nesta Unidade que
permitem distinguir Sociedade da Informação de
Sociedade do Conhecimento.
2 Na Sociedade do Conhecimento, o acesso ã informa
ção é garantia de aquisição de conhecimento? Justifique
3* Quando falamos cm Sociedade da Aprendizagem,
percebemos no textoapresentado a referência à auto
formaçao. Neste momento, sao apontados quatro ele
mentos fundamentais para que ela ocorra. Cite quais são.
4. Segundo o texto Desafios para a Educação e para
a Escola, para Pozo e Postigo (2000), um dos contri
butos mais importantes que a escola c seus agentes
podem dar no sentido de preparar os alunos para
esses novos desafios, será o de
5. (ÍO analfabeto do século XXI não será aquele que
não sabe ler nem escrevei', mas aquele que não for
capaz de aprender, desaprender e reaprender/' (TO-
FFLER, Alvin. A Terceira Onda. Editora Record,
28/ ed., 2005, 491}. Ao ler esta citação ao final des
ta Unidade, quais foram suas principais reflexões?
Registre-as a seguir. J ]
Goborito
^(Unidade 3
A Sociedade da ínformaçãp e os desa
fios da educação
L Resposta. Enquanto se pode dizer que a emer
gência da Sociedade do Conhecimento depende da
Sociedade da Informação para sua infraestrutura, as
Sociedades do Conhecimento abrangem as capaci
dades de produzir, processar e disseminai o conhe
cimento para o desenvolvimento. Neste aspecto, o
subdiretor geral da UNESCO para Comunicação e
Informação Abdul Wahecd Khan declara; Sociedade
da Informação é o tijolo para construir o edifício de
Sociedades do Conhecimento.
Enquanto eu vejo o conceito de Sociedade da In
formação ligado à ideia de “inovação tecnológica
o conceito de Sociedades do Conhecimento inclui a
dimensão da transformação social, cultural, econô
mica, política c institucional, e uma perspectiva mais
pluralístíca e desenvolvimentista.
Sociedade do Conhecimento pode ser compreendi
da como sociedade, onde o conhecimento é o prin
cipal recurso para produção e criação de riqueza,
prosperidade e bem-estar para a população. Por esta
razão, o investimento cm capital intangível, humano
e social é reconhecido como o mais valioso recurso
para criação de riqueza. Isto é determinado não pela
força de trabalho em si, mas sim cm nível clentífi-
44
co pelo progresso tecnológico e pela capacidade de
aprendizagem das sociedades.
2. Resposta, Não. O acesso à informação não é ga
rantia que disso resulte conhecimento c, muito me
nos. aprendizagem, Para que tal ocorra, é necessário
que, frente às informações apresentadas, as pessoas
possam teelaborarc seu conhecimento ou até mesmo
desconstrui-lo, visando a uma nova construção Esta
construção deverá estar alicerçada em parâmetros
cognitivos, que envolvam a autorrcgularào, aspectos
motivacionais, reflexão e cri ti cidade frente a um fluxo
de informações que se atualizam permanentemente,
3. Resposta:
- Desafio; - Significado; - Integração; - Contexto relacional.
4. Resposta: ensinar a gerir o conhecimento.
5. Resposta. A resposta é pessoal.
45
46
Referencio
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http://www.youtiirbe.com/watc
http://www.youtiirbe.com/watc
inFormaçõo, comunicaçõo
e educQçõo
Ana Luiza Zonzini
knowhaw
e c ri I o ■g i a edutatianal
11 Edição 11’’c vcivito | 2014
Impressão cm São Paulo SP
InFormaçõo, comunicoçõo
e educação
Coordenação Geral
Nelson Boni
Coordenação de Projetos
1 jeandro 1 ^ousada
Professor Responsável
Ana Luiza Zonziní
Revisão Ortográfica
Célia Ferreira Pinto
Projeto Gráfico, Di agram ação
e Capa
Ana Flávia Marcheti
Io Edição: Fevereiro de 2014
Impressão em São Paulo/SP
clíibor^da ptsr CJIaucy dt>s Sanrus Silva - ÇRB8/6353
knowhcw
/tecnolofla edticaclonil
Sumário
5 &® Unidade 4
Conhecimento, aprendizagem autônoma c a EAD
4.1. O Estímulo à Aprendizagem e a EaD
4.2. A Aprendizagem Autônoma
4.3. Os desafios da EaD na Aprendizagem Autônoma
4.3.1. A Função da Educação
4.3.2. Aç possibilidades da Educação a Distância
4.3.3. Autonomia da Aprendizagem
4.4. Componentes para 3 Aprendizagem Autonomsi
4.4.1. Componentes do Saber
4.4.2. Componentes do Saber Fazer
4.4.3. Componente do Querer
4.5. Considerações Finais
Gobarito..........................
Referências Bibliográficos
(Unidade <■
Canheciimento. aprendizagem
autônoma e a EAD
Caro(a) Aluno(a)
Na quarta unidade, falaremos dos diferenciais co
muns e esperados dos alunos de EaD e também*
como c porque os tutores podem incentivar a busca
pelo conhecimento e o desenvolvimento da apren
dizagem autônoma.
Bons estudos!
4-1-0 Estímulo à aprendizagem e a EAD
Pudemos observar, ao longo dos estudos, qu6
na sociedade da informação e do conhecimento,
muito destaque é dado aos indivíduos que buscam o
estado de constante aprimoramento, acompanhando
as tendências c as exigências do mundo globalizada
Neste contexto, dá-se a expansão da EaD como uma
modalidade que permite o estudo, a construção do
conhecimento e o aprimoramento profissional alia
dos a uma flexibilidade de tempo e espaço, abertura
dos sistemas e maior autonomia do aluno.
O mercado de trabalho é, sem dúvida, o maior
“termômetro” destes fenómenos.
(icral
h*lfaÍLI T - » —
froíissionais com íormaçãn wn cursos ;i
disláncui tviEicçain tiehvgai jio tm-i ■.-jiCi-■
-—*-----------------—
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http:// xc vohora.c! icrb sxom .br/rs/gera I /notki /2013/ 06/p r< >fis £
si<mais-com - for tnacao-cm - c u rsos -a-disca ncia-comecam- a- chegar- ar>-
■ m urcadí >-4158048-ht ml
6
í .
Y Tatiana Tavares, Especial
Ainda resta um Ixim caminho a ser percorrido, mas o mercado
de trabalho já começou a diminuir a cara teia para aqueles que
fazem parte de sua formação a distância. Segundo Flávía Le
mes Pereira, diretora de Sistema de Remuneração da Associa
ção Brasileira de Recursos Humanos, secciona! do Rio Grande
do Sul (ABRH-RS), esses profissionais já csrao sendo bem acei
tos por empresas modernas, geral mente ligadas à tecnologia,
— E só questão de tempo até vermos no mercado muitos pro
fissionais formados à distância — diz cia.
Em sua experiência no recrutantenro de pessoas, Fiávia nunca
viu uma empresa que tenha feito restrições a candidatos com
formação Fali
— O que muda é a credibilidade da instituição. Isso pesa muito
mais do que a modalidade de ensino — constata Flávix
Sobre o que diferencia um candidato formado prescncialmcaie de
outm que tenha feito a graduação a distância, cia sugere as com
petências. < )u seja, existem vagas que se encaixam melhor para um
ou outro profissional, tendo em vista as competências técnicas es-
pcciticas aprendidas. Como exemplo das capaódades, gcralmcntc,
melhor desenvolvidas por aqueles com formação EaD, Fiávia cita
a capacidade de planejamento, o senso de organização, a proaõri-
dade e o manejo do tempo.
— A chegada dessas pessoas ao mercado está começando a acon
tecer. Como os cursos são recentes, o boom ainda não aconteceu.
Coordenadora-Geral de Regulação da Educação Superior a
Distância do Ministério da Educação (MEC), Cleunicc Rehem,
7
faz coro com Fiávia, Ela destaca que o estudante a distância
tem características que o mercado busca: facilidade em manter
o foco, gosto pe!a leitura c autonomia.
Luís Testa, diretor cie marketing da empresa de recrutamento
online Catho, chama a atenção para uma questão: as empresas
que deixam de lado os currículos de candidatos formados a
distância podem estar perdendo bons profissionais.
— São pessoas que tiveram a iniciativa de buscar diferenciar-se
por meio da modalidade com maior aderência à sua sÍEtiaçao
— salienta, enfatizando que a iniciativa desses profissionais de
irem atrás de uma formação, deve ser valoriaada.
Carreira planejada
Alessandro Valcrio Dias, 39 anos, é uma daquelas pessoas que
planejam sua formaçãopensando longe, na carreira que que-
rem ter. Com duas graduações presenciais no currículo — Ci
ências da Computação e Psicologia —, pensou em uma for mu
dc unir as duas áreas. Fez uma especialização cm Informática
na Educação a Distância, pda Pontifícia Universidade Católica
do Rio Cirande do Sul (PUCRS). E a modalidade do curso não
poderia ser outra; a distância.
— Meu trabalho de conclusão reuniu a Psicologia, a Informá
tica c a Eu D: "Avaliação de Aspectos Emocionais c Qualidade
dc Vida dc Usuários dc Ambientes dc Aprendizagem a Distân
cia" — conta Dias.
Além disso, para aperfeiçoar ainda mais o currículo, fez um
curso de extensão cm Capacitação dc Professores em EaD
— O estudo a distância é outra maneira de olhar para a Edu
cação. É unia oportunidade dc as pessoas se capacitarem —
8
defende ele.
I loje, Dias c professor no Ensino Superior, nas Faculdades Ql,
em disciplinas presenciais c também oa modalidade EaD.
— Eu posso dar dicas para os meus alunos justamente porque
já estive na posição deles, já fui estudante a distância.
Dias conta que não encontrou nenhum preconceito ao pro
curar uma colocação como professor, muito peio contrário. O
empregador interessou-se, justamente, por ter cm sua forma
ção cursos a distância.
— Pela minha experiência pessoal, tinha mais o que dar aos
meus futuras alunos,
Fica a dica
Nao há nada escrito cm um diploma que diga se a formação foi
presencial ou EaD, mas os entrevistadores costumam pergun
tar, Por isso, esteja preparado para responder a todas as ques
tões sobre seu curso e falar sobre a seriedade da instituição.
ZERO HORA
• http: //zerohora .clicrbsxtmn.hr. rs ' gc ral / n< níc ia/ 21 > 13 / 06 /
pp > fissk>nais-cuni-f< irmacai >-em-curs( x-a-distanda-comecam-
-a-chegar-ao-mercado415864S.html
Assim como em qualquer outra modalidade, o
aluno de um curso a distância precisa seguir uma sé
rie de requisitos, visando a um bom aproveitamento
do curso.
Veja no quadro, a seguir, alguns requisitos bási
cos, indicados por Palloff (2007),
9
• Matricular-se num curso a distância c íüteirar-se a
respeito do material necessário para cursá-lo.
• Ter tempo para dedicar-se aos estudos e saber
se precisa ou nao fazer atividades presenciais, bem
como Se terá condições económicas c físicas para ir
até o local, no caso de todas as atividades nao serem
a distância.
• Aproveitar ao máximo suas próprias capacidades
intelectuais.
• Buscar toda a ajuda necessária para conseguir o
aprendizado.
• Apontar os objetivos que se propõe a alcançar du
rante o curso com realismo c clareza.
• Descobrir os procedimentos mais idôneos para re
alizar as tarefas de estuda
• Dominar os conceitos e os dados básicos para a
ampliação dos conhecimentos posteriores.
• Organizar as ideias, coerentcmcnte, para conse
guir uma melhor assimilação e posterior aplicação
na prática.
10
* Saber estudar: é a ferramenta imprescindível para
possibilitar a promoção pessoal e a formação per
manente em qualquer Idade.
O aspecto humano do estudante deve ser destaca
do como indicador de permanência e efetivação da
aprendizagem. Seu desejo, seu estimulo inicial em
cursos a distancia devem ser preservados, segundo
Almeida (2003). Ele deve ter motivações sérias e
pessoais, que respondam a uma necessidade e aos
seus interesses. Sem este requisito, todos os demais
ficam sem sentido.
< h t tp: / / wwwxduconu fs.com.br/vcoloquio / edeo-
loquio/ cdroom/eixo%208/PlDF/Microsoft%20
Word%20-%20A%20EAD%20E%200%20PRO-
FESSOR%20VIRTUAL_eNFASE%20NA%20
APRENDIZ AGEM%20AUToNOMA%20E%20
lNTERDEPENDENTE.pdf>.
4.2 ♦ A aprendizagem autônoma
Como vimos na reportagem exibida anterior
mente, o estudante a distância tem características
que o mercado busca: facilidade cm manter o foco,
gosto pela leitura c autonomia.
II
fs.com.br/vcoloquio
VOCÊ É UM ALUNO rri
TIPO EAD? nr n„ ‘ 01 AUTONOMIA E DISCIPLINA;
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Mas, será que podemos atribuir todos os méritos
e responsabilidades pela aprendizagem de um aluno
EaD, somente ao aluno? E se um aluno de EaD ain
da não possui as competências e habilidades como:
autonomia, disciplina, organização, hábito de leitura,
fluência tecnológica ctc., ainda bem desenvolvidas?
Aí está, mais uma vez, destacada a importância
do tutor, ou professor tutor na Educação a distância.
Vamos entrar no enfoque pedagógico e obser
var o que alguns estudiosos nos trazem a respeito da
12
akamai.hd.net/hphoEfjs-ak-ash
tão comumente citada “Aprendizagem autônoma1'.
Um processo educativo centrado no aluno significa não apenas
a introdução de novas tecnologias na sala de aula, mas, prin
cipal mente, uma reorganização de todo o processo de ensino,
de modo a promover o desenvolvimento das capacidades de
auto-aprendi zage m.
O sonho de todo professor eni qualquer modalidade c nível de
ensino e ter um aluno autônomo. Quando se trata de I Lducação
a distância, esse sonho precisa ser, necessariamente, comparti-
ihado e desejado também pelo aluno, e quando existe o desejo
de aprender, inventa SuaS estratégias, para torn ai o aprendiza
do mais produtivo, rápido, eficiente e prazeroso, e isso ocorre
apesar da ausência do contato tace a face com um professor,
como no ensino presencial.
A aprendizagem é parte da vida. Aprendemos no processo das
nossas vivências e das experiências do cotidiano. Nas relações
sociais, aprende-se muito por meio de terceiros, mas ninguém
aprende no lugar do outro. Xcssc sentido, a aprendizagem c
unia experiência bastante solitária. È preciso, pois, aprender
como se estuda e se aprende a distância. É preciso gostar de
estudar c de pesquisar. Descobrir que essas coisas são impor
tantes não só agora, mas no seu projeto de vida como um todo.
Muito do sucesso da sua aprendizagem depende de si próprio,
da sua determinação, organização, motivação, compromisso e
estorço pessoal.
13
Por aprendizagem autônoma entende-se um processo de en
sino e aprendizagem centrado no apiendcnce, cujas expericn*
Cias são aproveitadas Como recurso, C no qual o professor deve
assumir-sc como recurso do aprendentc, considerado como
um ser autónomo, gestor de seu processo dc aprendizagem,
capaz de autodirigir e aueorregular este processo. Este mode
lo de aprendizagem é apropriado a adultos com maturidade
c motivação necessárias à autoaprendízagem e possuindo utn
mínimo dc habilidade de estudo (Trindade, 1992; p32 ; Carmo,
1997: p.300; Knowles, 1990).
Segundo Marsden o estudante em JiaD c o indii iduo abstrato
da Educacào tradicional, imaginado em locais distantes. Piara
ele, o estudante é o fantasma da EaD, uma criação do discurso
do design mstrucional, Por que a EaD enfoca o "corno", ao in
vés do "por quê" ou do "o quê11, a concepção dos cursos postu
la que uma vez que todos os estudantes têm o mesmo processo
de pensamento, podemos falar dc rro estudante11 (1996: p.227).
Segundo Pàui:
O conceito dc aprendente autônomo, ou independente, capaz
dc autogestão de seus estudos c ainda embrionário, do mesmo
modo que o estudante atiiònomo c ainda exceção no taniverso
dc nossas universidades, abertas ou convencionais. A Educação
em geral e o ensino superior em particular devem t rans for mar-
-sc para dar condições c encorajar uma aprendizagem autôno
ma, que propicie e promova a construção do conhecimento,
isto e. que considere o conheci mento como processo c não
como mercadoria(1990: p.32).
< h 1t p: / / xv xv w. m o od I e. u t b a. b r / ni od / b o o k / p r i nr.
php?i<].= 1(19 !0>.
14
4 * 3 * Os desafios da EAD na aprendiza
gem autônoma
Começaremos, então, a refletir sobre nossa área
de atuação, ou de especialização: a EaD. E, pensan
do na aprendizagem autónoma, discutiremos os de
safios na EaD, neste contexto
Para embasar este estudo, escolhemos o artigo
Educação a distância e o seu grande desafio: o aluno
como sujeito de sua própria aprendizagem, de Antó
nio Carlos Ribeiro da Silva, da Faculdade Baiana de
Segundo o resumo do artigo, o trabalho tem como
objetivo básico despertar o interesse do professor cm
desenvolver uma aprendizagem autónoma com os seus
alunos, salientando seu papel de educador.
Na aprendizagem autônoma, o aluno deve ser
responsável pela sua aprendizagem - o que não está
subentendido a eliminação do professor, na gestão
da atividade do ensino.
O texto aborda o papel do professor-educador
que é fundamental para o crescimento e a aprendi
zagem do outro, condição essencial para o desenvol
vimento da Educação a distância.
Elcnca os componentes para a aprendizagem
15
autônoma, que sao: o saber, o saber fazer e o querer*
Acredita-se em que esse poderia ser o caminho
para uma Educação a distância de qualidade, pro
pondo a formação de um profissional autônomo,
crítico e criativo, que não pense de forma fragmen
tada, mas de forma global e sistematizada.
Ao identificar qual a função da Educação, po~
deremos, assim, perceber o seu real papel, pois cabe
a cia propiciar ao educando, independente de moda
lidade de Educação a distância ou presencial:
1- Aquisição de consciência crítica, criativa, partici
pativa, questionadora.
2- Formação sólida que assegure:
" dominar conteúdos;
" compreender os princípios básicos que fundamentam o ensi
no numa visão globalizada da cultura;
apresentar referencias teóricas paru análise, interpretação
da realidade.
3- Ação educativa capaz de vincular teoria e prática,
voltada para a percepção das relações entre os con
textos sõcio-econôniico-polírico e cultural
16
Dessa forma, a relação entre o educador e o
educando deveria ser de trocas e interações, tendo
como metas o crescimento cm conjunto, porem
de aprendizados individualizados. Utilizando os
argumentos de Dante Galeffi» precisa-se anunciar
na aprendizagem autônoma uma tensão educativa,
que se funda na ação aprendente e com essa ação,
ser desenvolvida uma atitude aprendente radical O
professor, nesta relação, desempenha um papei fun
damental, puis contrariando Comenius, no dizer de
Pacheco (1996): não é possível ensinar tudo a todos.
A questão-chave não reside em saber se a aprendi
zagem deve conceder prioridade aos conteúdos, mas
sim em assegurar que seja significativa.
4.3.2 . As possibilidades da educação a distância
(...) O que se pode perceber é que na Educação
a Distância, o sucesso do aluno depende cm grande
parte de motivação e de suas condições de estudo.
O desenvolvimento de pesquisas sobre metodolo
gias de ensino para Educação a distância perpassa na
maior autonomia do aluno, condição sine qua non
para o sucesso de qualquer experiência dc Educação
a distância, que pretenda superar os modelos instru-
cionais e behavioristas.
Essas ideias são reforçadas por Marsden (1996),
ao afirmar que as práticas dominantes em Educação
r
a distancia baseiam-se cm uma “antologia empirísta"
e uma “epístemologia positivista”, e que esta com
preensão de causalidade e explicação permeia a EaD,
pela mediação da tradição behaviorista e da instru
ção programada.
Na Educação a distância, não estamos juntos
fisicamente, porém conectados. Saímos do contato
físico para o contato virtual vencendo barreiras de
espaço e tempo. Devemos pensar uma sociedade
educativa e Educar ao longo da vida.
A demanda para o aprimoramento profissional
é um fato hoje, c à Educação a distância apresenta-
-se, neste cenário, como uma modalidade capaz de
contribuir para este aprimoramento, além dos limi
tes de uma sala de aula convencional.
Uma das estratégias fundamentais na Educação
a distância c o aluno vencer o desafio de estudar so
zinho, obtendo autonomia do seu ato do aprender, e
para isso precisa desenvolver a hábil idade de ter uma
aprendizagem autônoma.
4.3.3. Autonomia da aprendizagem
Embora seja um pressuposto teórico, que a
aprendizagem é pessoal e intransferível, as institui
ções, na sua grande maioria, ignoram esses pressu
postos e tiram as oportunidades dos alunos de cons
truírem o$ seus próprios conhecimentos, uma vez
18
que a prática pedagógica caracteriza-se por conduzi
dos a uma aprendizagem mecânica, pautada em mo
delo passivo, receptivo, autoritário c competitivo.
Pacheco (1996) afirma que os Currículos preci
sam atentar-se para a ‘«valorização da individualidade
do sujeito c da sua cognição, das atitudes e valores,
ao respeito pelas diferenças individuais e à procura
de um desenvolvimento global u contínuo’*. Partin
do, sempre, do pressuposto de que o aluno não sabe
nada, e que deveremos impor conteúdos e obrigá-los
a dominá-los.
Muitas das dificuldades de aprendizagem en
contradas pelos alunos podem estar no processo de
comunicação e no processo motivacíonal. Não é ta
refa fácil identificar e selecionar conteúdos curricu
lares, que protejam os interesses dos alunos.
NOSSA apud SCHWEZ, 1999, p.56 afirma que:
() professor tem de ter a capacidade e o dom
de provocar atitudes sobre os conteúdos de ensino e
sobre o próprio aprendizado, por meio de uma co
muni cação motivadora. Deve dar condições ao alu
no para que este ao sair da influência exercida, tenha
atitudes tão favoráveis quanto possíveis, baseando-
se num comportamento visível e positivo.
Ao identificar a carência do educador em pro
porcionar uma atitude aprendente nos educandos, é
que abordamos a necessidade do educador refletir a
sua prática docente e caminhar para uma mudança
19
de atitudes e ações.
Pacheco (1996) comenta que: “para o professor
tornar-se um investigador, exige-se-lhe que reúna as
capacidades de um profissional amplo (em oposição
a um profissional restrito) e demonstre uma atitude
investigativa”.
Em oposicào a uma prática conservadora, tra
dicional e tecnicista surge a aprendizagem autôno
ma, tema que de início sugere três questionamentos:
• O que é aprendizagem autónoma?
• Para que serve?
• Em que situação é desejável ou necessária?
Respondendo à primeira pergunta, carecemos
de definir o que é autonomia, que no momento pre
sente é bastante utilizada, significando no verbete da
nossa língua: “faculdade que tem o indhiduo de go
vernar, de se decidir.”
Transportando-se para a aprendizagem autô
noma, está implícito que, nesse processo, o aluno
deve ser responsável pela sua aprendizagem, o que
não está subentendido a eliminação do professor na
gestão de atividade de ensino. No ensino a distancia
essa atitude dç» aluno é inevitável para desenvolver o
seu espaço do aprender, pois a mesma é essencial
mente a u toes tu d o.
Para saber como o indivíduo aprende, devemos
saber como pensa o educador. O ser que somos é
um ser um aberto e o educador precisa desenvolver
20
possibilidades de investigação, sair da ideia de senso
comum e permitir que o outro aja com a sua singu
laridade. Pacheco (1996) comenta que o aprender a
aprender é o objetivo mais ambicioso, e ao mesmo
tempo irrenunciável da educação escolar - equivale
a ser capaz de realizar aprendizagens significativas
por si mesmo, numa ampla gama de situações c de
circunstancias*
Para o desenvolvimento de unia aprendizagem
autônoma, o educador deve, mesmo que seja difícil,
mas se for desejável, assumir uma posição de renún
cia ao poder oferecido pelo próprio “lugar” de pro
fessor — aquela posição que permite a alguém con
trolar outros, no caso, os alunos.
A Aprendizagem Autónoma está fundamentada
nos princípios da Epistcmologia Genética, teoria que ex
plica a construção do conhecimentonos seres humanos.
Galefíi (2002, p. 17) afirma que: “Sc se aprende
o que se mostra necessário no pensar-ser. Só o ne
cessário pode ser aprendido em seu evento’',
A Segunda questão é de ordem prática e não
constitui tarefa difícil de respondê-la, visto que são
inúmeras as vantagens da aprendizagem autônoma
para o aluno e o professor.
I»1
E nesta concepção que HAIDT (1994:61)
afirma que:
Quando o professor concebe o aluno como um
ser ativo, que formula ideias, desenvolve conceitos
21
c resolve problemas de vida prática através de sua
atividade mental, construindo, assim, seu próprio
conhecimento, sua relação pedagógica muda. Não
é mais uma relação unilateral, onde um professor
transmite verbalmente conteúdos já prontos a um
aluno passivo que o memorize.
A utilização dessa alternativa é aconselhável,
mesmo que alguns admitam a inexistência de ganhos
pedagógicos (o que não concebemos), pois quando
você alimenta no outro a potencialidade de cresci
mento, busca sua independência c auioahrmação c
a aprendizagem ocorrerá não de forma dicotômica,
distante e distorcida, mas pelo contrário, interligada
c interdependente com todas as relações significati
vas mantidas com o aluno.
Agora, que o autor já nos situou sobre o que é,
e para que serve, observe as vantagens da aprendiza
gem autônoma que foram destacadas:
Poderíamos elencar várias vantagens da apren
dizagem autônoma, entretanto citaremos algumas
segundo CARVALHO (1994):
• Permite ao aluno aprender melhor e buscar maior
aprofundamento nos assuntos de seu interesse, uma
vez que o professor, diante das exigências curricula
res institucionais e o tempo disponível, desenvolve
conteúdo considerado essencial, não lhe permitindo
condições de atender as opções dos alunos;
22
* Contribuir para enriquecer os conhecimentos dos
alunos Podemos perceber, por exemplo, quando o
professor respeita as diversas opiniões dos alunos
sobre um mesmo assunto;
* O aluno aprende a liberrar-se da dependência do
professor e passa a descobrir formas alternativas de
construir o conhecimento*
Nos trechos anteriores, o autor, então, já abor
dou as questões:
* O que é aprendizagem autónoma?
* Para que serve?
Neste momento, aborda a terceira questão apresentada:
* Em que situação c desejável ou necessária?
A terceira questão envolve as diferentes situações
escolares c as formas básicas de aprendizagem au
tónoma que, por sua vez, para serem caracterizadas,
exigem que os alunos adquiram a capacidade de:
* Estabelecer contatos, por si mesmo, com fatos e
ideias, analisando-as;
* Ter capacidade de compreender fenômenos e tex
tos e de usá-los espontaneamente;
* Planejar, por iniciativa própria, ações e buscar solu
ções para o problema;
* Desenvolver atividades que possibilitem manejaras
23
informações mentalmente, de fôrma independente.
4.4. Componentes para a aprendizagem autônoma
Desempenham importante papel em todo o
processo da Aprendizagem Autônoma, os seguintes
componentes: o saber, o saber fazer e o querer.
Vetemos, a seguir, a maneira como o autor
aborda cada um destes componentes, e quais são os
papeis dc cada agente, nestes componentes.
4,4.1 Componentes do saber
Tanto o professor quanto o aluno possuem
um duplo problema: o de entender o seu próprio
conhecimento construído, enquanto professor e
aluno ao longo de sua vida, devendo dimensio
nar com clareza a forma de concretizar-se uma
melhor aprendizagem nas diversas situações.
Tem sido demonstrado que as pessoas pou
co conhecem a si mesmos. E esse conhecimento
pode direcionar para diversos graus de profun
didade, variando de indivíduo para indivíduo,
dependendo das oportunidades para realizá-las.
Não se trata de um saber teórico apren
dido, e sim em um saber relativo a si mesmo,
saber sobre o seu próprio processo de aprendi
24
zagem, com suas facilidades e dificuldades, pois
o aprendizado nao ocorre pela razão, c sim por
excitações e afetações,
O “saber” envolve conhecimentos necessá
rios à execução de uma prática. Entretanto, para
poder ser capaz de executá-la, é preciso “saber
fazer’\ Portanto, fica claro <que, ao conhecimen
to, alia-sc a habilidade do indivíduo.
4.4.2. Componentes do saber fazer
Partindo do pressuposto de que todo conheci
mento sobre o processo dc aprendizagem está, na
turalmente, à disposição de uma aplicação prática, o
saber sobre o seu processo de aprendizagem, deve
ser convertido em um saber fazer.
No dia a dia da prática docente, a avaliação de
aprendizagem c, geraImcntc, realizada pelo profes
sor, tomando como referencia apenas o conteúdo
desenvolvido, enquanto na aprendizagem autôno
ma, o aluno não só avalia o seu desempenho em
termos acadêmicos, como também avalia o proces
so desenvíjlvido na sua aprendizagem, conforme a
sua auto-orientação.
Para que o ensino possa criar um clima desafia
dor, podemos citar três condições básicas:
* Autenticidade, sinceridade e coerência nas relações
25
professor/aluno;
• Aceitação do outro, o “saber ouvir1’, respeitando
o outro como é, com suas potencialidades e limita
ções. O professor não deve ficar na relação do “sabe
tudo” e o aluno na posição de “tábua rasa”. Pelo
contrário, deve haver o respeito das individualidades
e potencialidades que cada um possua;
• Empada, compreender o outro e seus sentimentos,
sem, com isso, envolver-se neles, pois acreditamos
que só existe aprendizagem com afetividade.
Na Educação a distância, esse papel é desempe
nhado pelo Tutor que deve entender que a aprendi
zagem do aluno não é simplesmente transmissão de
conhecimento. E, sobretudo, um processo participa
tivo, onde o aluno é sujeito do seu próprio conheci
mento. Sua participação, portanto, deve ser ativa c,
por isso mesmo, estimulada. Contudo, o aluno deve
ser conscientizado de que se trata de um processo de
construção e reconstrução, pois as modificações de
verão ser efetuadas a partir da sua prática que sem
pre está a exigir o saber fazer.
4.4.3* Componente do querer
O desejo, a vontade de aplicar algo é de funda
mental importância para que se obtenha sucesso. Esse
componente diz respeito à questão do aluno estar
26
convencido da utilidade e v antagens dos procedimen
tos de aprendizagem autônoma c querer aplicá-los.
O Professor ou Tutor no EaD é gestor do pro
cesso didático, sendo o grande responsável pela dis
posição do aluno querer desenvolver sua aprendiza
gem autônoma. Devemos ter a nítida certeza de que
o desafio do aluno e do professor ao conduzirem o
ensino para “o aprender a aprender * não irá funcio
nar de forma consciente como uma vara de condão,
ou com poderes místicos. O que precisa ser direcio
nado é a ação pela descoberta tanto do professor
como dos alunos, respeitando as especificidades das
modalidades de ensino a distância ou presenciai.
Não basta ao aluno apenas saber da existência
do aprender a aprender e da sua proposta pedagógi
ca, o que levanta uma falsa ideia sobre a aprendiza
gem ser considerada um processo único, quando na
realidade, cm cada um. pode ser identificado muitos
subprocussos, que no dizer de Galeffi é a polilógica,
um educar pela diferença.
É tarefa primordial do educador buscar a uni
dade entre o saber, o saber fazer e o querer, ou seja,
entre o pedagógico, o técnico, o psicossocial e o po
lítico. Essa unidade, tào necessária ao novo “fazer
pedagógico” conte xtualizado, sem dúvida contribui
rá para que o ensino seja um processo construtivo,
agradável, desafiador, estimulante e que tenhamos
sempre uma atitude api endentu e investigativa.
27
4*5, Considerações finais
Pina o encerramento desta unidade e deste Mó
dulo, escolhemos um trecho das considerações finais
do artigo apresentado.
Em busca de sermos autônomos e sujeitos de
nossa aprendizagem, esperamos que você, aluno (a)
possa prosseguir em sua carreira, sem jamais se aco
modar com a situação. Que você provoque, pesquise,
argumente e caminhe sempre em busca de aprimorar
suas práticas, contribuindo comum mundo melhor!
A aprendizagem autônoma facilita e engrande
ce O processo de aprendizagem, pois só aprendemos
o que desejamos; o que è imposto, memorizamos e,
posterior mente, o desprezamos, c no Ensino a dis
tância c condição essencial para que essa modalidade
possa progredir.
Na aprendizagem autónoma, os erros são contri
buições preciosas para agregarem novos conhecimen
tos e, atratvês de descobertas, os alunos identificarem
os seus erros, sendo conduzidos de forma prazerosa
aos acertos e ao crescimento de novas aprendizagens.
Esse poderia ser um caminho para melhoria do
ensino brasileiro. Trabalhar a autonomia do ato de
aprender independente de modalidade de ensino,
proporcionar, na verdade, a formação de indivíduos
28
autônomos, críticos e criativos. Um cidadão que nào
pense de forma fragmentada, mas de forma global
c sistematizada, só assim seremos sujeitos de nossa
própria aprendizagem.
29
Lívto: Educação a Distancia, de .Xlana Luiza Bellom.
Nas sociedades " radical mente modernas’1, mu
danças sociais aceleradas - sobretudo o espantoso avan
ço das tecnologias dc informação e comunicação - vêm
provocando, se não mudanças profundas, pelo mentis
desequilíbrios estruturais no campo da Educação.
Tais mudanças exigem transformações nos sis
temas educacionais que se veem confrontados com
novas funções e novos desafios. O papel da Educa
ção se transforma, c suas estratégias modificam-se
para atender às novas demandas educativas da socie
dade do "saber1’ ou da "informação",
Este ensaio sobre Educação a distância preten
de trazer ao leitor brasileiro algumas das principais
questões ligadas à crise atual da Educação, especial
mente aquelas relacionadas à inovação educacional e
às novas tecnologias.
Espera-se trazer uma modesta colaboração
para o debate sobre o ensino a distância e suas pos
síveis contribuições, numa perspectiva de aprendi
zagem aberta e Educação ao longo da vida, na qual
o uso dc instrumentos técnicos os mais avançados
torne possível c estimule um processo dc aprendi
zagem autônomo, voltado para a emancipação do
aprendente do 3.° milênio.
30
Exercícios propostos
1. Como vimos nesta unidade: “O aspecto humano
do estudante deve ser destacado como indicador de
permanência e efetivação da aprendizagem; seu de
sejo, seu estímulo inicial em cursos a distância devem
ser preservados, segundo Almeida (2003). Ele deve ter
motivações sérias e pessoais, que respondam a uma
necessidade e ao$ seus interesses. Sern este requisito,
todos os demais ficam sem sentido”. A seguir, redita
e registre suas motivações e interesses pessoais, que o
conduziram a cursar esta Pós-Graduacao.Jr
2. Segundo os textos apresentados, como pode ser de
finida a Aprendizagem Autônoma?
3. De acordo com o texto: Ao identificar qual a fun
ção da Educação, poderemos, assim, perceber o seu
real papel”. Independente de modalidade de Educa
ção a distancia ou presencias, o que cabe à Educação
propiciar ao educando?
4. Segundo CARVALHO (1994), quais as vantagens
da Aprendizagem Autônoma?
33
5, Desempenham importante papei em todo o
processo da Aprendizagem Autônoma, os se
guintes componentes: o ,
o e o
34
Goborito
^(Unidade
Conhecimento, aprendizagem autô
noma e a EAD
1. Resposta- A resposta é uma reflexão pessoal do aluno,
2. Resposta, Por aprendizagem autônoma entende
-se um processo de ensino e aprendizagem centrado
no aprendente, cujas experiências são aproveitadas
como recurso, e no qual O professor deve assumir-se
como recurso do aprendeste, considerado como um
ser autônomo, gestor de seu processo de aprendi*
zagem, capaz de autodírigir e autorrcgular este pro
cesso. Este modelo de aprendizagem é apropriado a
adultos com maturidade e motivação necessárias à
autoap rendi zagem e possuindo um mínimo de habi
lidade dc estudo.
3. Resposta:
• Aquisição de consciência crítica, criativa, participa
tiva, questionadora;
• Formação sólida que assegure: dominar conteú
dos; compreender os princípios básicos que funda
mentam o ensino numa visão globalizada da cultura;
apresentar referências teóricas para análise, interpre
tação da realidade;
• Ação educativa capaz de vincular teoria e prática,
38
voltada para a percepção das relações entre os con
textos sócio-econômico-político e cultural
4. Resposta:
* Permite ao aluno aprender melhor c buscar maior
aprofundamento nos assuntos de seu interesse, uma
vez que o professor, diante das exigências curricula
res institucionais e o tempo disponível, desenvolve
conteúdo considerado essencial, nàu lhe permitindo
condições de atender às opções dos alunos;
* Contribuir para enriquecer os conhecimentos dos
alunos. Podemos perceber, por exemplo, quando o
professor respeita as diversas opiniões dos alunos
sobre um mesmo assunto;
* C) alunô aprende a libertar-se da dependência do
professor c passa a descobrir formas alternativas de
construir o conhecimento.
5. Resposta: saber; sabei fazer; querer.
39
40
Referencio
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42
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