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DIFICULDADES DE ENSINO-APRENDIZAGEM NAS SÉRIES INICIAIS
Autor: Antonio Marcos Oliveira de Lima
Profa. Orientadora: Débora do Nascimento
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Licenciatura em Pedagogia (PED 1372) – Trabalho de Graduação
11/06/2019
RESUMO
O presente trabalho teve como tema as Dificuldades de Ensino-Aprendizagem nas Séries Iniciais, presente nas salas de aulas, com vários discentes, com inúmeros problemas com escrita, leitura e outras dificuldades. Essa pesquisa teve como objetivo aferir quais as dificuldades de aprendizagem, que mis são recorrentes nas séries iniciais, observar e pesquisar, como o professor age com esses problemas no seu dia a dia de sala de aula, quais suas orientações e recursos disponíveis para ajudar tanto as crianças com dificuldades, como um todo, observando, também se existe uma interferência da equipe pedagógica nessas dificuldades de aprendizagem. Foram utilizadas como instrumento de pesquisa, algumas bibliografias das bases de dados do Google Acadêmico e Scielo, foi apresentado como fundamentação teórica, alguns autores como VYGOTSKY, RIBEIRO, OSTI. Para análise desse tema, que são as dificuldades de ensino-aprendizagem nas séries iniciais, percebeu-se quão são importantes os estudos, a respeito dessas dificuldades que as crianças enfrentam no dia a dia e os principais métodos, que são utilizados para combatê-las. 
Palavras-chave: Dificuldades. Criança. Aprendizagem.
1 INTRODUÇÃO
Existe uma grande brecha de aprendizagem nas séries iniciais em consequência de um grande número de alunos com dificuldades na aprendizagem, interferindo no seu futuro desenvolvimento cognitivo. 
    	
Esses tipos de dificuldades, não são comuns, pois através de pesquisas e estágios feitos, indicam que cerca de 15% a 20%, apresentam alguma dificuldade em aprender no início da escolarização, o que acaba afetando o desempenho escolar. Essas estimativas chegam a 30% ou 50% se a análise se estender aos seis primeiros anos de escolaridade.
Quando o discente, não consegue aprender fica desmotivado, perdendo o interesse pela escola, muitas vezes apresentam problemas comportamentais e também transtornos emocionais. Levando-os as dificuldades na leitura, escrita, pensamento matemático, baixa estima, falta de compreensão entre outros.
    	
O objetivo principal deste trabalho é analisar como as dificuldades de ensino-aprendizagem afetam o aprendizado do aluno, nas séries iniciais.
    
O termo dificuldades de aprendizagem refere-se não a um único distúrbio, mas a ampla gama de problemas que podem afetar qualquer área do desempenho do discente.
   
 Para a escola, sempre será possível mudar ou transformar um aluno, pois caso pense assim, deixa de cumprir a sua função. Cabe a escola produzir meios, que apoiem os mesmos, na modificação de atitudes e comportamentos indesejáveis e criar equipes multidisciplinares, para acompanhar e orientar os alunos durante todo o seu percurso estudantil.
   
 Os principais transtornos ou dificuldades, que mais afetam estudantes nas séries iniciais, estão à dislexia, a dislalia, a discalculia entre outras. Porém, problemas familiares, como divórcio dos pais, drogas e problemas de ordem social, como moradia, saneamento básico e renda, podem atrapalhar o desempenho dos alunos, que podem perder o interesse pelas aulas e o aprendizado, fica comprometido.
    
O tema abordado, reflete a necessidade de mais estudos e pesquisas, em relação as dificuldades que os discentes enfrentam no seu cotidiano, do ensino- aprendizagem ofertado no Brasil, e particularmente na região Amazônica. Localidade com contrastes enormes, com relação ao restante do país.
   
 A pesquisa aborda vários teóricos com FREIRE, VYGOTSKY, RIBEIRO, OSTI entre outros. Onde os mesmos apresentam teorias distintas, com relação às Dificuldades de Ensino-Aprendizagem nas Séries Iniciais e contribuíram maciçamente para o entendimento e aperfeiçoamento do trabalho.
    
A escolha do tema proposto resultou-se de reflexões e encadeamento pelo assunto proposto, na busca de verificar soluções pedagógicas para as diversas dificuldades de ensino-aprendizagem no contexto escolar. A abordagem da pesquisa é de natureza qualitativa, sendo desenvolvida através de pesquisa bibliográfica exploratória (livros, dicionários, internet, como Google Acadêmico e obras de diversos autores).
No primeiro capítulo constitui-se a introdução trazendo informações sobre o tema em questão, apontando a problemática, justificativa, objetivos e a estrutura. O segundo capítulo apresenta o conceito de aprendizagem, a importância da leitura nas séries iniciais e a dificuldades da escrita nas séries iniciais. O terceiro capítulo apresenta os materiais e métodos e resultado e discussão sobre o trabalho. E por fim, o quarto capítulo aborda as conclusão da pesquisa e as referências.
2 CONCEITO DE APRENDIZAGEM
Hoje existem diversas teorias sobre a aprendizagem, sendo estudadas, por todas as áreas de interesse. A aprendizagem integra os elementos cognitivo, biológico, social, psíquico e cerebral, sendo, portanto, um fenômeno, um processo bem complexo que ocorre num determinado momento histórico e dentro de uma cultura particular.
	Sobre a aprendizagem, Oliveira (2014, p.5), afirma que:
A aprendizagem é considerada como um processo contínuo, no qual o ser humano desde a vida uterina começa a aprender e permanece durante toda a vida, pois o caminho para atingir o crescimento, a maturidade e o desenvolvimento como pessoas, num mundo organizado, cujas interações com o meio nos permitem a organização do conhecimento, é a aprendizagem.
	Conforme Pilleti (1986) existem dois aspectos fundamentais, que a Psicologia da Educação contribui:
	- Compreensão do aluno: compreensão de suas necessidades, suas características individuais e seu desenvolvimento, nos aspectos: físico, emocional, intelectual e social. O aluno não é um ser ideal, abstrato. É uma pessoa concreta, com qualidades e preocupações.
	- Compreensão do processo ensino-aprendizagem: para o professor, não é suficiente conhecer o aluno. È necessário que ele saiba como funciona o processo de aprendizagem, quais os fatores que facilitam e prejudicam a aprendizagem, como o aluno pode aprender de maneira mais eficiente, aém de outros aspectos ligados à situação de aprendizagem, envolvendo o aluno, o professor e a sala de aula.
Apren
    Na visão de Barros, Pereira e Góes (2008), a aprendizagem é um mecanismo de aquisição de conhecimentos que são incorporados aos esquemas e estruturas intelectuais que o indivíduo dispõe em um determinado momento. Trata-se de um processo contínuo que começa pela convivência familiar, pelas culturas, tradições e vai aperfeiçoando-se no ambiente escolar e na vida social de um indivíduo, sendo assim um processo que valoriza as competências, habilidades, conhecimentos, comportamento e tem como objetivo a elevação da experiência, formação, raciocínio e observação. Essa ação pode ser analisada a partir de diferentes pontos de vista.
    A aprendizagem humana está relacionada à educação e desenvolvimento pessoal. Deve ser devidamente orientada e é favorecida quando o indivíduo está motivado. O estudo de aprendizagem utiliza os conhecimentos e teorias de neuropsicologia, psicologia, educação e pedagogia.
    A aprendizagem humana é definida como sendo a mudança relativamente estável do comportamento de um indivíduo como resultado de experiência. Esta mudança resulta da sequência do estabelecimento de associações entre estímulos e respostas. Esta capacidade não é exclusiva da espécie humana, ainda que no ser humano a aprendizagem se tenha constituído como um fator que supera a habilidade comum dos mesmos ramos evolutivos. Graças ao desenvolvimento da aprendizagem, os humanos conseguiram alcançar certa independência do seu contexto ecológico e podem inclusive alterá-lo de acordo com as suas necessidades.
    O processo fundamental na aprendizagem é a imitação ( a repetição de um processo observado, que requer tempo, espaço, habilidades e outros recursos).Desta forma, as crianças aprendem as tarefas básicas necessárias para subsistir.
    Os objetivos da aprendizagem são classificados em: domínio cognitivo (ligados a conhecimentos, informações ou capacidades intelectuais), domínio afetivo (relacionados a sentimentos, emoções, gestos e atitudes), domínio psicomotor (que resulta o uso da coordenação dos músculos). No domínio cognitivo temos habilidades de memorização, compreensão, aplicação, análise, síntese e avaliação. No domínio afetivo temos habilidades de receptividade, resposta, valorização, organização e caracterização. No domínio psicomotor apresentamos habilidades relacionadas a movimentos básicos fundamentais, movimentos reflexos, habilidades perceptivas e físicas e a comunicação não discursiva.
2.1 TEORIA DA APRENDIZAGEM
    Teorias da aprendizagem são os estudos que procuram investigar, sistematizar e propor soluções relacionadas ao campo do aprendizado do aluno.
    Esta investigação surgiu na Grécia Antiga. Neste período, o processo pelo qual uma pessoa adquire conhecimento já era tema de investigação dos filósofos gregos. Entretanto, a área de estudo ganhou destaque a partir do século XX, quando o advento da psicologia.
    O principal fator que diferencia uma teoria da outra é o ponto de vista sob o qual cada uma trabalha. Existem as teorias que abordam a aprendizagem a partir do comportamento, outras a partir do aspecto humano ou, ainda, aquelas que consideram apenas a capacidade cognitiva de cada um.
    Como o campo da investigação do conhecimento humano é bastante vasto, algumas teorias obtiveram destaque ao longo dom século, servindo como base teórica para os estudos nesta área.
    BEHAVIORISMO OU COMPORTAMENTALISMO
    O behaviorismo (do inglês behavior: comportamento ou conduta) é o conjunto de abordagens, nascidos nos séculos XIX e XX, que propõe o comportamento como objeto de estudo da psicologia.
    Os ramos principais desta teoria são o Behaviorismo Metodológico e Behaviorismo Radical.
    Em 1913, foi publicado um artigo com o nome “Psicologia: como os behavioristas a veem” da autoria do psicólogo estadunidense John B. Watson (reconhecido como o pai do Behaviorismo Metodológico). Mais tarde, em 1914, na obra intitulada Behavior, Watson abordou mais uma vez o conceito de psicologia do comportamento. Watson se baseou em teorias e noções de vários pensadores e autores como Descartes, Pavlov, Loeb e Comte.
    O behaviorismo contempla o comportamento como uma forma funcional e racional de organismos vivos. Esta corrente psicológica não aceita qualquer relação com o Transcendental, com a introspecção e aspectos filosóficos, mas pretende estudar comportamentos objetivos que podem ser observados.
    De acordo com Watson, o estudo do meio que envolve um indivíduo possibilita a previsão e o controle do comportamento humano.
    Burrhus Frederic Skinner criou na década de 40, o Behaviorismo Radical, como uma proposta filosófica sobre o comportamento do homem. Ela foi radicalmente contra causas internas, ou seja, mentais, para a explicar a conduta humana e negou também a realidade e a atuação dos elementos cognitivos, opondo-se à concepção de Watson, que só não estendia seus estudos aos fenômenos mentais pelas limitações da metodologia, não por eles serem irreais. Skinner recusa-se igualmente a crer na existência das variáveis medi acionais de Tolman. Em resumo, ele acredita que o indivíduo é um ser único, homogêneo, não um todo constituído de corpo e mente.
    No âmbito da educação, o behaviorismo remete para uma alteração do comportamento dos elementos envolvidos no processo de aprendizagem, sendo que uma mudança nos professores e alunos poderia melhorar a aprendizagem. Para o Watson, a educação é um importante elemento capaz de transformar a conduta de indivíduos.
    Além disso, Watson acreditava que com os estímulos específicos, era possível “transformar” e “moldar” o comportamento de uma criança, para que ela pudesse exercer qualquer profissão por ela escolhida.
COGNITIVISMO
    A Teoria Cognitiva surgiu nos Estados Unidos entre as décadas de 1950 e 1960 como uma forma de crítica ao Comportamentalismo, que postulava em linhas gerais, a aprendizagem como resultada do condicionamento de indivíduos quando expostos a uma distância de estímulo e resposta.
    O termo cognição pode ser definido como um conjunto de habilidades mentais necessárias para a construção de conhecimentos sobre o mundo. Os processos cognitivos envolvem, por tanto, habilidades relacionadas ao desenvolvimento do pensamento, raciocínio, linguagem, memória, abstração e etc.; têm início ainda na infância e estão diretamente relacionados à aprendizagem.
    Para Piaget (Apud Lima, 1984), o desenvolvimento da mente é um processo dialético que ocorre por meio da autorregulação. Para este autor, todos os processos vitais, sejam eles psicológicos, biológicos ou sociológicos, se comportam da mesma forma. Isto significa que, diante das dificuldades de assimilação, o organismo se acomoda (modifica), assim pode assimilar sucessivas vezes. O resultado entre assimilação e a acomodação é a adaptação.
    Por meio desse processo, o autor sugere uma mudança na pedagogia da época, pois diz que os alunos precisam ser desafiados. Dessa forma, caberia ao professor “propor situações que estimulem a atividade reequilibradora do educando” (...) “Ninguém educa ninguém: é o próprio aluno que se educa” (LIMA, 1984, p.19).
TEORIA DA APRENDIZAGEM SOCIAL
    Albert Bandura é um psicólogo cognitivo, de origem canadense, da Universidade de Stanford, que criou a Teoria Social Cognitiva que inicialmente era conhecida como Teoria da Aprendizagem Social.
    Bandura (2008, p.15) afirma que:
A teoria social cognitiva adota a perspectiva da agência para o autodesenvolvimento, adaptação e mudança. Ser agente significa influenciar o próprio funcionamento e as circunstâncias da vida de modo intencional. Segundo essa visão, as pessoas são auto- organizadas, proativas, autorreguladas e auto reflexivas, apenas produtos dessas condições.
    De acordo com La Rosa (2003) a teoria de Bandura procura proporcionar uma caracterização dos fatores externos e internos que atuam nos processos humanos de aprendizagem, com um do caráter descritivo ao qual se apresenta em esquema de síntese, que descreve os determinantes do  comportamento. A teoria tem como objetivo apresentar um quadro que faça justiça a todos os fatores que influenciam em determinado comportamento e, não prioritariamente explicar os processos implicados.
    A teoria do aprendizado social tem sido útil para explicar como as pessoas podem aprender coisas novas e desenvolver novos comportamentos através da observação de outras pessoas.
TEORIA SOCIOINTERACIONISTA
    O sociointercionismo é uma teoria de aprendizagem com o foco de interação. Segundo ela, a aprendizagem acontece em contextos históricos, sociais e culturais. Assim, o conhecimento real da criança é o ponto de partida para o conhecimento potencial.
    No início do século XX, um psicólogo russo chamado Lev Vygotsky, buscava reformular a psicologia por meio de uma abordagem que permitisse entender as relações entre indivíduos, as suas funções psicológicas e seu contexto social. Suas pesquisas revolucionárias propõem uma situação de ensino-aprendizagem em que o aprendiz, por meio do seu convívio social e da interação com outras pessoas é capaz de construir o seu conhecimento.
    A teoria sociointeracionista está centrada, basicamente, no processo da mediação, que está dividida em dois tipos de elementos mediadores: os instrumentais e os signos. O instrumental é o que está entre o trabalhador e o seu objeto de trabalho. Já o signo “age como um instrumento da atividade psicológica de maneira análoga ao papel do instrumento de trabalho” (LA ROSA, 2003. P.133).
    Baseando-se nessas relações, Vygotsky diz que o sujeito constrói o conhecimento pelam aprendizagem, promovendo o desenvolvimento mental, e por meio dele, deixaria de ser um animal para se tornar um ser humano. Dessaforma, tanto à aprendizagem quanto o desenvolvimento acontecem pela dialética.
    Assim a escola como motor do desenvolvimento tem um papel importante nesta perspectiva. Para Vygotsky:
(...) o aprendizado adequadamente organizado resulta em desenvolvimento mental e põe em movimento vários processos que, de outra forma, seriam impossíveis de acontecer. Assim, o aprendizado é um aspecto necessário e universal do processo de desenvolvimento das funções psicológicas culturalmente organizadas e especificamente humanas (VYGOTSKY, 2003, p.118).
2.2 DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM
    Dificuldade ou distúrbio de aprendizagem é uma das dificuldades de aprendizagem, uma vez que a dificuldade pode estar relacionada a diversos fatores, como físicos, sociais, familiares, culturais, escolares, entre outros.
    Quando falamos em dificuldades de aprendizagem, estamos nos referindo especificamente a alguns tipos de desordens que impedem uma pessoa de aprender no mesmo ritmo de quem não apresenta o problema- e não à dificuldade normal que todos, temos em aprender um determinado tema.
    Essas desordens normalmente afetam a capacidade do cérebro em receber as informações e processá-las, comprometendo o aprendizado e deixando- o mais lento em comparação do que o normal.
    Elas podem estar relacionadas tanto s fatores externos quanto a alguns tipos de transtorno.
    Cada criança é um indivíduo e terá um desenvolvimento a seu próprio passo. Algumas crianças podem atingir os estágios esperados mais cedo ou mais tarde que outros, mesmo assim existe um limite de tempo para que as habilidades sejam desenvolvidas.
    Alunos do quarto ano têm dificuldades de aprendizagem, problemas como desinteresse, baixo rendimento na aprendizagem. Os mesmos são passados de um ano para o outro, mesmo sem terem aprendido o ensino do ano em curso, tem dificuldades na escrita, na leitura e na interpretação de texto.
    As crianças com dificuldades de aprendizagem, geralmente não conseguem um bom desempenho na vida escolar. A sua capacidade intelectual parece congelar, fazendo com que o seu desempenho na escola seja inconsistente. Os alunos com dificuldades de aprendizagem podem manifestar comportamentos problemáticos como: falta de atenção, distração, perda do interesse por novas atividades, deixar atividades ou trabalhos inacabados, dificuldade para seguir instruções do professor e faltar aulas.
    O professor tem que ter clareza das dificuldades que encontrará pelo caminho: situações que o desfiarão como educador e que precisarão de jogo de cintura para encarar com garra e determinação.
    As dificuldades apontadas por professores foram: mau comportamento dos alunos em algumas ocasiões, pois a escola não atua nesse sentido, divergências de pensamento entre coordenação e professores e a falta de comprometimento dos pais com a educação de seus filhos, passando essa tarefa para a escola.
    Os tipos mais comuns de dificuldades de aprendizagem são:
    
Dislexia
    A dislexia é um transtorno de aprendizagem de origem neurobiológica (ou seja, que ocorre no cérebro, na coluna vertebral e nos nervos), e que tem como principal característica a dificuldade de ler e escrever.
    Quem sofre deste problema tem dificuldade no reconhecimento preciso e fluente das palavras e na habilidade de decodificar e soletrar também.
    Trata-se de um problema crônico, que pode perdurar por anos ou durante a vida toda. É muito comum – existem mais de 2 milhões de casos relatados por ano no Brasil.
    Segundo a Associação Brasileira de Dislexia, não se sabe ao certo quantas pessoas possuem o transtorno, mais se estima que ele afeta de 0,5% a 17% da população mundial.
    Os sintomas da dislexia podem ser identificados mais facilmente na infância, já que o distúrbio, nesta fase, é mais acentuado. Conheça alguns deles.
    - Problemas no desenvolvimento da fala ou desenvolvimento tardio do aprendizado da fala;
    - Problemas cognitivos, como a dificuldade de memorização de palavras ou regras ortográficas;
    - Atraso na habilidade de leitura ou comprometimento da fala;
    - Dispersão e falta de atenção.
Disgrafia
    As pessoas com esse distúrbio apresentam dificuldade na fluência escrita em diversos aspectos, cometendo diversos erros de ortografia e na formação de palavras.
    A disgrafia, em diversos casos, pode estar relacionada com problemas psicomotores (os movimentos corporais que são governados plenamente). Alguns sintomas da disgrafia incluem:
    - Dificuldade na formação de palavras;
    - Letras muito largas, pequenas demais ou de tamanho variável;
    - Uso incorreto de letras maiúsculas e minúsculas;
    - Letras sobrepostas uma às outras;
    - Espaçamento inconsistente entre letras e alinhamento errado;
    - Dificuldade de fluência na escrita.
DIscalculia
    Discalculia ou Cegueira numérica é o nome usado para se referir à não habilidade de execução de operações matemáticas ou aritméticas. Essa desordem neurológica afeta principalmente a habilidade da pessoa em compreender e mexer com números.
    Os sintomas da discalculia envolvem a dificuldade em organizar, classificar e realizar operações com números. Ela pode se apresentar em alguns tipos, como:
    - Léxica: dificuldade na leitura e compreensão de símbolos matemáticos, números, expressões e equações;
    - Gráfica: dificuldade para escrever símbolos matemáticos;
    - Verbal: dificuldades em nomear e compreender os conceitos matemáticos apresentados, além de números, termos e símbolos;
    - Operacional: dificuldade para completar operações matemáticas escritas e verbais, além dos cálculos numéricos;
    - Ideognóstica: dificuldades na realização de operações mentais e para entender os conceitos de matemática;
    - Practognóstica: dificuldade em traduzir um conceito matemático abstrato para um real. Com a dificuldade na numeração, manipulação e comparação de objetos.
Dislalia
    A dislalia é um distúrbio que afeta a fala, caracterizado pela dificuldade em articular as palavras corretamente. Os que sofrem dela costumam trocar as palavras por outras similares na pronúncia, falar de maneira errada, omitindo ou trocando letras.
    Um grande exemplo de dislalia está no personagem Cebolinha, do desenho animado Turma da Mônica, em que o distúrbio é marca registrado dele, como trocar a letra “R” pelo “L”.
    A dislalia pode se apresentar em quatro tipos, que são:
    - Evolutiva: considerada normal em crianças, sendo corrigida gradativamente durante o seu desenvolvimento;
    - Funcional: caracterizada pela substituição de letras durante a fala (um fonema pelo outro), pela ausência de sons na pronúncia, pelo acréscimo ou inversão de letras nas palavras e por distorções de sons;
    - Audiógena: há a alteração na formação de fonemas em deficientes auditivos, que não conseguem imitar os sons;
    - Orgânica: casos mais graves ocorrem em decorrência de uma lesão cerebral e que faz com que a pronúncia seja incorreta.
Disortografia
    Quem apresenta esse transtorno também costuma ser afetado pela dislexia. Embora também esteja relacionado à linguagem escrita, é mais amplo do que a disgrafia. Ele consiste na dificuldade de aprender e desenvolver as habilidades da escrita, podendo envolver a falta de vontade de escrever e a dificuldade de leitura.
    Alguns sintomas da disortografia são:
    - Traçado incorreto da letra;
    - Falta de clareza e lentidão na escrita;
    - Falta de vontade de escrever;
    - Alteração no espaço da letra;
    - Letras inteligíveis;
    - Textos bem reduzidos.
TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade)
    È uma doença crônica que inclui a dificuldade de atenção, hiperatividade e impulsividade. Algumas pessoas podem nascer com o transtorno, enquanto que outras começam a ter os sintomas em alguns episódios específicos, como momentos de estresse intenso.
    Geralmente começa a se manifestar na infância e costuma acompanhar a pessoa na vida adulta também. É fator determinante para uma série de problemas, como autoestima baixa,problema em relacionamentos e dificuldades no ambiente de trabalho ou na escola.
    Os sintomas mais comuns são:
    - Comportamento agressivo, hiperatividade, inquietação, impulsividade, irritação;
    - Dificuldades de concentração, esquecimento constante e falta de atenção;
    - Ansiedade, raiva e excitação;
    - Sintomas de depressão e dificuldades de aprendizagem acentuadas.
3 A IMPORTÂNCIA DA LEITURA NAS SÉRIES INICIAIS
    “A leitura é sempre apropriação, invenção, produção de significados”. (CHRTIER, 1999, p.77).
    Foucambert (1994, p. 77), escreve:
Ler significa ser questionado pelo mundo e por si mesmo, significa que certas respostas podem ser encontradas na escrita, significa poder ter acesso a essa escrita, significa construir uma resposta que integra parte das novas informações ao que já se é [...] ler é o meio de interrogar a escrita e não tolerar a amputação de nenhum de seus aspectos.
    A leitura está presente no cotidiano das pessoas desde muitos tempos atrás. Ela surgiu através de símbolos, que na antiguidade foram interpretados pelo homem, dedes então vem se renovando.
    A leitura está para a educação assim como o poeta está para a poesia, neste contexto de comparação a leitura é essencial para o desenvolvimento da criança, para a qualidade de vida, para a abrangência de conhecimento, de saberes adquiridos, a leitura contribui para a formação de cidadãos coerentes no que diz e no que faz.
    Enquanto isso Freire (1995 p. 29-30), enfatiza que:
Ler é uma operação inteligente, difícil, exigente, mas gratificante [...] Ler é procurar ou buscar criar a compreensão do lido... Ler é engajar-se numa experiência criativa em torno da compreensão e da comunicação. É a experiência da compreensão sejam tão mais profundos quanto sejamos nela capaz de associar, jamais dicotomizar, os conceitos emergentes na experiência escolar aos que resultam do mundo no cotidiano.
 Na proposta da leitura nas séries iniciais, tem que haver um objetivo específico, com foco no crescimento intelectual e social do aluno, para que o processo de formar leitores possa propagar nos anos seguintes, para que essa prática ganhe um lugar importante na vida da criança, que esse processo seja contínuo e crescente, de forma que se torne um hábito, algo praticável no dia a dia e não só na sala de aula, a leitura deverá se tornar uma prática recreativa e não apenas informativa e obrigatória.
    De acordo com os PCNs (p.43):
Formar leitores é algo que requer, portanto, condições favoráveis para a prática da leitura – que não se restringem apenas aos recursos materiais disponíveis, pois, na verdade, o uso que se faz dos livros e demais materiais impressos é o aspecto mais determinante para o desenvolvimento da prática e do gosto pela leitura.
3.1 A LEITURA NAS SÉRIES INICIAIS
    A leitura nesta fase tem uma importância singular, pois a mesma irá fazer parte de todo o processo de alfabetização do aluno, o momento certo que a leitura precisa ser ensinada é nas Séries Iniciais ou Fundamental I, neste período o aluno já sabe escrever nem sempre sabe compreender o que está escrevendo. Nas séries iniciais o professor mediador precisa utilizar uma proposta que tenha como objetivo diminuir a codificação, com o intuito de desmembrá-la, assim irá assegurar uma leitura pelo qual o aluno possa entender o que está lendo. De acordo com os PCNs (p. 42):
É preciso superar algumas concepções sobre o aprendizado inicial da leitura. A principal delas é a de que ler é simplesmente decodificar, converter letras em sons, sendo a compreensão consequência natural dessa ação. Por conta desta concepção equivocada a escola vem produzindo grande quantidade de “leitores” capazes de decodificar qualquer texto, mas com enormes dificuldades para compreender o que tentam ler.
A proposta da leitura nas séries iniciais é formar leitores críticos, que saibam agir sempre utilizando a ética e a moral, que através do conhecimento adquirido possam crescer com uma visão de mundo onde tudo pode ser modificado. Isso só depende do ponto de vista que se ver proposta também espera que ao percorrer do caminho acadêmico dos alunos, eles possam engrandecer seu conhecimento intelectual e social que dessa forma possam cooperar para formar uma sociedade mais justa.
A leitura tem importante participação na formação da personalidade da criança e dentre tantas razões, o professor desde o início da vida letrada do aluno tem que estar a todo o momento incentivando o gosto pela leitura, mostrando para a criança obras literárias atrativas e coloridas, e para os menores contando histórias, e dessa forma incentivando também a dramatização de textos.
4 AS DIFICULDADES DA ESCRITA NAS SÉRIES INICIAIS
    Nos últimos tempos, a questão da alfabetização, faz parte da preocupação dos gestores e pedagogos, como toda a equipe escolar. Logo a questão, merece grande respaldo, por parte do alfabetizador, pois o mesmo deve estar preparado e ter uma boa formação, pois o início da alfabetização, muitos alunos encontram muita dificuldade. É que isso se dá devido à falta de formação linguística por parte do professor, ou seja, o alfabetizador ao ensinar o discente a escrever, procura formá-lo conforme os livros de gramática, na maioria das vezes deixando ou mesmo menosprezando toda a bagagem que o aluno já traz, ou melhor, sua linguagem.
    Observando essas situações, pode-se dizer que as dificuldades de aprendizagem na escrita não é só um problema de aprendizagem, mas que o discente precisará de bastante atenção da comunidade escolar, particularmente por parte do professor, já que o mesmo está acompanhando o aluno mais de perto o desenvolvimento cognitivo do mesmo. Para Cagliari “Ler e escrever são atos linguísticos e, portanto, a compreensão da natureza da escrita, de suas funções e usos é indispensável ao processo de alfabetização”. (CAGLIARI, 1989, p.8), ou seja, o processo de produção da escrita exige do educador uma boa preparação, pois o discente poderá sentir grandes dificuldades que a impedirá de escrever.
    Pode-se analisar que da fala para a escrita existem realidades bem diferentes, pois quando a criança aprende a falar a língua materna não está presa às regras ortográficas, logo na escrita passa a ser visto todos os conceitos de que a criança não usava para desenvolver essas linguagens. Daí, quando passa a frequentar a escola, surge às dificuldades na escrita.
    A tarefa de escrever exige do indivíduo, muita atenção, pois costumamos confundir os fonemas, ou seja, precisamos estra bastante atentos ao emprego das letras. Então as dificuldades de aprendizagem na escrita podem se manifestar por confusão, inversão, substituição das letras, ordem das sílabas alteradas, lentidão na percepção visual, dentre outros. São dificuldades que podem se manifestar em áreas distintas como soletrar ou escrever uma palavra ditada.
    Essas dificuldades que o discente apresenta na escrita podem ser oriundas de vários fatores, como em reconhecer formas, letras ou sílabas e etc. Outra possibilidade seria a correspondência entre o léxico auditivo e a atribuição de significado semântico, ou seja, a dificuldade entre o que se ouve e o que se escreve.
    Nos estudos Escoriza Neto (1998), diz que as dificuldades na escrita sõa atribuídas desde criança, mas que se não forem bem trabalhadas acarretará problemas mais sérios no decorrer da formação do aluno. Para as dificuldades de aprendizagem serem analisadas, primeiramente deve ser entendidas, recebendo do professor ajudas educativas, diferenciadas, diversificadas e diagnosticadas no processo de influência educativa.
5 MATERIAL E MÉTODOS
    Para a realização dessa pesquisa, usei a metodologia documental, descritiva e bibliográfica, que se explicam pelo uso de categorias como forma de organização do conteúdo em partes. Através de análises de literaturas de autores renomados, como Vygotsky, Parâmetros Curriculares Nacionais entre outros. Também foi usada na pesquisa, o uso de sites, livros, periódicos e Google Acadêmico, todos em PDF.Conforme pesquisas e alguns teóricos estudados, pude observar que as dificuldades e ou transtornos de aprendizagem nas séries iniciais são problemas, muito sérios, que já veem sendo discutido a um longo tempo, pois grandes preocupações de instituições de ensino.
    Através do segundo estágio, onde o mesmo abordava o tema pesquisado, que são as dificuldades de ensino-aprendizagem nas séries iniciais, pude aprofundar-me em sala de aula, na observação e regência, como dificuldades como escrita, leitura, professores e instituições, com sérios problemas de aquisições de materiais e formação continuada, deixam a desejar no ensino- aprendizagem das crianças.
Fonte:// www.iped.com.br/ materiais/educação/educação-e-pedagogia/principais distúrbios-aprendizagem/ html/ Foto: iped.
6 RESULTADOS E DISCUSSÃO
    Trabalhar com esse tema, é de extrema importância, pois traz à tona questionamentos e observações, que levam todos a pensar de como é importante buscar alternativas, que ajudem no apoio das escolas, famílias e crianças, à questão das dificuldades de ensino-aprendizagem nas séries iniciais.
    Itens como leitura, escrita e algumas dificuldades de aprendizagem, como a dislexia, dislalia entre outras, podem atrapalhar o rendimento das escolas, principalmente as públicas, onde muitas não dispõem de toda a assistência, como é o caso de instituições de ensino, instaladas nas periferias dos grandes centros.
    Os processos de aprendizagem vêm sendo bastante discutido, nos últimos tempos, pois só vem trabalhando vários profissionais, professores, educadores, psicólogos, mas também por ser um processo que tem exigido bastante do profissional da educação, pois a aprendizagem é uma operação na personalidade humana.
    Para os professores e educadores, nem sempre fazer seu trabalho direito é fácil, pois dependendo da problemática do discente e das instituições, quase sempre despreparados, torna-se um fardo. Porém na observância através do estágio, pude perceber o envolvimento de todos, na busca de soluções, para ajudar o alunado, nas mais diversas dificuldades de aprendizagem.
    Devemos buscar o conhecimento para o aprimoramento do assunto e a busca de alternativas, para o envolvimento de todos, nessa perspectiva das dificuldades de ensino- aprendizagem nos dias de hoje. Assunto, tão em evidência e também discutido, por toda a sociedade.
7 CONCLUSÃO
    A dificuldade de ensino-aprendizagem nas séries iniciais ou fundamental I, no Brasil, é uma questão bastante estudada e discutida por vários teóricos e a sociedade em geral. Logo exige do educador uma ampla gama de conhecimentos, que podem ajudar o educando, nos primeiros passos de sua alfabetização, sempre respeitando o mesmo, pois já traz um vasto conhecimento familiar.
    O tema da aprendizagem é um assunto bastante discutido por muitos estudiosos e toda a sociedade educacional brasileira, que buscam entender o ser humano, nas suas diversas áreas de seu desenvolvimento. Logo, muitos trazem diversas teorias sobre o assunto em questão, onde se destacam Jean Piaget, John B. Watson, Albert Bandura entre outros.
    Há diversos tipos de dificuldades de ensino-aprendizagem, nos primeiros anos do Ensino Fundamental ou Séries Iniciais, tanto de ordem neurológica como de ordem social. As de ordem neurológicas estão às dificuldades ou transtornos de aprendizagem, como a dislexia, a dislalia, disortografia, todas na ordem da leitura e escrita, onde muitos alunos apresentam essas dificuldades. Já a discalculia, é a dificuldade do discente em fazer cálculos e suas interpretações e a TDHA (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade), onde apresenta vários sintomas, como: irritação, comportamento agressivo entre outros.
    As dificuldades de aprendizagem de ordem social estão vários problemas do cotidiano do aluno, como: drogas, divórcio dos pais, moradia, questão financeira entre outros.
    Muitas vezes, a escola, ou melhor, o professor não está preparado, para receber os alunos, com essas demandas de dificuldades de ensino-aprendizagem. Pois, a instituição de ensino, deveria ter em seu corpo docente, vários profissionais como pedagogos, psicólogos entre outros profissionais para poderem ajudar essas crianças.
    Nos meus estágios, trabalhei essas dificuldades de ensino-aprendizagem, desde o olhar do professor a gestão escolar e vi de perto à realidade da escola pública, com docentes trabalhando 40 horas, equipe gestora, dividindo tarefas, pela instituição, não possuir um quadro de profissionais completos. Observei salas cheias e alunos, com as mais diversas dificuldades. Na ordem neurológica e social. Discentes, que passaram de série, com problemas de leitura, escrita, interpretação de texto, cálculos matemáticos entre outros.
    Em minha formação acadêmica, me deparei com a teoria na faculdade, com disciplinas fantásticas na formação do pedagogo quiçá do professor. Porém na realidade, o trabalho do educador, é árduo, onde o mesmo se depara, com as mais diversas dificuldades, entre elas, a de ensino-aprendizagem, nos diversos níveis de ensino. Dentre elas as séries iniciais, as dificuldades de leitura e escrita, são os principais entraves da educação nos dias de hoje, pois as mudanças na legislação educacional brasileira, acelera a ida de alunos, a outras séries acima, sem os mesmos terem aprendido o conteúdo da série anterior.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Introdução. Ensino Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998.
CAGLIARI, L. C. Alfabetização & linguística. São Paulo: Scipicione, 1997.
CAMPOS, Dinah Martins de Sousa. Psicologia da aprendizagem. 38, ed. Petrópolis, vozes, 2010.
LA ROSA, J. Psicologia e educação: o significado do aprender. Porto Alegre: Edi PUCR, 2003.
LIMA, L. O. A. Construção do Homem Segundo Piaget. São Paulo: Summus, 1984, p 17-45.
Moreira, M. A.; OSTERMANN, F. Teorias Construtivistas. Porto Alegre: UFRS, 1999. 
OSTI, A. Dificuldades de aprendizagem, afetividade e Representações Sociais: reflexões para a formação docente. Jundiaí: Paco Editorial, 2012.
VYGOTSKY, L. S. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1989.
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