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1 
 
SUMÁRIO 
UNIDADE 1 – INTRODUÇÃO ..................................................................................... 2 
UNIDADE 2 – O PROGRAMA DE SALAS DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS .... 5 
2.1 OBJETIVOS .......................................................................................................... 8 
2.2 AÇÕES ................................................................................................................ 9 
2.3 CRITÉRIOS PARA IMPLANTAÇÃO ............................................................................. 9 
2.4 AJUDAS TÉCNICAS E TECNOLOGIAS ASSISTIVAS .................................................... 11 
UNIDADE 3 – PÚBLICO-ALVO E OS RECURSOS HUMANOS .............................. 14 
3.1 PÚBLICO-ALVO ................................................................................................... 14 
3.2 CARACTERIZAÇÃO DAS DEFICIÊNCIAS DO PÚBLICO-ALVO DAS SALAS DE RECURSOS 
MULTIFUNCIONAIS ..................................................................................................... 15 
3.3 RECURSOS HUMANOS......................................................................................... 21 
UNIDADE 4 – AS SALAS DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS ............................ 25 
4.1 ESPECIFICAÇÕES ................................................................................................ 25 
4.2 RECURSOS E MATERIAIS PEDAGÓGICOS ................................................................ 28 
UNIDADE 5 – AS SALAS MULTIFUNCIONAIS NAS ESCOLAS REGULARES E O 
ATENDIMENTO ÀS FAMÍLIAS ................................................................................ 30 
5.1 IMPORTÂNCIA DAS SALAS NO ENSINO REGULAR ..................................................... 30 
5.2 A ORGANIZAÇÃO CURRICULAR ............................................................................. 33 
5.3 ORIENTAÇÃO E ATENDIMENTO ÀS FAMÍLIAS ........................................................... 37 
UNIDADE 6 – A UTILIZAÇÃO DE SOFTWARES E OUTRAS EXPERIÊNCIAS ..... 41 
6.1 USO DE SOFTWARES ........................................................................................... 41 
6.2 ENUNCIADO EM BLOGS ........................................................................................ 47 
6.3 OUTRAS EXPERIÊNCIAS ....................................................................................... 48 
UNIDADE 7 – MODELO DE PLANO DE AÇÃO PEDAGÓGICO (PAP) E O PLANO 
DE AÇÃO INDIVIDUAL PARA O AEE ..................................................................... 50 
UNIDADE 8 – LEGISLAÇÃO PERTINENTE ............................................................ 55 
8.1 DECRETO Nº 6094 DE 2007 ................................................................................ 55 
8.2 PORTARIA NORMATIVA Nº 13 DE 24 DE ABRIL DE 2007 ........................................... 55 
8.3 NOTA TÉCNICA – SEESP/GAB/Nº 11 DE 2010 .................................................... 56 
8.4. PORTARIA Nº 25 DE 19 DE JUNHO DE 2012 .......................................................... 57 
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 60 
ANEXOS ................................................................................................................... 66 
 
 
Todos os direitos reservados ao Grupo Prominas de acordo com a convenção internacional de 
direitos autorais. Nenhuma parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada seja por meios 
eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou gravações, ou, por sistemas de armazenagem e 
recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
2
 
UNIDADE 1 – INTRODUÇÃO 
 
Vamos começar nossos estudos sobre as Salas de Recursos Multifuncionais 
(SRM) por um entendimento básico: a diferença entre uma Sala de Recursos e uma 
Sala de Recursos Multifuncionais que se dá em relação ao alunado, à estrutura da 
sala e formação do professor. Esse também é o ponto de partida para o estudo, a 
análise e o entendimento das salas de recursos multifuncionais, objetivo desta 
apostila. 
Pela definição de Alves (2006), as salas de recursos multifuncionais são 
espaços da escola onde se realiza o atendimento educacional especializado para 
alunos com necessidades educacionais especiais, por meio do desenvolvimento de 
estratégias de aprendizagem, centradas em um novo fazer pedagógico que favoreça 
a construção de conhecimentos pelos alunos, subsidiando-os para que desenvolvam 
o currículo e participem da vida escolar. 
A sala de recursos multifuncionais atende alunos cegos e surdos, enquanto 
a sala de recursos dita “comum” atende alunos com deficiência mental/intelectual e 
aqueles que apresentam transtornos funcionais específicos como TDAH e outros 
distúrbios de aprendizagem. 
Quanto à estrutura da sala, as comuns utilizam materiais pedagógicos que 
podem ser confeccionados pelos próprios professores e a comunidade escolar de 
maneira geral. A sala de recursos multifuncionais, por sua vez, recebem materiais, 
mobiliário próprio e computadores, geralmente do governo federal. 
Por fim, a formação dos professores também faz a diferença! Tanto que 
você está aqui se capacitando para trabalhar com essas especialidades, ou seja, 
sua atuação e as possibilidades de sucesso na docência em muito dependerá de 
sua responsabilidade que podemos resumir em comprometimento, estudo, pesquisa 
e dedicação. 
Dessa maneira, vale a pena refletir e fazer valer as palavras de Marion 
Welchmann (s.d): “se uma criança não pode aprender da maneira que é ensinada, é 
melhor ensiná-la da maneira que ela pode aprender”. 
 
Todos os direitos reservados ao Grupo Prominas de acordo com a convenção internacional de 
direitos autorais. Nenhuma parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada seja por meios 
eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou gravações, ou, por sistemas de armazenagem e 
recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
3
 
Pois bem, partindo do entendimento que educação inclusiva é um direito 
assegurado pela Constituição Federal e que esse direito deve ser cumprido pelas 
redes de ensino, considerando ainda que o acesso aos recursos pedagógicos e 
acessibilidade na escola elimina a discriminação e a segregação, veremos que a 
sala de recursos multifuncionais é um dos caminhos que possibilita a educação de 
qualidade para essa parcela da sociedade que tem os mesmos direitos a uma 
educação de qualidade como toda nossa população. 
Frise-se que, 
 
o atendimento educacional especializado trabalha com descrições 
detalhadas de situações, eventos, pessoas, interações e comportamentos 
que são observáveis, incorporando a voz dos participantes, suas 
experiências, atitudes, crenças, pensamentos e reflexões, tal e qual são 
expressas por eles mesmos (ESTEBAN, 2010, p. 125). 
 
Portanto, precisamos estar abertos, despojados de preconceitos, mas ávidos e 
ambiciosos para entrar no mundo deles, ganhar sua confiança e dar o melhor de 
nós. 
A apostila segue uma lógica que podemos dizer que é didática e ao mesmo 
tempo serve de orientação para que a escola participe do programa. Primeiramente, 
serão expostos os objetivos, as ações e os critérios para implantação do programa. 
Na sequência, teremos definições básicas de ajudas técnicas e tecnologias 
assistivas. Reforçaremos o público-alvo e os recursos humanos que são elementos 
essenciais para efetivar o programa, bem como teremos as especificações das salas 
e uma lista com os recursos materiais pedagógicos necessários. Não poderíamos 
nos furtar a suscitar questionamentos e reflexões acerca da importância dessas 
salas no ensino regular, sua organização curricular, bem como o atendimento às 
famílias. 
O enriquecimento fica por conta da utilização de alguns softwares e modelo 
de Plano de Ação Pedagógico, bem como finalizaremos com a legislação pertinente. 
Em anexo teremosalgumas sugestões de atividades para os diversos tipos de 
necessidades. 
 
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direitos autorais. Nenhuma parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada seja por meios 
eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou gravações, ou, por sistemas de armazenagem e 
recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
4
 
Ressaltamos em primeiro lugar que embora a escrita acadêmica tenha como 
premissa ser científica, baseada em normas e padrões da academia, fugiremos um 
pouco às regras para nos aproximarmos de vocês e para que os temas abordados 
cheguem de maneira clara e objetiva, mas não menos científicos. Em segundo lugar, 
deixamos claro que este módulo é uma compilação das ideias de vários autores, 
incluindo aqueles que consideramos clássicos, não se tratando, portanto, de uma 
redação original e tendo em vista o caráter didático da obra, não serão expressas 
opiniões pessoais. 
Ao final do módulo, além da lista de referências básicas, encontram-se 
outras que foram ora utilizadas, ora somente consultadas, mas que, de todo modo, 
podem servir para sanar lacunas que por ventura venham a surgir ao longo dos 
estudos. 
 
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UNIDADE 2 – O PROGRAMA DE SALAS DE RECURSOS 
MULTIFUNCIONAIS 
 
A concepção de escola inclusiva se fundamenta no reconhecimento das 
diferenças humanas e na aprendizagem centrada nas potencialidades dos alunos, 
ao invés da imposição de rituais pedagógicos preestabelecidos que acabam por 
legitimar as desigualdades sociais e negar a diversidade. Nessa perspectiva, as 
escolas devem responder às necessidades educacionais especiais de seus alunos, 
considerando a complexidade e heterogeneidade de estilos e ritmos de 
aprendizagem. Para tanto, é necessária uma nova estrutura organizacional, com 
currículos flexíveis, estratégias teóricas metodológicas eficientes, recursos e 
parcerias com a comunidade. 
A Educação Especial, como modalidade da educação escolar responsável 
pelo atendimento educacional especializado, organiza-se de modo a considerar a 
aproximação dos pressupostos teóricos à prática da educação inclusiva, a fim de 
cumprir dispositivos legais, políticos e filosóficos. 
Os alunos com necessidades educacionais especiais têm assegurado na 
Constituição Federal de 1988, o direito à educação (escolarização) realizada em 
classes comuns e ao atendimento educacional especializado complementar ou 
suplementar à escolarização, que deve ser realizado preferencialmente em salas de 
recursos na escola onde estejam matriculados, em outra escola, ou em centros de 
atendimento educacional especializado. Esse direito também está assegurado na 
LDBEN - Lei nº 9.394/96, no parecer do CNE/CEB nº 17/01, na Resolução CNE/CEB 
nº 2, de 11 de setembro de 2001, na Lei nº 10.436/02 e no Decreto nº 5.626, de 22 
de dezembro de 2005. 
As salas de recursos multifuncionais são espaços da escola onde se realiza 
o atendimento educacional especializado para alunos com necessidades 
educacionais especiais, por meio do desenvolvimento de estratégias de 
aprendizagem, centradas em um novo fazer pedagógico que favoreça a construção 
de conhecimentos pelos alunos, subsidiando-os para que desenvolvam o currículo e 
participem da vida escolar (ALVES, 2006). 
 
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De todo modo, o atendimento educacional especializado a ser desenvolvido 
nessas salas não substitui o ensino da classe comum, e é um serviço complementar 
e suplementar (REZENDE; TARTUCE, 2013). 
Apesar das salas de recursos multifuncionais fazerem parte de um programa 
que se iniciou na segunda metade da década de 2000 e compor a política de 
inclusão de alunos com necessidade educacionais especiais, essas salas já faziam 
parte da política educação desses alunos, contudo com características distintas. As 
salas de recursos se organizavam geralmente articulada às deficiências, salas 
categoriais e as salas de recursos multifuncionais com foco no atendimento de todas 
as necessidades educacionais especiais é acrescida de “multifuncionais” e de 
mobiliários, equipamentos, materiais didáticos, recursos pedagógicos e de 
acessibilidade. 
Segundo Mazzotta (2012), a sala de recursos é um auxílio especial na 
escola, onde o professor especializado da rede pública utiliza de materiais e 
equipamentos específicos que auxiliam os alunos com deficiência de modo a mantê-
los juntos à classe comum. A função deste docente se resume em duas etapas, a 
primeira é um trabalho direto com o aluno e a segunda um trabalho indireto de 
parceria com os professores da classe comum, às famílias e aos demais integrantes 
da comunidade escolar. 
Portanto, o professor de sala de recursos assume papéis em dois âmbitos: 
um diretamente com o aluno com necessidades educacionais especiais e outro 
indiretamente, na consultoria colaborativa com a família e outros profissionais da 
escola visando à educação desse aluno. O atendimento em salas de recursos 
multifuncionais, conforme já referido, visa complementar e suplementar o processo 
de escolarização desses alunos (REZENDE; TARTUCE, 2013). 
De acordo com as Diretrizes Nacionais de Educação Especial para a 
Educação Básica, o atendimento educacional especializado em salas de recursos 
constitui serviço de natureza pedagógica, conduzido por professor especializado, 
que suplementa, no caso dos alunos com altas habilidades/superdotação, e 
complementa, no caso dos alunos com dificuldades acentuadas de aprendizagem 
vinculadas ou não à deficiência. Esse serviço se realiza em espaço dotado de 
 
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equipamentos e recursos pedagógicos adequados às necessidades educacionais 
especiais dos alunos, podendo estender-se a alunos de escolas mais próximas, nas 
quais ainda não exista esse atendimento. Pode ser realizado individualmente ou em 
pequenos grupos em horário diferente daquele em que frequentam a classe comum. 
A sala de recursos multifuncionais é, portanto, um espaço organizado com 
materiais didáticos, pedagógicos, equipamentos e profissionais com formação para o 
atendimento às necessidades educacionais especiais. No atendimento, é 
fundamental que o professor considere as diferentes áreas do conhecimento, os 
aspectos relacionados ao estágio de desenvolvimento cognitivo dos alunos, o nível 
de escolaridade, os recursos específicos para sua aprendizagem e as atividades de 
complementação e suplementação curricular. 
A denominação sala de recursos multifuncionais se refere ao entendimento 
de que esse espaço pode ser utilizado para o atendimento das diversas 
necessidades educacionais especiais e para desenvolvimento das diferentes 
complementações ou suplementações curriculares. Uma mesma sala de recursos, 
organizada com diferentes equipamentos e materiais, pode atender, conforme 
cronograma e horários, alunos com deficiência,altas habilidades/superdotação, 
dislexia, hiperatividade, déficit de atenção ou outras necessidades educacionais 
especiais. Para atender alunos cegos, por exemplo, deve dispor de professores com 
formação e recursos necessários para seu atendimento educacional especializado. 
Para atender alunos surdos, deve-se estruturar com profissionais e materiais 
bilíngues. Portanto, essa sala de recursos é multifuncional em virtude de a sua 
constituição ser flexível para promover os diversos tipos de acessibilidade ao 
currículo, de acordo com as necessidades de cada contexto educacional. 
A escola deve articular junto à gestão da sua rede de ensino, as condições 
necessárias para a implementação das salas de recursos multifuncionais, bem como 
a definição de procedimentos pedagógicos e a participação dos pais ou 
responsáveis. 
O atendimento educacional especializado nas salas de recursos 
multifuncionais se caracteriza por ser uma ação do sistema de ensino no sentido de 
acolher a diversidade ao longo do processo educativo, constituindo-se num serviço 
 
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recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
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disponibilizado pela escola para oferecer o suporte necessário às necessidades 
educacionais especiais dos alunos, favorecendo seu acesso ao conhecimento. 
O atendimento educacional especializado constitui parte diversificada do 
currículo dos alunos com necessidades educacionais especiais, organizado 
institucionalmente para apoiar, complementar e suplementar os serviços 
educacionais comuns. Dentre as atividades curriculares específicas desenvolvidas 
no atendimento educacional especializado em salas de recursos se destacam: o 
ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras), o sistema Braille e o Soroban, a 
comunicação alternativa, o enriquecimento curricular, dentre outros. 
Além do atendimento educacional especializado realizado em salas de 
recursos ou centros especializados, algumas atividades ou recursos devem ser 
disponibilizados dentro da própria classe comum, como, por exemplo, os serviços de 
tradutor e intérprete de Libras e a disponibilidade das ajudas técnicas e tecnologias 
assistivas, entre outros. 
Nesse sentido, o atendimento educacional especializado não pode ser 
confundido com atividades de mera repetição de conteúdos programáticos 
desenvolvidos na sala de aula, mas deve constituir um conjunto de procedimentos 
específicos mediadores do processo de apropriação e produção de conhecimentos 
(ALVES, 2006). 
 
2.1 Objetivos 
Segundo o Manual de Orientação (BRASIL, 2010), o Programa de 
Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais, instituído pelo MEC/SEESP (hoje 
vinculado a SECADI) por meio da Portaria Ministerial nº 13/2007, integra o Plano de 
Desenvolvimento da Educação – PDE, destinando apoio técnico e financeiro aos 
sistemas de ensino para garantir o acesso ao ensino regular e a oferta do AEE aos 
alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e/ou altas 
habilidades/superdotação. 
No contexto da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da 
Educação Inclusiva, o Programa tem como objetivos: 
 
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� apoiar a organização da educação especial na perspectiva da educação 
inclusiva; 
� assegurar o pleno acesso dos alunos público-alvo da educação especial no 
ensino regular em igualdade de condições com os demais alunos; 
� disponibilizar recursos pedagógicos e de acessibilidade às escolas regulares 
da rede pública de ensino; 
� promover o desenvolvimento profissional e a participação da comunidade 
escolar. 
 
2.2 Ações 
De acordo com esses objetivos, para que aconteça o processo de 
implantação das salas de recursos multifuncionais, o MEC/SEESP realiza as 
seguintes as ações: 
� aquisição dos recursos que compõem as salas; 
� informação sobre a disponibilização das salas e critérios adotados; 
� monitoramento da entrega e instalação dos itens às escolas; 
� orientação aos sistemas de ensino para a organização e oferta do AEE; 
� cadastro das escolas com sala de recursos multifuncionais implantadas; 
� promoção da formação continuada de professores para o AEE; 
� encaminhamento, assinatura e publicação dos Contratos de Doação; 
� atualização dos recursos das salas implantadas pelo Programa; 
� apoio à acessibilidade nas escolas com salas implantadas (BRASIL, 2010). 
 
2.3 Critérios para implantação 
Aos gestores dos sistemas de ensino cabe definir quanto à implantação das 
salas de recursos multifuncionais, o planejamento da oferta do AEE e a indicação 
das escolas a serem contempladas, conforme as demandas da rede, atendendo os 
seguintes critérios do Programa: 
 
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� a secretaria de educação a qual se vincula a escola deve ter elaborado o 
Plano de Ações Articuladas – PAR, registrando as demandas do sistema de 
ensino com base no diagnóstico da realidade educacional; 
� a escola indicada deve ser da rede pública de ensino regular, conforme 
registro no Censo Escolar MEC/INEP (escola comum); 
� a escola de ensino regular deve ter matrícula de aluno(s) público-alvo da 
educação especial em classe comum, registrado(s) no Censo Escolar/INEP, 
para a implantação da sala Tipo I; 
� a escola de ensino regular deve ter matrícula de aluno(s) cego(s) em classe 
comum, registrado(s) no Censo Escolar/INEP, para a implantação da sala de 
Tipo II; 
� a escola deve ter disponibilidade de espaço físico para o funcionamento da 
sala e professor para atuação no AEE (BRASIL, 2010). 
A entrega dos itens que compõem as salas de recursos multifuncionais dá-
se, diretamente, na escola, no endereço registrado no Censo Escolar, por empresas 
diferentes, em prazo contado a partir da emissão da Autorização de Entrega. 
O MEC/SECADI acompanha e fiscaliza essa execução nas diferentes 
regiões do país, por meio do sistema informatizado de monitoramento para atestar 
sua conformidade. 
O responsável pela escola, no momento da entrega deve conferir os itens 
especificados na nota fiscal e assinar o TERMO DE RECEBIMENTO (Anexo I); 
posteriormente, no ato da instalação dos equipamentos de informática, o TERMO 
DE ACEITAÇÃO (Anexo II). As empresas são desresponsabilizadas após tentativas 
inválidas ou recusa de recebimento/instalação, devidamente registradas. 
No período entre a entrega e a instalação, não deve ocorrer abertura das 
caixas ou violação dos equipamentos. Durante a garantia, é admitida a troca de 
mobiliários/equipamentos/materiais defeituosos, por outros iguais ou de tecnologia 
superior, desde que autorizada pela contratante (MEC/SECADI). 
Observa-se que a(s) empresa(s) não são autorizadas a efetuar a entrega 
e/ou a instalação em local diverso do especificado na nota fiscal. Casos 
 
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excepcionais, como calamidade pública, mudança de endereço e outros, devem ser 
previamente comunicados ao MEC/SECADI, formalizando a justificativa da 
alteração. É vedada a troca de escola que contrarie os critérios do programa. 
O interesse de manter a qualidade dos itens, o cumprimento dos prazos e a 
garantia dos recursos são tanto da contratada (empresa) como da contratante 
(MEC/SECADI/FNDE) e dos beneficiários (escola/sistemas de ensino). Portanto, os 
gestores das secretarias de educação e das escolas devem conhecer e conferir os 
quantitativos e a especificação dos itens, além de colaborar para que a entrega e a 
instalação ocorram nos prazos previstos. 
Vale a pena conferir o documento orientador do programa de SRM com 
atualizações para 2013 que encontra-se disponível no site: 
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=1
1037&Itemid= 
 
2.4 Ajudas Técnicas e Tecnologias Assistivas 
As ajudas técnicas possuíam uma orientação predominantemente voltada 
para o suporte à ação médica e à reabilitação, de forma que a ênfase desses 
recursos era colocada apenas na patologia e nas estratégias de redução das 
dificuldades das pessoas com deficiência. 
Ampliando essa orientação, a Lei nº 10.098/00, que trata das normas gerais 
e critérios básicos para a promoção da acessibilidade de pessoas com deficiência ou 
mobilidade reduzida, dispôs que o poder público promoverá a supressão de 
barreiras urbanísticas, arquitetônicas, de transporte e de comunicação, mediante 
ajudas técnicas. Na regulamentação da Lei, o art. 61 do Decreto nº 5.296/04 definiu: 
 
consideram-se ajudas técnicas os produtos, instrumentos e equipamentos 
ou tecnologia adaptados ou especialmente projetados para melhorar a 
funcionalidade da pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade 
reduzida, favorecendo a autonomia pessoal, total ou assistida. 
 
Recentemente foi inserida na cultura educacional brasileira, a terminologia 
tecnologias assistivas, apresentando-se paralelamente à expressão ajudas técnicas, 
no que diz respeito aos recursos que favorecem a funcionalidade e aos serviços que 
 
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têm por objetivo promover a avaliação, indicação, confecção e orientação para o 
desenvolvimento de autonomia funcional do usuário da tecnologia assistiva. 
Tecnologia assistiva, portanto, é uma expressão utilizada para identificar 
todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar 
habilidades funcionais de pessoas com deficiência e, consequentemente, promover 
vida independente e inclusão. 
Ainda, de acordo com Dias de Sá (2003 apud ALVES, 2006), a tecnologia 
assistiva deve ser compreendida como resolução de problemas funcionais, em uma 
perspectiva de desenvolvimento das potencialidades humanas, valorização de 
desejos, habilidades, expectativas positivas e da qualidade de vida, as quais incluem 
recursos de comunicação alternativa, de acessibilidade ao computador, de 
atividades de vida diária, de orientação e mobilidade, de adequação postural, de 
adaptação de veículos, órteses e próteses, entre outros. 
Nesse sentido, o Ministério da Ciência e Tecnologia (BRASIL, 2005) definiu 
as tecnologias assistivas como aquelas que reduzem ou eliminem as limitações 
decorrentes das deficiências física, mental, visual, auditiva, a fim de colaborar para a 
inclusão social das pessoas com deficiência e dos idosos. 
Essa concepção efetiva o disposto na Constituição Federal de 1988, que 
garante às pessoas com deficiência, o direito ao atendimento educacional 
especializado, o qual deve contemplar as ajudas técnicas e as tecnologias 
assistivas. 
No desenvolvimento de sistemas educacionais inclusivos, as ajudas técnicas 
e as tecnologias assistivas estão inseridas no contexto da educação brasileira, 
dirigidas à promoção da inclusão de todos os alunos nas escolas. Portanto, o 
espaço escolar deve ser estruturado como aquele que oferece também as ajudas 
técnicas e os serviços de tecnologia assistiva. 
A tecnologia assistiva é classificada em várias áreas de especialização 
importantes no processo educacional, sendo entendida como recursos para alunos 
cegos ou com baixa visão; surdos, ou com déficit auditivo; com deficiência mental; 
com deficiência física, superdotados, destacando-se o material escolar pedagógico 
adaptado; a adequação de postura (mobiliário); a mobilidade; a comunicação 
 
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aumentativa e alternativa; a informática acessível e os projetos arquitetônicos para 
acessibilidade, entre outros. 
Dessa forma, as ajudas técnicas e as tecnologias assistivas constituem 
campo de atuação da educação especial que têm por finalidade atender o que é 
específico dos alunos com necessidades educacionais especiais, buscando recursos 
e estratégias que favoreçam seu processo de aprendizagem, habilitando-os 
funcionalmente na realização de tarefas escolares. 
No processo educacional, poderão ser utilizadas nas salas de recursos, 
tanto a tecnologia avançada, quanto os computadores e softwares específicos, como 
também os recursos de baixa tecnologia, que podem ser obtidos ou confeccionados 
artesanalmente pelo professor, a partir de materiais que fazem parte do cotidiano 
escolar. 
 
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UNIDADE 3 – PÚBLICO-ALVO E OS RECURSOS HUMANOS 
 
Os alunos, público-alvo do atendimento educacional especializado, são 
aqueles com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades 
ou superdotação, no ensino regular. 
 
3.1 Público-alvo 
Reforçando: a sala de recursos multifuncionais é um espaço para a 
realização do atendimento educacional especializado de alunos que apresentam, ao 
longo de sua aprendizagem, alguma necessidade educacional especial, temporária 
ou permanente, compreendida, segundo as Diretrizes Nacionais para a Educação 
Especial na Educação Básica, em três grupos: 
1. Alunos com dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no 
processo de desenvolvimento que dificultam o acompanhamento das 
atividades curriculares: aquelas não vinculadas a uma causa orgânica 
específica ou aquelas relacionadas a condições, disfunções, limitações ou 
deficiências. 
2. Alunos com dificuldades de comunicação e sinalização diferenciadas dos 
demais alunos. 
3. Alunos que evidenciem altas habilidades/superdotação e que apresentem 
uma grande facilidade ou interesse em relação a algum tema ou grande 
criatividade ou talento específico. 
Incluem-se, nesses grupos, alunos que enfrentam limitações no processo de 
aprendizagem devido a condições, distúrbios, disfunções ou deficiências, tais como, 
autismo, hiperatividade, déficit de atenção, dislexia, deficiência física, paralisia 
cerebral e outros. 
 
 
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15
 
3.2 Caracterização das deficiências do público-alvo das salas de recursos 
multifuncionais 
A literatura é extensa e rica ao tratar das diversas deficiências, mas nesse 
momento falaremos brevemente sobre cada um delas, pois o foco são as SRM e 
não as deficiências em si, mas como dito, há vasto material e algumas referências 
dão a dica para aqueles que desejam se aprofundar. 
a) Deficiência intelectual/mental 
Segundo a American Association on Intellectual and Developmental 
Disabilities – AAIDD (AAMR, 2006, p. 20 apud SOUSA, 2011, p. 36), deficiência 
intelectual/mental é a 
 
incapacidade caracterizada por importantes limitações, tanto no 
funcionamento intelectual como no comportamento adaptativo, expressa 
nas habilidades adaptativas conceituais, sociais e práticas. Essa 
incapacidade tem início antes dos 18 anos de idade. 
 
As habilidades intelectuais referem-se à inteligência, cuja aplicação se dá por meio 
do raciocínio e organização do pensamento que precisa ser observado desde a 
infância para que se possa identificar suas reais necessidades. 
b) Deficiência Auditiva 
O Decreto Federal nº 3.298 de 20 de dezembro de 1999, alterado pelo 
Decreto nº 5.296/2004 estabelece como deficiência auditiva a “perda bilateral, 
parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas 
frequências de 500HZ, 1.000HZ, 2.000Hz e 3.000Hz”. 
Considerando a linguagem como uma capacidade humana que se 
desenvolve na interação com o outro (VIGOTSKY, 2000), devemos ressaltar o fato 
que o indivíduo não exposto a um ambiente linguístico que propicie a aquisição de 
uma língua, ao longo dos seus primeiros anos de vida, apresentará defasagem em 
seu desenvolvimento linguístico. Isso porque esse é o período de denominado 
“ótimo” para aquisição de uma língua. Cole e Cole (2004) afirmam que o 
desenvolvimento da linguagem de uma criança que não é exposta a uma 
experiência linguística direta, mas apenas à vida cotidiana organizada pela 
 
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16
 
linguagem, não terá como desenvolver todo o seu potencial linguístico. Para que 
haja um desenvolvimento completo, a criança precisa escutar (ou ver) a linguagem. 
c) Deficiência Visual 
A deficiência visual refere-se a uma situação de perda total da visão – 
denominada cegueira – ou a um quadro de baixa visão. Pode-se, portanto, 
conceituá-la como: 
• cegueira – situação de ausência total de visão, chegando, inclusive, à perda 
total de projeção de luz. O estudante cego necessita, para o seu 
desenvolvimento educacional, de atendimentos específicos, tais como: 
domínio do Braille, soroban, orientação e mobilidade, dentre outros; 
• baixa visão – prejuízo da função visual mesmo após tratamento e/ou refração 
óptica. As condições de baixa visão são variáveis, bem como as 
necessidades educacionais especiais do estudante com baixa visão, que 
variam de um para outro, de acordo com o grau de sua perda visual. 
d) Surdo cegueira 
A deficiência surdo cegueira não se refere apenas à soma das condições 
impostas pela surdez e pela cegueira. A pessoa surda e cega apresenta várias 
dificuldades em razão da falta de um sentido que lhe permita perceber os fatos do 
ambiente que a cerca, impossibilitando a antecipação do que vai acontecer ao seu 
redor. Essas crianças necessitam de recursos e metodologias que possibilitem a 
construção do conhecimento com a utilização dos sentidos remanescentes, entre 
eles o cutâneo, cinestésico (corporal - articulações e músculos; e sensorial visceral), 
gustativo e olfativo (MEC, SEESP, 2004). As pessoas surdo cegas apresentam 
características distintas e variáveis, interligadas a fatores que a levaram a essa 
condição. Esses fatores e as consequências deles decorrentes variam de acordo 
com o ambiente familiar, social e cultural, bem como de acordo com o acesso a 
recursos de atendimento clínico, escolar e a outros serviços necessários ao seu 
desenvolvimento. 
e) Deficiência Múltipla 
 
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17
 
O termo deficiência múltipla tem sido utilizado com frequência para 
caracterizar o conjunto de duas ou mais deficiências associadas, podendo ser de 
ordem física, sensorial e/ou intelectual. Entretanto, conforme documentos 
orientadores nacionais (MEC/Educação Infantil, 2002, v. 4), a caracterização do 
estudante com deficiência múltipla não se dará apenas em decorrência da somatória 
aleatória de suas deficiências, mas da observação quanto ao grau de implicação 
dessas deficiências para a pessoa. Nesse sentido, o nível de comprometimento e as 
possibilidades funcionais do estudante, de sua comunicação, de sua interação social 
e de aprendizagem é que determinam as necessidades educacionais do estudante. 
f) Deficiência Física 
A deficiência física é caracterizada pelo comprometimento de condições 
motoras que acometem algumas pessoas de forma a comprometer-lhes a 
mobilidade, sua coordenação motora geral e/ou sua fala. Geralmente essas 
implicações são consequentes de lesões neurológicas, neuromusculares, 
ortopédicas, reumáticas ou má-formação de natureza congênita. Dessa forma, 
conforme documentos orientadores nacionais (MEC, 2004), a deficiência física 
refere-se ao comprometimento do aparelho locomotor, que compreende o sistema 
osteoarticular, o sistema muscular e o sistema nervoso. As doenças ou lesões que 
afetam quaisquer desses sistemas, isoladamente ou em conjunto, podem produzir 
quadros de limitações físicas de grau e gravidade variáveis, segundo o(s) 
segmento(s) corporal(is) afetados(s) e o tipo de lesão ocorrida. 
g) Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) 
Os estudantes com Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) são 
aqueles que possuem diagnósticos de autismo, síndromes do espectro do autismo e 
psicose infantil, conforme classificação do Ministério da Educação (MEC/SEESP, 
2007). Além desses diagnósticos, é importante ressaltar que as classificações e 
características dos transtornos incluídos nessa categoria são aquelas constantes no 
Manual de Diagnóstico e Estatística das Doenças Mentais – DSM IV-TR - (APA. 
2002) e na Classificação Internacional de Doenças – CID 10 - (OMS, 2000). 
O autismo é um transtorno global do desenvolvimento caracterizado por um 
desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado antes da idade de três anos, e 
 
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18
 
apresenta uma perturbação característica do funcionamento em cada um dos três 
domínios: interações sociais, comunicação, e comportamento focalizado e repetitivo. 
O autismo apresenta grandes dificuldades para ser diagnosticado e é 
considerado como uma síndrome comportamentalcom etiologias múltiplas. É 
caracterizado por provocar um comprometimento acentuado no uso de múltiplos 
comportamentos não-verbais, tais como: contato visual direto, expressão facial, 
posturas corporais e gestos para regular a interação social, e acentuado fracasso 
em desenvolver habilidades de comunicação apropriadas ao nível de 
desenvolvimento esperado, isso porque a pessoa com autismo apresenta uma falta 
de disposição para compartilhar prazeres, interesses ou realizações com outras 
pessoas, bem como não apresenta reciprocidade social ou emocional. 
O autismo atípico é um transtorno global do desenvolvimento que se 
caracteriza por apresentar, geralmente após a idade de três anos, características 
que não respondem aos três grupos de critérios diagnósticos do autismo infantil. 
Dessa forma, a criança não apresentará manifestações patológicas suficientes em 
um ou dois dos três domínios psicopatológicos no autismo infantil. Assim, podem ser 
observadas características de interações sociais recíprocas, comunicação, 
comportamentos limitados, estereotipados ou repetitivos implicados no autismo 
infantil. O autismo atípico ocorre habitualmente em crianças que apresentam um 
retardo mental profundo ou um transtorno específico grave do desenvolvimento de 
linguagem do tipo receptivo. 
O Transtorno de Rett é caracterizado por um desenvolvimento inicial, 
aparentemente normal, seguido de uma perda parcial ou completa de linguagem, da 
marcha e do uso das mãos, associado a um atraso no desenvolvimento craniano e 
que ocorre habitualmente entre 7 e 24 meses. Por isso, observa-se que o 
desenvolvimento social e o lúdico permanecerão detidos enquanto o interesse social 
continuará, em geral, conservado. 
O transtorno desintegrativo da infância é uma espécie de transtorno global 
do desenvolvimento caracterizada por ser antecedido por um período de 
desenvolvimento completamente normal, cuja característica é a perda manifesta das 
habilidades, anteriormente adquiridas em vários domínios do desenvolvimento, em 
 
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19
 
um período de poucos meses. Essas manifestações são acompanhadas tipicamente 
por uma perda global do interesse pelo ambiente, pela apresentação de condutas 
motoras estereotipadas, repetitivas e maneirismos, bem como por uma alteração do 
tipo autístico da interação social e da comunicação. Pode ser também chamado de 
demência infantil, psicose desintegrativa, psicose simbiótica ou síndrome de Heller. 
O Transtorno de Asperger é um transtorno caracterizado por uma alteração 
qualitativa das interações sociais recíprocas, semelhante à observada no autismo, 
com um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. 
Entretanto, ele se diferencia do autismo essencialmente pelo fato de não ser 
acompanhado de um retardo ou de uma deficiência de linguagem ou do 
desenvolvimento cognitivo. Esse transtorno é acompanhado, por vezes, de 
episódios psicóticos no início da idade adulta. É também chamado de psicopatia 
autística ou transtorno esquizóide da infância. 
h) Altas Habilidades/Superdotação 
A heterogeneidade desse grupo de indivíduos apresenta-se como um 
desafio à definição de parâmetros precisos que determinem um conceito único de 
altas habilidades/superdotação. O que na prática ocorre é a construção desses 
parâmetros a partir dos referenciais teóricos adotados para o atendimento 
educacional especializado ofertado pelos diversos sistemas de ensino (ALENCAR; 
FLEITH, 2001). No que se refere à definição oficial, o MEC/SEESP, ao lançar a 
Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação inclusiva, em 
2008, considera estudantes com altas habilidades/superdotação aqueles que 
demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas: intelectual, 
acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes, isoladas ou combinadas, além de 
potencial criativo, envolvimento na aprendizagem e na realização de tarefas em 
áreas de seu interesse. 
Algumas Secretarias adotam o modelo dos Três Anéis, proposto por Renzulli 
(1978, 1986, 1988 apud FLEITH, 2001), através do qual a visão de superdotação 
ocorre como resultado da interação de três fatores: habilidade acima da média, 
envolvimento com a tarefa e criatividade. Esse modelo vem ao encontro das 
 
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20
 
diretrizes para a educação do superdotado e talentoso recomendadas pelo 
Ministério da Educação e Desporto (FLEITH, 2001). 
Esses alunos que, muitas vezes, não têm encontrado respostas às suas 
necessidades educacionais especiais no sistema de ensino, poderão ser 
beneficiados com os recursos de acessibilidade por meio de ajudas técnicas e de 
tecnologias assistivas, utilização de linguagens e códigos aplicáveis e pela 
abordagem pedagógica que possibilite seu acesso ao currículo. 
Mediante tantas espécies de deficiência, não se tem a pretensão de esgotar 
o amplo espectro de alunos que têm direito ao atendimento educacional 
especializado, ficando os sistemas de ensino com a responsabilidade e autonomia 
para se organizar conforme as necessidades apresentadas por seus alunos. 
Segundo o Parecer CNE/CEB nº 17/2001, o projeto pedagógico de uma 
escola inclusiva deverá atender ao princípio da flexibilidade para que o acesso ao 
currículo seja adequado às condições do aluno, favorecendo seu processo escolar. 
Dessa forma, devem ser observadas as variáveis que podem interferir no processo 
de aprendizagem, tais como: as de cunho individual do aluno, as condições da 
escola, a prática docente, as diretrizes do sistema de ensino, bem como a relação 
entre todas elas. 
Portanto, são beneficiados com atendimento educacional especializado 
todos os alunos que encontram respostas às suas necessidades educacionais 
especiais. Essas respostas são estabelecidas na relação entre a modalidade da 
Educação Especial e as etapas da educação. 
Quanto às crianças com idade de zero a três anos, o AEE se efetiva por 
meio de serviços de estimulação precoce, os quais têm como objetivo otimizar o 
processo de desenvolvimento e aprendizagem em consonância com outros serviços 
públicos. Avançando no processo de desenvolvimento e potencializando a sua 
aprendizagem, para os alunos com deficiência visual, surdez, deficiência física, 
intelectual e motora, o quadro abaixo descreve algumas das atividades 
desenvolvidas nesses espaços (ÁSFORA, 2012). 
 
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21
 
 
Alunos com 
cegueira 
Alunos com 
baixa visão 
Alunos surdos Alunos com 
deficiência física 
Alunos com 
deficiência 
mental 
 
• Ensinar o 
Sistema braile. 
• Realizar 
atividades de 
Orientação e 
Mobilidade. 
• Ensinar 
Atividades de 
Vida Diária (A 
VD). 
• Transcrever 
materiais do 
braile para tinta e 
vice versa. 
• Fazer 
adequação de 
materiais didático-
pedagógico em 
parceria com o 
CAPs (Centros de 
Atendimento 
Pedagógico para 
Deficientes 
Visuais). 
 
• Ensinar a usar 
os recursosópticos e não 
ópticos. 
• Estimular o 
resíduo visual 
com o uso de 
materiais que 
tenham cores 
fortes e 
contratantes. 
• Ampliação de 
fontes. 
• Produção de 
materiais com 
contraste visual. 
• Produção de 
materiais didático-
pedagógicos 
adequados ao 
tipo visão. 
 
• Ensinar a 
Libras. 
• Coordenar 
oficinas de Libras. 
• Promover o 
aprendizado da 
língua portuguesa 
na modalidade 
escrita. 
• Encaminhar 
para os serviços 
de fonoaudiologia 
os que optarem 
pela oralização. 
• Estabelecer 
parceria com o 
CAS. 
• Adequar 
materiais didático-
pedagógicos que 
promovam 
experiências 
visuais de ensino. 
 
• Adequar 
materiais didático-
pedagógicos. 
• Adequar 
recursos de 
informática. 
• Adequar o 
mobiliário. 
• Providenciar 
recursos de 
auxílio da AVD e 
recursos de 
mobilidade. 
• Desenvolver 
projetos em 
parceria com 
profissionais da 
arquitetura, 
terapia 
ocupacional, 
fonoaudiologia, 
engenharia, 
dentre outros. 
 
• Promover 
atividades em que 
o aluno seja 
sujeito ativo do 
conhecimento e 
que resgate a 
autonomia. 
• Ensinar AVD. 
• Possibilitar o 
desenvolvimento 
da criatividade. 
 
Fonte: Ásfora (2012, p. 37-8). 
 
3.3 Recursos Humanos 
O professor da sala de recursos multifuncionais deverá ter curso de 
graduação, pós-graduação e ou formação continuada que o habilite para atuar em 
áreas da educação especial para o atendimento às necessidades educacionais 
especiais dos alunos. A formação docente, de acordo com sua área específica, deve 
desenvolver conhecimentos acerca de: Comunicação Aumentativa e Alternativa, 
Sistema Braille, Orientação e Mobilidade, Soroban, Ensino da Língua Brasileira de 
Sinais – Libras, Ensino de Língua Portuguesa para Surdos, Atividades de Vida 
Diária, Atividades Cognitivas, Aprofundamento e Enriquecimento Curricular, 
Estimulação Precoce, entre outros. 
O professor da sala de recursos multifuncionais tem como atribuições: 
 
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direitos autorais. Nenhuma parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada seja por meios 
eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou gravações, ou, por sistemas de armazenagem e 
recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
22
 
� atuar como docente nas atividades de complementação ou suplementação 
curricular específica que constituem o atendimento educacional especializado 
dos alunos com necessidades educacionais especiais; 
� atuar de forma colaborativa com o professor da classe comum para a 
definição de estratégias pedagógicas que favoreçam o acesso do aluno com 
necessidades educacionais especiais ao currículo e a sua interação no grupo; 
� promover as condições para a inclusão dos alunos com necessidades 
educacionais especiais em todas as atividades da escola; 
� orientar as famílias para o seu envolvimento e a sua participação no processo 
educacional; 
� informar à comunidade escolar acerca da legislação e normas educacionais 
vigentes que asseguram a inclusão educacional; 
� participar do processo de identificação e tomada de decisões acerca do 
atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos; 
� preparar material específico para uso dos alunos na sala de recursos; 
� orientar a elaboração de materiais didático-pedagógicos que possam ser 
utilizados pelos alunos nas classes comuns do ensino regular; 
� indicar e orientar o uso de equipamentos e materiais específicos e de outros 
recursos existentes na família e na comunidade; 
� articular, com gestores e professores, para que o projeto pedagógico da 
instituição de ensino se organize coletivamente numa perspectiva de 
educação inclusiva. 
Salienta-se que o professor da sala de recursos multifuncionais deverá 
participar das reuniões pedagógicas, do planejamento, dos conselhos de classe, da 
elaboração do projeto pedagógico, desenvolvendo ação conjunta com os 
professores das classes comuns e demais profissionais da escola para a promoção 
da inclusão escolar. 
Sobre a questão dos recursos humanos, Barreto e Goulart (2008) nos 
lembram que eles são elementos essenciais à prática da educação inclusiva e 
 
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23
 
salientam que a necessidade de recursos humanos devidamente capacitados para 
atuarem em classes inclusivas implica não só o conhecimento a respeito das 
especificidades da deficiência com a qual se vai trabalhar, mas também uma 
reflexão crítica acerca do sentido da educação e de suas finalidades. 
Professores do ensino regular e da educação especial deveriam relacionar-
se como aliados em busca dos mesmos objetivos e não como “detentores” de um 
saber direcionado unicamente à sua área de atuação (SERRA, 2006). 
Infelizmente, essa não é a realidade de muitas escolas, alguns professores 
do ensino regular, por falta de conhecimento ou “comodismo”, depositam toda a 
responsabilidade nos serviços de apoio, como se estes fossem os únicos 
responsáveis pela aprendizagem e inclusão de alunos com necessidades educativas 
especiais e/ou dificuldades escolares. 
Construir e cultivar políticas de inclusão pressupõe planejar novas formas de 
atuação, com intencionalidade e ousadia, a fim de que os aspectos criativos do 
trabalho docente possibilitem novas formas de intervenção que garantam a 
participação de todos em diferentes campos de atuação e em diferentes espaços. 
Aqui, mais uma vez, o sujeito professor entra em cena, na medida em que planejar é 
pensar e criar estratégias. O pensar é um ato individual, mas não é solitário. Afinal, 
não podemos esquecer que ninguém pensa sozinho. Pensar envolve ouvir e ser 
ouvido pelos outros. É no pensar com o outro e para o outro que o professor pode 
encontrar as estratégias adequadas a cada tipo de situação e problema enfrentado. 
(SALGADO, 2006, p. 62). 
Ao analisar a formação e a ação pedagógica do professor, no processo de 
inclusão, Salgado (2006 apud BARRETO e GOULART, 2008) conclui que a prática 
depende fundamentalmente da sua constituição histórica, seus valores e 
convicções. Sugere ainda a utilização dos três AAA, de Nóvoa, aderir, agir e 
autoconscientizar-se, essenciais à transformação de verdades e conceitos em novos 
paradigmas, que garantam uma relação dialógica entre os sujeitos, e que a 
Educação possa ser “especial” para todos. 
O documento Sala de Recursos Multifuncionais: espaço para o atendimento 
educacional especializado, elaborado pelo Ministério da Educação e Secretaria da 
 
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24
 
Educação Especial, em 2006, ao se referir ao atendimento dos alunos com 
deficiência mental nas Salas de Recursos, reafirma as áreas de desenvolvimento e 
esclarece que “[...] os professores realizam a mediação docente de forma a 
desenvolver os processos cognitivos, também chamados processos mentais, que 
oportunizam a produção do conhecimento” (ALVES, 2006, p. 21). 
Nessa perspectiva, cabe ao professor: 
� realizar atividades que estimulem o desenvolvimento dos processos mentais: 
atenção, memória, raciocínio, imaginação, criatividade, linguagem, entre 
outros; 
� proporcionar ao aluno o conhecimento de seu corpo, levando-o a usá-lo como 
instrumento de expressão consciente na busca de sua independência e na 
satisfação de suas necessidades;� fortalecer a autonomia dos alunos para decidir, opinar, escolher e tomar 
iniciativas, a partir de suas necessidades e motivações; 
� propiciar a interação entre os alunos em ambientes sociais, valorizando as 
diferenças e a não-discriminação; 
� preparar materiais e atividades específicas para o desenvolvimento da 
aprendizagem dos alunos (ALVES, 2006, p. 23-24). 
Ressalte-se o papel socializador do professor que atuará nessas salas, 
pensando não somente no aluno como também nas relações com suas famílias, 
conforme veremos adiante. 
 
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25
 
UNIDADE 4 – AS SALAS DE RECURSOS 
MULTIFUNCIONAIS 
 
4.1 Especificações 
O Programa de Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais 
disponibiliza equipamentos, mobiliários, materiais didáticos e pedagógicos para a 
organização das salas e a oferta do atendimento educacional especializado – AEE. 
As salas podem ser de dois tipos: tipo I e de tipo II, variando a sala do tipo II 
devido adicionar recursos de acessibilidade para alunos com deficiência visual. 
Ambas as salas terão os seguintes equipamentos, mobiliários e materiais 
didáticos: 
Equipamentos 
� 02 microcomputadores 
� 01 laptop 
� 01 estabilizador 
� 01 scanner 
� 01 impressora laser 
� 01 teclado com colmeia 
� 01 acionador de pressão 
� 01 mouse com entrada para acionador 
� 01 lupa eletrônica 
 
Mobiliário 
� 01 mesa redonda 
� 04 cadeiras 
� 01 mesa para impressora 
� 01 armário 
� 01 quadro branco 
� 02 mesas para computador 
� 02 cadeiras 
 
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26
 
Material didático pedagógico 
� 01 material dourado 
� 01 esquema corporal 
� 01 bandinha rítmica 
� 01 memória de numerais 
� 01 tapete alfabético encaixado 
� 01 Software comunicação alternativa 
� 01 sacolão criativo monta tudo 
� 01 quebra-cabeça – sequência lógica 
� 01 dominó de associação de ideias 
� 01 dominó de frases 
� 01 dominó de animais em Libras 
� 01 dominó de frutas em libras 
� 01 dominó tátil 
� 01 alfabeto Braille 
� 01 kit de lupas manuais 
� 01 plano inclinado – suporte para leitura 
� 01 memória tátil 
 
Na sala do tipo II será acrescido 
� 01 impressora Braille – pequeno porte 
� 01 máquina de datilografia Braille 
 
Máquina e impressora Braille 
 
� 01 Reglete de mesa 
� 01 Punção 
 
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27
 
 
Reglete de mesa com dois tipos de punção 
 
� 01 Soroban (utiliza base decimal para representar os números) 
 
 
� 01 Guia de assinatura 
 
 
� 01 kit de Desenho Geométrico 
� 01 Calculadora Sonora 
 
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28
 
4.2 Recursos e materiais pedagógicos 
Entre a grande variedade de materiais e recursos pedagógicos, alguns 
citados acima e que podem ser utilizados para o trabalho na sala de recursos 
multifuncionais, destacam-se: 
� jogos pedagógicos que valorizam os aspectos lúdicos, a criatividade e o 
desenvolvimento de estratégias de lógica e pensamento. Os jogos e materiais 
pedagógicos podem ser confeccionados pelos professores da sala de 
recursos e devem obedecer a critérios de tamanho, espessura, peso e cor, de 
acordo com a habilidade motora e sensorial do aluno. São muito úteis as 
sucatas, folhas coloridas, fotos e gravuras, velcro, ímãs, etc.; 
� jogos pedagógicos adaptados para atender às necessidades educacionais 
especiais dos alunos, como aqueles confeccionados com simbologia gráfica, 
utilizada nas pranchas de comunicação correspondentes à atividade proposta 
pelo professor, ou ainda aqueles que têm peças grandes, de fácil manejo, que 
contemplam vários temas e desafios para escrita, cálculo, ciências, geografia, 
história e outros; 
� livros didáticos e paradidáticos impressos em letra ampliada, em Braille, 
digitais em Libras, com simbologia gráfica e pranchas de comunicação 
temáticas correspondentes à atividade proposta pelo professor; livros de 
histórias virtuais, livros falados, livros de histórias adaptados com velcro e 
com separador de páginas, dicionário trilíngue: Libras/Português/Inglês e 
outros; 
� recursos específicos como reglete, punção, soroban, guia de assinatura, 
material para desenho adaptado, lupa manual, calculadora sonora, caderno 
de pauta ampliada, caneta ponta porosa, engrossadores de lápis e pincéis, 
suporte para livro (plano inclinado), tesoura adaptada, softwares, brinquedos 
e miniaturas para o desenvolvimento da linguagem, reconhecimento de 
formas e atividades de vida diária, e outros materiais relativos ao 
desenvolvimento do processo educacional; 
� mobiliários adaptados, tais como: mesa com recorte, ajuste de altura e ângulo 
do tampo; cadeiras com ajustes para controle de tronco e cabeça do aluno, 
 
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direitos autorais. Nenhuma parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada seja por meios 
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29
 
apoio de pés, regulagem da inclinação do assento com rodas, quando 
necessário; tapetes antiderrapantes para o não descolamento das cadeiras 
(ALVES, 2006). 
 
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UNIDADE 5 – AS SALAS MULTIFUNCIONAIS NAS 
ESCOLAS REGULARES E O ATENDIMENTO ÀS FAMÍLIAS 
 
5.1 Importância das salas no ensino regular 
Tanto porque as palavras (e suas definições lato sensu) “exclusão” e 
“preconceito” ainda façam parte, mesmo que de maneira sorrateira, do código de 
conduta de grande maioria da sociedade, torna-se necessário discutir a questão do 
atendimento educacional especializado nas escolas regulares, ponto que merece ser 
revisto devido a sua atualidade. 
Vamos tomar como sustentáculo para esse aporte (das salas multifuncionais 
no ensino regular) as considerações de Vygotsky e Bronfenbenner. 
O segundo pesquisador, falecido recentemente (2005), apresenta uma teoria 
ecológica na qual o desenvolvimento humano é definido como o conjunto de 
processos através dos quais as particularidades da pessoa e do ambiente interagem 
para produzir constância e mudança nas características da pessoa no curso de sua 
vida. 
Sua teoria se apoia em quatro níveis dinâmicos e inter-relacionados: a 
pessoa, o processo, o contexto eo tempo que, de forma resumida se reporta a 
microambientes pelos quais a criança vai passando e extraindo ou não o equilíbrio. 
Ao tratar do ecossistema, Bronfenbrenner considera os ambientes onde a 
pessoa em desenvolvimento não se encontra presente, mas cujas relações que 
neles existem afetam seu desenvolvimento. As decisões tomadas pela direção da 
escolinha, os programas propostos pelas associações de bairro, as relações de seus 
pais no ambiente de trabalho são exemplos do funcionamento deste amplo sistema. 
Focando o ambiente escolar e as inter-relações que as crianças podem 
participar ali é fácil inferir que irão fazer a diferença para a criança, cada uma a seu 
tempo e dentro de suas possibilidades de desenvolvimento, portanto, justifica-se 
como viável e importante essa participação, essa convivência na escola regular que 
é saudável e plural. 
Em relação ao processo educativo, Vygotsky considera que o contexto 
histórico-cultural no qual o ser humano encontra-se, está diretamente relacionado ao 
 
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seu desenvolvimento. Esse ambiente é capaz de intervir no comportamento social, 
no desenvolvimento psicológico e, consequentemente, em sua progressão 
intelectual. Considera ainda que os processos mentais não são inatos, mas se 
originam entre indivíduos humanos e se desenvolvem ao longo do processo de 
internalização de formas culturais de comportamento e não de reações automáticas 
[...] (BESSA, 2006). 
Nessa linha, Vygotsky ressalta fatores importantes para o desenvolvimento, 
como o estímulo ou elemento mediador, que então resultará em alguma resposta. A 
relação entre o homem e o mundo não acontece simplesmente ao acaso, para ele, o 
fato de viver em sociedade é de suma importância para as modificações ocorridas 
na vida do homem. E através dessa convivência surge o conhecimento e, 
consequentemente, a aprendizagem. 
Segundo os princípios de Vygotsky, a 
 
aprendizagem se caracteriza por meio das relações experimentadas que se 
constrói e que vão permitir o desenvolvimento mental, uma vez que a 
criança nasce dotada de apenas funções psicológicas elementares. 
 
e a partir da relação com o meio social as crianças passam a desenvolver funções 
psicológicas mais bem dotadas ou entendidas como funções superiores (SOUZA; 
MARTINS, 2006). 
Considerando esse desenvolvimento, cabe ressaltar que isso acontece 
devido outras questões envolvidas nesse meio. Para Vygotsky, a relação do homem 
com seu contexto não é de forma direta, mas é feita através de interferências de 
elementos definidos por ele como instrumentos e signos. 
 
 [...] a formação histórica e social da consciência se dá ante as ações do 
homem em sua vida social, mediadas pelo uso de instrumentos e de signos. 
É justamente, a criação e a apropriação de ferramenta e de instrumentos 
psicológicos (signos) que leva a efetivar o trabalho instrumental 
(VYGOTSKY, 1989 apud SIERRA, 2009, p. 2). 
 
Utilizando esses elementos, Vygotsky faz apreciação ao fato da mediação 
no contexto da aprendizagem. Para ele, as informações levadas às crianças 
 
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possuem um veiculador identificado como “estímulo” que irá intermediar as 
respostas dadas por elas. Estímulo também entendido de outra forma. A partir do 
momento em que Vygotsky define o que poderia agravar o desenvolvimento e a 
personalidade de uma criança se tem o seguinte: “de um lado, o defeito é a 
limitação, [...] a diminuição do desenvolvimento; por outro lado, porque precisamente 
origina dificuldades, estimula o movimento elevado e intensificado pelo 
desenvolvimento” (VYGOTSKY, 1989 apud SIERRA, 2009, p. 5). 
Além disso, precisamos nos lembrar da linguagem, o principal instrumento 
de intermediação no qual surge como fundamental a zona de comunicação para que 
o estímulo seja possível e que seja causa das respostas processadas (MACIEL, 
2011). 
Sierra (2009, p. 3) descreve que baseando-se na teoria vygotskiana, é 
possível afirmar que a defesa de que pessoas com deficiências [...], podem vir a 
conquistar um nível de desenvolvimento elevado dos seus psiquismos e 
consciência, valendo-se do pensamento e da linguagem verbais para apreenderem 
o mundo e compreendê-lo para, depois, intervir sobre o mesmo. 
Dessa maneira, reafirmando as ideias do estudioso, a linguagem se mostra, 
portanto, como uma forma de edificar a cultura, enriquecendo-a com sistemas 
complementares como a fala e o pensamento. E nessas características, a fala para 
Vygotsky, surge a partir do momento em que a criança interiorizou um aspecto do 
mundo externo em meio constante de interação. Para o autor, é como uma forma de 
“caracterizar os aspectos tipicamente humanos do comportamento e elaborar 
hipóteses de como essas características formam-se, ao longo da histórica humana, 
e de como se desenvolvem durante a vida de um indivíduo” (VYGOTSKY, 1984, p. 
21 apud SIERRA, 2009). 
Eis o ponto que queríamos chegar: a revelação da grande importância do 
convívio social para todas as crianças, independente de qualquer tipo de transtorno, 
pois como enfatiza Vygotsky, é o meio interacionista, o meio de interação social 
onde os planos mentais superiores serão construídos. 
Para ele, estudar as maneiras de desenvolvimento vinculadas ao 
relacionamento pessoal é sinônimo de relacionar pensamento/fala/linguagem, 
 
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fatores cruciais que orientam o desenrolar dos seus estudos com as crianças 
portadoras de distúrbios de aprendizagem ou qualquer necessidade de educação 
especial, uma vez que sua trajetória foi marcada por fatores relacionados a esse 
cenário. 
Seguindo essa linha de pensamentos, é possível perceber a necessidade e 
importância em transformar a educação especial em educação especial inclusiva, 
(entenda-se aqui a inclusão na escola regular) uma vez que para o efetivo 
desenvolvimento da criança com transtorno de qualquer espécie que a faça 
portadora de necessidades especiais, torna-se de maior importância sua inserção no 
meio social, considerando ainda que a coletividade seja sinônimo de 
desenvolvimento, portanto, é possível e real buscar na escola regular formas de 
complementação como as salas multifuncionais, para trabalhar de maneira 
específica, as diversas peculiaridades dos alunos (MACIEL, 2011). 
 
5.2 A organização curricular 
Um ponto de grande importância que não pode ser desconsiderado em 
nenhuma ferramenta de inclusão é a questão da concepção curricular. O currículo 
escolar deixou de ser algo isolado e estanque que representava apenas a 
organização e seriação dos conteúdos, o mesmo já não é mais desprovido de 
significações que possam contribuir para o desenvolvimento do educando com um 
todo (SOUSA, 2011). 
Hoje, além de orientar as atividades educativas e as formas de executá-las, 
apresenta-se como um recurso que considera todas as dimensões educativas, 
culturais e sociais do aluno, sendo, portantoum elemento representativo das 
expectativas pedagógicas de todos os envolvidos no processo, a fim de garantir 
respeito às particularidades dos estudantes e oportunizar condições de 
aprendizagem para todos. 
Viegas e Carneiro (2003 apud SOUSA, 2011) definem o currículo como 
sendo “o lugar organizado e instrumentador da singularidade do sujeito”. Essa 
concepção toma-se de grande importância no atual contexto da Educação Inclusiva, 
pois compromete-se com as diferenças individuais. 
 
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Embora o currículo considere vários aspectos da vida escolar dos alunos, 
ainda apresenta uma inflexibilidade que pode gerar algumas consequências para o 
progresso educacional, o que ocasionou e ocasiona a necessidade das adaptações 
curriculares para a educação especial. 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em seu Capítulo 5, 
consolida a Educação Especial como sendo a modalidade de educação escolar 
oferecida ao estudante com necessidades educacionais especiais. Propõe o recurso 
da adequação curricular como resposta às demandas de aprendizagem de um 
número elevado de estudantes prejudicados pela massificação existente na 
educação formal decorrentes da homogeneização da ação pedagógica e da rigidez 
dos currículos. 
Esse recurso é construído e bastante utilizado no trabalho das salas de 
recursos, pois possibilita o aluno deficiente um aprendizado de acordo com suas 
possibilidades e não de acordo com os padrões ou normas vigentes (SOUSA, 2011). 
Michels, Carneiro e Garcia (2010) também ao analisarem a organização do 
trabalho pedagógico da educação especial na educação básica, inferem que ele se 
apoia em duas premissas complementares: 
1º. A defesa de uma abordagem educacional de atendimento que se apoia na 
concepção das “necessidades educacionais especiais” para se contrapor ao 
modelo médico-psicológico de atendimento aos alunos da educação especial. 
2º. A crítica à homogeneização da escola do ensino regular: completa a primeira 
e defende o reconhecimento da heterogeneidade dos alunos ao contrapor-se 
à homogeneização pretendida pelas escolas do ensino regular. 
Outros pontos que atravessam este debate são os “serviços” pedagógicos, 
os locais de atendimento, as funções da educação especial na educação básica e as 
propostas de flexibilização e adaptação curriculares. Os serviços educacionais são 
classificados como regulares e especiais, identificando claramente a necessidade de 
criação ou manutenção de atendimentos especializados para os alunos 
considerados com necessidades especiais. 
 
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O modelo médico-psicológico contribuiu para que a tarefa da educação 
especial estivesse a serviço de um sistema educacional de organização seriada, 
elitista e classificatória, produtor de exclusão da escola de ensino fundamental e 
estruturado historicamente por meio de uma organização racional do trabalho 
pedagógico com base na homogeneidade. Faz parte do processo de escolarização 
no Brasil a identificação dos “alunos que não acompanham o ensino” (LATERMAN, 
2004) e a consequente criação de estruturas responsáveis pelo diagnóstico de 
deficiências, dificuldades de aprendizagem e fracasso escolar. 
O princípio de homogeneidade foi tomado como organizador das estruturas 
e serviços voltados a práticas educacionais de separação dos alunos, as quais 
contribuíram, em grande medida, para os resultados de evasão e repetência no 
ensino fundamental. As estruturas de atendimento de educação especial foram 
propostas sob esse mesmo critério, conforme demonstra JANNUZZI (2004). 
Entretanto, nas duas últimas décadas, junto à universalização do ensino 
fundamental, com ampliação da cobertura de matrículas, percebe-se uma mudança 
na composição dos alunos e um acento no discurso do reconhecimento da 
heterogeneidade na escola. Uma nova proposição de organização racional do 
trabalho pedagógico foi colocada, agora com base na diversidade e na 
heterogeneidade que põe para a escola a necessidade de mudanças curriculares. 
Acredita-se que o modelo médico-psicológico já não é mais referência, nem apoiado 
nas diferenças individuais (COLL et al., 1996; BRASIL, 1998). 
Pode-se afirmar que a organização do trabalho pedagógico na proposta de 
educação especial na educação básica (BRASIL, 2001), no âmbito nacional, 
orientava-se pelo local de atendimento: 
1) Na escola regular (classe comum, classe especial e sala de recursos). 
2) Na escola especial (em seus diferentes níveis de atendimento). 
3) Em ambiente não escolar (classe hospitalar e atendimento domiciliar). 
O local de atendimento mantinha íntima relação com as funções que estão 
previstas para o atendimento especializado: apoiar, complementar e suplementar e, 
por último, substituir os serviços educacionais comuns. A diversificação do 
 
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atendimento possibilitava contemplar uma grande variedade de necessidades que 
podiam ser apresentadas pela heterogeneidade dos alunos da educação especial. 
Em 2008, a Secretaria de Educação Especial do Ministério de Educação, 
elaborou, mediante a constituição de um grupo de trabalho, o documento Política 
Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva (BRASIL, 2008) indicando 
algumas mudanças sobre a educação dos sujeitos historicamente atendidos pela 
Educação Especial. Destaca-se a função da Educação Especial que passa a ser de 
apoiar, suplementar e complementar, deixando de valer a função de substituição da 
educação comum para as crianças e jovens na faixa etária obrigatória em termos de 
escolarização. Com isso, do ponto de vista curricular, o lócus preferencial do 
atendimento educacional especializado passa a ser a sala de recursos 
multifuncional. 
Ainda na esteira desses acontecimentos vimos o discurso avançar para a 
associação do AEE com atividades e recursos de acessibilidade e pedagógicos e, 
atualmente, a atenção aos recursos materiais, equipamentos e espaços 
especializados presentes na educação especial passam a focar a educação regular, 
apostando em uma escola de melhor qualidade para os alunos com alguma 
necessidade especial. 
Evidentemente que a articulação do trabalho pedagógico utilizando tais 
recursos é de extrema importância, mas não podemos nos esquecer da questão 
curricular. 
Sacristán (2000) observa o currículo escolar como a ferramenta essencial 
para a organização didática de processo de ensino e aprendizagem, o qual deve ser 
estruturado a partir da seleção de conhecimentos e das reinterpretações das 
práticas sociais, políticas, culturais, intelectuais e pedagógicas vivenciadas pela 
escola. 
No entendimento de Moreira e Baumel (2001), as classes especiais devem 
adotar o currículo regular oficial com as devidas adaptações e seu processo de 
ensino e aprendizagem deve ser baseado em avaliações e diagnósticos de natureza 
educacional. 
 
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Ressalte-se que o atendimento educacional especializado em salas de 
recursos multifuncionais não consiste em sala de reforço, mas em complementação 
e suplementação e se constituem em formas de dar respostas às diferentes 
necessidades dos estudantes. A afirmativa de que esta sala não é reforço e que não 
deve ser a repetição do que ocorre na sala de aula comum, pode levar a diferentes 
compreensões, entre elas uma que tem afastado o trabalho do atendimento das 
salas de recursos do currículo escolar e dificultado o estabelecimento de relação 
desse serviço com o ensino comum (REZENDE; TARTUCE, 2013). 
Pois bem, se a escola inclusiva se fundamenta no reconhecimento das 
diferenças humanas e na aprendizagem centrada nas potencialidades dos alunos, 
ao invés da imposição de rituais pedagógicos preestabelecidos que acabam por 
legitimar as desigualdades sociais e negar a diversidade, nessa perspectiva, as 
escolas devem responder às necessidades educacionais especiais de seus alunos, 
considerando a complexidade e heterogeneidade de estilos e ritmos de 
aprendizagem. Para tanto, é necessária uma nova estrutura organizacional, com 
currículos flexíveis, estratégias teóricas metodológicas eficientes, recursos e 
parcerias com a comunidade. 
 
5.3 Orientação e atendimento às famílias 
Muito além de a escola regular abrir suas portas para a inclusão de alunos 
portadores de necessidades especiais, precisamos pensar no papel da família como 
participante dessa longa caminhada, afinal, ela faz parte de um dos grupos de 
essencial importância na formação dos indivíduos. 
Concordamos com Portela e Almeida (2009) quando dizem ser preciso 
reconhecer entre os fatores que exercem influência educativa na formação da 
personalidade do indivíduo, a família e a escola, que ocupam um lugar 
imprescindível e indissociável. Apesar de possuírem características e possibilidades 
diferenciadas, com bastante frequência essas instituições se superpõem e se 
complementam, atingindo ambas a conduta do indivíduo de tal modo que não se 
pode abordar o desenvolvimento do indivíduo e a sua educação sem tê-las em 
conta. 
 
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Hoje, a família é interpretada como um contexto complexo, promotor do 
desenvolvimento primário, da sobrevivência e da socialização da criança, e também 
um espaço de transmissão de cultura, significado social e conhecimento comum 
agregado ao longo das gerações (DESSEN; BRAZ, 2005). 
De fato, a família tem um papel central no desenvolvimento das pessoas, 
pelo fato de garantir sua sobrevivência física e permitir as aprendizagens básicas 
necessárias para o desenvolvimento dentro da sociedade (aprendizagem do sistema 
de valores, da linguagem e do controle da impulsividade). Por meio de diferentes 
mecanismos (recompensa, castigo, modelação e outras formas de interação com a 
criança), a família vai moldando as características psicológicas do indivíduo (COLL; 
MARCHESI; PALACIOS, 2004; DEL PRETTE; DEL PRETTE, 2005; DESSEN; 
COSTA, 2005). 
A família também é um contexto de socialização especialmente relevante 
para a criança, já que durante muitos anos é o principal ambiente no qual ela cresce 
(GOMIDE, 2004; WEBER, 2008 apud GUALDA; BORGES E CIA, 2013). A família 
transmite valores, atitudes, cultura, conhecimento e habilidades para a vida, com 
base na maneira como oferece suporte emocional, social e financeiro para as 
crianças (DESSEN; SILVA, 2004). 
No entanto, segundo Dorziat (2007), há o pressuposto de que as 
expectativas dos familiares podem tanto contribuir para o desenvolvimento escolar 
dos alunos como para a estagnação desse processo. No primeiro caso, não basta o 
conhecimento dos direitos legais dos diferentes à educação, mas também o 
reconhecimento por parte da família das capacidades alternativas de elaboração e 
construção de conhecimentos, exigindo que o ambiente escolar cumpra seu papel 
educativo também para essas pessoas. Assume, assim, um papel importante na 
constituição de atitudes positivas, de aceitação da diferença em seus aspectos 
potenciais, enfim, pode ser um agente impulsionador do desenvolvimento dos(as) 
filhos(as), também no âmbito escolar. 
A mesma autora acredita que muitas das situações observadas de 
estagnação quanto ao desenvolvimento escolar dos diferentes são consequências, 
essencialmente, das baixas expectativas quanto às suas capacidades, que podem 
 
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começar no ambiente familiar. É confirmada e ratificada, ano após ano, a certeza 
inicial da incapacidade, da deficiência, postura essa que dificulta a busca de outras 
possibilidades de desenvolvimento, já corroborada pelas visões de desenvolvimento 
universal e padronizado existentes na escola. 
Que as famílias precisam se adaptar à nova rotina ao ter uma criança com 
necessidades especiais não há dúvidas, como também é evidente e incontestável a 
necessidade do Estado oferecer suporte social para diminuir o estresse e auxiliar no 
processo de adaptação que pode ser longo, focando as reais necessidades dessas 
famílias (GOITEIN; CIA, 2011). 
Estudos de Araújo (2004) e Williams e Aiello (2004) apontaram que os 
programas de intervenção que envolvem as famílias devem empoderá-las, a fim de 
que se tornem independentes e com habilidades para buscar e ter recursos 
necessários ao longo do desenvolvimento do seu filho. Os programas de intervenção 
com famílias tendem a focar nos seus aspectos positivos e de prepará-las para 
enfrentar as diferentes adversidades. Assim deve-se trabalhar com o controle de 
estresse, aumentar o seu repertório de enfrentamento e ampliar a sua rede de apoio 
social. 
Mais recentemente, Gualda, Borges e Cia (2013) desenvolveram uma 
pesquisa que buscou investigar quais são os recursos e as necessidades dos pais 
de crianças pré-escolares com necessidades educacionais especiais e mais uma 
vez foi Bronfenbrenner quem respaldou os resultados dessa pesquisa. Fazendo um 
recorte nesses resultados vamos apresentar apenas alguns pontos que se 
relacionam com a participação da família que possuem filhos portadores de alguma 
necessidade especial e a educação inclusiva, no tocante à sala de recursos 
multifuncionais. 
• Quanto maior a presença de objetos e símbolos no ambiente imediato da 
criança, maior a probabilidade de que a criança explore e manipule os objetos 
ao seu redor, o que também favorecerá a ocorrência dos processos proximais 
(BRONFENBRENNER, 1996 apud GUALDA, BORGES e CIA, 2013). 
• Por serem os pais os principais mediadores entre a criança e o mundo, o 
estabelecimento das relações afetivas dentro da família, facilita não só a 
superação de possíveis divergências, como também a sua integração na 
sociedade (GOMIDE, 2004 apud GUALDA, BORGES e CIA, 2013). 
 
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• Os hábitos familiares devem ser mantidos por meio de uma grande 
comunicação, pois é fundamental dentro dos padrões familiares que os pais 
sejam responsivos, ou seja, reajam de forma sensível às necessidades das 
crianças procurando captar seus interesses (BEE; BOYD, 2011 apud 
GUALDA, BORGES e CIA, 2013). 
• Ao nível macrossistêmico, entende-se que os investimentos destinados para 
os diferentes setores, podem ser fundamentais na minimização dos 
problemas encontrados pelas famílias como, por exemplo, tratamentos 
adequados, presença de sala de recursos multifuncionais próxima aos lares e 
serviços de lazer disponíveis, tanto para as crianças quanto para os pais. 
 
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UNIDADE 6 – A UTILIZAÇÃO DE SOFTWARES E OUTRAS 
EXPERIÊNCIAS 
 
6.1 Uso de softwares 
O avanço tecnológico e o desenvolvimento da engenharia de softwares 
vieram contribuir sobremaneira com o atendimento educacional especializado e com 
as salas de recursos multifuncionais, tanto que dentre os equipamentos para estas 
salas encontramos computadores de mesa e laptops. 
No caso da Comunicação Aumentativa Alternativa (CAA) são usadas as 
pranchas, superfícies com símbolos selecionados de acordo com as necessidades 
do aluno e os próprios objetivos das pranchas. Elas podem dispor de fotografias, 
desenhos, imagens confeccionadas, com ou sem legenda, alfabeto, números, enfim, 
quaisquer elementos necessários para efetivar a comunicação (SANTAROSA et al, 
2010). 
O processo de comunicação por meio de pranchas consiste em apontar para 
aquilo que se deseja espessar, comunicando através das imagens, palavras 
contidas na prancha, ou até mesmo formando palavras a partir do alfabeto, no caso 
de sujeitos letrados ou em processo de letramento. O ato de apontar pode variar 
segundo o grau de comprometimento motor do usuário da prancha. Em alguns 
casos utilizam-se da CAA aliada a outras Tecnologias Assistivas como apontadores, 
vocalizadores, etc. 
Evidentemente que o uso das pranchas requer estratégias pedagógicas que 
se adequem às necessidades do sujeito e que variam de acordo com o contexto, 
tornando-se presentes nos diversos espaços do dia a dia da criança (SANTAROSA 
et al., 2010). 
É importante salientar que as pranchas não são o único recurso para se 
trabalhar com símbolos gráficos: podem ser confeccionados também cartões de 
comunicação, agendas, álbuns de fotografias e tantos outros acessórios que 
venham a se adequar ao contexto comunicacional do sujeito. 
Em todos estes recursos referidos, as imagens têm uma posição importante 
como ferramenta simbólica de comunicação, apresentando-se hoje por meio de 
 
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softwares. Os símbolos podem ser estabelecidos a partir de imagens fotográficas, 
figuras desenhadas pelos mediadores ou pelos sujeitos, ou figuras obtidas por 
outros meios. Porém, existem conjuntos de imagens desenhadas a partir de um 
mesmo padrão. Dentre o conjunto dos sistemas simbólicos, o sistema BLISS, o 
sistema PIC e o sistema PCS têm sido muito utilizados. 
O sistema Picture Communication Symbols (PCS) foi desenvolvido pela 
fonoaudióloga Roxana Mayer Johnson em meados de 1981, como forma de 
promover a CAA entre adultos e crianças. Atualmente, conta com mais de 6.000 
símbolos coloridos ou em preto e branco (MAYER-JOHNSON, 2010 apud AVILA, 
2011; SCHIRMER; BERSCH, 2007). 
Os PCS têm sido muito difundidos no âmbito internacional. Ao todo, já foram 
traduzidos para 10 idiomas distintos, incluindo o português (BERSCH e SCHIRMER, 
2007). O conjunto de símbolos PCS pode ser encontrado nos softwares Boardmaker 
e Escrevendo com Símbolos ou em livro (Combination Book). 
Os sistemas simbólicos podem ser explorados em recursos de baixa 
tecnologia, constituindo-se elementos representativos em pranchas, álbuns ou 
cadernos de comunicação, por exemplo. Além disso, pode-se explorá-los em 
recursos de alta tecnologia, como é o caso dos PCS, que constituem o sistema 
simbólico do software Boardmaker. 
Porém, os sistemas simbólicos não precisam necessariamente pertencer a 
um software para serem utilizados no mesmo. Pode-se utilizar estes sistemas em 
softwares que não foram desenvolvidos especificamente para a CAA, mas que 
apresentam potencial para este fim. 
Vamos falar de alguns sistemas computacionais que podem ser utilizados 
com a finalidade de desenvolver estratégias de CAA, sendo alguns deles softwares 
específicos para CAA e outros, apenas aplicativos que implementam estratégias 
pedagógicas de uso da mesma. 
a) Amplisoft 
O Amplisoft é um conjunto de aplicativos desenvolvidos para pessoas com 
deficiência motora. Dentre os aplicativos encontram-se o Editor Livre de Prancha e a 
 
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direitos autorais. Nenhuma parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada seja por meios 
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recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
43
 
Prancha Livre (ilustrados abaixo). O Editor Livre de Prancha é um aplicativo que 
permite construir uma prancha com espaços definidos para a inserção de imagens 
para uso impresso. 
1) 2) 
 
1)Tela principal do editor livre de prancha. 
2)Tela para a construção de pranchas no prancha livre. 
 
A Prancha Livre, embora possua o mesmo banco de imagens do Editor 
Livre, foi construída com o propósito de uso de pranchas incorporando recursos de 
áudio e varredura. O sistema de varredura consiste no software apontar 
sequencialmente os objetos na tela, permitindo ao usuário o controle através do uso 
de comutadores ou outros dispositivos. A presença destes recursos na Prancha 
Livre leva o seu uso a ser eficaz quando diretamente no computador. 
b) Boardmaker 
O Boardmaker é um software proprietário, cuja sexta versão contém mais de 
4500 símbolos (PCS) que são utilizados para a confecção de pranchas de 
comunicação (MAYER-JOHNSON 2010 apud AVILA, 2011). 
 
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44
 
Tela principal do Boardmaker 
 
O Boardmaker é ferramenta destinada à confecção de pranchas, oferecendo 
opções de localização e aplicação de símbolos (já contidos no software) e imagens 
(as quais podem ser importadas). As imagens e legendas podem ser editadas dentro 
do software. São oferecidas também as opções de imprimir, para que se possa 
trabalhar as pranchas construídas em material concreto, e salvar, para que as 
pranchas construídas possam ser retomadas posteriormente. Além disso, o 
Boardmaker também oferece uma série de templates que permitem ao usuário, por 
exemplo, organizar agendas, calendários e atividades. 
c) HagáQuê 
Este software foi desenvolvido pelo Núcleode Informática Aplicada à 
Educação (NIED) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) com vistas a 
proporcionar a criação de histórias em quadrinhos por crianças dos primeiro e 
segundo ciclos do ensino fundamental, ainda não familiarizadas com o computador. 
Embora seu uso não seja específico para CAA, o mesmo pode ser utilizado em 
função de que os recursos que contém possibilitam o desenvolvimento de 
estratégias diversificadas voltadas para a comunicação e o letramento. 
O software dispõe de um conjunto de personagens, objetos e cenários a 
serem utilizados em suas histórias. Possibilita a inserção de novas imagens, o que 
permite que o sistema seja adaptado às necessidades do aluno. 
 
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45
 
d) Bitstrips 
O Bitstrips é uma ferramenta online para a construção de charges animadas. 
Não se trata de um software educativo, mas pode ser utilizado para tal fim. 
Esta ferramenta oferece diversas opções de cenários e personagens, com 
possibilidades de modificações dos mesmos, trabalhando-se elementos como a 
aparência física das pessoas, suas vestimentas e estado de humor. Com isso, pode-
se trabalhar com as crianças questões referentes a características (pessoais e de 
outros), fazendo a montagem de personagens. 
As histórias criadas são salvas num servidor e acessíveis ao público, sempre 
que autorizado pelo criador das mesmas. 
O acesso ao Bitstrips ocorre a partir do seu endereço na internet: 
http:www.bitstrips.com. Para utilizá-lo, basta que o usuário crie um login no site 
indicado. 
e) Toon Doo 
Assim como o Bitstrips, o Toon Doo é uma ferramenta online para a criação 
de histórias em quadrinhos. Esta ferramenta também oferece manipulação de 
objetos e permite a criação de personagens, com diferentes formas e feições. 
Como no caso anterior, a opção de salvar, publica a história. Para utilizar o 
Toon Doo, é necessário efetuar um cadastro em seu site: http: www.toondoo.com 
f) Softwares do pacote Office ou BrOffice 
Além dos softwares descritos, que contemplam ou diretamente a CAA ou a 
criação de histórias em quadrinhos, softwares que constituem os pacotes Office ou 
BrOffice, como o Word e o PowerPoint ou o Writer e o Impress também podem ser 
explorados no âmbito da CAA. 
Em softwares como o Word ou o Writer podem ser confeccionadas, por 
exemplo, pranchas através de tabelas com a inserção de figuras e legendas nas 
mesmas, como apresentado na figura abaixo. 
 
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46
 
Prancha elaborada no software word do pacote Office 2007 
 
 
O PowerPoint e o Impress também podem ser utilizados como recursos de 
alta tecnologia para oferecer a CAA. Apresentações podem ser criadas com 
diferentes níveis de pranchas, onde cada slide traz novas informações (ilustração 
abaixo). 
Apresentação elaborada em PowerPoint (Office 2007) 
 
 
Temos ainda o software SCALA (Sistema de Comunicação Alternativa para 
Letramento de alunos com Autismo) que permite a inclusão de sujeitos com déficits 
na comunicação oral, auxiliando no processo de comunicação e, consequente, 
inclusão. Este software utiliza símbolos pictóricos que foca na utilização em 
dispositivos móveis (celular, tablets, entre outros) existindo ainda uma versão para 
web para módulos prancha e história (BEZ; PASSERINO, 2012). 
 
 
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47
 
6.2 Enunciado em blogs 
Rios e Mendes (2013) iniciaram uma pesquisa interessante sobre práticas 
de professores que atuam em salas de recursos multifuncionais e seus relatos em 
blogs que acreditamos ser uma via alternativa para repassar a experiência a outros 
colegas e que pode ser bem enriquecedora. 
O levantamento dos blogs foi feito a partir de buscadores na internet, com o 
filtro “Pesquisa de Blogs”. Os descritores utilizados foram “sala de recursos 
multifuncional”, “sala de recurso”, “atendimento educacional especializado”, “inclusão 
escolar” e “educação inclusiva”. 
Para a seleção dos blogs, foram adotados os seguintes critérios: ser 
nacional; pertencer a professor da educação especial – verificado a partir do perfil do 
blogueiro. Desconsiderou-se blogs de escolas, diretorias de ensino, ou similares, já 
que os textos não eram de autoria de um único professor; conter pelo menos cinco 
postagens; temática ser relacionada à educação especial. Blogs que continham 
várias temáticas, ou outras que não fossem a educação especial foram descartados. 
Considerando que a PNEE-EI foi homologada em 2008, optou-se por 
delimitar a busca entre 2009 e 2012. 
Vale a pena aguardar o resultado da pesquisa e analisar, até mesmo 
comparativamente, as postagens desses professores refletindo sobre teoria-prática, 
ou seja, se elas têm caminhando paralelamente ou se a teoria ainda sobrepõe a 
prática cotidiana. 
De todo modo, temos abaixo três sugestões de blogs que vale a pena visitar: 
Na sala de recursos Cecília Meireles disponível no site: 
http://saladerecursosceciliameireles.blogspot.com.br/p/atividades.html existem 
atividades online para alfabetização e reforço. 
 
O site http://acilianesaladerecursos.blogspot.com.br/ é um blog destinado a troca de 
informações e experiências sobre Atendimento Educacional Especializado. “Ser feliz 
nem sempre significa que tudo é perfeito. Significa que você decidiu olhar além das 
imperfeições”. 
 
Por fim: http://inclusaofranciscalopes.blogspot.com.br/2012/05/sala-de-recurso-
multifuncionalplano-de.html 
 
 
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48
 
6.3 Outras experiências 
Goiatá e Teixeira (2012) também realizaram uma pesquisa com o objetivo de 
saber quais saberes e quais maneiras de aprender são favorecidas por dispositivos 
utilizados fora da sala de aula comum, partindo do princípio de que o desenho, a 
invenção de histórias e a elaboração de um chiste (piada graciosa) podem facilitar a 
construção de textos e, vice-versa, ou seja, a resolução de problemas lógicos pode 
representar um fato histórico, um contexto subjetivo, indicar um conhecimento 
adquirido ou o desejo de construir um conhecimento novo e concluíram que espaços 
educacionais fora da sala de aula comum não devem ser considerados apenas 
como complementação da aprendizagem, mas como espaços que podem propiciar a 
construção do conhecimento com toda a complexidade que lhe é inerente. 
Algumas indagações orientaram a prática: As histórias e os desenhos 
construídos na SRM podem conter elementos indicadores do desenvolvimento 
cognitivo dos alunos? De que forma o desenho, a construção de histórias e a 
elaboração de um chiste como expressões da subjetividade dos alunos com 
deficiência, Transtornos Globais de Desenvolvimento(TGDs) e altas habilidades 
(superdotação) podem contribuir para a reorganização do pensamento em sua 
função cognitiva, desdobrando-se em produção de conhecimento? 
Para Nagem (1997) e Duarte (2005), o conhecimento é construído com um 
raciocínio analógico. Consequentemente, o uso de analogias e metáforas como 
mediadores no processo de aprendizagem facilita a compreensão de conceitos, e 
seu uso pode ser um indicador de aprendizagem. Isso porque tanto as analogias 
quanto as metáforas são construídas com base em, pelo menos, dois conceitos 
distintos: um desconhecido e outro que é familiar ao sujeito; ambas expressam 
formas de comparação complexas e tais comparações possibilitam a compreensão 
de ideias e conceitos abstratos. 
A estratégia de ensino com analogias e metáforas consiste em introduzir 
novos conhecimentos a partir do estabelecimento explícito desses elementos com 
um domínio de conhecimento mais familiar e melhor organizado, que serve como um 
marco referencial para compreender a nova informação, construir novos 
conhecimentos. 
 
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49
 
Na pesquisa citada, nas respostas dos alunos com NEE à proposta da 
professora de construir coletivamente um livro e na forma singular como eles 
conceberam essa proposta, podem ser localizadas oportunidades de novas 
estratégias de ensino/aprendizagem ao se considerar a Sala de Recursos como 
espaços privilegiados para emergência da diferença. Isso significa, por um lado, 
ampliar os recursos das crianças e adolescentes que apresentam deficiências, 
transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades para lidar com os 
conhecimentos trabalhados na escola – que, muitas vezes, não correspondem ao 
que delas é esperado em termos de exigência curricular; e, por outro, atenuar as 
diferenças que extrapolam as dificuldades de aprendizagem, determinadas, também, 
pelo contexto social, cultural e subjetivo. 
Nesse sentido, observa-se que parte da necessidade de educação presente 
na criança como estruturante de seu desenvolvimento psíquico e social se 
reapresenta como um saber novo mediante a construção de imagens e narrativas 
associadas às suas experiências de vida, que sugerem a busca pelo prazer e onde o 
endereçamento das tiradas irônicas e cômicas ao outro – professora e colegas – 
chega a provocar o riso coletivo. O elemento subjetivo presente no chiste se 
desdobra em metáforas nas atividades pedagógicas seguintes, pois os alunos 
continuam trazendo outros elementos significativos para as aprendizagens, 
traduzidos no estudo dessas autoras como produção de conhecimento (GOIATÁ; 
TEIXEIRA, 2012). 
A tensão que envolve a reconstrução do conhecimento encontra-se 
presente, em seu aspecto singular, na expressão de cada um dos alunos, verificada 
na diversidade de linguagem em forma de analogias, metáforas e chistes. Diante 
disso, faz-se necessário salientar que as necessidades educacionais tornam-se 
especiais uma vez que existe um esforço de criação de sentido que nos surpreende. 
Assim, os espaços educacionais de apoio pedagógico devem ser considerados 
espaços privilegiados de aprendizagem, independentemente de serem 
caracterizados como apoio escolar na esfera pública ou privada, dentro ou fora da 
 
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50
 
UNIDADE 7 – MODELO DE PLANO DE AÇÃO 
PEDAGÓGICO (PAP) E O PLANO DE AÇÃO INDIVIDUAL 
PARA O AEE 
 
O essencial para o professor organizar o Plano de Ação Pedagógico (PAP) 
dentro do Projeto Político Pedagógico é o seguinte: 
1. Dados de identificação da escola. 
2. Nome do Projeto. 
3. Nome do professor elaborador e parceiros. 
4. Introdução: o quadro de levantamento em forma descritiva (o original irá 
como anexo) nessa descrição será descrita de forma ampla a dificuldade geral dos 
alunos e se for altas habilidades será o desenvolvimento superior, como ele aprende 
que recursos são os mais viáveis (relatar só o que já possui). Importante fazer uma 
leve comparação ao desenvolvimento primário usando uma visão holística (ampla). 
5. Objetivo geral: colocar um objetivo de pensamento amplo que sugere um 
resultado final de forma exata, porque esse será o seu pressuposto de trabalho. 
6. Objetivos específicos: usar o decreto do AEE e as Leis que são próprias 
do seu estado, ou município, se for o caso utilizar apenas três objetivos para cada 
aluno. 
7. Referencial teórico: a principal a ser mencionada é a LDB nº 9394/96, mas 
cada estado pode ter decreto do Conselho Estadual, sendo que na página do MEC 
serão encontrados muitos documentos legais orientadores. 
8.Metodologia: metodologia trata de “como” será desenvolvido o PAP. 
Portanto, fala acerca do público alvo, organização, desenvolvimento, 
implementação, recursos e outras questões necessárias para o PAP. 
Público Alvo: descreve quem são os beneficiados no PAP. Poderá descrever 
o contexto, o local e a realidade na qual o público se insere. 
Organização, desenvolvimento, implementação: descrição de como será o 
atendimento educacional especializado em termos de organização, 
desenvolvimento, implementação, cronograma, atividades, etc. 
 
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recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
51
 
Recursos: descrição dos recursos humanos e físicos necessários para o 
desenvolvimento do PAP. 
Cada PAP tem suas características e poderá utilizar outros itens no 
desenvolvimento da sua metodologia. Você poderá descrever de forma ampla 
direcionando o atendimento para que não pareça reforço nem laboratório de 
Psicopedagogia. Lembrando sempre que o AEE não enfatiza conteúdo, mas sim o 
trabalho das habilidades do aluno. 
9.Resultados esperados: descrição e análise dos possíveis resultados da 
implementação do PAP, quanto ao número de abrangência de alunos, escolas, 
professores e comunidade beneficiados. Pode-se descrever o tipo de benefício 
(diretos e indiretos) que os envolvidos obterão, entre outras questões. 
10. Referências. 
Quanto ao Plano de Ação Individual (PAI), o roteiro pode ser o seguinte: 
1. Identificação da escola: 
2. Nome do(s) professor(es): 
3. Nome do aluno: 
A) Diagnóstico Pedagógico: 
B) Orientação escolar: 
Em 2010, a aluna citada obteve atendimento com a Orientação no qual 
detectou-se a seguinte situação: repetente a quatro anos não apresenta rendimento 
escolar, conhece as vogais e junções, não reconhece dias da semana e apresenta 
um quadro estacionário na sua evolução intelectual, tanto na língua portuguesa e na 
matemática. 
Em 2011, a professora do ensino regular procurou o AEE para solicitar 
atendimento de forma que pudesse ajudar. Tudo registrado em ata (Ata nº 
011/2xxx.). Conversou-se com a família sobre a necessidade de um diagnóstico 
clínico para direcionamento de atendimento. 
A aluna foi transferida desta instituição de ensino terminando o ano letivo em 
outra unidade e retornando esse ano. 
 
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eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou gravações, ou, por sistemas de armazenagem e 
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52
 
Para os itens abaixo utilize materiais concretos de fácil manuseio que aluno 
possa entender de forma clara os comandos. 
Diagnóstico de 2011: realizado com a professora Maria, notou-se na aluna o 
seguinte desempenho: 
Identidade: escreveu o nome de forma não usual porém cursiva, retornando 
para finalizar a segmentação da letra, ao formar o seu nome na mesa confundiu M e 
W confundiu o P e o H não reconheceu o D e o T, o S denominou como SA de 
“sapo” o K confundiu com Y, não reconheceu o Y e o Z. (UTILIZE FOTOS, ESCRITA 
DO NOME, DINÂMICA, ATIVIDADES IMPRESSAS, ETC...) 
Lateralidade: confunde as partes bilaterais do corpo e não identifica quando 
tem um comando duplo e com referencia frontal. 
ESQUEMA CORPORAL, QUEBRA-CABEÇA. 
Sequência: dificuldade espacial, porém realiza segmentações simples e com 
duas ou três dificuldades, conseguiu melhor desempenho após a segunda 
explicação, conhece os conceitos de adição e subtração denominando de “mais” e 
“menos”, realizou adições e subtrações com material concreto e conseguiu abstrair 
sem a utilização do material. 
BLOCOS LÓGICOS, QUEBRA-CABEÇAS, JOGOS DE ENCAIXE, 
ATIVIDADES IMPRESSAS, ETC. 
Oralidade: associação de ideias: não consegue desenvolver um texto oral 
sem ajuda, prende-se a relembrar posicionando sempre o olho para a direita. 
RELATO DE FATOS DO DIA-A-DIA; RELATOS DE HISTÓRIAS FEED-
BACK DA AULA, ETC. 
Teste de escrita: método de Emília Ferreiro. 
Grupo de palavras: Festa de aniversário. Foi a festa de aniversário da prima 
e relacionou os itens que tinha no ambiente. Selecionamos o seguinte grupo de 
palavras: 
BRIGADEIRO – BEXIGA – UVA - PÃO e a frase “EU BRINQUEI NO 
ANIVERSÁRIO”. 
 
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53
 
O desenvolvimento foi o seguinte: 
Escreveu para BRIGADEIRO: I-G-O percebendo que faltava uma letra 
reescreveu: I-G-B-O garantindo uma letra para cada sílaba. BEXIGA escreveu: B-X-
G. O processo foi o mesmo. UVA escreveu UA mas quando leu descobriu que não 
era e não conseguiu escrever novamente. PÃO: escreveu CO e não conseguiu fazer 
o som nasalisado: Ã. Depois tentou escrever da seguinte forma: T ou P, mas não 
conseguiu descobrir. AEU BRINQUEI NO ANIVERSÁRIO. Escreveu E- OI-ACA- A. 
 
CUIDADO: O professor do AEE não trabalha conteúdo de sala de aula, ele trabalha 
a dificuldade do aluno. Essa avaliação é importante para saber onde o aluno parou e 
como você pode ajudá-lo. 
C) Justificativa: utilize o Decreto nº 6.571/2008, a LDB e outros documentos 
disponíveis. 
D) Objetivos 
1° Desenvolver atividades de sequenciação: palavras, objetos, etc. 
2° Propiciar momentos de atividades para consciência fonológica das 
palavras em nível silábico. 
3° Propor atividades com recursos de lateralidade e temporalidade, 
envolvendo o esquema corporal e conceitos de dia, mês e ano, tempo recente: 
ontem, hoje, amanhã, etc. 
No caso de deficiência intelectual, você deve utilizar o menor número de 
objetivos individuais, quando ele alcança você, aí substitui por outro. 
No caso da cegueira e da surdez não se recomenda o uso dos três 
objetivos, porque esses alunos não possuem uma dificuldade cognitiva. 
O AEE caminha de acordo com o desenvolvimento de sala e a dificuldade 
pessoal do aluno. Nesse caso, o professor de AEE realizará a confecção junto ao 
professor de sala regular a fim de que ambos tenham um desenvolvimento dentro do 
esperado. 
 
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54
 
Aplica-se os três objetivos para: PC (paralisia cerebral), deficiências 
múltiplas, deficiência intelectual e surdo-cegueira. No caso dos transtorno globais do 
desenvolvimento deve ter características próprias. 
E) Conteúdos: Sequência; Consciência fonológica; Identidade; Lateralidade; 
Temporalidade. 
F) Disciplinas envolvidas Língua Portuguesa. 
G) Metodologia/Procedimentos 
Jogos; Pranchas; Tipos de texto; Rimas; Jogos online; Atividades 
direcionadas à fase silábica; Dinâmicas; Jogos de mesa; Jogos da memória; 
Quebra- cabeça; Histórias; 
H) Registro do processo 
Através de relatórios e fotos, filmes, de acordo com a necessidade. (CASO 
PRECISAREM DE UTILIZAR AS FOTOS DO ALUNO E SUAS VIVÊNCIAS 
PUBLICAMENTE, FAÇAM O TERMO DE AUTORIZAÇÃO PARA QUE LHES DEEM 
RESPALDO. 
I) Avaliação e resultados esperados 
Conselho de professores com desenvolvimento anual e avaliação individual 
de cada aluno de forma ampla e estrita, os registros constam em ata de atendimento 
e reunião de pais. 
Relatório geral a Secretaria de educação. 
(Sala de Recursos Cecília Meirelles, disponível em 
http://saladerecursosceciliameireles.blogspot.com.br/p/plano-de-aula.html) 
 
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55
 
UNIDADE 8 – LEGISLAÇÃO PERTINENTE 
 
Além da Constituição Federal de 1988, da Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional (LDBEN, nº 9394/9) e outras de igual teor, encontramos alguns 
documentos norteadores da política de educação inclusiva e ênfase nas salas de 
recursos multifuncionais que devem ser de conhecimento dos profissionais que 
atuarão nessa área, a saber: 
 
8.1 Decreto nº 6094 de 2007 
O Decreto1 nº 6.094, de 24 de abril de 2007, dispõe sobre a implementação 
do Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação, pela União Federal, em 
regime de colaboração com Municípios, Distrito Federal e Estados, e a participação 
das famílias e da comunidade, mediante programas e ações de assistência técnica e 
financeira, visando a mobilização social pela melhoria da qualidade da educação 
básica. 
 
8.2 Portaria Normativa nº 13 de 24 de abril de 2007 
A Portaria Normativa2 nº 13 de 24 de abril de 2007 dispõe sobre a criação do 
“Programa de Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais”, que tem como 
objetivo justamente apoiar os sistemas públicos de ensino na organização e oferta 
do atendimento educacional especializado e contribuir para o fortalecimento do 
processo de inclusão educacional nas classes comuns de ensino (art. 1º). 
 
1 Os decretos fazem parte das normas inferiores às normas infraconstitucionais. Nascem do burocrata 
administrativo, é uma normatização interna da administração pública. Normatização que serve para 
buscar a fiel execução da lei, ou seja, as normas infralegais detalham o que diz a norma 
infraconstitucional. Os decretos são expedidos pelo Presidente da República, para dar fiel execução a 
uma lei já existente e dispor sobre a organização da administração pública (BITTENCOURT; 
CLEMENTINO, 2012). 
 
2 As Portarias, igualmente os decretos, são as normas inferiores às normas 
infraconstitucionais/legais. É o instrumento pelo qual Ministros ou outras autoridades de alto escalão 
expedem instruções sobre procedimentos relativos à organização e funcionamento deserviços e, 
ainda, podem orientar quanto à aplicação de textos legais. Por outro lado, uma instrução normatiza 
explica de que forma será cumprido o que estabelece a portaria (BITTENCOURT; CLEMENTINO, 
2012). 
 
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56
 
Seu parágrafo único diz que essa sala de recursos é um espaço organizado 
com equipamentos de informática, ajudas técnicas, materiais pedagógicos e 
mobiliários adaptados, para atendimento às necessidades educacionais especiais 
dos alunos. 
 
8.3 Nota técnica – SEESP/GAB/Nº 11 de 2010 
A Nota Técnica3 nº 11 de 07 de maio de 2010, interessada aos sistemas de 
ensino, trata das orientações para a institucionalização da oferta do atendimento 
educacional Especializado (AEE) em Salas de Recursos Multifuncionais, 
implantadas nas escolas Regulares. 
Relembrando que a educação inclusiva, fundamentada em princípios 
filosóficos, políticos e legais dos direitos humanos, compreende a mudança de 
concepção pedagógica, de formação docente e de gestão educacional para a 
efetivação do direito de todos à educação, busca transformar as estruturas 
educacionais que reforçam a oposição entre o ensino comum e especial e a 
organização de espaços segregados para alunos público-alvo da educação especial. 
Nesse contexto, o desenvolvimento inclusivo das escolas assume a 
centralidade das políticas públicas para assegurar as condições de acesso, 
participação e aprendizagem de todos os alunos nas escolas regulares, em 
igualdade de condições. 
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial é definida como 
uma modalidade de ensino transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, que 
disponibiliza recursos e serviços e realiza o AEE de forma complementar ou 
suplementar à formação dos alunos público-alvo da educação especial. 
 
3 Nota Técnica é um documento elaborado por técnicos especializados em determinado assunto e 
difere do Parecer pela análise completa de todo o contexto, devendo conter histórico e fundamento 
legal, baseados em informações relevantes. É formal e impessoal, não podendo ser utilizada a 
primeira pessoa. Oferece alternativas para tomada de decisão. A Nota Técnica é emitida quando 
identificada a necessidade de fundamentação formal ou informação específica da área responsável 
pela matéria. Deverá ser elaborada por técnicos do assunto e encaminhada à chefia imediata, para 
validação e providências devidas. Compõe-se de três partes distintas: introdução (fundamentos legais 
ou histórico); desenvolvimento (análise técnica, parecer técnico); conclusão (parecer favorável ou 
desfavorável, com sugestões e/ou proposições de providências) (AMORIM, 2011). 
 
 
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57
 
Assim, na organização dessa modalidade na educação básica, devem ser 
observados os objetivos e as diretrizes da política educacional, atendendo o 
disposto na legislação que assegura o acesso de todos a um sistema educacional 
inclusivo, no qual se destacam: 
� a Constituição da República Federativa do Brasil (1988); 
� a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2006), 
publicada pela ONU e promulgada no Brasil por meio do Decreto nº 
6.949/2009; 
� a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação 
Inclusiva (2008); 
� o Decreto nº 6.571/2008, dispõe sobre o apoio técnico e financeiro da União 
para ampliar a oferta do atendimento educacional especializado; 
� a Resolução CNE/CEB nº 4/2009, institui Diretrizes Operacionais para o 
Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica. 
 
8.4. Portaria nº 25 de 19 de junho de 2012 
Feitas as devidas considerações (no documento original), a Secretária de 
Educação Continuada, Alfabetização, diversidade e Inclusão, no uso de suas 
atribuições que lhe confere o art. 20 da Lei nº 7.690, de 02 de março de 2012, 
resolve que a participação no Programa Implantação de Salas de Recursos 
Multifuncionais estará condicionada à adesão ao termo constante ao final dessa 
Portaria (art. 1º) e mais, 
Art. 2º - As escolas a serem contempladas pelo Programa Implantação de 
Salas de Recursos Multifuncionais deverão ser indicadas pelas Secretarias de 
Educação dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal, por meio do Sistema 
de Gestão Tecnológica do Ministério da Educação – SIGETEC. 
Parágrafo único - As instituições de ensino interessadas em aderir ao 
Programa devem ser, obrigatoriamente, públicas, com matrícula de estudante 
público-alvo da educação especial em classe comum, registrada no Censo Escolar 
MEC/INEP do ano anterior. 
 
Todos os direitos reservados ao Grupo Prominas de acordo com a convenção internacional de 
direitos autorais. Nenhuma parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada seja por meios 
eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou gravações, ou, por sistemas de armazenagem e 
recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
58
 
Art. 3º - Para aderir ao Programa as Secretarias de Educação dos Estados, 
dos Municípios e do Distrito Federal, doravante denominadas de DONATÁRIAS, 
deverão aceitar a doação com encargos dos bens a serem enviados às escolas 
selecionadas e contempladas pelo Programa e concordar, integralmente, com as 
suas diretrizes. 
Art. 4º - A doação será revertida, mediante notificação extrajudicial à 
DONATÁRIA, quando esta der causa a uma das seguintes situações: 
I - violação dos objetivos ou inobservância das diretrizes do Programa; ou, 
II - quando comprovada a ociosidade ou o mau uso dos equipamentos. 
Art. 5º - São obrigações deste Ministério no âmbito do Programa: 
I - viabilizar e garantir a entrega dos equipamentos e mobiliários; 
II - acompanhar as atividades desenvolvidas; 
III - avaliar a efetiva utilização dos bens em conformidade com a finalidade 
estabelecida; e, 
IV - reaver os bens no caso de reversão da doação, e realocá-los para 
outras escolas públicas e/ou órgãos passíveis de contemplação pelo Programa 
Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais. 
Art. 6º - Fica obrigada a DONATÁRIA a: 
I - subordinar-se às diretrizes do Programa; 
II - responsabilizar-se pela preservação do espaço físico para a instalação 
dos bens doados; 
III - disponibilizar professor para atuar na organização e oferta do 
atendimento educacional especializado – AEE; 
IV - responsabilizar-se pela manutenção dos equipamentos doados; 
V - orientar a escola destinatária para instituir no seu Projeto Político 
Pedagógico, a organização e oferta do Atendimento Educacional Especializado 
complementar ou suplementar à escolarização de estudantes público-alvo da 
 
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direitos autorais. Nenhuma parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada seja por meios 
eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou gravações, ou, por sistemas de armazenagem e 
recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
59
 
educação especial, matriculados nas classes comuns do ensino regular, na 
Educação de Jovens e Adultos e na Educação Profissional; 
VI - promover a formação continuada aos professores que atuam no AEE; 
VII - zelar pela segurança e integridade dos equipamentos, inclusive acionaras respectivas “garantias de funcionamento” oferecido pelo fornecedor; e, 
VIII - restituir os bens doados em perfeitas condições de conservação e 
funcionamento em caso de reversão da doação. 
Art. 7º - No ato da adesão ao Programa Implantação de Salas de Recursos 
Multifuncionais far-se-á a doação dos bens que compõem as Salas de Recursos 
Multifuncionais, a ser consolidada após sua efetiva entrega. 
TERMO DE ADESÃO 
Estabelecimento /Donatário:_________________________________ 
CNPJ:__________________________________________________ 
Município/UF:____________________________________________ 
Nome do responsável:_____________________________________ 
Telefone:_______________;e-mail:__________________________ 
Eu,__________________________(nome), nomeado (a) Secretário de Educação, CPF 
____________________________, RG______________, residente e domiciliado em 
_______________(município/UF), por concordar plenamente com as diretrizes estabelecidas pela 
Portaria Ministerial nº l3/2007 efetivo a adesão ao Programa Implantação de Salas de Recursos 
Multifuncionais. 
Comprometo-me com a adesão das escolas e com os critérios proclamados pela Portaria nº 25/2012. 
 
Fica como dica para os profissionais que pretendem caminhar por essa 
estrada: busquem sempre por novas informações, percebam o quanto é importante 
seu papel à frente da educação inclusiva e que além de facilitadores devem ser 
capazes de orientar e articular metodologias para a educação desses alunos 
especiais. 
 
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direitos autorais. Nenhuma parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada seja por meios 
eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou gravações, ou, por sistemas de armazenagem e 
recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
60
 
REFERÊNCIAS 
 
REFERÊNCIAS BÁSICAS 
 
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multifuncionais. Brasília: MEC/SEE, 2010. 
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Orientações para a institucionalização da Oferta do Atendimento Educacional 
Especializado – AEE em Salas de Recursos Multifuncionais, implantadas nas 
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Comunicação Ltda. 2010. 
 
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curriculares. Estratégias para a educação de alunos com necessidades educacionais 
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direitos autorais. Nenhuma parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada seja por meios 
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recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
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RIOS, Gabriela Alias; MENDES, Enicéia Gonçalves. Prática pedagógica nas salas 
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Práticas de inclusão/exclusão em educação. Rio de Janeiro: Seminário Internacional 
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Todos os direitos reservados ao Grupo Prominas de acordo com a convenção internacional de 
direitos autorais. Nenhuma parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada seja por meios 
eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou gravações, ou, por sistemas de armazenagem e 
recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
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2006. p. 59-68. 
SCHIRMER , Carolina R; BERSCH. Rita. Comunicação Aumentativa e AlternativaCAA. In: SCHIRMER Carolina R; BROWNING. Nádia: BERSCH. Rita; MACHADO. 
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2006. 
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Tubarão, v. 6, n. 10, p. 395 - 410, Jul./Dez. 2012. 
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medi-lo. In: MENDES, E.G.; ALMEIDA, M.A.; WILLIAMS, L.C.A. (Orgs.). Avanços 
recentes e Educação Especial. São Carlos: EDUFSCAR, 2004. p. 197-202. 
 
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ANEXOS 
 
ANEXO I – TERMO DE RECEBIMENTO 
 
 
 
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67
 
ANEXO II – TERMO DE ACEITAÇÃO 
 
 
 
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68
 
ANEXO III – PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 
 
1. Informações Institucionais 
1.1 Dados cadastrais da escola 
1.2 Objetivos e finalidades da escola 
1.3 Ato normativo de autorização de funcionamento da escola 
1.4 Código do Censo Escolar/INEP 
2. Diagnóstico local 
Dados gerais da comunidade onde a escola se insere. Com relação aos 
alunos matriculados no AEE, descrever sobre esse grupo populacional na 
comunidade. 
3. Fundamentação legal, político e pedagógica 
Referenciais atualizados da política educacional, da legislação do ensino e 
da concepção pedagógica que embasam a organização do PPP da escola. Com 
relação ao AEE, indicar os referenciais da educação especial na perspectiva da 
educação inclusiva que fundamentam sua organização e oferta. 
4. Gestão 
4.1 Existência de cargos de direção, coordenação pedagógica, conselhos 
deliberativos; forma de escolha dos gestores e representantes dos conselhos; 
4.2 Corpo docente e respectiva formação: número geral de docentes da 
escola; o número de professores que exercem a função docente; a formação inicial 
dos professores para o exercício da docência (normal de nível médio, licenciatura); a 
carga horária e o vínculo de trabalho dos professores (servidor público, contrato de 
trabalho, cedência, outro); 
Com relação ao(s) docente(s) do AEE, informar o número de professores, 
carga horária, formação específica (aperfeiçoamento, graduação, pós-graduação), 
competências do professor e interface com o ensino regular; 
 
Todos os direitos reservados ao Grupo Prominas de acordo com a convenção internacional de 
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eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou gravações, ou, por sistemas de armazenagem e 
recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
69
 
4.3. Profissionais da escola não docentes: número geral de profissionais que 
não exerce a função docente; formação desses profissionais; carga horária e vínculo 
de trabalho; função exercida na escola (administrativa, educacional, alimentação, 
limpeza, apoio ao aluno, tradutor intérprete, guia intérprete, outras). 
5. Matrículas na Escola 
Identificação das matrículas gerais da escola, por etapas e modalidades, 
séries/anos, níveis ou ciclos; dos participantes em programas e ações educacionais 
complementares e outras. Com relação aos alunos público-alvo da educação 
especial, além das matrículas em classes comuns do ensino regular informar as 
matrículas no AEE realizado na sala de recursos multifuncionais (Anexos I e II). A 
escola que não tiver sala de recursos multifuncionais deverá constar, no Projeto 
Político Pedagógico, a informação sobre a oferta do AEE em sala de recursos de 
outra escola pública ou em centro de AEE. 
6. Organização da Prática Pedagógica da Escola 
6.1. Organização curricular, programas e projetos desenvolvidos na escola: 
descrição de objetivos, carga horária, espaços, atividades, materiais didáticos e 
pedagógicos, entre outros integrantes da proposta curricular da escola para a 
formação dos alunos. 
6.2. Avaliação do ensino e da aprendizagem na escola: descrição da 
concepção, instrumentos e registro dos processos avaliativos dos alunos e 
estratégias de acompanhamento do processo de escolarização; 
6.3 Formação continuada no âmbito da escola e/ou do sistema de ensino: 
descrição da formação na escola (organização, parcerias e outros); participação em 
cursos de formação continuada (extensão, aperfeiçoamento ou pós-graduação), 
carga horária, modalidade (presencial ou a distância), número de 
professores/cursistas da escola. 
6.4 Com relação aos alunos público-alvo da educação especial, informar a 
organização da prática pedagógica do AEE na sala de recursos multifuncionais: 
 
Todos os direitos reservados ao Grupo Prominas de acordo com a convenção internacional de 
direitos autorais. Nenhuma parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada seja por meios 
eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou gravações, ou, por sistemas de armazenagem e 
recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
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a) Atividades e recursos pedagógicos e de acessibilidade, prestados de 
forma complementar a formação dos alunos público-alvo da educação especial, 
matriculados no ensino regular; 
b) Articulação e interface entre os professores das salas de recursos 
multifuncionais e os demais professores das classes comuns de ensino regular; 
c) Plano de AEE: identificação das habilidades e necessidades educacionais 
específicas do aluno; planejamento das atividades a serem realizada avaliação do 
desenvolvimento e acompanhamento dos alunos; oferta de forma individual ou em 
pequenos grupos; periodicidade e carga horária; e outras informações da 
organização do atendimento conforme as necessidades de cada aluno; 
d) Existência de espaço físico adequado para a sala de recursos 
multifuncionais; de mobiliários, equipamentos, materiais didático-pedagógicos e 
outros recursosespecíficos para o AEE, atendendo as condições de acessibilidade; 
7. Infraestrutura da escola: 
Descrição do espaço físico: existência e número de salas de aula, sala de 
professores, sala de informática, sala multimeio, salas de recursos multifuncionais e 
outras; de laboratório de informática, de ciências e outros; de biblioteca; de refeitório; 
de ginásio, quadra de esportes e outras instalações desportivas; de sanitários 
feminino e masculino, para alunos e professores/profissionais, para pessoas com 
deficiência ou com mobilidade reduzida; de mobiliários; de equipamentos; e demais 
recursos. 
8. Condições de acessibilidade na escola: 
Descrição das condições de acessibilidade da escola: arquitetônica 
(banheiros e vias de acesso, sinalização táctil, sonora e visual); pedagógica (livros e 
textos em formatos acessíveis e outros recursos de TA disponibilizados na escola); 
nas comunicações e informações (tradutor/intérprete de Libras, guia intérprete e 
outros recursos e serviços); nos mobiliários (classe escolar acessível, cadeira de 
rodas e outros); e, no transporte escolar (veículo rebaixado para acesso aos 
 
Todos os direitos reservados ao Grupo Prominas de acordo com a convenção internacional de 
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eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou gravações, ou, por sistemas de armazenagem e 
recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
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ANEXO IV – SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA ALGUNS 
TIPOS DE NECESSIDADES ESPECIAIS E PLANOS DE 
AULA 
 
1) Bingo dos Sons Iniciais. Jogos de alfabetização distribuídos pelo MEC 
Esse jogo pode ser trabalhado no 1º ano do ensino fundamental e também 
atende a alunos com deficiência intelectual, que podem se favorecer do material que 
é composto de cartelas com figuras e por suas palavras correspondentes. Caso o 
professor ache necessário, pode realizar adaptações no jogo, como a confecção de 
cartelas com figuras maiores. No caso de alunos com deficiência motora, eles 
também se favorecerão do jogo se o professor, a partir dos seus impedimentos, 
conseguir confeccionar cartelas com material mais grosso que favoreça pegar o 
material. 
É importante não exigir dos alunos a soletração das palavras, respeitando as 
possibilidades de desenvolvimento de seus alunos com deficiência e atendendo aos 
objetivos didáticos já existentes no jogo. Todos os objetivos didáticos podem ser 
atingidos sem o uso da fala e, posteriormente, o aluno com deficiência poderá 
utilizar de outros recursos para ler e escrever. Sugere-se que, você professor, 
consulte a caixa de “jogos de alfabetização” – MEC e utilize-os em sala de aula para 
todos os alunos. Pense em realizar todas as adaptações possíveis para que seus 
alunos com deficiência possam participar e se favorecer (BRASIL, 2012). 
 
2) Plano de AEE para educando: 
NOME: 
ESCOLA: 
PROFESSORA DO AEE: 
PROFESSORA DO ENSINO REGULAR: 
AGENTE DE ATIVIDADE EM ED. ESPECIAL: 
Problema levantado após um ESTUDO DE CASO relativo ao educando: 
 
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eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou gravações, ou, por sistemas de armazenagem e 
recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
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� diagnóstico apresentado pelo educando de Deficiência Mental Leve a 
Moderada; 
� dificuldade na leitura, na prática de escrita; 
� dificuldade em relatar por escrito suas opiniões, na interpretação oral e 
escrita, na ordenação de ideias; 
� nas demais questões cognitivas, motoras e comportamentais não apresenta 
grandes dificuldades 
OBJETIVOS: 
� produzir pequenos textos que aprimorem a sua imaginação e criatividade; 
� ampliar as habilidades de memorização; 
� aprimorar a linguagem, a construção da língua escrita, comunicação e 
interpretação; 
� aperfeiçoar sua potencialidade de atenção e concentração. 
ORGANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO: 
Período de Atendimento: Durante todo o ano letivo. 
Frequência: 2 vezes na semana 
Tempo de Atendimento: 1 hora cada atendimento 
Composição do atendimento: 1 atendimento Individual / 1 atendimento em 
dupla 
ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS: 
Atividades envolvendo situações-problemas 
� expressão Artística: desenhos, pinturas, modelagens, montagens, 
dramatizações; 
� práticas Diversificadas de escrita e/ou produções textuais envolvendo 
LUDICIDADE, sequência de fatos, roteiros como referência, etc. 
 
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� atividades com músicas – apreciação musical, cantos, interpretação de letras 
de músicas, utilização de instrumentos musicais, construções de paródias a 
partir de música conhecida; 
� trabalho com Literatura Infantil – leitura e interpretação oral e escrita, 
interpretação de imagens, recontos, livros sensoriais; 
� jogos de Mesa envolvendo frases, palavras, descrição de figuras; 
� softwares Educacionais; 
� prática de descrição, narração, reconto de situações vividas e significativas ao 
educando, através de aulas-passeio, atividades extracurriculares. 
MATERIAIS A SEREM PRODUZIDOS: 
� instrumentos Musicais; 
� quebra-cabeças; 
� caixa de sapato com histórias em sequência; 
� dominó por temas (animais, família, profissões, frutas...); 
� jogos de Memória Temáticos. 
Adequações de materiais: 
� não haverá necessidade de adequações. 
Materiais a serem adquiridos: 
� livros de Literatura Infantil; 
� folhas de E.V.A. 
PROFISSIONAIS ENVOLVIDOS QUE RECEBERÃO ORIENTAÇÃO DA 
PROFESSORA DO AEE: 
� professora de sala de aula; 
� equipe Técnico-pedagógica. 
AVALIAÇÃO 
 
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� a observação e avaliação do aluno será realizada durante o desenvolvimento 
do trabalho, verificando-se os resultados que vão sendo alcançados, 
reestruturando os objetivos, se necessário. 
� o processo avaliativo será realizado mediante acompanhamento e registro do 
desenvolvimento individual do aluno, sendo correlato aos objetivos propostos 
neste planejamento. 
3) Sugestão de trabalho para aluno com baixa visão (Fabiana Nunes Queiróz - Sala 
de Recursos Multifuncionais da Escola Estadual Bueno Brandão - Uberlândia/MG. 
Disponível em: http://educacaoespecialceeeu.blogspot.com.br/2013/07/alunos-com-
baixa-visao-e-cegueira.html#!/) 
O Atendimento Educacional Especializado com alunos com baixa visão em 
sala de recursos multifuncional baseia-se no princípio de estimular a utilização plena 
do potencial de visão e dos sentidos remanescentes, bem como na superação de 
dificuldades e conflitos emocionais. 
Sugestões para o trabalho com o aluno de baixa visão: 
� os alunos com baixa visão deverão trabalhar olhando para os objetos e para 
as pessoas; 
� usar contraste claro e escuro entre os objetos e seu fundo; 
� estimular o aluno a olhar para aspectos como cor, forma e encorajá-lo a tocar 
nos objetos enquanto olha; 
� use palavras “olhe” e “veja” livremente; 
� usar ampliações à mão e impressas (letra tipo Arial com tamanho da letra em 
torno de 20 a 24 dependendo da necessidade de cada aluno); 
� para alguns alunos é necessário um espaço maior entreas linhas, cadernos 
com pautas ampliadas ou reforçadas; 
� para evitar o cansaço de estar constantemente com o rosto sobre o caderno 
pode-se utilizar um suporte para livros e/ou cadernos; 
� fazer uso do lápis 6B e/ou caneta hidrográfica preta ou azul; 
 
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recuperação de dados – sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
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� lupas ou pedras manuais ou de mesa são muito úteis para ampliar o tamanho 
de fontes. 
O Atendimento Educacional Especializado para os alunos com cegueira em 
sala de recursos multifuncional visa desenvolver a formação de hábitos e de postura, 
destreza tátil, o sentido de orientação. As estratégias de aprendizagem, os 
procedimentos, o acesso ao conhecimento e à informação, bem como os 
instrumentos de avaliação devem ser adequados às condições visuais destes 
educandos, explorando ao máximo a estimulação dos sentidos remanescentes, a 
iniciativa e a participação ativa do aluno. 
Oferecer recursos que facilite a aquisição da aprendizagem do aluno: 
� máquina BRAILLE, reglete e punção para aqueles que já dominam o 
BRAILLE; 
� para aqueles que ainda não sabem ou não dominam o BRAILLE, ensinar 
primeiramente por meio de materiais concretos; 
� soroban, gravadores, notebook; 
� livros e revistas impressos em BRAILLE, adaptar materiais visuais com 
antecedência. E sempre que necessário fazer uma boa leitura, com bastante 
atenção na entonação da voz e pontuação correta dos textos lidos. 
A predominância de recursos didáticos eminentemente visuais ocasiona uma 
visão fragmentada da realidade e desvia o foco de interesse e de motivação dos 
alunos cegos e com baixa visão. Os recursos destinados ao atendimento 
Educacional Especializado desses alunos devem ser inseridos em situações e 
vivências cotidianas que estimulem a exploração e o desenvolvimento pleno dos 
outros sentidos. A variedade, a adequação e a qualidade dos recursos disponíveis 
possibilitam o acesso ao conhecimento, à comunicação e à aprendizagem 
significativa (SÁ; CAMPOS; SILVA, 2007 apud QUEIRÓZ, 2013). 
Para promover a comunicação e o entrosamento entre todos os alunos, é 
indispensável que os recursos didáticos possuam estímulos visuais e táteis que 
atendam às diferentes condições visuais. Portanto, o material deve apresentar cores 
contrastantes, texturas e tamanhos adequados para que se torne útil e significativo.

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