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M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S MODELAGEM DE SISTEMAS DINÂMICOS MODELAGEM, CARACTERIZAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DE PROCESSOS INDUSTRIAIS DINÂMICOS GENÉRICOS PARA OBJETIVOS DE CONTROLE AUTOMÁTICO M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Os modelos podem ser: • • Físicos: protótipos e plantas-piloto. • • Matemáticos: representação abstrata da realidade por equações. • O que é um modelo matemático? • "É uma representação dos aspectos essenciais de um sistema, que apresenta conhecimento desse sistema • em uma forma utilizável." (Eykhoff, 1974) • "É um sistema de equações, cuja solução, dado um conjunto de dados de entrada, é representativa da • resposta do processo." (Denn, 1986) • "Um modelo nada mais é do que uma abstração matemática ele um processo real." (Seborg et al, 2004) 1 - INTRODUÇÃO 1.1 Modelos M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • A equação ou conjunto de equações que compõe o modelo é uma aproximação do processo real. Dessa forma, o modelo não pode incorporar todas as características, tanto macroscópicas como microscópicas, do processo real. Deve-se normalmente buscar um compromisso entre o custo de se ter o modelo, isto é, o tempo e o esforço requeridos para obtê-la e verificá-lo, e o nível de detalhes no mesmo, bem como os benefícios esperados de sua aplicação. O propósito do modelo determina, em última análise, sua precisão. • Um processo pode ser físico, químico, biológico, social, econômico etc. A ênfase do nosso estudo recai sobre processos físicos e químicos do tipo industrial. INTRODUÇÃO M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S 1.2 Classificação de Modelos Matemáticos M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • 1.2.1 Causal x Não-Causal • Um sistema causal depende somente de condições presentes ou passadas, e não dependem de estados futuros. Sistemas físicos são todos sistemas causais. • 1.2.2 Estático x Dinâmico • Estático: processo cujo valor das variáveis permanece constante no tempo (se as entradas permanecem as mesmas, as saídas ficam inalteradas). Este tipo de modelo não possui "memória", daí o efeito de uma variável de entrada ser apenas instantâneo. O modelo é um sistema de equações algébricas. Não depende de estados passados. • Dinâmico: as variáveis variam no tempo, que é a variável independente. A solução completa consiste dos regimes permanente e transitório. O efeito de um sinal de entrada irá influenciar o comportamento do sistema nos instantes subsequentes. O modelo é um sistema de equações diferenciais ou de diferenças. Depende de estados passados e presentes. • 1.2.3 Determinísticos x Estocásticos • Em um modelo determinístico a saída pode ser calculada de forma exata tão logo se conheça o sinal de entrada e as condições iniciais. Em contraste, um modelo estocástico contém termos aleatórios que tornam impossível um cálculo exato da saída. Os termos aleatórios do modelo podem ser encarados como uma descrição das perturbações. Normalmente, o modelo determinístico engloba apenas o processo, enquanto o estocástico, perturbações e ruídos. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • 1.2.4 Parâmetros Concentrados x Parâmetros Distribuídos • Nos modelos a parâmetros concentrados as variações espaciais são desprezadas: propriedades (estados) do sistema são considerados homogêneos em todo o volume de controle. Eles são descritos por um número finito de equações diferenciais ou de diferenças ordinárias. • Nos modelos a parâmetros distribuídos variações espaciais são consideradas no comportamento das variáveis. Eles são descritos por um número infinito de equações ordinárias ou por equações diferenciais parciais. • Todo sistema real é distribuído. Se as variações espaciais são pequenas, pode-se aproximar o comportamento do sistema por um modelo a parâmetros concentrados. Para incluir características temporais e espaciais, deve-se usar equações diferenciais parciais ou uma série de estágios com modelos a parâmetros concentrados. • No caso de modelos a parâmetros concentrados, assume-se que as variáveis de interesse sofram alterações como função de apenas uma variável independente (tempo, posição etc) dentro do volume de controle. Assim, caso se queira, por exemplo, modelar a temperatura dentro de uma sala, pode-se supor que essa variável seja homogênea em toda a sala e que apenas varie com o tempo. Neste caso se tem um modelo a parâmetros concentrados e a variação de temperatura pode ser representada como dT dt . Por outro lado, caso se deseje considerar que a temperatura na sala não seja homogênea e que pode haver, por exemplo, uma variação da temperatura em função do tempo e da cota ‘z’ da sala, tem-se agora um modelo a parâmetros distribuídos e, neste caso, pode-se representar as variações de temperatura como dT/(dzdt) . Esta mesma situação distribuída poderia ser também obtida caso se considerasse que a sala fosse dividida em um número infinito de camadas horizontais e que em cada uma delas a temperatura fosse homogênea. Neste caso, o modelo do sistema corresponderia a um sistema com um número infinito de equações diferenciais ordinárias. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • 1.2.5 Linear x Não-Linear • Um modelo é linear se a(s) saída(s) depende(m) linearmente da(s) entrada(s) e possíveis perturbações, caso contrário ele é não-linear. Equações (e portanto modelos) são lineares se variáveis dependentes ou suas derivadas aparecem apenas no 1º. grau. • Considere um sistema cujas variáveis tenham condições iniciais nulas. Se sua resposta a uma entrada u1(t) é y1(t) e sua resposta a u2(t) é y2(t), ele será linear se sua resposta a.u1(t) + b.u2(t) é igual a a.y1(t) + b.y2(t) onde a e b são constantes quaisquer. Uma forma simples de se verificar a linearidade de uma função é aplicar o seguinte teste: f (x1 + x2) = f (x1) + f (x2) e f (K.x) = K. f (x) • A linearidade implica no Princípio da Superposição, o que significa que se pode calcular a saída de um sistema excitado por qualquer tipo de entrada dividindo- se a entrada em componentes simples e adicionando-se as respostas de cada componente. Dinâmicas não-lineares fazem com que a resposta a qualquer variável de entrada seja afetada pelo comportamento das outras entradas, de forma que é necessário identificar as relações entre todas as entradas e saídas simultaneamente. As relações entrada/saída podem ser identificadas uma por vez em um sistema linear, considerando-se somente uma das variáveis de entrada como fonte de variações na saída. (Norton,1986). M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • 1.2.6 Invariantes no tempo x Variantes no tempo • Nos modelos invariantes no tempo. seus parâmetros não variam ao longo do tempo, o oposto ocorrendo no caso de modelos variantes no tempo. Modelos invariantes no tempo são os mais comuns. Um exemplo de um processo industrial variante no tempo é o caso de um trocador de calor do tipo casco-tubo em que ocorre incrustação de material nas paredes dos tubos. Neste caso, o coeficiente de transferência térmica entre o casco e os tubos sofre uma variação ao longo do tempo, alterando as características funcionais do trocador de calor. • Um foguete é outro exemplo de um sistema variante no tempo, pois sua massa vai diminuindo a medida que seu combustível é consumido ao longo do tempo.Outros exemplos de propriedade invariante no tempo: a resistência elétrica de um motor, a área de um tanque, o atrito de uma mesa posicionadora. • NOTE A DIFERENÇA: a corrente na resistência, a altura de líquido do tanque, a posição da mesa podem variar pois não correspondem a parâmetros, e sim são sinais abstratos ou variáveis a serem medidas no sistema. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • 1.2.7 Tempo Contínuo x Tempo Discreto • Modelos em tempo discreto descrevem a relação entre entradas e saídas em pontos de tempo discreto. • Assume-se que esses pontos sejam equidistantes e o tempo entre dois pontos consecutivos seja usado como unidade de tempo, de forma que o tempo t assuma valores inteiros ( t=>Z+, 1, 2, 3...). Normalmente os modelos em tempo discreto são descritos por equações de diferença, ao passo que os modelos em tempo contínuo são descritos por equações diferenciais. • Nesta disciplina, analisaremos sistemas causais, dinâmicos, determinísticos, com parâmetros concentrados, lineares, invariantes no tempo e contínuos. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Para trabalhar com sistemas lineares invariantes no tempo, necessitamos representá-los de alguma forma. • Trataremos aqui de duas maneiras: Funções de Transferência; Espaço de Estados; • 1.3.1 Funções de Transferência • Uma maneira conveniente de expressar a dinâmica de um sistema é converter suas equações diferenciais lineares em uma função de transferência. A função de transferência de um sistema linear e invariante no tempo é definida como sendo a relação entre as transformadas de Laplace da saída e da entrada do sistema, assumindo- se que todas as condições iniciais sejam nulas. 1.3 Representação de Modelos M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S Note que neste tipo de sistema, temos a relação entre uma entrada e uma única saída. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • 1.3.2 Espaço de Estados • Definem-se, a seguir, estado, variáveis de estado, vetor de estados e espaço de estados. O estado de um sistema dinâmico é o menor conjunto de variáveis (chamadas variáveis de estado), tal que o conhecimento destas variáveis em t = t0, junto com o conhecimento da entrada para t>=t0, determina completamente o comportamento do sistema para qualquer instante t>=t0. • As variáveis de estado de um sistema dinâmico são as variáveis que constituem o menor conjunto de variáveis determinantes do estado do sistema. Notar que as variáveis de estado não necessitam ser grandezas fisicamente mensuráveis ou observáveis. Praticamente falando, no entanto, é conveniente escolher grandezas facilmente mensuráveis. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • É um enfoque mais moderno, que repousa sobre o conceito de Variáveis de Estado. Nesta representação, um modelo matemático descrito por uma equação diferencial de ordem n é substituído por um sistema de n equações diferenciais, todas de 1a ordem. Se o modelo matemático for descrito por m equações diferenciais de ordem n, então ele será substituído por um sistema de m x n equações diferenciais de 1a ordem. A representação no espaço de estados é particularmente útil na análise e no projeto de sistemas de controle. Ela possui as seguintes características: – Usa o domínio do tempo – Quaisquer condições iniciais – Aplicabilidade mais ampla: sistemas lineares e não-lineares, sistemas invariantes no tempo e variantes no tempo, sistemas SISO (Single Input, Single Output) e MIMO (Multiple Inputs, Multiple Outputs) – Interpretação física mais abstra. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S O espaço n-dimensional cujos eixos coordenados consistem nos eixos formados pelas variáveis de estado é chamado de espaço de estados (ou espaço de fase). No caso particular do sistema de 2ª. ordem, o espaço de fase é bidimensional e conhecido como plano de fase. Na análise por espaço de estados interessam três tipos de variáveis envolvidas na modelagem de sistemas dinâmicos: variáveis de entrada (u), variáveis de saída (y) e variáveis de estado (x). M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • A representação em espaço de estados de um dado sistema não é única. exceto que o número de variáveis de estado é o mesmo para qualquer das diferentes representações. Ela também é utilizada para representação de sistemas não- lineares e sistemas com condições iniciais não nulas. • Note também a possibilidade do sistema possuir mais de uma entrada e mais de uma saída. Dependendo do sistema, pode ser necessária a modelagem envolvendo mais de um sinal de entrada e/ou saída. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • SISO x MISO x MIMO • Modelos SISO (single input, single output) se referem a processos onde uma descrição é feita da influência de uma entrada sobre uma saída. Quando mais variáveis estão envolvidas, resulta um modelo multivariável (MIMO - multiple input, rnultiple output). M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S Funções de Transferência Em teoria de controle, funções chamada funções de transferência são comumente usadas para caracterizar as relações de entrada-saída de componentes ou sistemas que podem ser descritos por equações diferenciais. FUNÇÃO DE TRANSFERÊNCIA A função de transferência de um sistema de equação diferenciais lineares é definida como a relação da transformada de Laplace da saída para a transformada de Laplace da entrada. Consideramos o sistema definido pela seguinte equação diferencial: Onde y é saída do sistema e x é a entrada e n >= m. A função de transferência do sistema é obtida tomando-se a transformada de Laplace de ambos os membros da equação. Com condições iniciais nulas... M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Usando o conceito de função de transferência, é possível representar a dinâmica do sistema pelas equações algébricas em "s". • A aplicabilidade do conceito da função de transferência é limitada aos sistemas de equações diferenciais lineares invariantes no tempo. FUNÇÕES DE TRANSFERÊNCIAS DE SISTEMAS DINÂMICOS Suponha a seguinte equação diferencial de M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S Se o processo está inicialmente no estado estacionário, portanto: A saída T está relacionada às entradas Ti e Q pelo balanço de energia no estado-estacionário. Para eliminar a dependência do modelo das condições estacionárias, subtrai-se a relação no estado-estacionário da equação diferencial do modelo. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S fazendo temos: Substituindo : Temos: Aplicando Laplace: M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S Onde : 1 e 2 indicam diferentes estados. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • As duas formas de representação podem ser empregadas para analisar um sistema dinâmico linear. Duranteo curso, ficará mais clara a utilização de cada uma das representações. • De qualquer maneira, o objetivo final da modelagem é entender como o sistema dinâmico reage quando excitado de alguma forma: – · através de uma variação de um sinal (variável); – · ou alguma alteração de condição inicial do estado do sistema; • A observação desta reação que o sistema pode ter é definida como análise de resposta. • Para analisar a resposta, necessitamos resolver então, a equação diferencial do modelo. Para sistemas lineares invariantes no tempo, utilizaremos a Transformada de Laplace, tópico da próxima seção. 1.4 Considerações Finais M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • A análise de sistemas lineares invariantes no tempo através de funções transferência apresenta várias vantagens. Uma destas vantagens relaciona-se a possibilidade que o engenheiro ou projetista tem de avaliar qualitativamente o comportamento do sistema em questão, apenas com base nas raízes da função de transferência. • Tal análise é feita através do posicionamento destas raízes no plano complexo ‘s’. Veremos que as raízes influenciam na característica da resposta temporal quando aplicada a inversa da Transformada de Laplace. • Como o sistema é linear, independentemente da quantidade de raízes da função, poderá ser aplicada a propriedade de superposição. Assim, trataremos neste capítulo sobre o método das frações parciais para solução de equações diferencias. 2 Solução Analítica de Sistemas Dinâmicos Lineares M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Equações diferenciais lineares invariantes no tempo são facilmente resolvidas empregando transformadas de Laplace. A teoria desenvolvida por Laplace permite empregar métodos para soluções de equações algébricas para resolver equações diferenciais lineares invariantes no tempo. A definição de transformada de Laplace é dada na equação a seguir: 2.1 Transformada de Laplace M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Com base no esquema proposto, uma vez descrito o comportamento do processo que se deseja modelar por um conjunto de equações diferenciais lineares invariantes no tempo, o próximo passo seria a obtenção da transformada de Laplace de cada uma destas equações. Tal tarefa é realizada com base no teorema apresentado a seguir: 2.1.1 Teorema da Derivação Real A transformada de Laplace da derivada de uma função f(t) é dada por: onde f(0) é o valor inicial de f(t) calculado em t=0. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • A generalização do teorema para o caso de derivada de ordem n de f(t), é obtida de modo similar e é dada pela seguinte equação: são as derivadas temporais sucessivas de f(t) avaliadas em t=0. Observe que as derivadas temporais são substituídas pelo operador ‘s’: Da mesma forma que se estabelece equivalência entre domínios para operação de derivação, existe também uma equivalência entre os domínios tempo e ‘s’ para operação de integração: Na transformada de Laplace, a notação ‘s’ refere-se a uma variável complexa: M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • 2.1.2 Sinais e suas Transformadas de Laplace • Vimos que através do Teorema da Derivação Real, realizamos a transformação para o domínio s das equações diferenciais. No exemplo, foi mostrada a transformação de uma equação diferencial de um sistema dinâmico. Porém, note que o sistema não possuía nenhum sinal excitando o sistema. No exemplo, modelamos o sistema sem considerar força externa atuando sobre o sistema. Somente foi considerado um deslocamento inicial na direção da coordenada y. • Se por acaso, alguma força externa estivesse atuando sobre o sistema, este sinal seria considerado no somatório das forças. Sendo assim, necessitaríamos realizar a transformada de Laplace do sinal de excitação do sistema. • A seguir, é mostrado uma tabela com os sinais de entrada mais utilizados em sistemas físicos, relacionando com sua função temporal e a transformada de Laplace. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S 2.1.3 Transformadas de algumas funções M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S f(t) F(s) t n.e - a.t senh(w.t) cosh(w.t) Mais algumas funções: M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • TRANSFORMADAS INVERSAS Será verificado através de exemplos para cada caso. obs.: os casos são aplicados quando a ordem do polinômio no numerador for menor que a ordem do denominador. Caso a ordem do numerador seja maior ou igual que a do denominador, será necessário proceder à deflação. • POLOS REAIS DISTINTOS X s s s s s s s s s s s A s B s C s s s A s s B s s C s s s s A B C s A B s A B C A B C A B A B C A B ( ) . ( ).( ).( ) .( ).( ) .( ).( ) .( ).( ) ( ). ( . ). . . . . . ; 2 3 2 2 2 2 2 6 2 2 6 1 2 1 1 1 2 6 2 1 1 2 1 1 6 3 2 2 1 3 1 2 2 6 3 2 3 4 3 3 1 2 3 1 4 3 2 3 2 3 4 3 1 1 1 2 ; ( ) [ ] [ .( ) ] [ .( ) ] . . . . C x t L s L s L s e e et t t M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • POLOS REAIS IGUAIS Y s s s s A s B s C s s s A s s C A s A B s A B C A A B A B C B C y t L s L s L s e t et t ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) .( ) .( ) . ( . ). . ; ( ) [ ] [ ( ) ] [ ( ) ] . . , . 2 3 1 2 3 2 2 2 1 1 2 1 3 2 2 1 1 1 1 2 2 1 1 2 1 2 2 2 4 5 1 1 4 1 5 1 4 2 5 B t e t2. • POLOS COMPLEXOS Z(s s s s A s B s s s s s s s s s s s s s A s B A B z t e t e t e tt t t ) . . . . ( ) ( ) ( ) ( ) . ; ( ) .cos .sen . .sen( ). . . 1 4 5 4 5 1 4 5 1 2 1 2 1 2 1 2 2 1 1 2 1 1 1 1 2 4 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • LINEARIZAÇÃO DE FUNÇÕES • A Transformada de Laplace somente é aplicável à sistemas lineares. Quando o sistema de interesse não é linear pode-se linearizá-lo expandindo-o através de uma Série de Taylor truncada no termo de ordem unitária. • LINEARIZAÇÃO DE SISTEMAS COM UMA VARIÁVEL dx dt f x f x f x df dx x x d f dx x x d f dx x x n f x f x df dx x x E d f dx x x x x n n x n x x ( ) ( ) ( ) . ! . ( ) ! ...... . ( ) ! ....... ( ) ( ) ( ) . ( ) ! 0 0 2 2 0 2 0 0 0 2 2 02 0 0 0 0 0 1 2 2 M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • VARIÁVEIS DE DESVIO • xs é o valor em estado estacionário de x descrevendo a condição inicial do sistema dinâmico dx dt f x dx dt f x df dx x x d x x dt df dx x x dx dt df dx x s s s x s s x s x s s s 0 ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) . * * A variável de desvio x * é uma nova variável que mede a variação em torno da variável em estado estacionário. Ela será importante no momento de aplicarmos a Transformada de Laplace em equações diferenciais onde a f(0) não é conhecida, ou se é conhecida e se seu valor é diferente de zero. LINEARIZAÇÃO DE SISTEMAS COM MUITAS VARIÁVEIS dx dt f x y f x y f x y df dx x x df dy y y x y x y ( , ) ( , ) ( , ) .( ) .( ) , , 0 0 0 0 0 0 0 0 M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • FORMAS DE EXCITAÇÃO a) DEGRAU: quando a entrada, aproveitando o exemplo acima, é dada como sendo y(t) igual a uma constante (2, por exemplo). Assim, como a função de transferência existe no domínio (s) x t L s e t x t e t t t ( ) . . . . .sen . ( ) . .sen . 1 2 3 3 2 3 9 11 11 9 1 3 11 9 2 3 9 11 11 3 2 11 11 3 X s s s s s s s s s s s s s ( ) . .( . . ) . . . . . . 2 3 2 4 2 3 2 4 2 3 2 3 4 3 2 3 2 3 1 9 1 9 4 3 2 3 1 3 11 9 2 3 9 11 11 9 1 3 11 9 2 2 2 2 2 2 M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • b)RAMPA: quando a excitação é uma reta que passa pela origem do tipo y = At tendo, assim, uma forma de rampa. Para o exemplo de estudo, vamos supor que a excitação, agora, seja uma rampa dada por y(t) = 2.t: X s s s s s s s s s s s A s B s C s s A s s B s C s A B s A C s A A A A B C A C ( ) . . . .( . . ) .( . ) . . . . . . ( ). ( . ). . . ; ;B ; . ; 3 2 4 2 2 3 2 4 2 3 2 3 4 3 2 3 4 3 2 3 2 3 4 3 2 3 4 3 2 3 4 3 1 2 1 2 2 3 1 3 2 2 2 2 2 2 2 2 M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S X s A s B s C s s s s s s s s s s s s s s s s x t L ( ) . . . . . . . . ( ) 2 2 2 2 2 2 1 2 3 4 3 1 2 1 2 1 3 2 3 4 3 1 2 1 2 1 3 1 3 1 6 1 3 11 9 1 2 1 2 1 3 1 6 1 3 11 9 1 2 1 2 1 3 1 3 11 9 1 6 9 11 11 9 1 3 11 9 1 2 1 2 1 3 1 3 11 9 1 6 9 11 11 9 1 3 11 9 1 2 1 2 11 3 1 2 1 11 11 3 1 2 1 2 3 11 11 3 1278 1 2 1 2 3 3 3 s L s s L s x t e t e t x t e t t t t . . . ( ) . .cos . . . .sen . ( ) . . . sen . , . ( ) . .sen . ,x t e t t 1 2 3 11 11 3 12783 M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • c)PERIÓDICA: quando a excitação é uma função sinusoidal do tipo A.sen(wt). Para a mesma função de transferência dos casos anteriores, vamos fazer y(t) = 2.sen(t) X s s s s s X s s s s s A s B s s C s D s s A s B s C s D s s A s B s A s B C s D s C s D s C s ( ) . ( . . ).( ) ( ) . . . . . . . ( . ). ( . ). . . . . . . . . . . . . . 2 3 2 4 1 2 3 2 3 4 3 1 2 3 4 3 1 2 3 1 2 3 4 3 2 3 2 3 4 3 4 3 2 2 2 2 2 2 2 2 3 2 3 2 2 D s A C s B D C s A D C B D A C B D C A D C B D A B C D X s A s B s s 3 2 2 2 3 2 3 4 3 4 3 0 2 3 0 2 3 4 3 2 3 4 3 0 2 5 16 15 2 5 4 5 2 3 4 3 .( ) . . . . . . . . . . ( ) . . C s D s s s s s s s s s s s s x t L s s L s L s . . . . . . . ( ) . . 2 2 2 2 2 2 2 2 1 2 1 2 1 1 2 5 1 4 5 1 2 5 16 15 1 3 11 9 2 5 1 4 5 1 2 5 1 3 1 3 11 9 14 15 9 11 11 9 1 3 11 9 2 5 1 4 5 1 2 5 1 3 s L s x t t t e t e t t t 1 3 11 9 14 15 9 11 11 9 1 3 11 9 2 5 4 5 2 5 11 3 14 5 11 11 3 2 1 2 3 3 . . ( ) cos .sen . .cos . . . .sen . M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Sistemas mecânicos são aqueles compostos por massas, molas, amortecedores e transmissões. A análise de sistemas mecânicos envolve praticamente dois tipos distintos de movimentos: translacional e rotacional. O equacionamento do sistema pode ser realizado de acordo com as equações das leis de Newton. Assim, sistemas mecânicos estarão associados a forças (quando translacionais) e torques (quando rotacionais). • Um outro enfoque poderia ser tratado se envolvermos a análise energética do movimento mecânico do sistema. Com isso, não realizaríamos através das leis de Newton, mas sim empregando equações de Lagrange. Os mesmos resultados seriam obtidos, porém através de um equacionamento levando em conta as energias e potências envolvidas no movimento do sistema dinâmico. Neste curso apenas abordaremos modelagem pelas leis de Newton e o sistema de unidades utilizado será o Sistema Internacional (SI). 3 Sistemas Mecânicos Translacionais e Rotacionais M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S 3.1 Elementos Translacionais Quando abordamos movimento translacional, estamos associando o movimento de uma massa, geralmente conectada a outras massas por meio de associações de molas e amortecedores. O movimento linear pode ser realizado no espaço (três eixos), porém, aqui estaremos restringindo sempre ao movimento num plano. 3.1.1 Massa (m) Massa é uma propriedade do material que causa resistência a aceleração. Pode se reconhecer uma massa quando tentamos movimentá-la e necessitamos aplicar uma força para colocá-la em movimento (acelerá-la). Parte da força aplicada é devido ao atrito entre a superfície e a massa. Outra parte é devido a esta propriedade de resistir a aceleração. Se uma massa está em equilíbrio, a somatória de forças nela aplicada é igual a zero. Se a massa estiver em movimento acelerado, de acordo com a segunda lei de Newton: M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • 3.1.2Mola (k) • Uma mola é um componente que resiste a aplicação de força proporcionalmente com sua elongação. • Também serve como acumulador de energia. • Obedece a lei de Hooke: 3.1.3 Amortecedor (b) Amortecedor é um componente mecânico que resiste a velocidade imposta. É um componente que dissipa energia. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Máquina-Ferramenta • A figura abaixo representa parte de uma máquina ferramenta que possui uma base com uma superfície lubrificada para reduzir vibrações. A máquina sofre com excitações laterais de forças periódicas dada por Exemplo Podemos representar esquematicamente o sistema acima como um sistema massa-mola- amortecedor, como apresentado abaixo: M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Para modelar este sistema, novamente deve-se observar os nós e aplicar a segunda Lei de Newton. Quando existem massas, as massas representam nós. Em cada nó ocorre um deslocamento. Assim: Na massa m2: A força aplicada terá como reação uma força da massa 2 e do amortecedor. Na massa m1: A força do amortecedor terá como reação uma força da massa 1 e da mola. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • 3.2 Elementos Rotacionais • Elementos mecânicos rotacionais são elementos forçados a girar em torno de um eixo. Em sistemas mecânicos translacionais, realizamos a análise através do equilíbrio de forças. Neste caso, em elementos girantes, devemos levar em consideração o torque associado aos elementos. • 3.2.1 Mola de torção ou Rigidez de Eixo(K) • Uma mola de torção é um elemento que impõe uma resistência ao deslocamento angular (q ) de um eixo nela acoplado. Para molas lineares: M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S 3.2.2 Amortecedor Rotacional ou de Atrito (B) Quando ocorre uma fricção causada por uma fina camada de lubrificante entre duas superfícies girantes, pode-se produzir uma resistência ao torque que é diretamente proporcional à velocidade angular relativamente às superfícies. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • 3.2.3 Inércia (J) • Inércia é a resistência que uma massa exerce quando acelerado. A inércia de um corpo depende de sua massa, do eixo de giro e do formato da massa. • Se uma massa está em equilíbrio, a somatória dos momentos nela aplicada é igual a zero. Se a massa estiver em movimento acelerado, de acordo com a segunda lei de Newton: Onde J é o momento de inércia do corpo girante M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Exemplo: Motor-propulsor. • A figura abaixo mostra uma representação de um propulsor de um avião de forma simplificada. O momento de inércia do motor é representada por Je e o momento de inércia da hélice é representado por Jp. O torque aplicado pelo motor é definido como T(t). A inércia do eixo é desprezada e representaremos apenas o eixo como uma mola. Note que a hélice ao girar, gera uma resistência ao torque do motor. Essa resistência é devido ao arrasto causado pela hélice no ar sendo diretamente proporcional ao quadrado da velocidade , , porém como trataremos apenas de sistemas lineares, devemos então linearizar a função ou simplificá-la. Neste caso, trataremos o torque de resistência da hélice simplesmente como M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Assim, analisaremos cada massa da mesma maneira que analisamos um sistema translacional. Porém de acordo com o somatório dos momentos: • Na inércia Je: O torque aplicado pelo motor tem como resistência o torque na inércia do motor e o torque no eixo atuando como mola. Note o sentido positivo do torque representado pela regra da mão direita. Na inércia Jp: O torque transferido pelo eixo tem como resistência o torque na inércia da hélice e o torque gerado pela resistência do ar Tb (arrasto). Note que o sistema foi modelado tendo como variável dependente a posição angular e suas derivadas (velocidade e aceleração). Em certos casos, é interessante realizar a análise em função da velocidade. Por exemplo, se ligarmos o motor com um determinado torque, poderia ser interessante avaliar como reage a velocidade angular da hélice; Pode-se, então, reescrever o sistema em função da velocidade: M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • 3.3 Elementos amplificadores/redutores • São elementos que realizam alguma transformação quantitativa de uma variável. Em sistemas translacionais podemos citar as alavancas e em sistemas rotativos, polias e engrenagens. • 3.3.1 Amplificadores lineares (alavancas) • É um elemento que transmite energia de um ponto para outro. Possui relação de torque igual a 1. Assim: M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S Exemplo: Modele o sistema de engrenagens e encontrar a equação que relaciona os torques (do motor TM e de carga TL. com as velocidades. O torque do motor TM é aplicado no eixo 1. O momento de inércia do eixo somado ao da polia é definido como J1. De forma semelhante temos J2 e TL no eixo 2. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S Se desconsiderarmos o atrito, podemos dizer que o torque aplicado no eixo 1 tem como resistência o movimento da engrenagem 1 e o torque transmitido para a engrenagem 2. O torque transmitido para a engrenagem 2 tem como resistência o movimento da engrenagem 2 e o torque de carga TL. Transformada de Laplace: M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Sistemas elétricos, eletrônicos são sistemas extremamente utilizados e essenciais na maioria dos sistemas dinâmicos. Modelaremos aqui sistemas RLC, através das leis de Kirchhoff de malhas e nós. Amplificadores operacionais, importantes em sistemas de controle, de filtros e de potência também serão abordados. 4 Sistemas Elétricos e Eletrônicos 4.1 Elementos Elétricos Nesta seção, será abordada a modelagem de elementos que compõem um circuito elétrico. 4.1.1 Resistor (R) Elemento que reage com uma tensão proporcional a corrente que por ele é conduzida. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S 4.1.2 Indutor (L) Elemento que reage com uma tensão em seus terminais proporcional a derivada da corrente que por ele é conduzida. 4.1.3 Capacitor (C) Elemento que reage com uma tensão em seus terminais proporcional a integral da corrente que por ele é conduzida. Para modelagem destes elementos, utiliza-se as leis de Kirchhoff: Leis dos Nós de Kirchhoff A soma das correntes num nó de um circuito elétrico é igual a zero. Ou também, a soma das correntes que chegam num nó é igual a soma das correntes que saem. Leis das Malhas de Kirchhoff A soma de todas as quedas de tensões nos elementos que compõem uma malha elétrica é igual a zero. M O D E L A G E M D ES I S T E M A S D I N Â M I C O S Exemplo 1: No sistema elétrico abaixo, o equacionamento pode ser realizado pela lei das malhas. Exemplo 2: No sistema elétrico abaixo, o equacionamento envolve a lei das malhas e a lei dos nós. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Realizando a Transformada de Laplace, pode-se representar o sistema dinâmico como: Métodos de Impedâncias O método de impedâncias é uma alternativa para simplificar o modelamento de um sistema elétrico. Também pode ser utilizado em modelos mecânicos. Em sistemas elétricos uma impedância Z(s) é definida como: M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S 4.2 Amplificadores operacionais Os amplificadores operacionais, também chamados de amp-ops, são importantes componentes de sistemas eletrônicos. Eles são muito utilizados em filtros, sistemas de controle e amplificação de sinais de sensores. Observando a figura abaixo, o amp-op possui dois terminais, um positivo (entrada não inversora) e um negativo (entrada inversora). O amp-op amplifica a diferença entre os dois terminais na ordem de 105 a 106 vezes. Devido ao alto ganho, ele apresenta uma condição de instabilidade muito alta, sendo então utilizado sempre realimentado, como exemplo na configuração abaixo, para que apresente uma condição estável. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Desta forma, podemos analisar o circuito da seguinte maneira: idealmente, o amp-op não drena corrente em seus terminais de entrada e a tensão de saída (e0) não é alterada devido a carga nela conectada. Em outras palavras, a entrada tem impedância infinita e a saída tem impedância zero. Nos terminais de entrada consideramos ainda como um curto-circuito virtual. As tensões entre os terminais são iguais. Observando o circuito com amp- op acima, podemos equacioná-lo da seguinte forma: Devido a impedância de entrada infinita, nenhuma corrente flui nos terminais, logo: Devido ao curto-circuito virtual: M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Exemplo 4: No amplificador abaixo, pode-se equacionar da mesma maneira que a apresentada anteriormente, considerando Z1 como impedância de entrada e Z2 como impedância de saída. Modele os sistemas dinâmicos abaixo e encontre suas equações diferencias. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S Equacione os sistemas considerando primeiramente a chave ‘S’ aberta e depois equacione considerando também a chave fechada. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Sistemas eletromecânicos são importantes sistemas utilizados como atuadores em plantas industriais e sistemas robotizados. Dentre eles, os motores destacam- se por transformar energia elétrica em energia mecânica. Existem diferentes tipos de motores: Motores de passo, motores de corrente contínua, de corrente alternada, universais. Neste capítulo abordaremos o motor de corrente contínua e em específico, o motor de corrente contínua com imãs permanentes, por tratar-se de um sistema linear e amplamente utilizado em robótica e sistemas de controle de velocidade e servo- motores de posição. 5 Sistemas Eletromecânicos M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • 5.1 Motor CC com imãs permanentes • O motor de corrente contínua tem uma estrutura de controle muito simples, uma vez que o fluxo magnético constante produzido pelos imãs permanentes (ou enrolamento de campo, quando é gerado eletromagneticamente) é ortogonal ao torque eletromagnético. Isto quer dizer que variações no torque eletromagnético do motor não afetam o fluxo constante em seu campo. Na figura, a seguir, isso pode ser observado. A bobina mostrada representa uma das inúmeras bobinas que compõem a armadura (rotor) do motor cc. Sempre que uma bobina está na posição indicada, as escovas estão aplicando uma tensão constante na bobina (somente nesta posição). Uma força perpendicular ao campo magnético gera um torque fazendo com que o rotor gire 180º. Ao dar meia volta, os contatos são invertidos, resultando numa continuidade de torque no mesmo sentido do anterior. Desta forma, o rotor entra em movimento rotacional. Se a tensão é invertida, o sistema gira no sentido inverso. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Quanto maior a tensão, maior a velocidade resultante no rotor. Um efeito interessante também é observado neste sistema eletromecânico: A bobina irá gerar uma força contra-eletromotriz quando em giro. Quanto maior a velocidade angular da bobina no interior de um fluxo magnético, maior será a tensão contra-eletromotriz. Ao representar esquematicamente a parte elétrica do motor, devemos levar em conta a tensão de entrada e a bobina. Note que uma bobina terá uma resistência (R) e uma indutância (L), assim como, uma força contra-eletromotriz (e) proporcional a velocidade do rotor. O torque (T) gerado é devido a força que por sua vez depende do fluxo magnético e da corrente (i). Como o fluxo magnético é constante (gerado pelos imãs), podemos relacionar o torque gerado pelo motor como proporcional à corrente. Se for considerado o torque elétrico transformado totalmente em mecânico, modelamos o sistema como um sistema rotacional. A seguir é mostrado a representação esquemática do motor de corrente contínua com imãs permanentes e seu equacionamento. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S Torque desenvolvido pelo motor, T: é proporcional ao produto da corrente da armadura pelo fluxo magnético M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Note que a força contra-eletromotriz é uma tensão proporcional à velocidade do motor. Esta proporção é representada por uma constante de velocidade (Kw). Característica essa construtiva do motor, fornecida pelo fabricante. Note também que o torque gerado é proporcional a corrente da armadura. Esta proporção é representada por uma constante de torque (KT). Característica, esta, construtiva do motor, fornecida pelo fabricante. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Os três grandes sistemas serão apresentados a seguir: sistemas pneumáticos, hidráulicos e sistemas térmicos. Eles estão agrupados por possuírem uma característica de modelagem muito semelhante, baseada em resistência e capacitância. Mostraremos sistemas onde a dinâmica influencia caso necessário o controle deste sistema. • Sistemas para controlar níveis de líquido, muito comuns industrialmente, sistemas com vasos de pressão, quando aborda-se controle de vazão em sistemas pneumáticos e/ou hidráulicos. Sistemas de controle de direcionamento hidráulico possuem uma dinâmica característica interessante. Abordaremos a modelagem de um cilindro hidráulico. E por fim sistemas térmicos, mostrando a forma de modelagem de um sensor de temperaturae de um sistema com atuação (geração) de calor no sistema. 6 Sistemas Fluidos e Térmicos M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • 6.1.1 Resistência de válvulas. • Considerando o sistema de tanque mostrado ao lado, consideraremos uma válvula num pequeno duto como sendo uma restrição imposta a vazão do líquido quando ocorre uma variação de nível entre os dois tanques. 6.1 Modelagem de Sistemas de Nível de Líquidos Dependendo do tipo de fluxo, laminar ou turbulento, a resistência apresenta um determinado comportamento. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Fluxo Laminar: • Num fluxo laminar, a resistência é constante, logo: • Fluxo Turbulento: • Num fluxo turbulento, a resistência possui um comportamento quadrático. Pode-se definir a resistência num determinado ponto de operação. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • A capacitância C de um tanque é definido como a quantidade de líquido necessária para alterar uma unidade de altura. A capacitância de um tanque é equivalente a área da sua seção. 6.1.2 Capacitância de tanques M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S Num sistema de nível com interação de tanques, a única diferença é a vazão em cada válvula, dada pela diferença de altura entre os tanques. No caso do tanque apresentado, pode-se equacionar o sistema como: M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Sistemas pneumáticos são extensivamente utilizados em processos industriais. A análise destes sistemas procura abordar o comportamento dinâmico da vazão em relação a pressão. Nesta discussão, assumiremos condições de resistência e capacitância como anteriormente em sistemas de líquidos. • 6.2.1 Resistência de registros: • Considerando o sistema pneumático mostrado, a seguir, consideraremos uma válvula num pequeno duto como sendo uma restrição imposta à vazão de ar para o interior de um vaso de pressão. O comportamento da resistência pode ser definida como uma alteração da pressão diferencial necessária para alterar uma unidade de fluxo de massa: 6.2 Modelagem de Sistemas Pneumáticos M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S De forma teórica, a obtenção da resistência é extremamente complicada. De maneira experimental, porém, é facilmente obtida através do gráfico variação de pressão diferencial Dp versus variação de fluxo de massa Dq . 6.2.2 Capacitância de vasos de pressão A capacitância de um vaso de pressão é definida como a mudança na massa de ar (kg) para alterar uma unidade de pressão (N/m2). M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • 6.2.3 Modelagem • Num sistema de pressão, o fluxo de massa que entra no vaso é dado pela diferença de pressão e a resistência e a capacitância imposta pela válvula reguladora de fluxo e pelo vaso. No caso apresentado, pode-se equacionar o sistema como: M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Sistemas hidráulicos são extensivamente utilizados em sistemas de controle aeronáuticos, máquinas ferramentas, gerando atuação através de pistões hidráulicos. Nesta seção, abordaremos a utilização de pistões hidráulicos através de servo-válvulas hidráulicas e faremos sua modelagem. 6.3 Modelagem de Sistemas Hidráulicos 6.3.1 Circuito hidráulico A figura, a seguir, apresenta um sistema de deslocamento hidráulico. Um motor elétrico movimenta uma bomba hidráulica. O fluido sob pressão é passado por uma válvula reguladora de pressão e por uma válvula de controle direcional. Dependendo da posição da válvula, fluido hidráulico sob pressão é injetado ou retirado do cilindro hidráulico. Abaixo são representados simplificadamente a válvula de controle de fluxo e o cilindro hidráulico. Dependendo da posição ‘x’ da válvula, ocasiona uma variação de vazão para o cilindro, resultando num deslocamento em ‘y’. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • A relação entre deslocamento x e vazão não é linear, porém para efeito de simplificação consideraremos como linear. Assim, pode-se representar matematicamente: • Note que a vazão q1 (m 3/s) que entra no cilindro irá deslocar uma quantidade de volume num determinado tempo, ou seja: Note que a relação entre um deslocamento na válvula e o deslocamento do cilindro é um integrador. Ou seja, para um sinal constante de deslocamento da válvula, ocorre uma integração deste sinal, resultando numa rampa de deslocamento em ‘y’. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • 6.4 Modelagem de Sistemas Térmicos • Sistemas térmicos são aqueles onde ocorre uma transferência de calor entre um corpo e outro. Sistemas térmicos também podem ser analisados em função de sua capacitância e resistência térmica. A análise leva em conta os parâmetros concentrados (uma análise mais criteriosa envolveria parâmetros distribuídos). 6.4.1 Resistência térmica A resistência térmica é definida como uma resistência a mudança de temperatura para uma variação de uma unidade de fluxo de calor. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • 6.4.2 Capacitância térmica • A capacitância térmica é definida como o produto do calor específico e da massa do material. • C = m.c ,[kcal/°C] • Onde: m= massa do corpo (kg). E c=calor específico (kcal/kg/°C). • 6.4.3 Modelagem • Medição de temperatura: • Pode-se escrever também que a quantidade de calor transferida é totalmente absorvida pelo termômetro: • Assim: C.dq = q(t).dt [kcal] • Num sistema de medição, o termômetro possui uma resistência térmica ao fluxo de calor e também uma capacitância térmica capaz de armazenar esse calor. Caso o sistema esteja em equilíbrio térmico q e ocorra uma variação de temperatura qb , o termômetro demorará um determinado tempo para registrá-la. • Esta dinâmica da leitura do sensor pode ser modelada como: M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • A capacitância térmica pode ser estimada por • C = m.c; Pode-se escrever também que a quantidade de calor transferida é totalmente absorvida pelo termômetro: • Assim: M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S Sistema de Aquecimento: Num sistema de aquecimento, uma resistência transfere um certo fluxo de calor ‘h’. Ocorre uma variação de temperatura o q . O sistema térmico possui uma resistênciatérmica e uma capacitância. A quantidade de calor fornecida pela fonte tem como oposição a resistência térmica e a capacitância térmica, logo o modelo pode ser expresso como: M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S 7 - Métodos de Identificação de Processos M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S COMENTÁRIOS SOBRE FUNÇÃO DE TRANSFERÊNCIA • 1- É um modelo matemático expresso através de uma equação diferencial que relaciona a saída com a entrada. • 2- Independe da magnitude e da natureza da entrada . • 3- Inclui as unidades das entradas e saídas. • 4- Não fornece informações sobre a estrutura física do sistema. • 5- Pode ser estabelecida experimentalmente introduzindo- se entradas conhecidas e analisando as saídas. PROPRIEDADES DAS FUNÇÕES DE TRANSFERÊNCIA GANHO DA FUNÇÃO DE TRANSFERÊNCIA A variação da saída no estado-estacionário é calculado diretamente, fazendo s=0. Em G(s) dá o ganho no estado-estacionário do processo, se ele existe. O ganho no estado-estacionário é a razão entre a variação da saída com a variação da entrada. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S ORDEM DA FUNÇÃO DE TRANSFERÊNCIA A ordem da função de transferência é a maior potência de "s" no denominador do polinômio que é a ordem da equação diferencial equivalente. O sistema é chamado de n-ésima ordem. CONSTANTE DE TEMPO DA FUNÇÃO DE TRANSFERÊNCIA Se ambos numerador e denominador forem divididos por ao , polinômio característico (denominador), pode ser fatorado na forma de produto . O termo em "s" é chamado constante de tempo (ti) que dá uma informação da velocidade e das características da resposta do sistema. REALIZAÇÃO FÍSICA Dado um sistema descrito por é fisicamente possível se n>=m M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S POLOS E ZEROS Dada a função de transferência: Esta expressão pode ser fatorada em onde: zi são os zeros da função de transferência pi são os polos de função de transferência. Os polos e zeros tem um papel importante na determinação do comportamento dinâmico do sistema. Podemos visualizar o tipo de comportamento dinâmico associado a cada tipo de polo: distintos e reais; pares complexos e conjugados (a + b j); múltiplos M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S PROCESSO • Os processos reais consistem na combinação de sistemas básicos elementares. • É fundamental para o bom conhecimento desses processos entender o comportamento dos sistemas elementares. SISTEMAS DE PRIMEIRA ORDEM • Sistemas de primeira ordem tem seu comportamento dinâmico descrito por equações diferenciais de primeira ordem. • Modelo Onde: y - Variável saída u - Variável entrada M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S Parâmetros de dinâmica tp - constante de tempo Kp - ganho do processo Função de transferência: No domínio “s” temos: M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S Exemplo Um reator de mistura perfeita , com nível constante e reação de primeira ordem. Balanço Material M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S onde: No domínio "s" temos : A resposta dinâmica de primeira ordem depende do tipo de entrada M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Resposta ao degrau No domínio t (transformada inversa de Laplace) M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S SISTEMAS DE SEGUNDA ORDEM Sistema de segunda ordem tem seu comportamento dinâmico descrito por equações diferenciais de segunda ordem. Também pode ser composto por duas funções de transferência de 1ª ordem em série. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S se considerarmos e multiplicando todos os termos por temos: Parâmetros dinâmicos Kp - Ganho estacionário do processo z - Fator de amortecimento t - Determina a velocidade da resposta (equivalente à constante de tempo do processo) wn - Frequência natural de oscilação do processo. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S Função de transferência: No domínio "s" temos M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S Há três formas importantes das funções de transferência de segunda ordem: M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • O caso mais importante é o sistema sub- amortecido. • Há uma série de parâmetros de interesse na resposta do sistema. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S Frequência de Oscilação Amortecida Período de Oscilação Amortecida Rise Time(tr) - tempo de subida - Tempo onde a resposta alcança o novo estado-estacionário pela 1ª vez. É uma medida da velocidade de resposta do sistema ao degrau. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S Instante para o 1º pico - Tempo em que o sistema atinge o 1° pico. Tempo de estabilização - Tempo requerido para que o processo tenha a resposta na banda de 5% do estado estacionário Overshoot - sobressinal - Quantidade máxima na qual a resposta ultrapassa o valor do estado-estacionário. É representado como uma fração do valor em estado- estacionário. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Decay-ratio - razão de decaimento - Razão entre as amplitudes de dois picos consecutivos. SISTEMAS COM TEMPO MORTO O tempo morto é uma característica presente em muitos processos, é conhecida como dinâmica de tubulação e a propriedade do sistema de responder a uma entrada após um certo tempo, td. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S Modelo Parâmetros de dinâmica: td - Tempo morto Função de transferência SISTEMA COM RESPOSTA INVERSA A resposta inversa é o resultado de dois efeitos opostos. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S Função de transferência supondo K1 e K2 positivos, então K1t2 < K2t1. PROCESSOS INTEGRADORES Processos integradores são aqueles que não estabilizam com o tempo. Um caso típico é um sistema de nível de líquido. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S Exemplo - Nível de Líquido fazendo q’ = qi - q i temos: M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • A modelagem matemática é a área do conhecimento que estuda maneiras de desenvolver e implementar modelos matemáticos de sistemas reais. • A identificação de sistemas é uma área doconhecimento que estuda técnicas alternativas da modelagem matemática. • Uma das características dessas técnicas é que pouco ou nenhum conhecimento prévio do sistema é necessário e, consequentemente, tais métodos são também referidos como modelagem ou identificação caixa preta ou modelagem empírica. • Em muitos casos é preferível usar técnicas de identificação para se obter modelos que descrevam o comportamento de um sistema. O que se pretende descrever com tais modelos são as relações de causa e efeito entre as variáveis de entrada e de saída. Nesse caso, o tipo de modelos, as técnicas usadas e os requisitos necessários são bastantes distintos dos correspondentes na modelagem pela natureza do processo. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Teoricamente, para chegar a obter um modelo poderiam adoptar-se dois enfoques diferentes: • Processo de Identificação • Método Analítico (Fenomenológico): determinar as equações e parâmetros que intervém a partir dos princípios da Física, da Química, Biológicos , mediante equações de balanços de massa e energia. • Método Empírico (via experimental): na qual se considera o sistema como uma “caixa preta”, com determinadas entradas e saídas. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Objetivo: Para identificar a dinâmica de processo de ordem baixa (ou seja, modelos de função de transferência de primeira e de segunda ordem); processo de identificação; estimar os parâmetros de processo (i. e., Kp, tau) • Metodologias: • Estimativa por Mínimos Quadrados abordagem estatística mais sistemática: Mínimos Quadrados Não-lineares são necessários para aplicações de Controle; isto produz um problema de solução iterativa que é melhor tratado por pacotes de software: FORTRAN, MATLAB (função leastsq, pacote “ident”) e até EXCEL. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Um teste de malha aberta pode ser realizado a partir do estado de referência estável: • Fazer uma perturbação degrau na entrada do processo, • Determinação do ganho do processo • Registrar a saída do processo até que um novo estado estacionário seja atingido, verificar a semelhança deste perfil M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Os controles de processos industriais têm se tornado cada vez mais complexos devido à exigência de qualidade dos produtos, rapidez na entrega e concorrência de mercado, o que produz grandes quantidades de dados a serem gerenciados pelos três níveis de controle (dispositivos de campo, sistemas de controle e softwares para gerenciamento e negócios). • Na busca de uma solução para esse problema, foi desenvolvida a tecnologia OPC. Ela vem conectar aplicações Windows e equipamentos de controle de processos. • O OPC é um protocolo de comunicação aberto que permite um método consistente de acesso aos dados de inúmeros equipamentos dos mais diversos fabricantes. Uma abordagem alternativa: M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S Uma abordagem alternativa Mediante o software MATLAB e da função de controle ActiveX que permite a comunicação entre o MATLAB e as variáveis do processo através da tecnologia OPC. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Se o processo de interesse pode ser aproximado a um modelo linear de primeira ou de segunda ordem, os parâmetros do modelo podem ser obtidos por inspeção do curva reação do processo. Métodos gráficos de Identificação de Processos M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S Método da tangente máxima M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S Métodos Gráficos de Identificação M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S 1 – Método da Intersecção de Ziegler - Nichols M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • 2 – Método de Smith M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Método 3. Método de Sundaresan e Krishnaswamy • Este método também evita a utilização do ponto de inflexão para estimar a constante de tempo t e de atraso de transporte θ. Eles propuseram que dois tempos, t1 e t2, sejam estimados a partir da curva de resposta a um degrau, correspondente aos 35,3% e 85,3% da resposta, respectivamente. Então, o tempo morto e a constante de tempo são estimados a partir das seguintes equações: M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S 4 - Método de Nishikawa M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • 5 - Estimação de Parâmetros de Modelos de Segunda ordem usando análise gráfica • Em geral, uma melhor aproximação à resposta de um degrau experimental pode ser obtido pelo ajuste os dados a um modelo de segunda ordem. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • A Figura mostra a faixa das formas que pode ocorrer na resposta degrau do modelo, A Figura inclui dois casos onde o sistema se torna de primeira ordem caso o criticamente amortecida O maior das duas constantes de tempo, t1 , é a chamada constante tempo dominante. M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • Harriot plotou a resposta na forma fracionária de segunda ordem (sem tempo morto) assim mesmo t/(t1+t2) para diversas frações de t2/t1. • Encontrou que todas as curvas se intersectam aproximadamente a 73% do valor final do estado estável onde t/(t1+t2) é igual a 1,3 como se mostra na figura: M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S • A faixa real é 0.7275 < y < 0.7326. Assim para medir o tempo requerido pelo sistema para atingir o 73% do valor final t73, a soma das duas constantesde tempo pode ser calculada: Harriot fez o gráfico da resposta fracionária em t/(t1+t2) = 0,5; assim mesmo 1t1/(t1+t2) desde as curvas do gráfico anterior, mostra um grande desvio neste ponto. A resposta fracionária é mostrada na seguinte figura: M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S Método de Smith para processo de 2ª ordem M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S M O D E L A G E M D E S I S T E M A S D I N Â M I C O S