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CONTEX LINGUISTICA APLICADA

Atividade contextualizada da disciplina Linguística Aplicada ao Ensino do Português: apresenta um caso de preconceito linguístico em sala, solicita duas respostas sobre como o professor agiria e como conscientizar alunos, e sugere intervenções didáticas (orientação, aula, leitura, escrita).

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FACULDADE MAURÍCIO DE NASSAU
LETRAS PORTUGUÊS 2020.1
LINGUÍSTICA APLICADA AO ENSINO DO PORTUGUÊS
FIAMA MARINA ANDRADE SILVA
Avaliação On-Line 6 (AOL 6) - Atividade Contextualizada
Prezado (a) aluno(a),
Chegamos ao final dos estudos referentes à disciplina Linguística Aplicada ao Ensino do Português. Vamos a nossa última atividade?
Para começar, analise a situação abaixo:
Você é o (a) professor (a) de uma sala de língua portuguesa e vivencia uma situação de preconceito linguístico. Em uma atividade sobre a reescrita, você solicita aos alunos que façam a leitura do texto de um colega para dar sugestões e fazer comentários que ajudem na melhora do texto, ou seja, promover um debate saudável e uma interação entre os estudantes. Porém, um de seus alunos tece comentários preconceituosos, além de insultar o colega chamando-o de burro e aponta que este não sabe escrever porque seu texto não contém concordância nominal e verbal em vários trechos e erros de ortografia.
Dessa maneira:
1.      1. Você, como professor (a), o que faria para controlar a situação?
2.      2.  Que medidas tomaria para conscientizar os alunos sobre este tipo de preconceito e mitigar este tipo de atitude?
Lembre-se que suas considerações devem conter no máximo 30 linhas.
Aguardamos seu texto!
Sucesso!
ATIVIDADE CONTEXTUALIZADA
Jean-Paul Sartre, filósofo e crítico francês, falava que para zelar pelo bem coletivo em detrimento do individual o homem teria que zelar, uma vez que ele está articulado a uma comunidade. Entretanto, o preconceito linguístico, atualmente, o rompe com tal lógica altruísta, pois dentro da sala de aula é o lugar aonde deveria existir a comunicação saudável e interação do corpo docente e discente, local este que deve servir para corrigir, estimular e incentivar o bem coletivo, explicando que não existe “o falar certou ou o falar errado”, buscando melhorias na escrita, opniões sem atacar, humilhar, constrangir ou causar qualquer tipo de desconforto que possa ser causado ao outro. Nesse sentido, fatores como o método de não estimular a prática da leitura, da escrita e da interação entre aluno e professor, propagam esse entrave pelo âmbito nacional.
Vale ressaltar, a princípio, que este problema é notório no cenário educacional, grande parte dos alunos são ensinados e robotizados a definir a língua portuguesa apenas por sua ortografia, regras e aqueles que não a utilizam de forma correta é discriminado, causando nesses alunos o desinteresse em estudar e aprender. Porém, cada aluno possui uma cognição diferente, há aqueles que aprendem mais rápido, há aqueles que levam um pouco mais de tempo e necessitam um pouco mais de orientações, uma vez que decorar regras nunca foi sinônimo de aprendizado.
Assim, diante do exposto é nítido que a postura da professora deve ser de orientar os alunos e explicar que não se pode existir tal atitude, solicitar ao colega que teceu comentários preconceituosos de que forma ele poderia ajudar para melhorar a escrita do colega, quais os erros foram observados e qual seria a forma correta de escrever segundo a norma padrão, deixar claro que cada um tem seu tempo de aprendizado e que não é porque alguém escreveu algo errado que podemos sair discriminando. Além disso, uma aula expositiva sobre preconceito linguístico deveria ser exposta e solicitar a cada um que exponha a sua opinião e colocar no quadro maneiras de ajudar os colegas quando existir tal atitude.
Em suma, faz-se necessário uma conscientização diária entre professor e aluno dentro da sala de aula, inverter papéis, colocar os discentes para abordar temas sociais e que possam conscientizar o outro, praticar a leitura e a escrita, mostrar que a língua portuguesa vai muito além do que apenas gramática e regras a serem padronizadas.

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