Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 1 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
 
 
Equipe Professor Rômulo Passos | 2015 
 
CURSO COMPLETO DE ENFERMAGEM 
P/ CONCURSO - 2015 
6º AULA – PRÉ-NATAL 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 2 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
Aula nº 6–Pré-Natal de Baixo e Alto Risco 
 
Olá, amigo(a) concurseiro(a)! 
Os temas abordados nesta aula são extensos e de grande incidência nas provas de concurso e 
residência na Enfermagem. 
Como já falamos, na 2ª etapa do nosso curso, faremos o aprofundamento de todos os 
assuntos. 
Se realmente quer alcançar a VITÓRIA, faça como nossos mais de 3.000 alunos 
APROVADOS nos concursos de 2014, estude, resolva questões, utilize materiais direcionados e 
de qualidade. 
Sugerimos que reserve pelo menos 1 hora do seu dia para resolver as questões do site 
www.questoesnasaude.com.br. 
Se o seu tempo for muito curto e só der para ler nossas aulas em casa, seja criativo(a), 
resolva as questões do site pelo celular em qualquer lugar: no intervalo de trabalho, fila do banco, 
praia, no trânsito (desde que não esteja ao volante ). Isso fará uma grande diferença para a sua 
aprovação. 
Tenha uma ótima leitura, pois só ela te ajudará a conquistar seu maior objetivo profissional: 
ser concursado em um bom emprego. 
Profº Rômulo Passos 
Profª. Raiane Ribeiro 
Profº. Dimas Silva 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 3 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
1 - Pré-natal de Baixo Risco 
 
1.1 – Avaliação Pré-Concepcional 
 
As atividades desenvolvidas na avaliação pré-concepcional são: 
 A anamnese e examefísico, com exame ginecológico, além de alguns 
exameslaboratoriais; 
 A investigação dos problemas de saúde atuais e prévios e a história obstétrica são 
importantes para a avaliação do risco gestacional; 
 A históriaclínica objetiva identificar situações de saúde que podem complicar a 
gravidez, como diabetes pré-gestacional, a hipertensão, as cardiopatias, os distúrbios 
da tireoide e os processos infecciosos, incluindo as doenças sexualmente 
transmissíveis (DST); 
 O uso de medicamentos, o hábito de fumar e o uso de álcool e drogas ilícitas 
precisam ser verificados, e a futura gestante deve ser orientada quanto aos efeitos 
adversos associados; 
 Na históriafamiliar, destaca-se a avaliação de doenças hereditárias, pré-eclâmpsia, 
hipertensão e diabetes; 
 Na históriaobstétrica, é importante registrar o número de gestações anteriores e de 
partos pré-termo, o intervalo entre os partos, o tipo de parto, o peso ao nascimento e as 
complicações das gestações anteriores, como abortamento, perdas fetais e hemorragias 
e malformações congênitas. 
É recomendada a administração preventiva de ácido fólico no período pré-gestacional, para a 
prevenção de anormalidades congênitas do tubo neural, especialmente nas mulheres com 
antecedentes desse tipo de malformações (5mg, VO/dia, durante 60a 90dias antes da concepção). 
Administração preventiva de ácido fólico no período pré-gestacional 
 
 
 
5mg/dia via oral durante 60 a 90 dias antes da concepção 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 4 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
1. (CISVALI-PR/UNIUV/2014) Uma gestante foi admitida no pré-parto, apresentando 
contrações. Durante a admissão, o enfermeiro orientou a parturiente a permanecer em 
decúbito lateral esquerdo, quando em repouso do leito, pois essa posição favorece: 
a) Dequitação da placenta; 
b) Manutenção do globo de segurança; 
c) Bem-star materno/fetal; 
d) Prevenção de tromboflebite; 
e) Aumenta o padrão das contrações. 
COMENTÁRIOS: 
Em regra, a parturiente poderá locomover-se durante o período de dilatação, até a 
rotura das membranas. No caso de a paciente aguardar em repouso no leito, deve ficar em 
decúbito lateral esquerdo, para a melhoria das contrações uterinas e da oxigenação fetal e 
evitar a síndrome da hipotensão supina (compressão do útero na veia cava inferior devido à 
posição decúbito dorsal, ocasionando tonturas e até perda da consciência). Dessa forma, o 
decúbito lateral esquerdo favorece o bem-estar materno/ fetal. 
Portanto, gabarito correto letra C. 
 
1. 2- Diagnóstico na gravidez 
 
O Teste Imunológico de Gravidez (TIG) mais conhecido é a dosagem de gonadotrofina 
coriônica humana (ßHCG), que pode ser realizado por amostra sangue (demorado) ou de urina 
(teste rápido). 
Se o atraso menstrual for superior a 12 semanas, o diagnóstico de gravidez poderá ser feito 
pelo exame clínico e torna-se desnecessária a solicitação do TIG. 
O diagnóstico da gravidez pode ser efetuado em 90% das pacientes por intermédio dos sinais 
clínicos, dos sintomas e do exame físico em gestações mais avançadas. 
As queixas principais das gestantes são: 
 Atraso menstrual; 
 Fadiga; 
 Mastalgia; 
 Aumento da frequência urinária; e 
 Enjoos e vômitos matinais. 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 5 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
A realização do TIG precocemente é uma estratégia importante para início do pré-natal o 
mais rápido possível. 
Vejamos abaixo os sinais de gravidez: 
Sinais da Gravidez 
Sinais de presunção de 
gravidez 
(sinais inespecíficos que 
podem estar presentes na 
gestação ou em outras 
circunstâncias) 
 Atraso menstrual (amenorreia); 
 Manifestações clínicas (náuseas, vômitos, tonturas, salivação 
excessiva, mudança de apetite, aumento da frequência urinária 
e sonolência); 
 Modificações anatômicas (aumento do volume das mamas, 
hipersensibilidade nos mamilos, tubérculos de Montgomery, 
saída de colostro pelo mamilo, coloração violácea vulvar, 
cianose vaginal e cervical, aumento do volume abdominal). 
 
Sinais de 
probabilidade 
(indicam grandes chances 
de gravidez) 
 Amolecimento da cérvice uterina (sinal de Goodell), com 
posterior aumento do seu volume; 
 Paredes vaginais aumentadas, com aumento da 
vascularização (pode-se observar pulsação da artéria vaginal 
nos fundos de sacos laterais); 
 Positividade da fração beta d oHCG no soro materno a partir 
do oitavo ou nono dia após a fertilização. 
Sinais de certeza 
 Presença dos batimentos cardíacos fetais (BCF), que são 
detectados pelo sonar a partir de 12 semanas e pelo Pinard a 
partir de 20 semanas; 
 Percepção dos movimentos fetais (de 18 a 20 semanas); 
 Ultrassonografia: o saco gestacional pode ser observado por 
via transvaginal com apenas 4 a 5 semanas gestacionais e a 
atividade cardíaca é a primeira manifestação do embrião com 
6 semanas gestacionais. 
 
 
 
 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 6 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
De forma detalhada, os SINAIS de PROBABILIDADE da gestação são: 
 Amolecimento do colo ou cérviceuterina (sinal de Goodell), com posterior aumento 
do seu volume; 
 Sinal de Hegar, Piskacek e de Nobile-Bundin – São os sinais decorrentes da 
consistência elástica e amolecida, adquirida pelo útero grávido. Essas características 
permitem sua mobilização com facilidade, promovem a sensação de que o corpo está 
separado de cérvice e mostra modificações em sua forma, tornando-o abaulada região 
de implantação ovular e os fundos de sacos ocupados pelo útero gravídico que 
assumiu forma globosa; 
 Paredesvaginaisaumentadas, com aumento da vascularização, em pode-se observar 
pulsação da artéria vaginal nos fundos de sacos laterais (sinais de Osiander, Jacquier 
ou Chewick e de Kluge
1
); 
 Positividade da fração betadoHCG no soro materno a partir do oitavo ou nono dia 
após a fertilização. 
 Sinal de Rechaço2(Puzos) – É o rechaço fetal intrauterino, que se obtém 
impulsionandoo feto com os dedos dispostos no fundo de saco anterior. Consegue-se, 
desta maneira, impressão de rechaço quando o concepto se afasta e outra quando ele 
retorna; 
 Contrações de Braxton Hicks (falsas ou de treinamento) – Ocorrem por volta da 
metade da gravidez, podendo ser antes. Os músculos do útero deixam a barriga dura, o 
que dura de 30 a 60 segundos. Nem todas as mulheres sentem essas contrações, que 
surgem aleatoriamente e costumam ser indolores. 
 
 
 
 
 
 
 
1
Sinal de Osiander, Jacquier ou Chewick e de Kluge – são resultantes do suprimento sanguíneo aumentado, sobretudo no sistema 
reprodutor, o que possibilita a percepção da pulsaçãoarterial no fundo de saco e paredevaginal (Sinal de Osiander) e a 
observação de corviolácea na vulva (SinalJacquier ou Chewick) e mucosavaginal (SinalKluge). 
2
 Para Rezende (2012), o sinal de rechaço é de CERTEZA da gravidez. 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 7 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
2. (Prefeitura de Várzea Alegre – CE/URCA/2014) De acordo com BRASIL (2012), são 
sinais de probabilidade para diagnóstico na gravidez, EXCETO 
a) Amolecimento da cérvice uterina, com posterior aumento do seu volume. 
b) Atraso menstrual. 
c) Paredes vaginais aumentadas, com aumento de vascularização. 
d) Presença dos batimentos cardíacos fetais (BCF) 
COMENTÁRIOS: 
Sinais de presunção de gravidez: 
- Atraso menstrual (amenorreia); 
- Manifestações clínicas (náuseas, vômitos, tonturas, salivação excessiva, mudança de 
apetite, aumento da frequência urinária e sonolência); 
- Modificações anatômicas (aumento do volume das mamas, hipersensibilidade nos 
mamilos, tubérculos de Montgomery, saída de colostro pelo mamilo, coloração violácea vulvar, 
cianose vaginal e cervical, aumento do volume abdominal). 
Sinais de Probabilidade: 
- Amolecimento da cérvice uterina (sinal de Goodell), com posterior aumento do seu 
volume; 
- Paredes vaginais aumentadas, com aumento da vascularização (pode-se observar 
pulsação da artéria vaginal nos fundos de sacos laterais); 
- Positividade da fração beta do HCG no soro materno a partir do oitavo ou nono dia após 
a fertilização. 
Sinais de Certeza: 
- Presença dos batimentos cardíacos fetais (BCF), que são detectados pelo sonar a partir 
de 12 semanas e pelo Pinard a partir de 20 semanas; 
- Percepção dos movimentos fetais (de 18 a 20 semanas); 
- Ultrassonografia: o saco gestacional pode ser observado por via transvaginal com apenas 
4 a 5 semanas gestacionais e a atividade cardíaca é a primeira manifestação do embrião com 6 
semanas gestacionais. 
Nestes termos, a questão apresenta um sinal de presunção da gravidez (B), dois sinais de 
probabilidade (alternativas A e C) e um sinal de certeza (D). Por conta disso, a questão foi 
ANULADA. 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 8 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
1.3 - Classificação de risco gestacional 
 
Com o objetivo de reduzir a morbimortalidadematerno-infantil e ampliar o acesso com 
qualidade, é necessário que se identifiquem os fatores de riscogestacional o mais 
precocemente possível. Dessa forma, o acolhimento com classificação de risco pressupõe 
agilidade no atendimento e definição da necessidade de cuidado e da densidade tecnológica que 
devem ser ofertadas às usuárias em cada momento. 
É indispensável que a avaliação do risco seja permanente, ou seja, aconteça em toda 
consulta. Quando são identificadosfatores associados a um piorprognósticomaterno e 
perinatal, a gravidez é definida como de altorisco, passando a exigir avaliações mais 
frequentes, muitas vezes fazendo-se uso de procedimentos com maiordensidadetecnológica. 
Mas, quais são os fatores de risco que PERMITEM a realização do 
pré-natal pela equipe de atenção básica? 
Os fatores relacionados às características individuais e às condições sociodemográficas 
desfavoráveis são: 
 Idade menor do que 15 e maior do que 35anos; 
 Ocupação: esforço físico excessivo, carga horária extensa, rotatividade de horário, 
exposição a agentes físicos, químicos e biológicos, estresse; 
 Situação familiar insegura e nãoaceitação da gravidez, principalmente em se tratando 
de adolescente; 
 Situação conjugal insegura; 
 Baixa escolaridade (menor do que cinco anos de estudo regular); 
 Condições ambientais desfavoráveis; 
 Altura menor do que 1,45m; 
 IMC que evidencie baixo peso, sobrepeso ou obesidade. 
 
Os fatores relacionados à história reprodutiva anterior são: 
 Recém-nascido com restrição de crescimento, pré-termo ou malformado; 
 Macrossomia fetal; 
 Síndromes hemorrágicas ou hipertensivas; 
 Intervalo interpartalmenordo que doisanos ou maiordo que cincoanos; 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 9 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 Nuliparidade e multiparidade (cinco ou mais partos); 
 Cirurgia uterina anterior; 
 Três ou mais cesarianas. 
 
Os fatores relacionados à gravidez atual são: 
 Ganho ponderal inadequado; 
 Infecção urinária; 
 Anemia. 
 
Por outro lado, quais são os fatores de risco que podem indicar 
ENCAMINHAMENTO ao PRÉ-NATAL de ALTORISCO? 
O pré-natal de altorisco abrange cerca de 10% das gestações que cursam com critérios de 
risco, o que aumenta significativamente nestas gestantes a probabilidade de intercorrências e óbito 
materno e/ou fetal. Atençãoespecial deverá ser dispensada às grávidas com maioresriscos, afim 
de reduzir a morbidade e a mortalidadematerna e perinatal. 
 
Os fatores relacionados às condições prévias são: 
 Cardiopatias; 
 Pneumopatias graves (incluindo asma brônquica); 
 Nefropatias graves (como insuficiência renal crônica e em casos de transplantados); 
 Endocrinopatias (especialmente diabetes mellitus, hipotireoidismo e hipertireoidismo); 
 Doenças hematológicas (inclusive doença falciforme e talassemia); 
 Hipertensão arterial crônica e/ou caso de paciente que faça uso de anti-hipertensivo 
(PA>140/90mmHg antes de 20 semanas de idade gestacional – IG); 
 Doenças neurológicas (como epilepsia); 
 Doenças psiquiátricas que necessitam de acompanhamento (psicoses, depressão grave 
etc.); 
 Doenças autoimunes (lúpus eritematoso sistêmico, outras colagenoses); 
 Alterações genéticas maternas; 
 Antecedente de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar; 
 Ginecopatias (malformação uterina, miomatose, tumores anexiais e outras); 
 Portadoras de doenças infecciosas como hepatites, toxoplasmose, infecção pelo HIV, 
sífilis terciária (USG com malformação fetal) e outras DSTs (condiloma); 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 10 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 Hanseníase; 
 Tuberculose; 
 Dependência de drogas lícitas ou ilícitas; 
 Qualquer patologia clínica que necessite de acompanhamento especializado. 
 
Os fatores relacionados à história reprodutiva anterior são: 
 Morte intrauterina ou perinatal em gestação anterior, principalmente se for de causa 
desconhecida; 
 História prévia de doença hipertensiva da gestação, com mau resultado obstétrico e/ou 
perinatal (interrupção prematura da gestação, morte fetal intrauterina, síndrome Hellp, 
eclâmpsia, internação da mãe em UTI); 
 Abortamento habitual; 
 Esterilidade/infertilidade. 
 
Os fatores relacionados à gravidez atual: 
 Restrição do crescimento intrauterino; 
 Polidrâmnio ou oligoidrâmnio; 
 Gemelaridade; 
 Malformações fetais ou arritmia fetal; 
 Distúrbios hipertensivos da gestação (hipertensão crônica preexistente, hipertensão 
gestacional ou transitória
3
). 
 Infecção urinária de repetição ou dois ou mais episódios de pielonefrite (toda gestante 
com pielonefrite deve ser inicialmente encaminhada ao hospital de referência, para 
avaliação); Anemia grave ou não responsiva a 30-60 dias de tratamento com sulfato ferroso; 
 Portadoras de doenças infecciosas como hepatites, toxoplasmose, infecção pelo HIV, 
sífilis terciária (USG com malformação fetal) e outras DSTs (condiloma); 
 Infecções como a rubéola e a citomegalovirose adquiridas na gestação atual; 
 Evidência laboratorial de proteinúria; 
 Diabetes mellitus gestacional; 
 
3
Em caso de suspeita de pré-eclâmpsia/eclâmpsia, deve-se encaminhar a paciente à emergência 
obstétrica. 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 11 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 Desnutrição materna severa; 
 Obesidade mórbida ou baixo peso (nestes casos, deve-se encaminhar a gestante para 
avaliação nutricional); 
 NIC III (nestes casos, deve-se encaminhar a gestante ao oncologista); 
 Alta suspeita clínica de câncer de mama ou mamografia com Bi-rads III ou mais (nestes 
casos, deve-se encaminhar a gestante ao oncologista); 
 Adolescentes com fatores de risco psicossocial. 
 
3. (Prefeitura de Saltinho-SC/ICAP/2014) Segundo o Ministério da Saúde, são fatores de 
risco que permitem a realização do pré-natal pela equipe de atenção básica: 
a) Idade menor do que 15 e maior do que 35 anos. 
b) Altura menor do que 1,45m. 
c) IMC que evidencie baixo peso, sobrepeso ou obesidade. 
d) Síndromes hemorrágicas ou hipertensivas. 
e) Antecedente de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar. 
Aponte a alternativa correta: 
a) A, B, C, D 
b) A, B, C, E 
c) A, B, D, E 
d) B, C, D, E 
e) Todas as alternativas estão corretas. 
COMENTÁRIOS: 
Os fatores que permitem a realização do pré-natal pela equipe de atenção básica: 
Os fatores relacionados às características individuais e às condições sócio-
demográficas desfavoráveis são: 
- Idade menor do que 15 e maior do que 35 anos; 
- Ocupação: esforço físico excessivo, carga horária extensa, rotatividade de horário, 
exposição a agentes físicos, químicos e biológicos, estresse; 
- Situação familiar insegura e não aceitação da gravidez, principalmente em se tratando de 
adolescente; 
- Situação conjugal insegura; 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 12 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
- Baixa escolaridade (menor do que cinco anos de estudo regular); 
 - Condições ambientais desfavoráveis; 
Altura menor do que 1,45m; 
- IMC que evidencie baixo peso, sobrepeso ou obesidade. 
Os fatores relacionados à história reprodutiva anterior: 
- Recém-nascido com restrição de crescimento, pré-termo ou malformado; 
- Macrossomia fetal; 
- Síndromes hemorrágicas ou hipertensivas; 
- Intervalo interpartal menor do que dois anos ou maior do que cinco anos; 
- Nuliparidade ou multiparidade (cinco ou mais partos); 
- Cirurgia uterina anterior; 
-Três ou mais cesarianas. 
Os fatores relacionados à gravidez atual: 
- Ganho ponderal inadequado; 
- Infecção urinária; 
- Anemia. 
Fonte: Cadernos de Atenção Básica n° 32. Atenção ao Pré-Natal de Baixo Risco (2013). 
Com base nisso, conclui-se que o gabarito da questão é a letra A. 
 
4. (Prefeitura de Vitória da Conquista-BA/AOCP/2013) Qual dos fatores abaixo é um fator 
de risco para a gravidez atual da mulher? 
a) Idade maior que 15 e menor que 35 anos. 
b) Situação conjugal segura. 
c) > de 5 anos de ensino regular. 
d) Peso maior que 45kg e menor que 75kg. 
e) Altura menor que 1,45m. 
COMENTÁRIOS: 
De acordo como Manual de Pré-natal do Ministério da Saúde de 2006, são fatores de risco 
para a gestante: 
Item A. Idade menorque 15 e maiorque 35 anos. 
Item B. Situação conjugal insegura. 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 13 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
Item C. Baixa escolaridade (menordo que cinco anos de estudo regular); 
Item D. Peso menorque 45 kg e maiorque 75 kg. Destacamos que essa classificação 
foi atualizada no Manual de Pré-natal do Ministério da Saúde de 2013 (disponível em: 
www.dab.saude.gov.br). O fator de risco atual é o seguinte: IMC que evidencie baixo peso, 
sobrepeso ou obesidade. 
Item E. Alturamenor que 1,45 m. 
A partir do exposto, verificamos que o gabarito é a letra E. 
 
 
1.4 - Calendário de consultas 
 
O objetivo do acompanhamento pré-natal é assegurar o desenvolvimento da gestação, 
permitindo o parto de um recém-nascido saudável, sem impacto para a saúde materna, 
inclusive abordando aspectos psicossociais e as atividades educativas e preventivas. 
Talvez o principal indicador do prognóstico ao nascimento seja o acesso à assistência 
pré-natal. Os cuidados assistenciais no primeiro trimestre são utilizados como um indicador 
maior da qualidade dos cuidados maternos. 
Se o início precoce do pré-natal é essencial para a adequada assistência, o número ideal 
de consultas permanece controverso. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o 
número adequado seria igual ou superior a 6. 
O programa de humanização no pré-natal e nascimento (PHPN) estabelece que deve ser 
SEIS o número mínimo de consultas de pré-natal, com acompanhamento intercalado entre 
médico e enfermeiro. 
O calendário deve ser iniciado precocemente (no primeiro trimestre) e deve ser regular, 
garantindo-se que todas as avaliações propostas sejam realizadas e que tanto o Cartão da Gestante 
quanto a Ficha de Pré-Natal sejam preenchidos. 
Sempre que possível, as consultas devem ser realizadas conforme o seguinte cronograma: 
 Até 28ª semana – mensalmente; 
 Da 28ª até a 36ª semana – quinzenalmente; 
 Da 36ª até a 41ª semana – semanalmente. 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 14 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
A maior frequência de visitas no final da gestação visa à avaliação do risco perinatal e das 
intercorrências clínico-obstétricas mais comuns nesse trimestre, como trabalho de parto 
prematuro, pré-eclâmpsia e eclâmpsia, amniorrexe prematura e óbito fetal. Não existe “alta” do 
pré-natal antes do parto. 
Quando o parto não ocorre até a 41ª semana, é necessário encaminhar a gestante para 
avaliação do bem-estar fetal, incluindo avaliação do índice do líquido amniótico e monitoramento 
cardíaco fetal. 
O acompanhamento da mulher no ciclo grávido-puerperal deve ser iniciado o mais 
precocemente possível e só se encerra após o 42º dia de puerpério, período em que a consulta de 
puerpério deverá ter sido realizada. 
5. (Prefeitura de Fortaleza-CE/IMPARH/2014) O calendário de atendimento durante o pré-
natal deve ser programado em função dos períodos gestacionais que determinam maior risco 
materno e perinatal. O calendário deve ser iniciado precocemente (no primeiro trimestre) e deve 
ser assegurado sempre que possível: 
a) Um total de no mínimo 6 consultas, com acompanhamento intercalado de médico e enfermeiro 
na seguinte frequência: até 28ª semana – mensalmente; de 28ª até a 36ª semana – 
quinzenalmente; da 36ª até a 41ª semana – semanalmente. 
b) Um total de no mínimo 8 consultas, com acompanhamento intercalado de médico e enfermeiro 
na seguinte frequência até 28ª semana – mensalmente; de 28ª até a 36ª semana – mensalmente; da 
36ª até a 41ª semana – semanalmente. 
c) Um total de no mínimo 6 consultas, com acompanhamento de médico e de enfermeiro na 
seguinte frequência até 28ª semana – quinzenalmente; de 28ª até a 36ª semana – semanalmente; 
da 36ª até a 41ª semana – duas vezes na semana. 
d) Um total de no mínimo 6 consultas, com acompanhamento intercalado de médico e enfermeiro 
na seguinte frequência até 28ª semana – mensalmente; de 28ª até a 36ª semana – quinzenalmente; 
da 36ª até a 41ª semana – duas vezes na semana. 
COMENTÁRIOS: 
O programa de humanização no pré-natal e nascimento (PHPN) estabelece que deve ser 
seis o número de consultas de pré-natal, com acompanhamento intercaladoentre médico e 
enfermeiro. 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 15 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 O calendário deve ser iniciado precocemente (no primeiro trimestre) e deve ser regular, 
garantindo-se que todas as avaliações propostas sejam realizadas e que tanto o Cartão da 
Gestante como a Ficha de Pré-Natal sejam preenchidos. 
Sempre que possível, as consultas devem ser realizadas conforme o seguinte cronograma: 
- Até 28ª semana – mensalmente; 
- Da 28ª até a 36ª semana – quinzenalmente; 
- Da 36ª até a 41ª semana – semanalmente. 
Por conseguinte, o gabarito correto é a letra A. 
 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 16 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
1.5 - Exames complementares 
 
No quadro a seguir está descrito um roteiro para a solicitação de exames de rotina no pré-
natal de baixo risco, de acordo com a idade gestacional. 
Roteiro para a solicitação de exames de rotina no pré-natal de baixo risco 
Período Exames 
1ª consulta ou 1º 
trimestre 
- Hemograma; 
- Tipagem sanguínea e fator Rh; 
- Coombs indireto (se for Rh negativo); 
- Glicemia em jejum; 
- Teste rápido de triagem para sífilis e/ou VDRL/RPR
4
; 
- Teste rápido diagnóstico anti-HIV; 
- Anti-HIV; 
- Toxoplasmose IgM e IgG; 
- Sorologia para hepatite B (HbsAg); 
- Urocultura + urina tipo I; 
- Ultrassonografia obstétrica; 
- Citopatológico de colo de útero (se for necessário); 
- Exame da secreção vaginal (se houver indicação clínica); 
- Parasitológico de fezes (se houver indicação clínica). 
2º trimestre 
- Teste de tolerância para glicose com 75g, se a glicemia estiver acima de 85mg/dl ou se 
houver fator de risco (realize este exame preferencialmente entre a 24ª e a 28ª semana); 
- Coombs indireto (se for Rh negativo). 
3º trimestre 
- Hemograma; 
- Glicemia em jejum; 
- Coombs indireto (se for Rh negativo); 
- VDRL; 
- Anti-HIV; 
- Sorologia para hepatite B (HbsAg); 
- Repete-se o exame de toxoplasmose se o IgG não for reagente; 
- Urocultura + urina tipo I; 
- Bacterioscopia de secreção vaginal (a partir de 37 semanas de gestação). 
 
 
4
O diagnóstico laboratorial da sífilis se faz por técnicas variadas e depende da fase da infecção. Os testes sorológicos dividem-se 
em dois tipos: treponêmicos e não treponêmicos. Os testes não treponêmicos mais utilizados são o VDRL 
(VeneralDiseaseResearchLaboratory) e o RPR (RapidPlasmReagin). 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 17 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
6. (Conjunto Hospitalar Sorocaba-CHS/CETRO/2014) De acordo com os cadernos de 
atenção Básica de 2012 e com a possibilidade de atuar plenamente na gestação de baixo 
risco, o enfermeiro obstetra é responsável por solicitar os seguintes exames complementares 
na primeira consulta de pré-natal, exceto: 
a) teste rápido de diagnóstico anti-HIV. 
b) toxoplasmose IgM e IgG. 
c) sorologia para hepatite B (HbsAg). 
d) citologia esfoliativa. 
e) teste rápido de triagem para Sífilis. 
COMENTÁRIOS: 
Em condições normais de atendimento na atenção pré-natal e puerperal, os seguintes 
exames laboratoriais devem ser realizados na primeiraconsulta: 
- Hemograma; 
- Tipagem sanguínea e fator Rh; 
- Glicemia em jejum; 
- Coombs indireto (se for Rh negativo); 
- Teste rápido de triagem para sífilis e/ou VDRL/RPR; 
- Teste rápido diagnóstico anti-HIV; 
- Anti-HIV; 
- Toxoplasmose IgM e IgG; 
- Sorologia para hepatite B (HbsAg); 
- Urocultura + urina tipo I; 
- Ultrassonografia obstétrica; 
- Citopatológico de colo de útero (se for necessário); 
- Exame da secreção vaginal (se houver indicação clínica); 
- Parasitológico de fezes (se houver indicação clínica). 
Tendo visto isto, conclui-se que o gabarito da questão é a letra D. 
 
 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 18 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
7. (Prefeitura de Vitória da Conquista-BA/AOCP/2013) São exames laboratoriais 
obrigatórios no pré-natal, EXCETO 
a) ABO-Rh. 
b) Hemoglobina/hematócrito. 
c) Exame de fezes. 
d) Testagem anti-HIV. 
e) Glicemia de jejum. 
COMENTÁRIOS: 
O exame parasitológico de fezes deve ser feito pela gestante durante o primeiro 
trimestre da gestação sehouverindicaçãoclínica. Os demais exames (ABO-Rh, 
hemoglobina/hematócrito, testagem anti-HIV e glicemia de jejum) são recomendados no 
pré-natal independentemente de situação clínica. Nesta esteira, está claro que o gabarito da 
questão é a letra C. 
 
8. (Instituto INES/AOCP/2012) Os exames pré-natais que a gestante realiza, são de 
extrema importância para prevenção e tratamento de diversas doenças. Sobre a interpretação 
do resultado e conduta do exame de toxoplasmose, preencha a lacuna e assinale a alternativa 
correta. Recomenda-se, sempre que possível, a triagem para toxoplasmose por meio da 
detecção de anticorpos da classe __________ (Elisa ou imunofluorescência). Em caso de 
positividade, significa doença ativa e o tratamento deve ser instituído. 
a) IgA 
b) IgE 
c) IgG 
d) IgO 
e) IgM 
COMENTÁRIOS: 
A toxoplasmose (conhecida como a doença do gato) é uma zoonose causada pelo 
Toxoplasma gondiie adquire especial relevância quando atinge a gestante, visto o elevado 
risco de acometimento fetal. Entre os agravos anatômicos e funcionais decorrentes da 
toxoplasmose congênita podem ser descritos restrição de crescimento intrauterino, morte 
fetal, prematuridade e/ou manifestações clínicas e sequelas como microftalmia, lesões 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 19 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
oculares, microcefalia, hidrocefalia, calcificações cerebrais, pneumonite, 
hepatoesplenomegalia, erupção cutânea e retardo mental. 
O homem adquire a infecção por trêsvias: 
• ingestão de oocistos provenientes do solo, areia, latas de lixo contaminado com fezes 
de gatos infectados; 
• ingestão de carne crua e mal cozida infectada com cistos, especialmente carne de 
porco e carneiro; 
• infecção transplacentária, ocorrendo em 40% dos fetos de mães que adquiriram a 
infecção durante a gravidez. 
As principais medidas de controle da toxoplasmose são as seguintes: evitar o 
consumo de carnes cruas e/ou mal passadas (caprinos e bovinos); eliminar as fezes dos 
gatos infectados em lixo seguro; proteger as caixas de areia, para que os gatos não as 
utilizem; lavar as mãos após manipular carne crua ou terra contaminada; as gravidas devem 
evitar o contato direto com as fezes do gato, além de adotar s medidas já citadas. 
A prevençãoprimária da toxoplasmose deve considerar as seguintes condutas: 
• Lavar as mãos ao manipular alimentos; 
• Lavar bem frutas, legumes e verduras antes de se alimentar; 
• Não fazer a ingestão de carnes cruas, mal cozidas ou mal passadas, incluindo 
embutidos (salame, copa etc.); 
• Evitar o contato com o solo e a terra de jardim; se isso for indispensável, usar luvas e 
lavar bem as mãos após a atividade; 
• Evitar o contato com fezes de gato no lixo ou no solo; 
• Após manusear a carne crua, lavar bem as mãos, assim como também toda a 
superfície que entrou em contato com o alimento e todos os utensílios utilizados; 
• Não consumir leite e seus derivados crus, não pasteurizados, sejam de vaca ou de 
cabra; 
• Propor a outra pessoa que limpe caixa de areia dos gatos e, caso isso não seja 
possível, tentar limpá-la e trocá-la diariamente utilizando luvas e pazinha; 
• Alimentar os gatos com carne cozida ou ração, não deixando que eles façam a 
ingestão de caça; 
• Lavar bem as mãos após o contato com os animais. 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 20 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
A maioriados casos de toxoplasmose pode acontecer sem sintomas ou com sintomas 
bastante inespecíficos. Mesmo na ausência de sintomatologia, o diagnóstico da infecção 
aguda pelo Toxoplasma gondiina gravidez se reveste de importância, tendo como objetivo 
principal a prevenção da toxoplasmose congênita e suas sequelas. Embora não exista 
consenso sobre o real benefício do rastreamento universal para toxoplasmose na gravidez, o 
Ministério da Saúde recomenda a realização da triagem sorológica, principalmente em 
lugares onde a prevalência é elevada. 
Recomenda-se a triagem por meio da detecção de anticorpos da classe 
IgG(imunidade) e IgM (infecção recente) na primeiraconsulta de pré-natal, uma vez que o 
diagnóstico é eminentemente laboratorial. 
Na presença de anticorpos IgG positivos e IgM negativos, considera-se a gestante 
imune. De forma geral, a presença de anticorpos IgM positivos é sugestiva de infeção atual 
de toxoplasmose. Na realidade, o diagnóstico é mais complexo e depende de outras 
variáveis. 
Nesses termos, o gabarito da questão é a letra E. 
 
9. (Prefeitura de Osasco-SP/FGV/2014) As opções a seguir apresentam exames 
normalmente solicitados na primeira consulta de pré-natal, à exceção de uma. Assinale-a. 
a) Grupo sanguíneo e fator Rh 
b) Hemograma 
c) Glicemia em jejum 
d) Teste pós dextrosol 
e) Sorologia para toxoplasmose 
COMENTÁRIOS: 
Em condições normais de atendimento na atenção pré-natal e puerperal, os seguintes 
exames laboratoriais devem ser realizados na primeiraconsulta: 
- Hemograma; 
- Tipagem sanguínea e fator Rh; 
- Glicemia em jejum; 
- Coombs indireto (se for Rh negativo); 
- Teste rápido de triagem para sífilis e/ou VDRL/RPR; 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 21 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
- Teste rápido diagnóstico anti-HIV; 
- Anti-HIV; 
- Toxoplasmose IgM e IgG; 
- Sorologia para hepatite B (HbsAg); 
- Urocultura + urina tipo I; 
- Ultrassonografia obstétrica; 
- Citopatológico de colo de útero (se for necessário); 
- Exame da secreção vaginal (se houver indicação clínica); 
- Parasitológico de fezes (se houver indicação clínica). 
Tendo visto isto, conclui-se que o gabarito da questão é a letra D. 
 
10. (Instituto Federal de Sergipe/DOM CINTRA/2014) A realização do teste anti-HIV, 
com aconselhamento pré e pós-teste, e com consentimento, é recomendado para todas as 
gestantes na primeira consulta pré-natal. A repetição da sorologia para HIV deve ocorrer na 
seguinte fase: 
a) início do 2º trimestre 
b) momento do parto 
c) final do 3° trimestre 
d) início do 3° trimestre 
COMENTÁRIOS: 
No quadro a seguir está descrito um roteiro para a solicitação de exames de rotina no 
pré-natal de baixo risco, de acordo com a idade gestacional a repetição para a sorologia para 
HIV ocorre no início do 3º trimestre de gestação. Por conseguinte, gabarito correto letra D. 
 
11. (Secretaria de Saúde de Pernambuco/UPENET/2014) Em relação à assistência pré-
natal, assinale a alternativa INCORRETA relacionada ao seguimento e à solicitação de 
exames nesse período. 
a) Há evidências científicas disponíveis para justificar o rastreamento rotineiro do vírus da 
hepatite C no pré-natal, devendo ser solicitado o exame para hepatite C em situações 
especiais de alto risco. 
b) No caso de sorologia negativa para hepatite B, é importante realizar o aconselhamento 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 22 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
pós-teste, encaminhar a gestante para a vacinação e, depois, repetir a sorologia no 3º 
semestre. 
c) No caso de gestante com fator Rh negativo, deve-se repetir o exame, o coombs indireto, a 
cada quatro semanas, a partir da 24ª semana e, quando for positivo, deve-se referir a 
gestante ao pré-natal de alto risco para fazer imunoglobulina anti-D, entre outras condutas. 
d) Em relação ao VDRL, deve-se repetir o exame no 3º trimestre, no momento do parto e 
em caso de abortamento. 
e) A Cultura de Urina com Antibiograma deve ser realizada para diagnosticar a causa da 
infecção urinária. 
COMENTÁRIOS: 
Não há evidências científicas disponíveis para justificar o rastreamento rotineiro do 
vírus da hepatite C no pré-natal. Deve ser solicitado em situações especiais de alto risco, 
como uso de drogas injetáveis e/ou parceiro usuário, transfusões de sangue ou múltiplos 
parceiros de um ou de ambos. Assim, o gabarito é a letra A. 
 
 
1.6 – Idade Gestacional (IG) e Data Provável do Parto (DDP) 
 
Os métodos para esta estimativa da idade gestacional (IG) dependem da data da última 
menstruação (DUM), que corresponde ao primeiro dia de sangramento do último ciclo menstrual 
referido pela mulher. Os principais métodos são: 
I. Quando a data da última menstruação (DUM) é conhecida e certa: 
É o método de escolha para se calcular a idade gestacional em mulheres com ciclos 
menstruais regulares e sem uso de métodos anticoncepcionais hormonais: 
• Uso do calendário: some o número de dias do intervalo entre a DUM e a data da consulta, 
dividindo o total por sete (resultado em semanas); 
• Uso de disco (gestograma): coloque a seta sobre o dia e o mês correspondentes ao 
primeiro dia e mês do último ciclo menstrual e observe o número de semanas indicado no dia e 
mês da consulta atual. 
 
 
 
 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 23 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
II. Quando a data da última menstruação é desconhecida, mas se conhece o período do 
mês em que ela ocorreu: 
Se o período foi no início, meio ou fim do mês, considere como data da última menstruação 
os dias 5, 15 e 25, respectivamente. Proceda, então, à utilização de um dos métodos descritos (uso 
do calendário ou uso do disco). 
 
III. Quando a data e o período da última menstruação são desconhecidos: 
Quando a data e o período do mês não forem conhecidos, a idade gestacional e a data 
provável do parto serão, inicialmente, determinadas por aproximação, basicamente pela medida da 
altura do fundo do útero e pelo toque vaginal, além da informação sobre a data de início dos 
movimentos fetais, que habitualmente ocorrem entre 18 e 20 semanas. 
Pode-se utilizar a altura uterina e o toque vaginal, considerando-se os seguintes parâmetros: 
• Até a 6ª semana, não ocorre alteração do 
tamanho uterino; 
• Na 8ª semana, o útero corresponde ao dobro do 
tamanho normal; 
• Na 10ª semana, o útero corresponde a três vezes 
o tamanho habitual; 
• Na 12ª semana, o útero enche a pelve, de modo 
que é palpável na sínfisepúbica; 
• Na 16ª semana, o fundo uterino encontra-se 
entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical; 
• Na 20ªsemana, o fundo do útero encontra-se na 
altura da cicatrizumbilical; Figura - Altura uterina. 
• A partir da 20ª semana, existe relação direta entre as semanas da gestação e a medida da 
altura uterina. Porém, este parâmetro torna-se menos fiel a partir da 30ª semana de idade 
gestacional. 
Quando não for possível determinar clinicamente a idade gestacional, é necessária a 
realização o mais precocemente possível da ultrassonografia obstétrica. 
Cálculo da IG pelo método do calendário: some o número de dias do intervalo entre a DUM e a data da 
consulta, dividindo o total por sete (resultado em semanas). 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 24 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
Calcula-se a data provável do parto (DPP), levando-se em consideração a duração média da 
gestação normal (280 dias ou 40 semanas, a partir da DUM), mediante a utilização de calendário. 
Além do gestograma, outra forma de cálculo consiste em somar sete dias ao primeiro dia da 
última menstruação e subtrair três meses ao mês em que ocorreu a última menstruação(ou 
adicionar nove meses, se corresponder aos meses de janeiro a março). Esta forma de cálculo é 
chamada de Regra de Näegele. Nos casos em que o número de dias encontrado for maior do que o 
número de dias do mês, passe os dias excedentes para o mês seguinte, adicionando 1 ao final do 
cálculo do mês. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 25 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
 
 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 26 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
 
12. (Prefeitura de Fortaleza-CE/IMPARH/2014) A enfermeira no atendimento pré-natal 
quando não dispõe da data e do período do mês para cálculo da idade gestacional pode 
estimar a idade gestacional por alguns parâmetros da altura uterina. Marque a opção que 
traz os parâmetros CORRETOS: 
a) Na 12ª semana o útero enche a pelve de modo que é palpável na sínfise púbica, na 16ª 
semana o fundo uterino encontra-se na cicatriz umbilical, na 20ª semana o fundo do útero 
encontra-se acima da altura da cicatriz umbilical. A partir da 20ª semana existe relação 
direta entre as semanas da gestação e a medida da altura uterina. Porém, esse parâmetro 
torna-se menos fiel a partir da 30ª semana de idade gestacional. 
b) Na 12ª semana o útero enche a pelve de modo que é palpável na sínfise púbica, na 16ª 
semana o fundo uterino encontra-se entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical, na 20ª 
semana o fundo do útero encontra-se acima da altura da cicatriz umbilical. A partir da 20ª 
semana existe relação direta entre as semanas da gestação e a medida da altura uterina. 
Porém, esse parâmetro torna-se mais fiel a partir da 30ª semana de idade gestacional. 
 
 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 27 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
c) Na 12ª semana o útero enche a pelve de modo que é palpável na sínfise púbica, na 16ª 
semana o fundo uterino encontra-se entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical, na 20ª 
semana o fundo do útero encontra-se na altura da cicatriz umbilical. A partir da 20ª semana 
existe relação direta entre as semanas da gestação e a medida da altura uterina. Porém, esse 
parâmetro torna-se menos fiel a partir da 30ª semana de idade gestacional. 
d) Na 12ª semana o útero enche a pelve de modo que é palpável na sínfise púbica, na 16ª 
semana o fundo uterino encontra-se acima da sínfise púbica, na 20ª semana o fundo do útero 
encontra-se na altura da cicatriz umbilical. A partir da 20ª semana existe relação direta entre 
as semanas da gestação e a medida da altura uterina. Porém, esse parâmetro torna-se mais 
fiel a partir da 30ª semana de idade gestacional. 
COMENTÁRIOS: 
Quando a data e o período do mês não forem conhecidos, a idade gestacional e a data 
provável do parto serão, inicialmente, determinadas por aproximação, basicamente pela 
medida da altura do fundo do útero e pelo toque vaginal, além da informação sobre a data 
de início dos movimentos fetais, que habitualmente ocorrem entre 18 e 20 semanas. 
Pode-se utilizar a altura uterina e o toque vaginal, considerando-se os seguintes 
parâmetros: 
- Até a 6ª semana, não ocorre alteração do tamanho uterino; 
- Na 8ª semana, o útero corresponde ao dobro do tamanho normal; 
- Na 10ª semana, o útero corresponde a três vezes o tamanho habitual; 
- Na 12ª semana, o útero enche a pelve, de modo que é palpável na sínfise púbica; 
- Na 16ª semana, o fundo uterino encontra-se entre a sínfise púbica e a cicatriz 
umbilical; 
- Na 20ª semana, o fundo do útero encontra-se na altura da cicatriz umbilical; 
- A partir da 20ª semana, existe relação direta entre as semanas da gestação e a medida 
da altura uterina. Porém, este parâmetro torna-se menos fiel a partir da 30ª semana de idade 
gestacional. 
Fonte: Cadernos de Atenção Básica n° 32. Atenção ao Pré-Natal de Baixo Risco 
(2013). 
Amigo(a), agora ficou claro que o gabarito da questão é a letra C. 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 28 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
13. (Hospital Estadual de Presidente Prudente/IBFC/2014) Uma gestante é atendida na 
Unidade de Saúde da Família e refere que a data da última menstruação ocorreu em 20 de 
outubro de 2013. Segundo a regra de Naegele, a data provável do parto será em: 
a) 30 de agosto de 2014. 
b) 27 de julho de 2014. 
c) 20 de julho de 2014. 
d) 10 de setembro de 2014. 
COMENTÁRIOS: 
Calcula-se a data provável do parto (DPP) levando-se em consideração a duração 
média da gestação normal (280 dias ou 40 semanas, a partir da DUM), mediante a utilização 
de calendário. 
Além do gestograma, outra forma de cálculo consiste em somar sete dias ao primeiro 
dia da última menstruação e subtrair três meses ao mês em que ocorreu a última 
menstruação (ou adicionar nove meses, se corresponder aos meses de janeiro a março). Esta 
forma de cálculo é chamada de Regra de Näegele. Nos casos em que o número de dias 
encontrado for maior do que o número de dias do mês, passe os dias excedentes para o mês 
seguinte, adicionando 1 ao final do cálculo do mês. 
Meus amigos, vamos ver como se calcula usando a Regra de Näegele. 
DUM: 20.10.2013 
Nesse caso, deve-se somar sete dias ao primeiro dia da última menstruação e subtrair 
três meses ao mês em que ocorreu a última menstruação. 
Dia: 20 + 7 = 27 
Mês: 10 - 3 = 7 
Ano: coloca o ano seguinte 
Dessa forma, a DPP será 27.07.2014. Gabarito da questão letra B. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 29 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
1.7 – Avaliação do estado nutricional e do ganho de peso gestacional 
 
AOBESIDADE está associada a uma frequênciamais alta de distócias5, diabetese 
hipertensãoe a um risco maior de cesariana. Por outro lado, na gestantecom baixopeso há um 
riscomaior de partoprematuro. 
Em relação ao ganho de peso recomendado (em kg) na gestação segundo o estado 
nutricional inicial, verifica-se que: 
 
Confira essa relação na tabela abaixo. 
Ganho de peso recomendado (em kg) na gestação segundo o estado nutricional inicial 
Estado nutricional inicial (IMC) Recomendação de ganho de peso 
(kg) semanal médio no 2º e 3º 
trimestres 
Recomendação de ganho de peso 
(kg) total na gestação 
Baixo peso (< 18,5kg/m²) 0,5 (0,44 – 0,58) 12,5 – 18,0 
Adequado (18,5 – 24,9kg/m²) 0,4 (0,35 – 0,50) 11,5 – 16,0 
Sobrepeso 
(25,0 – 29,9kg/m²) 
0,3 (0,23 – 0,33) 7,0 – 11,5 
Obesidade (≥ 30kg/m²) 0,2 (0,17 – 0,27) 5,0 – 9,0 
 
 
 
 
5
Distócias são dificuldades encontradas na evolução de um trabalho de parto, tornando uma função difícil, impossível ou 
perigosa para a mãe e para o feto. 
I 
• As gestantes de baixo peso deverão ganhar entre 12,5 e 18,0 kg 
durante toda a gestação; 
II 
• As gestantes com IMC adequado devem ganhar, até o fim da gestação, 
entre 11,5 e 16,0 kg; 
III 
• As gestantes com sobrepeso devem acumular entre 7 e 11,5 kg; 
IV 
• As gestantes obesas devem apresentar ganho em torno de 7 kg. 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 30 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
Para relembrar, vamos visualizar a fórmula de cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). 
 
 
 
1.8 - Palpação obstétrica e medida da altura uterina (AU) 
 
Os objetivos da palpação obstétrica e medida da altura uterina (AU) são: 
 Identificar o crescimento fetal; 
 Diagnosticar os desvios da normalidade a partir da relação entre a altura uterina e a 
idade gestacional; 
 Identificar a situação e a apresentação fetal. 
A técnica para palpação abdominal (Manobras de Leopold) consiste em um método 
palpatório do abdome materno em 4 passos: 
1. Delimite o fundo do úterocom a borda cubital de ambas as mãos e reconheça a parte 
fetal que o ocupa; 
2. Deslize as mãos do fundo uterino até o polo inferior do útero, procurando sentir o 
dorso e as pequenas partes do feto; 
3. Explore a mobilidade do polo, que se apresenta no estreito superior pélvico; 
4. Determine a situação fetal, colocando as mãos sobre as fossas ilíacas, deslizando-as 
em direção à escava pélvica e abarcando o polo fetal, que se apresenta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 31 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
As SITUAÇÕES que podem ser encontradas são: longitudinal (apresentação cefálica e 
pélvica), transversa (apresentação córmica) e oblíquas. 
 
 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 32 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
O feto pode estar em SITUAÇÃO longitudinal (mais comum) ou transversa. A situação 
transversa reduz a medida de altura uterina, podendo falsear sua relação com a idade gestacional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As APRESENTAÇÕES mais frequentes são a cefálica e a pélvica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura- Apresentação fetal (Ministério da Saúde, 2012). 
 
Figura - Manobras de palpação da situação fetal (Brasil, 2012). 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 33 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
A partir dos comentários, constatamos que a questão encontra-se correta. 
 
14. (EBSERH/HUOL-UFRN/IADES/2014) Durante a manobra de Leopold, é correto 
afirmar que podem ser encontradas as seguintes situações fetais 
a) cefálica e pélvica 
b) direita e esquerda 
c) central e lateral 
d) longitudinal, oblíqua e transversal 
e) oblíqua e frontal 
COMENTÁRIOS: 
Situação do feto é a relação entre os eixos longitudinais fetal e uterino (materno). Pode 
ser longitudinal (apresentações cefálica e pélvica, 99,5% das vezes) ou transversa 
(apresentação córmica, 0,5% das vezes). Ocasionalmente, os eixos fetal e materno podem 
cruzar-se em um ângulo de 45 graus, formando uma situação oblíqua, que é instável e 
sempre se torna longitudinal ou transversal durante o trabalho de parto. 
Fonte: Livro Obstetrícia Fundamental, 11ª ed. Montenegro Rezende Filho. Editora: 
Guanabara Koogan. 
Dessa forma, o gabarito da questão é a letra D. 
 
15. (Prefeitura de Palhoça-SC/FEPESE/2014) Com relação à Manobra de Leopold, 
assinale a alternativa correta. 
a) A situação fetal encontrada pode ser longitudinal, transversa ou oblíqua 
b) A apresentação fetal encontrada pode ser longitudinal ou transversa 
c) A posição fetal encontrada pode ser longitudinal, transversa ou oblíqua 
d) A situação fetal encontrada pode ser cefálica ou pélvica 
e) A posição fetal encontrada pode ser esquerda, direita ou transversa 
COMENTÁRIOS: 
 
 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 34 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
Situação do feto é a relação entre os eixos longitudinais fetal e uterino (materno). Pode 
ser longitudinal (apresentações cefálica e pélvica, 99,5% das vezes) ou transversa 
(apresentação córmica, 0,5% das vezes). Ocasionalmente, os eixos fetal e materno podem 
cruzar-se em um ângulo de 45 graus, formando uma situação oblíqua, que é instável e 
sempre se torna longitudinal ou transversal durante o trabalho de parto. 
Fonte: Livro Obstetrícia Fundamental, 11ª ed. Montenegro Rezende Filho. Editora: 
Guanabara Koogan. 
Dessa forma, o gabarito da questão é a letra A. 
 
16. (Prefeitura de Mogi das Cruzes-SP/CAIPIMES/2014) A manobra de Leopold-Zweifel 
é uma forma de sistematização da palpação abdominal com o objetivo de avaliar os pontos da 
estática fetal. Sobre essa manobra, é correto afirmar: 
a) Não tem importância no diagnóstico da apresentação e posição do feto. 
b) Realizada somente no terceiro trimestre gestacional. 
c) O profissional de enfermagem não pode realizar esta manobra. 
d) É dividida em 4 manobras ou tempos 
COMENTÁRIOS: 
A manobra de Leopold tem por finalidade a identificação da situação e a apresentação 
fetal por meio de palpação obstétrica. É realizada em quatro tempos consecutivos e procura 
localizar os polos cefálico, pélvico e o dorso fetal. 
1º tempo: Delimitação do fundo do útero usando ambas as mãos para deprimir a 
parede abdominal com as bordas cubitais. As mãos ficam encurvadas, para melhor 
reconhecer o contorno do fundo do útero e a parte fetal que o ocupa. 
2º tempo: Ao deslizar as mãos do fundo uterino para o pólo inferior tenta-se palpar o 
dorso fetal e os membros. 
3º tempo: Conhecida como manobra de Leopold ou Pawlick, serve para explorar a 
mobilidade do pólo fetal que se apresenta em relação com o estreito superior do trajeto 
pélvico. Tenta-se apreender esse pólo fetal entre o polegar e o indicador da mão direita, 
imprimindo movimentos laterais para procurar precisar o grau de penetração da apresentação 
no quadril. 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 35 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
4º tempo: Com as extremidades dos dedos, palpa-se a pelve para tentar reconhecer o 
pólo cefálico ou o pélvico, e assim, determinar o tipo de apresentação do feto. 
Vejamos a figura: 
 
Por conseguinte, o gabarito da questão é a letra D. 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 36 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
1.9 - Ausculta dos batimentos cardiofetais 
 
 A ausculta dos batimentos cardiofetais deve ser realizada com sonardopller, após 
12semanasde gestação, ou com estetoscópioPinard, após20semanas. É considerada normal 
a frequência cardíaca fetal entre 120 a 160 batimentos por minuto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 37 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
1.10 - Prescrição de suplementos alimentares 
 
Os principais suplementos alimentares para as mulheres no ciclo gravídico-puerperal são: 
ácido fólico, sulfato ferroso e vitamina A. 
Principais Suplementos Alimentares para as Mulheres no Ciclo Gravídico-puerperal 
Ácido Fólico 
 Indicado para a prevenção de anormalidades congênitas do tubo neural, 
especialmente nas mulheres com antecedentes desse tipo de malformações; 
 Uso recomendado desde o período pré-concepcional (90 a 60 dias antes da 
gravidez) e durante o primeiro trimestre de gestação na dosagem de 5mg ao 
dia. 
Sulfato Ferroso 
 Recomendado para o tratamento e profilaxia de anemia; 
 Uso indicado a partir da 20ª semana de gestação e até o 3º mês pós-parto ou 
pós-aborto na dosagem de 1 drágea de sulfato ferroso/dia (200mg), que 
corresponde a 40mg de ferro elementar; 
 Recomenda-se ingerir a medicação antes das refeições; 
 Contrapondo às diretrizes do Ministério da Saúde, Rezende (2012) afirma 
que a suplementação com ferro não é benéfica à gestante sem anemia, feita 
de forma universal no pré-natal
6
. 
 
 
Vitamina A 
 O Programa de Suplementação de Vitamina A acontece em todos os Estados 
da Região Nordeste e nos municípios do Estado de Minas Gerais (no Norte 
do Estado e nos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri), pois são áreas 
consideradas endêmicas para a deficiência de vitamina A; 
 Nas regiões citadas, toda puérpera no pós-parto imediato, AINDA NA 
MATERNIDADE, deve receber uma megadose de 200.000 UI de vitamina 
A (1 cápsula VO), garantindo-se, assim, reposição dos níveis de retinol da 
mãe e níveis adequados de vitamina A no leite materno até que o bebê atinja 
os 6 meses de idade, diminuindo-se o risco de deficiência dessa vitamina 
entre as crianças amamentadas. 
 
 
 
6
 De acordo com Rezende (2012), a suplementação de ferro em grávidanãoanêmica pode induzira macrocitose, fator 
determinante de aumento da viscosidade sanguínea capaz de causar diminuição no fluxo uteroplacentário e infatos placentários. 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 38 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
1.11 - Vacinação na Gestação 
 
A vacina dupla do tipo adulto - dT(difteria e tétano) é indicada para a proteção da gestante 
contra o tétano acidental e a prevenção do tétano neonatal. 
Quando a gestante não é vacinada ou apresenta situação vacinal desconhecida deve-se 
iniciar o esquema o mais precocemente possível, INDEPENDENTEMENTE da idade 
gestacional. No esquema recomendado constam três doses: a 1ª dose, o mais rápido possível; 2ª 
dose, 30 a 60 dias depois da 1ª dose; 3 ª dose, 30 a 60 dias depois da 2ª dose. 
Para os vacinados anteriormente com 3 doses das vacinas DTP, DT ou dT, deve-se 
administrar reforço dez anos após a data da última dose. Em caso de gravidez e ferimentos 
graves, deve-seantecipar a dose de reforço, sendo a última dose administrada a mais de 5anos. 
 
Fique Ligado! A últimadose da vacina dT deve ser 
administradaATÉ20diasantes da dataprovável do parto. 
 
 
Introdução da vacina dTpa para gestantes no Calendário Nacional de Vacinação 
Considerando a situação epidemiológica da coqueluche e a necessidade de proteger contra a 
doença o binômio mãe-filho, a vacina adsorvida de difteria, tétano e coqueluche (pertussis 
acelular) - dTpa, foi introduzida desde de novembro de 2014 no Calendário Nacional de 
Vacinação para gestantes e profissionais de saúde que atendam recém-nascidos nas maternidades e 
UTIs neonatais, como reforço ou complementação do esquema da vacina dupla adulto (difteria e 
tétano). 
Esta vacina oferece proteção vacinal indireta nos primeiros meses de vida (passagem de 
anticorpos maternos por via transplacentária para o feto) quando a criança ainda não teve a 
oportunidade de completar o esquema vacinal. 
 
Indicação da vacina: 
A vacina é indicada para gestantes a partir da vigésima sétima semana (27ª) até a trigésima 
sexta semana (36ª) de gestação, preferencialmente, podendo ser administrada até 20 dias antes da 
data provável do parto. A dTpa adulto deve ser administrada a cada gestação considerando que os 
anticorpos tem curta duração, portanto, a vacinação na gravidez não levará a alto nível de anti-
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 39 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
corpos protetores em gestações subsequentes. Esta vacina deverá ser registrada no cartão do pré-
natal ou de vacinação do adulto. 
Para a proteção do RN, além da indicação da vacina para as gestantes, é de fundamental 
importância a vacinação dos profissionais de saúde que atuam em maternidades e em unidades de 
internação neonatal (UTI/UCI convencional e UCI Canguru), atendendo recém-nascidos e 
crianças menores de um ano. 
 
Especificação técnica: 
Caixa com 10 seringas prenchidasmonodose de 0,5 mL e 10 agulhas para aplicação 
intramuscular. 
 
Esquema recomendado: 
O esquema recomendado da dTpa adulto é uma dose a cada gestação; 
A depender da situação vacinal encontrada administrar uma dose da vacina dTpa para iniciar 
o esquema, completar ou como dose de reforço. 
Este esquema deverá ser completada até 20 dias antes da data provável do parto com a dT. 
A vacina contra a influenza é recomendada a todas as gestantes em qualquer período 
gestacional. O Programa Nacional de Imunização disponibiliza esta vacina na rede pública de 
saúde a todas as gestantes durante a campanha anual contra influenza sazonal. O esquema consta 
de uma dose no período da campanha. 
Por considerar os riscos da gestante não vacinada de contrair a hepatite B e de haver 
transmissão vertical, o Programa Nacional de Imunização (PNI) reforça a importância de que a 
gestantereceba a vacina contra a hepatiteBapós oPRIMEIRO TRIMESTREdegestação, 
independentemente da faixa etária. O esquema desta vacina deve ser seguido conforme os 
calendários de vacinação do adolescente e do adulto. 
Mas, como deve ser feita a vacinação contra a hepatite B? 
 Gestantes com esquemaincompleto (1 ou 2 doses): deve-se completar o esquema; 
 Gestantes com esquemacompleto: não se deve vaciná-las. 
Para a prevenção da transmissão vertical, no caso de recém-nascido de mãe sabidamente 
positiva para a hepatite B, é fundamental a administração precoce da vacina contra hepatite B, 
preferencialmente nas primeiras 12 horas, bem como da imunoglobulina humana específica 
(IGHB - 0,5mL). A vacina deve ser utilizada mesmo que a imunoglobulina não esteja disponível. 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 40 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
FIQUE LIGADO!Além da vacina contra hepatite B, é necessária a 
administração da imunoglobulinahumanaanti-hepatiteB(IGHAHB) 
emrecém-nascido de mãe sabidamente positiva para a hepatiteB. 
 
 
Em situações de pós-exposição, a vacina contra raiva humana não é contraindicada durante a 
gestação. Na pré-exposição, a gestante também pode ser vacinada. Entretanto, devido ao risco da 
ocorrência de eventos adversos, é preferível que ela receba a vacina somente se não puder evitar as 
situações de possível exposição ao vírus rábico7. 
Na rotina do serviço de vacinação, a gestante não deve receber a vacina contra febre 
amarela. Entretanto, em situações de surto, se a gestanteresideouvai se deslocar para área com 
recomendação de vacinação para febreamarela, ela deveservacinadaSE o RISCO de 
ADOECERFORMAIOR do que o RISCO de RECEBER a VACINA. 
É importante ressaltar que as LACTANTES que AMAMENTAMCRIANÇASmenores de 
seismeses de idade também nãodevem ser vacinadas. 
Em resumo, a vacinação durante a gestação objetiva não somente a proteção da gestante, 
mas também a proteção do feto. Os imunobiológicos indicados na gestação são: 
 Vacina anti-rábica (contra a raiva humana); 
 Vacina contra influenza; 
 Vacina dupla do tipo adulto – dT (difteria e tétano); 
 vacina adsorvida de difteria, tétano e coqueluche (pertussis acelular) - dTpa 
 Vacina contra hepatite B. 
 
As vacinasvirais vivas que contêm os componentes do sarampo, da rubéola, da caxumba e 
da febre amarela não são recomendadas em situaçõesnormais. Contudo, quando for alto o risco 
de ocorrer a infecção natural pelos agentes dessas doenças (viagens a áreas endêmicas ou vigência 
de surtos ou epidemias), deve-se avaliar cada situação, sendoválido optar-se pela 
vacinaçãoquando o benefício for consideradomaior do que o possívelrisco. 
 
FIQUE LIGADO! As vacinasviraisvivas que contêm os componentes do 
sarampo, da rubéola, da caxumba e da febre amarela sãoindicadasquando o 
benefícioforconsideradomaior do que o possívelrisco. 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 41 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
Ademais, após a vacinação com tríplice viral, recomenda-se evitar a gravidez durante um 
mês, apenas por precaução. Entretanto, se a mulher engravidar antes desse prazo ou se houver 
administração inadvertida durante a gestação, não se justifica o aborto em nenhum desses casos, 
por se tratar apenas de risco teórico. A gestante deverá ser acompanhada pelo serviço de saúde. 
Além disso, gestante suscetível que tenha contato com varicela deve receber a 
imunoglobulina humana antivaricela-zoster (IGHVAZ). 
 
17. (Prefeitura de Bom Jesus do Sul-PR/FAUEL/2014) Durante o pré-natal a gestante 
deve receber vacinas para não contrair determinadas doenças e evitar a transmissão vertical. 
Sobre a administração da vacina contra hepatite B durante a gravidez, é correto afirmar: 
a) Gestantes com esquema completo: realizar uma dose de reforço 
b) A vacinação contra Hepatite B pode ser realizada em qualquer período da gestação 
c) A vacina contra hepatite B não deve ser administrada no primeirotrimestre da gestação 
d) Gestantes com esquema incompleto (1 ou 2 doses): deve reiniciar o esquema 
COMENTÁRIOS: 
Por considerar os riscos da gestante não vacinada de contrair a hepatite B e de haver 
transmissão vertical, o Programa Nacional de Imunização (PNI) reforça a importância de 
que a gestante receba a vacina contra a hepatite B após o PRIMEIRO TRIMESTRE de 
gestação, independentemente da faixa etária. O esquema desta vacina deve ser seguido 
conforme os calendários de vacinação do adolescente e do adulto. 
Por conseguinte, o gabarito da questão é a letra C. 
 
18. (Hospital Guilherme Álvaro-Santos-SP/CETRO/2014) A vacinação de mulheres em 
idade fértil, gestantes e não gestantes, é medida essencial para a prevenção do tétano 
neonatal. Uma paciente, com 18 semanas de gestação, chega ao serviço de saúde sem 
nenhuma comprovação de imunização antitetânica anterior. Sendo assim, assinale a 
alternativa que apresenta a conduta adequada a ser adotada neste caso. 
a) Realizar vacinação com dose única de vacina dupla adulto (dT), e orientar retorno para 
reforço da vacina no primeiro mês após o parto. 
b) Aplicar a primeira dose de vacina dupla adulto (dT) e orientar a retornar para mais duas 
doses, com intervalos de 60 dias entre cada dose. 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 42 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
c) Aplicar a primeira dose de vacina dupla adulto (dT) e agendar retorno para reforço em 90 
dias 
d) Orientar para que a gestante retorne após completar 
e) Orientar para que a gestante inicie a vacinação contra tétano após o término da gestação, 
com esquema de duas doses em intervalos de 45 dias. 
COMENTÁRIOS: 
Quando a prova foi aplicada, o gabarito correto da questão era a letra B. Atualmente, 
temos uma alteração deste esquema, com a introdução da dTpa. Veja abaixo como ficou: 
O esquema de vacinação completo da dupla adulto é de três doses (devendo ser 
reforçada a cada intervalo de dez anos) podendo ser tomada a partir dos 10 anos de idade. 
Se a mulher não tomou nenhuma dose dessa vacina antes de engravidar, é necessário tomar 
duas doses da dupla adulto, com intervalo de no mínimo 30 dias e complementar com a 
dTpa. Caso a mulher tenha tomado uma dose da dT antes da gestação, ela deverá reforçar o 
esquema com mais uma dose da dT e outra da dTpa. Já para as mulheres que se preveniram 
com duas ou mais doses da dT, recomenda-se a adTpa administrada com apenas uma dose. 
Mulheres grávidas devem tomar uma dose da dTpa em cada gestação, independente de 
terem tomado anteriormente. 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 43 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
1.12 – Aspectos Gerais do Pré-natal 
Neste tópico, vamos responder as questões abaixo: 
 
19. (CNEN/IDECAN/2014) A imunoglobulina Rhogan promove a suspensão da sensibilidade 
produzida pelo organismo da mãe, desenvolvida ao entrar em contato com o sangue do feto. Sobre 
o recebimento da imunoglobulina Rhogan para evitar a eritroblastose fetal (doença hemolítica por 
incompatibilidade Rh ou doença hemolítica do recém-nascido), que acontece quando o sangue de 
um feto sofre hemólise pelos anticorpos do sangue da mãe, analise. 
I. Mãe Rh positivo e recém-nascido Rh positivo. 
II. Mãe Rh positivo e recém-nascido Rh negativo. 
III. Mãe Rh negativo e recém-nascido Rh positivo. 
IV. Mãe Rh negativo e recém-nascido Rh negativo. 
Está(ão) correta(s) apenas a(s) alternativa(s) 
a) I 
b) IV 
c) III 
d) II e III 
e) II e IV 
COMENTÁRIOS: 
Quando a mãe for Rh- não sensibilizada (Coombs direto negativo), tiver um filho Rh+, é 
indicado o uso da imunoglobulina humana específica Anti-D (Hho) nela, até 72 horas após o 
parto. 
Vejamos o esquema a seguir: 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 44 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Agora ficou fácil responder. Portanto, o gabarito da questão é a letra C. 
 
20. (Prefeitura de Criciúma-SC/FEPESE/2014) profissional enfermeiro pode acompanhar 
inteiramente o pré-natal de baixo risco na rede básica de saúde, de acordo com o inistério da 
 aúde e conforme garantido pela Lei do Exerc cio Profissional. 
 Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação ao assunto. 
( oda mulher com história de atraso menstrual de mais de 15 dias deverá ser orientada a 
realizar o este Imunológico de Gravidez IG . 
( ) A percepção dos movimentos fetais (de 13 a 20 semanas) é um sinal de certeza de gravidez. 
( Gestantes com história anterior de recém-nascido com restrição de crescimento, pré-termo ou 
malformado, não podem ser acompanhadas na atenção básica. 
( Polidrâmnio ou oligoidrâmnio são fatores de risco que podem indicar encaminhamento ao pré-
natal de alto risco. 
 Até a 28ª semana de gestação as consultas de pré–natal devem ser realizadas mensalmente. 
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo. 
a) V – V – F – F – V 
b) V – F – V – V – F 
c) V – F – F – V – V 
d) F – V – F – V – F 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 45 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
e) F – F – F – V – V 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos as alternativas que apresentam erros: 
 - A presença dos batimentos cardíacos fetais (BCF) é sinal de certeza da gestação, que 
podem ser detectados pelo sonar a partir de 12 semanas e pelo Pinard a partir de 20semanas. 
- Gestantes com história anterior de recém-nascido com restrição de crescimento, pré-termo 
ou malformado, podem ser acompanhadas na atenção básica. 
Dessa forma, o gabarito da questão é a letra C. 
 
21. (Prefeitura de Farias Brito-CE/URCA/2014) Dos antibióticos para o tratamento de infecção 
urinária na gravidez, todos estão corretos, EXCETO: 
a) Tetraciclina 
b) Cefalexina 
c) Nitrofurantoina 
d) Amoxilina 
COMENTÁRIOS: 
Nobre concurseiro, o gabarito da questão é a letra A, pois os medicamentos essenciais no 
tratamento da infecção urinária no pré-natal são: Ampicilina; Cefalosporina 1º geração 
(cefalexina); Amoxicilina e Nitrofurantoína. 
 
22. (Prefeitura de Farias Brito-CE/URCA/2014) São atribuições do profissional Enfermeiro no 
pré natal, EXCETO: 
a) Solicitar exames complementares de acordo com o protocolo de prénatal 
b) Realizar testes rápidos 
c) Avaliar e tratar as gestantes que apresentam sinais de alarme 
d) Orientar as gestantes e a equipe quanto aos fatores de risco e à vulnerabilidade 
COMENTÁRIOS: 
 
 
 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 46 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
São atribuições do enfermeiro em relação ao pré-natal: 
- Solicitar exames complementares de acordo com o protocolo local de pré-natal; 
- Realizar testes rápidos; 
- Identificar as gestantes com algum sinal de alarme e/ou identificadas como de alto risco e 
encaminhá-las para consulta médica. Caso seja classificada como de alto risco e houver 
dificuldade para agendar a consulta médica (ou demora significativa para este atendimento), a 
gestante deve ser encaminhada diretamente para o serviço de referência; 
- Orientar as gestantes e a equipe quanto aos fatores de risco e à vulnerabilidade; 
Por conseguinte, o gabarito da questão é a letra C. 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 47 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
2 - Pré-natal de alto risco 
 
2.1 – Doenças Hipertensivas da Gestação 
 
Conceitua-se hipertensão arterial sistêmica (HAS) na gestação a partir dos seguintes 
parâmetros: 
• A observação de n veis tensionais absolutos iguais ou maiores do que 140 mmHg de 
pressão sistólica e iguais ou maiores do que 90mmHg de pressão diastólica, mantidos em medidas 
repetidas, em condições ideais, em pelomenostrêsocasiões.Este conceito é mais simples e 
preciso. A PA diastólica deve ser identificada pela fase V de Korotkoff. 
 
• aumento de 30 mmHg ou mais na pressão sistólica máxima e/ou de 15mmHg ou mais 
na pressão diastólica (mínima), em relação aos níveis tensionais pré-gestacionais e/ou conhecidos 
até a 16ª semana de gestação, representa um conceito que foi muito utilizado no passado e ainda é 
utilizado por alguns. Entretanto, apresenta alto índice de falsos positivos, sendo utilizado de 
melhor forma como sinal de alerta e para agendamento de controles mais próximos. 
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) na gestação é classificada nas seguintes categorias 
principais: 
HAS na 
gestação 
PA sistólica ≥ 140 
mmHg ou PA diastólica 
≥ 90 mmHg 
mantidos em medidas repetidas, 
em condições ideais, 
em pelo menos três ocasiões. 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 48 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
As alterações hipertensivas da gestação estão associadas a complicações graves fetais e 
maternas e a um risco maior de mortalidade materna e perinatal. Nos países em desenvolvimento, 
a HIPERTENSÃOGESTACIONAL é a principalcausa de mortalidadematerna, sendo 
responsável por um grande número de internações em centros de tratamento intensivo. 
PRATICANDO! Qual é o posicionamento da gestante para a medição da Pressão Arterial (PA)? 
Ela deve estar na posição sentada, com as pernas descruzadas, com os pés apoiados no chão e o 
dorso recostado na cadeira e relaxado. O braço deve estar na altura do coração (no nível do ponto médio 
do esterno ou no 4º espaço intercostal), livre de roupas, apoiado, com a palma da mão voltada para cima e 
o cotovelo ligeiramente fletido. A PA também pode ser medida no braço esquerdo, na posição de 
decúbito lateral ESQUERDO, em repouso, e a gestante não deve diferir da posição sentada. 
 
• É definida por HAS registrada ANTES da gestação, no período 
que precede à 20ª SEMANA de GRAVIDEZ ou além de doze 
semanas após o parto; 
Hipertensão 
arterial 
sistêmica 
crônica 
• Caracterizada por HAS detectada APÓS a 20ª SEMANA, SEM 
PROTEINÚRIA, podendo ser definida como “transitória” 
(quando ocorre normalização após o parto) ou “crônica” 
(quando persistir a hipertensão); 
Hipertensão 
gestacional 
• Caracterizada pelo aparecimento de HAS e PROTEINÚRIA (> 
300 mg/24h) APÓS a 20ª SEMANA de gestação em mulheres 
previamente normotensas; 
Pré-
eclâmpsia 
• Corresponde à pré-eclâmpsia complicada por CONVULSÕES 
que não podem ser atribuídas a outras causas. Eclâmpsia 
• Definida pela elevação aguda da PA, à qual se agregam 
proteinúria, trombocitopenia ou anormalidades da função 
hepática, em gestantes portadoras de HAS crônica com idade 
gestacional superior a 20 semanas; 
Pré-
eclâmpsia 
superposta à 
HAS crônica 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 49 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
Caso as mulheres com níveis de pressão arterial (PA) conhecidos e normais antes da 
gestação apresentem, em consulta pré-natal, PA igual a 139 mmHg × 90 mmHg 
devemserorientadaspara diminuir a ingestão de sal; aumentar a ingestão hídrica; praticar 
atividade física regularmente. Além disso, deve ser feito o agendamento das consultas 
subsequentes mais precocemente. 
Se os níveis pressóricos continuarem subindo e/ou a gestante apresentar alterações (cefaleia, 
tonturas, edema, proteinúria etc.), deve ser encaminhada para o pré-natal de alto risco. 
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é a doença que mais frequentemente complica a 
gravidez, acometendo de 5% a 10% das gestações, sendo uma das principais causas de 
morbimortalidade materna e perinatal. 
Com o advento da Rede Cegonha, foram incluídos novos exames no pré-natal. Entre eles 
está o exame de proteinúria (testerápido), aserrealizado na unidade de saúde. Tal exame é de 
sumaimportância, pois facilita o acesso de gestantes com suspeita de hipertensão ao exame, que 
é fundamental no diagnóstico da hipertensãogestacional, o que possibilita o manejoprecoce 
das gestantes, diminuindo riscos de morbimortalidade materna e fetal. 
A PRÉ-ACLÂMPSIA é caracterizada pelo aparecimento de hipertensão e proteinúria 
(300mg ou mais de proteína em urina de 24h), após20semanas de gestação, em 
gestantepreviamentenormotensa. É uma desordem multissistêmica, idiopática, específica da 
gravidez humana e do puerpério, relacionada a um distúrbio placentário que cursa com 
vasoconstricção aumentada e redução da perfusão. O edema atualmente não faz mais parte dos 
critérios diagnósticos da síndrome, embora frequentemente acompanhe o quadro clínico. 
 
ATENÇÃO!A presença de edema ocorre em 80% das gestantes e ele é 
pouco sensível e específico para o diagnóstico de pré-eclâmpsia. Por isso, o edema 
não é mais considerado critério diagnóstico da pré-eclâmpsia. 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 50 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
A ECLÂMPSIA, formaMAIS severa de doença hipertensiva, corresponde à pré-
eclâmpsiacomplicadaporCONVULSÕES que nãopodem ser atribuídas a outrascausas. Por 
isso, a questão encontra-se incorreta. 
A síndrome HELLP (hemolysis, elevatedliverenzymes, lowplateletcount) acomete gestantes 
que, no terceiro trimestre de gravidez, apresentem sinais de pré-eclâmpsia e que evoluam com o 
surgimento da plaquetopenia. O tratamento adequado, nesses casos, baseia-se em suporte de 
cuidados intensivos e na possibilidade de se interromper a gravidez. 
A hipertensão arterial na gestação pode gerar uma gama muito variada de complicações, que 
invariavelmente exigem avaliação e manejo cuidadosos por parte da equipe médica, em geral 
necessitando de uma abordagem hospitalar. 
Uma complicação grave, que acomete 4% a 12% de gestantes com pré-eclâmpsia ou 
eclâmpsia e que se relaciona a altos índices de morbiletalidade materno-fetal, é a síndrome de 
Hellp. O acrônimo Hellpsignificahemólise (hemolysis), aumento de enzimashepáticas 
(elevatedliverenzimes) e plaquetopenia (lowplatelets). 
 
proteinúria 
Edema 
HAS 
Hellp 
hemólise 
aumento de enzimas hepáticas 
plaquetopenia 
A Pré-eclâmpsia é caracterizada por HAS 
após a 20ª semana de gestação + proteinúria. 
O edema não é mais um sinal específico para 
o diagnóstico dessa doença. 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 51 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
A síndrome está relacionada ao vasoespasmo no fígadomaterno. A sintomatologia é, em 
geral, pobre, podendo-se encontrar mal-estar, epigastralgia ou dor no hipocôndrio direito, náuseas, 
vômitos, perda de apetite e cefaleia. 
A confirmaçãodiagnósticaélaboratorial: 
 plaquetopeniagrave (< 100.000 plaquetas/mm3); 
 presença de esquizócitos no sangue periférico; 
 aumento da desidrogenaseláctica (DLH > 600U/l); 
 bilirrubina total > 1,2 mg/dl; 
 TGO> 70U/l (função hepática). 
O diagnóstico diferencial deve ser feito com esteatose hepática aguda da gravidez, púrpura 
trombocitopênica, hepatite viral, síndrome hemolítico-urêmica, glomerulonefrite, hiperêmese 
gravídica, úlcera péptica, pielonefrite, lúpus, uso de cocaína etc. 
Pacientes que apresentarem esta sintomatologia, acompanhada de exames laboratoriais 
alterados, devem ser encaminhadas para urgência obstétrica, para avaliação. 
Embora acompanhe outras doenças, a síndrome Hellp em Obstetrícia é considerada como 
agravamento do quadro de pré-eclâmpsia. 
Classificação da Síndrome HELLP 
 
COMPLETA 
<100.000 plaquetas/ml 
DHL ≥ 600UI/L e/ou BILIRRUBINA ≥1,2mg/dL e/ou esquizócitos 
 G ≥ 70UI/L 
 
INCOMPLETA 
Apenas um ou dois sintomas acima presentes 
 
Diversas ações são adotadas no tratamento da Hellp. Dentre eles, destacam-se o controle da 
pressão arterial e a prevenção das convulsões com sulfato de magnésio. 
 
- Controle da pressãoarterial: 
 ratar a pressão sistólica ≥ 150 mmHg e manter a pressão diastólica entre 80-90 mmHg. 
 
 
 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 52 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
- Prevenção das convulsões com sulfato de magnésio: 
Dose de ataque de 4-6g por via intravenosa seguida de dose de manutenção de 1,5-4g/hora 
individualizada de acordo com a gestante. Monitorar reflexos patelares e débito urinário. A 
infusão deve ser continuada por 48 horas no puerpério. 
23. (EBSERH/HUCAM-UFES/Instituto AOCP/2014) De acordo com o Ministério da 
Saúde, assinale a alternativa correta para o manejo da eclâmpsia. 
a) Para terapia anticonvulsivante, a droga de primeira escolha é o Sulfato de Magnésio 
b) Para terapia anticonvulsivante, a droga de primeira escolha é a Fenitoína 
c) Para terapia anticonvulsivante, a droga de primeira escolha é o Diazepan 
d) Para terapia anti-hipertensiva, a droga de primeira escolha é o Enalapril 
e) Para terapia anti-hipertensiva, a droga de primeira escolha é o Captopril 
COMENTÁRIOS: 
Eclâmpsia constitui-se em emergência e a paciente deve ser transferida o mais rápido 
possível para o hospital de referência. Enquanto se procede a transferência, devem-se tomar 
algumas providências: medidas gerais, terapia anticonvulsivante e anti-hipertensiva. 
Terapia anticonvulsivante: Sulfato de magnésio é a droga anticonvulsivante de 
eleição (a grande vantagem sobre os demais anticonvulsivantes consiste no fato de não 
produzir depressão do SNC). 
Dessa forma, o gabarito correto é a letra A. 
 
24. (Prefeitura de Pedras Grandes-SC/FAEPESUL/2014) Uma gestante com 33 semanas 
de gestação apresenta o seguinte quadro clinico:hipertensão, edema e proteinúria, sendo 
então submetida à internação clínica. Durante a internação apresentou ainda crise 
convulsiva. Diante desses achados, pode se dizer que esta gestante esta apresentando: 
a) Dislipidemia e hiperinsulinemia; 
b) Pré-eclampsia; 
c) Hipertensão arterial maligna; 
d) Eclampsia; 
e) Nenhuma das alternativas. 
COMENTÁRIOS: 
A eclâmpsia caracteriza-se pela presença de convulsões tônico-clônicas generalizadas 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 53 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
em mulher com qualquer quadro hipertensivo, não causadas por epilepsia ou qualquer outra 
doença convulsiva. Pode ocorrer na gravidez, no parto e no puerpério imediato. 
Em gestante com quadro convulsivo, o primeiro diagnóstico a ser considerado deve 
ser a eclâmpsia.Por conseguinte, o gabarito da questão é a letra D. 
 
25. (Prefeitura de Florianópolis-SC/FEPESE/2014) Identifique abaixo as afirmativas 
verdadeiras e as falsas F em relação s alteraç es hipertensivas da gestação que 
estão associadas a complicaç es fetais e maternas graves. 
 A pré-eclâmpsia caracteriza-se pelo aparecimento de Hipertensão Arterial ist mica 
 HA e proteinúria 300 mg/24 h após a 20a semana de gestação em mulheres 
previamente normotensas. 
 A eclâmpsia corresponde pré-eclâmpsia complicada por convuls es que não podem ser 
atribu das a outras causas. 
 Nas HA cr nica, a hipertensão ocorre antes da gestação, no per odo que precede 
20ª semana de gravidez ou além de 12 semanas após o parto. 
 A Hipertensão gestacional é caracterizada por HAS detectada antes da 20ª semana, sem 
proteinúria, que normaliza após o parto. Assinale a alternativa que indica a sequ ncia 
correta, de cima para baixo. 
a) V - V - F - V. 
b) V - V - V - F. 
c) V - V - F - F. 
d) F - V - V - F. 
e) F - V - F - V. 
COMENTÁRIOS: 
A pré-eclâmpsia apresenta-se quando o nível da pressão arterial for maior ou igual a 
140/90 mmHg, com proteinúria (> 300 mg/24h) e após 20 semanas de gestação. Pode 
evoluir para eclâmpsia. Em gestante com quadro convulsivo, o primeiro diagnóstico a ser 
considerado deve ser a eclâmpsia. 
Hipertensão arterial crônica corresponde à hipertensão de qualquer etiologia (nível da 
pressão arterial maior ou igual a 140/90 mmHg) presente antes da gravidez ou diagnosticada 
até a 20ª semana da gestação. E ainda quando diagnosticada 12 semanas após o parto. 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 54 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
Hipertensão gestacional é o desenvolvimento de hipertensão sem proteinúria que 
ocorre após 20 semanas de gestação e normaliza após o parto. 
O gabarito da questão é a letra B, já que apenas o último item apresenta-se errado. 
 
26. (Prefeitura de Nhandeara – RJ/CONRIO/2014) Na gestação a Hipertensão deve ser 
acompanhada, e pode se classificar em: (pré-eclâmpsia, Eclâmpsia, pré-
eclâmpsia superposta á HAS crônica, Hipertensão arterial sistêmica crônica, Hipertensão 
gestacional). Assinale a alternativa que esteja relacionada á Hipertensão arterial sistêmica 
crônica. 
a) É definida por hipertensão registrada antes da gestação, no período que precede a 20ª 
semana de gravidez ou além de doze semanas após o parto. 
b) Caracterizada por HAS detectada após a 20ª semana, sem proteinúria. 
c) Definida pela elevação aguda da Pressão Arterial. 
d) Nenhuma das alternativas citadas á cima. 
COMENTÁRIOS: 
Conforme explicações anteriores, verificamos que o gabarito da questão é a letra A. 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 55 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
2.2 - Situações Hemorrágicas na Gestação 
 
As mais importantes situações hemorrágicas na gravidez são as seguintes: 
 
Na avaliação do caso, o exame ginecológico deve ser realizado, particularmente o especular, 
para o diagnóstico diferencial de outras possíveis causas de hemorragia e como forma de se evitar 
o toque vaginal, que pode ser prejudicial no caso de placenta prévia. 
Abortamento é a morte ou expulsão ovular ocorrida antes de 22semanas ou quando o 
concepto pesa menos de 500g. Pode ser espontâneo ou provocado. O abortamento é dito precoce 
quando ocorre até a 12ª semana e tardio quando ocorre entre a 13ª e a 22ª semanas. 
O abortamento tem como fatores etiológicos os seguintes: alterações cromossomiais, 
anomalias do ovo e da implantação, placentopatias, mecanismos imunológicos, ginecopatias 
(malformações uterinas, miomatose uterina, alterações endometriais devido à curetagem uterina, 
infecções, cicatrizes cirúrgicas, incompetência istmo-cervical), endocrinopatias (diabetes, 
tireoidopatias, insuficiência do corpo lúteo), anemias graves, sífilis na gestação, além de doenças 
cardiorrespiratórias. 
O diagnóstico é clínico e ultrassonográfico. O atraso menstrual, a perda sanguínea uterina e 
a presença de cólicas no hipogástrio são dados clínicos que devem ser considerados. 
O exame genital é de grande importância. O exame especular permite a visualização do colo 
uterino, para a constatação da origem intrauterina do sangramento. Eventualmente, detectam-se 
fragmentos placentários no canal cervical e na vagina. Pelo toque, é possível a avaliação da 
permeabilidade do colo. 
Situações hemorrágicas 
na primeira metade da 
gestação 
• abortamento, descolamento 
cório-amniótico, gravidez 
ectópica e neoplasia 
trofoblástica gestacional 
benigna (mola hidatiforme). 
Situações hemorrágicas 
na segunda metade da 
gestação 
• placenta prévia (PP) e 
descolamento prematuro da 
placenta (DPP). 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 56 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
O abortamento pode ser classificado nas seguintes formas clínicas: evitável, inevitável, 
retido e infectado. 
 ABORTO EVITÁVEL ou AMEAÇA DE ABORTAMENTO 
- Caracteriza-se pela integridade do ovo, com útero compatível com a idade da gravidez e 
colo impérvio. Há presença de SANGRAMENTOvaginal discreto ou moderado, sem que 
ocorramodificaçãocervical (colo do útero fechado), geralmentecom sintomatologia discreta ou 
ausente (DOR do tipo cólica ou peso na região do hipogástrio e sinal de CONTRAÇÃO 
UTERINA). Em casos de dúvida, é recomendada a realização de ultrassonografia. 
O tratamento é discutível. Como regra geral, o repouso no leito é medida aconselhável 
para todas as situações e deve ser preferencialmente domiciliar. O repouso diminui a ansiedade, 
favorecendo o relaxamento e reduzindo os estímulos contráteis do útero. A administração, por 
tempo limitado, de antiespasmódicos (hioscina, um comprimido, VO, de 8 em 8 horas) tem sido 
utilizada. O uso de tocolíticos não é eficiente, uma vez que, nesta fase de gestação, os 
betareceptores uterinos não estão adequadamente sensibilizados. Tranquilizantes e/ou sedativos, 
em doses pequenas, podem ser administrados. Deve-se orientar abstinência sexual. 
Na admissão hospitalar devido a abortamento, evitável ou não, deve-se solicitar o VDRL 
para afastar o diagnóstico de sífilis. Em caso de resultado reagente, inicie o tratamento 
imediatamente. 
 
 ABORTO INEVITÁVEL 
- Caracteriza-se por perda da integridade do ovo, sangramentomoderado a acentuado 
contendo coágulos e/ou restosovulares, colouterinopermeável, dor em cólica de forte 
intensidade e redução do volume uterino em relação à idade gestacional. Pode culminar em 
abortamento completo ou incompleto. 
A gestante deve ser encaminhada para o hospital de referência obstétrica, para a realização 
de curetagem uterina, quando necessária, e tratamento de suporte, se for preciso, para estabilização 
hemodinâmica. 
 
• ABORTO RETIDO 
- Caracteriza-se pela interrupção da gestação com permanência do produtoconceptual na 
cavidadeuterina. Pode ocorrer discreto sangramento, com colo impérvio, regressão dos 
fenômenos gravídicos e redução do volume uterino em relação à idade gestacional. 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 57 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
A gestante deve ser encaminhada para o hospital de referência obstétrica, para a realização 
de curetagem. 
 
• ABORTO INFECTADO 
- Caracteriza-se por quadroinfeccioso materno, com presença de ovoíntegro ou não e 
quadrohemorrágicovariável. Associa-se, habitualmente, à manipulação uterina. Pode apresentar 
secreção fétida endovaginal, dor pélvica intensa à palpação, calor local e febre, além de 
comprometimento variável do estado geral. 
Deve ser realizada fluidoterapia (para a estabilização hemodinâmica) e encaminhamento 
para o hospital de referência obstétrica, além de antibioticoterapia, para a cobertura da infecção 
polimicrobiana. Na dependência da gravidade do quadro clínico, pode ser empregado tratamento 
cirúrgico. 
Vejamos uma questão interessante sobre o tema: 
27. (Prefeitura da Paraopeba-MG/IDECAN/2013/JM)O abortamento é a interrupção da 
gravidez ocorrida antes da 22ª semana de gestação. Considerando as várias formas de 
classificação do abortamento, relacione corretamente as colunas a seguir. 
1. Abortamento retido. 
2. Abortamento habitual. 
3. Abortamento espontâneo. 
4. Abortamento incompleto. 
5. Ameaça de abortamento. 
( ) Quando apenas parte do conteúdo uterino foi eliminado. 
( ) Perdas espontâneas e sucessivas de três ou mais gestações. 
( ) Quando ocorre a morte do embrião ou feto e o mesmo permanece nacavidadeuterina, 
sem ser eliminado. 
( ) É a ocorrência de sangramento uterino com a cérvix fechada semeliminação de tecidos 
ovulares. 
( ) É a perda involuntária da gestação. 
A sequência está correta em 
A) 2, 3, 4, 1, 5 B) 4, 2, 1, 5, 3 C) 3, 1, 5, 2, 4 D) 1, 5, 3, 4, 2 E) 5, 4, 2, 3, 1 
COMENTÁRIOS: 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 58 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
De acordo com o Manual técnico de gestação de alto risco
7
, vejamos o conceito e 
classificação do abortamento. 
 
 
. 
 
 
 
 
 
 
 Devemos lembrar que o termo aborto faz referência ao produto da concepção 
eliminado no processo de abortamento. 
Vamos relacionar as colunas? 
(4) Abortamento incompleto:quando apenas parte do conteúdo uterino foi 
eliminado. 
(2) Abortamento habitual: perdas espontâneas e sucessivas de três ou mais 
gestações. 
(1) Abortamento retido:Quando ocorre a morte do embrião ou feto e o mesmo 
permanece nacavidadeuterina, sem ser eliminado. 
(5) Ameaça de abortamento:É a ocorrência de sangramento uterino com a cérvix 
fechada semeliminação de tecidos ovulares. 
(3) Abortamento espontâneo:É a perda involuntária da gestação. 
Sendo assim, a sequência correta corresponde à alternativa B (4, 2, 1, 5, 3). 
 
A GRAVIDEZECTÓPICA corresponde à nidação do ovofora da cavidadeuterina, sendo 
maisfrequente a prenheztubária. A mulher, frequentemente, apresentahistória de 
atrasomenstrual, testepositivo para gravidez, perdasanguínea uterina e dor pélvica 
intermitente, na fase inicial, evoluindo para dorcontínua e intensa, com sinais de 
irritaçãoperitoneal. As repercussões hemodinâmicas podem ser discretas, apenas com lipotímia, 
 
7
Brasil. Ministério da Saúde. Gestação de alto risco: manual técnico. Secretaria de Atenção a Saúde, Departamento de Ações 
Programáticas Estratégicas. 5. ed. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2010. 
ABORTAMENTO 
Interrupção da gravidez até a 22ª semana de gestação 
Tardio: 
Ocorre entre a 13ª e 22ª semana 
Precoce: 
Ocorre até a 13ª semana 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 59 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
até quadros graves com choque hipovolêmico, na dependência do volume de sangramento 
intracavitário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATENÇÃO! A dor e o sangramentovaginal são os sintomasmaisimportantes da 
gravidezectópica. 
A conduta no caso de suspeita de gravidez ectópica é o encaminhamento da mulher para um 
hospital de referência obstétrica, para exame ultrassonográfico, definição e tratamento. 
O tratamentoconservador, com utilização de metotrexato (MTX), é restrito a casos de 
gravidezectópicaincipiente e íntegra, com diâmetroinferior a 5 cm e com embrião sem 
vitalidade. Diante de quadro hemorrágico secundário à rotura de prenhez ectópica, o tratamento 
será cirúrgico. 
O tratamentocirúrgico no caso de prenhez ectópica (PE) é o padrão. O 
tratamentoconservador, com utilização da medicação metotrexato (MTX), é restrito aos casos 
descritos acima. Portanto, a questão encontra-se correta. 
A DOENÇATROFOBLÁSTICAGESTACIONAL(DTG)é evento patológico 
consequência de fertilização aberrante, representado por formas clínicas distintas, representado 
por formas clínicas distintas, geralmente evolutivas, sistematizadas em: 
 Mola hidantiforme; 
 Mola invasora; 
 Coriocarcinoma. 
Figura - As diversas possibilidades de prenhez ectópica (Rezende, 2012). 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 60 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
Vamos nos restringir à explicação sobre a mola hidantiforme, pois é a mais importante para 
fins de concurso público. 
 
A MOLA HIDATIFORME (neoplasia trofoblástica gestacional benigna) é um tumor 
usualmente benigno invulgar que se desenvolve a partir de tecido placentário em fasesprecoces 
de uma gravidez em que o embrião nãosedesenvolvenormalmente. A mola hidatiforme, que se 
assemelha a um punhado de pequenosbagos de uva, é causada por uma degeneração das 
vilosidades coriónicas (projecções minúsculas, semelhantes a dedos, existentes na placenta). 
Desconhece-se a causa da degeneração. O tumor maligno de placenta chama-se coriocarcinoma. 
 
 Diagnóstico 
O atraso menstrual é a primeira manifestação de uma gravidez. Na gravidez molar pode 
ocorrer sangramento indolor e de intensidade progressiva, às vezes associado à eliminação de 
ves culas com aspecto de “cachos de uva”. Em consequ ncia das perdas sangu neaspode haver 
anemia. A exacerbação dos sintomas de gravidez, às vezes com presença de náuseas e vômitos 
de difícil controle (hiperemese gravídica, pré-eclâmpsia, tireotoxicose), também podesinalizar a 
suspeita de molahidatiforme. 
O exame físico pode revelar um tamanhouterinomaior do que esperado para a 
idadegestacional, colo e útero amolecidos e aumento do volume ovariano devido à presença de 
cistos tecaluteínicos. 
A dosagem do hormôniogonadotróficocoriônico βHCG geralmente 
demonstraníveiselevados para a idadegestacionalcorrespondente. A ultrassonografia é o 
método mais preciso para diferenciar gestação normal da prenhez molar. As imagens são típicas 
de mola, anecoicas, no interior do útero, em “flocos de neve”. 
A ultrassonografia é o exame que confirma o diagnóstico dessa doença. 
 Conduta recomendada 
O esvaziamentouterino, preferencialmente por meio de dilatação e aspiração manual 
intrauterina (AMIU), é o método mais apropriado para o tratamentoinicial da 
molahidatiforme. 
 Controle pós-molar 
Todas as gestantes com molahidatiforme devem ter acompanhamento clínico e 
laboratorialvisando à detecção precoce de recorrência. A dosagem de gonadotrofina coriônica 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 61 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 βHCG deve ser realizada semanalmente após o esvaziamento uterino até que seus valores se 
mostrem declinantes e os resultados sejam negativos por três dosagens consecutivas. 
 
 
Fique Ligado! A única condição de pré-eclâmpsia previamente à 20ª semana de 
gestação é a mola hidantiforme. 
 
 
O DESCOLAMENTO PREMATURO 
DE PLACENTA (DPP) é a 
separaçãointempestiva da placenta do seu sítio 
de implantação no corpo uterinoantes do 
nascimento do feto, em uma gestação de 20 ou 
mais semanas completas. Sua incidência está em 
torno de 0,5% a 3% das gestações, sendo 
responsável por altos índices de mortalidade 
perinatal e materna. 
O DPP inicia-se com um sangramento no 
interior da decídua, acarretando a formação de 
um hematoma e o descolamento abrupto da 
placenta do seu sítio normal de implantação. O 
sangue fica represado e se coagulaatrás da 
placenta, caracterizando o hematoma retroplacentário. 
Em cerca de 80% dos casos, o sangue desloca ou rompe as membranas e flui para o exterior, 
ocasionando o sangramento vaginal, causando a hemorragia externa. Nos 20% restantes, o sangue 
fica totalmente retido atrás da placenta, caracterizando a hemorragia oculta. 
O diagnóstico é, preferencialmente, clínico, feito pelo aparecimento de dor abdominal 
súbita, com intensidade variável, perda sanguínea de cor vermelho-escura, com coágulos e 
em quantidade, às vezes, pequena, que pode ser incompatível com quadro materno de hipotensão 
ou de choque. Em alguns casos, o sangramento pode ser oculto. 
Figura - Descolamento prematuro de placenta (Rezende, 
2012). 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 62 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
Ao exame obstétrico, o útero, em geral, encontra-se 
hipertônico, doloroso, sensível às manobras palpatórias; os 
batimentos cardíacos fetais podem estar alterados ou 
ausentes. 
Há comprometimento variável das condições gerais 
maternas, desde palidez de pele e mucosas até choque e 
distúrbios da coagulação sanguínea. 
Na suspeita diagnóstica, a paciente deve ser encaminhada 
como emergência, ao hospital de referência obstétrica. 
Deve-se lembrar que, apesar de epidemiologicamente 
associados à hipertensão arterial, atualmente os casos de 
descolamento prematuro de placenta, sobretudo aqueles 
ocorridos entre mulheres que vivem na periferia dos grandes 
conglomerados humanos, estão frequentemente associados ao 
uso de drogas ilícitas, notadamente a cocaína e o crack. 
O DDP é uma das piores complicações obstétricas, com 
aumento muito importante da morbimortalidade materna, por 
maior incidência de hemorragia, de anemias, coagulopatias, 
hemotransfusões, cesárea, histerectomia e até morte materna; 
podem ocorrer ainda complicações perinatais, como 
prematuridade, restrição de crescimento fetal, baixo peso ao 
nascer, sofri mento fetal e óbito perinatal. O DPP é descrito 
como a principal causa de óbito perinatal. 
Por outro lado, a PLACENTA PRÉVIA (inserção baixa 
de placenta) corresponde a um processo patológico em que a 
implantação da placenta, inteira ou parcialmente, ocorre no 
segmentoinferior do útero (Ver figura nº 16 à direita). 
As mulheres multíparas e com antecedentes de cesáreas 
são consideradas de maior risco. Também são considerados 
fatores de risco: idade avançada, curetagem uterina prévia, 
gravidez gemelar, patologias que deformem a cavidade 
Figura - Tipos anatômicos de 
placenta prévia. A - Placenta prévia 
total. B - Placenta prévia parcial. C 
- Placenta prévia marginal (Rezende, 
2012). 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 63 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
uterina, cesarianas anteriores e infecção puerperal. A incidência gira em torno de 0,5% a 1% de 
todas as gestações. 
Na anamnese, é relatadaperdasanguínea por viavaginal, súbita, de corvermelhaviva, de 
quantidade variável, nãoacompanhada de dor. É episódica, recorrente e progressiva. O exame 
obstétrico revela volume e tono uterinos normais e frequentemente apresentação fetal anômala. 
Habitualmente, os batimentos cardíacos fetais estão mantidos. O exame especular revela presença 
de sangramento proveniente da cavidade uterina e, na suspeita clínica, deve-se evitar a realização 
de toque vaginal. 
O diagnóstico de certeza é dado pelo exame ultrassonográfico. O profissional de saúde deve 
referenciar a gestante para continuar o pré-natal em centro de referência para gestação de alto 
risco. 
 
A manifestação clínica mais evidente do DPP é a perdaSANGUÍNEA por viavaginal de 
corVERMELHO-ESCURA, com o aparecimento de DOR abdominal súbita. Sua ocorrência se 
dá, com maior frequência, após a 20ª semana (5 meses) de gestação. 
No caso de DPP, ao exame obstétrico, o útero, em geral, encontra-se hipertônico, doloroso, 
sensível às manobras palpatórias; os batimentoscardíacosfetais podem estar alterados ou 
ausentes. 
Descolamento Prepaturo 
da Placenta (DPP) 
• É definido como a separação da placenta 
da parede uterina antes do parto, em 
uma gestação de 20 ou mais semanas 
completas. 
• É verificado aparecimento de DOR 
abdominal súbita, com intensidade 
variável, perda SANGUÍNEA de cor 
VERMELHO-ESCURA, com coágulos. Em 
alguns casos, o sangramento pode ser 
oculto. 
• Ao exame obstétrico, o útero, em geral, 
encontra-se hipertônico, doloroso, 
sensível às manobras palpatórias; os 
batimentos cardíacos fetais podem 
estar alterados ou ausentes. 
Placenta Prévia 
• Corresponde a um processo patológico 
em que a implantação da placenta, 
inteira ou parcialmente, ocorre no 
segmento inferior do útero. 
• É relatada perda SANGUÍNEA por via 
vaginal, súbita, de cor VERMELHA VIVA, 
de quantidade variável, NÃO 
acompanhada de DOR. É episódica, 
recorrente e progressiva. 
• O exame obstétrico revela volume e 
tono uterinos normais e 
frequentemente apresentação fetal 
anômala. Habitualmente, os batimentos 
cardíacos fetais estão mantidos. Na 
suspeita clínica, deve-se evitar a 
realização de toque vaginal. 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 64 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
Dessa forma, na maior parte dos casos de DPP, não há taquicardia fetal, nem amolecimento 
do miométrio. 
 
28. (Prefeitura de Reriutaba-CE/CONSULPLAN/2014) Gestante, 40 anos de idade, vinha 
com pré-natal sem alteração. Chega à unidade de saúde com queixa de dor abdominal e discreto 
sangramento, apresentando 33 semanas de idade gestacional. Marque a opção ERRADA. 
a) Está recomendado o uso de tocolítico oral e orientarrepouso em domicílio. 
b) Está recomendado avaliar o volume do sangramento para realizar o diagnóstico diferencial. 
c) Está recomendado o exame especular para avaliar a origem do sangramento. 
d) Está recomendado avaliar o tônus uterino para realizar o diagnóstico diferencial. 
COMENTÁRIOS: 
Bravo concurseiro, o exame especular é recomendado para avaliar a origem e volume do 
sangramento para realizar o diagnóstico diferencial. Além disso, é necessário avaliar o tônus 
uterino. 
Como regra geral, o repouso no leito é medida aconselhável para todas as situações. O 
repouso diminui a ansiedade, favorecendo o relaxamento e reduzindo os estímulos contráteis do 
útero. Preferencialmente, deve ser domiciliar. A administração, por tempo limitado, de 
antiespasmódicos (hioscina, um comprimido, VO, de 8 em 8 horas) tem sido utilizada. O uso de 
tocolíticosnão é eficiente, uma vez que, nessa fase de gestação, os beta-receptores uterinos não 
estão adequadamente sensibilizados. 
Tendo visto isto, o gabarito da questão é a letra A. 
 
29. (Prefeitura de Duque de Caxias-RJ/IDECAN/2014) O sangramento vaginal no primeiro 
trimestre da gravidez é relativamente comum, ocorrendo em, aproximadamente, 25% das 
gestantes. Em muitas pacientes, o sangramento é autolimitado e deve-se, provavelmente, à 
implantação ovular no endométrio decidualizado. Se o sangramento não for autolimitado e for 
acompanhado de dores fortes, quais as causas que podem provocar a hemorragia no primeiro 
trimestre de gravidez? 
a) Placenta prévia e meningite. 
b) Abortamento e placenta prévia. 
c) Diabetes gestacional e infecção 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 65 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
d) Abortamento e gravidez ectópica. 
e) Gravidez ectópica e placenta prévia. 
COMENTÁRIOS: 
Amigo(a)concurseiro(a), as mais importantes situações hemorrágicas na gravidez são as 
seguintes: 
- Situações hemorrágicas na primeira metade da gestação: abortamento, descolamento 
cório-amniótico, gravidez ectópica e neoplasia trofoblástica gestacional benigna (mola 
hidatiforme). 
- Situações hemorrágicas na segunda metade da gestação: placenta prévia (PP) e 
descolamento prematuro da placenta (DPP). 
Tendo visto isto, conclui-se que o gabarito da questão é a letra D. 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 66 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
2.3 - DiabetesMelitoGestacional 
 
A diabetes mellitus gestacional (DMG) é definida como uma alteração no metabolismo dos 
carboidratos, resultando em hiperglicemia de intensidade variável, que é diagnosticada pela 
primeiravez ou seiniciadurante a gestação, podendo ou não persistir após o parto. É o problema 
metabólico mais comum na gestação e tem prevalência entre 3% e 13% das gestações. A 
prevalência estimada de DMG no Brasil é de 7,6% entre as gestantes com mais de 20 anos. 
Os sintomas clássicos de diabetes são: poliúria, polidipsia, polifagia e perda involuntária de 
peso os “4ps” . utros sintomas que levantam a suspeita cl nica são: fadiga, fraqueza, letargia, 
prurido cutâneo e vulvar e infecções de repetição. Algumas vezes, o diagnóstico é feito a partir de 
complicações crônicas, como neuropatia, retinopatia ou doença cardiovascular aterosclerótica. 
Para o diagnóstico do diabetes gestacional, a OMS recomenda o emprego do mesmo teste 
indicado para o diagnóstico do diabetes fora da gestação (nos casos de intolerância à glicose): teste 
oral de tolerância à glicose, com 75g de glicose (TTG 75g – 2h) e com duas medidas da glicose 
plasmática, uma em jejum e outra 2h após a sobrecarga (WHO, 2006). 
Os fatores de riscos, descritos no quadro abaixo, devem ser avaliados para toda gestante. 
Fatores de risco para diabetes mellitus gestacional (DMG) e obesidade materna 
- Idade de 35 anos ou mais; 
- Sobrepeso, obesidade ou ganho de peso excessivo na gestação atual; 
- Deposição central excessiva de gordura corporal; 
- Baixa estatura (≤ 1,50m); 
- Crescimento fetal excessivo, polidrâmnio, hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual; 
- Antecedentes obstétricos de abortamentos de repetição, malformações, morte fetal ou neonatal, 
macrossomia (peso ≥ 4,5kg) ou DMG; 
- História familiar de DM em parentes de 1º grau; 
- Síndrome de ovários policísticos. 
 
Algumas orientações gerais sobre DMG merecem destaque: 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 67 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Para a maioria das mulheres, o Diabetes Melitus Gestacional (DMG) responde bem somente 
à dieta e aos exercícios físicos. Nesse casos, pode-se utilizar adoçantes artificiais (aspartame, 
sacarina, acessulfame-K e neotame) com moderação. No entanto, algumas mulheres (de 10% a 
20%) necessitarão usar insulina caso as medidas não farmacológicas não controlarem o DMG, 
principalmente as de ação rápida e intermediária. 
A insulina de ação prolongada, embora tenha se mostrado segura em alguns relatos de casos, 
não dispõe de evidências suficientes para sua indicação generalizada. 
 
30. (Prefeitura de Sumé-PB/UFCG-COMPROV/2014) Assinale a questão INCORRETA 
em relação o Diabetes Gestacional: 
a) A idade de 35 anos ou mais, baixa estatura, síndrome de ovários policísticos e sobrepeso 
são fatores de risco para o Diabetes. 
b) Para a maioria das mulheres, o Diabetes gestacional responde bem somente à dieta e aos 
exercícios físicos. 
c) Adoçantes artificiais de qualquer natureza estão contra-indicados no Diabetes 
gestacional. 
d) Reavaliar a tolerância à glicose é essencial a partir de seis semanas após o parto. 
O diagnóstico de DMG pode exigir da paciente um aumento considerável 
de exames e monitoramento durante o pré-natal e o pós-parto; 
Na grande maioria dos casos, os efeitos relacionados ao DMG para a 
mãe e para o feto em formação não são graves; 
Para a maioria das mulheres, o DMG responde bem somente à dieta e 
aos exercícios físicos; 
Pode-se utilizar adoçantes artificiais (aspartame, sacarina, acessulfame-K 
e neotame) com moderação; 
Algumas mulheres (de 10% a 20%) necessitarão usar insulina caso as 
medidas não farmacológicas não controlarem o DMG, principalmente as 
de ação rápida e intermediária. As medicações orais são contraindicadas. 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 68 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
e) A hiperglicemia pode aumentar a incidência de pré-eclâmpsia na gravidez atual. 
COMENTÁRIOS: 
A diabetes mellitus gestacional (DMG) é definida como uma alteração no 
metabolismo dos carboidratos, resultando em hiperglicemia de intensidade variável, que é 
diagnosticada pela primeira vez ou se inicia durante a gestação, podendo ou não persistir 
após o parto. 
Os fatores de riscos, descritos no quadro abaixo, devem ser avaliados para toda 
gestante. 
 
Tendo visto isto, conclui-se que o gabarito da questão é a letra C. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 69 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
2.4 - Outras Situações Especiais na Gestação 
Para finalizarmos a nossa aula, faremos algumas questões para abarcar outros temas 
importantes. 
 
31. (Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região/FCC/2012) Na profilaxia da infecção vertical 
em mulher na 14ª semana de gestação, infectada pelo vírus HIV, utiliza-se a terapia 
a) antirretroviral à gestante no parto normal até o desligamento do cordão umbilical e ao recém-
nascido durante a amamentação até o primeiro mês de vida. 
b) antirretroviral à gestante antes e durante o parto, ao bebê nas primeiras 6 semanas de vida e 
enfaixamento das mamas após o parto impedindo a amamentação. 
c) com antibiótico à gestante antes do parto, evitando-se a transmissão por via placentária. 
d) antifúngica à gestante por 5semanas antes do parto e terapia antirretroviral ao recém-nascido na 
primeira semana de vida. 
e) antirretroviral à gestante por via endovenosa durante 1 mês antes do parto e na fase puerperal 
durante 2 meses. 
COMENTÁRIOS: 
Nas ações de prevenção da transmissão vertical durante toda a gravidez, no parto e no 
pós-parto, deve-se incluir o uso de antirretrovirais na gestação, o uso de AZT no parto e para 
o recém-nascido exposto e a inibição da lactação, assim como a disponibilização da fórmula 
láctea, a fim de permitir circunstâncias de risco reduzido para a mulher e para a criança. 
As gestantes HIV+ e HTLV+ deverão ser orientadas a não amamentar. Quando por falta de 
informação o aleitamento materno tiver sido iniciado, torna-se necessário orientar a mãe a 
suspender a amamentação o mais rapidamente possível, mesmo para mulheres em uso de terapia 
antirretroviral. Após o parto, a lactação deverá ser inibida mecanicamente (enfaixamento das 
mamas ou uso de sutiã apertado) e recomenda-se o uso da cabergolina como inibidor de lactação, 
respeitando-se as suas contraindicações. A amamentação cruzada (aleitamento da criança por 
outra nutriz) está formalmente contraindicada. 
Nenhuma das alternativas é completa. Infelizmente, isso ocorre frequentemente em provas 
de concurso. Nesses casos, devemos procurar a “melhor resposta”, a “mais correta”. Logo, o 
gabarito da questão é a letra B. 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 70 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
32. (Prefeitura de Caruaru-PE/IPAD/2012) Uma gestante, na décima primeira semana 
gestacional, procura uma Unidade de Saúde para a primeira consulta de pré-natal. Durante a 
anamnese, nega ser usuária de drogas e afirma que o pai da criança que ela espera foi seu primeiro 
e único parceiro sexual. Em relação à solicitação do teste anti- HIV, entre os exames de rotina do 
pré-natal, é correto afirmar que: 
a) não deve ser realizado, pois a gestante é de baixo risco para o HIV. 
b) deve ser realizado e a gestante só será informada em caso de resultado positivo. 
c) deve ser oferecido mediante aconselhamento pré e pós-teste. 
d) o teste anti-HIV só deve ser realizado se o parceiro da gestante for positivo. 
e) neste caso, só o parceiro deve realizar o teste. 
COMENTÁRIOS: 
Quando a mulher inicia o pré-natal sem ter realizado exames pré-gestacionais, o teste anti-
HIV deve ser oferecido na primeira consulta de pré-natal e ser repetido no início do terceiro 
trimestre gestacional, após consentimento e aconselhamento pré e pós-teste. 
Em caso de teste negativo, deve-se orientar a paciente para os cuidados preventivos. Já em 
casos positivos, deve-se prestar esclarecimentos sobre os tratamentos disponíveis e outras 
orientações para o controle da infecção materna e para a redução da transmissão vertical do HIV. 
Em seguida, deve-se encaminhar a paciente para o serviço de referência especializado; 
Em relação à solicitação do teste anti-HIV, entre os exames de rotina do pré-natal, é correto 
afirmar que: 
a) deve ser oferecido a todas as gestantes na primeira consulta de pré-natal e ser repetido no 
início do terceiro trimestre gestacional. 
b) deve ser realizado e a gestante será informada do resultado positivo ou negativo. 
c) deve ser oferecido mediante aconselhamento pré e pós-teste. 
d) e e) deve ser oferecido a todas as gestantes na primeira consulta de pré-natal e ser 
repetido no início do terceiro trimestre gestacional. 
O gabarito da questão, portanto, é a letra C. 
 
 
 
 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 71 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
33. (Prefeitura de São Caetano do SUL-SP/2012) Considerando a sífilis congênita, que é o 
resultado da disseminação hematogênica do Treponema pallidum, da gestante infectada não-
tratada ou inadequadamente tratada para o seu concepto, por via transplacentária, leia as 
afirmativas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que contém a resposta correta. 
I - A transmissão vertical do Treponema pallidum pode ocorrer em qualquer fase gestacional ou 
estágio clínico da doença materna. 
II - Os principais fatores que determinam a probabilidade de transmissão vertical do Treponema 
pallidum são o estágio da sífilis na mãe e a duração da exposição do feto no útero. 
III - Não é possível ocorrer a transmissão direta do Treponema pallidum por meio do contato da 
criança pelo canal de parto ou durante o aleitamento, mesmo na presença de lesões nesses locais, 
pois se sabe que a sífilis congênita apenas ocorre através da transmissão vertical. 
IV - Ocorre aborto espontâneo, natimorto ou morte perinatal em aproximadamente 40% das 
crianças infectadas a partir de mães não-tratadas. 
a) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas. 
b) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas. 
c) Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas. 
d) Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas. 
COMENTÁRIOS: 
A sífilis congênita é o resultado da disseminação hematogênica do Treponema pallidum, da 
gestante infectada não-tratada ou inadequadamente tratada para o seu concepto, por via 
transplacentária. Sabe-se que: 
• A transmissão vertical do T. pallidum pode ocorrer em qualquer fase gestacional ou estágio 
clínico da doença materna; 
• s principais fatores que determinam a probabilidade de transmissão vertical do T. 
pallidum são o estágio da sífilis na mãe e a duração da exposição do feto no útero; 
• A taxa de infecção da transmissão vertical do T. pallidum em mulheres não tratadas é de 
70% a 100%, nas fases primária e secundária da doença, reduzindo-se para aproximadamente 30% 
nas fases tardias da infecção materna (latente tardia e terciária); 
• Hápossibilidade de transmissão direta do T. pallidumpor meio do contato da 
criança pelo canal de parto, se houverlesõesgenitaismaternas. Durante o 
aleitamento, ocorrerá apenas se houverlesãomamária por sífilis; 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 72 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
• corre aborto espontâneo, natimorto ou morte perinatal em aproximadamente 40% das 
crianças infectadas a partir de mães não-tratadas. 
O gabarito da questão, portanto, é a letra B, uma vez que apenas o item III apresenta-se 
incorreto. 
 
34.(Prefeitura de Goiania-GO/UFG/2012) No recém-nascido não-reagente, mas com suspeita 
epidemiológica, repetem-se os testes sorológicos após o terceiro mês pela possibilidade de 
positivação tardia, resultado da disseminação hematogênica do Treponema pallidum, de gestante 
infectada não tratada ou inadequadamente tratada para o seu concepto. A transmissão vertical 
ocorre 
a) por contato do feto no canal de parto, sem lesões genitais maternas e por aleitamento. 
b) em qualquer fase gestacional ou estágio clínico da doença materna. 
c) contaminação de 30% de mulheres não tratadas nas fases primária, secundária e tardia da 
doença. 
d) no caso de gestante VDRL reagente não finalizar o tratamento com penicilina até 30 dias após o 
parto. 
COMENTÁRIOS: 
A sífilis é uma doençainfecciosa de transmissão sexual ou materno-fetal, sistêmica, de 
evolução crônica, sujeita a surtos de agudização e períodos de latência clínica de menor ou maior 
tempo de duração. 
O agenteetiológico é o Treponemapallidum, uma bactéria espiroqueta, podendo produzir, 
respectivamente, a forma adquirida ou congênita da doença. 
 
 
Sifilis 
Adquirida 
Recente (com menos de um ano de evolução): primária, 
secundária e latente recente. 
Tardia (com mais de um ano de evolução): latente 
tardia e terciária. 
Congênita 
Recente (diagnosticados até o 2º ano de vida). 
Tardia (diagnosticados após o 2º ano de vida). 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 73 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
O Treponema pallidum, quandopresente na corrente sanguínea da gestante, atravessa a 
barreira placentária atingindo o feto. Acreditava-se que a infecção fetal não ocorresse antes do 4º 
mês de gestação, entretanto já se constatou a presença de T. pallidum em fetos abortados desde 
com menos de 10 semanas de gestação. Isso aponta para o fato de que a infecção do 
fetopodeocorrer em qualquerfase da gestação. 
O desfecho da infecção treponêmica na gestação pode ser a prematuridade, abortamento 
espontâneo, óbito fetal (em até 40% dos casos de sífilis na gestação poderá ocorrer morte do feto 
ou do neonato); recém-nascidos sintomáticos (com as manifestações clássicas) e recém-nascidos 
assintomáticos. A ausência de sinais clínicos em recém-nascidos é frequente (65 a 70% dos casos). 
Essas crianças aparentemente saudáveis apresentarão, se não tratadas, as manifestações tardias da 
doença, muitas vezes irreversíveis. A sífilis congênita apresenta, da mesma forma que a sífilis 
adquirida, dois estágios: o precoce, quando as manifestações clínicas são diagnosticadas até o 
segundo ano de vida; e o tardio, após esse período. 
 
Sífilis Congênita Precoce: 
A sífilis congênita precoce ocorre quando os sinais e sintomas surgem até o 2º ano de vida. 
Os principais sintomas são: 
• Prematuridade. 
• Baixo peso. 
• Choro ao manuseio. 
• Hepatomegalia e esplenomegalia. 
• Rinite serosanguinolenta. 
• bstrução nasal. 
• steocondrite. 
• Periostite ou oste te. 
• Alteraç es respiratórias/pneumonia. 
• Icter cia. 
• Anemia severa. 
• Hidropsia. 
 Pseudoparalisia dos membros. 
• Fissuras periorificiais olhos, boca, ânus . 
• Condiloma plano, p nfigo palmo-plantar e outras lesões cutâneas. 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 74 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
Sífilis Congênita Tardia: 
A sífilis congênita tardia ocorre quando os sinais e sintomas surgem a partir do 2º ano de 
vida. Os principais sintomas são: 
• bia em lâmina de sabre. 
• Fronte ol mpica. 
• Nariz em sela. 
• Dentes incisivos medianos superiores deformados dentes de Hutchinson . 
• and bula curta. 
• Arco palatino elevado. 
• Ceratite intersticial. 
• urdez lesão do 8º par craniano). 
• Dificuldade no aprendizado. 
 
Óbito Fetal (Natimorto) Por Sífilis: 
Considera-se o natimorto como caso de sífilis congênita, quando, diante da mãe portadora 
de sífilis não tratada ou inadequadamente tratada, temos um feto morto com idade igual ou 
superior a 22 semanas de gestação ou com peso maior que 500 gramas. 
 
Aborto por Sífilis: 
Considera-se o aborto como caso de sífilis congênita, quando, diante da mãe portadora de 
sífilis não tratada ou inadequadamente tratada, temos um feto morto com idade inferior a 22 
semanas de gestação ou com peso menor que 500 gramas. 
O gabarito da questão é a letra B, pois foi constatado que a infecção do feto por Treponema 
pallidumpodeocorrer em qualquerfase da gestação. 
 
35. (Prefeitura de Goiania-GO/UFG/2012) A sífilis congênita é o resultado da disseminação 
hematogênica do Treponema pallidum, da gestante infectada não tratada ou com tratamento 
inadequado para seu concepto. Qual o manejo adequado do recém-nascido (RN)? 
a) Mãe com Venereal Diseases Research Laboratory (VDRL) reagente na gestação, realizar 
VDRL da amostra de sangue periférico do RN. 
b) Utilização de amostra de sangue do cordão umbilical para diagnóstico sorológico. 
c) RN sem alteração liquórica, tratar com penicilina G cristalina 50.000UI/Kg/dose, endovenosa a 
cada 12 horas nos primeiros 7 dias de vida, durante 10 dias. 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 75 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
d) RN com sorologia negativa, tratar com penicilina G benzatina 50.000 UI/Kg, intramuscular, 
dose única. 
COMENTÁRIOS: 
O manejo adequado do recém-nascido com sífilis congênita consiste em: 
1. Realizar VDRL em amostra de sangue periférico de todos os recém-nascidos8, cujas 
mães apresentaram: 
 
2. Tratamento imediato dos casos detectados de sífilis congênita. 
3. Notificação e investigação dos casos de sífilis congênita, incluindo os natimortos. 
O manejo da sífilis congênita exige cuidados especiais, tanto de diagnóstico quanto de 
tratamento, ou seja, os recém-nascidos de mães com diagnóstico de sífilisdurante a gestação, 
tratadas ou não, ou ainda aquelasinadequadamentetratadas, deverãorealizar, 
independentemente do resultado de seu VDRL (de sangue periférico): raio X de ossos longos; 
punção lombar; hemograma e outros exames, quando clinicamente indicados. 
A terapia nesses recém-nascidos será realizada de acordo com os resultados desses testes e a 
análise clínico-epidemiológica da infecção materna, com penicilina cristalina, procaína ou 
benzatina. 
No Período Pós – Neonatal (após 28º dia de vida): 
Toda criança nascida de mãe inadequadamente tratada ou com quadro clínico sugestivo de 
sífilis congênita deve ser cuidadosamente investigada, como referimos acima, em referência 
hospitalar. Confirmando-se o diagnóstico, o tratamento será instituído. 
 
 
 
 
8
O sangue de cordão umbilical não é adequado para o diagnóstico de sífilis no recém-nato, pois podem ocorrer resultados falsos. 
 
VDRL reagente na 
gestação e não tenham 
recebido tratamento 
adequado 
ou apresentaram VDRL 
reagente no momento do 
parto. 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 76 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
Seguimento Pós – Tratamento para Sífilis Congênita: 
1. Garantir controle clínico mensal, na UBS, até o 6º mês de vida, e bimensais do 6º ao 12º 
mês. 
2. Realizar VDRL com 1, 3, 6, 12 e 18 meses, interrompendo com dois exames consecutivos 
de VDRL negativos. 
3. Realizar TPHA ou FTA-abs após os 18 meses de idade para a confirmação do caso. 
4. Caso sejam observados sinais clínicos compatíveis com a infecção treponêmica congênita, 
deve-se proceder a repetição dos exames sorológicos. 
5. Reinvestigar a criança, diante das elevações de títulos sorológicos, ou da sua não 
negativação até os 18 meses (consultar item 5.2 pp.81-82). 
6. Recomenda-se realizar acompanhamento oftalmológico e audiológico semestralmente por 
dois anos. 
7. Encaminhar a criança que apresentou alteração do LCR, a cada 6 meses, para a 
reavaliação liquórica, até a normalização do mesmo. 
8. Encaminhar as crianças tratadas de forma inadequada (na dose e/ou tempo do tratamento), 
para reavaliação clínico-laboratorial: 
• e houver alteraç es, a criança deverá ser tratada novamente. 
• e normal, seguir ambulatorialmente UB . 
 
Definição de Caso de Sífilis em Gestantes para fins de Vigilância Epidemiológica: 
Serão notificadas todas as gestantes, ou parturientes, com evidência clínica de sífilis e/ou 
com sorologia não treponêmica reagente, com qualquer titulagem, mesmo na ausência de 
resultado de teste treponêmico confirmatório, realizada no pré-natal ou no momento do parto ou 
curetagem. 
 
Quais Ações de Saúde devem ser Executadas para Gerar Impacto? 
• estar todas as gestantes para a infecção pelo Treponema pallidum (VDRL). 
• ratar adequadamente todas as gestantes infectadas pelo Treponema pallidum. 
• ratar adequadamente todos os parceiros das gestantes identificadas. 
Manejo Clínico da Criança com Sífilis Congênita no Período Neonatal: 
Nos recém-nascidos de mães com sífilis não tratada ou inadequadamente tratada, 
independentemente do resultado do VDRL do recém-nascido, realizar: hemograma, radiografia de 
ossos longos, punção lombar (na impossibilidade de realizar este exame, tratar o caso como 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 77 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
neurossífilis), e outros exames, quando clinicamente indicados. De acordo com a avaliação clínica 
e de examescomplementares: 
1. Se houver alterações clínicas e/ou sorológicas e/ou radiológicas e/ou hematológicas, o 
tratamento deverá ser feito com penicilina G cristalina na dose de 50.000 UI/Kg/dose, por via 
endovenosa, a cada 12 horas (nos primeiros 7 dias de vida) e a cada 8 horas (após 7 dias de vida), 
durante 10 dias; ou penicilina G procaína 50.000 UI/Kg, dose única diária, IM, durante 10 dias. 
2. Se houver alteração liquórica, o tratamento deverá ser feito com penicilina G cristalina, na 
dose de 50.000 UI/Kg/dose, por via endovenosa, a cada 12 horas (nos primeiros 7 dias de vida) e a 
cada 8 horas (após 7 dias de vida), durante 10 dias. 
3. Se não houver alterações clínicas, radiológicas, hematológicas e/ou liquóricas, e a 
sorologia for negativa, deve-se proceder o tratamento com penicilina G benzatina por via 
intramuscular na dose única de 50.000 UI/Kg. 
O acompanhamento é obrigatório, incluindo o seguimento com VDRL sérico após 
conclusão do tratamento. 
Isto posto, vamos analisar as assertivas da questão: 
Item A. Correto. Mãe com VenerealDiseasesResearchLaboratory (VDRL) reagente na 
gestação, realizar VDRL da amostra de sangue periférico do RN. 
Item B. Incorreto. Nãoé recomendada a utilização de amostra de sangue do cordão 
umbilical para diagnóstico sorológico. 
Item C. Incorreto. RN sem alteração liquórica, tratar com penicilina G cristalina, na dose de 
50.000 UI/Kg/dose, por via endovenosa, a cada 12 horas (nos primeiros 7 dias de vida) e a 
cada8horas(após7diasdevida), durante10dias. 
 
•penicilina G cristalina, na 
dose de 50.000 UI/Kg/dose, 
por via endovenosa, a cada 
12 horas. 
primeiros 7 dias de vida 
•penicilina G cristalina, na 
dose de 50.000 UI/Kg/dose, 
por via endovenosa, a cada 
8 horas. 
8º ao 17º dia de vida 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 78 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
Item D. Incorreto. RN sem alterações clínicas, radiológicas, hematológicas e/ou liquóricas, e 
asorologia for negativa, tratar com penicilina G benzatina 50.000 UI/Kg, intramuscular, dose 
única. 
 
A partir do exposto, o gabarito da questão é a letra A. 
 
=============== 
Chegamos ao final de mais uma aula! 
Esperamos que tenha gostado 
Profº Rômulo Passos 
Profª. Raiane Ribeiro 
Profº. Dimas Silva 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RN sem alterações 
clínicas, radiológicas, 
hematológicas e/ou 
liquóricas 
sorologia negativa 
tratar com penicilina G 
benzatina 50.000 UI/Kg, 
intramuscular, dose 
única. 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 79 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
Lista de Questões 
 
1. (CISVALI-PR/UNIUV/2014) Uma gestante foi admitida no pré-parto, apresentando 
contrações. Durante a admissão, o enfermeiro orientou a parturiente a permanecer em decúbito 
lateral esquerdo, quando em repouso do leito, pois essa posição favorece: 
a) Dequitação da placenta; 
b) Manutenção do globo de segurança; 
c) Bem-star materno/fetal; 
d) Prevenção de tromboflebite; 
e) Aumenta o padrão das contrações. 
 
2. (Prefeitura de Várzea Alegre – CE/URCA/2014) De acordo com BRASIL (2012), são sinais 
de probabilidade para diagnóstico na gravidez, EXCETO 
a) Amolecimento da cérvice uterina, com posterior aumento do seu volume. 
b) Atraso menstrual. 
c) Paredes vaginais aumentadas, com aumento de vascularização. 
d) Presença dos batimentos cardíacos fetais (BCF) 
 
3. (Prefeitura de Saltinho-SC/ICAP/2014) Segundo o Ministério da Saúde, são fatores de risco 
que permitem a realização do pré-natal pela equipe de atenção básica: 
a) Idade menor do que 15 e maior do que 35 anos. 
b) Altura menor do que 1,45m. 
c) IMC que evidencie baixo peso, sobrepeso ou obesidade. 
d) Síndromes hemorrágicas ou hipertensivas. 
e) Antecedente de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar. 
Aponte a alternativa correta: 
a) A, B, C, D 
b) A, B, C, E 
c) A, B, D, E 
d) B, C, D, E 
e) Todas as alternativas estão corretas. 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 80 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
4. (Prefeitura de Vitória da Conquista-BA/AOCP/2013) Qual dos fatores abaixo é um fator de 
risco para a gravidez atual da mulher? 
a) Idade maior que 15 e menor que 35 anos. 
b) Situação conjugal segura. 
c) > de 5 anos de ensino regular. 
d) Peso maior que 45kg e menor que 75kg. 
e) Altura menor que 1,45m. 
 
5. (Prefeitura de Fortaleza-CE/IMPARH/2014) O calendário de atendimento durante o pré-
natal deve ser programado em função dos períodos gestacionais que determinam maior risco 
materno e perinatal. O calendário deve ser iniciado precocemente (no primeiro trimestre) e deve 
ser assegurado sempre que possível: 
a) Um total de no mínimo 6 consultas, com acompanhamento intercalado de médico e enfermeiro 
na seguinte frequência: até 28ª semana – mensalmente; de 28ª até a 36ª semana – quinzenalmente; 
da 36ª até a 41ª semana – semanalmente. 
b) Um total de no mínimo 8 consultas, com acompanhamento intercalado de médico e enfermeiro 
na seguinte frequência até 28ª semana – mensalmente; de 28ª até a 36ª semana – mensalmente; da 
36ª até a 41ª semana – semanalmente. 
c) Um total de no mínimo 6 consultas, com acompanhamento de médico e de enfermeiro na 
seguinte frequência até 28ª semana – quinzenalmente; de 28ª até a 36ª semana – semanalmente; da 
36ª até a 41ª semana – duas vezes na semana. 
d) Um total de no mínimo 6 consultas, com acompanhamento intercalado de médico e enfermeiro 
na seguinte frequência até 28ª semana – mensalmente; de 28ª até a 36ª semana – quinzenalmente; 
da 36ª até a 41ª semana – duas vezes na semana. 
 
6. (Conjunto Hospitalar Sorocaba-CHS/CETRO/2014) De acordo com os cadernos de atenção 
Básica de 2012 e com a possibilidade de atuar plenamente na gestação de baixo risco, o 
enfermeiro obstetra é responsável por solicitar os seguintes exames complementares na 
primeira consulta de pré-natal, exceto: 
a) teste rápido de diagnóstico anti-HIV. 
b) toxoplasmose IgM e IgG. 
c) sorologia para hepatite B (HbsAg). 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 81 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
d) citologia esfoliativa. 
e) teste rápido de triagem para Sífilis. 
 
7. (Prefeitura de Vitória da Conquista-BA/AOCP/2013) São exames laboratoriais obrigatórios 
no pré-natal, EXCETO 
a) ABO-Rh. 
b) Hemoglobina/hematócrito. 
c) Exame de fezes. 
d) Testagem anti-HIV. 
e) Glicemia de jejum. 
 
8. (Instituto INES/AOCP/2012) Os exames pré-natais que a gestante realiza, são de extrema 
importância para prevenção e tratamento de diversas doenças. Sobre a interpretação do resultado e 
conduta do exame de toxoplasmose, preencha a lacuna e assinale a alternativa correta. 
Recomenda-se, sempre que possível, a triagem para toxoplasmose por meio da detecção de 
anticorpos da classe __________ (Elisa ou imunofluorescência). Em caso de positividade, 
significa doença ativa e o tratamento deve ser instituído. 
a) IgA 
b) IgE 
c) IgG 
d) IgO 
e) IgM 
 
9. (Prefeitura de Osasco-SP/FGV/2014) As opções a seguir apresentam exames normalmente 
solicitados na primeira consulta de pré-natal, à exceção de uma. Assinale-a. 
a) Grupo sanguíneo e fator Rh 
b) Hemograma 
c) Glicemia em jejum 
d) Teste pós dextrosol 
e) Sorologia para toxoplasmose 
 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 82 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
10. (Instituto Federal de Sergipe/DOM CINTRA/2014) A realização do teste anti-HIV, com 
aconselhamento pré e pós-teste, e com consentimento, é recomendado para todas as gestantes na 
primeira consulta pré-natal. A repetição da sorologia para HIV deve ocorrer na seguinte fase: 
a) início do 2º trimestre 
b) momento do parto 
c) final do 3° trimestre 
d) início do 3°trimestre 
 
11. (Secretaria de Saúde de Pernambuco/UPENET/2014) Em relação à assistência pré-natal, 
assinale a alternativa INCORRETA relacionada ao seguimento e à solicitação de exames nesse 
período. 
a) Há evidências científicas disponíveis para justificar o rastreamento rotineiro do vírus da hepatite 
C no pré-natal, devendo ser solicitado o exame para hepatite C em situações especiais de alto 
risco. 
b) No caso de sorologia negativa para hepatite B, é importante realizar o aconselhamento pós-
teste, encaminhar a gestante para a vacinação e, depois, repetir a sorologia no 3º semestre. 
c) No caso de gestante com fator Rh negativo, deve-se repetir o exame, o coombs indireto, a cada 
quatro semanas, a partir da 24ª semana e, quando for positivo, deve-se referir a gestante ao pré-
natal de alto risco para fazer imunoglobulina anti-D, entre outras condutas. 
d) Em relação ao VDRL, deve-se repetir o exame no 3º trimestre, no momento do parto e em caso 
de abortamento. 
e) A Cultura de Urina com Antibiograma deve ser realizada para diagnosticar a causa da infecção 
urinária. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 83 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
12. (Prefeitura de Fortaleza-CE/IMPARH/2014) A enfermeira no atendimento pré-natal quando 
não dispõe da data e do período do mês para cálculo da idade gestacional pode estimar a idade 
gestacional por alguns parâmetros da altura uterina. Marque a opção que traz os parâmetros 
CORRETOS: 
a) Na 12ª semana o útero enche a pelve de modo que é palpável na sínfise púbica, na 16ª semana o 
fundo uterino encontra-se na cicatriz umbilical, na 20ª semana o fundo do útero encontra-se acima 
da altura da cicatriz umbilical. A partir da 20ª semana existe relação direta entre as semanas da 
gestação e a medida da altura uterina. Porém, esse parâmetro torna-se menos fiel a partir da 30ª 
semana de idade gestacional. 
b) Na 12ª semana o útero enche a pelve de modo que é palpável na sínfise púbica, na 16ª semana o 
fundo uterino encontra-se entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical, na 20ª semana o fundo do 
útero encontra-se acima da altura da cicatriz umbilical. A partir da 20ª semana existe relação direta 
entre as semanas da gestação e a medida da altura uterina. Porém, esse parâmetro torna-se mais 
fiel a partir da 30ª semana de idade gestacional. 
c) Na 12ª semana o útero enche a pelve de modo que é palpável na sínfise púbica, na 16ª semana o 
fundo uterino encontra-se entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical, na 20ª semana o fundo do 
útero encontra-se na altura da cicatriz umbilical. A partir da 20ª semana existe relação direta entre 
as semanas da gestação e a medida da altura uterina. Porém, esse parâmetro torna-se menos fiel a 
partir da 30ª semana de idade gestacional. 
d) Na 12ª semana o útero enche a pelve de modo que é palpável na sínfise púbica, na 16ª semana o 
fundo uterino encontra-se acima da sínfise púbica, na 20ª semana o fundo do útero encontra-se na 
altura da cicatriz umbilical. A partir da 20ª semana existe relação direta entre as semanas da 
gestação e a medida da altura uterina. Porém, esse parâmetro torna-se mais fiel a partir da 30ª 
semana de idade gestacional. 
 
13. (Hospital Estadual de Presidente Prudente/IBFC/2014) Uma gestante é atendida na 
Unidade de Saúde da Família e refere que a data da última menstruação ocorreu em 20 de outubro 
de 2013. Segundo a regra de Naegele, a data provável do parto será em: 
a) 30 de agosto de 2014. 
b) 27 de julho de 2014. 
c) 20 de julho de 2014. 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 84 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
d) 10 de setembro de 2014. 
 
14. (EBSERH/HUOL-UFRN/IADES/2014) Durante a manobra de Leopold, é correto afirmar 
que podem ser encontradas as seguintes situações fetais 
a) cefálica e pélvica 
b) direita e esquerda 
c) central e lateral 
d) longitudinal, oblíqua e transversal 
e) oblíqua e frontal 
 
15. (Prefeitura de Palhoça-SC/FEPESE/2014) Com relação à Manobra de Leopold, assinale 
a alternativa correta. 
a) A situação fetal encontrada pode ser longitudinal, transversa ou oblíqua 
b) A apresentação fetal encontrada pode ser longitudinal ou transversa 
c) A posição fetal encontrada pode ser longitudinal, transversa ou oblíqua 
d) A situação fetal encontrada pode ser cefálica ou pélvica 
e) A posição fetal encontrada pode ser esquerda, direita ou transversa 
 
16. (Prefeitura de Mogi das Cruzes-SP/CAIPIMES/2014) A manobra de Leopold-Zweifel é 
uma forma de sistematização da palpação abdominal com o objetivo de avaliar os pontos da 
estática fetal. Sobre essa manobra, é correto afirmar: 
a) Não tem importância no diagnóstico da apresentação e posição do feto. 
b) Realizada somente no terceiro trimestre gestacional. 
c) O profissional de enfermagem não pode realizar esta manobra. 
d) É dividida em 4 manobras ou tempos 
 
17.(Prefeitura de Bom Jesus do Sul-PR/FAUEL/2014) Durante o pré-natal a gestante deve 
receber vacinas para não contrair determinadas doenças e evitar a transmissão vertical. Sobre a 
administração da vacina contra hepatite B durante a gravidez, é correto afirmar: 
a) Gestantes com esquema completo: realizar uma dose de reforço 
b) A vacinação contra Hepatite B pode ser realizada em qualquer período da gestação 
c) A vacina contra hepatite B não deve ser administrada no primeiro trimestre da gestação 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 85 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
d) Gestantes com esquema incompleto (1 ou 2 doses): deve reiniciar o esquema 
 
18. (Hospital Guilherme Álvaro-Santos-SP/CETRO/2014) A vacinação de mulheres em idade 
fértil, gestantes e não gestantes, é medida essencial para a prevenção do tétano neonatal. Uma 
paciente, com 18 semanas de gestação, chega ao serviço de saúde sem nenhuma comprovação de 
imunização antitetânica anterior. Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta a conduta 
adequada a ser adotada neste caso. 
a) Realizar vacinação com dose única de vacina dupla adulto (dT), e orientar retorno para reforço 
da vacina no primeiro mês após o parto. 
b) Aplicar a primeira dose de vacina dupla adulto (dT) e orientar a retornar para mais duas doses, 
com intervalos de 60 dias entre cada dose. 
c) Aplicar a primeira dose de vacina dupla adulto (dT) e agendar retorno para reforço em 90 dias 
d) Orientar para que a gestante retorne após completar 
e) Orientar para que a gestante inicie a vacinação contra tétano após o término da gestação, com 
esquema de duas doses em intervalos de 45 dias. 
 
19. (CNEN/IDECAN/2014) A imunoglobulina Rhogan promove a suspensão da sensibilidade 
produzida pelo organismo da mãe, desenvolvida ao entrar em contato com o sangue do feto. Sobre 
o recebimento da imunoglobulina Rhogan para evitar a eritroblastose fetal (doença hemolítica por 
incompatibilidade Rh ou doença hemolítica do recém-nascido), que acontece quando o sangue de 
um feto sofre hemólise pelos anticorpos do sangue da mãe, analise. 
I. Mãe Rh positivo e recém-nascido Rh positivo. 
II. Mãe Rh positivo e recém-nascido Rh negativo. 
III. Mãe Rh negativo e recém-nascido Rh positivo. 
IV. Mãe Rh negativo e recém-nascido Rh negativo. 
Está(ão) correta(s) apenas a(s) alternativa(s) 
a) I 
b) IV 
c) III 
d) II e III 
e) II e IV 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 86 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
20. (Prefeitura de Criciúma-SC/FEPESE/2014) O profissional enfermeiro pode acompanhar 
inteiramente o pré-natal de baixo risco na rede básica de saúde, de acordo com o inistério da 
 aúde e conforme garantido pela Lei do Exerc cio Profissional. 
 Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação ao assunto.oda mulher com história de atraso menstrual de mais de 15 dias deverá ser orientada a realizar 
o este Imunológico de Gravidez IG . 
( ) A percepção dos movimentos fetais (de 13 a 20 semanas) é um sinal de certeza de gravidez. 
 Gestantes com história anterior de recém-nascido com restrição de crescimento, pré-termo ou 
malformado, não podem ser acompanhadas na atenção básica. 
 Polidrâmnio ou oligoidrâmnio são fatores de risco que podem indicar encaminhamento ao pré-
natal de alto risco. 
 Até a 28ª semana de gestação as consultas de pré–natal devem ser realizadas mensalmente. 
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo. 
a) V – V – F – F – V 
b) V – F – V – V – F 
c) V – F – F – V – V 
d) F – V – F – V – F 
e) F – F – F – V – V 
 
21. (Prefeitura de Farias Brito-CE/URCA/2014) Dos antibióticos para o tratamento de infecção 
urinária na gravidez, todos estão corretos, EXCETO: 
a) Tetraciclina 
b) Cefalexina 
c) Nitrofurantoina 
d) Amoxilina 
 
22. (Prefeitura de Farias Brito-CE/URCA/2014) São atribuições do profissional Enfermeiro no 
pré natal, EXCETO: 
a) Solicitar exames complementares de acordo com o protocolo de prénatal 
b) Realizar testes rápidos 
c) Avaliar e tratar as gestantes que apresentam sinais de alarme 
d) Orientar as gestantes e a equipe quanto aos fatores de risco e à vulnerabilidade 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 87 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
23. (EBSERH/HUCAM-UFES/Instituto AOCP/2014) De acordo com o Ministério da Saúde, 
assinale a alternativa correta para o manejo da eclâmpsia. 
a) Para terapia anticonvulsivante, a droga de primeira escolha é o Sulfato de Magnésio 
b) Para terapia anticonvulsivante, a droga de primeira escolha é a Fenitoína 
c) Para terapia anticonvulsivante, a droga de primeira escolha é o Diazepan 
d) Para terapia anti-hipertensiva, a droga de primeira escolha é o Enalapril 
e) Para terapia anti-hipertensiva, a droga de primeira escolha é o Captopril 
 
24. (Prefeitura de Pedras Grandes-SC/FAEPESUL/2014) Uma gestante com 33 semanas de 
gestação apresenta o seguinte quadro clinico:hipertensão, edema e proteinúria, sendo então 
submetida à internação clínica. Durante a internação apresentou ainda crise convulsiva. Diante 
desses achados, pode se dizer que esta gestante esta apresentando: 
a) Dislipidemia e hiperinsulinemia; 
b) Pré-eclampsia; 
c) Hipertensão arterial maligna; 
d) Eclampsia; 
e) Nenhuma das alternativas. 
 
25. (Prefeitura de Florianópolis-SC/FEPESE/2014) Identifique abaixo as afirmativas 
verdadeiras e as falsas F em relação s alteraç es hipertensivas da gestação que estão 
associadas a complicaç es fetais e maternas graves. 
 A pré-eclâmpsia caracteriza-se pelo aparecimento de Hipertensão Arterial ist mica HA e 
proteinúria 300 mg/24 h após a 20a semana de gestação em mulheres 
previamente normotensas. 
 A eclâmpsia corresponde pré-eclâmpsia complicada por convuls es que não podem ser 
atribu das a outras causas. 
 Nas HA cr nica, a hipertensão ocorre antes da gestação, no per odo que precede 20ª semana 
de gravidez ou além de 12 semanas após o parto. 
 A Hipertensão gestacional é caracterizada por HAS detectada antes da 20ª semana, sem 
proteinúria, que normaliza após o parto. Assinale a alternativa que indica a sequ ncia correta, de 
cima para baixo. 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 88 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
a) V - V - F - V. 
b) V - V - V - F. 
c) V - V - F - F. 
d) F - V - V - F. 
e) F - V - F - V. 
 
26. (Prefeitura de Nhandeara – RJ/CONRIO/2014) Na gestação a Hipertensão deve ser 
acompanhada, e pode se classificar em: (pré-eclâmpsia, Eclâmpsia, pré-eclâmpsia superposta á 
HAS crônica, Hipertensão arterial sistêmica crônica, Hipertensão gestacional). Assinale a 
alternativa que esteja relacionada á Hipertensão arterial sistêmica crônica. 
a) É definida por hipertensão registrada antes da gestação, no período que precede a 20ª semana de 
gravidez ou além de doze semanas após o parto. 
b) Caracterizada por HAS detectada após a 20ª semana, sem proteinúria. 
c) Definida pela elevação aguda da Pressão Arterial. 
d) Nenhuma das alternativas citadas á cima. 
 
27. (Prefeitura da Paraopeba-MG/IDECAN/2013/JM)O abortamento é a interrupção da 
gravidez ocorrida antes da 22ª semana de gestação. Considerando as várias formas de classificação 
do abortamento, relacione corretamente as colunas a seguir. 
1. Abortamento retido. 
2. Abortamento habitual. 
3. Abortamento espontâneo. 
4. Abortamento incompleto. 
5. Ameaça de abortamento. 
( ) Quando apenas parte do conteúdo uterino foi eliminado. 
( ) Perdas espontâneas e sucessivas de três ou mais gestações. 
( ) Quando ocorre a morte do embrião ou feto e o mesmo permanece nacavidadeuterina, sem ser 
eliminado. 
( ) É a ocorrência de sangramento uterino com a cérvix fechada semeliminação de tecidos 
ovulares. 
( ) É a perda involuntária da gestação. 
A sequência está correta em 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 89 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
a) 2, 3, 4, 1, 5 b) 4, 2, 1, 5, 3 c) 3, 1, 5, 2, 4 d) 1, 5, 3, 4, 2 e) 5, 4, 2, 3, 1 
 
28. (Prefeitura de Reriutaba-CE/CONSULPLAN/2014) Gestante, 40 anos de idade, vinha com 
pré-natal sem alteração. Chega à unidade de saúde com queixa de dor abdominal e discreto 
sangramento, apresentando 33 semanas de idade gestacional. Marque a opção ERRADA. 
a) Está recomendado o uso de tocolítico oral e orientar repouso em domicílio. 
b) Está recomendado avaliar o volume do sangramento para realizar o diagnóstico diferencial. 
c) Está recomendado o exame especular para avaliar a origem do sangramento. 
d) Está recomendado avaliar o tônus uterino para realizar o diagnóstico diferencial. 
 
29. (Prefeitura de Duque de Caxias-RJ/IDECAN/2014) O sangramento vaginal no primeiro 
trimestre da gravidez é relativamente comum, ocorrendo em, aproximadamente, 25% das 
gestantes. Em muitas pacientes, o sangramento é autolimitado e deve-se, provavelmente, à 
implantação ovular no endométrio decidualizado. Se o sangramento não for autolimitado e for 
acompanhado de dores fortes, quais as causas que podem provocar a hemorragia no primeiro 
trimestre de gravidez? 
a) Placenta prévia e meningite. 
b) Abortamento e placenta prévia. 
c) Diabetes gestacional e infecção 
d) Abortamento e gravidez ectópica. 
e) Gravidez ectópica e placenta prévia 
 
30. (Prefeitura de Sumé-PB/UFCG-COMPROV/2014) Assinale a questão INCORRETA em 
relação o Diabetes Gestacional: 
a) A idade de 35 anos ou mais, baixa estatura, síndrome de ovários policísticos e sobrepeso são 
fatores de risco para o Diabetes. 
b) Para a maioria das mulheres, o Diabetes gestacional responde bem somente à dieta e aos 
exercícios físicos. 
c) Adoçantes artificiais de qualquer natureza estão contra-indicados no Diabetes gestacional. 
d) Reavaliar a tolerância à glicose é essencial a partir de seis semanas após o parto. 
e) A hiperglicemia pode aumentar a incidência de pré-eclâmpsia na gravidez atual. 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 90 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
31. (Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região/FCC/2012) Na profilaxia da infecção vertical 
em mulher na 14ª semana de gestação, infectada pelo vírus HIV, utiliza-se a terapia 
a) antirretroviral à gestante no parto normal até o desligamento do cordão umbilical e ao recém-
nascido durante a amamentação até o primeiro mês de vida. 
b) antirretroviral à gestante antes e durante o parto, ao bebê nas primeiras 6 semanas de vida e 
enfaixamento das mamas após o parto impedindo a amamentação. 
c) com antibiótico à gestante antes do parto, evitando-se a transmissãopor via placentária. 
d) antifúngica à gestante por 5 semanas antes do parto e terapia antirretroviral ao recém-nascido na 
primeira semana de vida. 
e) antirretroviral à gestante por via endovenosa durante 1 mês antes do parto e na fase puerperal 
durante 2 meses. 
 
32. (Prefeitura de Caruaru-PE/IPAD/2012) Uma gestante, na décima primeira semana 
gestacional, procura uma Unidade de Saúde para a primeira consulta de pré-natal. Durante a 
anamnese, nega ser usuária de drogas e afirma que o pai da criança que ela espera foi seu primeiro 
e único parceiro sexual. Em relação à solicitação do teste anti- HIV, entre os exames de rotina do 
pré-natal, é correto afirmar que: 
a) não deve ser realizado, pois a gestante é de baixo risco para o HIV. 
b) deve ser realizado e a gestante só será informada em caso de resultado positivo. 
c) deve ser oferecido mediante aconselhamento pré e pós-teste. 
d) o teste anti-HIV só deve ser realizado se o parceiro da gestante for positivo. 
e) neste caso, só o parceiro deve realizar o teste. 
 
33. (Prefeitura de São Caetano do SUL-SP/2012) Considerando a sífilis congênita, que é o 
resultado da disseminação hematogênica do Treponema pallidum, da gestante infectada não-
tratada ou inadequadamente tratada para o seu concepto, por via transplacentária, leia as 
afirmativas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que contém a resposta correta. 
I - A transmissão vertical do Treponema pallidum pode ocorrer em qualquer fase gestacional ou 
estágio clínico da doença materna. 
II - Os principais fatores que determinam a probabilidade de transmissão vertical do Treponema 
pallidum são o estágio da sífilis na mãe e a duração da exposição do feto no útero. 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 91 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
III - Não é possível ocorrer a transmissão direta do Treponema pallidum por meio do contato da 
criança pelo canal de parto ou durante o aleitamento, mesmo na presença de lesões nesses locais, 
pois se sabe que a sífilis congênita apenas ocorre através da transmissão vertical. 
IV - Ocorre aborto espontâneo, natimorto ou morte perinatal em aproximadamente 40% das 
crianças infectadas a partir de mães não-tratadas. 
a) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas. 
b) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas. 
c) Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas. 
d) Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas. 
 
34. (Prefeitura de Goiania-GO/UFG/2012) No recém-nascido não-reagente, mas com suspeita 
epidemiológica, repetem-se os testes sorológicos após o terceiro mês pela possibilidade de 
positivação tardia, resultado da disseminação hematogênica do Treponema pallidum, de gestante 
infectada não tratada ou inadequadamente tratada para o seu concepto. A transmissão vertical 
ocorre 
a) por contato do feto no canal de parto, sem lesões genitais maternas e por aleitamento. 
b) em qualquer fase gestacional ou estágio clínico da doença materna. 
c) contaminação de 30% de mulheres não tratadas nas fases primária, secundária e tardia da 
doença. 
d) no caso de gestante VDRL reagente não finalizar o tratamento com penicilina até 30 dias após o 
parto. 
 
35. (Prefeitura de Goiania-GO/UFG/2012) A sífilis congênita é o resultado da disseminação 
hematogênica do Treponema pallidum, da gestante infectada não tratada ou com tratamento 
inadequado para seu concepto. Qual o manejo adequado do recém-nascido (RN)? 
a) Mãe com VenerealDiseasesResearchLaboratory (VDRL) reagente na gestação, realizar VDRL 
da amostra de sangue periférico do RN. 
b) Utilização de amostra de sangue do cordão umbilical para diagnóstico sorológico. 
c) RN sem alteração liquórica, tratar com penicilina G cristalina 50.000UI/Kg/dose, endovenosa a 
cada 12 horas nos primeiros 7 dias de vida, durante 10 dias. 
d) RN com sorologia negativa, tratar com penicilina G benzatina 50.000 UI/Kg, intramuscular, 
dose única. 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 92 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
Gabarito: 
1 – C 
2 – NULA 
3 – A 
4 – E 
5 – A 
6 – D 
7 – C 
8 – E 
9 – D 
10 – D 
11 – A 
12 – C 
13 – B 
14 – D 
15 – A 
16 – D 
17 – C 
18 – B 
19 – C 
20 – C 
21 – A 
22 – C 
23 – A 
24 – D 
25 – B 
26 – A 
27 –B 
28 –A 
29 – D 
30 – C 
31 – B 
32 – C 
33 – B 
34 – B 
35 – A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 93 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
REFERÊNCIAS 
Manuais do Ministério da Saúde: 
Caderno de Atenção Básica nº 13, 2ª Ed. Câncer do Colo de Útero. Câncer de Mama. Políticas 
Públicas em Saúde (http://dab.saude.gov.br/portaldab/biblioteca.php?conteudo=publicacoes/cab13). 
 
Atenção ao Pré-Natal de Baixo Risco 
(http://189.28.128.100/dab/docs/publicacoes/geral/caderno_atencao_pre_natal_baixo_risco.pdf) 
 
Manual de Atenção à Mulher no Climatério/Menopausa 
(http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_atencao_mulher_climaterio.pdf). 
 
Manual Técnico de Gestação de Alto Risco – 2012 
(http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_tecnico_gestacao_alto_risco.pdf). 
 
Aspectos Jurídicos do Atendimento às Vítimas de Violência Sexual: perguntas e respostas para 
profissionais de saúde (2011). 
 
Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual contra Mulheres e 
Adolescentes – 2011 
(http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/prevencao_agravo_violencia_sexual_mulheres_3ed.pd
f). 
 
Assistência em Planejamento Familiar: manual técnico - 2002 - 1ª parte 
(http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/0102assistencia1.pdf). 
 
Assistência em Planejamento Familiar: manual técnico - 2002 - 2ª parte 
(http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/0102assistencia2.pdf). 
 
Parto, Aborto e Puerpério: assistência humanizada à mulher - 2001 
(http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cd04_13.pdf). 
 
 - 
 
 
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 94 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Livros: 
Rezende, J.F; Montenegro, C.A.B. Obstetricia Fundamental. 12. Ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2012. 
 
Fernandes, R.A.Q; Narchi, N.Z (orgs). Enfermagem em Saúde da Mulher. 2. Ed. São Paulo: 
Manoele, 2012. 
 
Barros, S.M.O (org). Enfermagem no ciclo gravídico-pueperal. São Paulo: Manoele, 2006. 
 
Sites: 
http://www.inca.gov.br/ 
http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/ 
 
 
 
 
 
 -

Mais conteúdos dessa disciplina