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RESUMO a lingua de eulalia

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RESUMO: A língua de Eulália
Por: Vanessa Severino Bardini. Aluna de Graduação de Letras Português Inglês da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP-CP) 
Título: A chegada
A narrativa em seu primeiro capítulo apresenta-nos a chegada de três estudantes universitárias: Vera, Sílvia e Emília à casa de Irene, uma lingüista renomada e professora universitária aposentada.
As três estudantes assim como Irene são professoras, do curso primário de um mesmo colégio em São Paulo, porém graduandas em disciplinas diferentes, sendo Vera estudante de letras, Sílvia de psicologia e Emília de pedagogia.
Irene, tia de Vera, as convidara para que passassem as férias do mês de julho em Atibaia lugar campestre onde reside.
Irene apesar de ter se aposentado continua pesquisando e ministrando aulas, o que causa certa curiosidade por parte de Silvia e Emília. 
Vera lhes explica o motivo de tanto interesse, Eulália, que fora empregada de Irene, que era analfabeta.
Subtítulo: Quem ri do que?
As estudantes reunidas com a anfitriã, Irene após o almoço, criticam o modo de Eulália falar, desprezando a sabedoria que ela possui.
Irene então as questiona com relação ao preconceito, demonstrando que as variações se dão devido a circunstancias do próprio uso da língua que varia conforme as diferenças de gênero, de classe social, de etnia, entre outros.
Título: Que língua é essa - mito da realidade
A lingüista expõe o mito da língua única que percorre todo o Brasil, como um fato que não corresponde a realidade, pois no Brasil são falados mais de duzentos tipos de dialetos diversos, uma língua varia.
Subtítulo: Toda língua varia.
Irene faz uma comparação entre os usos do português no Brasil e em Portugal, no nordeste e no sul do Brasil, da variedade de usos de um homem para uma mulher, apontando que as diversas variedades equivalem a uma língua e que cada pessoa possui uma língua própria, individual.
Cita como exemplo a fábula do porco-espinho enfatizando que a partir da linguagem há-se a sobrevivência e a evolução dos indivíduos.
Título - Toda a língua muda - comparações entre os usos da língua portuguesa de acordo com os tempos.
Irene continua a discorrer sobre o tema apontando que além da variação geográfica, a língua muda no decorrer dos tempos e que seu uso se dá de varias formas no espaço.
Aborda também que não há uma única variedade de português, mas uma variedade de dialetos dentro de uma mesma língua, que são falados diversificamente de região para região, representando um conjunto de pessoas e também uma época.
A professora fala da norma padrão “um modelo ideal de língua”, que é usada por jornalistas, escritores e pessoas cultas, discutindo a importância de ser aprendida na escola. Discorre que mesmo a norma padrão sendo tão prestigiada, não deve ser utilizada como instrumento de discriminação e que se o mesmo investimento fosse aplicado às outras variedades, estas certamente se tornariam tão importantes quanto a norma padrão.
Irene para explicar melhor envolve o exemplo da língua hebraica, considerada morta, que foi investida pelos Judeus, tendo hoje uma enorme importância política e econômica.
Título: História da Norma Padrão
Irene dando seguimento a seus apontamentos, fala que ao estabelecer uma norma em uma língua as outras variedades passam a ser consideradas impróprias. Sendo então a norma padrão a representante legal da língua.
A lingüista discorre que todas as variedades possuem recursos para desempenhar a função de comunicação e que algumas línguas servem de base para a formação da linguagem padrão.
Dá o exemplo do Italiano que se formou na região da Toscana, devido a importância da região, economicamente e pelo fato de que nesta linguagem foram escritas muitas obras primas da literatura mundial, destacando entre os principais autores: Michelangelo, Da Vinci e Dante.
Voltando-se ao Brasil, Irene fala do processo de colonização que se iniciou do norte para o sul, citando o preconceito que há com as variedades nordestinas e do falar caipira (r retroflexo).
Título: Que é o português Não-Padrão.
Emília tece um comentário tendo como ponto a língua, comparando-a com um balaio, onde existem inúmeras variedades e que só algumas comporão a norma padrão.
Irene a partir desse comentário aponta que a unidade linguistica é um mito, pois a realidade em que vivemos é complexa, não se fala apenas uma variedade.
A lingüista explica o que é o português padrão e o português não padrão.
Subtítulo: Quem fala o PNP?
Irene aponta as diferenças entre o PP, variedade falada pelas classes sociais privilegiadas, que são minoria da população e o PNP, grande maioria dos falantes, classes sociais marginalizadas.
Ela fala da discriminação da variedade PNP, que é um grave problema não apenas não apenas social mas também no sistema educacional, que tratam essa a variedade PNP, como deficiente, o que resulta na enorme porcentagem de fracasso escolar, pois o aluno se sente capaz de aprender.
Irene conclui que o português padrão deveria ser ensinado de modo a integrar o aluno a sociedade, sendo que através do seu domínio permita ao falante lutar em igualdade com os outros cidadãos das classes privilegiadas.
Título: O livro de Irene.
As estudantes destacam o falar de Eulália, como PNP. Irene lhes conta que Eulália foi alfabetizada quando tinha mais de quarenta anos, ressaltando que embora ela tenha sido alfabetizada no português padrão continua empregando o não padrão, pois é a língua materna dela.
Irene aponta que a partir do conhecimento do PNP tem-se a identificação da dificuldade que o aluno tem em aprender a norma padrão.
Ela explicita que é possível escrever uma gramática do PNP, plano que está colocando em prática por meio de suas pesquisas, concluindo 	que através deste estudo, que o português não padrão deixe de ser visto como uma língua “errada”, passando para o plano de língua organizada, limitando-se nos estudos as diferenças fonéticas que são mais estigmatizadas.
Subtítulo: O erro e o outro.
Dando segmento, Irene enfatiza que a rejeição pela variedade de PNP continua sendo perpassada pelos meios sociais, sem que essa noção de “erro” seja explicada, pesquisada e sem definir o porquê da ocorrência e da permanência desta variedade que é tida como errada.
Sílvia dando um exemplo de seu irmão quanto ao uso do boné, exemplifica o conceito de certo ou errado que varia de individuo para individuo. 
Irene retoma indicando que o fenômeno do certo e do errado é um fenômeno antigo, citando o exemplo da língua grega versus bárbara. 
Subtítulo: Erro comum ou acerto comum?
As orientações de Irene se seguem apontando para os fenômenos que ocorrem de norte a sul, tidos como “erros comuns”.
Irene a partir desses “erros comuns” pretende demonstrar que os gramáticos consideram como errado, tem na verdade uma explicação, e que o erro em questão é definido por questões individuais, como pronuncias não registradas em nenhuma outra variedade no Brasil.
Irene expõe também algumas estratégias para provar que as características do PNP não são erros, citando que é necessário comparar outras línguas com o PNP e observar se existem fenômenos semelhantes e buscar na historia explicação para a caracterização do PNP.
Conclui destacando que a língua portuguesa está em constante transformação, assim como o latim que originou diversas línguas.
Subtítulo: Características do PNP
Irene apresenta as estudante um quadro comparativo entre o PP e o PNP. Após a apresentação dos quadros, atenta-se para as características entre as duas variedades, destacando-se para a naturalidade do PNP e para a artificialidade do PP.
Subtítulo: PP e PNP- mais semelhanças que diferenças.
Irene explica que existem mais semelhanças que diferenças entre as variedades de português no Brasil, apontando que apesar das diferenças os falantes de variedades diferentes conseguem se comunicar com eficiência.
Também enfatiza que as desigualdades sociais existentes no Brasil, acentuam a estigmatização daquilo que foge da norma padrão, pois esta faz força social e política contra
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