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Manual sobre inquérito policial militar que aborda definição, conceito e divisão da polícia (polícia preventiva/administrativa e repressiva/judiciária), missão das Polícias Militares (art.144, §5º), atuação investigativa e citações de autores doutrinários.

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FRONTISPÍCIO
MANUAL DE INQUÉRITO 
POLICIAL MILITAR - ANOTADO
 
Evandro dos Santos da Costa
2020
 
 
Evandro dos Santos da Costa - 
2.o Sgt PM RG 63.353
email: esc63353@gmail.com 
 
Rio de Janeiro, RJ
21 de Junho de 2020.
mailto:esc63353@gmail.com
PÁGINA DE ROSTO
TÍTULO I
 
O INQUÉRITO POLICIAL MILITAR
 
CAPÍTULO 1
DA POLÍCIA JUDICIÁRIA 
MILITAR
 
I – POLÍCIA: DEFINIÇÃO, CONCEITO E DIVISÃO
1) DEFINIÇÃO:
POLÍCIA – é o órgão da administração pública responsável pela 
segurança da comunidade cujo objetivo é o desenvolvimento de ações que 
visem impedir a prática de atos que firam os dispostos legais. A mesma 
atividade numa sequência lógica tem por escopo reprimir tais atos quando 
emergem, apesar da vigência preventiva.
2) CONCEITO
O termo Polícia vem do grego – polis, que significa o ordenamento 
jurídico do Estado e a arte de governar. Para os romanos, o termo política, 
tinha o sentido de ser o próprio órgão estatal incumbido de zelar sobre a 
segurança dos cidadãos.
Modernamente, segundo JOSÉ CRETELLA JÚNIOR, polícia é
“o conjunto de poderes coercitivos exercidos pelo 
Estado sobre atividades do cidadão mediante 
restrições legais impostos a essas atividades, 
quando abusivas, a fim de assegurar-se a ordem 
pública.”(Direito Administrativo da Ordem Pública, 
1987, p. 165).
 
Como se observa, o termo polícia está diretamente ligado à proteção do 
cidadão, seja preventivamente, evitando que o mesmo sofra ato que ponha em 
risco a perda de seus direitos e garantias, seja repressivamente, agindo de 
forma a identificar a autoria e posterior punição daquele que violou a lei.
As Polícias Militares têm como principal missão o policiamento 
ostensivo e a preservação da ordem pública, conforme dispõe a Magna Carta 
de 1988, em seu artigo 144, parágrafo 5º, o que se depreende de estarem tais 
instruções voltadas à preservação de atos que possam pôr em risco as 
garantias e os direitos do cidadão. Porém, embora a Constituição não 
estabeleça explicitamente, as polícias militares exercerão a função repressiva, 
quando tiverem de apurar fato que configure crime militar, por este receber 
tratamento especial na legislação, que visa garantir a sustentação dos pilares 
básicos da Instituição Militar, que são a hierarquia e a disciplina.
3) DIVISÃO: Do exposto acima, extraímos a divisão clássica:
- Polícia Preventiva ou Administrativa
- Polícia Repressiva ou Judiciária
 Teoricamente, ocorrido o delito, deveria cessar a ação policial, 
pois a repressão compete à Justiça. Contudo, a organização judiciária não 
dispõe de instrumentos para desenvolver uma ação repressiva rápida. O 
interesse social impõe, pois, que, a partir da eclosão do delito, a polícia 
assuma uma postura de auxiliar da Justiça: - rastreando e descobrindo os 
crimes que não puderam ser evitados, colhendo e transmitindo indícios e 
provas e identificando autores e cúmplices. Temos então a chamada 
POLÍCIA JUDICIÁRIA que, no dizer de Amintas Vidal Gomes, “destina-se 
a investigar crimes que não puderam ser prevenidos, descobrir-lhes os autores 
e reunir provas ou indícios contra estes, no sentido de leva-los a juízo e, 
consequentemente, a julgamento; a prender em flagrante os infratores da lei 
penal; a executar os mandados de prisão expedidos por autoridades judiciais e 
a entender às requisições destas”.
Conforme veremos a seguir, o termo polícia comporta uma série de 
divisões, consoante a visão de renomados autores.
Segundo LEONARDO DA COSTA TOURINHO, a atividade de 
polícia pode se dar de diversos modos (terrestre, marítima ou aérea), 
distinguindo-se em polícia administrativa, judiciária e de segurança (Processo 
Penal, v. 1. 1993. p.174).
JOSÉ AFONSO DA SILVA, ao tratar a respeito de polícia e segurança 
pública, distingue polícia administrativa e polícia de segurança, tendo a 
primeira “por objeto as limitações impostas a bens jurídicos individuais”. A 
polícia ostensiva que tem por objeto “as medidas preventivas que em sua 
prudência julga necessárias para evitar o dano ou o perigo às pessoas”, sendo 
de natureza preventiva. A polícia judiciária que “tem por objetivo 
precisamente aquelas atividades de investigação, de apuração das infrações 
penais e de indicação de sua autoria, a fim de fornecer os elementos 
necessários ao Ministério Público em sua função repressiva das condutas 
criminosas, por via de ação penal pública” (Curso de Direito Constitucional 
Positivo, 1993, p. 658).
Na lição de ÁLVARO LAZZARINI, o termo polícia descortina-se em 
polícia administrativa (preventiva) e polícia judiciária (repressiva), 
acrescentando que 
“as Polícias Militares brasileiras têm plena 
formação para o regular exercício das atividades de 
polícia administrativa e de polícia judiciária”.
 
Prossegue o autor:
“a polícia administrativa é regida pelos princípios 
jurídicos do Direito Administrativo e incide sobre 
bens, direitos ou atividades, enquanto que a polícia 
judiciária é regida pelas normas de Direito 
Processual Penal e incide sobre as pessoas.
A polícia administrativa é preventiva. A polícia 
judiciária é repressiva. A primeira desenvolve a sua 
atividade, procurando evitar a ocorrência do ilícito 
e daí ser denominada preventiva. A segunda é 
repressiva, porque atua após a eclosão do ilícito 
penal, funcionando como auxiliar do Poder 
Judiciário” (Direito Administrativo da Ordem 
Pública, 1987, p. 36) 
 
Outros renomados autores como DIOGO DE FIGUEIREDO 
MOREIRA NETO, JOSÉ CRETELLA JUNIOR e HELY LOPES 
MEIRELLES, classificam o termo polícia de modos diversos, sendo 
relevante ao nosso estudo, após a análise das diversas classificações do termo 
polícia, seja de segurança ou administrativa e polícia judiciária. Importará 
para o nosso estudo a polícia judiciária, pois a mesma a partir da eclosão dos 
fatos ilícitos aos quais a polícia preventiva (polícia de segurança, polícia 
ostensiva), não teve como evitar ou se quer imaginava poder acontecer.
 
II – POLÍCIA JUDICIÁRIA MILITAR
1) CONCEITO
Como vimos anteriormente, a polícia judiciária das divisões da polícia e 
vem a ser aquela que age repressivamente, procurando auxiliar o Poder 
Judiciário no processo de provas e respectivos autores, fornecendo elementos 
para promoção da justiça.
Na Polícia Militar, temos a ação repressora da polícia na apuração de 
fato que configure crime militar, apontando o seu autor, dando elementos 
para promoção de justiça. Como se observa a adição do adjetivo militar 
comporta a mesma definição de Polícia Judiciária, porém concernentes, tão 
somente, a crimes militares, estes compreendidos no Código Penal Militar 
(Decreto-Lei nº 1001, de 21 de outubro de 1969), sendo o exercício da 
Polícia Militar regulada pelo Código de Processo Penal Militar (Decreto Lei 
nº 1.002 de 21 de outubro de 1969).
A organização militar, embora seja um seguimento da sociedade, vive, 
face às peculiaridades próprias da função “militar” e às características de 
estrutura onde configuram fortes matizes da hierarquia e disciplina, sob a 
égide de regras e normas particulares.
Assim é que no âmbito estadual temos uma legislação penal militar que 
define os crimes de competência da Justiça Militar, cujo funcionamento se 
regula pela Organização Judiciária do Estado.
Ao lado do Código Penal Militar, dispomos da Lei Penal Adjetiva – 
Código Penal Militar – que disciplina e regula o desenvolvimento da ação 
penal militar. E é no âmago desse diploma legal que vamos encontrar a 
definição e competência da “Polícia Judiciária Militar”.
Em essência, o conceito de Polícia Judiciária, comum, se aplica à 
Polícia Judiciária Militar, só que, no caso desta última, a adjetivação 
“Militar” define precisamente o seu campo de função: é uma atividade de 
polícia repressiva, auxiliar da justiça castrense, que se desenvolve na 
jurisdição militar, buscando, principalmente, apurar as infrações penais 
militares.
2) COMPETÊNCIA
O artigo 8º do Código de Processo Penal Militar define a competência 
da Polícia Judiciária Milita: 
a) apuraros crimes militares, bem como os que por lei especial, estão 
sujeitos à jurisdição militar e sua autoria;
b) prestar aos órgãos e juízes da Justiça Militar e aos membros do 
Ministério Público as informações necessárias à instrução e julgamentos dos 
processos, bem como realizar as diligências que por eles forem requisitadas;
c) cumprir os mandatos de prisão expedidos pela Justiça Militar;
d) representar a autoridades judiciárias militares acerca da prisão 
preventiva e da insanidade mental do indiciado; 
e) cumprir as determinações da Justiça Militar relativas aos presos sob 
sua guarda e responsabilidade, bem como as demais prescrições deste 
Código, nesse sentido; 
f) solicitar das autoridades civis as informações e medidas que julgar 
úteis à elucidação das infrações penais, que esteja a seu cargo; 
g) requisitar da polícia civil e das repartições técnicas civis as pesquisas 
e exames necessários ao complemento e subsídio de Inquérito Policial 
Militar; 
h) atender, com observância dos regulamentos militares, a pedido de 
apresentação de militar ou funcionário de partição militar à autoridade civil 
competente, desde que legal e fundamentado o pedido.”
 
 Em nossa Corporação somente o Comandante Geral, os Comandantes de Batalhão, os
Diretores e Chefes de órgãos, repartições, estabelecimentos e serviços, previstos na Lei de
Organização Básica poderão instaurar IPM no âmbito de suas circunscrições.
 A Polícia Judiciária Militar (PJM) é o órgão ou autoridade militar incumbida, por lei, do dever
de desenvolver toda a atividade necessária para o fornecimento ao Ministério Público, em
funcionamento na Justiça Militar, dos elementos necessários ao conhecimento judicial do fato que
em tese configure crime militar.
 
3) EXERCÍCIO DA POLÍCIA JUDICIÁRIA MILITAR
A competência definida pelo Art. 8º, do CPPM é exercida pelas 
autoridades das Forças Armadas, conforme as suas respectivas jurisdições, 
pelo que se depreende das alíneas “a” e “h” do Art. 7º do mencionado 
diploma legal.
Não se fala em autoridades das Polícias-Militares.
Ocorre, no entanto, que essas Corporações, instituições para a 
manutenção da ordem pública, possuem estrutura militar e dispõem também 
de Justiça Militar prevista na própria Constituição Federal. Outrossim, os Art. 
19 e 20 do Dec-Lei nº 667 são bastante explícitos a respeito.
Dentro desse aspecto e considerando a conjunção do dispositivo 
constitucional (Art. 144, §1º, alínea “d” da Constituição Federal, com os Art. 
2º e 6º do CPPM, subentende-se, face à alínea “h” do Art. 7º do mesmo 
diploma, como força, a Organização Policial-Militar estadual).
Assim, em vista do que preceitua o Art. 7º do CPPM, conclui-se que a 
Polícia Judiciária Militar, no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, é exercida:
a) pelo Secretário de Estado da Polícia Militar – em todo o território 
do Estado;
b) pelo chefe do Estado-Maior – nas mesmas condições do 
Comandante-Geral, secundando-o;
c) pelos Comandantes de CPA, Diretores e Ajudantes-Gerais, na 
esfera de suas atribuições, nos crimes militares cometidos por policiais-
militares diretamente subordinados a essas autoridades;
d) pelo Comandantes de OPM, nos limites de suas atribuições, nos 
crimes militares cometidos por policiais-militares subordinados.
As autoridades acima nomeadas são as detentoras do “Poder de Polícia 
Judiciária Militar”, nas suas respectivas áreas de jurisdição.
Todavia, o exercício desse poder poderá ser delegado, de acordo com o 
previsto no Art. 7º do CPPM. Exemplo: O Cmt de OPM, ao expedir portaria 
determinando instauração de IPM, delega as atribuições que lhe competem a 
um determinado oficial, que, por força de tal delegação, investe-se, no caso 
especifico, no poder de “Polícia Judiciária Militar”. Do mesmo modo, o 
Oficial-de-Dia está investido desse poder no caso de lavratura de “Auto de 
Prisão em Flagrante”, bem como os Oficiais em serviço, coordenadores de 
Policiamento e comandantes de Cias e Pelotões destacados.
Investidos da autoridade decorrente da competência que lhe foi 
delegada, o Oficial Encarregado de IPM estará apto a executar todos os atos 
inerentes ao exercício da Polícia Judiciária Militar.
O exercício da Polícia Judiciária Militar pode se dar em duas esferas: a 
Federal e a Estadual. No que concerne à Polícia Judiciária Militar Federal, a 
mesma está ligada aos crimes militares cometidos por membros das Forças 
Armadas ou contra estes, assim definidos nos artigos 9º e 10º do Código 
Penal Militar. Na esfera Estadual, o exercício da Polícia Judiciária Militar 
está ligado aos crimes militares praticados por integrantes das Polícias 
Militares e Bombeiros Militares dos Estados.
Anteriormente a promulgação da Constituição Federal de 1998, 
discutia-se a respeito do caráter militar dos integrantes das Polícias Militares 
e Corpo de Bombeiros Militares, pois recebiam os mesmos, a denominação 
de Servidores Públicos Estaduais.
Mesmo com tal discussão a respeito do caráter militar dos integrantes 
das forças auxiliares do Exército, o Código de Processo Penal Militar, desde 
1969, prevê em seu artigo 6º a aplicação do mesmo aos processos da Justiça 
Militar Estadual, nos crimes previstos na Lei Penal Militar, o Decreto Lei nº 
667 de 2 de julho de 1969 (reorganiza as Polícias Militares e os Corpos de 
Bombeiros Militares dos Estados, dos Territórios e do Distrito Federal), em 
seus artigos 19 e 20 e a Lei nº 443 (Dispõe sobre o estatuto dos Policiais 
Militares do Rio de Janeiro), de 10 de julho de 1981, em seu artigo 44, sendo 
mencionado, ainda, em seu parágrafo único a competência do Tribunal 
Estadual competente para julgar tais servidores.
Atualmente tal discussão não existe, tendo em vista a Constituição 
Federal ter dirimido a controvérsia na dicção do seu artigo 42 ao definir os 
Servidores Federais e Servidores Militares dos Estados, in verbis:
“São servidores Militares Federais os integrantes 
das Forças Armadas e Servidores Militares dos 
Estados, Territórios e Distrito Federal os 
integrantes de suas Polícias Militares e de seus 
Corpos de Bombeiros Militares.”
 
Reforça ainda mais o exercício da Polícia Militar Estadual a 
competência da Justiça Militar Estadual de processar e julgar os policiais 
militares e bombeiros militares, como se observa na dicção do parágrafo 4º, 
artigo 125 da Constituição Federal, verbis:
“omissis. 
§4º. Compete a justiça estadual processar e julgar 
os policiais militares e bombeiros militares nos 
crimes militares definidos lei, cabendo ao tribunal 
competente decidir sobre a perda do posto e da 
patente dos oficiais e da graduação dos praças.”
 
A Constituição do Estado do Rio de Janeiro, promulgada em 1989, 
ratifica a condição de militar aos integrantes das forças auxiliares (artigo 91), 
bem como estabelece a competência dos Conselhos de Justiça Militar (artigo 
163), de forma que segue:
“A os Conselhos de Justiça Militar, constituídos na 
forma da lei de Organização e Divisão Judiciária, 
compete, em primeiro grau, processar e julgar os 
integrantes da Polícia Militar e do Corpo de 
Bombeiros Militar, nos crimes assim definidos em 
lei. Parágrafo único – Como órgão de segundo 
grau, funcionará o Tribunal de Justiça, cabendo-lhe 
decidir sobre a perda do posto e da patente dos 
oficiais e da graduação dos praças.”
 
Assim, o Inquérito Policial Militar, no âmbito das forças auxiliares, é a 
expressão do exercício da Polícia Judiciária Militar Estadual, na apuração dos 
fatos que configurem crime militar, dando elementos para promoção de 
justiça, na esfera militar no Estado e que será objeto de nosso estudo.
O Código de Processo Penal Militar em seu artigo 7º elenca as 
autoridades que poderão exercer a Polícia Judiciária Militar. Tal enumeração 
diz respeito ao exercício da Polícia Militar em âmbito federal. 
No âmbito estadual, pela analogia, e usando por base o M-5 (Manual de 
Inquérito Policial Militar e Auto de Prisão em Flagrante Delito), em vigor na 
Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, elencaremosas autoridades 
estaduais que poderão exercer a Polícia Judiciária Militar Estadual: 
a) Pelo Secretário de Segurança Pública do Estado, em todo o 
território do Estado; 
b) Pelo Comandante Geral, em todo território do Estado; 
c) Pelo Chefe do Estado Maior; 
d) Pelo Corregedor Geral da Polícia Militar em todo o território 
Estadual, em caso de envolvimento de policiais militares de OPM distintos 
e/ou inativos (Pelo M-5 tal atividade era exercida pelo Diretor Geral de 
Pessoal, porém, atualmente, temos a figura do Corregedor Geral de Polícia 
Militar, devido ao grande número de procedimentos administrativos na orla 
disciplinar na Corporação, retirando assim do Diretor Geral de Pessoal tal 
atribuição);
e) Pelos Comandantes do CPC, CPI, Diretores e Ajudante Geral, na 
esfera de suas atribuições, nos crimes militares cometidos por policiais 
militares diretamente subordinados a essas autoridades; 
f) Pelos Comandantes de OPM, nos limites de suas atribuições, nos 
crimes militares cometidos por policiais militares subordinados. 
As atribuições acima poderão se delegadas, como no caso do Inquérito 
Policial Militar, em que a confecção do mesmo recairá em oficial, devendo 
este ser de posto superior ao do indiciado, conforme o parágrafo 2º do artigo 
7º do CPPM.
 
CAPÍTULO 2
DO CRIME MILITAR
 
I - DEFINIÇÃO
Atualmente, em face das leis militares em vigor, não há mais razão para 
que haja divergências na conceituação de delitos militares. Pelo Art. 9º do 
Decreto-Lei nº 1.001, de 21 de outubro de 1969, são considerados crimes 
militares, em primeiro lugar, aqueles de que trata o Código Penal Militar, 
quando definidos de modo diverso na lei penal comum ou nela previstos, 
qualquer que seja o agente, salvo disposição especial; dentre os primeiros, 
podem ser citados os crimes contra a incolumidade pública e certos crimes 
contra a administração militar, como os de peculato e de falsidade; e, dentre 
os segundos, os de motim e revolta, insubordinação, violência contra superior 
ou inferior, deserção, e abandono de posto (critério ratione materiae). Em 
segundo lugar, cogitando-se os crimes previstos naquele Código, embora 
também o sejam, igual definição na lei penal comum (por exemplo: o 
homicídio, as lesões corporais, a calunia, a difamação, a injuria, 
constrangimento ilegal), quando praticados:
1) por militar, em situação de atividade ou assemelhado, contra 
militar ou assemelhado, na mesma situação (critério ratione personae); ou, 
em lugar sujeito à administração militar, contra militar da reserva ou 
reformado, assemelhado ou civil (critério ratione loci), ou em serviço, 
comissão de natureza militar ou em formatura (critério ratione numeris), 
ainda que fora de lugar sujeito à administração militar, contra qualquer das 
pessoas referidas, ou em período de manobras ou exercícios, contra qualquer 
destas pessoas; contra patrimônio sob administração militar ou contra a 
ordem da administração militar; ou que, embora não estando de serviço, use 
armamento de propriedade militar ou qualquer material bélico (sob guarda, 
fiscalização ou administração militar) para prática de ato ilegal (este último 
item é inovação do atual Código);
2) por militar da reserva ou reformado, ou por civil, contra as 
instituições militares, considerando-se como tais:
 a) contra o patrimônio sob administração militar ou contra 
a ordem administrativa militar;
 b) em lugar sujeito à administração militar, contra militar 
em serviço ou assemelhado contra funcionários de ministério militar ou da 
Justiça Militar, no exercício de função inerente ao cargo;
 c) contra militar em formatura ou durante o período de 
prontidão, vigilância, observação, exploração, exercício, agrupamento, 
acantonamento ou manobra;
 d) ainda que fora de lugar sujeito à administração militar, 
contra militar em função de natureza ou no desempenho de serviço de 
vigilância, garantia ou preservação da ordem pública administrativa ou 
judiciária, quando legalmente requisitado para aquele fim ou em obediência à 
determinação legal superior.
Não obstante haver o artigo 9º do Código Penal Militar vigente 
acompanhado o critério que inspirou o Art. 6º do Decreto-Lei nº 6.227, de 24 
de outubro de 1994, é aquele mais minucioso que este, assim na redação 
como nas hipóteses previstas, todas, porém, adstritas ao mandamento 
constitucional que estatui a competência do foro militar; para nele serem 
processados, sob determinadas condições, militares e civis, torna-se 
necessário ter em vista que é restrita a interpretação daquele artigo do Código 
em vigor, quer pelos seus próprios termos, quer pela preceituação 
constitucional de que deveria?
Referindo-se a “militar” em situação de atividade, na reserva ou 
reformado, o legislador considera, como tal, o pertencente às Forças 
Armadas, isto é, a Marinha, ao Exército e a Aeronáutica, ou quem a qualquer 
dessas Forças for incorporado, por convocação ou mobilização. Pela mesma 
ordem de ideias, o foro especial, extensivo aos civis, de que trata o §1º do 
Art. 129 da Constituição (Emenda nº 01), é tão-somente, o que resulta da 
jurisdição dos órgãos da Justiça constituídos por juízes militares daquela 
Corte e magistrados e ela vinculados por lei. Não há outro “foro especial” 
para julgamento de civis, em face da Constituição, nem tampouco a lei 
ordinária pode cria-lo.
Assemelhado, conforme o Art. 21 do Código, é o servidor, efetivo ou 
não, dos Ministérios da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica submetido a 
preceito de disciplina militar, em virtude de lei ou regulamento, no que não se 
enquadra o funcionário civil que presta serviço à PMERJ.
A distribuição da matéria na parte especial do Código Penal Militar é 
diferente da adotada no Código Penal Comum. No Militar, compreende 8 
títulos divididos em capítulos, e testes, algumas vezes, em seções na seguinte 
sequência.
- dos Crimes contra a Segurança Externa do País;
- dos Crimes contra a Autoridade ou Disciplina Militar;
- dos Crimes contra o Serviço Militar e o Dever Militar;
- dos Crimes contra a Pessoa;
- dos Crimes contra o Patrimônio;
- dos Crimes contra a Incolumidade Pública;
- dos Crimes contra a Administração Militar; e,
- dos Crimes contra a Administração da Justiça Militar.
Dentre esses, há os que são propriamente militares, pela natureza, e os 
que são considerados militares, pela sua inclusão no Código Penal Militar. 
Todos, porém, atendem aos pressupostos conceitos do Art. 9º do Decreto nº 
1.001, de 21 Out 69.
 
A identificação do delito militar se materializa por uma tríplice operação, sendo importante
responder a três indagações e, somente com resposta afirmativa a todas elas, teremos um crime
militar nas mãos. Primeiramente, para que o fato seja crime militar é preciso que esteja tipificado na
Parte Especial do Código Penal Castrense. Vencida essa pergunta, passa-se à análise da Parte Geral,
verificando se o art. 9.º, por seus incisos, subsume o fato, o adjetivando como crime militar.
Finalmente, busca-se verificar se o sujeito ativo pode cometer o delito militar na esfera em que se
aplica o CPM, questão que excluirá o crime praticado por adolescente, malgrado a previsão do art.
50 e 51 do referido Codex, e, somente no âmbito estadual, o delito praticado por civis.
 
II – O CARÁTER MILITAR DAS MILÍCIAS ESTADUAIS
O Decreto-Lei nº 667, de 02 de Jul 69, com fulcro no Ato Institucional 
nº 5, assim dispõe:
Art. 1º - As Polícias Militares consideradas Forças Auxiliares, reserva 
do Exército, serão organizadas na conformidade deste Decreto-Lei.
Parágrafo único – O Ministério do Exército exerce o controle e a 
coordenação das Polícias Militares, sucessivamente através dos seguintes 
órgãos, conforme dispuser em regulamento:
 1) Estado-Maior do Exército em todo o Território 
Nacional;
 2) Exército e Comandos Militares de Área nas respectivas 
jurisdições;
 3) Regiões Militares nos Territórios Regionais.
Posteriormente, o Decreto 66.862, de 08 Jul 70, regulamentou o 
referido Decreto-Lei, definindoos Institutos afetos às Polícias, sob as luzes 
das novas funções a elas reservadas, de Forças Auxiliares, efetivas e 
centralizadas do Exército Nacional.
Realmente, no Art. 3º do Dec-Lei 667, com a nova redação que lhe foi 
dada pelo Dec-Lei 1.072, de 20 Dez 69, ressalta patente a intenção do 
legislador de deslocar para as Polícias Militares, restruturadas, sob o 
Comando Central do Exército, a cruciante missão de substituir, na rua, as 
Forças Armadas, já aquarteladas.
Estabelece o Art. 3º:
“Instituidas para a manutenção da ordem pública e segurança interna 
nos Estados, nos Territórios e no Distrito Federal, compete às Polícias 
Militares, no âmbito de suas respectivas jurisdições:
 a) executar com exclusividade, ressalvadas as missões 
peculiares às Forças Armadas, o policiamento ostensivo fardado, planejado 
pela autoridade competente, a fim de assegurar o cumprimento da lei, a 
manutenção da ordem pública e o exercício dos poderes constituídos;
 b) atuar de maneira preventiva, como força de dissuasão 
em locais ou áreas especificas, onde se presume ser possível a perturbação da 
ordem;
 c) atuar de maneira repressiva, em caso de perturbação da 
ordem, precedendo o eventual emprego das Forças Armadas;
 d) atender inclusive mobilização à convocação do Governo 
Federal, em caso de guerra externa ou para prevenir ou reprimir grave 
perturbação da ordem ou ameaça de sua irrupção, subordinando-se à força 
terrestre para emprego em atribuições especificas de Polícia Militar e como 
participante da defesa territorial”.
E, por seu turno, o R-200, aprovado pelo Dec. nº 66.862, de 08 Jul 70, 
como que a não deixar dúvida quanto à função especifica das Polícias 
Militares, Forças Auxiliares efetivas que realmente são do Exército, o qual 
substituem em caráter permanente, define e conceitua o que seja a 
“Perturbação da Ordem”, cuja repressão, em primeiro plano e em caráter 
preventivo, compete às Milícias Estaduais:
Art. 2º item 14: Perturbação da Ordem – Abrange todos os tipos de 
ação, inclusive os decorrentes de calamidade pública que, por sua natureza, 
origem, amplitude e potencial possam vir a comprometer, na esfera estadual, 
o exercício dos poderes constituídos, o cumprimento das leis e a manutenção 
da Ordem Pública, ameaçando a população e propriedades públicas e 
privadas:
 a) entre tais ações, destacam-se atividade subversivas, 
agitações, tumultos, distúrbios de toda ordem, devastações, saques, assaltos, 
roubos, sequestros, incêndios, depredações, destruições, sabotagem, 
terrorismo e ações de bandos armados nas guerrilhas rurais e urbanas”.
E diz mais, o referido R-200, em seu Art. 4º:
“As Polícias Militares, para emprego em suas atribuições especificas ou 
como participantes da defesa interna ou da defesa territorial, ficarão 
diretamente subordinadas aos Comandantes de Exércitos ou Comandantes 
Militares de Aéreas, que poderão delegar essa competência aos Comandantes 
de Regiões Militares e outros Grandes Comandos com jurisdição nas áreas 
dos Estados, Territórios e Distrito Federal, nas seguintes hipóteses:
 1) em caso de guerra externa, mediante ato de convocação 
total ou parcial da Corporação, baixado pelo Governo Federal;
 2) para prevenir ou reprimir grave perturbação da ordem ou 
ameaça de sua irrupção, nos casos de calamidade pública declarada pelo 
Governo Federal e nos casos de emergência, de acordo com diretrizes 
especiais baixadas pelo Presidente da República.”
 
III – O FORO MILITAR NA ESFERA ESTADUAL
A fonte imediata do Direito no sistema jurídico vigente é a lei, que está 
acima de todas as injunções jurisprudenciais e doutrinárias.
Com efeito, no Art. 6º do Dec-Lei 1.002, de 21 Out 69, atual Código de 
Processo Penal Militar, se acha estatuído o seguinte:
“. . . obedecerão às normas processuais previstas 
neste Código, no que forem aplicáveis, salvo quanto 
à organização de Justiça, os recursos e à execução 
de sentença, os processos da Justiça Militar 
Estadual, nos crimes previstos na lei Penal Militar a 
que responderem os Oficias e Praças das Polícias e 
dos Corpos de Bombeiros, Militares”.
 
Como se nota, independentemente de qualquer polemica quanto à sua 
efetiva condição de “Militar”, ou de “Militar no sentido legal”, os Oficiais e 
Praças das Polícias e Corpos de Bombeiros Militares tem direito (previsto na 
Lei), de serem processados e julgados no Foro Castrense, nos crimes 
previstos na Lei Penal Militar.
O disposto legal acima transcrito é claríssimo e dispensa qualquer 
interpretação, ressalvando evidente, através dele, que os componentes das 
Polícias Militares estaduais gozam do privilégio do Foro Especial, devendo, 
por conseguinte, serem julgados perante a Justiça Militar Estadual nos crimes 
previstos na lei Penal Militar.
E é bom lembrar que o Dec-Lei 1.002 foi calcado no Art. 3º do Ato 
Institucional n] 16, de 14 Out 69, Art. combinado com § 1º do Art. 2º do Ato 
Institucional nº 5, de 13 Dez 68.
 
IV – A COMPETÊNCIA RATIONE LEGIS
Deixando de lado as múltiplas conceituações doutrinárias e 
jurisprudenciais e atendo-nos com exclusividade à interpretação que decorrer 
naturalmente dos próprios textos de lei, podemos esquematizar o problema da 
competência da Justiça Militar estadual de maneira bem simples, através de 
dois agrupamentos:
 1) crimes praticados por Oficiais e Praças das Polícias 
Militares e Corpo de Bombeiros Militares.
No que se segue à classe de militares em situação de atividade, a 
competência do Foro Castrense se firma de modo absoluto, nas seguintes 
hipóteses:
 a) crime praticado por militar da ativa contra militar da 
ativa (critério ratione personal, conforme estabelece o Art. 9º, inciso II, 
alínea “a” do Código Penal Militar – Dec-Lei 1.001, de 21 Out 69);
 b) crime praticado por militar da ativa em lugar sujeito à 
Administração Militar (critério ratione loci, conforme Art. 9º, inciso II, 
alínea “b” do CPM);
 c) crime praticado por militar da ativa contra o patrimônio 
sob a Administração Militar (critério ratione materiale, conforme Art. 9º, 
inciso II, alínea “e” do CPM).
Por outro lado, em três outras hipóteses, também, expressamente 
constantes do CPM, a competência da Justiça Castrense para processar e 
julgar militares em situação de atividade se mostra relativa; admitindo-se as 
controvérsias, que se irão amainando pouco a pouco, à proporção que o ardor 
do hermeneuta se arrefecer ante a singela clareza dos textos legais:
 a) crime praticado por militar da ativa em serviço, contra 
civil, fora do lugar sujeito à Administração Militar (Art. 9º, inciso II, alínea 
“c” do CPM);
 b) crime praticado por militar da ativa durante período de 
manobras ou exercício, contra civil (Art. 9º, inciso II, alínea “d” do CPM);
 c) crime praticado por militar da ativa, que, embora não 
estando em serviço, use armamento de propriedade militar (Art. 9º, inciso II, 
alínea “f” do CPM) – alínea “f” revogada. Lei 9.299, de 7.8.1996.
 
Súmula n.º 47 do STJ – Compete à Justiça Militar processar e Julgar crime cometido por militar
contra civil, com emprego de arma pertencente à corporação, mesmo não estando em serviço.
 2) Crimes praticados por militar da reserva, reformado ou 
por civil.
Aceita-se, como matéria mais ou menos pacifica, ressalvados alguns 
exageros, que o Foro castrense estadual se estende aos civis em duas únicas 
hipóteses:
 a) nos crimes praticados em lugar sujeito à Administração 
militar, contra militar da ativa ou funcionários da Justiça Militar (inciso III, 
alínea “b” do CPM);
 b) nos crimes contra o patrimônio sob a administração 
militar (inciso III, alínea “a” do CPM).
 
Súmula n.º 53 do STJ – Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar civil acusado de
prática de crime contra instituições militares estaduais.
Examinadas em conjunto essas duas hipóteses, observa-se que se 
referem, ambas, a situações que atingem diretamente a Corporação Militar, 
seja porque o fato criminoso se desenvolve dentro da restrita área do Quartel, 
seja porqueo bem lesado é o patrimônio sob a administração militar.
E não resta dúvida de que se acomodam ambas dentro do conceito 
genérico de – crime contra as instituições militares – referido no § 1º do Art. 
129, da Constituição Federal, ficando assim plenamente respeitada a 
limitação do Foro Castrense, consignada no referido dispositivo:
“Art. 129 - §1º: Esse foro especial estender-se-á aos 
civis, nos casos expressos em lei, para a repressão 
de crimes (contra a Segurança Nacional) ou 
instituições militares”.
 
E o Código de Processo Penal Militar, em seu Art. 82, §1º, também se 
amolda ao modelo constitucional:
“Art. 82, §1º: O Foro Militar se estenderá aos 
militares da reserva, aos reformados e aos civis no s 
crimes contra a Segurança Nacional ou as 
instituições militares, como tais definidos em Lei”.
 
O Foro Militar estadual existente como imposição da Lei (Const. 
Federal, Art 192; Const. Est. RJ Art. 104) é competente para processar e 
julgar os Oficiais e Praças das Polícias e Corpos de Bombeiros Militares (Art. 
6º do Código Proc. Penal Militar, Art. 72, Parágrafo único).
Por outro lado, o Decreto-Lei nº 92, de 06 Mai 75 (Lei Básica da 
PMERJ), estabelece que:
“Art. 44 – O pessoal Policial-Militar da PMERJ 
está sujeito ao Código Penal Militar, aplicando-se-
lhe, na parte processual, no que couber, o Código 
de Processo Penal Militar.
Parágrafo único – A Justiça estadual é constituída 
pelos Conselhos de Justiça previstos em legislação 
específica”.
 
Há ainda que se considerar o entendimento dado pelo STF, depois da 
Emenda Constitucional nº 7/77, que alterou o Art. 144, §1º, alínea “d” da 
Constituição Federal.
No s crimes militares praticados por policiais-militares dos Estados, 
ainda que no exercício de função policial civil, a competência para o processo 
é das Justiças Militares estaduais e o estabelecido pela Súmula 298. O 
legislador ordinário só pode sujeitar civis à Justiça Militar em tempo de PAZ, 
nos crimes contra a segurança externa do País ou contra as instituições 
militares.
 
CAPÍTULO 3
DA LEGISLAÇÃO
 
(CPPM – DECRETO-LEI N.º 1.002, DE 21 OUT 1969)
DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL MILITAR E DA SUA 
APLICAÇÃO
 
Finalidade do Inquérito
Ao estudar a divisão de polícia, vimos que esta compreende a Polícia 
Administrativa (preventiva) e a Polícia Judiciária (repressiva).
A atividade de Polícia Judiciária, segundo FREDERICO MARQUES, 
se dá em dois momentos distintos: “o da investigação e o da ação penal” 
(Fernando da Costa Tourinho Filho, V. 1. 1993. p.173)
O Inquérito Policial Militar se situa neste primeiro momento na 
apuração e coleta de dados que servirão de base para a formação da opinio 
delict do membro do Ministério Público para a competente ação penal.
Art. 9º - O inquérito policial-militar é a apuração 
sumária de fato, que, nos termos legais, configure 
crime militar, e de sua autoria. Tem o caráter de 
instrução provisória, cuja finalidade precípua é a de 
ministrar elementos necessários à propositura da 
ação penal.
Parágrafo único – São, porém, efetivamente 
instrutórios da ação penal os exames, pericias e 
avaliações realizadas regularmente no curso do 
inquérito, por peritos idôneos e com obediência às 
formalidades previstas neste Código.
 
Assim sendo, o Inquérito Policial Militar possui grande importância, 
constituído a base de toda uma estrutura destinada a promover a justiça.
Da definição acima e da leitura dos artigos do título III do CPPM, que 
trata do inquérito policial militar, conclui-se que o mesmo tem natureza 
jurídica de procedimento administrativo, discricionário e sigiloso.
Natureza jurídica
a) Procedimento administrativo: porque é realizado pela polícia, no 
caso, Polícia Militar Estadual, órgão integrante do Poder Executivo, não se 
admitindo ingerência do Poder Judiciário, salvo no tocante da legalidade da 
prisão em flagrante; 
b) Procedimento discricionário: porque é presidido pela autoridade de 
polícia judiciária ou seu agente delegado que conduzirá sua atuação de forma 
discricionária, na tentativa de elucidar o fato criminoso e apontar a sua 
autoria, limitando-se, porém, na lei, pois, ultrapassando tal limite, o 
conduzirá ao abuso, o quem, além de inquinar o procedimento, Poderá 
também sofrer a autoridade ou o encarregado sanção administrativa e/ou 
penal; 
c) Procedimento inquisitivo: por a autoridade ou encarregado irá 
investigar, perquirir, indagar o indivíduo, as testemunhas, o ofendido, poderá 
proceder a reprodução simulada dos fatos (artigo 13, parágrafo único do 
CPPM), não vigorando o princípio do contraditório, sendo o indiciado o 
objeto da investigação e não sujeito de direitos.
Não há que se confundir a inquisitoriedade do IPM com a classificação 
dos sistemas processuais, haja vista se tratar de fase pré-processual. Portanto, 
o caráter inquisitório que lhe é conferido se deve a alguns fatores tais como a 
ausência de contraditório, a discricionariedade da autoridade policial 
judiciária militar, a falta de acusação e de defesa e a imposição do sigilo 
quando necessário à elucidação dos fatos.
Tourinho Filho leciona que vários fatores imprimem este caráter 
inquisitivo ao IPM. Basta apenas uma análise em alguns deles para que se 
conclua tratar-se de uma investigação inquisitiva por excelência:
1. O dever jurídico da autoridade policial em relação a sua instauração 
que, salvo algumas exceções, deve ser de ofício, independente de 
provocação; 
2. A discricionariedade com que a autoridade policial dirige as 
investigações para a elucidação dos fatos, podendo ou não, de acordo com 
seu prudente arbítrio, deferir diligências requeridas pelo indiciado;
3. A não aplicação do contraditório; 
4. A não intromissão de pessoas estranhas à investigação no decorrer 
das diligências. 
Todos estes fatores emprestam o caráter inquisitivo ao inquérito. 
Outro fator importante, e que corrobora para o seu caráter inquisitivo, é 
o disposto no CPPM, em seu art. 142, o qual prevê que não se poderá opor 
suspeição ao encarregado do inquérito. Isto se deve ao fato do IPM ser um 
procedimento investigatório e preliminar, onde não há nulidade, e eventuais 
suspeições do Encarregado serão consideradas meras irregularidades. 
Entretanto, segundo o entendimento de alguns autores, dentre os quais Assis, 
o encarregado deverá se declarar suspeito se houver motivos que o 
justifiquem, devendo fiel observância à ética e ao bom senso;
d) Procedimento sigiloso: o artigo 16 do CPPM reza o seguinte: 
“o inquérito é sigiloso, mais seu encarregado pode 
permitir que dele tome conhecimento o advogado do 
indiciado.”
 
A Lei n.º 13.245, de 12 Janeiro de 2016, alterou os 
incisos XIV, XXI e §§ 10, 11 e 12, do art. 7º da Lei 
no8.906, de 4 de julho de 1994 (Estatuto da Ordem 
dos Advogados do Brasil)
 
Diversamente do processo onde há o princípio da publicidade, o 
inquérito, por ser uma apuração sumária de um fato, onde visa buscar 
elementos para a propositura da ação, tem a natureza sigilosa (relativa), pois a 
divulgação de certas diligências, apreensões, exames, etc... podem influir na 
apuração e respectiva autoria do fato delituoso. Posteriormente, ao fazermos a 
análise do artigo 16 do CPPM, teceremos maiores comentários, à luz do 
Estatuto da OAB, Lei nº 8.906/94. 
Considerações acerca do inquérito policial militar
O IPM serve de base para a formação da opinio delict representante do 
Ministério Público para propositura da ação penal. Ou seja, no que foi 
apurado, conclui-se que o fato estava revestido de indícios de cometimento 
de crime militar, praticado possivelmente por alguém. Porém, o juiz na 
instrução criminal renovará as provas a fim de decidir sobre o fato, dando ao 
acusado, a oportunidade de se defender, requerer diligências, alegar provas, 
etc. 
O juiz então apreciará o conjunto de provas colhidas em juízo e formará 
a sua convicção, conforme a regra do artigo 297 do CPPM. Porém, não serão 
renovados os exames, periciais e avaliações realizadas regularmente (pois se 
forirregular, dará azo à renovação em Juízo) no curso do inquérito, por 
peritos idôneos e com obediência às formalidades previstas no CPPM, 
conforme alude o parágrafo único do artigo 9º. Daí extrai-se um fato de 
grande importância na confecção do IPM, de lado prático, no que concerne à 
requisição de exames, laudos, boletins de atendimento médico, etc..., que 
falaremos quando comentarmos o artigo 13.
Modo por que pode ser iniciado:
Art. 10 – o inquérito é iniciado mediante Portaria:
 a) de ofício, pela autoridade militar em cujo âmbito de 
jurisdição ou Comando haja ocorrido a infração penal, atendida a hierarquia 
do infrator;
 b) por determinação ou delegação da autoridade militar 
superior que , em caso de urgência, poderá ser feita por via telegráfica ou 
radiotelefônica e confirmada, posteriormente, por ofício;
 c) em virtude de requisição do Ministério Público;
 d) por decisão do Superior Tribunal, nos termos do Art. 25;
 e) a requerimento da parte ofendida ou quem a represente, 
ou em virtude de representação devidamente autorizada de quem tenha 
conhecimento da infração penal, cuja repressão caiba à Justiça Militar;
quando, de sindicância feita em âmbito de jurisdição militar, resulte 
indicio da existência de infração penal militar.
 
 
INSTAURAÇÃO DO IPM
Situações Não-Flagranciais de IPM (Portaria):
I) Crimes de Ação Penal Militar Pública
Incondicionada:
Neste caso, o IPM poderá instaurar-se ex officio ou
por Requisição do MPM. Como já dito anteriormente,
não pode haver instauração de IPM por requisição
judicial no direito militar. 
Crimes de Ação Penal Militar Pública Condicionada à
Requisição do Governo Federal (Ministro da Justiça;
Ministro da Defesa; Presidente da República – CPPM,
art. 31; LOJMU, art. 95, § único):
Para tanto, há a necessidade da prévia requisição e a
comunicação do fato pelo PGJM ao PGR. No direito
processual penal militar não há sequer, algum delito de
ação penal militar pública condicionada à
representação do ofendido. Portanto, aqui, só há ação
penal militar pública incondicionada e a condicionada
à requisição do governo federal. 
Todavia, nada impede que ocorra no âmbito do direito
militar, a famosa ação penal privada supletiva (até
porque é de preceito fundamental).
2) Situações Flagranciais (APF):
Seja quem for o agente (militar ou civil), e seja qual
for o delito (ressalvados deserção e insubmissão), se
preso em flagrante pela prática de delito militar, não se
instaura IPM, lavra-se o Auto de Prisão em
Flagrante/APF (CPPM, art. 27, c/c Lei 9.099/95, art.
90-A). 
Não existe, portanto, o TCO. Ou seja, se o agente
(militar ou civil) cometer um delito militar, com pena
até 2 anos, lavra-se o APF. 
 
Superioridade ou igualdade de posto do infrator
 §1º - tendo o infrator posto superior ou igual ao do Comandante, 
diretor ou chefe de órgão ou serviço, em cujo âmbito de jurisdição militar 
haja ocorrido a infração penal, será feita a comunicação do fato à autoridade 
superior competente, para que esta torne efetiva a delegação, nos termos do 
§2º do Art. 7º.
CÉLIO LOBÃO (Direito Processual Penal Militar, 2009, p. 56) ...sendo 
o indiciado coronel da ativa, mais antigo da corporação, a presidência do 
inquérito poderá ser exercida pelo próprio Comandante da Corporação. Outra 
solução é afastar o indiciado do cargo que exerce e o coronel mais moderno, 
chefe da repartição militar para a qual o autor do delito foi designado, 
presidirá o inquérito por delegação do Comandante, em razão da 
superioridade hierárquica decorrente da função. A solução encontra suporte 
no citado art. 24, do CPM: “O militar que, em virtude de função, exerce 
autoridade sobre outro de igual posto ou graduação, considera-se superior, 
para efeito da aplicação da lei penal militar”. Nesse sentido, a lição de 
Manzini: “Sotto la denominazione di superiore s`intende il militari 
dell`esercito o della marina piú elevato in grado, o quello che, 
independentemente dal grado, è investito del comando. Il requisiti di codesta 
nozione sono pertanto; qualità militare del superiore; superiorità in grado, o 
in comando” (Dirito penale militare, pág. 154).
Além do mais, o coronel da ativa, mais moderno, ao receber a 
delegação do Comandante da Corporação para instaurar inquérito, encontra-
se legitimado para presidir o IPM. É a orientação que se extrai da decisão da 
4.ª Turma, do TRF1, que voltaremos a citar: “O delegado de polícia, ao 
presidir inquérito para apuração de ilícito penal, atua como órgão de polícia 
judiciária, estando, portanto, infenso às normas administrativas que regulam a 
disciplina e hierarquia da Polícia Federal” (PtRHC 16.164-2, julg. 
12.11.1990. A Constituição na visão dos Tribunais, vol. 2., pág. 971).
Providencias antes do inquérito
 §2º - o aguardamento da delegação não obsta que o Oficial 
responsável por comando, direção ou chefia, ou aquele que o substitua ou 
seja em dia, de serviço ou quarto, tome ou determine que sejam tomadas 
imediatamente as providencias cabíveis, previstas no Art. 12, uma vez que 
tenha conhecimento de infração penal que lhe incumba reprimir ou evitar.
Infração de natureza não militar
 §3º - se a infração penal não for, evidentemente, de natureza 
militar, comunicará o fato à autoridade policial competente, a quem fará 
apresentar o infrator. Em se tratando de civil, menor de dezoito anos, a 
apresentação será feita ao Juiz de Menores.
Oficial-General como infrator
§4º - se o infrator for Oficial-General, será sempre comunicado o fato 
ao Ministro e ao Chefe de Estado-Maior competentes, obedecidos os tramites 
regulamentares.
Coronel PM na inatividade. Antiguidade
CÉLIO LOBÃO (Direito Processual Penal Militar, 2009, págs.58 e 59), 
no caso de crime militar cometido por coronel da reserva ou reformado, que 
era o mais antigo da corporação ao passar para a inatividade, causa 
perplexidade a dúvida que conduz à solução equivocada. A lei é 
meridianamente clara: “Se o indiciado é oficial da reserva ou reformado, não 
prevalece, para delegação, a antiguidade de posto” (art. 7º, §4º, do CPPM), 
delegação essa para instauração de IPM.
Como afirmamos acima, a existência de que o encarregado do IPM 
preencha o requisito de maior antiguidade do que o indiciado, coronel da 
reserva ou reformado, resulta na impossibilidade de se proceder à 
investigação preparatória da ação penal. Com efeito, se todos os coronéis do 
serviço ativo são mais modernos do que o indiciado, inclusive o Comandante 
da Corporação, nenhum deles terá atribuição de polícia judiciária militar para 
apurar o fato delituoso praticado pelo coronel indiciado. Como consequência, 
não há quem delegue atribuição de polícia judiciária ao coronel da reserva 
que, por sua vez, não se encontra relacionado, no CPPM, como autoridade da 
polícia judiciária militar. Então, quem delegará, ao coronel da reserva, as 
atribuições de polícia judiciária para instauração de IPM? Como não se inclui 
dentre os militares investidos na função de polícia judiciária militar, sem 
delegação, o coronel na inatividade não poderá presidir IPM.
O coronel em atividade, ao receber delegação do Comandante da 
Corporação, encontra-se legalmente investido na função de encarregado do 
inquérito, cujo indiciado é coronel da reserva, sem se cogitar de pretensa 
superioridade hierárquica decorrente da antiguidade do militar inativo, em 
relação ao coronel na atividade.
Indícios contra Oficial de posto superior ou mais antigo no curso do 
inquérito
 §5º - se, no curso do inquérito, o seu encarregado verificar a 
existência de indícios contra oficial de posto superior ao seu, ou mais antigo, 
tomará as providencias necessárias para que as suas funções sejam delegadas 
a outro oficial, nos termos do § 2º do Art. 7º.
Como vimos acima, ao analisarmos o artigo 10 do CPPM e seus 
parágrafos, o IPM é baseado na informatio delict ou informatio criminis que 
divide-se em notitia criminis que divide-se em notitia criminis e delictio 
criminis. 
A notitia criminis e a notícia de um fato que porsi só faz-se presumir a 
existência de um delito. Segundo FERNANDO DA COSTA TOURINO 
FILHO (Processo penal, v. 1, 1993. p.195), pode ser tal notícia de “cognição 
imediata”, de “cognição mediata” e “cognição coercitiva”. A primeira ocorre 
quando a autoridade toma conhecimento através de seus serviços rotineiros, 
por meio de órgãos de comunicação, por conhecimento adquirido através de 
seus agentes. A notitia criminis por cognição mediata se dá quando a 
autoridade tem conhecimento do fato através de determinação de autoridade 
superior, requisição do Ministério Público, por decisão do Tribunal Superior 
Militar, nos termos do artigo 25º do CPPM. A cognição coercitiva se dá 
quando, junto de notitia criminis é apresentado à autoridade o autor do fato, é 
o caso da prisão em flagrante e até de sindicância feita em âmbito de 
jurisdição militar, que evidência indícios de crimes e de sua autoria.
A delatio criminis, outra espécie de informatio criminis, está ligada a 
denúncia, revelação da vítima ou seu representante legal (alínea “e” do artigo 
10m do CPPM), onde são apontados ou revelados o crime s seu(s) autor(es). 
Há neste caso um autor, revelado pela vítima, o que difere na notitia criminis, 
que se limitará a comunicação do fato conhecido como crime.
O Código Penal Militar (Decreto-Lei nº 1.001, de 21 de outubro de 
1969) prevê os crimes ligados a informatio criminis, onde estão previstas 
penas às pessoas que dão causa à instauração de IPM ou processo judicial 
militar, imputando crime contra alguém que sabe inocente, bem como pena a 
comunicação falsa de crime, provocando a ação da autoridade e a própria 
auto-acusação falsa de crime inexistente ou provocado por outrem.
Um aspecto importante a ser analisado é o da denúncia anônima: se é 
causa de IPM ou não. 
FERNANDO DA COSTA TOURINHO FILHO (Processo penal,v.1, 
1993, p. 205), condena tal tipo de informatio delict tendo em vista a 
impossibilidade de imputar responsabilidade àquele que prefidiosamente 
acusa alguém de ser autor de um crime. 
Na prática, no exercício da função policial militar, inumeras vezes 
vimos prevalecer tal modalidade espúria de informatio delict, onde vários 
policiais militares foram privados de suas liberdades e até mesmo demitidos 
do Serviço Policial Militar. 
A Constituição Federal em seu artigo 5º, IV, prevê a manifestação do 
pensamento, vedando o anonimato. Assim, como o CPPM não prevê as 
verificações de procedência de informação (IVP), como no artigo 5º, 
parágrafo 3º do Código de Processo Penal, urge que a autoridade tenha o bom 
senso de apurar a veracidade dos fatos através de um procedimento 
apuratório (averiguação ou sindicância) a fim de dar subsídios para a 
instauração de um Inquérito Policial Militar
Escrivão do inquérito
Art. 11 – a designação de escrivão para o inquérito caberá ao respectivo 
encarregado, se não tiver sido feita pela autoridade que lhe deu delegação 
para aquele fim, recaindo em Segundo ou Primeiro-Tenente, se o indiciado 
for oficial, e em Sargento, Subtenente ou Suboficial, nos demais casos.
 
Adentrando na seara do direito administrativo, veremos que a autoridade delegante ou o
encarregado do IPM não pode nomear um oficial subalterno para o munus
indiciado não for um oficial, pois agindo assim, estará atuando com excesso de poder, eivando de
ilegalidade o ato administrativo da designação, e expondo-o à nulidade.
Conforme ensina MEIRELLES, in verbis:
O excesso de poder ocorre quando a autoridade, embora competente para o ato, vai além do
permitido e exorbita no uso de suas faculdades administrativas. Excede, portanto, sua competência
legal e, com isso, invalida o ato, porque ninguém pode agir em nome da Administração fora do que
a lei permite. O excesso de poder torna o ato arbitrário, ilícito e nulo.
E continua:
Essa conduta abusiva, através do excesso de poder, tanto se caracteriza pelo descumprimento
frontal da lei, quando a autoridade age claramente além de sua competência, como, também, quando
ela contorna dissimuladamente as limitações da lei, para arrogar-se poderes que não lhe são
atribuídos legalmente. Em qualquer dos casos há excesso de poder, exercido com culpa ou dolo,
mas sempre com violação da regra de competência, o que é o bastante para invalidar o ato assim
praticado. (MEIRELLES, 2001. p. 104) (Grifo nosso)
O ato de nomeação de escrivão de IPM é vinculado, pois se condiciona ao fato apurado no
inquérito; se envolver oficial, deve recair em segundo ou primeiro–tenente, e em sargento,
subtenente ou suboficial, nos demais casos, conforme preceitua o art.11, caput, CPPM.
Valendo ressaltar, mais uma vez, MEIRELLES, in verbis:
Atos vinculados ou regrados são aqueles para os quais a lei estabelece os requisitos e condições de
sua realização. Nessa categoria de atos, as imposições legais absorvem, quase que completo, a
liberdade do administrador, uma vez que sua ação fica adstrita aos pressupostos estabelecidos pela
norma legal para a validade da atividade administrativa. Desatendido qualquer requisito,
compromete-se a eficácia do ato praticado, tornando-se passível de anulação pela própria
Administração, ou pelo Judiciário, se assim requere o interessado. MEIRELLES (ob. cit. p. 158-159
)(Grifo nosso)
Compromisso legal
 Parágrafo único – o escrivão prestará compromisso de manter 
sigilo do inquérito e de cumprir fielmente as determinações deste Código, no 
exercício da função.
Violação de segredo profissional 
Art. 230. revelar, sem justa causa, segredo de que tem ciência, em razão de 
função ou profissão, exercida em local sob administração militar, desde que 
da revelação possa resultar dano a outrem.
Proibição de depor 
Art. 355. São proibidas de depor as pessoas que, em razão de função, 
ministério, ofício ou profissão, devam guardar segredo, salvo se, 
desobrigadas pela parte interessada, quiserem dar o seu testemunho.
 
Medidas preliminares ao inquérito
Art. 12 – logo que tiver conhecimento da pratica de infração penal 
militar, verificável na ocasião, a autoridade a que se refere o §2º do Art. 10 
deverá, se possível:
 a) dirigir-se ao local, providenciando para que se não 
alterem o estado e a situação das coisas, enquanto necessário;
 b) apreender os instrumentos e todos os objetos que tenham 
relação com o fato;
 c) efetuar a prisão do infrator, observando o disposto no 
Art. 244;
 d) colher todas as provas que sirvam para o esclarecimento 
do fato e suas circunstancias.
Diferença entre Notícia- crime, Queixa-crime e Denúncia 
Quando um crime ocorre, é preciso que as autoridades competentes 
sejam notificadas para dar início à investigação contra seu autor ou autores. 
Para tanto, é preciso fazer a exposição do fato criminoso à polícia ou ao 
Ministério Público. A essa comunicação dá-se o nome de “notícia-crime”. 
A queixa-crime é a petição inicial para dar origem à ação penal privada, 
perante o juízo criminal, com o pedido de que o autor ou os autores do crime 
sejam processados e condenados. Pelo fato de o interesse ser privado, é 
necessário que o ofendido contrate um advogado ou procure a Defensoria 
Pública para que o procedimento seja iniciado. 
Já a denúncia é a petição inicial da ação penal pública. Por ser de 
interesse público, a denúncia é promovida necessariamente pelo Ministério 
Público, sem a necessidade de que o ofendido esteja acompanhado de 
advogado ou defensor público. 
Tanto na queixa-crime como na denúncia, é necessário que seja 
realizada a exposição do fato criminoso – quais foram suas circunstâncias, 
qual o tipo de crime e quais serão as provas, como, por exemplo, documentos 
e testemunhas (se houver). Estando presentes os requisitos, a denúncia ou a 
queixa-crime são recebidas. Do contrário, podem ser rejeitadas pelo juiz. 
Na maior parte das vezes, na esfera criminal, o interesse é público, 
como na investigação de crimes de homicídio, roubo e lesão corporal no 
âmbito de violência doméstica. 
No entanto, em alguns casos, o interesse é privado, a exemplo dos 
crimes de injúria, difamaçãoe calúnia. 
Quando o interesse for privado, o ofendido precisa ser rápido, pois terá 
até seis meses, a partir do dia em que o autor do crime foi identi"cado para 
apresentar a queixa-crime. Após tal período, o direito de oferecer a queixa-
crime deixa de existir diante da decadência. O ofendido pode ainda perdoar o 
autor ou autores do crime. Trata-se da manifestação do ofendido de não 
prosseguir com a ação penal privada. O suposto autor ou autores do crime 
devem manifestar se aceitam o perdão. O perdão, no entanto, não é possível 
quando o interesse é público.
Fonte: Agência CNJ de Notícias
 
Notitia Criminis
Nesse sentido aponta Renato Brasileiro de Lima: 
Notitia criminis é o conhecimento, espontâneo ou provocado, por parte 
da autoridade policial, acerca de um fato delituoso. Subdivide-se em:
Espontânea: ocorre quando a autoridade policial toma conhecimento 
do fato delituoso por meios de suas atividades rotineiras (...). 
Provocada: ocorre quando a autoridade policial toma conhecimento da 
infração penal através de um expediente escrito (...).
Coercitiva: ocorre quando a autoridade policial toma conhecimento do 
fato delituoso através da apresentação do indivíduo preso em flagrante. 
DE LIMA, Renato Brasileiro. Manual de Processo Penal. Rio de 
Janeiro: Impetus, 2011, p. 143 e 144. 
 
Elementos de Informação e Prova
Nesse sentido aponta Renato Brasileiro de Lima: 
(...) a palavra prova só pode ser usada para se referir aos elementos de 
convicção produzidos, em regra, no curso do processo judicial, e, por 
conseguinte, com a necessária participação dialética das partes, sob o manto 
do contraditório (ainda que diferido) e da ampla defesa. 
Por outro lado, elementos de informação são aqueles colhidos na fase 
investigatória, sem a necessária participação dialética das partes (...) 
DE LIMA, Renato Brasileiro. Manual de Processo Penal. Rio de 
Janeiro: Impetus, 2011, p. 116. 
 
Formação do inquérito
Art. 13 – o encarregado do inquérito deverá, para a formação deste:
 a) tomar as medidas previstas no Art. 12, se ainda não o 
tiverem sido;
 b) ouvir o ofendido;
 c) ouvir o indiciado;
 d) ouvir testemunhas;
 e) proceder a reconhecimento de pessoas e coisas, 
acareações;
 f) determinar, se for o caso, que se proceda a exame de 
corpo de delito e a quaisquer outros exames periciais;
 g) determinar a avaliação e identificação da coisa subtraída, 
desviada, destruída ou danificada, ou da qual houver indébita apropriação;
 h) proceder a buscas e apreensões, nos termos dos Art. 172 
e 184 e 185 a 189;
 i) tomar as medidas necessárias destinadas à proteção das 
testemunhas, peritos ou do ofendido, quando coactos ou ameaçados de 
coação que lhes tolha a liberdade d depor, ou a independência para a 
realização de pericias ou exame.
 Do Indiciado no Inquérito Policial Militar
O indiciado será, no Inquérito Policial Militar, o militar ou civil (em 
relação a este, somente na esfera dos crimes praticados em desfavor dos 
militares federais ou da Administração Militar das Forças Armadas) contra 
quem pesam elementos desfavoráveis quanto à prática de uma infração penal. 
Tais elementos serão representados pelas provas, ou seja, a materialidade do 
delito. 
O Dicionário do Aurélio Online assim define a figura do indiciado 
como sendo “aquele sobre o qual recaem indícios” 
O suspeito é aquele indivíduo a quem não se pode atribuir a prática do 
fato criminoso, diante da ausência ou fragilidade das provas em seu prejuízo. 
Para o suspeito existe uma possibilidade de se tornar indiciado, contudo 
somente após a demonstração da materialidade delitiva. 
Segundo o Dicionário Online de Português, investigado é “o indivíduo 
acerca do qual uma investigação está sendo feita”. Na verdade, é foco da 
investigação, maiormente no que se refere à autoria, seja ela material ou 
intelectual. Porém, não será necessariamente indiciado, já que tudo dependerá 
das provas produzidas contra o mesmo. 
Neste contexto, quando o militar ou civil for ouvido em IPM, no início 
das investigações, sendo frágeis os elementos que possam indicar a autoria e 
materialidade delitiva, o mais apropriado é que suas declarações sejam 
colhidas na qualidade de INVESTIGADO (ou SUSPEITO). Somente no 
decorrer da apuração, após a reunião de maiores dados que comprovem o 
envolvimento do indivíduo no delito apurado é que se deve reinquiri-lo, 
agora na qualidade de INDICIADO. Neste exato momento, estarão presentes 
as provas cabais de participação ou autoria delitivas.
Citação. Intimação. Notificação
Citação. Considerações gerais
Citação é o ato judicial destinado ao chamamento do acusado, para que 
tome conhecimento de que, contra ele, foi proposta ação penal militar, e 
também, do conteúdo da acusação, bem como, do local, dia e hora de seu 
comparecimento ao Juízo. Com a citação do réu, completa-se a relação 
processual, enquanto a denúncia a precede e dela constitui pressuposto 
cronológico (Tornagli, A relação processual penal, 2.ª ed., p. 288).
Notificação e intimação
Ensina Pontes de Miranda que “a notificação é o meio judicial de se dar 
conhecimento a alguém de que, se não praticar, ou se praticar certo ato, ou 
certos atos, está sujeito à comunicação; intimação é a comunicação de ato 
praticado. (...) A intimação supõe que se haja praticado algum ato.
Das oitivas
Segundo o CPPM (art. 13), deve-se ouvir: 1º ofendido; 2º o indiciado; e 
3º testemunhas.
Do ofendido
Na alínea b, do artigo 13, vem a oitiva do ofendido, que será, sempre 
que possível, qualificado e perguntado a respeito da infração, indagando-se 
quem seja ou pressuma ser o autor, indicando provas, reduzindo-se tudo a 
termo, consoante o art. 311. 
De muita importância para a investigação, tem a oitiva do ofendido, 
pois, ninguém melhor que o mesmo para narrar os fatos, dando, assim, 
elementos para seu esclarecimento. Há de ser levar em conta que o ofendido é 
parte da relação jurídico-material e não presta a compromisso de dizer a 
verdade, donde de um valor probatório relativo. 
A regra prevista no artigo 301 estabelece que no transcorrer do IPM 
serão observadas as mesmas regras que norteiam a instrução levada efeito 
pela autoridade judiciária, no que concerne às disposições referentes a 
testemunhas e quaisquer outras que tenham pertinência com a apuração do 
fato delituoso e sua autoria.
Logo, a falta de comparecimento do ofendido que fica notificado, sem 
motivo justo, resultará na possibilidade da condução coercitiva do mesmo, 
sem ficar sujeito, entretanto, a qualquer sanção, assim prescreve o parágrafo 
único do artigo 311. 
Fica bem cristalina a idéia de que o ofendido não está sujeito a sanção 
alguma, logo, não responde por desobediência (artigo 301 do CPPM), porém 
se o ofendido for militar, a este poderá ser imputado o cometimento de crime 
de recusa de obediência(artigo 163 do CPPM). 
Para JOSÉ DA SILVA LOUREIRO NETO (Lições de processo penal 
militar, 1992,p. 33 e 34).
“sendo oficial encarregado do inquérito integrante 
da Forças Armadas, ocorrendo a desobediência do 
ofendido civil, este poderá ser indiciado pelo crime 
de desobediência (artigo 301), pois a Justiça Militar 
Federal é competente para julgar civis nos crimes 
militares previstos em lei, como já estudado.”
 
Contudo, tratando-se de oficial integrante das Policias Policias 
Militares, o mesmo não ocorre, em face do que dispõe o artigo 125, parágrafo 
4º da Constituição Federal in verbis:
“Compete à Justiça Militar Estadual processar e 
julgar os policiais militares e bombeiros militares 
definidos em lei, cabendo ao tribunal de compete 
decidir sobre a perda do posto e da patente dos 
oficiais e da graduação dos praças.”
 
Diz ainda o autor:
“no que se refere a condição coercitiva do ofendido, 
prevalecem as mesmas considerações Como a 
Justiça Militar Estadual não tem competência para 
processar civis, em face do preceito constitucional 
aludido, o oficial encarregado do inquérito, 
integrante da Polícia Militar, está impossibilitadode efetuar a sua condução coercitiva.”
 
Em que pese a orientação do renomado autor, discordamos do mesmo 
no que tange a sujeição do ofendido ao cometimento de crime de 
desobediência, pela falta de comparecimento sem motivo justo, pois, como se 
observa da regra do parágrafo único do artigo 311, o ofendido está sujeito tão 
somente à condução coercitiva, sem ficar sujeito a qualquer sanção.
Um outro aspecto de discordância é de que o civil, simplesmente pelo 
fato de não ser julgado pelas auditorias militares estaduais, não quer dizer que 
não comente crime contra o militar integrante de força auxiliar, nem contra 
juiz auditor da justiça militar. Não comete crime militar pelo fato da natureza 
do serviço policial militar não ser civil, ou no caso do juiz auditor de não ser 
militar (no disposto do artigo 9º), mas comete crime de competência da 
justiça comum, pois o dispositivo constitucional não quis dar “imunidade” 
aquele que age contrário à lei, mas sim estabelece a competência para 
apreciação de crimes praticados por policiais militares e bombeiros militares.
Assim, aplicar-se-á Código Penal comum no que concerne aos atos 
contrários à lei praticados por civis contra os integrantes das forças auxiliares 
e o juiz auditor da justiça estadual.
Um outro aspecto a ser considerado na oitiva do ofendido é que o 
mesmo não está obrigado a responder pergunta que possa incrimina-lo, ou 
seja, estranha ao processo (artigo 313) e se mentir, não estará sujeito a sanção 
alguma, visto que o ofendido não presta compromisso, conforme já 
mencionado supra.
Da oitiva do indiciado
A alínea “c” do artigo 13 prevê a oitiva do indiciado, sendo este o 
suspeito da prática do ato ilícito objeto da apuração. 
Como já foi visto ao comentarmos o artigo 9º, feita a denúncia, será 
renovada em juízo, a ouvida, em caráter provisório, do agora acusado, sendo 
instrutórios somente os exames, perícias e avaliações realizadas regularmente 
no curso do inquérito por peritos idôneos e com obediência às formalidades 
do CPPM (parágrafo único do artigo 9º).
A inquirição (a termologia é “declarações” do ofendido, “depoimento” 
da testemunha, “inquirição” do indiciado (acusado)), exceto em caso de 
urgência inadiável, deve ser feita durante o dia, entre o período de sete às 
dezoito horas, sendo verificado pelo escrivão no termo de inquirição, a ora do 
início e término do mesmo (artigo 19).
Na inquirição, será consignado o nome, a idade, filiação, estado civil, 
naturalidade, posto ou graduação (militar), função, a que OPM está servindo, 
profissão (civil) e residência. Em seguida, será lido o documento que deu 
origem ao procedimento apuratório (Portaria, parte, etc...), para logo após, o 
indiciado narrar os fatos, culminado com as perguntas feitas pelo encarregado 
(a respeito do tema há os Cadernos de Polícia de nº 3 e 4 editados pela 
PMERJ em 1994).
 
Bol da PM nº. 138 – 26Ago2008 – pág. 33
INSTRUÇÃO DE INQUÉRITO POLICIAL MILITAR – TRANSCRIÇÃO DE OFÍCIO DA
AJMERJ.
ORIGEM: Ofício nº 032/2008/GAB - AJMERJ.
Pelo presente, faço saber a Briosa Corporação, através do Ilustríssimo Corregedor, que esta
AJMERJ, como casa de Justiça, visando atender melhor a necessidade dos valorosos Policiais
Militares que se encontram, por algum motivo, respondendo a algum processo ou que tenham a
necessidade de usar esta casa para obter algum benefício como, por exemplo, certidões ou, até
mesmo, ser agraciado com benefícios que lhe são garantidos por lei, bem como, considerando o
que preconceitua o Art. 9º, do CPPM, que diz, que o Inquérito Policial Militar é a apuração
sumária do fato, que, nos termos legais, configure crime militar, e de sua autoria. Tem o
caráter de instrução provisória, cuja finalidade precípua é a de ministrar elementos
necessários à propositura da ação penal, é que DETERMINO que todos os Inquéritos Policiais
Militares, a partir desta data, venham instruídos da Ficha Disciplinar do Militar investigado,
bem como, que seja o referido investigado qualificado, constando em sua qualificação, o nome
do Pai, nome da Mãe, Data de Nascimento, e o número do IFP do militar
informações são imprescindíveis para a melhor instrução dos procedimentos nesta AJMERJ.
DETERMINO, ainda, que os Autos de Prisões em Flagrantes, sejam também instruídos com as
qualificações referidas acima, Nome do Pai, Nome da Mãe, Data de Nascimento e o número do
IFP do militar preso.
ANA PAULA MONTE FIGUEIREDO PENA BARROS
Juíza Auditora
Em consequência, este Comandante Geral determina aos Comandantes, Chefes e Diretores de OPM
que procedam nos termos da presente promoção judicial, sob pena de ficar prejudicado a instrução
do procedimento investigatório. 
(Nota nº 4337– 26/Ago/08 – CIntPM)
Caso o indiciado seja menor de vinte e um anos, deverá ser nomeado 
um curador para assisti-lo durante a inquirição ou outros atos que tenha de 
participar. 
A lei não diz da necessidade de haver testemunhas para ato de 
inquirição, como o faz no Código de Processo Penal (artigo 6º, V), porém, a 
mesma não proíbe, sendo relevante a presença de testemunhas, a fim de ilidir 
possíveis especulações posteriores a respeito de coação ou violência durante 
o ato, devendo-se observar que as mesmas não podem ser de posto ou 
graduação inferior ao acusado, visto não coadunar tal situação com os 
princípios militares (hierarquia e disciplina).
 
Da incomunicabilidade do indiciado
“O encarregado do inquérito poderá manter incomunicável o indiciado, 
que estiver legalmente preso, por três dias no máximo.”
Difere, pois, do Código de Processo Penal comum, onde a 
incomunicabilidade do indiciado deverá ser decretada por despacho 
fundamentado do juiz (artigo 21 do CPP).
A incomunicabilidade não se estende ao advogado do indiciado, que 
por força da Lei 8.906, em seu artigo 7º, III, tem o direito de: 
“comunicar-se com seus clientes, pessoal e reservadamente, mesmo 
sem procuração, quando estes se acharem presos, detidos ou recolhidos em 
estabelecimento civis ou militares, ainda que considerados incomunicáveis.” 
Há na doutrina entendimento de que a incomunicabilidade do indiciado 
está revogada por força do artigo 136, parágrafo 3º, inciso IV, da 
Constituição Federal, que estabelece o seguinte:
“Omissis, 
IV – É vedada a incomunicabilidade do preso.”
Tal posição diz respeito ao capítulo destinado ao Estado de Defesa e 
Estado de Sítio, e por isso, ensina FERNANDO DA COSTA TOURINHO:
“Ora se durante o estado de defesa, quando o governo deve tomar 
medidas enérgicas para preservar a ordem pública ou a paz social, ameaçadas 
por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidos por calamidades 
de grandes proporções na natureza, podendo determinar medidas coercitivas, 
destacando-se restrições aos direitos de reunião, ainda que exercida no seio 
das associações, o sigilo da correspondência e o sigilo de comunicação 
telegráfico e telefônico, havendo até prisão sem determinação judicial, tal 
como disciplinado no artigo 136 da CF, não se pode decretar a 
incomunicabilidade do preso (cf. CF, artigo 136, parágrafo 3º, IV),com muito 
mais razão não há que se falar em incomunicabilidade na fase do inquérito 
policial.” (Processo penal, v. I, 1993. p, 194)
Entendemos que mesmo com o brilhante argumento do renomado 
jurista, a incomunicabilidade vigora, pois está na lei - CPPM – 
consubstanciado na Lei 8.906/94 – OAB -, que dispõe o direito do advogado 
se comunicar com o seu cliente, mesmo no período de incomunicabilidade.
Da declaração do indiciado
O artigo 18 regula tal ato, que tem a natureza de medida cautelar, 
dispondo o seguinte:
“Independentemente de flagrante delito, o indiciado 
poderá ficar detido, durante as investigações 
policias, até trinta dias, comunicando-se a detenção 
à autoridade judiciária competente. Esse prazo 
poderá ser prorrogado, por mais vinte dias, pelo 
comandante da Região, Distrito Naval ou Zona 
Aérea, mediante solicitação fundamentada do 
encarregado do inquérito e por via hierárquica.”
 
A ConstituiçãoFederal em seu inciso LXI, do artigo 5º, que JOSÉ 
AFONSO DA SILVA chama de garantia jurisdicional penal, mas 
precisamente, de garantia do juiz competente (Curso de direito constitucional 
positivo, 9ª ed., 1993, pp. 383 e 384), prevê o seguinte, in verbis:
“Ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e 
fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de 
transgressão militar ou crime propriamente militar definidos em lei.”
A lição que temos ao ler o artigo 18 do CPPM e o inciso LXI do artigo 
5º da CF, e que a prisão cautelar precisa, para sua realização de que o 
indiciado tenha cometido crime propriamente militar e que o juiz competente 
seja comunicado de tal fato.
A Constituição menciona em “crime propriamente militar”, mas sim, 
crimes militares, seja em tempo de paz (artigo 9º), e em tempo de guerra 
(artigo 10). Logo, a doutrina se encarrega de fazer a divisão de crime militar 
em crime propriamente militar e crime impropriamente militar, sendo o 
primeiro diretamente ligado aos crimes que ofendam a disciplina e o dever 
militar, tais como a insubordinação, o abandono de posto etc. (JOSÉ DA 
SILVA LOUREIRO NETO, Direito penal militar, 1992, p. 32) 
O parágrafo único prevê, ainda, a solicitação, pelo encarregado, à 
autoridade judiciária competente de prisão preventiva ou menagem, durante a 
prisão cautelar do indiciado. 
A prisão preventiva está regulada nos artigos 254 a 261 do CPPM e, ao 
ser requisitada, deve se valer dos seguintes elementos: prova do fato 
delituoso, criminal, periculosidade do indiciado; segurança da aplicação da 
lei penal militar e na exigência da manutenção das normas ou princípios de 
hierarquia e disciplina militares, quando ficarem ameaçados ou atingidos com 
a liberdade do indiciado (artigo 254 e 255 do CPPM).
A mensagem, que está regulada nos artigos 263 a269 do CPPM 
consiste numa:
“prisão fora do caráter, concedida a militares assemelhados ou civis 
sujeitos à justiça militar que se obrigam, sob palavra, a permanecer no lugar 
indicado pela autoridade competente que a concede, seja a própria habitação, 
ou uma vila, cidade, navio ou fortaleza, onde eles podem transitar 
livremente.” (Manual de inquérito policial militar e auto de prisão em 
flagrante delito, M-5, 1985, p.90).
Condução coercitiva
Quando à falta do indiciado para ser inquirido, segundo FERNANDO 
DA COSTA TOURINHO FILHO, da margem à conduta coercitiva, dentro 
do princípio “inquisitio sine coercitione nula est...(Processo Penal, v 1, 1993, 
p. 222).
Na verdade, não há na lei, regra que estabeleça tal sanção, visto ser o 
interrogatório “um ato bivalente, pois é ao mesmo tempo meio de prova e 
meio de defesa”, segundo JOSÉ DA SILVA LOUREIRO NETO (Lições de 
processo penal militar, 1992, p. 27), constituído, portanto, a falta do 
indiciado, elemento para a formação do convencimento do juiz, conforme a 
regra do artigo 308.
No caso de ser o indiciado militar, não há de ser falar em falta, a não ser
por motivo justo, pois estará infringido a regra do artigo 163, do CPPM, de 
recusa de obediência. 
Entretanto que não há base legal a condução coercitiva do indiciado, 
prevalecendo o inciso II do artigo 5º da Constituição Federal, de que ninguém 
é obrigado a fazer ou deixar de fazer nada, sendo senão em virtude de lei, 
observando, ainda que o acusado pode até recusar-se a comparecer à 
instrução criminal (artigo 411).
STF-HC 107644 -Relator: Min. RICARDO LEWANDOWSKI,
ADPF 444, Relator: Min. GILMAR MENDES
 
HABEAS CORPUS 107.644 SÃO PAULO 
RELATOR: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 
https://stf.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/20621660/habeas-corpus-hc-107644-sp-stf/inteiro-teor-110022542?ref=juris-tabs
http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADPF&s1=444&processo=444
PACTE.(S):ALESSANDRO RODRIGUES
IMPTE.(S):RENEÉ FERNANDO GONÇALVES 
MOITAS
COATOR(A/S)(ES):SUPERIOR TRIBUNAL DE 
JUSTIÇA 
EMENTA: HABEAS CORPUS. 
CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. 
CONDUÇÃO DO INVESTIGADO À 
AUTORIDADE POLICIAL PARA 
ESCLARECIMENTOS. POSSIBILIDADE. 
INTELIGÊNCIA DO ART. 144, § 4o, DA 
CONSTITUIÇÃO FEDERAL E DO ART. 6o DO 
CPP. DESNECESSIDADE DE MANDADO DE 
PRISÃO OU DE ESTADO DE FLAGRÂNCIA. 
DESNECESSIDADE DE INVOCAÇÃO DA 
TEORIA OU DOUTRINA DOS PODERES 
IMPLÍCITOS. PRISÃO CAUTELAR 
DECRETADA POR DECISÃO JUDICIAL, 
APÓS A CONFISSÃO INFORMAL E O 
INTERROGATÓRIO DO INDICIADO. 
LEGITIMIDADE. OBSERVÂNCIA DA 
CLÁUSULA CONSTITUCIONAL DA 
RESERVA DE JURISDIÇÃO. USO DE 
ALGEMAS DEVIDAMENTE JUSTIFICADO. 
CONDENAÇÃO BASEADA EM PROVAS 
IDÔNEAS E SUFICIENTES. NULIDADE 
PROCESSUAIS NÃO VERIFICADAS. 
LEGITIMIDADE DOS FUNDAMENTOS DA 
PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA 
ORDEM PÚBLICA E CONVENIÊNCIA DA 
INSTRUÇÃO CRIMINAL. ORDEM 
DENEGADA. 
I – A própria Constituição Federal assegura, em 
seu art. 144, § 4o, às polícias civis, dirigidas por 
delegados de polícia de carreira, as funções de 
polícia judiciária e a apuração de infrações 
penais. 
II – O art. 6o do Código de Processo Penal, por 
sua vez, estabelece as providências que devem ser 
tomadas pela autoridade policial quando tiver 
conhecimento da ocorrência de um delito, todas 
dispostas nos incisos II a VI. 
III – Legitimidade dos agentes policiais, sob o 
comando da autoridade policial competente (art. 
4o do CPP), para tomar todas as providências 
necessárias à elucidação de um delito, incluindo-
se aí a condução de pessoas para prestar 
esclarecimentos, resguardadas as garantias legais 
e constitucionais dos conduzidos.
IV – Desnecessidade de invocação da chamada 
teoria ou doutrina 
dos poderes implícitos, construída pela Suprema 
Corte norte-americana e e incorporada ao nosso 
ordenamento jurídico, uma vez que há previsão 
expressa, na Constituição e no Código de 
Processo Penal, que dá poderes à polícia civil 
para investigar a prática de eventuais infrações 
penais, bem como para exercer as funções de 
polícia judiciária. 
V – A custódia do paciente ocorreu por decisão 
judicial fundamentada, depois de ele confessar o 
crime e de ser interrogado pela autoridade 
policial, não havendo, assim, qualquer ofensa à 
clausula constitucional da reserva de jurisdição 
que deve estar presente nas hipóteses dos incisos 
LXI e LXII do art. 5o da Constituição Federal. 
VI – O uso de algemas foi devidamente 
justificado pelas circunstâncias que envolveram o 
caso, diante da possibilidade de o paciente 
atentar contra a própria integridade física ou de 
terceiros. 
VII – Não restou constatada a confissão mediante 
tortura, nem a violação do art. 5o, LXII e LXIII, 
da Carta Magna, nem tampouco as formalidade 
previstas no art. 6o, V, do Código de Processo 
Penal. 
VIII – Inexistência de cerceamento de defesa 
decorrente do indeferimento da oitiva das 
testemunhas arroladas pelo paciente e do pedido 
de diligências, aliás requeridas a destempo, haja 
vista a inércia da defesa e a consequente 
preclusão dos pleitos. 
IX – A jurisprudência desta Corte, ademais, 
firmou-se no sentido de que não há falar em 
cerceamento ao direito de defesa quando o 
magistrado, de forma fundamentada, lastreado 
nos elementos de convicção existentes nos autos, 
indefere pedido de diligência probatória que 
repute impertinente, desnecessária ou 
protelatória, sendo certo que a defesa do paciente 
não se desincumbiu de indicar, oportunamente, 
quais os elementos de provas pretendia produzir 
para levar à absolvição do paciente. 
X – É desprovido de fundamento jurídico o 
argumento de que houve inversão na ordem de 
apresentação das alegação finais, haja vista que, 
diante da juntada de outros documentos pela 
defesa nas alegações, a magistrada processante 
determinou nova vista dos autos ao Ministério 
Público e ao assistente de acusação, não havendo, 
nesse ato, qualquer irregularidade processual. 
Pelo contrário, o que se deu na espécie foi a 
estrita observância aos princípios do devido 
processo legal e do contraditório. 
XI – A prisão cautelar se mostra suficientemente 
motivada para a garantia da instruçãocriminal e 
preservação da ordem pública, ante a 
periculosidade do paciente, verificada pela 
gravidade in concreto do crime, bem como pelo 
modus operandi mediante o qual foi praticado o 
delito. Ademais, o paciente evadiu-se do distrito 
da culpa após a condenação. 
XII – Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O 
Vistos, relatados e discutidos estes autos, 
acordam os Ministros da Primeira Turma do 
Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da 
Senhora Ministra Cármen Lúcia, na 
conformidade da ata de julgamentos e das notas 
taquigráficas, por maioria de votos, denegar a 
ordem de habeas corpus, nos termos do voto do 
Relator, vencido o Senhor Ministro Marco 
Aurélio. 
Brasília, 6 de setembro de 2011. 
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 
 
ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE 
PRECEITO FUNDAMENTAL (Med. Liminar) - 
444
Origem: DISTRITO FEDERAL
Entrada no STF: 14/03/2017
Relator: MINISTRO GILMAR MENDES
Distribuído: 14/03/2017
Partes: Requerente: CONSELHO FEDERAL 
DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - 
CFOAB (CF 103, VII)
Requerido :PRESIDENTE DA REPÚBLICA
 
Dispositivo Legal Questionado
 Art. 260 do Decreto-Lei n° 3689, de 03 de 
outubro de 1941, do Código do
Processo Penal (CPP).
 
 Decreto-Lei n° 3689, de 03 de outubro de 1941
 
 Código de Processo Penal.
 Art. 260 - Se o acusado não atender à 
intimação para o interrogatório, 
reconhecimento ou qualquer outro ato que, sem 
ele, não possa ser realizado, a autoridade 
poderá mandar conduzí-lo à sua presença.
 Parágrafo único - O mandado conterá, além 
da ordem de condução, os requisitos 
mencionados no art. 352, no que lhe for aplicável.
Fundamentação Constitucional
- Art. 005°, LXIII, LIV e 0LV, § 002°
Resultado da Liminar
Decisão Monocrática - Liminar Deferida
Resultado Final
Procedente
Decisão Final
 Após o voto do Ministro Gilmar Mendes 
(Relator), não conhecendo do agravo interposto 
pela Procuradoria-Geral da República contra a 
liminar e julgando procedente a arguição de 
descumprimento para pronunciar a não 
recepção da expressão
“para o interrogatório”, constante do art. 260 do 
Código de Processo Penal, e declarar a 
incompatibilidade com a Constituição Federal 
da condução coercitiva de investigados ou de 
réus para interrogatório , sob pena de 
responsabilidade
disciplinar, civil e penal do agente ou da 
autoridade e de ilicitude das provas obtidas, sem 
prejuízo da responsabilidade civil do Estado, o 
julgamento foi suspenso. Falaram: pelo 
requerente, o Dr. Juliano José Breda; pela 
Procuradoria-Geral da
República, o Dr. Luciano Mariz Maia, Vice 
Procurador-Geral da República; pelo amicus 
curiae Associação dos Advogados de São Paulo 
- AASP, o Dr. Leonardo Sica; e, pelo amicus 
curiae Instituto dos Advogados Brasileiros - 
IAB, o Dr. Técio Lins e
Silva . Presidência da Ministra Cármen Lúcia.
 - Plenário, 7.6.2018.
 Após o voto do Ministro Alexandre de 
Moraes , que julgava parcialmente procedente 
o pedido, nos termos de seu voto, e os votos dos 
Ministros Edson Fachin, que julgava 
parcialmente procedente o pedido, nos termos de 
seu voto, no que foi
acompanhado pelos Ministros Roberto Barroso e 
Luiz Fux , e o voto da Ministra Rosa Weber, 
que acompanhava o voto do Ministro Gilmar 
Mendes (Relator), o julgamento foi suspenso. 
Presidência da Ministra Cármen Lúcia.
 - Plenário, 13.6.2018.
 O Tribunal, por maioria e nos termos do voto 
do Relator, não conheceu do agravo interposto 
pela Procuradoria - Geral da República contra 
a liminar concedida e julgou procedente a 
arquição de descumprimento de preceito 
fundamental , para pronunciar a não recepção 
da expressão “ para o interrogatório”, 
constante do art. 260 do CPP, e declarar a 
incompatibilidade com a Constituição Federal da 
condução coercitiva de investigados ou de réus 
para interrogatório, sob pena de 
responsabilidade disciplinar, civil e penal do 
agente ou da autoridade e de ilicitude das provas 
obtidas , sem prejuízo da responsabilidade civil 
do Estado. O Tribunal destacou, ainda, que esta 
decisão não desconstitui interrogatórios 
realizados até a data do presente julgamento, 
mesmo que os interrogados tenham sido 
coercitivamente conduzidos para tal ato. 
Vencidos, parcialmente, o Ministro Alexandre de 
Moraes, nos termos de seu voto, o Ministro 
Edson Fachin, nos termos de seu voto, no que foi 
acompanhado pelos Ministros Roberto Barroso, 
Luiz Fux e Cármen Lúcia (Presidente).
 - Plenário, 14.6.2018.
 - Acórdão, DJ 22.05.2019.
 
Da confissão do indiciado
A confissão não é prova absoluta, uma vez que o juiz, para o seu livre 
convencimento, terá de confronta-la com as demais provas obtidas. Segundo 
DAMASIO E. DE JESUS (Código de processo penal anotado, comentado ao 
artigo 197).
“a confissão policial por si só, nada significa. Se o 
juiz, na sentença, leva em conta a confissão 
extrajudicial porque 'corrobora por outras provas', 
cremos que está considerando ' as outras provas', 
pouco tendo em validade, senão nenhuma, a 
confissão policial. Esta, obtida sem o contraditório, 
acreditamos ser um nada em matéria probatória. 
Quando muito serve de elemento de convicção do 
acusado para o início da ação penal.”
 
Assim, se durante o inquérito houver confissão do indiciado, o 
encarregado deverá, mesmo assim, procurar prova para ratificar ou não tal 
ato, prosseguindo o inquérito normalmente.
Da oitiva de testemunhas
Testemunha é a:
“pessoa chamada a depor no inquérito, por ser 
conhecedora do fato de uma forma qualquer 
(Manual do Inquérito Policial Militar de Minas 
Gerais).”
 
Logo, tanto pode ser a de visu – viu, quando às de audito, e aqueles que 
forem citadas pelo acusado, pelo ofendido ou pela parte, mesmo não vendo 
nem ouvindo sobre o fato.
O encarregado do inquérito terá de observar o horário para o 
depoimento, que deverá ser no período compreendido entre às sete e dezoito 
horas, lavrando-se o termo o escrivão do horário de início e fim do ato, 
devendo ainda tal depoimento não ser por mais de quatro consecutivas, 
facultado o descanso de meia hora, se tiver de depor além daquele tempo. 
Poderá, ainda, prosseguir o depoimento, se o mesmo não for concluído às 
dezoito horas, no dia seguinte em horário determinado pelo encarregado, 
mesmo não sendo dia útil, em caso de urgência, ou no próximo dia útil 
(artigo 19 e 33). 
No depoimento o encarregado observará a regra contida no artigo 301 
para a confecção do IPM, que é a aplicação no IPM dos dispositivos previstos 
no Título XV (Dos atos probatórios).
Assim, o encarregado deverá intimar as testemunhas declarando o seu 
fim, designando a data e horário de comparecimento, sendo este obrigatório, 
salvo motivo de força maior devidamente justificado, caso contrário, a 
testemunha ficará sujeita à condução coercitiva e multa. Havendo recusa ou 
resistência da testemunha, poderá está ainda ser presa por período não 
superior a quinze dias, sem prejuízo do processo penal por crime de 
desobediência (artigo 347) (Entendemos que, no que tange ao civil, tais 
sanções serão aplicadas pelo juiz, visto que a Constituição, ao que concerne 
aos direitos e garantias fundamentais, aos direitos individuais, limitou tais 
garantias à lei e somente por determinação judicial tais garantias podem ser 
alteradas. Logo, o mandado de condução é a restrição do direito de ir e vir, 
insculpido na Constituição Federal, o que requer por parte do encarregado a 
solicitação ao judiciário da expedição de tal mandado).
O artigo 301 do CPPM, que versa sobre a observância no inquérito da 
disposições das testemunhas que dizem respeito às testemunhas e sua 
acareação, ao reconhecimento de pessoas e coisas, aos atos periciais e a 
documentos previstos no Título (Dos probatórios), bem como qualquer outras 
que tenham pertinência com a apuração do fato delituoso e sua autoria,vem a 
dar respaldo para a condução coercitiva de testemunha no inquérito (artigo 
347), bem como a sujeição da mesma à multa e prisão, no caso de resistência, 
bem como a responder criminalmente pelo crime de desobediência. 
Daí, valer no IPM, a intimação da testemunha que a mesma poderá 
sofrer sanções pelo não cumprimento da ordem ali expedidas. 
No inquérito policial comum, visto o Código de Processo Penal não 
conter tal dispositivo conferido somente a autoridade policial a observância 
no que diz respeito ao indiciado (artigo 6º, V), não se pode notificar visto não 
existir na lei obrigatoriedade da testemunha depor no inquérito policial, o que 
feriria o disposto no artigo 5º, inciso II da Constituição Federal onde:
“ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer 
alguma coisa senão em virtude de lei.”
 
A requisição de militar ou funcionário público para depor far-se-á ao 
respectivo chefe encarregado, devendo o chefe, se o encarregado for inferior 
hierárquico, fazer a ressalva das penas do parágrafo 2º do artigo 347 (artigo 
349).
No termo de depoimento, a testemunha deverá declarar o nome, idade, 
naturalidade, filiação, estado civil, profissão (posto ou graduação, se militar), 
residência (onde serve, se militar), se é parente e em que grau do acusado e 
do ofendido (a expressão que versa sobre tal indagação é: “aos costumes nada 
disse 'ou' aos costumes disse que é primo do acusado”), declarando o que 
sabe a respeito do fato que originou a apuração, prestando o compromisso de 
dizer a verdade sobre o que lhe for perguntado (artigo 352), ressalvado os 
casos em que as testemunhas for doente, deficiente mental, aos menores de 
quatorze anos, o ascendente, o descendente, o afim em linha reta, o cônjuge, 
ainda que divorciado, o irmão do iniciado, bem como pessoa que com ele 
tenha vínculo de colocação (parágrafo 2º do artigo 352).
Quaisquer pessoas poderão ser testemunhas (artigo 351), e deverão ser 
inquiridas separadamente de modo que não possa ouvir o depoimento da 
outra (artigo 353).
Não estão obrigadas a depor o ascendente, o descendente, o afim em 
linha reta, o cônjuge, ainda que divorciado, o irmão do acusado, bem como 
pessoa que, com ele, tenha vínculo de adoção, salvo quando não for possível, 
por outro modo, obter-se ou integrar-se a prova ao fato e de suas 
circunstâncias (artigo 354). 
Pode a testemunha residir em local distante ou outro estado, cabendo ao 
encarregado expedir carta precatória que será dirigida à autoridade militar 
superior do local onde a testemunha sirva ou resida, designando a autoridade 
oficial para tomar tal depoimento. Na expedição de carta precatória, este 
deverá instrui-la com cópia da parte que deu origem a apuração do fato e os 
quesitos formulados a fim de serem respondidos pela testemunha, além de 
ouros dados que julgar necessários (artigo 361), levando-se em consideração 
os requisitos da precatória (artigo 283).
Do reconhecimento de pessoas e coisas e acareações
O encarregado do IPM, visando a apuração escorreita do fato e d sua 
autoria e tendo testemunhas oculares e ofendido que afirma reconhecer o 
autor do fato delituoso, poderá proceder ao reconhecimento de pessoas e 
coisa, conforme prevê o artigo 368, in verbis:
“Quando houve necessidade de se fazer o 
reconhecimento de pessoa, proceder-se-á pela 
seguinte forma: 
 a) a pessoa que tiver de fazer o 
reconhecimento deverá convidada a descrever a 
pessoa que deva ser reconhecida; 
 b) a pessoa cujo reconhecimento se 
pretender, será colocada, se possível, ao lado de 
outra que com ela tiverem qualquer semelhança, 
convidando-se a apontá-la quem houver de fazer o 
reconhecimento;
 c) se houver razão para recear que a 
pessoa chamada para o reconhecimento, por efeito 
de intimação ou outra influência, não diga a 
verdade em face da pessoa que deve ser 
reconhecida, a autoridade providenciará para que 
não seja vista por aquela. 
 § 1º – o disposto na alínea e só terá 
aplicação no curso do inquérito. 
 § 2º – do ato de reconhecimento lavrar-se-
á termo pormenorizado, subscrito pela autoridade, 
pela pessoa chamada para proceder ao 
reconhecimento e por duas testemunhas 
presenciais.”
 
O artigo seguinte (artigo 369) prescreve a aplicação das cautelas 
estabelecidas no artigo 368, no que diz respeito ao reconhecimento de coisa.
Quando houver variedade de pessoas para efetuar reconhecimento de 
pessoas ou coisa, será feito individualmente, evitando-se o concurso entre as 
mesmas (artigo 370).
Da acareação
A acareação é o ato que visa esclarecer as divergências observadas nas 
declarações, depoimentos e inquirições. Segundo MAXIMILIANO 
CLAUDIO AMÉRICO FÜHRER (Resumo de processo penal, v. 6, 1995, 
p.36).
“... ás vezes, uma acareação bem conduzida muda 
completamente o rumo do inquérito ou do 
processo,” 
 
ressaltando, ainda, que
“A acareação deve ser feita de modo que os 
acareados expliquem, frente a frente, os pontos de 
divergência, devendo a autoridade consignar as 
palavras, bem como a autoridade de cada um.” 
 
A admissão da acareação é prevista no artigo 365, in verbis:
“A acareação é admitida, assim na instauração 
criminal como no inquérito, sempre que houver 
divergência em declarações sobre fatos ou 
circunstâncias relevantes: 
 a) entre relevantes;
 b) entre acusados;
 c) entre acusado e testemunhas;
 d) entre acusado ou testemunhas e a pessoa 
ofendida;
 e) entre as pessoas ofendidas.”
 
Será explicado pelo encarregado os pontos de divergência, reinquirindo 
em seguida cada um por si e, em seguida, na presença do outro, sendo 
lavrado à termo (artigo 366).
No caso de ausência de uma das testemunhas, que apresente 
divergência, prevalecerá os pontos da testemunha presente (artigo 367).
Determinação de exames perícias
Como já foi dito anteriormente, os exames perícias e avaliações 
realizados no curso do inquérito, são efetivamente, ou seja, não serão 
renovados em juízo.
O Capítulo V, que compreende os artigos 314 a 346, trata do assunto, 
sendo necessário maiores comentários dado o caráter auto explicativo dos 
referidos artigos. 
A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro possui um núcleo de 
criminalística (NU/CCPMERJ), onde são realizados exames e perícias mais 
afetos aos crimes militares.
A nota de instrução nº 011/93 da PMERJ, trata da solicitação de tais 
exames, trazendo, ainda, os modelos de solicitação de indicação de peritos e 
exames, e o termo de compromisso de perito, conforme transcrição do 
mesmo na parte da presente monografia (anexo).
Na formulação de quesitos, o encarregado poderá solicitar aqueles que 
achar necessários, devendo ser específicos, simples e se sentido inequívoco, 
não podendo ser sugestivo, nem conter implícita a resposta (artigo 317).
Formularemos alguns quesitos, conforme o tipo de delito, baseados no 
Decreto nº 5.141, de 25 de outubro de 1996 (do Estado de Minas Gerais), que 
aprova o formulário de quesitos para exames periciais, e no Manual de 
Inquérito Policia Militar da PMERJ (M-5).
Sanidade mental
1º – O paciente submetido a exame era, ao tempo da ação ou omissão, 
por motivo de doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou 
retardado, inteiramente incapaz de entender o caráter criminoso do fato ou de 
determinar-se de acordo com esse entendimento? 
2º – O paciente submetido a exame não possui, ao tempo da ação ou 
omissão, em virtude de perturbação da saúde mental ou por desenvolvimento 
mental incompleto ou retardado, a plena capacidade de entender o caráter 
criminoso do ato ou determinar-se de acordo com esse entendimento? 
3º – Qual essa doença mental ou de que natureza era essa perturbação 
mental? 
4º – Que grau de desenvolvimento mental apresenta o paciente 
submetido ao exame?
Menores de dezoito anos
1º O paciente submetido a exame é menor ou maior de dezoito anos de 
idade?
Embriaguez
1º - O paciente está embriagado pelo álcool ou por substância de efeitos 
análogos?
2º – essa embriaguez é completa ou incompleta? 
3º – O paciente emvirtude da embriaguez, era ao tempo da ação ou 
omissão, inteiramente incapaz de atender o caráter criminoso do fato ou de 
determinar-se de acordo com esse entendimento? 
4º – O paciente, em virtude da embriaguez não possuía ao tempo da 
ação ou da omissão, a plena capacidade de entender o caráter criminoso do 
fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento? 
Homicídio
1º - Houve a morte? 
2º - Qual a causa da morte? 
3º – Qual o instrumento ou meio que produziu a morte? 
4º – A morte foi produzida com emprego de veneno, fogo, explosivo, 
asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que podia resultar 
perigo comum?
Homicídio culposo
1º - Houve a morte? 
2º - Qual a causa da morte? 
3º – Qual o instrumento ou meio que produziu a morte? 
4º – A morte foi inobservância de regra de profissão, arte ou oficio?
Lesões corporais
1º – Houve ofensa a integridade corporal ou à saúde do paciente? 
2º – qual instrumento ou meio que produziu a ofensa? 
3º - A ofensa foi produzida com emprego de veneno, fogo, explosivo, 
asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que podia resultar 
perigo comum? 
4º – Da ofensa resultou perigo de vida? 
5º – Da ofensa resultou incapacidade para as ocupações habituais por 
mais de trinta dias?
6º - Da ofensa resultou debilidade permanente de membro, sentido ou 
função; incapacidade permanente para o trabalho; enfermidade incurável; 
perda ou inutilização de membro, sentido ou função ou deformidade 
permanente?
Constrangimento ilegal
1º – Há lesão corporal ou outro vestígio, indicando ter havido emprego 
de violência contra o paciente? 
2º – Há vestígio indicando ter havido emprego de qualquer outro meio 
para realizar a capacidade de resistência do paciente? 
3º – Qual o meio empregado?
Sequestro ou cárcere privado
1º – O paciente apresenta sinal ou vestígios de grave sofrimento físico 
ou moral? 
2º – Esse sofrimento resultou ou pode ter resultado de maus tratos em 
sequestro ou cárcere privado?
3º – Esse sofrimento resultou ou pode ter resultado de natureza de 
detenção em sequestro ou cárcere privado?
Furto qualificado
1º – Houve destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da 
coisa? 
2º – Qual foi esse obstáculo?
3º – Houve escalada? 
4º – Houve destreza? 
5º – Qual o meio ou instrumento empregado? 
6º – Houve emprego de chave falsa? 
7º – E que época ocorreu o fato? 
8º – Qual o valor do bem subtraído?
Para exame do instrumento
1º – Qual o instrumento apresentado a exame?
2º – Esse instrumento é empregado usualmente para prática de furto?
Roubo
1º – Há lesão corporal, ou outro vestígio, indicando ter havido emprego 
de violência contra o paciente? 
2º – Há vestígios indicando ter havido emprego de qualquer outro meio 
para reduzir o paciente à impossibilidade de resistência? 
3º – Qual o meio ou instrumento empregado? 
4º – Da violência resultou morte? 
5º – Da violência resultou morte?
Extorsão
1º – Há lesão corporal ou outro vestígio, indicando ter havido emprego 
violência contra o paciente?
2º – Qual meio ou instrumento empregado?
3º – Da violência resultou lesão corporal de natureza grave?
4º – Da violência resultou morte?
Dano
1º – Houve destruição, inutilização ou detonação da coisa submetida a 
exame? 
2º – Qual o meio ou instrumento empregado? 
3º – Houve emprego de substância inflamável ou explosiva? 
4º – Qual o valor do dano causado?
Conjunção carnal
1º – Houve conjunção carnal? 
2º - houve ruptura do hímen? 
2º – Qual a data provável dessa ruptura?
4º – Há lesão corporal, ou outro vestígio, indicando ter havido emprego 
de violência e, no caso afirmativo, qual o meio empregado?
5º – Da violência resultou lesão corporal de natureza grave?
6º – Da violência resultou a morte da paciente?
7º – A paciente é maior de quatorze anos; ou ainda é maior ou menor de 
dezoito anos?
8º – A paciente é alienada ou doente mental?
9º – Houve qualquer outra causa que tivesse impossibilitado a paciente 
oferecer resistência?
Atentado ao pudor
1º – Houve a prática de ato libidinoso? 
2º – Em que consistiu?
3º - Há lesão corporal ou outro vestígio, indicando ter havido emprego 
de violência e, no caso afirmativo, qual o meio empregado?
4º – Da violência resultou lesão corporal de natureza grave?
5º – Da violência resultou a morte do paciente?
6º – O paciente é maior ou menor de quatorze anos; ou é maior ou 
menor de dezoito anos?
7º – O paciente é alienado mental?
8º – Houve qualquer outra causa que impossibilitou o paciente de 
oferecer resistência?
9º – (Caso tenha sido contra mulher), se resultou aceleração de parto ou 
aborto?
Incêndio
1º – Houve incêndio?
2º – Qual a natureza, finalidade e utilização da coisa incendiada?
3º – Onde se originou o incêndio?
4º – Qual a causa determinante?
5º – Foi acidental, proposital ou resultou de imprudência, negligência 
ou imperícia?
6º – O incêndio expôs a perigo a integridade física, a vida ou o 
patrimônio de outrem?
7º – Houve dano?
8º – Qual a sua extensão?
9º – Qual o seu valor?
Envenenamento
1º – Houve propinação de veneno ou por outro modo foi aplicado?
2º – Qual a espécie do veneno?
3º – A qualidade o a quantidade empregada poderia causar a morte?
4º – Não podendo causar a morte, produziu ou poderia produzir 
alteração profunda da saúde, pondo em risco a vida da pessoa?
5º – Em que consiste essa alteração?
Exame de armas 
(armas brancas)
1º - Qual a espécie submetida a exame?
2º – Quais suas características?
3º – No estado em que se apresentam, poderiam ter sido utilizadas 
eficazmente para a prática de crime?
4º – Apresenta alguma mancha?
5º – Qual a natureza da mancha?
(armas de fogo)
1º – Qual a natureza da arma submetida a exame e suas características 
principais?
2º – A arma tem capacidade para produzir disparo?
3º – A arma submetida a exame está ou não carregada?
4º – Em caso afirmativo, qual a natureza da carga?
5º – Pelos elementos coligidos no exame, podem os Senhores Peritos 
concluir tenha a mesma produzido disparos recentes?
6º – Quais a natureza e características do projétil submetido a exame? 
7º – O projétil em causa foi expedido pela arma ora examinado? 
8º – Qual a natureza e características do estojo submetido a exame?
9º – Pelos elementos coligidos no exame, podem os Senhores Peritos
afirmar ter sido o estojo em causa utilizado em disparo com a arma ora 
examinada?
Objetos de arrombamento
1º – Qual a natureza do objeto apresentado a exame e sua 
característica?
2º – O objeto ora examinado é próprio para arrombamento ou pode ser 
utilizado com eficiência para tal fim?
3º – Queiram os Senhores Peritos fornecer outros elementos que 
julgarem necessários. 
Um exame importante que não foi completamente mencionado é o 
exame de confronto balístico que visa a identificar um projétil arrecadado, 
seja na coisa ou na pessoa, com a arma de fogo usada pelo indiciado.
Às vezes, passa desapercebida tal arrecadação, visto constar no laudo 
cadavérico, que chegou já no final do IPM ou até mesmo não chegou até seu 
término. É de tal exame que irá se afirmar a autoria ou não do indiciado.
No Estado do Rio de Janeiro há o Instituto Médico Legal Afrânio 
Peixoto, que realiza exames concernentes à pessoa – lesão corporal, estupro, 
homicídio, etc... - e o Instituto de Criminalística Carlos Éboli, que realiza 
periciais sobre objetos – arma de fogo, arma branca, arrombamento, etc...
Normalmente, o IPM é instaurado pela autoridade militar, tendo sido os 
fatos registrados em delegacia policial, onde a própria unidade de polícia 
judiciária fez requisições de exames e periciais aos órgãos acima 
mencionados. Neste caso, o encarregado do IPM, solicitara a cópia do 
Registro de Ocorrência (RO), ou a cópia do Auto de Prisão em Flagrante, 
onde de posse do número do memorando de requisição de exames e periciais 
feitas pela delegacia, mencionará em sua solicitação o referido número. Tal 
menção se dá devido ao controle de tais órgãos estarem ligados aos mesmos 
númerosdos memorandos.
No caso de ter sido feito a perícia pelo Centro de Criminalística da 
Polícia Militar (CCrim/PMERJ) onde só são realizadas periciais em objetos, 
não faz necessidade de tal alusão.
Da avaliação e identificação da coisa subtraída, desviada, destruída 
ou danificada ou da qual houve indébita apropriação (alínea g, artigo 13)
É importante tal ato pelo encarregado tendo em vista que o objeto 
jurídico protegido pela norma é a propriedade, a posse e a detenção de um 
bem móvel, e a avaliação e identificação do bem dá a amplitude do mesmo e 
determina a sua existência, caracterizando-se assim uma perda patrimonial, 
uma lesão ao direito do ofendido.
Tal avaliação é importante, também, para a dosagem da pena, onde, 
segundo a regra do parágrafo 1º do artigo 240 do CPPM, poderá ser a pena 
diminuída ou desclassificada, em virtude do pequeno valor do bem, sendo 
requisito, porém, que o réu seja primário, verbis:
“omissis, 
parágrafo 1º: se o agente é primário e é de pequeno 
valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena 
de reclusão, pela detenção, diminui-la de um a dois 
terços, ou considerar a infração como disciplinar. 
Entende-se pequeno valor que não exceda a um 
décimo da quantia mensal do mais alto salário 
mínimo do pais.”
 
O mesmo ocorre com o crime de dano, previsto no artigo 260 do com.
Das buscas e apreensões
A busca e apreensão de instrumentos e objetos do crime pode se dar no 
próprio locus delict, no domicílio ou na própria pessoa. No que tange a busca 
e apreensão no locus delict, não traz tal ato dificuldade para o encarregado. 
Quando a busca e apreensão no domicilio e na pessoa, discorreremos a 
seguir.
Da busca domiciliar
Pode haver, no transcorrer do inquérito, necessidade de ser realizar uma 
busca em determinado domicilio, que durante as investigações, tenha sido 
citado como o local que abriga criminosos ou objetos que tenham a ver com o 
delito apurado. 
Antes da Constituição de 1988, a autoridade policial podia realizar tais 
buscas sem mandado judicial. Atualmente, visto o artigo 5º, XI da Carta 
Magna, que traz o princípio da inviolabilidade do domicílio, somente se 
procede a busca domiciliar por determinação judicial. 
A respeito do assunto leciona JOÃO BOSCO R. MONTEIRO:
“Durante muito tempo a sociedade brasileira sofreu as consequências 
danosas para sua segurança com a invasão de lares a pretexto de busca e 
apreensão, sem mandados ou expedidos pela autoridade policial. Às vezes 
disfarçado em média de mera política, outras vezes à procura de um 
criminoso o certo e que se invadia com frequência o lar das pessoas com o 
propósito de efetuar prisões. Era fácil imaginar a insegurança em que vivia o 
cidadão, sabedor que a qualquer hora, inclusive a noite, sua casa poderia 
ser invadida pelas autoridades. Sua pessoa e a de sua família não 
desfrutavam, portanto, de qualquer segurança. Essa arbitrariedade e 
autoritarismo marcaram profundamente a nossa sociedade, deixando um 
saldo negativo e, até mesmo, estarrecedor, com a morte e desaparecimento 
de milhares de pessoas inocentes.” 
e prossegue:
“Todavia atualmente se a autoridade policial desejar empreender uma 
busca domiciliar, mesmo que pretenda fazê-lo pessoalmente, haverá 
indeclinável necessidade de ordem judicial. Se o juiz não autorizar, não será 
possível, e, se mesmo assim vier a acontecer, responderá a autoridade 
criminalmente, pois a entrada se deu sem formalidades legais.” (Da busca 
domiciliar, in Revista da Escola de Magistratura do Estado do Mato Grosso 
do Sul – ESMAGIS -nº 6, janeiro de 1994, pp. 11 e 12)
A busca domiciliar está regulada no Capítulo 1, do Título XIII do 
CPPM, onde se verifica a necessidade das seguintes observações: a finalidade 
da busca (artigo 172), onde o juiz, após analisar as razões contidas na 
solicitação do encarregado, com a lei, expedirá o mandado, que será prender 
criminosos; apreender coisas obtidas por meios criminosos ou guardados 
ilicitamente, apreender instrumentos de falsificação ou contrafação; 
apreender armas ou instrumentos utilizados na prática de crime ou destinados 
a fim delituoso; descobrir objetos necessários a prova da infração ou à defesa 
do acusado; apreender correspondência destinada ao acusado ou em seu 
poder, quando haja fundada suspeita de que o conhecimento do seu conteúdo 
possa ser útil à elucidação do fato; apreender pessoas vítimas de crime e 
colher elemento de convicção. 
O encarregado na solicitação ao juiz deverá também ter a noção do 
termo casa que, segundo o artigo 173 é qualquer compartimento habilitado, 
aposento ocupado de habitação coletiva e compartimento não aberto ao 
público, onde alguém exerce profissão ou atividade.
Não procede a solicitação ao juiz de mandado de busca pelo 
encarregado, no caso de hotel, hospedaria ou qualquer outra habitação 
coletiva, enquanto abertos, salvo o aposento ocupado, taverna, boate, casa de 
jogo e outros do mesmo gênero e a habitação usada como local para a prática 
de infrações penais (artigo 174). Neste último caso, o encarregado deve ter 
certeza absoluta, sendo recomendável, mesmo assim, a solicitação de 
mandado para o juiz competente.
A busca domiciliar só poderá ocorrer durante o dia. Não diz a lei o 
horário que compreende o termo dia, porém é feita analogia com o artigo 172 
do CPC, que menciona o horário compreendido entre às seis e dezoito horas.
1) Procedimento
No cumprimento do mandado de busca se levará em conta a presença 
do morador. Sendo este presente, o executor lerá o mandado, identificar-se-á, 
e dirá o que pretende, em seguida, convidará o morador a franquear a entrada, 
sob pena de a forçar se não for atendido, no interior da casa convidará o 
morador a apresentar a coisa ou pessoa procurada e, se não for atendido, ou 
se tratar a apresentar a coisa ou pessoa procurada e, se não for atendido, ou 
ser tratar de pessoa ou coisa incerta, procederá à busca; no caso de resistência 
do morador ou outra pessoa que tente prejudicar a busca, o executor poderá 
usar a força necessária para vencer tal resistência, podendo, ainda, arrombar 
móveis ou compartimentos que, presumidamente, possam abrigar objeto 
procurado (artigo 179). 
Estando o morador ausente ou a casa estiver desabitada, o executor 
tentará localizá-lo, a fim de dar ciência da diligência e, aguardará sua 
chegada, se ser imediata; não se encontrando o morador, o executor 
convidará a capaz, que deverá ser identificada para constar do respectivo 
auto, como testemunha da diligência, em seguida, o executor entrará na casa, 
arrombando-lhe, se necessário, efetuando a busca, rompendo, se preciso, 
todos os obstáculos ou compartimentos onde, presumidamente, possam estar 
as coisas ou pessoas procuradas, observando ainda, que tais rompimentos 
devem ser feitos com o menor dano possível (artigo 179, incisos I e II).
Da busca pessoal
Consiste a busca pessoal, na procura material, feita nas vestes, pastas, 
malas e outros objetos que se encontrem com a pessoa revistada e, quando 
necessário, no próprio corpo, conforme a dicção do artigo 180.
Normalmente, devido a oportunidade e, levando-se em conta que a 
expedição de um mandado judicial acarretará num possível prejuízo à 
diligência, a revista é realizada independentemente de mandado, quando feita 
no ato da captura da pessoa que deve ser presa; quando determinada no curso 
de busca domiciliar; quando ocorrer fundada suspeita de que alguém oculte 
consigo instrumento ou produto do crime; quando houver fundada suspeita de 
que revistando traz consigo objeto ou papéis que constituam corpo de delito 
e, quando feita na presença de autoridade judiciária (artigo 182).
A busca em mulher, a princípio, só pode ser realizada por outra mulher. 
Se importar em retardamento ou prejuízo da diligência, nada impede a 
dispensa da formalidade, sendo a revista efetuada por homem (artigo 183).
Do auto de busca e apreensão
O artigo 189 prescreve os requisitos do auto, que será lavrado quando 
finda a diligência, devendo ser o mesmoassinado por duas testemunhas, com 
declaração do lugar, dia e hora em que se realizou, com a citação das pessoas 
que a sofreram e das que nela tomaram parte ou as que tenham assistido, com 
as respectivas identidades, bem como, de todos os incidentes ocorridos 
durante sua execução. 
Constando do auto, ainda, ou fazendo parte em anexo devidamente 
rubricado pelo executor da diligência, a relação e a descrição das coisas 
apreendidas, com a especificação de marca, tipo, origem, se possível a data 
de fabricação de máquinas, veículos, instrumentos ou armas; título e o nome 
do autor no caso de livros e, a natureza, na hipótese de documentos (artigo 
189).
Da proteção de testemunhas e do ofendido
Tal medida visa impedir que os depoimentos e declarações sejam 
eivados pela ameaça do indiciado ou de terceiro.
Nos Batalhões de Polícia Militar, em sua maioria existem salas 
preparadas para o reconhecimento, são as chamadas “salas de manjamento”, 
em que a testemunha ou o ofendido não são vistos pelo indiciado, devido ao 
uso de um vidro espelhado que se permite a visão pela sala onde a 
testemunha ou o ofendido são instalados. 
O encarregado deve tomar certas medidas, a fim de evitar o possível 
constrangimento entre as pessoas envolvidas na apuração, não marcando para 
o mesmo dia as oitivas de ofendido e indiciado, ou da testemunha e indiciado. 
Há outras medidas que o encarregado, num caso mais extremo, poderá 
adotar, tais como a prisão cautelar do indiciado, com base no artigo 18 ou o 
requerimento, junto ao juiz auditor, da decretação da prisão preventiva, com 
base no artigo 255, b do CPPM.
No Brasil, no que diz respeito ás testemunhas e ofendidos que 
colaborem na apuração de crimes, não há, salvo as medidas paliativas acima 
adotadas, uma política para sua proteção, tendo que mais tarde, por conta 
própria, a pessoa sair do local onde reside. 
No congresso Nacional, há um projeto de lei que trata do assunto, 
estabelecendo medidas a serem adotadas na proteção de pessoas expostas a 
grave perigo, devido a colaboração em inquérito policial ou em processo 
penal. Tais medidas podem abranger os familiares, incluindo segurança na 
moradia com controle das telecomunicações, escolta de segurança – quando 
se trata de pessoa presa – transferência para aqueles que estão em liberdade, 
modalidades especiais de prisão, troca de identificação civil e assistência 
econômica.
A Itália e os Estados Unidos têm uma política de proteção àquelas que 
ajudam a justiça nas investigações, sendo que, atualmente, só na Itália há 
cerca de 1.412 pessoas protegidas, entre delatores, familiares e amigos. Nos 
Estados Unidos são cerca de 15.000 pessoas incluindo as famílias que 
recebem proteção estadual, sendo o custo de uma família de quatro pessoas 
de US$ 109.000 por ano, ao governo, sendo escolhido pelo programa, o lugar 
onde vão viver a testemunha e seus familiares, permitindo a troca de 
identidade (Folha de São Paulo, 14 de maio de 1995).
Reconstituição dos fatos
Parágrafo único – para verificar a possibilidade de haver sido a infração 
praticada de determinado modo, o Encarregado do Inquérito poderá proceder 
à reprodução simulada dos fatos, desde que esta não contrarie a moralidade 
ou a ordem pública, nem atente contra a hierarquia ou a disciplina militar.
Assistência do procurador
 Art. 14 – em se tratando da apuração de fato de excepcional 
importância ou de difícil elucidação, o encarregado do inquérito poderá 
solicitar do Procurador-Geral indicação de Procurador que lhe dê assistência.
Encarregado do Inquérito. Requisitos
 Art. 15 – Será encarregado, sempre que possível, Oficial de posto 
não inferior ao de Capitão; e, em se tratando de infração penal contra a 
segurança nacional, sê-lo-á, sempre que possível, Oficial Superior, atendida, 
em cada caso, e sua hierarquia, se Oficial o indiciado.
Sigilo do Inquérito
 Art. 16 – O inquérito é sigiloso, mas seu encarregado pode 
permitir que dele tome conhecimento o advogado do indiciado.
 
 
LEI Nº 13.245, DE 12 DE JANEIRO DE 2016.
Altera o art. 7o da Lei no 8.906, de 4 de julho de 1994 (Estatuto da Ordem dos Advogados do
Brasil).
 
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a
seguinte Lei:
Art. 1o O art. 7o da Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994 (Estatuto da Ordem dos Advogados do
Brasil), passa a vigorar com as seguintes alterações:
“Art. 7o .........................................................................
.............................................................................................
XIV - examinar, em qualquer instituição responsável por conduzir investigação, mesmo sem
procuração, autos de flagrante e de investigações de qualquer natureza, findos ou em andamento,
ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico ou
digital;
.............................................................................................
XXI - assistir a seus clientes investigados durante a apuração de infrações, sob pena de nulidade
absoluta do respectivo interrogatório ou depoimento e, subsequentemente, de todos os elementos
investigatórios e probatórios dele decorrentes ou derivados, direta ou indiretamente, podendo,
inclusive, no curso da respectiva apuração:
a) apresentar razões e quesitos;
b) (VETADO).
............................................................................................
§ 10. Nos autos sujeitos a sigilo, deve o advogado apresentar procuração para o exercício dos
direitos de que trata o inciso XIV.
§ 11. No caso previsto no inciso XIV, a autoridade competente poderá delimitar o acesso do
advogado aos elementos de prova relacionados a diligências em andamento e ainda não
documentados nos autos, quando houver risco de comprometimento da eficiência, da eficácia ou da
finalidade das diligências.
§ 12. A inobservância aos direitos estabelecidos no inciso XIV, o fornecimento incompleto de
autos ou o fornecimento de autos em que houve a retirada de peças já incluídas no caderno
investigativo implicará responsabilização criminal e funcional por abuso de autoridade do
responsável que impedir o acesso do advogado com o intuito de prejudicar o exercício da defesa,
sem prejuízo do direito subjetivo do advogado de requerer acesso aos autos ao juiz competente.”
(NR).
Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 12 de janeiro de 2016; 195o da Independência e 128o da República.
DILMA ROUSSEFF
José Eduardo Cardozo
Este texto não substitui o publicado no DOU de 13.1.2016
 
 
A Súmula Vinculante n. 14 do STF prevê que
“É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que,
já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia
judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa”.
 
 
A LEI 13.245/16 E SUAS REPERCUSSÕES JURÍDICAS E PRÁTICAS NAS INVESTIGAÇÕES
(Jusbrasil)
 
Da inobservância do direito de amplo acesso aos autos de investigação
A Lei 13.245/16 incluiu o § 12 no art. 7º da Lei 8.906/94, prevendo que “A inobservância aos
direitos estabelecidos no inciso XIV, o fornecimento incompleto de autos ou o fornecimento de
autos em que houve a retirada de peças já incluídas no caderno investigativo 
responsabilização criminal e funcional por abuso de autoridade do responsável que impedir o
acesso do advogado com o intuito de prejudicar o exercício da defesa
subjetivo do advogado de requerer acesso aos autos ao juiz competente.” (destaquei)
Da necessidade (ou não) de procuração para acessar os autos da investigação
O § 10 do art. 7º da Lei 8.906/94 prevê que “Nos autos sujeitos a sigilo, deve o advogado apresentar
procuração para o exercício dos direitos de que trata o inciso XIV.” (destaquei)
Inicialmente, é importante especificar quando haverá sigilo nos procedimentos investigatórios.
O sigilo subdivide-se em externo e interno.
O sigilo externo é a regra do inquérito policial e consiste no sigilo que a autoridadepolicial deve
manter da investigação em relação a terceiros, inclusive a imprensa.
Referido sigilo externo decorre da necessidade de preservar a imagem do investigado[4] (art. 5, X,
da CRFB/88) e da própria natureza da investigação, que muitas vezes tem seu sucesso condicionada
à manutenção de seu sigilo, em razão do elemento “surpresa”.
O sigilo interno refere-se aos que possuem interesse na investigação, sendo aplicável ao advogado e
ao investigado.
Nenhum dos dois sigilos são oponíveis à autoridade policial, ao juiz e ao promotor envolvidos no
caso.
Um exemplo de “sigilo interno” é a hipótese em que a autoridade policial esteja produzindo
elementos probatórios para realizar pedido de busca e apreensão ou pedido de interceptação
telefônica.
Portanto, em se tratando de diligências que ainda não foram realizadas ou que estão em andamento,
a defesa não possui direito ao acesso, sob pena da investigação restar infrutífera.
Feito os apontamentos sobre o “sigilo”, é importante analisar quando é necessária a exigência de
procuração.
Não está claro se o § 10 do art. 7º da Lei 8.906/94 abrange os sigilos em razão da lei, decretados
pela autoridade policial ou em razão de ordem judicial.
O art. 16 do Código de Processo Penal Militar prevê que o inquérito é sigiloso.
Art. 16. O inquérito é sigiloso, mas seu encarregado pode permitir que dele tome conhecimento o
advogado do indiciado. (destaquei)
Portanto, o sigilo nos inquéritos policiais militares decorre de lei, sendo que a autoridade policial
militar, denominado Encarregado, deve assegurar o sigilo do IPM, facultando acesso ao advogado
do investigado mediante procuração.
Outro exemplo de sigilo que decorre de lei encontra previsão no art. 234-B do Código Penal.
Art. 234-B. Os processos em que se apuram crimes definidos neste Título correrão em 
justiça. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) (destaquei)
Portanto, nos crimes contra a dignidade sexual, por imposição legal, os autos deverão tramitar em
segredo de justiça, sendo necessário advogado constituído para que tenha acesso aos autos.
Em relação ao inquérito policial, o art. 20 do Código de Processo Penal determina que a autoridade
policial assegure o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da sociedade.
Art. 20. A autoridade assegurará no inquérito o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido
pelo interesse da sociedade.
Pela redação do citado artigo é possível dizer que a autoridade policial possui certo grau de
discricionariedade ao avaliar o caso concreto e impor o sigilo necessário para o bom êxito da
investigação.
Assim sendo, é possível afirmar que nos inquéritos policiais os advogados terão acesso aos autos
sem necessidade de procuração, salvo se o Delegado houver decretado sigilo, ocasião em que será
necessária a procuração.
Nessa toada, Renato Brasileiro de Lima[5] ensina que “Se a autoridade policial verificar que a
publicidade das investigações pode causar prejuízo à elucidação do fato delituoso, 
sigilo do inquérito policial com base no art. 20 doCPP, sigilo este que não atinge a autoridade
judiciária e nem o Ministério Público”. (destaquei)
No tocante ao sigilo decorrente de ordem judicial (segredo de justiça), entendemos que o acesso ao
advogado com procuração, conforme o caso, deve ser concedido pelo juiz competente.
A Lei 12.850/13, que trata da organização criminosa, assevera o seguinte:
Art. 23. O sigilo da investigação poderá ser decretado pela autoridade judicial competente, para
garantia da celeridade e da eficácia das diligências investigatórias, assegurando-se ao defensor, no
interesse do representado, amplo acesso aos elementos de prova que digam respeito ao exercício do
direito de defesa, devidamente precedido de autorização judicial, ressalvados os referentes às
diligências em andamento.
Parágrafo único. Determinado o depoimento do investigado, seu defensor terá assegurada a prévia
vista dos autos, ainda que classificados como sigilosos, no prazo mínimo de 3 (três) dias que
antecedem ao ato, podendo ser ampliado, a critério da autoridade responsável pela investigação.
Respeitável doutrina e estudiosos do direito lecionam que o permissivo legal mencionado refere-se
às investigações que envolvam organizações criminosas, o que é perfeitamente aceitável e parece
ser o entendimento majoritário, mas não concordamos, pelas seguintes razões.
A uma, o fato do dispositivo estar previsto na Lei de Organizações Criminosas não impede sua
aplicação para casos semelhantes, mormente quando não houver previsão legal para outros casos,
devendo ser feita uma interpretação sistemática, podendo o art. 23 da Lei 12.850/13 ser aplicado
analogicamente.
De mais a mais, a própria lei não limitou a aplicação do art. 23 da Lei12.850/13, exclusivamente,
aos casos de organização criminosa.
A duas, deve-se aplicar a máxima de que “onde houver a mesma razão, aplica-se o mesmo direito”.
Na hipótese em que se tratar de investigação envolvendo organização criminosa, o próprio
legislador, dada a gravidade presumível e necessidade de garantia da celeridade e eficácia das
diligências investigatórias, impôs à investigação a necessidade de autorização judicial para que a
defesa acesse os autos da investigação sob segredo de justiça, o que não impede a aplicação da
mesma lógica para outros casos, igualmente, graves.
Imagine a hipótese em que uma associação criminosa (e não organização criminosa)[6]cometa
vários crimes graves, como uma séria de homicídios e tráfico de drogas, sendo fatos graves, cujo
sigilo para a investigação torna-se imperioso para o sucesso dessa.
Decretado o segredo de justiça, conforme o caso, somente com autorização judicial será possível
que o advogado constituído tenha acesso aos autos, em relação aos atos de diligência já realizados,
documentados e que não possam trazer prejuízo para futuras diligências.
Caso não fosse necessária autorização judicial para que a defesa acesse os autos sob segredo de
justiça, não haveria distinção entre o sigilo decretado pela autoridade policial e o segredo de justiça,
quanto à fase investigatória, na medida em que o sigilo decretado pela autoridade policial, por si só,
é suficiente para assegurar a vedação de acesso por terceiros e pela mídia. Os efeitos práticos em
relação ao acesso aos autos seriam os mesmos.
Observa-se ser possível que o juiz, ao decretar o segredo de justiça, autorize que a própria
autoridade policial conceda ao advogado constituído, o acesso aos autos da investigação.
Não se trata de cercear direito do defensor, mas sim de garantir o interesse público no êxito das
investigações, sem, no entanto, afrontar direitos fundamentais, que serão assegurados pelo juiz
competente.
Por fim, é importante frisar que quando o art. 7o da Lei 8.906/94, que trata dos direitos do
advogado quis se referir ao segredo de justiça, o fez expressamente, conforme disposto em § 1o, “1”
que diz que o direito de acesso do advogado aos processos judiciais ou administrativos,
bem como em relação à retirada dos autos de processos findos, mesmo sem procuração, não se
aplicam aos processos sob regime de segredo de justiça.
Portanto, o art.7o,§ 10da Lei8.906/94, ao mencionar a necessidade de procuração paraexaminar, em
qualquer instituição responsável por conduzir investigação, autos de flagrante e de investigações de
qualquer natureza, findos ou em andamento, sob sigilo, ainda que conclusos à autoridade, podendo
copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico ou digital, não se restringiu aos sigilos
decorrentes de ordem judicial (segredo de justiça), mas sim aos sigilos decorrentes de lei, por
imposição da autoridade policial ou mediante ordem judicial, uma vez que o próprio art. 7o, § 1o,
“1”, quando quis se referir a segredo de justiça, o fez expressamente. 
Das diligências em andamento 
O art. 7o, § 11 do Estatuto da OAB dispõe que “a autoridade competente poderá delimitar o acesso
do advogado aos elementos de prova relacionados a diligências em andamento e ainda não
documentados nos autos, quando houver risco de comprometimentoda eficiência, da
eficácia ou da finalidade das diligências.”
A Lei 12.527/11 - Lei Acesso à Informação - assegura o sigilo das informações que possam
comprometer atividades de inteligência, bem como de investigação ou fiscalização em andamento,
relacionadas com a prevenção ou repressão de infrações (art. 23, VIII).
Um fator essencial para o sucesso das investigações consiste no elemento “surpresa”. Isto é, muitas
investigações obtém sucesso em razão de seu sigilo e desconhecimento por parte dos investigados.
Portanto, as diligências em andamento, cujo conhecimento por parte do investigado ou do
advogado, possam comprometer a eficácia das investigações estão sob o manto do sigilo interno,
devendo ser de conhecimento exclusivamente das autoridades envolvidas (Juiz, Promotor, Delegado
de Polícia ou Encarregado do IPM).
Importante frisar que mesmo após a diligência estar concluída, caso dela possa derivar outras
diligências, a autoridade policial possui respaldo para não juntar ao inquérito, sob pena de
comprometer futuras diligências.
Assim sendo, o acesso do advogado aos autos de investigação restringem-se às diligências findas e
juntada aos autos, o que não obsta que o advogado acompanhe diligências em andamento, quando
essas não puderem sofrer prejuízo, como na hipótese em que a autoridade policial notifique a defesa
de ofício ou em razão de pedido do advogado, para apresentar quesitos a serem feitos ao perito que
analisará o computador apreendido ou fará o exame de corpo de delito, p. Ex.
Importante frisar que é direito do advogado requerer diligências à autoridade policial e a nova
previsão de que o defensor possui direito de “apresentar razões e quesitos” (art. 7o, XXI, a da Lei
8.906/95) no curso da investigação pouco altera a realidade, na medida em que o
art. 14 do CPP assegura ao advogado o direito de requerer "qualquer diligência", cuja realização
será decidida pela autoridade policial, o que não impede que a defesa consiga a realização da
diligência mediante ordem judicial ou requisição ministerial. 
Quando a lei se refere a apresentar “razões”, autoriza que o defensor apresente argumentos ou
pedidos com o fulcro de convencer a autoridade policial acerca de alguma decisão já tomada ou a
ser tomada, p. Ex., inclusive poderá apresentar uma espécie de “defesa” visando que a autoridade
policial não indicie seu cliente. 
Em se tratando de apresentação de “quesitos”, o advogado poderá formular perguntas ao
investigado, às testemunhas, aos peritos que elaborarão o laudo pericial, dentre outros. Frisamos ser
possível, inclusive, que o advogado apresente quesitos à própria autoridade policial sobre
determinados pontos da investigação. 
Do direito do advogado de acompanhar seu cliente durante o interrogatório ou depoimento no curso
das investigações
O art. 7o, XXI da Lei 13.245/16, com redação dada pela Lei 13.245/16, prevê que é direito do
advogado “assistir a seus clientes investigados durante a apuração de infrações, sob pena de
nulidade absoluta do respectivo interrogatório ou depoimento e, subsequentemente, de todos os
elementos investigatórios e probatórios dele decorrentes ou derivados, direta ou indiretamente,
podendo, inclusive, no curso da respectiva apuração: a) apresentar razões e quesitos”.
Assim, é possível afirmar que o advogado possui direito de acompanhar seu cliente durante a
audição em Auto de Prisão em Flagrante, Inquérito Policial Comum ou Militar, dentre outros
procedimentos. 
Nota-se que a Lei referiu-se à possibilidade do advogado assistir seus clientes investigados no
interrogatório (audição do investigado pela autoridade policial) ou depoimento (audição das
testemunhas).
Portanto, caso a defesa pleiteie à autoridade policial que seja notificada das audições a serem
realizadas no bojo do inquérito policial, em regra, deverá o advogado ser notificado com
antecedência para que possa acompanhar as audições, inclusive, podendo formular perguntas que
poderão ser indeferidas pela autoridade policial, de forma fundamentada, além de constar no termo
de audição. 
Observamos que a autoridade policial, mesmo diante do pedido do advogado para acompanhar
as audições, poderá deixar de notificar o advogado, na hipótese em que determinado depoimento
puder trazer informações relevantes que possam culminar em mandado de busca e apreensão,
interceptação telefônica, dentre outros.
A alteração na Lei cominou sanção de “nulidade absoluta”, caso haja descumprimento do direito do
advogado de assistir seus clientes durante a apuração de infrações. 
Ocorre que a jurisprudência do STF é pacífica de que “a demonstração de prejuízo, a teor do art.
563 do CPP, é essencial à alegação de nulidade, seja ela relativa ou absoluta, eis que “o âmbito
normativo do dogma fundamental da disciplina das nulidades pas de nullité sans grief compreende
as nulidades absolutas.”[7] e ainda que “para o reconhecimento de eventual nulidade, ainda que
absoluta, faz-se necessária a demonstração do prejuízo”[8]. 
Isto é, seja a nulidade absoluta ou relativa, deve haver prova de prejuízo para que seja reconhecida a
nulidade, sob pena do legislador criar uma espécie de “nulidade legislativa”, nessas hipóteses, sendo
que deve ser analisado caso a caso, de acordo com a realidade dos fatos e prejuízos efetivamente
ocorridos. 
Na hipótese de descumprimento do direito do advogado de acompanhar seus clientes nas
investigações, em se tratando de Auto de Prisão em Flagrante, esse poderá ser relaxado na
Audiência de Custódia ou quando da análise do APF. Em se tratando de inquérito policial, esse não
será nulo, mas a audição realizada e as provas produzidas em razão da audição poderão ser
declaradas nulas, se houver prova de prejuízo. 
O inquérito continua sendo inquisitivo? 
Com a publicação da Lei 13.245/16, rapidamente, diversos artigos e comentários afirmaram que o
inquérito deixou de ser inquisitivo, o que não prospera.
O inquérito policial continua sendo de natureza inquisitiva. Isto é, não há contraditório, nem ampla
defesa durante o inquérito. 
Aury Lopes[9], de forma didática, ao defender que o inquérito continua possuindo caráter
inquisitório, escreveu que: 
E o inquérito? Como sói ocorrer na maior parte dos sistemas de investigação preliminar, continua
sendo inquisitório, pois incumbe ao delegado (ou MP para os que assim pensam) presidir o
procedimento, praticar atos de investigação e também decidir nos limites legais, respeitando a
reserva de jurisdição. 
Sim, o delegado (ou o MP nos países que adotam esse modelo) toma diversas decisões ao longo da
investigação e ele mesmo realiza os atos de investigação, acumulando papéis. Nada anormal nisso
em se tratando de investigação preliminar.
Portanto, o fato de ampliarmos a presença do advogado, fortalecendo a defesa e o contraditório (no
seu primeiro momento segundo a concepção de Fazzalari, que é o da informação, esclareço antes de
ser criticado) não retira o caráter inquisitório do inquérito! Como muito poderíamos falar em
mitigação (mas não me parece plenamente correto), considerando que publicidade/segredo,
defesa/ausência, contraditório ou não, são elementos satelitários que orbitam em torno do núcleo
fundante (gestão/iniciativa da prova). Não são eles que fundam o sistema, pois são elementos
secundários que - em tese - podem se unir a um núcleo ou a outro. (destaquei)
ainda que classificados como sigilosos, no prazo mínimo de 3 (três) dias que antecedem ao ato,
podendo ser ampliado, a critério da autoridade responsável pela investigação.
Respeitável doutrina e estudiosos do direito lecionam que o permissivo legal mencionado refere-se
às investigações que envolvam organizações criminosas, o que é perfeitamente aceitável e parece
ser o entendimento majoritário, mas não concordamos, pelas seguintes razões.
A uma, o fato do dispositivo estar previsto na Lei de Organizações Criminosas não impede sua
aplicação para casos semelhantes, mormente quando não houver previsão legal para outros casos,
devendo ser feita uma interpretação sistemática, podendo o art. 23 da Lei 12.850/13ser aplicado
analogicamente.
De mais a mais, a própria lei não limitou a aplicação do art. 23 da Lei12.850/13, exclusivamente,
aos casos de organização criminosa.
A duas, deve-se aplicar a máxima de que “onde houver a mesma razão, aplica-se o mesmo direito”.
Na hipótese em que se tratar de investigação envolvendo organização criminosa, o próprio
legislador, dada a gravidade presumível e necessidade de garantia da celeridade e eficácia das
diligências investigatórias, impôs à investigação a necessidade de autorização judicial para que a
defesa acesse os autos da investigação sob segredo de justiça, o que não impede a aplicação da
mesma lógica para outros casos, igualmente, graves.
Imagine a hipótese em que uma associação criminosa (e não organização criminosa)[6]cometa
vários crimes graves, como uma séria de homicídios e tráfico de drogas, sendo fatos graves, cujo
sigilo para a investigação torna-se imperioso para o sucesso dessa.
Decretado o segredo de justiça, conforme o caso, somente com autorização judicial será possível
que o advogado constituído tenha acesso aos autos, em relação aos atos de diligência já realizados,
documentados e que não possam trazer prejuízo para futuras diligências.
Caso não fosse necessária autorização judicial para que a defesa acesse os autos sob segredo de
justiça, não haveria distinção entre o sigilo decretado pela autoridade policial e o segredo de justiça,
quanto à fase investigatória, na medida em que o sigilo decretado pela autoridade policial, por si só,
é suficiente para assegurar a vedação de acesso por terceiros e pela mídia. Os efeitos práticos em
relação ao acesso aos autos seriam os mesmos.
Observa-se ser possível que o juiz, ao decretar o segredo de justiça, autorize que a própria
autoridade policial conceda ao advogado constituído, o acesso aos autos da investigação.
Não se trata de cercear direito do defensor, mas sim de garantir o interesse público no êxito das
investigações, sem, no entanto, afrontar direitos fundamentais, que serão assegurados pelo juiz
competente.
Por fim, é importante frisar que quando o art. 7o da Lei 8.906/94, que trata dos direitos do
advogado quis se referir ao segredo de justiça, o fez expressamente, conforme disposto em § 1o, “1”
que diz que o direito de acesso do advogado aos processos judiciais ou administrativos,
bem como em relação à retirada dos autos de processos findos, mesmo sem procuração, não se
aplicam aos processos sob regime de segredo de justiça.
Portanto, o art.7o,§ 10da Lei8.906/94, ao mencionar a necessidade de procuração paraexaminar, em
qualquer instituição responsável por conduzir investigação, autos de flagrante e de investigações de
qualquer natureza, findos ou em andamento, sob sigilo, ainda que conclusos à autoridade, podendo
copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico ou digital, não se restringiu aos sigilos
decorrentes de ordem judicial (segredo de justiça), mas sim aos sigilos decorrentes de lei, por
imposição da autoridade policial ou mediante ordem judicial, uma vez que o próprio art. 7o, § 1o,
“1”, quando quis se referir a segredo de justiça, o fez expressamente. 
Das diligências em andamento 
O art. 7o, § 11 do Estatuto da OAB dispõe que “a autoridade competente poderá delimitar o acesso
do advogado aos elementos de prova relacionados a diligências em andamento e ainda não
documentados nos autos, quando houver risco de comprometimento da eficiência, da
eficácia ou da finalidade das diligências.”
A Lei 12.527/11 - Lei Acesso à Informação - assegura o sigilo das informações que possam
comprometer atividades de inteligência, bem como de investigação ou fiscalização em andamento,
relacionadas com a prevenção ou repressão de infrações (art. 23, VIII).
Um fator essencial para o sucesso das investigações consiste no elemento “surpresa”. Isto é, muitas
investigações obtém sucesso em razão de seu sigilo e desconhecimento por parte dos investigados.
Portanto, as diligências em andamento, cujo conhecimento por parte do investigado ou do
advogado, possam comprometer a eficácia das investigações estão sob o manto do sigilo interno,
devendo ser de conhecimento exclusivamente das autoridades envolvidas (Juiz, Promotor, Delegado
de Polícia ou Encarregado do IPM).
Importante frisar que mesmo após a diligência estar concluída, caso dela possa derivar outras
diligências, a autoridade policial possui respaldo para não juntar ao inquérito, sob pena de
comprometer futuras diligências.
Assim sendo, o acesso do advogado aos autos de investigação restringem-se às diligências findas e
juntada aos autos, o que não obsta que o advogado acompanhe diligências em andamento, quando
essas não puderem sofrer prejuízo, como na hipótese em que a autoridade policial notifique a defesa
de ofício ou em razão de pedido do advogado, para apresentar quesitos a serem feitos ao perito que
analisará o computador apreendido ou fará o exame de corpo de delito, p. Ex.
Importante frisar que é direito do advogado requerer diligências à autoridade policial e a nova
previsão de que o defensor possui direito de “apresentar razões e quesitos” (art. 7o, XXI, a da Lei
8.906/95) no curso da investigação pouco altera a realidade, na medida em que o
art. 14 do CPP assegura ao advogado o direito de requerer "qualquer diligência", cuja realização
será decidida pela autoridade policial, o que não impede que a defesa consiga a realização da
diligência mediante ordem judicial ou requisição ministerial. 
Quando a lei se refere a apresentar “razões”, autoriza que o defensor apresente argumentos ou
pedidos com o fulcro de convencer a autoridade policial acerca de alguma decisão já tomada ou a
ser tomada, p. Ex., inclusive poderá apresentar uma espécie de “defesa” visando que a autoridade
policial não indicie seu cliente. 
Em se tratando de apresentação de “quesitos”, o advogado poderá formular perguntas ao
investigado, às testemunhas, aos peritos que elaborarão o laudo pericial, dentre outros. Frisamos ser
possível, inclusive, que o advogado apresente quesitos à própria autoridade policial sobre
determinados pontos da investigação. 
Do direito do advogado de acompanhar seu cliente durante o interrogatório ou depoimento no curso
das investigações
O art. 7o, XXI da Lei 13.245/16, com redação dada pela Lei 13.245/16, prevê que é direito do
advogado “assistir a seus clientes investigados durante a apuração de infrações, sob pena de
nulidade absoluta do respectivo interrogatório ou depoimento e, subsequentemente, de todos os
elementos investigatórios e probatórios dele decorrentes ou derivados, direta ou indiretamente,
podendo, inclusive, no curso da respectiva apuração: a) apresentar razões e quesitos”.
Assim, é possível afirmar que o advogado possui direito de acompanhar seu cliente durante a
audição em Auto de Prisão em Flagrante, Inquérito Policial Comum ou Militar, dentre outros
procedimentos. 
Nota-se que a Lei referiu-se à possibilidade do advogado assistir seus clientes investigados no
interrogatório (audição do investigado pela autoridade policial) ou depoimento (audição das
testemunhas).
Portanto, caso a defesa pleiteie à autoridade policial que seja notificada das audições a serem
realizadas no bojo do inquérito policial, em regra, deverá o advogado ser notificado com
antecedência para que possa acompanhar as audições, inclusive, podendo formular perguntas que
poderão ser indeferidas pela autoridade policial, de forma fundamentada, além de constar no termo
de audição. 
Observamos que a autoridade policial, mesmo diante do pedido do advogado para acompanhar
as audições, poderá deixar de notificar o advogado, na hipótese em que determinado depoimento
puder trazer informações relevantes que possam culminar em mandado de busca e apreensão,
interceptação telefônica, dentre outros.
A alteração na Lei cominou sanção de “nulidade absoluta”, caso haja descumprimento do direito do
advogado de assistir seus clientes durante a apuração de infrações. 
Ocorre que a jurisprudência do STF é pacífica de que “a demonstração de prejuízo, a teor do art.
563do CPP, é essencial à alegação de nulidade, seja ela relativa ou absoluta, eis que “o âmbito
normativo do dogma fundamental da disciplina das nulidades pas de nullité sans grief compreende
as nulidades absolutas.”[7] e ainda que “para o reconhecimento de eventual nulidade, ainda que
absoluta, faz-se necessária a demonstração do prejuízo”[8]. 
Isto é, seja a nulidade absoluta ou relativa, deve haver prova de prejuízo para que seja reconhecida a
nulidade, sob pena do legislador criar uma espécie de “nulidade legislativa”, nessas hipóteses, sendo
que deve ser analisado caso a caso, de acordo com a realidade dos fatos e prejuízos efetivamente
ocorridos. 
Na hipótese de descumprimento do direito do advogado de acompanhar seus clientes nas
investigações, em se tratando de Auto de Prisão em Flagrante, esse poderá ser relaxado na
Audiência de Custódia ou quando da análise do APF. Em se tratando de inquérito policial, esse não
será nulo, mas a audição realizada e as provas produzidas em razão da audição poderão ser
declaradas nulas, se houver prova de prejuízo. 
O inquérito continua sendo inquisitivo? 
Com a publicação da Lei 13.245/16, rapidamente, diversos artigos e comentários afirmaram que o
inquérito deixou de ser inquisitivo, o que não prospera.
O inquérito policial continua sendo de natureza inquisitiva. Isto é, não há contraditório, nem ampla
defesa durante o inquérito. 
Aury Lopes[9], de forma didática, ao defender que o inquérito continua possuindo caráter
inquisitório, escreveu que: 
E o inquérito? Como sói ocorrer na maior parte dos sistemas de investigação preliminar, continua
sendo inquisitório, pois incumbe ao delegado (ou MP para os que assim pensam) presidir o
procedimento, praticar atos de investigação e também decidir nos limites legais, respeitando a
reserva de jurisdição. 
Sim, o delegado (ou o MP nos países que adotam esse modelo) toma diversas decisões ao longo da
investigação e ele mesmo realiza os atos de investigação, acumulando papéis. Nada anormal nisso
em se tratando de investigação preliminar.
Portanto, o fato de ampliarmos a presença do advogado, fortalecendo a defesa e o contraditório (no
seu primeiro momento segundo a concepção de Fazzalari, que é o da informação, esclareço antes de
ser criticado) não retira o caráter inquisitório do inquérito! Como muito poderíamos falar em
mitigação (mas não me parece plenamente correto), considerando que publicidade/segredo,
defesa/ausência, contraditório ou não, são elementos satelitários que orbitam em torno do núcleo
fundante (gestão/iniciativa da prova). Não são eles que fundam o sistema, pois são elementos
secundários que - em tese - podem se unir a um núcleo ou a outro. (destaquei)
 
 
 
 ainda que classificados como sigilosos, no prazo mínimo de 3 (três) dias que antecedem ao ato,
podendo ser ampliado, a critério da autoridade responsável pela investigação.
Respeitável doutrina e estudiosos do direito lecionam que o permissivo legal mencionado refere-se
às investigações que envolvam organizações criminosas, o que é perfeitamente aceitável e parece
ser o entendimento majoritário, mas não concordamos, pelas seguintes razões.
A uma, o fato do dispositivo estar previsto na Lei de Organizações Criminosas não impede sua
aplicação para casos semelhantes, mormente quando não houver previsão legal para outros casos,
devendo ser feita uma interpretação sistemática, podendo o art. 23 da Lei 12.850/13 ser aplicado
analogicamente.
De mais a mais, a própria lei não limitou a aplicação do art. 23 da Lei 12.850/13, exclusivamente,
aos casos de organização criminosa.
A duas, deve-se aplicar a máxima de que “onde houver a mesma razão, aplica-se o mesmo direito”.
Na hipótese em que se tratar de investigação envolvendo organização criminosa, o próprio
legislador, dada a gravidade presumível e necessidade de garantia da celeridade e eficácia das
diligências investigatórias, impôs à investigação a necessidade de autorização judicial para que a
defesa acesse os autos da investigação sob segredo de justiça, o que não impede a aplicação da
mesma lógica para outros casos, igualmente, graves.
Imagine a hipótese em que uma associação criminosa (e não organização criminosa)[6]cometa
vários crimes graves, como uma séria de homicídios e tráfico de drogas, sendo fatos graves, cujo
sigilo para a investigação torna-se imperioso para o sucesso dessa.
Decretado o segredo de justiça, conforme o caso, somente com autorização judicial será possível
que o advogado constituído tenha acesso aos autos, em relação aos atos de diligência já realizados,
documentados e que não possam trazer prejuízo para futuras diligências.
Caso não fosse necessária autorização judicial para que a defesa acesse os autos sob segredo de
justiça, não haveria distinção entre o sigilo decretado pela autoridade policial e o segredo de justiça,
quanto à fase investigatória, na medida em que o sigilo decretado pela autoridade policial, por si só,
é suficiente para assegurar a vedação de acesso por terceiros e pela mídia. Os efeitos práticos em
relação ao acesso aos autos seriam os mesmos.
Observa-se ser possível que o juiz, ao decretar o segredo de justiça, autorize que a própria
autoridade policial conceda ao advogado constituído, o acesso aos autos da investigação.
Não se trata de cercear direito do defensor, mas sim de garantir o interesse público no êxito das
investigações, sem, no entanto, afrontar direitos fundamentais, que serão assegurados pelo juiz
competente.
Por fim, é importante frisar que quando o art. 7º da Lei 8.906/94, que trata dos direitos do advogado
quis se referir ao segredo de justiça, o fez expressamente, conforme disposto em § 1º, “1” que diz
que o direito de acesso do advogado aos processos judiciais ou administrativos, bem como em
relação à retirada dos autos de processos findos, mesmo sem procuração, não se aplicam aos
processos sob regime de segredo de justiça.
Portanto, o art. 7º, § 10 da Lei 8.906/94, ao mencionar a necessidade de procuração paraexaminar,
em qualquer instituição responsável por conduzir investigação, autos de flagrante e de investigações
de qualquer natureza, findos ou em andamento, sob sigilo, ainda que conclusos à autoridade,
podendo copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico ou digital, não se restringiu aos sigilos
decorrentes de ordem judicial (segredo de justiça), mas sim aos sigilos decorrentes de lei, por
imposição da autoridade policial ou mediante ordem judicial, uma vez que o próprio art. 7º, § 1º,
“1”, quando quis se referir a segredo de justiça, o fez expressamente.
Das diligências em andamento
O art. 7º, § 11 do Estatuto da OAB dispõe que “a autoridade competente poderá delimitar o acesso
do advogado aos elementos de prova relacionados a diligências em andamento e ainda não
documentados nos autos, quando houver risco de comprometimento da eficiência, da eficácia ou da
finalidade das diligências.”
A Lei 12.527/11 - Lei Acesso à Informação - assegura o sigilo das informações que possam
comprometer atividades de inteligência, bem como de investigação ou fiscalização em andamento,
relacionadas com a prevenção ou repressão de infrações (art. 23, VIII).
Um fator essencial para o sucesso das investigações consiste no elemento “surpresa”. Isto é, muitas
investigações obtém sucesso em razão de seu sigilo e desconhecimento por parte dos investigados.
Portanto, as diligências em andamento, cujo conhecimento por parte do investigado ou do
advogado, possam comprometer a eficácia das investigações estão sob o manto do sigilo interno,
devendo ser de conhecimento exclusivamente das autoridades envolvidas (Juiz, Promotor, Delegado
de Polícia ou Encarregado do IPM).
Importante frisar que mesmo após a diligência estar concluída, caso dela possa derivar outras
diligências, a autoridade policial possui respaldo para não juntar ao inquérito, sob pena de
comprometer futuras diligências.
Assim sendo, o acesso do advogado aos autos de investigação restringem-se às diligências findas e
juntada aos autos, o que não obsta que o advogado acompanhe diligênciasem andamento, quando
essas não puderem sofrer prejuízo, como na hipótese em que a autoridade policial notifique a defesa
de ofício ou em razão de pedido do advogado, para apresentar quesitos a serem feitos ao perito que
analisará o computador apreendido ou fará o exame de corpo de delito, p. Ex.
Importante frisar que é direito do advogado requerer diligências à autoridade policial e a nova
previsão de que o defensor possui direito de “apresentar razões e quesitos” (art. 7º, XXI, a da Lei
8.906/95) no curso da investigação pouco altera a realidade, na medida em que o
art. 14 do CPP assegura ao advogado o direito de requerer "qualquer diligência", cuja realização
será decidida pela autoridade policial, o que não impede que a defesa consiga a realização da
diligência mediante ordem judicial ou requisição ministerial.
Quando a lei se refere a apresentar “razões”, autoriza que o defensor apresente argumentos ou
pedidos com o fulcro de convencer a autoridade policial acerca de alguma decisão já tomada ou a
ser tomada, p. Ex., inclusive poderá apresentar uma espécie de “defesa” visando que a autoridade
policial não indicie seu cliente.
Em se tratando de apresentação de “quesitos”, o advogado poderá formular perguntas ao
investigado, às testemunhas, aos peritos que elaborarão o laudo pericial, dentre outros. Frisamos ser
possível, inclusive, que o advogado apresente quesitos à própria autoridade policial sobre
determinados pontos da investigação.
Do direito do advogado de acompanhar seu cliente durante o interrogatório ou depoimento no curso
das investigações
O art. 7º, XXI da Lei 13.245/16, com redação dada pela Lei 13.245/16, prevê que é direito do
advogado “assistir a seus clientes investigados durante a apuração de infrações, sob pena de
nulidade absoluta do respectivo interrogatório ou depoimento e, subsequentemente, de todos os
elementos investigatórios e probatórios dele decorrentes ou derivados, direta ou indiretamente,
podendo, inclusive, no curso da respectiva apuração: a) apresentar razões e quesitos”.
Assim, é possível afirmar que o advogado possui direito de acompanhar seu cliente durante a
audição em Auto de Prisão em Flagrante, Inquérito Policial Comum ou Militar, dentre outros
procedimentos.
Nota-se que a Lei referiu-se à possibilidade do advogado assistir seus clientes investigados no
interrogatório (audição do investigado pela autoridade policial) ou depoimento (audição das
testemunhas).
Portanto, caso a defesa pleiteie à autoridade policial que seja notificada das audições a serem
realizadas no bojo do inquérito policial, em regra, deverá o advogado ser notificado com
antecedência para que possa acompanhar as audições, inclusive, podendo formular perguntas que
poderão ser indeferidas pela autoridade policial, de forma fundamentada, além de constar no termo
de audição.
Observamos que a autoridade policial, mesmo diante do pedido do advogado para acompanhar as
audições, poderá deixar de notificar o advogado, na hipótese em que determinado depoimento puder
trazer informações relevantes que possam culminar em mandado de busca e apreensão,
interceptação telefônica, dentre outros.
A alteração na Lei cominou sanção de “nulidade absoluta”, caso haja descumprimento do direito do
advogado de assistir seus clientes durante a apuração de infrações.
Ocorre que a jurisprudência do STF é pacífica de que “a demonstração de prejuízo, a teor do
art. 563 do CPP, é essencial à alegação de nulidade, seja ela relativa ou absoluta, eis que “o âmbito
normativo do dogma fundamental da disciplina das nulidades pas de nullité sans grief compreende
as nulidades absolutas.”[7] e ainda que “para o reconhecimento de eventual nulidade, ainda que
absoluta, faz-se necessária a demonstração do prejuízo”[8].
Isto é, seja a nulidade absoluta ou relativa, deve haver prova de prejuízo para que seja reconhecida a
nulidade, sob pena do legislador criar uma espécie de “nulidade legislativa”, nessas hipóteses, sendo
que deve ser analisado caso a caso, de acordo com a realidade dos fatos e prejuízos efetivamente
ocorridos.
Na hipótese de descumprimento do direito do advogado de acompanhar seus clientes nas
investigações, em se tratando de Auto de Prisão em Flagrante, esse poderá ser relaxado na
Audiência de Custódia ou quando da análise do APF. Em se tratando de inquérito policial, esse não
será nulo, mas a audição realizada e as provas produzidas em razão da audição poderão ser
declaradas nulas, se houver prova de prejuízo.
O inquérito continua sendo inquisitivo?
Com a publicação da Lei 13.245/16, rapidamente, diversos artigos e comentários afirmaram que o
inquérito deixou de ser inquisitivo, o que não prospera.
O inquérito policial continua sendo de natureza inquisitiva. Isto é, não há contraditório, nem ampla
defesa durante o inquérito.
Aury Lopes[9], de forma didática, ao defender que o inquérito continua possuindo caráter
inquisitório, escreveu que:
E o inquérito? Como sói ocorrer na maior parte dos sistemas de investigação preliminar, continua
sendo inquisitório, pois incumbe ao delegado (ou MP para os que assim pensam) presidir o
procedimento, praticar atos de investigação e também decidir nos limites legais, respeitando a
reserva de jurisdição.
Sim, o delegado (ou o MP nos países que adotam esse modelo) toma diversas decisões ao longo da
investigação e ele mesmo realiza os atos de investigação, acumulando papéis. Nada anormal nisso
em se tratando de investigação preliminar.
Portanto, o fato de ampliarmos a presença do advogado, fortalecendo a defesa e o contraditório (no
seu primeiro momento segundo a concepção de Fazzalari, que é o da informação, esclareço antes de
ser criticado) não retira o caráter inquisitório do inquérito!
Como muito poderíamos falar em mitigação (mas não me parece plenamente correto), considerando
que publicidade/segredo, defesa/ausência, contraditório ou não, são elementos satelitários que
orbitam em torno do núcleo fundante (gestão/iniciativa da prova). Não são eles que fundam o
sistema, pois são elementos secundários que - em tese - podem se unir a um núcleo ou a outro.
(destaquei)
 
 
ainda que classificados como sigilosos, no prazo mínimo de 3 (três) dias que antecedem ao ato,
podendo ser ampliado, a critério da autoridade responsável pela investigação.
Respeitável doutrina e estudiosos do direito lecionam que o permissivo legal mencionado refere-se
às investigações que envolvam organizações criminosas, o que é perfeitamente aceitável e parece
ser o entendimento majoritário, mas não concordamos, pelas seguintes razões.
A uma, o fato do dispositivo estar previsto na Lei de Organizações Criminosas não impede sua
aplicação para casos semelhantes, mormente quando não houver previsão legal para outros casos,
devendo ser feita uma interpretação sistemática, podendo o art. 23 da Lei 12.850/13 ser aplicado
analogicamente.
De mais a mais, a própria lei não limitou a aplicação do art. 23 da Lei12.850/13, exclusivamente,
aos casos de organização criminosa.
A duas, deve-se aplicar a máxima de que “onde houver a mesma razão, aplica-se o mesmo direito”.
Na hipótese em que se tratar de investigação envolvendo organização criminosa, o próprio
legislador, dada a gravidade presumível e necessidade de garantia da celeridade e eficácia das
diligências investigatórias, impôs à investigação a necessidade de autorização judicial para que a
defesa acesse os autos da investigação sob segredo de justiça, o que não impede a aplicação da
mesma lógica para outros casos, igualmente, graves.
Imagine a hipótese em que uma associação criminosa (e não organização criminosa)[6]cometa
vários crimes graves, como uma séria de homicídios e tráfico de drogas, sendo fatos graves, cujo
sigilo para a investigação torna-se imperioso para o sucesso dessa.
Decretado o segredo de justiça, conforme o caso, somente com autorização judicial será possível
que o advogado constituído tenha acesso aos autos, em relação aos atos de diligência já realizados,
documentados e que não possam trazer prejuízo para futuras diligências.
Casonão fosse necessária autorização judicial para que a defesa acesse os autos sob segredo de
justiça, não haveria distinção entre o sigilo decretado pela autoridade policial e o segredo de justiça,
quanto à fase investigatória, na medida em que o sigilo decretado pela autoridade policial, por si só,
é suficiente para assegurar a vedação de acesso por terceiros e pela mídia. Os efeitos práticos em
relação ao acesso aos autos seriam os mesmos.
Observa-se ser possível que o juiz, ao decretar o segredo de justiça, autorize que a própria
autoridade policial conceda ao advogado constituído, o acesso aos autos da investigação.
Não se trata de cercear direito do defensor, mas sim de garantir o interesse público no êxito das
investigações, sem, no entanto, afrontar direitos fundamentais, que serão assegurados pelo juiz
competente.
Por fim, é importante frisar que quando o art. 7o da Lei 8.906/94, que trata dos direitos do
advogado quis se referir ao segredo de justiça, o fez expressamente, conforme disposto em § 1o, “1”
que diz que o direito de acesso do advogado aos processos judiciais ou administrativos,
bem como em relação à retirada dos autos de processos findos, mesmo sem procuração, não se
aplicam aos processos sob regime de segredo de justiça.
Portanto, o art.7o,§ 10da Lei8.906/94, ao mencionar a necessidade de procuração paraexaminar, em
qualquer instituição responsável por conduzir investigação, autos de flagrante e de investigações de
qualquer natureza, findos ou em andamento, sob sigilo, ainda que conclusos à autoridade, podendo
copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico ou digital, não se restringiu aos sigilos
decorrentes de ordem judicial (segredo de justiça), mas sim aos sigilos decorrentes de lei, por
imposição da autoridade policial ou mediante ordem judicial, uma vez que o próprio art. 7o, § 1o,
“1”, quando quis se referir a segredo de justiça, o fez expressamente. 
Das diligências em andamento 
O art. 7o, § 11 do Estatuto da OAB dispõe que “a autoridade competente poderá delimitar o acesso
do advogado aos elementos de prova relacionados a diligências em andamento e ainda não
documentados nos autos, quando houver risco de comprometimento da eficiência, da
eficácia ou da finalidade das diligências.”
A Lei 12.527/11 - Lei Acesso à Informação - assegura o sigilo das informações que possam
comprometer atividades de inteligência, bem como de investigação ou fiscalização em andamento,
relacionadas com a prevenção ou repressão de infrações (art. 23, VIII).
Um fator essencial para o sucesso das investigações consiste no elemento “surpresa”. Isto é, muitas
investigações obtém sucesso em razão de seu sigilo e desconhecimento por parte dos investigados.
Portanto, as diligências em andamento, cujo conhecimento por parte do investigado ou do
advogado, possam comprometer a eficácia das investigações estão sob o manto do sigilo interno,
devendo ser de conhecimento exclusivamente das autoridades envolvidas (Juiz, Promotor, Delegado
de Polícia ou Encarregado do IPM).
Importante frisar que mesmo após a diligência estar concluída, caso dela possa derivar outras
diligências, a autoridade policial possui respaldo para não juntar ao inquérito, sob pena de
comprometer futuras diligências.
Assim sendo, o acesso do advogado aos autos de investigação restringem-se às diligências findas e
juntada aos autos, o que não obsta que o advogado acompanhe diligências em andamento, quando
essas não puderem sofrer prejuízo, como na hipótese em que a autoridade policial notifique a defesa
de ofício ou em razão de pedido do advogado, para apresentar quesitos a serem feitos ao perito que
analisará o computador apreendido ou fará o exame de corpo de delito, p. Ex.
Importante frisar que é direito do advogado requerer diligências à autoridade policial e a nova
previsão de que o defensor possui direito de “apresentar razões e quesitos” (art. 7o, XXI, a da Lei
8.906/95) no curso da investigação pouco altera a realidade, na medida em que o
art. 14 do CPP assegura ao advogado o direito de requerer "qualquer diligência", cuja realização
será decidida pela autoridade policial, o que não impede que a defesa consiga a realização da
diligência mediante ordem judicial ou requisição ministerial. 
Quando a lei se refere a apresentar “razões”, autoriza que o defensor apresente argumentos ou
pedidos com o fulcro de convencer a autoridade policial acerca de alguma decisão já tomada ou a
ser tomada, p. Ex., inclusive poderá apresentar uma espécie de “defesa” visando que a autoridade
policial não indicie seu cliente. 
Em se tratando de apresentação de “quesitos”, o advogado poderá formular perguntas ao
investigado, às testemunhas, aos peritos que elaborarão o laudo pericial, dentre outros. Frisamos ser
possível, inclusive, que o advogado apresente quesitos à própria autoridade policial sobre
determinados pontos da investigação. 
Do direito do advogado de acompanhar seu cliente durante o interrogatório ou depoimento no curso
das investigações
O art. 7o, XXI da Lei 13.245/16, com redação dada pela Lei 13.245/16, prevê que é direito do
advogado “assistir a seus clientes investigados durante a apuração de infrações, sob pena de
nulidade absoluta do respectivo interrogatório ou depoimento e, subsequentemente, de todos os
elementos investigatórios e probatórios dele decorrentes ou derivados, direta ou indiretamente,
podendo, inclusive, no curso da respectiva apuração: a) apresentar razões e quesitos”.
Assim, é possível afirmar que o advogado possui direito de acompanhar seu cliente durante a
audição em Auto de Prisão em Flagrante, Inquérito Policial Comum ou Militar, dentre outros
procedimentos. 
Nota-se que a Lei referiu-se à possibilidade do advogado assistir seus clientes investigados no
interrogatório (audição do investigado pela autoridade policial) ou depoimento (audição das
testemunhas).
Portanto, caso a defesa pleiteie à autoridade policial que seja notificada das audições a serem
realizadas no bojo do inquérito policial, em regra, deverá o advogado ser notificado com
antecedência para que possa acompanhar as audições, inclusive, podendo formular perguntas que
poderão ser indeferidas pela autoridade policial, de forma fundamentada, além de constar no termo
de audição. 
Observamos que a autoridade policial, mesmo diante do pedido do advogado para acompanhar
as audições, poderá deixar de notificar o advogado, na hipótese em que determinado depoimento
puder trazer informações relevantes que possam culminar em mandado de busca e apreensão,
interceptação telefônica, dentre outros.
A alteração na Lei cominou sanção de “nulidade absoluta”, caso haja descumprimento do direito do
advogado de assistir seus clientes durante a apuração de infrações. 
Ocorre que a jurisprudência do STF é pacífica de que “a demonstração de prejuízo, a teor do art.
563 do CPP, é essencial à alegação de nulidade, seja ela relativa ou absoluta, eis que “o âmbito
normativo do dogma fundamental da disciplina das nulidades pas de nullité sans grief compreende
as nulidades absolutas.”[7] e ainda que “para o reconhecimento de eventual nulidade, ainda que
absoluta, faz-se necessária a demonstração do prejuízo”[8]. 
Isto é, seja a nulidade absoluta ou relativa, deve haver prova de prejuízo para que seja reconhecida a
nulidade, sob pena do legislador criar uma espécie de “nulidade legislativa”, nessas hipóteses, sendo
que deve ser analisado caso a caso, de acordo com a realidade dos fatos e prejuízos efetivamente
ocorridos. 
Na hipótese de descumprimento do direito do advogado de acompanhar seus clientes nas
investigações, em se tratando de Auto de Prisão em Flagrante, esse poderá ser relaxado na
Audiência de Custódia ou quando da análise do APF. Em se tratando de inquérito policial, esse não
será nulo, mas a audição realizada e as provas produzidas em razão da audição poderão ser
declaradas nulas, se houver prova de prejuízo. 
O inquérito continua sendo inquisitivo? 
Com a publicação da Lei 13.245/16, rapidamente, diversos artigos e comentários afirmaram que o
inquéritodeixou de ser inquisitivo, o que não prospera.
O inquérito policial continua sendo de natureza inquisitiva. Isto é, não há contraditório, nem ampla
defesa durante o inquérito. 
Aury Lopes[9], de forma didática, ao defender que o inquérito continua possuindo caráter
inquisitório, escreveu que: 
E o inquérito? Como sói ocorrer na maior parte dos sistemas de investigação preliminar, continua
sendo inquisitório, pois incumbe ao delegado (ou MP para os que assim pensam) presidir o
procedimento, praticar atos de investigação e também decidir nos limites legais, respeitando a
reserva de jurisdição. 
Sim, o delegado (ou o MP nos países que adotam esse modelo) toma diversas decisões ao longo da
investigação e ele mesmo realiza os atos de investigação, acumulando papéis. Nada anormal nisso
em se tratando de investigação preliminar.
Portanto, o fato de ampliarmos a presença do advogado, fortalecendo a defesa e o contraditório (no
seu primeiro momento segundo a concepção de Fazzalari, que é o da informação, esclareço antes de
ser criticado) não retira o caráter inquisitório do inquérito! Como muito poderíamos falar em
mitigação (mas não me parece plenamente correto), considerando que publicidade/segredo,
defesa/ausência, contraditório ou não, são elementos satelitários que orbitam em torno do núcleo
fundante (gestão/iniciativa da prova). Não são eles que fundam o sistema, pois são elementos
secundários que - em tese - podem se unir a um núcleo ou a outro. (destaquei)
 
 
 
exame de corpo de delito, p. Ex.
Importante frisar que é direito do advogado requerer diligências à autoridade policial e a nova
previsão de que o defensor possui direito de “apresentar razões e quesitos” (art. 7o, XXI, a da Lei
8.906/95) no curso da investigação pouco altera a realidade, na medida em que o
art. 14 do CPP assegura ao advogado o direito de requerer "qualquer diligência", cuja realização
será decidida pela autoridade policial, o que não impede que a defesa consiga a realização da
diligência mediante ordem judicial ou requisição ministerial. 
Quando a lei se refere a apresentar “razões”, autoriza que o defensor apresente argumentos ou
pedidos com o fulcro de convencer a autoridade policial acerca de alguma decisão já tomada ou a
ser tomada, p. Ex., inclusive poderá apresentar uma espécie de “defesa” visando que a autoridade
policial não indicie seu cliente. 
Em se tratando de apresentação de “quesitos”, o advogado poderá formular perguntas ao
investigado, às testemunhas, aos peritos que elaborarão o laudo pericial, dentre outros. Frisamos ser
possível, inclusive, que o advogado apresente quesitos à própria autoridade policial sobre
determinados pontos da investigação. 
Do direito do advogado de acompanhar seu cliente durante o interrogatório ou depoimento no
curso das investigações
O art. 7o, XXI da Lei 13.245/16, com redação dada pela Lei 13.245/16, prevê que é direito do
advogado “assistir a seus clientes investigados durante a apuração de infrações, sob pena de
nulidade absoluta do respectivo interrogatório ou depoimento e, subsequentemente, de todos os
elementos investigatórios e probatórios dele decorrentes ou derivados, direta ou indiretamente,
podendo, inclusive, no curso da respectiva apuração: a) apresentar razões e quesitos”.
Assim, é possível afirmar que o advogado possui direito de acompanhar seu cliente durante a
audição em Auto de Prisão em Flagrante, Inquérito Policial Comum ou Militar, dentre outros
procedimentos. 
Nota-se que a Lei referiu-se à possibilidade do advogado assistir seus clientes investigados no
interrogatório (audição do investigado pela autoridade policial) ou depoimento (audição das
testemunhas).
Portanto, caso a defesa pleiteie à autoridade policial que seja notificada das audições a serem
realizadas no bojo do inquérito policial, em regra, deverá o advogado ser notificado com
antecedência para que possa acompanhar as audições, inclusive, podendo formular perguntas que
poderão ser indeferidas pela autoridade policial, de forma fundamentada, além de constar no termo
de audição. 
Observamos que a autoridade policial, mesmo diante do pedido do advogado para acompanhar
as audições, poderá deixar de notificar o advogado, na hipótese em que determinado depoimento
puder trazer informações relevantes que possam culminar em mandado de busca e apreensão,
interceptação telefônica, dentre outros.
A alteração na Lei cominou sanção de “nulidade absoluta”, caso haja descumprimento do direito do
advogado de assistir seus clientes durante a apuração de infrações. 
Ocorre que a jurisprudência do STF é pacífica de que “a demonstração de prejuízo, a teor do art.
563 do CPP, é essencial à alegação de nulidade, seja ela relativa ou absoluta
normativo do dogma fundamental da disciplina das nulidades pas de nullité sans grief compreende
as nulidades absolutas.”[7] e ainda que “para o reconhecimento de eventual nulidade, 
absoluta, faz-se necessária a demonstração do prejuízo”[8]. 
Isto é, seja a nulidade absoluta ou relativa, deve haver prova de prejuízo para que seja reconhecida a
nulidade, sob pena do legislador criar uma espécie de “nulidade legislativa”, nessas hipóteses, sendo
que deve ser analisado caso a caso, de acordo com a realidade dos fatos e prejuízos efetivamente
ocorridos. 
Na hipótese de descumprimento do direito do advogado de acompanhar seus clientes nas
investigações, em se tratando de Auto de Prisão em Flagrante, esse poderá ser relaxado na
Audiência de Custódia ou quando da análise do APF. Em se tratando de inquérito policial, esse não
será nulo, mas a audição realizada e as provas produzidas em razão da audição poderão ser
declaradas nulas, se houver prova de prejuízo. 
O inquérito continua sendo inquisitivo? 
Com a publicação da Lei 13.245/16, rapidamente, diversos artigos e comentários afirmaram que o
inquérito deixou de ser inquisitivo, o que não prospera.
O inquérito policial continua sendo de natureza inquisitiva. Isto é, não há contraditório, nem ampla
defesa durante o inquérito. 
Aury Lopes[9], de forma didática, ao defender que o inquérito continua possuindo caráter
inquisitório, escreveu que: 
E o inquérito? Como sói ocorrer na maior parte dos sistemas de investigação preliminar, continua
sendo inquisitório, pois incumbe ao delegado (ou MP para os que assim pensam) presidir o
procedimento, praticar atos de investigação e também decidir nos limites legais, respeitando a
reserva de jurisdição. 
Sim, o delegado (ou o MP nos países que adotam esse modelo) toma diversas decisões ao longo da
investigação e ele mesmo realiza os atos de investigação, acumulando papéis. Nada anormal nisso
em se tratando de investigação preliminar.
Portanto, o fato de ampliarmos a presença do advogado, fortalecendo a defesa e o contraditório
(no seu primeiro momento segundo a concepção de Fazzalari, que é o da informação, esclareço
antes de ser criticado) não retira o caráter inquisitório do inquérito! Como muito poderíamos falar
em mitigação (mas não me parece plenamente correto), considerando que publicidade/segredo,
defesa/ausência, contraditório ou não, são elementos satelitários que orbitam em torno do núcleo
fundante (gestão/iniciativa da prova). Não são eles que fundam o sistema, pois são elementos
secundários que - em tese - podem se unir a um núcleo ou a outro. (destaquei)
 
Como muito poderíamos falar em mitigação (mas não me parece plenamente correto),
considerando que publicidade/segredo, defesa/ausência, contraditório ou não, são elementos
satelitários que orbitam em torno do núcleo fundante (gestão/iniciativa da prova). Não são eles que
fundam o sistema, pois são elementos secundários que - em tese - podem se unir a um núcleo ou a
outro. (destaquei) 
Incomunicabilidade do Indiciado. Prazo.
Art. 17 – O encarregado do inquérito poderá manter incomunicável o 
indiciado, que tiver legalmente preso, por três dias no máximo.
CÉLIO LOBÃO (Direito Processual Penal Militar, 2009, p. 63) a 
incomunicabilidade do indiciado preso, autorizada pelo srt. 17 do CPPM e 
prevista, igualmente, no art.21 do CPP, não foi recepcionada pela 
Constituição (conf. Despacho do Min. Nilson Naves, no RHC 11.124, 
ratificado pela 6.ª T. do STJ, acórdão de 19.06.2001), tanto mais que é 
assegurado o contato do preso com sua família e com o advogado, podendo a 
autoridade policial restringir ou vedar visitas de quem não é da família, no 
interesse da investigação. Oportuno lembrar que o Estatuto da Advocacia faz 
referencia a presos “considerados incomunicáveis” (art. 5.º, LXIII, da CF, e 
7.º, III, da Lei 8.906/1994).
Detenção de Indiciado
 Art. 18 – Independentemente de flagrante delito, o indiciado 
poderá ficar detido, durante as investigações policiais, até trinta dias, 
comunicando-se a detenção à autoridade judiciária competente. Esse prazo 
poderá ser prorrogado, por mais vinte dias pelo Comandante da Região, 
Distrito Naval ou Zona Aérea, mediante solicitação do encarregado do 
inquérito e por via hierárquica.
 
 
A CF/88 condicionou a perda da liberdade a determinados pressupostos, revelando que as prisões
seriam, a partir de então, verdadeira exceção. As denominadas prisões para averiguações tornaram-
se insubsistentes e passaram a ser passíveis de responsabilização civil (indenização por danos
morais), criminal (abuso de autoridade – Lei n. 4.898/65) e por ato de improbidade administrativa
(Lei n. 8.429/92 – art. 11, caput e inciso II). No caso específico das transgressões militares ou
crimes propriamente militares, definidos em lei, a Constituição Federal excetuou a necessidade de
flagrante delito ou ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente para a
ocorrência da prisão. O militar somente poderá ser detido na forma do artigo 18 do CPPM, nos
crimes próprios, em atendimento ao art. 5º, inciso LXI, da Constituição Federal.
Prisão preventiva e de menagem-Solicitação
 Parágrafo único. Se entender necessário, o encarregado do 
inquérito solicitará, dentro do mesmo prazo, ou sua prorrogação, justificando-
a, a decretação da prisão preventiva ou de menagem do indiciado.
 
“Menagem é instituo legal previsto no Código de Processo Penal Militar (CPPM) e de aplicação
exclusiva à Justiça Castrense.
Segundo o conceito dado pelo Dicionário Jurídico de Christovão Piragibe Tostes Malta e Humberto
Magalhães é o benefício concedido a militares, assemelhados e civis sujeitos à jurisdição militar e
ainda não condenados, os quais assumem o compromisso de permanecer no local indicado pela
autoridade competente. É cumprida em uma cidade, quartel, ou mesmo na própria habitação, sem
rigor carcerário.
Dessa forma, a menagem pode ser considerada uma espécie de prisão provisória, pois o favorecido
fica restrito a permanecer no local para o qual ela foi concedida. Ressalte-se que, não obstante o
cerceamento da liberdade de locomoção e o fato do período de menagem não ser computado na
pena (art. 268, CPPM), ela poderá ser considerada um benefício, pois não é cumprida sob os rigores
de uma prisão.
Para o preso ter direito a esse instituto deve preencher os seguintes requisitos:
a) a pena privativa do crime de que é acusado não pode exceder a quatro anos;
b) a natureza do crime não pode ter, por exemplo, requintes de crueldade, motivo torpe, traição;
c) o acusado deve ter bons antecedentes;
d) não pode ser reincidente.
Vejamos os dispositivos do CPPM sobre o tema:
Art. 263. A menagem poderá ser concedida pelo juiz, nos crimes cujo máximo da pena privativa da
liberdade não exceda a quatro anos, tendo-se, porém, em atenção ànatureza do crime e os
antecedentes do acusado (grifos nossos)
Art. 269. Ao reincidente não se concederá menagem. (grifos nossos)
Por fim, a menagem poderá ser cassada e cessada nos seguintes casos:
Art. 265. Será cassada a menagem àquele que se retirar do lugar para o qual foi ela concedida, ou
faltar, sem causa justificada, a qualquer ato judicial para que tenha sido intimado ou a que deva
comparecer independentemente de intimação especial.(grifos nossos)
Art. 267. A menagem cessa com a sentença condenatória, ainda que não tenha passado em julgado.
Parágrafo único. Salvo o caso do artigo anterior, o juiz poderá ordenar a cessação da menagem, em
qualquer tempo, com a liberação das obrigações dela decorrentes, desde que não a julgue mais
necessária ao interêsse da Justiça.(grifos nossos)”
Inquirição durante o dia
 Art. 19 – As testemunhas e o indiciado, exceto caso de urgência 
inadiável, que constará da respectiva assentada, devem ser ouvidos durante o 
dia, em período que mede das sete às dezoito horas.
Inquirição assentada de início, interrupção e encerramento
§1º - O escrivão lavrará assentada do dia e hora do início das instruções 
ou depoimentos; e, da mesma forma, do seu encerramento ou interrupções, 
no final daquele período.
Inquirição. Limite do tempo
§2º - A testemunha não será inquirida por mais de quatro horas 
consecutivas, sendo-lhe facultado o descanso de meia hora, sempre que tiver 
de prestar declarações além daquele tempo. O depoimento que não ficar 
concluído às dezoito horas será encerrado, para prosseguir no dia seguinte, 
em hora determinada pelo encarregado do inquérito.
§3º - não sendo dia útil o dia seguinte, a inquirição poderá ser adiada 
para o primeiro dia que for salvo, caso de urgência.
Prazos para terminação do inquérito
Art. 20 – O inquérito deverá terminar dentro em vinte dias, se o 
indiciado estiver preso, contado esse prazo a partir do dia em que se executar 
a ordem de prisão; ou no prazo de quarenta dias, quando o indiciado estiver 
solto, contados da data em que se instaurar o inquérito.
Prorrogação de Prazo
§1º - Este último prazo poderá ser prorrogado por mais vinte dias pela 
autoridade militar superior, desde que não estejam concluídos exames ou 
pericias já iniciadas, ou haja necessidade de diligencias, indispensáveis à 
elucidação do fato. O pedido de prorrogação deve ser feito em tempo 
oportuno, de modo a ser atendido antes da terminação do prazo.
Diligencias não concluídas até o inquérito
§2º - Não haverá mais prorrogação, além da prevista no §1º, salvo 
dificuldade insuperável, a juízo do Ministro de Estado competente. Os laudos 
de pericias ou exames não concluídos nessa prorrogação, bem como os 
documentos colhidos depois dela, serão posteriormente remetidos ao juiz, 
para a juntada ao processo. Ainda, no seu relatório, poderá o encarregado do 
inquérito indicar, mencionando, se possível, o lugar onde se encontram as 
testemunhas que deixaram de ser ouvidas, por qualquer impedimento.
Dedução em favor dos prazos
§3º - São deduzidos dos prazos referidos neste artigo as interrupções 
motivadas no §5º do Art. 10.
Reunião e Ordem das Peças do inquérito
Art. 21 – Todas as peças do inquérito serão, por ordem cronológica, 
reunidas num só processo, e datilografadas, em espaço dois, com as folhas 
numeradas e rubricadas pelo escrivão.
 
Ordem de Serviço n.º 002 das promotorias de justiça junto à AJMERJ – Art. 1.º - Está
terminantemente vedada a tramitação, no âmbito das Promotorias de Justiça junto à Auditoria
Militar do estado do Rio de Janeiro, de qualquer pedido, requerimentos ou representações não
devidamente juntadas e autuadas aos autos de seus respectivos Inquéritos Policiais, bem como,
quaisquer documentos não devidamente juntados aos autos ou afixados à capa ou contracapa destes.
(BDR da PM n.º 129 – 21Jul14)
Juntada de documentos
Parágrafo único – De cada documento junto, a que precederá despacho 
do encarregado do inquérito, o escrivão lavrará o respectivo termo, 
mencionando a data.
Relatório
Art. 22 – O inquérito será encerrado com minucioso relatório, em que o 
seu encarregado mencionará as diligencias feitas, as pessoas ouvidas e os 
resultados obtidos, com indicação do dia, hora e lugar onde ocorreu o fato 
delituoso. Em conclusão, dirá se há infração disciplinar a punir ou indicio de 
crime, pronunciando-se, neste último caso, justificadamente, sobre a 
conveniência da prisão do indiciado, nos termos legais.
Solução
§1º - No caso de ter sido delegada atribuição para abertura do inquérito,o seu encarregado enviá-lo-á à autoridade de que recebeu a delegação, para 
que lhe homologue ou não a solução, aplique penalidade, no caso de ter sido 
apurada infração disciplinar, ou determine novas diligências, se as julgar 
necessárias.
Avocação
§2º - Discordando da solução dada ao inquérito, a autoridade que o 
delegou poderá avocá-lo e dar solução diferente.
Remessa do inquérito à autoridade de circunscrição
Art. 23 – Os Autos do inquérito serão remetidos ao Auditor da 
Circunscrição Judiciária onde ocorreu a infração penal, acompanhados dos 
instrumentos desta, bem como dos objetos que lhe interessem à sua prova.
Remessa às auditorias especializadas
§1º - Na circunscrição onde houver Auditorias Especializadas da 
Marinha, do Exército e da Aeronáutica, atender-se-á, para a remessa, à 
especialização de cada uma. Onde houver mais de uma na mesma sede, 
especializada ou não, a remessa será feita à Primeira Auditoria, para a 
respectiva distribuição. Os incidentes ocorridos no curso do inquérito serão 
resolvidos pelo juiz a que couber tomar conhecimento do inquérito, por 
distribuição.
§2º - Os Autos de inquérito instaurado fora do território nacional são 
remetidos à 1ª Auditoria da Circunscrição com sede na Capital da União, 
atendida, contudo, à especialização referida no §1º.
Arquivamento do Inquérito. Proibição
Art. 24 – A autoridade militar não poderá mandar arquivar de inquérito, 
embora conclusivo da inexistência de crime ou de inimputabilidade do 
indiciado.
Instauração de novo inquérito
Art. 25 – O arquivamento de inquérito não obsta a instauração de outro, 
se novas provas aparecerem em relação ao fato, ao indiciado ou a terceira 
pessoa, ressalvados o caso julgado e os casos de extinção da punibilidade.
§1º - Verificando-se a hipótese contida neste artigo, o juiz remeterá os 
autos ao Ministério Público, para os fins do disposto no Art. 10, letra “c”.
§2º - O Ministério Público poderá requerer o arquivamento dos autos, 
se entender inadequada a instauração do inquérito.
Devolução de autos de inquérito
Art. 26 – Os autos de inquérito não poderão ser devolvidos à autoridade 
policial militar, a não ser:
 I – mediante requisição do Ministério Público, para diligencias por 
ele consideradas imprescindíveis ao oferecimento da denúncia;
 II – por determinação do juiz, antes da denúncia, para o 
preenchimento das formalidades previstas neste Código, ou para 
complemento de provas que julgar necessário.
Parágrafo único – Em qualquer dos casos, o juiz marcará prazo, não 
excedente de vinte dias, para restituição dos autos.
O artigo 26 do CPPM trata das execuções ao princípio de que o 
inquérito o mesmo não poderá ser devolvido à autoridade policial militar. 
Tais execuções, insculpidas nos incisos I e II do aludido artigo, 
possuem o mesmo teor dos artigos 13, 11 e 16 do Código de Processo Penal. 
Diante dos princípios previstos na Constituição Federal, artigo 129, I e 
VII, que são exercício privativo da ação penal, e o controle externo da 
atividade policial, funções institucionais do Ministério Público, suscita-se da 
revogação dos artigos 13 e 16 do CPP, e analogicamente, o artigo 26 do 
CPPM, fazendo-se necessário mais uma vez, recorrer a lição de 
MARCELLUS POLASTRI LIMA.
“................................................................................................ 
Público detém o controle do inquérito policial podendo requisitar 
diligências e até mesmo formar seu próprio procedimento investigatório, o 
que conflita, em parte, com os artigos 13, II e 16 do CPP, a uma porque, 
detendo o Ministério Público a exclusividade da ação penal pública, não há 
que se falar em diligências requisitadas pelo juiz na fase investigatória, e a 
duas, porque as requisições de diligências estão asseguradas 
constitucionalmente, assim, caberá ao porque mais o exame de sua 
pertinência e imprescindibilidade”. (Livro de estudos jurídicos, v. 10, 1995, 
p. 184)
Portanto, ninguém melhor que o Ministério Público para dizer da 
prescindibilidade ou não de diligências, visto ser o mesmo detentor da opinio 
delict e que fará a denúncia com base em tal opinião, ficando o juiz como o 
exame da denúncia, recebendo-a ou não, podendo ainda, neste último caso, 
remeter ao órgão do Ministério Público para preencher requisitos. 
Daí ficar bem cristalina que, antes da denúncia, que é consubstanciada, 
que na opinio delict, cabe ao Ministério Público a devolução do IPM à 
autoridade policial, visto ser, em essência, o inquérito, um instrumento que dá 
subsídios à denúncia e não aos atos judiciais, pois exceção feita aos exames, 
perícias e avaliações realizadas no curso do inquérito, que são efetivamente 
instrutórios da ação penal, o inquérito é simplesmente instrução provisória, 
sendo renovado os seus atos em juízo, bem como poderão ser realizados 
outros que não foram feitos durante o inquérito, sendo aí, o juiz o detentor de 
tal poder.
Como não cabe ao encarregado o exame da imprescindibilidade ou não 
das requisições de diligências feitas pelo Ministério Público (artigo 26, I) ou 
do exame da determinação do juiz antes da denúncia, para o preenchimento 
de formalidades (artigo 26, II), resta cumprir o que prescreve o artigo 26 do 
CPPM.
Suficiência do auto de flagrante delito
Art. 27 – Se, por si só, for suficiente para a elucidação do fato e sua 
autoria, o auto de prisão em flagrante delito constituirá o inquérito, 
dispensando outras diligencias, salvo o exame de corpo de delito no crime 
que deixe vestígios, a identificação da coisa e a sua avaliação, quando o seu 
valor influir na aplicação da pena. A remessa dos Autos, com breve relatório 
da autoridade policial-militar, far-se-á sem demora ao Juiz competente, nos 
termos do Art. 20.
Dispensa do inquérito
Art. 28 – O inquérito poderá ser dispensado, sem prejuízo de diligencia 
requisitada pelo Ministério Público:
 a) quando o fato e sua autoria já estiverem esclarecidos por 
documentos ou outras provas materiais;
 b) nos crimes contra a honra, quando decorrerem de escrito 
ou publicação, cujo autor esteja identificado;
 c) nos crimes previstos nos artigos 341 e 349 do Código 
Penal Militar.
Outros artigos do CPPM de interesse do encarregado do IPM:
Art. 3.º - Suprimento dos casos omissos
Art. 36 e 41 – Suspeição e Impedimentos
Art. 48 – Preferencia de Peritos
Art. 75 – Direitos do Advogado
Art. 142 – Suspeição do encarregado do inquérito
Art. 156 - Dúvida a respeito da imputabilidade
Arts. 170 a 184 – Espécies de busca
Arts. 185 a 189 – Apreensão de Pessoa e Coisa
Art. 201 – Fases de determinação do sequestro
Art. 215 – Bens Sujeitos a arresto
Arts. 220 a 242 – Prisão Provisória
Art. 254 – Prisão Preventiva
Art. 272 – Medidas de segurança
Arts. 294 a 300 – Das provas, consignação de perguntas e respostas
Art. 301 – Observância do inquérito
Arts. 314 a 346 – Dos exames e perícias
Arts. 347 a 364 – Das testemunhas
Art. 361 – Precatória a Autoridade Militar
Arts. 371 a 381 – Dos documentos
Arts. 382 a 383 – Dos indícios
Art. 391 – Juntada de Fé-de-Ofício ou Antecedentes
Da reunião e ordem das peças do IPM e das formalidades
Na elaboração de um IPM deverão ser observadas certas formalidades, 
dentre as quais a de reunir as peças do IPM em sequência cronológica, 
devendo der as mesmas datilografadas em espaço dois, recebendo a 
numeração e a rubrica do escrivão (artigo 21).
O IPM percorre a “trilha” que leva a descoberta do fato delituoso e sua 
autoria, através do impulso dado pelo encarregado, através dos despachos e 
pela execução cumprida pelo escrivão. 
Portanto, o IPM durante a sua confecção, apresenta as fases de direção 
e execução. Direção, quando os autos estão nas mãos do encarregado, que, 
examinado-os, dará a trajetória a ser seguida na apuração, exercendo, assim 
um trabalho intelectual. A fase se execução se dará quando os autos 
estiverem nas mãos do escrivão, para cumprir as determinações contidas no 
despacho do encarregado, exercendo, assim, um trabalho físico, braçal,podemos dizer.
Não queremos aqui enaltecer a figura do encarregado e ridicularizar a 
figura do escrivão, pois a análise que fazemos é a do aspecto formal, pois a 
prática nos mostra que há uma integração entre a figura do encarregado e a do 
escrivão.
Embora o artigo 21 reze a respeito da reunião de peças por ordem 
cronológica, tal reunião deverá ser interpretada após a formalidade de início 
do IPM, que são: a autuação, a portaria de instauração e ordens ao escrivão, a 
nomeação de escrivão, termo de compromisso do escrivão, e a Portaria de 
designação do encarregado. 
Como se vê, não são tais peças reunidas de ordem cronológica, visto ser 
o primeiro documento do IPM, a portaria de nomeação do encarregado, a 
Folha nº 5. 
Somente após ao primeiro despacho do encarregado, é que será 
obedecida a reunião por ordem cronológica. 
Em anexo ao presente trabalho, serão apresentadas as peças mais 
comumente usadas no inquérito policial militar.
Ordem das peças
Folha 01 – Capa com autuação;
Folha 02 – Portaria do Encarregado. Quando um Oficial recebe um 
ofício ou portaria que lhe designou para, como encarregado, proceder à 
apuração do fato delituoso, deve, de imediato, baixar a Portaria instaurando o 
IPM. É o IPM instaurado pela Portaria do Encarregado e não pelo ofício ou 
portaria do Comandante, Chefe ou Diretor.
Folha 03 – Designação do Escrivão.
Folha 04 – Compromisso do Escrivão. (sigilo e fidelidade).
Folha 05 – Portaria da autoridade delegante (Cmt, Ch ou Diretor) à 
autoridade delegada (encarregado) Portaria de nomeação do encarregado.
Folha 06 – Documento (s) que deu (eram) origem ao IPM.
A partir daqui a numeração das folhas passa a seguir a ordem de acordo 
com a quantidade de folhas de cada documento inserido.
Folha? – Conclusão (Do Escrivão ao Encarregado do IPM)
Toda vez que o Encarregado do IPM determinar uma providência, 
ordenará ao Escrivão que remeta os autos conclusões após cumprir o 
determinado.
Folha? – Despacho. (Determinação do Encarregado ao Escrivão).
Folhas? – Recebimento. (Toda vez que o Escrivão receber os autos do 
encarregado redigirá o termo recebimento).
Folha? – Juntada (Art. 21 do CPPM – De cada documento recebido, 
após o despacho do Encarregado, o Escrivão providenciará a juntada. (termo) 
em que insere o dito nos autos do IPM.
Folhas? – Documentos expedidos (cópias recebidas e inseridas e nos 
autos sem juntada e por ordem cronológica).
A seguir as providências serão aquelas que o Encarregado determinar 
seguindo sempre a sequência: despacho: recebimento. Certidão; juntada se 
houver e conclusão.
Folha? - ............
Folha? - ............
Folha? - ............
Folha? - ............
Folha? - ............
Folha? - ............
Folha? – Relatório.
Folha? – Termo de remessa dos autos do IPM (Remessa do 
Encarregado à autoridade de PJM delegante).
Ofício de remessa.
Solução da APJM delegante.
Auditor de Justiça Militar (ou Central de Denúncia no RJ).
Prescrições diversas
1) Verificar se a Solução do Comando e a nomeação do Escrivão 
foram publicadas devidamente;
2) Verificar se todas as folhas foram rubricadas, na margem direita, 
pelo encarregado, bem como colocada sua chancela (rubrica grada em sinete 
para suprir assinatura). 
A rubrica a chancela do Encarregado, na margem direita das folhas do 
IPM, não são previstas no CPPM, entretanto devem ser usadas como mais um 
medida de segurança, quanto à autenticidade do documento e à possibilidade 
de troca ou subtração.
O Escrivão, além de numerar e rubricar as folhas, deve, também, usar a 
chancela.
3) Verificar se as testemunhas e ofendido rubricaram os seus 
depoimentos em folhas soltas.
4) Verificar se os títulos dos termos de inquirição (para testemunha), 
de perguntas (para indiciado e ofendido) estão registrados na forma 
regulamentar.
5) Verificar, o encarregado, as datas de nomeação do escrivão (fls. 
4), termo de compromisso (fls.3), Portaria do encarregado (fls.2) e Autuação 
(fls.1), observando as datas de uma.
6) Verificar a colocação das 5 (cinco) primeiras folhas.
 I – Capa
 II – Portaria do Encarregado
 III – Nomeação do Escrivão
 IV – Compromisso do Escrivão
 V – Portaria determinando a Instauração do IPM
7) Verificar a juntada dos documentos recebidos, obedecendo a data 
em que é fita a “Juntada”.
8) Verificar se houve acareação, existindo divergência nas 
declarações dos envolvidos.
9) Verificar se consta a relação de corretivos (praças) e/ ou nota de 
culpa (oficiais), sempre que figurarem como indiciados ou mesmo suspeito 
do envolvimento.
10) Verificar se o escrivão numerou e rubricou todas as folhas, uma 
por uma, a partir da Capa (Autuação, até a que contém o termo final da 
“Remessa”.
11) Verificar se concluiu pela inexistência de crime ou transgressão 
da disciplina militar, sem que para tal se justifique.
12) Verificar se deixou de fazer juntada aos autos de Laudo Pericial, 
Cadavérico e Exame de Corpo de Delito, desde que haja necessidade 
(acidente de Trânsito, morte e agressão).
13) Observar o espaço 2 (dois) nos depoimentos, bem como 5 cm à 
esquerda e dois cm à direita.
14) Utilizar a mesma máquina de escrever, durante a feitura de todo 
inquérito.
15) Verificar para não ultrapassar o prazo do encerramento do IPM, 
sem que, para tal, tenha solicitado prazo.
16) Verificar se deixou de datar o Relatório e a Solução do IPM.
17) Verificar se os despachos, “Julgo Procedente” e “Junte-se aos 
Autos”, foram postos devidamente nos documentos recebidos.
18) Verificar se os espaços em brancos foram inutilizados por linhas 
sinuosas.
19) Quando houver pedaços de papéis pequenos, devem ser presos 
(cola, grampos, etc.) em uma folha de papel que será anexada (e devidamente 
numerada) aos autos.
20) Verificar o encarregado do IPM se em seu “Relatório” fez constar 
o enquadramento do faltoso no RDPM, sempre que concluir pela existência 
de transgressão da disciplina militar.
21) Verificar se a autoridade instaurante, discordando do encarregado 
do IPM, imputar o cometimento de transgressão da disciplina militar, e ou fez 
o devido enquadramento do faltoso no RDPM.
Verificar, em se tratando de “Acidente em Ato de Serviço ou não”, se 
foi feito o enquadramento conforme o Dec. 544, de 7 de janeiro de 1976.
Recomendação – Correção – IPM
 Visando a disciplinar o modo de se conduzir os Encarregados do 
IPM na eventual feitura imperfeita do Processo, deverão ser observados os 
seguintes procedimentos quando de retorno do Inquérito ao encarregado para 
correção de falhas:
1) O Encarregado do Inquérito, de posse do IPM e do Ofício do Cmt. 
Geral ou Cmt. Da Uop, determinando correção de falhas, fará um 
“DESPACHO” para o Escrivão, no próprio corpo do IPM, logo após a 
remessa;
2) O Escrivão faz recebimento e, cumprida a exigência, certifica e em 
seguida faz a “JUNTADA” do Ofício ao Processo;
3) Depois de “JUNTADA”, a “CONCLUSÃO” ao Encarregado do 
IPM;
4) O Encarregado, por sua vez, redige o “Relatório-Aditamento”, 
mencionando se as exigências influíram ou não no Relatório de “folhas tal”;
5) Devolve, em seguida, ao Escrivão para anexação do “Relatório-
Aditamento”, procedido do “Recebimento”;
6) Em seguida, o Escrivão fará nova “Remessa” à autoridade que 
determinou o IPM;
7) O Comandante da OPM, de posse novamente do IPM, dará nova 
“Solução”, se for o caso, ou fará menção de que as exigências em nada 
influíram na “Solução” de folhas tal.
 
Observação:
a) Os Cmt. Da Uop devem realizar um exame rigoroso no IPM, antes 
de sua remessa à AJMERJ.
O encarregado do IPM deve efetuar um criterioso exame no inquérito, 
visando a evitar repetição de falhas (técnicas, ortográficas, incoerência de 
datas, etc.), já que provocam atrasos no julgamento dos processos, pelo 
retorno para correção, e revelam, sobretudo, ausência de zelo do encarregado 
do IPM.
 
Aj G – Bol da PM n.º 080 - 05 JUN 2008 – PÁG 38
INQUÉRITO POLICIAL MILITAR – CONFECÇÃO – 
DETERMINAÇÃO AOS ENCARREGADOSConsiderando o excessivo número de formalidades e procedimentos 
não observados pelos encarregados de IPM;
Considerando que as principais fontes legais para a confecção de um 
IPM são a CRF/88B, CPPM, COM e o M-5 (Manual de Inquérito Policial 
Militar e Auto de Prisão em Flagrante de Delito);
Considerando que o Comandante Geral da PMERJ é a maior autoridade 
no exercício da competência originária dentre as autoridades de polícia 
judiciária militar, que delega aos encarregados de IPM a atribuição de polícia 
judiciária militar (CPPM, art. 7º);
Considerando que os encarregados de IPM também podem ser 
responsabilizados administrativamente e/ou criminalmente por erros 
cometidos durante a apuração;
Considerando que o IPM é procedimento administrativo inquisitorial, 
onde não incidem as garantias constitucionais da ampla defesa e 
contraditório, sendo ele um instrumento de suma importância para a 
Administração da justiça e para a Corporação;
Face o exposto, o Comandante Geral, no uso de suas atribuições, elenca 
as falhas mais comuns na confecção de IPM, e determina aos encarregados 
que doravante não cometam tais erros durante a confecção do procedimento, 
sob o risco de serem penalizados administrativamente e/ou criminalmente. 
 
1.Falta de autuação nas peças exordiais (“autue-se” com a respectiva 
data, rubrica e carimbo do encarregado) nos autos do IPM (CPPM, art. 21);
2.Termos - conclusão, recebimento, certidão e juntada, usados de forma 
incorreta;
3.Utilização indevida do Termo de Juntada para documentos expedidos 
pelo Encarregado de IPM, quando somente é utilizado o Termo em comento 
por ocasião de documentos recebidos, ou seja, os documentos que “vem de 
fora” (inclusive ofícios de apresentação de policiais militares), assim como 
do despacho de “julgo procedente junte-se aos autos”, no documento ou 
documentos a serem juntados, no qual deverá ser feito pelo encarregado do 
IPM;
4.Termo de inquirição superficial, deixando de aprofundar questões 
relevantes como, por exemplo, procedência de veículo, armamento, telefone 
celular, além da não utilização do termo de acareação por ocasião de 
depoimentos contraditórios;
5.Falta de auditoria via GPS, quando necessário;
6.Falta de ficha disciplinar do indiciados e ofícios de apresentação;
7.Utilização do termo ‘convite’ ao invés de ‘notificação’ (CPPM, art. 
347);
8.Relatório bastante sucinto, não descrevendo de forma detalhada o que 
foi apurado, conforme prevê o M-5 (OBJETIVO DO IPM, DILIGÊNCIAS 
REALIZADAS e RESULTADOS OBTIDOS e CONCLUSÃO). Em síntese, 
cumprir rigorosamente o disposto no artigo 22, do CPPM, principalmente 
quanto a necessidade do Pedido de Prisão Preventiva – PP do indiciado;
9.Falta de comunicação à CIntPM quando concedida prorrogação de 
prazo pela promotoria em exercício junto à AJMERJ;
10. Quando da confecção do relatório não mencionar se houve 
transgressão da disciplina (e qual) por parte dos envolvidos no procedimento, 
além de infração penal militar;
11. Falta de perícia nos crimes que deixam vestígios, tais como: lesão 
corporal, homicídio etc (CPPM, art. 328);
12. Amarração incorreta e capa imprópria para os autos;
13. Não observância das medidas preliminares a serem adotadas 
(CPPM, art. 12);
14. Denominação incorreta das pessoas ouvidas no procedimento, tais 
como: declarante, envolvido, depoente. No IPM o sujeito é ouvido como 
INDICIADO, TESTEMUNHA ou OFENDIDO, dependendo de cada 
situação;
15. Termo de Encerramento de Volume (O termo de encerramento só 
se usa na fase judicial, por ordem da autoridade judiciária competente); e, 16. 
Atraso na remessa dos autos à CIntPM para posterior solução do Comandante 
Geral. Tal fato acarreta prejuízos tanto para a administração como para a 
justiça.
(Nota nº 2315 – 05Jun08 – CIntPM/RUP)
 
 
 
CAPÍTULO 4
DA JURISPRUDÊNCIA
 
PECULATO CULPOSO – CONFRATERNIZAÇÃO
APELAÇÃO N.º 1.209 – TJM – MG
APELADO: 1.º Ten PM Albertino Pereira da Silva
RELATOR: Juiz Cel PM Laurentino de Andrade Filocre
RELATOR PARA O ACÓRDÃO: Juiz Fausto Nunes Vieira
 
 EMENTA: PECULATO CULPOSO – É o crime do agente que, 
por negligencia, concorre para que outrem subtraia dinheiro sob sua guarda e 
responsabilidade.
 
 TJM 01-09-1978 – N.º do acórdão 20
 
LEGÍTIMA DEFESA – O POLICIAL QUE REPELE COM 
MODERAÇÃO
AGRESSÃO INJUSTA
APELAÇÃO N.º 1.212
APELANTE: A Justiça Militar
APELADO: Sd PM João Elias (2.º)
RELATOR: Juiz Cel PM Laurentino de Andrade Filocre
REVISOR: Juiz Cel PM Afonso Barsante dos Santos
 
 EMENTA: Age em legitima defesa própria e de terceiro o policial-
militar que repele agressão injusta a atual contra pessoa, depois de procurar 
socorrer seu colega de serviço, baleado injustamente pelo atacante.
 
 TJM 11-08-1978 – N.º do acórdão 15ª
 
HABEAS CORPUS – NULIDADE DO FLAGRANTE – 
LAVRATURA DO AUTO
HABEAS CORPUS N.º 699
PACIENTE: Sd PM João Evangelista Borges Barbosa
IMPETRANTE: Dr Paulo Carneiro
AUTORIDADE DETENTORA: MM. Juiz Auditor da 2.ª Auditoria 
Judiciária Militar Estadual
RELATOR: Juiz Cel PM Laurentino de Andrade Filocre
 
 EMENTA – Habeas corpus – Nulidade do Flagrante – Lavratura 
do Auto – A Lavratura do auto de prisão em flagrante, horas após o 
cometimento do crime, ainda que no dia posterior, não infringe a norma legal, 
máxime se não era possível fazê-lo antes.
 TJM 05-10-1978 – N.º do acórdão 27
 HABEAS CORPUS N.º 55.962-0 – SÃO PAULO
 
PACIENTES: Moacir dos Santos e Outro
 
 EMENTA: Policiais-Militares dos Estados – pelos crimes militares 
que praticarem no exercício de função policial civil, seus integrantes 
respondem, agora, perante as justiças militares estaduais, nos termos da nova 
redação dada ao Art. 144, §1º, letra “d”, da Constituição, pela Emenda 
Constitucional n.º 7, de 1997, que prejudicou, em parte o enunciado da 
Súmula 297 (RHC´s 56.059 e 56.068)
 
A C Ó R D Ã O
 
 Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da 
primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, de conformidade com a ata de 
julgamento e notas taquigráficas de votos, negar a ordem.
 
 Antônio Neder – Presidente
 Xavier de Albuquerque – Presidente
HEBEAS CORPUS N.º 55.962-0 – SÃO PAULO
RELATOR: O Sr. Ministro Xavier de Albuquerque
PACIENTES: Moacir dos Santos e Outro
 
R E L A T Ó R I O
 O Sr. MINISTRO XAVIER DE ALBUQUERQUE:
 Acusados de peculato-furto que teriam 
 Acusados de peculato-furto que teriam cometido em serviço na 
qualidade de soldados da Polícia Militar, os pacientes respondem a processo 
perante a Justiça Militar do Estado de São Paulo.
 A competência dessa justiça especial foi reconhecida, em grau de 
recurso, pelo Tribunal da Justiça Militar do Estado. E o presente habeas 
corpus, impetrado contra o acórdão que assim decidiu, visa ao deslocamento 
do feito à Justiça comum.
 Por se tratar de fato ocorrido a 19 Ago 76, anteriormente, portanto, 
à vigência da emenda Constitucional n.º 7/77, a Procuradoria-Geral da 
República opina pelo deferimento do pedido.
 É o relatório
 
V O T O
 
 O SR. MINISTRO XAVIER DE ALBUQUERQUE (Relator): 
julgando na Sessão de ontem os RHC8s 56.049 e 56.068, de que foram 
relatores os eminentes Ministros Rodrigues Alkmim e Antônio Neder, o 
Plenário decidiu que em razão da nova redação dada ao Art. 144, §1.º, letra 
“D” da Constituição, pela Emenda n.º 7, de 1977, já não pode prevalecer 
relativamente aos crimes praticados por integrantes das Polícias Militares 
estaduais, o enunciado da Súmula 297. Por isso, foi recomendada a 
reformulação da dita Súmula, a ser proposta pela comissão competente.
 Esse entendimento alcança os feitos relativos a crimes praticados 
antes de entrar em vigor a referida Emenda n.º 7, pois a nova regra de 
competência nela estabelecida tem incidência imediata. Diversa poderia ser a 
conclusão se, instaurada a ação penal perante a Justiça comum, então 
competente, já houvesse sido definitivamente julgada em primeira instância.
 Isto posto, indefiro o pedido.
 
EXTRATO DA ATA
 
 RHC 55.962.0 - SP – Rel.Min. Xavier de Albuquerque.
Ptes: Moacir dos Santos e outro. Imptes.: Alice Soares Ferreira e outro. 
Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo.
 Decisão: Indeferido o pedido, à unanimidade de votos. – 1ª – T., 
02-06-78.
 Presidência do Sr. Ministro Antônio Neder. Presentes à sessão os 
Srs. Ministros Xavier de Albuquerque e Soares Munõz. Ausentes, 
justificadamente, os Srs. Ministros Rodrigues Alckmim e Cunha Peixoto.
 
 4º Subprocurador-Geral da República, o Dr. Francisco de Assis 
Toledo.
 Antônio Carlos de Azevedo Braga, Secretário
 
RECURSO DE HABEAS-CORPUS N. 54.550 – SP
(Primeira Turma)
 
Relator: O Sr. Ministro Eloy da Rocha
Recorrentes: Alcides da Conceição e outro
Recorrido: Tribunal de Justiça Militar do Estado
 
EMENTA – Habeas corpus. Considera-se crime militar, nos termos do artigo 9.º, inciso II, letra “c”,
do Código Penal Militar, crime de concussão, previsto no artigo 305 do mesmo Código, praticado
contra civil, por militar em serviço, segundo o artigo 3.º, letra “a”, do Decreto-Lei n.º 667, de 2 de
julho de 1969, com a redação do decreto-Lei n.º 1.072, de 30 de dezembro de 1969. Competência
da Justiça Militar. Improcedência das alegações de nulidade da denúncia e de falta de justa causa
para a ação penal. Recurso não provido.
 
 ACÓRDÃO
 
Vistos,
 Acordam os Ministros do Supremo
 
Tribunal Federal, em Primeira Turma, por unanimidade de votos, negar 
provimento ao recurso, na conformidade das notas taquigráficas.
 Brasília, 1.º de Junho de 1976.
 ELOY DA ROCHA, Presidente e relator.
 
 RELATÓRIO
 O Sr. Ministro ELOY DA ROCHA: - O advogado Tertuliano 
Cerqueira Filho impetrou ao Tribunal de Justiça Militar do Estado de São 
Paulo habeas-corpus a favor de Jairo Bento da Silva e Alcides da Conceição.
 Os pacientes foram denunciados, perante a Primeira Auditoria da 
Justiça Militar do Estado como incursos, duas vezes, no artigo 305 do Código 
Penal Militar. A denúncia é do seguinte teor (fls. 12/13):
 “O promotor da Justiça Militar do Estado, que esta subscreve, no 
uso das suas atribuições funcionais, apresenta a Vossa Excelência denúncia 
contra o 2.º Sargento PM RE. 62.919-7 Alcides da Conceição e o SD PM RE 
46.692-1 Jairo Bento da Silva, ambos pertencentes ao 22.º Batalhão da 
Polícia Militar do Estado, pelo fato delituoso seguinte:
 Consta do incluso IPM que, no dia 24 de abril de 1975, por volta 
das 21:00hs, os denunciados, quando de serviço no Patrulhamento Tático 
Móvel, compareceram a uma casa lotérica, sito à Av. Paula Ferreira, n.º 
1.664, Vila Bonilha, nesta Capital, e, após constatarem que várias pessoas ali 
se encontravam jogando ilegalmente, informaram ao proprietário daquele 
estabelecimento (Sr. José Vieira da Silva) que todos seriam detidos e 
conduzidos ao Exército. O civil, compreendendo as insinuações dos policiais, 
entregou-lhes a importância de Cr$ 100,00 (cem cruzeiros), ocasião em que o 
primeiro denunciado alegou que tal importância era pouca, passando então a 
exigir mais Cr$ 100,00 (cem cruzeiros). O proprietário da lotérica, acedendo 
a tal exigência, entregou ao primeiro denunciado a referida importância, 
perfazendo total de Cr$ 200,00, sendo certo que p segundo denunciado a tudo 
presenciou.
Consta ainda que, dois meses após, em horário não determinado, os 
denunciados novamente compareceram àquele recinto e exigiram, 
claramente, a importância de 150,00 (cento e cinquenta cruzeiros), ocasião 
em que o Sr. José entregou-lhes a citada importância.
Com semelhante fato, incorrem os denunciados nas penalidades do 
artigo 305 (duas vezes) do Código Penal Militar, em razão do que contra eles 
se oferece a presente denúncia.
 
ACÓRDÃO
 
Vistos, relatados e discutidos autos, acordam os Ministros da Primeira 
Turma do Supremo Tribunal Federal, de conformidade com a ata de 
julgamento e notas taquigráficas, à unanimidade de votos, conceder a ordem, 
nos termos de voto do Ministro Relator.
 
 
Brasília, 8 de abril de 1980.
THOMPSON FLORES, Presidente.
XAVIER DE ALBUQUERQUE, Relator.
 
 
RELATÓRIO
 
O Sr. Ministro Xavier de Albuquerque – O paciente foi denunciado, 
perante a Justiça comum, por homicídio que praticou com emprego de arma 
pertencente à Polícia Militar do Estado de São Paulo, da qual era integrante. 
O juiz declinou da competência e remeteu os autos a uma das Auditorias da 
Justiça Militar estadual, mas a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de 
Justiça, provendo recurso do Ministério Público, reformou a decisão e 
mandou que prosseguisse a ação penal no Juízo de ordem.
Daí o presente “habeas corpus”, fundado na incompetência da Justiça 
comum.
A Procuradoria-Geral da República opina pelo deferimento da ordem e 
invoca precedente da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, o RHC 
n.º 57.276, a cujo acórdão o eminente Ministro Decio Miranda apôs esta 
ementa fls. 43:
“Penal Militar. Tentativa de homicídio praticada por militar da Polícia 
Militar Estadual, contra civil, em momento que não se achava a serviço, mas 
usando arma de propriedade da Corporação a ele confiada.
É crime militar, de competência da Justiça Militar do Estado (Código 
Penal Militar, artigo 9.º, II, “f”)”.
 
É o relatório.
 
VOTO
 
 O Sr. Ministro Xavier do Albuquerque (Relator): - O paciente era, 
ao tempo do fato delituoso, policial-militar em situação de atividade –pois 
não havia passado à reserva nem sido reformado ou demitido – e não estava 
em serviço, mas se utilizou, como reconhecido pelo próprio acórdão 
impugnado, de arma pertencente à corporação que integrava. Praticou, 
portanto, crime militar, e não crime comum, pelo que não deve ser 
processado e julgado senão pela Justiça Militar estadual.
 
 
 No julgamento do RECr n.º 90.449, que aqui concluímos a 11 de 
março passado, votei neste mesmo sentido. E assim também decidiu a 
Segunda Turma do precedente lembrado pela Procuradoria Geral.
 
 Isto posto, concedo a ordem de “habeas-corpus” para, 
reconhecendo a incompetência da Justiça comum, restabelece a decisão do 
Dr. Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal de Santo André.
 
 
EXTRATO DA ATA
 
 HC n.º 57.663 – Rel. Ministro Xavier de Albuquerque. Pacte. José 
Camilo de Oliveira. Impte. Carlos Garcia Requena. Coator: Tribunal de 
Justiça do Estado de São Paulo.
 
 Decisão: Concedida a ordem, nos termos do voto do Ministro 
Relator. Decisão unânime. 1.ª T., 8.4.1980.
 
 Presidência do Sr. Ministro Thompson Flores, presentes à sessão 
os Sr. Ministros Xavier de Albuquerque, Cunha Peixoto, Soares Munõz e 
Rafael Mayer.
 Subprocurador-Geral da República, o Dr. Francisco de Assis 
Toledo.
 Aberto Veronese Aguiar, Secretário.
 
 
 ACÓRDÃO
 
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da 
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata do 
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar 
provimento ao recurso.
 Brasília, 11 de abril de 1978.
DJACI FALCÃO, Presidente e Relator.
 
 RELATÓRIO
 
 O Sr. Ministro DJACI FALCÃO: - O acórdão objeto do presente 
recurso ordinário guarda o seguinte teor:
 “Vistos, relatados e discutidos estes autos de “Habeas-Corpus” n.º 
730, em que é impetrante o Sr. Advogado Benedito Luiz Pimentel Grecco, 
sendo indiciado no processo o soldado PM Osni Rodrigues – RE n.º 49.670-
7: Acordam os Juízes do Tribunal de Justiça Militar do Estado, por 
unanimidade de votos, negar provimento ao pedido por entender competente 
à Justiça Militar para julgar o crime praticado pelo Militar.
 Consoante consta da petição – fls. “Increpa-se ao paciente a 
pratica do delito capitulado no artigo 305 do Código Penal Militar, pois teria 
exigido de um civil, quando em serviço de policiamento rodoviário, 
determinada importância, a fim de não tomar providências cabíveis na 
espécie”.
 O Batalhão Rodoviário integra a Polícia Militar e, como função 
precípua, atribuise-lhe o policiamento fardado e ostensivo das rodovias 
estaduais, dirigidas suas operações por Comando Militar próprio, 
subordinadoao Comando Militar Geral. À Justiça Militar compete julgar os 
integrantes das Polícias Militares, consequentemente, contido nesse conceito 
se enquadra o paciente quando da pratica de ato lesivo referido.
 No tocante ao relaxamento da prisão do soldado Osni Rodrigues, 
também pleiteado, ainda não se esgotou o prazo do artigo 399 do Código de 
Processo Penal Militar, pois a denúncia é de 12.9.1977, e, quanto às 
alegações de flagrante preparado e atipicidade da denúncia, pelos elementos 
dos autos e aparência dos atos impugnados, como bem diz o parecer do Sr. 
Procurador, devem ser melhor apreciados nos autos da ação em andamento, 
como for direito.
 São Paulo, 27 de outubro de 1977.
 (Ass.) Juiz Cel PM MILTON MARQUES DE OLIVEIRA, 
Presidente.
 (Ass.) Juiz MOZART ANDREUCCI, Relator”. (fls. 38/39).
 
 
RECURSO DE “HABEAS-CORPUS” N.º 56.049 – SP
(Tribunal Pleno)
 
Relator: O Sr. Ministro Rodrigues Alckmim
Recorrente: Luiz José Altino e outro
Impetrante: Claudio de Luna
Recorrido: Tribunal de Justiça Militar de São Paulo
 
 EMENTA – “Habeas-corpus”. Competência. Polícia Militar do 
Estado.
 Nos termos do artigo 144, §1.º “d”, da Constituição, dada pela 
Emenda Constitucional n.º 7, de 13 de abril de 1977, a Justiça Militar 
estadual é competente para processar e julgar os integrantes das polícias 
militares, nos crimes militares definidos em lei.
 Crime cometido por policiais-militares no policiamento ostensivo 
do trânsito.
Competência da Justiça Militar.
 Proposta de reformulação da Súmula n.º 297 acolhida.
 Recurso de “habea-corpus” não provido.
 
ACÓRDÃO 
RELATÓRIO
 
RECURSO DE “HABEAS-CORPUS” N.º 57.540 – RS
(Segunda Turma)
 
Relator: O Sr. Ministro Decio Miranda
Recorrentes: Antônio de Pádua Lemos Riolfi e outro
Advogado. Dilemando de Jesus dos Santos Motta
Recorrido: Corte de Apelação da Justiça Militar do Estado do Rio 
Grande do Sul
 
 EMENTA – Competência. Justiça Militar. Civis que, em co-
autoria com Oficial da Força Pública Militar estadual, cometem crime militar. 
Impossibilidade de cisão do fato. Continência que acarreta a fixação da 
competência da Justiça Militar, nos termos dos artigos 78, IV do Código de 
Processo Penal, e 9º “a” do Código Penal Militar.
 
“HABEAS-CORPUS” N.º 55.903 – PR
(Segunda Turma)
 
Relator: Sr. Ministro Moreira Alves
Paciente: Laercio Silva do Amaral
Autoridade coatora: Auditoria de Polícia Militar do Paraná
 
 EMENTA – “Habeas-Corpus”. Competência. Crime previsto no 
Artigo 171 do Código Penal Militar. Se o crime de que é acusado o policial-
militar é de natureza militar, é competente para processá-lo e julgá-lo a 
Justiça Militar do Estado a que pertence sua corporação, não obstante o delito 
tenha sido praticado no território de outro Estado.
“Habeas-Corpus” indeferido.
LEX – Jurisprudência do STF – N.º 4 – págs. 192/193
 
RECURSO DE “HABEAS-CORPUS” N.º 57.293 – PA
 
Relator: O Sr. Ministro Moreira Alves
Recorrente: Gonçalo Mateus de Oliveira
Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado do Pará.
 
 EMENTA – “HABEAS-CORPUS” – É meio idôneo para 
determinar o trancamento de ação penal proposta perante a Justiça Penal 
Comum quando, pelo mesmo fato, capitulado como crime militar, está sendo 
processado o paciente pela Justiça estadual, ambos os Juízes de primeiro grau 
subordinados ao Tribunal de Justiça do Estado.
 
Nos termos do artigo 144, §1.º, “d”, da Constituição Federal, com a 
redação dada pela Emenda Constitucional n.º 7, de 13 de abril de 1977, a 
Justiça Militar estadual é competente para processar e julgar os integrantes 
das Polícias Militares, quando no exercício da função de policiamento, nos 
crimes militares definidos em lei.
 Recurso ordinário a que se dá provimento.
LEX – Jurisprudência do STF – N.º 14 – pag. 323.
 
CAPÍTULO 5
DOS FORMULÁRIOS DO 
INQUÉRITO POLICIAL-MILTAR
 
 
Capa do Inquérito Policial-Militar na PMERJ 
INQUÉRITO POLICIAL MILITAR Nº _________________
 
FATO: Art. 209 do CPM - Lesão Corporal
INVESTIGADOS: Policiais Militares do XXº BPM
OFENDIDO: Túlio Inocêncio Júnior
ENCARREGADO: Posto, RG e nome
ESCRIVÃO: Posto/graduação, RG e nome
 
AUTUAÇÃO
 
Aos ______ dias do mês de __________ do ano de ______________, nesta 
Cidade do Rio de Janeiro, no XXº Batalhão de Polícia Militar, autuo os 
documentos de folhas 02 a _____, que a este junto, após terem sido entregues 
pelo encarregado do presente Inquérito Policial Militar. Eu, (GRADUAÇÃO 
E NOME DO ESCRIVÃO), servindo de escrivão, escrevi e subscrevo.
 
Nome completo - Grau hierárquico
Escrivão
Id.
 
 
OBSERVAÇÃO:
 Os documentos foram editados de acordo com o manual de redação oficial do poder
executivo do Estado do Rio de Janeiro, aprovado pelo Decreto n.o 44.970, de 25 Set 14 (Bol da PM
n.o 178 – 26 Set 14). 
 . a) As peças do inquérito serão, por ordem cronológica, reunidas num só processo e
datilografadas, em espaços dois, com as folhas numeradas e rubricadas pelo escrivão (Art. 21
CPPM).
 . b) Apor, o encarregado do inquérito, bem como o escrivão, a chancela em todos os
documentos rubricados. 
 . c) A capa constituirá a capa número 1 (um) do processo. 
 . d) O espaço em branco, o escrivão deverá inutilizá-lo por meio de linhas SINUOSAS
VERTICAIS.
 . e) Devem se usar as duas faces do papel. Quando fizermos referência aos dois lados da
mesma folha diremos, por exemplo: fls 5 e 5V (folhas n.o 5 e 5 verso).
 . f) Recomenda-se que, ao atingir o IPM 200 (duzentos) folhas, seja aberto outro volume,
lavrando-se o competente termo. No IPM não há termo de encerramento. O termo de encerramento
só se usa na fase judicial, por ordem da autoridade competente. 
 
Termo de Abertura do ............Volume
TERMO DE ABERTURA DO ............VOLUME 
 
 Aos .........dias do mês............do ano .........nesta cidade de (o) 
.................... Estado do ............., no .............(OPM ou Repartição 
competente) inicia às fls. ........... este ..............volume do inquérito policial-
militar em que é (ou são) indiciado (s) ................ (e outros, se for o caso) 
............., nos termos da Portaria n.o ......., de ....... de ...........de .............., do 
Sr. (autoridade delegante) ............, Juntando as peças que se seguem; do que, 
para constar, lavrei o presente termo. 
 Eu .........(rubrica)........, nome, posto ou graduação, servindo de Escrivão 
que o escrevi e subscrevo. 
Nome completo - Grau hierárquico
Escrivão
Id.
 
Portaria
PORTARIA 
 
 Tendo-me sido delegadas pelo Sr. ............(designa-se a autoridade 
nomeante) as atribuições que lhe competem, para apurar o fato (ou fato 
criminoso atribuído ao nome, posto ou o que for) a que se refere a portaria 
inclusa e mais papéis anexo (parte, queixa, requisição, documento ou o que 
for), determino que se proceda aos necessários exames e diligências para 
esclarecimento do mesmo fato. 
 Determino ao Sr. Escrivão que autue a presente com os documentos 
inclusos (se houver), juntando, sucessivamente, as demais peças que forem 
acrescendo, e intime as pessoas que tiverem conhecimento do aludido fato a 
comparecer para prestarem declarações sobre o mesmo e suas circunstâncias, 
em dia e hora que forem designados. 
Local, ........... de ..........de 20.... 
 
Nome completo – posto
Encarregado do IPM
Id.
(omisso na 2ª Edição)
 
 
OBSERVAÇÕES: 
 Logo que tiver conhecimento da prática de infração penal militar, verificável na ocasião, a
autoridade a que se refere o § 2o do Art. 10 do CPPM deverá, se possível:
 . a) dirigir-se ao local, providenciando para que se não alterem o estado e a situação das
coisas, enquanto necessário; 
 . b) apreender os instrumentos e todos os objetos que tenham relação com o fato;
 . c) efetuar a prisão do infrator, observando o disposto no Art. 244;
 . d) colher todas as provas que sirvam para o esclarecimento do fato e suas circunstâncias;
 . e) a portaria do encarregado constituirá a folha de n.o 2 (dois).
 
Designaçãode Escrivão
(DESIGNAÇÃO DE ESCRIVÃO)
(PELO ENCARREGADO DO IPM) 
CI. PMERJ/OPM/SEI n.o 001/2015 Rio de Janeiro, 29 de outubro de 
2015.
 
Para: (CMT da OPM).
De: (Encarregado do IPM).
Assunto: Designação de Escrivão do IPM. 
 
 Usando da atribuição que me confere o Art. 11 do CPPM em vigor, 
nomeio o ...............(Posto ou graduação e nome)..............., para funcionar 
como Escrivão do Inquérito Policial-Militar do qual sou encarregado. 
 
Nome completo - Posto
Encarregado do IPM
Id.
 
 
Bol da PM n.o 070 – 17 Abr 13 – p.22
Processos Administrativos Disciplinares – Orientações – determinações.
(...) Os procedimentos Apuratórios não devem ser autuados no sistema de Processo Eletrônico
Integrado (UPO), devendo as instruções dos mesmos seguirem as normas vigentes.
 
(DESIGNAÇÃO DE ESCRIVÃO)
(PELA AUTORIDADE INSTAURADORA) 
 
CI. PMERJ/OPM/ SEI n.o 001/2015 Rio de Janeiro, 29 de outubro de 
2015. 
 
Para: (Encarregado do IPM).
De: (CMT da OPM).
Assunto: Portaria nomeando Escrivão de IPM. 
 
 Usando da atribuição que me confere o Art. 11 do CPPM em vigor, 
nomeio o ...............(Posto ou graduação e nome)............... para funcionar 
como Escrivão do Inquérito Policial-Militar que mandei instaurar pela 
Portaria n.o ...... de .......... de ................. de 20.... . 
Nome completo - Posto
Cargo
Id.
 
 
 OBSERVAÇÕES:
 . a) O Encarregado designará um Subtenente ou Sargento para funcionar como escrivão do
inquérito policial-militar, se o indiciado não for um Oficial, ou um Segundo-Tenente ou Primeiro-
Tenente, se o indiciado for Oficial (Art. 11 do CPPM); 
 . b) Em se tratando da apuração de fato delituoso de excepcional importância ou de difícil
elucidação, o encarregado do inquérito poderá solicitar do Procurador Geral a indicação de
procurador que lhe assistência (Art. Do CPPM); 
 . c) A designação do escrivão constituirá a folha de número 04 (quatro) (Em ambos os
casos de designação) 
 
Designação em substituição
MODELO DE DESIGNAÇÃO, EM SUBSTITUIÇÃO
(doença, falecimento, etc) 
CI. PMERJ/OPM/SEI n.o 001/2015 Rio de Janeiro, 29 de outubro de 
2015. 
 
Para: (CMT da OPM).
De: (Encarregado do IPM).
Assunto: Portaria nomeando Escrivão de IPM - Substituição 
 
 Designo o ...............(nome e posto, ou graduação)............... em 
substituição ao...............(nome e posto, ou graduação)............... por...............
(declinar o motivo, se for possível)...............para servir de Escrivão do 
Inquérito Policial-Militar do qual sou Encarregado, lavrando-se o competente 
Termo de Compromisso. . 
 
Nome completo - Posto
Encarregado do IPM
Id.
 
Termo de compromisso do Escrivão
 
TERMO DE COMPROMISSO 
 
 Aos ..........dias do mês de .........do ano de ....................... eu, ...........
(posto ou graduação, RG, nome) ................., tendo sido designado escrivão 
de IPM, instaurado pela Portaria de n.o ............... de ............(data)................., 
do ..............(cargo da autoridade instaurante) ..................., presto o 
compromisso de manter sigilo do inquérito e de cumprir fielmente as 
determinações legais, de conformidade com o Art. 11, parágrafo do Código 
de Processo Penal Militar. 
Local, ............de ...............de 20..... 
 
Nome completo – Grau hierárquico
Escrivão
Id.
(omisso na 2ª Edição)
 
 
 OBSERVAÇÃO: 
 . a) O Termo de Compromisso constituirá a folha de n.o três (3);
 . b) O espaço pontilhado será preenchido sempre por extenso.
 
Inquérito Instaurado “EX-OFFICIO”, Conforme o disposto no Art. 10 
Alínea “a” do CPPM
CI. PMERJ/OPM/SEI n.o 001/2015 Rio de Janeiro, 29 de outubro de 
2015. 
 
Para: (Cap PM....).
De: (CMT da OPM).
Assunto: Portaria determinando abertura de IPM. 
 
 Tendo chegado ao meu conhecimento que no quartel (ou que for – onde 
for) o seguinte fato (narra-se resumidamente o fato), determino que seja, com 
a possível urgência, instaurado a respeito o devido Inquérito Policial-Militar, 
delegando-lhe, para esse fim, as atribuições policiais que me competem. 
 
Assinatura da autoridade instauradora
Cmt. do.............................................. 
 
 
 OBSERVAÇÃO: 
 . a) Suspeição do encarregado do inquérito (Art. 142 do CPPM). Não se poderá opor
suspeição ao encarregado do inquérito, mas deverá este declarar-se suspeito quando ocorrer motivo
legal, que lhe seja aplicável.
 . b) Sempre que possível, deverá ser nomeado, para encarregado do IPM, Oficial de posto
não inferior a Capitão; e, em se tratando de infração penal contra Segurança Nacional, sê-lo-a,
sempre que possível, Oficial Superior, atendida, em cada caso, a sua hierarquia, se Oficial o
indicado. (Art. 15 do CPPM).
 
Inquérito Instaurado por Determinação ou delegação da Autoridade 
Superior, conforme o disposto no Art. 10 Alínea “b” do CPPM
CI. PMERJ/OPM/SEI n.o 001/2015 Rio de Janeiro, 29 de outubro de 
2015. 
Para: (Cap PM....).
De: (CMT da OPM).
Assunto: Portaria determinando abertura de IPM.
 
 Tendo o Exmo. Sr. Secretário Extraordinário da Polícia Militar (ou a 
autoridade que for), determinado pelo ............ (Ofício, aviso ou que for) 
............... junto, a instauração .................. do inquérito Policial-Militar sobre 
o fato de .................., determino, face ao que preceitua o Art. 10 alínea “b” do 
CPPM, ao ........(posto, RG, nome)................. a instauração do mesmo para, 
no prazo legal, apurar o referido fato, delegando-lhe, para isso, as atribuições 
policiais que me competem. 
 
 
Assinatura da autoridade instauradora
Cmt. do.............................................. 
 
Inquérito Instaurado em virtude da Requisição do Ministério Público, 
conforme o disposto no Art. 10 Alínea “c” do CPPM
 
CI. PMERJ/OPM/SEI n.o 001/2015 Rio de Janeiro, 29 de outubro de 
2015. 
 
Para: (Cap PM....).
De: (CMT da OPM).
Assunto: Portaria determinando abertura de IPM.
 
 Tendo em vista a requisição do Ministério Público Militar, nos termos 
da alínea C, do Art. 10 do Código de Processo Penal Militar, encaminhada 
pelo ofício n.o ........ do Dr. Juiz Auditor da AJMERJ, acompanhado das 
inclusas cópias, determino seja, com a possível urgência, instaurado a 
respeito o devido Inquérito Policial-Militar, delegando-lhe, para esse fim, as 
atribuições policiais que me competem. 
 
Assinatura da autoridade instauradora
Cmt. do.............................................. 
 
Inquérito Instaurado por decisão do Superior Tribunal Militar, 
conforme o Disposto no Art. 10 Alínea “d” do CPPM 
 
CI. PMERJ/OPM/SEI n.o 001/2015 Rio de Janeiro, 29 de outubro de 
2015. 
 
Para: (Cap PM....).
De: (CMT da OPM).
Assunto: Portaria determinando abertura de IPM.
 
 Tendo em vista a decisão proferida pelo Egrégio Superior Tribunal 
Militar, nos termos da alínea d, do Art. 10 do Código de Processo Penal 
Militar, que através do ofício número ............(ou acórdão n.o ...............) 
............ acompanhado dos documentos constantes do anexo, denúncia 
................., determino seja, com a possível urgência, instaurado a respeito o 
devido Inquérito Policial-Militar, delegando-lhe, para esse fim, as atribuições 
policiais que me competem. 
 
 
Assinatura da autoridade instauradora
Cmt. do.............................................. 
 
Inquérito Instaurado a Requerimento da Parte Ofendida ou de quem 
Legalmente a Representante
 
CI. PMERJ/CPP/SEI n.o 001/2015 Rio de Janeiro, 29 de outubro de 
2015. 
 
Para: (Cap PM....).
De: (CMT da OPM).
Assunto: Portaria determinando abertura de IPM.
 
 Tendo o Sr. ..............(constar o nome do requerente ou seu 
representante)............, requerido pelo ..........(Ofício, requerimento, carta ou 
que for) ......., junto, a instauração do Inquérito Policial-Militar sobre o fato 
de ............(narrar resumidamente o fato) ............., de término, face ao que 
preceitua o Art. 10 alínea “e” do CPPM, ...........(POSTO, RG, nome) ......... a 
instauração do mesmopara, no prazo legal, apurar o referido fato, delegando-
lhe, para isso, as atribuições policiais que me competem. 
 
Assinatura da autoridade instauradora
Cmt. do.............................................. 
 
 
OBSERVAÇÃO: 
Indício é a circunstância ou fato conhecido, de que se induz a existência de outra circunstância ou
fato, de que não se tem prova.
Para que o indício constitua prova, é necessário: 
que a circunstância ou fato indicante tenha relação de causalidade, próxima ou remota, com a
circunstância ou o fato indicado.
que a circunstância ou fato coincida com a prova resultante de outro ou outros indícios, ou com as
provas diretas colhidas no processo. 
A autoridade que instaurar o IPM, após solucioná-lo, fará sua remessa via autoridade que o
determinou.
d) Poderá a autoridade determinante discordar da solução da autoridade instaurante, atenuando-a,
agravando-a ou determinando novas diligências. 
e) Em instancia última, a autoridade determinante poderá avocar a si o IPM.
f) Inexistindo fortes indícios comprovando o fato relatado, o Comandante poderá determinar uma
Sindicância que permitirá julgar se indispensável ou não a instauração de IPM.
 
Inquérito Instaurado conforme o disposto no Art. 10 Alínea “f” do 
CPPM
CI. PMERJ/CPP/SEI n.o 001/2015 Rio de Janeiro, 29 de outubro de 
2015. 
 
Para: (Cap PM....).
De: (CMT da OPM).
Assunto: Portaria determinando abertura de IPM.
 
 Usando da atribuição que me confere o Art. 10 alínea “f” do CPPM, 
determino ao ..............(posto, RG, nome) ..............., a instauração do devido 
Inquérito Policial-Militar para, no prazo legal, apurar o fato .........(narrar 
resumidamente o fato) ............, conforme solução da Sindicância instaurada 
pela Portaria n.o .......... de ........... de 20...., delegando-lhe, para isso, as 
atribuições policiais que me competem. 
 
Assinatura da autoridade instauradora
Cmt. do..... 
 
 
OBSERVAÇÕES:
a) No curso do IPM, o encarregado pode-se deparar com dois problemas:
1o) a existência de indícios contra oficial de posto superior ao seu, ou mais antigo; 2o) ficar doente,
ser transferido para a reserva ou de local (com emergência), etc. 
b) Em ambos, compete-lhe oficiar à autoridade para que suas funções sejam atribuídas a outro
oficial. 
c) Na primeira hipótese, prevista no Art. 10 & 5o, do CPPM, o prazo para a conclusão do inquérito
é interrompido, voltando a fluir da designação do novo encarregado (Art. 20, & 3o, do CPPM); na
Segunda, não se interrompe.
d) Da mesma forma, quer no momento de designação, quer no curso do IPM, o encarregado pode-se
considerar impedido ou suspeito.
 
Modelo de substituição do encarregado
(Art. 10, § 5o, do CPPM) 
 
CI. PMERJ/OPM/SEI n.o 001/2015 Rio de Janeiro, 29 de outubro de 
2015. 
 
Para: (Cap PM....). 
De: (CMT da OPM).
Assunto: Designação para prosseguir nas investigações omo Encarregado do 
IPM. Anexo: Autos .................................................... 
 
 Tendo tomado conhecimento do constante no ........(dizer do que se trata: 
se de ofício, apurado ou outro qualquer documento do IPM) ............. face aos 
termos do §5o, do Art. 10 combinado com o §2o, do Art. 7o, todos do CPPM, 
designo-vos para como Encarregado, prosseguir nas investigações e demais 
diligências que se fizeram necessárias á completa apuração dos fatos ......
(descrever os fatos que ensejaram instauração do IPM, referindo-se, se for o 
caso, ao documento) ............, delegando-lhe, para esse fim as atribuições 
policiais que me competem. 
 
 
Nome completo - Posto
(autoridade delegante) 
 
CI. PMERJ/OPM/SEI n.o 001/2015 Rio de Janeiro, 29 de outubro de 
2015. 
 
Para: (Cap PM....). De: (CMT da OPM). 
Assunto: Designação para prosseguir nas investigações como Encarregado do 
IPM. 
Anexo: Autos .................................................... 
 
 Designo-vos, em substituição ao Sr. ...............(nome e posto do Oficial 
substituído) ........... por ..........(declinar, se for possível ou conveniente: 
doença, falecimento, transferência para reserva ou local) .............. para, como 
Encarregado, prosseguir nas investigações e demais diligências que se 
fizeram necessárias à completa apuração dos fatos ..............(descreve-los e, se
for o caso, mencionar documento) .............., delegando-lhe, para esse fim as 
atribuições policiais que me competem. 
 
Nome completo - Posto 
(autoridade delegante) 
 
 
(*) Art. 36 a 41 do CPPM. Dando-se por impedido ou suspeito, o Encarregado oficiará à autoridade
delegante, declinando os motivos, para designação de novo oficial para assumir suas funções no
IPM.
 
 
CONCLUSÃO 
 
 
 
OBSERVAÇÃO: 
a) Autuadas, postas em devida ordem as primeiras peças do Inquérito, numeradas corretamente e
rubricadas as folhas a partir da capa ou Autuação, que levará o n.o 01, o Escrivão fará a respectiva
CONCLUSÃO, conforme modelo acima, ao Encarregado do Inquérito.
b) Essa CONCLUSÃO virá obrigatoriamente após toda a documentação que deu origem ao
INQUÉRITO POLICIAL-MILITAR. 
c) Toda vez que os autos forem ao Encarregado do Inquérito, o Escrivão lavrará sua CONCLUSÃO
na forma de carimbo no verso da última folha dos autos principais, juntando a ela seu carimbo e
rubrica. 
d) Entre a CONCLUSÃO e o termo de DESPACHO do Encarregado do Inquérito, nada se
escreverá.
e) A conclusão, recebimento, certidão e juntada poderão ser feitas por meio de carimbo, se houver,
exceto quanto aos DESPACHOS, dada a multiplicidade de providências e diligências necessárias à
elucidação da infração penal.
 
 
DESPACHO 
 
 Sejam ouvidos o indiciado.................o ofendido ............. e as 
testemunhas............... no dia (ou dias)..............do mês em curso, às 
...........horas. 
Providencie o Sr. Escrivão.
Quartel à rua..............., em......de...............20..... 
 
 
Nome completo - Posto 
Encarregado do IPM
Id.
 
 
OBSERVAÇÃO:
a) De posse dos autos com a Conclusão feita pelo Escrivão do Inquérito, o Oficial
Encarregado dará um despacho determinando quais as diligências que devem ser procedidas,
designando, para tanto, dia, hora e local.
 
 
RECEBIMENTO 
 
Aos ..........dias do mês de .........do ano de .............(por extenso)....., nesta 
cidade do Rio de Janeiro (ou o local onde for) no quartel do.........(ou no local 
onde for)......, recebi os presentes autos ao Senhor....(posto, RG e nome)......, 
Encarregado do presente Inquérito Policial-Militar, do que, para constar, 
lavro este termo. Eu....(posto ou graduação, RG nome).....servindo de 
Escrivão, o subscrevi. 
 
 
Nome completo - Grau hierárquico
Escrivão
Id.
(retirado na 2ª Edição)
 
 
OBSERVAÇÃO:
a) O Termo de Recebimento será toda vez lavrado pelo Escrivão, sempre que os autos
retornarem as suas mãos.
b) Nada se escreverá entre o Termo de Recebimento e o Despacho. 
 
 
CERTIDÃO
 
 
 
OBSERVAÇÃO:
Após cumprir o despacho do Encarregado do Inquérito, o Escrivão certificará sob forma de carimbo
no verso da folha, juntando a ela seu carimbo e rubrica, como também todas as notificações dos
Peritos, testemunhas e tudo que ocorrer no curso do Inquérito e se faça necessário ou conveniente
ser anotado.
 
 
JUNTADA 
 
 Aos ..........dias do mês de .........do ano de .............(por extenso)....., 
nesta cidade do Rio de Janeiro (ou o local onde for) no quartel do.........(ou no 
local onde for)......, faço juntada a estes autos dos documentos que adiante se 
vêem de fls...... do que, para constar, lavro este termo. Eu....(posto ou 
graduação, RG nome).....servindo de Escrivão, o subscrevi. 
 
Nome completo - Grau hierárquico
Escrivão
Id.
 
 
OBSERVAÇÃO: 
a) Todos os documentos, ofícios e demais papéis, que forem sendo recebidos, vão sendo juntados
aos autos e onde o Encarregado colocará “junte-se aos autos”, data assinatura e chancela.
b) Não se anexará à juntada, ofícios, documentos, etc... recebidos com data posterior a mesma.
c) Nada se escreverá entre o termo de “JUNTADA” e os documentos juntados. O espaço em
branco,se houver, deve-se inutilizar por meio de linhas sinuosas no sentido vertical.
d) Toda vez que findarem as providências iniciais, provenientes do Despacho do encarregado do
inquérito, após a juntada, será feita uma Conclusão pelo escrivão, onde se observará a ordem
crescente de datas; feito novo Despacho pelo Encarregado do Inquérito, seguir-se-á sempre o
procedimento anterior, ou seja: Despacho, Recebimento, Certidão, Juntada e, finalmente,
Conclusão.
 
 
NOTIFICAÇÃO 
 
 (nome, posto e RG) ...................., Encarregado de um Inquérito Policial-
Militar, NOTIFICA ao Sr. ..................., residente ...................., n.o 
.................., que compareça, sob as penas da Lei, no dia .................. às ........ 
horas, no quartel ..............(ou onde for), na rua ........., n.o ..........., a fim de 
prestar declarações sobre o fato que deu origem ao presente processo. 
A não apresentação da testemunha, sem motivo justo, incorrerá nas sanções 
do p.ú do art. 349 do CPPM c/c §2o do art.347 do CPPM. 
Local, .................... de ......................de 20.......... 
 
Nome completo - Posto
Encarregado do IPM
Id.
 
 
 
CIENTE: _____________________________________ 
 
Of. PMERJ/OPM/SEI n.o 002/2015 Rio de Janeiro, 29 de outubro de 
2015. 
 
Exmo. Sr.
Procurador Geral de Justiça.
Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Av. Mal. Câmara, 370, 
Centro, Rio de Janeiro/RJ. Ref.: Registro de Ocorrência no 901-01043/2014. 
 
Senhor, 
 
 Solicito a V. Exa providenciais no sentido de ser designado, nos termos 
do Art. 14 do Código de Processo Penal Militar, um Procurador para prestar 
assistência aos Autos do IPM do qual sou Encarregado, em virtude de se 
tratar de apuração de delituoso de excepcional importância (ou de difícil 
elucidação). 
 Ao ensejo, apresento protestos de alta consideração e respeito.
 
Nome completo - Posto
Encarregado do IPM
Id. 
 
 
OBSERVAÇÃO: 
a) A requisição de assistência de Procurador da Justiça Militar é uma faculdade do Encarregado do
IPM (Art. 14 do CPPM) quando se tratar de fato delituoso de excepcional importância ou de difícil
elucidação. No caso da PMERJ o ofício será endereçado à Procuradoria-Geral da Justiça.
b) A assistência do Ministério Público Militar é sempre recomendável, se não necessário.
c) Cabendo-lhe a titularidade da ação penal, estabelecerá, com o encarregado do IPM, as linhas
mestras mais importantes da infração penal a ser apurada.
 
OFÍCIO DE NOTIFICAÇÃO
Of. PMERJ/OPM/SEI n.o 002/2015 Rio de Janeiro, 29 de outubro de 
2015. 
 
Sr.
Fulano de Tal.
(endereço)
Senhor,
 
 Levo ao vosso conhecimento que fostes designado para proceder a um 
Exame de Corpo de Delito (ou Perícia) na pessoa de .......(ou na quilo que 
for), juntamente com .......(posto, RG e nome de outro perito) ....... no dia 
.........às ..... horas, no .................(lugar onde for) ............ devendo prestar o 
compromisso e responder os quesitos que forem apresentados nos termos do 
Art. 13, alínea “f”, do CPPM. 
 
Nome completo - Posto
Encarregado do IPM
Id.
 
 
OBSERVAÇÃO: 
a) Podem ser feitos ofícios idênticos, com as alterações relacionadas necessárias, para requisição
das testemunhas, indiciados, ofendidos, etc. 
b) Os ofícios de requisição devem ser tirados em duas vias: a 1a para o requisitado apor o seu ciente
e, com este, devolve-la ao escrivão para juntada aos Autos e, a 2a para facilitar a entrada do
requisitado na OPM.
c) Na confecção dos requisitos a serem respondidos pelos peritos, nas respostas a estes deverá ser
observado o Capítulo V do Título XV do CPPM. 
d) As nomeações de peritos recairão, de preferência, em oficiais da ativa, atendida a especialidade,
nos termos do Art. 48 do CPPM, observando-se a hierarquia (Art. 90 da Constituição Federal).
e) Recomenda-se ao Encarregado do IPM o cuidado de consultar, antecipadamente, o Cmt. Da
OPM onde servem os Oficiais sobre sua nomeação para peritos. 
f) Caso não haja óbice (quer pelo Comandante da OPM, quer pelos escolhidos) expedir-se-á ofício,
com todos os dados necessários à elaboração da perícia.
 
NOTIFICAÇÃO DE PERITOS AVALIADORES
 
CERTIDÃO 
 
 
 
OBSERVAÇÃO: 
a) Após lançar o termo de recebimento, o escrivão certifica do ato sob a forma de carimbo no verso
da folha, juntando a ela seu carimbo e rubrica..
b) Quando ocorrer nomeação de peritos pelo encarregado, observar o disposto nos Arts. 315 e 318
do CPPM.
 
 
CERTIDÃO DE NOTIFICAÇÃO DE PERITOS 
 
 Certifico que notifiquei por ofícios os peritos .................. e.................... 
para comparecerem a ................. no dia ........ do mês de ................ do ano 
.........(por extenso).................. às ........ horas, em ...............(designar o local) 
a fim de procederem a exame de Corpo de Delito na pessoa de ............... (ou 
naquilo que for), do que, para constar, lavrei a presente Certidão. Eu .............
(posto ou graduação, RG, e nome)............... servindo de Escrivão, o 
subscrevi. 
Local, ............de...............de 20....... 
 
Nome completo - Grau hierárquico
Escrivão
Id.
 
 
OBSERVAÇÃO: 
a) Após lançar o termo de recebimento, o escrivão certificará da forma supracitada;
b) Expedir, o escrivão, neste caso, ofício ao Diretor do HCPM/Rio (ou que for).notificando-o
quanto à nomeação dos oficiais médicos, como peritos, os quais servem sob seu Comando.
 
DAS PERÍCIAS E EXAMES
 
 Art. 314 – A perícia pode ter por objeto os vestígios materiais deixados 
pelo crime ou as pessoas e coisas que, por sua ligação com o crime, possam 
servi-lhe de prova. 
 Art. 315 – A perícia pode ser determinada pela autoridade policial-
militar ou pela judiciária, ou requerida por qualquer das partes. 
Parágrafo único – Salvo no caso de exame de corpo de delito, o juiz poderá 
negar a perícia, se a reputar desnecessária ao esclarecimento da verdade. 
 Art. 316 – A autoridade que determinar a perícia formulará os quesitos 
que entender necessário. Poderão, igualmente, faze-lo: no inquérito, o 
indiciado; e, durante a instrução criminal, o Ministério Público e o acusado, 
em prazo que lhes for marcado para aquele fim, pelo auditor. 
 Art. 317 – Os quesitos devem ser específicos, simples e de sentido 
inequívoco, não podendo ser sugestivos nem conter implícita a resposta. 
 & 1o - O juiz, de ofício ou a pedido de qualquer dos peritos, poderá 
mandar que as partes especifiquem os quesitos genéricos, dividam os 
complexos os esclareçam os duvidosos, devendo indeferir os que não sejam 
pertinentes ao objeto da perícia, bem como os que sejam sugestivos ou 
contenham implícita a resposta. 
 & 2o - Ainda que o quesito não permita resposta decisiva do perito, 
poderá ser formulado, desde que tenha por fim esclarecimento indispensável 
de ordem técnica, a respeito de fato que é objeto da perícia. 
 Art. 318 – As perícias serão, sempre que possível, feitas por dois peritos, 
especializados no assunto ou com habilitação técnica, observado no disposto 
no Art. 48. 
 Art. 319 – Os peritos descreverão, minuciosamente, o que examinarem e 
responderão com clareza e de modo positivo aos quesitos formulados, que 
serão transcritos no laudo. 
Parágrafo único – As respostas poderão ser fundamentadas em sequência a 
cada quesito. 
 Art. 320 – Os peritos poderão solicitar da autoridade competente a 
apresentação de pessoas, instrumentos ou objetos, que tenham relação com o 
crime, assim como os esclarecimentos que se tornem necessários à orientação 
da perícia. 
 Art. 321 – A autoridade policial-militar e a judiciária poderão requisitar 
dos institutos médico-legais, dos laboratórios oficiais e de quaisquer 
repartições técnicas, militares ou civis, as perícias e exames que se tornem 
necessários ao processo, bem como, para o mesmo fim, homologar os que 
neles tenha sido regularmente realizado. 
 Art. 322 – Se houver divergência entre os peritos, serão consignados no 
auto de exames as declarações e respostas de um e de outro, ou cada um 
redigirá separadamente o seu laudo, e a autoridadenomeará um terceiro. Se 
este divergir de ambos, a autoridade poderá mandar proceder a novo exame 
por outros peritos. 
 Art. 323 – No caso de inobservância de formalidade ou no caso de 
omissão, obscuridade ou contradição, a autoridade policial-militar ou 
judiciária mandará suprir a formalidade, ou completar ou esclarecer o laudo. 
Poderá, igualmente, sempre que entender necessário, ouvir os peritos para 
qualquer esclarecimento. 
Parágrafo único – A autoridade poderá, também, ordenar que se proceda a 
novo exame, por outros peritos, se julgar conveniente. 
 Art. 324 – Sempre que conveniente e possível, os laudos de perícias ou 
exames serão ilustrados com fotografias, microfotografias, desenho ou 
esquemas, devidamente rubricados. 
 Art. 325 – A autoridade policial-militar ou a judiciária, tendo em 
atenção a natureza do exame, marcará prazo razoável, que poderá ser 
prorrogado, para apresentação dos laudos. 
 Parágrafo único – Do laudo será dada vista às partes, pelo prazo de três 
dias, para requererem quaisquer esclarecimentos dos peritos ou apresentarem 
quesitos suplementares para esse fim, que o juiz poderá admitir, desde que 
pertinentes e não infrinjam o Art. 317 e seu & 1o. 
 Art. 326 – O juiz não ficará adstrito ao laudo, podendo aceitá-lo ou 
rejeitá-lo, no todo ou em parte. 
 Art. 327 – As perícias, exames ou outras diligências que, para fins 
probatórios, tenham que ser feitos em quartéis, navios, aeronaves, 
estabelecimentos ou repartições, militares ou civis, devem ser precedidos de 
comunicações aos respectivos comandantes, diretores ou chefes, pela 
autoridade competente. 
 Art. 328 – Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o 
exame de corpo de delito, direto ou indireto, não podendo supri-lo a 
confissão do acusado. 
Parágrafo único – Não sendo possível o exame de corpo de delito direto, por 
haverem desaparecido os vestígios da infração, supri-lo-á a prova 
testemunhal. 
 Art. 329 – O exame de corpo de delito poderá ser feito em qualquer dia 
e a qualquer hora. 
 Art. 330 – Os exames que tiverem por fim comprovar a existência de 
crime contra a pessoa abrangerão: 
 . a) Exames de lesões corporais; 
 . b) Exames de sanidade física; 
 . c) Exames de sanidade mental; 
 . d) Exames cadavéricos, procedidos ou não de exumação; 
 . e) Exames de identidade de pessoas; 
 . f) Exames de laboratório; 
 . g) Exames de instrumentos que tenham servido à prática do crime.
 Art. 331 – Em caso de lesões corporais, se o primeiro exame pericial 
tiver sido incompleto, proceder-se-á a exame complementar, por 
determinação da autoridade policial-militar ou judiciária, de ofício ou a 
requerimento do indiciado, do Ministério Público, do ofendido ou do 
acusado. 
 & 1o - No exame complementar, os peritos terão presente o auto de 
corpo de delito, a fim de suprir-lhe a deficiência ou retificá-lo. 
 & 2o - Se o exame complementar tiver por fim verificar a sanidade 
física do ofendido, para efeito de classificação do delito, deverá ser feito logo 
que decorra o prazo de trinta dias, contado da data do fato delituoso. 
 & 3o - A falta de exame complementar poderá ser suprida pela prova 
testemunhal. 
 & 4o - O exame complementar pode ser feito pelos mesmos peritos que 
procederam ao de corpo de delito. 
 Art. 332 – Os exames de sanidade mental obedecerão, em cada caso, no 
que for aplicável, às normas prescritas no Capítulo II, do Título XII. 
 Art. 333 – Haverá autópsia: 
 . a) Quando, por ocasião de ser feito o corpo de delito, os peritos a 
julgarem necessária; 
 . b) Quando existirem fundados indícios de que a morte resultou, 
não da ofensa, mas de causas mórbidas anteriores ou posteriores à infração;
 . c) Nos casos de envenenamento. 
 Art. 334 – A autópsia será feita pelo menos seis horas depois do óbito, 
salvo se os peritos, pela evidência dos sinais da morte, julgarem que possa ser 
feita antes daquele prazo, o que declararão no auto. 
Parágrafo único – A autópsia não poderá ser feita por médico que haja tratado 
o morto em sua última doença. 
 Art. 335 – Nos casos de morte violenta, bastará o simples exame externo 
do cadáver, quando não houver infração penal que apurar, ou quando as 
lesões externas permitirem precisar a causa da morte e não houver 
necessidade de exame interno, para a verificação de alguma circunstância 
relevante. 
 Art. 336 – O s cadáveres serão, sempre que possível, fotografados na 
posição em que forem encontrados. 
 Art. 337 – Havendo dúvida sobre a identidade do cadáver, proceder-se-á 
ao reconhecimento pelo instituto de Identificação e Estatística ou repartição 
congênere, pela inquirição de testemunhas ou outro meio de direito, 
lavrando-se auto de reconhecimento e identidade, no qual se descreverá o 
cadáver, com todos os sinais e identificação. 
 Parágrafo único – Em qualquer caso, serão arrecadados e autenticados 
todos os objetos que possam ser úteis para a identificação do cadáver. 
 Art. 338 – Haverá exumação, sempre que esta for necessária ao 
esclarecimento do processo. 
 & 1o - A autoridade providenciará para que, em dia e hora previamente 
marcados, se realizem a diligência e o exame cadavérico, dos quais se lavrará 
auto circunstanciado.
 & 2o - O administrador do cemitério ou por ele responsável indicará o 
lugar de 
sepultura, sob pena de desobediência. 
 & 3o - No caso de recusa ou de falta de quem indique a sepultura, ou o 
lugar onde esteja o cadáver, a autoridade mandará proceder às pesquisas 
necessárias, o que tudo constará do auto. 
 Art. 339 – Para o efeito de exame do local onde houver sido praticado o 
crime, a autoridade providenciará imediatamente para que não se altere o 
estado das coisas, até a chegada dos peritos. 
 Art. 340 – Nas perícias de laboratório, os peritos guardarão material 
suficiente para eventualidade de nova perícia. 
 Art. 341 - Nos crimes que haja destruição ou violação da coisa, ou 
rompimento de obstáculo ou escalada para fim criminoso, os peritos, além de 
descrever os vestígios, indicarão com que instrumento, por que meios e em 
que época presumem ter sido o fato praticado. 
 Art. 342 – Proceder-se-á à avaliação de coisas destruídas, deterioradas 
ou que constituam produto de crime. 
Parágrafo único – Se impossível a avaliação direta, os peritos procederão a 
avaliação por meio dos elementos existentes nos autos e dos que resultem de 
pesquisas ou diligências. 
 Art. 343 – No caso de incêndio, os peritos verificarão a causa e o lugar 
em que houver começado, o perigo que dele tiver resultado para a vida e para 
o patrimônio alheio, e, especialmente, a extensão do dano e o seu valor, 
quando atingido o patrimônio sob administração militar, bem como quaisquer 
outras circunstâncias que interessem à elucidação do fato. Será recolhido no 
local o material que s peritos julgarem necessário para qualquer exame, por 
eles ou outros peritos especializados, que o juiz nomeará, se entender 
indispensáveis. 
 Art. 344 – No exame para o reconhecimento de escritos, por comparação 
de letras, observar-se-á o seguinte: 
 . a) a pessoa a quem se atribua ou se possa atribuir será intimada 
para o ato, se for encontrada; 
 . b) Para a comparação, poderão servir quaisquer documentos que 
ele reconhecer ou já tiverem sido judicialmente reconhecidos como de seu 
punho, ou sobre cuja autenticidade não houver dúvida; 
 . c) A autoridade, quando necessário, requisitará, para o exame, os 
documentos que existirem em arquivos ou repartições públicas, ou neles 
realizará a diligência, se dali não puderem ser retirados; 
 . d) Quando não houver escritos para a comparação ou forem 
insuficientes os exibidos, a autoridade mandará que a pessoa escreva o que 
lhe for ditado;
 . e) Se estiver ausente a pessoa, mas em lugar certo, esta última 
diligência poderá ser feita por precatória, em que se consignarão as palavras a 
que será intimada a responder. 
 Art. 345 – São sujeitos a exame os instrumentos empregados para a 
pratica de crime, a fim de se lhes verificar a natureza e a eficiência e, sempre 
quepossível, a origem e propriedade. 
 Art. 346 – Se a perícia ou exame tiver de ser feito em outra jurisdição, 
policial- militar ou judiciária, expedir-se-á precatória, que obedecerá, no que 
lhe for aplicável, às prescrições dos artigos 283, 359, 360 e 361. 
 Parágrafo único - Os quesitos da autoridade deprecante e os das partes 
serão transcritos na precatória. 
 
 
OBSERVAÇÃO:
A autópsia é indispensável em qualquer evento que resulte morte.
Somente através dela definir-se-á a “causa-mortis”, cujo conhecimento é
necessário para evitar-se o chamado crime impossível: matar quem já está morto.
 
REGRAS PARA O CORPO DE DELITO 
 O exame parcial, nos casos de lesão corporal, compreende o ferimento e 
o ofendido. Devem ser minuciosamente examinadas as lesões existentes, 
indicando o número, precisando a sede, referindo-se a determinadas regiões 
do corpo, descrevendo a forma, extensão e profundidade, quando possível. 
 Deste exame, o perito concluirá a causa provável do traumatismo, 
apontando o instrumento causador, a direção em que atuou, as condições de 
violência e a intenção com que parece Ter sido praticado. Tais deduções não 
devem ser o resultado de uma afirmação desacompanhada, embora 
categórica, mas sucederá uma descrição minuciosa, em termo, para que possa 
ajuizar do seu acerto, diante de lesão observada. Quanto ao ferido, recolhidos 
todos os dados objetivos e subjetivos, deve indagar-se sua qualidade, laços 
naturais ou sociais; fazer a dedução possíveis das intenções do culpado 
(ferimentos involuntários, escusáveis, premeditados, perversos, cambiais); 
anamnese (data; da ferida), diagnóstico (classificação motivada – leves, 
graves ou mortais), prognóstico legal ( complicações, influência de 
tratamento, cural), influência modificadora dos ferimentos: - Estatuto das 
concausas penais, dano material para o serviço ativo, por 30 (trinta) dias ou 
mais, mutilação – deformidade, privação permanente de uso de um órgão ou 
membro, enfermidade incurável e que prive, pra sempre, o ofendido de poder 
exercer o seu trabalho, etc. 
 No ajuizar e classificar o dano causado, os peritos devem valer-se da 
hipótese de que o ofendido se sujeita a um tratamento regular que auxilie ou 
promova a cura, justificando, sempre que for necessário. 
 Sob pretexto algum, o procedimento pericial deve ser nocivo ao 
ofendido: - ficam impedidas práticas de semiótica, como sondagens ou 
manobras outras capazes de retardar a cura ou complicar a lesão. 
 Conforme o fato delituoso e examinar, diversas são as regras que 
nortearão a perícia. Assim, em caso de roubo, é mister examinar o lugar em 
que foi cometido, para se verificar onde estavam as coisas subtraídas, o modo 
que foi realizado o crime, se houve arrombamento interno ou externo, 
perfuração de paredes, introdução na casa por conduto subterrâneo, por cima 
dos telhados, etc... . Em caso de incêndio há de indagar, primeiramente, da 
sua origem, se adveio de causas naturais ou da ação humana, e, neste caso, se 
culposa (negligência, imprudência, imperícia na arte ou profissão, 
inobservância de disposições regulamentares) ou se doloso, pesquisando o 
foco, as matérias empregadas, etc... 
 
 
OBSERVAÇÃO:
A autoridade que proceder ao exame de corpo de delito, além de assinar o
respectivo auto, rubricá-lo-á à margem e terá maior cautela nos quesitos que dirigir aos peritos,
tomando em consideração não só as circunstâncias essências do fato, mas todas aquelas que o
acompanham e possam influir na prova da existência e da natureza do crime, por mais fugitivas que
elas pareçam ser. 
Se não houver prejuízo para a marcha do processo, o juiz poderá autorizar a entrega dos autos aos
peritos, para lhes facilitar a tarefa. A mesma autorização poderá ser dada pelo encarregado do
inquérito, no curso deste (& 2o, Art. 156 do CPPM). 
Além de outros quesitos que, pertinentes ao fato, lhes foram oferecidos, e dos esclarecimentos que
julgarem necessários, os peritos deverão responder aos seguintes (Art. 159 do CPPM):
 . a) Se o indiciado, ou acusado, sofre de doença mental, de desenvolvimento mental
incompleto ou retardado (alínea “a” do Art. 159 do CPPM);
 . b) Se, no momento da ação ou omissão, o indiciado ou acusado se achava em algum dos
estados referidos na alínea anterior (alínea “b” do Art. 159 do CPPM); 
 . c) Se, em virtude das circunstâncias referidas nas alíneas antecedentes, possuirá o
indiciado, ou acusado, capacidade de atender o caráter ilícito do fato ou de se determinar de acordo
com esse entendimento (alínea “c” do Art. 159 do CPPM); 
 . d) Se a doença ou deficiência mental do indiciado, ou acusado, não lhe suprimindo,
diminui-lhe, entretanto. Consideravelmente, a capacidade de entendimento de ilicitude do fato ou a
de autodeterminação, quando praticou (alínea “d” do Art.159 do CPPM).
 
QUESITOS PARA O CORPO DE DELITO
HOMICÍDIO 
 1o ) Se houver a morte;
 2o ) Qual a sua causa;
 3o ) Qual o meio que a ocasionou;
 4o ) Se foi ocasionada por veneno, fogo, explosivo, tortura, asfixia ou 
por meio 
insidioso ou cruel;
 5o ) Se a lesão observada, por sua natureza e sede, foi causa eficiente da 
morte;
 6o ) Se a constituição ou estado mórbido anterior do ofendido ocorreu 
para tornar a lesão irremediavelmente morte;
 7o ) Se a morte resultou das condições personalíssimas do ofendido;
 8o ) Se a morte sobreveio, não porque o golpe fosse mortal, e sim por ter 
o ofendido deixado de observar o regime médico e higiênico reclamado por 
seu estado; e
 9o ) Se a morte foi ocasionada por imprudência, negligência ou 
imperícia na arte ou profissão do acusado. 
 
FERIMENTO OU OFENSA FÍSICA 
 1o ) Se houver lesão corporal;
 2o ) Qual a espécie de instrumento ou meio que a ocasionou; 
 3o ) Se foi produzida por meio de veneno, fogo, explosivo, tortura ou 
por meio insidioso ou cruel; 
 4o ) Se é de natureza a lesão a produzir incômodo de saúde que 
impossibilite o paciente para o serviço ativo por mais de trinta dias, mas não 
para sempre; 
 5o ) Se resultou perigo de vida; 
 6o ) Se a lesão resultou ou pode resultar inutilização, deformidade ou 
privação de algum órgão ou membro que impossibilite para sempre o 
ofendido de exercer o seu trabalho; 
 7o ) Se a lesão resultou ou pode resultar enfermidade incurável que 
prive para sempre o ofendido de exercer o seu trabalho; 
 8o ) Se a lesão, por sua natureza ou sede, é causa eficiente da morte; e, 
 9o ) Se foi ocasionada por imprudência, negligência ou imperícia na arte 
ou profissão do acusado. 
 
CONJUÇÃO CARNAL 
 1o ) Se a paciente é virgem;
 2o ) Se há vestígio de desvirginamento;
 3o ) Se há outros vestígios de conjunção carnal recente;
 4o ) Se há vestígio de violência e no caso afirmativo qual o meio 
empregado;
 5o ) Se da violência resultou para a vítima incapacidade para as 
ocupações habituais por mais de trinta dias ou perigo de vida, ou debilidade 
permanente, ou perda ou inutilização de membro, sentido ou função ou 
incapacidade permanente para o trabalho ou enfermidade incurável ou 
deformidade permanente, ou aceleração de parto ou aborto (resposta 
especificada); 
 6o ) Se a vítima é alienada ou débil mental; e, 
 7o ) Se houve outra causa, diversa de idade não maior de quatorze anos, 
alienação, debilidade mental, que a impossibilitasse de oferecer resistência. 
 
ATENTADO AO PUDOR (contra homem)
 1o ) Se há vestígio de ato libidinoso;
 2o ) Se há vestígio de violência e, no caso afirmativo, qual o meio 
empregado;
 3o ) Se da violência resultou para vítima incapacidade para as ocupações 
habituais por mais de trinta dias ou perigo de vida, ou debilidade permanente 
ou perda ou inutilização de membro, sentido ou função ou incapacidade 
permanente ou enfermidade permanente ( resposta especificada); 
 4o ) Se a vítima é alienada ou débil mental; e, 
 5o ) Se houve causa, diversa de idade não maior de quatorze anos, 
alienação ou debilidade mental, que a impossibilitasse de oferecer resistência. 
 
ATENTADO AO PUDOR (contra a mulher)
 1o ) Se há vestígio de ato libidinoso; 
 2o ) Se há vestígiode violência e, no caso afirmativo, qual o meio 
empregado; 
 3o ) Se da violência resultou para vítima incapacidade para as ocupações 
habituais de trinta dias ou perigo de vida, ou debilidade permanente ou perda 
ou inutilização de membro, sentido ou função ou incapacidade permanente 
para o trabalho ou enfermidade incurável, ou deformidade permanente ( 
resposta especificada); 
 4o ) Se houve outra causa, adversa de idade, não maior de quatorze 
anos, alienação ou debilidade mental, que a impossibilitasse de oferecer 
resistência; 
 5o ) Se a vítima é alienada ou débil mental; e, 6o ) Se resultou 
aceleração de parto ou aborto. 
 
ENVENENAMENTO 
 1o ) Se houve propinação de veneno ou se por outro modo foi aplicado;
 2o ) Qual a espécie do veneno;
 3o ) Se era tal a sua qualidade ou quantidade empregada, que pudesse 
causar a morte; 4o Se, não podendo causar a morte, produziu ou podia 
produzir alteração profunda da saúde, pondo em risco a vida da pessoa; e, 5o 
Em que consiste esta alteração.
 
DESTRUIÇÃO OU DANO
 1o ) Se houve destruição, inutilização ou dano do livro de notas 
(registros, assentamentos, atas, termos, autos, atos, originais da autoridade 
pública, livro, papel, título, documento apresentado ou o que for) ou se houve 
demolição ou destruição no todo ou em parte, abatimento, inutilização ou 
danificação do edifício (ou o que for); 
 2o ) Em que consistiu essa destruição, inutilização, demolição, 
abatimento, mutilação ou danificação; 
 3o ) Com que meio se ocasionou;
 4o ) Se houve incêndio ou arrombamento; e, 
 5o ) Qual o valor do dano causado. 
 
ROUBO E EXTORSÃO 
 1o ) Se há vestígio ou grave ameaça contra a pessoa;
 2o ) Em que consistiu a violência ou grave ameaça;
 3o ) Ficou a pessoa impossibilitada de resistir a violência ou ameaça 
empregada; 4o Se houve emprego de arma;
 5o ) Se houve o concurso de duas ou mais pessoas;
 6o ) Se da violência resultou lesão corporal de natureza grave ou morte; 
e,
 7o ) Se pode avaliar o dano causado e, no caso afirmativo, em quanto o 
avaliam.
 
INCÊNDIO 
 1o ) Se houve incêndio;
 2o ) Se foi total ou parcial;
 3o ) Se parcial, quais os pontos atingidos;
 4o ) Onde teve começo;
 5o ) Qual a matéria que produziu;
 6o ) Se havia depósito ou derramada em algum lugar matéria explosiva 
ou inflamável;
 7o ) Se houve explosão de gás;
 8o ) Qual o modo por que foi ou parece ter sido produzido o incêndio;
 9o ) Qual a natureza do edifício, construção, navio ou coisa incendiada; 
 10o ) Quais os efeitos ou resultados do incêndio; 
 11o ) Se resultou ele de negligência, imprudência, imperícia ou 
inobservância de disposições regulamentares; 
 12o ) Qual o valor do dano causado. 
 
EMBRIAGUEZ 
 1o ) Se o examinado está embriagado;
 2o ) Qual a espécie de embriaguez;
 3o ) No caso que se encontra pode pôr o mesmo em risco a segurança 
própria ou alheia;
 4o ) O examinado embriaga-se habitualmente; e,
 5o ) Em caso afirmativo, qual o prazo, aproximadamente, em que deva 
ficar internado para tratamento. 
 
TOXICOMANIA 
 1o ) Se o examinado apresenta sintomas de toxicomania;
 2o ) Qual a substância de que faz uso;
 3o ) Podem informar se o examinado fez uso recente de qualquer tóxico;
 4o ) Qual o prazo necessário de internação, do examinado, para seu 
restabelecimento.
 Além desse quesitos, a autoridade poderá oferecer os que julgar 
convenientes ao maior esclarecimento de fato. 
 
AUTO DE CORPO DE DELITO 
Aos........dias do mês de ...........do ano de ..........às ..........horas, nessa cidade 
de ...............(ou onde for).......... no quartel do .........(local).............presente F 
................ encarregado do inquérito, comigo F ........., servindo de escrivão, os 
peritos nomeados, F .............. e ................. F ............... (declara-se se são ou 
não profissionais, se militares ou civis) residente em ..........(local)............ e as 
testemunhas abaixo assinadas, prestado pelos peritos o compromisso de bem 
e fielmente desempenharem os deveres do seu cargo, declarando com 
verdade o que descobrissem e encontrassem, o que em sua consciência 
entendessem, aquela autoridade encarregou-os de proceder ao exame em 
............(pessoa, cadáver, móveis ou imóveis ou que lhes for apresentado) e 
que respondessem aos quesitos seguintes: ...................(seguem-se os quesitos, 
conforme o caso). Em consequência, passaram os peritos a fazer os exames e 
investigações ordenadas e os que julgarem necessários, concluídos os quais, 
declaram o seguinte: ..(descrevem-se minuciosamente todas as investigações 
e exames a que houverem procedido e tudo o que encontraram e viram). (Em 
se tratando de ferimento, é conveniente declarar o número e as condições de 
feridas, bem como a sua localização, profundidade e extensão). E, portanto, 
respondem os peritos: Ao primeiro quesito, que .......... ao segundo quesito 
que .........(e assim por diante, até o último). E foram estas as declarações que, 
em sua consciência e debaixo do compromisso prestado, fizeram. E, por nada 
mais haver, deu-se por concluído o exame ordenado e de tudo se lavrou o 
presente auto, que vai assinado e rubricado pela autoridade encarregada do 
inquérito que presidiu a diligência, comigo escrivão, que o escrevi, e pelos 
peritos e testemunhas acima referidas. Eu, F ............... testemunhas acima 
referidas. Eu F ............., servindo de Escrivão, o subscrevi. 
______________________________ 
(Encarregado do Inquérito)
______________________________
(Perito)
______________________________
(Perito)
______________________________
(Testemunha)
______________________________
(Testemunha)
______________________________
(Escrivão). 
 
 
OBSERVAÇÃO: 
 . a) Impedimento dos peritos (Art. 52, alíneas “a”, “b”, “c” e “d”). Suspeição de Peritos e
Intérpretes (Art. 53 do CPPM). 
 . b) São, porém, efetivamente instrutórios da ação penal da ação penal os exames periciais
e avaliações realizados regularmente no curso do inquérito, por peritos idôneos e em obediência às
formalidades previstas no CPPM. 
 . c) A perícia poderá ser também ordenada na fase do inquérito policial-militar, por
iniciativa do seu encarregado. 
 . d) Art. 13 CPPM – O encarregado do inquérito deverá: 
 - Determinar, se for o caso, que se proceda a exame de corpo de delito e a quaisquer outros
exames periciais; 
 - Determinar a avaliação e identificação da coisa subtraída, desviada, destruída ou danificada
ou da qual houve indébita apropriação; 
 - Proceder a busca e apreensões, nos termos dos artigos 172 a 184 e 185 a 189;
 - Tomar as medidas necessárias à proteção de testemunhas, peritos ou ofendidos de coação
que lhes tolha a liberdade de depor, ou a independência para a realização de perícias ou exames.
 
 Art. 321 – A autoridade policial militar e a judiciária poderão requisitar 
dos institutos médicos-legais, dos laboratórios oficiais e de quaisquer 
repartições técnicas, militares ou civis, as perícias e exames que se tornarem 
necessários aos processos, bem como, para o mesmo fim, homologar os que 
neles tenham sido regularmente realizados. 
 Homologar-se-á da seguinte maneira; 
 “Julgo procedente o presente auto de corpo de delito para que surta os 
efeitos legais”. 
Em, ....................../......./20.........
_________________________ 
(Encarregado do Inquérito) 
 
AUTO DE CORPO DE DELITO INDIRETO
Aos........dias do mês de ...........do ano de dois mil e ............, nessa cidade de 
...............(ou onde for).......... no quartel do .........(local que for)............., onde 
se achava .......... (Posto, RG e nome) encarregado deste inquérito, comigo 
................servindo de escrivão, compareceram ai .................(posto, RG, 
nome) e .............(local) viram a vítima..........., que apresentava ..........
(descreve-se a lesão) produzida por .......(posto e nome) com ...........
(descreve-se o objeto usado). E como nada mais disseram nem lhes foi 
perguntado, deu o encarregado do inquérito por findo o presente auto, que, 
lido e achado conforme, vaipor ele rubricado e assinado pelas testemunhas 
..........., (a testemunha que não souber ou puder assinar, o escrivão certificará) 
e comigo .........,servindo de escrivão que o subscrevi. 
______________________________ 
(Encarregado do Inquérito)
______________________________
(Testemunha) 
______________________________ 
(Testemunha)
______________________________
(Escrivão).
___________________________________
(Data e assinatura do Encarregado do IPM) 
 
 
OBSERVAÇÃO: 
 . a) Nos crimes que deixam vestígios e estes já se apagaram, necessário se torna seja feito
o Auto de Exame de Corpo de Delito Indireto que descreva, o mais minuciosamente possível, a
lesão corporal havida. 
 . b) Terminando o Auto de Exame de Corpo de Delito, o Encarregado do inquérito dará o
seguinte despacho:
 “Julgo procedente o procedente Auto de Exame de Corpo de Delito para que surta os
efeitos legais”.(Data e assinatura do Encarregado do IPM)
 No caso negativo, justificará, fundamentadamente, a improcedência.
 . c) Quando o Exame de Corpo de Delito for feito a requerimento da parte, o despacho
acima poderá ser assim redigido:
 “Julgo procedente, para que se surta os efeitos legais (ou improcedente), o presente Auto
de Exame de Corpo de Delito; entregue-se à parte que o requereu uma cópia autêntica do auto”.
 
 Divergência entre os peritos, ver Art. 322 do CPPM.
 No primeiro exame, os peritos podem concluir da necessidade de novo 
exame na vítima (complementar). O encarregado solicitá-lo-á de acordo com 
o Art. 331 do CPPM.
 Os artigos do CPPM, abaixo discriminados, merecem atenciosa leitura. 
 Art. 301 – Observância no inquérito de disposições e atos realizados na 
fase judicial. 
 Art. 321 – Requisição de perícia e exame e homologação dos 
regulamente realizados. 
 Art. 324 – Ilustração dos laudos com fotogramas, microfotografias, 
desenhos, esquemas, devidamente rubricados. 
 Art. 328 – A indispensibilidade do exame do corpo de delito.
 Art. 329 – O exame de corpo de delito realizar-se-á em qualquer dia e 
hora. 
 
REGRAS GERAIS DA EXUMAÇÃO 
 Na hipótese de já ter sido enterrado o cadáver em que houve mister 
proceder-se à autópsia, será o mesmo exumado. 
 Neste caso, devem ser observadas as seguintes regras: 
 1o - A autoridade, tanto quanto for possível, e se não houver prejuízo 
para a Justiça, fará a diligência pela manhã, e cercar-se-á não só de pessoal 
suficiente para as escavações, como de cautelas higiênicas que evitem as 
conseqüência as exalações e infecções. 
 2o - Se o cadáver estiver enterrado em cemitério público ou particular, o 
respectivo administrador ou proprietário, qualquer deles, será notificado por 
escrito, sob pena de desobediência, para indicar o lugar da sepultura. 
 Se o cadáver estiver sepultado em lugar não destinado a enterramento, e 
se não houver pessoa que indique a sepultura ou se é esse o lugar, a 
autoridade, pelos indícios que tiver, procederá por si, declarando isso mesmo 
no auto. 
 3o - Se não puder efetuar a autópsia e em seguida à exumação, lavrar-se-
á disto auto especial, no qual será declarada a razão de adiamento, o lugar em 
que ficou depositado o cadáver e as providências tomadas para a sua guarda. 
 Neste caso, os peritos descreverão o exterior do cadáver declarando o 
aspecto e sinais característicos para a verificação da identidade. 
 No dia seguinte, ou se possível for, no mesmo dia, se procederá à 
autópsia e exame de corpo de delito, segundo as regras estabelecidas, e se 
determinará se o cadáver é o próprio e idêntico ao que fora exumado. 
 
AUTO DE EXUMAÇÃO E NECRÓPSIA
Aos .......dias do Mês de .......... nesta cidade de ............ (ou lugar onde for), às 
....... horas no (cemitério ou lugar onde esteja o cadáver ou se presuma estar 
enterrado), presente .......... (autoridade que presidir a diligência) comigo 
escrivão ........... as testemunhas abaixo assinadas e os peritos nomeados e 
notificados ......... e ........... (nome por extenso e se são ou não profissionais, 
declarando-se, neste último caso, a razão por que foram nomeados), 
moradores, respectivamente, em ............ foi pela mesma autoridade ordenado 
a .......... (empregado, guarda, administrador, ou quem quer que tenha a seu 
cargo as sepulturas, se as houver; ou pessoa queixosa ou denunciante, ou 
qualquer outra que saiba) que lhe indicasse a sepultura de .......... (nome, 
posto ou graduação, etc.) enterrado há ....... (Indica-se o tempo) e que o 
cumprindo .............. (nome do empregado, administrador, guarda ou 
queixoso, etc.) indicou o lugar ..........(nomeia-se o lugar, ou a catacumba que 
for, com o respectivo número) e disse ser aí que sepultou (ou lhe consta haver 
sido enterrado) o indivíduo de que se trata e, dirigindo-se para o lugar 
indicado, aquela autoridade, com o escrivão, peritos, testemunhas e o referido 
empregado (guarda, etc. , ou pessoa que tiver indicado o lugar) declarou o 
mesmo ser exatamente este o local em que sabe ele (ou que lhe consta) haver 
sido enterrado .........; e, em consequência, ordenou aquela autoridade que se 
efetuasse a exumação do cadáver que se encontrasse, a fim de se procederem 
nele exames; o que com efeito se fez na presença daquela autoridade, de mim 
escrivão, que este escreve, peritos, testemunhas e mais pessoas que ali se 
achavam, entre as quais o empregado (administrador, guarda, etc., ou pessoa 
que indicou o lugar) do que dou fé; e foi exumado um cadáver em estado 
(perfeito ou não, ou de adiantada putrefação), o qual estava metido em um 
caixão (descreve-se a natureza do caixão, se o houver); exumado o cadáver, 
foi colocado em ............ (designa-se o lugar) e aí, pela autoridade 
mencionada, foi deferido aos peritos nomeados o compromisso legal de bem 
e fielmente desempenharem os deveres do seu cargo, declarando com 
verdade o que descobrirem e encontrarem, o que em suas consciência 
entenderem, e que respondessem aos seguintes quesitos ..........(seguem-se os 
quesitos). Em consequência, passaram os peritos a fazer os exames e 
investigações ordenadas e os que julgaram necessários, concluídos os quais, 
declararam o seguinte .......... (descrevem-se aqui, minuciosamente, todas as 
investigações, exames e diligências que houverem procedido e o que 
houverem encontrado e visto). E que, portanto, respondem ao 1o quesito, que 
..........(segue-se a resposta); ao 2o quesito que .......... (segue-se a resposta, e 
assim por diante, até o último). E foram estas as declarações que em sua 
consciência e debaixo do compromisso prestado, fizeram. E por nada mais 
haver, deu-se por concluído às ......... horas o exame ordenado; e de tudo se 
lavrou o presente auto, que vai por mim escrito e rubricado por .......... 
(autoridade que presidiu ao exame) e assinado pelo mesmo, peritos, 
testemunhas ...........(a pessoa que houver designado a sepultura ou lugar 
donde se tenha desenterrado o cadáver) e por mim............. servindo de 
escrivão o subscrevi. 
______________________________ 
(Encarregado do Inquérito)
______________________________
(Perito)
______________________________
(Perito)
______________________________
(Testemunha)
______________________________
(Testemunha)
______________________________
(Pessoa que designou a sepultura) 
______________________________
(Escrivão) 
 
 
OBSERVAÇÃO:
O auto de exumação e Necropsia deverá ser julgado procedente para que surta os efeitos legais.
 
QUESITOS PARA OS EXAMES DE SANIDADE 
 
 Física: 1o - Se da lesão corporal sofrida pelo examinado resultou 
mutilação ou amputação, deformidade ou privação permanente do uso de 
algum órgão ou membro, ou qualquer enfermidade incurável e que o prive 
para sempre de poder exercer o seu trabalho; 2o - Se os ferimentos 
produziram no examinado incômodo de saúde que o inabilitasse para o 
serviço ativo por mais de trinta dias; 3o - Qual o estado atual de saúde do 
examinado; 4o - Qual o tempo necessário para o seu restabelecimento. 
 Mental: 1o - Se o examinado sofre alteração mental; 2o - Se esta 
alienaçãoé contínua ou tem intervalos lúcidos; 3o - Se é geral ou parcial; 4o 
Qual a sua espécie ou gênero; 5o - Se pode precisar-se desde que tempo data 
ela; 6o - Se o fato (que é atribuído ao examinado) o examinado o cometeu, ou 
podia ter cometido, em estado de loucura, ou em lúcido intervalo. 
 Imbecilidade: 1o - Se o examinado é imbecil; 2o - Se a imbecilidade é 
nativa ou não; 3o - Não sendo, desde que data: 4o - Se o fato (que é atribuído 
ao examinado) podia ter sido praticado nesse estado: 5o - Se o seu estado o 
torna absolutamente incapaz de imputação. 
 Enfraquecimento senil. 1o - Se o examinado apresenta sinais de 
enfraquecimento senil; 2o - Quais sejam; 3o - Desde que tempo datam; 4o - 
Se o fato podia ter sido praticado nesse estado; 5o - Se o examinado é 
absolutamente incapaz de imputação. 
 Em regra, os Exames de Sanidade são executados quando os autos já se 
encontram aforados, são feitos a requerimento das partes e determinados pelo 
auditor. Entretanto, aí estão os esclarecimentos necessários para o caso de 
uma demora no término do inquérito e da necessidade de ser executado o dito 
exame complementa. 
 
AUTO DE EXAME DE SANIDADE 
Aos....... dias do mês de ........ do ano de dois mil .......... às ...........horas, nesta 
cidade de ...........(ou onde for), no Hospital da Polícia Militar (ou local que 
for), presentes .......... encarregado do inquérito, comigo ..........., servindo de 
escrivão, os peritos nomeados ........ e ...........(declara-se se são ou não 
profissionais, se militares ou civis) residentes em .........(local onde moram ou 
servem), e as testemunhas abaixo assinadas, prestado pelos peritos o 
compromisso de bem e fielmente desempenharem os deveres do seu cargo e 
com verdade declararem e em sua consciência atenderem, encarregou-os 
aquela autoridade de proceder a exame de sanidade em, ..... (designa-se a 
pessoa, posto, se tiver, qualidade, etc.) e que respondessem aos seguintes 
quesitos: 1o - .........; 2o - ..........; 3o - ...........; seguem-se os quesitos sobre a 
causa da prolongação do mal se ele resulta da ofensa física ou de 
circunstâncias especiais extraordinárias; se o ofendido apresenta perigo de 
vida; e os mais quesitos que a autoridade julgar necessários ao exame). E 
passando os peritos a fazer os exames ordenados e investigações necessárias, 
declaram o seguinte......... (descreve-se, minuciosamente, o quew tiverem 
averiguado e feito; e, portanto, respondem: ao primeiro quesito, que ......; ao 
segundo, que...........; ao terceiro quesito, que.(assim por diante, até o último). 
E por nada mais terem visto e que declarar, deu aquela autoridade às ....... 
horas por findo este exame, de que lavrei o presente auto, que vai pela mesma 
autoridade rubricado e assinado, comigo escrivão ....... que o escrevi, os 
peritos referidos e as testemunhas que assistiram ao exame, do que de tudo 
dou fé. 
______________________________ 
(Encarregado do Inquérito)
______________________________
(Perito)
______________________________
(Perito)
______________________________
(Perito)
______________________________
(Testemunha)
______________________________
(Testemunha)
______________________________
(Escrivão)
 
QUESITOS PARA OS EXAMES PERICIAIS
 
ARMAS DE FOGO:
 1o ) Qual a natureza da arma submetida a exame e suas características 
principais;
 2o ) Se a arma em causa tem capacidade para produzir disparo;
 3o ) Se a arma submetida a exame está ou não carregada;
 4o ) Em caso afirmativo, qual a natureza da carga; 
 5o ) Se pelos elementos coligidos no exame, podem os Srs. Peritos 
concluir tenha a mesma produzido disparo recente; 
 6o ) Quais a natureza e características do projétil submetido a exame;
 7o ) Se o projétil em causa foi expedido pela arma ora examinada; 
 8o ) Qual a natureza e características do estojo submetido a exame; 
 9o ) Se, pelos elementos coligidos no exame, podem os Srs. Peritos 
afirmar ter sido o estojo em causa utilizado em disparo com a arma ora 
examinada. 
 
ARMAS BRANCAS: 
 1o ) Qual a natureza da arma apresentada a exame e suas características;
 2o ) Se, no estado em que se acha, pode servir;
 3o ) Se apresenta manchas de sangue;
 4o ) Em caso positivo, se essas manchas são de sangue humano. 
 
OBJETOS DE ARROMBAMENTO: 
 1o ) Qual a natureza do objeto apresentado a exame e suas 
características; 
 2o ) Se o objeto ora examinado é próprio para arrombamento ou pode 
ser utilizado com eficiência para tal fim; 
 3o ) Queiram os Srs. Peritos fornecer outros elementos que julgarem 
necessários. 
 
AUTO DE EXAME PERICIAL
Aos ....... dias do mês de ......... de 20......, nesta cidade de .........(ou lugar que 
for), no quartel do .........(lugar onde se proceder ao exame), presente F........., 
encarregado do inquérito, comigo F........ escrivão, os peritos nomeados 
F........... e F..........(nome por inteiro, qualificação se são ou não profissionais, 
declarando-se, neste último caso, a razão por que foi ou foram nomeados), 
prestado pelos aludidos peritos o compromisso legal de bem e fielmente 
desempenharem os deveres do seu cargo e declararem com verdade o que 
encontrarem e em sua consciência entenderem, encarregou-os aquela 
autoridade de proceder a exame em ........ (o instrumento que for, livro, 
escrita, documento, local de crime, vestígio, etc.) e que respondessem aos 
seguintes quesitos: 1o - ..........; 2o - ...........; 3o - ...........; (seguem-se os 
demais quesitos); e havendo os peritos procedido ao exame ordenado e às 
diligências que julgaram necessárias, declararam o seguinte: .......(refere- se, 
minuciosamente, tudo quanto houverem os peritos feito e averiguado). E 
portanto, respondem: ao 1o quesito, que ........(segue-se a resposta; e assim 
por diante, até o último quesito). E, por nada mais terem a examinar e a 
declarar, deu-se por findo o exame, de que lavrei o presente auto, que vai pela 
mesma autoridade rubricado e assinado, comigo F......, servindo de escrivão, 
que o escrevi, os peritos acima referidos e as testemunhas, do que dou fé. 
 
______________________________ 
(Encarregado do Inquérito)
______________________________
(Perito)
______________________________
(Perito)
______________________________ 
(Testemunha)
______________________________
(Testemunha)
______________________________
(Escrivão) 
 
TERMO DE INQUIRIÇÃO DE TESTEMUNHA
Aos ........ dias do mês de ....... do ano de .......... nesta cidade (ou lugar onde 
for), no Quartel do ......... (ou lugar onde for), onde se achava ......... (posto e 
nome) encarregado deste inquérito, comigo, ........., servindo de Escrivão, 
compareceram aí as testemunhas abaixo nomeadas, que foram inquiridas 
sobre a parte (queixa ou o que for) de folhas ....... a qual lhes foi lida a cada 
uma de per si, declarando o seguinte: PRIMEIRA TESTEMUNHA – nome 
(por extenso), idade, naturalidade, filiação, estado civil, profissão (posto ou 
graduação se militar), residência (onde serve se militar), às ....... horas, depois 
do compromisso de dizer a verdade, disse que....... (referir tudo quanto for 
perguntado e disser a testemunha sobre o crime e suas circunstâncias). E 
como nada mais disse nem lhe foi perguntado, deu o encarregado do 
Inquérito por findo o presente depoimento às ...... horas. SEGUNDA 
TESTEMUNHA – nome ....., idade......, naturalidade........, filiação..........., 
estado civil......., profissão......., residência......, às.....horas, depois do 
compromisso de dizer a verdade, disse que......(referir tudo quanto for 
perguntado e disser a testemunha sobre o crime e suas circunstâncias). E 
como nada mais disse nem lhe foi perguntado, deu o encarregado do 
Inquérito por findo o presente depoimento, às .......... horas. TERCEIRA 
TESTEMUNHA – nome, idade etc. ............, ás horas, depois do 
compromisso de dizer a verdade, disse que ........(proceda-se de igual forma 
como foi nos depoimentos anteriores). E como nada mais disse nem lhe foi 
perguntado, deu o encarregado do Inquérito por findo o depoimento às .......horas e como assim fizeram as testemunhas as referidas declarações, mandou 
........(posto, RG e nome), encarregado deste Inquérito, lavrar o presente auto, 
que, lido e achado conforme, vai por ele rubricado e assinado pelas 
testemunhas A,B, com exceção da testemunha C, que certifico que (não sabe 
ler ou não pode escrever ou é analfabeto) e comigo ........ (posto, graduação, 
RG e nome), servindo de Escrivão que o escrevi. 
______________________________
(Encarregado do Inquérito)
______________________________
(Testemunha) - A
______________________________
(Testemunha) – B
______________________________
(Escrivão) 
 
 
OBSERVAÇÃO: 
 . a) Qualquer pessoa poderá ser testemunha (Art. 351 do CPPM).
 . b) Serão as testemunhas inquiridas cada uma per si, de modo que uma não possa ouvir o
depoimento da outra (Art. 353 do CPPM). 
 . c) O comparecimento é obrigatório nos termos da notificação, não podendo dele eximir-
se a testemunha, salvo motivo de força maior devidamente justificado (Art. 347, § 1o do CPPM).
 . d) A testemunha não será inquirida por tempo superior a quatro horas, mas em caso de
necessidade ser-lhe-á dado um descanso de meia hora. 
 . e) Observar o disposto nos Art. 30 § 3o e 301 do CPPM. 
 . f) Se a testemunha, regularmente intimada, deixar de comparecer sem motivo justificado,
expedir-se-á contra ela MANDADO DE CONDUÇÃO, que será executado por autoridade nomeada
pelo Encarregado do IPM. 
 . g) A prova testemunhal é a mais falha, mas de suma importância na apuração do fato
delituoso. 
 
 È a função de testemunha, em relação ao processo, que lhe dá 
denominação própria. 
 Há testemunhas de acusação, arroladas pelo Ministério Público com a 
denúncia, que não excedem de seis (numerárias), podendo em caso de três 
réus, ou mais, ser acrescida de mais três (numerárias). 
 Testemunhas de defesa são as arroladas pelo defensor do réu, não 
admitindo mais três para cada réu. 
 Testemunhas informante e referida não são computadas nesse limite. 
 Considera-se informante aquela pessoa que depõe, mas impedida de 
prestar compromisso; referida, a mencionada em algum depoimento. 
 Competindo ao Juiz dirigir a ação penal, no intuito de esclarecimento da 
verdade, pode ouvir testemunhas novas, não referidas, Não referidas são 
testemunhas suplementares. 
 Da mesma forma que não é computada a pessoa que, arrolada, nada sabe 
sobre o fato, permite-se a substituição, sem ultrapassar o limite legal. 
Havendo mais de três réus, o Promotor poderá arrolar mais três testemunhas. 
Informantes e referidas não poderão exceder de três. 
 . a) – O encarregado do IPM deve fazer perguntas objetivos às 
testemunhas. Perguntas que interessem, efetivamente, na apuração do fato, 
evitando rodeios e divagações que não conduzem a nada. 
 . b) O depoimento de cada testemunha será reduzido a termo e lido a 
mesma testemunha, que, no caso, não sabendo ler e escrever, o escrivão 
certificará este fato, não havendo mais necessidade, como se fazia na 
vigência do Código da Justiça Militar, de assinatura a rogo da testemunha.
 . c) Só poderão eximir-se de depor as testemunhas referidas no Art. 
354, e estão proibidas de depor as do Art. 355, ambos do Código de Processo 
Penal Militar. 
 . d) Se a testemunha estiver servindo ou residindo noutro local (ou 
jurisdição). Expedir-se-á precatória à autoridade militar superior do local, 
atendida, sempre, as normas de hierarquia. Com a precatória, seguirão os 
documentos mencionados no Art. 361 do CPM e os quesitos formulados. O 
falso testemunho está disciplinado no Art. 346 do Código Penal Militar. 
 As requisições só devem ser feitas quando houver grande necessidade, 
ou quando surgir um novo fato, importante, capaz de influir na opinião final 
sobre o evento.
MANDADO DE CONDUÇÃO 
 O .......(nome, posto e RG)...................Encarregado do Inquérito 
Policial-Militar, instaurado por determinação do Sr. ..........(autoridade 
delegante).........., conforme Portaria no ..........de.............(data)............nos 
termos de legislação vigente. 
 MANDA o ........(nome, posto e RG de quem vai cumprir o 
mandado)............. a quem este for apresentado, indo por mim assinado, que, 
em seu cumprimento, se dirija à rua ........ , no ...... (ou onde for), residência 
do Sr. ................... para que este, depois de lhe ser lido o presente mandado, o 
acompanhe até o quartel do ............, sito na rua ................ no ............(ou onde 
for) a fim de prestar esclarecimento como testemunha no IPM referido; e bem 
assim mando que se use dos meios permitidos em lei para a execução do 
presente mandado, inclusive prisão e condução à Delegacia correspondente, 
em caso de desobediência ou resistência a seu cumprimento. O que se cumpra 
na forma e sob as penas da lei. Local e data. Eu ........... (nome, posto e RG do 
escrivão).............. Assinatura. Servindo de Escrivão. Subscrevo. 
____________________ 
Nome, posto e RG
Encarregado do IPM 
 
 
OBSERVAÇÃO:
TESTEMUNHA QUE DEIXA DE COMPARECER 
Se a testemunha, regularmente intimada, deixar de comparecer sem motivo justificado,
o Encarregado deverá solicitar ao Juiz da AJMERJ a expedição de MANDADO DE
CONDUÇÃO, que será executado por autoridade nomeada pelo Encarregado do IPM.
Bol da PM n.o 029 – 17Ago 09, págs. 33 a 43. 
 
CARTA PRECATÓRIA
CI. PMERJ/OPM/SEI/ n.o 001/2015 Rio de Janeiro, 29 de outubro de 
2015. 
 
Para: (CMT da OPM).
De: (Encarregado do IPM).
Assunto: Deprecata.
 
 A fim de instruir o Inquérito Policial-Militar do qual sou encarregado, 
instaurado pela ........(autoridade que determinou a abertura do IPM) para 
apurar.......(resumir os fatos e de sua autoridade)........ solicito-vos (ou solicito 
a V. Exa.), após exarar o competente “cumpra-se”, designar um oficial com 
finalidade específica de inquirir ........(posto ou graduação, RG e nome, 
Unidade ou residência) que se encontra servindo no .........(unidade ou 
residindo nesta cidade à rua ........., no ......) que figura como testemunha (ou 
ofendido) no referido Inquérito sobre os fatos que deram a sua origem, 
formulando para tanto os quesitos que vão inclusos ao presente. 
 Por outro lado, esclareço-vos (ou esclareço a V. Exa.) que o prazo para a 
conclusão do IPM termina no dia .......... 
______________________ 
(Encarregado do IPM) 
 
 
TERMO DE PERGUNTAS AO INDICIADO
Aos ...dias do mês de ......... do ano ..........., nesta cidade ....(ou lugar onde 
for), no Quartel do ..........(ou onde for), presente ......(posto, RG e nome), 
Encarregado deste Inquérito Policial-Militar, comigo .........., servindo de 
Escrivão, compareceu às .......horas....... (nome do indiciado, nome dos pais, 
CPF no, identidade IFP, posto ou graduação se tiver, função ou profissão), a 
fim de ser interrogado sobre os fatos constantes da parte (queixa ou que for, 
que deu origem ao Inquérito), que lhe foi lida. Em seguida, passou aquela 
autoridade a interrogá-lo da maneira seguinte: qual o seu nome ........ 
idade........filiação.....estado civil............naturalidade..........(ou nacionalidade, 
não sendo brasileiro), posto ou graduação......função.........a que OPM está 
servindo ou vinculado........se civil, profissão....e residência .........). 
Perguntado como se dera o fato narrado na parte (queixa ou que foi que deu 
origem ao Inquérito), de folhas ........., respondeu que........ Perguntado se tem 
fatos a alegar ou provas que justifiquem a sua inocência (documentos, objetos 
e etc., que queira entregar para fazer parte dos autos), respondeu que............. 
E como na da mais disse e nem lhe foi perguntado deu o Encarregado deste 
Inquérito por findo o presente interrogatório às ........horas, mandando lavrar o 
presente termo que, depois de lido e achado conforme, assina com o 
indiciado e as testemunhas .........e ............. que assistiram desde o início 
comigo .....(posto ou graduação, RG e nome), servindo de Escrivão que o 
subscrevi. 
______________________________ 
(Encarregado do Inquérito) 
______________________________(Indiciado) 
______________________________ 
(Testemunha) 
______________________________ 
(Testemunha) 
______________________________ 
(Escrivão) 
 
 
OBSERVAÇÃO: 
 . a) O Encarregado do IPM deverá fazer as perguntas que julgar convenientes à elucidação
do fato, e logo após colocar as respostas.
 . b) Observar o constante no Art. 391 do CPPM. 
 . c) As testemunhas e o indiciado, exceto caso de vigência inadiável, que constará da
respectiva assentada, devem ser ouvidos durante o dia em período que medeia entre as sete e
dezoito horas (Art. 19 do CPPM). 
 . d) Estando o indiciado foragido ou na inexistência deste, o Encarregado do Inquérito fará
constar, por escrito, essa circunstância justificativa da falta do interrogatório.
 . e) Observar o disposto nos Art. 300, § 3o e 301 do CPPM. 
 Consignar as perguntas feitas e, imediatamente, as respostas dadas, com o
máximo de exatidão aos termos.
 f) Nomeação de curador quando o indiciado for menor de 21 anos,
apenas para assistir o indiciado durante o interrogatório e os atos em que tenha de participar.
Dispensa compromisso formal e a escolha recairá sempre em oficial. É importante na fase do
inquérito para maior tranqüilidade de prova colhida e satisfação do princípio constitucional de
amplitude de defesa. 
 g) Presença de testemunha para o fato que se realiza: interrogatório do indiciado. O posto
ou graduação não pode ser inferior ao do militar acusado.Trata-se de testemunha do ato e não do
fato. 
 h) O processo inicia-se com o recebimento da denúncia, efetiva-se com a citação do
acusado e extingui-se após a sentença irrecorrível, condenatória ou absolutória. Também é
interessante esclarecer a distinção que existe entre indiciado e acusado. Acusado é aquele a quem é
imputada a prática de um crime numa denúncia já recebida. Indiciado é aquele q quem se imputa,
ainda na fase do inquérito, a prática de uma infração penal. Então verificamos que o indiciado passa
a acusado com o oferecimento da denúncia já recebida pelo Auditor. 
 
TERMO DE PERGUNTAS AO OFENDIDO
Aos ......... dias do mês de .....do ano de ........ nesta cidade .... (ou lugar que 
for), no quartel do ....... (ou lugar que for) presente ......... (posto, RG e nome), 
encarregado deste Inquérito Policial-Militar, comigo .....(posto, RG e nome), 
servindo de Escrivão, compareceu ás .. .......horas ........ (nome, por extenso, 
do ofendido)..... (posto ou graduação se tiver, função ou profissão), a fim de 
ser ouvido sobre o fato delituoso que deu origem ao presente Inquérito (ou 
fato constante de parte, queixa ou o que for), que lhe foi lida. Em seguida, 
passou aquela autoridade a interrogá- lo da maneira seguinte: qual o seu 
nome ..........., idade.........., filiação........, estado civil.............., 
(nacionalidade....... não sendo brasileiro), posto ou graduação....., 
função........., a que Uop está servindo ou vinculado......(se civil, 
profissão......e residência.........), perguntado como se dera o fato narrado na 
parte (queixa ou o que for que deu origem ao Inquérito) às fls ...... respondeu 
que............. Perguntado..........., respondeu que .......... (seguem-se as demais 
perguntas que o encarregado do Inquérito julgar conveniente à elucidação do 
fato e a seguir as respostas). E como nada mais disse nem lhe foi perguntado, 
deu o encarregado deste Inquérito por findo o presente termo às ...... horas, 
mandando lavrar este auto que, depois de lido e achado conforme, assina com 
o ofendido e as testemunhas....... que assistiram desde o início e comigo ....., 
servindo de Escrivão, que o subscrevi. 
______________________________ 
(Encarregado do Inquérito) 
______________________________ 
(Ofendido) 
______________________________ 
(Testemunha) 
______________________________ 
(Testemunha) 
______________________________ 
(Escrivão) 
 
 
OBSERVAÇÃO:
a) Observar o disposto no Art. 300 §3o e Art. 301 do CPPM; 
b) Será de bom alvitre que o depoimento do indiciado e do ofendido seja assistido por duas
testemunhas, isto a exclusivo juízo do Encarregado do IPM.
 
 
TERMO DE RECONHECIMENTO
Aos......... dias do mês de ..... do ano de ........... nesta cidade do ....... no 
quartel do............(ou onde for) presente ........Encarregado deste Inquérito, 
comigo .........., servindo de Escrivão, compareceu às .......horas (nome da 
testemunha), que já depôs neste Inquérito e sendo-lhe perguntado pelo 
encarregado do Inquérito se reconhecia na pessoa de ............ aí presente (ou 
de F.........F...............e F..........) aí aquele que .......(descrever em síntese os 
fatos) declarou que ........(descrever em que baseia o reconhecimento). E 
como nada mais disse e nem lhe foi perguntado, deu o encarregado do 
inquérito por findo o presente reconhecimento, ás ........... horas, mandando 
lavrar este auto que, depois de lido e achado conforme, assina com as 
testemunhas, o indiciado (ou indiciados), as testemunhas presenciais e 
comigo....... , servindo de Escrivão, que o subscrevi. 
______________________________ 
(Encarregado do Inquérito) 
______________________________ 
(Testemunha) 
______________________________ 
(Testemunha Presencial) 
______________________________ 
(Testemunha Presencial) 
______________________________ 
(Indiciado) 
______________________________ 
(Escrivão) 
 
 
 
 
TERMO DE ACAREAÇÃO
Aos........... dias do mês de .......... do ano de .............., nesta cidade........... no 
Quartel do ...........(ou lugar que for), aí presentes as testemunhas ....... e 
..........(ou o indiciado), já inquiridas neste sumário, comigo Escrivão, 
presente .......... Encarregado do Inquérito, por este foram, à vista das 
divergências (ou contradições) existentes nos seus depoimentos, nos pontos 
.....(tais e tais) e debaixo do compromisso prestado às ...... horas 
reperguntadas as mesmas testemunhas, uma em face da outra, para explicar 
ditas divergências (ou contradições). E, depois de lido perante elas os 
depoimentos referidos, nas partes contraditórias (ou divergentes), pela 
testemunha............. foi dito que ........... e pela testemunha ........ foi dito ......... 
e como nada mais declararam, às ....... horas lavrei o presente termo, que 
assinam, depois de lhes ser lido e achado conforme, com o Encarregado do 
Inquérito e comigo ........., servindo de Escrivão, que o escrevi e subscrevo. 
______________________________ 
(Encarregado do Inquérito) 
______________________________ 
(Testemunha) 
______________________________ 
(Testemunha) 
______________________________ 
(Escrivão) 
 
 
OBSERVAÇÃO: 
 . a) A acareação é admitida durante o IPM, quando houver divergência em declarações
sobre os fatos ou circunstancias relevante, entre acusados e testemunhas, acusado e a pessoa
ofendida ou entre as pessoas ofendidas (Art. 365 do CPPM); 
 . b) Pontos de divergência (Art. 366 do CPPM); 
 . c) Ausência de testemunha divergente (Art. 367 do CPPM); 
 . d) Acareação é a ação de confrontar testemunhas, pondo uma em face da outra,
explicando-lhes os pontos divergentes de suas declarações, pedido a confirmação ou retificação dos
mesmos; 
 . e) Antes de acareadas devem as testemunhas prestar novo compromisso de dizerem a
verdade e não devem ser acareadas em turma e, sim, de duas em duas, descrevendo-se no termo o
estado de ânimo que for notado pelo encarregado do Inquérito, segundo o modo por que se
portarem ditas pessoas; 
 . f) Quando a divergência é entre o indiciado e testemunhas ou entre dois ou mais
indiciados, chama-se o ato mais propriamente de confrontação.
 
 
AUTO DE INFORMAÇÃO PARA BUSCA, APREENSÃO E PRISÃO
Aos ..... dias do mês ......... do ano de dois mil e ............ nesta cidade de ...... 
no Quartel .....(ou o que for), me foi mandado por ..........(nome e posto) 
encarregado do inquérito, que lavrasse o presente auto, dizendo que chegou 
ao seu conhecimento que em ......(designa-se o lugar) se achava oculto ......., 
indiciado no presente inquérito (ou que se achavam guardados os ocultos taise tais objetos ou coisas furtadas ou roubadas, ou arma ou instrumento com 
que foi cometido o crime), e porque, havendo recebido dita denúncia (ou 
participação), e procedendo às necessárias informações combinando-as com 
os documentos existentes em seu poder (se os tiver) e com o que disseram 
.......(pessoas da vizinhança, testemunhas, etc.) se confirmasse na suspeita de 
que era verdadeiro o fato ordenava que se expedisse o mandado de busca para 
prisão de ......... supramencionada (ou apreensão dos objetos furtados ou 
roubados, ou instrumentos do crime, conforme o caso); do que, para constar, 
lavrei o presente auto, que vai assinado e rubricado pela referida autoridade, 
comigo .........., servindo de escrivão, que o escrevi. 
______________________________ 
(Encarregado do Inquérito) 
______________________________ 
(Escrivão) 
 
 
 
OBSERVAÇÃO:
A autoridade, além de assinar, rubricará a margem do auto. 
 
 
 
MANDADO DE BUSCA E APREENSÃO (OU PRISÃO)
Eu ............(nome e posto), encarregado do IPM para averiguação do fato 
criminoso a ........(nome, posto ou qualidade do indiciado, mando a .......... e 
............ a quem este for apresentado, indo por mim assinado, que, em seu 
cumprimento, se dirijam à casa no sita à ....... nesta cidade de ..........(ou lugar 
onde for), onde reside ........., (ou de que é proprietário ........ e inquilino 
.........) para este, depois de lhe ser lido e mostrado o presente mandado, e 
feita, na forma da lei, a devida intimação, facilite a entrada na dita casa, a fim 
de que se possa proceder à busca e apreensão de ......(designa-se o que for: 
armas, instrumentos, artigos, gêneros, subtraídos à guarda e administração 
militares, etc.) que, segundo (ou segundo afirmam as testemunhas .......) aí se 
acha escondido (ou a fim de que se efetue a prisão de ..........(o indiciado) que 
segundo afirmam as testemunhas ..... e ........ aí se acha oculto) e, bem assim, 
mando que se procedam a todas as diligencias necessárias e se empreguem os 
meios indispensáveis, como sejam arrombamentos de portas e móveis, de 
modo a ser feita a apreensão do referido .....(refere-se aquilo que for) (ou 
tratando-se de prisão: “de modo de que se efetue a prisão de ..............”), 
usando de todos os meios permitidos em lei para execução do presente 
mandado, inclusive a prisão em flagrante de quem oferecer resistência ou 
quiser impedir o cumprimento do mesmo. De tudo será lavrado, por um dos 
encarregados da diligência, o competente auto, que será por mim, na forma 
da lei, autenticado, e assinado por duas testemunhas que tenham assistido á 
diligência desde o seu início. O que se cumpra. Dado e passado nesta cidade 
......(lugar onde for) aos ......dias do mês de ........do ano de 20..... Eu, 
................, servindo de escrivão, o subscrevi. 
______________________________ 
(Encarregado do IPM) 
 
 
OBSERVAÇÃO:
 a) No desenvolvimento da apuração do ilícito penal militar, se necessário,
proceder-se-á à busca domiciliar ou pessoal, efetivando-se de três modos:
 1o ) O Encarregado fá-la-á pessoalmente, dispensando mandado (Art. 177 do CPPM);
 2o ) Ordenará a realização, por mandado, designando dois militares (oficiais) para o
cumprimento (Art. 184 do CPPM);
 3o ) Requisitará de autoridade policial civil a realização de busca (§ único do Art. 184 do
CPPM).
 A busca domiciliar ou pessoal é, muitas vezes, dispensável; outras, necessárias à apuração da
materialidade do crime e da autoria. Do mandado deverá constar a providencia, sua finalidade,
procedimento com revista pessoal, destruição de obstáculo, em mulher, etc., conforme regular os
Art. 170 e 184 do CPPM. 
 . b) Lavrar-se-á Auto circunstanciado da busca, seu resultado, assistido por duas
testemunhas. 
 . c) Recomenda-se a leitura, com atenção, dos Art. 170 e 184 do CPPM.
 
 
AUTO DE BUSCA E APREENSÃO (OU PRISÃO)
Aos ..... dias do mês de .... do ano de dois mil e ......... neste cidade de .....(ou 
lugar onde for), em cumprimento do mandado retro, nos dirigimos à casa no 
.......... sita à rua ......., onde mora F ................, segundo fomos informados, e 
aí, depois de lhe ter sido mostrado e lido o mesmo mandado, o intimamos 
para que, incontinenti, nos franqueasse a entrada da dita casa, a fim de 
procedermos a diligência ordenada e .......... o convidamos para assistir às 
diligências desde o seu início, bem como as testemunhas F................ e 
F...............(nomes por inteiro e postos ou qualidade), abaixo assinadas; e 
entrando na casa supra declarada procedemos a mais minuciosa busca, 
examinando todas as salas, quartos e lugares (descreve-se o exame feito), 
fazendo abrir as portas, gavetas, armários, etc., e aí em ...........(o lugar exato) 
encontramos os objetos (mencionam-se os objetos subtraídos, armas, ou 
instrumentos do crime) que apreendemos e ficam em juízo (ou, tratando-se de 
prisão; “encontramos F............. escondido, a quem procedemos e conduzimos 
à prisão “tal” onde ficou recolhido à disposição da Justiça), do que para 
constar, se lavrou o presente auto, o qual vai assinado por mim F......., que 
escrevi e por F............... também encarregado da diligência e pelas 
testemunhas já declaradas. 
______________________________ 
(Encarregado da diligência) 
______________________________
(Encarregado da diligência)
______________________________
(Testemunha)
______________________________
(Testemunha) 
 
 
OBSERVAÇÃO: 
 . a) As duas peças, Auto de Informação e Mandado de Busca e Apreensão, serão anexadas
aos autos pelo Escrivão, antes do Auto de Busca e Apreensão que for lavrado;
 . b) Ver Art. de 170 a 189 do CPPM.
 
DA RESTRIÇÃO 
 O Código de Processo Penal Militar, nos Art. 190 e seguintes, trata da 
restrição da coisa apreendida. 
 O Encarregado pode restitui-la quando, indubitavelmente, a coisa não 
mais interessa ao Inquérito e à ação penal que possa ser instaurada e também 
se não houver dúvida quanto ao direito do requerente. 
 Para efetivar a restituição, o Encarregado deverá proferir despacha nos 
autos, sendo a entrega realizada mediante recibo. O Escrivão certificará tudo 
e juntará o recibo ao IPM. 
 
DA COISA DETERIORÁVEL 
 Tratando-se de coisa facilmente deteriorável, que não possa esperar a 
remessa do IPM a Juízo, o Art. 195 do CPPM estabelece que deverá ser 
avaliada e levada a leilão público, depositando-se o dinheiro apurado em 
estabelecimento oficial, caso não seja possível restituí-la, nos termos do Art. 
191 do CPPM. 
 O Encarregado do Inquérito nomeará dois avaliadores e um Oficial que 
será Encarregado do Leilão, publicando-se editais nos órgãos oficiais e 
particulares com data, hora do leilão e descrição dos bens leiloados. 
 O leilão será realizado por leiloeiro oficial e presidido pelo Encarregado 
do Inquérito, que mandará o Escrivão lavrar um termo descrevendo 
minuciosamente tudo quanto se passou no leilão. 
 Todos documentos relativos no leilão, desde a nomeação dos 
avaliadores, laudo de avaliação, nomeação de leiloeiro, termo e cópia do 
recibo entregue ao arrematante serão juntados aos autos, com a respectiva 
certidão de juntada. 
 
Modelos: 
 
TERMO DE RESTITUIÇÃO
 
Aos ............dias do mês de .............. de 20..........., nesta cidade de ........... no 
Quartel do ................., presente .................(posto e nome)................., 
Encarregado do Inquérito, comigo...........(posto ou graduação e 
nome).............., Escrivão, compareceu...............(nome da pessoa que vai 
receber o bem com a qualificação, documento de identidade e 
endereço).............a quem foi deferido, nos autos, as entrega de ...............
(dizer quais bens)........... que foram apreendidos, conforme auto de apreensão 
de fls............ por não interessarem ao presente inquérito e diante das provas 
que fiz juntar aos autos, por cópia que demonstram serem os bens de sua 
propriedade. Do que, para constar, lavrei o presente termo que vai assinado 
pelo Encarregado do IPM, por quem recebeu o bem, pelas testemunhasabaixo que tudo assistiram, e por mim, Escrivão. 
______________________________ 
(Encarregado do IPM) (Nome - Posto) 
______________________________ 
(Pessoa que recebeu o bem) (Testemunha) 
______________________________ 
(Testemunha) 
______________________________ 
(Escrivão)
(Nome – Posto ou Graduação) 
 
MODELO DE TERMO DE COMPROMISSO DE PERITO: 
 
 
TERMO DE COMPROMISSO DE PERITO 
Aos ............... dias do mês de .............. do ano de ........., nesta cidade de 
............., Estado do ..................., no ..............(OPM ou Repartição 
competente) ...................., aí presente o Sr. ...................(nome e posto 
..................., Encarregado do IPM, comigo .............(nome e posto)...............
(ou graduação)................... , servindo de Escrivão compareceram ................ e 
.........................(nomes completos dos peritos nomeados).........................., 
nomeados peritos neste Inquérito, aos quais a autoridade deferiu o 
compromisso legal, que aceitaram, de bem e fielmente desempenharem a 
missão, declarando com verdade as respostas aos quesitos formulados e o que 
descobrissem e encontrassem e o que em suas consciências entendessem, 
além de manter o sigilo do Inquérito e de cumprir as determinações contidas 
no Código de Processo Penal Militar, durante o exercício da função. Para 
constar, mandou o Encarregado do IPM lavrar este termo que assina com os 
peritos e comigo escrivão, do que dou fé. Eu...........(nome completo)...............
(posto ou graduação)............... servindo de Escrivão, o subscrevo.
_____________________________________ 
(Nome e posto - Encarregado da diligência) 
______________________________ 
(Nome completo - Perito) 
______________________________ 
(Nome completo - Perito) 
______________________________ 
(Nome, posto ou graduação - Escrivão) 
 
 
OBSERVAÇÃO: 
 . a) O Auto da Avaliação dispensa o Termo de Compromisso de Perito e qualquer outro
despacho, quando realizado em dia e hora previamente designados e na presença do Encarregado do
IPM. Por ocasião da sua lavratura.Caso, no entanto, a perícia não se proceda na presença do
Encarregado do IPM (autoridade nomeante), o auto, assinado pelos peritos e pelas testemunhas,
remetido ao Encarregado, exige o compromisso. 
 . b) O Auto ou Laudo deverá ser preciso, simples e objetivo, não comportando divagações,
procurando os Peritos responder aos quesitos que lhes foram formulados e outros que entenderem
de direito da maneira mais clara possível, evitando-se dupla interpretação ou ambiguidade de
solução. 
 
 
AUTO DE AVALIAÇÃO
Aos ................dias do mês de ............ do ano de dois mil e ................. nesta 
cidade de .................., no Quartel do ..................(ou lugar que for), onde se 
achava F...............(nome e posto), encarregado do presente inquérito, comigo 
F.................,servindo de escrivão, presente os peritos nomeados F.............. e 
F..................(nome, posto ou qualidades) e as testemunhas F............. e 
F..................(nomes, postos ou qualidades) residindo em .................(ou 
servido no...........) todos abaixo assinados, depois de prestado pelos referidos 
peritos o compromisso de bem e fielmente desempenharem os deveres do seu 
cargo, declarando com verdade o que encontrarem, e em sua consciência 
entenderem, aquela autoridade encarregou-se de proceder a avaliação dos 
seguintes objetos furtados (roubados, extraviados) por F........... e, na forma da 
lei, apreendidos, os quais lhe foram apresentados ( discrimina-se quais 
sejam). Em seguida, passando os peritos a dar cumprimento à diligência, 
depois dos exames necessários, declararam que os referidos objetos tinham, 
respectivamente, o valor parcial de ............., importando o valor total dos 
mesmos em ................ E foram esta as declarações que em sua consciência, 
debaixo do compromisso prestado, fizeram. E por nada mais haver, deu-se 
por finda a presente avaliação, lavrando-se este auto, que, depois de lido e 
achado conforme, vai assinado pelo encarregado do inquérito, peritos e 
testemunhas referidas, e por mim F.........., servindo de Escrivão, que o 
escrevi. 
______________________________ 
(Encarregado do IPM)
______________________________
(Perito)
______________________________
(Perito)
______________________________
(Testemunha)
______________________________
(Testemunha)
______________________________
(Escrivão) 
 
 
AUTO DE AVALIAÇÃO INDIRETA 
Aos .................dias do mês de ........................ de 20............, nesta cidade de 
..............., no Quartel do .............., presentes ..........(nomes e postos).............. 
peritos nomeados pelo Sr. Encarregado do IPM, a fim de procedermos à 
avaliação indireta de ...............(dizer qual o bem)............ que segundo nos 
informaram............... (os peritos podem ouvir pessoas que conheceram o 
objeto, lançando o nome dessas pessoas no laudo e o que elas disseram) e 
depois de .................(examinar objetos idênticos e nas mesmas circunstâncias 
ou outra qualquer diligência, como a de saber o preço do mercado, enfim qual 
a diligência feita para justificar o valor da avaliação)............... avaliaram em 
........(se for mais de um objeto, dizer o valor de cada um e a soma, por 
extenso e em algarismos) ............. Foram estas as declarações que, em sua 
consciência e debaixo do compromisso prestado, fizeram. E, por nada mais 
haver, deu-se por finda a presente avaliação, lavrando-se este laudo que vai 
por nós, peritos, assinado. 
 
....................................................... 
Posto e nome do Perito
......................................................
Posto e nome do Perito 
 
 
LAUDO PERICIAL DE ACIDENTE DE TRAFEGO No ..........
 
Aos ............. dias do mês de .............. do ano de ............ nesta cidade do 
.......... Estado do ................. no .........(dizer o local onde deverá ser realizada 
a perícia)........., foram designados peritos pelo Sr. ............ os Oficiais 
............. e para procederem a exame pericial em local de acidente de tráfego. 
 
 
HISTÓRICO
 
Às ........horas do dia ......... do mês de ............... do ano de .............. 
cumprindo determinação do Sr. .............. (autoridade que designou os 
peritos)............ , os Peritos credenciados abaixo firmados compareceram à 
............(local de acidente) ............., a fim de realizarem os exames que 
adiante relatam e assinam. 
 
EXAMES 
 a) DO LOCAL – O acidente ocorreu na .............., no cruzamento 
com a ............, sendo ambas as vias, no local considerado, não pavimentadas 
a asfalto, sendo que a ............... composta de mão dupla de direção no sentido 
de .............. e vice-versa, com refúgio ao .......... e a rua ..........., mão única no 
sentido de ............. a ............ . 
 b) DOS VEÍCULOS – No local descrito acima, com sua frente 
orientada no sentido de .............., via-se a viatura ........(característica) ........ 
do .......... (OPM ou Repartição a que pertence) ......... e na rua ........ com sua 
frente orientada no sentido da ............ para ..............., via-se a viatura ...........
(característica) ......... do .................(OPM ou Repartição a que pertence).
 c) DAS AVARIAS – A viatura ........... (característica)............. de 
................(OPM ou Repartição a que pertence) . .......... sofreu avarias no seu 
setor dianteiro, e a viatura ......... (característica)........ do ........... (OPM ou 
Repartição a que pertence).............. no setor lateral direito. Para apurá-la em 
profundidade, os Peritos opinam por um Inquérito Técnico. 
 . d) DOS MOTORISTAS – A viatura .............(característica)............ 
era conduzida pelo ........... e a viatura ............(característica)............ era 
conduzida pelo ......... e a viatura ...............(característica) ......... era 
conduzida pelo ..........., ambos habilitados com CarteiraNacional, 
Prontuários n.os........ e ........... respectivamente. 
 . e) DOS ÓRGÃOS DE COMANDO – Os órgãos de comando da 
viatura...........(característica)......... encontravam-se articulados a atuantes, o 
que não pôde ser verificado na viatura ..........(característica)........., em face 
das avarias. 
 . f) DE OUTROS ELEMENTOS – 1. Por ocasião dos exames, a 
pista encontrava-se seca; 2. Não havia, no trecho considerado, qualquer 
obstáculo fixo ou móvel que concorresse para o acidente; 3. Visibilidade boa; 
4. Cruzamento controlado por sinal luminoso que se encontrava atuante.
 . g) DO EVENTO – Tendo em vista os exames realizados no local, 
estudo das avarias e posição de repouso dos veículos, tentam estes peritos 
reconstruir a dinâmica do evento da forma que se segue: nos momentos em 
que aconteceu o acidente, a viatura ..........(característica)............... deslocava-
se pela .........., no sentido.......... com a finalidade de atingir a rua ............; a 
viatura ...........(característica)........ deslocava-se pela mesma artéria no 
sentido ........... Ao atingir o cruzamento, a viatura ...........
(característica)................ ingressou na rua............, sendo atingida no seu setor 
lateral direito pela viatura ...........(característica)................ . 
 . h) ANEXO – Os peritos fazem anexar, ao presente Laudo, 4 
(quatro) fotografias, assim discriminadas:
Fotografia 1 – demonstra a posição da viatura (característica), com sua frente 
no sentido......... .
Fotografia 2 – demonstra a posição da viatura (característica), com sua frente 
orientada no sentido da .......... . 
Fotografia 3 – demonstra as avarias na viatura (característica).
Fotografia 4 – demonstra as avarias na viatura (característica). 
 
 
CONCLUSÃO
 
 Em face do exposto, são os peritos acordes em opinar pela prova 
testemunhal, considerando-se que o local é controlado por sinal luminoso. E 
como nada mais havia a relatar nem a examinar, foi encerrado o presente 
Laudo que foi feito pelos peritos que o subscrevem. 
 
______________________________ 
(Nome completo e posto)
(1o Perito) 
______________________________
(Nome completo e posto)
(2o Perito) 
 
 
OBSERVAÇÃO:
As perícias quando realizadas por militares só poderão ser feitas por oficiais (Art. 48 do CPPM).
 
 
DA PRISÃO 
O CPPM estabelece três tipos de prisão: 
 . a) Prisão Provisória; 
 . b) Prisão Preventiva; e 
 . c) Prisão em flagrante. 
 Prisão Provisória: O disposto no Art. 18 do CPPM prevê o prazo que o 
Encarregado do Inquérito pode dispor, durante as investigações, para manter 
detido o indiciado; contudo, essa detenção não é obrigatória. Deverá o 
Encarregado do IPM determinar a prisão do indiciado, exigindo-o a disciplina 
militar, quando se tratar de indivíduo perigoso, sem Ter fixa sua residência, 
vadio que estiver pondo em dificuldades a apuração dos fatos ou coagindo 
testemunhas, com fundamento no Art. 220 do CPPM. 
 Se for preciso a manutenção do indiciado preso, essa prisão poderá ser 
prorrogada por mais 20 (vinte) dias, pelas autoridades constantes no referido 
Art. 18 ou pelo Secretário de Estado da Polícia Militar. 
 No caso de prorrogação, esta deverá ser solicitada pelo Encarregado do 
IPM, antes do término dos 30 (trinta) dias. 
 Sendo ainda necessária a prisão por tempo superior a 50 (cinqüenta) 
dias, o Encarregado deverá representar ao Juiz-Auditor, antes do término 
desse período, para que se decrete a prisão preventiva. 
 Prisão Preventiva: É decretada pelo Juiz-Auditor a requerimento do 
Ministério Público ou mediante representação do Encarregado do IPM.
 Os Art. 254 e 255 do CPPM contém os requisitos a serem atendidos para 
a decretação da Prisão Preventiva. 
 1. Prova de fato delituoso. 
 2. Indícios de autoria por parte daquele contra ao qual se requer a 
prisão preventiva.
 3. Garantia da ordem pública em consequência da periculosidade 
do indiciado, e
 4. Interesse da hierarquia e disciplina militar. 
 Ausentes os dois primeiros quesitos acima, de forma alguma poderá ser 
decretada a Prisão Preventiva. Deverá, ainda, o Encarregado juntar à sua 
representação os documentos necessários que comprovem os quesitos 1 e 2.
 
PRISÃO EM FLAGRANTE 
 
 A matéria será cuidada na parte de Auto de Prisão em Flagrante do 
delito lavrado por Autoridade Policial-Militar. 
 
PRISÃO PROVISÓRIA 
 
 
DESPACHO 
 
 Seja recolhido à prisão o indiciado ......... (nome) ......... (se a prisão for 
realizada fora do quartel: Designo o ..........(posto e nome)......... para executar 
a prisão). Expeça, o Sr. Escrivão, o respectivo mandado de prisão. 
Rio de Janeiro, ........de.....................de 20........... 
 
MANDADO DE PRISÃO 
(Durante as Investigações Policiais) 
 
.......(autoridade que for) manda, na forma da lei, seja preso e recolhido à 
prisão militar e com fundamento nos Art. 18 e 220 do CPPM, o ........(nome 
do indiciado, posto ou graduação se tiver), contra quem se estão procedendo 
as investigações policiais para apurar o fato..........(narra-se sucintamente o 
fato), cuja autoria lhe é atribuída. Designo executor da Prisão ........(nome, 
posto/graduação, RG). 
Local, data e assinatura da autoridade que determina a prisão. 
 
OBSERVAÇÕES
 
a) O Encarregado do Inquérito poderá manter incomunicável o indiciado que 
estiver legalmente preso, por três dias no máximo (Art. 17 de CPPM); 
REVOGADO 
O STF editou a seguinte Súmula Vinculante sobre o assunto: SÚMULA 
VINCULANTE no 14 “É direito do defensor, no interesse do representado, 
ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados91 em 
procedimento 
investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, 
digam respeito ao exercício do direito de defesa. ” Desta forma, tem-se que o 
art. 16 em questão não foi totalmente recepcionado pela CF/88, não havendo 
que se falar em sigilo e discricionariedade do encarregado do IPM. ART. 17 
DO CPPM: INCOMUNICABILIDADE DO PRESO Assim dispõe o art. 17 
do CPPM: “Incomunicabilidade do indiciado. Prazo. Art. 17. O encarregado 
do inquérito poderá manter incomunicável o indiciado, que estiver legalmente
preso, por três dias no máximo. ” Ocorre, entretanto, que tal 
incomunicabilidade é proibida ao Advogado do preso, nos termos do art. 7o 
da Lei no 8.906/94 (Estatuto da Advocacia): “Art. 7o São direitos do 
advogado: ... III - comunicar-se com seus clientes, pessoal e reservadamente, 
mesmo sem procuração, quando estes se acharem presos, detidos ou 
recolhidos em estabelecimentos civis ou militares, ainda que considerados 
incomunicáveis (grifo meu); ...” Vejamos a seguinte decisão do STJ sobre a 
restrição do Advogado em comunicar-se com seu cliente: “EMENTA: 
ADMINISTRATIVO - DIREITO DO PRESO - ENTREVISTA COM 
ADVOGADO - ESTATUTO DA OAB - LEI DE EXECUÇÕES PENAIS - 
RESTRIÇÃO DE DIREITOS POR ATO ADMINISTRATIVO - 
IMPOSSIBILIDADE. 1. É ilegal o teor do art. 5o da Portaria 
15/2003/GAB/SEJUSP, do Estado de Mato Grosso, que estabelece que a 
entrevista entre o detento e o advogado deve ser feita com prévio 
agendamento, mediante requerimento fundamentado dirigido à direção do 
presídio, podendo ser atendido no prazo de até 10 (dez) dias, observando-se a 
91. Ou seja, o Advogado somente terá acesso às investigações já 
documentadas nos autos do IPM. Contudo, tal prerrogativa não se estende aos 
atos que por sua própria natureza não dispensam a mitigação da publicidade, 
como por exemplos, futuras interceptações telefônicas, dados relativos a 
outros indiciados, investigações em andamento, etc. 
b) Independente do flagrante delito, o indiciado poderá ficar detido durante as 
investigações policiais, até 30 (trinta) dias, comunicando-se a detenção à 
autoridade judiciária competente (Art. 18 do CPPM) – prazo;
CÉLIO LOBÃO (Direito Processual Penal Militar, 2009, p. 63) o 
encarregado do do inquérito poderá determinar a prisão provisória somente 
de militar, e nos crimes propriamente militares. A prisão é limitada a 30 dias, 
prorrogável por mais 20 dias pelo Comandante do DistritoNaval, da Região 
Militar ou Zona Aérea, conforme o caso. Segundo nosso entendimento, a 
própria autoridade autorizada pela Constituição para prender o militar, tem 
atribuição para prorrogar a medida coercitiva por ela decretada. A medida 
coercitiva será comunicada ao Juiz que, após ouvir o MP, relaxará a prisão se 
considerá-la ilegal. Havendo necessidade do recolhimento por mais tempo, 
além dos 50 dias, compete ao Juiz decretar a prisão preventiva, mediante 
representação do encarregado do inquérito ou a requerimento do MP, desde 
que atendidos os requisitos exigidos para a medida cautelar. Vedado ao 
encarregado do IPM, ou outra autoridade militar, determinar a prisão de civil, 
em qualquer hipótese, inclusive a do militar no crime impropriamente militar. 
Se o fizer, responderá por crime de abuso de autoridade (arts. 5.o, LXI, da 
CF, 18, 254 e 255 do CPPM). 
c) Recebendo o mandado, a autoridade competente publicará em Boletim tal 
medida, providenciando o Escrivão para juntar aos autos uma cópia autêntica 
do item do Boletim referente ao caso. 
d) O Encarregado do IPM encaminhará expediente (no caso, um ofício), 
acompanhado de três vias (o original e duas cópias) do mandado de prisão do 
indiciado. 
 
 Das três vias, o original será devolvido, por ofício, ao Encarregado do 
IPM com o recibo datado e assinado pelo indiciado; uma via ficará em poder 
do indiciado e a outra, com a autoridade incumbida de manter o preso sob sua 
guarda. 
Recomenda-se a leitura dos seguintes artigos do CPPM:
 Parágrafo único do Art. 225 – Assinatura do mandado de prisão.
 Art. 237 - Entrega de preso. Formalidades e Recibo.
 Art. 238 - Transferência e recolhimento a prisão.
 Art. 239 - Separação de prisão.
 Art. 240 - Local de prisão. 
 Art. 241 - Respeito à integridade e assistência do preso. Art. 242 - Prisão 
especial e prisão de praças. 
e) Para cumprimento do mandado de prisão, o encarregado do inquérito 
poderá emitir tantas vias quantas sejam necessárias, fazendo constar os 
seguintes requisitos: será lavrado pelo escrivão do inquérito – ou inclusive 
poderá haver um escrivão “ad hoc”, e assinado pelo encarregado. Designará, 
também, a pessoa à prisão com a respectiva identificação e moradia, se 
possível; mencionará o motivo da prisão e designará o executor da prisão.
Assim acontecerá quando o encarregado do inquérito estiver em dúvida no 
que tange à localização da pessoa que ele pretende prender. Então, ele 
designará vários executores, a fim de ser procedida esta prisão, entregando a 
cada um dos executores uma 
das vias do mandado. 
f) Se capturado, por outro lado, estiver no estrangeiro – o que poderá 
acontecer, embora difícil – o encarregado do inquérito dirigir-se-á ao 
Ministro da Justiça, para que, através de via diplomática, sejam tomadas as 
providências cabíveis.
g) O encarregado do inquérito não precisa de mandado de prisão nem do de 
busca e apreensão; e, inclusive, tem autoridade para proceder à prisão. Agora, 
se não for o próprio encarregado do inquérito, então o executor, para 
proceder à busca, se tiver fundadas razões para crer que o capturado se 
encontra homiziado na residência de alguém, terá inclusive que pedir ao 
encarregado do inquérito que expeça mandado de busca. Se, não obstante 
esse mandado, o dono da casa não quiser obedecer à ordem, o executor então 
convocará duas testemunhas e, sendo de dia, entrará à força na casa, 
arrombando-lhe a porta se necessário, e, sendo noite, fará guarda todas as 
saídas tornando a casa incomunicável, e, logo que amanhecer, arrombará a 
porta e efetuará a prisão. O morador que se recusar a entregar o capturando 
será levado à presença do encarregado para que contra ele se proceda, como 
de direito, se sua ação configurar infração penal.
 
SEQUESTRO DOS BENS
 
 O Encarregado, no decorrer do inquérito, também poderá solicitar ao 
Auditor o sequestro dos bens adquiridos com os proventos do crime, desde 
que existam indícios veementes da proveniência ilícita dos bens e haja 
resultado, de qualquer modo, lesão a patrimônio sob a administração militar, 
mesmo que ditos bens já tenham sido transferidos a terceiros por qualquer 
forma de alienação, ou por abandono ou renúncia. 
 
SOLICITAÇÃO DE ARRESTO
 
 Poderá, ainda, solicitar ao Auditor o arresto, que é diferente do 
sequestro. O arresto se destina a reparação do dano causado pelo indiciado ao 
patrimônio sob administração militar, e poderá ser feito nos próprios bens do 
indiciado, pouco importante a origem dos mesmos, o que, como vemos, é 
diferente do sequestro. Neste, procura-se sequestrar as coisas adquiridas com 
os proventos do crime, e já no arresto, mesmo que a justo título o indiciado os 
tenha adquirido, desde que esses bens se façam necessários ara reparar o dano 
causado à administração militar, o encarregado do inquérito poderá solicitar o 
arresto, o que deverá ser feito, de preferência, em bens imóveis. Só mesmo 
se, face ao valor dos ditos bens, não corresponderem eles à estimativa dos 
danos causados ao patrimônio sob administração militar, poderá ser feito, 
também, o arresto de bens móveis, inclusive de saldos porventura existente 
em contas bancárias. 
 Em qualquer hipótese – sequestro ou arresto – é necessário o pedido à 
autoridade judiciária competente, antes de concluído o IPM. 
 Como exemplos de ato pratica do pelo indiciado, justificadores do 
sequestro de bens, entre outros, citamos os seguintes: Apropriação, pelo 
indiciado, de considerável quantia de uma OPM e a consequente compra, 
para si, ou terceiros, de imóvel, carro, etc. Os bens adquiridos resultaram do 
produto de infração penal, sujeitando-se ao sequestro. 
 No arresto, os bens do indiciado (presumivelmente lícitos, legais) 
respondem pelo dano causado com a prática da infração penal ao patrimônio 
sob a administração militar. 
 Ditas providências são ordenadas, sempre, pela autoridade judiciária 
competente e nunca pelo Encarregado do IPM, que as solicita, fornecendo os 
elementos necessários. O sequestro de bens do indiciado é solicitado pelo 
Encarregado à autoridade judiciária militar competente. O ofício é simples e 
explícito, instruído dos documentos e provas necessárias ao deferimento da 
medida.
 São autoridades judiciárias militares (Art. 2o Decreto-Lei n.o 1.003, de 
21 de outubro de 1969 – Lei de Organização Judiciária Militar): a) o Superior 
Tribunal Militar; b) os Conselhos da Justiça Militar; c) os Auditores. 
 
MENAGEM
 
 Prisão, fora do cárcere, concedida a militares, assemelhados ou civis 
sujeitos à Justiça militar, que se obrigam, sob palavra, a permanecer no lugar 
indicado pela autoridade competente que a concede, seja a própria habitação, 
ou uma vila, cidade, navio ou fortaleza, onde eles podem transitar livremente. 
 
 
Of. PMERJ/OPM/SEI n.o 002/2015 Rio de Janeiro, 29 de outubro de 
2015.
 
Exmo. Sr.
Juiz-Auditor da ............
Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. 
Av. Mal. Câmara, 370, Centro, Rio de Janeiro/RJ.
Ref.: Registro de Ocorrência no 901-01043/2014. 
 
 Comunico a V. Exa. Que, com fundamento nos Art. 18 e 220 do CPPM, 
determinei a prisão provisória de ..............(nome) que figura como indiciado 
em IPM mandado instaurar pelo ..............(posto e função da autoridade). 
 Outrossim, comunico que o referido indiciado já foi recolhido à prisão 
no dia ............... do corrente mês. 
 Aproveito a oportunidade para apresentar a V. Exa. Protestos de estima 
e consideração. 
______________________ 
Nome e Posto
(Encarregado do IPM) 
 
 
OBSERVAÇÃO:
 O Ofício de verá ser enviado até 48 horas após a prisão.
 Se for determinada a prisão do indiciado por parte da autoridade instaurante do inquérito, far-
se-á a alteração redacional no ofício de comunicação ao Auditor. 
 
 
Of. PMERJ/OPM/SEI n.o 003/2015 Rio de Janeiro, 06 de novembro de 
2015. 
 
Para: Comandante da 2a UPP/16oBPM.
De: Encarregado de IPM.
Assunto: Prisão – COMUNICA 
 
Comunico a V. Sa. (ou V. Exa.) que determinei a prisão de ............(nome), 
quefigura como indiciado no IPM do qual sou Encarregado, sendo o mesmo 
recolhido à prisão no dia ............. do corrente. 
_________________________________ 
Nome e posto (Encarregado do IPM) 
 
PRORROGAÇÃO 
 
 
DESPACHO
 
 Seja oficiado ao Exmo. Sr. ...............(autoridade competente) solicitando 
prorrogação da prisão por mais 20 (vinte) dias, considerando a necessidade 
da manutenção do indiciado preso. 
 Providencie o Sr. Escrivão. RJ, ....../........./20....... 
 
_________________________________ 
Nome e posto (Encarregado do IPM) 
 
 
CI. PMERJ/OPM/SEI n.o 008/2015 Rio de Janeiro, 27 de novembro de 
2015. 
 
A sua Excelência o Senhor 
(autoridade competente) 
Av. Marechal Camara, 350, 10o andar, Centro, Rio de Janeiro/RJ. 
Senhor (autoridade competente), 
 
 Comunico a V. Exa. que.......(expor com detalhe o motivo de pedido de 
prorrogação) torna-se necessário seja mantido preso o indiciado.......(nome) 
que se encontra recolhido ao xadrez de .........desde........, de......., quando 
determinei sua prisão provisória. 
 Solicito a V. Exa., com fundamento no Art. 18 do CPPM, seja 
prorrogado por 20 (vinte) dias de prisão do referido indiciado, a partir do dia 
..... de ............de 20.....(dia seguinte ao que termina a prisão determinada pelo 
Encarregado do IPM). 
 
Respeitosamente, 
_________________________________ 
Nome e posto (Encarregado do IPM) 
 
 
OBSERVAÇÃO:
 A autoridade militar despachará no ofício: “Prorrogo a prisão por mais 20 (vinte) dias,
a partir de ............ de ......... . Publique-se no Boletim e comunique-se ao. Encarregado do IPM”.
 
CI. PMERJ/OPM/SEI n.o 008/2015 Rio de Janeiro, 27 de novembro de 
2015. 
 
A sua Excelência o Senhor 
Dr. Juiz Auditor da AJMERJ. 
Av. Marechal Camara, 350, 10o andar, Centro, Rio de Janeiro/RJ.
Meritíssimo Sr. Juiz, 
 
 Comunico a V. Exa. que o ......... (posto e função da autoridade) 
prorrogou por mais 20 (vinte) dias a prisão de .......(nome) que figura como 
indiciado em IPM do qual sou Encarregado. 
 Aproveito a oportunidade para renovar a V. Exa. meus protestos de 
estima e consideração. 
 
Respeitosamente, 
______________________ 
Nome e Posto
(Encarregado do IPM) 
 
 
CI. PMERJ/OPM/SEI n.o 008/2015 Rio de Janeiro, 27 de novembro de 
2015. 
 
A sua Excelência o Senhor 
Dr. Juiz Auditor da AJMERJ. 
Av. Marechal Camara, 350, 10o andar, Centro, Rio de Janeiro/RJ.
Meritíssimo Sr. Juiz, 
 
 Comunico-vos que, nesta data, prorroguei a partir de ..........., (nome) que 
figura como indiciado no IPM do qual fostes Encarregado.
 
Respeitosamente,
_________________________________ 
Posto e nome da autoridade 
 
 
OBSERVAÇÃO 
 Vide DA PRISÃO (PRORROGAÇÃO). 
 
DA LIBERDADE DO INDICIADO 
 
 
DESPACHO
 
 Considerando que não se faz mais necessária a prisão de .......(nome) 
determino seja posto em liberdade. Providencie o Sr. Escrivão as 
comunicações cabíveis. 
______________________ 
Nome e Posto
(Encarregado do IPM) 
 
Of. PMERJ/OPM/SEI n.o 003/2015 Rio de Janeiro, 06 de novembro de 
2015. 
 
Para: (Posto e função).
De: Encarregado de IPM. 
Assunto: Liberdade de indiciado 
 
 Comunico-vos que, por despacho desta data, determinei fosse posto em 
liberdade ......(nome), que figura como indiciado em IPM do qual sou 
Encarregado. 
 Solicito-vos providências no sentido de que seja posto em liberdade o 
referido indiciado que se encontra preso nessa Unidade à disposição deste 
Encarregado. 
 
_________________________________ 
Nome e posto
(Encarregado do IPM) 
 
PMERJ/OPM/SEI n.o 008/2015 Rio de Janeiro, 27 de novembro de 
2015.
 
A sua Excelência o Senhor
Dr. Juiz Auditor da AJMERJ.
Av. Marechal Camara, 350, 10o andar, Centro, Rio de Janeiro/RJ. 
Meritíssimo Sr. Juiz, 
 
 Comunico a V. Sa. (ou V. Exa.) que, nesta data, foi posto em liberdade 
.........(nome) que figura como indiciado em IPM do qual sou Encarregado. 
 Aproveita a oportunidade para apresentar a V. Exa. meus protestos de 
estima e consideração. 
_________________________________ 
Nome e posto
(Encarregado do IPM) 
 
 
CI.PMERJ/OPM/SEI n.o /2015. Rio de Janeiro, 26 de novembro de 
2015. 
 
Para: (autoridade instaurante).
De: Maj PM RG 63.361 Manuel Carlos PONTES de S. R. Filho - Enc. do 
IPM 
Assunto: Liberdade de indiciado
 
 Comunico a V. Sa. (ou V. Exa.) que foi posto em liberdade, nesta data, 
.........(nome) que figura como indiciado em IPM, do qual sou Encarregado, 
por não se fazer mais necessária sua prisão. 
 
Atenciosamente, 
_________________________________ 
Nome e posto
(Encarregado do IPM)
 
(PEDIDO DE PRISÃO PREVENTIVA) 
CI. PMERJ/OPM/SEI n.o 008/2015 Rio de Janeiro, 27 de novembro de 
2015. 
 
A sua Excelência o Senhor
(Aud. Ou Pres do Cons. Per. de Justiça).
Av. Marechal Camara, 350, 10o andar, Centro, Rio de Janeiro/RJ.
Meritíssimo Sr. Juiz, 
 
 Solicito que contra .........(nome, posto ou graduação e RG), indiciado 
em inquérito policial-militar, que mandei instaurar, como responsável por 
.......(descrever, resumidamente, os fatos), os quais são de natureza grave, se 
decreta a prisão preventiva, nos termos do art. 254 alínea “a” e “b” do CPPM, 
por ela ser de interesse da Justiça e necessária ao prosseguimento das 
diligências por prazo ao estabelecido no artigo ...... do mesmo Código. 
 A medida ora solicitada tem como justificativa a periculosidade do 
indiciado, periculosidade que decorre das próprias circunstâncias em que foi 
perpetrado o crime ou a manutenção dos princípios hierárquicos, seriamente 
abalados pela conduta da indiciada, enfim, qualquer dos motivos enumerados 
no art. 255 dO CPPM. 
 Apresento (reitero) a V. Exa. (ou V. Sa., conforme ao Auditor ou ao 
Presidente do Conselho) os meus protestos de estima e distinta consideração. 
 (Seguem-se a assinatura e posto do Comandante, Diretor ou Chefe – ou 
o que for).
 
 
OBSERVAÇÃO:
 Fora do flagrante delito, a prisão, antes da culpa formada, poderá ser ordenada
em qualquer fase do processo, quando a ordem, a disciplina ou interesse da Justiça o exigir,
ocorrendo em conjunto ou isoladamente as condições seguintes: 
 . a) declaração de duas testemunhas, sob compromisso e de ciência própria, ou prova
documental, de que resultem veementes indícios de culpabilidade; 
 . b) confissões do crime.
 
(PEDIDO DE PRISÃO PREVENTIVA) 
 
 
CI. PMERJ/OPM/SEI n.o 008/2015 Rio de Janeiro, 27 de novembro de 
2015. 
 
A sua Excelência o Senhor
(Aud. Ou Pres do Cons. Per. de Justiça).
Av. Marechal Camara, 350, 10o andar, Centro, Rio de Janeiro/RJ.
Meritíssimo Sr. Juiz, 
 
 Solicito que contra .........(nome, posto ou graduação e RG), indiciado 
em inquérito policial-militar, que mandei instaurar, como responsável por 
.......(descrever, resumidamente, os fatos), os quais são de natureza grave, se 
decreta a prisão preventiva, nos termos do Art. 254 alínea “a” e “b” do 
CPPM, por ela ser de interesse da Justiça e necessária ao prosseguimento das 
diligências por prazo ao estabelecido no artigo ...... do mesmo Código. 
 A medida ora solicitada tem como justificativa a periculosidade do 
indiciado, periculosidade que decorre das próprias circunstâncias em que foi 
perpetrado o crime ou a manutenção dos princípios hierárquicos, seriamente 
abalados pela conduta da indiciada, enfim, qualquer dos motivos enumerados 
no art. 255 dO CPPM. 
 Apresento (reitero) a V. Exa. (ou V. Sa., conforme seja ao Auditor ou ao 
Presidente do Conselho) os meus protestos de estima e distinta consideração. 
(Segue-se a assinatura do Encarregado do Inquérito Policial-Militar). 
 
RESISTÊNCIA A PRISÃO
 
EMPREGO DE FORÇA – AUTO DE RESISTÊNCIA 
 
 Sendo comum a resistência à prisão, ocorrendo por vezes emprego de 
armas ou instrumentos perigosos por parte do infrator, disciplinou a 
legislação brasileira o necessário apoio legal à autoridade ou seu agente, ao 
encontrar resistência no momento da execução da medida prisional. 
 Assim é que encontramos no Código de Processo Penal os seguintes 
preceitos:“Art. 284 – Não será permitido o emprego de força, salvo o 
indispensável no caso de resistência ou de tentativa de fuga do preso.” 
 
 “Art. 292 – Se houver, ainda que por parte de terceiros, resistência à 
prisão em flagrante ou à determinada por autoridade competente, o executor e 
as pessoas que o auxiliarem poderão usar dos meios necessários para 
defender-se ou para vencer a resistência, do que tudo se lavrará auto-subscrito
também por duas testemunhas.” 
Também no Código de Processo Penal Militar encontramos amparo legal 
para a medida: 
 
 “Art. 234 – O emprego de força só é permitido quando indispensável, no 
caso de desobediência, resistência ou tentativa de fuga. Se houver resistência 
da parte de terceiros, poderão ser usados os meios necessários para vence-la 
ou para defesa do executor e auxiliares seus, inclusive a prisão do ofensor. De 
tudo se lavrará auto subscrito pelo executor e por duas testemunhas.” 
 Verificamos que é permitido o uso da força indispensável para defender-
se ou vencer a resistência. Excesso arbitrário constitui a infração penal. 
 
 
OBSERVAÇÕES: 
 a) O emprego de algemas deve ser evitado, desde que não haja perigo de fuga ou de agressão,
por parte do preso, sendo que, de modo algum, será permitido nas pessoas referidas no art. 242 do
Código Penal Militar o uso de algemas (Ministro de Estado, Presidente da República,
Governadores, 
etc). 
 b) O recurso da arma só se justifica quando absolutamente necessário para vencer a resistência
ou proteger a incolumidade do executor da prisão ou da de auxiliar seu.
 c) Se o indiciado, sendo perseguido, passar a território de outra jurisdição, o executor deverá,
conforme o caso, apresentar-se à respectiva autoridade civil ou militar perante a qual se identificará.
A apresentação poderá ser feita após a diligência, se a urgência desta o exigir.
 
 
Bol da PM no 027 – 12 Set 13 p. 30a33
Portaria conjunta Promotorias de Justiça AJMERJ e CInt/PMERJ n° 001/2013
 Ementa: Normatiza a tramitação dos Inquéritos Policiais Militares concluídos e em andamento
e determina a instauração de Inquérito Policia Militar para hipóteses de Auto de Resistência.
(...) 
 Art. 3o - A lavratura do Auto de Resistência junto a Polícia Civil ensejara a correspondente
instauração do devido Inquérito Policial Militar, pelo órgão com atribuição, visando apurar a
ocorrência, em tese, de crimes militares conexos ou não com o eventual crime doloso contra a vida.
 
 O AUTO DE RESISTÊNCIA deve ser lavrado pelo executor da prisão e 
assinado por duas testemunhas do fato. A seguir, deve ser apresentado à 
autoridade policial civil, caso não constitua crime militar. Sendo crime 
militar, deverá ser apresentado à autoridade militar competente. Em qualquer 
dos casos, pode também ser lavrado em presença de tais autoridades, nada 
impedindo que estas participem do AUTO. 
 
PRISÃO EM CUMPRIMENTO DE MANDADO 
 
 
AUTO DE RESISTÊNCIA
 
Aos .......... dias do mês de ...... do ano de dois mil e .............., nesta cidade do 
Rio de Janeiro, capital do Estado do Rio de Janeiro, na rua tal, número tanto 
(ou na rua tal, em frente ao número tanto; ou na rua X, da favela tal, próximo 
ao barraco tal), às ...........horas, em cumprimento ao mandado junto, expedido 
pelo Dr. Juiz de Direito da ........Vara Criminal (ou por quem for), 
intimei............., depois de me fazer bem conhecer e de lhe apresentar o 
mesmo mandado, a que se considerasse preso e me acompanhasse 
incontinenti. E porque não obedeceu, antes resistiu a prisão, havendo disparo 
sua arma de fogo contra mim e insistindo em continuar a faze-lo (relatar 
minuciosamente como se deu a resistência ativa), repeli, com o emprego dos 
meios necessários (dizer quais foram) esta resistência ativa, do que resultou a 
morte do criminoso (ou ferimento no criminoso). E para constar lavro o 
presente auto, que assino com as testemunhas da diligência .............. e 
..........., residentes, respectivamente, na rua ........n.o ....... e na rua 
...................no ........... 
 
______________________________ 
(Executor)
______________________________
(Testemunha)
______________________________
(Testemunha) 
 
 
OBSERVAÇÃO:
 O policial deve ter presente que o local deve ser interditado e a arma do
criminoso apreendida, com as devidas cautelas. Todas as medidas cabíveis devem ser tomadas
imediatamente. 
 Ver artigos 234 (CPPM) e 292 (CPP Comum). 
 
 
PRISÃO EM FLAGRANTE 
 
 
AUTO DE RESISTÊNCIA
Aos .......... dias do mês de ......... do ano de dois mil e........, nesta cidade do 
Rio de Janeiro, capital do Estado do Rio de Janeiro, na rua ...... n.o ....(ou na 
rua tal, em frente ao número tanto; ou na rua X, da favela tal, próximo ao 
barraco tal às .......horas, em serviço na área da ........... da Delegacia de 
Polícia (ou da Delegacia tal), encontrei.......... praticando a seguinte infração 
penal: ........(ou, em qualquer daquelas demais circunstâncias previstas no Art. 
302, inciso II, III e IV Código Processo Penal, após cometer a seguinte 
infração penal .......). Identificando-me, dei-lhe vos de prisão e para que me 
acompanhasse incontinenti. E por que não me obedeceu, antes resistiu à 
prisão, havendo disparado sua arma de fogo contra mim, e insistindo em 
continuar a faze-lo (relatar minuciosamente como se deu a resistência ativa), 
repeli, com o emprego dos meios necessários (dizer quais foram), esta 
resistência ativa, do que resultou a morte do criminoso (ou ferimento no 
criminoso). E, para constar, lavro o presente auto, que assino com as 
testemunhas da diligência Fulano e Beltrano, residentes, respectivamente, na 
rua .................n.o ............. e na rua ................. no .............. 
 
______________________________ 
(Executor) 
______________________________ 
(Testemunha) 
______________________________ 
(Testemunha) 
 
AUTO DE EXAME DE LOCAL DE CRIME
Aos ........dias do mês de ........ de 20........, nesta cidade de ........ os infra-
assinados ............ (posto e nome) peritos nomeados pelo ........(posto e nome), 
Encarregado do IPM, para proceder a exame no .........(lugar onde houver o 
crime) onde ocorreu...........(dizer o que: homicídio de, lesões corporais de 
).........descrevendo, com verdade e com todas as circunstâncias, o que 
encontrarem, descobrirem e observarem. EXAME: a) DO LOCAL: 
(descrever com detalhes o local do crime, seja em quarto, rua ou campo 
aberto, os vestígios encontrados, projéteis, local onde a vítima foi atingida, 
onde caiu, onde foi encontrada, enfim, tudo que possa oferecer elementos 
para conhecimento da mecânica do crime, caso o cadáver tenha sido retirado 
pode ser feita a reconstituição); b) DO CADÁVER: (se ainda estiver no local, 
descrever minuciosamente a posição, inclusive dos membros, da cabeça, 
posição e orientação em relação a outros objetos, descrever o cadáver, vestes, 
idade aparente, as lesões apresentadas, inclusive orifícios nas vestes, etc., 
trajetória dos projéteis, se for o caso, etc.).
DISCUSSÃO: (descrever como se teriam passado os fatos, tomando por base 
o acima descrito). CONCLUSÃO: (Nesta parte os peritos apresentam sua 
conclusão, isto é, se houve homicídio, suicídio, morte por fenômeno da 
natureza, etc). Nada mais havendo a declarar, foi lavrado o presente no qual 
são anexados ......... desenhos e ............. fotografias (ou só desenho ou só 
fotografia) que vão rubricados (as) por nós peritos. Do que, para constar, 
depois de lido e achado conforme, vai por nós, peritos, assinado. 
 
______________________________ 
(Perito) 
______________________________ 
(Perito) 
 
 
OBSERVAÇÃO:
 É conveniente a realização desse exame, instruído com fotografia ou gráficos,
porque é de grande validade para a justiça e melhor esclarecimento do fato, devendo ser realizado
na presença do indiciado e, se for o caso, da vítima. 
 
AUTO DE RECONSTITUIÇÃO
Aos ........dias do mês de ............. do ano de 20........, no .......(local onde 
houve o crime), presente o .........(posto e nome), Encarregadodeste IPM, 
comigo ...........(posto ou graduação e nome), Escrivão, o indiciado.............
(nome) e ...........(nome de outras pessoas que vão cooperar na reconstituição 
e o ofendido .........(nome) (caso esteja presente), procedeu à reconstituição 
dos fatos que estão sendo apurados neste IPM, segundo descrição do 
indiciado ....... e do ofendido ......... e (ou) as testemunhas ............ tudo de 
acordo com ....... fotografias e respectivas legendas, rubricadas pelo Sr. 
Encarregado, por mim Escrivão, pelo indiciado (se for o caso, pelo ofendido). 
Do que, para constar, lavrei o presente auto que vai assinado pelo Sr. 
Encarregado do IPM, pelo indiciado (e pelo ofendido ou testemunha) e por 
mim Escrivão, que o subscrevo. 
 
______________________________ 
(Encarregado do IPM)
(Nome e posto) 
______________________________ 
(Indiciado) 
______________________________ 
(Ofendido (se for o caso)) 
______________________________ 
(Escrivão)
(nome e posto ou graduação) 
 
 
OBSERVAÇÃO:
 Toda vez que, durante as investigações, pairar dúvidas quanto ao desenrolar dos
acontecimentos, o Encarregado do IPM determinará (por despacho) que seja reconstituído o evento,
em sua presença e do Escrivão, fotografando, para melhores resultados.
 
LAUDO DO EXAME DE EMBRIAGUEZ
Aos............dias do mês de ........... de 20.... nesta cidade de ............., no local 
de ............(ou outro local) os infra-assinados ...............(posto e nome) e 
...............(posto e nome) peritos nomeados pelo ........(posto e nome), 
Encarregado do Inquérito, para proceder exame de embriaguez em ........ e 
responder aos quesitos seguintes: PRIMEIRO: O paciente apresentado a 
exame está embriagado? SEGUNDO: No caso afirmativo, que espécie de 
embriaguez? TERCEIRO: No estado em que se acha, pode pôr, o mesmo, em 
risco a segurança própria ou alheia? QUARTO: É possível determinar se o 
paciente se embriaga habitualmente? QUINTO: No caso afirmativo, qual o 
prazo, aproximadamente, em que de ficar internado para necessária 
desintoxicação? Em seguida, passaram a fazer os exames que julgaram 
necessários, concluído os quais declararam o seguinte: HISTÓRICO: 
Às.........horas foi encontrado em aparente estado de embriaguez, nas 
condições seguintes: ..........(dizer como foi encontrado). DESCRIÇÃO: 
marcha; equilíbrio estático; orientação; memória; pensamento; coordenação 
motora; pulso com b. p. m.; hálito etílico; conjuntiva; pupilar; estacional; 
elocução; mais o seguinte (expor o que couber). DISCUSSÃO: ..........(expor 
o que achar necessário). CONCLUSÃO: .....(o que concluíram). Em seguida, 
passaram a responder os quesitos: Quanto ao primeiro (resposta); quanto ao 
segundo (resposta); quanto ao terceiro (resposta); quanto ao quarto (resposta); 
quanto ao quinto (resposta); E foram estas as declarações que, em sua 
consciência e debaixo do compromisso prestado, fizeram, lavrando o 
presente, que vai assinado por nós .............. e ............... peritos. 
 
______________________________ 
(Perito) 
______________________________ 
(Perito) 
 
 
CONCLUSÃO 
 Terminadas as diligências, o Escrivão fará uma “conclusão” conforme o 
modelo já descrito, ao Encarregado de Inquérito para que este faça o 
relatório. 
 
 
RECEBIMENTO
 
Aos.......dias do mês de ............ de 20........ nesta cidade de ............, no 
Quartel de .........., recebo do Sr. Cap. ............(Encarrega do Inquérito) os 
pressentes autos e o Relatório que se segue; do que, para constar, lavrei este 
termo. Eu, ...........(nome, posto ou graduação e RG), servindo de Escrivão, o 
subscrevi. 
______________________________ 
(Escrivão) 
(retirado na 2ª Edição)
 
 
OBSERVÇÃO:
 Recebendo, novamente, os autos com o relatório, entregues pelo Encarregado
do Inquérito, o Escrivão fará um termo de “Recebimento”. 
 
 
 
RELATÓRIO
 
 Examinando-se atentamente o presente Inquérito Policial-Militar, 
verifica-se que ..............(descrever detalhadamente as conclusões do 
Inquérito, considerando sempre a necessidade de constar o dia, hora, autor, o 
instrumento do crime, seu resultado, as testemunhas, os motivos; se possível, 
ainda esclarecer se tal motivo foi torpe, no cumprimento do dever legal, se 
em legítima defesa, se por relevante motivo de valor social e moral, se 
decorrente de anomalia mental, enfim o motivo do crime, o ofendido ............
(pessoa ou coisa) e as consequências. 
 Do exposto conclui-se .....................(descreve-se, sucintamente, a 
conclusão a que se chega, os elementos em que se baseie para tal). 
 E como o fato apurado neste Inquérito constitui (ou não constitui) crime 
da competência da Justiça Militar (ou comum) (e/ou transgressão da 
disciplina militar), sejam estes autos encaminhados ao Sr. .............(autoridade 
que determinou a abertura do IPM), a que incumbi solucioná-lo e remete-lo à 
autoridade judiciária competente, para os devidos fins, conforme preceitua o 
artigo 23 do CPPM. 
(Local e data) ........de .........de 20............ 
______________________________ 
(Assinatura do Encarregado) 
 
RELATÓRIO (2ª Edição)
DA ORIGEM
 
 O presente Inquérito Policial Militar foi instaurado pelo senhor coronel 
comandante do XXº BPM, com o escopo de apurar a possível ocorrência do 
Art. 209 do Código Penal Militar em consequência de disparo de arma de 
fogo, em tese, efetuado por policiais militares do XXº BPM no curso de 
operação policial militar realizada às ______ (hora do fato) do dia _______( 
data do fato), no ___________ (descrição do local), vindo a atingir a perna 
direita do nacional Túlio Inocêncio Júnior.
 
DAS PROVIDÊNCIAS
Documentos reunidos:
● Cópia da escala de serviço do dia ______ (fls. _____)
● Cópia da Ordem de Operações nº ________ (fls. _____)
● Cópia do LPD da RUMB _________ (fls. _____)
● Cópia do BAM _________ (fls. _____)
● (...)
 
Depoimentos colhidos:
● Testemunha ________ (fls. ______)
● Testemunha ________ (fls. ______)
● (...)
DA ANÁLISE
Dos documentos
Constatou-se que no dia dos fatos a guarnição composta pelos __________, 
cumpria a Ordem de Serviço nº ___________…
Além disso….
 
Dos depoimentos
Os depoimentos se apresentam convergentes no sentido de ….
A versão de _____ foi confirmada por _______, embora ________.
 
DA CONCLUSÃO
1. Há indícios de cometimento de crime de natureza militar, praticado pelo 
________, uma vez que durante execução de seu serviço efetuou disparo de 
arma de fogo…
2. Há cometimento de transgressão disciplinar praticada por ________, pelo 
fato de ter…
3. Não há indícios de cometimento de crime de qualquer natureza ou 
transgressão disciplinar por parte de ___________
4. Há a necessidade de investigação em procedimento apuratório distinto, 
uma vez que não guardam relação direta com os fatos citados na portaria de 
instauração deste IPM, a fim de se apurar os fatos narrados nas folhas 
___________.
5. Sejam os presentes autos remetidos ao senhor coronel comandante do XXº 
BPM a quem cumpre solucionar.
 
Rio de Janeiro, _________________________.
 
Nome completo e posto
Encarregado
Id.
 
 
REMESSA
 
 Aos .........dias do mês de .......... de 20........, nesta cidade de ..............., 
no Quartel do .............. faço remessa destes autos ao Sr. ...........(autoridade 
que determinou a abertura do inquérito); do que, para constar, lavrei o 
presente termo. Eu, ............(nome, posto ou graduação e RG), servindo de 
Escrivão, o subscrevi. 
 
______________________________ 
(Nome, posto ou graduação e RG Serv. Escrivão) 
 
 
OBSERVAÇÃO:
 Anexado o Relatório aos autos, fará o Escrivão, logo após, este termo de “Remessa”.
 
 
(CI DE REMESSA) 
 
 
CI.PMERJ/CPP/IPM n.o /2015. Rio de Janeiro, 26 de novembro de 
2015. 
 
Para: Comandante do........
De: (Encarregado do IPM)
Assunto: Remessa de Autos - FAZ 
 
 Como o presente, remeto-vos, para os devidos fins, o inquérito Policial- 
Militar que procedi de acordo com a ordem .......(Ofício, Portaria ou o que 
for) constante da fls ........ dos referidos autos.._________________________________ 
(Cap. Encarregado do IPM) 
 
 
OBSERVAÇÃO:
Ordem de Serviço n.o 002 das promotorias de justiça junto à AJMERJ – Art. 1.o - Está
terminantemente vedada a tramitação, no âmbito das Promotorias de Justiça junto à Auditoria
Militar do estado do Rio de Janeiro, de qualquer pedido, requerimentos ou representações não
devidamente juntadas e autuadas aos autos de seus respectivos Inquéritos Policiais, bem como,
quaisquer documentos não devidamente juntados aos autos ou afixados à capa ou contracapa destes.
(BDR da PM n.o 129 – 21Jul14) 
 Os autos serão remetidos juntamente com um ofício assinado pelo Encarregado do Inquérito à
autoridade que o mandou proceder, nestes termos: 
 
(MODELO DE SOLUÇÃO DE IPM
INSTAURADO PELO COMANDANTE-GERAL)
 
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RI DE JANEIRO
DIRETORIA GERAL DE PESSOAL
DPA – SJD 
 
Nota no ............, de ......./......../20..... 
IPM – Solução – Remessa
Ref. Protocolo no .......... – SJD no ............
Encarregado: .........(posto, RG e nome) 
 
 Em solução ao IPM supra, instaurado por determinação deste 
Comandante Geral, no qual figura (m) como indiciado (s) o (s), RG, posto ou 
graduação, ou nomes se for civil e ofendido (s)............... para apurar............
(resumir sucintamente o assunto em apuração, mencionando local, hora , dia, 
mês e ano) verifica-se que o fato apurado constitui ...........(Crime Comum ou 
Militar e transgressão da disciplina ou somente transgressão da disciplina ou 
Acusação Improcedente), razão por que resolvo: 
....................;
....................;
3) Remeter os presentes autos de IPM ao MM Sr. Doutor Juiz Auditor de 
Justiça 
Militar deste Estado, de acordo com o Art. 23 do CPPM. Publique-se em Bol. 
da PM.
Quartel-General, em...........de...........de 20......... 
 
_______________ 
(Cmt. Geral) 
 
(MODELO DE SOLUÇÃO DE IPM
AVOCADO PELO CMT GERAL)
 
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RI DE JANEIRO
DIRETORIA GERAL DE PESSOAL
DPA – SJD 
 
Nota no ............, de ......./......../20..... 
IPM – Solução – Avocação – Remessa
Ref. Protocolo no .......... – SJD no ............
Encarregado 
 
 Pela conclusão de diligências policiais a que se procedeu, no qual figura 
(m) como indiciado (s) os .......(posto ou graduação, RG e nome (s) os ........
(posto, graduação, RG e nome) para apurar (narrar sucintamente o assunto 
em apuração, mencionando local, hora, dia, mês e ano), verifica-se que o fato 
apurado constitui ..........(crime Comum ou militar ou Acusação Improcedente 
ou somente transgressão da disciplina), razão por que este Comando Geral 
avoca a solução daquele Encarregado e resolve: 
1)....................;
2)....................;
3)....................; 
4) ...... Remeter os presentes autos de IPM ao MM Sr. Doutor Juiz Auditor da 
Justiça Militar deste Estado, de acordo com o Art. 23 do CPPM. 
Publique-se em Bol. da PM.
Quartel-General, em...........de...........de 20......... 
_______________ 
(Cmt. Geral) 
 
OBSERVAÇÃO:
“Discordando da solução dada ao inquérito, a autoridade que o delegou 
poderá 
avoca-lo e dar solução diferente”.
 Em qualquer circunstância, a autoridade militar não poderá arquivar os 
autos do IPM, embora conclusivos da inexistência de crime ou de infração 
disciplinar a punir, nos termos do Art. 24 do CPPM. 
 Os autos do IPM, seja qual for a conclusão, mesmo de tratar-se de crime 
comum, devem ser remetidos à Autoridade da Justiça Militar correspondente, 
à qual caberá decidir qual das hipóteses se verificou, tipificando o crime ou 
julgando se incompetente com a remessa à autoridade judiciária competente. 
 Convém salientar que os instrumentos do crime e os objetos que 
interessem a sua prova acompanham os autos do IPM, quando remetidos à 
Justiça Militar (Art. 23 do CPPM). 
 Ressalvadas a coisa julgada e a extinta da punibilidade (Art. 25 do 
CPPM), o arquivamento do IPM não impede a instauração de outro inquérito 
se surgirem fatos novos. 
Recomenda-se a leitura dos Arts, 22 a 25 do CPPM. 
 
(MODELO DE SOLUÇÃO DE IPM
DADA PELO CMT DA Uop) 
 
SOLUÇÃO 
 
 Pela conclusão das diligências policiais a que procedeu, verifica-se que 
o (s) ................(fato apurado) constitui (em)..................(Crime Comum ou 
Militar, Transgressão da Disciplina Militar ou Acusação Improcedente), 
praticado (s) pelo (s) ...........(posto ou graduação, RG, nome (s) do (s) 
indiciado (s), contra ...........(narrar o fato em apuração sucintamente, 
indicando local, hora, dia, mês e ano), razão pela qual este Comando resolve: 
 . 1) ....................; 
 . 2) ....................; 
 . 3) ....................; 
 . 4) ....................; 
 . 5) Remeter os presentes autos de IPM ao MM Sr. Doutor Juiz 
Auditor de Justiça Militar deste Estado, de acordo com o Art. 23 do CPPM. 
Publique-se em Boletim Interno.
Quartel à rua................ 
(Cmt. da Unidade) 
 
LEITURA DE ARTIGOS DO CPPM RECOMENDADOS: 
- Providencias preliminares à instauração do IPM – Art. 12 do CPPM.
Medidas processuais após à instauração do IPM – Art. 13 do CPPM.
- Assistência do Procurador (Promotor de Justiça) – Art. 14 do CPPM.
Observância de normas do processo judicial na apuração do fato delituoso.
- Requisição de perícias e exames – Art. 321 do CPPM. 
- Suprimento de laudo – Art. 323 e parágrafo único do CPPM.
- Infração que deixa vestígio – Art. 328 e parágrafo único do CPPM.
Oportunidade do exame – Art. 329 do CPPM.
Exame dos crimes contra a pessoa – Art. 330 do CPPM.
- Exame dos instrumentos do crime – Art. 345 do CPPM.
- Falta de comparecimento de testemunhas – Art. 347 e parágrafo 2o X Art. 
301 do CPPM.
- Requisição de militar ou de funcionário – Art. 349 do CPPM.
- Dispensa de comparecimento de testemunhas – Art. 350 do CPPM.
- Obrigação e recusa de depor – Art. 354 do CPPM.
Proibição de depor – Art. 355 do CPPM.
- Manifestação de opinião pessoal – Art. 357 do CPPM.
- Precatória à autoridade militar – Art. 361 do CPPM.
- Admissão da acareação – Art. 365 do CPPM.
- Reconhecimento de pessoa e coisas – Art. 368 do CPPM.
- Exame pericial de letra e de firma – Art. 377 do CPPM.
- Relatório do IPM – Art. 22 do CPPM.
- Prazos para o término do IPM – Art. 20 e parágrafo 1o do CPPM.
- Início da contagem do prazo para a conclusão do IPM – A data da portaria 
de instauração do encarregado e não do ofício ou portaria da autoridade 
delegante. (Comentário n.o 2, fl. 3 do “Exemplo Prático de IPM; Min. Ex., 
Cmdo. Do Ex, Vol 2, Ed. 1976). 
 
RESUMO DO INQUÉRITO POLICIAL MILITAR 
 Dispositivo legal: do art.9o ao 28 do CPPM. 
 Quem pode proceder: Oficial da PM, de preferência CAP PM, podendo ser 
nomeado escrivão TEN PM ou SGT e SUBTEN PM. 
 Prazo para sua confecção: 20 dias (réu preso); 40 dias (réu solto); cabendo 
neste último caso ser prorrogado por mais 20 dias, a critério da Autoridade de 
Polícia Judiciária Militar. 
 Cabe ao Encarregado do IPM e à Autoridade delegante nomear o Escrivão 
do IPM (art.11 do CPPM). 
 Tem início com a Portaria (art. 10 do CPPM). 
 Se o infrator tem precedência hierárquica perante o Encarregado, julgar-se-á 
este incapaz, declinando sua competência para prosseguir nas investigações. 
Será feito um relatório à autoridade delegante informando tal situação. 
 Providências relativas ao Encarregado (art. 13 do CPPM): 
 1. Ouvir o ofendido; 
 2. Ouvir o indiciado; 
 3. Ouvir testemunhas; 
 4. Proceder ao reconhecimento de pessoas, coisas e acareações; 
 5. Determinar perícias; 
 6. Proceder a buscas e apreensões; 
 7. Reconstituição dos fatos. 
 O IPM é sigiloso, no entanto, o advogado das partes podem ter acesso aos 
autos, de acordo com a Súmula Vinculante no 14, do STF. 
 O Encarregado do IPM, de ofício, poderá solicitar ao Juiz Auditor 
competente a prisão preventiva do indiciado, se houver reais indícios de que 
o mesmo cometeu o fato delituoso a ser apurado. 
 A oitiva das partes envolvidas no IPM deverão ser ouvidas entre 07:00h e 
18:00h, e não poderá ter duração superior a 04 (quatro) horas (art. 19 CPPM). 
 Os autos do IPM, após a solução dada pelaAutoridade de Polícia Judiciária 
Militar, serão encaminhados ao Juiz Auditor competente (art. 23 CPPM). 
 A APJM não poderá arquivar o IPM (art. 24 CPPM). No entanto, seu 
arquivamento não impede a instauração de outro. 
 Se o fato apurado tiver sido devidamente instruído pelo Auto de Prisão em 
Flagrante, não há a obrigatoriedade de se instaurar IPM, bem como, em 
alguns casos, o IPM poderá ser dispensado, nos casos em que o fato tiver sido 
esclarecido por outro documento, nos crimes contra a honra e nos crimes 
previstos no art. 341 e 349 do CPM. 
 
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO IPM 
 Forma por excelência. 
 Sigiloso. 
 Administrativo. 
 Iniciado, não pode ser arquivado a não ser no Judiciário. 
 Encarregado no mínimo Capitão* 
 Prazo de 20 dias se o indiciado preso. 
 Prazo de 40 dias se o indiciado solto. 
 Dispensável se no APFD for suficiente para a elucidação do fato e sua 
autoria. 
 
REMESSA DE AUTOS AO MINISTÉRIO PÚBLICO/AJMERJ VIA 
CGIPM/SACPP DETERMINAÇÃO Bol da PM n.o 179 - 25 SET 2003 
 
 Este Corregedor determina aos Chefes da SsJD que a partir da presente 
data, ao providenciarem a remessa de autos ao Ministério Público via 
CGIPM/SACPP, obedeçam à seguinte normatização: 
 1 - Em conformidade com o art. 21 do CPPM, todas as peças do 
inquérito ou de outro procedimento apuratório serão, por ordem cronológica, 
reunidas num só processado e digitadas, em espaço dois, com as folhas 
numeradas e rubricadas pelo escrivão, exceto a capa com a autuação; 
 2 - A remessa de Inquérito Policial Militar, depois de solucionado, 
deverá ser realizada de acordo com as IRRGPGJ no 971, públicas em Bol PM 
no 083 de 07 de Maio de 2001, alteradas pelo constante no Bol PM no 154 de 
16 de Agosto de 2001;
 3 - No ato do envio, a SsJD deverá observar a correta amarração dos 
autos, a sua numeração, bem como se o verso de todas as folhas encontra-se 
inutilizado por um traço transversal; 
 4 - Todos os ofícios originais de remessa dos autos ou de promoção do 
Ministério Público deverão ser inseridos nos mesmos, observando-se o 
constante no art. 21 do CPPM; 
 5 - A SsJD deverá controlar os prazos quando houver requisição de 
diligências complementares pelo Ministério Público, informando a 
CGIPM/SACPP quando ocorrer prorrogação; 
 6 - No caso de movimentação do encarregado de procedimento 
instaurado pelo Cmt da OPM, a SsJD deverá providenciar a sua substituição 
de acordo com o previsto no art. 7o, letra h, § 1o do CPPM;
 7 - Para o IPM que retornar ao encarregado por requisição do Ministério 
Público sem mencionar expressamente o lapso temporal em que devam ser 
realizadas as diligências, o prazo máximo para o cumprimento será de 40 
dias, computados do recebimento dos autos, conforme ofício 
136/MP/AJMERJ/2003; 
 8 - Em nenhuma hipótese serão remetidos autos sem a devida solução do 
procedimento, principalmente em caso de Inquérito Policial Militar; 
 9 - Na hipótese de não serem concluídas todas as diligências policiais no 
prazo máximo legal, o encarregado elaborará o relatório mencionando tudo 
que foi possível apurar até aquele momento, opinando pelo retorno dos autos 
para prosseguimento das investigações ou diligências ainda não realizada, o 
que não significa interrupção das providências faltantes, as quais deverão 
continuar até o retorno dos autos; 
 10 - Os termos de recebimento, certidão, conclusão e juntada, deverão 
ser lavrados na mesma face da folha sempre que houver espaço disponível; 
 11 - Sempre que o fato ilícito deixar vestígios deverá ser solicitado o 
exame pericial do local ou coisa arrecadada; e 
 12 - Nos casos de danificação, destruição, violação, rompimento de 
obstáculo, escalada ou subtração não se dispensará o exame pericial de 
avaliação direta ou indireta, respectivamente, conforme arts. 341, 342 e seu 
parágrafo único, do CPPM. 
(Nota no 3255 - 25 Set 03 - CGIPM) 
 
COLETÂNEA DE PUBLICAÇÕES REFERENTES À INQUÉRITO 
POLICIAL MILITAR
 
Boletim Assunto
Bol PM n.o 
163 de 
14Out1983
Modifica o Manual de Inquérito Policial Militar e Auto de
Prisão em Flagrante – Determinação para sua impressão na
PMERJ
Bol PM n.o 
246 
de 28Dez1984
Procedimento em IPM, Sindicância e Averiguação –
Determinação
Bol PM n.o 
233 de 
11Dez1989
Indiciamento de civis em IPM instaurado na Corporação –
Impossibilidade - Recomendação
Bol PM n.o 
113 de 
22Jun1993
IPM, Sindicância, Averiguação, CD e CRD – Recomendações
aos membros e encarregados – Consulta aos cadernos de
polícia sobre investigação criminal e técnica de interrogatório
Bol PM n.o 
002 de 
03Jan1997
Prorrogação de prazo – Itens a serem mencionados no ofício de
solicitação ao Ministério Público – Determinação
Bol PM n.o 
062 de 
14Set2000
Ofício da AJMERJ n.o 4647/2000 sobre troca de tiros e auto de
resistência – Crimes dolosos contra a vida praticados contra
civil – Instauração de Averiguação
Bol PM n.o 
047 de 
12Mar2001
Ofício n.o 030/AJMERJ/2001 – Remessa de IPM,
Averiguações, Sindicâncias e Autos de deserção (IPD) ao
MP/AJMERJ
Bol PM n.o 
075 de 
23Abr2001
Ofício do MP da AJMERJ n.o 44/2001 sobre troca de tiros e
auto de resistência - Crimes dolosos contra a vida praticados
contra civil – Instauração de Averiguação
Bol PM n.o 
083 de 
07Mai2001
Instruções reguladoras relacionadas à Resolução n.o 971/2001
da PGJ e ofício n.o 030 da AJMERJ
Bol PM n.o 
154 de 
16Ago2001
Instruções reguladoras relacionadas à Resolução n.o 971/2001
da PGJ e ofício n.o 030 da AJMERJ – alteração do artigo 4o
Bol PM n.o 
197 de 
18Out2001
Crime militar – Instauração de IPM – Súmula n.o 06 do STJ
derrubada pela 1a Turma do STF
Bol PM n.o 
138 de 
30Jul2003
Provimento n.o 01/2003 da AJMERJ – Ações a serem adotadas
pelos Encarregados de procedimentos investigatórios quando se
depararem, no curso desses procedimentos, com indícios de
crime militar
Bol PM n.o 
179 de 
25Set2003
Remessa de autos ao Ministério Público/AJMERJ via
CGIPM/SACPP – Determinação
Bol PM n.o 
051 de 
19Mar2004
Ofício n.o 793/2004 da AJMERJ – Apontamentos sobre
interceptação de comunicações telefônicas e dados
Bol PM n.o 
060 de 
27Out2004
Instauração de IPM, Sindicância e Averiguação – casos de
atribuição do Comandante Geral – republicação
Bol PM n.o 
076 de 
23Nov2004
Envio de autos ao Ministério Público/AJMERJ via
CIntPM/SACPP – determinação
Bol PM n.o 
015 de 
25Jan2005
Ofício n.o 001/MP/AJMERJ/2005 – Pedido de prorrogação de
prazo de IPM ao M.P. e pedido de medidas cautelares
Bol PM n.o 
067 de 
14Abr2005
Decisão do STJ – sigilo do IPM – acesso pelo advogado
Bol PM n.o 
063 de 
05Abr2006
Instauração de IPM, Sindicância e Averiguação – Casos de
atribuição do Comandante Geral – Republicação
Bol PM n.o 
110 de 
19Jun2006
Comparecimento de testemunhas para oitiva em inquérito
policial militar (IPM) – Condução coercitiva – Procedimentos –
Determinação Ref.: CIntPM no 10463/2006
Bol PM n.o 
150 de 
15Ago2006
Instauração de IPM – Atribuição de Comandantes, Chefes e
Diretores de OPM – Orientação e determinação
Bol PM n.o 
059 de 
29Mar2007
Instauração de IPM – Atribuição de Comandantes, Chefes e
Diretores de OPM – Orientação e determinação – Republicação
Bol PM n.o 
177 de 
24Set2007
Condução coercitiva de testemunha – Entendimento do
MP/AJMERJ – ofício n.o 243/MP/AJMERJ/2007
BolPMn.o189– 
10Out2007
Ofício n.o 244/AJMERJ/2007 – esclarecimento sobre a
condução de indiciados, vítimas e testemunhas, civis ou
militares, para prestarem depoimentos
Bol PM n.o 
053 de 
18Abr2008
Ofício n.o 161/2008 da AJMERJ – Local de entrega dos
pedidos de quebra de sigilo
Bol PM n.o 
054 de 
24Abr2008
Ofício n.o 161/2008 com o Aviso n.o 234/2007 da AJMERJ
sobre pedidos de quebra de sigilo – Republicação
Bol PM n.o 
080 de 
05Jun2008
IPM – Confecção – Determinação aos Encarregados quanto aos
erros mais comuns encontrados em IPM
Bol PM n.o 
138 de 
26Ago2008
Acréscimo de informações pessoais em depoimentos em sede
de IPM – ofício n.o 032/2008/GAB – AJMERJ
Bol PM n.o 
029 de 
17Ago2009
MP/AJMERJ – Direito Constitucional- Condução coercitiva de
testemunhas no IPM – monografia CAO 2008
BDR PM no 
026 de 
05Out2009
Padronização de procedimentos referentes a Deserção – ofício
n.o 247/1aPJ/AJMERJ/2009
Bol PM n.o 
179 de 
24Set2012
Resolução GPGJ n.o 1.732, de 30 de março de 2012 – Criação
da 3a Promotoria de Justiça junto à AJMERJ e Distribuição
concorrente dos feitos
Bol PM n.o 
060 de 
03Abr2013
Nota de Instrução n.o 003/2008 – Regula os procedimentos a
serem adotadas na PMERJ quanto a solicitação de exames
periciais de natureza castrense ao CCrim - Republicação
BDR PM n.o IPM – APF – Atribuição dos Comandantes, Chefes e Diretores
023 de 
06Set2013
de OPM – Orientação e Determinação
Bol PM n.o 
027 de 12Set13
Transcrição da Portaria conjunta Promotoria de Justiça
AJMERJ e CInt/PMERJ n.o 001/2013 – Normatiza a
tramitação dos IPM concluídos e em andamento e determina a
instauração de IPM para as hipóteses de Auto de Resistência.
BDR PM n.o 
036 de 25Set13
Corregedoria Interna da Polícia Militar – Procedimentos para
convocação de integrantes da Polícia Civil para oitivas -
Determinação
BDR PM n.o 
057 de 
24Out13
CIntPM – prazos solicitados e concedidos pelo MP/AJMERJ -
esclarecimentos
BDR PM n.o 
129 de 21Jul14
Ordem de Serviço n.o 002 das Promotorias de Justiça junto à
AJMERJ – Veda a tramitação de requerimentos avulsos e IPMs
com folhas afixadas à capa e contracapa.
Bol PM n.o 
107 de 
12Jun17
Procedimentos Administrativos a cargo dos Chefes da P/1 e
funções similares - determinação - republicação
BolPM n.o 161 
de 29Ago17
Normatização de Tramitação de Procedimentos em sede das
Promotorias de Justiça junto à Auditoria de Justiça Militar -
Transcrição
Bol Pm n.o 192 
de 17Out17
Corregedoria - Centro de Criminalísta Cel PM LUIZ
VALDEMAR XAVIER (CCRIM) - Orientações para
Acionamento do CCRIM - Publicação 
Bol Pm n.o 192 
de 17Out17
Corregedoria da Polícia Militar = Alteração no Código Penal
Militar - Art. 9.o - Orientação - Publicação
Bol PM n.o 
196 de 
23Out17
Corregedoria da Polícia Militar - Recomendação do Ministério
Público do Estado do Rio de Janeiro - Publicação
Bol PM n.o 
014 de 22Jan18
Corregedoria Interna - Recomendação do Ministério Público do
Estado do Rio de Janeiro - Publicação 
Bol PM n.o 
173 de 
03Dez18
Normas para solicitação de dados de usuários de redes sociais
por encarregados de IPM - Publicação 
Bol PM n.o 
190 de 
28Dez18
Portaria PMERJ n.o 984 de 28Dez18 - Publicação (Manual de
IPM e APFD
 
 
TITULO II
O AUTO DE PRISÃO
EM
FLAGRANTE DE DELITO
 
 
CAPÍTULO 6
DA PRISÃO EM FLAGRANTE 
DELITO
 
1. Considerações iniciais
 
Origem da palavra flagrante
O termo flagrante provém do latim flagrare, que significa queimar, 
arder, que está Crepitando. É o crime que ainda queima, isto é, que está sendo 
cometido ou acabou de sê lo. Desta forma, em sentido figurado, o que está a 
queimar, crepitar, é o que está acontecendo no ato, no momento, evidente, 
notório, manifesto.
Prisão em flagrante delito é, assim, a prisão daquele que é surpreendido 
no instante mesmo da consumação da infração penal.
Fundamento
De acordo com Alexandre Brandão Rodrigues (grifei), podemos 
evidenciar a existência de vários fundamentos para a prisão em flagrante 
delito, sendo que, os mais aceitos são: 
1.2.1. Necessidade de satisfazer o anseio de justiça da opinião pública, 
diminuindo a comoção social, e, por conseguinte, mantendo a ordem social, 
fazendo com que a credibilidade do Estado, através de suas autoridades 
constituídas se mantenha. 
1.2.2. Função acautelatória da prova, pois com a prisão em flagrante, 
faz prova da autoria e da materialidade do delito.
A prisão em flagrante, como toda e qualquer prisão provisória, só se 
justifica se tiver um caráter cautelar; do contrário, haverá desrespeito à 
Constituição Federal. E essa cautelaridade existirá tão-somente nas hipóteses 
em que a prisão for necessária para preservar a instrução criminal ou para 
assegurar a aplicação da lei penal. Fora desses dois casos, a prisão implicaria 
verdadeira antecipação da pena, conflitando, assim, com o texto da Lei 
Maior, ao declarar no art. 5º, LVII, que “ninguém será considerado culpado 
até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.
Fernando da Costa Tourinho Filho, Processo Penal, 2000, p. 427
Natureza Jurídica
A prisão em flagrante é uma prisão provisória, que visa deter o sujeito 
que praticou um delito, para assegurar o caráter probatório do crime, bem 
como para manter a ordem social diante deste atentado.
“A prisão em flagrante inclui-se entre as prisões cautelares de natureza 
processual. Para os que entendem que o processo cautelar é uma labiríntica 
transfusão civilística no campo processual penal, a prisão em flagrante e 
outras prisões provisórias não passam de simples coerção pessoal. Não 
passam de espécie de autodefesa do próprio ordenamento jurídico. A prisão 
em flagrante, além de ser, então, uma natural e necessária defesa da 
coletividade, ante a visível e palpável perturbação da ordem jurídica, é, ainda, 
uma demonstração da força que emana da soberania do Estado para assegurar 
o império da lei penal. ”
Fernando da Costa Tourinho Filho, Processo Penal, 2000, p. 429
Sendo a Prisão em flagrante, uma prisão provisória, e uma medida 
cautelar, e, assim, como toda medida cautelar, sujeita-se aos dois 
pressupostos: fumus boni juris e periculum in mora, isto é, a aparência 
jurídica da possibilidade de êxito contra o indiciado, na ação a ser instaurada, 
e a necessidade. Estes pressupostos são efetivamente para a efetuação da 
prisão, pois uma vez efetivada, e não existindo perigo a ordem pública e nem 
para a instrução processual, não há motivos para a permanência da 
segregação, devendo o agente responder o processo em liberdade. 
2. Espécies de Flagrante
 O art. 243 e 244 do CPPM, respectivamente, dispõem sobre quem 
poderá prender pessoa em estado de flagrância criminal e as modalidades de 
flagrante delito:
 Art. 243. Qualquer pessoa poderá (flagrante facultativo) e os militares 
deverão (flagrante obrigatório) prender quem for insubmisso ou desertor, ou 
seja encontrado em flagrante delito.”
 Art. 244. Considera-se em flagrante delito aquele que:
 a) está cometendo o crime (flagrante próprio ou perfeito); ocorre 
quando o agente está em pleno desenvolvimento dos atos executórios da 
infração penal. Nessa situação, normalmente havendo a intervenção de 
alguém, impedindo, pois, o prosseguimento da execução, pode redundar em 
tentativa. Mas, não é raro que, no caso de crime permanente, cuja 
consumação se prolonga no tempo, a efetivação da prisão ocorra para 
impedir, apenas, o prosseguimento do delito já consumado. 
 b) acaba de cometê-lo (flagrante próprio ou perfeito); ocorre 
quando o agente terminou de concluir a prática da infração penal, em situação 
de ficar evidente a prática do crime e da autoria. Embora consumado o delito, 
não se desligou o agente da cena do crime, podendo, por isso, ser preso. A 
esta hipótese não se subsume o autor que consegue se afastar da vítima e do 
lugar do delito, sem que tenha sido detido.
 c) é perseguido logo após o fato delituoso em situação que faça 
acreditar se ele o seu autor (flagrante impróprio ou imperfeito); ocorre 
quando o agente conclui a infração penal – ou é interrompido pela chegada de 
terceiros – mas sem ser preso no local do delito, pois consegue fugir, fazendo 
com que haja perseguição por parte da polícia, da vítima ou de qualquer 
pessoa do povo. Note-se que a lei faz uso da expessão ”em situação que faça 
acreditar ser ele o seu autor”, demonstrando, com isso, a impropriedade do 
flagrante, já que não foi surpreendido em plena cena do crime. Mas, é 
razoável a autorização legal para a realização da prisão, pois a evidência da 
autoria e da materialidade se mantém, fazendo com que não se tenha dúvida a 
seu respeito. Exemplo disso é o do agente que, dando vários tiros na vítima, 
sai da casa desta com a arma na mão, sendo perseguido por vizinhos do 
ofendido.Não foi detido no exato instante em que terminou de dar os 
disparos, mas a situação é tão clara que autoriza a perseguição e prisão do 
autor. A hipótese é denominada pela doutrina de quase flagrante. 
 d) é encontrado, logo depois, com instrumentos, objetos, 
material ou papéis que façam presumir a sua participação no fato delituoso. 
(flagrante presumido ou ficto); não deixa de ser igualmente impróprio ou 
imperfeito. Constitui-se na situação do agente que, logo depois da prática do 
crime, embora não tenha sido perseguido, é encontrado portando 
instrumentos, armas, objetos ou papéis que demonstrem, por presunção, ser 
ele o autor da infração penal. É o que comumente ocorre nos crimes 
patrimoniais, quando a vítima comunica a ocorrência de um roubo e a viatura 
sai pelas ruas do bairro à procura do carro subtraído, por exemplo. Visualiza 
o autor do crime algumas horas depois, em poder do veículo, dando-lhe voz 
de prisão.
Análise da expressão ”logo após”: evitando-se conferir larga extensão à 
situação imprópria de flagrante, para que não se autorize a perseguição de 
pessoas simplesmente suspeitas, mas contra as quais não há certeza alguma 
da autoria, utilizou a lei a expressão logo após, querendo demonstrar que a 
perseguição deve iniciar-se em ato continuo à execução do delito, sem 
intervalos longos, demonstrativos da falta de pistas. Nas palavras de Roberto 
Delmanto Junior, ”a perseguição há que ser imediata e interrupta, não 
restando ao indigitado autor do delito qualquer momento de 
tranquilidade”(As modalidades de prisão provisória e seu prazo de 
declaração, p.101). Eis porque é ilegal a prisão de alguém que consegue ficar 
escondido, sem que sua identidade seja conhecida, por horas seguidas, até 
que a polícia, investigando, consegue chegar a ele. No mais, cabe ao bom 
senso de cada magistrado, ao tomar conhecimento da prisão em flagrante 
impróprio, no caso concreto, avaliar se, realmente, seguiu-se o contido na 
expressão ”logo após”.
Guilherme de Souza Nucci.
 
A Prisão em Flagrante - Bol da PM n.º 132 - 21 Jul 2004
 A prisão em flagrante, uma espécie do gênero prisão provisória ou 
cautelar, é ato extremo através do qual o PODER DE POLÍCIA 
experimenta a sua maior conseqüência, dado que implica na privação da 
liberdade do indivíduo, estando a medida disciplinada nos seguintes diplomas 
legais: 
- Art. 5°, inciso LXI, CF; e, 
- Art. 301, obedecidas às condições estabelecidas no art. 302, incisos I e 
II (está cometendo e acaba de cometer → flagrante PRÓPRIO); inciso III (é 
perseguido logo após o fato delituoso em situação que faça acreditar ser ele o 
seu autor → flagrante IMPRÓPRIO ou QUASE-FLAGRANTE); e, 
finalmente, inciso IV (é encontrado, logo depois, com instrumentos, objetos, 
material ou papéis que façam presumir a sua participação no fato delituoso → 
flagrante FICTO ou PRESUMIDO), ambos do CPP e correspondentes no 
CPPM, arts. 243 e 244. 
O flagrante abarca, ainda, dois tipos: o FACULTATIVO e o 
COMPULSÓRIO. No primeiro, art. 301, 1a parte, CPP, qualquer do povo 
pode efetuar a prisão, o que está perfeitamente consonante com o art.144, 
caput, CF (Segurança Pública: dever do Estado, direito e 
RESPONSABILIDADE DE TODOS), ou seja, na prática é um poder de 
polícia que o Estado faculta ao cidadão. No segundo caso, art. 301, 2a parte, 
CPP, a prisão é um dever da autoridade policial, civil ou militar, e seus 
agentes, sob pena de responsabilidade criminal. 
Da análise dos dispositivos que regem a matéria, na sua interpretação 
puramente literal, deixa transparecer que a medida pode incidir contra 
qualquer pessoa e envolve todos os tipos de deli- to, quando na verdade isso 
não acontece, mesmo porque, a igualdade de todos perante a LEI (penal, 
processual, trânsito, etc.), da forma como mostra o art 5°, caput, CF, não é 
absoluta e, sim, relativa. 
Dessa interpretação, então, resulta que algumas categorias, seja pelo 
cargo, função, mandato ou representatividade que exercem perante o governo 
brasileiro, não podem ser apanhados pelos dispositivos retromencionados, 
cujo campo de ação das autoridades, estão demarcados por outros 
comandamentos legais. 
Com efeito, antes de se adotar qualquer atitude em relação a um ato de 
polícia que deva ser praticado, é de extrema importância que a autoridade ou 
agente policial, civil ou militar, primeira- mente identifique a pessoa contra 
quem vá agir e, a seguir, o tipo de delito cometido, vez que há que ser 
considerado neste contexto a existência das imunidades diplomáticas, 
parlamentares e as prerrogativas de funções, as quais passaremos a expor: 
1 - AS IMUNIDADES DIPLOMÁTICAS consistem na liberdade que 
os representantes estrangeiros possuem no território nacional, calcada no 
respeito e na consideração deferida ao Estado alienígena, bem como, na 
necessidade de cercar tais autoridades de garantias, no perfeito desempenho 
de suas missões diplomáticas, extensíveis aos Chefes de Estados e comitivas, 
quando em visita oficial ao Brasil. 
Encontra amparo na Convenção de Viena sobre relações diplomáticas, 
de 18-04-61, aprovada pelo Decreto Legislativo n° 103, de l964, e ratificada 
em 23-02-65, e Convenção de Viena sobre relações consulares, de 24-04-63, 
aprovada pelo Decreto Legislativo n° 06, de l967, ratificada em 20- 04-67. 
Incidem, particularmente, sobre quaisquer tipos de delitos (penais e 
extrapenais, p. ex., in- frações de trânsito), bens pessoais e particulares, 
quando a serviço das embaixadas ou representações (veículos, imóveis, etc.) 
e se estendem a todos os agentes diplomáticos: embaixadores, secretários das 
embaixadas, pessoal técnico e administrativo das representações, bem como, 
aos respectivos membros de suas famílias e aos funcionários das 
organizações internacionais (ONU, OEA, etc.), estes, quando em serviço. 
Estão fora dessa relação, os empregados particulares dos agentes 
diplomáticos, ainda que da mesma nacionalidade, a não ser que o próprio 
Estado a reconheça (art. 37, § 4°, da Convenção de Viena sobre relações 
consulares). Em conseqüência, não podem ser presos e nem responder 
criminalmente por quaisquer crimes praticados no território brasileiro, em 
face da imunidade absoluta. 
Os CÔNSULES, que representam interesses privados ou comerciais de 
pessoas físicas ou jurídicas estrangeiras, não gozam de ampla imunidade, 
salvo se houver tratado entre os países interessados. Assim, à luz da 
legislação brasileira, não respondem criminalmente pelos atos praticados no 
exercício da função (art. 41 a 43, Convenção de Viena sobre relações 
consulares) e, sim, perante as autoridades dos países que os nomearam.
Quanto às sedes diplomáticas, embora não mais consideradas extensões 
do território alienígena, são invioláveis. Dessa forma, não estão sujeitas à 
busca, apreensão, requisição, embargo judicial ou qualquer outra medida 
determinada por autoridade brasileira, extensivo à residência oficial ou 
particular do protegido. Há que se atenuar apenas e por razões lógicas, os 
delitos praticados no interior das embaixadas ou qualquer outro local coberto 
pela imunidade, se o autor for pessoa co- mum, desde que respeitados os 
demais requisitos estabelecidos em lei, notadamente no que refere aos atos de 
investigação e do processo. 
À luz do direito objetivo brasileiro, as imunidades diplomáticas estão 
implicitamente consagradas no artigo 1°, inciso I, do CPP; art. 5°, do CP; art. 
1o, § 1o e art. 4°, do CPPM; e art. 7o, do CPM. 
2 - AS IMUNIDADES PARLAMENTARES consistem numa 
prerrogativa constitucional, asseguradas aos membros do Congresso Nacional 
(Deputados e Senadores), para que possam atuar com liberdade e 
independência no exercício do mandato, sendo, portanto, invioláveis por suas 
opiniões, palavras e votos, resultando, daí, a chamada imunidade material ou 
absoluta, cujo direito passa a existir após a diplomação, estendendo-se até o 
fim do mandato (art. 53, caput e §§, CF), não podendo, assim, serem 
responsabilizados civil e penalmente por qualquer ato.A imunidade absoluta incide, pois, sobre os chamados “delitos da 
palavra ou de opinião”, dentre os quais citamos a injúria, difamação, calúnia, 
desacato, incitação ao crime, apologia do crime ou fato criminoso e outros em
que a expressão oral forma a conduta típica. Além de irrenunciáveis, não se 
estendem ao co-autor do delito considerado, salvo se coberto pela mesma ou 
outra imunidade. 
É importante salientar, ainda, que praticando crimes inafiançáveis ou 
afiançáveis, embora nos primeiros nunca sujeitos à prisão em flagrante, os 
parlamentares federais (deputados e senadores), com a quebra da imunidade 
para crimes comuns (PEC 610/98, aprovada em dezembro de 2001, que 
alterou o art. 53 e §§, CF), agora podem ser processados criminalmente, 
independente de autorização da casa legislativa aos quais pertencem, porém, 
as ações penais propostas perante o Supremo Tribunal Federal, podem ser 
sustadas no prazo de 45 dias, por maioria de votos, até a decisão final, se o 
colegiado parlamentar considerar que o processo foi motivado por 
perseguição política. Caso a sustação venha a ocorrer, o prazo prescricional 
do crime cometido fica suspenso, continuando a persecução penal após o 
encerramento do mandato do parlamentar, salvo se reeleito. 
Os deputados estaduais possuem as mesmas imunidades dos deputados 
Federais e Senadores, porém, restritas ao âmbito do território do mandato 
(art. 27, § 1°, CF). Quanto aos Vereadores, somente gozam do privilégio por 
suas opiniões, palavras e votos, mas restritas ao âmbito do Município (art. 29, 
VIII, CF). 
CRIMES INAFIANÇÁVEIS, para efeito da prisão em flagrante, são: 
- Todos aqueles definidos no CP e Leis especiais, aos quais são 
cominados, em abstrato, penas mínimas de reclusão superiores a 02 anos 
(roubo, extorsão, homicídio, extorsão mediante seqüestro, estupro, atentado 
violento ao pudor, lesão corporal seguida de morte, incêndio, explosão, 
latrocínio, dentre outros) ou mesmo aqueles punidos com reclusão, 
independente da pena, mas que provoquem clamor público e tenham sido 
cometidos com violência a pessoa ou grave ameaça (art. 323, incisos I e V, 
CPP); 
- Todos os previstos no CPM, independente da sanção cominada em 
abstrato; 
- Os definidos no art. 5°, CF, incisos XLII (racismo-raça, cor, etnia, 
religião ou procedência nacional: Lei Federal 7.716/89 e suas alterações), 
XLIII (tortura: Lei Federal 9.455/98, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas 
afins: Lei 6.368/76, terrorismo e crimes hediondos: Lei 8.072/90) e XLIV 
(ação de grupos armados, civis e militares, contra a ordem constitucional e o 
Estado Democrático: Lei Federal 9.034/95); contra o sistema financeiro (Lei 
Federal 7.492/86, art. 31); e contra a fauna (Lei Federal 5.197/67, art. 34). 
Sobre o art. 323, inciso V, 1a parte, CPP, assevera TOURINHO FILHO 
(1996, p. 508): 
Se alguém vilipendia cadáver, cortando-lhe algum membro, escarrando 
sobre ele ou, então, praticando atos de necrofilia (CP, art. 212), tais atos, se 
comocionarem a cidade, tornam-se inafiançáveis, malgrado a pena mínima 
não ultrapasse os dois anos. Será que a lei foi elaborada apenas para esse 
caso? É difícil encontrar-se outro... . 
Ainda em relação ao mesmo dispositivo, 2a parte, assevera também 
TOURINHO FILHO (1996, p. 507): 
Se o crime, apenado com reclusão, ainda que tenha o seu mínimo não 
superior a 2 anos, for praticado com violência ou grave ameaça, não 
comporta fiança. Assim, no crime de lesão corporal grave (art. 129, § 1o, 
CP), não obstante a pena mínima seja de um ano de reclusão, não se pode 
prestar fiança. 
3 - AS PRERROGATIVAS DE FUNÇÕES consistem em privilégios 
que são assegura- dos a determinadas categorias profissionais, em razão do 
cargo que ocupam ou funções que exercem. Assim, o art. 1°, inciso II, do 
CPP, exclui da aplicação da Lei Processual Penal o Presidente da República, 
os Ministros de Estado nos crimes conexos com os do Presidente, bem como, 
os Ministros do STF nos crimes de responsabilidade, dentre outras 
autoridades que, também, desfrutam dos mesmos direitos, consagrados na 
nossa Lei Maior.
Todavia, em razão de serem mais comuns os fatos envolvendo a 
POLÍCIA com membros do Poder Judiciário e do Ministério Público, 
estaduais ou federais, civis ou militares, bem como, da Defensoria Pública, 
federais ou estaduais e os Advogados em geral, centralizaremos o assunto 
nessas autoridades, cujas prerrogativas mais importantes para efeito da 
atividade policial militar, passamos a transcrever, nos forçando, inclusive, a 
fugir um pouco do tema principal, devido à importância para o nosso 
conhecimento. 
Na Lei Orgânica da Magistratura Nacional, Lei Complementar Federal 
no 35/79, artigo 33, que disciplina as prerrogativas dos Juízes Federais e 
Estaduais, dentre outras, destacamos as seguintes: 
a) Serem ouvidos como testemunha em dia, hora e local, previamente 
ajustados com a autoridade policial (inciso I); 
b) Não serem presos, senão por ordem escrita do tribunal competente, 
salvo nos casos de flagrante de crimes inafiançáveis, após o que serão 
apresentados ao Presidente do Tribunal responsável pelo julgamento do feito 
- TJ se estaduais e TRF se federais, etc. (inciso II), onde podemos no- tar na 
situação em destaque um caso de IMUNIDADE; 
c) Porte de arma (inciso V); etc. 
d) Quando, no curso de investigação, houver indício da prática de crime 
por parte do magistrado, a autoridade policial, civil ou militar, remeterá os 
respectivos autos ao Tribunal ou Órgão Especial competente para o 
julgamento, a fim de que prossiga na investigação (parágrafo único). 
Deve ser considerado, ainda, que tais autoridades somente podem ser 
investigadas criminalmente, pelos seguintes órgãos: TRIBUNAL DE 
JUSTIÇA (se Juiz estadual); TRIBUNAL RE- GIONAL FEDERAL (se Juiz 
federal civil ou militar), e assim por diante. 
Na Lei Orgânica Nacional do Ministério Público, Lei Complementar 
Federal no 8.625/93, que disciplina as prerrogativas dos membros dos 
Ministérios Públicos Federais e Estaduais, dentre outras, destacamos as 
seguintes: 
a) Serem ouvidos como testemunha em dia, hora e local, previamente 
ajustados com a autoridade policial (art. 40, inciso I); 
b) Não serem presos, senão por ordem escrita do tribunal competente, 
salvo nos casos de flagrante de crimes inafiançáveis, após o que deverão ser 
apresentados aos Procuradores Gerais competentes (art. 40, inciso III), 
destacando na expressão que grifamos um caso típico de IMUNIDADE; 
c) Não serem indiciados em inquérito policial, presidido por 
autoridades policiais civis ou militares, por atos praticados no exercício da 
função (art. 41, inciso II). Assim, quando no curso da investigação houver 
indício da prática de infração penal por parte de membro do MP, a autoridade 
policial civil ou militar, remeterá, imediatamente, sob pena de 
responsabilidade, os respectivos autos ao Procurador Geral competente, a 
quem competirá dar prosseguimento no feito (art. 41, inciso II c/c o seu 
parágrafo único); 
d) Examinar em qualquer repartição policial, estando no exercício da 
função, autos de flagrante ou de inquérito, findos ou em andamento (art. 41, 
inciso VIII); 
e) Estando no exercício da função, ter acesso a indiciado preso, a 
qualquer momento, mesmo incomunicável (art. 41, inciso XI); etc. 
Os membros da Defensoria Pública da União; do Distrito Federal e dos 
Territórios; dos Estados, consoante a Lei Complementar Federal no 80/94, 
respectivamente, artigos 44, 89 e 128, possuem, dentre outras, como 
principais prerrogativas: 
a) Não serem presos, senão por ordem judicial escrita, salvo em 
flagrante, caso em que a autoridade fará imediata comunicação ao Defensor 
Público-Geral competente (inciso II); 
b) Comunicar-se, pessoal e reservadamente, com seus assistidos, ainda 
quando estes se acharem presos ou detidos, mesmo incomunicáveis (inciso 
VII); 
c) Examinar em qualquer repartição policial, estando no exercício da 
função, autos de flagrante ou de inquérito, findos ou em andamento

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