Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Krugman - Capítulo 4 
 
Diferente do capítulo anterior, em que o modelo ricardiano é colocado em evidência, 
no mundo real o comércio é explicado pela diferença entre o recurso nos países. Vemos 
então: uma economia de dois fatores (também chamado de modelo 2x2): dois bens (tecido 
(metros) e alimento (calorias)), dois países (local, estranjeiro) e a grande diferença: dois 
fatores (trabalho e terra). Para o capítulo possa ser melhor compreendido, há uma gama de 
variáveis utilizadas e equações que serão explicadas. As variáveis utilizadas são: 
L: Mão de obra 
T: Trabalho 
K: Capital 
A função de produção do tecido é: Qt=Qt (K,L)t 
Função de produção do alimento: Qa=Qa (S,L)a 
Mão de obra empregada deve ser igual a mão de obra disponível: Lt+La=L 
O autor trabalha com hipóteses: a primeira hipótese é de que a terra e trabalho 
utilizados na produção de tecidos é maior que na produção de alimentos. E como nós temos 
dois fatores nessa economia, existem também duas limitações, dada justamente pela 
escassez dos dois fatores, já total de alimento e tecido não podem utilizar mais terra e 
trabalho do que o disponível. A principal diferença do modelo ricardiano se dá pelo fato de 
que a fronteira de possibilidades é outra, dividida por dois cursos de oportunidade em que 
não há substituição dos fatores de produção. 
A seguinte questão é levantada: dada essa fronteira de oportunidades, qual é a 
quantidade de alimentos e tecidos que será produzida? Essa pergunta depende do preço. A 
quantidade produzida ocorre onde o valor da produção econômica é maximizado, dado pela 
equação: V=PTxQT+PAxQA em que PT: preço de produção do tecido e PA é o preço de 
produção do alimento. Considerando que o país produza esses dois bens e utiliza os dois 
fatores de produção, e que ele já escolheu a composição dos bens (escolha no uso de 
insumos, que não são mais fixos como no modelo ricardiano), quando ele escolherá de cada 
fator para produzir cada bem? Qual poderá ser a escolha efetiva? 
O elemento que determina a escolha efetiva dos fatores e consequentemente, aquilo 
que será produzido, é o preço relativo entre os produtos quanto fatores de produção. Veja o 
gráfico a seguir. 
 
Neste gráfico vemos: 
De OA a SA: Quantidade de terra-alimento. 
De OT a ST: Quantidade de terra-tecido. 
De OA a LA: Quantidade de trabalho-alimento 
De OT a LT: Quantidade de trabalho-tecido. 
Na produção de alimento se utiliza mais terra do que trabalho e na produção de tecido, se 
utiliza mais trabalho do que terra. 
O que acontece se aumenta um insumo? O ponto de origem (equilíbrio) muda. Um aumento 
na oferta da terra, por exemplo, diminui a produção do bem em que se produz com o outro 
fator de produção, o trabalho. Portanto, se há o aumento de quantidade de um fator na 
economia, esse aumentará a produção do produto que mais utiliza esse fator. 
No próximo tópico, o autor aborda a questão da expansão viesada das possibilidades 
de produção. Neste tópico, ele descreve que no geral, uma economia tenderá ser 
relativamente eficaz na produção de bens que sejam intensivos nos fatores de produção nos 
quais o país é relativamente doado. Ainda que várias evidências do próximo capítulo 
comecem a se construir aqui, é necessário ainda ter atenção a dois tópicos: a distribuição de 
renda e a economia política do comércio internacional

Mais conteúdos dessa disciplina