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RELATÓRIO DO EXPERIMENTO 1 MÁQUINA DE ATWOOD Matéria: F 229 Turma: M Professor responsável: Christoph Deneke Experimento realizado entre os dias 22 de setembro e 02 de outubro de 2020 Nome RA Carolina de Moraes Agostinho 210619 Emili Isabel Grolla Thomazini 233870 James Cavalcante Pessoa Leonardo Rener de Oliveira 237271 201270 Maria Eduarda Ferreira Lima 240974 RESUMO A fim de estudar o movimento de corpos soltos a partir do repouso e entender o funcionamento da máquina de Atwood, foi realizado um experimento para confrontar o modelo teórico e a realidade. O objetivo era verificar a lei que rege este tipo de fenômeno, determinar o momento de inércia da polia utilizada e o torque da força de atrito entre o eixo e a polia. Assim, com os dados obtidos realizamos diversas análises e aplicamos métodos matemáticos para encontrar os valores desejados. Os resultados encontrados pelos analistas 1, 2, 3, 4, e 5 para o momento de inércia da polia foram, respectivamente, de (0,0010 ± 005) ; (0,0010 ± 001) g.mk 2 ; (0,0030 ± 001) ; (0,0010 ± 002) e (0,0010 ± 004) . Estes resultadosg.mk 2 g.mk 2 g.mk 2 g.mk 2 ficaram próximos do que era previsto, considerando que existem diversas incertezas no experimento. Já para o torque da força de atrito, os valores encontrados foram de (0,0030 ± 002); (0,00130 ± 0005); (-0,00030 ± 0005); (0,0030 ± 001) e (0,0030 ± 002) todos esses valores expressos em , que diferem em, aproximadamente, dez vezes do valor fornecido pelo .mN fabricante que é de 0,00003 Nm. INTRODUÇÃO Para estudar o comportamento da máquina de Atwood onde dois pesos são acoplados as pontas de um fio e soltos a partir do repouso livres para girar ao longo do eixo de uma polia, utilizamos modelos teóricos que se aproximam muito da realidade. Entretanto, a fim de entender o quão próximos estes modelos se encontram da realidade foi realizado um experimento com uma montagem experimental da máquina de Atwood com o objetivo de descobrir o momento de inércia da polia utilizada e o torque da força de atrito entre o eixo e a polia. Porém, como será possível determinar estas constantes do problema a partir de dados experimentais? Visando entender como estes objetos de estudo se relacionam vamos buscar compreender melhor a equação da Figura 1 (onde ∆m é a diferença entre os pesos utilizados, h a altura do peso maior até o chão, g a aceleração da gravidade, e igual a 9,8 m/s2, R o raio da polia, M a soma da massa dos dois pesos, t é o tempo de queda, 𝛕a o torque da força de atrito e I o momento de inércia da polia) e a partir de métodos matemáticos e dados experimentais achar valores aproximados de I e 𝛕a. Figura 1: Equação-modelo que descreve a relação entre a diferença de massa dos corpos e o tempo de queda de uma altura h. OBJETIVOS O objetivo desse experimento é analisar um vídeo do experimento da máquina de Atwood e através dele fazer medições utilizando 2 métodos de medição de tempo diferentes. Um seria o cronômetro, onde será observada a existência de um tempo de reação de acionar e parar um cronômetro quando mede-se um intervalo de tempo, e deverá ser diferenciado os desvios sistemáticos de incertezas que surgem nesse tipo de medição. E o segundo método é a utilização do Tracker, onde posteriormente, com essas duas medições, deve ser comparado os resultados. MATERIAIS E MÉTODOS Foi analisado o bloco de lançamentos da altura H1 (39,7 ± 0,1 cm), onde os cinco analistas do grupo fizeram a medição, utilizando o cronômetro, das cinco repetições de cada conjunto de massas, e o analista 1 fez a medição utilizando o programa Tracker® das cinco repetições de cada conjunto de massas. As massas e alturas foram fornecidas pelos professores, além de que a montagem do experimento foi feita de acordo com a Figura 2. Os valores dos conjuntos de massas e suas nomeações se encontram na Tabela 1, e as incertezas associadas às massas encontram-se na Tabela 2.. FIGURA 2: montagem do sistema usado no experimento TABELA 1: massas dos conjuntos utilizados sobre a massa m1 e m2 C1 C2 C3 C4 C5 C6 Sobre a massa m1 113,2 g 110,3 g 113,2 g 147,4 g 157,8 g 124,8 g Sobre a massa m2 93,7 g 97,2 g 94,3 g 60,1 g 49,1 g 82,8 g TABELA 2: Incerteza associada a massa Incerteza associada a massa Incerteza padrão Distribuição Incerteza combinada retangular u= a 2√3 0,1 g 0,028868 g 0,1 g RESULTADOS E DISCUSSÃO Os valores das médias de medição com cronômetro de cada analista, juntamente com o desvio padrão das médias, estão na Tabela 3. TABELA 3: médias de medição com cronômetro de cada analista Analista 1 Analista 2 Analista 3 Analista 4 Analista 5 Média (s) Desvio Padrão Média (s) Desvio Padrão Média (s) Desvio Padrão Média (s) Desvio Padrão Média (s) Desvio Padrão C1 3,52 0,02 3,39 0,03 3,44 0,03 3,40 0,03 3,46 0,03 C2 4,58 0,05 4,12 0,10 4,41 0,13 4,42 0,24 4,49 0,05 C3 3,67 0,04 3,42 0,13 3,54 0,22 3,45 0,09 3,49 0,08 C4 1,38 0,03 1,47 0,03 1,69 0,06 1,38 0,06 1,41 0,04 C5 1,37 0,02 1,31 0,04 1,53 0,03 1,29 0,08 1,34 0,06 C6 2,31 0,02 2,16 0,07 2,50 0,08 2,22 0,06 2,42 0,05 O cálculo para a incerteza na medida do tempo foi feita com a combinação da incerteza padrão do cronômetro que é de 0,01 segundos e do desvio padrão das 5 medidas feitas para cada configuração de massa. A Tabela 4 mostra o método aplicado ao analista 1 na configuração 1 de massa e que posteriormente foi aplicado aos demais analistas e configurações de massa. TABELA 4: incerteza associada ao tempo do analista 1 em C1. Incerteza associada ao tempo do analista 1 em C1 Incerteza padrão Distribuição Incerteza combinada gaussiana u= √n DP 0,01 s 0,0134 s 0,02 s Já para a incerteza associada ao raio (R=5,0025 cm) da roldana foi usado cálculo semelhante à incerteza da massa, porém, a função de probabilidade é triangular e não retangular. Desta forma, a incerteza combinada para o raio é de 0,05 mm. Para o cálculo do Torque de atrito e do momento de inércia da polia, a equação citada anteriormente foi linearizada, a fim de encontrar os coeficientes a e b, e igualá-los aos coeficientes das retas dos gráficos de cada um dos analistas. Dessa maneira, a linearização da equação ficou: m Δ = gr2 2h (I+Mr )2 1 t 2 + gr τa Sendo , , emΔ = y x = 1t2 a = gr2 2h (I+Mr )2 b = gr τa Dessa maneira, considerando h=0,397m , M=1,7864kg (utilizamos o valor do de m1 e m2 com o barbante suspenso), r=0,050025 e g=9,8m/s2, igualamos o coeficiente a encontrado acima ao coeficiente a de cada gráfico, para encontrar os valores de I. RI = 2h gR a 2 − M 2 Assim como igualamos o coeficiente b encontrado acima com o coeficiente b de cada gráfico e encontramos o Torque de Atrito. a gRτ = b Assim, os resultados obtidos, juntamente com a incerteza associada se encontram na Tabela 5. TABELA 5: Resultados obtidos da Inércia e do Torque. Analista Inércia ( )g.m k 2 Torque de atrito ( ).m N 1 , 01 , 050 0 ± 0 0 , 03 , 020 0 ± 0 0 2 , 01 , 010 0 ± 0 0 , 013 , 0050 0 ± 0 0 3 , 03 , 010 0 ± 0 0 , 003 , 005 − 0 0 ± 0 0 4 , 01 , 020 0 ± 0 0 , 03 , 010 0 ± 0 0 5 , 01 , 040 0 ± 0 0 , 03 , 020 0 ± 0 0 Para a propagaçãode incertezas da inércia e do torque foram utilizadas as incertezas combin se adas da Tabela 6. TABELA 6: Incertezas combinadas Fonte de incerteza Tipo Incerteza padrão Distribuição u Incerteza combinada Raio da roldana (R) B 0,05 mm triangular u= a2√6 0,010206 mm 0,05 mm Altura H B 1mm triangular u= a2√6 0,204124mm 1mm Propagando as incertezas de I em relação a R, h e a. I σ = √( ) (σa) (σh) + ) (σR)∂I∂a 2 2 + ( )∂I∂h 2 2 ( ∂I∂R 2 2 I σ = √( ) (σa) (σh) + MR ) (σR)2hgR2 2 2 + ( )2h2−agR2 2 2 ( hagR − 2 2 2 O valor e a incerteza de a foi retirado da reta do gráfico de cada analista. Devido ao fato do experimento ter sido realizado virtualmente, não foi considerado a incerteza da massa, pois não foi informado o meio com a qual foi medida. Assim como a incerteza da gravidade não foi propagada por ser considerada uma constante. Propagando as incertezas de em relação a b e R.aτ τa σ = √( ) (σb) + ) (σR)∂b∂ιa 2 2 ( ∂R∂ιa 2 2 τa σ = √(gR ) (σa) + gb ) (σR)2 2 ( 2 2 O valor e a incerteza de b foram retirados da reta do gráfico de cada analista. Por se tratar de uma constante, a incerteza de g não foi propagada. Os gráficos dos dados não linearizados e linearizados podem ser observados na Figura 3. Figura 3: Dados linearizados para o analista 1. A seguir, na Figura 4, pode ser observado o gráfico comparativo entre prática, dados coletados no cronômetro e no tracker. Figura 4. Comparação entre o teórico e os métodos. Quando comparado os dados experimentais com as previsões teóricas, pode-se observar que o modelo prevê com mais precisão nos momentos iniciais, mas a partir da terceira interação, vê-se um maior distanciamento entre os valores teóricos dos experimentais. Isso se explica, provavelmente, por conta de efeitos dissipativos, como o atrito no eixo da polia, deslizamento do fio sobre a polia, ou outras possíveis fontes de dissipação. Uma possível fonte de erro nos resultados, principalmente ao usar o Tracker, é que os vídeos da altura selecionada (h1) não filmam a mesa, dificultando a análise de ponto final do movimento do sistema. Há também o erro sistemático ao usar o cronômetro, pois há o tempo de reação do analista para o acionamento do start ou stop do equipamento. CONCLUSÃO Observando os dados experimentais (tanto por cronômetro quanto por tracker) em comparação com o teórico e com o valor real de torque de atrito do fabricante notamos que não chegamos perto e que a diferença é de 10 vezes o valor fornecido pelo fabricante. Acreditamos que os erros sistemáticos são o grande responsável por tamanha discrepância, uma vez que dependemos dos nossos sentidos para processar o início e o fim da ação do experimento. Já para o tracker, a inclinação (a) das retas linearizadas são iguais para a teoria, mas b não é idêntica por erros aleatórios que não identificamos. Apesar disto, o grupo entende que o experimento e os resultados obtidos foram capazes de fazer entender a dinâmica da máquina de Atwood. ANEXOS Anexo1: Tabela Geral de incertezas Fonte de incerteza Tipo Incerteza padrão Distribuição u Incerteza combinada Diâmetro roldana B 0,05 mm triangular u= a 2√6 0,010206 mm 0,05 mm Massa B 0,1 g retangular u= a 2√3 0,028868 g 0,1 g Altura H B 1 mm triangular u= a 2√6 0,204124 mm 1 mm Altura do cilindro B 0,05 mm triangular u= a 2√6 0,010206 mm 0,05 mm Tempo de descida A gaussiana u= √n DP Anexo 2: Gráficos linearizados de cada analista Figura 5: Dados linearizados para o analista 2. Figura 6: Dados linearizados para o analista 3. Figura 7: Dados linearizados para o analista 4. Figura 8: Dados linearizados para o analista 5. Anexo 3: Cálculos da Inércia,Torque e Incertezas