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Direito Administrativo Fmu 7 semestre 2020.1

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Direito Administrativo – Eduardo Tognetti 
 
 
Aula 1 
 
Fontes do Direito Administrativo; 
Fontes Formais: Constituição, leis, decretos e atos normativos 
Fontes Materiais: Doutrina, jurisprudência e os princípios gerais do direito 
 
Conceito de direito administrativo 
 
Direito administrativo é o ramo do direito público que tem por objeto os órgãos, 
agentes e pessoas jurídicas administrativas que integram a Administração Pública, a 
atividade jurídica não contenciosa que exerce e os bens e meios de que se utiliza 
para a consecução de seus fins, de natureza pública.” DI PIETRO, Maria Sylvia 
Zanella. Direito administrativo. 31. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2018. 
 
Questões 
Q1) (Ano: 2018 Banca: CESPE Órgão: SEFAZ-RS Prova: CESPE - 2018 - SEFAZ-
RS - Técnico Tributário da Receita Estadual - Prova 2) O direito administrativo é 
formado por muitos conceitos, princípios, elementos, fontes e poderes. As principais 
fontes formais do direito administrativo, segundo a doutrina majoritária, são 
(a) os princípios gerais de direito, a jurisprudência, a lei e os atos normativos da 
administração. 
(b) os costumes, a lei e os atos normativos da administração. 
(c) Constituição, a lei e os costumes. 
(d) a doutrina, a jurisprudência e a Constituição. 
(e) a Constituição, a lei e os atos normativos da administração pública. 
 
 
Aula 2 
 
Regime Jurídico de Direito Administrativo 
 
Objetivo 
 
Reconhecer o regime público e privado da Administração Pública e noção de regime 
jurídico de direito público 
 
 “as normas do Direito Administrativo caracterizam-se, em face das do direito 
privado, seja porque conferem à Administração prerrogativas sem equivalente nas 
relações privadas, seja porque impõem à sua liberdade de ação sujeições mais 
estritas do que aquelas a que estão submetidos os particulares”. RIVERO, Jean. 
Direito administrativo. Lisboa: Almedina, 1982. 
 
“regime jurídico de um instituto jurídico pode significar o conjunto de notas que o 
tipificam, em essência: se esse conjunto coincidir, nos ramos público e privado, o 
instituto será comum aos dois, não sendo peculiar a nenhum deles; se for diverso, 
pode-se dizer que existe, em separado, no direito público ou no direito privado”. 
 
 
ARAÚJO, Edmir Netto de. Curso de direito administrativo. 8. ed. São Paulo : Saraiva 
Educação, 2018. p. 73. 
 
1. Identificar o regime jurídico administrativo. 
1.1 Regime jurídico da administração pública de Direito Público: 
1.2 Administração Direta→ União, Municípios, Estados, DF 
1.3 De Administração Indireta→ Autarquias, Fundações, Consórcios Públicos, 
empresas estatais executoras de serviços públicos e executoras de atividades 
em regime de concorrência com empresas privadas (banco do brasil e caixa 
econômica federal) 
 
Constituição Federal: Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta 
Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será 
permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a 
relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei 
 
§ 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de 
economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de 
produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços, dispondo 
sobre: 
I - sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela sociedade; 
II - a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto 
aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tribu tários; III - licitação 
e contratação de obras, serviços, compras e alienações, observados os 
princípios da administração pública; 
 
Estatuto das Empresas Estatais Lei 13.303/2016 
Prestadoras de serviços públicos ------→ Regime jurídico de direito público 
Executoras de atividades econômicas -----→ Atividade Meio: Regime jurídico de 
direito publico 
Executoras de atividades econômicas ---→ Atividade Fim: Regime jurídico de 
direito privado 
 
“..., as empresas públicas e sociedades de economia mista, integrantes da 
administração indireta que são, sujeitam-se à obrigatoriedade de realizar licitação 
ao contratar serviços, obras, compras e alienações. Essa é a regra geral. Assim, 
para adquirir bens para o seu uso ou para alienar imóveis de sua propriedade ou 
nele efetuar obras, devem ser obedecidos os procedimentos licitatórios 
adequados. (...) 
“... Porém, estando quaisquer dessas atividades diretamente vinculadas à 
exploração de atividade econômica pela empresa, não há que se exigir a 
realização do certame, eis que esta, nesse aspecto, sujeita-se ao regime jurídico 
das empresas privadas.” 
 
(Parecer emitido pela Dra Cristina Machado da Costa e Silva, Procuradora ao 
Tribunal de Contas da União, no julgamento do TC 649.091/94-9) 
 
 
 
 
 
 Identificar as características dos princípios que informam o Direito 
Administrativo 
 
Princípios Constitucionais (Legalidade, impessoalidade, 
Moralidade, publicidade, eficiência etc.) -----------→ 
 
Leis-----------------------------------------------------------→ 
Decretos, atos normativos---------------------------------------→ 
Definições de princípio; 
 
Elevado grau de generalidade e abstração: os princípios caracterizam-se pelo grau 
de generalidade, por serem “amplos, gerais ou inespecíficos, no sentido de que uma 
série de normas distintas poderia frequentemente ser apontada como manifestações 
ou exemplos de um único princípio”. HART, Herbert Lionel Adolphus. O conceito de 
direito. São Paulo: Martins Fontes, 2009, p. 335. 
 
 
Aproximação da moral: “denomino ‘princípio’ um padrão que deve ser observado, 
não porque vá promover ou assegurar uma situação econômica, política ou social 
considerada desejável, mas porque é uma exigência de justiça ou equidade ou 
alguma outra dimensão da moralidade”. DWORKIN, Ronald. Levando os direitos a 
sério. São Paulo: Martins Fontes, 2002. p. 36. 
 
Aspecto qualitativo: “Os princípios são mandados de otimização, que estão 
caracterizados pelo fato de que podem ser cumpridos em diferentes ALEXY, Robert. 
Teoria dos direitos fundamentais. Tradução de Virgílio Afonso da Silva. São Paulo: 
Malheiros, 2008, p. 90. graus e cuja medida devida de cumprimento não só depende 
das possibilidades reais, mas também das jurídicas. (...) Por outro lado, as regras 
são normas que só podem ser cumpridas ou não. (...) Toda norma ou é uma regra 
ou um princípio”. 
 
Questões: 
 
(A) João possui total liberdade de atuação, não se submetendo a comandos 
superiores, em decorrência do princípio da eficiência. 
(B) A liberdade de atuação de João é pautada somente pelo princípio da legalidade, 
considerando que não existe escalonamento de competência no âmbito da 
Administração Pública. 
C) João tem dever de obediência às ordens legais de seus superiores, em razão da 
relação de subordinação decorrente do poder hierárquico. 
(D) As autoridades superiores somente podem realizar o controle finalístico das 
atividades de João, em razão da relação de vinculação estabelecida com os 
superiores hierárquicos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula 3 
 
Princípios de Direito Administrativo 
 
 
Constituição Federal: 
 
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, 
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de 
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao 
seguinte: (...) 
 
Princípios Explícitos e Implícitos; Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, 
publicidade e eficiência 
 
1-) LEGALIDADE 
Origem; 
 “Os Lords espirituais e temporais e os membros da Câmara dos Comuns declaram, 
desde logo, o seguinte: ... que é ilegal a faculdade que se atribui à autoridade real 
para suspender as leis ou seu cumprimento; ... que é ilegal toda cobrança de 
impostos para a Coroa sem o concurso do Parlamento, sob pretexto de prerrogativa, 
ou em época e modo diferentes dos designados por ele próprio; ... que é 
indispensávelconvocar com frequência os Parlamentos para satisfazer os agravos, 
assim como para corrigir, afirmar e conservar as leis;” 
 
Auto consentimento 
“O que diferencia a lei é que esta consiste no reconhecimento da necessidade da 
renúncia de parte dos direitos individuais em favor de um interesse da coletividade, 
por meio de seus legítimos representantes. (...) Por isso, o princípio da legalidade 
consiste no próprio fundamento do Estado de Direito não somen te sob o aspecto 
formal (propiciando a segurança jurídica mediante o estabelecimento de regras 
gerais e abstratas), mas, principalmente, por (...) Por isso, o princípio da legalidade 
consiste no próprio fundamento do Estado de Direito não somente sob o aspecto 
formal (propiciando a segurança jurídica mediante o estabelecimento de regras 
gerais e abstratas), mas, principalmente, porque se constitui na forma pela qual é 
instituída a supremacia da vontade popular.”que se constitui na forma pela qual é 
instituída a supremacia da vontade popular.” 
 TOGNETTI, Eduardo. Sanções administrativas aplicadas pelo 
Banco Central do Brasil. São Paulo: Kindle, 2017. 
 
Divisão de poderes 
 
“Tudo estaria perdido se o mesmo homem, ou o mesmo corpo dos principais, ou dos 
nobres, ou do povo exercesse os três poderes: o de fazer as leis, o de executar as 
resoluções públicas e o de julgar os crimes ou as querelas entre os particulares.” 
MONTESQUIEU, Charles de Secondat. O espírito das leis. São Paulo: Martins 
Fontes, 2000, p. 167-168 
 
Função administrativa 
 
 
 
. “Na função o sujeito exercita um poder, porém o faz em proveito alheio, e o exercita 
não porque acaso queira ou não queira. Exercita-o porque é um dever. Então, pode-
se perceber que o eixo metodológico do Direito Público não gira em torno da ideia 
de poder, mas gira em torno da ideia de dever” 
BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Discricionariedade e controle jurisdicional. 2ª 
ed. São Paulo: Malheiros, 
 
Supremacia e reserva de lei 
“( ...) princípio da supremacia ou prevalência da lei (VorrangdesGesetzes) e o 
princípio da reserva de lei (VorbehaltdesGesetzes). Estes princípios permanecem 
válidos, pois num Estado democrático-constitucional a lei parlamentar é, ainda, a 
expressão privilegiada do princípio democrático (daí a sua supremacia) e o 
instrumento mais apropriado e seguro para definir os regimes de certas matérias, 
sobretudo dos direitos fundamentais e da vertebraçãodemocrática do Estado (daí a 
reserva da lei).” 
CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Direito constitucional e a teoria da Constituição. 
3ª ed. Coimbra: Almedina, 1999. p. 25 
 
 
 
Supremacia da Lei A lei deve sempre prevalecer sobre as 
demais normas- que não são editadas 
pelo Parlamento 
Reserva da Lei Determinadas matérias, que são 
fundamentais, somente podem ser 
tratadas por lei. 
 
Regime de Sujeição Geral e Sujeição Especial 
 
“Tal elemento é devido ao fato de que a instituição de vínculo principal torna 
necessário um ingresso do particular, pessoalmente, na esfera jurídica e material – 
ou ainda que simplesmente jurídica –da Administração, a fim de tornar necessária 
uma especial disciplina mais acentuada –fundada precisamente em um estado de 
sujeição especial do indivíduo –do comportamento pessoal do próprio particular, a 
fim de obter uma melhor implementação do vínculo. (...) Típico exemplo de contato 
do indivíduo com a esfera jurídica da administração, verifica-se no caso do exercício 
de uma função ou de um serviço público, seja quem o execute entre no âmbito da 
verdadeira e própria administração pública, seja permaneça, ao invés, na condição 
de privado.” 
ALESSI, Renato. Diritto amministrativo. Milano: Giuffrè, 1949, p. 181-182 
 
Sujeição Geral Os atos infralegais não podem 
estabelecer direitos e deveres 
Sujeição Especial A lei atribui autoridade o poder de editar 
regras para casos particulares 
 
Termos Técnicos e Conceitos Jurídicos Indeterminados 
Portar-se de modo inconveniente e desrespeitoso, ato obsceno em público, exibir 
manobra perigoso. 
 
 
 
Conceito Juridico Indeterminado → Depende da avaliação subjetiva pelo aplicador 
da norma a partir de cada contexto. 
 
2 -) SUPREMACIA DO INTERESSE PUBLICO 
 
No campo da Administração, deste princípio procedem as seguintes consequências 
ou princípios subordinados: 
 
a) posição privilegiada do órgão encarregado de zelar pelo interesse público e 
de exprimi-lo, nas relações com os particulares; ... 
b) posição de supremacia do órgão nas mesmas relações; 
c) restrições ou sujeições especiais no desempenho da atividade de natureza 
pública.” 
 
BANDEIRA DE MELLO, Celso Antonio. Curso de direito administrativo. 33ª ed. São 
Paulo: Malheiros, 2016. p. 68. 
 
3-) IMPESSOALIDADE 
 
“No primeiro sentido, o princípio estaria relacionado com a finalidade pública que 
deve nortear toda a atividade administrativa. Significa que a Administração não pode 
atuar com vistas a prejudicar ou beneficiar pessoas determinadas, uma vez que é 
sempre o interesse público que tem que nortear o seu comportamento. 
 
“No segundo sentido, o princípio significa, segundo José Afonso da Silva (2003:647), 
baseado na lição de Gordillo que “os atos e provimentos administrativos são 
imputáveis não ao funcionário que os pratica, mas ao órgão ou entidade 
administrativa da Administração Pública, de sorte que ele é o autor institucional do 
ato. Ele é apenas o órgão que formalmente manifesta a vontade estatal”. 
 
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 31. ed. Rio de Janeiro: 
Forense, 2018. 
 
4-) PRESUNÇÃO DA LEGITIMIDADE OU DE VERACIDADE 
 
“Presunção de legitimidade - é a qualidade, que reveste tais atos, de se presumirem 
verdadeiros e conformes ao Direito, até prova em contrário. Isto é: milita em favor 
deles uma presunção juris tantum de legitimidade; salvo ex- pressa disposição legal, 
dita presunção só existe até serem questionados em juízo. ... Esta, sim, é uma 
característica comum aos atos administrativos em geral; as subsequentemente 
referi- das não se aplicam aos atos ampliativos da esfera jurídica dos administrados. 
 
ANDEIRA DE MELLO, Celso Antonio. Curso de direito administrativo. 33ª ed. 
São Paulo: Malheiros, 2016. p. 68. 
 
“A validade é, pois, a característica substantiva de qualquer ato administrativo, dela 
decorrendo a presunção de validade, analiticamente expressada por uma quádrupla 
presunção: de veracidade, de legalidade, de legitimidade e de licitude, que subsistirá 
até prova em contrário, como decorrência da própria natureza estatal do ato 
administrativo.” 
 
 
 
MOREIRA NETO, Diogo de Figueiredo. Curso de direito administrativo. Rio de 
Janeiro: Foreuse, 2001. p. 138 
 
Presunção da legitimidade ou de veracidade 
Lei do Processo Administrativo Federal (Lei n.º 9.784/99 - LPA): “Art. 36. Cabe ao 
interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao 
órgão competente para a instrução e do disposto no art. 37 desta Lei.” 
 
Constituição Federal: “Art. 5º (...) LIV - ninguém será privado da liberdade ou de 
seus bens sem o devido processo legal;” 
(...) em muitos casos, o modelo da LPA impõe ao administrado a necessidade de 
produção de prova negativa, o que dificulta, se não impossibilita, a sua defesa. A 
situação toma maiores proporções no exer- cício da atividade sanciona- dora pela 
Administração.” TOGNETTI, Eduardo, Atributos do Ato Administrativo, p. 351. 
 
“Ausência de nulidade das penalidades. Destarte, a autora não comprovou qualquer 
irregularidade na autuação perpetrada pela ré, ônus que lhe incumbia. Tal 
fundamento ́ encontra respaldo nos julgados desta Corte que assentam 
entendimento no sentido de que o ato administrativo goza de presunção juris tan tum 
de legitimidade, a qual somente poderá ser afastada por prova em contrário a cargo 
do administrado (...). O que, no caso concreto, não foi realizado.” STJ. Ag Reg n.º 
957.491-RS, Rel. Ministro Herman Benjamin, da 2ª T., j. 4/8/20095-) ESPECIALIDADE 
 
“Quando o Estado cria pessoas jurídicas públicas administrativas – as autarquias – 
como forma de descentralizar a prestação de serviços públicos, com vistas à 
especialização de função, a lei que cria a entidade estabelece com precisão as 
finalidades que lhe incumbe atender, de tal modo que não cabe aos seus 
administradores afastar-se dos objetivos definidos na lei; isto precisamente pelo fato 
de não terem a livre disponibilidade dos 
interesses públicos… embora esse princípio seja normalmente referido às 
autarquias, não há razão para negar a sua aplicação quanto às demais pessoas 
jurídicas, instituídas por lei, para integrarem a Administração Pública Indireta.” 
 
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 31. ed. Rio de Janeiro: 
Forense, 2018. 
 
6-) CONTROLE OU TUTELA 
“Entre nós, o controle das autarquias realiza-se na tríplice linha política, 
administrativa e financeira, mas todos esses controles adstritos aos termos da lei 
que os estabelece. MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. 20. ed. 
Rio de Janeiro: Forense, 1995. p. 314. 
 
. 
 
7-) AUTOTUTELA 
 
 
 
Como corolários de determinados princípios, outros emergem. A autotutela 
administrativa é a faculdade de a Administração rever seus próprios atos ou de seus 
entes administrativos descentralizados.” 
FIGUEIREDO, Lúcia Valle. Curso de Direito administrativo. 8. ed. São Paulo: 
Malheiros, 2007. p. 69. 
 
Súmula STF 346: A Administração Pública pode declarar a nulidade dos próprios 
atos. Súmula STF 473: A Administração pode anular seus próprios atos, quando 
eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos, ou 
revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos 
adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. 
 
8-)HIERARQUIA 
 
“Em consonância com o princípio da hierarquia, os órgãos da Administração Pública 
são estruturados de tal forma que se cria uma relação de coordenação e 
subordinação entre uns e outros, cada qual com atribuições definidas na lei.” 
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 31. ed. Rio de Janeiro: 
Forense, 2018. 
 
9-) CONTINUIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO 
"O serviço público responde, por definição, a uma necessidade de interesse geral; 
ora, a satisfação do interesse geral não poderia admitir a descontinuidade; toda 
interrupção traz o risco de introduzir, na via da coletividade, os transtornos os mais 
graves. A jurisprudência construiu então o princípio da continuidade do serviço 
público, em virtude do qual o funcionamento do serviço não pode tolerar 
interrupções.” 
RIVERO Jean. WALINE Jean. Droit Administratif. 14. ed. Paris: Précis Dalloz, 1992. 
p. 388/389. 
 
10-) PUBLICIDADE 
 
Constituição Federal: Art. 5º. (...) XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos 
públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, 
que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas 
aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; 
 
Lei nº 12.527/2011: “Art. 5º É dever do Estado garantir o direito de acesso à 
informação, que será franqueada, mediante procedimentos objetivos e ágeis, de 
forma transparente, clara e em linguagem de fácil compreensão.” 
 
Como a Administração jamais maneja interesses, poderes ou direitos pessoais seus, 
surge o dever da absoluta transparência. "Todo poder emana do povo e em seu 
nome é exercido" (C.F. art. 1º, § 1º). É óbvio, então, que o povo, titular do poder, tem 
direito de conhecer tudo o que concerne à Administração, de controlar passo a 
passo o exercício do poder. À margem disso, qualquer administrado atingido pela 
Administração, é dizer, que de qualquer modo seja destinatário, prejudicado ou 
atendido por um ato administrativo, tem o direito individual de ... conhecer este ato, 
suas razões, sua base fática e jurídica, para poder defender-se. Em consequência, 
 
 
seja em nome da limpidez da atividade administrativa, seja para garantia de direitos 
individuais, a Administração tem o dever da publicidade.” 
SUNDFELD, Carlos Ary. Princípio da Publicidade Administrativa. RDA: Rio de 
Janeiro: Forense, v. 199: p. 97-110, 1995 
 
11-) MORALIDADE ADMINISTRATIVA 
 
. “A Lei no 9.784/99: Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos 
princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, 
moralidade, (...). Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, 
entre outros, os critérios de: (...) 
IV - atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé;” 
 
“... o agente administrativo, como ser humano dotado da capacidade de atuar, deve, 
necessariamente, distinguir o Bem do Mal, o honesto do desonesto. E, ao atuar, não 
poderá desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim, não tera ́ que decidir 
somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, 
o oportuno e o inoportuno, mas também entre o honesto e o desonesto.” 
MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. 20. ed. Rio de Janeiro: 
Forense, 1995. p. 84. 
 
12-) RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE 
12.1 O devido processo legal 
 
Constituição Federal: “Art. 5º (...) LIV - ninguém será privado da liberdade ou de 
seus bens sem o devido processo legal; 
 
Origem 
Marbury v. Madison: a Suprema Corte estabeleceu que: Era um órgão de controle 
de constitucionalidade (o que não era conferido pela Constituição expressamente) 
Onde a Constituição e a lei impusessem um dever ao Executivo, o Judiciário poderia 
determinar seu cumprimento. 
 
→ Enunciou os três grandes fundamentos que justificam o controle judicial de 
constitucionalidade: 
 
1- a supremacia da Constituição: “Todos aqueles que elaboraram constituições 
escritas encaram-na como a lei fundamental e suprema da nação”. 
2- nulidade da lei que contrarie a Constituição: “Um ato do Poder Legislativo 
contrário à Constituição é nulo”. 
3- O Poder Judiciário é o intérprete final da Constituição: “É enfaticamente da 
competência do Poder Judiciário dizer o Direito o sentido das leis. Se a lei 
estiver em oposição à constituição a corte terá de determinar qual dessas 
normas conflitantes regerá a hipótese.” 
 
Histórico 
“Foi com essa índole essencialmente processualista que a garantia do devido 
processo legal vigorou na velha Inglaterra, por imposição da Magna Carta, e daí 
ingressou nas Cartas coloniais da América do Norte e, depois, na 5a e 14a Emendas 
da Constituição dos Estados Unidos. ... Concebida, de início, como um requisito de 
 
 
validade da jurisdição penal, estendeu-se, em seguida, à jurisdição civil e, mais 
recentemente, aos procedimentos administrativos instaurados no âmbito da 
Administração Pública. ” 
CASTRO, Carlos R. Siqueira. O devido processo legal e os princípios da 
razoabilidade e da proporcionalidade. Rio de Janeiro: Forense, 2006. p. 29. 
 
Mutação 
 
Inicialmente: proibição da tortura ou da confissão forçada no processo penal. 
 2º Momento: Devido Processo Legal Processual: Determinação que nos processos 
em geral seja dada a ampla defesa e o direito ao contraditório 
3º Momento: Devido Processo Legal Substantivo: Determinação de que a sentença 
a ser aplicada seja justa: o Poder Judiciário para a controlar se as leis são justas ou 
não e afastam a aplicação das normas arbitrárias. 
 
 
13-) MOTIVAÇÃO 
 
“O princípio da motivação exige que a Administração Pública indique os 
fundamentos de fato e de direito de suas decisões. (...) A sua obrigatoriedade se 
justifica em qualquer tipo de ato, porque se trata de formalidade necessária para 
permitir o controle de legalidade dos atos administrativos.” DI PIETRO, Maria Sylvia 
Zanella. Direito administrativo. 31. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2018. 
 
“A Lei no 9.784/99: Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos 
princípios da legalidade, finalidade, motivação,(...). Parágrafo único. Nos processos 
administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: (...) 
 VII - indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão;” 
 
14-) EFICIÊNCIA 
 
“Assim, princípio da eficiência é o que impõe à Administração Pública direta e 
indireta e a seus agentes a persecução do bem comum, por meio do exercício de 
suas competências de forma imparcial, neutra, transparente, participativa, eficaz, 
sem burocracia e sempre em busca da qualidade, primando pela adoção dos 
critérios legais e morais necessários para a melhor utilização possível dos recursos 
públicos, de maneira a evitar desperdícios e garantir uma maior rentabilidade social.” 
ARAGÃO, Alexandre Santos. O princípio da eficiência. RDA, vol. 237. Rio de 
Janeiro: Forense, 2004, p. 181-182. 
 
“O princípio da eficiência apresenta, na realidade, dois aspectos: pode ser 
considerado em relação ao modo de atuação do agente público, do qual se espera o 
melhor desempenho possível de suas atribuições, para lograr os melhores 
resultados; ... e em relação ao modo de organizar, estruturar, disciplinar a 
Administração Pública, também com o mesmo objetivo de alcançar os melhores 
resultados na prestação do serviço público.” 
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 31. ed. Rio de Janeiro: 
Forense, 2018. 
 
15-) SEGURANÇA JURÍDICA, PROTEÇÃO À CONFIANÇA E BOA-FÉ 
 
 
 
“A Lei nº 9.784/99: Art. 2º (...). Parágrafo único. Nos processos administrativos serão 
observados, entre outros, os critérios de: (...) XIII - interpretação da norma 
administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se 
dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação.” 
 
QUESTÕES 
Q1) (OAB/2017) Determinada empresa apresenta impugnação ao edital de 
concessão do serviço público metroviário em determinado Estado, sob a alegação 
de que a estipulação do retorno ao poder concedente de todos os bens reversíveis 
já amortizados, quando do advento do termo final do contrato, ensejaria 
enriquecimento sem causa do Estado. Assinale a opção que indica o princípio que 
justifica tal previsão editalícia. 
(A) Desconcentração. 
(B) Imperatividade. 
(C) Continuidade dos Serviços Públicos. 
(D) Subsidiariedade 
 
Q2) (OAB/2015) O Estado X publicou edital de concurso público de provas e títulos 
para o cargo de analista administrativo. O edital prevê a realização de uma primeira 
fase, com questões objetivas, e de uma segunda fase com questões discursivas, e 
que os 100 (cem) candidatos mais bem classificados na primeira fase avançariam 
para a realização da segunda fase. No entanto, após a divulgação dos resultados da 
primeira fase, é publicado um edital complementar estabelecendo que os 200 
(duzentos) candidatos mais bem classificados avançariam à segunda fase e 
prevendo uma nova forma de composição da pontuação global. 
Nesse caso, 
(A) a alteração não é válida, por ofensa ao princípio da impessoalidade, advindo da 
adoção de novos critérios de pontuação e da ampliação do número de candidatos na 
segunda fase. 
(B) a alteração é válida, pois a aprovação de mais candidatos na primeira fase não 
gera prejuízo aos candidatos e ainda permite que mais interessados 
realizem a prova de segunda fase. 
(C) a alteração não é válida, porque o edital de um concurso público não pode 
conter cláusulas ambíguas. 
 (D) a alteração é válida, pois foi observada a exigência de provimento dos cargos 
mediante concurso público de provas e títulos. 
 
Q3) (OAB/2015) Considere a seguinte situação hipotética. O diretor-geral de 
determinado órgão público federal exarou despacho concessivo de aposentadoria a 
um servidor em cuja contagem do tempo de serviço fora utilizada certidão de tempo 
de contribuição do INSS, falsificada pelo próprio beneficiário. Descoberta a fraude 
alguns meses mais tarde, a referida autoridade tornou sem efeito o ato de 
aposentadoria. 
Na situação hipotética considerada, o princípio administrativo aplicável ao ato que 
tornou sem efeito o ato de aposentadoria praticado é o da 
(A) autotutela. 
(B) indisponibilidade dos bens públicos. 
(C) segurança jurídica. 
(D) razoabilidade das decisões administrativas. 
 
 
 
Q4) (CESPE - 2018 - TCE-MG - Analista de Controle Externo - Ciências Contábeis) 
O tribunal de contas de um estado, ao analisar as contas de determinado prefeito, 
verificou que houve gasto de recursos públicos com a elaboração de cartilhas 
escolares com nomes, símbolos e imagens que caracterizavam a promoção pessoal 
de autoridades públicas do município. 
 
Nessa situação, a conduta do prefeito afrontou especialmente o princípio da 
 (A) boa-fé. 
 (B) razoabilidade. 
 (C) impessoalidade. 
 (D) economicidade. 
 (E) eficiência 
 
Q5) (FCC - 2018 - Prefeitura de Caruaru - PE - Procurador do Município) Em relação 
aos princípios que regem a atuação da Administração Pública, é correto afirmar que 
 (A) em relação ao princípio da legalidade, a Administração Pública não é obrigada a 
fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. 
 (B) o princípio da eficiência impõe ao agente público um modo de atuar que produza 
resultados favoráveis à consecução dos fins a serem alcançados pelo Estado. 
(C) o princípio da eficiência, dada a sua natureza finalística, é prevalente em face do 
princípio da legalidade. 
(D) são aplicáveis à Administração Pública exclusivamente aqueles princípios 
mencionados no caput do art. 37 da Constituição da República Federativa do Brasil, 
que são o da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da publicidade e da 
eficiência. 
(E) o princípio da publicidade decorre do direito dos administrados em ter acesso a 
informações de interesse particular ou coletivo e, por essa razão, não admite a 
existência de informações públicas sigilosas. 
 
Q6) (NC-UFPR - 2018 - Câmara de Quitandinha - PR – Advogado) O particular pode 
fazer tudo o que a lei não proíbe e a Administração Pública só pode fazer o que a lei 
determina ou autoriza. Essa afirmativa refere-se ao princípio da: 
 (A) proporcionalidade. 
 (B) moralidade. 
 (C) obrigatoriedade. 
 (D) contradição. 
 (E) legalidade. 
 
 
Q7) (TRF - 3ª REGIÃO - 2018 - TRF - 3ª REGIÃO - Juiz 
Federal Substituto) São princípios constitucionais implícitos ou reconhecidos 
da Administração Pública, porquanto consectários lógicos dos preceitos da Lei 
Maior: 
(A) Impessoalidade e eficiência. 
(B) Razoabilidade e legalidade. 
(C) Segurança jurídica e moralidade. 
(D) Prevalência do interesse público e proporcionalidade. 
 
 
 
 
Aula 4 
 
Organização da Administração Pública 
 
1- Administração pública direta e indireta 
 
Constituição Federal: Art. 37. A administração pública direta e indireta de 
qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (...) 
 
Administração pública direta e indireta 
 
Administração Direta: União, Municípios, Estados, DF 
 
Administração Indireta: Autarquias, Fundações, Consórcios Públicos, empresas 
estatais executoras de serviços públicos e executoras de atividades em regime de 
concorrência com empresas privadas(banco do brasil e caixa econômica federal) 
 
Estrutura da Administração Pública Direta 
.1) Conceito legal 
 
Decreto-lei nº 200/67: 
 
 Art. 4° A Administração Federal compreende: I - A Administração Direta, que se 
constitui dos serviços integrados na estrutura administrativa da Presidência da 
República e dos Ministérios 
 
Conceito da doutrina 
“Compreende as pessoas jurídicas políticas, isto é, União, Estados, Distrito Federal 
e Municípios, e órgãos que integram tais pessoas por desconcentração, sem 
personalidade jurídica própria, aos quais a lei confere o exercício de funções 
administrativas. 
 
NOHARA, Patrícia Irene. Direito administrativo. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2018 
 
Órgão público 
“Órgãos Públicos: centrosde competências instituídos para o desempenho de 
funções estatais, através de seus agentes, cuja atuação é imputada à pessoa 
jurídica a que pertencem” 
MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. 20. ed. Rio de Janeiro: 
Forense, 1995. p. 64. 
 
“O órgão não tem personalidade jurídica própria, que é da pessoa jurídica a que está 
integrado, seja ela da Administração Direta (como as pessoas políticas: União, 
Estados, Distrito Federal e Municípios) ou Indireta (autarquias, fundações, empresas 
públicas, sociedades de economia mista ou consórcios públicos). Ele é composto de 
funções, cargos e agentes, que podem ser alterados sem a modificação da unidade 
orgânica.” 
 NOHARA, Patrícia Irene. Direito administrativo. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2018. 
 
 
 
Teoria do Orgão Publico 
Teoria do Mandato → Agentes públicos seriam mandatários do Estado- Ausência de 
vontade do Estado! 
Teoria da Representação→ O agente representaria o Estado como menor incapaz – 
O Estado tem capacidade plena. 
Teoria do Orgão→ O órgão seria uma unidade integrante de um organismo estatal. 
Teoria de Otoo Gierke 
 
Desconcentração 
“Serviço desconcentrado -É todo aquele que a Administração executa 
centralizadamente, mas o distribui entre vários órgãos da mesma entidade, para 
facilitar sua realização e obtenção pelos usuários”. 
MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. 20. ed. Rio de Janeiro: 
Forense, 1995. p. 64 
 
“Descentralização é a distribuição de competências de uma para outra pessoa, física 
ou jurídica. Difere da desconcentração pelo fato de ser esta uma distribuição interna 
de competências, ou seja, uma distribuição de competências dentro da mesma 
pessoa jurídica” 
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 31. ed. Rio de Janeiro: 
Forense, 2018 
 
Descentralização 
Descentralização Territorial → Criação de Territórios Federais: com personalidade 
jurídica própria e delimitação geográfica 
Descentralização Por Serviços→ Criação de Pessoa Jurídica, com capacidade de 
autoadministração, patrimônio próprio, com capacidade específica (princípio da 
especialidade) sujeita ao controle ou tutela 
 
Desconcentração X Descentralização 
 
Desconcentração→ Delegação da competência para outro órgão da mesma pessoa 
jurídica de direito público 
Descentralização→ Delegação da competência para outra pessoa (física ou 
jurídica). 
 
Autarquias –Previsão Legal 
Código Civil: “Art. 41. São pessoas jurídicas de direito público interno: 
 I -a União; 
II -os Estados, o Distrito Federal e os Territórios; 
III -os Municípios; 
IV -as autarquias, inclusive as associações públicas; 
V -as demais entidades de caráter público criadas por lei.” 
 
Características 
a) criação por lei; 
 b) personalidade jurídica de direito público; 
c) capacidade de autoadministração; 
d) especialização dos fins ou atividades; 
 
 
e) sujeição a controle ou tutela. 
 
Especialidade de Competência 
 
“DIREITO AMBIENTAL E ADMINISTRATIVO. EDIÇÃO DE INSTRUÇÃO 
NORMATIVA 02/03 POR GERÊNCIA REGIONAL DO IBAMA. AUSÊNCIA DE 
COMPETÊNCIA. ATO ILEGAL. RECURSO ESPECIAL IMPROVIDO. 
(...) II -Sendo atos administrativos, as instruções normativas devem preencher seus 
requisitos de validade, dentre eles a competência do agente para expedição da 
norma. .. 
III -Inexistindo norma expressa que confira às Gerências Regionais do IBAMA a 
competência para expedição de atos de caráter normativo, forçoso concluir que, 
ainda que se reconheça a competência do Poder Público Federal e, em especial, do 
Instituto para regulamentar a matéria, a expedição de atos normativos situa-se na 
esfera de competência de órgãos hierarquicamente superiores, e não de órgãos 
descentralizados (...)” 
(STJ. REsp 1.103. 913/PR, 1. ª T., rel. Min. Francisco Falcão, j. 17.03.2009 
 
Agencias Reguladoras 
 
“sujeitam-se às normas constitucionais que disciplinam esse tipo de entidade; o 
regime especial vem definido nas respectivas leis instituidoras, dizendo respeito, em 
regra, (a) à maior autonomia em relação à Administração Direta, (b) à estabilidade 
de seus dirigentes, garantida pelo exercício de mandato fixo, que ... .. eles somente 
podem perder nas hipóteses expressamente previstas, afastada a possibilidade de 
exoneração ad nutum, e (c) ao caráter final de suas decisões, que não são passíveis 
de apreciação por outros órgãos ou entidades da Administração Pública.” 
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Parcerias na administração pública. 7ª. ed. São 
Paulo: Atlas, 2009. p. 179 
 
Conselho de Fiscalização 
“(...) Os conselhos de fiscalização possuem a natureza de autarquia especial, por 
força da interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento da Adin 
1.717 /DF. Contudo, seus servidores permanecem celetistas, em razão do art. 58, 
§3º, da Lei 9.649/98, que não foi atingido pela referida ADln. 2. Agravo regimental 
improvido." 
(STJ. AgRg no REsp 221.836/CE, 6.ª T., rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, j. 
12.06.2007). 
 
OAB 
... A Ordem é um serviço público independente, categoria ímpar no elenco das 
personalidades jurídicas existentes no direito brasileiro. A OAB não está incluída na 
categoria na qual se inserem essas que se tem referido como ‘autarquias especiais’ 
para pretender-se afirmar equ ivocada independência das hoje chamadas ‘agências’. 
Por não consubstanciar uma entidade da Administração Indireta, a OAB não está 
sujeita a controle da Administração, nem a qualquer das suas partes está vinculada. 
Essa não vinculação é formal e materialmente necessária (...) OAB não está voltada 
exclusivamente a finalidades corporativas. Possui finalidade institucional.” 
Imagem 22 
(STF. ADI 3.026-4/DF. Pleno. Relator: Ministro Eros Grau; j. 08.06.2006). 
 
 
 
Universidades Públicas 
Constituição Federal: 
“Art. 207. As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e 
de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade 
entre ensino, pesquisa e extensão 
 
Fundações – Definição 
(...) pode-se definir a fundação instituída pelo Poder Público como o patrimônio, total 
ou parcialmente público, dotado de personalidade jurídica, de direito público ou 
privado, e destinado, por lei, ao desempenho de atividades do Estado na ordem 
social, com capacidade de autoadministração e mediante controle da Administração 
Pública, nos limites da lei.” DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 
31. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2018. 
 
Características 
1. dotação patrimonial –pública ou mista 
2. personalidade jurídica, pública ou privada, atribuída por lei; 
3. desempenho de atividade atribuída ao Estado no âmbito social; 
4. capacidade de autoadministração; 
5. sujeição ao controle administrativo ou tutela por parte da Administração Direta, 
nos limites estabelecidos em lei 
 
Fundações- Regime Jurídico 
 
"(. .. ) 1. A distinção entre fundações públicas e privadas decorre da forma como 
foram criadas, da opção legal pelo regime jurídico a que se submetem, da 
titularidade de poderes e também da natureza dos serviços por elas prestados.(...)" 
STF. ADin 191, Pleno, rel. Min. Cármen Lúcia, j. 29.11.2007. 
 
Empresas Estatais – Espécies 
 
Empresas Estatais → Empresas Públicas: o capital é integralmente do Estado 
(Caixa Econômica Federal) 
→ Sociedades de Economia Mista: a iniciativa privada participa do capital, mas 50% 
+1 das ações com direito a voto são do Estado (Banco do Brasil) 
 
Empresas Estatais- Classificação 
 
Natureza da Atividade 
Concessionárias de serviços públicos: Correios, CETESB, ... 
Exploradoras de atividades econômicas: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, 
 
Empresas Estatais –Princípio da subsidiariedade 
Constituição Federal: 
“Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de 
atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos 
imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo,conforme 
definidos em lei.” 
 
 
 
“Como reflexo da liberdade humana, a liberdade de iniciativa no campo econômico 
mereceu acolhida nas encíclicas de caráter social, inclusive na célebre encíclica 
Mater et Magistra. Esta, textualmente, afirma que ‘no campo econômico, a parte 
principal compete à iniciativa privada dos cidadãos, quer ajam em particular, quer 
associados de diferentes maneiras a outros’ (...). Daí decorre que ao Estado cabe na 
ordem econômica posição secundária, embora ... .importante, já que sua ação deve 
reger-se pelo chamado "princípio da subsidiariedade" e deve ser tal que "não 
reprima a liberdade de iniciativa particular, mas antes a aumente, para a garantia e 
proteção dos direitos essenciais de cada indivíduo’”. 
FERREIRA FILHO, Manoel Gonçalves. Curso de direito administrativo. 36ª ed. São 
Paulo: Saraiva, 2010. p. 386. 
 
Empresas Estatais -Criação 
 
Constituição Federal: “Art. 37. (...) XIX -somente por lei específica poderá ser criada 
autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia 
mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as 
áreas de sua atuação;” 
 
Criadas por Lei – sem necessidade registro → • Autarquias • Fundações Públicas de 
Direito Público 
 
Criação por Registro –com autorização legal→ • Fundações Públicas de Direito 
Privado • Sociedades de Economia Mista • Empresas Públicas 
 
Criação de subsidiárias 
 
Constituição Federal: “Art. 37. (...) XX -depende de autorização legislativa, em cada 
caso, a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior, assim 
como a participação de qualquer delas em empresa privada;” 
 
"É dispensável a autorização legislativa para a criação de empresas subsidiárias, 
desde que haja previsão para esse fim na própria lei que instituiu a empresa de 
economia mista matriz, tendo em vista que a lei criadora é a própria medida 
autorizadora. Ação direta de inconstitucionalidade julgada improcedente." 
Imagem 26 
STF. ADin 1.649/DF, Pleno, rel. Min. Maurício Corrêa, j. 24.03.2004) 
 
 
 
 
 
 
 
Empresas Estatais -Regime jurídico 
 
Constituição Federal: 
Art. 173. (...) §1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da 
sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade 
 
 
econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços, 
dispondo sobre 
(...) 
II -a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos 
direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários; 
III -licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações, observados os 
princípios da administração pública;” 
 
Lei n.º 13.303/2016 Estatuto das Empresas Estatais→ •Normas de governança: 
maior transparência e controle •Mais flexibilidade para a contratação de prestadores 
•Aplicável às concessionárias de serviços públicos também 
 
 
Consórcios Públicos –Previsão Constitucional 
 
Constituição Federal: “Art. 241. A União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios disciplinarão por meio de lei os consórcios públicos e os convênios de 
cooperação entre os entes federados, autorizando a gestão associada de serviços 
públicos, bem como a transferência total ou parcial de encargos, serviços, pessoal e 
bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos.” (Cfe. Emenda 
Constitucional nº 19/1998) 
 
Consórcios Públicos -Conceito 
 
“(...) associações formadas por pessoas jurídicas políticas (União, Estados, Distrito 
Federal ou Municípios), com personalidade de direito público ou de direito privado, 
criadas mediante autorização legislativa, para a gestão associada de serviços 
públicos.” 
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 31. ed. Rio de Janeiro: 
Forense, 2018. 
 
Espécies 
 
Espécies de Consórcios Públicos 
Associação Pública: “integra a Administração Indireta de todos os entes da 
Federação consorciados” 
 
Consórcio de direito privado: Adota a forma prevista na legislação civil 
-Constituição 
 
Lei n° 11.107/05 
subscrição de protocolo de intenções (art. 3º) 
publicação na imprensa oficial (art. 4º, §5º 
lei promulgada por cada um dos partícipes 
celebração de contrato (art. 3º) 
Registro em Cartório de atos constitutivos –se de direito privado (art 6°, II). 
 
Integrantes 
 
 
 
Lei nº 11.107/05: Art. 1º (...) § 2º A União somente participará de consórcios públicos 
em que também façam parte todos os Estados em cujos territórios estejam situados 
os Municípios consorciados 
 
Regime jurídico 
Lei nº 11.107/05: Art. 6º. O consórcio público adquirirá personalidade jurídica: I –de 
direito público, no caso de constituir associação pública, mediante a vigência das leis 
de ratificação do protocolo de intenções; II –de direito privado, mediante o 
atendimento dos requisitos da legislação civil. §1º O consórcio público com 
personalidade jurídica de direito público integra a administração indireta de todos os 
entes da Federação consorciados. 
 
§2º No caso de se revestir de personalidade jurídica de direito privado, o consórcio 
público observará as normas de direito público no que concerne à realização de 
licitação, celebração de contratos, prestação de contas e admissão de pessoal, que 
será regido pela Consolidação das Leis do Trabalho -CLT. 
 
Paraestatais 
 
Conceitos 
Paraestatais são “as autarquias que conservam fortes laços de dependência 
burocrática, possuindo, em regra, cargos criados e providos como os das demais 
repartições do Estado, âmbito de ação coincidente com o do território do Estado e 
participando amplamente do jus imperii”. CRETELLA JÚNIOR, José. Curso de direito 
administrativo. Rio de Janeiro: Forense, 1986. p. 140-141 
 
... as entidades paraestatais são definidas como pessoas jurídicas de direito privado, 
instituídas por particulares, com ou sem autorização legislativa, para o desempenho 
de atividades privadas de interesse público, mediante fomento e controle pelo 
Estado.” 
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 31. ed. Rio de Janeiro: 
Forense, 2018. 
 
Paraestatais 
 
Conceito Antigo - Paraestatais = Autarquias 
Conceito Atual- Paraestatais são entes privados fora do estado no exercício de 
atividades sociais 
 
 
Organizações Sociais e Terceiro Setor 
 
1º Setor - público ou estatal 
2º Setor - privado ou mercado intuito lucrativo 
3º Setor constituído pela sociedade civil, mas sem fins lucrativos 
 
 
Organizações Sociais e Terceiro Setor 
Entes de colaboração: Organizações Sociais (OS) e Organizações da Sociedade 
Civil de Interesse Público (OSCIP). 
 
 
Paraestatais: corporações profissionais e serviços sociais autônomos. 
Organizações da Sociedade Civil: ONGs 
 
Organizações Sociais (OS) 
Lei n.º 9.637/1998: Art. 1º O Poder Executivo poderá qualificar como organizações 
sociais pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades 
sejam dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à 
proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde, atendidos aos 
requisitos previstos nesta Lei. 
 
Lei n.º 9.637/1998: Art. 5º Para os efeitos desta Lei, entende-se por contrato de 
gestão o instrumento firmado entre o Poder Público e a entidade qualificada como 
organização social, com vistas à formação de parceria entre as partes para fomento 
e execução de atividades relativas às áreas relacionadas no art. 1º 
 
Lei n.º 9.637/1998: Art. 7º Na elaboração do contrato de gestão, devem ser 
observados os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, 
economicidade e, também, os seguintes preceitos: (...) 
 
Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) 
 
1º Setor. → público ou estatal 
2º Setor→ privado ou mercado intuito lucrativo 
3º Setor → constituído pela sociedade civil, mas sem fins lucrativos 
 
Serviços sociais autônomos -Sistema S 
“ (...) serviços instituídos por lei, com personalidadejurídica de direito privado, para 
ministrar assistência ou ensino a certas categorias sociais ou grupos profissionais, 
sem fins lucrativos, sendo mantidos por dotações orçamentárias ou por 
contribuições parafiscais.” 
NOHARA, Patrícia Irene. Direito administrativo. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2018. 
 
Serviços sociais autônomos -Sistema S 
• Serviço Social do Comércio (Sesc); 
 • Serviço Social da Indústria (Sesi); 
• Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai); 
 • Serviço Social de Aprendizagem Comercial (Senac); 
• Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); 
• Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar); 
 • Serviço Social do Transporte (Sest); e 
 • Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat). 
 
 
Não integram a Administração Indireta Sujeitos a regras publicísticas: Princípios da 
licitação Exigência de processo seletivo para a contratação de pessoal Prestação de 
contas 
 
“Os serviços sociais autônomos, por possuírem natureza jurídica de direito privado e 
não integrarem a Administração Pública, mesmo que desempenhem atividade de 
interesse público em cooperação com o ente estatal, não estão sujeitos à 
 
 
observância da regra de concurso público (CF, art. 37, II) para contratação de seu 
pessoal.” 
STF. RE 789874/DF, Rel. Min. Teori Zavaski, j. 17.9.2014. 
 
Questões 
Q1) (CESPE - 2018 - SEFAZ-RS - Técnico Tributário da Receita Estadual - Prova 2) 
As agências reguladoras, pessoas jurídicas de direito público interno cuja finalidade 
é regular e fiscalizar a atividade de determinado setor da economia do país, são 
criadas a partir do processo de 
 (A)concessão. 
 (B)descentralização. 
 (C)desconcentração. 
 (D)autorização. 
 (E)permissão 
 
 
Q2) (OAB/2015) Após autorização em lei, o Estado X constituiu empresa pública 
para atuação no setor bancário e creditício. Por não possuir, ainda, quadro de 
pessoal, foi iniciado concurso público com vistas à seleção de 150 empregados, 
entre economistas, administradores e advogados. 
A respeito da situação descrita, assinale a afirmativa correta. 
(A)Não é possível a constituição de empresa pública para exploração direta de 
atividade econômica pelo Estado. 
(B)A lei que autorizou a instituição da empresa pública é, obrigatoriamente, uma lei 
complementar, por exigência do texto constitucional. 
(C) Após a Constituição de 1988, cabe às empresas públicas a prestação de 
serviços públicos e às sociedades de economia mista cabe a exploração de 
atividade econômica. 
(D) A empresa pública que explora atividade econômica sujeita-se ao regime 
trabalhista próprio das empresas privadas, o que não afasta a exigência de concurso 
público. 
 
 
Q3) (OAB/2017) No ano corrente, a União decidiu criar uma nova empresa pública, 
para a realização de atividades de relevante interesse econômico. Para tanto, fez 
editar a respectiva lei autorizativa e promoveu a inscrição dos respectivos atos 
constitutivos no registro competente. Após a devida estruturação, tal entidade 
administrativa está em vias de iniciar suas atividades. Acerca dessa situação 
hipotética, na qualidade de advogado assinale a afirmativa correta. 
 
(A) A participação de outras pessoas de direito público interno, na constituição do 
capital social da entidade administrativa, é permitida, desde que a maioria do capital 
votante permaneça em propriedade da União. 
 (B) A União não poderia ter promovido a inscrição dos atos constitutivos no registro 
competente, na medida em que a criação de tal entidade administrativa decorre 
diretamente da lei. 
(C) A entidade administrativa em análise constitui uma pessoa jurídica de direito 
público, que não poderá contar com privilégios fiscais e trabalhistas. 
(D)Os contratos com terceiros destinados à prestação de serviços para a entidade 
administrativa, em regra, não precisam ser precedidos de licitação. 
 
 
 
 
Q4) (OAB/2018) A organização religiosa Tenha fé, além dos fins exclusivamente 
religiosos, também se dedica a atividades de interesse público, notadamente à 
educação e à socialização de crianças em situação de risco. Ela não está qualificada 
como Organização Social (OS), nem como Organização da Sociedade Civil de 
Interesse Público (OSCIP), mas pretende obter verbas da União para a promoção de 
projetos incluídos no plano de Governo Federal, propostos pela própria 
Administração Pública. Sobre a pretensão da organização religiosa Tenha fé, 
assinale a afirmativa correta. 
(A) Por ser uma organização religiosa, Tenha fé não poderá receber verbas da 
União. 
(B)A transferência de verbas da União para a organização religiosa Tenha fé 
somente poderá ser formalizada por meio de contrato administrativo, mediante a 
realização de licitação na modalidade e concorrência. 
(C) Para receber verbas da União para a finalidade em apreço, a organização 
religiosa Tenha fé deverá qualificar se como OS ou OSCIP. 
 
(D) Uma vez selecionada por meio de chamamento público, a organização religiosa 
Tenha fé poderá obter a transferência de recursos da União por meio de termo de 
colaboração. 
 
 
Q5) (OAB/2017) O Estado Alfa, mediante a respectiva autorização legislativa, 
constituiu uma sociedade de economia mista para o desenvolvimento de certa 
atividade econômica de relevante interesse coletivo. Acerca do Regime de Pessoal 
de tal entidade, integrante da Administração Indireta, assinale a afirmativa correta. 
(A) Por se tratar de entidade administrativa que realiza atividade econômica, não 
será necessária a realização de concurso público para a admissão de pessoal, 
bastando processo seletivo simplificado, mediante análise de currículo. 
(B)É imprescindível a realização de concurso público para o provimento de cargos e 
empregos em tal entidade administrativa, certo que os servidores ou empregados 
regularmente nomeados poderão alcançar a estabilidade mediante o preenchimen to 
dos requisitos estabelecidos na Constituição da República. 
(C) Deve ser realizado concurso público para a contratação de pessoal portal 
entidade administrativa, e a remuneração a ser paga aos respectivos empregados 
não pode ultrapassar o teto remuneratório estabelecido na Constituição da 
República, caso sejam recebidos recursos do Estado Alfa para pagamento de 
despesas de pessoal ou de custeio em geral. 
(D)A entidade administrativa poderá optar entre o regime estatutário e o regime de 
emprego público para a admissão de pessoal, mas, em qualquer dos casos, deverá 
realizar concurso público para a seleção de pessoal. 
 
Q6) (OAB/2017) A Associação Delta se dedica à promoção do voluntariado e foi 
qualificada como Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos – OSCIP, após 
o que formalizou termo de parceria com a União, por meio do qual recebeu recursos 
que aplicou integralmente na realização de suas atividades, inclusive na aquisição 
de um imóvel, que passou a ser a sede da entidade .Com base nessa situação 
hipotética ,assinale a afirmativa correta. 
 
 
 
(A) A Associação não poderia ter sido qualificada como OSCIP, considerando que o 
seu objeto é a promoção do voluntariado. 
(B) A qualificação como OSCIP é ato discricionário da Administração Pública, que 
poderia indeferi-lo, mesmo que preenchidos os requisitos legais. 
(C) A qualificação como OSCIP não autoriza o recebimento de recursos financeiros 
por meio de termo de parceria, mas somente mediante contrato de gestão. 
(D) A Associação não tem liberdade para alienar livremente os bens adquiridos com 
recursos públicos provenientes de termo de parceria. 
 
 
Q7)(OAB/2016)A sociedade “Limpa tudo” S/A é empresa pública estadual destinada 
à prestação de serviços públicos de competência do respectivo ente federativo. Tal 
entidade administrativa foi condenada em vultosa quantia em dinheiro, por sentença 
transitada em julgado, em fase de cumprimento de sentença. Para que se cumpra o 
título condenatório, considerar-se-á que os bens da empresa pública são 
 
(A)impenhoráveis, certo que são bens públicos,de acordo com o ordenamento 
jurídico pátrio. 
(B) privados, de modo que, em qualquer caso, estão sujeitos à penhora. 
(C)privados, mas, se necessários à prestação de serviços públicos, não podem ser 
penhorados. 
(D) privados, mas são impenhoráveis em decorrência da submissão ao regime de 
precatórios. 
 
 
Q8) (OAB/2016) O Estado X e os Municípios A, B e C subscreveram protocolo de 
intenções para a constituição de um consórcio com personalidade jurídica de direito 
privado para atuação na coleta, descarte e reciclagem de lixo produzido no limite 
territorial daqueles municípios. Com base no caso apresentado, assinale a afirmativa 
correta. 
 
(A)Por se tratar de consórcio a ser constituído entre entes de hierarquias diversas, a 
saber, Estado e Municípios, é obrigatória a participação da União. 
(B) O consórcio de direito privado a ser constituído pelo Estado e pelos Municípios 
não está alcançado pela exigência de prévia licitação para os contratos que vier a 
celebrar. 
(C) O consórcio entre o Estado e os Municípios será constituído por contrato e 
adquirirá personalidade jurídica mediante o atendimento dos requisitos da legislação 
civil. 
(D) Por se tratar de consórcio para atuação em área de relevante interesse coletivo, 
não se admite que seja constituído com personalidade de direito privado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula 5 
 
 Agente Público 
 
Agente público → Toda pessoa física que presta serviços ao Estado e às pessoas 
jurídicas da administração indireta. Expressão usada nos arts. 5º, LXIX, e 37, §6º, da 
CF. 
 
Servidor público→ ) sentido amplo: todas as pessoas físicas que prestam serviço ao 
Estado e às entidades da administração indireta, com vínculo empregatício 
Sentido menos amplo: exclui os que prestam serviços às entidades da 
Administração indireta com personalidade de direito privado. 
 
Agente políticos 
 
Exercem típicas atividades de governo e exercem mandato para o qual são eleitos: 
Chefes dos Poderes Executivo federal, estadual e municipal, Senadores, Deputados 
Federais e Estaduais, Vereadores, além dos Ministros e Secretários de Estados e 
Municípios, que ocupam cargos em comissão para os quais são nomeados. ... 
Tendência a considerar os membros da Magistratura e do Ministério Público como 
agentes políticos, pelo tipo de função que exercem. Rol maior de agentes políticos 
para fins de responsabilidade política: art. 29-A, § 2º e 3º, 52, I e II, 102, I, 105, I, a, e 
108, I, a, da CF.” 
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 31. ed. Rio de Janeiro: 
Forense, 2018. 
 
Servidores públicos estatutários 
“sujeitos ao regime estatutário (definido em lei de cada ente federativo) e ocupantes 
de cargos públicos; possuem esse regime, por força da Constituição: membros da 
Magistratura, do Ministério Público, do Tribunal de Contas, da Advocacia Pública e 
da Defensoria Pública, servidores que trabalham em serviços auxiliares da justiça, 
os que exercem atividades exclusivas de Estado” 
 
Empregados públicos 
São contratados pelo regime jurídico de direito privado da Consolidação das Leis do 
Trabalho (CLT), mas com particularidades da Constituição Federal e da Lei nº 
9.962/2000 (na esfera federal): 
• exigência de lei para criação de empregos 
• concurso público; 
• certa estabilidade. 
 
 
Lei n.º 9.962/2000: “Art. 3º O contrato de trabalho por prazo indeterminado somente 
será rescindido por ato unilateral da Administração pública nas seguintes hipóteses: 
I –prática de falta grave, dentre as enumeradas no art. 482 da Consolidação das 
Leis do Trabalho –CLT; 
II –acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas; 
III –necessidade de redução de quadro de pessoal, por excesso de despesa, nos 
termos da lei complementar a que se refere o art. 169 da Constituição Federal; 
 IV –insuficiência de desempenho, apurada em procedimento (...)”. 
 
 
CF: Art. 37. (...) IX -a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo 
determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse 
público;”. 
 
Empregados temporários 
 
Lei 8745/1993: “Art. 1º Para atender a necessidade temporária de excepcional 
interesse público, os órgãos da Administração Federal direta, as autarquias e as 
fundações públicas poderão efetuar contratação de pessoal por tempo determinado, 
nas condições e prazos previstos nesta Lei.” 
 
Militares 
 
Prestam serviços às Forças Armadas: 
 • Marinha, Exército e Aeronáutica (CF art. 142, §3º) 
 • Polícias Militares • Corpos de Bombeiros Militares dos Estados 
 • Distrito Federal e dos Territórios (art. 42) 
 
Regime jurídico próprio: Lei nº 6.880/1980 Vínculo estatutário 
Art. 142. (...) 
§3º Os membros das Forças Armadas são denominados militares, aplicando-se-
lhes, além das que vierem a ser fixadas em lei, as seguintes disposições: 
 I -as patentes, com prerrogativas, direitos e deveres a elas inerentes, são conferidas 
pelo Presidente da República e asseguradas em plenitude aos oficiais da ativa, da 
reserva ... 
... ou reformados, sendo-lhes privativos os títulos e postos militares e, juntamente 
com os demais membros, o uso dos uniformes das Forças Armadas; (...) 
IV -ao militar são proibidas a sindicalização e a greve; (...) 
X -a lei disporá sobre o ingresso nas Forças Armadas, os limites de idade, a 
estabilidade e outras condições de transferência do militar para a inatividade, os 
direitos, os deveres, a remuneração, as prerrogativas e outras situações especiais 
dos militares, consideradas as peculiaridades de suas atividades, inclusive aquelas 
cumpridas por força de compromissos internacionais e de guerra.” 
 
Particulares em colaboração 
 
Pessoas físicas que prestam serviços ao Estado, sem vínculo empregatício, com ou 
sem remuneração: 
i) delegação do Poder Público: empregados das concessionárias e 
permissionárias prestam serviços notariais e de registro (CF art. 236 
ii) requisição, nomeação ou designação (jurados, convocados para serviço 
militar ou eleitoral, comissários de menores) 
iii) gestão de negócios (espontaneamente assumem função pública em momento 
de emergência, como epidemia, incêndio, enchente etc.). 
 
 
 
 
 
 
 
 
Termologia da Constituição Federal 
 
Cargo→ “Unidade de atribuições, criada por lei, com denominação e remuneração 
próprias; ocupado por servidor estatutário” 
Emprego→ “Unidade de atribuições, criada por lei, com denominação e 
remuneração próprias; ocupado por servidor celetista;” 
 
Função→ “conjunto de atribuições exercidas por: (i) servidores contratados 
temporariamente com fundamento no art. 37, IX, da CF, e (ii) servidores em função 
de chefia, direção, assessoramento ou outro tipo de atividade para a qual o 
legislador não cria o cargo respectivo (em geral, funções de confiança ou cargos em 
comissão, previstos no art. 37, V, da CF).” 
 
Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, no âmbito 
de sua competência, regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da 
administração pública direta, das autarquias e das fundações públicas. 
 
Emenda Constitucional n.º 19/1998: 
Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho 
de política de administração e remuneração de pessoal, integrado por servidores 
designados pelos respectivos Poderes. 
 
 
STF – ADIN - Medida Cautelar: 
Declarou inconstitucionalidade formal: por falta de quórum; restabelecimento da 
regra do regime jurídico único. 
 
(...) REGIME JURÍDICO ÚNICO. PROPOSTA DE IMPLEMENTAÇÃO, DURANTE A 
ATIVIDADE CONSTITUINTE DERIVADA, DA FIGURA DO CONTRATO DE 
EMPREGO PÚBLICO. INOVAÇÃO QUE NÃO OBTEVE A APROVAÇÃO DA 
MAIORIA DE TRÊS QUINTOS DOS MEMBROS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS 
QUANDO DA APRECIAÇÃO, EM PRIMEIRO TURNO, DO DESTAQUE PARA 
VOTAÇÃO EM SEPARADO (DVS) Nº 9. (...) 
...) 3. Pedido de medida cautelar deferido, dessa forma, quanto ao caput do art. 39 
da Constituição Federal, ressalvando-se, em decorrência dos efeitos ex nunc da 
decisão,a subsistência, até o julgamento definitivo da ação, da validade dos atos 
anteriormente praticados com base ... .. em legislações eventualmente editadas 
durante a vigência do dispositivo ora suspenso. (...). 6. Pedido de medida cautelar 
parcialmente deferido.” 
(STF. Pleno. ADIN 2.135/DF – MC. Rel. Min. Min. Ellen Gracie. J. 02/08/2007.) 
 
 
Estrangeiros 
 
CF: “Art. 37. (...) I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos 
brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos 
estrangeiros, na forma da lei; 
(Redação dada pela EC nº 19, de 1998 
 
CF: “Art. 37. (...) 
 
 
Concurso Público- Tratamento Constitucional 
 
 II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em 
concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a 
complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as 
nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e 
exoneração; 
III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma 
vez, por igual período; 
IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele 
aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com 
prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira; 
(...) VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas 
portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão; 
 
Concurso Público- Súmulas 
 
Súmula 684 do STF: "É inconstitucional o veto não motivado à participação de 
candidato a concurso público." 
Súmula 683 do STF: "O limite de idade para a inscrição em concurso público só se 
legitima em face do art. 7º , XXX, da Constituição, quando possa ser justificado pela 
natureza das atribuições do cargo a ser preenchido." 
úmula 686 do STF: "Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação 
de candidato a cargo público." 
Súmula 266 do STJ: "O diploma ou habilitação legal para o exercício do cargo deve 
ser exigido na posse e não na inscrição para o concurso público.” 
 
Concurso Público - Limitação de idade 
 
"Agravo regimental. Concurso público. Lei 7.289/1984 do Distrito Federal. Limitação 
de idade apenas em edital. Impossibilidade. A fixação do limite de idade via edital 
não tem o condão de suprir a exigência constitucional de que tal requisito seja 
estabelecido por lei. Agravo regimental a que se nega provimento" (STF. AgRg no 
RE 559.823/DF, 2.ªT., rel. Min. Joaquim Barbosa, j. 27.11.2007). 
 
Concurso Público - Revisão Judicial 
"Concurso público: controle jurisdicional admissível, quando não se cuida de aferir 
da correção dos critérios da banca examinadora, na formulação das questões ou na 
avaliação das respostas, mas apenas de verificar que as questões formuladas não 
se continham no programa do certame, dado que o edital - nele incluído o programa 
- é a lei do concurso" (STF. AgRg no RE 526.600/SP, 1. ª T., rel. Min. Sepúlveda 
Pertence, j. 12.06.2007, D]e 03.08.2007 
 
"Concurso público: controle jurisdicional admissível, quando não se cuida de aferir 
da correção dos critérios da banca examinadora, na formulação das questões ou na 
avaliação das respostas, mas apenas de verificar que as questões formuladas não 
se continham no programa do certame, dado que o edital - nele incluído o programa 
- é a lei do concurso" (STF. AgRg no RE 526.600/SP, 1. ª T., rel. Min. Sepúlveda 
Pertence, j. 12.06.2007, D]e 03.08.2007). 
 
 
 
Concurso Público - Psicotécnico 
 
"É pacífico nesta Corte Superior o entendimento segundo o qual a realização de 
exames psicotécnicos em concursos públicos é legítima, desde que (i) haja previsão 
legal e editalícia para tanto, (ii) os critérios adotados para a avaliação sejam 
objetivos e (iii) caiba a interposição de recurso contra o resultado, que deve ser, 
pois, público." (STJ. REsp 1.221.968/DF, 2.ª T., rel. Min. Mauro Campbell Marques, j. 
22.02.2011.) 
 
Concurso Público -Direito de nomeação 
 
"Dentro do prazo de validade do concurso, a Administração poderá escolher o 
momento no qual se realizará a nomeação, mas não poderá dispor sobre a própria 
nomeação, a qual, de acordo com o edital, passa a constituir um direito do 
concursando aprovado e, dessa forma, um dever imposto ao poder público. Uma vez 
publicado o edital do concurso com número especifico de vagas, o ato da 
Administração que declara os ... “...candidatos aprovados no certame cria um dever 
de nomeação para a própria Administração e, portanto, um direito à nomeação titula 
rizado pelo candidato aprovado dentro desse número de vagas. ( ... ) Para justificar 
o excepcionalíssimo não cumprimento do dever de nomeação por parte da 
Administração Pública, é necessário que a situação justificadora seja dotada das 
seguintes características: ...) a) Superveniência (...); b) Imprevisibilidade(...); c) 
Gravidade (...); d) Necessidade ( ... ).” 
(STF. RE 598.099/MS, Pleno, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 10.08.2011). 
 
Direito de Greve – Tratamento Constitucional 
 
“Art. 37. (...) VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos 
em lei específica;” (Redação dada pela EC nº 19/1998) 
 
Direito de Greve - STF 
 
Primeiro posicionamento: Aplicação da Lei nº 7.783, de 28-6-89 (relativa ao direito 
de greve do trabalhador) aos servidores públicos, até que suprida a omissão 
legislativa. STF. (MI 20. rel. Min. Celso de Mello, DJ 22.11.1996) 
 
Segundo posicionamento: Abrandamento posterior da tese: o direito de greve deve 
ser restringido nas atividades relacionadas à manutenção da ordem pública. 
Impossibilidade de negociação coletiva no serviço público. (MI 712 e 670) 
 
Sindicalização – Tratamento Constitucional 
 
Art. 37. (...) VI - é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação 
sindical;” 
norma de eficácia plena 
 
 
Responsabilidade Civil do Agente 
Dano causado ao Estado → Apurado e imposto pela própria administração. 
Possibilidade de desconto em folha (Lei nº 8.112/90, art. 46) –resistência do STF 
 
 
 
Dano causado a terceiros → Estado responde perante o terceiro. Ação 
regressiva(CF art. 37, §6º) Prescrição em 5 anos (Lei nº 9.494/97) 
 
 
Responsabilidade administrativa 
 
Lei 8112/1990: 
 “Art. 127. São penalidades disciplinares 
I- advertência 
II -suspensão; 
III -demissão; 
 IV -cassação de aposentadoria ou disponibilidade; 
V -destituição de cargo em comissão; 
VI -destituição de função comissionada.” 
 
Lei 8112/1990: “Art. 128. Na aplicação das penalidades serão consideradas a 
natureza e a gravidade da infração cometida, os danos que dela provierem para o 
serviço público, as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes 
funcionais.” 
 
Responsabilidade - Comunicabilidade de instâncias 
 
Código Civil: “Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se 
podendo questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu 
autor, quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal.” 
 
Perda da condição 
 
“Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados 
para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. 
§ 1º O servidor público estável só perderá o cargo: I - em virtude de sentença judicial 
transitada em julgado; 
II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; III - 
mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei 
complementar, assegurada ampla defesa.” 
 
Questões 
 
Q1) (OAB/2019) Os analistas de infraestrutura de determinado Ministério, ocupantes 
de cargo efetivo, pleiteiam há algum tempo uma completa reestruturação da carreira, 
com o aumento de cargos e de remunerações. Recentemente, a negociação com o 
Governo Federal esfriou dado o cenário de crise fiscal severa. Para forçar a 
retomada das negociações, a categoria profissionaldecidiu entrar em greve, 
mantendo em funcionamento apenas os serviços essenciais. Com base na hipótese 
apresentada, assinale a afirmativa correta. 
(A) Compete à Justiça Federal – e não à Justiça do Trabalho – julgar a abusividade 
do direito de greve dos analistas de infraestrutura. 
 
 
(B) A Administração Pública não poderá, em nenhuma hipótese, fazer o desconto 
dos dias não trabalhados em decorrência do exercício do direito de greve pelos 
servidores públicos civis. 
(C) O direito de greve dos servidores públicos civis não está regulamentado em lei, o 
que impede o exercício de tal direito. 
(D)O direito de greve é constitucionalmente assegurado a todas as categorias 
profissionais, incluindo os militares das Forças Armadas, os policiais militares e os 
bombeiros militares. 
 
 
 
 
Q2) (OAB/2018) João foi aprovado em concurso público para ocupar um cargo 
federal. Depois de nomeado, tomou posse e entrou em exercício imediatamente. 
Porém, em razão da sua baixa produtividade, o órgão ao qual João estava vinculado 
entendeu que o servidor não satisfez as condições do estágio probatório. 
Considerando o Estatuto dos Servidores Públicos Civis da União, à luz do caso 
narrado, assinale a afirmativa correta. 
(A) A Administração Pública deve exonerar João, após o devido processo legal, visto 
que ele não mostrou aptidão e capacidade para o exercício do cargo. 
(B) A Administração Pública deve demitir João, solução prevista em lei para os 
casos de inaptidão no estágio probatório. 
(C) João deve ser redistribuído para outro órgão ou outra entidade do mesmo Poder, 
a fim de que possa desempenhar suas atribuições em outro local. 
(D) João deve ser readaptado em cargo de atribuições afins. 
 
Q3)(OAB2019)Sávio, servidor público federal, frustrado com a ineficiência da 
repartição em que trabalha, passou a faltar ao serviço. A Administração Pública, 
após constatar que Sávio acumulou sessenta dias de ausência nos últimos doze 
meses, instaurou processo administrativo disciplinar para apura a conduta do 
referido servidor. Tendo como premissa esse caso concreto, assinale a afirmativa 
correta. 
 
(A)O processo administrativo disciplinar será submetido a um procedimento sumário, 
mais simples e célere, composto pelas fases da instauração, da instrução sumária - 
que compreende a indiciação, a defesa e o relatório-e do julgamento. 
(B) A inassiduidade habitual configura hipótese de demissão do serviço público, 
ficando Sávio impedido de nova investidura em cargo público federal pelo prazo de 
cinco anos, a contar do julgamento. 
(C) Na hipótese de ser imputada a pena de demissão a Sávio, é lícito à 
Administração Pública exigir depósito de dinheiro como requisito de admissibilidade 
do recurso administrativo, até mesmo como forma de ressarcir os custos adicionais 
que o poder público terá com o processamento do apelo. 
(D)A falta de advogado constituído por Sávio no processo administrativo é causa de 
nulidade, tendo em vista que a ausência de defesa técnica prejudica o exercício da 
ampla defesa por parte do servidor arrolado.

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