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Teoria contingencial
Membros do grupo:
Cleidy Fonseca
Jéssica Ucucho
Camila da Graça
Nicolle Mutisse
Introdução
Neste trabalho, falamos sobre a definição da teoria contingencial, sua origem, ideias básicas, alguns teóricos, o ambiente, como a tecnologia sustenta esta teoria, a adhocracia e críticas feitas a esta teoria.
Abordagem contingencial da Administração 
Refere-se a uma proposição cuja verdade ou falsidade somente pode ser conhecida pela experiência e pela evidência, e não pela razão. 
A visão contingencial procura analisar as relações dentro e entre os subsistemas, bem como entre a organização e seu ambiente e definir padrões de relações ou configuração de variáveis, estando dirigida para desenhos organizacionais e sistemas gerenciais adequados para cada situação.
Teoria da Contingência
A teoria da contingência enfatiza que não há nada de absoluto ou determinado nas organizações ou na teoria administrativa. Tudo é relativo, tudo é dependente (CHIAVANETO)
Essa teoria explica que existe uma relação funcional entre as variáveis independentes do ambiente e as variáveis administrativas dependentes, e não uma relação de causa-e-efeito.
Origem
A teoria da contingência surgiu a partir de várias pesquisas feitas por Chandler, Burns e Stalker, Woodward e Lowrence e Lorsch a respeito das organizações e seus ambientes. Essas pesquisas pretendiam confirmar se as organizações mais eficazes seguiam os pressupostos da teoria clássica, como divisão do trabalho, amplitude de controlo, hierarquia de autoridade.
Ideias básicas
1. As organizações devem se ajustar às condições do ambiente para serem competitivas e sustentáveis;
2. Quanto mais complexo e turbulento for o meio externo, mais complexa e diferenciada será a organização;
3. Não existe modelo organizacional único.
Principais representantes
Tom Burn e G. M. Stalker
Paul R. Lawrence e Jay W. Lorsch
Joan Woodward
Alfred Chandler
Pesquisa de Alfred D. Chandler
Sobre estratégia e estrutura organizacional
Pesquisa de T. Burns e G.M. Stalker:
Sobre organizações mecanísticas e orgânicas
Pesquisa de F. E. Emery e E.L. Trist:
Sobre os contextos ambientais e suas consequências para as organizações
Pesquisa de P.R.Laurence e J.W. Lorsch:
Sobre a defrontação entre organizações e ambiente
Ambiente
É contexto que envolve externamente a organização (ou sistema). É a situação dentro da qual uma organização está inserida.
Ambiente geral
É o macro ambiente, ou seja, o ambiente genérico e comum a todas as organizações.
O ambiente geral é constituído de um conjunto de condições comuns para todas as organizações:
Condições tecnológicas
Condições legais
 Condições políticas
Condições económicas
Condições demográficas
Condições ecologicas
Ambiente tarefa
. É o ambiente de operações de cada organização e é constituído por:
Fornecedores de entrada;
Clientes ou usuários;
Concorrentes;
Entidades reguladoras.
Tipologia do ambiente
Quanto a estrutura:
Ambiente homogêneo;
Ambiente heterogêneo.
Quanto à sua dinâmica:
Ambiente estável:
Ambiente instável.
Influência ambiental
Quanto mais homogêneo for o ambiente de tarefa, menor diferenciação será exigida de organização, pois as limitadas coações impostas a organização poderão ser tratadas por meio de uma estrutura organizacional simples e pouca departamentalização. Porém, quanto mais heterogêneo o ambiente de tarefa, maiores e diferentes serão as coações impostas a organização, exigindo maior diferenciação por meio de maior departamentalização.
Além disso, quanto mais estável o ambiente de tarefa, tanto menores são as contingências impostas a organização, permitindo-lhe adoptar uma estrutura burocrática e conservadora, já que o ambiente se caracteriza por poucas mudanças e inovações.
Quanto mais dinâmico o ambiente de tarefa tanto maiores as contingências impostas a organização, exigindo que essa absorva a incerteza por de uma estrutura organizacional mutável e inovadora.
Tecnologias
A tecnologia constitui outra variável independente que influencia as características organizacionais (variáveis dependentes). Além do impacto ambiental (para certos autores, imperativo ambiental), existe o impacto tecnológico (para outros autores, imperativo tecnológico) sobre as organizações. As organizações utilizam alguma forma de tecnologia para executar suas operações e realizar suas tarefas.
 Tecnologia como variável ambiental: A tecnologia é um componente do meio ambiente à medida que as empresas adquirem, incorporam e absorvem as tecnologias criadas e desenvolvidas pelas outras empresas do seu ambiente de tarefa em seus sistemas.
 Tecnologia como variável organizacional: A tecnologia é um componente organizacional à medida que faz parte do sistema interno da organização, já incorporada a ele, passando assim a influenciá-lo poderosamente e, com isso, influenciando também o seu ambiente de tarefa.
Tipologia de Thompson
Thompson assinala que "a tecnologia é uma importante variável para a compreensão das acções das empresas". A acção das empresas fundamenta-se nos objectivos desejados e nas convicções sobre relações de causa-e-efeito.
A racionalidade técnica pode ser avaliada por dois critérios: o critério instrumental - que permite conduzir aos objetivos desejados - e o critério económico - que permite alcançar os objetivos com o mínimo de recursos necessários. “A tecnologia instrumentalmente perfeita leva ao objectivo desejado, enquanto a tecnologia menos perfeita promete um resultado provável ou possível.”
Thompson propõe uma tipologia de tecnologias conforme o seu arranjo dentro da organização, a saber: tecnologias de elos em sequência, mediadora e intensiva.
Impacto da tecnologia
A tecnologia determina a estrutura organizacional e o comportamento organizacional.
A racionalidade técnica tornou-se sinónimo de eficiência.
A tecnologia melhora a eficácia dos administradores.
As organizações e seus níveis
Nível institucional ou estratégico;
Nível intermediário;
Nível operacional.
Adhocracia
A adhocracia é um sistema temporário, variável, fluído e adaptativo organizado em torno de problemas diversos a serem resolvidos por equipas de pessoas relativamente estranhas entre si e dotadas de habilidades profissionais diversas. A origem da adhocracia está na criação das forças-tarefas durante a Segunda Guerra Mundial, quando os militares criavam equipes ad hoc (aqui e agora) que eram logo dissolvidas após a execução de suas missões específicas e temporárias. A adhocracia significa uma trajectória rumo à gradativa "desadministração" das organizações para liberá-las do excesso de burocracia.
Características da adhocracia
 Equipes temporárias e multidisciplinares de trabalho, isto é, autônomas e autossuficientes.
 Autoridade totalmente descentralizada por meio de equipas auto gerenciáveis ou auto-administradas.
 Atribuições e responsabilidades fluidas e mutáveis.
 Poucas regras e procedimentos, ou seja, muita liberdade de trabalho.
Críticas a teoria de contingência 
1-Relativismo em administração
2-Bipolaridade contínua 
3-Ênfase no ambiente
4-Ênfase na tecnologia.
5-Compatibilização entre as abordagens de sistema fechado e sistema aberto
6- Caráter eclético e integrativo
Conclusão
Findo o trabalho, foi possível concluir que a teoria de contingência enfatiza que não há nada de absoluto nas organizações ou na teoria administrativa, tudo é relativo, e é esta ideia que poe em causa a teoria de contingência pois, mostra que as organizações que têm como base esta teoria, estão mais preocupadas com o presente, com os seus problemas actuais, não se capacitam para problemas futuros, foi possível perceber isso através da adhocracia criada apenas para a resoluções “daqui para aqui”.

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