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Ascaridíase, Tricuriase e Enterobius

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Ascaridíase – Larissa Leslye 
→ Faz ciclo de Loss (ciclo pulmonar) tbm 
→ Distribuição geográfica ampla e a prevalência é maior em determinadas condições climáticas, 
ambientais e onde há grau e desenvolvimento menor (pessoas que não há educação sanitária e o serviço de 
saneamento básico é precário). 
Brasil: prevalência varia de 5 a 25% 
→ Verme, é um parasito grande que pode atingir até 45 cm - femea e tem calibre de uma caneta. O macho 
tem o mesmo calibre, mas atinge no máximo 35 cm de comprimento. 
→ As femeas depois que se acasalam produz muitos ovos: esses ovos tem três membranas: 
- Membrana externa de mucolopolissacarídeo que facilita a 
aderência entre os ovos e onde os ovos são dispersos. Eles aderem a 
diferentes substratos facilitando a disseminação dos ovos e protegendo 
eles contra as intemperes permitindo que eles fiquem aderidos uns aos 
outros formando grupos de ovos 
-Membrana intermediária: quitinosa, resistente 
Membrana interna: hidorfobica, é lipoproteica, ela repele a agua 
protegendo o ovo contra excessiva hidratação, não deixando ele se 
deteriorar rapidamente. 
 
Morfologia dos ovos são de vários tipos: vários formatos de ovos 
Ovo embrionado – ovos infectantes 
Ovo larvado- ovos infectantes 
Ovos inferteis – que ao cais no ambiente se degenera, se for ingerido 
pelo hospedeiro humano é degradado – são ovos não infectantes 
 
Habitat do verme no homem: intestino delgado 
 
CICLO BIOLOGICO 
Vermes adultos no hospedeiro humano vivem livres na 
luz do intestino delgado, esses vermes acasalam-se. As 
femeas são capazes de produzir muitos ovos, e esses 
ovos são eliminados juntos com as fezes. Os ovos 
inférteis se degradam no ambientes e se forem ingeridos 
serão digeridos pelo hospedeiro 
Os ovos feteris no ambiente embrionam-se tornam-se 
larvados – L1, mudam de estágio para L2 e depois para 
L3. O ovo infetante é o ovo com larva no estágio 3 – L3. 
O ovo com L3 continua o ciclo biológico 
Mas esse ciclo só continua se o indivíduo ingerir esse ovo com L3, esse ovo ao ser ingerido passa pelo 
estomago, sofre ação gástrica no duodeno sofre choque de ph, eclode e libera L3, no intestino delgado ela 
entra na mucosa ganha circulação e faz o ciclo de loss – arvore brônquica – traqueia – laringe – são 
deglutidas – esôfago – estomago e voltam para o intestino delgado como L4 e no intestino delegado essa 
larva L4 evolui para larvas machos e femeas. 
 
TRANSMISSÃO 
As femeas dão muitos ovos 
Ovos resistentes no ambiente por mais ou menos 1 ano e disseminam-se por vento, água e vetores 
mecânicos 
Fezes parasitadas caem na água e pode contaminar alimentos (irrigação, caixas d’água), os quais serão 
ingeridos crus ou mal lavados. 
PROVA: PRINCIPAL MECANISMO DE INFECÇÃO → ingestão de alimentos crus CONTAMINADOS COM 
OVOS L3; ingestão de água CONTAMINADAS COM OVOS; deglutição de poeira CONTAMINADO COM 
OVOS; resíduos sub-ungueal CONTAMINADOS COM OVOS. 
→ Como medimos a intensidade da infecção? Exame parasitológico de fezes quantitativo para avaliar 
a quantidade de Ovos por grama de fezes. E a partir do número que o laboratório mandar vamos 
analisar se é baixa, moderada ou alta 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tricuriase 
Trichuris trichiura ou Trichocephalus trichiura 
→ Ampla distribuição geográfica; prevalência da infecção é maior onde as condições 
socioeconômicas sociais e culturais favorecem a dispersão e sobrevivência dos ovos no 
ambiente e a transmissão desses ovos para o hospedeiro humano 
→ No Brasil varia a distribuição e prevalência, mas a maior ocorre no Nordeste. 
Idade abaixo de 15 anos são mais afetadas; os indivíduos afetados vão apresentar 
elevadas cargas parasitárias 
 
Morfologia: Macho (extremidade espiralada); femea 
(extremidade retilínea) 
→ A extremidade anterior é a mais fininha (não é a mais 
grossa), por isso deu novo nome de trichocephalus (cabeça 
em forma de cabelo) 
Toda essa porção anterior filamentosa, tem um longo 
esôfago, rico em enzimas líticas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apresenta três membranas. E nas suas extremidades possui opérculos. 
(lipopolissacarídeos), e é nesses opérculos que a larva eclode. 
 
CICLO BIOLOGICO 
Ciclo direto 
Individuo parasitado tem no seu intestino grosso em toda sua extensão vermes adultos 
machos e femeas. 
No intestino grosso esses vermes mergulham nas criptas da mucosa dois terços do 
corpo do verme, graças ao esôfago cheio de enzimas líticas que foram citadas. Esses 
vermes se acasalam, as femeas produz grande quantidade de ovos e esses ovos são 
eliminados juntos coma s fezes, no ambiente embrionam-se tornam-se larvados 
O ovo infectante no caso é o ovo com larva L2. 
Pelos mesmos mecanismos de dispersão contaminam 
fontes de alimentos. Ao ingerir o ovo com L2 passa pelo 
estomago no intestino delgado eclode; libera a larva 
percorre o intestino delgado chegando na região íleo cecal 
como L4. Evoluindo para machos e femeas 
40 A 50 dias após a ingestão do ovo o indivíduo estará 
eliminado os ovos nas fezes. 
OBS: NESSE CASO NÃO TEM CICLO DE LOSS, É DIRETO 
Lembrando que 1/3 do verme fica exposto a luz do intestino 
grosso, e os 2/3 filamentosos está mergulhado nas criptas das 
mucosas. 
 
Mecanismo de Transmissão 
Ovo resistente; 
Ingestão de alimentos sólidos ou líquidos ingeridos crus contaminados com ovos L2 
Geofagia: outras formas – crianças brincando na areia onde outras crianças parasitadas 
defecaram, ai coloca a mão na boca; crianças com carência de ferro - com anemia 
ferropriva, vai comer terra; gestantes com anemia ferropriva – come terra 
 
→ Estimamos a intensidade de infecção pela quantidade de ovos por grama de fezes 
Podendo ter intensidade baixa; moderada; alta 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Enterobios Vermiculares 
Causa Oxiuriase - oxiúrius 
- Principal manifestação do oxiurius é coceira na região anal 
- Amplamente distribuído pelo mundo mas a incidência é maior em regiões de clima 
temperado e a faixa etária mais acometida é de 5 a 15 anos de idade. 
 
Morfologia 
Femea é maior que o macho; a extremidade do macho é mais 
espiralada 
- As femeas após acasalarem produz ovos que se torna 
embrionados e larvados em poucas horas. 
Hábitat no homem: intestino grosso 
 
Uma vez que se acasalam no intestino grosso as femeas a 
noite migram para região retal/perianal e fazem as 
posturas dos ovos; ou elas são comprimidas pelo bolo 
fecal contra a parede desse intestino e se rompem 
liberando centenas de ovos, que se tornam embrionados e 
larvados em poucas horas, sendo eliminados no 
ambiente. 
Se no ambiente um individuo humano ingerir esse ovo 
passa pelo estomago, eclode no intestino delgado e a 
larva L1 que é a larva infectante nesse caso, durante o 
percurso até o intestino delgado evolui para L4, chegando 
no ceco, evoluindo para vermes adultos machos e femeas. 
 
 
Mecanismo de Transmissão possíveis 
Hetero-infecção: ingestão de poeira ou alimento contaminado com ovos eliminados 
por terceiros 
Infecção indireta: consiste no individuo ingerir poeiras e alimentos contaminados com 
ovos eliminados por ele mesmo 
- Autoinfecção Externa (direta): indivíduos que coçam o anus devido presença de 
prurido, contaminam a mão com esses ovos e levam a mão a boca, havendo a ingestão 
de ovos, como esses ovos foram embrionados e larvados rapidamente, esses ovos se 
tornam infectantes, e o individuo se infecta. Esse mecanismo é o principal responsável 
pela cronicidade do parasitismo e da parasitose. 
PROVA: Pq a autoinfecção externa é o principal mecanismo responsável pela 
cronicidade? Pois os ovos se tornam embrionados e larvados rapidamente; 
 
- Auto-infecção interna: femeas poe os ovos na região perinal, se tornam larvados e 
esses ovos eclodem dentro do reto, e as larvas fazem o contra fluxo no intestino grosso, 
chegando no ceco como larva L4, evoluindo para vermes adultos. 
- Retroinfecção: femeas poe os ovos na