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NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
PRINCÍPIOS: 
SUPRA 
EXPLÍCITOS - art. 37 da CF/88 
IMPLÍCITOS – Processo Administrativo Federal 
 
 
 
 
 
1 Edvaldo 
 
A IMPORTÂNCIA DOS PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS 
▪ O Direito Administrativo brasileiro não é codificado. 
▪ Por isso, as funções sistematizadora e unificadora de leis, em 
outros ramos desempenhadas por códigos, no Direito 
Administartivo cabem aos princípios. 
 
DEFINIÇÃO 
▪ São regras que a doutrina identifica como condensadoras dos 
“valores fundamentais de um sistema”. 
▪ Mandamento nuclear de um sistema, verdadeiro alicerce dele, 
disposição fundamental que se irradia sobre diferentes 
normas, compondo-lhes a tônica que lhe dá sentido harmônico” 
(Celso Antônio Bandeira de Mello). 
 
VIOLAR UM PRINCÍPIO 
▪ É muito mais grave do que violar uma norma. 
▪ É a mais grave forma de ilegalidade ou inconstitucionalidade. 
 
 
Vamos estudar este tópico da seguinte forma: 
 
1. Supraprincípios do Direito Administrativo. 
1.1. Da Supremacia do Interesse Público sobre o Privado. 
1.2. Da Indisponibilidade do Interesse Público. 
 
2. Princípios Constitucionais do Direito Administrativo. 
2.1. Legalidade. 
2.2. Impessoalidade. 
2.3. Moralidade. 
2.4. Publicidade. 
2.5. Eficiência. 
 
3. Principios Infraconstitucionais. 
3.1. Da Autotutela. 
3.2. Da Obrigatória Motivação. 
3.3. Da Finalidade. 
3.4. Da Razoabilidade. 
3.5. Da Proporcionalidade. 
3.6. Da Responsabilidade. 
3.7. Da Segurança Jurídica. 
3.8. Da Boa Administração. 
3.9. Do Controle Judicial ou da Sindicabilidade. 
3.10. Da Continuidade do Serviço Público e da Obrigatoriedade 
da Função Administrativa. 
3.11. Da Descentralização ou Especialidade. 
3.12. Da Presunção de Legitimidade. 
3.13. Da Isonomia. 
3.14. Da Hierarquia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTERESSE PÚBLICO 
▪ É o interesse resultante do conjunto dos interesses que os 
indivíduos pessoalmente têm quando considerados em sua 
qualidade de membros da Sociedade e pelo simples fato de o 
serem. 
 
DEFINIÇÃO 
▪ São os princípios centrais dos quais derivam todos os demais 
princípios e normas do Direito Administrativo. 
 
A existência desses 02 (dois) é reflexo de uma dualidade 
permanente no exercício da “Função Administrativa”: 
 
Supremacia do 
Interesse Público 
Indisponibilidade do 
Interesse Público 
Os Poderes da 
Administração Pùblica 
Direitos dos 
Administrados 
 
 
 
 
 
A “Supremacia do Interesse Público sobre o Privado” – também 
chamada simplesmente de – “Interesse Público” – ou - “Finalidade 
Pública” – “PRINCÍPIO IMPLÍCITO” na atual ordem jurídica, 
significa que os interesses da coletividade são mais importantes 
que os “Interesses Individuais”, razão pela qual a Adminitração, 
como defensora dos interesses públicos, recebe da lei “Poderes 
Especiais” não extensivos aos particulares. 
 
A noção deste princípio está presente no momento: 
▪ da elaboração da lei; 
▪ da aplicação da lei pela Administração Pública. 
 
São exemplos: 
 
Desapropriação 
Possibilidade de transformar 
compulsoriamente propriedade 
privada em pública. 
 
 
Requisição de Bens 
Autorização para usar propriedade 
privada em situações de iminente 
perigo público. 
Ex.: convocação de mesários para 
eleição. 
Atos Administrativos Presunção de legitimidade. 
Impenhorabilidade Dos bens públicos. 
 
Poder de Polícia 
Possibilidade do exercício, pelo 
Estado, do poder de polícia sobre 
particulares. 
 
São também desdobramentos da supremacia do interesse público 
sobre o privado a “Imperatividade”, a “Exigibilidade” e a 
“Executoriedade” dos atos administrativos, assim como o “Poder 
de Autotutela” de que a Administração Pública é revestida para 
anular e revogar seus próprios atos sem necessidade de 
autorização judicial. 
 
4. DOS PRINCÍPIOS 
 
01. SUPRAPRINCÍPIOS 
 
1.1. PRINCÍPIO DA SUPREMACIA 
DO INTERESSE PÚBLICO 
 
 
2 Edvaldo 
 
Os Agentes Públicos – não são donos do interesse por ele 
definido. 
 
Assim, no exercício da “Função Administrativa” os agentes 
públicos estão obrigados a atuar, não segundo sua própria vontade, 
mas do modo determinado pela legislação. 
 
 
CONCLUINDO 
 
Todos os princípios do Direito Administrativo são 
desdobramentos da supremacia do interesse público e da 
indisponibilidade do interesse público. 
 
Tecnicamente seria mais correto dizer que os princípios 
administrativos, por representarem limitações ao poder estatal, 
decorrem diretamente da indisponibilidade do interesse público, e 
não as supremacia. 
 
Estes princípios conferem: 
 
De um lado De outro lado 
Prerrogativas Suspeições ou Restrições 
De autoridade aos sujeitos da 
Administração. 
A estes mesmos. 
 
 
Essas prerrogativas: 
▪ Só podem ser empregadas legitimamente para satisfazer os 
interesses públicos. 
▪ E não para atender os interesses ou conveniências tão-somente 
do aparelho estatal e muito menos dos Agentes Públicos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Chamados também de princípios “EXPLÍCITOS” ou 
“EXPRESSOS”, estão diretamente previstos na Constituição 
Federal. 
 
O dispositivo constitucional que trata dos princípios 
administrativos é o art. 37, caput, da CF/88: 
 
A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes 
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios 
obedecerá aos princípios da legalidade, impessoalidade, 
moralidade, publicidade e eficiência. 
 
 
Princípios EXPRESSOS - LIMPE 
 
L Legalidade 
I Impessoalidade 
M Moralidade 
P Publicidade 
E Eficiência 
 
O rol de princípios constitucionais do Direito Administrativo não 
se esgota no art. 37, caput. 
 
 
Outros princípios EXPRESSOS na CF/88 – especialmente em 
provas do Cespe: 
 
Artigos Princípio 
37, § 3º Participação 
5º, LXXVIII Celeridade Processual 
5º, LIV Devido Processo Legal Formal e Material 
5º, LV Contraditório 
5º, LV Ampla Defesa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1.2. INDISPONIBILIDADE 
DO INTERESSE PÚBLICO 
 
02. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS 
DO DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
PRINCÍPIOS EXPLÍCITOS 
 
 
3 Edvaldo 
 
Como decorrência da indisponibilidade do interesse público, a 
atividade administrativa só pode ser exercida em conformidade 
absoluta com a lei. 
 
É uma exigência que decorre do Estado de Direito, ou seja, da 
submissão do Estado ao império da ordem jurídica. 
 
Assim, é fundamento do Estado Democrático de Direito, tendo 
por fim combater o poder arbitrário do Estado, na medida em que 
os conflitos devem ser resolvidos pela lei e não por meio da força. 
 
O exercício da “Função Administrativa” não pode ser pautado pela 
vontade da Administração ou dos agentes públicos, mas deve 
obrigatoriamente respeitar a “vontade da lei”. 
 
De acordo com o magistério de Hely Lopes Meirelles: 
➢ As LEIS ADMINISTRATIVAS são, normalmente, de ordem 
pública e seus preceitos não podem ser descumpridos, nem 
mesmo por acordo ou vontade conjunta de seus aplicadores e 
destinatários, uma vez que contêm verdadeiros poderes-
deveres, irrelegáveis pelos agentes públcos. 
 
O princípio da legalidade é o mais importante princípio específico 
do Direito Administrativo. 
 
Dele derivam vários outros, tais como: 
 
 
 
 
Princípio da 
RAZOABILIDADE 
 
▪ Um ato administrativo afrontoso à 
razoabilidade não é apenas censurável 
perante a Ciência da Administração. E 
também “Inválido”, pois não se poderia 
considerá-lo confortado pela finalidade 
da lei. 
 
➢ Por ser inválido, é cabível sua 
fulminação pelo Poder Judiciário a 
requerimento dos interessados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Princípio da 
PROPORCIONA- 
LIDADE 
 
▪ A providência administrativa “mais 
extensa ou mais intensa” do que o 
requerido para atingir o interesse público 
insculpido na regra aplicanda é “inválida”, 
porconsistir em um transbordamento da 
finalidade legal. 
 
➢ O Judiciário deverá “anular” os atos 
administrativos incursos neste vício 
ou, quando possível, fulminar apenas 
aquilo que seja caracterizável como 
excesso. 
 
Utilizado habitualmente para aferir a 
legitimidade das restrições de direito, “o 
princípio da proporcionalidade e da 
razoabilidade” consubstancia, em essência, 
uma pauta de natureza axiológica que emana 
diretamente das ideias de justiça, equidade, 
bom senso, prudência, moderação, justa 
medida, proibição do exesso, direito justo e 
valores afins. 
 
 
 
 
Princípio da 
MOTIVAÇÃO 
 
▪ Impõe à Administração Pública o dever 
de expor as razões de direito e de fato 
pelas quais tomou a providência 
adotada. 
▪ Cumpre-lhe fundamentar o ato que 
haja praticado justificando as razões 
que lhe serviram de apoio para expedi-
lo. 
▪ A ausência de “motivação” faz o “ato 
inválido” sempre que sua enunciação, 
prévia ou contemporânea à emissão do 
ato, seja requisito indispensável para 
proceder-lhe a tal averiguação. 
 
 
 
CONCEITO 
➢ A Administração só pode praticar as condutas autorizadas em 
lei. 
 
Legalidade – em sentido: 
NEGATIVO POSITIVO 
Primazia da Lei Reserva Legal 
Enuncia que os atos 
administrativos não podem 
contrariar a lei. 
Preceitua que os atos 
administrativos só podem ser 
praticados mediante 
autorização legal, 
disciplinando temas 
anteriormente regulados pelo 
legislador. 
Trata-se de uma consequência 
da posição de superioridade 
que, no ordenamento, a lei 
ocupa em relação ao ato 
administrativo. 
 
 
 
TRÍPLICE FUNDAMENTO CONSTITUCIONAL 
 
O princípio da legalidade encontra fundamento em 03 (três) 
dispositivos diferentes na CF/88: 
 
art. 5º - II 
Ninguém será obrigado a fazer ou deixar 
de fazer alguma coisa senão em virtude 
de lei”. 
 
 
 
 
 
art. 37, 
caput 
A “Legalidade”, como princípio de 
Administração, significa qie o 
“Administrador Público” está, em toda a 
sua atividade funcional, sujeito aos 
mandamentos da lei e às exigências do 
bem comum, e deles, não se pode afastar 
ou desviar, sob pena de praticar “Ato 
Inválido” e expor-se a responsabilidade – 
disciplinar, civil e criminal – conforme o 
caso. 
 
 
 
art. 84, IV 
Compete privtivamente ao Presidente da 
República sancionar, promulgar e fazer 
publicar as leis, bem como expedir 
decretos e regulamentos para sua fiel 
execução. 
 
 
2.1. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 
 
 
4 Edvaldo 
BLOCO DA LEGALIDADE E PRINCÍPIO DA JURIDICIDADE 
 
O Princípio da legalidade não se reduz ao simples cumprimento da 
lei em sentido estrito. 
 
A Lei nº 9.784/99 (Lei do Processo Administrativo), no art. 2º, 
parágrafo único – I, define a legalidade como o dever de “atuação 
conforme a Lei e o Direito” 
 
Significa dizer que as regras vinculantes da atividade 
administrativa emanam de 04 (quatro) veículos normativos: 
1. Constituição Federal – incluindo Emendas Constitucionais. 
2. Constituições Estaduais e Leis Orgânicas. 
3. Medidas Provisórias. 
4. Tratados e Convenções Internacionais. 
5. Costumes. 
6. Atos Administrativos Normativos, como: Decretos e 
Regimentos Internos. 
7. Decretos Legislativos e Resoluções (art. 59 da CF). 
8. Princípios Gerais do Direito. 
 
 
EXCEÇÕES À LEGALIDADE 
 
Celso Antônio Bandeira de Mello, a CF/88 prevê 03 (três) 
insititutos que alteram o funcionamento regular do princípio da 
legalidade por meio da outorga de poderes jurídicos inexistentes 
em situações de normalidade: 
1. A Medida Provisória (art. 62 da CF). 
2. O Estado de Defesa (art. 136 da CF). 
3. O Estado de Sítio (art. 137 a 139 da CF). 
 
 
 
➢ No art. 37 da CF o legislador fala também da impessoalidade. 
➢ No campo do Direito Administrativo esta palavra foi uma 
novidade. 
➢ O legislador não colocou a palavra finalidade. 
 
Surgiram 02 (duas) correntes para definir “impessoalidade”: 
1. Impessoalidade relativa aos ADMINISTRADOS. 
2. Impessoalidade relativa à Administração. 
 
Impessoalidade relativa aos ADMINISTRADOS: 
▪ Segundo esta corrente, a Administração só pode praticar atos 
impessoais se tais atos vão propiciar o bem comum (a 
coletividade). A explicação para a impessoalidade pode ser 
buscada no próprio texto Constitucional através de uma 
interpretação sistemática da mesma. 
▪ Por exemplo, de acordo com o art. 100 da CF, “à exceção 
dos créditos de natureza alimentícia, os pagamentos devidos 
pela Fazenda .....far-se-ão na ordem cronológica de 
apresentação dos precatórios ..” . Não se pode pagar fora 
desta ordem, pois, do contrário, a Administração Pública 
estaria praticando ato de impessoalidade. 
________________________________________________ 
 
 
 
Impessoalidade relativa à ADMINISTRAÇÃO: 
▪ A atividade da Administração Pública é imputada à pessoa 
jurídica, jamais a pessoa física dos gestores públicos. 
▪ A atuação dos agentes públicos é imputado ao Estado, 
significando um agir impessoal da Administração. 
▪ Assim, as realizações não devem ser atribuídas à pessoa 
jurídica estatal a que estiver ligado. 
▪ Em regra, a responsabilidade pela reparação de danos causados 
no exercício regular da função administrativa é do Estado, e 
não do agente que realizou a conduta. 
▪ Esse princípio deve ser entendido para excluir a promoção 
pessoal de autoridade ou serviços públicos sobre suas relações 
administrativas no exercício de fato, pois, de acordo com os 
que defendem esta corrente, os atos são dos órgãos e não dos 
agentes públicos. 
 
 
Esse princípio, além de expressa previsão constitucional (CF/88, 
art. 37, capu), aparece implicitamente no art 2º, parágrado 
único, III, da Lei nº 9.784/99, segundo o qual, nos “Processos 
Administrativos” serão observados os critérios de: 
 
➢ Objetividade no atendimento de interesse público, vedada a 
promoção pessoal de agentes e autoridades”. 
➢ Estabelece um dever de “imparcialidade” na defesa do 
interesse público, impedindo discriminações (perseguições) e 
privilégios (favoritismo) indevidamente dispensados a 
particuares no exercício da função administrativa. 
 
 
A própria Constituição, no §1º do art. 37, estabelece que: 
➢ A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e 
campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, 
informativo ou de orientação social, dela não podendo constar 
nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção 
pessoal de autoridades ou servidores públicos. 
 
Com isso, busca-se evitar que gestores públicos se utilizem da 
estrutura da Administração Pública para promoção pessoa. 
 
 
Princípio da FINALIDADE 
 
▪ É o clássico princípio da finalidade, o qual impõe ao 
administrador público que só pratique o ato para seu fim legal. 
▪ Relacionado com a impessoalidade relativa à Administração, 
este princípio orienta que as normas administrativas tem que 
ter sempre como objetivo o interesse público. 
▪ Assim, se o agente público pratica atos em conformidade com 
a lei, encontra-se, indiretamente, com a finalidade, que está 
embutida na própria norma. Por exemplo, em relação à 
finalidade, uma reunião, um comício ou uma passeata de 
interesse coletivo, autorizadas pela Administração Pública, 
poderão ser dissolvidas, se se tornarem violentas, a ponto de 
causarem problemas à coletividade (desvio da finalidade). 
▪ Nesse caso, quem dissolve a passeata, pratica um ato de 
interesse público da mesma forma que aquele que a autoriza. O 
desvio da finalidade pública também pode ser encontrado nos 
casos de desapropriação de imóveis pelo Poder Público, com 
finalidade pública, através de indenizações ilícitas. 
 
2.2. IMPESSOALIDADE 
 
 
5 Edvaldo 
 
A CF/88, de forma inédita, exaltou a moralidade jurídico-
administrativa como importante princípio reitor da Administração 
Pública. 
 
Segundo Maurice Hauriou, sistematizador deste princípio na 
França, em 1917, a “moralidadeadministrativa” – é um conjunto 
de regras de conduta tiradas da boa e útil disciplina interna da 
Administração. 
 
 
MORALIDADE ADMINISTRATIVA 
➢ É um conjunto de valores ÉTICOS que fixam um “padrão de 
conduta” que deve ser necessariamente observado pelos 
agentes públicos como condição para uma “honesta, proba e 
integra gestão da coisa pública”, de modo a impor que estes 
agentes atuem no desempenho de suas funções com retidão de 
“caráter, decência, lealdade, decoro e boa-fé”. 
 
 
CONTEÚDO JURÍDICO DA 
MORALIDADE ADMINISTRATIVA 
 
O Texto Constitucional de 1988, em pelo menos 03 (três) 
oportunidades, impõe aos “Agentes Públicos” o dever de 
observância da “moralidade administrativa”. 
 
 
 
Art. 5º, LXXIII 
Autorizandoo a propositura de “Ação 
Popular” – contra ato (administrativo) 
lesivo ao patrimônio público ou de 
Entidade de que o Estado particípe – 
moralidade administrativa. 
 
 
Art. 37, caput 
Elenca a “moralidade” como “princípio 
fundamental” aplicável à 
Administração Pública. 
 
 
Art. 85, V 
Que define como “crime de 
responsabilidade do Presidente da 
República” os atos que atentarem 
contra a “Probidade Administrativa”. 
 
 
Art. 2º, PU, IV, 
da Lei nº 9.784/99 
Define a moralidade nos “Processos 
Administrativos” como um dever de 
“atuação segundo padrões éticos de 
probidade, decoro e boa-fé. 
Art. 166, da Lei 
nº 8.112/90 
Elenca como deveres dos Servidores 
Públicos ser leal às instituições que 
servir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÚMULA VINCULANTE Nº 13 DO STF - ANTINEPOTISMO 
 
NEPOTISMO 
➢ Do latim nepotis, sobrinho. 
➢ É a nomeação de parente para ocupar cargo de confiança. 
➢ Contrária à “moralidade”, “impessoalidade” e “eficiência” 
adminitrativa, a prática do nepotismo foi condenada pela 
Súmula Vinculante nº 13 do STF, de 21.08.2008. 
 
➢ A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, 
colateral ou por afinidade, até o 3º grau. 
 
 
INSTRUMENTOS PARA DEFESA DA MORALIDADE 
 
 
Ação Popular 
▪ Art. 5º, LXXIII, da CF/88 
▪ Lei nº 4.717/65. 
 
 
 
Ação Civil Pública 
de Improbidade 
Administrativa 
De legitimidade do “Ministério Público” e 
demais “pessoas jurídicas interessadas”, 
pode ser intentada contra “Ato de 
Improbidade” praticado por qualquer 
agente público, servidor ou não, contra a 
Administração Pública. 
 
 
 
 
LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – LEI nº 8.429/92 
 
Importante progresso na proteção da “Moralidade 
Administrativa”. 
 
trata das “Sanções” aplicáveis aos agentes públicos nos casos de 
“Enriquecimento Ilícito” no exercício do mandato, cargo, emprego 
ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional. 
 
 
LEI DO PROCESSO ADMINISTRATIVO – LEI nº 9.784/99 
 
Também faz referência explícita ao “Princípio da Moralidade”. 
 
Com efeito, em conformidade com o seu art. 2º, a “Administração 
Pública” obedecerá, dentre outros, aos princípios da ... moralidade 
... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.3. PRINCÍPIO DA MORALIDADE 
 
 
6 Edvaldo 
 
Este princípio vincula a Administração Pública no sentido de exigir 
uma atividade administrativa “transparente e visível aos olhos do 
cidadão”, a fim de que o “administrado tome conhecimento dos 
comportamentos administrativos do Estado”. 
 
Assim, todos os atos (administrativos) da Administração devem 
ser públicos, de conhecimento geral. 
 
 
DEFINIÇÃO (art. 2º, PU, da lei nº 9.784/99) 
➢ É o dever de “divulgação oficial dos atos administrativos” 
 
Tal princípio encarta-se num contexto geral de “livre acesso dos 
indivíduos a informações” de seu interesse e de “transparência” 
na atuação administrativa, como se pode deduzir do conteúdo de 
diversas normas constitucionais, a saber: 
 
 
 
 
Art. 5º, 
XXXIII 
Todos têm direito a receber dos órgãos 
públicos informações de seu interesse 
particular, ou de interesse coletivo ou 
geral, que serão prestadas no prazo da lei, 
sob pena de responsabilidade, 
ressalvadas aquelas cujo sigilo seja 
imprescindível à segurança da sociedade e 
do Estado. 
 
 
 
 
Art. 5º, 
XXXIV 
São a todos assegurados, 
independentemente do pagamento de 
taxas: 
a) ... 
b) A obtenção de certidões em 
repartições públicas, para defesa de 
direitos e esclarecimento de situações 
de interesse pessoal. 
 
 
 
Art. 5º, 
LXXII 
Conceder-se-á Habeas Data: 
a) Para assegurar o “conhecimento de 
informações” relativas à pessoa do 
impetrante, constantes de registros 
ou banco de dados de entidades 
governamentais ou de caráter público. 
b) Para a “retificação de dados”, quando 
não se prefira fazê-lo por processo 
sigiloso, judicial ou administrativo. 
 
 
LEI DO PROCESSO ADMINISTRATIVO - LEI Nº 9.784/99. 
 
Ao dever estatal de garantir a publicidade de seus atos, 
corresponde o direito do administrado de ter ciência da 
tramitação de “Processos Administrativos” em que tenha a 
condição de interessado, ter vista dos autos, obter “cópia de 
documentos” neles contidos e conhecer as decisões proferidas. 
(art. 3º, II). 
 
 
 
 
 
TRANSPARÊNCIA, DIVULGAÇÃO OFICIAL E PUBLICAÇÃO 
 
O princípio da publicidade engloba 02 (dois) subprincípios do 
Direito Administrativo. 
 
Pricincípio da 
Transparência 
Princípio da 
Divulgação Oficial 
Abriga o dever de prestar 
informações de interesse dos 
cidadãos e de não praticar 
condutas sigilosas. 
Exige a publicação do 
conteúdo dos atos praticados 
atentando-se para o meio da 
publicidade definido pelo 
ordenamento ou consagrado 
pela prática administrativa. 
 
 
OBJETIVOS DA PUBLICIDADE 
 
A publicidade dos “Atos Administrativos” constitui medida 
voltada ao cumprimento das seguintes finalidades: 
1. Exteriorizar a vontade da Administração Pública divulgando 
seu conteúdo para conhecimento público. 
2. Tornar exigível o conteúdo do ato. 
3. Desencadear a produção de efeitos do ato administrativo. 
4. Permitir o controle de legalidade do comportamento. 
 
 
FORMAS DE PUBLICIDADE 
 
O modo de dar-se a publicidade varia conforme o tipo de ato. 
 
Atos INDIVIDUAIS Atos GERAIS 
São aqueles dirigidos a 
destinatário certo, ou mesmo 
para atos internos, a 
publicidade é garantido pela 
simples comunicação do 
interessado. 
São aqueles dirigidos a 
destinatários indeterminados, 
a publicidade de publicação no 
Diário oficial. 
Exemplo: autorização para o 
servidor sair mais cedo. 
Exemplo: edital convocatório 
para concurso público. 
 
 
NATUREZA JURÍDICA DA PUBLICAÇÃO DOS ATOS GERAIS 
 
A corrente majoritária (Hely Lopes Meirelles) sustenta ser 
“condição de eficácia” do ato (administrativo). 
 
Assim, por exemplo, se o governador assina decreto e deixa de 
enviá-lo para publicação no Diário Oficial, o ato já existe, embora 
sem irradiar efeitos, exigindo para eventual revogação a expedição 
de um segundo decreto voltado “à extinção do primeito”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.4. PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE 
 
 
7 Edvaldo 
EXCEÇÕES À PUBLICIDADE 
 
A publicidade dos atos administrativos sofre as seguintes 
exceções: 
 
 
Nos casos de 
segurança 
nacional 
Seja ela de origem militar, econômica, 
cultural etc.. Nestas situações, os atos 
não são tornados públicos. 
 
Por exemplo, os órgãos de espionagem não 
fazem publicidade de seus atos. 
 
Nos casos de 
investigação 
policial. 
Onde o Inquérito Policial é extremamente 
sigiloso (só a ação penal que é pública). 
 
Nos casos dos 
atos internos da 
Adm.Pública. 
Nestes, por não haver interesse da 
coletividade, não há razão para serem 
públicos, 
 
 
 
NOVA LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO – LEI Nº 
12.527/2011 
 
Esta lei foi promulgada visando “regulamentar o direito 
constitucional de acesso dos cidadãos às informações públicas, 
nos termos dos arts. 5º, XXXIII; 37, § 3º, II e 216, § 2º, da 
CF/88. 
 
SEU OBJETIVO PRINCIPAL 
➢ Consisteem estabelecer requisitos mínimos para divulgação de 
informações públicas e procedimentos para o acesso por 
qualquer pessoa, a fim de favorecer o controle social e a 
melhoria da gestão pública. 
 
Importante destacar que também constitui obrigação das 
autoridades públicas assegurar a proteção da informação, 
garantindo-se a sua disponibilidade, autenticidade e integridade. 
 
Por fim, a lei estabeleceu restrições ao acesso a informações que 
coloquem em risco a segurança, classificando-as, para esse fim 
em: 
 
Ultrassecreta Secreta Reservada 
25 anos 15 anos 05 anos 
 
 Os anos como prazo máximo de sigilo contados da data de sua 
produção. 
 
 
DOS REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS 
 
Por outro lado, a Publicidade, ao mesmo tempo que inicia os atos, 
também possibilita àqueles que deles tomam conhecimento, de 
utilizarem os REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS contra eles. 
Assim, com base em diversos incisos do art. 5° da CF, o 
interessado poderá se utilizar: 
▪ Direito de Petição; 
▪ Mandado de Segurança (remédio heróico contra atos ilegais 
envoltos de abuso de poder); 
▪ Ação Popular; 
▪ Habeas Data; 
▪ Habeas Corpus. 
A PUBLICIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS 
 
▪ É feita tanto na esfera federal (através do Diário Oficial 
Federal) como na estadual (através do Diário Oficial Estadual) 
ou municipal (através do Diário Oficial do Município). Nos 
Municípios, se não houver o Diário Oficial Municipal, a 
publicidade poderá ser feita através dos jornais de grande 
circulação ou afixada em locais conhecidos e determinados 
pela Administração. 
 
Por último, a Publicidade deve ter objetivo educativo, informativo 
e de interesse social, não podendo ser utilizados símbolos, imagens 
etc. que caracterizem a promoção pessoal do Agente 
Administrativo. 
 
 
 
Acrescentado no art. 37, caput, da CF/88 pela Emenda 
Constitucional nº 19/98, o princípio da eficiência foi um dos pilares 
da Reforma Administrativa que procurou implementar o modelo de 
Administração Pública Gerencial voltada para um controle de 
Resultados na atuação estatal. 
 
Este princípio trouxe para a Administração Pública o dever 
explícito de “boa administração” para a realização de suas 
atribuições com “rapidez, perfeição e rendimento”, buscando 
impor no ambiente administrativo um “modelo gerencial” com 
maior ênfase “nos resultados e na qualidade”. 
 
Dos Valores Encarecidos pelo Princípio da Eficiência. 
➢ Economicidade, redução de desperdícios, qualidade, rapidez, 
produtividade e rendimento funcional. 
 
O conteúdo jurídico do princípio da eficiência 
➢ Consiste em obrigar a Administração a buscar os melhores 
resultados por meio da aplicação da lei. 
 
Para o servidor público federal 
➢ A produtividade constitui, inclusive, um dos fatores avaliados 
durante o período de estágio probatório. 
 
➢ Além disso, o art. 116 da Lei nº 8.112/90 enumera diversos 
deveres do servidor público relacionados com a eficiência, tais 
como: atender com presteza o público em geral (inciso V) e 
zelar pela economicidade do material (inciso VII). 
 
Ao dever estatal de atuação eficiente 
➢ Corresponde o direito dos usuários de serviço público a uma 
prestação com qualidade e rapidez. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.5. PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA 
 
 
8 Edvaldo 
EFICIÊNCIA,EFICÁCIA e EFETIVIDADE 
 
São conceitos que não se confundem. 
 
A EFICIÊNCIA 
▪ Seria o modo pelo qual se exerce a 
função administrativa. 
 
 
A EFICÁCIA 
 
▪ Diz respeito aos meios e 
instrumentos exerce a função 
administrativa. 
 
 
A EFETIVIDADE 
 
▪ É voltada para os resultados de sua 
atuação. 
 
 
 
 
INSTITUTOS CORRELATOS 
 
A preocupação com eficiência é refletiva em diversos institutos do 
Direito Administrativo no Brasil, especialmente: 
 
1. Estágio Probatório – art. 41 da CF/88. 
▪ Período após a posse no cargo público durante o qual o 
servidor é avaliado quanto aos quesitos de eficiência e 
produtividade. 
▪ III – passou a prever um “procedimento de avaliação 
periódica de desempenho”, para apurar a eficiência do 
“servidor estável”, autorizando a “demissão do servidor” 
na hipótese de comprovada “ineficiência”. 
 
2. Contrato de Gestão das Agências Executivos - art. 37, 
§8º, da CF/88. 
▪ A ser celebrado com entidades e órgãos públicos para 
ampliação de sua autonomia e fixação de metas de 
desempenho. 
 
3. Duração razoável dos processos administrativos – art. 5º, 
LXXVIII, da CF). 
▪ A garantia constitucional da razoável duração do processo 
reforça a exigênia de eficiência na gestão pública. 
 
4. Parcerias da Administração Pública 
▪ Variados instrumentos de cooperação entre a 
Administração e particulares para aumento da qualidade e 
eficiência nas atividades públicas, tais como parcerias 
públicos-privadas (Kei nº 11.079/2004), concessões e 
permissões de serviço público (Lei nº 9.897/99), termos de 
parceria firmados com organizações da sociedade civil de 
interesse público (Lei nº 9.790/99), contratos de franquia, 
etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O universo dos princípios do Direito Administrativo não se esgota 
no plano constitucional. 
 
Os doutrinadores fazem referências a diversos outros princípios 
administrativos, muitos dos quais estão previstos na legislação 
infraconstitucional, especialmente no art. 2º, parágrafo único, da 
Lei nº 9.784/99. 
 
Princípios infraconstitucionais e doutrinários têm a mesma 
relevância sistêmica daqueles referidos na Constituição Federal. 
 
A Constituição Federal prevê no seu artigo 37 os seguintes 
princípios regentes da Administração Pública: Legalidade, 
Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência. 
 
 
 
TUTELAR – é proteger, zelar. 
 
A Administração Pública pode, diretamente e sem intervenção do 
Poder Judiciário, rever seus próprios atos, para corrigí-los, seja 
quando não mais convenientes e oportunos, seja quando ilegais. 
 
Este princípio consagra o “Controle Interno” que a Administração 
Pública exerce sobre seus próprios “Atos”. 
 
Mas este controle interno não é definitivo nem afasta o “Controle 
Exerno” por parte de outros órgãos porque o Judiciário e o 
Legislativo, inclusive com o auxílio do Tribunal de Contas, podem 
fazê-lo no exercício de suas atribuições 
. 
A Administração, como instituição destinada a realizar o Direito e 
a propiciar o bem comum, não pode agir fora das NORMAS 
JURÍDICAS e da MORAL ADMINISTRATIVA, nem relegar os 
fins sociais a que sua ação se dirige. 
 
Se, por erro, culpa, dolo ou interesses escusos de seus agentes, 
a atividade do Poder Público desgarra-se da lei, divorcia-se da 
moral ou desvia-se do bem comum, é dever da Administração 
“invalidar”, espontaneamente ou mediante provocação, o próprio 
ato, contrário à sua “finalidade”, por inoportuno, incoveniente, 
imoral ou ilegal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
03. PRINCÍPIOS IMPLÍCITOS ou 
INFRACONSTITUCIONAIS 
 
3.1. Princípio da AUTOTUTELA 
 
 
9 Edvaldo 
DA ANULAÇÃO E REVOGAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO 
 
Como consequência da sua de sua “Independência Funcional” (art. 
2º da CF), a Administração “não precisa recorrer ao Judiciário” 
para (art. 53 da lei nº 9.784/99): 
 
 
 
ANULAR 
Ou invalidar. 
 
A Administração DEVE (vinculado) anular seus 
próprios atos – quando eivados de “vicio de 
legalidade”. 
 
 
REVOGAR 
Os que se tornaram contrários ao interesse 
público. 
 
PODE ser revogados (discricionário) por 
motivo de “conveniência” ou “oportunidade”, 
respeitados os “direitos adquiridos”. 
 
 
 
DECADÊNCIA – ANULAR OS ATOS ADMINISTRATIVOS 
 
O Direito da Administração de ANULAR os Atos Administrativos 
de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários “decai 
em 05 (cinco) anos”, contados da data em que foram praticados, 
salvo comprovada má-fé. 
 
▪ Art. 54 da Lei nº 9.784/99 - Processo Administrativo Federal 
 
 
Quando o direito outorgapoder de autotutela ou “autoproteção” 
é porque dispensa a obrigatoriedade de “Intervenção Judicial” 
para proteção de direitos. 
 
AUTOTUTELA Administrativa 
➢ Proteção dos interesses pelas forças do próprio interessado – 
que é a Administração. 
 
A AUTOTUTELA 
➢ É um meio de acelerar a “Recomposição da Ordem Jurídica” 
afetada pelo ato ilegal e dar presteza à “proteção do 
interesse público” violado pelo ato incoveniente. 
 
O Princípio da Autotutela 
➢ É decorrência da “Supremacia do Interesse Público”. 
 
 
É preciso esclarecer: 
➢ Porém, que a “autotutela” não se confunde com a “tutela 
administrativa. 
➢ esta consiste no controle que a Administração direta exerce 
sobre as entidades da Administração Indireta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Este princípio se traduz na exig~encia de que “todos os atos e 
decisões da Administração Pública sejam – FUNDAMENTADOS. 
 
Validade do Ato Administrativo 
➢ Está condicionada à apresentação “por escrito” dos 
fundamentos fáticos e jurídicos justificadores da decisão 
adotada. 
 
Mecanismo de Controle 
➢ Sobre a “legalidade” e “legitimidade” das decisões da 
Administração Pública. 
 
 
O dever de MOTIVAR os ATOS ADMINISTRATIVOS encontra 
fundamento em diversos dispositivos normativos, merecendo 
destaque: 
 
 
 
Art. 93, X, CF 
As “decisões administrativas” dos 
tribunais “serão motivadas” em sessão 
pública, sendo as disciplinares tomadas 
pelo votoo da maioria absoluta de seus 
membros. 
 
 
Art. 50 da Lei 
nº 9.784/99 
Os Atos Adminstrativos deverão ser 
motivados, com indicação dos fatos e dos 
fundamentos jurídicos ... 
 
 
 
Cumpre, em esclarecimento preliminar, não confundir 
“MOTIVAÇÃO” com o “MOTIVO” do ato.fatos ou de direito 
 
MOTIVO MOTIVAÇÃO 
É um dos elementos ou 
requisitos de todo ato 
administrativo, que consiste 
na situação de fato ou de 
direito que autoriza ou 
determina a edição do ato. 
É a revelação ou 
exteriorização “formal” do 
motivo, integrando a própria 
“forma” do ato administrativo 
(que, na praxe administrativa, 
vem sob a forma de 
“considerandos” que 
antecedem a decisão de 
expedir o ato. 
 No Estado Democrático de 
Direito não se concebe ato 
administrativo – sem 
motivação. 
 A exigência de motivação está 
expressa na CF/88 para as 
“decisões judiciais e 
administrativas do Poder 
Judiciário”, em razão do 
exposto no art. 93, incisos IX 
e X. 
 
 
 
 
 
 
3.2. Princípio 
OBRIGATÓRIO da MOTIVAÇÃO 
 
 
10 Edvaldo 
Resumindo: 
 
➢ A “motivação” consiste na exposição, “por escrito” (que é a 
forma do ato), do “motivo” do ato administrativo. 
 
Motivo O fato concreto que autoriza o ato. 
✓ Exemplo: a infração de trânsito. 
 
Ato 
A decisão administrativa praticada como 
resposta ao fato. 
✓ Exemplo: a multa de trânsito. 
 
Motivação 
A justificativa escrita apontando os 
fundamentos que levaram à prática do ato. 
✓ Exemplo: a notificação do infrator. 
 
 
 
ABRANGÊNCIA DO DEVER DE MOTIVAR 
 
A corrente majoritária defende que a – motivação é obrigatória 
tanto nos “atos vinculados” quanto nos “atos discricionários”. 
 
É a conclusão que melhor se coaduna com a norma do art. 50 
da lei nº 9.784/99 
 
➢ Impõem-se a “motivação” dos atos administrativos com 
indicação dos fatos e fundamentos jurídicos, quando: 
✓ neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses; 
imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções; 
✓ imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções; 
✓ decidam processos administrativos de concurso ou seleção 
pública; 
✓ dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo 
licitatório; 
✓ decidam recursos administrativos; 
✓ decorram de reexame de ofício; 
✓ deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão 
ou discrepem de pareceres, laudos, propostas e relatórios 
oficiais e 
✓ importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação 
de ato administrativo. 
 
 
Enfim, via de regra, o ato administrativo deve ser sempre 
motivado, pouco importando que ele seja discricionário ou 
vinculado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O princípio da “Finalidade” está definido no art. 2º, P.U, II, da 
Lei nº 9.784/99, como dever de “atendimento a fins de 
interesse geral”, vedada a renúncia TOTAL ou PARCIAL de 
“poderes” ou “competências”, salvo autorização em lei. 
 
A Administração Pública só existe e se justifica para atender a um 
“fim público” que é o “resultado” que se busca alcançar com a 
prática do ato, e que consiste em satisfazer, em caráter geral e 
especial, os interesses da coletividade. 
 
Caso contrário, estar-se-ia diante de um “desvio de finalidade” ou 
“desvio de poder”, que acarreta a “INVALIDAÇÃO DO ATO”. 
 
 
▪ Para Celso Antonio Bandeira de Mello 
➢ A finalidade é um princípio “inerente à legalidade”. 
 
▪ Para Hely Lopes Meirelles 
➢ O princípio da finalidade é “sinônimo de impessoalidade”. 
 
 
Pode-se falar em 02 (dois) sentidos para o princípio da finalidade: 
 
 
 
 
Finalidade 
GERAL 
➢ É aquela prevista em todas as leis, por 
imperativo de ordem jurídica. 
 
Veda a utilização de prerrogativas 
administrativas para defesa de interesse 
alheio ao interesse público. 
 
Exemplo – desapropriar, para fins de 
perseguição, imóvel de inimigo político. 
 
 
 
 
Finalidade 
ESPECÍFICA 
 
Proíbe a prática de “ato administrativo” em 
hipóteses diferentes daquela para a qual foi 
previsto na lei, “violando sua tipicidade 
legal”. 
 
Exemplo – autorizar a realização de obra por 
meio de “decreto” quando a lei exige 
“licença”. 
 
 
TEORIA DO DESVIO DA FINALIDADE 
 
Desvio de Finalidade, Desvio de Poder ou Tredestinação Ilítia 
é defeito que torna “NULO O ATO ADMINISTRATIVO” quando 
praticad, tendo em vista “fim diverso daquele previsto”, explícita 
ou implicitamente, na regra da competência (art. 2º, PU, “e”, da 
Lei nº 4.717/65). 
 
Da Origem 
➢ Esta teoria surgiu na jurisprudência do “Conselho de Estado 
Francês” 
➢ Sua origem remonta a uma decisão de 25 de fevereiro de 
1.864. 
 
 
 
3.3. Princípio da FINALIDADE 
 
 
11 Edvaldo 
EXEMPLOS REAIS DE DESVIO DE FINALIDADE 
 
Os exemplos reais de desvio de finalidade são abundantes no 
cotidiano da vida política brasileira: 
1. Remoção de servidor público usada como forma de punição. 
2. Ordem de prisão executada durante o casamento de inimigo do 
delegado. 
3. Processo Administrativo disciplinar instaurado, sem 
fundaemnto, contra servidor desafeto do chefe. 
4. Desclassificação imotivada e empresa licitante proque 
contribuíra com o financiamento da campanha de adversário 
político do prefeito. 
 
 
 
Não se deve “confundir” – DESVIO DE PODER - com – EXCESSO 
DE PODER. 
 
O EXCESSO de PODER 
➢ Ocorre quando a autoridade, embora competente para praticar 
o ato, vai além do permitido e “exorbita no uso de suas 
faculdades administrativas”. 
➢ Excede, portanto, sua competência legal e, com isso, invalida o 
ato. 
➢ Ocorre sempre “exagero” e “desproporcionalidade” entre a 
situação de fato e a conduta praticada pelo agente, o que não 
ocorre no desvio de poder. 
 
 
ABUSO DE PODER 
 
A prática de abuso de poder é crime nas hipóteses tipificadas na 
Lei nº 4.898/65. 
 
ABUSO DE PODER 
DESVIO de Poder EXCESSO de Poder 
O agente competente atua 
visando interesse alheio ao 
interesse público. 
O agente competente 
exorbita no uso de suas 
atribuições indo além de sua 
competência. 
 
 
Nos Concursos Públicos 
 
➢ Predomina a aceitação da “Teoria Objetiva” que defender ser 
o “Desvio de Finalidade” essencialmente um “defeito de 
comportamento”. 
➢ É indispensável a “violação concreta do interesse público” 
resultante da opção eleita pelo administrador público. 
➢ Por exemplo – se o prefeito desapropria, com objetivo de 
perseguição, a casa de inimigo político a pretexto de construir 
uma creche, mas o imóvel reúne concretamente as melhorescondições para atender à destinação pretendida, NÃO há 
desvio de finalidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ser razoável é uma exigência inerente ao exercício de qualquer 
função pública. 
 
Sua ORIGEM 
➢ A razoabilidade tem sua origem e desenvolvimento ligados à 
garantia do ”Devido Processo Legal”, instituto do ”direito 
anglo-saxão”. 
➢ Esta garantia teve origem, na Inglaterra, com a Magna Carta 
de 1.215 e revestido de caráter iminentemente 
PROCESSUAL – não é possivel a condenação de alguém sem o 
devido processo legal. 
 
Seu DESSENVOLVIMENTO 
➢ Se deu nos E.U.A. 
 
Os AGENTES PÚBLICOS 
➢ Tem a obrigação de realizarem suas funções com “equilíbiro”, 
coerência e bom senso”. 
 
Assim, aplicado o princípio em tela à Administração Pública, impõe-
se que as entidades, órgãos e agentes públicos, no desempenho das 
funções administrativas, adotem MEIOS que. Para a realização de 
seus FINS, revelem-se ADEQUADOS, NECESSÁRIOS e 
PROPORCIONAIS. 
 
Como exemplos de atos atentatórios à razoabilidade podem ser 
mencionados: 
1. Ordem admitida pelo Ministro da Previdência obrigando 
TODOS os aposentados epensionistas com mais de 80 anos a 
comparecer pessoalmente a um posto do INSS, sob pena de 
suspensão de benefício, a fim de provar que estavam vivos. 
2. Edital de concurso público para provimento do cargo de 
varredor de rua que exige dos candidatos nível superior. 
 
 
 
 
A proporcionalidade é um “aspecto da razoabilidade” voltado à 
aferição da “justa medida” da reação administrativa diante da 
situação concreta. 
 
Em outras palavras, constitui “proibição de exageros” no 
exercício da função administrativa. 
 
Sua origem está ligada ao “direito público alemão”. 
 
Consoante excedente definição prevista no art. 2º, parágrafo 
único, VI, da Lei nº 9.784/99 a proporcionalidade consiste no 
dever de “adequação entre meios e fins”, vedada a imposição de 
obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas 
estritamente necessárias ao atendimento do interesse público”. 
 
 
 
 
 
3.4. Princípio da RAZOABILIDADE 
 
3.5. Princípio da PROPORCIONALIDADE 
 
 
12 Edvaldo 
A simples leitura do dispositivo permite identificar a especial 
preocupação do legislador em “coibir excessos” no campo do 
“Direito Administartivo sancionador”, seara onde mais 
comumente são identificadas punições exageradas e 
desproporcionais, 
 
Assim, ao contrário da “razoabilidade”, que se estende a todos os 
setores de atuação da Administração Pública, a 
“proporcionalidade” regula especificamente o “Poder Disciplinar” 
(exercido internamente sobre agentes públicos e contratados) e o 
“Poder de Polícia” (projeta-se externamente nas penas aplicáveis 
a particulares). 
 
Segundo Celso Antônio Bandeira de mello, há 02 (duas) formas de 
violação da proporcionalidade: pela intensidade e pela extensão 
da medida adotada. 
 
Intensidade Extensão 
Haverá conduta 
desproporcional quando a 
força da reação 
administrativa for 
incompatível com o baixo grau 
de lesividade do 
comportamento a ser 
censurado. 
Poderá ocorrer de a violação à 
proporcionalidade 
manifestar-se no que respeita 
à extensão pessoal ou 
geográfica da providência 
administrativa adotada. 
 
 
 
Exemplo: 
Ordem de demolição expedida 
por causa de pintura 
descascada na fachada do 
imóvel. 
Exemplo: 
Devido à existência de 
algumas casas de jogos 
eletrônicos no entorno de 
escolas infantis, a prefeitura 
determina o fechamento de 
todas as lojas do ramo dentro 
do Município. 
 
Nesse caso, não há ilegalidade 
no conteúdo (intensidade) da 
decisão, mas quanto à sua 
abrangência territorial 
(extensão). 
 
 
 
Estabelece o art. 37, §6º, da CF/88: “As pessoas jurídicas de 
direito público e as de direito privado prestadoras de serviços 
públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa 
qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direit de regresso 
contra o responsável nos casos de dolo ou culpa”. 
 
O referido dispositivo enuncia o princípio da responsabilidade, 
estabelecendo para o Estado o DEVER DE INDENIZAR 
particulares por “ações e omissões” de agentes públicos que 
acarretam danos aos administrados. 
 
 
 
 
 
 
 
No Exercício da Função Administrativa 
 
➢ A atuação dos Agentes Públicos é imputada à pessoa jurídica 
estatal a que estão ligados, razão pela qual, em princípio, cabe 
ao Estado reparar os prejuízos decorrentes do comportamento 
de seus agentes. 
 
➢ Somente em sede de “Ação Regressiva” é que o agente poderá 
ser responsabilizado, dependendo de comprovação de culpa ou 
dolo (art. 37, §6º, da CF), pelo que está sujeita à aplicação da 
“Teoria Subjetiva”. 
 
➢ A Responsabilidade do Estado 
✓ Por condutas COMISSIVAS (ação) é “Objetiva”, NÃO 
depedendo da comprovação de culpa ou dolo. 
✓ Já nos danos por OMISSÃO, o dever de indenizar 
condiciona-se à demonstração de culpa ou dolo, 
submetendo-se à “Teoria Subjetiva”. 
 
 
 
Este princípio é um fundamento geral do ordenamento, sendo 
“aplicável a todos os ramos do Direito”. 
 
Seu conteúdo volta-se à garantia de estabilidade, ordem, paz 
social e previsibilidade das atribuições estatais. 
 
Alinha-se à finalidade primeira da ordem jurídica que é propriciar 
segurança e estabilidade no convívio social, evitando mudanças 
abruptas, sobressaltos e surpresas decorrentes de ações 
governamentais. 
 
Segundo a doutrina, diversos institutos jurídicos refletem a 
proteção da segurança jurídica, tais como: 
▪ Decadência. 
▪ Prescrição. 
▪ Preclusão. 
▪ Usucapião. 
▪ Convalidação. 
▪ Coisa Julgada. 
▪ Direito Adquirido. 
▪ Irretroatividade da Lei. 
▪ Manutenção de Atos praticados por funcionário de fato. 
 
 
BOA-FÉ, SEGURANÇA JURÍDICA e Proteção à Confiança 
Legitima. 
 
O princípio da BOA-FÉ 
Sentido OBJETIVO Sentido SUBJETIVO 
Tem origem no direito 
privado, ligando-se à ideia de 
que nas relações jurídicas as 
partes devem proceder 
corretamente, com lisura, 
lealdade, e agir de acordo 
com a palavra empenhada. 
Consiste no aspecto 
psicológico de o agente 
acreditar que atua em 
conformidade com o direito. 
 
 
 
 
3.6. Princípio da RESPONSABILIDADE 
 
3.8. Princípio da SEGURANÇA JURÍDICA 
 
 
13 Edvaldo 
No Direito Administrativo – a boa-fé OBJETIVA 
➢ Que deve ser demonstrada tanto pela Administração quanto 
pelos particulares, aplica-se nos contextos específicos do 
contrato administrativo e da responsabilidade pré-negocial 
do Estado. 
 
✓ A responsabilidade pré-negocial do Estado – surge nas 
hipóteses em que a Administração, após anular ou revogar 
a licitação, seria chamada a indenizar o licitante vencedor 
do certame. 
 
 
Quanto ao Prncípio da SEGURANÇA JURÍDICA 
 
O princípio da SEGURANÇA JURÍDICA 
Sentido OBJETIVO Sentido SUBJETIVO 
Estabelece “limites à 
retroatividade” dos atos 
estatais impedindo que 
prejudiquem o “direito 
adquirido”, o “ato jurídico 
perfeito” e a “coisa julgada” 
(art. 5º, XXXVI, da CF). 
 
É também denominado de 
princípio da “proteção à 
confiança legítima”. 
 
Seu conteúdo exige uma 
“previsibilidade” ou 
“calculabilidade” emanada 
dos atos estatais. 
Pode ser invocado tanto pelo 
Estado quanto por 
particulares. 
Só pode ser invocada pelo 
particular, nunca pelo Estado. 
 
 
 
 
Este princípio impõe o dever de, diante das diversas opções de 
ação definidas pela lei para prática de atos discricionários, a 
Administração Pública adotar a melhor solução para a defesa do 
interesse público. 
 
De acordo com Celso Antônio Bandeira de Mello, o princípio de 
“eficiência” é um desdobramento do dever maior de “boa 
administração”. 
 
 
 
“A lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou 
ameaça de direito” (art. 5º, XXXV, da CF). 
 
▪ A Administração Pública tem o poder-dever de exercer o 
controle sobre seus atos, mas mesmo assim eles podem ser 
revistos pelo PoderJudiciário, se praticados com ilegalidade. 
 
Todo ato administrativo, seja ele vinculado ou discricionário, está 
sujeito ao “Controle de legitimidade pelo Poder Judiciário”. 
 
No Direito Brasileiro – cumpre ao Poder Judiciário, em sede 
definitiva, o Controle de Legitimidade tanto dos “Atos dos 
Particulares” como dos “Atos da Administração Pública”. 
 
O PODER JUDICIÁRIO 
➢ Está habilitado pela ordem jurídico-constitucional a investigar 
e controlar o ato da Administração Pública de qualquer dos 
Poderes do Estado, quer quanto à legalidade propriamente 
dita, quer quanto à constitucionalidade, cujo parâmetro 
envolve todos os princípios constitucionais, a exemplo dos 
princípios da impessoalidade, moralidade, publicidade, 
eficiência, razoabilidade, proporcionalidade e motivação. 
 
 
Este princípio “veda a interrupção na prestação” dos serviços 
públicos. 
 
Está “expressamente previsto” no art, 6º, §1º, da Lei nº 8.987/95, 
e seu fundamento reside no fato de a prestação de serviços 
públicos ser um dever constitucionalmente estabelecido (art. 175 
da CF), localizando-se, portanto, acima da vontade da 
Administração Pública, que não tem escolha entre realizar ou não 
a prestação. 
 
Por ser caracterísitica inerente ao regime jurídico dos serviços 
públicos, o dever de “continuidade” estende-se às formas 
indiretas de prestação, por meio de “concessionários e 
permissionários”. 
 
Conforme entendimento doutrinário majoritário e da 
jurisprudência do STJ – AUTORIZA O CORTE – no 
fornecidmento do serviço, “após prévio aviso”, nos casos de: 
1. ”Razões de ordem técnica” ou de “segurança das 
instalações”. 
2. “Inadimplemento” do usuário. 
 
Podem ser apontados diversos “desdobramentos normativos” 
decorrentes do princípio da continuidade dos serviços públicos: 
1. O “Direito de Greve” – dos Servidores Públicos será exercido 
nos termos e nos limites definidos em lei específica (art. 37, 
VII, da CF/88). 
2. Restrição à aplicabilidade da “exceptio non adimpleti 
contractus”, pois o contrato só pode interromper a execução 
do contrato após permanecer 90 (noventa) dias sem receber a 
“remuneração” (art. 78, XV, da Lei nº 8.666/93). 
3. Possibilidade de “intervenção na concessionária” para 
garantia de continuidade na prestação no serviço (art. 32 da 
Lei nº 8.987/95). 
4. Ocupação Provisória – de bens, pessoal e serviços para 
garantia de serviços essenciais (art. 58, V, da Lei nº 8.666/93). 
5. Reversão de Bens – do concessionário indispensável à 
continuidade do serviço (art. 36 da Lei nº 8.987/95). 
 
Resumindo: 
▪ É um dever da Administração Pública não só prestar os 
serviços públicos, mas disponibilizá-los aos administrados 
continuamente, sem interrupções. 
 
▪ Este princípio impede a interrupção na prestação dos serviços 
públicos, que, enquanto importante e essencial atividade 
administrativa, não podem sofrer solulção de continuidade. 
 
3.9. Princípio da BOA ADMINISTRAÇÃO 
 
3.9. Princípio do CONTROLE 
Jurisdicional da Administração Pública 
 
3.10. Princípio da CONTINUIDADE 
Dos Serviços Públicos 
 
 
14 Edvaldo 
▪ Cuida-se o princípio em comento de um desmembramento do 
“Princípio da Obrigatoriedade do Desempenho da Atividade 
Administrativa”. 
 
 
 
Constituem princípios fundamentais da organização 
administrativa: 
1. Planejamento. 
2. Coordenação. 
3. Descentralização. 
4. Delegação de Competência. 
5. Controle (art. 6º do Decreto-Lei nº 200/67). 
 
Este princípio recomenda que, sempre que possível, as funções 
administrativas devem serdesempenhadas por “Pessoas Jurídicas 
Autônomas”, 
 
É o caso das ”Autarquias”, “Fundações Públicas”, “Empresas 
Públicas” e “Sociedades de Economia Mista”. 
(art. 37, XIX, da CF). 
 
 
Os ”Atos Administrativos” são protegidos por uma “presunção de 
relativa” (juris tantum) de que foram praticados em conformidade 
com o ordenamento jurídico. 
 
Por isso, até prova em contrário, os “Atos Administrativos” são 
considerados “válidos” para o Direito, cabendo ao particular o 
ônus de provar eventual ilegalidade na sua “prática”. 
 
Em razão dessa presunção, mesmo que o “Ato Administrativo” 
tenha “vício de legalidade” (ato nulo) fica garantida sua produção 
de efeitos, até o momento de sua retirada por meio da 
“invalidação”. 
 
 
 
Estabelece as relações de “coordenação” e “subordinação” entre 
órgãos da Administração Pública Direta. 
 
Hierarquia É princípio imprescindível para a organização 
administrativa. 
 
 
Subordinação 
Hierarquica 
Só existe “relativamente” às funções 
administrativas, não em relação às 
“legislativas” e “judiciais”. 
 
Dessa subordinação decorrem: 
1. Rever atos – dos subordinados. 
2. Delegar e Avocar – competências. 
3. Punir – subordinados. 
 
46. 2019 - FADESP Órgão: UEPA Prova: FADESP - 2019 - 
UEPA - Agente Administrativo 
A finalidade da administração pública é satisfazer o povo através 
da gestão eficiente e eficaz, respeitando o que determinam as leis. 
Ela deve ser direcionada às leis, pois se orienta por princípios do 
direito e da moral. 
 
É um princípio da Administração Pública a: 
a) legalidade. 
b) personalidade. 
c) propaganda patrocinada. 
d) improbidade. 
 
 
47. 2019 - Quadrix - CRO-GO - Assistente Administrativo 
Quanto aos princípios que regem a Administração Pública, julgue o 
item. 
 
O princípio da publicidade comporta exceções, de modo que é 
possível que a lei defina hipóteses de sigilo das informações 
públicas. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
 
48. 2019 - Quadrix - CRO-GO - Assistente Administrativo 
Quanto aos princípios que regem a Administração Pública, julgue o 
item. 
 
Não existe restrição para que as autoridades ou os servidores 
façam uso de nome, símbolos ou imagens que os promovam em atos, 
programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
 
49. 2019 - Quadrix - CRO-GO - Fiscal Regional 
Quanto aos princípios que regem a Administração Pública, julgue o 
item. 
 
Pelo princípio da legalidade, a Administração Pública pode, por 
simples ato administrativo, conceder direitos de qualquer espécie, 
sem a necessidade de uma lei que os respaldem. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
 
50. 2018 - Quadrix - CRMV-AC - Fiscal 
elo princípio da impessoalidade, é vedada a promoção pessoal de 
autoridades públicas em publicidades de programas e campanhas 
dos órgãos estatais. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
 
51. 2019 - Fundação CEFETBAHIA - Prefeitura de Cruz das 
Almas - BA - Assistente Administrativo 
A alternativa que contém os princípios da administração pública 
direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios, explícitos na Constituição 
Federal de 88, é: 
 
3.11 Princípio da ESPECIALIDADE 
Ou Descentralização 
 
3.12 Princípio da PRESUNÇÃO de 
LEGITIMIDADE 
 
3.12 Princípio da PRESUNÇÃO de 
LEGITIMIDADE 
 
 
15 Edvaldo 
a) legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e 
eficiência. 
b) pessoalidade restrita, moralidade pública e privada e 
eficiência legal 
c) reserva legal, pessoalidade restrita e moralidade 
administrativa pública e privada. 
d) legalidade, pessoalidade, moralidade administrativa pública, 
publicidade restrita ao interesse público. 
e) reserva legal, impessoalidade, moralidade administrativa 
pública e privada, publicidade restrita ao interesse público e 
eficiência legal. 
 
 
52. 2018 - Quadrix - CRMV-GO - Agente Fiscal 
A Administração não pode atuar com o objetivo de prejudicar ou 
beneficiar pessoas determinadas. Seu comportamento deve ser 
norteado pelo interesse público. Tal afirmação está relacionada ao 
princípio da: 
a) legalidade. 
b) impessoalidade. 
c) autotutela. 
d) veracidade. 
e) ,publicidade. 
 
 
53. 2019 - IBADE - JARU-PREVI - RO - Assistente 
Administrativo 
O bom e correto uso do dinheiro público,o fiel cumprimento dos 
deveres pelo servidor público e a probidade dos atos 
administrativos são características que expressam o princípio 
administrativo da: 
a) felicidade. 
b) igualdade. 
c) publicidade. 
d) moralidade. 
e) Privacidade 
 
 
54. 2019 - IF-MT - Técnico em Gestão Pública 
Segundo Brasil (1988) e Pazzaglini Filho (2000), o art. 37 da 
Constituição Federal e suas alterações descreve que a 
administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios 
obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, 
moralidade, publicidade e eficiência. 
 
Analise as afirmativas abaixo em relação a esses princípios e 
identifique as sentenças como verdadeiras ou falsas: 
 
( ) Tais princípios constitucionais são de observância não 
obrigatória, mas prioritária e universal no exercício de toda a 
atividade administrativa do Estado. 
 
( ) Em função da emenda constitucional n° 19, de 4 de junho de 
1968, a "administração fundacional", mesmo recebendo recursos 
públicos, não está sujeita aos princípios e as demais normas 
constitucionais reguladoras da atuação dos órgãos e entidades de 
Administração Pública direta e indireta. 
 
( ) O princípio da legalidade é pedra fundamental de toque do 
Estado de Direito e pode ser traduzido na máxima: a 
Administração Pública poderá atuar conforme a lei. 
( ) Os princípios constitucionais são multifuncionais e suas 
principais funções são: normogenética, sistêmica, orientadora, 
vinculante, interpretativa e supletiva. 
 
( ) A impessoalidade significa que a conduta do agente público no 
desempenho da atividade administrativa deve ser sempre objetiva 
e parcial, tendo por único propósito, em suas ações, o interesse 
público. 
 
( ) O princípio da moralidade obriga a escolha pelo administrador 
da opção decisória, concretizada no objeto ou conteúdo de 
atuação, que atenda ao bem-comum, ao interesse social, sem violar 
a moral vigente na coletividade. É o atendimento do interesse 
público com a legalidade ética. 
 
( ) O princípio da publicidade confere transparência à gestão 
administrativa e segurança jurídica aos particulares, quanto a seus 
direitos. Esse princípio enseja, além disso, controle interno e 
externo da legalidade da atuação do agente público. 
 
A partir dessa análise está CORRETA somente a alternativa: 
a) F, F, F, V, V, V e V. 
b) V, V, V, V, F, V e V. 
c) V, V, V, F, F, F e F. 
d) F, F, F, V, V, V e V 
e) F, F, F, V, F, V e V. 
 
 
55. 2018 - VUNESP - Câmara de Indaiatuba -SP - Agente 
Administrativo 
São, entre outros, princípios expressos na Constituição Federal: 
a) razoabilidade, legalidade e motivação. 
b) legalidade, eficiência e autotutela. 
c) motivação, razoabilidade e moralidade. 
d) moralidade, eficiência e publicidade. 
e) segurança Jurídica, autotutela e impessoalidade. 
 
 
56. 2018 - VUNESP - Prefeitura de Guararapes - SP - Fiscal 
de Obras e Posturas 
No exercício de suas atribuições, relacionadas ao poder e dever 
de polícia administrativa, o princípio da legalidade determina que o 
fiscal de posturas municipais: 
a) deverá fazer apenas o que a lei permite, como todo cidadão. 
b) poderá fazer tudo o que a lei não proíba, como todo cidadão. 
c) deverá fazer tudo o que a lei não proíba e abster-se de 
condutas proibidas, e o cidadão deverá fazer tudo o que a lei 
obrigar. 
d) poderá fazer apenas o que a lei permite e o cidadão somente 
em virtude de lei será proibido ou obrigado em relação a 
determinada conduta. 
e) poderá fazer tudo o que a lei não proíba e deverá abster-se de 
condutas proibidas, e o cidadão poderá fazer apenas o que a lei 
permitir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 Edvaldo 
57. 2019 - IESES - Prefeitura de São José - SC - Técnico 
em Segurança do Trabalho 
De acordo com o Artigo 37 da Constituição Federal, a 
administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios 
obedecerá aos seguintes princípios: 
a) Legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e 
eficiência. 
b) Legalidade, pessoalidade, moralidade, sigilo e eficácia. 
c) Legalidade, impessoalidade, moralidade, ética e eficácia. 
d) Ética, pessoalidade, moralidade, sigilo e eficiência. 
 
 
58. 2019 - IESES - Prefeitura de São José - SC - Agente 
Fazendário 
A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes 
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios 
obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, 
moralidade, publicidade dentre outros. 
 
I. O princípio da legalidade consiste no fato de que o administrador 
somente poderá fazer o que a lei permite. 
 
II. O principio da Impessoalidade estabelece que a Administração 
Pública, através de seus órgãos, não poderá, na execução das 
atividades, estabelecer diferenças ou privilégios, uma vez que 
deve imperar o interesse social e não o interesse particular. 
 
III. O princípio da moralidade administrativa, deve agir com boa-
fé, sinceridade, probidade, lealdade e ética. Tal princípio 
acarretaa obrigação ao administrador público de observarsomente 
a lei. 
 
IV. O princípio da publicidade tem por objetivo a divulgação de 
todos os atos praticados pela Administração Pública. 
 
Assinale a alternative correta: 
a) Apenas a assertive II está correta. 
b) Apenas as assertivas II, III e IV estão incorretas. 
c) Apenas as assertivas III e IV estão incorretas. 
d) Apenas a assertiva II está incorreta. 
 
 
59. 2018 - Quadrix - CRMV - MA - Fiscal 
Na prestação dos serviços pela Administração Pública, a busca pelo 
melhor desempenho possível e pelos melhores resultados 
corresponde ao princípio da: 
a) finalidade. 
b) motivação. 
c) eficiência. 
d) publicidade. 
e) impessoalidade. 
 
 
60. 2019 - Quadrix - CONRERP 2ª Região - Assistente 
Administrativo 
No âmbito da Administração Pública, o princípio da publicidade é 
absoluto em virtude da supremacia do interesse público. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
 
61. 2019 - Quadrix - CONRERP 2ª Região - Assistente 
Administrativo 
A vedação ao nepotismo na Administração Pública é consequência 
dos princípios da impessoalidade e da moralidade. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
 
62. 2019 - FGV - TJ-CE - Técnico Judiciário - Área 
Judiciária 
O Supremo Tribunal Federal inibe a aplicação de severas sanções 
a entidades federativas por ato de gestão anterior à assunção dos 
deveres públicos do novo gestor, a fim de não dificultar sua 
governabilidade, caso esteja tomando as providências necessárias 
para sanar o prejuízo causado pela gestão anterior. 
 
De acordo com a doutrina de Direito Administrativo, trata-se 
da aplicação do princípio da administração pública da: 
a) impessoalidade diferida das sanções; 
b) continuidade mitigada do gestor; 
c) responsabilidade subsidiária do gestor; 
d) intranscendência subjetiva das sanções; 
e) segurança jurídica objetiva. 
 
 
 
63. 2019 - IF-BA - IF Baiano - Administrador 
O particular não pode invocar a exceção de contrato não cumprido 
em desfavor da Administração Pública. Assinale a alternativa que 
contenha o princípio administrativo que fundamenta este 
direcionamento. 
a) princípio da auto-tutela 
b) princípio da presunção de legitimidade 
c) princípio da continuidade do serviço público 
d) princípio da razoabilidade 
e) princípio da eficiência 
 
 
64. 2019 - Quadrix - CRO-GO - Assistente Administrativo 
O princípio da tutela é o que trata do controle da Administração 
sobre os próprios atos, com a possibilidade de revogar os ilegais e 
anular os inconvenientes ou inoportunos. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
 
65. 2019 - Quadrix - CRF-BA - Assistente Técnico 
Administrativo 
A indisponibilidade do interesse público impede que o 
administrador renuncie à competência que lhe é outorgada por lei. 
( ) Certo ( ) ErradoPrincípios IMPLÍCITOS 
 
 
17 Edvaldo 
66. 2019 - Instituto Excelência - CORE-MT - Fiscal 
Assinale a alternativa CORRETA que descreve o princípio da 
proporcionalidade do processo administrativo: 
a) adequação entre meios e fins, vedada a imposição de 
obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas 
estritamente necessárias ao atendimento do interesse público. 
b) indicação dos pressupostos de fato e de direito que 
determinarem a decisão. 
c) observância das formalidades essenciais à garantia dos 
direitos dos administrados. 
d) objetividade no atendimento do interesse público, vedada a 
promoção pessoal de agentes ou autoridades. 
e) Nenhuma das alternativas. 
 
 
67. 2019 - IESES - Prefeitura de São José - SC - Agente 
Fazendário 
Processo Administrativo é a sucessão formal de atos que são 
realizados, por determinação legal, ou em atendimento a princípios 
sacramentados pela ciência jurídica. 
 
Sobre os princípios do processo administrativo assina a alternativa 
INCORRETA. 
a) Princípio da ampla defesa. 
b) Princípio do contraditório.C 
c) rincípio da verdade real (material). 
d) Princípio da ilegalidade de finalidade. 
 
 
68. 2018 - Quadrix - CRMV - MA - Fiscal 
A Administração Pública pode anular seus próprios atos por vício 
de ilegalidade ou revogá‐los por razões de mérito. O dever da 
Administração de controlar seus próprios atos decorre do 
princípio da: 
a) autotutela. 
b) publicidade. 
c) imperatividade. 
d) autoexecutoriedade. 
e) supremacia do interesse público. 
 
 
69. 2019 - Quadrix - CONRERP 2ª Região - Assistente 
Administrativo 
A Administração Pública pode revogar seus próprios atos por 
razões de conveniência e oportunidade, o que consiste em uma 
expressão da autotutela. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
 
70. 2019 - FGV - Prefeitura de Salvador - BA - Agente de 
Fiscalização Municipal 
De acordo com a doutrina de Direito Administrativo, é hipótese de 
direta e legítima aplicação do princípio da Administração Pública 
da autotutela, quando o agente público competente: 
a) anula um ato administrativo anteriormente praticado, por vício 
de legalidade. 
b) pratica um ato administrativo de acordo com a razoabilidade, 
de acordo com padrões éticos e visando ao bem comum. 
c) edita um ato administrativo com a exposição de seus 
pressupostos fáticos e de direito. 
d) trata, do ponto de vista material, igualmente os administrados 
iguais e desigualmente os desiguais, na medida de suas 
desigualdades. 
e) garante aos cidadãos não serem surpreendidos com atos 
administrativos que promovam alterações repentinas na ordem 
jurídica posta. 
 
 
71. 2019 - Quadrix - CRESS-GO - Agente Administrativo 
O princípio do controle ou da tutela administrativa define a função 
de natureza fiscalizatória exercida pela administração direta 
sobre a indireta, controle esse que se desdobra em político, 
institucional, administrativo e financeiro. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
 
72. 2018 - Quadrix - 13ª Região (BA-SE) - Assistente 
Administrativo 
O dever da Administração Pública de controlar seus próprios atos 
decorre do princípio da imperatividade. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
 
73. 2019 - COSEAC - UFF - Assistente em Administração 
Princípios administrativos são os postulados fundamentais que 
inspiram todo o modo de agir da Administração Pública. Na 
Constituição vigente, no capítulo destinado à Administração 
Pública, estão estabelecidos os princípios a serem observados por 
todas as pessoas administrativas de qualquer dos entes 
federativos. Sendo assim, estes princípios constitucionais são 
denominados “princípios expressos”. Além dos princípios 
expressos, a Administração Pública ainda deve se orientar por 
outras diretrizes e que por isso são da mesma relevância que 
aqueles, que são denominados “princípios reconhecidos”. 
 
São “princípios reconhecidos”, os abaixo relacionados, 
EXCETO: 
a) autotutela 
b) indisponibilidade 
c) precaução 
d) eficiência 
e) supremacia do interesse público. 
 
 
74. 2019 - INSTITUTO AOCP - PC-ES - Auxiliar Perícia 
Médico-Legal 
Qual princípio, dentro do Direito Administrativo, possui ligação 
com o seguinte conceito: “Os bens e interesses públicos não 
pertencem à Administração nem a seus agentes. 
 
Cabe-lhes apenas geri-los, conservá-los e por eles velar em 
prol da coletividade”? 
a) Princípio da Continuidade dos Serviços Públicos. 
b) Princípio da Autotutela. 
c) Princípio da Supremacia do Interesse Público. 
d) Princípio da Segurança Jurídica. 
e) Princípio da Indisponibilidade. 
 
 
 
 
 
 
 
18 Edvaldo 
 
 
46 A 53 D 60 F 67 D 
47 V 54 E 61 V 68 A 
48 F 55 D 62 D 69 V 
49 F 56 D 63 C 70 A 
50 V 57 A 64 F 71 V 
51 A 58 C 65 V 72 F 
52 B 59 C 66 A 73 D 
- - - - - - 74 E 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
PRINCÍPIOS

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