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PM/MG 
Curso de Formação de Soldados 
 
1. Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada pela ONU, em 10 de dezembro de 1948. .. 1 
 
2. Constituição da República Federativa do Brasil: Art. 1º, 3º ao 17, 197 ao 232. .............................. 11 
 
3. Lei nº 9.459, de 10 de março de 1997, define os crimes de preconceito de raça e de cor. ............ 31 
 
4. Lei nº 9.455, de 07 de abril de 1997, define os crimes de tortura e dá outras providências. ........... 32 
 
5. Lei nº 9.807, de 13 de julho de 1999, estabelece normas para a organização e a manutenção de 
programas especiais de proteção a vítimas e a testemunhas ameaçadas: Art. 1º ao 15. ....................... 33 
 
6. Lei nº 10.741, de 01 de outubro de 2003, Estatuto do Idoso, Art. 1º ao 10, 15 ao 25, 33 ao 42 e 95 
ao 118. ................................................................................................................................................... 37 
 
7. Lei Estadual nº 14.170, de 15 de janeiro de 2002, determina a imposição de sanções a pessoa 
jurídica 51 por ato discriminatório praticado contra pessoa em virtude de sua orientação sexual. .......... 46 
 
8. Decreto nº 43.683, de 10 de dezembro de 2003, regulamenta a Lei Estadual nº 14.170 de 
15/01/2002. ............................................................................................................................................ 48 
 
Questões ........................................................................................................................................... 50 
 
Candidatos ao Concurso Público, 
O Instituto Maximize Educação disponibiliza o e-mail professores@maxieduca.com.br para dúvidas 
relacionadas ao conteúdo desta apostila como forma de auxiliá-los nos estudos para um bom 
desempenho na prova. 
As dúvidas serão encaminhadas para os professores responsáveis pela matéria, portanto, ao entrar 
em contato, informe: 
- Apostila (concurso e cargo); 
- Disciplina (matéria); 
- Número da página onde se encontra a dúvida; e 
- Qual a dúvida. 
Caso existam dúvidas em disciplinas diferentes, por favor, encaminhá-las em e-mails separados. O 
professor terá até cinco dias úteis para respondê-la. 
Bons estudos! 
 
 
1278666 E-book gerado especialmente para CARLOS BRENO MACHADO RIOS
 
. 1 
 
 
Caro(a) candidato(a), antes de iniciar nosso estudo, queremos nos colocar à sua disposição, durante 
todo o prazo do concurso para auxiliá-lo em suas dúvidas e receber suas sugestões. Muito zelo e técnica 
foram empregados na edição desta obra. No entanto, podem ocorrer erros de digitação ou dúvida 
conceitual. Em qualquer situação, solicitamos a comunicação ao nosso serviço de atendimento ao cliente 
para que possamos esclarecê-lo. Entre em contato conosco pelo e-mail: professores @maxieduca.com.br 
 
A Declaração Universal dos Direitos Humanos consolida os valores relativos aos direitos humanos, 
tratando dos direitos civis, políticos, sociais, econômicos e culturais. Referida Declaração foi aprovada 
pela Resolução 217 da Assembleia Geral das Nações Unidas, no dia 10 de dezembro de 1948. 
O objetivo da declaração é proteger os direitos de todas as pessoas, sem distinção e seus 30 artigos 
falam sobre o direito ao trabalho, à saúde, à alimentação, à educação e direitos sociais econômicos e 
culturais, bem como o direito à vida, a segurança social, à liberdade, direito de ir e vir, liberdade de 
expressão e pensamento e, por fim, direitos políticos. 
 
Declaração Universal dos Direitos Humanos1 
(Resolução nº 217 – Assembleia Geral da ONU) 
 
Aprovada pela Res. nº 217, durante a 3ª Sessão Ordinária da Assembleia Geral da ONU, em 
Paris, França, em 10-12-1948. 
 
Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família 
humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz 
no mundo, 
Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos 
bárbaros que ultrajaram a consciência da humanidade e que o advento de um mundo em que os 
homens gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e 
da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do homem comum, 
Considerando essencial que os direitos humanos sejam protegidos pelo Estado de Direito, para 
que o homem não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra a tirania e a opressão, 
Considerando essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações, 
Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, sua fé nos direitos 
humanos fundamentais, na dignidade e no valor da pessoa humana e na igualdade de direitos dos 
homens e das mulheres, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de 
vida em uma liberdade mais ampla, 
Considerando que os Estados-Membros se comprometeram a promover, em cooperação com 
as Nações Unidas, o respeito universal aos direitos humanos e liberdades fundamentais da pessoa 
e a observância desses direitos e liberdades, 
Considerando que uma compreensão comum desses direitos e liberdades é da mais alta 
importância para o pleno cumprimento desse compromisso, 
 
A Assembleia Geral proclama: 
 
A presente Declaração Universal dos Direitos Humanos como o ideal comum a ser atingido por 
todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da 
sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, 
por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de 
caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância 
universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Estados-Membros, quanto entre os povos 
dos territórios sob sua jurisdição. 
 
 
 
 
1 Disponível em: http://www.dhnet.org.br/direitos/deconu/textos/integra.htm, Acesso em: 25/06/2015 
1. Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada pela ONU, 
em 10 de dezembro de 1948. 
1278666 E-book gerado especialmente para CARLOS BRENO MACHADO RIOS
 
. 2 
Artigo 1 
 
Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e 
consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade. 
 
Comentário: Como fundamento inicial, a DUDH, traz o reconhecimento das dimensões que se referem 
aos princípios da liberdade e da igualdade. Este artigo também faz reconhecimento explícito sobre a 
razão e consciência como fundamentos essenciais à pessoa humana e estabelece a necessidade de 
reciprocidade no tratamento, ou seja, espírito de fraternidade. 
Aristóteles vinculou a ideia de igualdade à ideia de justiça, mas, nele. Trata-se de igualdade de justiça 
relativa que dá a cada um o seu, uma igualdade - como nota Thomé — impensável sem a desigualdade 
complementar e que é satisfeita se o legislador tratar de maneira igual os iguais e de maneira desigual 
os desiguais.2 
O assunto também foi tratado no Art. 5º, caput, da Constituição Federal: 
Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e 
aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à 
segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) 
 
Artigo 2 
 
Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidas nesta 
Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião 
política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra 
condição. 
Não será tampouco feita qualquer distinção fundada na condição política, jurídica ou 
internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território 
independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de 
soberania. 
 
Comentário:O texto declaratório está focado na igualdade, sob uma perspectiva de condenar a 
distinção, mas deixa a desejar pois não menciona mecanismos visando abolir ou reduzir algumas formas 
de distinção, o que coube à pactos e convenções específicas. 
Proclamar esse primeiro, inviolável, direito, mãe de todos os direitos humanos, abre-nos a uma 
perspectiva da humanidade como verdadeira fraternidade. Já alguém recordou oportuna mente que os 
direitos humanos são muito mais que uma realidade jurídica, enquanto refletem um ‘dever ser’, uma 
desafiadora prospectiva que a humanidade se impõe para respeitar sua própria dignidade; para ser uma 
humanidade não apenas hominizada, mas plenamente humanizada.3 
Por sua vez, a Constituição Federal abriga a mesma veemente condenação, colocando homens e 
mulheres iguais em direitos e obrigações, garantindo a liberdade religiosa, a convicção filosófica ou 
política, punindo severamente as práticas de racismo. 
 
Artigo 3 
 
Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. 
 
Comentário: Sem sombras de dúvida a vida é o bem mais precioso da pessoa humana, e assim 
sendo, recebeu lugar de destaque entre os direitos à serem protegidos, tanto na DUDH, como em todas 
as leis ao redor do mundo. 
Nas palavras de José Afonso da Silva4, o direito à existência consiste no direito de estar vivo, de lutar 
peio viver, de defender a própria vida, de permanecer vivo. É o direito de não ter interrompido o processo 
vital senão pela morte espontânea e inevitável. Existir é o movimento espontâneo contrário ao estado 
morte. 
 
2 Direitos Humanos e Cidadania, Disponível em: http://www.dhnet.org.br/dados/cursos/dh/br/sc/scdh/parte2/c1.html, Acesso em: 02/07/2015 
3 Dom Pedro Casaldáliga. Direitos Humanos: Conquistas e Desafios, Disponível em: 
http://www.dhnet.org.br/dados/cursos/dh/br/sc/scdh/parte2/xxx/2.html, Acesso em: 02/07/2015 
4 SILVA, José Afonso. Curso de Direito Constitucional Positivo, Disponível em: 
http://www.dhnet.org.br/dados/cursos/dh/br/sc/scdh/parte2/xxx/3.html, Acesso em: 02/07/2015 
 
1278666 E-book gerado especialmente para CARLOS BRENO MACHADO RIOS
 
. 3 
A vida humana não é apenas um conjunto de elementos materiais. Integram-na, outrossim, valores 
imateriais, como os morais. A Constituição, mais que as outras, realçou o valor da moral individual, 
tornando-a mesmo um bem indenizável (art. 5º - V e X). A moral individual sintetiza a honra da pessoa, o 
bom nome, a boa fama, a reputação que integram a vida humana como dimensão imaterial. 
A liberdade aparece em conjunto com o direito à vida, por se tratar de pressuposto básico para que 
haja desenvolvimento intelectual e material. Esta liberdade não pode ser vista como atributo da igualdade, 
mas trata-se de um direito essencial do indivíduo, formando o trio de direitos pessoais essenciais do 
indivíduo: vida, liberdade e segurança pessoal, direitos estes que visam proporcionar à pessoa as 
condições mínimas de sobrevivência. 
Nossa Constituição Federal reproduz de forma extremamente fiel esses três preceitos declaratórios, 
principalmente reproduzidos no Art. 5º. 
 
Artigo 4 
 
Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos serão 
proibidos em todas as suas formas. 
 
Comentário: O combate à escravidão tem como preceitos a liberdade e a legalidade, o que busca 
impedir que alguém seja tolhido de seus direitos básicos em nome de uma pretensa superioridade, seja 
ela física, racial ou mesmo econômica. 
A escravidão é o estado ou a condição a que é submetido um ser humano, para utilização de sua força, 
em proveito econômico de outrem.5 
Conforme ensina René Ariel Dotti6, em senso comum, a servidão implica numa relação de dependência 
de uma pessoa sobre outra que é o servo ou escravo. Sociologicamente, o vocábulo é empregado para 
traduzir a relação de dependência entre um grupo ou camada social sobre outra como ocorre na 
aristocracia e que é submetida ao pagamento de tributos e a obrigação de prestar serviços. 
 
Artigo 5 
 
Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou 
degradante. 
 
Comentário: A proibição quanto à tortura, já vinha estabelecida no Código de Hamurabi, em seu Art. 
19: Desde já, ficam abolidos ao açoites, a tortura, a marca de ferro quente e todas as mais penas cruéis. 
Em seu livro Direitos Humanos – Conquistas e Desafios7, o rabino Henry Sobel afirma que a tortura, 
um crime inafiançável de acordo com a Constituição brasileira, continua a ser praticada pelos agentes do 
Estado, aviltando toda a polícia. O espancamento, o choque elétrico e o pau-de-arara são técnicas usadas 
rotineiramente para esclarecer crimes. O tratamento nas prisões é cruel, desumano e degradante. As 
condições nas penitenciárias e nas cadeias públicas do país são abomináveis. 
O conceito específico de tortura vem tratado na Convenção Internacional contra a tortura e outros 
tratamentos ou penas cruéis, desumanas ou degradantes, e no âmbito interno, está regulamentado na 
Lei nº 9.455/1997, faz sua própria conceituação, baseada na convenção citada. 
 
Artigo 6 
 
Toda pessoa tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecida como pessoa perante a lei. 
 
Comentário: O presente dispositivo traz como premissa reconhecer que toda pessoa, todos os 
indivíduos, sem qualquer tipo de distinção, devem ser tratados como pessoa humana, o que significa 
existir uma consideração implícita no sentido de que todos, se refere à todas as pessoas. 
Pode-se afirmar que ser considerado como pessoa é um pressuposto no qual se amparam os 
legisladores e que é a base para todos os outros direitos afirmados aqui. 
 
5 Direitos Humanos e Cidadania, Disponível em: http://www.dhnet.org.br/dados/cursos/dh/br/sc/scdh/parte2/xxx/4.html, Acesso em 
02/07/2015 
6 DOTTI, René Ariel, Disponível em: http://www.dhnet.org.br/dados/cursos/dh/br/sc/scdh/parte2/xxx/4.html, Acesso em 02/07/2015 
7 SOLBEL, Henry. Direitos Humanos – Conquistas e Desafios, Disponível em: 
http://www.dhnet.org.br/dados/cursos/dh/br/sc/scdh/parte2/xxx/5.html, Acesso: 02/07/2015 
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Todo ser dotado de vida é indivíduo, isto é: algo que não se pode dividir, sob pena de deixar de ser. O 
homem é um indivíduo, mas é mais que isto, é uma pessoa. (...) Por isso é que ela constitui a fonte 
primária de todos os outros bens jurídicos8. 
 
Artigo 7 
 
Todos são iguais perante a lei e tem direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. 
Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração 
e contra qualquer incitamento a tal discriminação. 
 
Comentário: Aqui nota-se que a princípio da igualdade foi novamente abordado, reafirmando-o, 
contudo em caráter mais específico, visando a proteção legal, tanto em face da própria discriminação, 
quanto em face à proteção contra qualquer tipo de incitamento à qualquer discriminação. 
 
Artigo 8 
 
Toda pessoa tem direito a receber dos tribunais nacionais competentes recurso efetivo para os 
atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela 
lei. 
 
Comentário: A características fundamental do presente dispositivo é a busca para efetivar a prestação 
judicial, ou a aplicação da justiça, em qualquer situação, principalmente quando houver a ameaça a 
direito. A Constituição Federal abriga o presente dispositivo e ainda reconhece, de forma subsidiaria, 
princípios que visam garantir seu efetivo cumprimento. 
Importante ressaltar que a Constituição Federal, em seu Art. 5º, assegura a todos o direito de obter a 
tutela jurisdicional, trazendo mesmo uma proteção da justiça, e manifesta-se no sentido de que não se 
pode excluir da apreciação do judiciário qualquer assunto, simples ou complexo, que a pessoa tenha 
necessidade de apreciação. 
 
Artigo9 
 
Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado. 
 
Comentário: Novamente o dispositivo declaratório invoca o princípio da legalidade, enquanto 
instrumento abstrato de garantia, a fim de que qualquer comando jurídico que venha a impor um 
comportamento forçado deve se originar de regra geral, o que significa uma irrestrita submissão e respeito 
à lei. 
O princípio da reserva legal decorre deste dispositivo, tendo natureza concreta, circunscrevendo um 
comportamento pessoal que deve se pautar em cada um dos limites impostos pela lei formal. 
Aqui verifica-se que a intangibilidade física e a incolumidade moral das pessoal está sujeita à custódia 
do Estado, garantidas pelo presente dispositivo e reafirmadas internamente pelo inciso XLIX, do Art. 5º 
da Constituição Federal. 
 
Artigo 10 
 
Toda pessoa tem direito, em plena igualdade, a uma audiência justa e pública por parte de um 
tribunal independente e imparcial, para decidir de seus direitos e deveres ou do fundamento de 
qualquer acusação criminal contra ela. 
 
Comentário: Mais uma vez a DUDH invoca o princípio da igualdade, agora combinado com a 
independência e à imparcialidade perante à Justiça, visando garantir que decisões sejam emanadas por 
um tribunal, visando também impedir a existência de tribunal de exceção. 
Este dispositivo reconhece a instituição do júri para julgamento dos crimes dolosos contra a vida, onde 
é possível assegurar a plena defesa, o sigilo das votações e a soberania dos veredictos. 
A Declaração é expressa: assegura a qualquer pessoa direito de audiência junto ao poder judiciário, 
que é independente e imparcial, não só por torça da investidura de seus membros, na carreira, por 
 
8 SILVA, José Afonso. Curso de Direito Constitucional Positivo, Disponível em: 
http://www.dhnet.org.br/dados/cursos/dh/br/sc/scdh/parte2/xxx/6.html, Acesso em 02/07/2015 
1278666 E-book gerado especialmente para CARLOS BRENO MACHADO RIOS
 
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concurso de títulos e provas, mas também por pertencer a um poder que, pela Constituição, não é 
subordinado a nenhum outro. A independência do juiz é absoluta e mesmo na hierarquia judiciária ele 
não deve obediência a magistrados superiores. O seu julgamento deve seguir exclusivamente o seu 
entendimento, de acordo com a sua consciência9. 
 
Artigo 11 
 
§ 1º Toda pessoa acusada de um ato delituoso tem o direito de ser presumida inocente até que 
a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe 
tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa. 
§ 2º Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento, não 
constituam delito perante o direito nacional ou internacional. Tampouco será imposta pena mais 
forte do que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso. 
 
Comentário: Em um primeiro momento, este artigo da DUDH aborda o princípio da presunção de não 
culpabilidade, situação em que o Estado deve comprovar a culpa do indivíduo, produzindo as provas 
necessárias para tal. 
Conforme ensina Dotti10, a presunção de inocência é um dos princípios relativos à prova e que incide 
no sistema de processo penal, salvo as exceções determinadas na lei (prisão provisória, busca e 
apreensão, violação do sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das 
comunicações telefônicas etc.). 
Diante deste dispositivo, percebe-se que o Estado Democrático de Direito pressupõe a existência de 
interligação entre o princípio aqui estabelecido e os princípios do devido processo legal, da ampla defesa 
e do contraditório. 
A segunda parte deste dispositivo consagra o princípio da reserva legal e o princípio da anterioridade 
em matéria penal, o que significa dizer que fixam a obrigatoriedade da existência prévia de lei restritiva, 
sendo que só assim será possível considerar uma conduta como delituosa, e esta somente poderá ser 
punida se houver estipulação prévia da punição cabível. 
 
Artigo 12 
 
Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na de sua família, no seu lar ou na 
sua correspondência, nem a ataques à sua honra e reputação. Toda pessoa tem direito à proteção 
da lei contra tais interferências ou ataques. 
 
Comentário: Este artigo abriga o direito à inviolabilidade da vida privada de cada indivíduo, o que 
inclui sua intimidade, a honra, a reputação, sendo que este direito se estende à casa e à família, incluindo 
também o direito à proteção da lei contra atos que possam, de alguma forma, violar essa garantia. 
José Afonso da Silva11 ensina que a vida privada, em última análise, integra a esfera íntima da pessoa, 
porque é repositório de segredos e particularidades do foro moral e íntimo do indivíduo. A tutela 
constitucional visa proteger as pessoas de dois atentados particulares: 
(a) ao segredo da vida privada; e 
(b) à liberdade da vida privada 
 
Artigo 13 
 
§ 1º Toda pessoa tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de 
cada Estado. 
§ 2º Toda pessoa tem o direito de deixar qualquer país, inclusive o próprio, e a este regressar. 
 
Comentário: Aqui trata-se do direito à liberdade de locomoção, ou o tão proclamado direito ou 
liberdade de ir e vir, preceito este que afasta qualquer restrição à plena liberdade material da pessoa 
humana. 
 
9 Direitos Humanos e Cidadania, Disponível em: http://www.dhnet.org.br/dados/cursos/dh/br/sc/scdh/parte2/xxx/10.html, Acesso em: 
02/07/2015 
 
10 DOTTI, René Ariel, Disponível em: http://www.dhnet.org.br/dados/cursos/dh/br/sc/scdh/parte2/xxx/11.html, Acesso em: 02/07/2015 
11 SILVA, José Afonso. Curso de Direito Constitucional Positivo, Disponível em: 
http://www.dhnet.org.br/dados/cursos/dh/br/sc/scdh/parte2/xxx/12.html, Acesso em: 02/07/2015 
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. 6 
 Neste direito estão compreendidos o direito de acesso, de ingresso e de trânsito em todo o território 
nacional, incluindo também o direito de permanência e saída do país, cabendo a escolha apenas à 
conveniência pessoal. 
 É bastante claro que se trata de um preceito que deriva do princípio da liberdade, tratando de confirmar 
a natureza humana de movimentar-se ou deslocar-se de um lugar à outro, garantindo assim, a 
permanência pelo tempo que desejar, podendo estabelecer residência conforme sua vontade. 
 
Artigo 14 
 
§ 1º Toda pessoa, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros 
países. 
§ 2º Este direito não pode ser invocado em caso de perseguição legitimamente motivada por 
crimes de direito comum ou por atos contrários aos propósitos e princípios das Nações Unidas. 
 
Comentário: Os preceitos aqui descritos podem ser conferidos, de forma genérica, no § 2º, do Art. 5º 
da Constituição Federal e complementadas pelo Art. 4º, X, também da Constituição Federal. 
A intensão do legislador foi garantir o trânsito entre os países, voltado para aqueles que se encontram 
em situação precária, dada a perseguição, seja ela política, militar ou mesmo social. 
O próprio dispositivo traz a exceção no sentido de que não será considerado como perseguido aquele 
que cometeu crime, seja ele elencado na legislação comum ou crime contra os Direitos Humanos, sendo 
que nesses casos, o autor do crime deverá responder por eles. 
 
Artigo 15 
 
§ 1º Toda pessoa tem direito a uma nacionalidade. 
§ 2º Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de 
nacionalidade. 
 
Comentário: O presente dispositivo tem como finalidade garantir que todas as pessoas possam ter os 
direitos conferidos ao cidadão de cada Estado, impedindo a existência dos chamados apátridas, o que 
significa dizer que todas as pessoas tem direito a estar oficialmente vinculadas à um Estado ou país, o 
que vai lhe garantir que possa gozar dos direitos e garantias constituídas por aquele. 
Este dispositivoestá plenamente formalizado na Constituição Federal, em seu Art. 12, I e II, garantindo 
também o direito à nacionalidade. 
 
Artigo 16 
 
§ 1º Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou 
religião, têm o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em 
relação ao casamento, sua duração e sua dissolução. 
§ 2º O casamento não será válido senão com o livre e pleno consentimento dos nubentes. 
§ 3º A família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção da 
sociedade e do Estado. 
 
Comentário: Aqui nota-se a reafirmação da proscrição à discriminação, bem como a garantia da 
liberdade de expressão e a soberania da manifestação da vontade, sendo que o direito ao casamento e 
à constituição de família deve ser plenamente garantido pelo Estado. 
No direito pátrio, tais garantias estão estabelecidas no Art. 226 da Constituição Federal. 
 
Artigo 17 
 
§ 1º Toda pessoa tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros. 
§ 2º Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade. 
 
Comentário: O mundo ocidental sempre buscou mecanismos de proteger a propriedade, sendo esta 
bastante enaltecida pelas sociedades capitalistas, mas também foi objeto de regramento em sociedades 
africanas e asiáticas. Desta forma, considerou-se a propriedade como um princípio essencial para o 
desenvolvimento da atividade humana, como resultado de seu trabalho e de sua capacidade. 
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. 7 
Em um primeiro momento, a propriedade era tratada como bem absoluto, permitindo que seu senhor 
praticasse quaisquer tipos de atos. Conforme a evolução e a necessidade de proteção surgiram, passou-
se a dar maior limitação à propriedade. Atualmente o direito à propriedade, bem como o direito de uso da 
mesma, está restringido principalmente pelo princípio da função social, sendo que ao proprietário cabe o 
uso e gozo de seu bem desde que de maneira que não cause distúrbios à coletividade. 
 
Artigo 18 
 
Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a 
liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo 
ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em 
particular. 
 
Comentário: Trata-se de mais um princípio que reforça a liberdade, em termos gerais, e que a 
concretiza em termos específicos ao determinar que cada indivíduo terá liberdade de pensamento, e 
como consequência, também tem liberdade de consciência e de religião. 
Por liberdade de pensamento, entende-se como o direito de exprimir, por qualquer forma, o que se 
pense em ciência, religião, arte, ou o que for’. Trata-se de liberdade de conteúdo intelectual e supõe o 
contato do indivíduo com seus semelhantes, pela qual ‘o homem tenda, por exemplo, a participar a outros 
suas crenças, seus conhecimentos, sua concepção do mundo, suas opiniões políticas ou religiosas, seus 
trabalhos científicos12. 
No direito pátrio, a Constituição Federal não traz explicitamente o direito à liberdade de pensamento, 
mas o utiliza como pressuposto para garantir a sua manifestação, que está expressamente garantida na 
Carta Maior. Como decorrência lógica, tem-se ainda a liberdade de expressão, que também é garantida. 
 
Artigo 19 
 
Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, 
sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por 
quaisquer meios e independentemente de fronteiras. 
 
Comentário: Este dispositivo é decorrência do dispositivo anterior, ou seja, a garantia da liberdade de 
pensamento é que assegura a liberdade de opinião e de expressão. Trata-se de preservar um dos direitos 
fundamentais para o homem, no que tange a sua vida social. 
A liberdade de expressão, ou de manifestação do pensamento, é um dos aspectos externos da 
liberdade de opinião. Desta forma, nota-se que há uma correlação entre a liberdade de opinião e a 
liberdade de recepção de informações e ideias, o que também dá sustentação ao direito de expressão e 
visam garantir a plenitude do princípio da liberdade. 
Para Alexandre de Moraes13, o direito de receber informações verdadeiras é um direito de liberdade e 
caracteriza-se essencialmente por estar dirigido a todos os cidadãos, independentemente de raça, credo 
ou convicção político-filosófica, com a finalidade de fornecimento de subsídios para a formação de 
convicções relativas a assuntos públicos. 
 
Artigo 20 
 
§ 1º Toda pessoa tem direito à liberdade de reunião e associação pacíficas. 
§ 2º Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação. 
 
Comentário: O dispositivo busca a garantia da liberdade, tanto de reunião como de associação, uma 
vez que se tratam de coisas distintas. Para Alexandre de Moraes14, o direito de reunião é uma 
manifestação coletiva da liberdade de expressão, exercitada por meio de uma associação transitória de 
pessoas e tendo por finalidade o intercâmbio de ideias, a defesa de interesses, a publicidade de 
problemas e de determinadas reivindicações. O direito de reunião apresenta-se, ao mesmo tempo, como 
 
12 SILVA, José Afonso. Curso de Direito Constitucional Positivo, Disponível em: 
http://www.dhnet.org.br/dados/cursos/dh/br/sc/scdh/parte2/xxx/18.html, Acesso em: 02/07/2015 
13 MORAES, Alexandre. Direitos Humanos Fundamentais, Disponível em: 
http://www.dhnet.org.br/dados/cursos/dh/br/sc/scdh/parte2/xxx/19.html, Acesso em: 02/07/2015 
14 MORAES, Alexandre. Direitos Humanos Fundamentais, Disponível em: 
http://www.dhnet.org.br/dados/cursos/dh/br/sc/scdh/parte2/xxx/20.html, Acesso em: 02/07/2015 
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. 8 
um direito individual em relação a cada um de seus participantes e um direito coletivo no tocante a seu 
exercício conjunto. 
O direito de reunião tem como pressuposto a pluralidade de participantes e também uma noção de 
duração limitada no tempo, pois se assim não fosse, estaríamos diante de uma associação. 
O Art. 5º da Constituição Federal tem dispositivos garantindo as duas coisas, reunião e associação, e 
impõe limites quanto à sua finalidade, exigindo que estas sejam realizadas com propósitos pacíficos. 
 
Artigo 21 
 
§ 1º Toda pessoa tem o direito de tomar parte no governo de seu país, diretamente ou por 
intermédio de representantes livremente escolhidos. 
§ 2º Toda pessoa tem igual direito de acesso ao serviço público do seu país. 
§ 3º A vontade do povo será a base da autoridade do governo; esta vontade será expressa em 
eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou processo equivalente 
que assegure a liberdade de voto. 
 
Comentário: Este dispositivo traz três postulados básicos, que visam garantir o livre exercício dos 
direitos políticos. 
Os direitos políticos estão fundamentados pelo princípio da soberania popular e devem ser entendidos 
como meios de garantir que cada cidadão possa participar das decisões políticas de seu país, bem como 
ser capaz de votar e ser votado e ainda, garantia de um sistema eleitoral claro, que permita o acesso 
amplo para todos. 
 
Artigo 22 
 
Toda pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social e à realização, pelo 
esforço nacional, pela cooperação internacional de acordo com a organização e recursos de cada 
Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre 
desenvolvimento da sua personalidade. 
 
Comentário:. Este dispositivo afirma que todos tem direito à seguridade social, o que está 
fundamentado no fato de que cada pessoa tem a condição de membro da sociedade. A referida 
seguridade social é destinada a promover a satisfação dos direitos econômicos, sociais e culturais, 
entendidos como indispensáveis à dignidade humana.Cabe a cada Estado a promoção destes direitos, dentro de sua organização e respeitando os limites 
de seus recursos, sendo possível a cooperação internacional para que se possa atingir as metas. 
 
Artigo 23 
 
§ 1º Toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e 
favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego. 
§ 2º Toda pessoa, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho. 
§ 3º Toda pessoa que trabalha tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe 
assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que 
se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social. 
§ 4º Toda pessoa tem direito a organizar sindicatos e a neles ingressar para a proteção de seus 
interesses. 
 
Comentário:. Este dispositivo traz uma melhor especificação do princípio da liberdade e ainda, um 
reforço da proibição com relação à escravidão. Trata-se de dispositivo que permite que cada indivíduo 
busque seu trabalho digno e as condições que melhor lhe aprouverem para realização do mesmo. 
Importante notar que há um reforço quanto à igualdade, ao se estabelecer que não podem haver 
distinções salariais. 
A Constituição Federal contempla tal dispositivo, regulamentando em seus Arts. 7º à 11, que traz os 
princípios básicos quanto às relações de trabalho. 
 
 
 
 
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Artigo 24 
 
Toda pessoa tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho 
e a férias periódicas remuneradas. 
 
Comentário: Trata-se de um complemento quanto às relações de trabalho, buscando a garantia de 
que o trabalhador terá tempo específico para descansar, não sendo obrigado a trabalhar 
ininterruptamente. 
Mais uma vez, tal dispositivo foi recepcionado pela Constituição Federal em seus artigos 7º a 11, 
conforme mencionado no dispositivo anterior. 
 
Artigo 25 
 
§ 1º Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde 
e bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais 
indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice 
ou outros casos de perda dos meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle. 
§ 2º A maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistência especiais. Todas as 
crianças, nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozarão da mesma proteção social. 
 
Comentário: Trata-se de disposição de amplo aspecto e que enfrenta grandes obstáculos para sua 
implementação. O que se busca é a garantia de todos os aspectos da vida do indivíduo e para isso 
determina direito a um padrão de vida, o que seria o mínimo necessário para que se tenha uma vida 
digna. 
O dispositivo especifica alguns direitos, contudo deve-se salientar que em termos gerais, todos já foram 
tratados anteriormente. No direito pátrio, encontram-se positivados nos artigos 6º a 9º e 226 a 230 da 
Constituição Federal. 
 
Artigo 26 
 
§ 1º Toda pessoa tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus 
elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-
profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito. 
§ 2º A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana 
e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A 
instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos 
raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da 
paz. 
§ 3º Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a 
seus filhos. 
 
Comentário:. A educação, enquanto direito fundamental da pessoa humana, é algo que foi 
consolidado somente nos tempos modernos e de forma bastante elitista e excludente, sendo que na 
prática, não permitia o acesso das classes inferiores. 
Conforme ensina Cesare de Florio La Rocca15, a formulação adotada pela Declaração Universal dos 
Direitos Humanos é, ao mesmo tempo, genérica, abrangente e específica. Nela aparecem claramente as 
dimensões instrução, da formação, da expansão. Poderíamos afirmar que o artigo 26 conseguiu resumir 
em seu texto o objetivo fundamental da educação que é o de educar para a vida. E não apenas a vida do 
cotidiano, e sim desse, inserido de maneira dinâmica, construtiva e participativa na própria caminhada 
existencial do gênero humano. 
 
Artigo 27 
 
§ 1º Toda pessoa tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir 
as artes e de participar do progresso científico e de seus benefícios. 
 
15 LA ROCCA, Cesare de Florio. Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU – Artigos Comentados, Disponível em: 
http://dhnet.org.br/direitos/deconu/coment/orocca.html, Acesso em 03/07/2015 
 
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§ 2º Toda pessoa tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de 
qualquer produção científica, literária ou artística da qual seja autor. 
 
Comentário: Este dispositivo apresenta dois preceitos básicos, sendo que o primeiro está voltado para 
a garantia do direito de participação na vida cultural, incluindo as artes e processos científicos. Já o 
segundo preceito refere-se à garantia dos interesses morais, tido como subjetivos, e materiais, objetivos, 
relativos à produção cultural. 
Trata-se de direito bastante recente. O direito à propriedade imaterial é manifestado com o 
reconhecimento dos direitos que protegem todas as formas de uso de obras intelectuais, artísticas ou 
científicas. 
 
Artigo 28 
 
Toda pessoa tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades 
estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados. 
 
Comentário:. Aqui tem-se que a efetiva realização dos direitos do homem tem como precondição a 
existência de uma ordem social interna em cada país que reúna as condições essenciais para que possa 
ser reivindicado o respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana, e ainda, uma ordem 
internacional de coexistência dos países entre si que assegure a cada um deles uma realidade em que 
se atenda ao pleno exercício dos direitos e das liberdades consagrados na Declaração16. 
Os autores da DUDH, sabiamente percebem que a proteção aos direitos estabelecidos nesta, pode 
ser frustrada se não houver, formalmente, um quadro interno e externo, em que seja possível cultuar o 
respeito aos direitos de cada indivíduo. 
 
Artigo 29 
 
§ 1º Toda pessoa tem deveres para com a comunidade, em que o livre e pleno desenvolvimento 
de sua personalidade é possível. 
§ 2º No exercício de seus direitos e liberdades, toda pessoa estará sujeita apenas às limitações 
determinadas por lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito 
dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer às justas exigências da moral, da ordem pública 
e do bem-estar de uma sociedade democrática. 
§ 3º Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente 
aos propósitos e princípios das Nações Unidas. 
 
Comentário: Trata-se de fixar expressamente os deveres de cada indivíduo para com a comunidade, 
numa forma de contrapartida em face dos direitos anteriormente assegurados. 
Nas palavras de DOTTI17, os indivíduos têm deveres para com a sua família e a sociedade onde vivem 
assim como são titulares de direitos cujo reconhecimento e proteção não dependem somente do Estado 
mas também de todos os cidadãos. Daí porque os deveres comunitários constituem um caminho de dupla 
via. 
 
Artigo 30 
 
Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a 
qualquer Estado,grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer 
ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos. 
Comentário: Este último dispositivo, que fecha a DUDH, busca manter aberta as possibilidades de 
concretizar outros valores que possam estar presentes no discurso jurídico politicamente utilizável. 
Em termos de técnica legislativa, inova, se confrontada com textos constitucionais nacionais e normas 
internacionais. E justamente porque abandonou o esquema de democracia formal: proclamar direitos e 
remeter, para um possível interior do próprio texto (Constituição ou Tratado), ou para princípios existentes 
em dado sistema legal, o conteúdo do direito apontado mas não definido18. 
 
16 Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU – Artigos Comentados, Disponível em: 
http://dhnet.org.br/direitos/deconu/coment/lavenere.html, Acesso em: 03/07/2015 
17 DOTTI, René Ariel, Disponível em: http://www.dhnet.org.br/dados/cursos/dh/br/sc/scdh/parte2/xxx/29.html, Acesso em: 03/07/2015 
18 Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU – Artigos Comentados, Disponível em: 
http://dhnet.org.br/direitos/deconu/coment/pinaude.html, Acesso em: 03/07/2015 
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A Constituição é o documento que estabelece a disciplina e o conjunto de elementos essenciais do 
Estado. Trata-se da lei fundamental, que contém normas referentes à estrutura, formação dos poderes 
públicos, forma de governo e aquisição do poder de governar, distribuição de competências, direitos, 
garantias e deveres dos cidadãos, dentre outros. 
Considerada a lei maior do país, é a constituição o vértice do sistema jurídico, contendo normas 
fundamentais do Estado e vinculando todos a seu império, inclusive os membros do governo; é por meio 
de seus dispositivos que é conferida autoridade aos governantes, cujo exercício deve dar-se dentro dos 
limites por ela traçados. 
A supremacia da Constituição decorre de sua própria origem, pois provém de um poder constituinte 
originário, de natureza absoluta, bem como de seu caráter de rigidez, sobrepondo-se as normas 
constitucionais em relação a todas as demais normas jurídicas. 
Desde 1964 estava o Brasil sob o regime da ditadura militar, e desde 1967 (particularmente subjugado 
às alterações decorrentes dos Atos Institucionais) sob uma Constituição imposta pelo governo. 
O regime de exceção, em que as garantias individuais e sociais eram diminuídas (ou mesmo 
ignoradas), e cuja finalidade era garantir os interesses da ditadura (internalizado em conceitos como 
segurança nacional, restrição das garantias fundamentais, etc.) fez crescer, durante o processo de 
abertura política, o anseio por dotar o Brasil de uma nova Constituição, defensora dos valores 
democráticos. Anseio este que se tornou necessidade após o fim da ditadura militar e a redemocratização 
do Brasil, a partir de 1985. 
Independentemente das controvérsias de cunho político, a Constituição Federal de 1988 assegurou 
diversas garantias constitucionais, com o objetivo de dar maior efetividade aos direitos fundamentais, 
permitindo a participação do Poder Judiciário sempre que houver lesão ou ameaça de lesão a direitos. 
Para demonstrar a mudança que estava havendo no sistema governamental brasileiro, que saíra de um 
regime autoritário recentemente, a constituição de 1988 qualificou como crimes inafiançáveis a tortura e 
as ações armadas contra o estado democrático e a ordem constitucional, criando assim dispositivos 
constitucionais para bloquear golpes de qualquer natureza. Com a nova constituição, o direito maior de 
um cidadão que vive em uma democracia foi conquistado: foi determinada a eleição direta para os cargos 
de Presidente da República, Governador do Estado e do Distrito Federal, Prefeito, Deputado Federal, 
Estadual e Distrital, Senador e Vereador. 
A nova Constituição também previu uma maior responsabilidade fiscal. Pela primeira vez uma 
Constituição brasileira define a função social da propriedade privada urbana, prevendo a existência de 
instrumentos urbanísticos que, interferindo no direito de propriedade (que a partir de agora não mais seria 
considerado inviolável), teriam por objetivo romper com a lógica da especulação imobiliária. A definição 
e regulamentação de tais instrumentos, porém, deu-se apenas com a promulgação do Estatuto da Cidade 
em 2001. 
Destaca-se na Constituição de 1988 a estrutura de seu texto e sua divisão em dez títulos (o preâmbulo 
não é título). 
 
As temáticas de cada título são: 
 
Título I - Princípios Fundamentais: Do artigo 1º ao 4º temos os fundamentos sob os quais constitui-se 
a República Federativa do Brasil. 
 
Título II - Direitos e Garantias Fundamentais: Os artigos 5º ao 17 elencam uma série de direitos e 
garantias, reunidas em cinco grupos básicos: 
a) individuais; 
b) coletivos; 
c) sociais; 
d) de nacionalidade; 
e) políticos. 
As garantias ali inseridas representaram um marco na história brasileira. 
 
 
 
2. Constituição da República Federativa do Brasil: Art. 1º, 3º ao 17, 197 
ao 232. 
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. 12 
Título III - Organização do Estado: Os artigos 18 a 43 tratam da organização político-administrativa 
(ou seja, das atribuições de cada ente da federação (União, Estados, Distrito Federal e Municípios); além 
disso, tratam das situações excepcionais de intervenção nos entes federativos, versam sobre 
administração pública e servidores públicos militares e civis, e também das regiões dos país e sua 
integração geográfica, econômica e social. 
 
Título IV - Organização dos Poderes: Os artigos 44 a 135 definem a organização e atribuições de cada 
poder (Poder Executivo, Poder Legislativo e Poder Judiciário), bem como de seus agentes envolvidos. 
Também definem os processos legislativos, inclusive os que emendam a Constituição. 
 
Título V - Defesa do Estado e das Instituições: Os artigos 136 a 144 tratam do Estado de Defesa, 
Estado de Sítio, das Forças Armadas e da Segurança Pública. 
 
Título VI - Tributação e Orçamento: Os artigos 145 a 169 definem as limitações ao poder de tributar 
do Estado, organiza o sistema tributário e detalha os tipos de tributos e a quem cabe cobrá-los. Trata 
ainda da repartição das receitas e de normas para a elaboração do orçamento público. 
 
Título VII - Ordem Econômica e Financeira: Os artigos 170 a 192 regulam a atividade econômica e 
financeira, bem como as normas de política urbana, agrícola, fundiária e reforma agrária, versando ainda 
sobre o sistema financeiro nacional. 
 
Título VIII - Ordem Social: Os artigos 193 a 232 tratam de temas para o bom convívio e 
desenvolvimento social do cidadão, a saber: Seguridade Social; Educação, Cultura e Desporto; Ciência 
e Tecnologia; Comunicação Social; Meio Ambiente; Família (incluindo nesta acepção crianças, 
adolescentes e idosos); e populações indígenas. 
 
Título IX - Disposições Gerais: Os artigos que vão do 234 (o artigo 233 foi revogado) ao 250. São 
disposições esparsas versando sobre temáticas variadas e que não foram inseridas em outros títulos em 
geral por tratarem de assuntos muito específicos. 
 
Título X - Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. 
 
Vejamos a seguir os dispositivos da Constituição Federal exigidos pelo Edital do presente 
concurso. Cabe lembrar que alguns desses artigos já foram objeto de estudo na matéria “Noções 
de Direito Constitucional”: 
 
TÍTULO I 
DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS 
 
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e 
do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: 
I - a soberania; 
II - a cidadania; 
III - a dignidade da pessoa humana; 
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; 
V - o pluralismo político.Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou 
diretamente, nos termos desta Constituição. 
 
(...) 
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: 
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; 
II - garantir o desenvolvimento nacional; 
 III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; 
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras 
formas de discriminação. 
 
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes 
princípios: 
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. 13 
 I - independência nacional; 
II - prevalência dos direitos humanos; 
III - autodeterminação dos povos; 
IV - não-intervenção; 
V - igualdade entre os Estados; 
VI - defesa da paz; 
VII - solução pacífica dos conflitos; 
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; 
IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; 
X - concessão de asilo político. 
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e 
cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de 
nações. 
 
TÍTULO II 
DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
CAPÍTULO I 
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS 
 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos 
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à 
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; 
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; 
III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante; 
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; 
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, 
moral ou à imagem; 
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos 
religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; 
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e 
militares de internação coletiva; 
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou 
política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir 
prestação alternativa, fixada em lei; 
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, 
independentemente de censura ou licença; 
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito 
a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; 
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do 
morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por 
determinação judicial; 
XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das 
comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei 
estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal; (Vide Lei nº 9.296, de 1996). 
XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações 
profissionais que a lei estabelecer; 
XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário 
ao exercício profissional; 
XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos 
da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens; 
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, 
independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para 
o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente; 
XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar; 
XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, 
sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento; 
XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas 
por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado; 
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. 14 
XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado; 
XXI - as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para 
representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente; 
XXII - é garantido o direito de propriedade; 
XXIII - a propriedade atenderá a sua função social; 
XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, 
ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos 
nesta Constituição; 
XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade 
particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano; 
XXVI - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, não será 
objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei 
sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento; 
XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, 
transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar; 
XXVIII - são assegurados, nos termos da lei: 
a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz 
humanas, inclusive nas atividades desportivas; 
b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem 
aos criadores, aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas; 
XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, 
bem como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros 
signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do 
País; 
XXX - é garantido o direito de herança; 
XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em 
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do 
"de cujus"; 
XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor; 
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou 
de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, 
ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do 
Estado; (Regulamento) (Vide Lei nº 12.527, de 2011). 
XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: 
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de 
poder; 
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de 
situações de interesse pessoal; 
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; 
XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada; 
XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção; 
XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados: 
a) a plenitude de defesa; 
b) o sigilo das votações; 
c) a soberania dos veredictos; 
d)a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida; 
XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal; 
XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu; 
XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais; 
XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos 
termos da lei; 
XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura , o 
tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por 
eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem; 
XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra 
a ordem constitucional e o Estado Democrático; 
XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a 
decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles 
executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido; 
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. 15 
XLVI - a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes: 
a) privação ou restrição da liberdade; 
b) perda de bens; 
c) multa; 
d) prestação social alternativa; 
e) suspensão ou interdição de direitos; 
XLVII - não haverá penas: 
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX; 
b) de caráter perpétuo; 
c) de trabalhos forçados; 
d) de banimento; 
e) cruéis; 
XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a 
idade e o sexo do apenado; 
XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral; 
L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante 
o período de amamentação; 
LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes 
da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na 
forma da lei; 
LII - não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião; 
LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente; 
LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; 
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados 
o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; 
LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos; 
LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória; 
LVIII - o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses 
previstas em lei;. 
LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal; 
LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o 
interesse social o exigirem; 
LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade 
judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em 
lei; 
LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao 
juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada; 
LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe 
assegurada a assistência da família e de advogado; 
LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório 
policial; 
LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária; 
LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com 
ou sem fiança; 
LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e 
inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel; 
LXVIII - conceder-se-á "habeas-corpus" sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer 
violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder; 
LXIX - conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por 
"habeas-corpus" ou "habeas-data", quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for 
autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público; 
LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: 
a) partido político com representação no Congresso Nacional; 
b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento 
há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados; 
LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne 
inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, 
à soberania e à cidadania; 
LXXII - conceder-se-á "habeas-data": 
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a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de 
registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; 
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou 
administrativo; 
LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao 
patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio 
ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas 
judiciais e do ônus da sucumbência; 
LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência 
de recursos; 
LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso além do 
tempo fixado na sentença; 
LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei: 
a) o registro civil de nascimento; 
b) a certidão de óbito; 
LXXVII - são gratuitas as ações de "habeas-corpus" e "habeas-data", e, na forma da lei, os atos 
necessários ao exercício da cidadania. (Regulamento). 
LXXVIII a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo 
e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. 
§ 1º - As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. 
§ 2º - Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime 
e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil 
seja parte. 
§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada 
Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão 
equivalentes às emendas constitucionais. 
§ 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado 
adesão. 
 
CAPÍTULO II 
DOS DIREITOS SOCIAIS 
 
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o 
lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos 
desamparados, na forma desta Constituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 90, de 2015) 
 
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua 
condição social: 
I - relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos de lei 
complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos; 
II - seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário; 
III -fundo de garantia do tempo de serviço; 
IV - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades 
vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, 
transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo 
vedada sua vinculação para qualquer fim; 
V - piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho; 
VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo; 
VII - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração variável; 
VIII - décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria; 
IX - remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; 
X - proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa; 
XI - participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e, excepcionalmente, 
participação na gestão da empresa, conforme definido em lei; 
XII - salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei; 
XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, 
facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de 
trabalho; 
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XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo 
negociação coletiva; 
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; 
XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinquenta por cento à do 
normal; (Vide Del 5.452, art. 59 § 1º). 
XVII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal; 
 XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias; 
XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei; 
XX - proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos da lei; 
XXI - aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da lei; 
XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança; 
XXIII - adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei; 
XXIV - aposentadoria; 
XXV - assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos de idade 
em creches e pré-escolas; 
XXVI - reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho; 
XXVII - proteção em face da automação, na forma da lei; 
XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que 
este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa; 
XXIX - ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional de 
cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato 
de trabalho; 
XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo 
de sexo, idade, cor ou estado civil; 
XXXI - proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador 
portador de deficiência; 
XXXII - proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais 
respectivos; 
XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer 
trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos; 
XXXIV - igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o 
trabalhador avulso 
Parágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos previstos nos 
incisos IV, VI, VII, VIII, X, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XXI, XXII, XXIV, XXVI, XXX, XXXI e XXXIII e, 
atendidas as condições estabelecidas em lei e observada a simplificação do cumprimento das obrigações 
tributárias, principais e acessórias, decorrentes da relação de trabalho e suas peculiaridades, os previstos 
nos incisos I, II, III, IX, XII, XXV e XXVIII, bem como a sua integração à previdência social. (Redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 72, de 2013). 
 
Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte: 
I - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro 
no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical; 
II - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de 
categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou 
empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um Município; 
III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive 
em questões judiciais ou administrativas; 
IV - a Assembleia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será 
descontada em folha, para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva, 
independentemente da contribuição prevista em lei; 
V - ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato; 
VI - é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho; 
VII - o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais; 
VIII - é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de 
direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, 
salvo se cometer falta grave nos termos da lei. 
Parágrafo único. As disposições deste artigo aplicam-se à organização de sindicatos rurais e de 
colônias de pescadores, atendidas as condições que a lei estabelecer. 
 
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Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de 
exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. 
§ 1º - A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das 
necessidades inadiáveis da comunidade. 
§ 2º - Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei. 
 
Art. 10. É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos 
públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão e 
deliberação. 
 
Art. 11. Nas empresas de mais de duzentos empregados, é assegurada a eleição de um representante 
destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores. 
 
CAPÍTULO III 
DA NACIONALIDADE 
 
Art. 12. São brasileiros: 
I - natos: 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes 
não estejam a serviço de seu país; 
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a 
serviço da República Federativa do Brasil; 
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em 
repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em 
qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira; 
II - naturalizados: 
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de 
língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral; 
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais 
de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira. 
§ 1º Aos portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor de 
brasileiros,serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta 
Constituição. 
§ 2º - A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados, salvo nos casos 
previstos nesta Constituição. 
§ 3º - São privativos de brasileiro nato os cargos: 
I - de Presidente e Vice-Presidente da República; 
II - de Presidente da Câmara dos Deputados; 
III - de Presidente do Senado Federal; 
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal; 
V - da carreira diplomática; 
VI - de oficial das Forças Armadas. 
VII - de Ministro de Estado da Defesa 
§ 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: 
I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse 
nacional; 
II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos: 
a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; 
b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado 
estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis; 
 
Art. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil. 
§ 1º - São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira, o hino, as armas e o selo nacionais. 
§ 2º - Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios. 
 
 
 
 
 
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CAPÍTULO IV 
DOS DIREITOS POLÍTICOS 
 
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com 
valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: 
I - plebiscito; 
II - referendo; 
III - iniciativa popular. 
§ 1º - O alistamento eleitoral e o voto são: 
I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos; 
II - facultativos para: 
a) os analfabetos; 
b) os maiores de setenta anos; 
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. 
§ 2º - Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar 
obrigatório, os conscritos. 
§ 3º - São condições de elegibilidade, na forma da lei: 
I - a nacionalidade brasileira; 
II - o pleno exercício dos direitos políticos; 
III - o alistamento eleitoral; 
IV - o domicílio eleitoral na circunscrição; 
V - a filiação partidária; 
VI - a idade mínima de: 
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador; 
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal; 
c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz 
de paz; 
d) dezoito anos para Vereador. 
§ 4º - São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos. 
§ 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem 
os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período 
subsequente. 
§ 6º - Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do 
Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito. 
§ 7º - São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou 
afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou 
Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores 
ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. 
 § 8º - O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições: 
I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade; 
II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se eleito, passará 
automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade. 
§ 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a 
fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato considerada vida 
pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder 
econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta. 
§ 10 - O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias 
contados da diplomação, instruída a ação com provas de abuso do poder econômico, corrupção ou 
fraude. 
§ 11 - A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça, respondendo o autor, na 
forma da lei, se temerária ou de manifesta má-fé. 
 
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: 
I - cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado; 
II - incapacidade civil absoluta; 
III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos; 
IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VIII; 
V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4º. 
 
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. 20 
Art. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se 
aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. 
 
CAPÍTULO V 
DOS PARTIDOS POLÍTICOS 
 
Art. 17. É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a 
soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa 
humana e observados os seguintes preceitos: Regulamento. 
I - caráter nacional; 
II - proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de 
subordinação a estes; 
III - prestação de contas à Justiça Eleitoral; 
IV - funcionamento parlamentar de acordo com a lei. 
§ 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna, organização e 
funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais, sem 
obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, 
devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária. 
§ 2º - Os partidos políticos, após adquirirem personalidade jurídica, na forma da lei civil, registrarão 
seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral. 
§ 3º - Os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à 
televisão, na forma da lei. 
§ 4º - É vedada a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar. 
 
(...) 
SEÇÃO II 
DA SAÚDE 
 
(...) 
Art. 197. São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder Público dispor, 
nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita 
diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado. 
 
Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e 
constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: 
I - descentralização, com direção única em cada esfera de governo; 
II - atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços 
assistenciais; 
III - participação da comunidade. 
§ 1º. O sistema único de saúde será financiado, nos termos do art. 195, com recursos do orçamento 
da seguridade social, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, além de outras fontes. 
§ 2º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios aplicarão, anualmente, em ações e 
serviços públicos de saúde recursos mínimos derivados da aplicação de percentuais calculados sobre: 
I - no caso da União, a receita corrente líquida do respectivo exercício financeiro, não podendo ser 
inferior a 15% (quinze por cento); (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 86, de 2015) 
II - no caso dos Estados e do Distrito Federal, o produto da arrecadaçãodos impostos a que se refere 
o art. 155 e dos recursos de que tratam os arts. 157 e 159, inciso I, alínea a, e inciso II, deduzidas as 
parcelas que forem transferidas aos respectivos Municípios; 
III - no caso dos Municípios e do Distrito Federal, o produto da arrecadação dos impostos a que se 
refere o art. 156 e dos recursos de que tratam os arts. 158 e 159, inciso I, alínea b e § 3º. 
§ 3º Lei complementar, que será reavaliada pelo menos a cada cinco anos, estabelecerá: 
I - os percentuais de que tratam os incisos II e III do § 2º; (Redação dada pela Emenda Constitucional 
nº 86, de 2015) 
II - os critérios de rateio dos recursos da União vinculados à saúde destinados aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios, e dos Estados destinados a seus respectivos Municípios, objetivando a 
progressiva redução das disparidades regionais; 
III - as normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde nas esferas federal, 
estadual, distrital e municipal; 
IV - (Revogado). (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 86, de 2015) 
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. 21 
§ 4º Os gestores locais do sistema único de saúde poderão admitir agentes comunitários de saúde e 
agentes de combate às endemias por meio de processo seletivo público, de acordo com a natureza e 
complexidade de suas atribuições e requisitos específicos para sua atuação. 
§ 5º Lei federal disporá sobre o regime jurídico, o piso salarial profissional nacional, as diretrizes para 
os Planos de Carreira e a regulamentação das atividades de agente comunitário de saúde e agente de 
combate às endemias, competindo à União, nos termos da lei, prestar assistência financeira 
complementar aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, para o cumprimento do referido piso 
salarial. 
§ 6º Além das hipóteses previstas no § 1º do art. 41 e no § 4º do art. 169 da Constituição Federal, o 
servidor que exerça funções equivalentes às de agente comunitário de saúde ou de agente de combate 
às endemias poderá perder o cargo em caso de descumprimento dos requisitos específicos, fixados em 
lei, para o seu exercício. 
 
Art. 199. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. 
§ 1º - As instituições privadas poderão participar de forma complementar do sistema único de saúde, 
segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferência as entidades 
filantrópicas e as sem fins lucrativos. 
§ 2º - É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições privadas 
com fins lucrativos. 
§ 3º - É vedada a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na assistência 
à saúde no País, salvo nos casos previstos em lei. 
§ 4º - A lei disporá sobre as condições e os requisitos que facilitem a remoção de órgãos, tecidos e 
substâncias humanas para fins de transplante, pesquisa e tratamento, bem como a coleta, processamento 
e transfusão de sangue e seus derivados, sendo vedado todo tipo de comercialização. 
 
Art. 200. Ao sistema único de saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei: 
I - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar 
da produção de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos, hemoderivados e outros insumos; 
II - executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador; 
III - ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde; 
IV - participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico; 
V - incrementar, em sua área de atuação, o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação; 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 85, de 2015) 
VI - fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor nutricional, bem como 
bebidas e águas para consumo humano; 
VII - participar do controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e 
produtos psicoativos, tóxicos e radioativos; 
VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho. 
 
SEÇÃO III 
DA PREVIDÊNCIA SOCIAL 
 
Art. 201. A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e 
de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, e atenderá, 
nos termos da lei, a: 
I - cobertura dos eventos de doença, invalidez, morte e idade avançada; 
II - proteção à maternidade, especialmente à gestante; 
III - proteção ao trabalhador em situação de desemprego involuntário; 
 IV - salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes dos segurados de baixa renda; 
V - pensão por morte do segurado, homem ou mulher, ao cônjuge ou companheiro e dependentes, 
observado o disposto no § 2º. 
§ 1º É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos 
beneficiários do regime geral de previdência social, ressalvados os casos de atividades exercidas sob 
condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física e quando se tratar de segurados 
portadores de deficiência, nos termos definidos em lei complementar. 
§ 2º Nenhum benefício que substitua o salário de contribuição ou o rendimento do trabalho do segurado 
terá valor mensal inferior ao salário mínimo. 
§ 3º Todos os salários de contribuição considerados para o cálculo de benefício serão devidamente 
atualizados, na forma da lei. 
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. 22 
§ 4º É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes, em caráter permanente, o valor 
real, conforme critérios definidos em lei. 
§ 5º É vedada a filiação ao regime geral de previdência social, na qualidade de segurado facultativo, 
de pessoa participante de regime próprio de previdência. 
§ 6º A gratificação natalina dos aposentados e pensionistas terá por base o valor dos proventos do 
mês de dezembro de cada ano. 
§ 7º É assegurada aposentadoria no regime geral de previdência social, nos termos da lei, obedecidas 
as seguintes condições: 
I - trinta e cinco anos de contribuição, se homem, e trinta anos de contribuição, se mulher; 
II - sessenta e cinco anos de idade, se homem, e sessenta anos de idade, se mulher, reduzido em 
cinco anos o limite para os trabalhadores rurais de ambos os sexos e para os que exerçam suas atividades 
em regime de economia familiar, nestes incluídos o produtor rural, o garimpeiro e o pescador artesanal. 
§ 8º Os requisitos a que se refere o inciso I do parágrafo anterior serão reduzidos em cinco anos, para 
o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na 
educação infantil e no ensino fundamental e médio. 
§ 9º Para efeito de aposentadoria, é assegurada a contagem recíproca do tempo de contribuição na 
administração pública e na atividade privada, rural e urbana, hipótese em que os diversos regimes de 
previdência social se compensarão financeiramente, segundo critérios estabelecidos em lei. 
§ 10. Lei disciplinará a cobertura do risco de acidente do trabalho, a ser atendida concorrentemente 
pelo regime geral de previdência social e pelo setor privado. 
§ 11. Os ganhos habituais do empregado, a qualquer título, serão incorporados ao salário para efeito 
de contribuição previdenciária e consequente repercussão em benefícios, nos casos e na forma da lei. 
§ 12. Lei disporá sobre sistema especial de inclusão previdenciária para atender a trabalhadores de 
baixa renda e àqueles sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico no 
âmbito de sua residência, desde que pertencentes a famílias de baixa renda, garantindo-lhes acesso a 
benefícios de valor igual a um salário-mínimo. 
§ 13. O sistema especial de inclusão previdenciária de que trata o § 12 deste artigo terá alíquotas e 
carências inferiores às vigentes para os demais segurados do regime geral de previdência social. 
 
Art. 202. O regimede previdência privada, de caráter complementar e organizado de forma autônoma 
em relação ao regime geral de previdência social, será facultativo, baseado na constituição de reservas 
que garantam o benefício contratado, e regulado por lei complementar. 
§ 1° A lei complementar de que trata este artigo assegurará ao participante de planos de benefícios de 
entidades de previdência privada o pleno acesso às informações relativas à gestão de seus respectivos 
planos. 
§ 2° As contribuições do empregador, os benefícios e as condições contratuais previstas nos estatutos, 
regulamentos e planos de benefícios das entidades de previdência privada não integram o contrato de 
trabalho dos participantes, assim como, à exceção dos benefícios concedidos, não integram a 
remuneração dos participantes, nos termos da lei. 
§ 3º É vedado o aporte de recursos a entidade de previdência privada pela União, Estados, Distrito 
Federal e Municípios, suas autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista e 
outras entidades públicas, salvo na qualidade de patrocinador, situação na qual, em hipótese alguma, sua 
contribuição normal poderá exceder a do segurado. 
§ 4º Lei complementar disciplinará a relação entre a União, Estados, Distrito Federal ou Municípios, 
inclusive suas autarquias, fundações, sociedades de economia mista e empresas controladas direta ou 
indiretamente, enquanto patrocinadoras de entidades fechadas de previdência privada, e suas 
respectivas entidades fechadas de previdência privada. 
§ 5º A lei complementar de que trata o parágrafo anterior aplicar-se-á, no que couber, às empresas 
privadas permissionárias ou concessionárias de prestação de serviços públicos, quando patrocinadoras 
de entidades fechadas de previdência privada. 
§ 6º A lei complementar a que se refere o § 4° deste artigo estabelecerá os requisitos para a designação 
dos membros das diretorias das entidades fechadas de previdência privada e disciplinará a inserção dos 
participantes nos colegiados e instâncias de decisão em que seus interesses sejam objeto de discussão 
e deliberação. 
 
 
 
 
 
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. 23 
SEÇÃO IV 
DA ASSISTÊNCIA SOCIAL 
 
Art. 203. A assistência social será prestada a quem dela necessitar, independentemente de 
contribuição à seguridade social, e tem por objetivos: 
I - a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice; 
II - o amparo às crianças e adolescentes carentes; 
III - a promoção da integração ao mercado de trabalho; 
IV - a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração 
à vida comunitária; 
V - a garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso 
que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família, 
conforme dispuser a lei. 
 
Art. 204. As ações governamentais na área da assistência social serão realizadas com recursos do 
orçamento da seguridade social, previstos no art. 195, além de outras fontes, e organizadas com base 
nas seguintes diretrizes: 
I - descentralização político-administrativa, cabendo a coordenação e as normas gerais à esfera federal 
e a coordenação e a execução dos respectivos programas às esferas estadual e municipal, bem como a 
entidades beneficentes e de assistência social; 
II - participação da população, por meio de organizações representativas, na formulação das políticas 
e no controle das ações em todos os níveis. 
Parágrafo único. É facultado aos Estados e ao Distrito Federal vincular a programa de apoio à inclusão 
e promoção social até cinco décimos por cento de sua receita tributária líquida, vedada a aplicação desses 
recursos no pagamento de: 
I - despesas com pessoal e encargos sociais; 
II - serviço da dívida; 
III - qualquer outra despesa corrente não vinculada diretamente aos investimentos ou ações apoiados. 
 
CAPÍTULO III 
DA EDUCAÇÃO, DA CULTURA E DO DESPORTO 
SEÇÃO I 
DA EDUCAÇÃO 
 
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada 
com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o 
exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. 
 
Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: 
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; 
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; 
III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e 
privadas de ensino; 
IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; 
V - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, planos de carreira, 
com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas; (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006) 
VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei; 
VII - garantia de padrão de qualidade. 
 VIII - piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar pública, nos termos 
de lei federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006) 
Parágrafo único. A lei disporá sobre as categorias de trabalhadores considerados profissionais da 
educação básica e sobre a fixação de prazo para a elaboração ou adequação de seus planos de carreira, 
no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 
 
Art. 207. As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão 
financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e 
extensão. 
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. 24 
§ 1º É facultado às universidades admitir professores, técnicos e cientistas estrangeiros, na forma da 
lei. 
§ 2º O disposto neste artigo aplica-se às instituições de pesquisa científica e tecnológica. 
 
Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: 
I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, assegurada 
inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria; 
II - progressiva universalização do ensino médio gratuito; 
III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede 
regular de ensino; 
IV - educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de idade; 
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a 
capacidade de cada um; 
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando; 
VII - atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas 
suplementares de material didáticoescolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. 
§ 1º - O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. 
§ 2º - O não-oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público, ou sua oferta irregular, importa 
responsabilidade da autoridade competente. 
§ 3º - Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a 
chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela frequência à escola. 
 
Art. 209. O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes condições: 
I - cumprimento das normas gerais da educação nacional; 
II - autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público. 
 
Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar 
formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais. 
§ 1º - O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das 
escolas públicas de ensino fundamental. 
§ 2º - O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegurada às 
comunidades indígenastambém a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de 
aprendizagem. 
 
Art. 211. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão em regime de colaboração 
seus sistemas de ensino. 
§ 1º A União organizará o sistema federal de ensino e o dos Territórios, financiará as instituições de 
ensino públicas federais e exercerá, em matéria educacional, função redistributiva e supletiva, de forma 
a garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino mediante 
assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios; 
§ 2º Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na educação infantil. 
§ 3º Os Estados e o Distrito Federal atuarão prioritariamente no ensino fundamental e médio. 
§ 4º Na organização de seus sistemas de ensino, a União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios definirão formas de colaboração, de modo a assegurar a universalização do ensino 
obrigatório. 
§ 5º A educação básica pública atenderá prioritariamente ao ensino regular. 
Art. 212. A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida a 
proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino. 
§ 1º - A parcela da arrecadação de impostos transferida pela União aos Estados, ao Distrito Federal e 
aos Municípios, ou pelos Estados aos respectivos Municípios, não é considerada, para efeito do cálculo 
previsto neste artigo, receita do governo que a transferir. 
§ 2º - Para efeito do cumprimento do disposto no "caput" deste artigo, serão considerados os sistemas 
de ensino federal, estadual e municipal e os recursos aplicados na forma do art. 213. 
§ 3º A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao atendimento das necessidades do 
ensino obrigatório, no que se refere a universalização, garantia de padrão de qualidade e equidade, nos 
termos do plano nacional de educação. 
§ 4º - Os programas suplementares de alimentação e assistência à saúde previstos no art. 208, VII, 
serão financiados com recursos provenientes de contribuições sociais e outros recursos orçamentários. 
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§ 5º A educação básica pública terá como fonte adicional de financiamento a contribuição social do 
salário-educação, recolhida pelas empresas na forma da lei. (Vide Decreto nº 6.003, de 2006) 
§ 6º As cotas estaduais e municipais da arrecadação da contribuição social do salário-educação serão 
distribuídas proporcionalmente ao número de alunos matriculados na educação básica nas respectivas 
redes públicas de ensino. 
 
Art. 213. Os recursos públicos serão destinados às escolas públicas, podendo ser dirigidos a escolas 
comunitárias, confessionais ou filantrópicas, definidas em lei, que: 
I - comprovem finalidade não-lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros em educação; 
II - assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola comunitária, filantrópica ou confessional, 
ou ao Poder Público, no caso de encerramento de suas atividades. 
§ 1º - Os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a bolsas de estudo para o ensino 
fundamental e médio, na forma da lei, para os que demonstrarem insuficiência de recursos, quando 
houver falta de vagas e cursos regulares da rede pública na localidade da residência do educando, ficando 
o Poder Público obrigado a investir prioritariamente na expansão de sua rede na localidade. 
§ 2º As atividades de pesquisa, de extensão e de estímulo e fomento à inovação realizadas por 
universidades e/ou por instituições de educação profissional e tecnológica poderão receber apoio 
financeiro do Poder Público. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 85, de 2015) 
 
Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração decenal, com o objetivo de 
articular o sistema nacional de educação em regime de colaboração e definir diretrizes, objetivos, metas 
e estratégias de implementação para assegurar a manutenção e desenvolvimento do ensino em seus 
diversos níveis, etapas e modalidades por meio de ações integradas dos poderes públicos das diferentes 
esferas federativas que conduzam a: 
I - erradicação do analfabetismo; 
II - universalização do atendimento escolar; 
III - melhoria da qualidade do ensino; 
IV - formação para o trabalho; 
V - promoção humanística, científica e tecnológica do País. 
VI - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do 
produto interno bruto. 
 
SEÇÃO II 
DA CULTURA 
 
Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da 
cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais. 
§ 1º - O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das 
de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional. 
§ 2º - A lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas de alta significação para os diferentes 
segmentos étnicos nacionais. 
§ 3º A lei estabelecerá o Plano Nacional de Cultura, de duração plurianual, visando ao desenvolvimento 
cultural do País e à integração das ações do poder público que conduzem à: 
I defesa e valorização do patrimônio cultural brasileiro; 
II produção, promoção e difusão de bens culturais; 
III formação de pessoal qualificado para a gestão da cultura em suas múltiplas dimensões; 
IV democratização do acesso aos bens de cultura; 
V valorização da diversidade étnica e regional. 
 
Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados 
individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes 
grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem: 
I - as formas de expressão; 
II - os modos de criar, fazer e viver; 
III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas; 
IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações 
artístico-culturais; 
V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, 
ecológico e científico. 
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. 26 
§ 1º - O Poder Público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio cultural 
brasileiro, por meio de inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação, e de outras formas 
de acautelamento e preservação. 
§ 2º - Cabem à administração pública, na forma da lei, a gestão da documentação governamental e as 
providências para franquear sua consulta a quantos dela necessitem. 
§ 3º - A lei estabelecerá incentivos para a produção e o conhecimento de bens e valores culturais. 
§ 4º - Os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidos, na forma da lei. 
§ 5º - Ficam tombados todos os documentos e os sítios detentores de reminiscências históricas dos 
antigos quilombos. 
§ 6 º É facultado aos Estados e ao Distrito Federal vincular a fundo estadual de fomento à cultura até 
cinco décimos por cento de sua receita tributária líquida, para o financiamento de programas e projetos 
culturais, vedada a aplicação desses recursos no pagamento de: 
I - despesas com pessoal e encargos sociais; 
II - serviço da dívida; 
III - qualquer outra despesa corrente não vinculada diretamente aos investimentos ou ações apoiados. 
 
Art. 216-A. O Sistema Nacional de Cultura, organizado em regime de colaboração, de forma 
descentralizada e participativa, institui um processo de gestão e promoção conjunta de políticas públicas 
de cultura, democráticas e permanentes, pactuadas entre os entes da Federação e a sociedade, tendo 
por objetivo promover o desenvolvimento humano, social e econômico com pleno exercício dos direitos 
culturais. 
§ 1º O Sistema Nacionalde Cultura fundamenta-se na política nacional de cultura e nas suas diretrizes, 
estabelecidas no Plano Nacional de Cultura, e rege-se pelos seguintes princípios: 
I - diversidade das expressões culturais; 
II - universalização do acesso aos bens e serviços culturais; 
III - fomento à produção, difusão e circulação de conhecimento e bens culturais; 
IV - cooperação entre os entes federados, os agentes públicos e privados atuantes na área cultural; 
V - integração e interação na execução das políticas, programas, projetos e ações desenvolvidas; 
VI - complementaridade nos papéis dos agentes culturais; 
VII - transversalidade das políticas culturais; 
VIII - autonomia dos entes federados e das instituições da sociedade civil; 
IX - transparência e compartilhamento das informações; 
X - democratização dos processos decisórios com participação e controle social; 
XI - descentralização articulada e pactuada da gestão, dos recursos e das ações; 
XII - ampliação progressiva dos recursos contidos nos orçamentos públicos para a cultura. 
§ 2º Constitui a estrutura do Sistema Nacional de Cultura, nas respectivas esferas da Federação: 
I - órgãos gestores da cultura; 
II - conselhos de política cultural; 
III - conferências de cultura; 
IV - comissões intergestores; 
V - planos de cultura; 
VI - sistemas de financiamento à cultura; 
VII - sistemas de informações e indicadores culturais; 
VIII - programas de formação na área da cultura; IX - sistemas setoriais de cultura. 
§ 3º Lei federal disporá sobre a regulamentação do Sistema Nacional de Cultura, bem como de sua 
articulação com os demais sistemas nacionais ou políticas setoriais de governo. 
§ 4º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão seus respectivos sistemas de cultura 
em leis próprias. 
 
SEÇÃO III 
DO DESPORTO 
 
Art. 217. É dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não-formais, como direito de cada 
um, observados: 
I - a autonomia das entidades desportivas dirigentes e associações, quanto a sua organização e 
funcionamento; 
II - a destinação de recursos públicos para a promoção prioritária do desporto educacional e, em casos 
específicos, para a do desporto de alto rendimento; 
III - o tratamento diferenciado para o desporto profissional e o não- profissional; 
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. 27 
IV - a proteção e o incentivo às manifestações desportivas de criação nacional. 
§ 1º - O Poder Judiciário só admitirá ações relativas à disciplina e às competições desportivas após 
esgotarem-se as instâncias da justiça desportiva, regulada em lei. 
§ 2º - A justiça desportiva terá o prazo máximo de sessenta dias, contados da instauração do processo, 
para proferir decisão final. 
§ 3º - O Poder Público incentivará o lazer, como forma de promoção social. 
 
CAPÍTULO IV 
DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO 
(REDAÇÃO DADA PELA EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 85, DE 2015) 
 
Art. 218. O Estado promoverá e incentivará o desenvolvimento científico, a pesquisa, a capacitação 
científica e tecnológica e a inovação. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 85, de 2015) 
§ 1º A pesquisa científica básica e tecnológica receberá tratamento prioritário do Estado, tendo em 
vista o bem público e o progresso da ciência, tecnologia e inovação. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 85, de 2015) 
§ 2º - A pesquisa tecnológica voltar-se-á preponderantemente para a solução dos problemas 
brasileiros e para o desenvolvimento do sistema produtivo nacional e regional. 
§ 3º O Estado apoiará a formação de recursos humanos nas áreas de ciência, pesquisa, tecnologia e 
inovação, inclusive por meio do apoio às atividades de extensão tecnológica, e concederá aos que delas 
se ocupem meios e condições especiais de trabalho. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 85, 
de 2015) 
§ 4º - A lei apoiará e estimulará as empresas que invistam em pesquisa, criação de tecnologia 
adequada ao País, formação e aperfeiçoamento de seus recursos humanos e que pratiquem sistemas de 
remuneração que assegurem ao empregado, desvinculada do salário, participação nos ganhos 
econômicos resultantes da produtividade de seu trabalho. 
§ 5º - É facultado aos Estados e ao Distrito Federal vincular parcela de sua receita orçamentária a 
entidades públicas de fomento ao ensino e à pesquisa científica e tecnológica. 
§ 6º O Estado, na execução das atividades previstas no caput, estimulará a articulação entre entes, 
tanto públicos quanto privados, nas diversas esferas de governo. (Incluído pela Emenda Constitucional 
nº 85, de 2015) 
§ 7º O Estado promoverá e incentivará a atuação no exterior das instituições públicas de ciência, 
tecnologia e inovação, com vistas à execução das atividades previstas no caput. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 85, de 2015) 
 
Art. 219. O mercado interno integra o patrimônio nacional e será incentivado de modo a viabilizar o 
desenvolvimento cultural e socioeconômico, o bem-estar da população e a autonomia tecnológica do 
País, nos termos de lei federal. 
Parágrafo único. O Estado estimulará a formação e o fortalecimento da inovação nas empresas, bem 
como nos demais entes, públicos ou privados, a constituição e a manutenção de parques e polos 
tecnológicos e de demais ambientes promotores da inovação, a atuação dos inventores independentes e 
a criação, absorção, difusão e transferência de tecnologia. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 85, 
de 2015) 
 
Art. 219-A. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão firmar instrumentos de 
cooperação com órgãos e entidades públicos e com entidades privadas, inclusive para o 
compartilhamento de recursos humanos especializados e capacidade instalada, para a execução de 
projetos de pesquisa, de desenvolvimento científico e tecnológico e de inovação, mediante contrapartida 
financeira ou não financeira assumida pelo ente beneficiário, na forma da lei. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 85, de 2015) 
 
Art. 219-B. O Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI) será organizado em regime 
de colaboração entre entes, tanto públicos quanto privados, com vistas a promover o desenvolvimento 
científico e tecnológico e a inovação. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 85, de 2015) 
§ 1º Lei federal disporá sobre as normas gerais do SNCTI. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 
85, de 2015) 
§ 2º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios legislarão concorrentemente sobre suas 
peculiaridades. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 85, de 2015) 
 
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. 28 
CAPÍTULO V 
DA COMUNICAÇÃO SOCIAL 
 
Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, 
processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição. 
§ 1º - Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação 
jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e 
XIV. 
§ 2º - É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística. 
§ 3º - Compete à lei federal: 
I - regular as diversões e espetáculos públicos, cabendo ao Poder Público informar sobre a natureza 
deles, as faixas etárias a que não se recomendem, locais e horários em que sua apresentação se mostre 
inadequada; 
II - estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem 
de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 221, bem como da 
propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente. 
§ 4º - A propaganda comercial de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias 
estará sujeita a restrições legais, nos termos do inciso II do parágrafo anterior, e conterá, sempre que 
necessário, advertência sobre os malefícios decorrentes de seuuso. 
§ 5º - Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio 
ou oligopólio. 
§ 6º - A publicação de veículo impresso de comunicação independe de licença de autoridade. 
 
Art. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes 
princípios: 
I - preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas; 
II - promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua 
divulgação; 
III - regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos 
em lei; 
IV - respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família. 
 
Art. 222. A propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens é 
privativa de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, ou de pessoas jurídicas constituídas 
sob as leis brasileiras e que tenham sede no País. 
§ 1º Em qualquer caso, pelo menos setenta por cento do capital total e do capital votante das empresas 
jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens deverá pertencer, direta ou indiretamente, a 
brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, que exercerão obrigatoriamente a gestão das 
atividades e estabelecerão o conteúdo da programação. 
§ 2º A responsabilidade editorial e as atividades de seleção e direção da programação veiculada são 
privativas de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, em qualquer meio de comunicação 
social. 
§ 3º Os meios de comunicação social eletrônica, independentemente da tecnologia utilizada para a 
prestação do serviço, deverão observar os princípios enunciados no art. 221, na forma de lei específica, 
que também garantirá a prioridade de profissionais brasileiros na execução de produções nacionais. 
§ 4º Lei disciplinará a participação de capital estrangeiro nas empresas de que trata o § 1º. 
§ 5º As alterações de controle societário das empresas de que trata o § 1º serão comunicadas ao 
Congresso Nacional. 
 
Art. 223. Compete ao Poder Executivo outorgar e renovar concessão, permissão e autorização para o 
serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens, observado o princípio da complementaridade dos 
sistemas privado, público e estatal. 
§ 1º - O Congresso Nacional apreciará o ato no prazo do art. 64, § 2º e § 4º, a contar do recebimento 
da mensagem. 
§ 2º - A não renovação da concessão ou permissão dependerá de aprovação de, no mínimo, dois 
quintos do Congresso Nacional, em votação nominal. 
§ 3º - O ato de outorga ou renovação somente produzirá efeitos legais após deliberação do Congresso 
Nacional, na forma dos parágrafos anteriores. 
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. 29 
§ 4º - O cancelamento da concessão ou permissão, antes de vencido o prazo, depende de decisão 
judicial. 
§ 5º - O prazo da concessão ou permissão será de dez anos para as emissoras de rádio e de quinze 
para as de televisão. 
 
Art. 224. Para os efeitos do disposto neste capítulo, o Congresso Nacional instituirá, como seu órgão 
auxiliar, o Conselho de Comunicação Social, na forma da lei. 
 
CAPÍTULO VI 
DO MEIO AMBIENTE 
 
Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo 
e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-
lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações. 
§ 1º - Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público: 
I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies 
e ecossistemas; (Regulamento) 
II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades 
dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético; 
III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem 
especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada 
qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção; 
IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de 
significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará 
publicidade; 
V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que 
comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente; (Regulamento) 
VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a 
preservação do meio ambiente; 
VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função 
ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade. 
§ 2º - Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de 
acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei. 
§ 3º - As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, 
pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de 
reparar os danos causados. 
§ 4º - A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense 
e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições 
que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais. 
§ 5º - São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações discriminatórias, 
necessárias à proteção dos ecossistemas naturais. 
§ 6º - As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal, 
sem o que não poderão ser instaladas. 
 
CAPÍTULO VII 
DA FAMÍLIA, DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE, DO JOVEM E DO IDOSO 
 
Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado. 
§ 1º - O casamento é civil e gratuita a celebração. 
§ 2º - O casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei. 
 § 3º - Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher 
como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento. 
§ 4º - Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e 
seus descendentes. 
 § 5º - Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e 
pela mulher. 
§ 6º O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio. 
§ 7º - Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável, o 
planejamento familiar é livre decisão do casal, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e 
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científicos para o exercício desse direito, vedada qualquer forma coercitiva por parte de instituições 
oficiais ou privadas. 
§ 8º - O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando 
mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações. 
 
Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, 
com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à 
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, 
além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade 
e opressão. 
§ 1º O Estado promoverá programas de assistência integral à saúde da criança, do adolescente e do 
jovem, admitida a participação de entidades não governamentais, mediante políticas específicas e 
obedecendo aos seguintes preceitos: 
I - aplicação de percentual dos recursos públicos destinados à saúde na assistência materno-infantil; 
II - criação de programas de prevenção e atendimentoespecializado para as pessoas portadoras de 
deficiência física, sensorial ou mental, bem como de integração social do adolescente e do jovem portador 
de deficiência, mediante o treinamento para o trabalho e a convivência, e a facilitação do acesso aos bens 
e serviços coletivos, com a eliminação de obstáculos arquitetônicos e de todas as formas de 
discriminação. 
§ 2º - A lei disporá sobre normas de construção dos logradouros e dos edifícios de uso público e de 
fabricação de veículos de transporte coletivo, a fim de garantir acesso adequado às pessoas portadoras 
de deficiência. 
§ 3º - O direito a proteção especial abrangerá os seguintes aspectos: 
I - idade mínima de quatorze anos para admissão ao trabalho, observado o disposto no art. 7º, XXXIII; 
II - garantia de direitos previdenciários e trabalhistas; 
III - garantia de acesso do trabalhador adolescente e jovem à escola; 
IV - garantia de pleno e formal conhecimento da atribuição de ato infracional, igualdade na relação 
processual e defesa técnica por profissional habilitado, segundo dispuser a legislação tutelar específica; 
V - obediência aos princípios de brevidade, excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa 
em desenvolvimento, quando da aplicação de qualquer medida privativa da liberdade; 
VI - estímulo do Poder Público, através de assistência jurídica, incentivos fiscais e subsídios, nos 
termos da lei, ao acolhimento, sob a forma de guarda, de criança ou adolescente órfão ou abandonado; 
VII - programas de prevenção e atendimento especializado à criança, ao adolescente e ao jovem 
dependente de entorpecentes e drogas afins. 
§ 4º - A lei punirá severamente o abuso, a violência e a exploração sexual da criança e do adolescente. 
§ 5º - A adoção será assistida pelo Poder Público, na forma da lei, que estabelecerá casos e condições 
de sua efetivação por parte de estrangeiros. 
§ 6º - Os filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por adoção, terão os mesmos direitos e 
qualificações, proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação. 
§ 7º - No atendimento dos direitos da criança e do adolescente levar-se- á em consideração o disposto 
no art. 204. 
§ 8º A lei estabelecerá: 
I - o estatuto da juventude, destinado a regular os direitos dos jovens; 
II - o plano nacional de juventude, de duração decenal, visando à articulação das várias esferas do 
poder público para a execução de políticas públicas. 
 
Art. 228. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas da legislação 
especial. 
 
Art. 229. Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos maiores têm o 
dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade. 
 
Art. 230. A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando 
sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à 
vida. 
§ 1º - Os programas de amparo aos idosos serão executados preferencialmente em seus lares. 
§ 2º - Aos maiores de sessenta e cinco anos é garantida a gratuidade dos transportes coletivos 
urbanos. 
 
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. 31 
CAPÍTULO VIII 
DOS ÍNDIOS 
 
Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, 
e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, 
proteger e fazer respeitar todos os seus bens. 
§ 1º - São terras tradicionalmente ocupadas pelos índios as por eles habitadas em caráter permanente, 
as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais 
necessários a seu bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, 
costumes e tradições. 
§ 2º - As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios destinam-se a sua posse permanente, 
cabendo-lhes o usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes. 
§ 3º - O aproveitamento dos recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a 
lavra das riquezas minerais em terras indígenas só podem ser efetivados com autorização do Congresso 
Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada participação nos resultados da 
lavra, na forma da lei. 
§ 4º - As terras de que trata este artigo são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas, 
imprescritíveis. 
§ 5º - É vedada a remoção dos grupos indígenas de suas terras, salvo, "ad referendum" do Congresso 
Nacional, em caso de catástrofe ou epidemia que ponha em risco sua população, ou no interesse da 
soberania do País, após deliberação do Congresso Nacional, garantido, em qualquer hipótese, o retorno 
imediato logo que cesse o risco. 
§ 6º - São nulos e extintos, não produzindo efeitos jurídicos, os atos que tenham por objeto a ocupação, 
o domínio e a posse das terras a que se refere este artigo, ou a exploração das riquezas naturais do solo, 
dos rios e dos lagos nelas existentes, ressalvado relevante interesse público da União, segundo o que 
dispuser lei complementar, não gerando a nulidade e a extinção direito a indenização ou a ações contra 
a União, salvo, na forma da lei, quanto às benfeitorias derivadas da ocupação de boa-fé. 
§ 7º - Não se aplica às terras indígenas o disposto no art. 174, § 3º e § 4º. 
 
Art. 232. Os índios, suas comunidades e organizações são partes legítimas para ingressar em juízo 
em defesa de seus direitos e interesses, intervindo o Ministério Público em todos os atos do processo. 
 
 
 
LEI Nº 9.459, DE 13 DE MAIO DE 1997. 
 
Altera os arts. 1º e 20 da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de 
preconceito de raça ou de cor, e acrescenta parágrafo ao art. 140 do Decreto-lei nº 2.848, de 7 de 
dezembro de 1940. 
 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a 
seguinte Lei: 
 
Art. 1º Os arts. 1º e 20 da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passam a vigorar com a seguinte 
redação: 
"Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de 
raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional." 
 
"Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou 
procedência nacional. 
Pena: reclusão de um a três anos e multa. 
 
§ 1º Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou 
propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo. 
Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa. 
 
3. Lei nº 9.459, de 10 de março de 1997, define os crimes de 
preconceito de raça e de cor. 
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§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação 
social ou publicação de qualquer natureza: 
Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa. 
 
§ 3º No caso do parágrafo anterior, o juiz poderá determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido 
deste, ainda antes do inquérito policial, sob pena de desobediência: 
I - o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo; 
II - a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas. 
 
§ 4º Na hipótese do § 2º, constitui efeito da condenação, após o trânsito em julgado da decisão, a 
destruição do material apreendido." 
 
Art. 2º O art. 140 do Código Penal fica acrescido do seguinte parágrafo: 
 
"Art. 140. ................................................................... 
§ 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou origem: 
Pena: reclusão de um a três anos e multa." 
 
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
Art. 4º Revogam-se as disposições em contrário, especialmente o art. 1º da Lei nº 8.081, de 21 de 
setembro de 1990,e a Lei nº 8.882, de 3 de junho de 1994. 
 
 
 
A tortura sempre esteve ligada à história do homem. Entretanto, apesar de sua antiguidade, ela 
continua sendo um assunto extremamente atual e polêmico. Em pleno século XXI, a prática de tortura 
permanece ativa, especialmente no Brasil. 
A inclusão de referências à tortura na Constituição de 1988 e, posteriormente, no Estatuto da Criança 
e do Adolescente e, o que é mais importante, a aprovação da Lei da Tortura em abril de 1997, que define 
a tortura como crime pelo Código Penal, foram todos marcos importantes no processo de reconhecimento 
da tortura como delito sujeito à punição criminal. Esses são reflexos de exigências internacionais: em 
1984, em Nova York, aprovou-se a Convenção contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, 
Desumanos ou Degradantes da ONU, que foi adotada pelo Brasil em 1991. Logo em seguida proclamou-
se a Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a Tortura (OEA), que entrou em vigor no Brasil em 
1989 (Decreto 98.386, de 09.11.1989). Diante dessa conjuntura e, tendo ratificado essas convenções, o 
Brasil editou – oito anos após a assinatura da Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a Tortura 
– a Lei N.º 9.455/97. 
Podemos conceituar tortura como a imposição de dor física ou psicológica apenas por prazer, 
crueldade. Ou ainda, pode ser entendida como uma forma de intimidação, ou meio utilizado para obtenção 
de uma confissão ou alguma informação importante. 
O que, não necessariamente, é elemento do tipo penal para sua caracterização. 
Por sua gravidade é considerada a tortura um delito imprescritível, inafiançável, não sujeito a graça e 
anistia como dispõe o artigo 5º inciso XLIII da Constituição Federal. 
No mesmo sentido, a Lei 9.455/97 também prevê em seu artigo 1º, §6º que o crime de tortura é 
inafiançável e insuscetível de graça ou anistia. 
Importante destacar ainda que a tortura está prevista na Lei nº 8.072/90 como delito equiparado a 
crime hediondo, sendo por este motivo, vedada a esta à concessão de indulto. 
Em linhas gerais, a tortura independente de seu objetivo final, subsiste apenas pelo ato de se causar 
sofrimento a alguém. E em razão da relevância em coibir sua prática é um delito recebe um tratamento 
mais rigoroso pela legislação em vigor. 
 
Sem prejuízo, vamos acompanhar em seguida o que dispõe a Lei nº 9.455/97, que disciplina o tema: 
 
 
 
4. Lei nº 9.455, de 07 de abril de 1997, define os crimes de tortura e dá 
outras providências. 
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LEI Nº 9.455, DE 7 DE ABRIL DE 1997. 
 
Define os crimes de tortura e dá outras providências. 
 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a 
seguinte Lei: 
 
Art. 1º Constitui crime de tortura: 
I - constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou 
mental: 
a) com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa; 
b) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa; 
c) em razão de discriminação racial ou religiosa; 
II - submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave 
ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de 
caráter preventivo. 
Pena - reclusão, de dois a oito anos. 
§ 1º Na mesma pena incorre quem submete pessoa presa ou sujeita a medida de segurança a 
sofrimento físico ou mental, por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não resultante de 
medida legal. 
§ 2º Aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-las, 
incorre na pena de detenção de um a quatro anos. 
§ 3º Se resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, a pena é de reclusão de quatro a dez 
anos; se resulta morte, a reclusão é de oito a dezesseis anos. 
§ 4º Aumenta-se a pena de um sexto até um terço: 
I - se o crime é cometido por agente público; 
II – se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de deficiência, adolescente ou maior de 
60 (sessenta) anos; 
III - se o crime é cometido mediante sequestro. 
§ 5º A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a interdição para seu 
exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada. 
§ 6º O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia. 
§ 7º O condenado por crime previsto nesta Lei, salvo a hipótese do § 2º, iniciará o cumprimento da 
pena em regime fechado. 
 
Art. 2º O disposto nesta Lei aplica-se ainda quando o crime não tenha sido cometido em território 
nacional, sendo a vítima brasileira ou encontrando-se o agente em local sob jurisdição brasileira. 
 
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
Art. 4º Revoga-se o art. 233 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 - Estatuto da Criança e do 
Adolescente. 
 
 
 
A Lei nº 9.807/99, de 13 de julho de 1999 estabelece normas para a organização e a manutenção de 
programas especiais a vítimas e testemunhas ameaçadas, institui o Programa Federal de Assistência a 
Vítimas e a Testemunhas ameaçadas e dispõe ainda, sobre a proteção de acusados ou condenados que 
tenham voluntariamente prestado efetiva colaboração à investigação policial e ao processo criminal. 
Trouxe a nova lei a nítida impressão que, a partir de sua vigência, inúmeros crimes fossem esclarecidos 
e importante instrumento estaria disponível, em especial, à almejada diminuição dos atuais índices de 
violência que assolam o país. Isso, como podemos perceber praticamente três anos após sua efetiva 
utilização, não veio a ocorrer. 
Necessários alguns esclarecimentos quanto a algumas expressões utilizadas no texto da lei em estudo 
antes de adentrarmos naquilo que ela prevê: 
5. Lei nº 9.807, de 13 de julho de 1999, estabelece normas para a 
organização e a manutenção de programas especiais de proteção a 
vítimas e a testemunhas ameaçadas: Art. 1º ao 15. 
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- Vítima: é o sujeito passivo do crime, ou seja, a pessoa que teve o interesse ou bem jurídico protegido 
diretamente violado pela prática da infração penal. 
- Testemunha: é a pessoa que declara, sob o compromisso de dizer a verdade, ter tomado 
conhecimento de algum fato relevante ao processo, o narrando à autoridade competente. 
- Coação no curso do processo: usar de violência ou grave ameaça, com a finalidade de favorecer 
interesse próprio ou alheio, contra testemunha ou vítima, em processo judicial, procedimento policial ou 
administrativo ou em juízo arbitral constitui crime, cuja pena é de reclusão, de um a quatro anos, e multa, 
além da pena correspondente à violência. 
- Colaboração obrigatória: o verbo colaborar dá a impressão de ato voluntário de auxílio, quando, na 
realidade, quem é testemunha está obrigado a depor, ajudando à descoberta da verdade dos fatos 
apurados em um processo, especialmente na órbita criminal. A recusa da testemunha em comparecer 
pode dar margem à condução coercitiva, determinada pelo juiz, bem como, no contexto do processo-
crime, à responsabilização por delito de desobediência. 
- Competência para promover a proteção: depende, basicamente, da competência para a apuração 
do crime cometido. Se da esfera federal, cabe à União incluir a testemunha ou vítima no programa 
especial de proteção; se da esfera estadual, cabe ao Estado ou ao Distrito Federal fazê-lo. 
- Dependentes com convivência habitual: se o objetivo da lei é proteger a testemunha e a vítima, 
além de guarnecer seus parentes próximos, é fundamental estender a guarida àqueles que vivam sob 
dependência do depoente. 
- Conduta incompatível: não se trata, nesse caso, de personalidade, mas de comportamento. 
Ilustrando: uma prostituta que, inserida no programa de proteção, insista em manter sua atividade habitual 
de captação de clientela na via pública, exposta e acessível a qualquer pessoa, não se encaixa no perfil 
restritivodo mencionado programa. 
- Voluntariedade da busca de proteção: não teria sentido obrigar alguém a se submeter a um 
programa de proteção, que significa uma proposta estatal de auxílio para quem dela necessite. A 
testemunha tem o dever de prestar depoimento, mas não a obrigação de ver a sua liberdade restringida 
pelo Estado, ainda que esteja sob ameaça de terceiros. A proteção é um benefício e não uma penalidade. 
 
Vejamos a seguir apenas os dispositivos da Lei exigidos pelo Edital do presente concurso: 
 
LEI Nº 9.807, DE 13 DE JULHO DE 1999. 
 
Estabelece normas para a organização e a manutenção de programas especiais de proteção a vítimas 
e a testemunhas ameaçadas, institui o Programa Federal de Assistência a Vítimas e a Testemunhas 
Ameaçadas e dispõe sobre a proteção de acusados ou condenados que tenham voluntariamente 
prestado efetiva colaboração à investigação policial e ao processo criminal. 
 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a 
seguinte Lei: 
 
CAPÍTULO I 
DA PROTEÇÃO ESPECIAL A VÍTIMAS E A TESTEMUNHAS 
 
Art. 1 As medidas de proteção requeridas por vítimas ou por testemunhas de crimes que estejam 
coagidas ou expostas a grave ameaça em razão de colaborarem com a investigação ou processo criminal 
serão prestadas pela União, pelos Estados e pelo Distrito Federal, no âmbito das respectivas 
competências, na forma de programas especiais organizados com base nas disposições desta Lei. 
§ 1o A União, os Estados e o Distrito Federal poderão celebrar convênios, acordos, ajustes ou termos 
de parceria entre si ou com entidades não-governamentais objetivando a realização dos programas. 
§ 2o A supervisão e a fiscalização dos convênios, acordos, ajustes e termos de parceria de interesse 
da União ficarão a cargo do órgão do Ministério da Justiça com atribuições para a execução da política 
de direitos humanos. 
 
Art. 2 A proteção concedida pelos programas e as medidas dela decorrentes levarão em conta a 
gravidade da coação ou da ameaça à integridade física ou psicológica, a dificuldade de preveni-las ou 
reprimi-las pelos meios convencionais e a sua importância para a produção da prova. 
§ 1o A proteção poderá ser dirigida ou estendida ao cônjuge ou companheiro, ascendentes, 
descendentes e dependentes que tenham convivência habitual com a vítima ou testemunha, conforme o 
especificamente necessário em cada caso. 
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§ 2o Estão excluídos da proteção os indivíduos cuja personalidade ou conduta seja incompatível com 
as restrições de comportamento exigidas pelo programa, os condenados que estejam cumprindo pena e 
os indiciados ou acusados sob prisão cautelar em qualquer de suas modalidades. Tal exclusão não trará 
prejuízo a eventual prestação de medidas de preservação da integridade física desses indivíduos por 
parte dos órgãos de segurança pública. 
§ 3o O ingresso no programa, as restrições de segurança e demais medidas por ele adotadas terão 
sempre a anuência da pessoa protegida, ou de seu representante legal. 
§ 4o Após ingressar no programa, o protegido ficará obrigado ao cumprimento das normas por ele 
prescritas. 
§ 5o As medidas e providências relacionadas com os programas serão adotadas, executadas e 
mantidas em sigilo pelos protegidos e pelos agentes envolvidos em sua execução. 
 
 Art. 3o Toda admissão no programa ou exclusão dele será precedida de consulta ao Ministério Público 
sobre o disposto no art. 2o e deverá ser subsequentemente comunicada à autoridade policial ou ao juiz 
competente. 
 
Art. 4o Cada programa será dirigido por um conselho deliberativo em cuja composição haverá 
representantes do Ministério Público, do Poder Judiciário e de órgãos públicos e privados relacionados 
com a segurança pública e a defesa dos direitos humanos. 
§ 1o A execução das atividades necessárias ao programa ficará a cargo de um dos órgãos 
representados no conselho deliberativo, devendo os agentes dela incumbidos ter formação e capacitação 
profissional compatíveis com suas tarefas. 
 § 2o Os órgãos policiais prestarão a colaboração e o apoio necessários à execução de cada programa. 
 
Art. 5o A solicitação objetivando ingresso no programa poderá ser encaminhada ao órgão executor: 
I - pelo interessado; 
II - por representante do Ministério Público; 
III - pela autoridade policial que conduz a investigação criminal; 
IV - pelo juiz competente para a instrução do processo criminal; 
V - por órgãos públicos e entidades com atribuições de defesa dos direitos humanos. 
§ 1o A solicitação será instruída com a qualificação da pessoa a ser protegida e com informações sobre 
a sua vida pregressa, o fato delituoso e a coação ou ameaça que a motiva. 
§ 2o Para fins de instrução do pedido, o órgão executor poderá solicitar, com a aquiescência do 
interessado: 
I - documentos ou informações comprobatórios de sua identidade, estado civil, situação profissional, 
patrimônio e grau de instrução, e da pendência de obrigações civis, administrativas, fiscais, financeiras 
ou penais; 
II - exames ou pareceres técnicos sobre a sua personalidade, estado físico ou psicológico. 
§ 3o Em caso de urgência e levando em consideração a procedência, gravidade e a iminência da 
coação ou ameaça, a vítima ou testemunha poderá ser colocada provisoriamente sob a custódia de órgão 
policial, pelo órgão executor, no aguardo de decisão do conselho deliberativo, com comunicação imediata 
a seus membros e ao Ministério Público. 
 
Art. 6o O conselho deliberativo decidirá sobre: 
I - o ingresso do protegido no programa ou a sua exclusão; 
II - as providências necessárias ao cumprimento do programa. 
Parágrafo único. As deliberações do conselho serão tomadas por maioria absoluta de seus membros 
e sua execução ficará sujeita à disponibilidade orçamentária. 
 
Art. 7o Os programas compreendem, dentre outras, as seguintes medidas, aplicáveis isolada ou 
cumulativamente em benefício da pessoa protegida, segundo a gravidade e as circunstâncias de cada 
caso: 
I - segurança na residência, incluindo o controle de telecomunicações; 
II - escolta e segurança nos deslocamentos da residência, inclusive para fins de trabalho ou para a 
prestação de depoimentos; 
III - transferência de residência ou acomodação provisória em local compatível com a proteção; 
IV - preservação da identidade, imagem e dados pessoais; 
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V - ajuda financeira mensal para prover as despesas necessárias à subsistência individual ou familiar, 
no caso de a pessoa protegida estar impossibilitada de desenvolver trabalho regular ou de inexistência 
de qualquer fonte de renda; 
VI - suspensão temporária das atividades funcionais, sem prejuízo dos respectivos vencimentos ou 
vantagens, quando servidor público ou militar; 
VII - apoio e assistência social, médica e psicológica; 
VIII - sigilo em relação aos atos praticados em virtude da proteção concedida; 
IX - apoio do órgão executor do programa para o cumprimento de obrigações civis e administrativas 
que exijam o comparecimento pessoal. 
Parágrafo único. A ajuda financeira mensal terá um teto fixado pelo conselho deliberativo no início de 
cada exercício financeiro. 
 
Art. 8o Quando entender necessário, poderá o conselho deliberativo solicitar ao Ministério Público que 
requeira ao juiz a concessão de medidas cautelares direta ou indiretamente relacionadas com a eficácia 
da proteção. 
 
Art. 9o Em casos excepcionais e considerando as características e gravidade da coação ou ameaça, 
poderá o conselho deliberativo encaminhar requerimento da pessoa protegida ao juiz competente para 
registros públicos objetivando a alteração de nome completo. 
§ 1o A alteração de nome completo poderá estender-se às pessoas mencionadas no § 1o do art. 
2o desta Lei, inclusive aos filhos menores,e será precedida das providências necessárias ao resguardo 
de direitos de terceiros. 
§ 2o O requerimento será sempre fundamentado e o juiz ouvirá previamente o Ministério Público, 
determinando, em seguida, que o procedimento tenha rito sumaríssimo e corra em segredo de justiça. 
§ 3o Concedida a alteração pretendida, o juiz determinará na sentença, observando o sigilo 
indispensável à proteção do interessado: 
I - a averbação no registro original de nascimento da menção de que houve alteração de nome 
completo em conformidade com o estabelecido nesta Lei, com expressa referência à sentença 
autorizatória e ao juiz que a exarou e sem a aposição do nome alterado; 
II - a determinação aos órgãos competentes para o fornecimento dos documentos decorrentes da 
alteração; 
III - a remessa da sentença ao órgão nacional competente para o registro único de identificação civil, 
cujo procedimento obedecerá às necessárias restrições de sigilo. 
§ 4o O conselho deliberativo, resguardado o sigilo das informações, manterá controle sobre a 
localização do protegido cujo nome tenha sido alterado. 
§ 5o Cessada a coação ou ameaça que deu causa à alteração, ficará facultado ao protegido solicitar 
ao juiz competente o retorno à situação anterior, com a alteração para o nome original, em petição que 
será encaminhada pelo conselho deliberativo e terá manifestação prévia do Ministério Público. 
 
Art. 10. A exclusão da pessoa protegida de programa de proteção a vítimas e a testemunhas poderá 
ocorrer a qualquer tempo: 
I - por solicitação do próprio interessado; 
II - por decisão do conselho deliberativo, em consequência de: 
a) cessação dos motivos que ensejaram a proteção; 
b) conduta incompatível do protegido. 
 
Art. 11. A proteção oferecida pelo programa terá a duração máxima de dois anos. 
Parágrafo único. Em circunstâncias excepcionais, perdurando os motivos que autorizam a admissão, 
a permanência poderá ser prorrogada. 
 
Art. 12. Fica instituído, no âmbito do órgão do Ministério da Justiça com atribuições para a execução 
da política de direitos humanos, o Programa Federal de Assistência a Vítimas e a Testemunhas 
Ameaçadas, a ser regulamentado por decreto do Poder Executivo. 
 
 
 
 
 
 
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CAPÍTULO II 
DA PROTEÇÃO AOS RÉUS COLABORADORES 
 
Art. 13. Poderá o juiz, de ofício ou a requerimento das partes, conceder o perdão judicial e a 
consequente extinção da punibilidade ao acusado que, sendo primário, tenha colaborado efetiva e 
voluntariamente com a investigação e o processo criminal, desde que dessa colaboração tenha resultado: 
I - a identificação dos demais coautores ou partícipes da ação criminosa; 
II - a localização da vítima com a sua integridade física preservada; 
III - a recuperação total ou parcial do produto do crime. 
Parágrafo único. A concessão do perdão judicial levará em conta a personalidade do beneficiado e a 
natureza, circunstâncias, gravidade e repercussão social do fato criminoso. 
 
Art. 14. O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigação policial e o processo 
criminal na identificação dos demais coautores ou partícipes do crime, na localização da vítima com vida 
e na recuperação total ou parcial do produto do crime, no caso de condenação, terá pena reduzida de um 
a dois terços. 
 
Art. 15. Serão aplicadas em benefício do colaborador, na prisão ou fora dela, medidas especiais de 
segurança e proteção a sua integridade física, considerando ameaça ou coação eventual ou efetiva. 
§ 1o Estando sob prisão temporária, preventiva ou em decorrência de flagrante delito, o colaborador 
será custodiado em dependência separada dos demais presos. 
§ 2o Durante a instrução criminal, poderá o juiz competente determinar em favor do colaborador 
qualquer das medidas previstas no art. 8o desta Lei. 
§ 3o No caso de cumprimento da pena em regime fechado, poderá o juiz criminal determinar medidas 
especiais que proporcionem a segurança do colaborador em relação aos demais apenados. 
 
(...) 
 
 
 
Após sete anos tramitando no Congresso, o ESTATUTO DO IDOSO foi aprovado em setembro de 
2003 e sancionado pelo presidente da República no mês seguinte, ampliando os direitos dos cidadãos 
com idade acima de 60 anos. O mesmo vem mais abrangente que a Política Nacional do Idoso, lei de 
1994, que dava garantias à terceira idade. E uma de suas principais inovações legais é o fato do estatuto 
instituir penas severas para quem desrespeitar ou abandonar cidadãos da terceira idade. 
O Estatuto do Idoso é destinado a regular os direitos assegurados às pessoas, considerando-se a 
idade cronológica igual ou superior a 60 anos e de dispor de seus direitos fundamentais e de cidadania, 
bem como a assistência judiciária. Além de preocupar-se com a execução dos direitos pelas entidades 
de atendimento que o promovem, também volta-se para sua vigilância e defesa, por meio de instituições 
públicas. Tendo como seu principal objetivo, assegurar os direitos da pessoa idosa. 
O Estatuto do Idoso vem implementar a participação de parcela significativa do povo brasileiro (os 
idosos), por intermédio de entidades representativas, os Conselhos, que têm por objetivo deliberar sobre 
políticas públicas, controlar ações de atendimento, além de zelar pelo cumprimento dos direitos do idoso, 
de acordo com o novo Estatuto, em seu Art. 7º. 
As entidades de atendimento ao idoso podem ser classificas como aquelas que executam atividades 
lucrativas e atividades filantrópicas (que podem incluir gratuidade parcial ou total de serviços). Contudo, 
suas obrigações são idênticas frente à questão do atendimento das necessidades do idoso, enquanto 
direito fundamental. 
O Estatuto do Idoso, assim como o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), é mais um 
instrumento para a realização da cidadania. 
O idoso possui direito à liberdade, à dignidade, à integridade, à educação, à saúde, a um meio 
ambiente de qualidade, entre outros direitos fundamentais (individuais, sociais, difusos e coletivos), 
cabendo ao Estado, à Sociedade e à família a responsabilidade pela proteção e garantia desses direitos. 
Pode-se afirmar que o cerne do Estatuto está nas normas gerais que referem sobre a PROTEÇÃO 
INTEGRAL. 
6. Lei nº 10.741, de 01 de outubro de 2003, Estatuto do Idoso, Art. 1º 
ao 10, 15 ao 25, 33 ao 42 e 95 ao 118. 
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A natureza e essência encontram-se no Artigo 2º, quando estabelece a sucessão de direitos do idoso 
e visualiza sua condição como ser constituído de corpo, mente e espírito – já prevê a preservação de seu 
bem-estar físico, mental e espiritual – e identifica a existência de instrumentos que assegurem seu bem-
estar, o qual na lei seria: 
Art. 2º - O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da 
proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se lhe, por lei ou por outros meios, todas as 
oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde, em condições de liberdade e dignidade. 
O grande desafio diário é construir uma consciência coletiva de forma a que tenhamos “uma sociedade 
para todas as idades”, com justiça e garantia plena de direitos. 
 
FIQUE LIGADO: Artigos Importantes e bastante cobrados em CONCURSOS: 
Art.4º - Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade 
ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei. 
Art.10 - É obrigação do Estado e da sociedade, assegurar à pessoa idosa a liberdade, o respeito e a 
dignidade, como pessoa humana e sujeito de direitos civis, político, individuais e sociais, dos espaços e 
dos objetos pessoais. 
§2º - O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral, 
abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, de valores, ideiase crenças, dos 
espaços e dos objetos pessoais. 
§3º - É dever de todos zelar pela dignidade do idoso, colocando-o a salvo de qualquer tratamento 
desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor. 
Art.15 - É assegurada a atenção integral à saúde do idoso, por intermédio dos Sistema Único de Saúde 
- SUS, garantindo-lhe o acesso universal e igualitário, em conjunto articulado e contínuo das ações e 
serviços, para a prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde, incluindo a atenção especial 
às doenças que afetam preferencialmente os idosos. 
§2º - Incumbe ao Poder Público fornecer aos idosos, gratuitamente, medicamentos, especialmente os 
de uso continuado, assim como próteses, órteses e outros recursos relativos ao tratamento, habilitação 
ou reabilitação. 
Art.19- Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra idoso serão obrigatoriamente 
comunicados pelos profissionais de saúde a quaisquer dos seguintes órgãos: 
I - Autoridade Policial; 
II - Ministério Público; 
III - Conselho Municipal do Idoso; 
IV - Conselho Estadual do Idoso; 
V - Conselho Nacional do Idoso; 
Art.74 - Compete ao Ministério Público: 
I - instaurar o inquérito civil e a ação civil pública para a proteção dos direitos e interesses difusos, 
individuais indisponíveis e individuais homogêneos do idoso. 
 
Objetivo: 
O Estatuto do Idoso tem como objetivo promover a inclusão social e garantir os direitos desses 
cidadãos uma vez que essa parcela da população brasileira se encontra desprotegida, apesar de as 
estatísticas indicarem a importância de políticas públicas devido ao grande número de pessoas com mais 
de 60 anos no Brasil, garantindo e ampliando os direitos desses brasileiros com mais de 60 anos. 
Mais abrangente que a Política Nacional do Idoso, considera os mais velhos como prioridade absoluta 
e institui penas aplicáveis a quem desrespeitar ou abandonar cidadãos idosos. Entre outras coisas, além 
do direito de prioridade, garante: 
. A distribuição gratuita de próteses, órteses e medicamentos; 
. Que os planos de saúde não possam reajustar as mensalidades pelo critério de idade; 
. O direito ao transporte coletivo público gratuito e reservas de 10% dos assentos; 
. Nos transportes coletivos estaduais, a reserva de duas vagas gratuitas para idosos com renda igual 
ou inferior a dois salários mínimos; 
. No Art. 40, II diz: idoso terá desconto de 50%, no mínimo, no valor das passagens, para aqueles que 
excederem as vagas gratuitas destinadas a estes, tendo renda inferior a dois salários mínimos; portanto 
cabendo aos órgãos competentes destinados a definir os mecanismos e critérios para exercício do inciso 
II; 
. Que nenhum idoso seja objeto de negligência, discriminação, violência, crueldade e opressão; 
. Prioridade na tramitação dos processos, procedimentos e execução dos atos e diligências judiciais; 
. 50% de descontos em atividades de cultura, esporte e lazer; 
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. 39 
. Reserva de 3% de unidades residências nos programas habitacionais públicos; 
. A cargo dos Conselhos Nacional, Estadual e municipais do idoso e do Ministério Público, a 
fiscalização e controle da aplicação do Estatuto. 
 
Vejamos a seguir apenas os dispositivos da Lei exigidos pelo Edital do presente concurso: 
 
LEI Nº 10.741, DE 1º DE OUTUBRO DE 2003 
 
Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências. 
 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a 
seguinte Lei: 
 
TÍTULO I 
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
 
Art. 1º É instituído o Estatuto do Idoso, destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com 
idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. 
 
Art. 2º O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da 
proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se lhe, por lei ou por outros meios, todas as 
oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, 
intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade. 
 
Art. 3º É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, 
com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao 
esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar 
e comunitária. 
Parágrafo único. A garantia de prioridade compreende: 
I – atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados 
prestadores de serviços à população; 
II – preferência na formulação e na execução de políticas sociais públicas específicas; 
III – destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção ao idoso; 
IV – viabilização de formas alternativas de participação, ocupação e convívio do idoso com as demais 
gerações; 
V – priorização do atendimento do idoso por sua própria família, em detrimento do atendimento asilar, 
exceto dos que não a possuam ou careçam de condições de manutenção da própria sobrevivência; 
VI – capacitação e reciclagem dos recursos humanos nas áreas de geriatria e gerontologia e na 
prestação de serviços aos idosos; 
VII – estabelecimento de mecanismos que favoreçam a divulgação de informações de caráter 
educativo sobre os aspectos biopsicossociais de envelhecimento; 
VIII – garantia de acesso à rede de serviços de saúde e de assistência social locais. 
IX – prioridade no recebimento da restituição do Imposto de Renda. 
 
Art. 4º Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade 
ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei. 
§ 1º É dever de todos prevenir a ameaça ou violação aos direitos do idoso. 
§ 2º As obrigações previstas nesta Lei não excluem da prevenção outras decorrentes dos princípios 
por ela adotados. 
 
Art. 5º A inobservância das normas de prevenção importará em responsabilidade à pessoa física ou 
jurídica nos termos da lei. 
 
Art. 6º Todo cidadão tem o dever de comunicar à autoridade competente qualquer forma de violação 
a esta Lei que tenha testemunhado ou de que tenha conhecimento. 
 
Art. 7º Os Conselhos Nacional, Estaduais, do Distrito Federal e Municipais do Idoso, previstos na Lei 
no 8.842, de 4 de janeiro de 1994, zelarão pelo cumprimento dos direitos do idoso, definidos nesta Lei. 
 
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. 40 
TÍTULO II 
DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 
CAPÍTULO I 
DO DIREITO À VIDA 
 
Art. 8º O envelhecimento é um direito personalíssimo e a sua proteção um direito social, nos termos 
desta Lei e da legislação vigente. 
 
Art. 9º É obrigação do Estado, garantir à pessoa idosa a proteção à vida e à saúde, mediante efetivação 
de políticas sociais públicas que permitam um envelhecimento saudável e em condições de dignidade. 
 
CAPÍTULO II 
DO DIREITO À LIBERDADE, AO RESPEITO E À DIGNIDADE 
 
Art. 10. É obrigação do Estado e da sociedade, assegurar à pessoa idosa a liberdade, o respeito e a 
dignidade, como pessoa humana e sujeito de direitos civis, políticos, individuais e sociais, garantidos na 
Constituição e nas leis. 
§ 1º O direito à liberdade compreende, entre outros, os seguintes aspectos: 
I – faculdade de ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as 
restrições legais; 
II – opinião e expressão; 
III – crença e culto religioso; 
IV – prática de esportes e de diversões; 
V – participação na vida familiar e comunitária; 
VI – participação na vida política, na forma da lei; 
VII – faculdade de buscar refúgio, auxílio e orientação. 
§ 2º O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral, abrangendo 
a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, de valores, ideias e crenças, dos espaços e dos 
objetos pessoais. 
§ 3º É dever de todos zelar pela dignidadedo idoso, colocando-o a salvo de qualquer tratamento 
desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor. 
 
(...) 
CAPÍTULO IV 
DO DIREITO À SAÚDE 
 
Art. 15. É assegurada a atenção integral à saúde do idoso, por intermédio do Sistema Único de Saúde 
– SUS, garantindo-lhe o acesso universal e igualitário, em conjunto articulado e contínuo das ações e 
serviços, para a prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde, incluindo a atenção especial 
às doenças que afetam preferencialmente os idosos. 
§ 1º A prevenção e a manutenção da saúde do idoso serão efetivadas por meio de: 
I – cadastramento da população idosa em base territorial; 
II – atendimento geriátrico e gerontológico em ambulatórios; 
III – unidades geriátricas de referência, com pessoal especializado nas áreas de geriatria e 
gerontologia social; 
IV – atendimento domiciliar, incluindo a internação, para a população que dele necessitar e esteja 
impossibilitada de se locomover, inclusive para idosos abrigados e acolhidos por instituições públicas, 
filantrópicas ou sem fins lucrativos e eventualmente conveniadas com o Poder Público, nos meios urbano 
e rural; 
V – reabilitação orientada pela geriatria e gerontologia, para redução das sequelas decorrentes do 
agravo da saúde. 
§ 2º Incumbe ao Poder Público fornecer aos idosos, gratuitamente, medicamentos, especialmente os 
de uso continuado, assim como próteses, órteses e outros recursos relativos ao tratamento, habilitação 
ou reabilitação. 
§ 3º É vedada a discriminação do idoso nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados 
em razão da idade. 
§ 4º Os idosos portadores de deficiência ou com limitação incapacitante terão atendimento 
especializado, nos termos da lei. 
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§ 5º É vedado exigir o comparecimento do idoso enfermo perante os órgãos públicos, hipótese na qual 
será admitido o seguinte procedimento: 
I - quando de interesse do poder público, o agente promoverá o contato necessário com o idoso em 
sua residência; ou 
II - quando de interesse do próprio idoso, este se fará representar por procurador legalmente 
constituído. 
§ 6º É assegurado ao idoso enfermo o atendimento domiciliar pela perícia médica do Instituto Nacional 
do Seguro Social - INSS, pelo serviço público de saúde ou pelo serviço privado de saúde, contratado ou 
conveniado, que integre o Sistema Único de Saúde - SUS, para expedição do laudo de saúde necessário 
ao exercício de seus direitos sociais e de isenção tributária. 
 
Art. 16. Ao idoso internado ou em observação é assegurado o direito a acompanhante, devendo o 
órgão de saúde proporcionar as condições adequadas para a sua permanência em tempo integral, 
segundo o critério médico. 
Parágrafo único. Caberá ao profissional de saúde responsável pelo tratamento conceder autorização 
para o acompanhamento do idoso ou, no caso de impossibilidade, justificá-la por escrito. 
 
Art. 17. Ao idoso que esteja no domínio de suas faculdades mentais é assegurado o direito de optar 
pelo tratamento de saúde que lhe for reputado mais favorável. 
Parágrafo único. Não estando o idoso em condições de proceder à opção, esta será feita: 
I – pelo curador, quando o idoso for interditado; 
II – pelos familiares, quando o idoso não tiver curador ou este não puder ser contatado em tempo hábil; 
III – pelo médico, quando ocorrer iminente risco de vida e não houver tempo hábil para consulta a 
curador ou familiar; 
IV – pelo próprio médico, quando não houver curador ou familiar conhecido, caso em que deverá 
comunicar o fato ao Ministério Público. 
 
Art. 18. As instituições de saúde devem atender aos critérios mínimos para o atendimento às 
necessidades do idoso, promovendo o treinamento e a capacitação dos profissionais, assim como 
orientação a cuidadores familiares e grupos de autoajuda. 
 
Art. 19. Os casos de suspeita ou confirmação de violência praticada contra idosos serão objeto de 
notificação compulsória pelos serviços de saúde públicos e privados à autoridade sanitária, bem como 
serão obrigatoriamente comunicados por eles a quaisquer dos seguintes órgãos: 
I – autoridade policial; 
II – Ministério Público; 
III – Conselho Municipal do Idoso; 
IV – Conselho Estadual do Idoso; 
V – Conselho Nacional do Idoso. 
§ 1º Para os efeitos desta Lei, considera-se violência contra o idoso qualquer ação ou omissão 
praticada em local público ou privado que lhe cause morte, dano ou sofrimento físico ou psicológico. 
§ 2º Aplica-se, no que couber, à notificação compulsória prevista no caput deste artigo, o disposto na 
Lei no 6.259, de 30 de outubro de 1975. 
 
CAPÍTULO V 
DA EDUCAÇÃO, CULTURA, ESPORTE E LAZER 
 
Art. 20. O idoso tem direito a educação, cultura, esporte, lazer, diversões, espetáculos, produtos e 
serviços que respeitem sua peculiar condição de idade. 
 
Art. 21. O Poder Público criará oportunidades de acesso do idoso à educação, adequando currículos, 
metodologias e material didático aos programas educacionais a ele destinados. 
§ 1º Os cursos especiais para idosos incluirão conteúdo relativo às técnicas de comunicação, 
computação e demais avanços tecnológicos, para sua integração à vida moderna. 
§ 2º Os idosos participarão das comemorações de caráter cívico ou cultural, para transmissão de 
conhecimentos e vivências às demais gerações, no sentido da preservação da memória e da identidade 
culturais. 
 
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. 42 
Art. 22. Nos currículos mínimos dos diversos níveis de ensino formal serão inseridos conteúdos 
voltados ao processo de envelhecimento, ao respeito e à valorização do idoso, de forma a eliminar o 
preconceito e a produzir conhecimentos sobre a matéria. 
 
Art. 23. A participação dos idosos em atividades culturais e de lazer será proporcionada mediante 
descontos de pelo menos 50% (cinquenta por cento) nos ingressos para eventos artísticos, culturais, 
esportivos e de lazer, bem como o acesso preferencial aos respectivos locais. 
 
Art. 24. Os meios de comunicação manterão espaços ou horários especiais voltados aos idosos, com 
finalidade informativa, educativa, artística e cultural, e ao público sobre o processo de envelhecimento. 
 
Art. 25. O Poder Público apoiará a criação de universidade aberta para as pessoas idosas e incentivará 
a publicação de livros e periódicos, de conteúdo e padrão editorial adequados ao idoso, que facilitem a 
leitura, considerada a natural redução da capacidade visual. 
 
(...) 
CAPÍTULO VIII 
DA ASSISTÊNCIA SOCIAL 
 
Art. 33. A assistência social aos idosos será prestada, de forma articulada, conforme os princípios e 
diretrizes previstos na Lei Orgânica da Assistência Social, na Política Nacional do Idoso, no Sistema Único 
de Saúde e demais normas pertinentes. 
 
Art. 34. Aos idosos, a partir de 65 (sessenta e cinco) anos, que não possuam meios para prover sua 
subsistência, nem de tê-la provida por sua família, é assegurado o benefício mensal de 1 (um) salário-
mínimo, nos termos da Lei Orgânica da Assistência Social – Loas. 
Parágrafo único. O benefício já concedido a qualquer membro da família nos termos do caput não será 
computado para os fins do cálculo da renda familiar per capita a que se refere a Loas. 
 
Art. 35. Todas as entidades de longa permanência, ou casa-lar, são obrigadas a firmar contrato de 
prestação de serviços com a pessoa idosa abrigada. 
§ 1º No caso de entidades filantrópicas, ou casa-lar, é facultada a cobrança de participação do idoso 
no custeio da entidade. 
§ 2º O Conselho Municipal do Idoso ou o Conselho Municipal da Assistência Social estabelecerá a 
forma de participação prevista no § 1º, que não poderá exceder a 70% (setenta por cento) de qualquer 
benefício previdenciário ou de assistência social percebido pelo idoso. 
§ 3º Se a pessoa idosa for incapaz, caberá a seu representante legal firmar o contrato a que se refere 
o caput deste artigo. 
 
Art. 36.O acolhimento de idosos em situação de risco social, por adulto ou núcleo familiar, caracteriza 
a dependência econômica, para os efeitos legais. 
 
CAPÍTULO IX 
DA HABITAÇÃO 
 
Art. 37. O idoso tem direito a moradia digna, no seio da família natural ou substituta, ou 
desacompanhado de seus familiares, quando assim o desejar, ou, ainda, em instituição pública ou 
privada. 
§ 1º A assistência integral na modalidade de entidade de longa permanência será prestada quando 
verificada inexistência de grupo familiar, casa-lar, abandono ou carência de recursos financeiros próprios 
ou da família. 
§ 2º Toda instituição dedicada ao atendimento ao idoso fica obrigada a manter identificação externa 
visível, sob pena de interdição, além de atender toda a legislação pertinente. 
§ 3º As instituições que abrigarem idosos são obrigadas a manter padrões de habitação compatíveis 
com as necessidades deles, bem como provê-los com alimentação regular e higiene indispensáveis às 
normas sanitárias e com estas condizentes, sob as penas da lei. 
 
Art. 38. Nos programas habitacionais, públicos ou subsidiados com recursos públicos, o idoso goza de 
prioridade na aquisição de imóvel para moradia própria, observado o seguinte: 
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. 43 
I - reserva de pelo menos 3% (três por cento) das unidades habitacionais residenciais para atendimento 
aos idosos; 
II – implantação de equipamentos urbanos comunitários voltados ao idoso; 
III – eliminação de barreiras arquitetônicas e urbanísticas, para garantia de acessibilidade ao idoso; 
IV – critérios de financiamento compatíveis com os rendimentos de aposentadoria e pensão. 
Parágrafo único. As unidades residenciais reservadas para atendimento a idosos devem situar-se, 
preferencialmente, no pavimento térreo. 
 
CAPÍTULO X 
DO TRANSPORTE 
 
Art. 39. Aos maiores de 65 (sessenta e cinco) anos fica assegurada a gratuidade dos transportes 
coletivos públicos urbanos e semiurbanos, exceto nos serviços seletivos e especiais, quando prestados 
paralelamente aos serviços regulares. 
§ 1º Para ter acesso à gratuidade, basta que o idoso apresente qualquer documento pessoal que faça 
prova de sua idade. 
§ 2º Nos veículos de transporte coletivo de que trata este artigo, serão reservados 10% (dez por cento) 
dos assentos para os idosos, devidamente identificados com a placa de reservado preferencialmente para 
idosos. 
§ 3º No caso das pessoas compreendidas na faixa etária entre 60 (sessenta) e 65 (sessenta e cinco) 
anos, ficará a critério da legislação local dispor sobre as condições para exercício da gratuidade nos 
meios de transporte previstos no caput deste artigo. 
 
Art. 40. No sistema de transporte coletivo interestadual observar-se-á, nos termos da legislação 
específica: 
I – a reserva de 2 (duas) vagas gratuitas por veículo para idosos com renda igual ou inferior a 2 (dois) 
salários-mínimos; 
II – desconto de 50% (cinquenta por cento), no mínimo, no valor das passagens, para os idosos que 
excederem as vagas gratuitas, com renda igual ou inferior a 2 (dois) salários-mínimos. 
Parágrafo único. Caberá aos órgãos competentes definir os mecanismos e os critérios para o exercício 
dos direitos previstos nos incisos I e II. 
 
Art. 41. É assegurada a reserva, para os idosos, nos termos da lei local, de 5% (cinco por cento) das 
vagas nos estacionamentos públicos e privados, as quais deverão ser posicionadas de forma a garantir 
a melhor comodidade ao idoso. 
 
Art. 42. São asseguradas a prioridade e a segurança do idoso nos procedimentos de embarque e 
desembarque nos veículos do sistema de transporte coletivo. 
 
(...) 
CAPÍTULO II 
DOS CRIMES EM ESPÉCIE 
 
Art. 95. Os crimes definidos nesta Lei são de ação penal pública incondicionada, não se lhes aplicando 
os arts. 181 e 182 do Código Penal. 
 
Art. 96. Discriminar pessoa idosa, impedindo ou dificultando seu acesso a operações bancárias, aos 
meios de transporte, ao direito de contratar ou por qualquer outro meio ou instrumento necessário ao 
exercício da cidadania, por motivo de idade: 
Pena – reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. 
§ 1º Na mesma pena incorre quem desdenhar, humilhar, menosprezar ou discriminar pessoa idosa, 
por qualquer motivo. 
§ 2º A pena será aumentada de 1/3 (um terço) se a vítima se encontrar sob os cuidados ou 
responsabilidade do agente. 
 
Art. 97. Deixar de prestar assistência ao idoso, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, em situação 
de iminente perigo, ou recusar, retardar ou dificultar sua assistência à saúde, sem justa causa, ou não 
pedir, nesses casos, o socorro de autoridade pública: 
Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. 
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. 44 
Parágrafo único. A pena é aumentada de metade, se da omissão resulta lesão corporal de natureza 
grave, e triplicada, se resulta a morte. 
 
Art. 98. Abandonar o idoso em hospitais, casas de saúde, entidades de longa permanência, ou 
congêneres, ou não prover suas necessidades básicas, quando obrigado por lei ou mandado: 
Pena – detenção de 6 (seis) meses a 3 (três) anos e multa. 
 
Art. 99. Expor a perigo a integridade e a saúde, física ou psíquica, do idoso, submetendo-o a condições 
desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis, quando obrigado a 
fazê-lo, ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado: 
Pena – detenção de 2 (dois) meses a 1 (um) ano e multa. 
§ 1º Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: 
Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos. 
§ 2º Se resulta a morte: 
Pena – reclusão de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. 
 
Art. 100. Constitui crime punível com reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa: 
I – obstar o acesso de alguém a qualquer cargo público por motivo de idade; 
II – negar a alguém, por motivo de idade, emprego ou trabalho; 
III – recusar, retardar ou dificultar atendimento ou deixar de prestar assistência à saúde, sem justa 
causa, a pessoa idosa; 
IV – deixar de cumprir, retardar ou frustrar, sem justo motivo, a execução de ordem judicial expedida 
na ação civil a que alude esta Lei; 
V – recusar, retardar ou omitir dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil objeto desta 
Lei, quando requisitados pelo Ministério Público. 
 
Art. 101. Deixar de cumprir, retardar ou frustrar, sem justo motivo, a execução de ordem judicial 
expedida nas ações em que for parte ou interveniente o idoso: 
Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. 
 
Art. 102. Apropriar-se de ou desviar bens, proventos, pensão ou qualquer outro rendimento do idoso, 
dando-lhes aplicação diversa da de sua finalidade: 
Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos e multa. 
 
Art. 103. Negar o acolhimento ou a permanência do idoso, como abrigado, por recusa deste em 
outorgar procuração à entidade de atendimento: 
Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. 
 
Art. 104. Reter o cartão magnético de conta bancária relativa a benefícios, proventos ou pensão do 
idoso, bem como qualquer outro documento com objetivo de assegurar recebimento ou ressarcimento de 
dívida: 
Pena – detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos e multa. 
 
Art. 105. Exibir ou veicular, por qualquer meio de comunicação, informações ou imagens depreciativas 
ou injuriosas à pessoa do idoso: 
Pena – detenção de 1 (um) a 3 (três) anos e multa. 
 
Art. 106. Induzir pessoa idosa sem discernimento de seus atos a outorgar procuração para fins de 
administração de bens ou deles dispor livremente: 
Pena – reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. 
 
Art. 107. Coagir, de qualquer modo, o idoso a doar, contratar, testar ou outorgar procuração: 
Pena – reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. 
 
Art. 108. Lavrar ato notarial que envolva pessoa idosa sem discernimento de seus atos, sem a devida 
representação legal: 
Pena – reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. 
 
 
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. 45 
TÍTULO VII 
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS 
 
Art. 109. Impedir ou embaraçar ato do representante do Ministério Público ou de qualquer outro agente 
fiscalizador: 
Pena – reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. 
 
Art. 110. O Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940, Código Penal, passa a vigorar com as 
seguintes alterações: 
"Art. 61. ............................................................................ 
II - ............................................................................ 
h) contra criança, maior de 60 (sessenta) anos, enfermo ou mulher grávida; 
............................................................................." (NR) 
 
"Art. 121. ............................................................................ 
§ 4º No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o crime resulta de inobservância 
de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, 
não procura diminuir as consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo doloso 
o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 
(quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. 
............................................................................." (NR) 
 
"Art. 133. ............................................................................ 
§ 3º ............................................................................ 
III – se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos." (NR) 
 
"Art. 140. ............................................................................ 
§ 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a 
condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: 
............................................................................ (NR) 
 
"Art. 141. ............................................................................ 
IV – contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou portadora de deficiência, exceto no caso de injúria. 
............................................................................." (NR) 
 
"Art. 148. ............................................................................ 
§ 1º............................................................................ 
I – se a vítima é ascendente, descendente, cônjuge do agente ou maior de 60 (sessenta) anos. 
............................................................................" (NR) 
 
"Art. 159............................................................................ 
§ 1º Se o sequestro dura mais de 24 (vinte e quatro) horas, se o sequestrado é menor de 18 (dezoito) 
ou maior de 60 (sessenta) anos, ou se o crime é cometido por bando ou quadrilha. 
............................................................................" (NR) 
 
"Art. 183............................................................................ 
III – se o crime é praticado contra pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos." (NR) 
 
"Art. 244. Deixar, sem justa causa, de prover a subsistência do cônjuge, ou de filho menor de 18 
(dezoito) anos ou inapto para o trabalho, ou de ascendente inválido ou maior de 60 (sessenta) anos, não 
lhes proporcionando os recursos necessários ou faltando ao pagamento de pensão alimentícia 
judicialmente acordada, fixada ou majorada; deixar, sem justa causa, de socorrer descendente ou 
ascendente, gravemente enfermo: 
............................................................................" (NR) 
Art. 111. O art. 21 do Decreto-Lei no 3.688, de 3 de outubro de 1941, Lei das Contravenções Penais, 
passa a vigorar acrescido do seguinte parágrafo único: 
 
"Art. 21............................................................................ 
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. 46 
Parágrafo único. Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é maior de 60 
(sessenta) anos." (NR) 
 
Art. 112. O inciso II do § 4º do art. 1º da Lei no 9.455, de 7 de abril de 1997, passa a vigorar com a 
seguinte redação: 
 
"Art. 1º ............................................................................ 
§ 4º ............................................................................ 
II – se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de deficiência, adolescente ou maior de 
60 (sessenta) anos; 
............................................................................" (NR) 
 
Art. 113. O inciso III do art. 18 da Lei no 6.368, de 21 de outubro de 1976, passa a vigorar com a 
seguinte redação: 
 
"Art. 18............................................................................ 
III – se qualquer deles decorrer de associação ou visar a menores de 21 (vinte e um) anos ou a pessoa 
com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos ou a quem tenha, por qualquer causa, diminuída ou 
suprimida a capacidade de discernimento ou de autodeterminação: 
............................................................................" (NR) 
 
Art. 114. O art. 1º da Lei no 10.048, de 8 de novembro de 2000, passa a vigorar com a seguinte 
redação: 
 
"Art. 1º As pessoas portadoras de deficiência, os idosos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) 
anos, as gestantes, as lactantes e as pessoas acompanhadas por crianças de colo terão atendimento 
prioritário, nos termos desta Lei." (NR) 
 
Art. 115. O Orçamento da Seguridade Social destinará ao Fundo Nacional de Assistência Social, até 
que o Fundo Nacional do Idoso seja criado, os recursos necessários, em cada exercício financeiro, para 
aplicação em programas e ações relativos ao idoso. 
 
Art. 116. Serão incluídos nos censos demográficos dados relativos à população idosa do País. 
 
Art. 117. O Poder Executivo encaminhará ao Congresso Nacional projeto de lei revendo os critérios de 
concessão do Benefício de Prestação Continuada previsto na Lei Orgânica da Assistência Social, de 
forma a garantir que o acesso ao direito seja condizente com o estágio de desenvolvimento 
socioeconômico alcançado pelo País. 
 
Art. 118. Esta Lei entra em vigor decorridos 90 (noventa) dias da sua publicação, ressalvado o disposto 
no caput do art. 36, que vigorará a partir de 1º de janeiro de 2004. 
 
 
 
LEI ESTADUAL Nº 14.170 de 15/01/2002 - MINAS GERAIS19 
 
Determina a imposição de sanções a pessoa jurídica por ato discriminatório praticado contra pessoa 
em virtude de sua orientação sexual. 
 
Art. 1º - O Poder Executivo imporá, no limite da sua competência, sanções às pessoas jurídicas que, 
por ato de seus proprietários, dirigentes, prepostos ou empregados no efetivo exercício de suas atividades 
profissionais, discriminem, coajam ou atentem contra os direitos da pessoa em razão de sua orientação 
sexual. 
 
19 Disponível em: http://www.mpgo.mp.br/portalweb/hp/41/docs/lei_14.170-2002.pdf. Acesso em: agosto/2016. 
7. Lei Estadual nº 14.170, de 15 de janeiro de 2002, determina a 
imposição de sanções a pessoa jurídica 51 por ato discriminatório 
praticado contra pessoa em virtude de sua orientação sexual. 
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. 47 
Art. 2º - Para os efeitos desta lei, consideram-se discriminação, coação e atentado contra os direitos 
da pessoa os seguintes atos, desde que comprovadamente praticados em razão da orientação sexual da 
vítima: 
I - constrangimento de ordem física, psicológica ou moral; 
II - proibição de ingresso ou permanência em logradouro público, estabelecimento público ou 
estabelecimento aberto ao público, inclusive o de propriedade de ente privado; 
III - preterição ou tratamento diferenciado em logradouro público, estabelecimento público ou 
estabelecimento aberto ao público, inclusive o de propriedade de ente privado; 
IV - coibição da manifestação de afeto em logradouro público, estabelecimento público ou 
estabelecimentoaberto ao público, inclusive o de propriedade de ente privado 
V - impedimento, preterição ou tratamento diferenciado nas relações que envolvem a aquisição, 
locação, arrendamento ou empréstimo de bens móveis ou imóveis, para qualquer finalidade; 
VI - demissão, punição, impedimento de acesso, preterição ou tratamento diferenciado nas relações 
que envolvem o acesso ao emprego e o exercício da atividade profissional. 
 
Art. 3º - As pessoas jurídicas de direito privado que, por ação de seus proprietários, prepostos ou 
empregados no efetivo exercício de suas atividades profissionais, incorrerem em algum dos atos previstos 
no art. 2º ficam sujeitas a: 
I - advertência; 
II - multa de valor entre R$1.000,00 (mil reais) e R$50.000,00 (cinquenta mil reais), atualizados por 
índice oficial de correção monetária, a ser definido na regulamentação desta lei; 
III - suspensão do funcionamento do estabelecimento; 
IV - interdição do estabelecimento; 
V - inabilitação para acesso a créditos estaduais; 
VI - rescisão de contrato firmado com órgão ou entidade da administração pública estadual; 
VII - inabilitação para concessão de isenção, remissão, anistia ou quaisquer outros benefícios de 
natureza tributária. 
"§ 1º Os valores pecuniários recolhidos na forma do inciso II deste artigo serão destinados 
integralmente, até que se crie o centro de referência citado no art.5º. desta lei, ao Fundo Estadual de 
Promoção dos Direitos Humanos. 
"§ 2º - A partir da criação do centro de referência citado no art. 5º desta lei, os valores pecuniários 
recolhidos na forma do inciso II deste artigo serão destinados integralmente a ele.". 
 
Art. 4º - As pessoas jurídicas de direito público que, por ação de seus dirigentes, prepostos ou 
empregados no efetivo exercício de suas atividades profissionais, praticarem algum dos atos previstos no 
art. 2º desta lei ficam sujeitas, no que couber, às sanções previstas no seu art. 3º 
Parágrafo único - O infrator, quando agente do poder público, terá a conduta averiguada por meio de 
procedimento apuratório, instaurado por órgão competente, sem prejuízo das sanções penais cabíveis. 
 
Art. 5º - Fica o Poder Executivo autorizado a criar, na estrutura da administração pública estadual, um 
centro de referência voltado para a defesa do direito à liberdade de orientação sexual, que contará com 
os recursos do Fundo Estadual de Promoção dos Direitos Humanos de que trata o parágrafo único do art. 
3º desta lei. 
 
Art. 6º - Fica assegurada, na composição do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos, a 
participação de um representante das entidades civis legalmente reconhecidas voltadas para a defesa do 
direito à liberdade de orientação sexual. 
 
Art. 7º - O Poder Executivo regulamentará esta lei no prazo de sessenta dias contados da data de sua 
publicação, por meio de ato em que se observarão, entre outros, os seguintes aspectos: 
I - mecanismo de recebimento de denúncias ou representações fundadas nesta lei; 
II - formas de apuração das denúncias ou representações; 
III - graduação das infrações e as respectivas sanções; 
IV - garantia de ampla defesa dos denunciados. 
 
Art. 8º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
Art. 9º - Revogam-se as disposições em contrário 
 
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. 48 
 
 
DECRETO Nº 43.683/0320 
 
Regulamenta a Lei nº 14.170 de 15 de janeiro de 2002 que determina a imposição de sanções a pessoa 
jurídica por ato discriminatório praticado contra pessoa em virtude de sua orientação sexual. 
 
Art. 1º - Este Decreto estabelece o procedimento administrativo para a apuração e punição de toda 
manifestação de discriminação, coação e atentado contra os direitos da pessoa em razão de sua 
orientação sexual. 
 
Art. 2º - Para os efeitos deste Decreto, consideram-se discriminação, coação e atentado contra os 
direitos da pessoa os seguintes atos, desde que comprovadamente praticados em razão da orientação 
sexual da vítima: 
I - constrangimento de ordem física, psicológica ou moral; 
II - proibição de ingresso ou permanência em logradouro público, estabelecimento público ou 
estabelecimento aberto ao público, inclusive o de propriedade de ente privado; 
III - preterição ou tratamento diferenciado em logradouro público, estabelecimento público ou 
estabelecimento aberto ao público, inclusive o de propriedade de ente privado; 
IV - coibição de manifestação de afeto em logradouro público, estabelecimento público ou 
estabelecimento aberto ao público, inclusive o de propriedade de ente privado; 
V - impedimento, preterição ou tratamento diferenciado nas relações que envolvam a aquisição, a 
locação, o arrendamento ou o empréstimo de bem móvel ou imóvel, para qualquer finalidade; 
VI - demissão, punição, impedimento de acesso, preterição ou tratamento diferenciado nas relações 
que envolvam o acesso ao emprego e o exercício da atividade profissional. 
 
Art. 3º - A pessoa jurídica de direito privado que, por ação de seu proprietário, preposto ou empregado 
no efetivo exercício de suas atividades profissionais, praticar ato previsto no art. 2º fica sujeita a: 
I - advertência; 
II - multa de valor entre R$1.000,00 (um mil reais) a R$50.000,00 (cinquenta mil reais), atualizados 
pelos fatores de atualização monetária da Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça do 
Estado; 
III - suspensão do funcionamento do estabelecimento de um a sete dias; 
IV - interdição do estabelecimento de oito a 30 dias; 
V - inabilitação para acesso a crédito estadual; 
VI - rescisão de contrato firmado com órgão ou entidade da administração pública estadual; 
VII - inabilitação para concessão de isenção, remissão, anistia ou qualquer outro benefício de natureza 
tributária. 
§ 1º - Os valores pecuniários recolhidos na forma do inciso II serão integralmente destinados ao Fundo 
de Promoção dos Direitos Humanos até que seja criado o centro de referência de que trata o art. 6º da Lei 
nº 14.170, de 2002. 
§ 2º - Nos casos em que, pela natureza do serviço prestado pelo estabelecimento, não for conveniente 
ao interesse público a aplicação das sanções previstas nos incisos III e IV, a multa estabelecida será 
aplicada em dobro a cada ocorrência. 
§ 3º - Quando a infração estiver associada a atos de violência ou outras formas de discriminação ou 
preconceito, como as baseadas em raça ou cor da pele, deficiência física, convicção religiosa ou política, 
condição social ou econômica, não será aplicada a pena de advertência, devendo a punição ser fixada 
entre as demais sanções previstas no art. 3º. 
§ 4º - As sanções previstas no caput poderão ser aplicadas cumulativamente, de acordo com a 
gravidade da infração. 
§ 5º - Ao infrator é assegurado o direito à ampla defesa e ao contraditório. 
 
 
20 Disponível em: http://www.almg.gov.br/consulte/legislacao/completa/completa.html?tipo=DEC&num=43683&ano=2003. Acesso em; 
Agosto/2016. 
8. Decreto nº 43.683, de 10 de dezembro de 2003, regulamenta a Lei 
Estadual nº 14.170 de 15/01/2002. 
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. 49 
Art. 4º - A punição aplicada e sua graduação serão fixadas em decisão fundamentada, tendo em vista 
a gravidade da infração, sua repercussão social e reincidência do infrator. 
 
Art. 5º - Se ao término do procedimento administrativo o órgão competente concluir pela existência da 
infração, deverá encaminhar cópia dos autos ao Ministério Público Estadual. 
Parágrafo único. Os papéis, peças publicitárias ou demais matérias de cunho discriminatório ficarão à 
disposição das autoridades policiais e judiciárias, sendo encaminhadas se requisitadas. 
 
Art. 6º - A pessoa jurídica de direito público que, por ação de seu dirigente, preposto ou empregado no 
efetivo exercício de suas atividades profissionais, praticar algum ato previsto no art. 2º fica sujeita, no que 
couber, às sanções previstas no seu art. 3º. 
Parágrafoúnico. O infrator, quando agente do poder público, terá a conduta averiguada por meio de 
procedimento de apuração instaurado por órgão competente, sem prejuízo das sanções penais cabíveis. 
 
Art. 7º - O procedimento administrativo será iniciado pelo Conselho Estadual de Defesa dos Direitos 
Humanos de Minas Gerais - CONEDH/MG, mediante requerimento: 
I - da vítima ou de seu representante legal; 
II - de entidade de defesa dos direitos humanos, em nome da vítima; 
III - de autoridade competente. 
Parágrafo único. O requerimento deverá ser instruído com o registro de ocorrência do fato lavrado por 
órgão oficial, representação criminal ou rol de testemunhas. 
 
Art. 8º - O CONEDH/MG poderá celebrar termos de cooperação com conselhos municipais, visando 
facilitar o encaminhamento de denúncias provenientes do interior do estado de Minas Gerais. 
 
Art. 9º - Fica instituída, na estrutura do CONEDH, Comissão Especial incumbida de: 
I - receber denúncia de manifestação de discriminação, coação e atentado contra os direitos da pessoa 
em razão de sua orientação sexual praticada por dirigente, preposto ou empregado de pessoa jurídica de 
direito público ou privado, no exercício de suas atividades profissionais; 
II - instaurar e conduzir o procedimento administrativo para a apuração das denúncias de que trata o 
inciso anterior; 
III - aplicar as penalidades previstas no art. 3º; 
IV - elaborar o seu regimento interno. 
 
Art. 10 - A Comissão Especial será composta por cinco membros, sendo: 
I - dois escolhidos entre os membros do CONEDH/MG; 
II - um escolhido por entidade representativa do movimento homossexual com sede em Minas Gerais; 
III - um escolhido pelas entidades empresariais de âmbito estadual; 
IV - um com a função de coordenador, indicado pela Subsecretaria de Direitos Humanos da Secretaria 
de Estado de Desenvolvimento Social e Esportes. 
§ 1º - A cada membro titular corresponde um suplente. 
§ 2º - Os membros mencionados nos incisos II e III deste artigo serão escolhidos na forma de resolução 
do CONEDH/MG; 
§ 3º - Os membros da Comissão Especial serão designados pelo Governador para um mandado de 
dois anos admitida uma recondução. 
 
Art. 11 - As decisões da Comissão Especial serão tomadas na forma de seu regimento interno e das 
disposições deste Decreto. 
 
Art. 12 - Das decisões da Comissão Especial caberá recurso com efeito suspensivo ao plenário do 
CONEDH/MG e ao Secretário de Estado de Desenvolvimento Social e Esportes, sem prejuízo do 
respectivo controle jurisdicional. 
 
Art. 13 - A execução da penalidade cabe: 
I - À Comissão Especial no caso de advertência; 
II - À Secretaria de Estado de Fazenda no caso de multa; 
III - Ao órgão público competente nos casos dos incisos III, IV, V, VI e VII do art. 3º. 
 
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. 50 
Art. 14 - O órgão oficial dos Poderes do Estado deverá, sob orientação da Comissão Especial, 
confeccionar e distribuir gratuitamente material gráfico com o inteiro teor da Lei nº 14.170, de 2002 e 
deste Decreto. 
 
Art. 15 - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. 
 
 
 
01. (AL-GO - Analista Legislativo - Comunicador Social - CS-UFG/2015) “Todo homem tem direito 
à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e 
procurar, receber e difundir in- formações e ideias por quaisquer meios de expressão, independentemente 
de fronteiras” (Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos). Esse direito refere-se à: 
(A) Liberdade de cátedra. 
(B) Liberdade de imprensa. 
(C) Liberdade sindical. 
(D) Liberdade de expressão. 
 
02. (PC-GO – Papiloscopista – FUNIVERSA/2015) No que se refere à Declaração Universal dos 
Direitos Humanos, assinale a alternativa correta. 
(A) Todo homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nessa 
Declaração, não se podendo fazer nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou 
internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, 
sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania. 
(B) Toda pessoa, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países. 
Esse direito pode ser invocado em caso de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito 
comum. 
(C) Aquele que praticar um crime poderá ser culpado por uma ação que, no momento, não constituía 
delito perante o direito nacional ou internacional. 
(D) Todo ser humano tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus 
elementares e fundamentais. A instrução técnico-profissional será obrigatória. 
(E) A maternidade e a infância têm direito a cuidados e à assistência especiais, sendo que, às crianças 
nascidas dentro do matrimônio, é assegurada maior proteção social. 
 
03. (CBM-MG - Oficial do Corpo de Bombeiros Militar – IDECAN/2015) Quanto às considerações 
enunciadas no preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, marque a afirmativa 
INCORRETA. 
(A) O desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultam em atos bárbaros que ultrajam a 
consciência da humanidade. 
(B) Aspira-se por um mundo em que todos gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade 
de viverem a salvo do temor e da necessidade. 
(C) É essencial que os direitos humanos sejam protegidos por meio de rebeliões contra a opressão 
para que o ser humano não seja compelido ao império da lei. 
(D) Os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta da ONU, sua fé nos direitos humanos 
fundamentais, na dignidade e no valor do ser humano e na igualdade de direitos entre homens e mulheres. 
 
04. (SEE-MG - Professor de Educação Básica – IBFC/2015) Assinale a alternativa correta sobre o 
órgão que proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos. 
(A) Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas. 
(B) Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. 
(C) Conselho Econômico e Social das Nações Unidas. 
(D) Assembleia Especial de Justiça da Organização das Nações Unidas. 
 
05. (SAPeJUS – GO - Agente de Segurança Prisional – FUNIVERSA/2015) Segundo a Declaração 
Universal dos Direitos Humanos, assinale a alternativa correta. 
(A) Deve-se presumir a inocência de todo acusado de um crime até que a sua culpabilidade tenha sido 
provada de acordo com a lei, em julgamento público, no qual lhe sejam asseguradas todas as garantias 
necessárias a sua defesa. 
Questões 
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. 51 
(B) A lei protege todo homem contra interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar, não 
se estendendo tal proteção a sua correspondência. 
(C) Todo homem tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros, sendo vedada qualquer 
restrição a esse direito. 
(D) Todo homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; esse direito, no 
entanto, não inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião 
ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público 
ou em particular. 
(E) Todo homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; esse direito não se estende, porém, 
à liberdade de, sem interferências, ter opiniões e procurar, receber e transmitir informações e ideias por 
quaisquer meios, além das fronteiras de seu país. 
 
06. (TRT 3ª - Analista Judiciário – Administrativa – FCC/2015) São fundamentos constitucionais 
expressos da República Federativa do Brasil: 
(A) soberania; cidadania; dignidade da pessoa humana; monopólio da economia estratégica; 
bicameralismo. 
(B) soberania; cidadania; dignidade da pessoa humana; valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; 
pluralismo político. 
(C) dignidade da pessoa humana; valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; centralismo político 
e democrático; defesa da família. 
(D) cidadania; livreiniciativa; pluricameralismo; defesa da propriedade privada; defesa da família. 
(E) dignidade da pessoa humana; valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; monopólio da 
economia estratégica; defesa social; defesa do meio ambiente. 
 
07. (PC/SP - Oficial Administrativo - VUNESP/2014) A República Federativa do Brasil, formada pela 
união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em um Estado 
(A) democrático de Direito. 
(B) burocrático. 
(C) o Congresso Nacional, o Senado e a Câmara dos Deputados. 
(D) socialista progressista. 
(E) humanitário social. 
 
08. (TRF - 3ª REGIÃO - Técnico Judiciário - FCC/2016) Sobre o disposto nos incisos do art. 5º da 
Constituição Federal, é INCORRETO afirmar que é 
(A) livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, desde que atendidas as qualificações 
profissionais que a lei estabelecer. 
(B) permitido se reunir pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente 
de autorização ou prévio aviso, desde que a iniciativa não frustre outra reunião anteriormente convocada 
para o mesmo local. 
(C) livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, 
independentemente de censura ou licença. 
(D) assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nos estabelecimentos 
penitenciários. 
(E) livre a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas, independentemente de 
autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento. 
 
09. (TJ/PA - Juiz de Direito Substituto - VUNESP/2014) O texto constitucional, em seu artigo 5º, 
caput, prevê expressamente valores ou direitos fundamentais ao ditar literalmente que todos são iguais 
perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros 
residentes no País a inviolabilidade do direito. 
(A) à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. 
(B) à vida, à liberdade, à segurança, à intimidade e à dignidade. 
(C) à vida, à dignidade, à intimidade e à igualdade. 
(D) à vida, à liberdade, à fraternidade, à dignidade. 
(E) à vida, à liberdade e à intimidade. 
 
10. (SEDS/MG - Agente de Segurança Penitenciária - IBFC/2014) NÃO é direito social 
expressamente previsto na Constituição Federal: 
(A) Saúde. 
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(B) Previdência social. 
(C) Moradia. 
(D) Proteção à juventude. 
 
11. (SEDS/MG - Agente de Segurança Penitenciária - IBFC/2014) No que se refere aos direitos 
sociais, indique a alternativa CORRETA: 
(A)Somente através de lei alguém poderá ser obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato. 
(B) É facultativa a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho. 
(C) O aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais. 
(D) É vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir da posse no cargo de direção ou 
representação sindical e, ainda que suplente, até seis meses após o final do mandato, salvo se cometer 
falta grave nos termos da lei. 
 
12. (TCE/RS - Auditor Público Externo - Engenharia Civil - Conhecimentos Básicos - FCC/2014) 
Sicrano, filho de mãe brasileira e pai egípcio, nascido durante período em que seus pais eram estudantes 
universitários na França, veio, após a maioridade, a residir no Brasil, onde pretende viver pelo resto de 
sua vida. Nos termos da Constituição da República, Sicrano 
(A) somente seria considerado brasileiro nato se, quando de seu nascimento, sua mãe, que era 
brasileira, estivesse no exterior a serviço da República Federativa do Brasil. 
(B) poderá vir a ser brasileiro naturalizado, se efetivamente residir no país por até quinze anos 
ininterruptos, desde que requeira a nacionalidade brasileira. 
(C) é considerado brasileiro naturalizado, desde o momento em que fixou residência no país, já que é 
filho de mãe brasileira, estando sujeito, contudo, a extradição, na hipótese de cometimento de crime 
comum a partir de então. 
(D) será considerado brasileiro nato, se optar, a qualquer tempo, pela nacionalidade brasileira, caso 
em que não estará sujeito a extradição, nem mesmo na hipótese de comprovado envolvimento em tráfico 
ilícito de entorpecentes. 
(E) somente seria considerado brasileiro nato se, quando de seu nascimento, houvesse sido registrado 
em repartição brasileira competente. 
 
13. (TRE/AM - Técnico Judiciário - Área Administrativa - IBFC/2014) Com relação aos direitos de 
nacionalidade, previstos na Constituição Federal, assinale a alternativa CORRETA: 
(A) Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que tiver cancelada sua naturalização, por 
decisão do Presidente da República, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. 
(B) São brasileiros natos os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que 
sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do 
Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira. 
(C) São brasileiros natos os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República 
Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram 
a nacionalidade brasileira. 
(D) É privativo de brasileiro nato o cargo de Ministro do Superior Tribunal de Justiça. 
 
14. (PC/TO - Delegado de Polícia - Aroeira/2014) No caso de condenação criminal transitada em 
julgado, enquanto durarem seus efeitos, o condenado terá seus direitos políticos: 
(A) mantidos. 
(B) cassados. 
(C) perdidos. 
(D) suspensos. 
 
15. (OAB XIII - Primeira Fase - FGV/2014) No que concerne às condições de elegibilidade para o 
cargo de prefeito previstas na CRFB/88, assinale a opção correta. 
(A) José, ex-prefeito, que renunciou ao cargo 120 dias antes da eleição poderá candidatar-se à 
reeleição ao cargo de prefeito. 
(B) João, brasileiro, solteiro, 22 anos, poderá candidatar-se, pela primeira vez, ao cargo de prefeito. 
(C) Marcos, brasileiro, 35 anos e analfabeto, poderá candidatar-se ao cargo de prefeito. 
(D) Luís, capitão do exército com 5 anos de serviço, mas que não pretende e nem irá afastar-se das 
atividades militares, poderá candidatar-se ao cargo de prefeito. 
 
 
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16. (TJ/MT - Juiz - FMP-RS/2014) Assinale a alternativa correta a respeito dos partidos políticos. 
(A) É vedado a eles o recebimento de recursos financeiros por parte de empresas transnacionais. 
(B) É assegurado a eles o acesso gratuito à propaganda no rádio e na televisão, exceto aqueles que 
não possuam representação no Congresso Nacional. 
(C) Os partidos devem, obrigatoriamente, ter caráter nacional. 
(D) Os partidos devem, após cada campanha, apresentar ao Congresso Nacional a sua prestação de 
contas para aprovação. 
(E) Em razão de sua importante função institucional, os partidos políticos possuem natureza jurídica 
de direito público. 
 
17. (TRT - 8ª Região (PA e AP) - Analista Judiciário – Contabilidade - CESPE/2016) Assinale a 
opção correta acerca do que dispõe a CF sobre partidos políticos. 
(A) Os partidos políticos possuem personalidade jurídica de direito público. 
(B) A previsão constitucional de que a lei regrará a função parlamentar autoriza o estabelecimento, 
pela legislação infraconstitucional, de padrões mínimos de desempenho eleitoral como condição para 
funcionamento do partido nas casas legislativas. 
(C) É inconstitucional, por ofensa ao pluripartidarismo e ao pluralismo político, a fixação de 
proporcionalidade entre a representatividade partidária e a distribuição do fundo partidário e do tempo na 
televisão e no rádio. 
(D) A exigência de caráter nacional dos partidos políticos visa resguardar o princípio federativo da 
unidade nacional. 
(E) A vedação à utilização de organização paramilitar não obsta que os partidos, em razão da 
autonomia que lhe éconstitucionalmente assegurada, convencionem indumentária uniformizada ou que 
estabeleçam, em seu âmbito interno, relação de comando e obediência baseada em hierarquia rígida e 
fidelidade partidária. 
 
18. (DPE/GO - Defensor Público - UFG/2014) A Constituição Federal de 1988 prevê a saúde como 
direito fundamental a ser assegurado ao cidadão. A propósito desse direito, 
(A) assegura-se o fornecimento de medicamentos de alto custo exclusivamente aos necessitados, 
devido à infinitude das demandas e à finitude dos recursos. 
(B) é exclusiva do ministério público a legitimidade para ajuizamento de ação de mandado de 
segurança com vistas a promover o fornecimento de medicamentos. 
(C) é vedada à iniciativa privada a exploração econômica da assistência à saúde dado o direito 
fundamental à saúde ser consectário do direito à vida. 
(D) regula-se o sistema único de saúde (SUS) exclusivamente por meio da legislação 
infraconstitucional, visto que está fora das matérias constitucionais. 
(E) é vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições privadas 
de saúde com fins lucrativos. 
 
19. (Prefeitura de Recife/PE - Procurador- FCC/2014) Entre as competências constitucionalmente 
atribuídas ao Sistema Único de Saúde, encontram-se as seguintes; 
(A) participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico; e estimular 
a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na assistência à saúde no País 
(B) colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho; e apoiar a habilitação 
e a reabilitação das pessoas com deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária. 
(C) participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico; e apoiar a 
habilitação e a reabilitação das pessoas com deficiência e a promoção de sua integração à vida 
comunitária. 
(D) ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde; e estimular a participação direta ou 
indireta de empresas ou capitais estrangeiros na assistência à saúde no País. 
(E) colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho; e participar do controle 
e fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos 
e radioativos. 
 
20. (DPE/GO - Defensor Público - UFG/2014) A leitura do lema “Educação: direito de todos e dever 
do Estado!” à luz do Direito Constitucional favorece o entendimento de que: 
(A) o direito fundamental à educação exclui o direito à creche, dado tratar-se de dever da família. 
(B) a educação é dever exclusivo do estado, sendo, portanto, alheio à família e à sociedade. 
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(C) o dever do estado com a educação dos deficientes é de atendimento educacional especializado, 
obrigatoriamente, fora da rede regular de ensino. 
(D) a gratuidade do ensino público veda a percepção de quaisquer valores pelos estabelecimentos 
oficiais ainda que de cunho voluntário. 
(E) a omissão no oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público importa em responsabilidade 
da autoridade competente. 
 
21. (UNICAMP - Procurador - VUNESP/2014) Considerando o disposto na Constituição Federal sobre 
a Educação, é correto afirmar, a respeito das Universidades, que estas 
(A) devem, obrigatoriamente, admitir em seus quadros professores, técnicos e cientistas estrangeiros, 
na forma da lei. 
(B) obedecerão ao princípio de independência entre ensino, pesquisa e extensão. 
(C) gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial. 
(D) devem garantir o acesso democrático à educação aos carentes de recursos financeiros, por meio 
de programas de auxílio e bolsa de estudos, em parceria com os governos estadual e federal. 
(E) devem, nos termos da lei, garantir piso salarial aos professores, com reajuste anual da 
remuneração, observados, no mínimo, os índices oficiais de inflação do período. 
 
22. (SEAP/DF - Analista Direito - IADES/2014) Acerca dos princípios do Sistema Nacional de Cultura, 
assinale a alternativa correta. 
(A) A democratização dos processos decisórios com participação e controle social não compõe os 
princípios do Sistema Nacional de Cultura. 
(B) Ampliação progressiva dos recursos contidos nos orçamentos públicos para a cultura e 
transversalidade das políticas culturais são princípios do Sistema Nacional de Cultura. 
(C) O Sistema Nacional de Cultura não se rege pela autonomia dos entes federados e das instituições 
da sociedade civil. 
(D) A complementaridade nos papéis dos agentes culturais não engloba as ações do Sistema 
Nacional de Cultura. 
(E) A transparência e o compartilhamento das informações não compõe os princípios do Sistema 
Nacional de Cultura. 
 
23. (Prefeitura de Curitiba/PR – Procurador - NC-UFPR/2015) Segundo a Constituição da República, 
“o Estado promoverá e incentivará o desenvolvimento científico, a pesquisa, a capacitação científica e 
tecnológica e a inovação”. Com base nas normas constitucionais dedicadas ao tema, assinale a 
alternativa correta. 
(A) É facultado aos Estados, aos Municípios e ao Distrito Federal vincular parcela de sua receita 
orçamentária a entidades públicas de fomento ao ensino e à pesquisa científica e tecnológica. 
(B) O Estado promoverá e incentivará a atuação no exterior das instituições públicas e privadas de 
ciência, tecnologia e inovação, com vistas à execução das atividades de desenvolvimento científico, 
pesquisa, capacitação científica e tecnológica e de inovação. 
(C) O mercado interno integra o patrimônio nacional e será incentivado de modo a viabilizar o 
desenvolvimento cultural e socioeconômico, o bem-estar da população e a autonomia tecnológica do 
País, nos termos de lei complementar. 
(D) O Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI) será organizado em regime de 
colaboração entre entes, tanto públicos quanto privados, com vistas a promover o desenvolvimento 
científico e tecnológico e a inovação. 
(E) Lei complementar disporá sobre o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI). 
 
24. (SP-URBANISMO - Analista Administrativo - Jurídico - VUNESP/2014) Em relação à proteção 
do meio ambiente, prevê a Constituição Federal de 1988, que todas as unidades da Federação deverão 
(A) definir espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a 
alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa 
a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção 
(B) prever condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente, que sujeitarão os infratores, 
pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de 
reparar os danos causados. 
(C) declarar indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pela União, por ações discriminatórias, 
necessárias à proteção dos ecossistemas naturais. 
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(D) legislar sobre florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos 
recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição. 
(E) zelar pelo cumprimento da função social da propriedade rural, pela utilização adequada dos 
recursos naturais disponíveis, sob pena de desapropriação por interesse social. 
 
25. (JUIZ - TJ/SP - VUNESP) Relativamente aos índios, assinale a alternativa correta: 
(A) as terras tradicionalmente ocupadas por eles destinam-se à sua posse permanente, cabendo 
exclusivamente à União o usufruto das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes. 
(B) o aproveitamento dos recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra 
das riquezas minerais em terras indígenas só podem ser efetivados com autorização da Fundação 
Nacional do Índio – FUNAI, ouvidas, todavia, as comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada 
participaçãonos resultados da lavra, na forma da lei. 
(C) para ingressar em juízo na defesa dos seus direitos e interesses, os índios, as suas comunidades 
e organizações serão representados pelo Ministério Público. 
(D) é vedada a remoção dos grupos indígenas de suas terras, salvo, ad referendum do Congresso 
Nacional, em caso de catástrofe ou epidemia que ponha em risco sua população, ou no interesse da 
soberania do País, após deliberação do Congresso Nacional, garantido, em qualquer hipótese, o retorno 
imediato logo que cesse o risco. 
(E) são anuláveis os atos que tenham por objeto a ocupação, o domínio e a posse das terras indígenas, 
ou a exploração das riquezas naturais do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes. 
 
26. (PC/SP - Investigador de Polícia - VUNESP/2013) Quanto ao crime de tortura, é correto afirmar 
que 
(A) a lei brasileira que comina pena para o crime de tortura não se aplica quando o crime foi cometido 
fora do território nacional, mesmo sendo a vítima brasileira. 
(B) o condenado pelo crime de tortura cumprirá todo o tempo da pena em regime fechado. 
(C) é afiançável, mas insuscetível de graça ou anistia. 
(D) na aplicação da pena pelo crime de tortura, não serão admitidas agravantes ou atenuantes. 
(E) a condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a interdição para seu 
exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada. 
 
27. (SEJUS/ES - Agente Penitenciário - VUNESP/2013) Nos termos da Lei n.° 9.455/97, a pena é 
aumentada se o crime de tortura for cometido 
(A) com abuso de autoridade. 
(B) por agente público. 
(C) com emprego de veneno. 
(D) contra agente público. 
(E) com violação de dever inerente a cargo. 
 
28. (DPE/TO - Analista Jurídico - de Defensoria Pública - COPESE-UFT/2012) Nos termos da Lei 
nº 9.455/97, que trata dos crimes de tortura, ter-se-á aumento de pena quando o crime é cometido: 
I. contra agente público; 
II. contra gestante; 
III. contra adolescente; 
IV. contra pessoa com deficiência; 
V. contra maior de 60 (sessenta) anos; 
 
(A) Apenas os itens I, III, IV e V estão corretos. 
(B) Apenas os itens II, III, IV e V estão corretos. 
(C) Apenas os itens I, II, IV e V estão corretos. 
(D) Todos os itens estão corretos. 
 
29. (PM/MG - Oficial da Polícia Militar - FUMARC/2011) A Lei de Tortura incorporou dentre seus 
fundamentos: 
(A) O aumento de pena para o delito praticado mediante sequestro da vítima. 
(B) A punição para o homicídio doloso praticado por meio da tortura. 
(C) Uma cláusula de aumento de pena para o delito derivado da discriminação racial. 
(D) A penalização pelo crime de tortura do agente que se omite diante do dever de evitar a conduta de 
outrem. 
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30. (DPE/GO - Defensor Público - INSTITUTO CIDADES/Adaptada) Ao prender em flagrante delito 
autor de homicídio, Capitão Nascimento obrigou-o a abraçar e beijar o cadáver da vítima, causando-lhe 
sofrimento físico e mental. Penalmente, a conduta do Capitão Nascimento tipifica 
(A) tortura (Lei n. 9.455/97, art. 1°, § 1°). 
(B) constrangimento ilegal (Código Penal, art. 146). 
(C) excesso de exação (Código Penal, art. 316, § 1°). 
(D) maus-tratos (Código Penal, art. 136). 
(E) estrito cumprimento de dever legal (Código Penal, art. 23, III). 
 
31. (MPE/GO – Promotor de Justiça Substituto – MPE/GO/2016) De acordo com a Lei de Tortura, 
assinale a alternativa correta: 
(A) Há crime de tortura quando o constrangimento, exercido mediante violência que causa intenso 
sofrimento físico, se opera em razão de discriminação pela orientação sexual (art. 1º, inc. I, alínea c). 
(B) Movido por instinto de vingança e sadismo, Josef K., funcionário de um banco, constrangeu, com 
o emprego de violência, o juiz que outrora havia decretado sua injusta prisão e causou-lhe intenso 
sofrimento físico. A conduta de Josef K. não constitui crime de tortura. 
(C) Conforme o § 5º do art. 1º da Lei de Tortura, a condenação criminal transitada em julgado, 
acarretará, automaticamente, a perda do cargo, função ou emprego público, a cassação da aposentadoria 
e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada. 
(D) Compete à Justiça Castrense o processo e o julgamento do crime de tortura praticado por policial 
militar em serviço. 
 
32. (PC/SP - Delegado de Polícia – PC/SP/2012) Em relação à Lei sobre Programas Especiais de 
Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Lei n° 9.807/99), assinale a alternativa incorreta 
(A) A solicitação objetivando o ingresso no programa poderá ser encaminhada ao órgão executor pelo 
próprio interessado. 
(B) A medida de proteção poderá ser estendida ao cônjuge ou companheiro, ascendentes, 
descendentes e dependentes que tenham convivência habitual com a vítima ou testemunha. 
(C) O ingresso e as restrições de segurança e demais medidas protetivas adotadas pelo programa 
dispensam a anuência da pessoa protegida ou de seu representante legal. 
(D) Toda admissão ou exclusão do programa será precedida de consulta ao Ministério Público e 
posteriormente comunicada à autoridade policial ou ao juiz competente. 
(E) A solicitação objetivando o ingresso no programa poderá ser encaminhada ao órgão executor por 
entidades com atribuições de defesa dos direitos humanos. 
 
33. (PM/MG - Oficial da Polícia Militar – CRSP/PMMG/2013) Tendo por base os ditames da Lei n. 
9.807/99, que estabelece normas para a organização e a manutenção de programas especiais de 
proteção a vítimas e a testemunhas ameaçadas, é CORRETO afirmar que: 
(A) a solicitação objetivando ingresso no programa poderá ser encaminhada ao órgão executor 
somente pelo interessado ou seu responsável legal. 
(B) a segurança na residência da pessoa protegida, excetuando o controle de telecomunicações, é 
uma das medidas previstas no programa; 
(C) a proteção oferecida pelo programa terá a duração máxima de três anos. 
(D) a conduta incompatível da pessoa protegida poderá ensejar, por decisão do conselho deliberativo, 
sua exclusão do programa. 
 
34. (DPE/PB - Defensor Público – FCC/2014) O Estatuto do Idoso define o idoso como aquele com 
idade igual ou superior a 
(A) 60 (sessenta) anos, garantindo a ele todos os direitos previstos no respectivo diploma legal. 
(B) 65 (sessenta e cinco) anos, garantindo a ele todos os direitos previstos no respectivo diploma legal. 
(C) 70 (setenta) anos, garantindo a ele todos os direitos previstos no respectivo diploma legal. 
(D) 60 (sessenta) anos, mas estabelecendo idades e circunstâncias diferenciadas para o exercício 
pleno de todos os direitos previstos no respectivo diploma legal. 
(E) 65 (sessenta e cinco) anos, mas estabelecendo idades e circunstâncias diferenciadas para o 
exercício pleno de todos os direitos previstos no respectivo diploma legal. 
 
35. (Pref. Angra dos Reis/RJ - Enfermeiro – Diarista - FEC/UFF/2012) De acordo com o Estatuto do 
Idoso, é obrigação do Estado e da sociedade, assegurar à pessoa idosa a liberdade, o respeito e a 
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dignidade, como pessoa humana e sujeito de direitos civis, políticos, individuais e sociais, garantidos na 
Constituição e nas leis. Nesse sentido, Assinale a alternativa que caracteriza o direito ao respeito: 
(A) faculdade de buscar. 
(B) preservação da autonomia. 
(C) faculdade de buscar auxílio. 
(D) a liberdade de crença e culto religioso. 
(E) faculdade de buscar refúgio. 
 
36. Em conformidade com a Lei Estadual nº 14.170, de 15/01/2002, o Poder Executivo regulamentará 
esta lei no prazo de sessenta dias contados da data de sua publicação, por meio de ato em que se 
observarão, entre outros, os seguintes aspectos, exceto: 
(A) mecanismo de recebimento de denúncias ou representações fundadas nesta lei; 
(B) formas de apuração das denúncias ou representações; 
(C) graduação das denúncias e as respectivas sanções; 
(D) garantia de ampla defesa dos denunciados. 
 
37. De acordo com o Decreto Estadual 43.683/2003,o procedimento administrativo será iniciado pelo 
Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos de Minas Gerais - CONEDH/MG, mediante 
requerimento: 
(A) da vítima, excluindo-se o representante legal; 
(B) de entidade de defesa dos direitos humanos, em nome do representante legal da vítima; 
(C) de autoridade competente. 
(D) Nenhuma das alternativas anteriores. 
 
Respostas 
 
01. Resposta: D. O princípio constante da questão está expresso no Art. 18 da DUDH, que reforça a 
liberdade de modo geral e garante que cada indivíduo possa expressar seus pensamentos livremente. 
 
02. Resposta: A. Letra a) CORRETA, nos termos do Artigo 2 da Declaração: 1. Todo ser humano tem 
capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de 
qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou de outra natureza, origem 
nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição. 2. Não será também feita nenhuma 
distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma 
pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a 
qualquer outra limitação de soberania. 
Letra b) ERRADA, conforme redação do Artigo 14 da Declaração: 1. Toda pessoa, vítima de 
perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países. 2. Este direito não pode ser 
invocado em caso de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos 
contrários aos objetivos e princípios das Nações Unidas. 
Letra c) ERRADA, mais claramente definido no Art. 5º, XXXIX, CF: não há crime sem lei anterior que 
o defina, nem pena sem prévia cominação legal. Também chamado de Princípio da Reserva Legal. 
Letra d) ERRADA, de acordo com Artigo 26 da Declaração: 1. Todo ser humano tem direito à instrução. 
A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será 
obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos (não obrigatória), bem como a 
instrução superior, está baseada no mérito. 
Letra e) ERRADA, baseada no preceito do Artigo 25 da Declaração: 2. A maternidade e a infância têm 
direito a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças nascidas dentro ou fora do matrimônio, 
gozarão da mesma proteção social. 
 
03. Resposta: C. O desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultam em atos bárbaros que 
ultrajam a consciência da humanidade. Quando a questão menciona o desprezo e o desrespeito PELOS 
direitos humanos, deixa entender que a palavra PELO faz referência aos atos causados pelos Direitos 
Humanos e não contra os Direitos Humanos. 
 
04. Resposta: A. Conforme consta no preâmbulo: A Assembleia Geral das Nações Unidas proclama 
a presente "Declaração Universal dos Direitos do Homem" como o ideal comum a ser atingido por todos 
os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo 
sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito 
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a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, 
por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos 
próprios Estados Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição. 
 
05. Resposta: A. A questão refere-se à letra da própria DUDH. Assim sendo, tem-se que: Letra a) 
CORRETA, veja o Artigo 11, I, DUDH: Todo o homem acusado de um ato delituoso tem o direito de ser 
presumido inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento 
público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias a sua defesa. 
Letra b) ERRADA, nos termos do Artigo 12, DUDH: Ninguém será sujeito a interferências na sua vida 
privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques a sua honra e reputação. 
Todo o homem tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques. 
Letra c) ERRADA, conforme disposto no Artigo 17, DUDH: I: Todo o homem tem direito à propriedade, 
só ou em sociedade com outros. II: Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade. Contudo, 
necessário analisar também o art. 5, XXIV da CF - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação 
por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em 
dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição. 
Letra d) ERRADA, diante do texto do Artigo 18, DUDH: Todo o homem tem direito à liberdade de 
pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a 
liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, 
isolada ou coletivamente, em público ou em particular. 
Letra e) ERRADA, de acordo com o Artigo 19, DUDH: Todo o homem tem direito à liberdade de opinião 
e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e 
transmitir informações e ideias por quaisquer meios, independentemente de fronteiras. 
 
06. Resposta: “B”. Conforme art. 1º da CF/88: A República Federativa do Brasil, formada pela união 
indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito 
e tem como fundamentos: I - a soberania; II - a cidadania; III - a dignidade da pessoa humana; IV - os 
valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V - o pluralismo político. 
 
07. Resposta: “A”. Consta no caput do artigo 1º, CF: “a República Federativa do Brasil, formada pela 
união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de 
Direito [...]”. 
 
08. Resposta: “B”. Conforme Art. 5°, XVI da CF/88: “todos podem reunir-se pacificamente, sem 
armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra 
reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade 
competente.” 
 
09. Resposta: “A”. Prevê o caput do artigo 5º, CF: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de 
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade 
do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade [...]”. 
 
10. Resposta: “D”. Os direitos assegurados na categoria de direitos sociais encontram menção 
genérica no artigo 6º, CF: “São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a 
moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, 
a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”. Embora a proteção à juventude possa 
ser tacitamente inserida na questão da proteção à maternidade e à infância, bem como da previsão da 
ordem social em capítulo específico, não é menção expressa enquanto direito social. 
 
11. Resposta: “C”. A letra “C” traz a previsão do artigo 8º, VII, CF: “o aposentado filiado tem direito a 
votar e ser votado nas organizações sindicais”, restando correta. “A” está incorreta porque nem mesmo a 
lei pode relativizar a liberdade de associação; “B” está incorreta porque tal participação é obrigatória; “D” 
está incorreta porque o artigo 8º, VIII, CF prevê que “é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a 
partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que 
suplente, até um ano após o final do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei”. 
 
12. Resposta: “D”. Se qualquer dos pais não estiverem a serviço do Brasil e a pessoa nascer no 
exterior é exigido que o nascido do exterior venha ao território brasileiro e aqui resida ou que tenha sido 
registrado em repartição competente, caso em que poderá, a partir dos 18anos, manifestar-se sobre 
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desejar permanecer com a nacionalidade brasileira ou não (artigo 12, I, “c”, CF). No caso, Sicrano poderá 
ser considerado brasileiro nato e não existe na Constituição hipótese que autorize a extradição de 
brasileiro nato. 
 
13. Resposta: “B”. Neste sentido, “Art. 12, CF. São brasileiros: I - natos: [...] c) os nascidos no 
estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira 
competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois 
de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira”. “A” está incorreta porque o cancelamento de 
naturalização se dá por decisão judicial; “C” está incorreta porque define brasileiros naturalizados; “D” 
está incorreta porque o que é privativo é o cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal. 
 
14. Resposta: “D”. Os direitos políticos nunca podem ser cassados ou perdidos, mas no máximo 
suspensos. A condenação criminal transitada em julgado justifica a suspensão dos direitos políticos, o 
que é disposto no artigo 15, III, CF: “é vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão 
só se dará nos casos de: [...] III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus 
efeitos”. 
 
15. Resposta: “B”. Prevê o artigo 14, § 3º, CF: São condições de elegibilidade, na forma da lei: [...] 
VI - a idade mínima de: c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, 
Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz”, de modo que João preenche o requisito etário para a candidatura. 
“A” está errada porque a renúncia é exigida para cargo diverso (artigo 14, §6º, CF); “C” está errada porque 
o analfabeto não pode se eleger (artigo 14, §4º, CF); “D” está errada porque o afastamento neste caso é 
exigido (artigo 14, §8º, I, CF). 
 
16. Resposta: “C”. “A” está incorreta porque o que é vedado é o recebimento de recursos de entidade 
ou governo estrangeiros, mas não de transnacionais (artigo 17, II, CF); “B” está incorreta porque o acesso 
gratuito à propaganda no rádio e na televisão dispensa representatividade no Congresso Nacional (artigo 
17, §3º, CF); “C” está correta porque o partido político deve ter caráter nacional (artigo 17, I, CF); “D” está 
incorreta porque a prestação de contas é feita ao Tribunal Superior Eleitoral; “E” está incorreta porque 
partidos políticos são pessoas jurídicas de direito privado. 
 
17. Resposta: “D”. A verticalização impõe unidade nacional aos partidos políticos, os quais devem ter 
caráter nacional, por força do art 17, I CF, ou seja, os partidos políticos que ajustassem coligação para 
eleição de Presidente da República não poderiam formar coligações para eleição de Governador, 
Senador e Deputado (Federal, Estadual ou Distrital) com outros partidos políticos que tivessem, 
isoladamente ou em aliança diversa, lançado candidato à eleição presidencial (TSE – Res. 21.002/2002). 
 
18. Resposta: “E”. Os medicamentos de alto custo devem ser fornecidos a todos aqueles que o 
necessitarem, não somente aos hipossuficientes, até mesmo porque é possível que uma pessoa com boa 
renda não tenha condições de arcar com estes. O mandado de segurança buscando o fornecimento de 
medicamentos pode ser interposto pelo Ministério Público, mas não somente por ele, também pela 
Defensoria Pública e pelo próprio interessado. O sistema de saúde está previsto na Lei nº 8.080/1990, 
mas encontra substrato constitucional, especialmente em seu artigo 6º. Referida lei especial assegura a 
possibilidade de participação de entidades privadas no sistema, desde que não possuam fim lucrativo, ou 
seja, atendam pelo preço do SUS. 
 
19. Resposta: “E”. Neste viés, o artigo 200, CF prevê: “Ao sistema único de saúde compete, além de 
outras atribuições, nos termos da lei: I - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de 
interesse para a saúde e participar da produção de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos, 
hemoderivados e outros insumos; II - executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem 
como as de saúde do trabalhador; III - ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde; IV - 
participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico; V - incrementar em 
sua área de atuação o desenvolvimento científico e tecnológico; VI - fiscalizar e inspecionar alimentos, 
compreendido o controle de seu teor nutricional, bem como bebidas e águas para consumo humano; VII 
- participar do controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias 
e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos; VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele 
compreendido o do trabalho”. Conforme grifos, as atribuições descritas na alternativa “E” estão 
corretas. 
 
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20. Resposta: “E”. Em que pese o direito à educação ser um direito de segunda dimensão, 
classicamente relacionado à ideia de norma programática do texto constitucional, as promessas feitas 
pelo constituinte não podem ser tomadas de forma vã. A omissão do Estado em garantir a gratuidade do 
ensino público, assegurada no artigo 206, IV, CF, gera responsabilidade da autoridade que deveria ter 
tomado providências para tanto. No mais, trata-se de dever compartilhado e não exclusivo do Estado, 
que abrange todas as esferas educacionais, inclusive o ensino em creche, além do ensino não formal. Os 
deficientes devem ser integrados neste sistema, não excluídos dele. Eventualmente, os estabelecimentos 
oficiais podem perceber valores, notadamente provenientes de doações. 
 
21. Resposta: “C”. Neste sentido, o caput do artigo 207, CF: “As universidades gozam de autonomia 
didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de 
indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”. As demais estão incorretas: “A” descreve uma 
faculdade, não uma obrigatoriedade; “B” fala em princípio da independência quando o correto seria 
indissociabilidade; “D” porque descreve competência governamental, assim como “E”. 
 
22. Resposta: “B”. Trata-se de princípio previsto no artigo 216-A, §1º, CF: “VII - transversalidade das 
políticas culturais” e “XII - ampliação progressiva dos recursos contidos nos orçamentos públicos para a 
cultura”. 
 
23. Resposta: “D” 
Art. 219-B. O Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI) será organizado em regime 
de colaboração entre entes, tanto públicos quanto privados, com vistas a promover o desenvolvimento 
científico e tecnológico e a inovação. 
 
24. Resposta: “A”. Trata-se de providência descrita no artigo 225, §1º, III, CF: “definir, em todas as 
unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, 
sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que 
comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção”. 
 
25. Resposta: “D”. A Resposta: “D” está correta. É vedada a remoção de grupos indígenas de suas 
terras, salvo, ad referendum do Congresso Nacional, em caso de catástrofe ou epidemia que ponha em 
risco sua população, ou no interesse da soberania do país, após deliberação do Congresso Nacional, 
garantido, em qualquer hipótese, o retorno imediato logo que cesse o risco (art. 231, §5º, CF). 
 
26. Resposta: E 
A alternativa “A” está incorreta, pois se aplica o previsto na Lei de Tortura mesmo quando o crime não 
tenha sido cometido em território nacional, sendo a vítima brasileira ou encontrando-se o agente em local 
sob jurisdição. A alternativa “B” está incorreta, pois é considerado inconstitucional o cumprimento de pena 
integralmente no regime fechado. A alternativa “C” está incorreta, pois o crime de tortura é inafiançável e 
insuscetível de graça ou anistia. A alternativa “D” está incorreta,visto que a lei prevê causas que podem 
agravar a pena. 
 
27. Resposta: B 
Segundo o disposto no artigo 1º, §4º, I, da Lei nº 9.455/97, dentre outras, é considerada como causa 
de aumento de pena se o crime for cometido por agente público. 
 
28. Resposta: B 
O item I está errado, tendo em vista que o aumento de pena ocorre quando o crime é cometido “pelo 
agente público”, e não quando é “contra o agente público”. 
 
29. Resposta: A 
Dispõe o art. 1º, § 4º, da Lei: Aumenta-se a pena de um sexto até um terço: 
(...) 
III - se o crime é cometido mediante sequestro. 
 
30. Resposta: A 
Assim dispõe o art.1º, § 1º, da Lei de Tortura: “Na mesma pena incorre quem submete pessoa presa 
ou sujeita a medida de segurança a sofrimento físico ou mental, por intermédio da prática de ato não 
previsto em lei ou não resultante de medida legal”. 
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31. Resposta: B. 
Art. 1º Constitui crime de tortura: 
I - constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou 
mental: 
a) com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa; 
b) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa; 
c) em razão de discriminação racial ou religiosa. 
 
32. Resposta: C 
A alternativa C está de acordo com o que prega o § 3º do art. 2º da Lei nº 9.807/99, a saber: 
Art. 2o A proteção concedida pelos programas e as medidas dela decorrentes levarão em conta a 
gravidade da coação ou da ameaça à integridade física ou psicológica, a dificuldade de preveni-las ou 
reprimi-las pelos meios convencionais e a sua importância para a produção da prova. 
[...] 
§ 3o O ingresso no programa, as restrições de segurança e demais medidas por ele adotadas terão 
sempre a anuência da pessoa protegida, ou de seu representante legal. 
 
33. Resposta: D 
Consoante o disposto no art. 10 da Lei nº 9.807/99, a exclusão da pessoa protegida de programa de 
proteção a vítimas e a testemunhas poderá ocorrer a qualquer tempo, nas seguintes circunstâncias: 
I - por solicitação do próprio interessado; 
II - por decisão do conselho deliberativo, em consequência de: 
a) cessação dos motivos que ensejaram a proteção; 
b) conduta incompatível do protegido. 
 
34. Resposta: D 
A resposta correta é a alternativa “D”, pois está de acordo com o artigo 1º, do Estatuto do Idoso: 
Art. 1º É instituído o Estatuto do Idoso, destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com 
idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. 
O Estatuto do Idoso é destinado a regular os direitos assegurados às pessoas, considerando-se a 
idade cronológica igual ou superior a 60 anos e de dispor de seus direitos fundamentais e 
de cidadania, bem como a assistência judiciária. Além de preocupar-se com a execução dos direitos pelas 
entidades de atendimento que o promovem, também volta-se para sua vigilância e defesa, por meio de 
instituições públicas. Tendo como seu principal objetivo, assegurar os direitos da pessoa idosa. 
 
35. Resposta: B. 
Art. 10. É obrigação do Estado e da sociedade, assegurar à pessoa idosa a liberdade, o respeito e a 
dignidade, como pessoa humana e sujeito de direitos civis, políticos, individuais e sociais, garantidos na 
Constituição e nas leis. 
§ 2º O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral, abrangendo 
a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, de valores, ideias e crenças, dos espaços e dos 
objetos pessoais. 
 
36. Resposta: C. 
Art. 7º - O Poder Executivo regulamentará esta lei no prazo de sessenta dias contados da data de sua 
publicação, por meio de ato em que se observarão, entre outros, os seguintes aspectos: 
I - mecanismo de recebimento de denúncias ou representações fundadas nesta lei; 
II - formas de apuração das denúncias ou representações; 
III - graduação das infrações e as respectivas sanções; 
IV - garantia de ampla defesa dos denunciados. 
 
37. Resposta: C. 
Art. 7º - O procedimento administrativo será iniciado pelo Conselho Estadual de Defesa dos Direitos 
Humanos de Minas Gerais - CONEDH/MG, mediante requerimento: 
I - da vítima ou de seu representante legal; 
II - de entidade de defesa dos direitos humanos, em nome da vítima; 
III - de autoridade competente. 
 
 
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