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Apostila Gestão da Inovação

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Inovação no contexto brasileiro  
Tecnologia de Processos   
   
A tecnologia de processos é a segunda área de tecnologia que se relaciona à execução das atividades de produção ou execução dos serviços.  
  
Esta área diz respeito a quais serão os métodos utilizados pela empresa para a realização de suas atividades. Esta área tecnológica acaba sendo muito específica por área de atuação. Por exemplo, a indústria de software, que possui todo um gerenciamento de processos próprio.  
  
Alguns tipos de indústria, como é o caso do software, possuem certificações de qualidade de desenvolvimento voltados ao processo, como é o caso do CMMI para as indústrias de software, cujos objetivos, vamos ver mais detalhadamente a seguir.  
 O que é CMMI?  
   
O CMMI ou Capability Maturity Model® Integration é uma certificação de melhoria de processos, que dita uma forma eficaz de gerenciamento de processos. Pode ser utilizada para a organização toda, ou para setores de forma individualizada. 
  
As certificações ocorrem por alguma certificadora associada ao PMI®Project Management Institute, que é uma organização internacional sem fim lucrativos, que visa disseminar boas práticas de gerenciamento de projetos.  
  
Este é um tipo de melhoria de processo, para a indústria de software, contudo, como mencionado anteriormente, temos várias outras indústrias que adotam modelos de processo para melhoria de produção. Outro exemplo de certificação de qualidade nos processos, são as normas ISO International Organization for Standardization. 
 
 
A seguir, um exemplo de processo definido com o auxílio do CMMI:  
   
FIGURA 5 - Exemplo de processo definido  
  
Podemos pensar que uma definição de processo, como a demonstrada na curiosidade anterior, é algo banal, ou que não faz diferença dentro de uma organização. Mas este pensamento é totalmente equivocado quando pensamos em organizações que não gerenciam o processo de forma organizada.  
  
Temos inúmeros exemplos de organizações que por causa da falta de gerenciamento de processos, acumulam prejuízos milionários, colocando em risco sua continuidade.  
   
Tecnologia de Informação e Comunicação   
   
A tecnologia da informação e da comunicação, é a terceira área da tecnologia segundo Mattos (2005), e é utilizada como interligação entre as outras áreas. As informações da pesquisa e desenvolvimento devem chegar com precisão até a área de processos.  
  
Muito além disto, o autor nos conta que esta área da tecnologia também busca capturar informações relevantes, seja de mercados concorrentes, como de dentro da própria organização. Temos que levar em consideração que as empresas não vivem isoladas no ambiente, muito pelo contrário, as empresas, principalmente as micro e pequenas, vivem em um ambiente de extrema competição.  
  
Passando um passo adiante, temos que pensar também que as informações geradas dentro da própria organização, devem ser utilizadas como um banco de conhecimento. Se a empresa não aprende nada com seus erros, então ela não é eficiente. Para isto, entramos em um outro assunto que é a capacidade de armazenamento destas informações.  
  
Todas as empresas devem fazer o gerenciamento destas informações de forma eficiente, e gerar um feedback de forma que todos entendam. Para isto, torna-se essencial um bom suporte de computadores e softwares, capazes de receber, armazenar, organizar e devolver estas informações de forma ágil.  
  
Confira o estudo de caso a seguir.  
 
Estudo de caso
O caso da Apple e seu mundo de inovação  
   
Neste estudo de caso, verificaremos como a inovação pode se tornar não apenas a estratégia, mas também pode representar a sobrevivência de uma empresa. 
   
É de conhecimento mundial que a Apple se diferencia e muito em todos seus nichos de mercado, sendo sinônimo de inovação. Vamos ver como se deu a formação, consolidação e reestruturação da empresa através do tempo.  
  
A Apple Computer Inc., teve início de suas atividades em 1976 por Steve Jobs e Stephen Wozniak. No seu início, ela funcionava na garagem da casa dos pais de Jobs. O investimento para a fundação da empresa veio da venda de um carro de Jobs e de uma calculadora de Wozniak.  
  
Já em 1980, a empresa inicia a venda de ações na Bolsa de Valores, batendo recordes históricos, e oferecendo ações a seus funcionários como uma forma de recompensa. No início dos anos 80, a Apple II foi o primeiro computador pessoal com vendas expressivas. O sucesso ocorreu principalmente pela interface amiga com o usuário, que mais tarde foi utilizada pela Microsoft para lançar o sistema de computadores mais conhecido atualmente que é o Windows.  
  
Em 1985, o inesperado ocorre e devido a pressão por parte de alguns executivos, Steve Jobs se retira da empresa que ajudara a fundar quase 20 anos antes.  
  
Sem Jobs, a Apple passou a entrar em novos negócios e perder rapidamente mercado na área de computadores pessoais. A empresa que fora líder de mercado na década de 70, passou na década de 90 a deter apenas 10% do mercado.  
  
Apesar de ser muito controverso o histórico da empresa, e envolver alguns episódios de espionagem por parte de outras empresas, os fatos nos levam a crer que muitos erros foram cometidos pelos executivos da empresa.  
  
Em 1996, a empresa amarga um prejuízo aproximado de 69 milhões de dólares. De 1996 a 1997, a empresa fica em situação de risco, pois sua queda no mercado é de cerca de 3%, registrando prejuízo recorde.  
  
Fazemos um parênteses aqui para indicar um filme que mostra um pouco da trajetória da empresa, e como se deu as acusações de pirataria. O filme se chama Piratas do Vale do Silício, de 1999, cujo enredo trata como foi esta relação entre a Apple e outras empresas.  
  
Há também um outro filme mais recente, que mostra a trajetória do fundador, e cujo título leva seu nome: Jobs. Esta produção de 2013, nos traz um pouco de perto como foi a vida pessoal e profissional deste símbolo da inovação mundial.  
   
A volta de Jobs  
  
Conhecidamente de comportamento excêntrico (é fácil perceber no filme sobre sua biografia), seu afastamento da Apple foi tido como um dos maiores erros da empresa. Longe da Apple, Jobs envolveu-se na fundação dos estúdios Pixar (que foi mais tarde adquirido pela Disney, cujo caso comentaremos na próxima unidade), e também fundou a Next que seria uma possível concorrente para a Apple.  
  
Em 1997, o então presidente da Apple traz de volta Steve Jobs para a empresa, para tentar resolver a profunda crise na qual estava inserida. Neste primeiro momento, seu retorno seria apenas para o conselho da empresa, o que mais tarde se transformaria na mais importante reestruturação de negócios.  
O então presidente além de trazê-lo de volta, compra a Next, e incorpora toda a inovação criada por Jobs na nova empresa, a Apple. Jobs em seu retorno, avalia que a Apple perdeu a identificação com o mercado, e por isto os consumidores haviam perdido tanto o interesse por seus produtos.  
  
No segundo semestre de 1997, Jobs retorna como presidente da empresa, e as mudanças começam. Em sua análise mais profunda, ele acredita que a linha de produtos era muito diversificada, o que significava mais de 40 linhas de computadores, laptops, impressoras. A infraestrutura também estaria muito estática, segundo Jobs.  
   
Reestruturação  
  
Jobs, então, reuniu-se com as unidades de negócio da empresa para entender a diversificação. Além disto, a empresa retoma o relacionamento com a Microsoft, cujo produto principal era desenvolvido em parceria com a Apple.  
  
A mudança mais significativa, contudo, foi a de percepção que o mais valioso era sua marca. A época da reestruturação foi marcada por investimentos muito altos na marca e focado, especialmente, nos clientes.  
  
Juntamente com o investimento na marca, a empresa acabou com o conceito de clones, pois caso algum consumidor quisesse adquirir um produto Apple, deveria o fazer diretamente na loja da marca, e não comprando um produto similar. Uma das lições aprendidas foi de que o mercado consumidor

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