Buscar

Português

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes
Você viu 3, do total de 37 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes
Você viu 6, do total de 37 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes
Você viu 9, do total de 37 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Prévia do material em texto

P
o
r.
 
Por. 
 
Professor: Raphael Hormes 
Eduardo Valladares 
 
Monitor: Rodrigo Pamplona 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P
o
r.
 
Funções sintáticas: Predicado e 
predicativo 
08/10 
mai 
 
 
RESUMO 
 
 
Predicado 
 
Observe: 
 
Os alemães e seus canhões 
Guardava o meu bodoque 
 
Chico Buarque 
 
ção. 
Normalmente, o predicado mostra o que o sujeito faz. Às vezes, a declaração contida no predicado não se 
 
 
Tipos de Predicado 
 
Os predicados podem ser: 
Verbal - O núcleo é um verbo transitivo ou intransitivo. 
Exemplo: 
Uns brincam na relva - Predicado: brincam na relva. 
Núcleo: brincam (verbo intransitivo) 
No predicado verbal, não aparece o predicativo. 
 
Nominal - O núcleo é o predicativo do sujeito (substantivo, adjetivo ou pronome) e o vero é de ligação. 
Exemplo: 
Ele está bobo. O núcleo é bobo (adjetivo na função de predicativo do sujeito). 
Observe que o predicativo atribui algo ao sujeito. 
Costumam aparecer como verbos de ligação: ser, estar, parecer, continuar, andar, parecer. No entanto, se 
não houver predicativo, esses verbos não serão de ligação. Ex.: Permaneceremos tranquilos. (pred do sujeito) 
- Verbo de ligação. Permaneceremos nessa casa. (adjunto adverbial) - verbo intransitivo. 
 
Verbo-nominal - Há dois núcleos. Primeiro: verbo intransitivo ou transitivo. Segundo: predicativo do sujeito, 
do objeto direto ou do objeto indireto. 
 
Exemplos: 
1. Os alunos cantaram emocionados aquela canção. 
Predicado: cantaram emocionados aquela canção 
Núcleo verbal: cantaram 
Núcleo nominal: emocionados (predicativo do sujeito) 
 
2. Vi as crianças, alegres. 
Predicado: Vi as crianças, alegres 
Núcleo verbal: Vi 
Núcleo nominal: alegres (predicativo do objeto direto) 
 
3. Chamei-lhe egoísta. 
Núcleo verbal: Chamei 
Núcleo nominal: egoísta 
 
 
P
o
r.
 
 
Predicativo 
 
Há dois tipo de predicativo: 
 
a) Predicativo do sujeito: termo que exprime um atributo, um estado, um modo de ser do sujeito, ao qual se 
conecta por um verbo de ligação, no predicado nominal. 
Ex: A bandeira é o símbolo da Pátria. 
 
b) Predicativo do objeto: termo que se refere ao objeto de um verbo transitivo. 
Ex: O juiz declarou o réu INOCENTE. 
 O deslocamento do predicativo e a vírgula 
 
Assim como outros termos deslocados, algumas vezes o predicativo pode precisar ser destacado por vírgulas. 
Isso acontecerá porque ele não seguirá a ordem direta da oração. Observe o exemplo abaixo para melhor 
entendimento: 
 
Animado, André correu para seus pais. 
André, animado, correu para seus pais. 
 
Mais um uso das vírgulas em relação aos termos essenciais da oração é para omitir um verbo que já foi citado 
no contexto. 
 
EXERCÍCIOS DE AULA 
 
 
1. Leia o período a seguir: 
-se em duas linhas, mas para o sujeito que vai 
 
a) Transcreva deste período duas orações formadas por predicados nominais. 
b) Indique, respectivamente, os predicativos do sujeito desses predicados nominais. 
 
2. Um Boi Vê os Homens 
Tão delicados (mais que um arbusto) e correm 
e correm de um para outro lado, sempre esquecidos 
de alguma coisa. Certamente, falta-lhes 
não sei que atributo essencial, posto se apresentem nobres 
e graves, por vezes. Ah, espantosamente graves, 
até sinistros. Coitados, dir-se-ia não escutam 
nem o canto do ar nem os segredos do feno, 
como também parecem não enxergar o que é visível 
e comum a cada um de nós, no espaço. E ficam tristes 
e no rasto da tristeza chegam à crueldade. 
Toda a expressão deles mora nos olhos e perde-se 
a um simples baixar de cílios, a uma sombra. 
Nada nos pelos, nos extremos de inconcebível fragilidade, 
e como neles há pouca montanha, 
e que secura e que reentrâncias e que 
impossibilidade de se organizarem em formas calmas, 
permanentes e necessárias. Têm, talvez, 
certa graça melancólica (um minuto) e com isto se fazem 
perdoar a agitação incômoda e o translúcido 
vazio interior que os torna tão pobres e carecidos 
de emitir sons absurdos e agônicos: desejo, amor, ciúme 
(que sabemos nós?), sons que se despedaçam e tombam no campo 
como pedras aflitas e queimam a erva e a água, 
e difícil, depois disto, é ruminarmos nossa verdade. 
(https://wp.ufpel.edu.br/aulusmm/2017/11/09/um-boi-ve-os-homens-carlos-drummond-de-andrade/) 
 
 
P
o
r.
 
 
É comum encontrar nos livros escolares a definição de predicado como aquilo que se declara sobre o 
sujeito de uma oração. Essa definição de predicado, entretanto, não é suficiente para identificá-lo em 
todas as suas ocorrências. O exemplo em que não se poderia identificar o predicado pela definição 
dada é: 
- - 4) 
 
 
 
 
3. Leia: 
"No mar, tanta tormenta e tanto dano, / Tantas vezes a morte apercebida; / Na terra, tanta guerra, tanto 
engano, / Tanta necessidade aborrecida! / Onde pode acolher-se um fraco humano, / Onde terá 
segura a curta vida, / Que não se arme e se indigne o Céu sereno / Contra um bicho da terra tão 
pequeno?" 
 
Na oração "Onde terá segura a curta vida...": 
a) o adjetivo segura é predicativo do objeto vida 
b) o adjetivo curta é adjunto adnominal do sujeito vida 
c) os dois adjetivos - segura e curta - são adjuntos do substantivo vida 
d) o adjetivo segura está empregado com valor de adjunto adverbial 
e) os adjetivos - segura e vida - são predicativos do sujeito vida 
 
4. Fabiano ia satisfeito. Sim, senhor, arrumara-se. Chegara naquele estado, com a família morrendo de 
fome, comendo raízes. Caíra no fim do pátio, debaixo de um juazeiro, depois tomara conta da casa 
deserta. Ele, a mulher e os filhos tinham-se habituado à camarinha escura, pareciam ratos e a 
lembrança dos sofrimentos passados esmorecera. 
Pisou com firmeza no chão gretado, puxou a faca de ponta, esgaravatou as unhas sujas. Tirou do aió 
um pedaço de fumo, picou-o, fez um cigarro com palha de milho, acendeu-o ao binga, pôs-se a fumar 
regalado. 
 Fabiano, você é um homem, exclamou em voz alta. 
Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só. E, 
pensando bem, ele não era homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. 
Vermelho, queimado, tinha os olhos azuis, a barba e os cabelos ruivos; mas como vivia em terra alheia, 
cuidava de animais alheios, descobria-se, encolhia-se na presença dos brancos e julgava-se cabra. 
(Graciliano Ramos) 
 
Identifique no texto: 
a) um predicado verbo-nominal. 
b) um predicado verbal com verbo intransitivo. 
c) Identifique a função sintática dos termos em negrito no texto acima. 
 
5. 
 - 
 Compare os trechos acima com as duas frases iniciais do cartaz: 
 
 
 
P
o
r.
 
 
 
A estrutura sintática das quatro frases está explicada de forma adequada na seguinte opção: 
a) As quatro frases apresentam núcleos predicativos de mesma classe gramatical. 
b) As frases do cartaz têm estrutura predicativa diferente das outras, pelo uso de linguagem figurada. 
c) A única frase cujo predicativo está representado sob a forma de oração é a que contém a expressão 
 
d) 
a mesma função predicativa. 
 
6. Sujeito simples + verbo de ligação + adjunto adverbial + predicativo do sujeito. Apenas uma das 
orações abaixo está estruturada de acordo com a sequência indicada acima. Marque-a. 
a) Ninguém oferecerá, por exemplo, um quilo de arroz. 
b) As lojas querem ser diferentes. 
c) Todos ficamos extremamente felizes. 
d) Isto seria uma vulgaridade. 
e) Estes recursos são a própria imagem da ilusão. 
 
7. Assinale a frase cujo predicado é verbo-nominal: 
a) Que segredos, amiga minha, também são gente... 
b) ... eles não se vexam dos cabelos brancos... 
c) ... boa vontade, curiosidade, chama-lhe o que quiseres... 
d) Fiquemos com este outro verbo. 
e) ... o assunto não teria nobreza nem interesse... 
 
8. 
a) nominal. 
b)verbal. 
c) verbo-nominal. 
d) predicativo do sujeito. 
 
9. indecorosa a 
a) Agente da passiva. 
b) Objeto direto. 
c) Predicativo do objeto. 
d) Objeto indireto. 
e) Complemento nominal. 
 
 
P
o
r.
 
 
10. Leia a tirinha: 
 
 
 
Identifique no segundo quadrinho o predicativo do objeto. 
 
 
 
P
o
r.
 
 
GABARITO 
 
 
 
Exercícios de aula 
 
1. 
b) fácil e horrível, respectivamente 
 
2. c 
A definição de predicado em questão não é suficiente para identificá-lo em todas as suas ocorrências, 
 
 
3. a 
[Onde] pronome relativo com função de sujeito. 
[terá] verbo transitivo direto 
[a curta vida] objeto direto 
[segura] predicativo do objeto (que, na oração, está anteposto ao objeto direto). 
 
4. a- Fabiano ia satisfeito 
b- Caíra no fim do pátio. 
c- predicativo do sujeito. 
 
5. d 
[A opinião pública] - sujeito [é] - verbo de ligação [ uma metáfora sem base] predicativo do sujeito. 
[A poesia Pau-Brasil] sujeito [é] - verbo de ligação [uma sala de jantar domingueira] predicativo do 
sujeito 
[A ideia] sujeito[é] verbo de ligação [simples] predicativo do sujeito. 
 
6. c 
[Todos] sujeito simples [ficamos] verbo de ligação (indica estado) [extremamente] advérbio com função 
de adjunto adverbial [felizes] predicativo do sujeito 
 
7. c 
Nosso filho chegou. Ele estava atrasado. 
Tendo em vista o desdobramento acima, depreendem-se duas informações essenciais nesse predicado: 
uma verbal (chegou) e outra nominal (atrasado). 
 
8. c 
boa vontade, curiosidade, chama-lhe o que quiseres ..." 
sujeito oculto (tu) 
verbo chamar no sentido de apelidar, neste caso, é verbo transitivo indireto 
O (equivale a "aquilo") é predicativo do objeto indireto 
 predicado verbo-nominal, pois apresenta VTD e POI 
 
9. c 
[eu] Considerei (suj) [sua proposta] objeto direto INDECOROSA ( predicativo do objeto) 
 
10. 
 
 
 
P
o
r.
 
Por. 
 
Professor: Raphael Hormes 
Eduardo Valladares 
 
Monitor: Rodrigo Pamplona 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P
o
r.
 
Funções sintáticas: complementos 
verbais 
08/10 
mai 
 
 
RESUMO 
 
 
Complemento verbal 
 
Os complementos verbais, como o próprio nome já diz, completam o sentido de verbos transitivos. Eles 
podem ser diretos, quando se ligam ao verbo sem necessidade de preposição; e indiretos, quando se 
conectam ao verbo com o auxílio de preposição. 
 
1. Objeto direto - completa um verbo transitivo (sem preposição obrigatória): Vais encontrar o mundo 
(=vais encontrá-lo). Quero que tudo vá para o inferno. 
Semanticamente, o objeto direto pode representar: 
● Quem sofre ou recebe a ação do verbo: O diretor elogiou o professor. 
● O resultado da ação: Ele executou a obra. 
● Aquilo para onde se dirige um sentimento: Ela ama o companheiro. 
● O espaço percorrido ou o objetivo final: Atravessei o lago. Subi a montanha. 
 
1. Objeto indireto - Complemento preposicionado de um verbo. 
● O que recebe a ação: Responder à questão. 
● A pessoa ou coisa em cujo benefício ou não se pratica a ação: Trabalho para o aluno. 
 
Dica: Sempre pergunte ao verbo, que ele irá te dizer se seu complemento precisa ou não de preposição. 
 
Exemplo 1: Gosto de escr
Temos um VTI e um OI. 
 
Exemplo 2: A menina trouxe água. Verbo: Trazer. Pergunta: Quem traz, traz alguma coisa? Notou que a 
preposição não se fez necessária? Temos um VTD e um OD. 
 
Função do objeto pleonástico 
 
 
Sempre que haja necessidade expressiva de reforço, de ênfase, pode um termo vir repetido. Essa 
reiteração recebe o nome de pleonasmo, e ocorre principalmente com o objeto direto, o objeto indireto e 
o predicativo do sujeito. 
Para que isso aconteça, duas condições precisam ser respeitadas: 1. O termo que se tornará 
pleonástico ficará no início da frase. 2. a seguir, repete-se o termo sob forma de pronome pessoal (no objeto 
direto ou indireto) e sob forma de pronome demonstrativo se for predicativo do sujeito com verbo de ligação. 
 
Observe: 
Este carro comprei hoje. / Este carro comprei-o hoje. 
Não obedeço ao professor. / Ao professor não lhe obedeço. 
Ele não me viu. / A mim ele não me viu. 
O menino que veio comigo / mandei-o voltar. 
 
Razões para o objeto direto preposicionado 
 
Às vezes, preposiciona-se o objeto direto, seja por clareza, por eufonia (evitar sons desagradáveis ao 
ouvido) ou por ênfase. 
 
 
 
P
o
r.
 
Por clareza, ou seja, para evitar confusão de sentido: 
a. Ao Palmeiras o Guarani venceu: evitar confundir o sujeito com o O.D. Ordem direta: O Guarani 
venceu o Palmeiras. 
b. Estimo-o como a um pai. (em expressões comparativas) 
 
Por ênfase, 
a. Estimo a meus alunos 
b. Estranhamos a todos. Atingi a ambos. Castiguei a Marcio. 
 
Outros casos: 
a. Com o pronome relativo quem: Refiro-me à pessoa a quem conheces. 
b. Com pronome oblíquo tônico: Nem ela entende a mim, nem eu a ela. 
c. Com sujeito indeterminado: Adora-se às mulheres.. 
d. Nas 
 
(Adaptado- fonte: RIBEIRO, Manoel P. Nova Gramática Aplicada da Língua Portuguesa.) 
 
 
EXERCÍCIOS 
 
 
1. Em: 
1. principiou 
2. de padeiro derrapavam 
3. Passavam 
4. Garoava 
 
Os verbos são, respectivamente: 
a) transitivo direto, transitivo indireto, transitivo direto, intransitivo 
b) intransitivo, transitivo indireto, transitivo direto, intransitivo 
c) transitivo direto, intransitivo, transitivo direto, intransitivo 
d) transitivo direto, intransitivo, intransitivo, intransitivo-impessoal 
e) transitivo indireto, intransitivo, transitivo indireto, transitivo indireto 
 
2. Analise a predicação dos verbos em negrito no texto e assinale a alternativa correta. 
"Calem-se todos!" - Gritou ele autoritário. - Pergunto-me, então: calam as palavras?... Não! Louco, 
quem assim pensa. Fecham-se os lábios, isto sim. Mas o pensamento... ah! ... este voa. 
 
a) Os quatro verbos em negrito são intransitivos. 
b) "Perguntar" é transitivo direto e indireto; os demais são intransitivos; 
c) "Perguntar" é intransitivo; "pensar" e "voar" são transitivos diretos e "fechar" é transitivo indireto; 
d) "Pensar" é intransitivo", os três outros são transitivos diretos; 
e) "Fechar" é transitivo direto; os demais são transitivos indiretos. 
 
3. "Quando amainar a chuva, veremos quantos bois sobreviveram às inundações de janeiro." 
 
Na frase acima, os termos grifados exercem a função sintática, respectivamente, de: 
a) objeto direto, objeto direto e adjunto adverbial; 
b) objeto direto, objeto direto e adjunto adnominal; 
c) objeto direto, sujeito e adjunto adverbial; 
d) sujeito, sujeito e adjunto adnominal; 
e) Sujeito, objeto direto e adjunto adverbial. 
 
 
 
 
 
 
 
P
o
r.
 
4. "O homem está imerso num mundo ao qual percebe ..." A palavra em negrito é: 
a) objeto direto preposicionado 
b) objeto indireto 
c) adjunto adverbial 
d) agente da passiva 
e) adjunto adnominal. 
 
5. Entre as alternativas abaixo, aponte a única em que um dos termos corresponde à análise dada: 
"Pareciam infinitas as combinações de cores no azul do céu." 
a) Pareciam é um verbo intransitivo 
b) Infinitas é objeto direto 
c) Cores é o núcleo do sujeito 
d) Do céu é o complemento nominal 
e) n.d.a 
 
6. 
a) A casa que você viu é minha. 
b) O homem que trabalha vence na vida. 
c) Que aconteceu com você? 
d) O cargo a que aspiras é nobre. 
e) O rapaz que chegou é meu conhecido. 
 
7. Leia o trecho abaixo e identifique a opção que faz correspondência incorreta entre as duas colunas: 
"Ainda quando a vida mais não fosse que a urna da saudade, o sacrário da memória dos bons, isso 
bastava para a reputarmos um benefício celeste, e cobrirmos de reconhecimento a 
generosidade de quem no-la doou." (Ruy Barbosa) 
 
Termos destacados Função sintática da oração: 
a) a - objeto direto 
b) um benefício celeste - predicativo do objetodireto 
c) a generosidade - objeto direto 
d) quem - objeto indireto 
e) no - objeto indireto. 
 
8. Observe os termos destacados: 
 
-se vagas 
 
-se de faxineiros 
 
-se 
 
Eles exercem, respectivamente, a função sintática de: 
 
a) objeto direto objeto indireto objeto direto. 
b) sujeito sujeito sujeito. 
c) sujeito - objeto indireto objeto direto. 
d) sujeito - objeto indireto sujeito. 
e) sujeito sujeito - objeto indireto. 
 
9. Observe as sentenças abaixo: 
 
Estimo-o como um pai. 
Estimo-o como a um pai. 
 
Explique as diferenças de sentido entre as duas orações e explique o fator sintático que as difere. 
 
 
P
o
r.
 
 
GABARITO 
 
 
Exercícios 
 
1. c 
- o termo destacado entre colchetes é objeto direto; o verbo é 
transitivo direto. 
 
 
 
 
2. b 
Quem pergunta, pergunta algo a al
pois requer dois complementos verbais: um preposicionado e outro não. 
 
 
3. e 
 
 
 
 
4. a 
Não existe necessidade de preposição entre o verbo e o seu objeto, pois quem percebe, percebe algo. 
objeto direto), mas o autor preferiu utilizar 
 
 
5. b 
a) Pareciam é um verbo, mas não consegue formar uma frase sozinho. 
b) Infinitas é objeto direto Correto. Há alguns 
comumente pré-postos aos seus sujeitos oracionais. 
c) Combinações é o núcleo do sujeito 
d) Do céu é adjunto adnominal 
 
 
6. d 
Devemos entender que há duas orações nesse período: 1 o cargo é nobre.; 2 Tu aspiras ao cargo. O 
 
 
7. d 
- 
 
8. c 
Alugam-se vagas [ = vagas são alugadas (sujeito)] 
-se de faxineiros 
indireto] 
ou-se [= Paraibana expansiva machucou alguém = ela mesma/ objeto 
 
 
9. Na sentença II, o sujeito é filho e estima alguém, que não é seu pai, como um filho que tem apreço por 
seu pai. 
 
 
 
P
o
r.
 
Por. 
 
Professor: Raphael Hormes 
Eduardo Valladares 
 
Monitor: Rodrigo Pamplona 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P
o
r.
 
Aposto e vocativo 
22/24 
mai 
 
 
RESUMO 
 
 
Vocativo 
 
Vocativo [do latim vocare = chamar] é um termo que não possui relação sintática com outro termo da oração. 
Não pertence, portanto, nem ao sujeito nem ao predicado. É o termo que serve para chamar, invocar ou 
interpelar um ouvinte real ou entidade abstrata personificada. 
Relaciona à segunda pessoa do discurso, que pode ser uma pessoa, um animal, uma coisa real ou não. 
Podemos antepor-lhe uma interjeição de apelo (óh, olá, eh! Etc.) 
Ex: Tem compaixão de nós, ó Cristo! 
 
Aposto 
 
Aposto é um termo que se junta a outro de valor substantivo ou pronominal para explicá-lo, reapresenta-lo 
ou especificá-lo. Vem separado dos demais termos da oração por vírgula, dois-pontos ou travessão. 
Ex: 
Ontem, terça-feira, passei o dia com vontade de ter ver. 
Classificação do aposto 
De acordo com a relação que estabelece com o termo a que se refere, o aposto pode ser classificado em: 
a) Explicativo: A astrologia, ciência que estuda os astros, ganha mais adeptos a cada dia. 
b) Enumerativo: A vida humana se compõe de muitas coisas: amor, trabalho, família, ação. 
c) Resumidor ou Recapitulativo: Vida digna, cidadania plena, igualdade de gêneros, tudo isso está na base 
de um país melhor. 
d) Comparativo: Seus olhos, indagadores holofotes, fixaram-se por muito tempo na baía anoitecida. 
e) Distributivo: Drummond e Guimarães Rosa são dois grandes escritores, aquele na poesia e este na prosa. 
f) Aposto de Oração: Ela correu durante uma hora, sinal de preparo físico. 
 
EXERCÍCIOS 
 
 
1. enfim, senhores, uma graça de alienado em destaque são, respectivamente: 
a) adjunto adnominal, vocativo, predicativo do sujeito. 
b) adjunto adverbial, aposto, predicativo do objeto. 
c) adjunto adverbial, vocativo, predicativo do sujeito. 
d) adjunto adverbial, vocativo, objeto direto. 
e) adjunto adnominal, aposto, predicativo do objeto. 
 
2. No fragmento: "A designação gótico, na literatura, associa-se ao universo cadente ...". A expressão "na 
literatura" está separada por vírgulas porque se trata de um (a) 
a) adjunto adverbial deslocado. 
b) aposto do termo "gótico". 
c) vocativo no meio da oração. 
d) adjunto adverbial de assunto . 
e) complemento pleonástico. 
 
 
 
 
P
o
r.
 
 
3. - 
írgulas porque se trata de um (a) 
a) adjunto adverbial deslocado. 
 
c) vocativo no meio da oração. 
d) adjunto adverbial de assunto. 
e) complemento pleonástico. 
 
4. A expressão em destaque em "... podes partir de novo, Ó nômade formosa!" exerce a função sintática 
de: 
a) vocativo 
b) aposto 
c) sujeito 
d) predicativo 
e) objeto direto 
 
5. Cuido haver dito, no capítulo XIV, que Marcela morria de amores pelo Xavier. Não morria, vivia. Viver 
não é a mesma coisa que morrer; assim o afirmam todos os joalheiros deste mundo, gente muito vista 
na gramática. Bons joalheiros, que seria do amor se não fossem os vossos dixes* e fiados? Um terço ou 
mundo não fica menos bela, se a cingir um diadema de pedras finas; nem menos bela, nem menos 
amada. Marcela, por exemplo, que era bem bonita, Marcela amou-
contos de réis; nada menos. 
* Dixes: jóias, enfeites 
Machado de Assis - Memórias póstumas de Brás Cubas 
 
Assinale a alternativa correta sobre o texto. 
a) Em morria de amores pelo Xavier, de amores tem a função de adjunto adverbial de intensidade. 
b) Em assim o afirmam todos os joalheiros , o pronome oblíquo o retoma o período Não morria, vivia. 
c) Em assim o afirmam todos os joalheiros , joalheiros é complemento do verbo afirmar. 
d) 
joalheiros. 
e) Ao dizer Não morria, vivia, o narrador, através de uma antítese, confirma que Marcela padecia de 
amores por Xavier. 
6. INVESTIMENTO SEM RISCO 
"Em julho do ano passado, EXAME encomendou ao jornalista Stephen Hugh-Jones¹ , editor da seção 
de assuntos internacionais da centenária revista inglesa The Economist, um artigo² para a edição 
especial sobre o primeiro ano do Plano Real. (...) Aqui, chocou-o profundamente a constatação de que 
quase um quinto da população brasileira com idade superior a 15 anos não sabia ler nem escrever. Em 
números absolutos, isso significa quase 20 milhões de pessoas materialmente incapacitadas, em função 
da ignorância, para fruir do desenvolvimento ou colaborar com ele. Essa cifra triplica caso sejam 
incluídos os chamados analfabetos funcionais, isto é, aquelas pessoas que não completaram a 4a série 
do primário. (...) não se trata, apenas, de uma questão elementar de justiça. O sistema educacional 
brasileiro simplesmente não faz sentido do ponto de vista econômico. As dezenas de milhões de 
brasileiros desprovidos de educação não têm (nem terão) chances reais de obter renda, não 
consomem mais do que produtos básicos, não pagam impostos, não produzem bens ou serviços com 
real valor econômico, não estão aptos a ser empregados num número crescente de atividades". 
(EXAME, 17/07/1996) 
 
Observe os termos indicados no texto: "ao jornalista Stephen Hugh-Jones" (ref. 1) e "um artigo" (ref. 2). 
Em análise sintática, classificamos os termos destacados. respectivamente como: 
a) objeto direto e objeto indireto. 
b) complemento nominal e objeto direto. 
c) adjunto adverbial e aposto. 
d) objeto indireto e objeto direto. 
e) objeto indireto e adjunto adverbial. 
 
 
P
o
r.
 
7. Sobre o vocativo, é correto afirmar: 
a) Termo utilizado para explicar, enumerar, resumir ou especificar outro termo, como um 
substantivo, pronome, etc., ou outra oração, podendo aparecer antes ou depois do termo ao qual 
se refere na frase. 
b) Palavra invariável que exprime emoções, sensações, estados de espírito, etc., além de também 
poder agir sobre o interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento. 
c) Termo que serve para chamar ou interpelar um interlocutor e não possui relação sintática com 
outro termo da oração, sendoassim, não pertence nem ao sujeito nem ao predicado. 
d) Palavra invariável que acompanha o nome, qualificando-o. Pode ser usada no lugar de um nome 
ou referir-se a ele. 
 
8. 
 
Na tirinha de Chris Browne, o vocativo não está sintaticamente relacionado com outro termo da 
oração. 
Qual é a função dos termos Hamlet e papai, respectivamente, no primeiro e no segundo quadrinho? 
a) Pronome 
b) Interjeição 
c) Aposto 
d) Vocativo 
 
 
9. Vocativo é: 
a) Um termo acessório que permite ampliar, explicar, desenvolver ou resumir a ideia contida num 
termo que exerça qualquer função sintática. 
b) Um termo que serve para chamar, invocar ou interpelar um ouvinte real ou hipotético. 
c) O termo que expressa circunstâncias de modo, tempo, lugar, dúvida, intensidade, meio, 
finalidade, concessão, causa, companhia etc. 
d) O termo acessório que determina, especifica ou explica um substantivo. 
 
10. Leia a tira. 
 
 
 
Identifique os apostos em cada uma das falas e classifique-os 
 
 
 
P
o
r.
 
 
GABARITO 
 
 
 
Exercícios 
 
1. c 
do sujeito. 
 
2. a 
ta de vírgulas. 
 
3. a 
estar entre sujeito e predicado, apresenta-se entre vírgulas, que marcam a intercalação desse adjunto 
adverbial. 
 
4. a 
Vocativo é Um termo que serve para chamar, invocar ou interpelar um ouvinte real ou hipotético. 
 
 
5. d 
-
se que joalheiros sejam vistos nas joalheiras. 
 
6. d 
Atente-
(encomendar alguma coisa de/ a alguém) e , por isso, tem dois objeto o primeiro é indireto, o segundo, 
direto. 
 
7. c 
O vocativo é um termo que não está ligado a estrutura sintática de uma oração. É por intermédio dele 
que chamamos ou colocamos em evidência a pessoa ou coisa a que nos dirigimos. 
 
8. d 
fala. 
 
9. b 
Essa é a alternativa que traz a definição correta de vocativo. 
 
10. "(Otto), terceiro na linha de sucessão"; ("Harold), quarto na fila do banheiro" - apostos explicativos. 
"Príncipe (Otto)"; "Príncipe (Harold) - apostos especificativos. 
 
 
 
 
P
o
r.
 
Por. 
 
Professor: Raphael Hormes 
Fernanda Vicente 
 
Monitor: Rodrigo Pamplona 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P
o
r.
 
 
 
Demonstrando o vestibular 
22/25 
mai 
 
 
EXERCÍCIOS 
 
 
1. Gripado, penso entre espirros em como a palavra gripe nos chegou após uma série de contágios entre 
línguas. Partiu da Itália em 1743 a epidemia de gripe que disseminou pela Europa, além do vírus 
propriamente dito, dois vocábulos virais: o italiano influenza e o francês grippe. O primeiro era um 
-se que fizesse 
referência ao modo violento como o vírus se apossa do organismo infectado. 
RODRIGUES. S. Sobre palavras. Veja, São Paulo, 30 nov. 2011. 
 
Para se entender o trecho como uma unidade de sentido, é preciso que o leitor reconheça a ligação 
entre seus elementos. Nesse texto, a coesão é construída predominantemente pela retomada de um 
termo por outro e pelo uso da elipse. O fragmento do texto em que há coesão por elipse do sujeito é: 
a) 
b) 
c) 
 
d) 
e) -se que fizesse referência ao modo violento como o vírus se apossa do organismo 
 
 
2. O léxico e a cultura 
Potencialmente, todas as línguas de todos os tempos podem candidatar-se a expressar qualquer 
conteúdo. A pesquisa linguística do século XX demonstrou que não há diferença qualitativa entre os 
idiomas do mundo ou seja, não há idiomas gramaticalmente mais primitivos ou mais desenvolvidos. 
Entretanto, para que possa ser efetivamente utilizada, essa igualdade potencial precisa realizar-se na 
prática histórica do idioma, o que nem sempre acontece. Teoricamente, uma língua com pouca 
tradição escrita (como as línguas indígenas brasileiras) ou uma língua já extinta (como o latim ou o 
grego clássicos) podem ser empregadas para falar sobre qualquer assunto, como, digamos, física 
quântica ou biologia molecular. Na prática, contudo, não é possível, de uma hora para outra, expressar 
tais conteúdos em camaiurá ou latim, simplesmente porque não haveria vocabulário próprio para esses 
conteúdos. É perfeitamente possível desenvolver esse vocabulário específico, seja por meio de 
empréstimos de outras línguas, seja por meio da criação de novos termos na língua em questão, mas 
tal tarefa não se realizaria em pouco tempo nem com pouco esforço. 
BEARZOTI FILHO, P. Miniaurélio: o dicionário da língua portuguesa. Manual do professor. Curitiba: Positivo, 2004 
(fragmento). 
 
Estudos contemporâneos mostram que cada língua possui sua própria complexidade e dinâmica 
de funcionamento. O texto ressalta essa dinâmica, na medida em que enfatiza 
a) a inexistência de conteúdo comum a todas as línguas, pois o léxico contempla visão de mundo 
particular específica de uma cultura. 
b) a existência de línguas limitadas por não permitirem ao falante nativo se comunicar perfeitamente 
a respeito de qualquer conteúdo. 
c) a tendência a serem mais restritos o vocabulário e a gramática de línguas indígenas, se comparados 
com outras línguas de origem europeia. 
d) a existência de diferenças vocabulares entre os idiomas, especificidades relacionadas à 
própria cultura dos falantes de uma comunidade. 
 
 
P
o
r.
 
e) a atribuição de maior importância sociocultural às línguas contemporâneas, pois permitem que 
sejam abordadas quaisquer temáticas, sem dificuldades 
 
3. A substituição do haver por ter em construções existenciais, no português do Brasil, corresponde a um 
dos processos mais característicos da história da língua portuguesa, paralelo ao que já ocorrera em 
relação à ampliação do domínio de ter na áre
Silva (2001:136) analisa as vitórias de ter sobre haver e discute a emergência de ter existencial, tomando 
por base a obra pedagógica de João de Barros. Em textos escritos nos anos quarenta e cinquenta do 
século XVI, encontram-
clássicos estudos de sintaxe histórica, quanto de haver como verbo existencial com concordância, 
no século XVIII por Said Ali. Como se vê, nada 
é categórico e um purismo estreito só revela um conhecimento deficiente da língua. Há mais perguntas 
que respostas. Pode-se conceber uma norma única e prescritiva? É válido confundir o bom uso e a 
norma com a própria língua e dessa forma fazer uma avaliação crítica e hierarquizante de outros usos 
e, através deles, dos usuários? Substitui-se uma norma por outra? 
CALLOU, D. A propósito de norma, correção e preconceito linguístico: do presente para o passado. In: Cadernos de Letras 
da UFF, n. 36, 2008. Disponível em: www.uff.br. Acesso em: 26 fev. 2012 (adaptado). 
 
 
a) o estabelecimento de uma norma prescinde de uma pesquisa histórica. 
b) os estudos clássicos de sintaxe histórica enfatizam a variação e a mudança na língua. 
c) a avaliação crítica e hierarquizante dos usos da língua fundamenta a definição da norma. 
d) a adoção de uma única norma revela uma atitude adequada para os estudos linguísticos. 
e) os comportamentos puristas são prejudiciais à compreensão da constituição linguística. 
 
4. Desabafo 
Desculpem-me, mas não dá pra fazer uma cronicazinha divertida hoje. Simplesmente não dá. Não tem 
como disfarçar: esta é uma típica manhã de segundafeira. A começar pela luz acesa da sala que 
esqueci ontem à noite. Seis recados para serem respondidos na secretária eletrônica. Recados chatos. 
Contas para pagar que venceram ontem. Estou nervoso. Estou zangado. 
CARNEIRO, J. E. Veja, 11 set. 2002 (fragmento). 
 
Nos textos em geral, é comum a manifestação simultânea de várias funções da linguagem, com o 
predomínio, entretanto, de uma sobre as outras. No fragmento da crônica Desabafo, a função da 
linguagem predominante é a emotiva ou expressiva, pois 
a) o discurso do enunciador tem como foco o próprio código. 
b) a atitude do enunciador se sobrepõe àquilo que estásendo dito. 
c) o interlocutor é o foco do enunciador na construção da mensagem. 
d) o referente é o elemento que se sobressai em detrimento dos demais. 
e) o enunciador tem como objetivo principal a manutenção da comunicação. 
 
5. Ai, palavras, ai, palavras 
que estranha potência a vossa! 
Todo o sentido da vida 
principia a vossa porta: 
o mel do amor cristaliza 
seu perfume em vossa rosa; 
sois o sonho e sois a audácia, 
calúnia, fúria, derrota... 
A liberdade das almas, 
ai! Com letras se elabora... 
E dos venenos humanos 
sois a mais fina retorta: 
frágil, frágil, como o vidro 
e mais que o aço poderosa! 
Reis, impérios, povos, tempos, 
pelo vosso impulso rodam... 
MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985 (fragmento). 
 
 
P
o
r.
 
 
O fragmento destacado foi transcrito do Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles. 
Centralizada no episódio histórico da Inconfidência Mineira, a obra, no entanto, elabora uma reflexão 
mais ampla sobre a seguinte relação entre o homem e a linguagem: 
a) A força e a resistência humanas superam os danos provocados pelo poder corrosivo das palavras. 
b) As relações humanas, em suas múltiplas esferas, têm seu equilíbrio vinculado ao significado das 
palavras. 
c) O significado dos nomes não expressa de forma justa e completa a grandeza da luta do homem pela 
vida. 
d) Renovando o significado das palavras, o tempo permite às gerações perpetuar seus valores e suas 
crenças. 
e) Como produto da criatividade humana, a linguagem tem seu alcance limitado pelas intenções e 
gestos. 
 
 
6. 
 
BROWNE, D. Folha de S. Paulo, 13 ago. 2011. (Foto: Reprodução/Enem) 
 
 
As palavras e as expressões são mediadoras dos sentidos produzidos nos textos. Na fala de Hagar, 
a enunciado para o campo da 
a) conformidade, pois as condições meteorológicas evidenciam um acontecimento ruim. 
b) reflexibilidade, pois o personagem se refere aos tubarões usando um pronome reflexivo. 
c) condicionalidade, pois a atenção dos personagens é a condição necessária para a sua sobrevivência. 
d) possibilidade, pois a proximidade dos tubarões leva à suposição do perigo iminente para os homens. 
e) impessoalidade, pois o personagem usa a terceira pessoa para expressar o distanciamento dos fatos. 
 
 
7. Nós, brasileiros, estamos acostumados a ver juras de amor, feitas diante de Deus, serem quebradas por 
traição, interesses financeiros e sexuais. Casais se separam como inimigos, quando poderiam ser bons 
amigos, sem traumas. Bastante interessante a reportagem sobre separação. Mas acho que os 
advogados consultados, por sua competência, estão acostumados a tratar de grandes separações. Será 
que a maioria dos leitores da revista tem obras de arte que precisam ser fotografadas antes da 
separação? Não seria mais útil dar conselhos mais básicos? Não seria interessante mostrar que a 
separação amigável não interfere no modo de partilha dos bens? Que, seja qual for o tipo de 
separação, ela não vai prejudicar o direito à pensão dos filhos? Que acordo amigável deve ser assinado 
com atenção, pois é bastante complicado mudar suas cláusulas? Acho que essas são dicas que podem 
interessar ao leitor médio. 
Disponível em: http://revistaepoca.globo.com. Acesso em: 26 fev. 2012 (adaptado). 
 
O texto foi publicado em uma revista de grande circulação na seção de carta do leitor. Nele, um dos 
leitores manifesta-se acerca de uma reportagem publicada na edição anterior. Ao fazer sua 
argumentação, o autor do texto 
a) faz uma síntese do que foi abordado na reportagem. 
b) discute problemas conjugais que conduzem à separação. 
c) aborda a importância dos advogados em processos de separação. 
d) oferece dicas para orientar as pessoas em processos de separação. 
e) rebate o enfoque dado ao tema pela reportagem, lançando novas ideias. 
 
 
P
o
r.
 
 
8. 
 
Que estratégia argumentativa leva o personagem do terceiro quadrinho a persuadir sua interlocutora? 
a) Prova concreta, ao expor o produto ao consumidor. 
b) Consenso, ao sugerir que todo vendedor tem técnica. 
c) Raciocínio lógico, ao relacionar uma fruta com um produto eletrônico. 
d) Comparação, ao enfatizar que os produtos apresentados anteriormente são inferiores. 
e) Indução, ao elaborar o discurso de acordo com os anseios do consumidor. 
 
9. O senhor 
 
Carta a uma jovem que, estando em uma roda em 
que dava aos presentes o tratamento de você, se dirigiu 
ao autor chamando- 
 
Senhora: 
 
Aquele a quem chamastes senhor aqui está, de peito 
magoado e cara triste, para vos dizer que senhor ele não 
é, de nada, nem de ninguém. 
 
Bem o sabeis, por certo, que a única nobreza do plebeu está em não querer esconder sua condição, e 
esta nobreza tenho eu. Assim, se entre tantos senhores ricos e nobres a quem chamáveis você 
escolhestes a mim para tratar de senhor, é bem de ver que só poderíeis ter 
encontrado essa senhoria nas rugas de minha testa e na prata de meus cabelos. Senhor de muitos anos, 
frase, ergueu entre nós um muro frio e triste. 
 
Vi o muro e calei: não é de muito, eu juro, que me acontece essa tristeza; mas também não era a vez 
primeira. 
 
BRAGA, R. A borboleta amarela. Rio de Janeiro: Record, 1991. 
 
A escolha do tratamento que se queira atribuir a alguém geralmente considera as situações específicas 
de uso social. A violação desse princípio causou um mal-estar no autor da carta. O trecho que descreve 
essa violação é: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P
o
r.
 
10. Observe a propaganda do laboratório Bayer: 
 
 
 
 
 
 
P
o
r.
 
 
GABARITO 
 
Exercícios 
 
1. e 
Se o 
-se que o vocábulo grippe fizesse 
 
 
2. d 
De acordo com o texto, cada língua possui sua própria complexidade e modo de funcionamento. Esse 
desenvolvimento pode ocorrer tanto "por meio de empréstimos linguísticos, quanto por meio da criação 
de novos termos na língua em questão", isto é, a cultura de uma comunidade é fundamental para 
formação linguística. 
 
3. e 
 revela o ponto de vista da autora ao afirmar que os comportamentos puristas são nocivos 
para a compreensão da constituição linguística, ou seja, segundo ela, a defesa de uma a pureza linguística 
revela um conhecimento deficiente da língua. 
4. b 
A atitude do emissor se sobrepõe àquilo que está sendo dito. No fragmento da crônica em análise , 
-se a função emotiva da linguagem. 
 
5. b 
Nessa obra, Cecília Meireles realiza uma reflexão entre o homem e a linguagem ao apontar que as 
relações humanas, em suas múltiplas condições, têm seu equilíbrio vinculado ao significado das palavras. 
Segundo o texto: "Todo o sentido da vida| principia" (à porta das palavras). A opção B confirma essa 
proposta do autor. 
 
6. d 
No quadrinho há uma relação entre o plano visual (personagens olhando para trás) e o verbal (o diálogo), 
em gerar uma expectativa, de que algo está prestes a acontecer. As expressões e as palavras dividem a 
função de construção dos sentidos produzidos no quadrinho. Portanto, a expressão "é como se" revela 
a possibilidade de proximidade dos tubarões leva à suposição de um perigo próximos para os homens. 
 
7. e 
O objetivo da seção de carta ao leitor é promover um debate acerca de uma determinada reportagem, 
possibilitando uma série de questionamentos acerca do foco da reportagem. Simultaneamente, o leitor-
redator toma a liberdade de argumentar favoravelmente a outras ideias ou lançar novas ideias que podem 
interessar ao leitor. 
 
8. e 
O 3º quadrinho deixa clara a intenção do personagem em elaborar um discurso para convencer Branca 
a maçã, quando, além da fruta, também é lhe oferecido um celular por um preço baixo. 
 
9. a 
O termo "senhor" utilizado na carta explicita certo afastamento entre os participantes da conversa, 
comprovado no trecho: "Essa palavra, "senhor", no meio de uma frase ergueu entre nós um muro frio e 
triste.". 
 
10. 
 
 
 
P
o
r.
 
Por. 
 
Professor:Eduardo Valladares 
Monitor: Rodrigo Pamplona 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P
o
r.
 
 
Orações Período Composto 
(coordenadas) 
29 
mai 
 
RESUMO 
 
 
Orações coordenadas 
 
As orações se relacionam por dependência ou independência sintática. São independentes as 
coordenadas, isto é, elas não possuem termos sob forma oracional. 
 
As orações coordenadas se classificam em: 
 
 
1 Assindéticas: Não apresentam conjunção. 
Obs: também 
 
 
Obs: Síndeto é sinônimo para conjunção. 
 
2 - Sindéticas 
 
De acordo com o tipo de conjunção que as introduz, as orações coordenadas sindéticas podem 
ser: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas ou explicativas. 
 
I. Aditivas: 
 
Oração A + oração B 
 
O menino chegou [ E foi tomar banho.] 
 
 
Ex: Nas dificuldades, os falsos amigos não ajudam NEM aparecem. 
 
II. Adversativas 
 
Oração A X oração B 
Todos são interessados, [mas só alguns se esforçam mesmo.] 
 
 
Ex: Estudou muito E não passou. 
 
III. Alternativas: 
 
Oração A (Oração B) 
 
[Ora os políticos dizem uma coisa], [ora dizem outra.] 
 
IV. Conclusivas 
 
Oração A -> Oração B 
 
O dia amanheceu ensolarado; logo as praias estarão lotadas. 
 
 
 
P
o
r.
 
V. Explicativas 
 
Oração A ? -> Oração B 
 
Nossa avó perdera a memória, [pois contava o mesmo caso toda semana.] 
 
imperativo. 
Ex: 
Some daqui, que isso não é de tua conta! 
 
EXERCÍCIOS 
 
 
1. No período "Penso, logo existo", oração em destaque é: 
a) coordenada sindética conclusiva 
b) coordenada sindética aditiva 
c) coordenada sindética alternativa 
d) coordenada sindética adversativa 
e) n.d.a 
 
2. Colocando- -se 
a) um período composto por coordenação, uma oração sindética, outra assindética, um verbo 
transitivo e outro intransitivo; 
b) um período composto por subordinação e dois verbos transitivos; 
c) um período composto por coordenação, duas orações assindéticas, um verbo transitivo e outro 
intransitivo; 
d) um período simples, uma oração absoluta e dois verbos intransitivos; 
e) um período misto, com duas orações, um verbo transitivo direto e outro indireto. 
 
3. Considere a seguinte afirmação de Heráclito de Éfeso (2500 a. C.) para responder a esta questão: 
 
I. A afirmação constitui-se de um período composto por coordenação. 
II. A afirmação constitui-se de um período composto por subordinação. 
 
 
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente o item III está correto. 
b) Somente o item II está correto. 
c) Somente os itens I e III estão corretos. 
d) Somente os itens II e III estão corretos. 
e) Todos os itens estão corretos. 
 
4. Observe os períodos adiante, diferentes quanto à pontuação. 
- Adoeci logo; não me tratei. 
- Adoeci; logo não me tratei. 
A observação atenta desses períodos permite dizer que: 
a) No primeiro, LOGO é um advérbio de tempo; no segundo, uma conjunção causal. 
b) No primeiro, LOGO é uma palavra invariável; no segundo, uma palavra variável. 
c) No primeiro, as orações estão coordenadas sem a presença de conjunção; na segunda, com a 
presença de uma conjunção conclusiva. 
d) No primeiro, as orações estão coordenadas com a presença de conjunção; na segunda, sem 
conjunção alguma. 
e) No primeiro, a segunda oração indica alternância; no segundo, a segunda oração indica 
consequência. 
 
 
P
o
r.
 
 
5. A frase Contudo, não a minha vontade, mas a tua seja feita! contém dois conectivos adversativos. O 
conectivo mas estabelece coesão entre a oração a tua [vontade] seja feita e a oração não [seja feita] a 
minha vontade. O conectivo contudo estabelece coesão entre 
a) a oração implícita [se não queres] e a oração não [seja feita] a minha vontade. 
b) a oração se queres e a oração não [seja feita] a minha vontade. 
c) a oração afasta de mim este cálice! e a oração a tua [vontade] seja feita. 
d) a oração implícita [se não queres] e a oração a tua [vontade] seja feita. 
e) a oração a tua [vontade] seja feita e a oração não [seja feita] a minha vontade. 
 
6. Assinale a opção em que o período não é construído de orações coordenadas. 
a) 
ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essenci 
b) 
c) -se numa das últimas mesas de 
 
d) 
e) -se a comê- 
 
7. Em relação à classificação das orações coordenadas sindéticas destacadas, assinale a alternativa 
incorreta. 
a) Ela não só foi a primeira, mas também foi a mais aplaudida. (aditiva) 
b) Fale agora ou permanecerá calado para sempre. (conclusiva) 
c) Eu queria convencê-lo, mas os argumentos não foram suficientes. (adversativa) 
d) Cumprimente-o, pois hoje venceu mais uma etapa de sua vida. (explicativa) 
 
8. Assinale a alternativa que contém uma coordenativa conclusiva: 
a) Sérgio foi bom filho; logo será um bom pai. 
b) Os meninos ora brigavam, ora brincavam. 
c) Jaime trabalha depressa, contudo produz pouco. 
d) Os cães mordem, não por maldade, mas por precisarem viver. 
e) Adão comeu a maçã, e nossos dentes até hoje doem. 
 
9. Dentre os períodos transcritos abaixo, um é composto por coordenação e contém uma oração 
coordenada sindética adversativa. Assinalar a alternativa correspondente a esse período. 
a) A frustração cresce e a desesperança não cede. 
b) O que dizer sem resvalar para o pessimismo, a crítica pungente ou a auto-absolvição? 
c) É também ocioso pensar que nós, da tal elite, temos riqueza suficiente para distribuir. 
d) Sejamos francos. 
e) Em termos mundiais somos irrelevantes como potência econômica, mas ao mesmo tempo 
extremamente representativos como população. 
 
10. Assinale a alternativa correspondente à frase em que ocorre uso incorreto de conjunção. 
a) O homem criou a máquina para facilitar sua vida, e contudo ela correspondeu a essa expectativa. 
b) Diga-lhe que abra logo a porta, que eu estou com pressa. 
c) Ele tinha todas as condições para representar bem os colegas; nem todos lhe reconheciam os 
méritos, porém. 
d) O problema é que ainda não se sabe se ele agiu conforme as normas da empresa. 
e) Ao perceber o que tinham feito com seus livros, gritou que parecia um louco. 
 
11. Assinale a alternativa incorreta com relação a este fragmento da letra da música Verdade chinesa - 
texto de Carlos Colla e Gilson. 
 
 
 
P
o
r.
 
 
Toma um copo, dá um tempo, que a tristeza vai passar 
Deixa, pra amanhã tem muito tempo 
O que vale é o sentimento 
 
(http://emilio-santiago.letras.terra.com.br/letras/45703) 
 
a) Os dois primeiros versos são compostos exclusivamente por orações coordenadas assindéticas. 
b) s vezes no texto. No segundo verso é uma conjunção coordenativa; já 
no quinto verso é um pronome relativo. 
c) A primeira oração do segundo verso consiste numa metonímia. 
d) 
e) Os verbos sentar, tomar, dar e deixar aparecem flexionados na segunda pessoa do singular, no 
modo imperativo afirmativo e configuram, deste modo, o uso da função apelativa da linguagem. 
 
12. Pastora de nuvens, fui posta a serviço por uma campina 
tão desamparada que não principia nem também termina, 
e onde nunca é noite e nunca madrugada. 
 
(Pastores da terra, vós tendes sossego, que olhais para o 
sol e encontrais direção. Sabeis quando é tarde, sabeis 
quando é cedo. Eu, não.) 
Cecilia Meireles 
 
Esse trecho faz parte de um poema de Cecília Meireles, intitulado Destino, uma espécie de profissão 
de fé da autora. O conjunto das duas orações coordenadas que compõem o segundo verso da segunda 
estrofe que olhais para o sol e encontrais direção tem sentido 
a) explicativo. 
b) comparativo. 
c) condicional. 
d) concessivo. 
e) temporal. 
 
QUESTÃO CONTEXTO 
 
 
Comente que recurso linguístico contribui para a construção do efeito de humor do meme abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P
o
r.
 
 
GABARITO 
 
 
Exercícios 
1. a 
coordenada que ela introduz também o é.2. a 
assindética (Fecho a casa); A segunda, sindética (E saio devagar). 
 
3. c 
A afirmação que se faz em II está errada, pois não há orações subordinadas, mas sim coordenadas 
 
4. c 
é conjunção coordenativa conclusiva. 
 
5. a 
A passagem bíblica possui vários termos que estão elípticos. Revelando-os, teríamos: Pai, se queres, 
afasta de mim este cálice! [Se não queres], contudo, não [seja feita] a minha vontade, mas a tua [vontade] 
 
 
6. c 
- 
 
7. b 
Trata- 
 
8. a 
é a única que apresenta uma oração coordenada sindética encabeçada por conjunção 
conclusiva. 
 
9. e 
 
 
10. a 
 
 
11. a 
Nos dois primeiros versos há uma série de orações e nenhuma delas apresenta conjunção. 
 
12. a 
As orações em questão têm um valor explicativo, pois justificam a afirmação anterior (a de que os pastores 
da terra têm sossego). Para corroborar essa interpretação, basta perceber que a conjunção que as 
introduz pode ser substituída por explicativas como pois, porque etc. 
 
Questão Contexto 
O efeito de humor do meme é causado pela quebra de expectativa do leitor. Linguisticamente, essa quebra 
, que ao introduzir uma ideia contrária à anterior, faz com que o autor se 
contradiga. 
 
 
P
o
r.
 
Por. 
 
Professor: Fernanda Vicente 
Monitor: Rodrigo Pamplona 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P
o
r.
 
 
Período composto por subordinação 
(subordinadas substantivas) 
29 
mai 
 
RESUMO 
 
 
Subordinação - dependência sintática 
 
Desconheço / se eles desejavam / que viéssemos. 
 
O período acima apresenta 3 orações: 1. Desconheço: principal, pois a segunda é seu objeto direto; 2. se 
eles desejavam: subordinada substantiva objetiva direta e oração principal em relação à terceira; 3. que 
viéssemos: oração subordinada substantiva objetiva direta. 
 
Orações subordinadas Substantivas: desempenham função sintática de natureza substantiva em relação à 
principal. 
 
1. É necessário que você se apresente ao serviço amanhã. 
2. Nosso desejo era que ele desistisse. 
3. Mariana lembrou-se de que Manoel chegaria mais tarde. 
4. Tenho certeza de que não há esperanças. 
5. Fernanda tinha um grande sonho: que o dia do seu casamento chegasse. 
6. Os funcionários não sabiam que era dia de despedimentos. 
 
As orações grifadas funcionam, respectivamente, como sujeito, predicativo, objeto indireto, complemento 
nominal, aposto e objeto direto de uma oração principal. 
 
Observações: 
 
I. As orações subordinadas têm um único tipo de conectivo: as conjunções integrantes QUE e SE. Ex.: 
 
Talvez ele saiba [que/se vai haver aula amanhã]. 
 
II. Mesmo as apositivas podem ser introduzidas por conjunção integrante. Ex.: 
 
Necessito de uma coisa: [(que) estudes]. 
 
III. Admite-se a omissão da conjunção integrante por questão de estilo (principalmente nas subjetivas e 
objetivas, quando o verbo da oração principal exprime desejo, ordem ou pedido). Ex.: 
 
Queira Deus [voltemos em segurança]. 
 
EXERCÍCIOS 
 
 
1. Dario vinha apressado, o guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminuiu o 
passo até parar, encostando-se à parede de uma casa. Foi escorregando por ela, de costas, sentou-se 
na calçada, ainda úmida da chuva, e descansou no chão o cachimbo. 
Dois ou três passantes rodearam-no, indagando se não estava se sentindo bem. Dario abriu a boca, 
moveu os lábios, mas não se ouviu resposta. Um senhor gordo, de branco, sugeriu que ele devia sofrer 
de ataque. 
 
Estendeu-se mais um pouco, deitado agora na calçada, o cachimbo a seu lado tinha apagado. Um 
rapaz de bigode pediu ao grupo que se afastasse, deixando-o respirar. E abriu-lhe o paletó, o colarinho, 
 
 
P
o
r.
 
a gravata e a cinta. Quando lhe retiraram os sapatos, Dario roncou pela garganta e um fio de espuma 
saiu do canto da boca. 
Cada pessoa que chegava se punha na ponta dos pés, embora não pudesse ver. Os moradores da rua 
conversavam de uma porta à outra, as crianças foram acordadas e vieram de pijama às janelas. O senhor 
gordo repetia que Dario sentara-se na calçada, soprando ainda a fumaça do cachimbo e encostando o 
guarda-chuva na parede. Mas não se via guarda-chuva ou cachimbo ao lado dele. 
 
Uma velhinha de cabeça grisalha gritou que Dario estava morrendo. Um grupo transportou-o na 
direção do táxi estacionado na esquina. Já tinha introduzido no carro metade do corpo, quando o 
motorista protestou: se ele morresse na viagem? A turba concordou em chamar a ambulância. Dario 
foi conduzido de volta e encostado à parede - não tinha os sapatos e o alfinete de pérola na gravata. 
(Dalton Trevisan) 
 
 "(1) Cada pessoa / (2) que chegava, / (1) se punha na ponta dos pés, / (3) embora não pudesse ver." Há 
no texto três orações, e estão numeradas. A primeira - CADA PESSOA SE PUNHA NA PONTA DOS PÉS 
- chama-se: 
a) absoluta 
b) principal 
c) coordenada assindética 
d) coordenada sindética 
e) subordinada 
 
2. de onde te conheço 
a) substantiva predicativa; 
b) adjetiva restritiva; 
c) substantiva subjetiva; 
d) substantiva objetiva indireta; 
e) substantiva objetiva direta. 
 
3. Marque a alternativa que contenha oração subordinada de mesma classificação da oração subordinada 
presente na frase a seguir: A solução é que você desista logo. 
a) Que ele volte é bom. 
b) A única alternativa era que ele voltasse para casa. 
c) Não me esqueço de que fiz muito bem para você. 
d) Não imaginava que isso causaria tanto problema em nossa relação. 
 
4. uma vez que o Brasil adquiriu autossuficiência na 
produção de bens como papel-imprensa ração grifada no período acima tem valor: 
a) condicional; 
b) conclusivo; 
c) concessivo; 
d) conformativo; 
e) causal. 
 
5. que a ventania queria levar a cidade 
a) substantiva objetiva direta. 
b) substantiva subjetiva. 
c) adjetiva explicativa. 
d) substantiva predicativa. 
e) substantiva completiva nominal.. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P
o
r.
 
6. Marque a opção que contém oração subordinada substantiva completiva nominal: 
a) "Tanto eu como Pascoal tínhamos medo de que o patrão topasse Pedro Barqueiro nas ruas da 
cidade." 
b) "Era preciso que ninguém desconfiasse do nosso conluio para prendermos o Pedro Barqueiro." 
c) "Para encurtar a história, patrãozinho, achamos Pedro Barqueiro no rancho, que só tinha três 
divisões: a sala, o quarto dele e a cozinha." 
d) "Quando chegamos, Pedro estava no terreiro debulhando milho, que havia colhido em sua 
rocinha, ali perto." 
e) "Pascoal me fez um sinalzinho, eu dei a volta e entrei pela porta do fundo para agarrar o Barqueiro 
pelas costas." 
 
7. No período "Todos tinham certeza de que seriam aprovados", a oração destacada é: 
a) substantiva objetiva indireta 
b) substantiva completiva nominal 
c) substantiva apositiva 
d) substantiva subjetiva 
e) n.d.a 
 
8. Em que alternativa, a oração subordinada não que vocês 
escrevam uma composição 
 
- 
 
 
 
9. A mãe ficou à janela na esperança de que o filho voltasse para casa. A oração em destaque é: 
a) subordinada substantiva subjetiva. 
b) subordinada substantiva completiva nominal. 
c) subordinada substantiva predicativa. 
d) substantiva objetiva direta 
e) substantiva objetiva indireta 
 
10. 
classifica como: 
a) coordenada sindética adversativa; 
b) principal; 
c) subordinada substantiva objetiva direta; 
d) subordinada adverbial comparativa; 
e) subordinada substantiva subjetiva. 
 
11. Se o penhor dessa igualdade 
Conseguimos conquistar com braço forte, 
Em teu seio, ó Liberdade, 
Desafia o nosso peito a própria morte! 
- Mas, se ergues da justiça a clava forte, 
Verás que um filho teu não foge à luta, 
Nem teme, quem te adora, a própria morte, 
 
-se, respectivamente, como: 
a) principal, subordinada substantiva subjetiva, subordinada adjetiva restritiva; 
b) principal, subordinadaadverbial temporal, subordinada substantiva objetiva direta; 
c) principal, subordinada substantiva objetiva direta, subordinada substantiva subjetiva; 
d) coordenada assindética, subordinada substantiva objetiva direta, subordinada substantiva 
apositiva. 
 
 
P
o
r.
 
 
12. Marque a alternativa que contém oração subordinada substantiva completiva nominal. 
a) 
b) -me a desagradável impressão de que todo mundo 
c) - 
d) 
 
e) um sol radioso varava as nuvens e caía sobre a rua, enchendo tudo de luz, 
 
 
13. Assinale o único exemplo em que não ocorre oração subordinada substantiva subjetiva: 
a) 
b) 
 
c) -se acostumado, mas seria mais agradável dormirem numa cama de 
 
d) 
 
e) usa dos bens da matéria é mister que paire a força 
 
 
QUESTÃO CONTEXTO 
 
 
Leia a tirinha a seguir e reponda: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
a) Classifique a oração presente no primeiro quadrinho da tirinha. 
b) Explique no que consiste o humor da tirinha. 
 
 
 
 
P
o
r.
 
 
GABARITO 
 
 
Exercícios 
 
1. b 
A oração principal é aquela que tem pelo menos um de seus termos sob forma oracional. Nesse caso, 
 
 
2. e 
cabeçada por preposição. Trata-se de uma oração 
subordinada substantiva objetiva indireta. 
 
3. b 
 
 
4. e 
A dependência operacional está reduzida POR CAUSA da autossuficiência do Brasil na [...]. 
 
5. b 
 
 
6. d 
 
 
7. d 
 
 
8. b 
A oração em análise no enunciado é substantiva objetiva direta. A alternativa em que a subordinada não 
-
adjunto adnominal. 
 
9. d 
oração é completiva nominal. 
 
10. c 
 
 
11. c 
 
 
 oração subordinada substantiva objetiva direta; 
 Oração subordinada substantiva subjetiva , funcionanado como sujeito (Quem te adora 
nem teme a própria morte). 
 
12. b 
 
 
13. b 
Todo escritor [sujeito] reage[verbo] contra os mais velhos [objeto indireto] - oração principal 
 
 
P
o
r.
 
que surge [oração subordinada adjetiva restritiva] 
mesmo que o não perceba [adjunto adverbial], 
e ainda que os admire. [coordenada sindética aditiva em relação a anterior] 
 
 
Questão Contexto 
 
a) Or. Sub. Subst. Subjetiva. Pois exerce a função de sujeito da oração principal. 
b) O camaleão muda de cor e o outro animal não percebe, continuando a perguntar.

Outros materiais