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Mariana Tardelli, Paula Cássia @resumex.odonto Sistema de conexão: - conector maior e menor: elementos que unem os elementos da PPR e distribuem as forças mastigatórias bilateralmente, minimiza as forças nos dentes de suporte e preserva o elemento de suporte - conector maior: tem que ser rígidos: não pode sofrer flexão impedir traumatismo na gengiva manter o contorno natural das estruturas subjacentes bordas arredondadas e distantes da gengiva marginal livre: 6mm no mínimo, não causar desconforto ao paciente e evitar impactação alimentar transmite cargas para estruturas de suporte cruzar linha média em 90 graus Conectores maiores-maxilares: 1.barra palatina: largura mínima 8 mm classe III dentossuportadas não indicada: para torus e palato profundo e quando há ausência de dentes anteriores indicada: pequenos espaços uni ou bilaterais 2.barra palatina dupla: barra posterior 15 mm da barra anterior para que não haja acúmulo de alimentos a frente do limite palato-duro-mole largura mínima 6-8mm barra anterior indicado: classe IV torus palatino volumoso e inoperável contra-indicado: palato profundo 3.barra palatina suspensa: modificação da dupla aloja na superfície palatina dos dentes indicado: prognóstico periodontal duvidoso, dentes que precisam de estabilização altura de coroa suficiente para alojar a barra anterior ausência de dentes anteriores torus volumoso e inoperável contra indicado: coroas curtas 4.barra palatina em forma de “U”: 8mm largura mínima indicado: ausência de dentes anteriores torus volumoso e inoperável contra-indicação: grande suporte extremidade livre 5.conector palatino completo: necessidade de suporte caso de extremidades livres metálico ou misto contra indicado: torus volumoso Conectores maiores-mandíbula: 1.Barra lingual: É o conector mandibular mais utilizado devido à simplicidade do desenho. Possui secção transversal em forma de meia pêra. Para sua indicação, a distância mínima necessária entre o assoalho da boca e a barra é de 3 mm e da barra à gengiva marginal livre é de 3 mm (Fig.11). É importante que ela tenha uma largura mínima de 4 mm para não sofrer flexão. indicado: quando a distância entre a margem gengival e o assoalho da boca for no mínimo de 9 a 10 mm. Além disto, é necessário que seja feito um alívio de cera na região sob a estrutura para evitar traumatismos na mucosa subjacente que é muito fina e suscetível a traumas. Assim, evita-se também a reabsorção óssea nesta região e posterior perda dentária. A barra lingual é indicada em casos em que não há necessidade de retenção indireta contraindicada: em casos de distância pequena entre o assoalho da boca e a gengiva marginal livre, em casos de inserção alta de freio lingual e presença de tórus lingual volumoso e inoperável. 2.barra lingual dupla: um conector constituído por uma barra lingual inferior e uma barra superior localizada na face lingual dos dentes inferiores indicada: quando há necessidade de retenção indireta, principalmente em casos classe I de Kennedy. A distância mínima entre as barras deverá ser no mínimo de 3 mm para evitar impacção alimentar e desconforto ao paciente. Também é necessário que os dentes suportes que alojam suas extremidades tenham nichos devidamente preparados para a colocação da barra contraindicada: em casos de distância pequena entre o assoalho da boca e a gengiva marginal livre, em casos de inserção alta de freio lingual, presença de tórus lingual volumoso e inoperável e dentes com coroas curtas, porque o espaço entre as duas barras torna-se pequeno, permitindo maior impacção alimentar. Em casos de dentes apinhados, a adaptação da barra superior torna-se bastante comprometida desaconselhando a sua indicação. Quando existem diastemas há necessidade de confecção da barra lingual dupla descontínua que não compromete a estética do paciente 3.placa lingual: A placa lingual nada mais é que uma fusão das barras superior e inferior da barra lingual dupla indicada: principalmente quando há impedimento para colocação de uma barra lingual ou barra lingual dupla devido à distância pequena existente entre o assoalho da boca e a gengiva marginal livre, em casos de presença de freio lingual com inserção alta ou presença de tórus lingual volumoso e inoperável. Também permite a substituição de dentes anteriores, sendo indicada em casos de dentes com prognóstico duvidoso ou ausentes Apresenta o inconveniente de impedir o massageamento normal dos tecidos que recobre. 4.placa dental: É um conector semelhante à placa lingual que se difere por não recobrir a gengiva marginal, somente terço médio e cervical dos dentes suportes. Possui as mesmas indicações da placa lingual, ou seja, casos de presença de freio lingual com inserção alta ou presença de tórus lingual volumoso e inoperável. Também permite a substituição de dentes anteriores, sendo indicada em casos de dentes com prognóstico duvidoso ou ausentes. Tem a vantagem de permitir o massageamento da gengiva marginal livre, diferentemente da placa lingual. 5.barra sublingual: Tem uma secção transversal em meia gota, sendo que a porção mais larga se localiza na região mais inferior, permitindo assim maior resistência à flexão lateral quando em função. É indicada em casos de grandes reabsorções alveolares devido a problemas periodontais 6.barra vestibular: É um tipo de conector utilizado em casos raros, de grande inclinação dos dentes inferiores para lingual ou de presença de tórus lingual que impede a colocação de qualquer tipo de barra na região lingual do arco mandibular. A barra vestibular deve situar-se no sulco labial, com largura maior que a barra lingual porque se localiza num arco de maior curvatura, propiciando maior rigidez 7. SWINGLOCK É um conector constituído por uma placa lingual e uma barra vestibular articulada, ou seja, esta barra é unida ao conector maior por uma dobradiça de um lado e fecho do outro O suporte é obtido pelos apoios nos elementos suportes, a estabilidade e reciprocidade pela placa lingual e a retenção pelos grampos tipo barra nas superfícies vestibulares Este conector é indicado em casos de dentes suportes, tratados periodontalmente, mas com prognóstico duvidoso, dentes e tecidos moles com contornos desfavoráveis Seu uso é contraindicado em casos de inserção alta de freio labial ou presença de vestíbulo raso porque impedem a colocação da barra vestibular CONECTORES MENORES - São também componentes rígidos que unem os elementos da PPR ao conector maior que têm a função de transmitir as forças aos dentes suportes e ao restante da estrutura da PPR. - Podem ser dos seguintes tipos: interdentais, proximais ou rede de retenção,porque fazem a união dos dentes artificiais e base da prótese ao conector maior. - É importante que a confecção dos conectores menores siga os seguintes princípios: - a) não devem ser posicionados em regiões convexas dos dentes para evitar desconforto ao paciente. Desta forma, é necessário que estejam localizados nas a b c Sistema de conexão – Profa. Dra. Valéria Oliveira Pagnano de Souza 12 regiões das ameias e que nestas regiões sejam feitos alívios para evitar efeito de cunha; - b) devem cruzar os tecidos gengivais em ângulo reto; - c) deve existir espaço mínimo de 5 mm entre dois conectores menores adjacentes para evitar a impacção alimentar; - d) devem apresentar a região próxima ao conector maior mais larga do que a região que faz contato com os dentes- e) devem contactar as superfícies axiais proximais e linguais ou palatinas chamadas planos-guia, naturais ou preparadas para propiciar paredes paralelas entre si e com a trajetória de inserção, de forma a individualizar a trajetória de inserção e remoção da PPR, aumentando assim a estabilidade da prótese. OBS. Apesar de não serem conectores, é importante comentar a respeito de dois componentes da estrutura metálica: top tissular e linha de término. Nas PPRs de extremidades livres, na região posterior às redes de retenção, são confeccionados elementos chamados top tissulares que impedem que a estrutura de PPR se desloque, saindo de posição, durante os procedimentos de prensagem da prótese. Nas regiões em que a base de resina acrílica da PPR se une ao conector maior são confeccionadas as linhas de término que permitem melhor acabamento da resina e metal, evitando excesso de volume de resina nesta região.