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Ultra – Som Terapêutico
André Setti Persiane
Esp. Musculoesquelética - FCMSCSP e Esportiva - SONAFE
Mestre em Pesquisa em Cirurgia - FCMSCSP
Docente do curso de Fisioterapia - UNIP
Fisioterapeuta da Club Fisio
Universidade Paulista – UNIP
Graduação em Fisioterapia
Disciplina de Termo e Fototerapia
Ondas Sonoras
São compressões e rarefações mecânicas na direção do trajeto da 
onda, chamadas também de ondas longitudinais.
Ondas Sonoras
Refere-se a vibrações mecânicas que são essencialmente as mesmas das 
ondas sonoras, porém com uma frequência mais alta.
Situam-se fora da audição humana e portanto chamadas de ultra-sonoras.
20 Hz
3MHz
Ultra-Som
100 Hz 300 Hz 4000 Hz 20.000 Hz1000 Hz
Refere-se a vibrações mecânicas que são essencialmente as mesmas das 
ondas sonoras, porém com uma frequência mais alta.
Situam-se fora da audição humana e portanto chamadas de ultra-sonoras.
Ultra-Som
700.000 Hz 
(0,7 MHz) 3.000.000 Hz
(3MHz)
(Low, Reed, 2001)
à
Carga elétrica
Cristais piezoelétrico
alternam de 
formato
Produção de onda 
sonora.
Placa de metal aplicada sobre o 
cristal. 
Energia de vibração transmitida 
do cristal para placa.
(Low, Reed, 2001)
Produção de Onda Sonora
(Low, Reed, 2001)
Produção de Onda Sonora
Onda sonora
Viaja através do tecido
Absorvida pelos tecidos
Tipo tecido Frequência Intensidade
É a propriedade que alguns cristais, têm de apresentar cargas elétricas 
em determinadas superfícies produzidas por trações ou compressões 
mecânicas perpendiculares ao eixo de simetria. 
(GUTMANN, 1989)
PRODUÇÃO DAS ONDAS ULTRA-SÔNICAS
Efeito piezoelétrico reverso (indireto/invertido)
(Low, Reed, 2001)
Propriedades Piezoelétricas
Produzido por um efeito piezo elétrico
Corrente elétrica estimula cristal que se deforma e 
produz onda mecânica.
Efeito piezo elétrico reverso: 
onda elétrica vira onda mecânica
(Low, Reed, 2001)
Produção de US Terapêutico
KLD Biosistemas (2005)
Durante a passagem das ondas de som por qualquer material sua energia 
Dissipação Atenuação
Dispersão Absorção
Perda de energia do feixe de US nos tecidos
(Low, Reed, 2001)
Mecanismo de Interação
Dispersão Absorção
• Causado por reflexões e refrações que
ocorrem nas interfaces entres os tecidos.
• Ocorre quando há grande diferença na
impedância acústica.
• Entre tecidos moles e o osso.
(Low, Reed, 2001)
US diagnóstico
• Transmissão da energia ao longo da superfície do
periósteo em ângulo reto com o feixe de US.
Reflexão ampla e 
energia absorvida imediatamente no osso
Calor é dissipado
Aumento temperatura junção osso-músculo
Aquecimento do periósteo
Ondas de cisalhamento
Dor por doses excessivas de US
(Low, Reed, 2001)
Dispersão Absorção
• Responsável por 60-80% da energia
perdida do feixe.
• Energia dispersa pode ser absorvida em
outro tecido.
(Low, Reed, 2001)
Absorção
(Low, Reed, 2001)
Efeitos Fisiológicos do 
Ultra – Som
Proporcional à intensidade do US.
Energia Sonora Energia Térmica
Calor não dissipado pelos 
meios fisiológicos
Aumento da temperatura local
Efeitos Térmicos
Dissipação de calor for igual 
geração de calor
Não ocorre aumenta da temp.
Efeitos Atérmicos 
( i ou pulsado)
(Low, Reed, 2001)
40-45°: ef. Terapêutico
Mantido por mín. 5 min.
> 45° = destruição/lesão
Estruturas de tecido conjuntivo
(cápsulas art., lig., tendões e tec. cicatricial)
• Aumento da extensibilidade tecidual
• Diminuição da rigidez articular.
• Redução da dor.
• Redução do espasmo muscular.
• Aumento da velocidade de condução nervosa.
• Processos de cicatrização
Aquecimento do colágeno
• Aumento do metabolismo celular
• Aumento da proliferação celular
(Low, Reed, 2001)
Efeitos Térmicos
Cavitação
Formação de pequenas 
bolhas gasosas nos tecidos 
devido vibração do US.
Estável
Transitória
Oscilam de um lado para o outro 
dentro da onda de pressão do US, mas 
mantém intacta.
Volume da bolha se altera 
rapidamente e colapsa (implode), 
causando alta pressão e mudanças de 
temperatura, levando a danos 
teciduais
(Low, Reed, 2001)
Efeitos Não-Térmicos
Correntes acústicas
Movimentos localizado e unidirecional de líquido em 
torno da bola que está vibrando
Fluxo circulatório constante 
devido ao torque de 
radiação
Efeito cavitação
Ocorrem em torno das céls, fibras dos tecidos e 
interfaces
• Aumentar permeabilidade da membrana.
• Aumento de secreção pelos mastócitos.
• Aumento da captação de cálcio.
• Maior produção do fator de crescimento pelos
macrófagos
(Low, Reed, 2001)
Efeitos Não-Térmicos
Ativação dos fibroblastos 
e macrófagos
Aumento da taxa de proliferação 
do colágeno
Colágeno mais resistente (força 
tênsil) e organizado 
Aumento da taxa de reparo 
tecidual
Aumento da presença de fatores 
de crescimento tecidual
Aumento da restauração vascular
(Low, Reed, 2001)
Efeitos Não-Térmicos
Ondas estacionárias
Sobreposição de ondas 
refletidas sobre ondas 
incidentes.
• Estagnação de células nos vasos sanguíneos.
• Lesão do endotélio dos vasos sanguíneos
formando trombos.
• Aquecimento local acentuado.
Movimento adequado do transdutor existe 
pouca possibilidade de formação de ondas 
estacionárias.
(Low, Reed, 2001)
Efeitos Não-Térmicos
• Aumento permeabilidade das membranas
• Aumento transporte de íons Ca++
• Degranulação de mastócitos (fagocitose)
• Liberação histaminas
• Diminui atividade elétrica dos tecidos
• Aumenta atividade enzimática nas células
• Aumenta síntese de colágeno e proteínas
(Low, Reed, 2001)
Efeitos Biológicos
• Cicatrização de úlceras crônicas.
• Cicatrização de lesões de tecidos moles.
• Alívio da dor neurogênica e crônica.
• Melhora do tecido cicatricial.
(Low, Reed, 2001)
Principais Usos Terapêuticos
• Tecido maligno e pré – canceroso.
• Útero na gestação.
• Gônadas.
• Infecções agudas.
• Tecido com risco de hemorragia.
• Tecido gravemente isquêmico.
• Trombose venosa recente.
• Tecido nervoso exposto.
• Olhos. (Low, Reed, 2001)
Contra - Indicações
• Forma da onda;
• Contínuo x Pulsado
• Frequência;
• 1 MHz x 3 MHz
• Intensidade;
• Dose aplicada
• Duração da sessão;
• Tempo de aplicação
(Low, Reed, 2001)
Parâmetros do Ultra - Som
• Contínuo
• Aquecimento nos tecidos se a intensidade for alta o suficiente.
• Utilizado para distúrbios musculoesqueléticos: espasmo musculares, rigidez 
articular ou dor.
• Pulsado
• Na mesma intensidade terá uma média temporal de intensidade muito mais 
baixa, e assim um aquecimento insignificante.
• Utilizado para reparo de tecidos moles.
(Low, Reed, 2001)
Forma de Onda – Contínuo ou Pulsado
• Atenuação aumenta conforme o aumento da frequência.
• Maior a frequência, menor será a perda.
• Frequências mais baixas penetram mais.
• 3 MHz: absorvida nos tecidos superficiais.
• Lesões de até 2 cm a partir da pele.
• 1 MHz: penetrará profundamente através dos tecidos*.
(Low, Reed, 2001)
Frequência
• Atenuação aumenta conforme o aumento da frequência.
• Maior a frequência, menor será a perda.
• Frequências mais baixas penetram mais.
• 3 MHz: absorvida nos tecidos superficiais.
• Lesões de até 2 cm a partir da pele.
• 1 MHz: penetrará profundamente através dos tecidos*.
(Low, Reed, 2001)
Frequência
Razão de Pulso / Ciclo de Trabalho
• Determina a concentração de energia numa base de tempo.
• Ton x Toff.
(Tim Watson, 2017 – electrotherapy.org)
Agudo CrônicoSubagudo
Pulso 1:4 
(20%)
Pulso 1:3 
(25%)
Pulso 1:2 
(33%)
Pulso 1:1 
(50%)
Contínuo
(100%)
• Seleção da razão de pulso/ciclo de trabalho depende do ESTADO do tecido.
• Mais agudo o estado do tecido, mais sensível à energia.
• Mais crônico o estado do tecido, responde melhor a um fornecimento de energia mais 
concentrado.
(Tim Watson, 2017 – electrotherapy.org)
Razão de Pulso / Ciclo de Trabalho x Tempo de Lesão
Modo US 
(1MHz / 3 MHZ)
Contínuo
Pulsado
Calor
F pulso
Pacote
16 Hz (síntese protéica / 
regeneração)
48 Hz
100 Hz (AIF e analgésico)
Pulso 1:4 (20%)
Pulso 1:3 (25%)
Pulso1:2 (33%)
Pulso 1:1 (50%)
(Low, Reed, 2001)
Características do Ultra - Som
• Intensidade irá variar com o estado do tecido.
Agudo CrônicoSubagudo
0,2 Wcm² 0,4 W/cm² 0,5 W/cm² 0,7 W/cm² 1,0 w/cm²
(Tim Watson, 2017 – electrotherapy.org)
Intensidade
(Siemens – Alemanha; Low, Reed, 2001)
Dosagem Ultra - Som
Nervo 1,0 a 1,2 W/cm²
Músculo 0,8 a 1,2 W/cm²
Cápsula 0,6 a 0,8 W/cm²
Tendão 0,5 a 0,7 W/cm²
Ligamento 0,4 a 0,6 W/cm²
Bursa 0,3 a 0,5 W/cm²
Intensidade
Profundidade de Meio Valor – D1/2
• Momento em que perde-se 50% de energia.
• Irá variar conforme a espessura de vários tecidos (pele, gordura, músculo).
(Tim Watson, 2017 – electrotherapy.org)
Áreas maiores usaremos OC, CIV, etc
Início após 24 - 36h do trauma (poderá danificar os vasos sanguíneos em recuperação)
Quadro agudo: sessões diárias / Quadro crônico: 2 a 3 x semana
Área da lesão / E.R.A. do cabeçote
Tempo de Aplicação
2 cm largura
4 cm comprimento
4x2 = 8 cm²
ERA: 4 cm²
8/4 = 2 minutos
• Tamanho da lesão/área de aplicação.
• 1 minuto de energia do US ( frequência e intensidade correte) para cada cabeçote da área 
a ser tratada.
• Quanto mais pulsada a saída de energia, mais tempo levará para entregar 1 minuto de 
energia de ultra-som.
• 1 x (numero de vezes que o cabeçote se encaixa sobre a lesão) x (razão de pulso) = tempo
(Tim Watson, 2017 – electrotherapy.org)
Tempo de Aplicação
• Tratamento de US para lesão aguda do lig. Talofibular anterior.
• Lesão superficial: 3 MHz.
• Aguda: 0,2 Wcm².
• D1/2: sem necessidade.
• Razão de pulso: 1:4
• 1 cabeçote para o tamanho da lesão
1 x 1 x 5 = 
5 minutos.
3 MHz; 0,2 W/cm²; 
Pulsado 1:4; 
5 minutos.
(Tim Watson, 2017 – electrotherapy.org)
Exemplo 1
• Tratamento de US para lesão subaguda LCL do cotovelo e art. radioulnar proximal.
• Lesão superficial: 3 MHz.
• Sub-aguda: 0,4 W/cm².
• D1/2: sem necessidade.
• Razão de pulso: 1:2
• 2 cabeçotes para o tamanho da lesão
1 x 2 x 3 = 
6 minutos.
3 MHz; 0,4 W/cm²; 
Pulsado 1:2; 
6 minutos.
(Tim Watson, 2017 – electrotherapy.org)
Exemplo 2
• Tratamento de US para lesão crônica da capsula anterior do ombro (art. GU)
• Lesão profunda: 1 MHz.
• Crônica: 0,5 W/cm².
• D1/2: 0,75 W/cm²
• Razão de pulso: 1:1
• 3 cabeçotes para o tamanho da lesão
1 x 3 x 2 = 
6 minutos.
1 MHz; 0,75 W/cm²; 
Pulsado 1:1; 
6 minutos.
(Tim Watson, 2017 – electrotherapy.org)
Exemplo 3
• Tratamento de US para lesão crônica junção musculotendínea do gastrocnêmio.
• Lesão profunda: 1 MHz.
• Crônica: 0,6 W/cm².
• D1/2: 1,05 (3 cm da pele)
• Razão de pulso: contínuo
• 3 cabeçotes para o tamanho da lesão
1 x 3 x 1 = 
3 minutos.
1 MHz; 1,05 W/cm²; 
Contínuo; 
3 minutos.
(Tim Watson, 2017 – electrotherapy.org)
Exemplo 4
Frequência
1MHz / 3 MHZ
Contínuo
100%
Pulsado
F pulso
16 Hz (síntese protéica / 
regeneração)
48 Hz
100 Hz (AIF e analgésico)
Pacote
Pulso 1:4 (20%)
Pulso 1:3 (25%)
Pulso 1:2 (33%)
Pulso 1:1 (50%)
(Low, Reed, 2001)
Parâmetros do Ultra - Som
Intensidade/Dose
W/cm²
Tempo de 
aplicação
Tempo de 
aplicação
Parâmetros do Ultra - Som
Profundidade da 
lesão
Superficial 
<2 cm
Profunda 
2-6 cm
3 MHz
1 MHz
Ciclo de trabalho
Agudo
Sub-Agudo
Crônico
Pulso 1:4/3 
(20-25%)
Pulso 1:2/1 
(33-50%)
Pulso 1:1/Contínuo 
(33-50%)
Intensidade
Agudo
Sub-Agudo
Crônico
0,1 – 0,3 W/cm²
0,2 – 0,5 W/cm²
0,3 – 1,0 W/cm²
Tempo de 
aplicação
1
Quantidade de 
ERA na lesão
Razão de pulso
Técnicas de Aplicação
Contato direto → Gel
•Viscosidade adequada
•Estéril
•Condução 
•Baixo custo
Técnicas de Aplicação
Imersão na água
• Excelente meio de acoplamento
• Superfícies ósseas irregulares/pequenas
• Uso de água desgaseificada ou destilada
• Bacias de plástico ou borracha
• Manter distância de 3 cm da zona alvo
• Movimentar o cabeçote
Técnicas de Aplicação
Balão de água
•Uso de balões de festa
•Uso de água desgaseificada
•Utilizar duas camadas de gel
Técnicas de Aplicação
Fonoforese/Sonoforese
•Uso do US associado à 
medicamento (AIF)
•Aumenta penetração em relação 
à quantidade e profundidade de 
algumas drogas através da pele.
Técnicas de Aplicação
1. Questione-se
2. Trate a área de tamanho correto
3. Duração apropriada do tratamento
4. Frequência correta
5. Não trate todos os tecidos da mesma maneira
6. Velocidade apropriada ao mover o transdutor
Passos para o Sucesso