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Apostila sobre layout (arranjo físico) para Ensino Médio Integrado em Vestuário: definição e origem do layout; tipos, relação com processos, fatores que influenciam, pontos críticos, objetivos, anexos e bibliografia.

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Governador
Vice Governador
Secretária da Educação
Secretário Adjunto
Secretário Executivo
Assessora Institucional do Gabinete da Seduc
Coordenadora da Educação Profissional – SEDUC
Cid Ferreira Gomes
Domingos Gomes de Aguiar Filho
Maria Izolda Cela de Arruda Coelho
Maurício Holanda Maia
Antônio Idilvan de Lima Alencar
Cristiane Carvalho Holanda
Andréa Araújo Rocha
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
Vestuário - Layout 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 LAYOUT 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
Vestuário - Layout 2 
 
1. O QUE É LAYOUT? 
 
2. ARRANJO FÍSICO (LAYOUT) E SUA IMPORTÂNCIA 
 
3. TIPOS DE ARRANJO FÍSICO 
 
4. RELAÇÃO ENTRE OS TIPOS DE PROCESSOS E TIPOS BÁSICOS 
DE ARRANJO FÍSICO 
5. FATORES QUE INFLUENCIAM O LAYOUT 
 
6. PONTOS CRÍTICOS NO LAYOUT INDUSTRIAL 
 
 ANEXOS 
 
 
 BIBLIOGRAFIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
Vestuário - Layout 3 
 
 
 
 
1. O QUE É LAYOUT? 
 
A configuração de instalação (em inglês layout) estabelece a relação física entre 
as várias atividades. O layout pode ser simplesmente o arranjar ou o rearranjar 
das várias máquinas ou equipamentos até se obter a disposição mais agradável. 
No entanto, numa grande indústria, este procedimento não é tão simples, pois 
um simples erro pode levar a sérios problemas na utilização dos locais, pode 
originar a demolição de estruturas, paredes e até mesmo edifícios e 
consequentemente causar custos altíssimos no rearranjo. Para evitar tudo isto é 
necessário realizar um estudo, encontrando assim o melhor planejamento de 
layout. Pois, os custos relativos ao planejamento de um layout são inferiores aos 
custos relativos ao rearranjo de um layout defeituoso. Existem vários tipos de 
layouts e cada um deles se adequa a determinadas características, sendo uns 
mais vantajosos que outros. . No planejamento do layout é necessário ter em 
conta todos os fatores (os materiais, a maquinaria o Homem, o movimento, a 
espera, o serviço, a construção e a mudança, pois estes fatores podem 
influenciar negativamente o planejamento do layout. 
 
 
CONFIGURAÇÃO DE INSTALAÇÃO 
 
A configuração de instalação (em inglês layout) estabelece a relação física 
entre as várias atividades. 
O layout pode ser simplesmente o arranjar ou o rearranjar das várias máquinas 
ou equipamentos até se obter a disposição mais agradável. 
No entanto, numa grande indústria este procedimento não é tão simples, pois 
um simples erro pode levar a sérios problemas na utilização dos locais, pode 
originar a demolição de estruturas, paredes e até mesmo edifícios e 
consequentemente causar custos altíssimos no rearranjo. 
Para evitar tudo isto é necessário realizar um estudo, encontrando assim o 
melhor planejamento de layout. 
Pois, os custos relativos ao planejamento de um layout são inferiores aos 
custos relativos ao rearranjo de um layout defeituoso (Muther, 1978, p. 1). 
Existem vários tipos de layouts e cada um deles se adequa a determinadas 
características, sendo uns mais vantajosos que outros (Tompkins, 1996, p. 
290). 
No planejamento do layout é necessário ter em conta todos os fatores (os 
materiais, a maquinaria o Homem, o movimento, a espera, o serviço, a 
construção e a mudança, pois estes fatores podem influenciar negativamente o 
planejamento do layout (Muther, 1955, p. 27). 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
Vestuário - Layout 4 
 
 
 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
Vestuário - Layout 5 
 
Origem 
Segundo a história, a tarefa de organizar as áreas de trabalho existe desde que 
o Homem existe.Os primeiros layouts surgiram quando o homem executava o 
seu trabalho ou mesmo, quando o arquiteto planejava a 
sua construção. O layout, em muitos dos casos, era tão eficaz como eram as 
capacidades do homem e da maquinaria. 
 
 
 
 
 
 
Com a chegada da revolução industrial os proprietários das fábricas chegaram 
à conclusão de que seria mais econômico estudar a reorganização das suas 
fábricas. Assim sendo, começaram pela mecanização do equipamento. 
Com a especialização da mão de obra o manuseio dos materiais entre 
cada operação ganhou uma maior atenção.Hoje em dia, chega-se à conclusão 
de que os primeiros layouts não estavam completos e de que em muitos dos 
casos contradiziam o layout ideal.O conceito de layout ideal continua em 
permanente mudança (Muther, 1955, p. 3). 
 
Objetivos 
 
O layout pretende reorganizar da melhor forma a disposição do espaço, e para 
tal é necessário (Francis et al., 1974, p. 30-31): 
 
Minimizar investimentos em equipamentos; 
 
Minimizar tempo de produção; 
 
Utilizar espaço existente da forma mais eficiente possível; 
 
Providenciar ao operador um posto de trabalho seguro e confortável; 
http://história/
http://arquitecto/
http://construção/
http://maquinaria/
http://industrial/
http://econômico/
http://mão-de-obra/
http://operação/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Configura%C3%A7%C3%A3o_de_instala%C3%A7%C3%A3o#refMuther1955
http://pt.wikipedia.org/wiki/Configura%C3%A7%C3%A3o_de_instala%C3%A7%C3%A3o#refFrancis1974
http://investimentos/
http://tempo/
http://produção/
http://eficiente/
http://3.bp.blogspot.com/-6kK3eq-w1Ps/Tvs01MfEgRI/AAAAAAAAQB4/8cBiVUz-x7I/s1600/Layout03.jpg
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
Vestuário - Layout 6 
 
 
Flexibilidade nas operações; 
 
Diminuir custo de tratamento do material; 
 
Reduzir variação dos tipos de equipamentos de tratamento do material; 
 
Melhorar processo de produção; 
 
Melhorar estrutura da empresa. 
 
2. ARRANJO FÍSICO (LAYOUT) E SUA IMPORTÂNCIA 
 
 
O arranjo físico de uma operação produtiva é definido como a preocupação 
com a localização física dos recursos de transformação. De forma simples, é a 
configuração de departamentos, de centros de trabalho e de instalações e 
equipamentos, com ênfase especial na movimentação otimizada, através do 
sistema, dos elementos aos quais se aplica o trabalho. 
O arranjo deve, sobretudo, propor bem estar. Não é raro, nos dias de hoje, que 
arquitetos, decoradores e paisagistas participem da elaboração de arranjos 
físicos industriais na tentativa de tornar o ambiente de trabalho mais agradável. 
A necessidade de estudá-lo existe sempre que se pretende a implantação de 
uma nova fábrica ou unidade de serviços ou quando se estiver promovendo a 
reformulação de plantas industriais ou outras operações produtivas já em 
funcionamento. 
 
As decisões do arranjo físico definem como a empresa vai produzir e podem 
ser de nível estratégico, quando se estudamnovas fábricas, grandes 
ampliações ou mudanças radicais no processo de produção, que, 
naturalmente, envolvem grandes investimentos. Neste caso, geralmente os 
estudos de arranjo físico são feitos por empresas contratadas, que detém 
conhecimento altamente especializado sobre o assunto. Decisões desta 
complexidade não são de responsabilidade do gerente de produção. 
As decisões sobre o arranjo físico também podem ser de nível tático, quando 
as alterações não são tão representativas, os riscos envolvidos e valores são 
mais baixos. Geralmente, decisões táticas são tomadas pelo próprio gerente ou 
diretor industrial da organização. 
Raras são as mudanças de arranjo físico em nível operacional, Algumas razões 
para tais decisões se darem em nível decisório mais elevado são: 
 Geralmente as atividades ligadas ao arranjo físico são demoradas e de 
alto custo; 
 Se o arranjo físico já existe e precisa ser alterado, geralmente o 
processo de produção precisaser interrompido. É comum fazer as 
alterações em finais de semana, ou até mesmo em períodos de férias. 
 Se o arranjo físico não for bem elaborado, as consequências podem ser 
graves. Padrões de fluxo excessivamente longos e confusos são 
causadores de grandes prejuízos, podendo inviabilizar o próprio 
negócio; 
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAA820AC/arranjo-fisico-planejamento-estrategico
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAA820AC/arranjo-fisico-planejamento-estrategico
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Vestuário - Layout 7 
 
 Se o arranjo físico for para uma organização do tipo de serviços é 
fundamental ter em mente que é na loja que ocorre a interface entre a 
organização e o consumidor. Nenhuma outra variável provoca tanto 
impacto inicial no consumidor como a loja em si. As decisões sobre a 
apresentação dos produtos, comunicação visual e sinalização devem 
despertar o interesse para as compras, buscando transformar cada visita 
do cliente em uma compra. 
 
A necessidade de tomar decisões sobre arranjos físicos decorre de vários 
motivos, tais como: 
 Necessidade de expansão da capacidade produtiva: é natural que a 
empresa procure expandir sua atuação com o passar do tempo. Um 
aumento na capacidade produtiva pode ser obtido aumentando o 
número de máquinas ou substituindo as existentes por máquinas mais 
modernas. Um estudo do arranjo físico é necessário para acomodar 
estas novas máquinas. 
 Elevado custo operacional: um arranjo físico inadequado geralmente é 
responsável por problemas de produtividade ou nível de qualidade 
baixo. 
 Introdução de nova linha de produtos: quando um novo produto exigir 
um novo processo de produção será necessário readequar as 
instalações. 
 Melhoria do ambiente de trabalho: o local de trabalho e as condições 
físicas de trabalho, principalmente nos assuntos relacionados à 
ergonomia, podem ser fatores motivadores ou desmotivadores. Um 
banheiro longe, um bebedouro fora de mão, falta de claridade, distâncias 
longas a serem percorridas, condições inseguras, potenciais causadoras 
de acidentes etc. podem fazer muita diferença na moral dos 
trabalhadores. 
 Saídas de incêndio devem ser claramente sinalizadas e estarem sempre 
desimpedidas. 
 Economia de movimentos: deve-se procurar minimizar as distâncias 
percorridas pelos recursos transformados. A extensão do fluxo deve ser 
a menor possível. 
 Flexibilidade de longo prazo: deve ser possível mudar o arranjo físico, 
sempre que as necessidades da operação também mudarem. 
 Princípio da progressividade: o arranjo físico deve ter um sentido 
definido a ser percorrido, devendo-se evitar retornos ou caminhos 
aleatórios. 
 Uso do espaço: deve-se fazer uso adequado do espaço disponível para 
a operação levando-se em conta a possibilidade de ocupação vertical, 
também, da área da operação. 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
Vestuário - Layout 8 
 
 
 
 
 
3. TIPOS DE ARRANJO FÍSICO 
 
Os diferentes tipos de arranjos físicos guardam uma coerência da relação 
existente entre as exigências de determinado tipo de produto (quantidade e 
variedade a ser produzida) e a natureza do processo produtivo presente na 
linha fabril. Os tipos de Arranjo Físico ou Layout são: 
 Arranjo por produto ou por linha; 
 Arranjo por processo ou funcional; 
 Arranjo celular; 
 Arranjo por posição fixa; 
É possível também utilizar diversos tipos de arranjo físico em conjunto que é 
chamado de Arranjo Misto. 
 
Arranjo por produto ou linha (Flow Shop) 
Neste tipo de arranjo as máquinas, os equipamentos ou as estações de 
trabalho são colocados de acordo com a sequência de montagem, sem 
caminhos alternativos para o fluxo produtivo. O material percorre um caminho 
previamente determinado dentro do processo. Este arranjo permite obter um 
fluxo rápido na fabricação de produtos padronizados, que exigem operações de 
montagem ou produção sempre iguais. Neste tipo de arranjo, o custo fixo da 
organização costuma ser alto, mas o custo variável por produto produzido é 
geralmente baixo, caracteriza-se como um arranjo físico de elevado grau de 
alavancagem operacional. É um arranjo muito utilizado pela indústria e também 
por algumas organizações prestadoras de serviço. 
Quando se fala em arranjo em linha, não se trata necessariamente de uma 
disposição em linha reta. Uma linha de produção retilínea tende a ficar muito 
longa exigindo áreas de longo comprimento, o que nem sempre é possível. 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
Vestuário - Layout 9 
 
Para contornar este problema é comum que os engenheiros projetem linhas em 
forma de U ou S ou outra forma de circuito diferente, que possa ser exequível 
em função das instalações prediais de que a empresa pode dispor. 
Alguns exemplos de utilização deste tipo de arranjo: 
Indústrias montadoras, alimentícias, frigoríficos, serviço de restaurante a quilo 
etc. 
 
Vantagens do arranjo físico por produto 
Dentre as vantagens deste tipo de arranjo físico destacam-se: 
 Possibilidade de produção em massa com grande produtividade: as 
linhas de montagem geralmente têm alto custo de instalação e requerem 
equipamentos mais especializados. Assim sendo, apresentam maior 
custo fixo, porém menor custo variável por unidade, o que pode 
representar elevado grau de alavancagem operacional. A produtividade 
por mão de obra torna-se elevada neste tipo de arranjo, uma vez que as 
tarefas são altamente repetitivas, o grau de complexidade por tarefa é 
mínimo e o grau de automatização é, geralmente, mais elevado; 
 Carga de máquina e consumo de material constante ao longo da linha 
de produção: é mais fácil obter uma condição de balanceamento da 
produção uma vez que o mesmo tipo de produto está sendo fabricado 
na linha, a qualquer momento; 
 Controle de produtividade mais fácil: a velocidade do trabalho em uma 
linha de produção é mais fácil de ser controlada, principalmente quando 
se trata de linha motorizada. Dentro de certos limites, a supervisão pode 
aumentar ou diminuir a velocidade da própria linha, permitindo o 
aumento da produção ou, quando necessário, a sua diminuição. 
Algumas vezes a velocidade precisa ser reduzida por problemas de 
qualidade ou de falta de material. O controle dos 
funcionários pode ficar tão eficiente que nenhum deles pode deixar seu posto 
sem a anuência do supervisor e a substituição por outro. 
 
Desvantagens do arranjo por produto 
São as seguintes desvantagens deste tipo de arranjo físico: 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
Vestuário - Layout 10 
 
 Alto investimento em máquinas: geralmente o grau de automatização 
deste tipo de arranjo costuma ser alto com máquinas específicas que 
necessitam de manutenção frequente. Algumas máquinas podem ser 
tão especificas que não apresentam outro tipo de serventia quando 
substituídas; 
 Costuma gerar tédio nos operadores: devido ao alto grau de divisão 
deste trabalho, quase sempre as operações de montagem são 
monótonas, pobres e repetitivas. O índice de absenteísmo geralmente é 
elevado e ocorrem longos períodos de afastamento por ordem médica, 
decorrentes de problemas nas articulações e outras lesões por esforço 
repetitivo, além de lombalgias em geral. Os trabalhadores geralmente 
não demonstram nenhum interesse na manutenção e conservação dos 
equipamentos. Indícios de sabotagem podem ocorrer; 
 Falta de flexibilidade da própria linha: o sistema tem longo tempo de 
resposta para mudanças de volume de produção, tanto para aumentá-la 
como para reduzi-la. O mesmo acontece no caso de introdução de um 
novo produto. Os tempos de setup são longos; 
 Fragilidade a paralisações e subordinação aos gargalos: tal como 
acontece com os elos de uma corrente, basta que uma operação deixe 
de funcionar e a linhatoda para (os produtos seguem em fila, quando 
uma operação para, a fila toda para). Outra característica é que a 
operação mais lenta da linha, denominada gargalo produtivo, determina 
a velocidade de produção de toda a linha. 
 
Arranjo por processo ou funcional (Job Shop) 
O arranjo físico por processo agrupa, em uma mesma área, todos os processos 
e equipamentos do mesmo tipo e função. Por isso, é conhecido também como 
arranjo funcional. Este arranjo também pode agrupar em uma mesma área 
operações ou montagens semelhantes. Os materiais e produtos se deslocam 
procurando os diferentes processos de cada área necessária. É um arranjo 
facilmente encontrado em prestadores de serviço e organizações do tipo 
comercial. Os exemplos são inúmeros: 
Hospitais, Serviços de confecção de moldes e ferramentas, Lojas comerciais 
etc. 
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Vestuário - Layout 11 
 
 
Vantagens do arranjo físico por processo 
É natural que cada tipo de arranjo físico apresente conveniências e 
inconveniências que vão variar de acordo com o tipo de produto (bem + 
serviço) que se pretende produzir. As principais vantagens do arranjo físico por 
processo são: 
 Grande flexibilidade para atender a mudanças de mercado: de uma 
maneira geral, desconsiderando problemas de balanceamento e 
eventuais gargalos, para alterar o processo de fabricação. No caso de 
se adotar o leiaute por processo, basta alterar o fluxo a ser seguido pelo 
produto perfaz durante sua fabricação; 
 Bom nível de motivação: geralmente este arranjo exige de mão de obra 
especializada e qualificada. Quando os produtos são únicos, não existe 
produção repetitiva contribuindo para a redução da monotonia e, 
consequentemente, do tédio no trabalho; 
 Atende a produtos diversificados em quantidades variáveis ao mesmo 
tempo: este tipo de arranjo permite que mais de um tipo e modelo de 
produto possa ser fabricado simultaneamente. Enquanto um produto 
está passando por um processo em determinado local, é possível que 
outro produto diferente esteja recebendo um outro processamento, na 
mesma planta fabril; 
 Menor investimento para instalação do parque industrial: quando 
equipamentos similares são agrupados, os custos de instalação 
geralmente diminuem. Por exemplo, determinados equipamentos ou 
operações exigem um sistema de exaustão de ar ambiente. Se eles 
forem agrupados, um único sistema poderá servir a diversas máquinas. 
 Maior margem do produto: na verdade, a maior margem de contribuição 
não advém do tipo de arranjo físico, e sim do tipo de produto, de maior 
valor agregado, que, geralmente, se produz neste tipo de arranjo. 
 
Desvantagens do arranjo físico por processo 
Em contrapartida aos benefícios proporcionados ao arranjo físico por processo 
as desvantagens deste tipo de arranjo físico são as seguintes: 
Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
Vestuário - Layout 12 
 
 Apresenta um fluxo longo dentro da fábrica: Como o produto “procura” 
seus processos onde quer que eles se encontrem dentro da planta, há 
necessidade de deslocamento por distâncias maiores, pois os processos 
necessários normalmente não estão posicionados na melhor sequência 
para a fabricação de determinado produto. Outro fato comum neste 
arranjo é que o produto muitas vezes procura o processo seguinte na 
“contra mão” do processo anterior. Em outras palavras, o produto vai e 
volta, em um processo ineficiente de movimentação, que torna mais 
difícil o gerenciamento das atividades sendo executadas; 
 Diluição menor de custo fixo em função de menor expectativa de 
produção: como raramente se tem conhecimento com antecedência do 
que se vai produzir, a empresa precisa dispor de uma série de recursos, 
que devem estar disponíveis em função da necessidade de uma 
operação específica que pode ou não acontecer. Muitas vezes, para 
evitar algum gargalo na produção de determinados lotes, que podem 
exigir maior tempo de determinada operação, a empresa precisa ter 
máquinas em duplicidade para atender demandas inesperadas; 
 Dificuldade de balanceamento: devido à constante alteração do produto, 
a dificuldade em programar e balancear o trabalho é maior, além de se 
exigir que essas atividades sejam executadas em intervalos curtos de 
tempo, às vezes até diariamente. Isto costuma gerar estoques em 
processo mais elevados para compensar as diferenças de 
processamento; 
 Exige mão de obra qualificada: por um lado, isto é tido como vantagem 
e, por outro lado, pode ser considerado desvantajoso, empresas 
brasileiras acostumadas a lidar com folhas de pagamento de baixo valor, 
quando comparadas às empresas dos países mais desenvolvidos. 
 Baixos resultam na necessidade de maior quantidade de preparos de 
máquinas, proporcionalmente ao tempo que estas são mantidas em 
operação. 
 
Arranjo Físico Celular 
O arranjo físico do tipo celular procura unir as vantagens do arranjo físico por 
processo, com as vantagens do arranjo físico por produto. A célula de 
manufatura consiste em arranjar em um só local, conhecido como célula, 
máquinas diferentes que possam fabricar o produto inteiro. O material se 
desloca dentro da célula buscando os processos necessários, porém o 
deslocamento ocorre em linha. Alguns gerentes de produção que se referem ao 
arranjo celular como “mini linhas de produção”. 
Arranjos físicos do tipo celular podem ser encontrados em vários tipos de 
organizações, não se restringindo apenas à área industrial. Os exemplos a 
seguir se referem a diversas aplicações do arranjo celular: 
Lanchonete de supermercado, Shopping de lojas de fábrica, Feiras e 
exposições etc... 
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Vestuário - Layout 13 
 
 
Vantagens do arranjo físico celular 
 
Este tipo de arranjo físico apresenta as seguintes vantagens: 
 Aumento da flexibilidade quanto ao tamanho de lotes por produto: 
quando as máquinas são posicionadas em células, destinadas a uma 
família de produtos, o tempo de set-up acaba por se reduzir, uma vez 
que menos tipos e famílias de produtos serão produzidos nestas células. 
Com a redução dos tempos de set-up é possível diminuir o tamanho dos 
lotes de produção, tornando a operação mais flexível; 
 Diminuição do transporte de material: as distâncias percorridas pelo 
material em uma célula de produção são, geralmente, menores que o 
caminho percorrido pelo material em um arranjo físico por produto ou por 
processo. A proximidade das máquinas e equipamentos na célula faz 
com que a necessidade de movimentação seja reduzida. Na maioria das 
vezes, isto elimina a necessidade de equipamentos de movimentação 
dispendiosos entre um processo e outro. O próprio operador pode se 
encarregar da movimentação manual entre dois estágios de produção; 
 Diminuição dos estoques: a diminuição dos lotes mínimos de fabricação, 
por si só, reduz o estoque médio do produto fabricado. Além disto, há a 
redução dos estoques em processo, em consequência da redução do 
tempo de espera dos itens em processamento entre uma estação de 
trabalho e outra, quando comparado ao arranjo físico por processo; 
 Maior satisfação no trabalho: talvez uma das principais contribuições do 
arranjo celular esteja ligada ao ambiente de trabalho. É mais fácil 
organizar o entrosamento entre os funcionários de uma mesma célula, 
tanto pela proximidade física que acontece nas mini linhas de produção, 
como pela facilidade de treinamento e rotação de tarefas entre os 
trabalhadores. Os funcionários passam a trabalhar o processo completo 
de produção do item e não mais tarefas fracionadas como nos demais 
tipos de arranjos físicos. Isto torna o trabalho mais interessante e faz 
com que os funcionários se sintam mais responsáveis pelo processo e 
valorizados pela empresa. 
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Vestuário - Layout 14 
 
 
Desvantagens do arranjo físico celular 
Dentre as desvantagens do arranjo físico celular estão: 
 Específico para uma família de produtos: via de regra, uma célula é 
preparada para um único tipo ou família de produto. A célula e seus 
equipamentos tendem a ficarem ociosos quando não há programação 
de produção para aquela célula especifica, mesmo que existam recursos 
produtivos na célula que pudessem estar sendo utilizados; 
 Dificuldade em elaborar o arranjo: a dificuldade e a complexidade na 
elaboração de um arranjo físico celular é maior que a dos arranjos por 
processo e por produto. 
 
Arranjo Físico por posição fixa (Project Shop) 
Também conhecido por arranjo físico posicional é aquele em que o produto, ou 
seja, o material a ser transformado, permanece estacionário em uma 
determinada posição e os recursos de transformação se deslocam ao seu 
redor, executando as operações necessárias. Este arranjo é utilizado quando, 
devido ao porte do produto ou à natureza do trabalho não é possível outra 
forma de arranjo. São dois os casos básicos em que o arranjo por posição fixa 
é amplamente utilizado: 
 Quando a natureza do produto, como peso, dimensões e/ou forma 
impedem outra forma de trabalho: projetos de grandes construções, 
como estradas, arranha-céus, pontes, usinas hidroelétricas, construções 
em estaleiros, atividades agropecuárias, atividades de extrativismo; 
 Quando a movimentação do produto é inconveniente ou extremamente 
difícil. Este é o caso de cirurgias, tratamento dentário, trabalhos 
artesanais como esculturas e pinturas, montagem de equipamentos 
delicados ou perigosos etc. 
 
Vantagens do arranjo físico por posição fixa 
 
As principais vantagens deste tipo de arranjo são: 
 Não há movimentação do produto; 
 Quando se tratar de um projeto de montagem ou construção, como por 
exemplo a construção de uma ponte ou a fabricação de um navio, é 
possível utilizar técnicas de programação e controle, tais como: PERT e 
CPM, disponíveis em softwares bastante acessíveis; 
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Vestuário - Layout 15 
 
 Existe a possibilidade de terceirização de todo o projeto, ou de parte 
dele, em prazos previamente fixados. 
Desvantagens do arranjo físico por posição fixa 
Dentre as desvantagens do arranjo posicional pode-se citar: 
 Complexidade na supervisão e controle de mão de obra, de matérias 
primas, ferramentas etc.; 
 Necessidade de áreas externas próximas à produção para 
submontagens, guarda de materiais e ferramentas. Muitas vezes, é 
necessário construir abrigos para os funcionários, da construção civil; 
 Produção em pequena escala e com baixo grau de padronização. 
 
Arranjo Físico Misto 
O arranjo físico misto é utilizado quando se deseja aproveitar as vantagens dos 
diversos tipos de arranjo físico conjuntamente. Geralmente é utilizada uma 
combinação dos arranjos por produto, por processo e celular. 
 
4. RELAÇÃO ENTRE OS TIPOS DE PROCESSOS E TIPOS BÁSICOS 
DE ARRANJO FÍSICO 
 
 
5- Selecionando um tipo de Arranjo Físico 
 Os custos fixos tendem a aumentar a medida que se migra do arranjo 
por produto. 
 Os custos variáveis por produto ou serviço, por sua vez, tendem a 
decrescer. 
 Os custos totais para cada tipo básico de arranjo físico dependerão dos 
volumes de produtos ou serviços produzidos 
 Há faixas de volumes para as quais mais de um arranjo poderiam prover 
os custos de operação mínimos. 
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Vestuário - Layout 16 
 
 
 
 
5. FATORES QUE INFLUENCIAM O LAYOUT 
 
Padrões de fluxo 
O movimento e fluxo de materiais, a distribuição física e logística estão 
relacionados com o planejamento das instalações. 
Os padrões de fluxo são vistos do ponto de vista do fluxo nas estações de 
trabalho, nos departamentos e entre os departamentos. 
 
Nas estações de trabalho 
Nas estações de trabalho o fluxo de trabalho deve ser simultâneo, em que o 
movimento das mãos, pés e braços começam e acabam ao mesmo tempo, 
simétrico em que a coordenação dos movimentos está no centro do corpo, 
natural em que o movimento deve ser contínuo, rítmico e habitual. 
 
Assim sendo, é importante ter em consideração as características ergonômicas 
da estação de trabalho, contribuindo assim para uma redução da fadiga do 
operador (Tompkins, 1996, p. 85). 
 
Nos departamentos 
Dentro dos departamentos o fluxo de trabalho segue o fluxo do produto, em 
que cada operador trabalha na sua estação de trabalho. 
 
Os fluxos típicos dentro do departamento de produtos são: end-to-end, back-to-
back, front-to-front, circular e odd-angle. 
 
http://trabalho/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Configura%C3%A7%C3%A3o_de_instala%C3%A7%C3%A3o#refTompkins1996
http://circular/
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Vestuário - Layout 17 
 
No departamento de processo os fluxos típicos 
são: paralelo, perpendicular e diagonal (Tompkins, 1996, p. 85-86). 
 
Entre departamentos 
O fluxo entre departamentos combina os seguintes fluxos padrão: linha reta, 
linha em U, linha em S e linha em W. 
 
Esta linha começa no ponto de entrada, na recepção do departamento, e acaba 
no ponto de saída, na expedição do departamento (Tompkins, 1996, p. 88). 
 
Planejamento do fluxo 
O planejamento do fluxo é uma combinação entre os padrões de fluxo com 
adequados corredores para assim haver um movimento progressivo entre os 
departamentos. 
 
É um processo de planejamento hierárquico, em que no topo está o fluxo 
efetivo entre os departamentos, na base está o fluxo efetivo dentro das 
estações de trabalho e no meio está o fluxo efetivo dentro dos 
departamentos(Tompkins, 1996, p. 88). 
 
Medição do fluxo 
A medição do fluxo é um dos fatores mais importantes na disposição dos 
departamentos e para tal é necessário estabelecer medidas de fluxo. 
 
Os fluxos de medição dividem-se em quantitativos e qualitativos (Tompkins, 
1996, p. 90). 
 
Requisitos do espaço 
A produção moderna tem vindo a mudar o espaço necessário na produção e 
nas áreas de armazenagem assim sendo, as necessidades do espaço têm 
vindo a reduzir pois os produtos são entregues em pequenas quantidades, as 
áreas de armazenagem foram descentralizadas, são utilizados menos 
inventários, os layouts são cada vez mais eficientes e as empresas, 
menores(Tompkins, 1996, p. 96). 
 
Posto de trabalho 
A produtividade de uma empresa caracteriza-se pela produtividade de cada 
posto de trabalho, assim cada posto de trabalho deve possuir o espaço 
necessário para o equipamento, materias e operadores. 
 
O espaço destinado ao equipamento é espaço destinado à movimentação dos 
materiais, à manutenção das máquinas e à instalação de serviços. 
 
O espaço destinado aos materiais consiste em receber e armazenar, 
processar, armazenar e distribuir, armazenar e eliminar os desperdícios de 
todo o material. 
 
Quanto ao espaço destinado aos operadores, estes devem incluir para além do 
operador, o espaço para a sua entrada e saída, bem como o espaço para o 
tratamento do material (Tompkins, 1996, p. 97). 
http://paralelo/
http://perpendicular/
http://diagonal/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Configura%C3%A7%C3%A3o_de_instala%C3%A7%C3%A3o#refTompkins1996
http://pt.wikipedia.org/wiki/Configura%C3%A7%C3%A3o_de_instala%C3%A7%C3%A3o#refTompkins1996
http://pt.wikipedia.org/wiki/Configura%C3%A7%C3%A3o_de_instala%C3%A7%C3%A3o#secpadroesdefluxo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Configura%C3%A7%C3%A3o_de_instala%C3%A7%C3%A3o#refTompkins1996
http://medição/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Configura%C3%A7%C3%A3o_de_instala%C3%A7%C3%A3o#refTompkins1996
http://pt.wikipedia.org/wiki/Configura%C3%A7%C3%A3o_de_instala%C3%A7%C3%A3o#refTompkins1996
http://pt.wikipedia.org/wiki/Configura%C3%A7%C3%A3o_de_instala%C3%A7%C3%A3o#refTompkins1996
http://produtividade/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Configura%C3%A7%C3%A3o_de_instala%C3%A7%C3%A3o#refTompkins1996Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 
 
Vestuário - Layout 18 
 
 
Departamento 
Assim que o espaço para os postos de trabalho individuais for determinado, é 
possível estabelecer o espaço necessário para cada departamento. 
 
No entanto, o espaço do departamento não é simplesmente calculado a partir 
da soma de todas as áreas dos postos de trabalho individuais, para tal é 
necessário ter em conta as áreas de armazenagem, os operadores, a 
manutenção dos equipamentos, entre outros (Tompkins, 1996, p. 96-99). 
 
Corredores 
Os corredores devem estar localizados de forma a proporcionar um fluxo 
eficiente de equipamentos, operadores, entre outros. 
 
Primeiro deve ser estabelecido o layout do departamento e só depois se deve 
considerar os corredores (Tompkins, 1996, p. 100). 
 
Requisitos pessoais 
O planejamento dos requisitos pessoais abrange o planejamento dos parques 
de estacionamento, dos banheiros, dos serviços de alimentação e dos serviços 
de saúde (Tompkins et al., 1996, p. 111). 
 
Parques de estacionamento 
Para se fazer o planejamento dos parques de estacionamento é necessário ter 
em conta: 
Número de automóveis a estacionar no parque; 
Espaço que cada automóvel ocupa; 
Espaço para o parque de estacionamento; 
As várias alternativas de layout do parque; 
Selecionar o parque que satisfaz as conveniências dos 
trabalhadores (Tompkins et al., 1996, p. 112). 
 
 
Banheiros 
Os banheiros devem ser descentralizados, oferecendo o maior conforto aos 
trabalhadores. 
É necessário haver banheiros para homens e mulheres 
separadamente (Tompkins et al., 1996, p. 119). 
 
Serviços de alimentação 
Esta área pode ser considerada como uma conveniência, um luxo ou uma 
necessidade. Deve ser planeada conforme o número de trabalhador de come 
durante o tempo de trabalho. As cozinhas devem ser planeadas a o número de 
refeições a servir (Tompkins et al., 1996, p. 123). 
 
Serviços de saúde 
Muitas empresas apenas possuem kits de primeiros socorros embora existam 
empresas que possuam pequenos hospitais. Os serviços de saúde devem 
providenciar aos seus trabalhadores: 
Análises clínicas; 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Configura%C3%A7%C3%A3o_de_instala%C3%A7%C3%A3o#refTompkins1996
http://pt.wikipedia.org/wiki/Configura%C3%A7%C3%A3o_de_instala%C3%A7%C3%A3o#refTompkins1996
http://pt.wikipedia.org/wiki/Configura%C3%A7%C3%A3o_de_instala%C3%A7%C3%A3o#refTompkins1996
http://estacionamento/
http://automóveis/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Configura%C3%A7%C3%A3o_de_instala%C3%A7%C3%A3o#refTompkins1996
http://banho/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Configura%C3%A7%C3%A3o_de_instala%C3%A7%C3%A3o#refTompkins1996
http://alimentação/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Configura%C3%A7%C3%A3o_de_instala%C3%A7%C3%A3o#refTompkins1996
http://saúde/
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Vestuário - Layout 19 
 
Ajudas de tratamento; 
Melhores tratamentos médicos; 
Saúde dentária; 
Tratamento de doenças (Tompkins et al., 1996, p. 128). 
 
Pensando nas pessoas com deficiência é necessário que todas as barreiras 
físicas sejam eliminadas, pois todos têm o mesmo direito de usufruir dos 
serviços (Tompkins et al., 1996, p. 129). 
 
 
 
Existem uma série de fatores que podem influenciar negativamente o layout, 
tais como (Muther, 1955, p. 27): 
 
Material – O projeto, as variedades, as quantidades, as operações 
necessárias. 
 
Maquinaria – O equipamento produtivo e as ferramentas de trabalho 
. 
Homem – A supervisão, o apoio e o trabalho direto. 
 
Movimento - O transporte entre os vários departamentos, as operações de 
armazenagens e inspeções. 
 
Espera - Os estoques temporários e permanentes, bem como os atrasos. 
 
Serviço - A manutenção, a inspeção, a programação e expedição. 
Construção - As características externas e internas do edifício e a distribuição 
do equipamento. 
 
Mudança - A versatilidade, flexibilidade e expansibilidade. 
 
 
6. PONTOS CRÍTICOS NO LAYOUT INDUSTRIAL 
 
O Layout industrial influencia diretamente nos resultados da Gestão do 
Processo, refletidos na produtividade e no custo do produto. A distribuição 
física do ambiente deve estar de acordo com a sequência operacional, 
reduzindo as perdas por deslocamento de materiais e de pessoal e 
contribuindo com a gestão visual. É comum, na indústria de confecções, a 
terceirização de partes do processo por facções de costura, estamparias, 
bordados, modelagem, corte, acabamento, etc., e toda a empresa, 
independentemente de ser própria ou terceirizada, deve estruturar sua gestão 
com a definição de um layout conforme a sequência operacional. A seguir, 
você poderá observar um exemplo de Layout para produção e seus pontos 
críticos: 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Configura%C3%A7%C3%A3o_de_instala%C3%A7%C3%A3o#refTompkins1996
http://deficiência/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Configura%C3%A7%C3%A3o_de_instala%C3%A7%C3%A3o#refTompkins1996
http://pt.wikipedia.org/wiki/Configura%C3%A7%C3%A3o_de_instala%C3%A7%C3%A3o#refMuther1955
http://maquinaria/
http://stock/
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Vestuário - Layout 20 
 
 
 
 
 
 
 
SALA DE DESENVOLVIMENTO DO PRODUTO 
 
Nesta sala fica o setor de Pesquisa e Desenvolvimento do Produto. 
Sua localização deve ficar próxima aos setores de Encaixe e Risco, 
Estoque de Materiais e da Produção que desenvolverá a peça 
piloto. Empresas de médio porte já possuem uma célula especial 
para a produção e teste da peça piloto que fica junto à sala de 
desenvolvimento. 
 
SALA DE PLANEJAMENTO, ENCAIXE E RISCO 
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Vestuário - Layout 21 
 
 
Este setor deve ficar com acesso ao setor de Estoque e Corte, pois 
o planejamento do risco deve considerar a largura de cada tecido 
para a otimização no rendimento de matéria-prima e manter a 
alimentação de serviços para o Corte. 
 
ESTOQUE DE MATERIAIS 
 
Uma característica no setor de Materiais, em confecções, é a 
divisão de duas áreas distintas; uma para estoque de matéria prima 
(tecidos) e outra para o estoque de aviamentos, pois são 
utilizados em diferentes etapas do processo. 
O estoque de tecidos deve ficar próximo aos setores de 
Planejamento, Encaixe e Risco, bem como ao de Corte. 
O estoque de aviamentos deve ficar próximo ao setor de 
Preparação para Costura. 
 
MESA DE CORTE 
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Vestuário - Layout 22 
 
 
 
A mesa de corte deve estar dimensionada para trabalhar com, no 
mínimo, três pilhas de enfesto:  uma pilha em processo de enfesto;  a segunda pilha em processo de corte; e  uma terceira aguardando para ser cortada. 
O comprimento da mesa de corte deve ser proporcional ao 
tamanho médio dos produtos e da grade que você corta. Exemplo, 
se sua empresa produz sobretudos com 1,20 m de consumo 
médio e grade de três tamanhos (P, M, G), cada enfesto terá 
comprimento médio de 3,60 m, e a mesa deve possuir, no mínimo, 
comprimento de 9,80 m. A altura deve ser em torno de 1,00 m. A 
largura deve ser projetada pelo tipo de tecido que você utilizará, 
deixando uma folga de 20 cm para apoio da máquina de corte. É 
importante que a largura comporte o tecido aberto, pois o corte 
em tecido enfestado ou dobrado normalmente aumenta o 
consumo. 
 
MESAS DE PREPARAÇÃO PARA COSTURA 
 
Logo após a mesa de corte, fica a mesa de preparação, com o 
objetivo de organizar todas as partes cortadas para cada modelo, 
bem como seus aviamentos. As mesas de preparação devem ser 
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Vestuário - Layout 23 
 
instaladas próximas do estoque de aviamentos, pois a preparação 
consiste na organização dos materiais e colocação das linhas e 
demais aviamentos dentro de cada caixa. 
 
MÁQUINAS DE COSTURA 
 
O arranjofísico das máquinas de costura deve seguir a sequência 
de montagem básica dos produtos, e a distância entre as 
máquinas deve ser tal que cada costureira consiga passar o 
serviço sem precisar levantar e nem dependa de outra pessoa 
para transportar os lotes. O arranjo pode ser basicamente de duas 
maneiras: em linha ou em célula de manufatura, dependendo da 
opção de trabalho de sua empresa. 
 
 
MESA PARA LIMPEZA DAS PEÇAS 
 
A limpeza de fios e sobras de linha deve ser feita em mesa próxima 
à saída da costura. Esta etapa é também responsável pelo controle 
final da qualidade das peças. Quando você escolher trabalhar por 
célula de manufatura, deve ser instalada uma mesa de limpeza 
na saída de cada célula. A continuidade do processo é importante, 
evitando o acúmulo de peças, pois caso haja qualquer nãoconformidade 
no produto, poderá ser corrigida imediatamente. 
 
MESA PASSADORIA 
 
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Vestuário - Layout 24 
 
Deve ser instalada logo após a limpeza. O ideal é uma mesa com 
vapor e vácuo, pois assim as peças são passadas a úmido e logo 
a seguir são secas pelo vácuo. 
 
MESA EMBALAGEM 
 
A embalagem deve ser feita após a passadoria e em fluxo contínuo 
sem acúmulo de peças. 
 
SALA DE EXPEDIÇÃO 
 
Sala que receberá todo o produto acabado para o fechamento 
dos pedidos e controle final da produção. Este setor deve estar 
organizado para que todo o produto seja facilmente identificado, 
facilitando a entrega das mercadorias e seu faturamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Vestuário - Layout 25 
 
 
Anexos 
 
Anexo I 
Fábrica de roupas,confecções,moda (site) 
 
Formação de células de fabricação na confecção de roupas 
 
 
 Neste texto você vai encontrar ajuda para entender a a importância de 
planejar, viabilizar o arranjo físico das suas máquinas e equipamentos segundo 
a metodologia de formação de células de fabricação. Aqui você encontrará uma 
metodologia direcionada para a análise de viabilidade, priorização dos produtos 
ou famílias de produtos e arquitetura de organização dos centros de fabricação, 
que atendam aos requisitos adequados a formação de células de fabricação. O 
arranjo físico em células tem os centros de fabricação agrupados de forma 
sequencial e permite fabricar produtos ou componentes que tenham tempos de 
operação e fluxos semelhantes. 
Conceito de células de fabricação: No arranjo físico de células, os centros de 
fabricação são agrupados de forma sequencial permitindo fabricar produtos ou 
componentes que tenham tempos de operação e fluxos de fabricação 
semelhantes. 
 Nas pequenas empresas industriais, as atividades são iniciadas sem muita 
preocupação com o arranjo físico dos seus centros de fabricação. Desta forma 
conhecemos como arranjo livre ou aleatório. Com o crescimento ou 
manutenção dos negócios, estas empresas sentem necessidade de terem um 
melhor controle das suas operações. então começam a organizar a localização 
dos centros de fabricação, fazendo um agrupamento de acordo com o tipo de 
atividade e função. Desta forma o arranjo físico passa a ser funcional ou 
departamental. Este modelo é comum nas empresas com muitos equipamentos 
e máquinas. 
 Atualmente com a maior competitividade do mercado, estas empresas estão 
buscando aumentar a produtividade final nos seus fluxos de fabricação, 
reduzindo os custos operacionais e garantindo prazos de entrega confiáveis e 
mais curtos. Neste momento, observa-se nos arranjos físicos aleatórios ou 
funcionais, uma movimentação demorada entre os centros de fabricação. E os 
tempos de espera entre estes centros de fabricação ou tempo para percorrer 
os caminhos mais longos entre estes mesmos centros de fabricação fazem a 
produtividade final cair muito. 
 A proposta é avaliar a viabilidade de aproximar ou reorganizar os centros de 
fabricação nas suas posições dentro dos setores de fabricação. 
 Considerações para implantação de células de fabricação 
1. os centros de fabricação precisam ser agrupados de forma sequencial e 
permitindo fabricar produtos ou componentes que tenham tempos de 
operação e fluxos de fabricação semelhantes. 
2. sempre que possível posicionar os centros de fabricação em forma de 
"U". Esta formação permite racionalizar o espaço físico, facilitar o fluxo 
de fabricação e uma melhor comunicação e integração entre os 
colaboradores desta célula. 
http://fabricaderoupas.blogspot.com.br/
http://fabricaderoupas.blogspot.com.br/2012/02/formacao-de-celulas-de-fabricacao-na.html
http://fabricaderoupas.blogspot.com.br/2012_02_01_archive.html
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Vestuário - Layout 26 
 
3. na impossibilidade de adotar a forma "U", use a forma "V", "L" ou em 
linha. 
4. considere no projeto de célula de fabricação o posicionamento 
adequado para os recipientes de materiais utilizados nas operações de 
cada centro de fabricação. A reposição dos materiais nestes recipientes 
pode ser realizada pelo colaborador que tiver maior produtividade da 
célula, uma vez que haverá tempo ocioso no seu centro de fabricação. 
 
 
Anexo II 
 
 
CONSIDERAÇÕES GERAIS 
 
O arranjo físico de uma operação produtiva preocupa-se com a 
localização física dos recursos de transformação. Colocado de uma forma 
simples, definir o arranjo físico é decidir onde colocar todas as instalações, 
máquinas e equipamentos e todo o pessoal da produção. 
 
O arranjo físico é uma das características mais evidentes de uma operação 
produtiva que determina sua forma e aparência. É aquilo que a maioria de nós 
notaria em primeiro lugar quando entrasse pela primeira vez em uma unidade 
de operação. Também determina a maneira segundo a qual os recursos 
transformados – materiais, informação e clientes – fluem através da operação. 
Mudanças relativamente pequenas na localização de uma máquina, numa 
fábrica ou dos bens em um supermercado ou a mudança de sala em um centro 
esportivo podem afetar o fluxo de materiais e pessoas através da operação. 
Isso por sua vez poderá afetar os custos e a eficácia geral da produção. 
 
O layout de uma fábrica é a disposição física do equipamento Industrial, 
Incluindo o espaço necessário para movimentação de material, 
armazenamento, mão-de-obra indireta e todas as outras atividades e serviços 
dependentes, além do equipamento de operação e o pessoal que o opera. 
Layout, portanto, pode ser uma instalação real, um projeto ou um trabalho. 
 
 
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Vestuário - Layout 27 
 
DEFINIÇÃO 
 
A principal área de ação de um layout industrial é, sem nenhuma dúvida, a 
empresa, definindo e integrando os elementos produtivos. A questão está 
relacionada com o local e arranjo de departamentos, células ou máquinas em 
uma planta ou chão de escritório. Por causa dos aspectos geométricos e 
combinatórias do problema, trata-se de uma questão cuja solução pode atingir 
altos níveis de complexidade, de acordo com o incremento de variáveis do 
sistema. Além disso, o layout industrial engloba fatores quantitativos e 
qualitativos que associados, podem tornar-se difíceis de modelar e analisar. 
 
É também o estudo das condições humanas de trabalho. Percebemos 
então que não é somente uma disposição racional das máquinas que assegure 
o funcionamento de uma linha de usinagem sem retrocessos e com mínimas 
distâncias. 
Em geral, sempre é preferível fazer alguma simplificação de processo e 
análise, decompondo o problema em problemas menores e separados. Isto 
reduz o tamanho e complexidade do problema, permitindo um estudo mais 
completo de vários planos alternativos. 
O layout (plant layout - arranjo físico) é um estudosistemático que 
procura uma combinação ótima das instalações industriais que concorrem para 
a produção, dentro de um espaço disponível. 
Layout é a maneira como os homens, máquinas e equipamentos estão 
dispostos em uma fábrica. O problema do layout é a locação relativa mais 
econômica das várias áreas de produção na empresa. Em outras palavras, é a 
melhor utilização do espaço disponível que resulte em um processamento mais 
efetivo, através da menor distância, no menor tempo possível. 
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Vestuário - Layout 28 
 
 
análises, podemos iniciar uma arrumação do espaço físico a ser utilizado, 
sendo que os mesmos devem estar ligados diretamente com os objetivos e 
finalidades da empresa em produzir ou comercializar seus produtos. 
 
BIBLIOGRAFIA 
 
ARAÚJO, Luis César G. de. 
 
Organização, sistemas e as modernas ferramentas de gestão 
organizacional: arquitetura, benchmarking, empowerment, gestão pela 
qualidade total, reengenharia. São Paulo: Atlas, 2001. 
 
DIAS, Marco Aurélio P., 
 
Administração de materiais: uma abordagem logística. 4. ed – São Paulo: 
Atlas, 1993. 
 
MARTINS, Petrônio Garcia. 
 
Administração da produção. 1. ed – São Paulo: Saraiva,1998. 
 
MOREIRA, Daniel Augusto. 
 
Introdução à administração da produção e operações. São Paulo: Pioneira, 
1998. 
 
NIGEL, Slack...½et al½: Administração da produção. São Paulo: Atlas. 1999. 
 
 
 
 
 
BIBLIOGRAFIA 
CARVALHO, J. M. Crespo - Logística. Lisboa: Sílabo, 2002. ISBN 978-972-
618-279-5 
HALES, H. Lee - Computer-aided facilities planning. Nova Iorque: Marcel 
Dekker, 1984. ISBN 978-0-8247-8143-9 
HALES, H. Lee - Computerized facilities planning: selected readings. Nova 
Iorque: Institute of industrial engineers, 1985. ISBN 978-0-89806-070-6 
LEMOS, Wagner de Brito Lira - Almoxarifado: comparação entre a prática 
aplicada na empresa e a teoria existente [Em linha]. João Pessoa, PB: 
Universidade federal de Paraíba, 2003. [Consult. 28 Abr. 2008]. Trabalho de 
conclusão de estágio. Disponível em WWW: 
<URL:http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/bds.nsf/0329A711F0CA95ED03
256FBD0050F4C5/$File/NT000A4D6A.pdf>. 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Especial:Fontes_de_livros/9789726182795
http://pt.wikipedia.org/wiki/Especial:Fontes_de_livros/9789726182795
http://pt.wikipedia.org/wiki/Especial:Fontes_de_livros/9780824781439
http://pt.wikipedia.org/wiki/Especial:Fontes_de_livros/9780898060706
http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/bds.nsf/0329A711F0CA95ED03256FBD0050F4C5/$File/NT000A4D6A.pdf
http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/bds.nsf/0329A711F0CA95ED03256FBD0050F4C5/$File/NT000A4D6A.pdf
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Vestuário - Layout 29 
 
 
Hino do Estado do Ceará
Poesia de Thomaz Lopes
Música de Alberto Nepomuceno
Terra do sol, do amor, terra da luz!
Soa o clarim que tua glória conta!
Terra, o teu nome a fama aos céus remonta
Em clarão que seduz!
Nome que brilha esplêndido luzeiro
Nos fulvos braços de ouro do cruzeiro!
Mudem-se em flor as pedras dos caminhos!
Chuvas de prata rolem das estrelas...
E despertando, deslumbrada, ao vê-las
Ressoa a voz dos ninhos...
Há de florar nas rosas e nos cravos
Rubros o sangue ardente dos escravos.
Seja teu verbo a voz do coração,
Verbo de paz e amor do Sul ao Norte!
Ruja teu peito em luta contra a morte,
Acordando a amplidão.
Peito que deu alívio a quem sofria
E foi o sol iluminando o dia!
Tua jangada afoita enfune o pano!
Vento feliz conduza a vela ousada!
Que importa que no seu barco seja um nada
Na vastidão do oceano,
Se à proa vão heróis e marinheiros
E vão no peito corações guerreiros?
Se, nós te amamos, em aventuras e mágoas!
Porque esse chão que embebe a água dos rios
Há de florar em meses, nos estios
E bosques, pelas águas!
Selvas e rios, serras e florestas
Brotem no solo em rumorosas festas!
Abra-se ao vento o teu pendão natal
Sobre as revoltas águas dos teus mares!
E desfraldado diga aos céus e aos mares
A vitória imortal!
Que foi de sangue, em guerras leais e francas,
E foi na paz da cor das hóstias brancas!
Hino Nacional
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,Brasil!
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra, mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores."
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- "Paz no futuro e glória no passado."
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil!

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